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Resumo Saúde da Criança

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FR varia de 24-106 irpm → menor IG,
mais irregular o ritmo respiratório;
● Estímulos sensoriais: ar mais frio
que meio interno, diferença de
pressão, fricção dos calcanhares;
● Estimulação química: baixo pH
consequente do acúmulo de
metabólitos ácidos nos centros
respiratórios, os quais devem-se à
hipóxia determinada por
interrupção da circulação umbilical;
● A primeira respiração deve ser
suficiente para vencer adesão
existente entre as paredes
alveolares → complacência torácica
é maior que a pulmonar;
● A saturação do oxigênio vai de 50%
ao nascimento para 90% após
alguns minutos de vida;
○ Até 5 min – 70-80%;
○ 5-10 min – 80-90%;
○ Mais de 10 min – 85-95%;
● RNs são mais resistentes à hipóxia
devido ao baixo metabolismo
cerebral, metabolismo energético e
temperatura corpórea baixos e
bastante variáveis, fonte anaeróbia
de energia relativamente
importante;
● Taquipneia e dispneia podem ser
comuns;
● Alterações da temperatura
ambiental podem ser suficientes
para provocar apneia → pausa
respiratória de mais de 20
segundos seguida de cianose,
bradicardia e queda de saturação
de O2.
Boletim de Silverman Andersen
Mede desconforto respiratório.
Circulação
Fetal
● Placenta reduz resistência vascular
sistêmica (RVS);
● Circulação pulmonar é
parcialmente excluída;
● A maior parte do sangue que
atinge artéria pulmonar a partir do
ventrículo direito é desviada para
aorta através do ducto arterioso,
que comunica ambas as artérias
durante a vida fetal;
● Com exceção de cabeça, coração e
fígado, a maior parte do corpo
recebe sangue de baixo teor de
oxigênio.
Ao nascimento
● Elimina-se a circulação placentária
→ aumenta RVS e pressão arterial;
● Ducto venoso fecha com o
clampeamento do cordão umbilical
→ contração dos vasos e
fechamento de um esfíncter na
extremidade umbilical;
● Ducto arterioso contrai-se em
consequência do aumento da
oxigenação do sangue nos pulmões
→ fechamento funcional em até 96h
e anatômico com 2-3 meses de vida;
● Redução da resistência vascular
pulmonar (RVP) pelo aumento da
perfusão para esse órgão;
○ No útero, alto grau de RVP é
decorrente da compressão
dos capilares por líquido
pulmonar fetal → pressão
pulmonar é elevada e
perfusão é baixa, RVP>RVS;
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○ Com o início da respiração,
RVS>RVP;
● Fechamento do forame oval →
aumento do fluxo sanguíneo para
átrio esquerdo, proveniente dos
pulmões, aumenta sua pressão em
relação ao direito;
● Sopros cardíacos podem ser
fisiológicos.
Frequência cardíaca e pressão arterial
● FC entre 120-160bpm;
● PA 60 x 46 mmHg (+- 16 mmHg);
Temperatura
● O RN, especialmente o prematuro, é
homeotérmico imperfeito.
Superaquecimento e esfriamento
com facilidade.
● Produção de calor depende de:
○ Massa muscular (tremor):
prematuros possuem menor
tônus e não conseguem
manter posição fletida;
○ Superfície corporal: grande
superfície corporal em
relação ao peso → maior
perda de calor; grande
superfície da cabeça;
○ Metabolização da gordura
marrom: altamente
vascularizada. Frio libera
noradrenalina que estimula
lipólise. Abundante no
pescoço, tecido em torno dos
rins e suprarrenais. Pouco
desenvolvida nos prematuros
e PIGs. Piora acidose.
● Perda de calor: pouca atividade
muscular, grande superfície,
ausência de tremores e pouca
ingestão de alimentos – baixa
compensação das perdas;
● Hipotermia ocasiona alterações
metabólicas graves: aumento do
metabolismo, aumento do consumo
de O2, aumento do consumo de
glicose (hipoglicemia), aumento da
utilização de gordura marrom.
Mecanismos para evitar a perda de calor
● Evaporação (líquido amniótico):
secar suave e rapidamente o RN e
remover campos molhados;
● Convecção (ar): proteger contra a
corrente de ar e ambiente
refrigerado;
● Condução (roupa): utilizar panos
secos e aquecidos;
● Radiação (objetos frios): manter a
superfície aquecida e fornecer
calor radiante. Utilizar calor
materno.
Centros responsáveis pelo controle
térmico não estão completamente
desenvolvidos.
