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Infecção do Trato Urinário (ITU): A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. Particularmente as mulheres são mais vulneráveis, sobretudo porque possuem menor extensão anatômica da uretra do que os homens, e maior proximidade entre a vagina e o ânus. No entanto, em homens com mais de 50 anos, o crescimento da próstata provoca retenção de urina na bexiga e pode causar cistite. ITU é definida pela presença de agente infeccioso na urina, em quantidades superiores a 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/ml). Classificação: A ITU pode ser classificada conforme: Sintomatologia: infecção pode ser sintomática ou assintomática, sendo chamada neste último caso, de “bacteriúria assintomática”; Localização: pode acometer somente o trato urinário baixo (bexiga), sendo chamada de “cistite”, ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta/uretra e rins), sendo chamada de “pielonefrite”; Frequência: esporádica ou recorrente; Gravidade: complicada ou não. A causa infecciosa na maior parte das vezes é bacteriana, podendo, porém, ser causada por fungos. Quando adquirida na comunidade, a ITU é geralmente causada pela bactéria Escherichia coli (70% a 85% dos casos), seguido por outros tipos como o Staphylococcus saprophyticus, espécies de Proteus e de Klebsiella e o Enterococcus faecalis. Já quando adquirida em ambiente hospitalar, os agentes são bastante diversificados, predominando as enterobactérias, embora a E. coli também seja uma das mais frequentes. Na cistite (ITU baixa): disuria (ardor ao urinar), polaciúria (aumento frequência urinária), dor suprapúbica (parte inferior abdome), alterações no aspecto da urina. A febre, na maior parte das vezes, não está presente. O que pode ocorrer, é alteração do odor, aspecto e cor da urina, embora nem sempre. Na pielonefrite (ITU alta): febre alta, calafrios e dor lombar (tríade de sintomas). Diagnóstico: No caso da cistite, geralmente são necessários (1) Urina rotina, (2) Urocultura (Exame definidor do diagnóstico), e (3) Antibiograma. Estes dois últimos exames permitem saber qual a bactéria específica está acometendo o paciente, e a qual antibiótico ela é sensível. No caso da pielonefrite, além destes exames já citados, podem ser necessários outros exames: Hemocultura e exames de imagem (Ultrassonografia, Tomografia computadorizada ou Ressonância Magnética). Reforçando que sempre, o exame clínico pelo médico é fundamental para fundamentar a hipótese diagnóstica. A escolha da terapia antimicrobiana para a ITU depende da apresentação da infecção, ou seja, compatível com cistite ou pielonefrite. Depende também da pessoa afetada (idosos, mulheres gestantes, adultos, crianças), do agente infeccioso, e da própria evolução do quadro clínico. Portanto, para decisão do tratamento, o médico baseia-se em dados laboratoriais e clínicos. - Orientar o paciente a beber bastante líquido (média de 2 litros por dia), caso não haja nenhuma contraindicação; - Urine com frequência, evitando rete-la. Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário; - Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas as regiões da vagina e do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão; - Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias; - Suspenda o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário; - Troque os absorventes higiênicos e fraldas com frequência para evitar a proliferação de bactérias. - Evitar o uso indiscriminado de antibióticos, sem indicação médica. - Manter controle de doenças como diabetes pode ajudar no controle de ITU de repetição. - Sexo feminino; - Menopausa; - Higienização íntima inadequada antes e após o ato sexual; - Litíase (cálculo) renal; - Alterações na próstata; - Histórico de procedimentos urológicos, e de uso recente de sonda vesical. Bem como: cateteres urinários, hipertrofia prostática benigna e prostatite em homens, vaginite atrófica, enfraquecimento do assoalho pélvico e deficiência de estrogênio em mulheres, diabetes, bexiga neurogênica, demência, imobilidade, imunodeficiência relacionada à idade, desidratação, comprometimento funcional e contaminação fecal. > Quanto aos fatores relacionados às complicações da infecção urinária, destacam-se mulheres gestantes, pacientes diabéticos, e pacientes submetidos à procedimentos urológicos. > A cistite não tratada adequadamente pode evoluir para pielonefrite. Esta, por sua vez, pode ser grave, podendo levar à sepse e óbito, inclusive. ITU em idosos: Para pacientes idosos, é importante ressaltar que os sintomas podem ser precedidos ou camuflados por sonolência, alterações da consciência, inapetência, e queda do estado geral. A pessoa idosa pode apresentar outros sintomas que não são observados com frequência em jovens como: mal-estar indefinido; falta de apetite; fraqueza; calafrios; confusão mental (delirium)1. As bactérias que causam ITU no idoso são em geral mais resistentes que na população mais jovem, porque a maior frequência desses processos requereu repetidos ciclos de antibióticos que originaram a seleção de agentes.