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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA IFBA - CAMPUS SALVADOR DEPARTAMENTO De QUÍMICA CURSO: TÉCNICO EM QUÍMICA DISCIPLINA: QUÍMICA ORG. PRÁTICA DOCENTE: MARCUS VINICIUS BAHIA TURMA: 8833 . RELATÓRIO - EXPERIMENTO IV CROMATOGRAFIA EM COLUNA Ana Clara Leal Machado Abril-2022 Salvador- BA 1. APRESENTAÇÃO Este relatório descreve as atividades desenvolvidas por Ana Clara Leal Machado, aluna do curso de química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, no âmbito da parte experimental da disciplina Química Orgânica II prática, durante o 1 o semestre de 2022, para fins avaliativos. Serão descritos os objetivos, metodologia, matérias, a parte experimental, os resultados, discussão e conclusão referentes ao experimento intitulado “Cromatografia em coluna”. Salvador,08 de Abril de 2022 ______________________________________________ Ana Clara Leal Machado Abril-2022 Salvador- BA SUMÁRIO 1.OBJETIVOS .................................................................................................. 1 1.1 OBEJTIVOS GERAIS ........................................................................................................ 1 1.2 OBJETIVOS ESPECíFICOS .......................................................................................... 1 2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ............................................................. 1 2.1 MATERIAIS ................................................................................................ 1 2.2 METODOLOGIA .......................................................................................... 1 2.3 PROCEDIMENTO ....................................................................................... 2 2.3.1 ETAPA 1. MONTANDO A COLUNA CROMATOGRÁFICA ............................................... 2 2.3.2 ETAPA 2. APLICAÇÃO DA AMOSTRA NA COLUNA ........................................................ 2 2.3.3 ETAPA 3. APLICAÇÃO DO ETANOL + ÁGUA DESTILADA .............................................. 2 3.3.4 ETAPA 4. APLICAÇÃO DO ÁCIDO ACÉTICO + ÁGUA DESTILADA (50% V/V) .............. 2 3.0 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................. 3-9 4.0 CONCLUSÃO ........................................................................................... 10 5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 11 1. OBJETIVOS 1.1 OBJETIVOS GERAIS: - Realizar a separação qualitativa dos compostos orgânicos em mistura por cromatografia em coluna; 1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: -Escolher por CCD uma fase móvel adequada para a separação dos compostos orgânicos em mistura; - Utilizar a técnica de montagem de empacotamento da coluna. 2.0 PARTE EXPERIMENTAL 2.1 MATERIAIS E COMPOSTOS Tabela 1. materiais utilizados no procedimento experimental Vidraria Equipamentos Compostos Bastão de Vidro Algodão Água destilada Coluna cromatografia Espátula Azul de Metileno (0,5% m/v) Béquer Balança Alaranjado de Metila (0,5% m/v) Tudo de ensaio Sílica gel 60 Ácido Acético (50% v/v) Pipeta de Pasteur Etanol (99,8%) 2.2 METODOLOGIA O método utilizado no procedimento em questão foi o de cromatografia em coluna. A cromatografia consiste em uma técnica onde ocorre a separação de substâncias presentes em uma mistura entre duas fases, a fase sólida, geralmente sílica, chamada cromatografia em coluna de sílica (CCS), e a fase móvel, sendo essa um solvente escolhido a partir da análise das propriedades do compostos a serem utilizados. Pg. 1 2.3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 2.3.1 Etapa 1. Montando a coluna cromatográfica - Inicialmente