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ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS APOSTILA DE MOTOMECANIZAÇÃO – EMMC MOTOSSERRAS Instrutores: 3º Sgt Flávio João Campo Grande 2009 3 – TIPOS DE MOTOR ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR ACADEMIA DE BOMBEIRO MILITAR APOSTILA DE MOTOMECANIZAÇÃO – EMMC MOTOSERRAS Instrutor: 1º Sgt Flávio João Campo Grande 2010 Os motores de combustão interna são capazes de transformar a energia química em energia mecânica, na forma de movimento rotativo de trabalho.Existem, basicamente, dois tipos de motores de ciclo Otto: Motor 2 tempos Motor 4 temposMOTORES 4 TEMPOS Os motores 4 tempos são de construção mais complexa, seu peso é maior devido ao cárter, comando de válvulas etc.... MOTORES 2 TEMPOS São de construção mais simples e conseqüentemente seu peso é bastante reduzido, necessitam de óleo lubrificante misturado com o combustível para garantir a lubrificação das partes móveis. FUNCIONAMENTO DO MOTOR 4 TEMPOS 2 voltas completas do virabrequim são necessárias para realizar os 4 tempos: Admissão, compressão, explosão e descarga. No motor 2 tempos é necessário somente 1 volta completa para realizar os 4 tempos. 4 – MOTO-SERRAS A primeira motosserra foi fabricada em 1929 e pesava 63,5kg. Em 1950 foi criada a primeira moto-serra para um só operador, pesava 19kg e chama-se STHIL-BL, sendo a precursora das motosserras atuais. 4.1 – SISTEMA DE FUNCIONAMENTO DO MOTOR CILINDRO E PISTÃO São construídos em alumínio, com baixo peso, o pistão transmite a força da explosão para o virabrequim e o cilindro age como uma câmara atuando como guia para o pistão e direciona a explosão. 4.2 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO CARBURADOR Exige funcionamento perfeito em qualquer posição, por isso utilizam carburadores de membranas sem bóia e com bomba de combustível integrada, que independe da posição para o funcionamento. FILTRO DE AR Deve reter as impurezas do ar aspirado e, assim, evitar o desgaste das peças do motor. O filtro de ar sujo diminui a potência, aumenta o consumo de combustível e dificulta o arranque. Para se efetuar a limpeza do filtro devemos primeiro fechar a borboleta do afogador, retirar o filtro e limpa-lo com gasolina pura ou água e sabão com jatos de água ou ar de dentro para fora. 4.3 – SISTEMA DE IGNIÇÃO IGNIÇÃO ELETRÔNICA (SEM PLATINADO) Vantagem: Não é sensível a umidade, calor ou sujeira. Ponto de ignição sempre exato. Desvantagem: Em caso de defeito não é reparável. A ignição magnética de alta tensão compõe-se do volante com imã permanente e módulo de ignição. Para o funcionamento são necessários também, cabo de ignição, vela de ignição e interruptor de partida. A centelha da vela de ignição é gerada a cada rotação do volante, o imã permanente passa pelo módulo gerando alteração do fluxo magnético e corrente elétrica. A bobina disponibiliza a alta tensão para gerar a centelha na vela. 4.4 – SISTEMAS DE ARREFECIMENTO Responsável pelo arrefecimento do motor é composto por um volante com hastes que gera um fluxo de ar direto para as aletas do cilindro (difusores ou dissipadores de calor). As hastes necessitam de limpeza periodicamente. 4.5 – SISTEMA DE ARRANQUE Esse sistema pode ter 1 ou 2 engates. Ao puxar o cordão a polia gira e a peça de engate abrem e encaixam-se nas ranhuras do volante o qual é movimentado juntamente com o virabrequim. Em seguida é retraído sob ação da mola de recuo. 4.6 – SISTEMA DE TRANSMISSÃO É feito através de uma embreagem centrifuga que pressiona 3 contrapesos contra o tambor da embreagem e transmite a força do motor ao conjunto de corte. É acionada entre 2300 e 2800RPM. 4.7 – SISTEMA DE FREIO DA CORRENTE É o principal sistema de segurança das motoserras, pois garante parada instantânea da corrente em caso de rebote ou queda. O acionamento é feito por queda ou movimento brusco, através de uma cinta no tambor da embreagem. Ainda podemos citar outros sistemas de segurança, como por exemplo, pino pega corrente, protetor de mão direita e esquerda e trava do acelerador, atendendo a NR12 do Ministério do Trabalho. 