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Apostila_Anbima_CEA_Topinvest_2022-1

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mínimo de 12 meses se for atualizada anualmente por índice de
preços (IPCA ou IGP-M);
• prazo mínimo de 90 dias se não for atualizada por índice de preços. Melhor
dizendo, ser for indexada ao DI, por exemplo;
• prazo máximo do título não pode exceder o prazo máximo da carteira de
crédito que dá lastro à operação;
• como não há resgate antes de 90 dias, o IOF, mesmo para PJ, não será
cobrado;
• pessoa jurídica paga IR conforme Tabela Regressiva;
• isenção de IR para investidor PF. (estou repetindo esse tópico porque é
importante pra caramba, vai por mim).
• é um título custodiado e liquidado na clearing de renda fixa da B3.
3.28 - Cédula de Crédito Imobiliário (CCI)
Mais um título lastreado no crédito imobiliário? Sim, temos aqui mais um
instrumento que fomenta a indústria da construção civil.
A CCI é um instrumento que facilita a negociabilidade e a portabilidade do
crédito imobiliário. Viu a palavra portabilidade no parágrafo anterior? Guarda ela,
pois vamos usar mais pra frente. Mas, basicamente, portabilidade é uma
transferência. Vamos detalhar melhor isso.
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Um banco, uma sociedade de crédito imobiliário ou uma incorporadora,
emprestam dinheiro para as pessoas comprarem seus imóveis, certo? O prazo
desse tipo de crédito normalmente é longo, podendo chegar até 35 anos.
Faz sentido para você que 35 anos é um baita tempo quando se trata de receber
uma dívida? Existe uma solução para isso,chamada CCI.
O banco (ou o emissor do crédito imobiliário) basicamente "empacota" recebíveis
e vende no mercado financeiro. O banco recebe à vista esse crédito imobiliário,
com desconto, claro, e quem comprou a CCI recebe a prazo dos mutuários do
crédito imobiliário. Sabe quando um comerciante vende seus produtos a prazo e
vai ao banco solicitar a antecipação desses recebíveis? Então, é exatamente isso
que o banco faz ao emitir uma CCI no mercado: ele antecipa os recebíveis.
Algumas características chave sobre esse produto:
• é negociado no mercado de balcão e registrado na clearing da B3;
• está sujeito ao IR, conforme Tabela Regressiva;
• possui garantia real do lastro da operação de crédito;
• não possui cobertura do FGC;
• embora qualquer investidor possa ter acesso, é um produto negociado, via
de regra, entre o emissor e companhias securitizadoras e fundos de
investimento.
3.29 - Certificado de Recebível Imobiliário (CRI)
O CRI é um título de renda fixa de longo prazo emitido exclusivamente por uma
companhia securitizadora, com lastros em um empreendimento imobiliário que
pagam juros ao investidor.
Pausa para entender o que é uma companhia securitizadora.
O termo securitizadora vem do inglês "securities" que, traduzido, significa
"título". Assim, podemos concluir que uma securitizadora é uma empresa que
emite títulos no mercado.
Falando um português mais claro, é uma empresa que compra a carteira de
crédito de um banco e emite títulos no mercado para os investidores. Deixando
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ainda mais simples: a securitizadora é quem antecipa a carteira de crédito dos
bancos, pagando à vista para o banco e recebendo a prazo dos tomadores.
Voltemos, então, para o CRI. Esse título é emitido por uma securitizadora. Em
linhas gerais, imaginemos que a securitizadora tenha comprado uma carteira de
crédito imobiliário de um banco no valor de R$ 500.000.000,00. Essa compra é,
para o banco, uma antecipação de um fluxo de caixa futuro e, para a
securitizadora, um pagamento à vista.
A pergunta que fica é: de onde a securitizadora vai tirar essa grana toda para
pagar o banco? Se você respondeu "do mercado financeiro", acertou. A
securitizadora emite um título chamado CRI.
Um CRI é um título de valor mobiliário, portanto tem que ser objeto de oferta
pública com autorização da CVM para ser ofertado ao mercado, exceto se for
ofertado exclusivamente para investidor qualificado.
3.29 - Características principais:
• não possui prazo mínimo;
• não possui garantia do FGC;
• possui lastro no crédito imobiliário e portanto, tem garantia real;
• há isenção de IR para investidor PF;
• é um título registrado na clearing de títulos da B3;
• não há regulação para o valor unitário do título, no entanto, é comum
títulos com valor de aplicação de R$ 1.000,00.
3.30 - Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA)
Temos mais uma dupla sertaneja aqui? Não, temos umamúsica dos Mamonas
Assassinas (CRACRA e CRICRI). Dá um Google aí para ver se você encontra essa
música.
Bem, se você conseguiu entender a LCA com base na LCI, a lógica aqui será a
mesma. O CRA está para o agronegócio assim como a CRI está para crédito
imobiliário.
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Um CRA é um título de valor mobiliário, portanto tem que ser objeto de oferta
pública com autorização da CVM para ser ofertado ao mercado, exceto se for
ofertado exclusivamente para investidor qualificado.
3.31 - Características principais:
• não possui garantia do FGC;
• possui lastro no agronegócio e portanto, tem garantia real;
• há isenção de IR para investidor PF;
• é um título registrado na clearing de títulos da B3;
• não há regulação para o valor unitário do título, no entanto, é comum
títulos com valor de aplicação de R$ 1.000,00.
3.32 - Cédula do Produtor Rural (CPR)
A CPR é um título emitido por produtor rural (ou cooperativa de produtores) para
financiar sua produção. Eu adoro uma analogia, então aqui vai mais uma.
Se você está lendo essa apostila, você se matriculou em nosso curso
(honestamente,assim eu espero, viu?). Agora, imagine que eu, enquanto
professor, tenha idealizado esse projeto e sabia que, do dia que tive a ideia até o
curso estar pronto para ser vendido para você, demorariam seis meses.
Se imaginarmos que, quando o curso ficasse pronto, eu pudesse matricular 50
alunos e que cada aluno investiria 500 reais no curso. Logo eu teria um
faturamento de 25 mil reais depois de seis meses.
Tô rico, né? Não, não estou rico.
O ponto aqui é: para o projeto acontecer, eu tenho custo. Site, câmera, edição de
vídeos, e por aí vai. Como eu não tenho dinheiro para bancar esse projeto, eu
emito uma CPC (cédula do produtor de cursos) e vendo para um investidor que
queira financiar esse projeto. Assim, o investidor me paga hoje R$ 20.000,00 para
que eu consiga produzir esse curso lindo para você, e quando eu estiver
vendendo os cursos, ele recebe os R$ 25.000,00.
Assim, todo mundo fica feliz:
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• eu por ter conseguido montar o projeto;
• o investidor que ganhou dinheiro ao comprar minha CPC;
• você por ter encontrado esse material e ter passado no exame de
certificação.
Bem, é claro que você sabe que não existe CPC, mas é exatamente isso que o
acontece com uma CPR. Um produtor rural antecipa a venda de sua produção
junto ao mercado.
Acontece que o mercado financeiro é bem exigente. E se por alguma razão, esse
produtor não conseguir vender sua safra? Quem garante que o investidor vai
receber seu dinheiro? É aí que entra o sistema financeiro.