montou-se a estrutura do sistema para o procedimento, com a coluna cromatográfica e um recipiente acoplado para o despojo; - Foi adicionado algodão inicialmente na extremidade da coluna; - Após isso, foi colocado uma porção de sílica gel juntamente com o solvente (etanol – 99,8%) e adicionado logo depois a coluna previamente montada até aproximadamente metade da altura; - E para um melhor empacotamento bateu-se levemente na coluna com o auxílio de um bastão de vidro acoplado a um silicone; - A cada adição feita, abriu-se a torneira em seguida para manter o nível de escoamento constante; 2.3.2 Etapa 2. Aplicação da amostra na coluna - Assim após a primeira leva de etanol percorrer toda a coluna foi-se adicionado a solução de azul de metileno e alaranjado de metila (0,5% m/v) ao topo; - Logo após foi-se adicionando etanol para não deixar a coluna secar; -Após a espera de alguns minutos ocorreu então a descida total da coloração amarelada na coluna ao qual foi recolhida no recipiente abaixo; 2.3.3 Etapa 3. Aplicação do etanol + água destilada -Na terceira etapa, portanto, ocorreu a adição da solução de etanol+ água destilada previamente preparados ao meio; -Após isso esperou-se novamente a solução percorrer toda a coluna, tomando cuidado para evitar o secamento da mesma; 2.3.4 Etapa 4. Aplicação do ácido acético + água destilada (50% v/v) -Na quarta etapa, foi finalmente adicionado a solução de ácido acético + água destilada (50% v/v) ao sistema; -Logo em seguida foi possível notar uma movimentação da cor azulada restante ao longo da coluna e continuou-se monitorando o sistema; -Após a espera de mais alguns minutos foi possível recolher esse composto 2 no recipiente 2 - Assim, após o cuidadoso processo foi possível coletar as frações no frasco das diferentes colorações, através do percorrimento da coluna e auxilio da fase móvel e a fixa. Pg. 2 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES A priori foi-se utilizado a sílica gel 60 (0,063mm – 0,200 mm) na montagem do sistema inicial. E um dos motivos para o seu uso é que ela apresenta o tamanho das partículas do gel adequados para um empacotamento mais homogêneo no sistema de cromatografia em coluna por gravidade, fator esse que impacta diretamente no desempenho do processo. A sílica, sendo um sólido altamente poroso, representa, portanto, a fase estacionária do experimento. Desse modo como solvente da fase móvel foi utilizado primeiramente o etanol (99,8%). Formando-se assim o seguinte sistema inicial. Imagem 1: Estrutura inicial da coluna, sílica gel + etanol Fonte: Autoria Após o primeiro escoamento foi-se adicionado à solução de azul de metileno + alaranjado de metila (0,5% m/v), que apresentaram inicialmente a cor verde. Após alguns minutos pode se observar o aparecimento de 2 cores primárias, sendo elas amarelo e azul decorrente do início da separação dos compostos. [imagem 2] Pg.3 Imagem 2: Adição inicial da solução ao sistema Fonte: Autoria Em minutos depois, configurou-se a mudança mais acentuada do sistema, com a visualização de cores mais contundente dos compostos. O amarelo proveniente da cor do alaranjado de metila, portanto, foi eluido na coluna enquanto o ciano pertencente ao azul de metileno permaneceu na região superior. Imagem 3: Eluição inicial do alaranjado de metilaFonte: Autoria Pg. 4 Nesse âmbito, é importante analisar as características e propriedades de todos os compostos utilizados para prática que resultaram em tal efeito. Em primeira instância, utilizou-se como fase fixa a sílica gel, que é um adsorvente polar. É possível determinar isso devido a presença dos grupos siloxanos (Si-O-Si) no seu interior, e pela existência de