4.8 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO A bomba transporta o óleo do reservatório para o sabre e corrente. É acionada pela rotação do motor por um pino localizado na porca do pinhão da corrente. O óleo mais comumente usado é o 20w50. Esse sistema é responsavel por fornecer lubrificação eficaz ao conjunto de corte que é composto de sabre, corrente e pinhão. 4.9 – CONJUNTO DE CORTE É composto de sabre, corrente e pinhão, sendo que o par sabre/corrente é de vital importância para o rendimento da máquina em serviço. SABREO sabre serve como guia para a corrente, deve sempre receber lubrificação adequada e estar livre de danos, geralmente a vida útil de 01 pinhão é para 2 sabres e para 4 correntes. Deve ser invertido diariamente, não ter rebarbas ou rachaduras nos trilhos. Existem vários tipos de sabre, para diferentes modelos de motosserras, podemos citar o Duromatic, Rollomatic e o Rollomatic S. CORRENTE A corrente de corte é o elemento de atuação direta no corte da madeira; são oferecidos vários tipos de perfis de dente de corte para melhor adequação ao uso. A durabilidade depende da afiação, do tensionamento e da lubrificação. Na substituição da corrente por uma nova, deverá ser feito o “AMACIAMENTO” DA CORRENTE. Em função do desgaste inicial, montar a corrente já lubrificada e funcionar sem cortar nada por 1 minuto. Desligar a maquina e deixar esfriar por 5 minutos, tencionar a corrente e repetir o procedimento 4 vezes. BOMBA DE ÓLEO RESERVATÓRIO DE ÓLEO ORIFÍCIO DE LUBRIFICAÇÃO PINO DA BOMBA Picco Mini + Picco Micro: Especialmente desenhadas para o uso em moto-serras leves. A Pico Mini, em particular, caracteriza-se pela sua baixa tendência para o rebate. Rapid Micro: Para uso universal e profissional na agricultura, na indústria florestal e na construção. Picco Micro 1 + Rapid Micro 2: O elo de união de segurança garante um baixo rebate. Recomendada para todos os utilizadores ocasionais de moto-serras. Equipamento Standard em alguns países. Rapid Super: Corrente de alto rendimento para profissionais. Com esta corrente, conseguem-se resultados espetaculares. Rapid Duro: Corrente de metal duro para as condições mais difíceis, por exemplo, para o corte de madeira suja ou gelada PINHÃO É o elemento que atua na transmissão da rotação do motor para a corrente. Existem 2 tipos: pinhão estrela e o rolete, sendo que o modelo rolete proporciona uma rotação maior com menos atrito. Estrela Rolete 4.10 – SISTEMA DE ESCAPE O Escapamento é o elemento responsável em receber a descarga de gases do motor para reduzir o nível de ruído e eliminar as centelhas, pois possui abafador de centelhas. Caso contrário causaria incêndios, pois a moto-serra opera em contato com madeira (combustível). Opera a altas temperaturas. 4.11 – INSTRUÇÃO E OPERAÇÃO Aqui veremos as instruções de manejo para a moto-serra STIHL 08 S, modelo mais comum na Corporação. Estas instruções devem ser lidas antes de por a moto-serra em funcionamento pela primeira vez, evitando desta forma, seu manejo incorreto. Em outros modelos de moto-serras, disponíveis nas viaturas de salvamento, as mesmas orientaçõesdeverão ser seguidas, observando as particularidades, porém o que difere são somente alguns dispositivos. Observe, principalmente, as instruções para prevenção de acidentes, lendo-as cuidadosamente, mesmo se já souber lidar com este equipamento, posto que a operação da mesma ocorrerá em situações adversas, ou seja, em atendimento de emergência. A seguir, apresentaremos os elementos de manejo da moto-serra. 4.12 – COMBUSTÍVEL O motor a dois tempos precisa ser acionado com uma mistura de gasolina e óleo para motores 2 tempos. Para a mistura, utilizar óleo dois tempos ou da classe de viscosidade SAE 30. A proporção de mistura é de 1:25 (1 parte de óleo para 25 partes de gasolina) Não se esqueça de agitar bem o recipiente com a mistura, antes de ligar a moto- serra. 