Neutralidade térmica
● Ambiente em que o RN com
temperatura normal tem taxa
metabólica mínima;
● Funções metabólicas basais;
● Temperatura corpórea é mantida
sem gasto energético;
● Preserva energia para funções
básicas e diminui a demanda de
O2.
Assistência na sala
de parto ao RN
normal
● Feto: produto da concepção da 8ª
semana até o nascimento;
● Nascimento: completa expulsão ou
extração de um feto do organismo
materno, independente do cordão
umbilical ter sido cortado ou não
ou da placenta estar ainda inserida
ou não;
● Vida ao nascimento: presença de
respiração ou evidência de vida:
batimento cardíaco, pulsação do
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cordão umbilical ou movimentos
efetivos de musculatura voluntária;
● Período pré-natal: período do
tempo que vai do nascimento até
que a criança atinge 28 dias;
● Óbito fetal: morte do produto da
concepção antes de sua expulsão
ou extração do corpo materno;
● Aborto: expulsão ou extração de um
feto com peso < 500 gramas, ou
idade gestacional ≤ 20 – 22 semanas
ou comprimento crânio-calcanhar ≤
25 cm;
● Se o óbito ocorreu após 20 – 22
semanas – a expulsão ou extração
do concepto → natimorto;
● Se o óbito ocorreu após o
nascimento e com menos de 28 dias
→ neomorfo.
Preparo para o atendimento na sala de
parto
● Anamnese da mãe → identificar os
fatores de risco que possam
interferir na transição fisiológica da
vida intrauterina para a
extrauterina e detectar
precocemente anormalidades que
demandam intervenções (histórico
materno, histórico de gestações
anteriores, problemas pré-natais,
problemas no trabalho de parto ou
no parto);
● Equipe: multiprofissional
exclusivamente para atender ao RN
habilitado para realizar o
procedimento de reanimação
neonatal caso seja necessário:
obstetra, pediatra, enfermagem;
● Material para aspiração (bomba de
vácuo, sonda), ventilação (fonte de
O2, máscara, balão, ventilador
mecânico), intubação
(laringoscópio, cânulas, fixação);
● Medicamentos (seringas,
adrenalina, soro, vitamina K, colírio,
iodopovidona);
● Temperatura adequada (26 graus).
Condições perinatais
Fatores antenatais
● Idade <16 anos ou >35 anos;
● Idade gestacional <39 ou > 41
semana
● Diabetes
● Gestação múltipla
● Síndromes hipertensivas
● Rotura prematura das membranas;
● Doenças maternas;
● Polidrâmnio ou oligoâmnio
● Infecção materna;
● Diminuição da atividade fetal
● Aloimunização ou anemia fetal
● Sangramento no 2o ou 3o trimestre
● Uso de medicações
● Discrepância de idade gestacional
e peso
● Uso de drogas ilícitas
● Hidropsia fetal
● Óbito fetal ou neonatal anterior
● Malformação fetal
● Ausência de cuidado pré-natal.
Clampeamento adequado
● Clampeamento precoce: feito em
até 60 segundos após a extração
completa do concepto.
● Clampeamento tardio: 1 a 3 minutos
→ benéfico com relação aos índices
hematológicos aos 3-6 meses, mas
pode aumentar a necessidade de
fototerapia por hiperbilirrubinemia
na primeira semana de vida;
● Retardo em 5 minutos pode causar
desconforto respiratório por
policitemia ou hipervolemia
sintomática ou por persistência do
canal arterial;
● Realizar a laqueadura do cordão
umbilical a uma distância de 2-4 cm
do anel umbilical e a seguir
envolvê-lo com gaze embebida em
álcool etílico a 70% ou em
clorexidina alcoólica a 0,5%.
Verificar se após o procedimento
existe algum sangramento.
Observar a presença das duas
artérias e uma veia umbilical.
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Estímulos à respiração pulmonar
● Fatores que influenciam a primeira
inalação: estimulação física,
privação de O2 e acúmulo de CO2,
compressão do tórax durante a
descida pela pelve e a passagem
pelo canal do parto;
● Inspirações iniciais breves e
episódicas.
Cuidados imediatos
● Secar a criança no sentido
craniocaudal, retirando em seguida
os campos úmidos;
● Aspirar boca e nariz;
● Avaliar coloração, sinais vitais,
respiração e choro, tônus muscular,
mecônio antes de dar pra mãe;
● Reanimação: avaliação da
respiração e FC (acima de 100 bpm).
Avaliação da pele e mucosas não é
critério.
Escore de Apgar
● Momento mãe-filho;
● Vitalidade