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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA COMPONENTE CURRICULAR: História Indígena PERÍODO: 2020.2 TURMA: 002 PROFESSOR: Juvandi de Souza santos ALUNA: Larissa Mikaely de Farias Referência bibliográfica SANTOS, Juvandi de Souza. OS TAPUIAS CARIRIS DOS SERTÕES DA PARAÍBA: o meio em que viviam, seus usos e costumes (série Arqueologia e paleontologia – volume VII) Campina Grande- Paraíba– Novembro de 2019. Resenha crítica sobre o livro “OS TAPUIAS CARIRIS DOS SERTÕES DA PARAÍBA: O meio em que viviam, seus usos e costumes.” A obra escrita por Juvandi irá abordar o processo histórico das vidas dos tapuias do cariri na Paraíba antes e durantes o processo de colonização dividindo-se em três pontos objetivos o primeiro se destina a organização cronológica, a biodiversidade, a escolha do meio que viviam, em segundo a diversidade étnico cultural do grupo cariri, em terceiro como se deu o processo de desaparecimento desses povos depois da colonização e suas heranças deixadas, explicitando que há muito o que se fazer no campo científico para se descobrir ainda mais sobre aqueles povos que habitaram os sertões. A obra possui 158 páginas somando com a apresentação e sumário, ela possui uma divisão de três capítulos que são subdivididos em pontos característicos relacionados ao tema. Com o uso de imagens e referências bibliográficas. Além disso, ela traz uma infinidade de conhecimento sobre o modo de vida dos povos tapuias cariris nos sertões trazendo relatos de pesquisadores e estudiosos sobre a população indígena no Nordeste. Em primeiro momento o autor vai abordar no livro todo o processo de escolha da habitação dos indígenas do cariri na Paraíba principalmente a maneira como os povos indígenas do cariri interagiam com o meio em que habitavam, é de suma importância entendermos sobre os primeiros habitantes dessas terras, para podermos compreender como é que funcionava as comunidades pré-históricas e históricas que viviam nessa região, conhecendo primeiro seus atos alimentares e como eles faziam para obter os alimentos necessários para sua sobrevivência. A adaptação ao solo, clima, a ocupação de cada povo na terra, os meios ecológicos, zonas ambientais distintas uma da outra ou até a ocupação de grupos diferentes em um mesmo local, mas, com culturas diferentes, todo processo vai sendo narrado com a ajuda de outras áreas de conhecimento enriquecendo ainda mais a obra e mostrando o domínio sobre seu objeto estudado. Há também um estudo sobre a caatinga do nordeste e suas características onde se fez estudos com o intuito de mostrar como era o padrão de vida dos indígenas Cariris, na região que habitaram, porém devido à falta documentos datados não se pode afirmar como chegaram ali, o autor nos deslumbra ao fazer todo um detalhamento da região climática da caatinga, que é considerado o único bioma totalmente brasileiro, que possui características únicas com uma vegetação toda adaptada à região e animais que ao longo do tempo também passaram por adaptações ao clima da região . o autor aborda as dificuldades encontradas para estudar sobre os indígenas do Cariri, já que não se tinha muita coisa sobre eles, e só começaram a ser mencionados através das crônicas dos colonizadores, com isso, poderemos observar como se constituiu todo o processo da chegada dos cariri e escolha do lugar que iriam viver, assim como, todo o processo de adaptação e como conseguiram viver em um ambiente que era considerado inóspito, o autor ira nos guiar acerca das mudanças e dos fatores de ordem naturais que aconteceram nesse lugar e principalmente a interação que esse grupo tinha com a natureza. Os estudos das línguas originárias desses povos foram bastante estudados por vários pesquisadores, já que dentro dessa região de caatinga e sertões, alguns grupos indígenas demonstravam algumas práticas semelhantes, quase iguais por causa dos sistemas de sobrevivência que se encontrava em um determinado lugar, alguns pesquisadores citados na obra, dedicaram seus estudos aos indígenas Tapuias trazendo diferentes termos a esse determinado grupo. Os estudos das línguas originárias desses povos foram bastante estudadas, tendo como base os troncos linguísticos que os pesquisadores conseguiram