4.13 – ÓLEO LUBRIFICANTE DA CORRENTE O tempo de vida útil da corrente e do sabre depende também de uma boa lubrificação e da qualidade do óleo lubrificante. Jamais usar óleo queimado. Usar somente óleos lubrificantes para correntes recomendados pelo fabricante, comumente usamos o SAE 20W50. Sempre que abastecer a moto-serra com combustível, reabasteça também o tanque de óleo lubrificante da corrente, pois o equipamento já é projetado para consumir os dois proporcionalmente. Caso perceba que há uma diferença de consumo muito grande entre o combustível e o óleo lubrificante da corrente, verifique o que está ocorrendo, provavelmente, não está lubrificando a corrente corretamente. É importante limpar cuidadosamente as proximidades das tampas dos tanques antes de abri-las. Cuide para que não caia sujeira no tanque durante o abastecimento. 4.14 – MONTAGEM DO SABRE E DA CORRENTE O sabre e a corrente são fornecidos desmontados por questões de segurança. Para montagem, desparafuse as porcas flangeadas e o parafuso cilíndrico da tampa do pinhão da corrente. Depois, recue a porca tensora que se encontra atrás da chapa lateral interna, girando o parafuso tensor à esquerda até encostar. Segure o sabre com a ponta para cima em sentido vertical e coloque a corrente iniciando pela ponta. Montar o sabre com a corrente, colocando a ranhura ovalada do sabre sobre os parafusos prisioneiros. Cuide para que os gumes dos dentes de corte da parte superior apontem para a cabeça do sabre e que o pino da porca tensora engate no orifício inferior do sabre. Coloque a corrente ao redor do pinhão e monte novamente a tampa do pinhão sobre os parafusos prisioneiros. Coloque as porcas flangeadas sobre os parafusos prisioneiros e introduza o parafuso cilíndrico sem dar toque. Levante o sabre na ponta e gire o parafuso tensor à direita até que a corrente encoste no lado inferior do sabre. Levante novamente o sabre e dê o torque nas porcas flangeadas e no parafuso cilíndrico. A corrente estará esticada corretamente se estiver encostando na parte inferior do sabre e ainda puder ser puxada com a mão. Com o tempo de serviço o operador desenvolve novas técnicas de colocação da corrente nos mais diversos tipos de motosserras. 4.15 – ARRANQUE Dar o arranque somente com a tampa do pinhão montada. Colocar a moto-serra no chão, procurando uma posição segura e uma boa base com os pés. Pisar na alça próximo ao acelerador e segurar com uma das mãos na alça de transporte. Cuidar para que a corrente não encoste em nenhum objeto e nem no chão. Nenhuma outra pessoa deve se encontrar na zona de alcance do sabre. Para o processo de arranque, segue-se: Primeiramente, certifique que a trava do equipamento do protetor de mão está destravada; Colocar a chave do interruptor de partida na posição contrária a “STOP”; Com motor frio, colocar a corrediça do afogador na posição “CHOKE”. Puxar o manípulo de arranque uma ou duas vazes e retornar o afogador, puxando novamente, caso não consiga, repita o procedimento; Com o motor quente, colocar a corrediça do afogador na posição contrária à “CHOKE”. Isto vale também para motor que já funcionou, mas já está frio; Levar a alavanca do acelerador para a posição de meia-aceleração, pressionando primeiro a trava do acelerador, a alavanca do acelerador e então o botão de meia aceleração. Depois, soltar primeiro a alavanca do acelerador e depois o botão de meia-aceleração; Para dar o arranque na moto-serra, segurar firmemente a alça de transporte com a mão esquerda. Com a mão direita, puxar lentamente o manípulo de arranque até sentir resistência. Depois, puxar com rapidez e fortemente. O cordão não deve ser puxado mais do que 70 cm, pois existe o perigo de ruptura. Puxar o cordão até que o motor dê a primeira explosão. Colocar imediatamente a corrediça do afogador em sentido contrário à “CHOKE” (em arranque com motor frio). Quando o motor estiver funcionando, dar uma breve acelerada para que o botão de meia aceleração desengate e para que o motor