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Apostila de motomecanização (motosserras) que apresenta tipos e funcionamento de motores 2 e 4 tempos e descreve cilindro/pistão, alimentação (carburador, filtro), ignição, arrefecimento, arranque, transmissão, freio de corrente, lubrificação e dispositivos de segurança conforme NR12.

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ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL 
SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR 
CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE MOTOMECANIZAÇÃO – EMMC 
 
MOTOSSERRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instrutores: 3º Sgt Flávio João 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Campo Grande 
2009 
3 – TIPOS DE MOTOR 
 
 
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL 
SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA 
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR 
ACADEMIA DE BOMBEIRO MILITAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE MOTOMECANIZAÇÃO – EMMC 
 
MOTOSERRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instrutor: 1º Sgt Flávio João 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Campo Grande 
2010 
 
Os motores de combustão interna são capazes de transformar a energia química 
em energia mecânica, na forma de movimento rotativo de trabalho.Existem, 
basicamente, dois tipos de motores de ciclo Otto: 
 Motor 2 tempos 
 Motor 4 temposMOTORES 4 TEMPOS 
Os motores 4 tempos são de construção mais complexa, seu peso é maior devido 
ao cárter, comando de válvulas etc.... 
 
MOTORES 2 TEMPOS 
São de construção mais simples e conseqüentemente seu peso é bastante 
reduzido, necessitam de óleo lubrificante misturado com o combustível para garantir a 
lubrificação das partes móveis. 
FUNCIONAMENTO DO MOTOR 4 TEMPOS  2 voltas completas do 
virabrequim são necessárias para realizar os 4 tempos: Admissão, compressão, explosão 
e descarga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No motor 2 tempos é necessário somente 1 volta completa para realizar os 4 
tempos. 
 
 
 
 
 
4 – MOTO-SERRAS 
 
A primeira motosserra foi fabricada em 1929 e pesava 63,5kg. 
Em 1950 foi criada a primeira moto-serra para um só operador, pesava 19kg e chama-se 
STHIL-BL, sendo a precursora das motosserras atuais. 
 
4.1 – SISTEMA DE FUNCIONAMENTO DO MOTOR 
CILINDRO E PISTÃO  São construídos em alumínio, com baixo peso, o pistão 
transmite a força da explosão para o virabrequim e o cilindro age como uma câmara 
atuando como guia para o pistão e direciona a explosão. 
 
4.2 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO 
 
CARBURADOR  Exige funcionamento perfeito em qualquer posição, por 
isso utilizam carburadores de membranas sem bóia e com bomba de combustível 
integrada, que independe da posição para o funcionamento. 
FILTRO DE AR  Deve reter as impurezas do ar aspirado e, assim, evitar o 
desgaste das peças do motor. O filtro de ar sujo diminui a potência, aumenta o consumo 
de combustível e dificulta o arranque. 
Para se efetuar a limpeza do filtro devemos primeiro fechar a borboleta do 
afogador, retirar o filtro e limpa-lo com gasolina pura ou água e sabão com jatos de 
água ou ar de dentro para fora. 
 
4.3 – SISTEMA DE IGNIÇÃO 
 
IGNIÇÃO ELETRÔNICA (SEM PLATINADO) 
Vantagem: Não é sensível a umidade, calor ou sujeira. Ponto de ignição sempre exato. 
Desvantagem: Em caso de defeito não é reparável. 
A ignição magnética de alta tensão compõe-se do volante com imã permanente e 
módulo de ignição. 
Para o funcionamento são necessários também, cabo de ignição, vela de ignição 
e interruptor de partida. 
A centelha da vela de ignição é gerada a cada rotação do volante, o imã 
permanente passa pelo módulo gerando alteração do fluxo magnético e corrente elétrica. 
A bobina disponibiliza a alta tensão para gerar a centelha na vela. 
 
4.4 – SISTEMAS DE ARREFECIMENTO 
 
Responsável pelo arrefecimento do motor é composto por um volante com 
hastes que gera um fluxo de ar direto para as aletas do cilindro (difusores ou 
dissipadores de calor). As hastes necessitam de limpeza periodicamente. 
 