identificar, e em cada tronco linguístico encontrado poderia se observar a qual grupo ele pertencia, através dessas diversas pesquisas e perspectivas distintas sobre esses povos a forma de como eram conhecidos se tornou de suma importância para entendermos como eram e como se deu o processo de vivencia em contato com outros grupos nativos, já nos dias atuais classificar determinadas línguas como por exemplo, dos Tarairiús, é uma tarefa impossível devido sua extinção e a falta de registros substanciais sobre eles. Tudo o que foi visto e abordado na obra desde o início, da chegada dos indígenas, da terra, clima, vegetação, cultura e até mesmo o extermínio em massa dos indígenas em terras brasileiras durante todo o processo de colonização, nos mostrando as inúmeras guerras que aconteceram entre as nações indígenas e os colonizadores, sendo assim, causando a própria extinção e despovoamento de algumas áreas. E a partir dessas guerras e da desapropriação das terras era cada vez mais fáceis a apropriação de terras por parte dos colonizadores. Diante de todo esse contexto de colonização e a tentativa de apagamento da história indígena, isso ainda não foi suficiente para poder apagar o legado cultural do indígena, a herança foi passada através do tempo resiste até os dias atuais. A cultura indígena ainda é praticada e não só por indígenas, mas também por outros humanos. Um dos exemplos é a alimentação. A prática de tais costumes nos ajuda a identificar quais povos indígenas viveram naquelas terras, como o uso de uma variedade de chás que habitualmente serve para algo, temos também as armas feitas para caçar e pesca que são utilizadas até hoje. Temos também as práticas religiosas que quando precisava de alguém para curar alguma ferida era chamado um curandeiro e esse costume ainda se perpetua nos dias de hoje, quando estamos com alguma dor ou fraca se procura uma rezadora. Tudo isso herdamos das descendências indígenas. Todo o conteúdo nos mostra o quão é importante e enriquecedor os estudos sobre os indígenas do Nordeste e principalmente da Paraíba que pouco é conhecido por seus habitantes. A obra abrange um tema muito pertinente e necessária para nossa sociedade, ela é completa, extremamente útil e interessante, para todas as áreas e para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais sobre estes povos indígenas; podendo ser utilizados nas salas de aula do ensino médio e superior, apresentando aos alunos um outro olhar da história que não é divulgado e que é de extrema importância ser discutida dentro das salas de aula , trazendo inúmeros debates acerca do tema indígena no Brasil com ênfase nos indígenas da Paraíba. Recomendo a obra! por que está é uma obra que é rica em detalhes, um pouco densa, porém com uma linguagem bastante clara e objetiva, para aqueles que não estão familiarizados com a área de estudo. Juvandi Souza dos Santos, Possui graduação em Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual da Paraíba (1993); Especialização em História do Brasil República pela UFPB (1996); Especialização em Regionalismo e Análise Regional pela UEPB (1998); Pós-Graduação (Especialização) em Paleontologia e Cultura, pela Faculdade Dom Alberto (2020); Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba (2001); Mestrado em Arqueologia e Conservação do Patrimônio pela Universidade Federal de Pernambuco (2006); Doutorado em História/Arqueologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2009); 1. Pós-Doutorado em História/Arqueologia (Ênfase em Arqueologia Pré-Histórica) pelaPUC/RS (2011); 2. Pós-Doutorado em História/Arqueologia (ênfase em Arqueologia Histórica Missioneira) na PUC/RS (2014); 3. Pós-Doutorado em História/Arqueologia pela PUC/ RS - 2019, com ênfase em Arqueologia Histórica Militar, tem 37 livros publicados e dezenas de artigos em congressos, simpósios, etc., além de publicar com frequência em revistas de Magazine e jornais locais; tem cerca de duas dezenas de capítulos de livros publicados., atualmente é professor na universidade estadual da Paraíba e coordenador de vários laboratórios entre eles o Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da UEPB (LABAP/UEPB). Resenha feita por Larissa Mikaely de Farias, acadêmica do curso de História na Universidade Estadual Da Paraíba (UEPB).