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LESÃO CELULAR Patologia Prof. Luana Magri Tunin TEORIA CELULAR “Arquivos de Virchow” (em 1847) Rudolph Virchow (1821-1902) “ Pai da Histopatologia” Aplicou a teoria celular em patologia Todos os organismos vivos são compostos por células Todas as reações metabólicas de um organismo ocorre em nível celular As células se originam unicamente de células preexistentes Células são portadoras de material genético Controle da entrada e saída de componentes químicos Principal fonte de energia Centro produtor de proteína para o interior da célula Centro produtor de proteína para o exterior da célula Centro metabólico e catabólico e de formação de compostos Acondiciona produto de secreções Possui enzima para digestão celular Movimentos e aspectos da mitose DNA e RNA que controlam as funções das organelas Tem a capacidade de degradar compostos tóxicos para a célula HOMEOSTASE CELULAR Requisitos básicos Estabelecer uma barreira estrutural e funcional entre ambiente interno e o ambiente externo ; Manter uma organização capaz de produzir energia; Adaptar ás condições adversas do ambiente Diferenciação de célula de acordo com as funções; Agressão Celular Agentes físicos ou mecânicos Fatores genéticos Agente químicos Agentes biológicos Fatores nutricionais Fatores imunológicos Agressão, Dano e Adaptação Celular CÉLULA NORMAL (Homeostasia) ADAPTAÇÃO LESÃO CELULAR Morte Celular Estresse Aumento da demanda Estímulo nocivo Estresse, demanda aumentada Estímulos nocivos ADAPTAÇÃO CELULAR Alteração do volume celular Atrofia Hipertrofia Alteração da taxa de divisão celular Hiperplasia Hipoplasia Alteração da diferenciação Metaplasia Alteração do crescimento e diferenciação celular Displasia Neoplasia ATROFIA Redução quantitativa dos componentes estruturais e das funções celulares com diminuição do volume das células e dos órgãos atingidos; OBS: • deve sempre diferenciar a atrofia de um órgão e atrofia celular; • a redução do tamanho de um órgão pode refletir atrofia celular reversível ou pode ser causada pela perda irreversível de células; (veja exemplo a seguir) ATROFIA D. Alzheimer Atrofia por desuso ou por outras causas degenerativas http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://escuela.med.puc.cl/paginas/Cursos/tercero/patologia/fotos92-111/94.jpg&imgrefurl=http://escuela.med.puc.cl/paginas/Cursos/tercero/patologia/fotosAtrofia.html&h=424&w=640&sz=50&hl=pt-BR&start=1&um=1&tbnid=3k_4Q4iR81NczM:&tbnh=91&tbnw=137&prev=/images?q=ATROFIA+CEREBRO&svnum=10&um=1&hl=pt-BR&sa=G ATROFIA As condições que repercute em atrofia são: 1. Redução da demanda funcional: imobilização gessada, repouso prolongado no leito, etc. 2. Suprimento inadequado de oxigênio: podendo ser total levando a morte celular ou parcial por isquemia. 3. Nutrientes insuficiente: desnutrição protéico- calórica profunda está associada ao uso do músculo esquelético como fonte de energia. 4. Interrupção da inervação: um exemplo é a transmissão neuromuscular como na lesão medular; ATROFIA 5. Envelhecimento: sendo um processo fisiológico do corpo humano, principalmente cerebral; 6. Pressão: a compressão tecidual por qualquer período de tempo pode causar atrofia que provavelmente possa ser por comprometimento do suprimento sanguíneo; 7. Perda da estimulação endócrina: perda de estimulação estrogênica após a menopausa produz atrofia do endométrio, epitélio vaginal e mama; HIPERTROFIA Aumento das funções celulares com aumento volumétrico das células e dos órgãos atingidos; Ela ocorre devido a: 1. uma maior demanda funcional; Ex.: atleta halterofilista; cardiopatias. 2. Fisiológica (hormonal): Ex: aumento do tec. mamário durante a amamentação. OBS: útero durante a gravidez (hipertrofia e hiperplasia) HIPERTROFIA ATLETA HALTEROFILISTA HIPERTROFIA MIOCÁRDICA HIPOPLASIA Diminuição da população celular de um tecido, órgão ou parte do corpo; Causas; embriogênese (hipoplasia pulmonar, renal, etc.) Podem ser Fisiológicas e patológicas: Fisiológicas: involução do timo; Patológicas: hipoplasia da medula óssea por agentes tóxicos ou infecções (AIDS, febre amarela, etc.). HIPOPLASIA Hipoplasia de esmalte; quase não existe esmalte. HIPERPLASIA Aumento do número de células de um órgão ou parte deles por aumento da taxa de replicação celular; Podem ocorrer por: 1. Estímulo hormonal: fase inicial do ciclo menstrual (endométrio); ginecomastia devido ao aumento do estrogênios; 2. Maior demanda funcional: aumento de eritrócitos em pessoas que residem em grandes altitudes; 3. Lesão celular crônica: compressão provocada por sapatos mal ajustados provoca hiperplasia no pé (calo ou calosidade); HIPERPLASIA Hiperplasia de origem medicamentosa. OBS: O aumento de volume do tecido conjuntivo fibroso em pacientes portadores de próteses totais desajustadas. À essa lesão dá-se o nome de hiperplasia fibrosa inflamatória. METAPLASIA META = mudança PLASIA= formação Assim uma célula adulta passa a adquirir características de outro tipo de célula adulta. • Pode se desenvolver em tecidos expostos a irritações crônicas. • Pode ocorrer transformações neoplasicas no epitélio metaplásico. METAPLASIA Ex.: a célula cilíndrica dos epitélios respiratórios pode adquirir características de célula escamosa devido a exposição prolongada à fumaça do tabaco (metaplasia escamosa). A metaplasia pode proteger contra a lesão produzida pela fumaça do tabaco, mas compromete a produção de muco e a depuração ciliar; DISPLASIA DIS = diferente PLASIA= formação Refere-se ao crescimento e maturação desordenada dos componentes celulares de um tecido. Cel. normal -Disposta de forma regular; -Uniformidade de tamanho, na forma e núcleo; Cel. displasica -Variações no tamanho e forma; -Irregularidades e hipercromatismo dos núcleos; -Arranjo desordenado; DISPLASIA Compartilha com o câncer muitas características citológicas; Difícil diagnóstico diferencial entre displasia grave e câncer em estágio inicial; É uma lesão pré-neoplasicas; NEOPLASIA Proliferação locais de clones celulares cuja reprodução foge ao controle normal, e que tendem para um tipo de crescimento progressivo e para a perda de diferenciação. Resumindo....