 
4.5 – SISTEMA DE ARRANQUE 
 
Esse sistema pode ter 1 ou 2 engates. Ao puxar o cordão a polia gira e a peça de 
engate abrem e encaixam-se nas ranhuras do volante o qual é movimentado juntamente 
com o virabrequim. Em seguida é retraído sob ação da mola de recuo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.6 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO 
 
É feito através de uma embreagem centrifuga que pressiona 3 contrapesos contra 
o tambor da embreagem e transmite a força do motor ao conjunto de corte. 
É acionada entre 2300 e 2800RPM. 
 
4.7 – SISTEMA DE FREIO DA CORRENTE 
 
É o principal sistema de segurança das motoserras, pois garante parada 
instantânea da corrente em caso de rebote ou queda. 
O acionamento é feito por queda ou movimento brusco, através de uma cinta no 
tambor da embreagem. 
Ainda podemos citar outros sistemas de segurança, como por exemplo, pino 
pega corrente, protetor de mão direita e esquerda e trava do acelerador, atendendo a 
NR12 do Ministério do Trabalho. 
 
4.8 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO 
 
A bomba transporta o óleo do reservatório para o sabre e corrente. É acionada 
pela rotação do motor por um pino localizado na porca do pinhão da corrente. O óleo 
mais comumente usado é o 20w50. Esse sistema é responsavel por fornecer lubrificação 
eficaz ao conjunto de corte que é composto de sabre, corrente e pinhão. 
 
 
 
 
4.9 – CONJUNTO DE CORTE 
 
É composto de sabre, corrente e pinhão, sendo que o par sabre/corrente é de 
vital importância para o rendimento da máquina em serviço. 
SABREO sabre serve como guia para a corrente, deve sempre receber 
lubrificação adequada e estar livre de danos, geralmente a vida útil de 01 pinhão é para 
2 sabres e para 4 correntes. Deve ser invertido diariamente, não ter rebarbas ou 
rachaduras nos trilhos. 
 
Existem vários tipos de sabre, para diferentes modelos de motosserras, 
podemos citar o Duromatic, Rollomatic e o Rollomatic S. 
 
CORRENTE A corrente de corte é o elemento de atuação direta no 
corte da madeira; são oferecidos vários tipos de perfis de dente de corte para melhor 
adequação ao uso. A durabilidade depende da afiação, do tensionamento e da 
lubrificação. Na substituição da corrente por uma nova, deverá ser feito o 
“AMACIAMENTO” DA CORRENTE. Em função do desgaste inicial, montar a 
corrente já lubrificada e funcionar sem cortar nada por 1 minuto. Desligar a maquina e 
deixar esfriar por 5 minutos, tencionar a corrente e repetir o procedimento 4 vezes. 
 
 
 
BOMBA DE ÓLEO RESERVATÓRIO DE 
ÓLEO 
ORIFÍCIO DE 
LUBRIFICAÇÃO 
PINO DA BOMBA 
 
Picco Mini + Picco Micro: 
Especialmente desenhadas para o uso em moto-serras leves. A Pico Mini, em particular, 
caracteriza-se pela sua baixa tendência para o rebate. 
 
 
Rapid Micro: 
Para uso universal e profissional na agricultura, na indústria florestal e na construção. 
 
 
Picco Micro 1 + Rapid Micro 2: 
O elo de união de segurança garante um baixo rebate. Recomendada para todos os 
utilizadores ocasionais de moto-serras. Equipamento Standard em alguns países. 
 
 
Rapid Super: 
Corrente de alto rendimento para profissionais. Com esta corrente, conseguem-se 
resultados espetaculares. 
 
 
Rapid Duro: 
Corrente de metal duro para as condições mais difíceis, por exemplo, para o corte de 
madeira suja ou gelada 
 
 
PINHÃO É o elemento que atua na transmissão da rotação do motor para 
a corrente. Existem 2 tipos: pinhão estrela e o rolete, sendo que o modelo rolete 
proporciona uma rotação maior com menos atrito. 
 
 
 
 Estrela Rolete 
 
4.10 – SISTEMA DE ESCAPE 
 
O Escapamento é o elemento responsável em receber a descarga de gases do 
motor para reduzir o nível de ruído e eliminar as centelhas, pois possui abafador de 
centelhas. Caso contrário causaria incêndios, pois a moto-serra opera em contato com 
madeira (combustível). Opera a altas temperaturas. 
 
