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Síndrome de Rett Professora: Jéssica Medeiros Síndrome de Rett A síndrome de Rett é um distúrbio genético e de neurodesenvolvimento raro que ocorre quase exclusivamente nas meninas. É uma desordem genética ligada ao cromossomo X dominante e por mutações das proteínas metil-CpG- binding2 (MecP2), onde ocorre uma progressiva deterioração neuromotora severa. O gene MECP2 é necessário para o desenvolvimento cerebral. XY XX XY XX XY XX Histórico Sinais Clínicos Normal ao nascimento Estagnação do DNPM Desaceleração do perímetro cefálico Regressão das aquisições motoras Alterações no comportamento social Perdas de habilidades manuais Crises convulsivas Alterações respiratórias Sinais clínicos Sinais clínicos Sinais clínicos Estados evolutivos 1° etapa •6 a 18 meses •Desaceleraç ão precoce 2° etapa •1 a 3 anos •Regressão rápida 3° etapa •3 a 10 anos •Estabilização aparente 4° etapa •Mais de 10 anos •Deterioração motor tardia 1° etapa – deterioração precoce Déficit no DNPM Redução do perímetro cefálico Desinteresse lúdico Hipotonia muscular 2° etapa – regressão rápida Perde de habilidades manuais Perda de comunicação Surgimento de deficiência mental Marcha atáxia Convulsões Regressão das habilidades motoras 3° etapa – estabilização aparente Aumento do contato emocional Acentuação das crises convulsivas Espasticidade Faces estereotipadas Regressão neuro motora lenta Início da escoliose 4° etapa – deterioração motor tardia Inabilidade grave Cansaço Fraqueza muscular Cadeira de rodas Deformidades ortopédicas graves Perda de massa muscular Distonia Tetraparéticas Diagnóstico Clínico Critérios definidos pelo The Rett Sydrome Diagnostic Criteria Work Group (1988) DSM-IV-TR (2002) Laboral Mutações no gene MECP2 The Rett Sydrome Diagnostic Criteria Work Group CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO DE FORMAS VARIANTES DA SÍNDROME DE RETT •Preencher pelo menos 3 dos 6 critérios maiores. •Preencher pelo menos 5 dos 11 critérios menores. CRITÉRIOS MAIORES •Ausência ou redução das habilidades manuais práxicas •Redução ou perda da fala em balbucios •Redução ou perda das habilidades comunicativas •Desaceleração do crescimento cefálico nos primeiros anos de vida •Padrão monótono de estereotipias manuais •Perfil da desordem Rett: •Estágio de regressão seguido de recuperação da interação social contrastando com regressão neuromotora lenta CRITÉRIOS MENORES •• Irregularidades respiratórias •Distensão abdominal / Aerofagia •Bruxismo •Locomoção anormal •Escoliose / cifose •Amiotrofia dos membros inferiores •Contato visual intenso •Resposta diminuída para dor •Episódios de risadas / gritos •Hipotermia, pés arroxeados, crescimento (usualmente) comprometido •Distúrbios de sono, incluindo episódios de terrores noturnos DSM-IV-TR (2002) Transtorno Autista Transtorno de Rett Transtorno Desintegrativo da Infância Transtorno de Asperger Transtorno Global do Desenvolvimento Diagnóstico diferencial Tratamento ✓ Fisioterapia ✓Médico ✓Nutricionista ✓ Fonoaudiologia ✓ Psicologia ✓Dentista ✓ Terapeuta Ocupacional ✓ Pedagogia Fisioterapia Manutenção do DNPM Modulação da espasticidade Manutenção da ADM Treino para AVDs Maximizar funcionalidade Otimizar o desenvolvimento cognitivo Melhorar QV Depende do nível e do estágio do comprometimento Síndrome de Down Definição Síndrome de Down ou Trissomia do Cromossomo 21 Caracterizada por erro na distribuição dos cromossomos das células, a SD na maioria dos casos apresenta um cromossomo extra no par 21, provocando um desequilíbrio da função reguladora que os genes exercem sobre a síntese de proteína, bem como perda de harmonia no desenvolvimento e nas funções das células. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Trisomie_21_Genom-Schema.gif Incidência É a mais comum anormalidade cromossômica Sem distinção entre raça, sexo, nível social, localização Idade materna elevada é um fator de risco Diagnóstico Amniocentese Ultra-sonografia Diagnóstico Ultrasonografia Defeitos cardíacos átrio-ventriculares Sinais de atresia duodenal Comprimento reduzido do fêmur Comprimento reduzido do úmero Combinação do comprimento reduzido do fêmur e do úmero Aumento da prega cutânea da nuca Dismorfismos da face e membros Aspectos clínicos Variantes Constante Hipotonia Cabelo liso e fino Rosto arrendondado Boca pequena e língua grande Pescoço curto e grosso Cabeça pequena Fendas palpebrais oblíquas Manchas de Brushfield Orelhas pequenas e com lóbulos pequenos ou ausentes Nariz pequeno, achatado e em sela Aspectos clínicos Critérios