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Aula 11 - Gastrotomia, enterotomia e enterectomia 2-2019

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Gastrotomia, enterotomia e enterectomia
Mv. Dr. Leonardo Dias Mamão 
Anatomia cirúrgica do estômago
Cárdia
Artérias gástricas
Artérias gástrica 
curta e 
gastroepiplóicas
Gastrotomia
• Incisão cirúrgica do estomago; 
• Órgão muscular com pH ácido; 
- Acidez contribui para a diminuição da concentração bacteriana; 
• Capacidade estomacal: 50 ml/Kg; 
• Tempo de esvaziamento: 
- Variável de acordo com a alimentação; 
- 20 minutos para líquido e 2 – 3 horas sólido; 
Corpos estranhos gástricos
Corpos estranhos gástricos
Corpos estranhos gástricos
Corpos estranhos gástricos
Corpos estranhos gástricos
Corpos estranhos gástricos
Neoplasia gástrica
Neoplasia gástrica
Dilatação vólvulo gástrica
Dilatação vólvulo gástrica
Cuidados pré-operatórios
• Sinal clínico mais comum: Vômito; 
- Intermitente ou contínuo; 
- Desidratação e hipocalemia; 
- Desequilíbrios ácido-base (alcalose ou acidose metabólica); 
- CORRIGIR antes do procedimento cirúrgico; 
• Hematêmese: 
- Isquemia e ulceração ou distúrbios de coagulação; 
- Urgência;
Cuidados pré-operatórios
• Peritonite (perfurações gástricas); 
• Esofagite; 
- Decorrente do vômito; 
- Grau leve tratada com dieta alimentar e jejum 24 horas; 
- Casos graves, jejum por 7 – 10 dias. 
- Alimentação via tubos de gastrostomia; 
• Antagonistas dos receptores H2 (Ranitidina, famotidina, 
cimetidina); 
Cuidados pré-operatórios
• Antieméticos (metoclopramida, ondansetrona, maropitant,...); 
• Antibióticos (amoxicilina, metronidazol,...); 
• Jejum: 
- 8 – 12 horas; 
- Filhotes: 4 – 8 (risco de hipoglicemia);
Cuidados transoperatórios
• Risco de contaminação; 
- Proteção com compressas; 
- Lavagem da cavidade abdominal; 
- Soro fisiológico ou Ringer Lactato aquecido; 
- Lavar abundantemente até que o soro sair límpido (como entrou);
Técnica cirúrgica: Gastrotomia
- Decúbito dorsal; 
- Preparação do paciente (tricotomia, antissepsia e colocação dos 
panos de campo,...); 
- Incisão abdominal na linha média ventral, pré-umbilical; 
- Divulsão do subcutâneo e incisão da linha alba;
- Exposição do estômago por tração aplicada na curvatura maior; 
- Inspecione o trato gastrointestinal antes de incisar o estômago; 
- Isole o estômago com compressas umedecidas; 
- Coloque suturas de fixação (auxiliar na manipulação do estômago e 
também evita vazamento do conteúdo gástrico);
Técnica cirúrgica: Gastrotomia
- Incisão em estocada com o bisturi em uma área hipovascularizada do 
estômago, entre a curvatura maior e menor (após, amplie a incisão 
com tesoura); 
- Use sucção para aspirar o conteúdo gástrico e reduzir risco de 
vazamento; 
- Após realizar a remoção do corpo estranho, ou inspeção da víscera 
ou retirada de material para biópsia, realiza-se a gastrorrafia em dois 
planos de sutura invaginante (Lembert e/ou cushing), com fios 
absorvíveis (Caprofyl, Vicryl,...) 2-0 ou 3-0;
Técnica cirúrgica: Gastrotomia
- Testar a vedação da sutura gástrica com SF estéril aquecido; 
- Lavagem local e/ ou abdominal (se necessário); 
- Trocar luvas e material; 
- Realizar omentopexia; 
- Sutura musculatura (reverdin ou sultan), subcutâneo (simples contínua) fios 
absorvíveis (caprofyl, p/ex.); 
- Dermorrafia (simples separado ou intradérmico) fio inabsorvível 3-0;
Técnica cirúrgica: Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Gastrotomia
Pós-operatório
- Manter o animal internado em monitoração (correção do equilíbrio 
hídrico, eletrolítico e de ácido-base); 
- Se apresentando vômito (ondansetrona, maropitant, omeprazol, 
ranitidina,...); 
- Manter jejum nas primeiras 12 – 24 horas após a cirurgia (e iniciar 
uma dieta líquida após);
Pós-operatório
- Analgesia (Tramadol: 5 mg/Kg cães; 1-2 mg Kg gatos; 5 dias); 
- Antibióticoterapia: Enrofloxacina, Metronidazol, Amoxicilina,... 
