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Enfermagem em Puericultura e Pediatria •Calendário Básico de Consultas de Puericultura (Acompanhamento periódico do desenvolvimento). • Entre o terceiro e sétimo dia – preferencialmente • • 1 mës • • 2 meses • • 4 meses • • 6 meses • • 9 meses • • 12 meses • • 18 meses • • 24 meses e demais anuais (próximo ao aniversário) • PRIMEIRA CONSULTA • 1) Anamnese • 2) Exame físico completo • 3) Avaliar situações de risco e vulnerabilidade • 4) Avaliar e orientar os pais sobre os sinais de perigo na criança com menos de 2 meses e sobre a necessidade de procurar atendimento de emergência • 5) Promover e apoiar o aleitamento materno exclusivo e auxiliar a formação ou o fortalecimento do vínculo entre os pais e o bebê • 6) Orientações gerais sobre os cuidados com o recém-nascido • 7) Prevenção de acidentes • 8) Realização do teste do pezinho • 9) Orientações para o calendário de imunizações • 10) Combinar o calendário de consultas • Exame físico completo • • Avalie o comprimento e o perímetro cefálico da criança. • • Avalie o peso em relação ao peso ideal ao nascer. • Curva de perímetro cefálico x idade: 0 a 2 anos • Curva de peso x idade: 0 a 2 anos • Curva de altura x idade: 0 a 2 anos • Exame físico completo • •Observe e avalie o relacionamento da mãe/cuidador e dos familiares com o bebê • • Estado geral: postura normal, padrão respiratório, estado de vigília , sinais de desidratação e/ou hipoglicemia, hipoatividade e letargia, temperatura axilar (entre 36,4ºC e 37,5ºC ). • • Face: assimetria, malformação, deformidade ou aparência sindrômica. • Exame físico completo • • Pele: edema , palidez, cianose e icterícia, presença de assaduras, pústulas ( eritema tóxico X impetigo) e bolhas palmo- plantares (sífilis). • • Crânio: fontanelas • •Olhos: reflexo fotomotor, teste do reflexo vermelho, presença de secreções. • •Orelhas e audição: implantação, tamanho e simetria das orelhas; teste da orelhinha • Exame físico completo • • Nariz: forma e presença de secreção (sífilis) • • Boca: úvula, o tamanho da língua (macroglossia), o palato, o freio lingual e a coloração dos lábios. • • Pescoço: assimetria facial e posição viciosa da cabeça (torcicolo congênito) • Tórax: assimetria, clavículas, mamas, sinais de sofrimento respiratório, frequência cardíaca e respiratória + ausculta • SINAIS VITAIS • Exame físico completo • • Sistema osteoarticular: membros superiores e inferiores (resistência à extensão, flexão dos membros, flacidez excessiva e a suposta presença de paralisia), pé torto (posicional ou congênito ), presença de displasia evolutiva do quadril (testes de Ortolani e de Barlow) • • Coluna vertebral • • Avaliação neurológica: reflexos corticais • REFLEXOS PRIMITIVOS • Avaliação do Desenvolvimento: Reflexos corticais • •Manifestações normais durante algum tempo e que desaparecem com a evolução, somente reaparecendo em condições patológicas: - • Reflexo de Moro: Deve ser sempre simétrico. É incompleto a partir do 3º mês e não deve existir a partir do 6º mês. - Reflexo tônico-cervical: Desaparece até o 3º mês. • Avaliação do Desenvolvimento: Reflexos corticais • - Apoio plantar, sucção e preensão palmar: desaparecem até o 6º mês. - Preensão dos artelhos: desaparece até o 11º mês. - Reflexo cutâneo plantar: No RN, desencadeia extensão do hálux. A partir do 13º mês, ocorre flexão do hálux. A partir desta idade, a extensão é patológica • Avaliação do Desenvolvimento: Reflexos corticais • • Reflexos que existem normalmente, desaparecem com a evolução e reaparecem como atividades voluntárias: - Preensão, - Sucção - Marcha • • Manifestações que persistem por toda a vida: os vários reflexos profundos e os reflexos cutâneos abdominais. • Avaliação do Desenvolvimento: Reflexos corticais • • Reflexos que existem normalmente, desaparecem com a evolução e reaparecem