Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Os pesquisadores que trabalham com sociedades indígenas centram sua atenção em documentos do tipo jurídico-administrativo (visitas, testamentos, processos) ou em relações e informes e têm deixado em segundo plano as crônicas. Quando as utilizam, dão maior importância àquelas que foram escritas primeiro e que têm caráter menos teórico e intelectualizado, por acharem que estas podem oferecer informações menos deformadas. Contrariamos esse posicionamento, pois as crônicas são importantes fontes etnográficas, independentemente de serem contemporâneas ao momento da conquista ou de terem sido redigidas em período posterior. O fato de seus autores serem verdadeiros humanistas ou pouco letrados não desvaloriza o conteúdo dessas crônicas.
As fontes valorizadas no texto são relevantes para a reconstrução da história das sociedades pré-colombianas porque
a) sintetizam os ensinamentos da catequese.
b) enfatizam os esforços de colonização.
c) tipificam os sítios arqueológicos.
d) relativizam os registros oficiais.
e) substituem as narrativas orais.

Para dar conta do movimento histórico do processo de inserção dos povos indígenas em contextos urbanos, cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi necessário construir um método de investigação, baseado na História Oral, que desvelasse essas vivências ainda não estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas relações de fronteira daí decorrentes. A partir da história oral foi possível entender a dinâmica de deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como perceber os entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta pela sobrevivência e no enfrentamento da sua condição de invisibilidade.
O uso desse método para compreender as condições dos povos indígenas nas áreas urbanas brasileiras justifica-se por
a) focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de especialização técnica.
b) permitir o recenseamento de cidadãos ausentes das estatísticas oficiais.
c) neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de viés acadêmico.
d) promover o retorno de grupos apartados de suas nações de origem.
e) registrar as trajetórias de sujeitos distantes das práticas de escrita.

Uma vez que a neutralidade é inalcançável na atividade mencionada, é tarefa do profissional envolvido
A história não corresponde exatamente ao que foi realmente conservado na memória popular, mas àquilo que foi selecionado, escrito, descrito, popularizado e institucionalizado por quem estava encarregado de fazê-lo. Os historiadores, sejam quais forem seus objetivos, estão envolvidos nesse processo, uma vez que eles contribuem, conscientemente ou não, para a criação, demolição e reestruturação de imagens do passado que pertencem não só ao mundo da investigação especializada, mas também à esfera pública na qual o homem atua como ser político.
a) criticar as ideias dominantes.
b) respeitar os interesses sociais.
c) defender os direitos das minorias.
d) explicitar as escolhas realizadas.
e) satisfazer os financiadores de pesquisas.

De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto dessa maneira. Todavia, podemos culpar os seus descendentes, e com razão, por continuarem a queimar as florestas quando há agora, no início do século XIX, tanta terra limpa e pronta para o cultivo à sua disposição.
No texto, há informações sobre a prática da queimada em diferentes períodos da história do Brasil. Segundo a análise apresentada, os portugueses
a) evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da queimada.
b) consideraram que a queimada era necessária em certas circunstâncias.
c) concordaram quanto à queimada ter sido uma prática agrícola insuficiente.
d) entenderam que a queimada era uma prática necessária no início do séc. XIX.
e) relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da época com a terra.

Para uns, a Idade Média foi uma época de trevas, pestes, fome, guerras sanguinárias, superstições, crueldade. Para outros, uma época de bons cavaleiros, damas corteses, fadas, guerras honradas, torneios, grandes ideais. Ou seja, uma Idade Média “má” e uma Idade Média “boa”.
Tal disparidade de apreciações com relação a esse período da História se deve
a) ao Renascimento, que começou a valorizar a comprovação documental do passado, formando acervos documentais que mostram tanto a realidade “boa” quanto a “má”.
b) à tradição iluminista, que usou a Idade Média como contraponto a seus valores racionalistas, e ao Romantismo, que pretendia ressaltar as “boas” origens das nações.
c) à indústria de videojogos e cinema, que encontrou uma fonte de inspiração nessa mistura de fantasia e realidade, construindo uma visão falseada do real.
d) ao Positivismo, que realçou os aspectos positivos da Idade Média, e ao marxismo, que denunciou o lado negativo do modo de produção feudal.
e) à religião, que com sua visão dualista e maniqueísta do mundo, alimentou tais interpretações sobre a Idade Média.

Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinambá com as chamadas "guerras de religião" dos franceses que, na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes.
De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne,
a) a ideia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero humano e da sua religião.
b) a diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes sociedades.
c) os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude cristã da piedade.
d) a barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura civilizada e racional.
e) a ingenuidade dos indígenas equivale à racionalidade dos europeus, o que explica que os seus costumes são similares.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Os pesquisadores que trabalham com sociedades indígenas centram sua atenção em documentos do tipo jurídico-administrativo (visitas, testamentos, processos) ou em relações e informes e têm deixado em segundo plano as crônicas. Quando as utilizam, dão maior importância àquelas que foram escritas primeiro e que têm caráter menos teórico e intelectualizado, por acharem que estas podem oferecer informações menos deformadas. Contrariamos esse posicionamento, pois as crônicas são importantes fontes etnográficas, independentemente de serem contemporâneas ao momento da conquista ou de terem sido redigidas em período posterior. O fato de seus autores serem verdadeiros humanistas ou pouco letrados não desvaloriza o conteúdo dessas crônicas.
As fontes valorizadas no texto são relevantes para a reconstrução da história das sociedades pré-colombianas porque
a) sintetizam os ensinamentos da catequese.
b) enfatizam os esforços de colonização.
c) tipificam os sítios arqueológicos.
d) relativizam os registros oficiais.
e) substituem as narrativas orais.

Para dar conta do movimento histórico do processo de inserção dos povos indígenas em contextos urbanos, cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi necessário construir um método de investigação, baseado na História Oral, que desvelasse essas vivências ainda não estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas relações de fronteira daí decorrentes. A partir da história oral foi possível entender a dinâmica de deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como perceber os entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta pela sobrevivência e no enfrentamento da sua condição de invisibilidade.
O uso desse método para compreender as condições dos povos indígenas nas áreas urbanas brasileiras justifica-se por
a) focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de especialização técnica.
b) permitir o recenseamento de cidadãos ausentes das estatísticas oficiais.
c) neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de viés acadêmico.
d) promover o retorno de grupos apartados de suas nações de origem.
e) registrar as trajetórias de sujeitos distantes das práticas de escrita.

Uma vez que a neutralidade é inalcançável na atividade mencionada, é tarefa do profissional envolvido
A história não corresponde exatamente ao que foi realmente conservado na memória popular, mas àquilo que foi selecionado, escrito, descrito, popularizado e institucionalizado por quem estava encarregado de fazê-lo. Os historiadores, sejam quais forem seus objetivos, estão envolvidos nesse processo, uma vez que eles contribuem, conscientemente ou não, para a criação, demolição e reestruturação de imagens do passado que pertencem não só ao mundo da investigação especializada, mas também à esfera pública na qual o homem atua como ser político.
a) criticar as ideias dominantes.
b) respeitar os interesses sociais.
c) defender os direitos das minorias.
d) explicitar as escolhas realizadas.
e) satisfazer os financiadores de pesquisas.

De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto dessa maneira. Todavia, podemos culpar os seus descendentes, e com razão, por continuarem a queimar as florestas quando há agora, no início do século XIX, tanta terra limpa e pronta para o cultivo à sua disposição.
No texto, há informações sobre a prática da queimada em diferentes períodos da história do Brasil. Segundo a análise apresentada, os portugueses
a) evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da queimada.
b) consideraram que a queimada era necessária em certas circunstâncias.
c) concordaram quanto à queimada ter sido uma prática agrícola insuficiente.
d) entenderam que a queimada era uma prática necessária no início do séc. XIX.
e) relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da época com a terra.

Para uns, a Idade Média foi uma época de trevas, pestes, fome, guerras sanguinárias, superstições, crueldade. Para outros, uma época de bons cavaleiros, damas corteses, fadas, guerras honradas, torneios, grandes ideais. Ou seja, uma Idade Média “má” e uma Idade Média “boa”.
Tal disparidade de apreciações com relação a esse período da História se deve
a) ao Renascimento, que começou a valorizar a comprovação documental do passado, formando acervos documentais que mostram tanto a realidade “boa” quanto a “má”.
b) à tradição iluminista, que usou a Idade Média como contraponto a seus valores racionalistas, e ao Romantismo, que pretendia ressaltar as “boas” origens das nações.
c) à indústria de videojogos e cinema, que encontrou uma fonte de inspiração nessa mistura de fantasia e realidade, construindo uma visão falseada do real.
d) ao Positivismo, que realçou os aspectos positivos da Idade Média, e ao marxismo, que denunciou o lado negativo do modo de produção feudal.
e) à religião, que com sua visão dualista e maniqueísta do mundo, alimentou tais interpretações sobre a Idade Média.

Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinambá com as chamadas "guerras de religião" dos franceses que, na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes.
De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne,
a) a ideia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero humano e da sua religião.
b) a diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes sociedades.
c) os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude cristã da piedade.
d) a barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura civilizada e racional.
e) a ingenuidade dos indígenas equivale à racionalidade dos europeus, o que explica que os seus costumes são similares.

Prévia do material em texto

Interbits – SuperPro ® Web 
 
Página 1 de 6 
 
 
1. (Enem PPL 2019) Os pesquisadores que trabalham com sociedades indígenas centram sua 
atenção em documentos do tipo jurídico-administrativo (visitas, testamentos, processos) ou em 
relações e informes e têm deixado em segundo plano as crônicas. Quando as utilizam, dão 
maior importância àquelas que foram escritas primeiro e que têm caráter menos teórico e 
intelectualizado, por acharem que estas podem oferecer informações menos deformadas. 
Contrariamos esse posicionamento, pois as crônicas são importantes fontes etnográficas, 
independentemente de serem contemporâneas ao momento da conquista ou de terem sido 
redigidas em período posterior. O fato de seus autores serem verdadeiros humanistas ou 
pouco letrados não desvaloriza o conteúdo dessas crônicas. 
 
PORTUGAL, A. R. O ayllu andino nas crônicas quinhentistas: um polígrafo na literatura 
brasileira do século XIX (1885-1897). São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 
 
 
As fontes valorizadas no texto são relevantes para a reconstrução da história das sociedades 
pré-colombianas porque 
a) sintetizam os ensinamentos da catequese. 
b) enfatizam os esforços de colonização. 
c) tipificam os sítios arqueológicos. 
d) relativizam os registros oficiais. 
e) substituem as narrativas orais. 
 
2. (Enem PPL 2019) Para dar conta do movimento histórico do processo de inserção dos 
povos indígenas em contextos urbanos, cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi 
necessário construir um método de investigação, baseado na História Oral, que desvelasse 
essas vivências ainda não estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas relações de 
fronteira daí decorrentes. A partir da história oral foi possível entender a dinâmica de 
deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como 
perceber os entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta pela sobrevivência e no 
enfrentamento da sua condição de invisibilidade. 
 
MUSSI, P. L. V. Tronco velho ou ponta da rama? A mulher indígena terena nos entrelugares da 
fronteira urbana. Patrimônio e Memória, n. 1, 2008. 
 
 
O uso desse método para compreender as condições dos povos indígenas nas áreas urbanas 
brasileiras justifica-se por 
a) focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de especialização técnica. 
b) permitir o recenseamento de cidadãos ausentes das estatísticas oficiais. 
c) neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de viés acadêmico. 
d) promover o retorno de grupos apartados de suas nações de origem. 
e) registrar as trajetórias de sujeitos distantes das práticas de escrita. 
 
3. (Enem 2020) A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e 
cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, 
individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em 
formato hagiográfico – quase uma vida de santo –, sem problemas, nem máculas. Mas de 
examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como 
reveladores de uma época.” 
 
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi, n. 19 jul.-dez. 2009. 
 
 
De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir 
como possibilidade de 
a) adesão ao método positivista. 
b) expressão do papel das elites. 
c) resgate das narrativas heroicas. 
d) acesso ao cotidiano das comunidades. 
Interbits – SuperPro ® Web 
 
Página 2 de 6 
 
e) interpretação das manifestações do divino. 
 
4. (Enem 2ª aplicação 2016) A história não corresponde exatamente ao que foi realmente 
conservado na memória popular, mas àquilo que foi selecionado, escrito, descrito, popularizado 
e institucionalizado por quem estava encarregado de fazê-lo. Os historiadores, sejam quais 
forem seus objetivos, estão envolvidos nesse processo, uma vez que eles contribuem, 
conscientemente ou não, para a criação, demolição e reestruturação de imagens do passado 
que pertencem não só ao mundo da investigação especializada, mas também à esfera pública 
na qual o homem atua como ser político. 
 
