DIREITO DE PATENTE

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DIREITO DE PATENTE
“Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgados pelo Estado aos inventores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação que lhes garante a exclusividade de uso econômico de sua criação.”
DIREITO DE PATENTE
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Invenção: Trata da criação do homem no exercício de sua capacidade intelectual, representando uma solução para um problema técnico específico e que possa ser fabricada ou utilizada industrialmente.

Modelo de utilidade: Trata de um objeto conhecido de uso prático, ou parte deste, suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma, envolvendo ato inventivo, resultando em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.

DIREITO DE PATENTE
Prazo de Vigência
 De acordo com o artigo 40 da Lei de Propriedade Industrial, a patente de invenção vigorará pelo prazo de vinte anos e a de modelo de utilidade pelo prazo de quinze anos contados da data de depósito.

Critérios.
 A Lei de propriedade industrial prevê que para um invento ser protegido por patente é necessário que atenda aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial.
DOS CRIMES CONTRA PATENTE

 Os crimes contra a patente são regulados pela Lei 9.279 de 14 de maio de 1996, conhecida como Lei da Propriedade Industrial, nos seus arts. 183 à 186.

Direito de exclusividade e criminalização da conduta (tipificado no art. 183).
 A patente confere ao seu titular o direito de exclusividade em todo o território nacional, sobre o objeto de sua invenção. De forma a garantir e reforçar esse direito de exclusividade, o legislador tipificou como crime os atos de exploração indevida de objeto protegido por patente.

DOS CRIMES CONTRA PATENTE

Exploração comercial (tipificado pelo art. 184)
 É crime a exportação, venda, exposição ou oferecimento à venda, ocultação ou receptação, de produto fabricado com violação de patente ou modelo de utilidade ou obtido por processo patenteado, com finalidade econômica.
 É crime a introdução de produto internacional objeto de patente ou modelo de utilidade, ou obtido por meio ilicito em território nacional para fins comerciais
DOS CRIMES CONTRA PATENTE

Infração por Contribuição (tipificado pelo art. 185)
 Incorrerá em crime o agente que fornecer componente de um produto patenteado ou material ou equipamento para realizar um processo patenteado, de forma que a aplicação final do componente induza, necessariamente, à exploração do objeto da patente.

Infração por equivalência (tipificado pelo art. 186)
 A doutrina dos equivalentes, incorporada na legislação brasileira, o objetivo de conceder ao titular não somente a proteção de seu invento na forma como prevista na Carta- Patente, mas também nas formas de realização que se diferenciam da invenção somente pela substituição de certos elementos por outros, tecnicamente equivalentes. 

JURISPRUDÊNCIA
PROPRIEDADE INDUSTRIAL – PEDIDO DE PATENTE – MODELO DE UTILIDADE – DECLARAÇÃO DE ANTERIORIDADE EM FAVOR DO AUTOR – PERÍODO DE GRAÇA – PRODUTO DIVULGADO ANTERIORMENTE – ART. 12 DA LEI 9.279/96. - Na hipótese de dois ou mais autores realizarem, independentemente, a mesma invenção ou modelo de utilidade, o direito de obter a patente será assegurado àquele que comprovar o depósito mais antigo, independentemente da data da invenção ou criação, a não ser que o inventor prove que a divulgação da sua invenção ou modelo de utilidade foi anterior ao pedido de patente do outro (período de graça). - O denominado “período de graça” tem como objetivo garantir provisoriamente ao titular do direito a novidade de uma invenção ou de um modelo de utilidade antes mesmo que seja requerida a sua patente, desde que observados os requisitos do art. 12 da Lei 9.279/96. - In casu, os documentos anexados à exordial comprovam que o modelo de utilidade MU 8001984-4 foi divulgado antes do depósito do pedido de patente MU 8001453-4, devendo então ser declarada a sua anterioridade. - Apelação a que se nega provimento. Sentença confirmada.
 
 (TRF-2 - AC: 421142 RJ 2001.51.01.531121-3, Relator: Desembargadora Federal MARIA HELENA CISNE, Data de Julgamento: 11/11/2008, PRIMEIRA TURMA ESPECIALIZADA, Data de Publicação: DJU - Data::19/12/2008 - Página::38)