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7 HIPOPITUITARISMOS E TUMORES DA HIPÓFISE docx

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de resposta do cortisol 
frente a uma hipoglicemia é confirmatória de 
deficiência de corticotrofina 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
- tratamento com reposição controlada de 
corticoide 
 
- se a mulher tiver deficiência de prolactina, pode-
se prescrever fórmula de leite para a criança 
 
- deficiência da hipófise posterior 
- promove desenvolvimento do diabetes insipidus 
(raro) 
 > deficiência de ADH (vasopressina) – 
paciente terá diurese excessiva – há indivíduos 
que podem chegar a 6 a 8L/dia de diurese 
 > manifestação de poliúria hipoosmolar– 
característica de urina não concentrada 
 > osmolaridade sérica tende a ficar 
elevada pela perda de água na urina – como o 
paciente tem sede, bebe água e compensa a 
osmolaridade 
- como se trata de uma doença rara, deve-se 
pesquisar outras doenças antes 
 > pode-se solicitar um balanço hídrico para 
avaliar se realmente há uma poliúria 
 > dosar glicemia para descartar DM (causa 
mais comum 
 > potomania – paciente acredita que 
precisa beber muita água por distúrbio 
psiquiátrico e urina muito, por essa causa 
- há medicamentos que geram poliúria também > 
diuréticos (furosemida), hidroclorotiazida, 
inibidores do GLT-2 
- deve-se internar o paciente, fazer o TESTE DE 
RETENÇÃO HIDRICA (avalia capacidade do 
paciente de concentrar ou não a urina diante da 
desidratação) 
 | paciente normal em retenção hídrica 
urina menos e concentra mais a urina 
 | paciente com diabetes insipidus não tem 
essa capacidade > urina em grande volume com 
concentração alta e fica um pouco desidratado, 
observa-se também uma perda de peso corporal 
> durante o teste de restrição hídrica, 
deve-se fazer um teste terapêutico com 
desmopressina intranasal (spray) – atua como a 
vasopressina, concentra a urina do paciente e, 
assim, fecha-se o diagnóstico 
 
- sintomatologia diversa > paciente tem sintomas 
do tumor + sintomas da disfunção hormonal (que 
pode estar em excesso em tumores produtores, 
normais ou diminuídos em lesões compressivas) 
 > tumor secretor mais comum é o 
prolactinoma 
 > tumor secretor de GH gera acromegalia 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
- são comuns alterações visuais por compressão 
do quiasma óptico 
 
- campimetria evidenciando hemianopsia 
temporal à esquerda e quandrantopsia temporal 
superior à D 
- cefaleia é pouco comum 
 
- compressão da haste pode inibir o tônus 
dopaminérgico que é inibitório sobre a prolactina 
> ocorre aumento da secreção de prolactina 
 
- ressonância de sela túrcica 
- quando o tumor é pequeno, há maior 
preocupação com hiperfunção; quando é maior, 
preocupa-se mais com efeito de massa (pode 
haver hiperprodução do hormônio que o tumor 
está produzindo e hipossecreção do resto por 
compressão da haste) 
 
- pode haver galactorreia espontânea ou à 
secreção 
- não é específica de prolactinoma, há outras 
causas de galactorreia 
- nem sempre há galactorreia na 
hiperprolactinemia 
- pode haver tumor secretor de GH + prolactina 
(tumor co-secretor) 
 
- os níveis de prolactina nos tumores 
macroprolactinomas tendem a ser mais altos; já 
nos microprolactinomas, tendem a ser mais 
baixos 
- o hipotireoidismo pode dar hiperprolactinemia, 
mas geralmente aumenta pouco os níveis de 
prolactina 
- é importante tentar avaliar as hipóteses 
diagnósticas de acordo com a quantidade 
hormonal 
 
TXXIV Larissa Cardeal 
 
 
| O efeito gancho se caracteriza pela presença de 
níveis falsamente baixos de prolactina (PRL), 
quando se empregam imunoensaios de dois sítios 
em pacientes com grandes prolactinomas e 
hiperprolactinemia muito acentuada. O efeito 
gancho pode ser identificado através de uma nova 
dosagem da PRL após diluição do soro a 1:100, 
quando se observará um aumento dramático do 
valor da PRL. Ele deve ser excluído em qualquer 
paciente com um macroadenoma e níveis séricos 
de PRL <200ng/mL. A macroprolactinemia 
responde por cerca de 10% dos casos de 
hiperprolactinemia. Resulta de um excesso de 
PRL polimérica (macroprolactina ou big big 
prolactin), cuja biodisponibilidade é diminuída. 
Assim, a maioria dos pacientes com 
macroprolactinemia não apresenta os sintomas 
clássicos da hiperprolactinemia e habitualmente 
não requerem tratamento. 
 
- hiperprolactinemia pode gerar distúrbios 
menstruais, galactorreia e aumento dos 
hormônios adrenais na mulher 
 > o aumento dos hormônios adrenais gera 
acne e hirsutismo | pode ser confundido com SOP 
(Síndrome do ovário policístico – SOP é um 
diagnóstico de exclusão) 
 
- o padrão ouro do tratamento é Cabergolina 
- visualizar redução do tumor com o uso de 
Cabergolina pelo paciente 
 
- obesidade centrípeta, estrias violáceas, fácies 
Cushingoide, equimoses, giba, fraturas vertebrais, 
osteoporose 
 
- fácies acromegálica, acrocordons, aumento de 
extremidades