HOBSBAWN, E.; RANGER, T. A Invenção das tradições. 
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984 (adaptado). 
 
 
Uma vez que a neutralidade é inalcançável na atividade mencionada, é tarefa do profissional 
envolvido 
a) criticar as ideias dominantes. 
b) respeitar os interesses sociais. 
c) defender os direitos das minorias. 
d) explicitar as escolhas realizadas. 
e) satisfazer os financiadores de pesquisas. 
 
5. (Enem 2ª aplicação 2010) De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem 
diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e 
atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto dessa maneira. Todavia, podemos culpar os seus 
descendentes, e com razão, por continuarem a queimar as florestas quando há agora, no início 
do século XIX, tanta terra limpa e pronta para o cultivo à sua disposição. 
 
SAINT-HILAIRE Viagem às nascentes do rio S. Francisco [1847]. 
Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP,1975 (adaptado). 
 
No texto, há informações sobre a prática da queimada em diferentes períodos da história do 
Brasil. Segundo a análise apresentada, os portugueses 
a) evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da queimada. 
b) consideraram que a queimada era necessária em certas circunstâncias. 
c) concordaram quanto à queimada ter sido uma prática agrícola insuficiente. 
d) entenderam que a queimada era uma prática necessária no início do séc. XIX. 
e) relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da época com a terra. 
 
6. (Enem 2010) Quem construiu a Tebas de sete portas? 
Nos livros estão nomes de reis. 
Arrastaram eles os blocos de pedra? 
E a Babilônia várias vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes? 
Em que casas da Lima dourada moravam os construtores? 
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta? 
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo. 
Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os césares? 
 
BRECHT, B. Perguntas de um trabalhador que lê. 
Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010. 
 
Partindo das reflexões de um trabalhador que lê um livro de História, o autor censura a 
memória construída sobre determinados monumentos e acontecimentos históricos. 
A crítica refere-se ao fato de que 
a) os agentes históricos de uma determinada sociedade deveriam ser aqueles que realizaram 
feitos heroicos ou grandiosos e, por isso, ficaram na memória. 
b) a História deveria se preocupar em memorizar os nomes de reis ou dos governantes das 
civilizações que se desenvolveram ao longo do tempo. 
c) grandes monumentos históricos foram construídos por trabalhadores, mas sua memória está 
vinculada aos governantes das sociedades que os construíram. 
Interbits – SuperPro ® Web 
 
Página 3 de 6 
 
d) os trabalhadores consideram que a História é uma ciência de difícil compreensão, pois trata 
de sociedades antigas e distantes no tempo. 
e) as civilizações citadas no texto, embora muito importantes, permanecem sem terem sido 
alvos de pesquisas históricas. 
 
7. (Enem 2009) Para Caio Prado Jr., a formação brasileira se completaria no momento em que 
fosse superada a nossa herança de inorganicidade social ― o oposto da interligação com 
objetivos internos ― trazida da colônia. 
Este momento alto estaria, ou esteve, no futuro. Se passarmos a Sérgio Buarque de Holanda, 
encontraremos algo análogo. O país será moderno e estará formado quando superar a sua 
herança portuguesa, rural e autoritária, quando então teríamos um país democrático. 
Também aqui o ponto de chegada está mais adiante, na dependência das decisões do 
presente. Celso Furtado, por seu turno, dirá que a nação não se completa enquanto as 
alavancas do comando, principalmente doeconômico, não passarem para dentro do país. 
Como para os outros dois, a conclusão do processo encontra-se no futuro, que agora parece 
remoto. 
SCHWARZ, R. Os sete fôlegos de um livro. Sequências brasileiras. São Paulo: Cia. das 
Letras,1999 (adaptado). 
 
Acerca das expectativas quanto à formação do Brasil, a sentença que sintetiza os pontos de 
vista apresentados no texto é: 
a) Brasil, um país que vai pra frente. 
b) Brasil, a eterna esperança. 
c) Brasil, glória no passado, grandeza no presente. 
d) Brasil, terra bela, pátria grande. 
e) Brasil, gigante pela própria natureza. 
 
