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Material Requirement Planning 
 
 
John Cleiton Pacheco Martinho 
Willian Carlos Ramos Corrêa 
 
Tutor Externo: Professor Cezar Augusto Vieira de Oliveira 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Curso de Bacharelado em Administração (TURMA ADG 0696) - Seminário da Prática VI 
03/07/2018 
 
 
RESUMO 
 
 
O estudo busca apresentar aspectos a respeito do MRP (Material Requirement Planning) 
como sistema integrado por meio da tecnologia da informação e gestão da manufatura. A 
ferramenta MRP nos proporciona uma ampla vantagem em controle de estoque e auxilia na 
redução de custos e na potencialização dos lucros. Outra vantagem que podemos observar 
com essa ferramenta é o controle para que não faltem determinados componentes para a 
montagem ou elaboração do produto final. 
 
 
Palavras-chave: MRP. Planejamento. Controle. 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 
O Planejamento das necessidades materiais (MRP), é um sistema de cálculo que prevê 
a demanda em função das necessidades, é capaz de informar a gestão a quantidade de matéria-
prima que falta para se manter o estoque, com o intuito de que não falte para a produção. 
O MRP é um sistema de controle de inventário e produção criado com a intenção 
reduzir custos. Deve-se manter atualizados os dados de entrada e saída de matéria prima e 
componentes de produção e os dados de vendas, para informar ao gestor quando os níveis de 
estoque e produção estão muito baixos. 
2 
 
 
Mesmo que facilite a compra, obriga a empresa a comprar quantidades menores mas 
de maneira mais frequente, portanto não podemos prever redução de custo de aquisição. Por 
este mesmo motivo, o estoque de segurança acaba sendo menor do que o habitual, reduzindo a 
vantagem de possuí-lo. 
Para que o sistema MRP funcione precisamente, é preciso que a alimentação de dados 
seja perfeita, alguns dados são fundamentais para o bom funcionamento, são eles: 
A quantidade necessária para produção do produto; 
O tempo que demora para a fabricação do produto; 
A quantidade a ser produzida de forma a otimizar o processo; 
O tempo de reposição desde o pedido até a entrega do produto; e 
A quantidade mínima que deve ser mantida em estoque, seja de matéria-prima ou 
produto acabado. 
 
 
 
 
2 MATERIAL REQUIREMENT PLANNING 
 
A definição de MRP é: 
Um conjunto de técnicas que utiliza listas de materiais, dados de 
estoque e a programação principal de produção para calcular os 
requisitos dos itens. Ele faz recomendações para liberar pedidos de 
reabastecimento de material. Além disso, uma vez que é faseada no 
tempo, faz recomendações para reprogramar pedidos abertos quando 
datas de vencimento e datas de necessidade não estão em fase. 
Originalmente visto apenas como uma maneira melhor de 
encomendar inventários, hoje é pensado principalmente como uma 
técnica de programação, isto é, um método para estabelecer e manter 
datas de vencimento válidas em pedidos. É a base do MRP de circuito 
fechado. (OLIVER WIGHT AMERICAS, tradução nossa) 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
2.1 HISTÓRIA DO MRP 
 
 
O sistema predecessor do MRP foi o sistema de solicitação trimestral na década de 
1960. George Plossl e Oliver Wight aprofundaram os estudos sobre esse sistema em 1967. O 
sistema consistia em estudar os pedidos feitos dividindo em períodos de três meses como 
explica Martim (2009) “Os pedidos pendentes serviam de previsão a procura que, por serem 
muitos, não necessitavam ser previstos, apenas estudados numa base trimestral e ser 
colocados na produção.“ Com o passar do tempo, os pedidos começaram a faltar. Isso fez com 
que as empresas tivessem que antecipar sua produção e prever a procura futura, fazendo então 
estoques. No início de 1960 o planejamento da produção e controle dos stocks estava pronto 
para o MRP. As técnicas e a documentação eram então conhecidas e os computadores 
avançavam tecnologicamente permitindo acesso aos dados necessários. 
Martim (2009) cita alguns eventos importantes no desenvolvimento do MRP: 
 
• 1959: American Bosch Company desenvolve o primeiro sistema de 
MRP em lotes; 
• 1961 – 1962: J. I. Case desenha o primeiro sistema de re-
planejamento seletivo com a direção do então diretor de produção, 
Dr. Joseph A.Orlicky; 
• 1965 G. R. Gedye declara que a finalidade da empresa na busca 
pelo lucro devia ser: 
o Utilizar da melhor forma possível para tornar mínimo o tempo 
perdido; 
o Alcançar o cumprimento do máximo de pedidos dos clientes 
honrando as promessas; 
o Conservar o trabalho em processo e os estoques de produtos 
acabados no mínimo de forma consistente com os objetivos dos dois 
itens anteriores. 
 
O tema foi bastante discutido nos Estados Unidos até 1970 quando começa a surgir o 
MRP II (Manufacturing Resources Planning) que seria Planejamento dos Recursos de 
Produção e o ERP (Enterprise Resource Planning) como sendo um Sistema Integrado de 
Gestão Empresarial que abrangeram o sistema levando em conta não somente os materiais, 
mas também os recursos. 
 
