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APOSTILA GÁS NATURAL 1

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com propriedades tensoativas, estima-se 
que eles podem atrapalhar a solução caustica entre e a nafta; reagem com 
fenóis provocando a alteração da cor; os ácidos naftênicos de baixo peso 
molecular são solúveis em água, podendo por conta disso, dar inicio a 
uma ação corrosiva; os sais de sódio e os ácidos naftênicos estabilizam 
emulsões, formando um tipo de gel com a gasolina; os sais de naftenato 
de sódio que são formados posterior a lavagem caustica geralmente, são 
parcialmente solúveis na sua fase oleosa e eventualmente pode levar a 
depósito quando o combustível é usado; os ácidos naftênicos também 
podem formar um determinado depósito por aquecimento, o que da inicio 
aos problemas nos testes de estabilidade térmica nos combustíveis de 
aviação. 
 
 
 
 
 
Algumas impurezas nas frações 
 
FRAÇÃO IMPUREZA 
 
Gás Combustível 
 
 
Sulfeto de hidrogênio; sulfeto de carbonila; dióxido de carbono, ácido 
cianídrico; dissulfeto de carbono e metano. 
 
 
GLP de 
Destilação 
 
 
 
Sulfeto de hidrogênio; metimercaptans; etilmercaptans; eventualmente sulfeto 
de carbonila e dimetilsulfeto; amônia; HC1 procedente da má dessalagação do 
petróleo; enxofre elementar; tiociclopropanos. 
 
GLP e FFC 
 
 
H
2
S Sulfeto de hidrogênio; etilmercaptans; sulfeto de carbonila, amônia de 
dióxido, ácido cianídrico; ácido clorídrico procedente da má dessalgação de 
petróleo. 
 
 
 GLP de 
Craqueamento 
Térmico 
 
H
2
S Sulfeto de hidrogênio; etilmercaptans; sulfeto de carbonila, amônia 
cianídrico, ácido clorídrico procedente da má dessalgação de petróleo. 
 
 
 
 
 
COMPOSTO AGENTE DE REMOÇÃO 
 
H2S 
 
 
Solução Cáustica de 10 a 15 oBé de forma a evitar a eventual cristalização do 
Na 2S; soluções monoetanolamina (MEA) e dietanolamina (DEA) 
 
Enxofre Elementar 
 
 
 
O enxofre elementar é de difícil remoção e se faz necessário tomar todas as 
precauções com a finalidade de evitar a sua formação. Solução de NaOH e 
etanol em elevadas concentrações em alto custo; percolação por meio do leito 
contendo partículas de hidróxido de sódio. 
 
Mercaptans 
 
 
 
 
Solução cáustica em presença de catalisador visando tornar econômico o 
tratamento de produtos pesados (MEROX). 
 
 
 
Sulfetos e 
Dissulfetos 
 
 
Esses compostos são considerados termicamente instáveis e podem ser 
compostos de sulfeto de hidrogênio com vapor ( 340
o
C a 440
o
C ) e catalisador 
de bauxita hidrodessulfurização. 
 
 
 
 
Ácidos Naftênicos 
 
 
 
 
 
Soluções causticas, pois o uso de soluções causticas concentradas deve ser 
evitado para não ocorrer aumentando solubilidade de sais de naftenato no óleo 
e formações estáveis, a lavagem cáustica necessita ser seguida de lavagem 
aquosa, visando remover os sais de naftenato de sódio, que por ventura 
possam ter passado para a fase oleosa e sejam solúveis na fase aquosa. 
Algumas vezes, um coalecedor como um filtro de areia ou precipitador 
eletrostático precisa ser usado para prevenir eventual arraste de solução. 
 
 
Amônia 
 
Lavagem com água 
 
Compostos 
hidrogenados 
básicos 
 
Lavagem com H2 SO4 diluído; hidrotratamento. 
 
 
 
Compostos 
nitrogenados 
neutro 
 
Lavagem com H2 SO4 concentrado ou solução de NaHO e metanol; 
hidrotratamento. 
 