grupamentos silanóis, ou seja, ligações de silícios e hidroxilas R-(Si-OH) na sua superfície que lhe conferem um momento elétrico resultante ≠ 0. Assim a molécula apresenta interações do tipo dipolo-dipolo (Si-O) e ligações de hidrogênio (O-H) sendo altamente polar. [imagem 4] [1] Imagem 4: Estrutura molecular da Sílica Gel Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/- Acesso: 2/04 O álcool etílico (99,8%) adicionado, apresenta formula molecular: CH3CH2OH, sendo a parte de etila considerada uma ligação covalente apolar devido à baixa diferença de eletronegatividade entre o carbono e o hidrogênio vigentes. Já as ligações covalentes polares entre os grupos (O-H) e (C-O), lhe conferem o momento dipolar elétrico maior que 0. Ademais, os grupos (O-H) realizam ligações de hidrogênio, que é a interação intermolecular mais intensa dentre as outras, por causa da grande diferença de eletronegatividade entre o átomo oxigênio e o de hidrogênio [2]. Além delas a molécula também apresenta interação do tipo: dipolo-dipolo (C-O) e a dispersão de Vander Waals. Imagem 5: Estrutura molecular do Etanol Fonte: https://pt.dreamstime.com/illustration/etanol.html- Acesso: 2/04 Pg.5 https://commons.wikimedia.org/wiki/- https://pt.dreamstime.com/illustration/etanol.html- Visto as informações sobre a fase estacionária e a móvel, faz-se mister analisar as estruturas dos compostos utilizados: Alaranjado de metila [imagem 7] e Azul de metileno [imagem 6]. O azul de metileno (C16H18N3SCl) é um corante aromático, heterocíclico, que possui caráter básico, coeficiente polar e hidrofílico, e, a presença de interações predominantes do tipo íon-dipolo [3]. Já o alaranjado de metila é um sal ácido de caráter polar e que apresenta interações intermoleculares em principal do tipo íon-dipolo [3]. Imagem 6 – Estrutura molecular do corante azul de metileno. Fonte: Merk Chemicals (2011) - Acesso: 4/04 Imagem 7 – Estrutura molecular do corante alaranjado de metila. Fonte: Merk Chemicals (2011) - Acesso: 4/04 Contudo, apesar de ambos serem polares, avalia-se através das suas estruturas as presenças de cargas específicas em cada molécula que atribuíram esse comportamento divergente. A priori, é necessário analisar o que confere polaridade ao azul de metileno. O composto em questão apresenta momento dipolar elétrico ≠ 0 entre as ligações de nitrogênio e metil ((H3C)2N) nas extremidades, visto que o N por ser mais eletronegativo puxa os elétrons para mais perto dele, e os vetores, devido a geometria angular se somam. Há também polaridade ≠ 0 entre os átomos de nitrogênio e os carbonos na região heterogênea da cadeia, que como supracitado o N tende a puxar a densidade eletrônica para si e devido a geometria presente os vetores somam-se. Ademais ocorre a formação de um coeficiente polar ainda mais alto, associado na carga formal positiva do enxofre central que apresenta um par de elétrons livres, sendo uma das principais razões da alta interação com a sílica. Em contrapartida, o alaranjado de metila, apesar de possuir áreas polares como nas ligações entre nitrogênio e metil R-(H3C)2N, a sua região central apresenta coeficiente de carga 0, já que os compostos ligados são simétricos, ou seja, apresentam a mesma estrutura na qual a eletronegatividade não apresenta diferença. Pg.6 Fora isso, em uma das suas extremidades há a carga formal negativa de um dos oxigênios na ligação com enxofre R-(SO3-). Nesse seguimento, devido a carência de um par de elétrons do oxigênio, configura-se a molécula o ânion (O-) e o cátion (Na+) solvatado em solução. Assim, em análise a estruturas da sílica gel [imagem 4], observa-se que ela apresenta grupos predominantemente