diagnósticos clássicos Microcefalia Fendas palpebrais obliquas Língua protuberante e fissurada Mãos curtas com hipoplasia da falange do quinto dedo; Aumento do espaço interdigital entre o hálux e o segundo dedo do pé Aspectos clínicos Critérios diagnósticos clássicos Orelhas pequenas, de implantação baixa e malformadas Sulco médio palmar (prega transversa) Estatura pequena Perfil achatado Aspectos clínicos Evolução Baixa estatura Tendência ao excesso de peso Homens (inférteis) Adolescência Depressão Distúrbios de comportamento Expectativa de vida 10-20 anos a menos Aspectos clínicos Características neuropsicomotoras Hipotonia, fraqueza muscular e articulações hiperflexíveis; Devido à hipotonia, o bebê é mais quieto, tem dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça, o tronco e os membros; Desenvolvimento motor menor que o esperado para a idade; Graus variáveis de incapacidade mental; Desenvolvimento cognitivo (fala e inteligência) muito mais lento (embora uma ampla variação seja vista); Déficits auditivos; Cerebelo pequeno → reduz propriocepção, dificuldade de utilizar informações sensoriais para aprender comportamentos motores e dificuldade de utilizar o sistema vestibular para controle postural. Ataques epiléticos e epilepsia não são raros. Levam mais tempo para desenvolver posturas antigravitacionais Aumentam base de sustentação e faz co-contração de agonistas e antagonistas ou diminui os ADM para desenvolver estabilidade. Desenvolvimento motor na SD 5 meses •Controle cefálico 7 meses •Rolar sobre o corpo 10 meses •Troca de objetos 11 meses •Sentar-se com apoio 13 meses •Arrasta- se 17 meses •Sentar-se sozinho 17 meses •Engatinhar 20 meses •Andar com apoio 23 meses •Andar só 24 meses •Sobe degraus com apoio 30 meses •Sobre e desce degraus só 48 meses •Sentar-se sozinho Déficits associados Déficits associados Câncer (2 a 9%) Infecções (2 a 15%) Cardíaca (30 a 35%) Respiratória (26 a 41%) Óbitos 85% sobrevivência no primeiro ano de vida; 50% sobrevida maior do que 50 anos; Aumento na sobrevida é possível devido a uma melhora na assistência em saúde Tratamento Fisioterapia o Estimular do DNPM o Adequar o tônus postural; o Manter a ADM e previne contraturas e deformidades; o Melhorar a função cardiorrespiratória e previne complicações; o Melhorar a coordenação motora e o equilíbrio; o Normalizar e adequar o processamento sensorial; o Melhorar o nível de independência funcional; o Orientar e treinar pais, familiares e educadores. Aspectos legais • É garantido ao excepcional o direito de desenvolver o seu potencial, através de uma educação adequada; • A lei 7853, aprovada em 24 de outubro de 1989, no artigo 8º diz: “...Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social e as ações necessárias ao seu cumprimento, afastando discriminação, garantindo-lhes o direito à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social...“ (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1989). Curiosidades Síndrome de Klinefelter Professora:Jéssica Medeiros Síndrome Klinefelter Definição É causada por uma variação cromossômica envolvendo o cromossomo sexual; Presença de um cromossomo sexual extra (X) em homens; Causa uma mudança característica nos meninos; O cariótipo mais comum é o 47 XXY. 46,xx CARÓTIPO FEMININO NORMAL 46,xy CARIÓTIPO MASCULINO NORMAL SÍNDROME DE KLINEFELTER Etiologia Idade avançada Vírus Drogas Radiação Agentes mutagênicos Ambientais Fatores que possam levar a alterações do quantitativo cromossómico da espécie Manifestações clínicas Características mais comuns Proporções anormais do corpo Ginecomastia Infertilidade Problemas sexuais Redução de pelos Testículos pequenos e firmes Alta estatura Manifestações clínicas Na infância Criptorquidia Dificuldades de aprendizagem Transtornos de conduta Na adolescência Volume testicular diminuído Ginecomastia Micropenis Diminuição da pilosidade Impotência Infertilidade Alta altura Diminuição de libido Transtornos neurocognitivos • Escolioses •Osteoporose •Redução de massa muscular •Clinodactilia Musculoesqueléticas • Inferior •Deficiência auditiva e de linguagem •Déficit de memória Intelectual • Insegurança • Timidez •Depressão •Pouca interação Condutas Manifestações clínicas Condições associadas AVC (6x mais) Câncer (1,6%) Linguagem (51%) Atraso motor (27%) Aprendizagem (44%) Tratamento o Médico o Farmacêutico o Psicólogo o Fisioterapeuta o Assistente social o Professores o Pais o Cuidadores Diagnóstico Cariotipagem cromossômica Clínico Após puberdade Hipogonadismo Altura Fadiga Fraqueza Ginecomastia Osteoporose Infertilidade