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Teoria do Apego John Bowlby Influências para a elaboração da Teoria do Apego Etologia: O estudo de Konrad Lorenz (1935) sobre o processo de imprinting (estampagem). Em zoologia, a Etologia é a disciplina que estuda o comportamento das pessoas e dos animais em sua origem (do Grego ethos = ser profundo, logia = estudo). Está ligada aos nomes de Konrad Lorenz e Niko Tinbergen sob influência da Teoria da evolução darwiniana, tendo como uma de suas preocupações básicas a evolução do comportamento por meio do processo de seleção Natural. O que é Imprinting? Imprinting é fenômeno exibido por vários animais jovens principalmente pássaros, tais como patinhos e pintinhos. Quando saem dos seus ovos, eles seguirão o primeiro objeto em movimento que eles encontrarem no ambiente (o qual pode ser a sua mãe pata ou galinha, mas não necessariamente). Ocorre então uma ligação social entre o filhote e este objeto ou organismo. Patinhos submetidos ao imprintnig através de objetos inanimados (um balão branco). O que é Imprinting? Em outros experimentos, Lorenz demonstrou que patinhos poderiam receber o imprinting não somente de seres humanos, mas também de objetos inanimados, tais como um balão. Ele descobriu também que existe uma "janela“, ou seja, um período sensível, muito restrito de tempo após o nascimento dos filhotinhos para que o imprinting se realizasse efetivamente. Por este e outros trabalhos, Lorenz ganhou o Prêmio Nobel para Medicina e Fisiologia em 1973. Ideia do Impulso Primário Bowlby estava procurando descartar a ideia do impulso primário, que influenciava fortemente o pensamento científico da época. A ideia do impulso primário associava a alimentação razão pela qual a criança desenvolve um forte laço com sua mãe e substituindo-a pelo sentimento de segurança, atribuindo a ele a noção de função biológica de proteção Foi aí que um cientista (Harlow) forneceu a evidência que ele precisava para contestar esta noção Estudos de Harry Frederick Harlow (1958) Harlow demonstrou por meio do seu experimento da mãe de arame/ mãe felpuda que os bebês queriam ficar perto de suas mães não somente porque elas eram suas fontes de alimento, desmistificando o mito do amor materno como dispensador de alimento como pensavam os behavioristas da época. O Experimento Biografia Psiquiatra e psicanalista inglês, trabalhou como professor, antes de fazer estudos médicos. Em 1940, publicou trabalhos sobre a criança, sua mãe e o ambiente, opondo-se à perspectiva puramente psíquica, predominante na psicanálise daquele período. Atribuiu importância à realidade social, levando em conta o modo com que a criança fora educada. Ao final de sua vida, buscou estabelecer relações entre o desenvolvimento psíquico e a biologia. Três noções marcaram suas pesquisas e seu ensino: o apego, a perda e a separação. Após a II Guerra, foi vice-diretor da Clínica Tavistock, centro de pesquisas sobre a infância, em Londres. Biografia Em 1950, assumiu a função de Consultor de Saúde Mental para a Organização Mundial da Saúde (pesquisas com crianças inadaptadas e sem família). Trabalhou na Organização Judaica da Saúde, fundada em 1927, a primeira instalação psiquiátrica infantil no Reino Unido e possivelmente na Europa. (Estudos efeitos da guerra envolvendo a separação de crianças pequenas de pessoas familiares. Pesquisas sobre o resgate de crianças judaicas, a evacuação de crianças de Londres para mantê-las protegidas contra ataques aéreos e a criação de espaços grupais para permitir que as mães de crianças pequenas contribuíssem para o esforço de guerra. Ao final dos anos de 1950, acumulou um conjunto de trabalhos observacionais e teóricos para indicar a importância fundamental para o desenvolvimento humano do apego desde o nascimento. Biografia Investigou como as dificuldades de vínculo eram transmitidas de uma geração para a próxima. Propôs a ideia de que o comportamento do apego era uma estratégia evolutiva e biológica de sobrevivência para proteger o bebê dos predadores. Argumentou que os humanos entram no mundo com uma predisposição para serem sensíveis às interações sociais e precisam delas para um desenvolvimento saudável. Bowlby afirmava que a pesquisa para a Organização Mundial da Saúde não teria sido possível sem a ajuda de Winnicott. Bowlby