passe para a marcha lenta; Para desligar o motor, colocar o interruptor na posição “STOP”; No arranque do motor, ainda deve ser observado o seguinte: A alavanca do afogador está diretamente ligada à borboleta do afogador. Se a alavanca do afogador estiver em “CHOKE”, a borboleta do afogador estará fechada; Durante o arranque de um motor frio, a alavanca do afogador deve ficar em “CHOKE” até que o motor dê a primeira explosão. Depois, coloque imediatamente a alavanca na posição contrária à “CHOKE” mesmo que o motor pare e haja necessidade de continuar com o arranque. Se a alavanca ficar em “CHOKE”, a câmara de combustão inunda excessivamente e o motor “afoga”; Se a alavanca do afogador, após a primeira explosão, tiver sido colocada na posição contrária à “CHOKE” e o motor, após várias tentativas, ainda não arrancar, então já está afogado. Neste caso, desaparafuse a vela de ignição e segure-a. Puxe o manípulo de arranque várias vezes com a vela de ignição desaparafusada para ventilar a câmara de combustão. A chave do interruptor deve estar em “STOP”. Em nova tentativa de arranque, também com motor frio, coloque a alavanca do afogador na posição contrária à “CHOKE” e leve o acelerador para a posição de meia- aceleração; Em temperaturas muito baixas, empurre a alavanca do afogador até o meio, após a primeira explosão. Deixe o motor aquecer algum tempo e coloque a alavanca do afogador na posição contrária à “CHOKE”. Acelere um pouco para que o botão de meia-aceleração desengate; OBSERVAÇÃO: Um motor novo ou que tenha trabalhado até terminar o combustível, não arranca imediatamente após o abastecimento, pois a membrana do carburador somente consegue aspirar combustível em quantidade suficiente após várias puxadas do cordão de arranque. 4.16 – MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO A manutenção básica de 1º escalão pode ser considerada como aquela que deve ser realizada periodicamente ou após cada vez que se utilizar o equipamento ou ainda após o término de qualquer trabalho. A manutenção deve ser realizada com muita atenção, pois o bom funcionamento e maior vida útil do seu equipamento dependerão disso. Ela consiste nos seguintes passos: MANUTENÇÃO DIÁRIA MANUTENÇÃO SEMANAL Afiação; Limpeza do filtro de ar (água e sabão); Limpeza do sabre e corrente; Virar o sabre; Limpeza geral (água e sabão); Verificar sistema de lubrificação; Efetuar a diária; Verificar rotações; Tirar a rebarba do sabre; Verificar a abertura do eletrodo; Limpeza das aletas. 4.17 – REGULAGEM DO CARBURADOR Em princípio, o carburador sai do fabricante com uma regulagem padrão, que é feita nas condições climáticas de onde a fábrica está localizada, assim, a motosserra estará regulada para operar com potência máxima e com baixo consumo de combustível. O que ocorre é que a moto-serras que foram reguladas no padrão do fabricante, não irá trabalhar nas condições climáticas e de altitude iguais àquelas de onde foram feitas.Sendo assim, vamos entender a regulagem padrão e saber fazer os ajustes necessários para que a motosserra tenha o melhor desempenho. 4.18 – REGULAGEM PADRÃO 1º - Localizar os parafusos indicados pelas letras “L” e “H” na parte lateral da motosserra; 2º - Os dois parafusos deverão ser girados no sentido horário até o assentamento total, mas sem aperto; 3º - O parafuso indicado pela letra “H” é o parafuso de regulagem alta (HI), deve ser girado uma volta aberto; 4º - O parafuso indicado pela letra “L” é o parafuso de regulagem da marcha lenta (LOW) e deve ser girado uma volta aberto. Essa é a regulagem padrão do fabricante, mas se caso ao adquirir o equipamento e este apresentar instabilidade na marcha lenta ou não conseguir manter-se funcionando, devemos fazer o ajuste de acordo com as condições do local que iremos executar o trabalho, seja em grandes altitudes ou ao nível do mar. Para fazer os ajustes necessários, se estiver em um lugar alto, deverá girar levemente o parafuso de regulagem principal no sentido horário e se caso estiver no