4 
 
 
2.2 OBJETIVO DO MRP 
 
Em um cenário competitivo como se apresenta o mundo corporativo do século XXI, 
saber otimizar o tempo, os recursos e o espaço se torna fundamental para a atividade de 
gestão. 
Os objetivos do MRP é assegurar a disponibilidadede materiais, 
componentes e produtos para atendimento ao planejamento da 
produção e às entregas dos clientes; sustentar os registros; projetar 
as atividades de produção, de suprimento e de programação das 
entregas. (MARTINS, 2017, p.283). 
 
Podemos então entender que para ter melhor planejamento da produção utilizamos o 
sistema MRP. 
 
 
2.3 ELEMENTOS DO MRP 
 
 Para implementação do sistema MRP há a necessidade de definir alguns elementos. Para 
se obter sucesso com esse sistema alguns aspectos devem ser analisados. 
A lista de materiais (BOM – bill of materials) é muito importante, e é a etapa mais 
trabalhosa do sistema pois devemos detalhar cada componente, subcomponente e peça do 
produto final. Essa lista deve ser única e deve ser constantemente atualizada. 
O controle de estoques é outro elemento importante e a informação a respeito disso é 
essencial para a operação do sistema MRP. 
Também o plano mestre é algo a ser analisado no sistema MRP, pois é o planejamento 
e a definição do que deve ser efetivamente produzido. 
Por fim outro elemento que tem no sistema são as compras que a partir de seus 
resultados define a relação de itens que devem ser comprados. Isso da a partida para o setor de 
compras entrar em contato com os fornecedores a fim de abastecer a empresa. (MARTINS E 
LAUGENI, 2005, p. 375,376) 
 
 
 
5 
 
 
2.4 VANTAGENS DO MRP 
 
 Com a implantação do sistema MRP temos diversas vantagens como sendo um 
instrumento de planejamento tanto para a área de compras, contratação e demissão de pessoal 
como a necessidade de capital de giro e insumos produtivos. 
Através do sistema MRP, podemos simular determinados cenários o que possibilita 
analisar os efeitos e auxiliar na tomada de decisões. 
Outra vantagem importantíssima com a implantação do sistema MRP é a redução dos 
sistemas informais. Com isso o conhecimento de determinado produto não fica apenas com 
uma determinada pessoa e sim formalizado no sistema oficial da empresa. (MARTINS E 
LAUGENI, 2005, p. 376) 
 
 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
A partir da aplicação do MRP podemos concluir que ferramentas que auxiliam o 
gestor a otimizar seus materiais, acaba por beneficiar diversas áreas na organização. 
Com este estudo podemos concluir que o MRP é um sistema integrado que nos 
possibilita ter melhor o controle dos materiais envolvidos no processo. Ele surgiu com o 
advento do computador, pois como são muitos dados para serem inseridos, se torna inviável 
fazê-lo sem o auxílio da máquina. 
O planejamento da necessidade de materiais para abastecer com componentes e peças 
a demanda do produto final precisa de um sistema que determina as etapas e ordem do 
processo. Esse sistema necessita de base de dados para que funcione conforme desejado. 
Ao longo do tempo houve evoluções como o MRP II e o ERP. E também podemos 
afirmar que com a competitividade do mercado atual as técnicas devem estar em constante 
aprimoramento. 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
CARMELITO, Ricardo. Conceitos Básicos do MRP (Material Requirement Planning). 
Disponível em: < http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/conceitos-basicos-do-
mrp-material-requirement-planning/26507/> Acesso em: 29 jun. 2018 
 
CHIAVENATO, Idalberto. Administração de produção : uma abordagem introdutória. 
Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2005. 
 
MARTIM, Fabiane Camila. MATERIAL REQUERIMENT PLANNING ( MRP). 
Disponível em: < http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/material-
requeriment-planning-mrp/28994/> Acesso em: 29 jun. 2018 
 
MARTINS, Daniele de Lourdes Curto da Costa. Gestão em foco. Indaial: UNIASSELVI, 
2017 
 
MARTINS, Duílio Reis da. Gestão da Produção e Operações. Rio de Janeiro: Ciência 
Moderna, 2008 
 
MARTINS, Petrônio Garcia e LAUGENI, Fernando Piero. Administração da produção. São 
Paulo: Saraiva, 2005 
 
ROCHA, Duílio Reis da. Gestão da Produção e Operações. Rio de Janeiro: Ciência 
Moderna, 2008 
 
UNIVERSIDADE DE ESTOQUE. Entendendo o MRP: o que é e para que serve. 
Disponível em: < http://universidadeestoque.com.br/blog/index.php/entendendo-o-mrp-o-que-
e-e-para-que-serve/> Acesso em: 28 jun. 2018 
 
WIGHT, Oliver. MATERIAL REQUIREMENTS PLANNING (MRP). Disponível em: 
<https://www.oliverwight-
americas.com/class_a_glossary_material_requirements_planning_mrp> Acesso em: 30 jun. 
2018

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