- Antiinflamatório: Maxicam (0,1 mg/Kg, 5 dias p cães/3 dias p gatos); 
- Remoção da sutura cutânea com 10 dias;
Complicações
- Deiscência; 
- Extravasamento de conteúdo gástrico no abdômen; 
- Hemorragia;
Prognóstico
- Dependente da doença de base; 
- Bom sem perfuração gástrica; 
- Com perfuração, prognóstico reservado;
Enterotomia e enterectomia 
Anatomia cirúrgica do intestino
Estômago
Duodeno descendente
Flexura caudal
Duodeno ascendente
Ceco
Cólon ascendente
Cólon Transverso
Cólon Descendente
Reto
Jejuno
Íleo
Anatomia cirúrgica do intestino
• Parede intestinal é comporta por 4 camadas: 
- Mucosa; 
- Submucosa; 
- Muscular; 
- Serosa; 
➢Submucosa é a camada responsável pela força mecânica; 
➢Muscular é responsável pela motilidade;
Anatomia cirúrgica do intestino
Anatomia cirúrgica do intestino
Definições
• Enterotomia: 
- Incisão do intestino; 
• Enterorrafia: 
- Sutura do intestino; 
• Enterectomia: 
- Remoção de um segmento do intestino; 
• Enteroanastomose: 
- Restabelecimento da continuidade entre dois segmentos separados por 
enterectomia;
Principais afecções intestinais
- Corpo estranho intestinal; 
- Neoplasia intestinal; 
- Vólvulo intestinal; 
- Intussuscepção; 
- Megacólon;
- Traumatismos (perfurações e 
isquemia); 
- Infecções; 
Diagnóstico
- Anamnese; 
➢Averiguar a dieta, uso de medicações, eventos estressantes e 
resposta à terapia anterior; 
- Exame físico; 
- Raio x; 
- Ultrassom; 
- Exames laboratoriais; 
- Biópsias;
Corpo estranho intestinal
Corpo estranho linear
Corpo estranho intestinal
Sinais clínicos
- Inespecíficos; 
- Vômito, diarreia, perda de peso, anorexia, depressão são comuns; 
- Dor e choque (casos de traumatismos, obstrução intestinal completa, 
oclusão vascular); 
- Abdômen agudo (sugere mal posicionamento, isquemia, perfuração 
ou obstrução intestinal); 
- Desidratação, anormalidades eletrolíticas e ácido-base (vômito, 
diarreia e sequestro hídrico);
Cuidados pré-operatórios
• Risco cirúrgico: 
- Hemograma, perfil bioquímico, urinálise, perfil de coagulação; 
- Eletrocardiograma; 
• Localização da lesão (palpação abdominal, raio x, ultrassom, 
endoscopia); 
- Repetir o raio x imediatamente antes da cirurgia (para avaliar se o CE não foi 
empurrado ou eliminado); 
➢CUIDADO COM RAIO X CONTRASTADO EM SUSPEITA DE PERFURAÇÃO 
INTESTINAL (Bário);
Cuidados pré-operatórios
• Estabilizar o paciente: 
- Desequilíbrios hidroeletrolíticos e ácido-base; 
- CORRIGIR antes do procedimento cirúrgico; 
• Não é recomendado uso de antagonistas H2 (Ex. ranitidina) e plasil; 
- Medicações prócinéticas - aumentam o peristaltismo;
Cuidados pré-operatórios
• Antieméticos (ondansetrona, maropitant,...); 
• Antibióticos (amoxicilina, metronidazol,...); 
• Analgésicos (se necessário); 
• Jejum: 8 – 12 horas; 
- Filhotes: 4 – 8 (risco de hipoglicemia);
Técnica cirúrgica: Enterotomia
- Decúbito dorsal; 
- Preparação do paciente (tricotomia, antissepsia e colocação dos 
panos de campo,...); 
- Incisão abdominal na linha média ventral, pré – retroumbilical; 
- Divulsão do subcutâneo e incisão da linha alba; 
- Realize uma inspeção completa no trato gastrointestinal;
Técnica cirúrgica: Enterotomia
- Isole o segmento desejado com compressas umedecidas; 
- Remova o conteúdo intestinal do segmento e oclua o lúmen (pinça de 
doyen, fitas ou com os dedos); 
- Faça uma incisão em estocada de espessura completa no interior do 
lúmen intestinal, sobre a borda antimesentérica; 
- Enterorrafia longitudinal em um único plano, com fio absorvível 
monofilamentar 3-0 ou 4-0 (simples interrompido);
Técnica cirúrgica: Enterotomia
- Caso haja risco de estenose intestinal, realizar a sutura na 
transversal; 
- Testar a vedação da sutura (instilar SF estéril no lúmen e realizar leve 
pressão); 
- Lavar o local/abdômen e realizar a omentopexia,; 
- Trocar de luvas e instrumentais antes da celiorrafia;Técnica cirúrgica: Enterotomia
- Sutura musculatura abdominal, fio absorvível monofilamentar (Ex. 
