Prévia do material em texto
1. Ref.: 6040742
"Na dimensão pragmática o minimalismo manifesta-se através de um conjunto de reformas penais,
processuais penais e penitenciárias (minimalismo reformista). Trata-se, no Brasil, do movimento em curso
que, sob o signo despenalizador do princípio da intervenção mínima, do uso da prisão como última ratio e
da busca de penas alternativas a ela (com base nos binômios criminalidade grave/pena de prisão x
criminalidade leve/penas alternativas), desenvolve-se desde a década 80 do século XX, a partir da reforma
penal e penitenciária de 1984" (ANDRADE, V. R. P. de. Horizonte de projeção da política criminal e crise do
sistema penal: utopia abolicionista e medotologia minimalista-garantista. Ciências penais: perspectivas e
tendências da contemporaneidade. Curitiba: Juruá, v. 400, p. 363-389, 2011, p. 09)
A referida citação pode ser descritiva do contexto político do surgimento da(s):
Justiça penal consensual.
Pena de multa.
Perspectiva do abolicionismo penal.
Penas alternativas e substitutivos penais.
Prisão.
Respondido em 06/06/2022 09:18:55
2. Ref.: 7607925
Em regra, consideram-se autores de um delito aqueles que praticam diretamente os atos de execução, e
partícipes aqueles que atuam induzindo, instigando ou auxiliando a ação dos autores principais. No entanto,
é possível que um agente, ainda que não participe diretamente da execução da ação criminosa, possa ter o
controle de toda a situação, determinando a conduta de seus subordinados. Nessa hipótese, ainda que não
seja executor do crime, o agente mandante poderá ser responsabilizado criminalmente. Essa possibilidade
de responsabilizar o mandante pelo crime decorre da teoria
do favorecimento.
do domínio do fato.
da acessoriedade limitada.
da causação.
pluralística da ação.
Respondido em 06/06/2022 08:32:21
3. Ref.: 7609465
Chapinha pratica o furto de bem pertencente a um casal, consistente em uma pequena estátua de bronze,
avaliada em R$ 3.000,00, que reproduz marido e mulher de mãos dadas. Nesta hipótes, o referido agente
deverá responder por:
dois furtos, em concurso material;
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%206040742.');
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207607925.');
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207609465.');
dois furtos, em concurso formal imperfeito;
dois furtos, em concurso formal perfeito;
um furto, sem concurso ou continuidade.
um furto, em continuidade delitiva;
Respondido em 06/06/2022 08:38:36
4. Ref.: 6115621
Em 28/02/15, TÚLIO foi condenado a cinco anos de reclusão com
sentença transitada em julgado para ambas as partes, pela prática de
um roubo praticado em 13/12/14. Em 11/04/15, TÚLIO é novamente
condenado com sentença transitada em julgado pela prática de um
homicídio ocorrido em 17/11/14. Assinale a alternativa correta:
TÚLIO não é reincidente, pois os delitos atingiram bens jurídicos distintos
TÚLIO é reincidente, pois cometeu dois delitos de forma consecutiva
TÚLIO é reincidente, pois sofreu nova condenação irrecorrível
Nenhuma das alternativas
TÚLIO não é reincidente, pois o homicídio não foi praticado após o transito em
julgado da primeira condenação
Respondido em 06/06/2022 08:54:18
5. Ref.: 6099834
( Prefeitura de Conceição de Macabu - RJ / 2020 - adaptada)
O Código Penal Brasileiro define que as penas privativas de liberdade deverão ser executadas de forma
progressiva, segundo o mérito do condenado, observados determinados critérios e ressalvadas as hipóteses
de transferência a regime mais rigoroso. Assim, poderá, desde o início, cumprir sua pena em regime
semiaberto, o condenado:
Não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 2 (dois) anos.
Não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos.
reincidente, cuja pena não ultrapassa 4 anos.
A pena superior a 8 (oito) anos.
Não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8
(oito) anos.
Respondido em 06/06/2022 08:56:39
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%206115621.');
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%206099834.');
6. Ref.: 7609877
: CS-UFG - 2021 - TJ-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária (adaptada)
O crime é um fenômeno complexo e nem sempre é praticado por uma só pessoa ou isoladamente. Assim, o
direito penal, enquanto ramo do direito que tutela os bens jurídicos mais importantes, deve conter as
normas para dirimir dúvidas acerca de concursos de crimes e concurso de pessoas. Sobre este tema, no
Brasil, sabe-se que:
Se uma pessoa dispara arma de fogo com o objetivo de acertar uma outra, mas,
por erro, também atinge culposamente uma terceira pessoa, levando as duas a
óbito, haverá concurso formal de crimes, classificado, também, como
homogêneo e próprio.
O nome de conivência ou participação negativa é atribuído quando o
induzimento, instigação ou auxílio que tinha a obrigação de impedir o resultado,
não a impediu.
Ao crime continuado e ao crime permanente não é aplicada a lei penal mais
grave caso a sua vigência seja anterior à cessação da continuidade ou da
permanência.