negativos na sua superfície por causa da presença do oxigênio, que é bem eletronegativo [3]. Dessa maneira, ela irá interagir mais efetivamente na adsorção dos íons positivos presentes no azul de metileno, sendo eles, em principal, o enxofre de carga formal positiva R-(S+). Contudo, devido ao alaranjado de metila conter oxigênio de carga formal negativa, ele apresentou uma menor efetividade na interação com a sílica gel em comparação com a do azul de metileno [7]. Desse modo, formou-se no sistema interações intermoleculares entre o azul de metileno e a sílica. Essas interações configuraram-se do tipo ligação de hidrogênio entre os oxigênios da sílica R-(Si-OH) com os hidrogênios da amina do azul de metileno R-(NH3), e do tipo íon-dipolo entre o enxofre do corante R- (S+) com alguns oxigênios desprotonados da sílica R-(SiO-), nos quais proporcionaram a adsorção desse indicador na fase estacionária [imagem 8]. Já o alaranjado de metila por apresentar íons positivos e negativos, ocorreu a atração eletroestática pela carga da fase móvel. Dessa maneira foram configuradas interações do tipo íon-dipolo, em principal com os íons (O-) do alaranjado e (OH) do etanol, eluindo-se assim com a fase móvel e resultado no sistema analisado. [imagem 3]. [Imagem 8] – representação das interações intermoleculares entre o azul de metileno e a sílica gel Fonte: https://www.scielo.br/j/mr/a/YyXJmf9mYG9Q9tYzkHBGd7t/ - Acesso: 5/04 Pg.7 https://www.scielo.br/j/mr/a/YyXJmf9mYG9Q9tYzkHBGd7t/ Em vista disso, após a coleta parcial do alaranjado de metila foi adicionado solução de etanol + água (1:1) no sistema com o intuito de obter uma separação mais eficiente. Esse processo ocasionou no aumento gradativo de polaridade do meio, de modo que a água por ser mais eletronegativa -devido a presença de apenas ligações de hidrogênio em sua estrutura [5] - interage com a molécula de etanol através de ligação de hidrogênio. Assim, foi possível coletar a fração final do alaranjado de metila e ainda provocar o início da eluição lenta do azul de metileno, ocasionado pela superação de polaridade do solvente frente a sílica [Imagem 9] [7]. Imagem 9 – Coluna cromatográfica após a adição de etanol + água ao sistema Fonte: Autoria Logo após o escoamento da solução de etanol + água destilada, foi-se adicionado uma solução de ácido acético + água destilada (50% v/v). Também denominado de ácido etanoico (CH₃COOH) [imagem 10], ele é um ácido carboxílico, saturado de cadeia aberta, que apresenta interações do tipo dipolo- dipolo, dispersão de London e as predominantes sendo ligações de hidrogênio. Tal acido em ionização pela água, realiza ligações de hidrogênios com a mesma. Imagem 10: Estrutura molecular do ácido acético Fonte: https://descomplica.com.br/artigo/acido-acetico-aplicacoes- - Acesso : 5/04 Pg. 8 https://descomplica.com.br/artigo/acido-acetico-aplicacoes-e-formula-estrutural/Pv3/7 Em comparação com o etanol, o ácido acético apresenta momento de polaridade mais elevado [5]. Isso ocorre, porque, além do grupo R-(OH), ele também apresenta a carbonila R-(C=O), na qual lhe confere maior eletronegatividade em comparação com os grupos R-(CH3CH2) do etanol que configuram coeficiente de polaridade = 0 para o mesmo. Desse modo, apesar do ácido acético ser um ácido fraco, ou seja, com pouca ionização em meio aquoso, ele apresenta ânions positivos e negativos (CH3COO - e H +). Assim, o seu ânion (R-CH3COO -) interagiu com os cátions presentes no azul de metileno (S+) e (H+) , no qual realizaram interações do tipoíon-dipolo e ligações de hidrogênio respectivamente de maneira mais efetivas do que as presentes na sílica e assim pode-se promover a eluição do