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DISSÍDIOS COLETIVOS

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contrariedade à Súmula 192 desta Corte, tampouco em dissenso pretoriano.
Com efeito, a divergência jurisprudencial, hábil a impulsionar o recurso de embargos (CLT, art. 894, II), há de partir de arestos que, reunindo as mesmas premissas de fato e de direito ostentadas pelo caso concreto, ofereçam diverso resultado.
A ausência ou acréscimo de qualquer circunstância alheia ao caso posto em julgamento faz inespecíficos os julgados, na recomendação da Súmula 296/TST.
Não admito o recurso de embargos, no particular.
BANCO DO BRASIL (SUCESSOR DO BESC) - PLANO DE DEMISSÃO INCENTIVADA - CLÁUSULA DE QUITAÇÃO.
A Eg. 3ª Turma não conheceu do recurso de revista do reclamante, sob os fundamentos assim ementados (fls. 1.701/1.702):
"RECURSO DE REVISTA. RETORNO DOS AUTOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ARTIGO 543-B, § 3º, DO CPC DE 1973. ADESÃO A PDV. TRANSAÇÃO. QUITAÇÃO. EFEITOS. O.J. Nº 270 DA SBDI-1 DO TST. 1. Remessa da Vice-Presidência do TST à SBDI-1 de processo em que interposto recurso extraordinário afetado ao Tema nº 152 da sistemática de repercussão geral, nos termos do art. 543-B, § 3º, do CPC de 1973, segundo o qual, ‘julgado o mérito do recurso extraordinário, os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais, que poderão declará-los prejudicados ou retratar-se’. 2. Esta c. Corte Superior vinha decidindo que, nos casos como o presente, de adesão ao Programa de Demissão Incentivada do BANCO DO ESTADO DE SANTA CATARINA S.A. - BESC, a discriminação de parcelas e percentuais, de forma genérica, na tentativa de abarcar todas as hipóteses possíveis na relação do banco com seus empregados, apenas reforçava que a pretensão foi de quitação genérica dos contratos de trabalho e não de cada um dos empregados. Por essa razão foi editada a Orientação Jurisprudencial nº 270 da SBDI-1, cuja aplicação ao PDI do BESC foi confirmada pelo Tribunal Pleno no julgamento do TST-IUJ-ROAA-111500-48.2002.5.12.0000 em 9/11/2006. 3. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, em sua composição plenária, no julgamento do STF-RE-590415, DJE de 29/5/2015, de repercussão geral, decidiu que é válida a cláusula que dá quitação ampla e irrestrita a todas as parcelas decorrentes do contrato de emprego nos planos de dispensa incentivada (PDI) ou voluntária (PDV), desde que este item conste de Acordo Coletivo de Trabalho e dos demais instrumentos assinados pelo empregado. 4. O acórdão proferido pelo Tribunal Regional fundamenta que: ‘ Na hipótese dos autos, o reclamante aderiu espontaneamente ao plano de demissão incentivada, procedendo à quitação recíproca de direito questionável (res dubia), restando caracterizada a realização da transação. As regras do PDI - Programa de Dispensa Incentivada - eram claras no sentido de que, pelo valor da indenização recebida, R$ 227.547,07 (duzentos e vinte e sete mil, quinhentos e quarenta e sete reais e sete centavos) (fl. 331), além da estabilidade, o empregado quitava os direitos oriundos do extinto contrato de trabalho, não podendo agora, após beneficiar-se da vantagem financeira, questionar em Juízo os direitos transacionados.(...) ’ 5. Na hipótese em exame, deflui-se do acórdão que havia norma coletiva dando quitação geral ao contrato de trabalho para os empregados que aderissem ao PDV. 6. Assim, deve ser retratada a decisão proferida anteriormente por este Colegiado . Recurso de revista não conhecido em juízo de retratação ".(destaque nosso)
A decisão dos segundos embargos de declaração está assim colocada (fls. 1.751/1.754):
"O autor assevera que houve omissão no julgado quanto aos seguintes aspectos: (...) a) a adesão do Reclamante deu-se em abril/2002, portanto, tal ato foi praticado antes da vigência do acordo coletivo.