como atividades voluntárias: • - Preensão, • - Sucção • - Marcha • • Manifestações que persistem por toda a vida: os vários reflexos profundos e os reflexos cutâneos abdominais. Avaliação do Desenvolvimento: Reflexos corticais • Reflexos que existem normalmente, desaparecem com a evolução e reaparecem como atividades voluntárias: - Preensão, - Sucção - Marcha • Manifestações que persistem por toda a vida: os vários reflexos profundos e os reflexos cutâneos abdominais. • DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES FISIOLÓGICAS E COMPORTAMENTAIS • •Choro: identificar os tipos • •Padrão de sono: alterações no ciclo sono e vigília • •Controle dos esfíncteres: 18 a 36 meses • •Sexualidade • •Disciplina: comportamento autônomo x limites (a partir de 24 meses) • SINAIS DE PERIGO E NECESSIDADE DE BUSCAR O SERVIÇO DE EMERGÊNCIA • • Recusa alimentar (a criança não consegue beber ou mamar); • • Vômitos importantes (ela vomita tudo o que ingere); • • Convulsões ou apneia (a criança fica em torno de 20 segundos sem respirar); • • Frequência cardíaca abaixo de 100bpm; • • Letargia ou inconsciência; • • Respiração rápida (acima de 60mrm); • SINAIS DE PERIGO E NECESSIDADE DE BUSCAR O SERVIÇO DE EMERGÊNCIA • Atividade reduzida (a criança movimenta-se menos do que o habitual); • • Febre (37,5ºC ou mais); • • Hipotermia (menos do que 35,5ºC); • • Tiragem subcostal; • • Batimentos de asas do nariz; • • Cianose generalizada ou palidez importante; • • Icterícia visível abaixo do umbigo ou nas primeiras 24 horas de vida; • SINAIS DE PERIGO E NECESSIDADE DE BUSCAR O SERVIÇO DE EMERGÊNCIA • • Gemidos; • • Fontanela (moleira) abaulada; • • Secreção purulenta do ouvido; • • Umbigo hiperemiado (hiperemia estendida à pele da parede abdominal) e/ou com secreção purulenta (indicando onfalite); • • Pústulas na pele (muitas e extensas); • • Irritabilidade ou dor à manipulação • SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE • • Criança residente em área de risco; • • Baixo peso ao nascer (inferior a 2.500g); • • Prematuridade (menos de 37 semanas gestacionais) • • Asfixia grave ou Apgar menor do que 7 no 5º minuto; • • Internações/intercorrências; • • Mãe com menos de 18 anos de idade; • • Mãe com baixa escolaridade (menos de oito anos de estudo); • • História familiar de morte de criança com menos de 5 anos de idade • OUTRAS SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE • • Aleitamento materno ausente ou não exclusivo, • • Gestação gemelar, • • Malformação congênita, • • Mais do que três filhos morando juntos, • • Ausência de pré-natal, • • Problemas familiares e socioeconômicos que interfiram na saúde da criança, • • Problemas específicos da criança que interfiram na sua saúde, • • Não realização de vacinas, • • Identificação de atraso no desenvolvimento e • • Suspeita ou evidência de violência • Anamnese: todas as consultas • • Exame físico: todas as consultas • • Dados antropométricos: todas as consultas • • Rastreamento para displasia evolutiva do quadril: primeiras 3 consultas • • Ausculta cardíaca: 3x no 1ºsemestre de vida, final do 1ºano, idade pré escolar e na entrada da escola • • Avaliação da visão • • Avaliação da audição • DEMAIS CONSULTAS • • Aconselhamento antecipado - Posição para dormir: supina • - Prevenção de infecção viral respiratória • - Aconselhamento para realizar atividade física • - Aconselhamento para não haver ingestão de bebidas alcoólicas • - Aconselhamento em relação aos hábitos alimentares • - Aconselhamento e prevenção de lesões não intencionais • RISCO PARA ACIDENTES • • Menores de 2 anos estão sujeitos a riscos impostos por terceiros, como queimaduras, intoxicações, colisão de automóvel e quedas. • • Pré-escolares (de 2 a 6 anos) sofrem mais atropelamentos, acidentes por submersão, quedas de lugares altos, ferimentos, lacerações e queimaduras. • • Crianças na idade escolar (de 6 a 10 anos) podem ser vítimas de atropelamentos, quedas de bicicletas, quedas de lugares altos, traumatismos dentários, ferimentos com armas defogo e lacerações. • RISCO PARA ACIDENTES • TESTE DO PEZINHO: Rastreamento de erros inatos do metabolismo • RASTREAMENTO FENILCETONÚRIA • • FENILCETONÚRIA: déficit da fenilalanina hidroxilase, com consequente acúmulo de fenilalanina. - Incidência: 1 :15-25mil - Manifestações clínicas: atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, atraso na fala e linguagem, déficit mental, distúrbios de comportamento, convulsões, microcefalia, comportamento autista, odor alterado na urina. - Tratamento: dieta pobre em fenilalanina e reposição de tirosina, com monitoramento constante dos níveis séricos da FAL. • RASTREAMENTO DO HIPOTIREOIDSIMO CONGÊNITO • • HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO: alteração na síntese (total ou parcial) dos hormônios tireoidianos T3 e T4. - Incidência: 1:4000. - Manifestações clínicas: hipotonia muscular, hérnia umbilical, face grosseira e pele ressecada, edema facial, suturas interparietais abertas, “choro rouco”, déficit de crescimento e retardo mental. - Tratamento: reposição de T4 • RASTREAMENTO DE HEMOGLOBINOPATIAS • • HEMOGLOBINOPATIA MAIS COMUM: anemia falciforme • • Incidência na população afro descendente: 1:400 a 1:1000 • • Deficiência genética na síntese qualitativa da molécula de hemoglobina, caracterizada pela forma “em foice” das hemácias em condições de baixa tensão de oxigênio. • • Manifestações clínicas: esplenomegalia e infecções repetidas na infância. Na adolescência/adulto, o quadro vascular oclusivo acomete ossos, músculos, pulmões e baço. • • Tratamento: ATB, suplementação com ácido fólico, transfusões e uso de • RASTREAMENTO DA FIBROSE CÍSTICA • • FIBROSE CÍSTICA: mutações no cromossomo 7, no gene que codifica a proteína responsável pelo transporte iônico de cloro entre as membranas celulares = mucoviscosidade pulmonar e pancreática. - Incidência: 1 : 10mil - Manifestações clínicas: íleo meconial com obstrução intestinal, diarreias crônicas, prolapso retal, pneumonias de repetição. - Tratamento: ATB, vacinas, fisioterapia e nutrição adequada. • RASTREAMENTO DA HIPERPLASIA ADRENAL • • HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA: deficiência da enzina responsável pela síntese de cortisol, levando a um aumento do ACTH. - Incidência: 1: 10 a 20 mil - Forma clássica: masculinização da genitália externa das meninas, fechamento precoce das epífises. - Forma não clássica: pode ser assintomática ou levar à redução das mamas, hirsutismo, amenorreia e infertilidade, em mulheres. - Forma perdedora de sal: diminuição de aldosterona, com hipotensão, hiponatremia e hipercalemia. - Tratamento: administração de cortisona ou mineralocorticoides • RASTREAMENTO DA DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE • • DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE: defeito no metabolismo da biotina (vitamina B7), que funciona como coenzima no metabolismo das purinas e dos carboidratos. - Incidência: 1: 60mil - Manifestações clínicas (a partir da 7ªsemana): distúrbios neurológicos e cutâneos tais como crises epiléticas, hipotonia, microcefalia, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, alopecia e dermatite eczematóide. Nos pacientes com diagnóstico tardio observam-se, distúrbios visuais, auditivos assim como atraso motor e de linguagem. - Tratamento: doses diárias de biotina. • MOMENTO DA COLETA • • PERÍODO IDEAL DE COLETA DA 1ªAMOSTRA: 3º AO 5º DIA DE VIDA • • RN TERMO: após 24h de vida (8 mamadas) – coleta única • RNPT: 3 coletas (24h, 5d e 30 dias) • ATENÇÃO! • • Não há necessidade de jejum. Colher no intervalo entre as mamadas. • • Transfusão de sangue: fator restritivo para triagem de anemia falciforme. • • Posição do RN: posição de