composto na coluna. [imagem 11] Imagem 11 – Eluição do azul de metileno na coluna cromatográfica Fonte: Autoria Nesse âmbito, pôde-se realizar um experimento de separação dos compostos orgânicos pelo método de cromatográfica em coluna. O aumento gradual de polaridade no processo ajudou nessa efetiva obtenção de amostras com diferentes concentrações, das quais foram previamente coletadas. Assim o processo de separação qualitativa foi, por fim, finalizado. Imagem 12 – Amostras qualitativas de concentrações dos indicadores orgânicos Fonte: Autoria Pg.9 4.0 CONCLUSÃO Infere-se, portanto, que após análise do experimento pelo método de Cromatografia em coluna, foi possível realizar com êxito todos os objetivos da prática. Desse modo, o intuito principal de separação qualitativa por CCD da solução de alaranjado de metila e azul de metileno foi conduzido de maneira favorável, visto que as frações finais obtidas foram condizentes com o estipulado pela literatura. Assim, fatores previstos na teoria alguns preceitos como a eluição de cada composto em decorrência do aumento da polaridade, ordem de eluição, previsibilidade quanto a solubilidade e interações realizadas pelos mesmos com a fase estacionária e móvel, dos quais ocorreram de modo leal aos fatores previamente esperados. Além disso, foi possível trabalhar com diversos conceitos, dentre eles os de: interações intermoleculares, polaridade, solubilidade, eletronegatividade e propriedades físico-química dos compostos orgânicos, e, como eles impactaram em cada momento. Tais coeficientes foram fundamentais ao decorrer do processo, nos quais influenciaram tanto na utilização do tipo de fase móvel, quanto na a fase estacionária e no dos corantes a serem separados. Ademais, foi possível também promover o desenvolvimento da técnica de empacotamento da coluna com a sílica gel e no importante monitoramento ao sistema de maneira a evitar o seu secamento. Pg. 9 5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] - https://whatishplc.com/faq-hplc/why-is-silica-polar-in-hplc- columns/#:~:text=The%20surface%20of%20silica%20(glass,Hydrogen%2Dbon d%20acceptor%20and%20donor. Acesso: 03/04/2022 [2] Skoog, A.; West, D.; Holler, F.; Fundamentals of Analytical Chemistry, 7ªed; Saunders College Publishing 1996. [3] REDMOND, 19991 apud LIMA et al., 2007. Disponível em: https://www.trabalhosgratuitos.com/Outras/Diversos/Cromatografia-em-Coluna- 1411372.html . Acesso: 03/04/2022 [4] Edeilza L.; Paulo D. e Rita de C.; Manual de Laboratório – Química Orgânica I – Prática; Versão n 7, Instituto Federal da Bahia; Junho 2019. [5] LAMPMAN, Gary; ENGEL, Randall. Química Orgânica Experimental. 2ª Edição. Bookman, 2009. [6] COLLINS, Carol H.; BRAGA, Gilberto L.; BONATO, Pierina S. Coord.; Introdução a Métodos Cromatográficos. – 7.ed. – Campinas, SP: Editora da UNICAMP, p. 59-75, 1997. 2. [7] Beleski e Paulo Irajara; Experimentos de cromatografia em coluna no ensino de graduação. Publ. UEPG Exact Soil Sci., Agr. Sci. Eng., Ponta Grossa, 10 (2): 15-21, ago.2004 Pg. 10 https://whatishplc.com/faq-hplc/why-is-silica-polar-in-hplc-columns/#:~:text=The%20surface%20of%20silica%20(glass,Hydrogen%2Dbond%20acceptor%20and%20donor https://whatishplc.com/faq-hplc/why-is-silica-polar-in-hplc-columns/#:~:text=The%20surface%20of%20silica%20(glass,Hydrogen%2Dbond%20acceptor%20and%20donor https://whatishplc.com/faq-hplc/why-is-silica-polar-in-hplc-columns/#:~:text=The%20surface%20of%20silica%20(glass,Hydrogen%2Dbond%20acceptor%20and%20donor https://www.trabalhosgratuitos.com/Outras/Diversos/Cromatografia-em-Coluna-1411372.html https://www.trabalhosgratuitos.com/Outras/Diversos/Cromatografia-em-Coluna-1411372.html