 
 
 
4.11 – INSTRUÇÃO E OPERAÇÃO 
 
Aqui veremos as instruções de manejo para a moto-serra STIHL 08 S, modelo 
mais comum na Corporação. Estas instruções devem ser lidas antes de por a moto-serra 
em funcionamento pela primeira vez, evitando desta forma, seu manejo incorreto. 
Em outros modelos de moto-serras, disponíveis nas viaturas de salvamento, as mesmas 
orientaçõesdeverão ser seguidas, observando as particularidades, porém o que difere 
são somente alguns dispositivos. 
Observe, principalmente, as instruções para prevenção de acidentes, lendo-as 
cuidadosamente, mesmo se já souber lidar com este equipamento, posto que a operação 
da mesma ocorrerá em situações adversas, ou seja, em atendimento de emergência. 
A seguir, apresentaremos os elementos de manejo da moto-serra. 
 
 
 
 
 
4.12 – COMBUSTÍVEL 
 
O motor a dois tempos precisa ser acionado com uma mistura de gasolina e óleo 
para motores 2 tempos. 
 Para a mistura, utilizar óleo dois tempos ou da classe de viscosidade SAE 30. A 
proporção de mistura é de 1:25 (1 parte de óleo para 25 partes de gasolina) 
 Não se esqueça de agitar bem o recipiente com a mistura, antes de ligar a moto-
serra. 
 
4.13 – ÓLEO LUBRIFICANTE DA CORRENTE 
 
 O tempo de vida útil da corrente e do sabre depende também de uma boa 
lubrificação e da qualidade do óleo lubrificante. 
 Jamais usar óleo queimado. Usar somente óleos lubrificantes para correntes 
recomendados pelo fabricante, comumente usamos o SAE 20W50. 
 Sempre que abastecer a moto-serra com combustível, reabasteça também o 
tanque de óleo lubrificante da corrente, pois o equipamento já é projetado para consumir 
os dois proporcionalmente. 
Caso perceba que há uma diferença de consumo muito grande entre o 
combustível e o óleo lubrificante da corrente, verifique o que está ocorrendo, 
provavelmente, não está lubrificando a corrente corretamente. 
É importante limpar cuidadosamente as proximidades das tampas dos tanques 
antes de abri-las. Cuide para que não caia sujeira no tanque durante o abastecimento. 
 
4.14 – MONTAGEM DO SABRE E DA CORRENTE 
 
O sabre e a corrente são fornecidos desmontados por questões de segurança. 
Para montagem, desparafuse as porcas flangeadas e o parafuso cilíndrico da tampa do 
pinhão da corrente. 
Depois, recue a porca tensora que se encontra atrás da chapa lateral interna, 
girando o parafuso tensor à esquerda até encostar. Segure o sabre com a ponta para cima 
em sentido vertical e coloque a corrente iniciando pela ponta. 
Montar o sabre com a corrente, colocando a ranhura ovalada do sabre sobre os 
parafusos prisioneiros. Cuide para que os gumes dos dentes de corte da parte superior 
apontem para a cabeça do sabre e que o pino da porca tensora engate no orifício inferior 
do sabre. Coloque a corrente ao redor do pinhão e monte novamente a tampa do pinhão 
sobre os parafusos prisioneiros. 
Coloque as porcas flangeadas sobre os parafusos prisioneiros e introduza o 
parafuso cilíndrico sem dar toque. 
Levante o sabre na ponta e gire o parafuso tensor à direita até que a corrente 
encoste no lado inferior do sabre. Levante novamente o sabre e dê o torque nas porcas 
flangeadas e no parafuso cilíndrico. 
A corrente estará esticada corretamente se estiver encostando na parte inferior do 
sabre e ainda puder ser puxada com a mão. 
Com o tempo de serviço o operador desenvolve novas técnicas de colocação da 
corrente nos mais diversos tipos de motosserras. 
 