caprofyl), padrão sultan ou reverdin; 
- Sutura subcutâneo, fio absorvível monofilamentar (Ex. caprofyl), 
padrão simples continuo (OBS: ancorar o subcutâneo na musculatura 
para reduzir o espaço morto); 
- Dermorrafia com fio monofilamentar inabsorvível (Ex. Nylon), padrão 
simples separado ou intradérmico;
Enterotomia
Enterotomia
Enterotomia
Corpo estranho intestinal
Corpo estranho intestinal
Técnica cirúrgica: Enterectomia e enteroanastomose
- Decúbito dorsal; 
- Preparação do paciente (tricotomia, antissepsia e colocação dos 
panos de campo,...); 
- Incisão abdominal na linha média ventral, pré – retroumbilical; 
- Divulsão do subcutâneo e incisão da linha alba; 
- Realize uma inspeção completa no trato gastrointestinal;
- Isole o segmento desejado com compressas umedecidas; 
- Avalie a viabilidade intestinal e determine a quantidade de intestino 
que é preciso remover; 
- Realize ligadura dupla nos vasos mesentéricos referentes ao 
segmento intestinal que terá que ser removido; 
- Retire o conteúdo intestinal do segmento e oclua o lúmen nas 
extremidades do segmento (pinça de doyen, fita ou com os 
dedos);
Técnica cirúrgica: Enterectomia e enteroanastomose
- Transceccione o intestino com bisturi ou tesoura; 
- Enteroanastomose em um único plano, com fio absorvível 
monofilamentar 3-0 ou 4-0 (simples interrompido); 
- Se houver peritonite, usar fio inabsorvível (Ex. nylon); 
- Diâmetros luminais desiguais (incisão oblíqua no intestino com o 
diâmetro luminal menor ou ressecção “em cunha” no intestino com 
lúmen menor);
Técnica cirúrgica: Enterectomia e enteroanastomose
- Iniciar a sutura na borda mesentérica e em seguida, na borda 
antimesentérica (após, sutura por toda a borda com distância 
aproximada de 2 – 3 mm de intervalo); 
- Testar a vedação da sutura; 
- Lavar o local operado e/ ou abdômen e realizar a omentopexia; 
- Trocar de luvas e instrumentais antes da celiorrafia;
Técnica cirúrgica: Enterectomia e enteroanastomose
Técnica cirúrgica: Enterotomia
- Sutura musculatura abdominal, fio absorvível monofilamentar (Ex. 
caprofyl), padrão sultan ou reverdin; 
- Sutura subcutâneo, fio absorvível monofilamentar (Ex. caprofyl), 
padrão simples continuo (OBS: ancorar o subcutâneo na musculatura 
para reduzir o espaço morto); 
- Dermorrafia com fio monofilamentar inabsorvível (Ex. Nylon), padrão 
simples separado ou intradérmico;
Enterectomia e enteroanastomose
Enterectomia e enteroanastomose
Enterectomia e enteroanastomose
Corpo estranho intestinal
Corpo estranho intestinal
Corpo estranho intestinal
Corpo estranho intestinal
Pós operatório
- Depende do tipo de intervenção e do paciente; 
- Analgésicos (dipirona, tramadol, morfina,...); 
- Antibióticoterapia (Metronidazol, Enrofloxacina, ceftriaxona,...); 
- Antiinflamatório (meloxicam, carproflan,...); 
- Fluidoterapia (monitorar e corrigir desequilíbrios);
Pós operatório
- Jejum por 12 – 24 horas (se debilitado, parenteral); 
- Reintrodução gradual de alimento e água; 
- Monitorar os parâmetros do paciente; 
- Antieméticos (ondansetrona, ranitidina, omeprazol,...); 
- Febre, dor abdominal, depressão, vômito,... (sinais de peritonite);
Complicações
- Deiscência, vazamento ou perfuração intestinal; 
- Peritonite, choque, morte; 
- Íleo paralítico; 
- Estenoses; 
- Perda de peso, diarreia e desnutrição (síndrome do intestino curto);
Cicatrização intestinal
- Cicatrização ideal depende do bom suprimento sanguíneo, 
aproximação de mucosa precisa e mínimo traumatismo cirúrgico; 
- Padrões de sutura de aposição facilitam a rápida cicatrização 
(invaginantes ou evaginantes retarda a cicatrização); 
- Cicatrização intestinal é rápida (dependendo de fatores locais e 
sistêmicos); 
- Existem três fases de cicatrização intestinal;
Cicatrização intestinal
➢Intervalar: 
• Até o 4° dia; 
• Associa com inflamação e edema do intestino em cicatrização; 
• Selagem de fibrina durante as primeiras horas (fibrina ajuda, mas 
neste momento o responsável pela força do ferimento é a sutura); 
• No final desta fase, a cicatrização fica funcionalmente mais fraca 
devido à fibrinólise (descência pode ocorrer 3 – 5 dias pós cirúrgico);
Cicatrização intestinal
➢Proliferativa: 
• Entre o 3° e o 14° dia; 
• Reparo fibroso, acompanhado por um rápido ganho na força do 
ferimento; 
• A força local de reparo se aproxima da do intestino normal 10 – 17 
dias após a cirurgia;
Cicatrização intestinal
➢Maturação: 
• Entre 10 e 180 dias; 
• O colágeno se reorganiza e remodela;
Dúvidas???