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Resumo Saúde da Criança

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Ananda – 66 SC – UC4
Saúde da Criança 2
Saúde da Criança
no Período
Intrauterino
Crescimento fetal
Período embrionário
● Estende até a 8ª semana de
gestação;
● 1ª a 3ª semana: o embrião tem
tamanho quase microscópico e a
organogênese é rudimentar
(esboço dos órgãos);
● 4ª a 8ª semana: estabelece-se os
detalhes ou particularidades que
diferenciam os órgãos.
De 3 a 5 semanas de gestação
● SNC e a coluna espinal: a medula
espinhal cresce mais depressa que
o restante do corpo, dando uma
aparência de cauda, que
desaparece à medida a gestação
avança;
● Sistema digestório (formação do
fígado e intestinos) e
posteriormente dos rins;
● O coração forma uma saliência no
tórax, começando o bombeamento
sanguíneo. O minúsculo coração do
embrião começa a bater a partir do
21º dia da concepção;
● A placenta começa a fornecer
nutrição para o embrião.
7 semanas
● Todos os órgãos principais já
começaram a se formar;
● Formam-se os folículos capilares;
● Joelhos e cotovelos são visíveis;
● Os olhos têm retina e lentes;
● O sistema muscular principal está
desenvolvido e o embrião pode se
mover.
8 semanas
● Mãos e pés podem ser vistos.
Período fetal
● Período que se estende da 9ª
semana até o final da gestação;
● Crescimento intenso com mudança
nas proporções corporais;
● Diferenciação e amadurecimento
fisiológico dos órgãos;
● Ganho de peso (últimas semanas).
9 a 12 semanas
● O coração está quase
completamente desenvolvido;
● Os batimentos cardíacos podem
ser ouvidos por Doppler;
● O rosto está bem formado e os
olhos quase totalmente
desenvolvidos. As pálpebras não se
abrem até a 28ª semana;
● Os membros (braços, mãos, dedos,
pernas e pés) estão formados.
13 a 16 semanas
● O cérebro está plenamente
desenvolvido;
● O tecido muscular está se
alongando;
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● O fígado e outros órgãos produzem
fluidos apropriados;
● O feto faz movimentos ativos.
17 a 20 semanas
● Os órgãos sexuais são visíveis com
um aparelho de ultrassom.
34 semanas
● A chance de sobrevivência é muito
alta.
Fase canalicular
● 16-26 semanas;
● Formação dos bronquíolos
terminais (respiratórios), dos
capilares e ácinos (bronquíolos
respiratórios, ductos alveolares,
sacos alveolares);
● No final desta fase, ocorre a
diferenciação dos pneumócitos tipo
II (produtores de surfactantes) e dos
pneumócitos tipo I (formam a
membrana alvéolo-capilar) →
possibilidade de troca gasosa.
Crescimento
● Aumento físico do corpo como um
todo ou de suas partes;
● Processo dinâmico que leva a um
aumento das dimensões lineares
como: peso, altura/comprimento,
perímetro cefálico, etc.
Desenvolvimento
● É o aumento da capacidade do
indivíduo em realizar funções cada
vez mais complexas.
● É avaliado por meio de testes
psicomotores.
● É o processo de aquisição de
funções psicomotoras e sensoriais
como: andar, falar, pular, escrever,
etc…
Particularidades do crescimento
● O crescimento fetal é um processo
complexo, delicado, sensível que
demanda uma interação
harmoniosa entre herança genética
e ambiente intrauterino.
Herança genética
● A cota de participação dos fatores
genéticos sobre o peso é de 37%.
● 20% depende do genótipo materno;
● 15% depende do genótipo fetal;
● 2% depende do sexo fetal.
Ambiente intrauterino
Depende do pleno funcionamento dos
mecanismos coadjuvantes:
● Crescimento celular;
● Nutrientes (oferta, transporte,
captação);
● Hormônios fetais;
● Fatores Peptídicos do Crescimento.
Crescimento celular
Fase de hiperplasia
● Fase inicial do crescimento
intrauterino;
● Período das primeiras 16 a 20
semanas;
● Aumento do número de células
● Fase de mitose ativa
● Aumento proporcional do peso,
proteínas e conteúdo de DNA
● Insultos que ocorrem nessa fase
afetam essencialmente o número
das células → infecção congênita,
problema na placenta, tabagismo,
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uso de drogas, diabetes
gestacional.
Fase de hiperplasia e hipertrofia
● Fase intermediária do crescimento
intrauterino;
● Período de 16 (20 semanas) a 32
semanas;
● Aumento do número e do volume
das células;
● Declínio da fase de mitose ativa;;
● Aumento do conteúdo de DNA mais
lento;
● Insultos que ocorrem nessa fase
afetam o número e o volume das
células.