4.15 – ARRANQUE 
 
Dar o arranque somente com a tampa do pinhão montada. Colocar a moto-serra 
no chão, procurando uma posição segura e uma boa base com os pés. Pisar na alça 
próximo ao acelerador e segurar com uma das mãos na alça de transporte. Cuidar para 
que a corrente não encoste em nenhum objeto e nem no chão. 
Nenhuma outra pessoa deve se encontrar na zona de alcance do sabre. 
Para o processo de arranque, segue-se: 
 Primeiramente, certifique que a trava do equipamento do protetor de mão 
está destravada; 
 Colocar a chave do interruptor de partida na posição contrária a “STOP”; 
 Com motor frio, colocar a corrediça do afogador na posição “CHOKE”. 
Puxar o manípulo de arranque uma ou duas vazes e retornar o afogador, 
puxando novamente, caso não consiga, repita o procedimento; 
 Com o motor quente, colocar a corrediça do afogador na posição 
contrária à “CHOKE”. Isto vale também para motor que já funcionou, 
mas já está frio; 
 Levar a alavanca do acelerador para a posição de meia-aceleração, 
pressionando primeiro a trava do acelerador, a alavanca do acelerador e 
então o botão de meia aceleração. Depois, soltar primeiro a alavanca do 
acelerador e depois o botão de meia-aceleração; 
 Para dar o arranque na moto-serra, segurar firmemente a alça de 
transporte com a mão esquerda. Com a mão direita, puxar lentamente o 
manípulo de arranque até sentir resistência. Depois, puxar com rapidez e 
fortemente. O cordão não deve ser puxado mais do que 70 cm, pois 
existe o perigo de ruptura. Puxar o cordão até que o motor dê a primeira 
explosão. Colocar imediatamente a corrediça do afogador em sentido 
contrário à “CHOKE” (em arranque com motor frio). 
 Quando o motor estiver funcionando, dar uma breve acelerada para que o 
botão de meia aceleração desengate e para que o motor passe para a 
marcha lenta; 
 Para desligar o motor, colocar o interruptor na posição “STOP”; 
 
No arranque do motor, ainda deve ser observado o seguinte: 
 
 A alavanca do afogador está diretamente ligada à borboleta do afogador. 
Se a alavanca do afogador estiver em “CHOKE”, a borboleta do 
afogador estará fechada; 
 Durante o arranque de um motor frio, a alavanca do afogador deve ficar 
em “CHOKE” até que o motor dê a primeira explosão. Depois, coloque 
imediatamente a alavanca na posição contrária à “CHOKE” mesmo que 
o motor pare e haja necessidade de continuar com o arranque. Se a 
alavanca ficar em “CHOKE”, a câmara de combustão inunda 
excessivamente e o motor “afoga”; 
 Se a alavanca do afogador, após a primeira explosão, tiver sido colocada 
na posição contrária à “CHOKE” e o motor, após várias tentativas, ainda 
não arrancar, então já está afogado. Neste caso, desaparafuse a vela de 
ignição e segure-a. Puxe o manípulo de arranque várias vezes com a vela 
de ignição desaparafusada para ventilar a câmara de combustão. A chave 
do interruptor deve estar em “STOP”. Em nova tentativa de arranque, 
também com motor frio, coloque a alavanca do afogador na posição 
contrária à “CHOKE” e leve o acelerador para a posição de meia-
aceleração; 
 Em temperaturas muito baixas, empurre a alavanca do afogador até o 
meio, após a primeira explosão. Deixe o motor aquecer algum tempo e 
coloque a alavanca do afogador na posição contrária à “CHOKE”. 
Acelere um pouco para que o botão de meia-aceleração desengate; 
 OBSERVAÇÃO: Um motor novo ou que tenha trabalhado até terminar o 
combustível, não arranca imediatamente após o abastecimento, pois a 
membrana do carburador somente consegue aspirar combustível em 
quantidade suficiente após várias puxadas do cordão de arranque. 
 
4.16 – MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO 
 
A manutenção básica de 1º escalão pode ser considerada como aquela que deve 
ser realizada periodicamente ou após cada vez que se utilizar o equipamento ou ainda 
após o término de qualquer trabalho. A manutenção deve ser realizada com muita 
atenção, pois o bom funcionamento e maior vida útil do seu equipamento dependerão 
disso. 
 