arroto ou mamada. • • Descartar 1ªgota: remover com gaze. • • Pode sobrepor gotas, desde que seja no mesmo momento. • Secagem do papel filtro: 3h (fica amarronzado) • • Encaminhar amostra com ficha de encaminhamento, armazenado em saco plástico em caixa térmica. • OUTROS TESTES • • TESTE DO OLHINHO OU TESTE DO REFLEXO VERMELHO: retinopatia da prematuridade, cataratra congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e cegueira irreversível. O teste do reflexo vermelho deve ser realizado na primeira consulta do recém-nascido na atenção básica e repetido aos 4, 6 e 12 meses e na consulta dos 2 anos de idade • OUTROS TESTES • • TESTE DA ORELHINHA: identifica perdas auditivas congêntias ou adquiridas no período neonatal, iguais ou maiores que 35dB - Possibilita o diagnóstico precoce (realizado no primeiro mês) e intervenção fonoaudiológica adequada (reabilitação até 6 meses de vida). • TESTE DO CORAÇÃOZINHO • • Diagnostica as cardiopatias congênitas críticas que decorrem do fechamento ou restrição do canal arterial. • • Realizar oximetria de pulso em MSD e um dos membros inferiores entre 24 e 48h de vida - Se SpO2 3 %: realizar outra oximetria em 1h - Se SpO2 persiste em condições anteriores: realizar ecocardiograma. • TESTE DA LINGUINHA: Lei 13.002 de 20/06/2014 • • 22,5% de RNs com alterações do frênulo lingual. • • Possibilita diagnosticar e indicar o tratamento precoce das limitações dos movimentos da língua causadas pela língua presa que podem comprometer as funções exercidas pela língua: sugar, engolir, mastigar e falar. • • Avaliar necessidade de frenotomia lingual. • VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA • Epidemiologia da Violência • • Crianças mais novas estão mais expostas à agressão física. Quanto ao recorte de gênero, principalmente os meninos sofrem mais agressões físicas. Já as meninas estão mais expostas aos seguintes tipos de agravos: violência sexual, negligência nutricional e educacional, exploração sexual comercial e no turismo. Por sua vez, as crianças maiores estão mais expostas à violência escolar e à violência urbana • ATENÇÃO ! • • O termo “maus-tratos” é utilizado como sinônimo do termo “violência” em muitos artigos e publicações e também pelos profissionais que lidam com crianças e adolescentes. Mas para efeitos de intervenção faz-se necessário reconhecer os tipos e a natureza de tais violências. A “Ficha de Notificação/Investigação Individual de Violência Doméstica, Sexual e/ou outras Violências”, lançada pelo Ministério da Saúde, possibilita a notificação da violência de natureza física, sexual e psicológica, além da negligência, da privação e do abandono e de suas várias formas de manifestação (BRASIL, 2009; BRASIL, 2010). • Natureza da Violência • •FÍSICA • •PSICOLÓGICA • •NEGLIGÊNCIA • •SEXUAL • Outras formas de violência • • Síndrome do bebê sacudido • • Síndrome de Münchausen por procuração • • Trabalho infantil • • Tráfico de seres humanos • • Violência no ambiente escolar contra estudantes (“bullying”) • Sinais indicativos • • atraso no desenvolvimento da criança • • desnutrição • • obesidade • • sintomas depressivos • • dificuldades no aprendizado, • • distúrbios de conduta ou comportamento • • distúrbios do sono • • fobias • • outros sinais de negligência psicológica ou física • Notificação • A comunicação dos casos suspeitos e confirmados à autoridade competente (Conselho Tutelar ou Vara da Infância e da Juventude) é obrigatória e de responsabilidade do profissional de saúde, conforme o previsto nos Artigos nº 13 e nº 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/1990, regulamentada pelo Ministério da Saúde, por intermédio da Portaria MS/GM nº 1.968/2001, que dispõe sobre a notificação de casos suspeitos e confirmados de maustratos (violências) contra crianças e adolescentes atendidos pelo Sistema Único de Saúde OBRIGADA!!