 
Tratamento DEA 
 
O tratamento DEA é um processo específico que tem a finalidade de fazer a remoção 
de H2S de frações gasosas do petróleo, principalmente aquelas oriundas de unidades de 
craqueamento. Ele também remove CO2 eventualmente encontrado na corrente gasosa. 
Esse tipo de processo é baseado na capacidade de soluções de etanolaminas, como a 
dietilamina (DEA), de solubilizar seletivamente a H2S e CO2. Entretanto, o tratamento 
é obrigatório em unidades de craqueamento catalítico em função do alto teor de H2S 
presente no gás combustível gerado. 
Essa operação é realizada sob condições amenas de temperatura e pressão. A DEA 
geralmente apresenta grande capacidade de regeneração, e pode ser facilmente ser 
substituída por MEA (Monoetanolamina) em unidades cujas correntes não contenham 
sulfeto de carbonila (SCO). 
Conforme vimos anteriormente, o GLP oriundo do craqueamento catalítico, por 
possuir elevado teor de H2S, é submetido a um processo de extração com DEA 
(dietilamina). 
Tratamento Merox 
Este processo de tratamento, designado Merox, tem a finalidade de remover os 
mercaptanos (tióis) existentes nas correntes de GPL e nafta leve, por meio de uma 
extração com uma solução aquosa de soda cáustica. Os mercaptitos de sódio 
constituidos são depois removidos da solução de soda cáustica (regeneração da soda) 
por oxidação com ar na presença de um catalisador, convertendo-se em dissulfuretos 
orgânicos insolúveis na solução aquosa, separando-se por decantação. Os G.P.Ls. 
tratados são enviados para a Unidade de Recuperação de Gases. A gasolina leve tratada 
segue para a armazenagem. 
O Tratamento Merox também é denominado tratamento cáustico regenerativo e, 
fazendo valer o próprio nome, é bastante semelhante ao Tratamento Cáustico 
convencional, contudo, apresenta como vantagem a etapa de regeneração da soda 
cáustica utilizada no processo, o que diminuem os custos operacionais. 
O tratamento MEROX é adotado para se obter uma regeneração da soda cáustica que 
retira o H2S. Dessa maneira o MEROX é um processo que busca a economia do NaOH 
utilizado no tratamento cáustico. 
O Tratamento MEROX pode ser aplicado a frações leves (GLP e nafta) e intermediárias 
(querosene e diesel). Utiliza um catalisador organometálico (ftalocianina de cobalto) em 
leito fixo ou dissolvido na solução cáustica, de maneira a retirar as mercaptanas dos 
derivados e oxidá-las a dissulfetos. 
Unidade de Hidrotratamento (UHDT) 
Processo usado para remover impurezas tais como enxofre, nitrogênio, oxigênio, haletos 
e traços de metais, que podem desativar os catalisadores dos processos anteriormente 
descritos, envenenando-os. A operação de hidrotratamento também melhora a qualidade 
das frações ao converter as mono e di–olefinas em parafinas, com o propósito de reduzir 
a formação de goma nos combustíveis. 
É importante considerar que as condições operacionais do hidrotratamento podem 
variar bastante. A temperatura do reator pode variar de 250
o
C de nafta até 400
o
C 
resíduo de vácuo. As unidades da Petrobrás normalmente usam em condições mais 
severas devido a qualidade dos produtos gerados pelos petróleos mais pesados. 
 
Os catalisadores empregados são de Co-Mo para HDS em presenças de baixos teores de 
nitrogênio Ni-Mo para HDS e HDN, quando há elevados teores de nitrogênio. Desse 
modo, o oxigênio é colocado a carga inicialmente da bateria de pré-aquecimento. Isso, 
contribui para que haja uma redução a formação de depósito nos trocadores e aumenta o 
coeficiente de troca térmica. No entanto, aumenta a perda da carga da bateria e atrapalha 
a divisão de corrente de carga em virtude do ciclo bifásico. 
 
Vias de regras só procura recuperar todo calor possível das correntes quentes do 
processo de forma que possa minimizar a carga térmica do forno. Contudo há geração 
de calor no reator em razão das exotérmicas de hidrogenação, surgem a chance de um 
determinado fenômeno conhecido como run away, um descontrole na temperatura que 
pode causar defeitos irreversíveis no reator ou catalisadores. 
 
Dessa forma, deixa aproximadamente de 20% a 25% da carga térmica necessária para o