A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
ANÁLISE DO CONTEÚDO RUMINAL

Pré-visualização | Página 1 de 1

ANÁLISE DO CONTEÚDO RUMINAL 
 Na maioria dos transtornos ruminais e 
 metabólicos, as alterações iniciais podem ser 
 detectadas no líquido ruminal, na urina e no leite, 
 pois nestas alterações as mudanças nos valores de 
 referência são significativamente mais evidentes 
 nesses líquidos do que no próprio sangue; durante 
 as doenças subclínicas, os desvios dos valores 
 normais no sangue são muito pequenos devido 
 aos mecanismos de homeostase; por isso, é muito 
 importante o diagnóstico mediante exames de 
 laboratório simples no líquido ruminal e na urina, 
 que possam ser realizados em condições de campo 
 (mediante provas e equipamentos muito mais 
 simples e baratos); 
 O que avaliar? Cor, consistência, odor, sedimentação e 
 flutuação, atividade redutiva bacteriana, avaliação de 
 protozoários e pH; 
 Coleta de líquido ruminal (sem sinais clínicos) 
 Deve ser realizado 3 a 5 horas depois da 
 alimentação com concentrados; para a 
 determinação do pH da amostra, é necessário 
 considerar que ao extrair o líquido ruminal por 
 sucção mediante sondagem ruminal, existe o risco 
 de contaminação com saliva e, portanto, de 
 aumento do valor do pH; por isso, se recomenda 
 eliminar os primeiros 100 a 200 mL de líquido 
 ruminal, para depois coletar a amostra; 
 Material necessário: sonda ruminal com bomba de dupla via; 
 ou sonda ruminal especial com capacidade de conexão na 
 máquina de ordenha (vácuo; mais eficiente); 
 Sonda esofagiana: baixo custo; risco de contaminação pela 
 saliva; 
 Fístula ruminal: facilidade de colheita e homogeneização do 
 conteúdo; exige intervenção cirúrgica (custo); fase de 
 experimentação (limitação de uso); 
 Requisitos da microbiota ruminal 
 Ambiente microbiológico: sistema anaeróbico; 
 temperatura de 38 a 42°C; pH entre 5 a 7; 
 A negligência desses requisitos altera os parâmetros 
 Metodologia (provas laboratoriais): 500 ml de fluido; 
 ideal é analisar imediatamente após a coleta; 
 processar até 8h após a coleta (20 a 22°C); 
 refrigeradas (1 a 4°C); 
 Exame do líquido ruminal 
 COLORAÇÃO 
 Alimento Cor 
 Feno de boa qualidade Verde escura 
 Silagem ou palha 
 (alimento seco) 
 Amarelo acastanhada 
 Grãos 
 Branca leitosa a acinzentada 
 (acidose ruminal) 
 Estase ruminal/rúmen 
 parado 
 Esverdeada a enegrecida (alcalose 
 ruminal ou putrefação ruminal) 
 ODOR 
 Normal Desagradável 
 (intenso) 
 Mofo/Podre 
 amoniacal 
 Inodoro 
 Aromático 
 Formação 
 excessiva de 
 ácido lático 
 Putrefação de 
 proteína 
 Inatividade 
 ruminal 
 Forte 
 Não repulsivo 
 Sobrecarga de 
 carboidratos 
 CONSISTÊNCIA 
 Normal 
 Bactérias e 
 protozoários inativos 
 Timpanismo/indigestão 
 vagal 
 Viscosa Aquosa 
 (sugere acidose ruminal aguda) 
 Excesso de espuma 
 Prova de sedimentação e flutuação: a prova consiste 
 em deixar em repouso uma amostra de líquido 
 ruminal e medir o tempo em que aparecerem os 
 eventos de sedimentação e flutuação; o tempo 
 normal esperado para isto é de 4 a 8 minutos, 
 enquanto que a ausência de um desses eventos ou 
 a modificação de tempo poderá ser considerada 
 como anormalidade (por exemplo, ausência de 
 flutuação na acidose ou na indigestão simples); 
 Determinação do pH: mediante potenciômetro 
 portátil; o valor registrado deve estar dentro do 
 intervalo de 6,2 a 7,2; os valores obtidos fora desse 
 intervalo, para cima ou para baixo, são 
 considerados como patológicos: 
 Determinação da atividade redutiva bacteriana: para 
 esta prova adicionam-se 0,5 mL de azul de 
 metileno solução 0,03% em uma amostra de 10 mL 
 de líquido ruminal e se compara com outra 
 amostra de líquido ruminal testemunha (sem o 
 corante) do mesmo animal; mede-se o tempo 
 transcorrido desde a adição do colorante até a 
 degradação do mesmo dentro da amostra; 
 Avaliação de protozoários: as características mais 
 importantes a avaliar são a densidade de 
 população e a intensidade de movimentos destes 
 microorganismos, pois por seu tamanho podem 
 ser observados, inclusive ao olho nu, em uma 
 amostra recém coletada; a observação poderá ser 
 feita de forma direta em um tubo de vidro ou em 
 uma gota de líquido em uma lâmina com lamínula 
 sob o microscópio óptico com aumento de 100x; 
 Líquido ruminal (bezerros) 
 Bezerros 1ª semana 2ª semana 5 a 6ª semana 
 pH 6,0 a 7,0 
 Animal adulto 
 Coloração Cinza claro a 
 escuro 
 Oliva claro 
 Odor Inodoro Aromático 
 Consistência 
 Farinacea ou 
 aquosa 
 Viscosidade 
 (pequena) ou 
 aquosa 
 *1ª semana: animais extremamente dependentes de leite; 
 Valores normais do líquido ruminal em bovinos leiteiros: