A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
45 pág.
1651616976074_TREINAMENTO DE FORMAÇÃO PARA DOULA COMUNITÁRIA VOLUNTÁRIA NO SUS-CISAM

Pré-visualização | Página 1 de 16

1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TREINAMENTO DE FORMAÇÃO PARA DOULA 
COMUNITÁRIA VOLUNTÁRIA NO SUS-CISAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RECIFE- 2022 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
I. Atenção Humanizada à Mulher no Trabalho de Parto, Parto e Puerpério 
II. Doula Comunitária Voluntária no SUS 
III. Aspectos Psicológicos da Gravidez 
IV. Mulheres Cuidando de Outras Mulheres no Parto e Nascimento 
V. Voluntariado: Ações que fazem a diferença 
VI. O que é o Sistema Único de saúde – SUS? 
VII. Amamentação: mães e filhos saudáveis 
VIII. Biossegurança 
IX. Parto Humanizado 
X. Parto e Nascimento Humanizado – filosofia e práticas 
XI. Métodos não Farmacológicos de Alívio da Dor do Parto 
XII. Ética e o Trabalho da Doula Comunitária Voluntária no SUS 
 
ANEXOS: Lei do Voluntariado Nº 16.683/2001 
 Decreto Nº 20.652 de 22 de Setembro de 2004 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 TREINAMENTO DE FORMAÇÃO PARA DOULA COMUNITÁRIA VOLUNTÁRIA 
 NO SUS-CISAM 
 
 
I - ATENÇÃO HUMANIZADA À MULHER NO TRABALHO DE PARTO, PARTO E PUERPÉRIO 
 
 
O treinamento para Doula no SUS destina-se apenas às mulheres que têm o desejo de 
desempenhar o papel de doula, de forma voluntária, ajudando outras mulheres no ato mais sublime da 
criação, o nascimento de seus filhos. Tem como objetivo, capacitar as voluntárias para o trabalho no 
Projeto Doulas e abordará temas como gravidez, fisiologia do parto, SUS, ética, aleitamento materno, 
doenças infectocontagiosas, fluxo do serviço e o trabalho da Doula no SUS. O Projeto tem o 
compromisso de realizar de 2 ou 3 oficinas de formação para Doula Comunitária Voluntária durante o 
ano. 
 
Após o treinamento teórico-prático, as voluntárias habilitadas receberão certificado e assinarão 
o termo de adesão para atuarem na instituição, onde serão orientadas pela coordenação local para 
atuarem na maternidade. 
 
 Para o aperfeiçoamento teórico-prático das voluntárias ao longo de sua atuação, o Projeto 
prevê a realização de educação permanente (capacitação) em serviço, conforme a necessidade das 
doulas, o que será coordenado em parceria com os profissionais de enfermagem, médicos, psicólogos, 
fisioterapeutas e assistentes sociais, integrantes da equipe, envolvidos na capacitação. 
 
 
 II - DOULA COMUNITÁRIA VOLUNTÁRIA NO SUS 
 
1-INTRODUÇÃO: 
 
 Para acolher e assistir integralmente a gestante e seu bebê antes, durante e depois do parto, 
através da humanização do Pré-Natal, Parto e Nascimento, com estímulo ao parto normal e incentivo ao 
aleitamento materno, o Ministério da Saúde vem estimulando, através da Rede Cegonha, a implantação 
da DOULA no SUS, nas Maternidades Brasileiras. 
 
Em Pernambuco a implantação deste projeto ocorreu a partir de 2002 nas maternidades 
municipais. Na Maternidade Professor Monteiro de Moraes – CISAM-UPE, a implantação do Projeto 
Doula Comunitária Voluntária no SUS se deu mais recentemente, em outubro de 2014. 
 