nível do mar, deverá girar o parafuso de regulagem principal no sentido anti-horário. Esse ajuste deve ser feito com muita precisão, pois um leve giro pode alterar todo o funcionamento da rotação do motor. O parafuso de regulagem principal “H” influência na potência e no número máximo de rotações do motor em marcha lenta. Se a regulagem é mal feita o número máximo de rotações do motor aumenta, gerando perigo de danos no mecanismo propulsor. Também é necessário que toda vez que se faça mudança no tamanho do sabre, se modifique a regulagem, atendendo a rotação máxima e mínima previstas no manual do fabricante, mas com o uso de um “tacômetro”. 4.19 – FAZER A REGULAGEM DA MARCHA LENTA Isso deve ser feito quando a motosserra, estiver acelerada ou ainda quando deixada funcionando em marcha lenta o motor não apaga, não conseguindo manter-se em funcionamento. O parafuso de regulagem da marcha lenta é o indicado pela letra “L”, e deve ser ajustado levemente e sempre que este é ajustado, se faz necessário uma modificação do parafuso de encosto da marcha lenta “LA”, que fica localizado na parte traseira da motosserra ao lado do filtro de ar. Se o motor desliga na marcha lenta, deve-se abrir uma volta do parafuso de regulagem da marcha lenta ”L”, girar o parafuso de encosto da marcha lenta “LA” no sentido horário, até que a corrente comece a se movimentar, depois, girar um quarto de volta para trás. Se a corrente se movimenta na marcha lenta, o ajuste deve ser feito no parafuso da marcha lenta “L”, abrindo uma volta em seguida girar o parafuso de encosto da marcha lenta no sentido horário até que a corrente fique parada e continuar girando aproximadamente um quarto de volta na mesma direção. 4.20 – CONTROLE DE LUBRIFICAÇÃO DA CORRENTE Essa lubrificação é muito importante, pois influenciará diretamente no desempenho da motosserra. Nunca devemos trabalhar sem a lubrificação da corrente, pois o conjunto de corte poderá ser destruído irreparavelmente em pouco tempo com a corrente movimentando a seco. Podemos tomar alguns cuidados para que isso não ocorra: - Controlar sempre a lubrificação da corrente; - Verificar o nível de óleo no tanque antes de iniciar o trabalho; - Controlar o esticamento da corrente; - Desobstruir se necessário, o orifício de passagem de óleo no sabre; - Fazer a limpeza do sabre e da corrente após o uso. 4.21 – LIMPEZA DO FILTRO DE AR O filtro de ar retém a sujeira aspirada para diminuir o desgaste das peças do mecanismo de acionamento. Ele estando sujo, diminui-se a potência do motor, aumentando assim, consumo de combustível, dificultando o arranque. - Antes de retirar o filtro de ar, coloque a alavanca do afogador na posição “CHOKE”; - Desparafuse a tampa do filtro; - Retire o acúmulo de sujeira do filtro de ar e dos arredores com pincel ao pano, antes da desmontagem; - Para limpeza diária, apenas bata o filtro contra ao palma da mão e limpe-o com um pincel macio; - Uma vez por semana lavá-lo com líquido não inflamável; - Trocar o filtro de ar sempre que estiver com a tela danificada; - Após a limpeza, retorne o afogador para a posição contrária a “CHOKE”. 4.22 – CONTROLE DA VELA DE IGNIÇÃO Se a potência do motor está insuficiente, arranque ruim ou distúrbios na marcha lenta, antes de qualquer procedimento, deve verificar a vela de ignição: - Desmontar e limpar a vela de ignição; - Verificar a distância dos eletrodos (0,5mm) - a vela de ignição deverá ser substituída após 150 (cento e cinquenta) horas de trabalho ou antes que os eletrodos estejam queimados. - Se a vela estiver com a porcelana quebrada. - Faça opção pela vela descrita no manual do proprietário. 