Fase de hipertrofia
● Fase final do crescimento
intrauterino;
● Período da 32ª semana de gestação
até o termo;
● Grande aumento do volume das
células;
● Fase de mitose lenta;
● Nenhum acréscimo posterior no
conteúdo de DNA;
● Grande aumento de peso;
● Insultos que ocorrem nessa fase
afetam mais o volume das células.
Velocidade de ganho de peso
● Crescimento lento (até 15ª/16ª
semana) - 10 g/semana;
● Crescimento acelerado (17ª a
26ª/27ª semana) - 85 g/semana;
● Crescimento máxima (28ª a 36ª/37ª
semana) - 200 g/semana;
● Desaceleração (>37ª semana) - 70
g/semana.
Proporção Corporal
● Circunferência Cefálica (CC)
● Circunferência Abdominal (CA)
Relação normal
● CC/CA > 1,0 (antes de 32 semanas)
● CC/CA = 1,0 (entre 32 e 34 semanas)
● CC/CA < 1,0 (após 34 semanas)
Nutrientes
Glicose
● É o principal combustível
energético para o feto. Atravessa a
placenta desde o início da
gestação por difusão facilitada
pelas proteínas transportadoras de
glicose - GLUT. Pequena parte é
oxidada e a maior parte é estocada
como glicogênio (fígado e
músculos).
● A concentração fetal é 70% da
materna.
Aminoácidos
● É a principal fonte de nitrogênio. É
importante para a síntese de:
proteínas, enzimas, hormônios,
fatores peptídicos de crescimento.
● A concentração no feto é 2 a 3
vezes maior do que na mãe
(captação ativa).
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Gordura
● A concentração fetal é 1/6 a 1/7 da
materna.
● Cruzam a placenta por difusão.
Função de oxidação e
armazenamento. Componentes
vitais para a membrana celular.
● Acúmulo de gordura principalmente
no 3º trimestre.
Vitaminas
● Vitaminas B (B12) e ácido fólico -
formação de eritrócitos.
● Vitamina C – formação de
substâncias intercelulares (matriz
óssea e fibras de tecido conjuntivo).
● Vitamina D – crescimento ósseo.
Oxigênio
● O transporte de O2 depende da
concentração de hemoglobina,
fluxo sanguíneo uteroplacentário e
fluxo sanguíneo umbilical.
Adaptação a queda do suprimento de O2
● Redistribuição de sangue para
áreas nobres → prioriza o coração
e cérebro, depois rins, suprarrenais
e placenta;
● Diminuição dos movimentos
respiratórios e frequência cardíaca;
● Desaceleração do crescimento fetal;
● Aumento do número de hemácias.
Hormônios fetais
● Mediar a utilização de substratos
disponíveis para o feto.
Sem efeito sobre o CIU
● Hormônio de Crescimento (GH):
faltam receptores específicos. Fetos
com deficiência congênita de GH
ou anencefálicos crescem
normalmente.
● Hormônios Tireoidianos (HT):
placenta impermeável à passagem
de HT maternos.
○ Bloqueio pós receptor.
○ Alta concentração de T3
reversa inibe a ação HT.
○ Placa de crescimento não
responde a tiroxina até
próximo do termo.
○ Na agenesia da tireoide os
fetos humanos são de
tamanho normal.
● Insulina: verdadeiro hormônio do
crescimento. Estimula o
crescimento intrauterino por:
○ Favorecer a captação celular
de glicose e estimular o uso
preferencial de glicose para
oxidação;
○ Promover a síntese de
gordura a partir da glicose e
aumentar o depósito de
gordura próximo do termo;
○ Disponibilizar aminoácidos
para incorporação tecidual e
estimular a síntese de
proteínas e de DNA.
○ Ausência congênita ou
hipoinsulinismo → Restrição
do Crescimento Intrauterino;
○ Hiperinsulinemia (excesso de
insulina) → macrossomia
fetal.
Fatores peptídicos do crescimento (FPC)
● São peptídicos ou polipeptídicos
que regulam eventos de
proliferação, diferenciação e
migração celular.
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Fatores de competência
Estimulam o crescimento de células
(aumento de massa celular).
● FGF – fator de crescimento dos
fibroblastos;
● PDGF – fator de crescimento
derivado das plaquetas.
Fatores de progressão
Controlam a taxa de divisão celular.
● EGF – fator de crescimento
epidérmico;
● IGF – fator de crescimento
insulina-like.
Placenta

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