Vejamos.
Não há omissão no julgado.
(...) Com relação à adesão ao PDI antes da vigência do ACT 2002/2004, cumpre registrar que, ainda que o reclamante argumente que a adesão ao PDI ocorreu antes da vigência do acordo coletivo (ACT 2002/2004), o fato é que o eg. TRT evidencia a sua adesão ao PDI/2001, de forma que o simples fato desta ter ocorrido antes da vigência do acordo coletivo não tem o condão de desnaturar o ajuste. Ao que parece, as partes reafirmaram a transação de livre e espontânea vontade.
Ademais, verifica-se que a matéria não foi objeto de análise pelo Tribunal Regional. Ausente o necessário prequestionamento de que trata a Súmula 297 do c. TST. Hipótese de incidência da preclusão consumativa como óbice ao exame.
Nesse mesmo sentido, em que se alega a adesão ao PDI antes e/ou o desligamento após a vigência do ACT-2002/2004, são os seguintes precedentes da SBDI-1 desta Corte (...).
Dessa forma, conforme decidido pelo acórdão embargado, a discussão do presente feito se amolda à hipótese retratada na decisão proferida no RE nº 590.415/SC.
Verifica-se nítida pretensão recursal do embargante, que não se conforma com os claros fundamentos lançados pela c. Turma no decisum , buscando a reforma da decisão. No entanto, tal mister não encontra respaldo na via estreita dos embargos de declaração, razão pela qual a decisão embargada não merece reforma.
Ante o exposto, nego provimento aos embargos de declaração".
O embargante alega que sua adesão ao PDV ocorreu antes da vigência da norma coletiva em que disciplinada a demissão voluntária.
Indica violação de preceito da Constituição Federal e contrariedade à OJ 270 da SBDI-1/TST.
Conforme já explicitado, nos termos do art. 894, II, da CLT, é incabível recurso de embargos por violação de dispositivo da Constituição Federal.
Por outro lado, o Colegiado afastou a aplicação da OJ nº 270 da SBDI-1 desta Corte, em face da decisão do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE nº 590415-6/SC, interposto pelo Banco do Estado de Santa Catarina S.A - BESC, de repercussão geral, em que se fixou a tese no sentido de que a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado, hipótese dos autos.
Com relação à suposta adesão ao PDI antes da vigência do ACT 2002/2004, entre outros fundamentos, destacou a ausência do necessário prequestionamento de que trata a Súmula 297 do TST.
Nesse contexto, não há como entender contrariada a OJ nº 270 da SBDI-1 do TST.
Não admito o recurso de embargos, no particular.
Ante todo o exposto, por não configurada a hipótese do art. 894, II, da CLT e com base no art. 81, IX, do RI/TST, denego seguimento ao recurso de embargos.
Nas razões de agravo, o Agravante reitera as alegações no sentido de que não houve interposição de recurso contra o acórdão proferido pela SBDI-1, de forma que se operou o trânsito em julgado.
Aduz que a ratificação do recurso extraordinário se deu em face de decisão que havia sido substituída e alega que os arestos transcritos são específicos. Aponta contrariedade às Súmulas 277 e 297, ambas do TST e à OJ 270 da SDI-I do TST.
À análise.
Na hipótese, a Agravante insurge-se contra acórdão proferido pela E. 3ª Turma que, em juízo de retratação, não conheceu do recurso de revista interposto pelo Reclamante no que tange ao tema "Adesão a PDV. Transação. Quitação. Efeitos".
A decisão Turmária concluiu, com amparo no quadro descrito pelo Tribunal Regional, que havia norma coletiva dispondo acerca da quitação geral ao contrato de trabalho para os empregados que aderissem ao PDV e que consta do acordo coletivo e dos demais instrumentos celebrados pelo Agravante a ampla e irrestrita quitação de todas as parcelas objeto do contrato de trabalho, de forma a caracterizar transação entre as partes.
Ressaltou que "...conforme decidido pelo acórdão embargado, a discussão do presente feito se amolda à hipótese retratada na decisão proferida no RE nº 590.415/SC".
Consignou, ainda, que, após o julgamento do recurso de embargos pela SBDI-1 desta

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