8. (Enem cancelado 2009) Para uns, a Idade Média foi uma época de trevas, pestes, fome, 
guerras sanguinárias, superstições, crueldade. Para outros, uma época de bons cavaleiros, 
damas corteses, fadas, guerras honradas, torneios, grandes ideais. Ou seja, uma Idade Média 
“má” e uma Idade Média “boa”. 
Tal disparidade de apreciações com relação a esse período da História se deve 
a) ao Renascimento, que começou a valorizar a comprovação documental do passado, 
formando acervos documentais que mostram tanto a realidade “boa” quanto a “má”. 
b) à tradição iluminista, que usou a Idade Média como contraponto a seus valores racionalistas, 
e ao Romantismo, que pretendia ressaltar as “boas” origens das nações. 
c) à indústria de videojogos e cinema, que encontrou uma fonte de inspiração nessa mistura de 
fantasia e realidade, construindo uma visão falseada do real. 
d) ao Positivismo, que realçou os aspectos positivos da Idade Média, e ao marxismo, que 
denunciou o lado negativo do modo de produção feudal. 
e) à religião, que com sua visão dualista e maniqueísta do mundo, alimentou tais interpretações 
sobre a Idade Média. 
 
9. (Enem 2002) Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras 
das sociedades Tupinambá com as chamadas "guerras de religião" dos franceses que, na 
segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes. 
 
"(...) não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada 
qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. (...) Não me parece excessivo julgar 
bárbaros tais atos de crueldade [o canibalismo], mas que o fato de condenar tais defeitos não 
nos leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do 
que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o 
queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não 
somente o lemos mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é 
bem mais grave do que assar e comer um homem previamente executado. (...) Podemos 
portanto qualificar esses povos como bárbaros em dando apenas ouvidos à inteligência, mas 
nunca se compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades." 
 
Interbits – SuperPro ® Web 
 
Página 4 de 6 
 
 (MONTAIGNE, Michel Eyquem de. Ensaios. São Paulo: Nova Cultural, 1984.) 
 
De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne, 
a) a ideia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero humano e da 
sua religião. 
b) a diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes sociedades. 
c) os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude cristã da 
piedade. 
d) a barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura civilizada e 
racional. 
e) a ingenuidade dos indígenas equivale à racionalidade dos europeus, o que explica que os 
seus costumes são similares. 
 
10. (Enem 2001) O texto a seguir reproduz parte de um diálogo entre dois personagens de um 
romance. 
 
- Quer dizer que a Idade Média durou dez horas? Perguntou Sofia. 
- Se cada hora valer cem anos, então sua conta está certa. Podemos imaginar que Jesus 
nasceu à meia-noite, que Paulo saiu em peregrinação missionária pouco antes da meia-noite e 
meia e morreu quinze minutos depois, em Roma. Até as três da manhã a fé cristã foi mais ou 
menos proibida. (...) Até as dez horas as escolas dos mosteiros detiveram o monopólio da 
educação. Entre dez e onze horas são fundadas as primeiras universidades. 
 
 Adaptado de GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia. 
São Paulo, Cia. das Letras, 1997. 
 
O ano de 476 d.C., época da queda do Império Romano do Ocidente, tem sido usado como 
marco para o início da Idade Média. De acordo com a escala de tempo apresentada no texto, 
que considera como ponto de partida o início da Era Cristã, pode-se afirmar que 
a) as Grandes Navegações tiveram início por volta das quinze horas. 
b) a Idade Moderna teve início um pouco antes das dez horas. 
c) o Cristianismo começou a ser propagado na Europa no início da Idade Média. 
d) as peregrinações do apóstolo Paulo ocorreram após os primeiros 150 anos da Era Cristã. 
e) os mosteiros perderam o monopólio da educação no final da Idade Média. 
 
Interbits – SuperPro ® Web 
 
Página 5 de 6 
 
Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: 
 [D] 
 
 
Resposta da questão 2: 
 [E] 
 
 
Resposta da questão 3: 
 [D] 
 
 
Resposta da questão 4: 
 [D] 
 
 
Resposta da questão 5: 
 [B] 
 
 
Resposta da questão 6: 
 [C] 
 
 
Resposta da questão 7: 
 [B] 
 
 
Resposta da questão 8: 
 [B] 
 
 
Resposta da questão 9: 
 [B] 
 
 
Resposta da questão 10: 
 [A] 
 
 
 
Interbits – SuperPro ® Web 
 
Página 6 de 6

Mais conteúdos dessa disciplina