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Direito Civil - Pessoas - Capacidade

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DIREITO CIVIL 
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PESSOAS 
Conceito: O direito divide as pessoas em: pessoa natural (ou física) e pessoa jurídica (moral ou 
coletiva). 
Conceito¹: Pessoa natural: tem existência independente do direito. Existe por si só. São sempre 
fins em si mesmas. 
Conceito²: Pessoa jurídica: tem sua existência dependente do direto. O art. 45 do CC estabelece 
que a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa da inscrição dos seus atos 
constitutivos no órgão de registro próprio. São sempre instrumentais, são uma finalidade a ser 
seguida. Por isso que, se a pessoa jurídica se desvia de sua finalidade a sua personalidade pode 
ser desconsiderada. 
Comentários: O direito positivo pode atribuir à pessoa jurídica algumas proteções que confere a 
pessoa humana. Por exemplo: art. 52º do CC estabelece que a proteção dos direitos da 
personalidade aplica as que couberem às pessoas jurídicas. Quanto a pessoa humana, pode-se 
dizer que é o ser humano nascido com vida. A dignidade é do ser humano. O art. 2º do CC 
dispõe que a personalidade civil começa do nascimento com vida, mas a lei põe a salvo desde 
a concepção os direitos do nascituro. 
ATENÇÃO: doutrina e jurisprudência reconhecem que o nascituro já é titular de direitos da 
personalidade, tanto que o STJ reconhece que ele pode sofrer dano moral. 
 
CAPACIDADE 
Conceito: ao nascer com vida a pessoa adquire capacidade de direito (ou gozo), que é a 
capacidade de ser titular de direitos e deveres na ordem civil. O art. 1º do CC estabelece que toda 
pessoa humana é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Não se confunde com a capacidade 
de fato (exercício de agir ou de obrar), que é a capacidade de exercer pessoalmente os direitos e 
deveres de que se é titular. 
 
INCAPACIDADE 
Conceito: é sempre de fato, porque de direito todos são capazes. A lei 13.146/2015 (Estatuto da 
pessoa com deficiência ou Lei brasileira de inclusão) alterou o sistema brasileiro de 
incapacidades. O EPD alterou fundamentalmente o CC brasileiro, a art. 3º do CC dispõe que são 
absolutamente incapazes os menores de 16 anos. Com relação aos relativamente incapazes, o 
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art. 4º do CC passou a ter a seguinte redação: são relativamente incapazes a certos atos ou a 
maneira de os exercer os menores de 18 anos e com idade 16 ou mais; os ébrios habituais 
(alcoólico) e os viciados em tóxicos; os que por causa transitória ou permanente não 
puderem exprimir sua vontade; os pródigos (os que dilapidam o seu patrimônio). 
Observação: os deficientes mentais e os enfermos mentais são plenamente capazes para os atos 
da vida civil. O art. 6º do EPD afirma que o deficiente é plenamente capaz, podendo casar, ser 
curador, podendo adotar uma criança. Excepcionalmente, a pessoa com deficiência pode ser 
submetida à curatela, mas apenas para atos patrimoniais e negociais. 
 
EMANCIPAÇÃO 
Conceito: art. 5º do CC. É a antecipação da capacidade plena e não da maioridade. O 
emancipado continua menor, porém agora ele é capaz. Pode se dar por 3 formas: 
a) Voluntária; 
Conceito: realizada pelo pai ou pela mãe, ou por um deles na falta do outro por escritura 
pública, desde que o menor tenha 16 anos completos. 
b) Judicial; 
Conceito: refere-se ao menor sobre tutela. O menor deve ter pelo menos 16 anos completos. O 
juiz decide após ouvir o tutor e o MP. 
c) Legal. 
Conceito: ocorre por direito imediato da lei. Ocorre um fato e a consequência do fato é a 
emancipação. Exemplos: pelo casamento. O CC passou a proibir expressamente o casamento do 
menor de 16 anos; pela colação de grau em curso de nível superior; exercício efetivo de emprego 
público; se o menor com pelo menos 16 anos tiver economia própria em razão de seu trabalho.

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