A continuidade delitiva entre roubo e extorsão é possível, assim como é possível
a continuidade delitiva entre roubo e latrocínio, desde que tenha o elo de
continuidade, pouco importando se protegem o mesmo bem jurídico tutelado.
O Código Penal adota a teoria do domínio do fato, conhecida pelo seu uso
durante o caso do ¿mensalão¿; a teoria diferencia o autor do partícipe por meio
da análise de quem controla finalisticamente o fato, podendo ser aplicada em
delitos dolosos e culposos.
Respondido em 06/06/2022 08:58:52
7. Ref.: 7606526
Valdecir, inimputável por doença mental, após três anos de internação em hospital de custódia, foi liberado
pelo juiz da execução, em decorrência de parecer favorável da perícia médica da instituição. Decorridos
nove meses da liberação, Valdecir foi detido novamente pela prática de conduta delitiva de natureza sexual.
Diante do exposto, o restabelecimento da internação:
É cabível, porque a liberação é incondicional e não depende da ocorrência de
novo fato delituoso a qualquer tempo.
Não é cabível, porque a liberação foi regular e transitou em julgado antes da
ocorrência do novo fato delituoso.
Não é cabível, pois ainda não há sentença determinando a internação pelo noovo
delito.
Não é cabível, porque o novo fato delituoso ocorreu mais de seis meses após a
liberação.
É cabível, porque o novo fato delituoso ocorreu antes de completado um ano da
liberação, que é condicional.
Respondido em 06/06/2022 09:04:52
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207609877.');
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207606526.');
8. Ref.: 7609809
No curso de ação penal onde se imputa a prática de crime de roubo majorado, durante a oitiva das
testemunhas de defesa, ocasião em que se identifica que a principal tese defensiva é de negativa de autoria,
o juiz verifica que, possivelmente, o réu seria inimputável. Suspenso o processo antes do interrogatório e de
encerrar a prova, realizado laudo pericial, é constatada a total inimputabilidade do agente na data dos fatos.
Diante da constatação, juntado o laudo, caberá ao juiz;
caso constatada a autoria e materialidade após instrução, absolver
impropriamente o réu, aplicando apenas pena privativa de liberdade com causa
de redução de pena;
de imediato, condenar o réu, aplicando medida de segurança, o que gera
reincidência.
caso constatada a autoria e materialidade após instrução, absolver
impropriamente o réu, aplicando apenas medida de segurança;
de imediato, absolver impropriamente o réu, aplicando medida de segurança, o
que nãogera reincidência;
caso constatada a autoria e materialidade após instrução, condenar o réu,
aplicando medida de segurança e pena privativa de liberdade;
Respondido em 06/06/2022 09:09:39
9. Ref.: 7606209
Afrodite ,com 12 anos de idade, é molestada sexualmente por Zeus, seu primo, então com 18 anos. A
vítima, por se sentir envergonhada, .não revela os fatos a ninguém. Porém, ao completar 18 anos de idade,
a vítima decide noticiar o crime.
Sobre a oportunidade da notícia é correto afirmar que:
O crime não está prescrito, pois o prazo só começa a correr quando a vítima
completa 18 anos;
O crime não está prescrito, pois completar a maioridade constitui causa
interruptiva.
O crime está prescrito, pelo transcurso integral do prazo prescricional;
O crime não está prescrito, pois o prazo em abstrato é de vinte anos;
O crime está prescrito, pois o prazo é contado pela metade, em razão da idade
do agente;
Respondido em 06/06/2022 09:15:18
10. Ref.: 7606107
CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil (adapatada)
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207609809.');
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207606209.');
javascript:alert('C%C3%B3digo%20da%20quest%C3%A3o:%207606107.');
Em 16/11/2011, um indivíduo, réu primário com 21 anos de idade à época, cometeu furto simples (art.
155, caput, Código Penal ¿ pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa). A denúncia foi o recebida em
16/11/2015. Após a tramitação regular do processo, esse indivíduo foi condenado à pena de dois anos de
reclusão, sentença publicada em 16/11/2018. Apenas a defesa recorreu, e o acórdão publicado em
16/11/2021 reduziu a pena para um ano de reclusão.
A partir dessa situação hipotética, é correto afirmar que:
Não ocorreu prescrição nem em razão da pena em abstrato nem em razão da
pena em concreto.
Houve, devido à pena em concreto final, prescrição retroativa entre a data do
fato e a do recebimento da denúncia.
Houve, por pena em concreto final, prescrição retroativa entre o recebimento da
denúncia e a sentença, pois há causa de redução do prazo prescricional.
Ocorreu, em razão da pena efetivamente aplicada, a prescrição superveniente
entre a data de publicação da sentença e a do julgamento do acórdão.
O juiz deveria ter reconhecido, com base na pena aplicada na sentença, a
prescrição virtual (em pérspectiva) ocorrida entre a data do fato e a do
recebimento da denúncia.