Ela consiste nos seguintes passos: 
 
MANUTENÇÃO DIÁRIA MANUTENÇÃO SEMANAL 
 Afiação; 
 Limpeza do filtro de ar (água e sabão); 
 Limpeza do sabre e corrente; 
 Virar o sabre; 
 Limpeza geral (água e sabão); 
 Verificar sistema de lubrificação; 
 Efetuar a diária; 
 Verificar rotações; 
 Tirar a rebarba do sabre; 
 Verificar a abertura do 
eletrodo; 
 Limpeza das aletas. 
 
4.17 – REGULAGEM DO CARBURADOR 
 
Em princípio, o carburador sai do fabricante com uma regulagem padrão, que é 
feita nas condições climáticas de onde a fábrica está localizada, assim, a motosserra 
estará regulada para operar com potência máxima e com baixo consumo de 
combustível. 
O que ocorre é que a moto-serras que foram reguladas no padrão do fabricante, 
não irá trabalhar nas condições climáticas e de altitude iguais àquelas de onde foram 
feitas.Sendo assim, vamos entender a regulagem padrão e saber fazer os ajustes 
necessários para que a motosserra tenha o melhor desempenho. 
 
4.18 – REGULAGEM PADRÃO 
 
1º - Localizar os parafusos indicados pelas letras “L” e “H” na parte lateral da 
motosserra; 
2º - Os dois parafusos deverão ser girados no sentido horário até o assentamento 
total, mas sem aperto; 
3º - O parafuso indicado pela letra “H” é o parafuso de regulagem alta (HI), deve 
ser girado uma volta aberto; 
4º - O parafuso indicado pela letra “L” é o parafuso de regulagem da marcha 
lenta (LOW) e deve ser girado uma volta aberto. 
Essa é a regulagem padrão do fabricante, mas se caso ao adquirir o equipamento 
e este apresentar instabilidade na marcha lenta ou não conseguir manter-se funcionando, 
devemos fazer o ajuste de acordo com as condições do local que iremos executar o 
trabalho, seja em grandes altitudes ou ao nível do mar. Para fazer os ajustes necessários, 
se estiver em um lugar alto, deverá girar levemente o parafuso de regulagem principal 
no sentido horário e se caso estiver no nível do mar, deverá girar o parafuso de 
regulagem principal no sentido anti-horário. Esse ajuste deve ser feito com muita 
precisão, pois um leve giro pode alterar todo o funcionamento da rotação do motor. 
O parafuso de regulagem principal “H” influência na potência e no número 
máximo de rotações do motor em marcha lenta. Se a regulagem é mal feita o número 
máximo de rotações do motor aumenta, gerando perigo de danos no mecanismo 
propulsor. 
Também é necessário que toda vez que se faça mudança no tamanho do sabre, se 
modifique a regulagem, atendendo a rotação máxima e mínima previstas no manual do 
fabricante, mas com o uso de um “tacômetro”. 
 
4.19 – FAZER A REGULAGEM DA MARCHA LENTA 
 
Isso deve ser feito quando a motosserra, estiver acelerada ou ainda quando 
deixada funcionando em marcha lenta o motor não apaga, não conseguindo manter-se 
em funcionamento. 
O parafuso de regulagem da marcha lenta é o indicado pela letra “L”, e deve ser 
ajustado levemente e sempre que este é ajustado, se faz necessário uma modificação do 
parafuso de encosto da marcha lenta “LA”, que fica localizado na parte traseira da 
motosserra ao lado do filtro de ar. 
Se o motor desliga na marcha lenta, deve-se abrir uma volta do parafuso de 
regulagem da marcha lenta ”L”, girar o parafuso de encosto da marcha lenta “LA” no 
sentido horário, até que a corrente comece a se movimentar, depois, girar um quarto de 
volta para trás. 
Se a corrente se movimenta na marcha lenta, o ajuste deve ser feito no parafuso 
da marcha lenta “L”, abrindo uma volta em seguida girar o parafuso de encosto da 
marcha lenta no sentido horário até que a corrente fique parada e continuar girando 
aproximadamente um quarto de volta na mesma direção. 
 