4.23 – SUBSTITUIÇÃO DO CORDÃO Este é um processo fácil e rápido, que se caso acontecer do cordão de arranque vir a romper poderemos fazer a troca sem maiores problemas para isso devemos: - Desparafusar os três parafusos que fixam a carcaça do ventilador; - Empurrar a proteção da mão para cima; - Retirar a carcaça do ventilador; - Com a chave de fenda ou um alicate apropriado, retirar o grampo elástico cuidadosamente do eixo; - Retirar a polia com a arruela e as peças de engate; - Retirar o cordão do cabo com uma chave de fenda; - Retirar os restos do cordão da polia e do manípulo de arranque; - Colocar um novo cordão de arranque, de cima para baixo, pelo manípulo de arranque; - Puxar o cordão de arranque pela polia e firmá-la com um nó simples na polia; - Umedecer o furo do mancal da polia com óleo sem resina; - Colocar a polia no eixo, girá-la para a direita e para a esquerda até que o olhal da mola de recuo engate; - Colocar novamente as peças de engate na polia. Colocar a arruela no eixo; - Encaixar o grampo elástico com chave de fenda ou um alicate apropriado no eixo e pressionar os pinos das peças de engate; - O grampo elástico deve indicar no sentido horário. Contudo, ainda teremos que tencionar a mola de recuo. Para isso devemos: - Formar um laço com o cordão de arranque e, com este, girar a polia seis voltas; - Segurar a polia, puxar o cordão torcido para fora e pô-lo em ordem; - Soltar a polia; - Deixar recuar o cordão de arranque lentamente., de maneira que esta se enrole sobre a polia. O cabo deve ser puxado bem firme na bucha do cordão. Se ele cair para o lado, enrole a mola mais uma volta; - Com o cordão completamente puxado para fora, a polia ainda deve ser girada mais meia volta. Se isso não for possível, a mola está esticada demasiadamente. Perigo de ruptura. - Desenrolar o cordão em uma volta. - 4.24 – AFIAR OS DENTES DA CORRENTE Para serrar sem esforço, mantenha a corrente de sua moto-serra devidamente afiada. Uma corrente corretamente afiada, corta sem esforço e entra na madeira somente com uma pequena pressão de avanço. Trabalhar com a corrente sem fio, além de exigir maior esforço físico do operador, não é econômico e os resultados do corte não serão satisfatórios. Para afiarmos a corrente, deve-se usar limas e limatões apropriados para o tamanho do dente e espessura. O processo de afiar os dentes requer atenção, pois devem ser afiados num mesmo ângulo de corte, desgastando o interior do dente por igual e no mesmo sentido, eliminando as rebarbas, formando assim, os “bicos de papagaios”. A guia da corrente também deve ser desgastada com uma lima chata, porém, com menos freqüência do que os dentes, pois com menos intensidade. Detalhes Importantes - Manter a corrente sempre afiada; - Use ferramentas apropriadas para substituir os elos da corrente (desrebitador, rebitador e alicate) quando disponiveis; - Utilizar limas específicas para a afiação das moto-serras; - Limar com sabre fixo na motosserra; - Limar somente de dentro para fora; Limar somente os dentes de corte, nunca os elos de traçãoe de ligação. 4.25 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES Todas as técnicas e conhecimentos adquiridos com o machado e com a serra manual valem também para a moto-serra. Entretanto, o rápido desenvolvimento do trabalho e alta velocidade da corrente podem provocar acidentes, se não for tomado cuidado necessário. As recomendações para a prevenção de acidentes devem obrigatoriamente ser observadas. Além das instruções contidas nos diversos parágrafos das instruções de manejo, devem ser observados os seguintes pontos: Toda pessoa que trabalhar pela primeira vez com uma moto-serra deve ser orientada por um instrutor competente; Não fume nem derrame combustível ao abastecer. Se for derramado combustível, limpe imediatamente a máquinas e dê o arranque em outro lugar; É proibida a permanência de qualquer outra pessoa na zona de alcance da serra; Dê o arranque sempre com a moto-serra apoiada sobre uma área plana e com o protetor de mão acionado (travado) se estiver em local elevado. A corrente não deve tocar nenhum objeto, nem no chão. Ao dar o arranque, o operador deve tomar uma posição firme e segura; Antes de iniciar o trabalho, teste a moto-serra quanto ao seu perfeito funcionamento (acelerador, interruptor, etc.). Transporte-a sempre com motor desligado ou com o freio de