influenciou políticos, sociólogos e assistentes sociais na tentativa de mudar as políticas públicas para a infância, enquanto Winnicott motivou mais profissionais clínicos. No fim da vida, apaixonado por biologia e etologia, Bowlby redigiu a biografia de Charles Darwin (1809-1882). Estudou minuciosamente a primeira infância do sábio, suas doenças psicossomáticas, suas dúvidas e depressões, pintando um vigoroso quadro da época vitoriana e das reações que a revolução darwiniana suscitou na Inglaterra. Introdução à Teoria do Apego A partir de 1956 , buscou examinar as implicações teóricas de algumas observações sobre o modo como as crianças reagem à perda temporária da mãe. Dedicou atenção às observações sobre os problemas dos efeitos da separação da mãe nos primeiros anos da infância sobre o desenvolvimento da personalidade. Verificou que a perda da mãe, por qualquer motivo ou por cominação como outras variáveis não identificadas, poderiam gerar respostas e processos de maior interesse para a psicopatologia. Concluiu que essas respostas e processos são os mesmos que estão presentes em pessoas adultas e ainda perturbados por separações que sofreram nos primeiros anos de vida. Conceitos Vínculo Afetivo: Um laço de duração relativamente longa no qual o parceiro é importante como um individuo único e não é intercambiável com nenhum outro (AINSWORTH, 1989). (Mary Ainsworth – Situação Estranha) Apego: Um subtipo de vínculo afetivo no qual a presença do parceiro adiciona uma sensação especial de segurança, uma “base segura”, para o individuo. Comportamentos de Apego: Coleção de comportamentos instintivos de uma pessoas em relação a outra que ocasiona ou mantém proximidade e cuidado, tal como o sorriso do bebe, comportamentos que refletem um apego. Apego, Bowlby “Os comportamentos de apego se referem a um conjunto de condutas inatas exibidas pelo bebê, que promove a manutenção ou o estabelecimento da proximidade com sua principal figura provedora de cuidados, a mãe, na maioria das vezes. O repertório comportamental do comportamento de apego inclui chorar, estabelecer contato visual, agarrar-se, aconchegar-se e sorrir (Bowlby, 1990).” Modelos Funcionais Internos Uma vez que um apego com outra pessoa tenha se estabelecido, a criança começa a construir uma representação do relacionamento que se torna um conjunto de expectativas para futuras interações com a mesma pessoa. O Modelo funcional interno são as representações que se formam. Entende-se por uma construção cognitiva das operações dos relacionamentos, tais como expectativas de apoio, afeição, fidedignidade, etc... . Os relacionamentos mais primitivos formarão o padrão para essa construção cognitiva. O modelo interno começa a se formar no final do primeiro ano de vida e se torna cada vez mais elaborado e mais bem estabelecido durante os primeiros 4 ou 5 nos. Modelos Funcionais Internos A partir dos 5 anos, a maioria das crianças tem modelos internos bem claros da mãe (ou de outro cuidador). Formados, os modelos formam e explicam experiencias e memória e atenção afetivas. As crianças percebem e lembram experiencias que se ajustam a seus modelos e deixam passa ou esquecem experiencias que não combinam com elas. O modelo afeta o comportamento da criança, pois ela tende a recriar, em cada novo relacionamento, o padrão com a qual está familiarizada. Fases do Apego Pré-apego: 0-6 semana O bebê prefere estímulos humanos (rosto); Ele não reconhece ainda a figura do cuidador; Somente reconhece a voz e o cheiro de sua mãe; Não há qualquer apego. 17 Fases do Apego Formação do apego: 6 sem.- 6/8 mês Ele prefere pessoas com as quais está familiarizado; No entanto, recusa estranhos;Possui uma privilegiada interação com a mãe, sorrindo, chorando e produzindo vocalizações diferenciais na presença dessa. 18 Apego bem definido: 6/8 mês – 18 mês Quando a figura de apego se afasta se produz a ansiedade de separação; Medo do desconhecido, buscando refúgio na figura de apego; A criança sabe que a mãe continua a existir mesmo que não com ele. Fases do Apego 19 Formação de uma relação recíproca: 18 – 24 mês. A interação com figuras de apego evolui graças às novas capacidades mentais e linguísticas adquiridas pela criança. Fases do Apego 20 Flood My Wrist (feat. Lil Uzi Vert) A Boogie Wit da Hoodie Lavf58.29.100 Hip-Hop