4.20 – CONTROLE DE LUBRIFICAÇÃO DA CORRENTE 
 
 
 
 
Essa lubrificação é muito importante, pois influenciará diretamente no 
desempenho da motosserra. Nunca devemos trabalhar sem a lubrificação da corrente, 
pois o conjunto de corte poderá ser destruído irreparavelmente em pouco tempo com a 
corrente movimentando a seco. Podemos tomar alguns cuidados para que isso não 
ocorra: 
 
- Controlar sempre a lubrificação da corrente; 
- Verificar o nível de óleo no tanque antes de iniciar o trabalho; 
- Controlar o esticamento da corrente; 
- Desobstruir se necessário, o orifício de passagem de óleo no 
sabre; 
- Fazer a limpeza do sabre e da corrente após o uso. 
 
4.21 – LIMPEZA DO FILTRO DE AR 
 
O filtro de ar retém a sujeira aspirada para diminuir o desgaste das peças do 
mecanismo de acionamento. Ele estando sujo, diminui-se a potência do motor, 
aumentando assim, consumo de combustível, dificultando o arranque. 
- Antes de retirar o filtro de ar, coloque a alavanca do afogador na 
posição “CHOKE”; 
- Desparafuse a tampa do filtro; 
- Retire o acúmulo de sujeira do filtro de ar e dos arredores com 
pincel ao pano, antes da desmontagem; 
- Para limpeza diária, apenas bata o filtro contra ao palma da mão e 
limpe-o com um pincel macio; 
- Uma vez por semana lavá-lo com líquido não inflamável; 
- Trocar o filtro de ar sempre que estiver com a tela danificada; 
- Após a limpeza, retorne o afogador para a posição contrária a 
“CHOKE”. 
 
4.22 – CONTROLE DA VELA DE IGNIÇÃO 
 
Se a potência do motor está insuficiente, arranque ruim ou distúrbios na marcha 
lenta, antes de qualquer procedimento, deve verificar a vela de ignição: 
- Desmontar e limpar a vela de ignição; 
- Verificar a distância dos eletrodos (0,5mm) 
- a vela de ignição deverá ser substituída após 150 (cento e cinquenta) horas 
de trabalho ou antes que os eletrodos estejam queimados. 
- Se a vela estiver com a porcelana quebrada. 
- Faça opção pela vela descrita no manual do proprietário. 
4.23 – SUBSTITUIÇÃO DO CORDÃO 
 
Este é um processo fácil e rápido, que se caso acontecer do cordão de arranque 
vir a romper poderemos fazer a troca sem maiores problemas para isso devemos: 
- Desparafusar os três parafusos que fixam a carcaça do ventilador; 
- Empurrar a proteção da mão para cima; 
- Retirar a carcaça do ventilador; 
- Com a chave de fenda ou um alicate apropriado, retirar o grampo elástico 
cuidadosamente do eixo; 
- Retirar a polia com a arruela e as peças de engate; 
- Retirar o cordão do cabo com uma chave de fenda; 
- Retirar os restos do cordão da polia e do manípulo de arranque; 
- Colocar um novo cordão de arranque, de cima para baixo, pelo manípulo 
de arranque; 
- Puxar o cordão de arranque pela polia e firmá-la com um nó simples na 
polia; 
- Umedecer o furo do mancal da polia com óleo sem resina; 
- Colocar a polia no eixo, girá-la para a direita e para a esquerda até que o 
olhal da mola de recuo engate; 
- Colocar novamente as peças de engate na polia. Colocar a arruela no 
eixo; 
- Encaixar o grampo elástico com chave de fenda ou um alicate 
apropriado no eixo e pressionar os pinos das peças de engate; 
- O grampo elástico deve indicar no sentido horário. 
 
Contudo, ainda teremos que tencionar a mola de recuo. Para isso devemos: 
- Formar um laço com o cordão de arranque e, com este, girar a polia seis 
voltas; 
- Segurar a polia, puxar o cordão torcido para fora e pô-lo em ordem; 
- Soltar a polia; 
- Deixar recuar o cordão de arranque lentamente., de maneira que esta se 
enrole sobre a polia. O cabo deve ser puxado bem firme na bucha do 
cordão. Se ele cair para o lado, enrole a mola mais uma volta; 
- Com o cordão completamente puxado para fora, a polia ainda deve ser 
girada mais meia volta. Se isso não for possível, a mola está esticada 
demasiadamente. Perigo de ruptura. 
- Desenrolar o cordão em uma volta. 
- 
4.24 – AFIAR OS DENTES DA CORRENTE 
 