 Historicamente, doula, monitora, assistente ou acompanhante de parto, essa nobre função na 
assistência ao parto, começou a aparecer no Brasil nos últimos anos, embora já exista há muito tempo 
em países do mundo todo. A palavra "Doula" vem do grego, significando "mulher que serve" e indica 
aquela pessoa que dá suporte físico e emocional à parturiente. O parto, com o avanço da medicina, foi 
sendo tratado como assunto médico, os eventos foram ocorrendo basicamente em hospitais e 
maternidades, com a assistência de uma equipe especializada: médico obstetra, enfermeira obstétrica 
ou obstetriz, auxiliar de enfermagem e pediatra, cada um com sua função bastante definida. Com isso, 
ficou uma grande lacuna: quem cuida do bem-estar físico e emocional daquela mulher que está dando à 
luz? 
 
 
4 
 
 O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas 
em um momento tão íntimo da mulher, tende a aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são 
de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por 
emoção e afeto, que não faz parte da especificidade de nenhum outro profissional dentro do ambiente 
hospitalar. Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula e/ou acompanhante do parto. 
 
 O Projeto Doula Comunitária Voluntária no SUS tem como objetivo facilitar o processo de 
humanização da assistência ao trabalho de parto, parto e puerpério imediato, inserindo a doula 
comunitária como pessoa habilitada a trazer informações e apoio, funcionando como um elo entre a 
equipe de atendimento, a mulher e a família, no ambiente hospitalar. 
 
 Acredita-se que o processo de humanização no atendimento em todos os níveis de atenção à 
saúde, desde a melhoria das condições da estrutura física até a mudança de cultura do atendimento, é 
um processo irreversível que tem uma força natural porque resgata o compromisso interno do servidor 
da saúde e reflete, essencialmente, a retomada da cidadania. 
 
 Entende-se que toda mulher, independente do seu meio social, econômico ou cultural, tem o 
direito de ter na gravidez e no parto uma vivência positiva e gratificante. Observa-se, também, que o 
ambiente que circunda a cena do parto tem profundas influências no seu desenrolar, dificultando ou 
facilitando um parto seguro e tranquilo. O Projeto Doula Comunitária Voluntária, dentre muitos 
propósitos, reforça o poder da mulher em seu papel de atuar no processo de como SE TORNAR e como 
SER mãe. 
 
 
 2-ATUAÇÃO DA DOULA COMUNITÁRIA VOLUNTÁRIA NO SUS: 
 
 O Programa Doula Comunitária Voluntária no SUS, conta com uma coordenadora devidamente 
treinada, desenvolvendo suas atividades junto às doulas da maternidade do CISAM-UPE. 
 
 As candidatas a doula comunitária voluntária no SUS, inicialmente, passam por um processo de 
seleção e capacitação para sua atuação. O início do processo de seleção das doulas é através de 
entrevista e segue através da capacitação teórica, por equipe multiprofissional, concluindo-se pelo 
treinamento prático. A partir daí começam a atuar e para isto recebem recargas no cartão VEM 
Trabalhador, alimentação durante as 12 horas de plantão semanal, além de bata e o crachá. 
 
 No processo de seleção, é necessário identificar na voluntária algumas habilidades como: 
 
· ter desejo de servir e ajudar a comunidade; 
· ser calma, tranqüila, carinhosa e solidária; 
· ser paciente, discreta e saber ouvir, escutar, mais do que falar; 
· ser saudável física e mentalmente; 
· ter sido selecionada e participado da capacitação específica. 
 
O que a Doula voluntária estará habilitada a fazer? 
 
Antes do parto - orientar o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. 
Explicar os procedimentos comuns e ajudar a mulher a se preparar, física e emocionalmente, para o 
parto, das mais variadas formas. 
Durante o parto - explicar os termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenuará a eventual 
frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajudará a 
parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, facilitará formas 
 
5 
 
eficientes de respiração e proporá medidas naturais que possam aliviar as dores, como banhos, 
movimentos, massagens, relaxamento, etc. 
O uso da voz baixa, visualização e toques suaves contribuem para um adequado relaxamento da 
mulher, o que faz o parto ficar mais curto e menos doloroso. 
Após o parto - fará visitas à nova família, no alojamento conjunto, oferecendo apoio para o período de 
pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê. 
 
 O que a Doula não faz? 
 
A doula não executa qualquer procedimento médico ou de enfermagem, não faz exames, não cuida da 
saúde do recém-nascido. Ela