corrente travado. Quando for transportar em um aclive, o sabre deve apontar para trás; em declive, o sabre deve apontar para frente, devido a reação de soltar o equipamento em caso de queda do operador; Durante o trabalho, segure-a com as duas mãos para tê-la sob controle a todo o momento. Firme as garras contra o tronco antes de iniciar o corte e sempre entre no corte com aceleração máxima. Quem trabalha sem o batente da agarra poderá ser jogado para frente. Retire-a do corte com a corrente em movimento; Opere a moto-serra de maneira que nenhuma parte do corpo fique exposta na região e alcance do movimento da corrente; Trabalhe calma e concentradamente para eliminar a possibilidade de acidente. Antes de iniciar o corte de abate, cuide para que a árvore a ser derrubada não ponha ninguém em perigo; Obedeça a distancia mínima de 2,5 comprimentos de árvores até outro operador. Gritos de advertência são dificilmente ouvidos devido ao ruído do motor; Quando a árvore começar a cair, recue sempre para os lados a 45 graus e cuide os galhos que podem cair; Utilize somente cunhas de madeira, de metal leve ou material plástico. Não utilize cunhas de aço pelo perigo de rompimento da corrente. Se um ajudante precisar empurrar ou puxar a árvore a ser derruba, deve ser utilizado um cabo suficientemente comprido; Cuidado ao cortar troncos rachados. Há perigo das lascas de madeira cortada ser atiradas para trás, utilize a tecnica de corte correta. Cuidado com terrenos escorregadios e com declives. Trabalhando em declives, o operador deve se colocar sempre acima do tronco a ser cortado; Madeira na horizontal ou na vertical, que está sob tensão ou maior peso, deve ser cortado primeiro no lado da pressão e só depois fazer o corte de abate no local da tração, caso contrário a serra poderá trancar ou rebater para trás; Observe sempre a correta tensão, lubrificação e afiação da corrente; Ao controlar a tensão da corrente, ao reapertar a corrente ou trocá-la, o motor deve estar desligado; Use capacetes de proteção em todos os trabalhos. Os mais apropriados são os com proteção no rosto (contra serragem). Luvas firmes de couro, roupas ajustadas, calças apropriada (EPI) e calçado com boas garras; No caso, o próprio uniforme com bota ou coturno, com capacete, gandola com mangas estendidas, óculos de proteção, protetor auricular ou abafador e luvas de vaqueta, são proteções aceitáveis. TECNICAS SUGERIDAS PARA CORTES ESCOLHA DA MELHOR ROTA DE FUGA MOTO-SERRA STIHL 08 S POTÊNCIA: 2,8KW PESO SEM CONJUNTO DE CORTE: 7,1KG CAPACIDADE TANQUE ÓLEO: 0,34L SABRES DISPONÍVEIS: 33, 43 E 53CM CORRENTE: 0,404” RAPID-STANDARD ROTAÇÃO MÁXIMA: 10.000RPM CILINDRADAS: 60,3 CM3 ROTAÇÃO LENTA: 2000 RPM CAP. DO TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 0,76L MOTO-SERRA STIHL 066 POTÊNCIA: 5,2 KW PESO SEM CONJUNTO DE CORTE: 7,3KG CAPACIDADE TANQUE ÓLEO: 0,35L SABRES DISPONÍVEIS: 63 E 75CM CORRENTE: 3/8” RAPID MICRO E RAPID SUPER ROTAÇÃO MÁXIMA: 12.000RPM CILINDRADAS: 91,6 CM3 ROTAÇÃO LENTA: 2500 RPM CAP. DO TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 0,84L ÓLEO API-TC 2 TEMPOS - 1:25 Litros de gasolina ml óleo 0,5 20 1,0 40 5,0 200 MOTO-SERRA STIHL 051 POTÊNCIA :4,3 kw PESO :9,7 Kg TANQUE DE ÓLEO: 0,55 litros SABRES : DUROMATIC 53, 63, 75cm CORRENTE: 0,404" Rapid-Standard ROTAÇÃO MÁXIMA : 10.000 rpm CILINDRADA: 89,2 cm³ ROTAÇÃO LENTA : 2.000 rpm TANQUE DE COMBUSTÍVEL : 0,9 litros MOTO-SERRA STIHL 036 POTÊNCIA: 3,5 kw PESO SEM CONJUNTO DE CORTE: 5,7 Kg TANQUE DE ÓLEO: 0,32 litros SABRE DISPONÍVEL: Duromatic: 33, 40, 50 cm Rollomatic:32, 37, 40, 50 cm CORRENTE: 3/8" Rapid Super, Rapid Micro ROTAÇÃO MÁXIMA: 13.500 rpm CILINDRADA: 61,5 cm³ ROTAÇÃO LENTA: 2.800 rpm RELAÇÃO PESO/POTÊNCIA: 1,628 kg/kw TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 0,625 litros CORTE DIRECIONAL CORTE DE TRONCO OCO TRONCO COM TENDÊNCIA A RACHADURA ARVORES COM TRONCOS MUITO GROSSOS TRONCOS INCLINADOS ARVORES COM SAPOPEMAS GALHOS SOB TENSÃO ALTERANDO A DIREÇÃO (USO DE CUNHAS)