Para serrar sem esforço, mantenha a corrente de sua moto-serra devidamente 
afiada. Uma corrente corretamente afiada, corta sem esforço e entra na madeira somente 
com uma pequena pressão de avanço. 
Trabalhar com a corrente sem fio, além de exigir maior esforço físico do 
operador, não é econômico e os resultados do corte não serão satisfatórios. 
Para afiarmos a corrente, deve-se usar limas e limatões apropriados para o 
tamanho do dente e espessura. 
O processo de afiar os dentes requer atenção, pois devem ser afiados num 
mesmo ângulo de corte, desgastando o interior do dente por igual e no mesmo sentido, 
eliminando as rebarbas, formando assim, os “bicos de papagaios”. 
A guia da corrente também deve ser desgastada com uma lima chata, porém, 
com menos freqüência do que os dentes, pois com menos intensidade. 
 
Detalhes Importantes 
- Manter a corrente sempre afiada; 
- Use ferramentas apropriadas para substituir os elos da corrente 
(desrebitador, rebitador e alicate) quando disponiveis; 
- Utilizar limas específicas para a afiação das moto-serras; 
- Limar com sabre fixo na motosserra; 
- Limar somente de dentro para fora; 
Limar somente os dentes de corte, nunca os elos de traçãoe de ligação. 
4.25 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
 
 Todas as técnicas e conhecimentos adquiridos com o machado e com a serra 
manual valem também para a moto-serra. Entretanto, o rápido desenvolvimento do 
trabalho e alta velocidade da corrente podem provocar acidentes, se não for tomado 
cuidado necessário. 
 As recomendações para a prevenção de acidentes devem obrigatoriamente ser 
observadas. Além das instruções contidas nos diversos parágrafos das instruções de 
manejo, devem ser observados os seguintes pontos: 
 Toda pessoa que trabalhar pela primeira vez com uma moto-serra deve ser 
orientada por um instrutor competente; 
 Não fume nem derrame combustível ao abastecer. Se for derramado 
combustível, limpe imediatamente a máquinas e dê o arranque em outro lugar; 
 É proibida a permanência de qualquer outra pessoa na zona de alcance da serra; 
 Dê o arranque sempre com a moto-serra apoiada sobre uma área plana e com o 
protetor de mão acionado (travado) se estiver em local elevado. A corrente não 
deve tocar nenhum objeto, nem no chão. Ao dar o arranque, o operador deve 
tomar uma posição firme e segura; 
 Antes de iniciar o trabalho, teste a moto-serra quanto ao seu perfeito 
funcionamento (acelerador, interruptor, etc.). Transporte-a sempre com motor 
desligado ou com o freio de corrente travado. 
 Quando for transportar em um aclive, o sabre deve apontar para trás; em declive, 
o sabre deve apontar para frente, devido a reação de soltar o equipamento em 
caso de queda do operador; 
 Durante o trabalho, segure-a com as duas mãos para tê-la sob controle a todo o 
momento. Firme as garras contra o tronco antes de iniciar o corte e sempre entre 
no corte com aceleração máxima. Quem trabalha sem o batente da agarra poderá 
ser jogado para frente. Retire-a do corte com a corrente em movimento; 
 Opere a moto-serra de maneira que nenhuma parte do corpo fique exposta na 
região e alcance do movimento da corrente; 
 Trabalhe calma e concentradamente para eliminar a possibilidade de acidente. 
Antes de iniciar o corte de abate, cuide para que a árvore a ser derrubada não 
ponha ninguém em perigo; 
 Obedeça a distancia mínima de 2,5 comprimentos de árvores até outro operador. 
Gritos de advertência são dificilmente ouvidos devido ao ruído do motor; 
 Quando a árvore começar a cair, recue sempre para os lados a 45 graus e cuide 
os galhos que podem cair; 
 Utilize somente cunhas de madeira, de metal leve ou material plástico. Não 
utilize cunhas de aço pelo perigo de rompimento da corrente. 
 Se um ajudante precisar empurrar ou puxar a árvore a ser derruba, deve ser 
utilizado um cabo suficientemente comprido; 
 Cuidado ao cortar troncos rachados. Há perigo das lascas de madeira cortada ser 
atiradas para trás, utilize a tecnica de corte correta. 
 Cuidado com terrenos escorregadios e com declives. Trabalhando em declives, o 
operador deve se colocar sempre acima do tronco a ser cortado; 
 Madeira na horizontal ou na vertical, que está sob tensão ou maior peso, deve ser 
cortado primeiro no lado da pressão e só depois fazer o corte de abate no local 
da tração, caso contrário a serra poderá trancar ou rebater para trás; 
 Observe sempre a correta tensão, lubrificação e afiação da corrente; 
 Ao controlar a tensão da corrente, ao reapertar a corrente ou trocá-la, o motor 
deve estar desligado; 
 Use capacetes de proteção em todos os trabalhos. Os mais apropriados são os 
com proteção no rosto (contra serragem). Luvas firmes de couro, roupas 
ajustadas, calças apropriada (EPI) e calçado com boas garras; 
 No caso, o próprio uniforme com bota ou coturno, com capacete, gandola com 
mangas estendidas, óculos de proteção, protetor auricular ou abafador e luvas de 
vaqueta, são proteções aceitáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TECNICAS SUGERIDAS PARA CORTES 
 
ESCOLHA DA MELHOR ROTA DE FUGA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOTO-SERRA STIHL 08 S 
POTÊNCIA: 2,8KW 
PESO SEM CONJUNTO DE CORTE: 7,1KG 
CAPACIDADE TANQUE ÓLEO: 0,34L 
SABRES DISPONÍVEIS: 33, 43 E 53CM 
CORRENTE: 0,404” RAPID-STANDARD 
ROTAÇÃO MÁXIMA: 10.000RPM 
CILINDRADAS: 60,3 CM3 
ROTAÇÃO LENTA: 2000 RPM 
CAP. DO TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 0,76L 
MOTO-SERRA STIHL 066 
POTÊNCIA: 5,2 KW 
PESO SEM CONJUNTO DE CORTE: 7,3KG 
CAPACIDADE TANQUE ÓLEO: 0,35L 
SABRES DISPONÍVEIS: 63 E 75CM 
CORRENTE: 3/8” RAPID MICRO E RAPID SUPER 
ROTAÇÃO MÁXIMA: 12.000RPM 
CILINDRADAS: 91,6 CM3 
ROTAÇÃO LENTA: 2500 RPM 
CAP. DO TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 0,84L 
ÓLEO API-TC 2 TEMPOS - 1:25 
Litros de gasolina ml óleo 
0,5 20 
1,0 40 
5,0 200 
MOTO-SERRA STIHL 051 
POTÊNCIA :4,3 kw 
PESO :9,7 Kg 
TANQUE DE ÓLEO: 0,55 litros 
SABRES : DUROMATIC 53, 63, 75cm 
CORRENTE: 0,404" Rapid-Standard 
 ROTAÇÃO MÁXIMA : 10.000 rpm 
CILINDRADA: 89,2 cm³ 
ROTAÇÃO LENTA : 2.000 rpm 
TANQUE DE COMBUSTÍVEL : 0,9 litros 
 
MOTO-SERRA STIHL 036 
POTÊNCIA: 3,5 kw 
PESO SEM CONJUNTO DE CORTE: 5,7 Kg 
TANQUE DE ÓLEO: 0,32 litros 
SABRE DISPONÍVEL: Duromatic: 33, 40, 50 cm
 Rollomatic:32, 37, 40, 50 cm 
CORRENTE: 3/8" Rapid Super, 
 Rapid Micro 
ROTAÇÃO MÁXIMA: 13.500 rpm 
CILINDRADA: 61,5 cm³ 
ROTAÇÃO LENTA: 2.800 rpm 
RELAÇÃO PESO/POTÊNCIA: 1,628 kg/kw 
TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 0,625 litros 
 
CORTE DIRECIONAL 
 
 
 
CORTE DE TRONCO OCO 
 
 
 
 
TRONCO COM TENDÊNCIA A RACHADURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARVORES COM TRONCOS MUITO GROSSOS 
 
 
 
TRONCOS INCLINADOS 
 
 
 
ARVORES COM SAPOPEMAS 
 
 
 
 
 
 
 
GALHOS SOB TENSÃO 
 
 
 
 
 
ALTERANDO A DIREÇÃO (USO DE CUNHAS)

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