Prévia do material em texto
ROBINSON R66 MANUAL OPERACIONAL DO PILOTO Esta tradução é apenas uma ferramenta de estudo, o manual do fabricante é a única fonte de informação segura e deve sempre ser consultada. Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SUMÁRIO DAS PÁGINAS Seção 01 Generalidades Seção 02 Limitações Seção 03 Procedimentos de Emergência Seção 04 Procedimentos Normais Seção 05 Performance Seção 06 Peso e Balanceamento Seção 07 Descrição dos Sistemas Seção 08 Manuseio e Manutenção Seção 09 Suplementos Seção 10 Dicas de Segurança SN Notificações de Segurança ROBINSON Sumário HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 1 GENERALIDADES CONTEÚDO Introdução 1.1 Cuidados e Notas 1.2 Três Visões do Helicóptero R66 1.3 Dados Descritivos 1.4 Definições de Desempenho 1.5 Definições de Peso e Balanceamento 1.6 Tabelas de Conversão 1.7 R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 1 GENERALIDADES 1.1 INTRODUÇÃO O Manual Operacional para Pilotos é destinado para ser um guia de operações para o piloto. Estão inclusos o material necessário a ser fornecido ao piloto pelo 14 CFR, partes 21, 27 e 36. Também contém informação suplementar fornecida pelo fabricante do helicóptero. Esse manual não é destinado para ser o substituto de uma adequada e competente instrução de vôo ou para o conhecimento das diretrizes da aeronavegabilidade em vigor, regulamentos do ar e circulares de recomendações. Nem é pretendido que ele seja um guia para instruções básicas de vôo ou um manual de treinamento. Ele não deve ser usado para propósitos operacionais a menos que seja mantido atualizado. Cert i f icar-se que o hel icóptero está em condições de aeronavegabilidade é responsabilidade do proprietário. O piloto em comando é responsável por determinar que o helicóptero é seguro para voar. O piloto é também responsável por permanecer dentro dos limites operacionais tal como descrito nas marcações dos instrumentos, cartões e nesse manual. Desde que é muito difícil consultar o manual durante o vôo, o piloto deve estudar o manual por completo e ficar bastante familiarizado com as limitações, desempenho, procedimentos, e características operacionais de comando do helicóptero antes do vôo. Esse manual foi dividido em dez seções numeradas. Limitações e procedimentos de emergência foram colocados a frente dos procedimentos normais, desempenho, e outras seções, para fornecer fácil acesso a essa informação. Meios para expandir esse manual foram feitas através da omissão deliberada de certos números de parágrafos, números de figuras, número de itens, e páginas notado como sendo intencionalmente em branco. R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.2 CUIDADOS E NOTAS Precauções e Notas enfatizam informações importantes e são usadas como adiante: Cuidado Danos ao equipamento, ferimentos ou morte podem ocorrer se procedimentos ou instruções não forem seguidas Notas Proporciona ênfase ou informação suplementar. R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.3 Três visões do helicóptero R66 Largura dos esquis: 228 cm Atura do Mastro: 347 cm Comprimento Total: 1165 cm R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.4 DADOS DESCRITIVOS ROTOR PRINCIPAL Articulação Livre batimento e coneamento, semi-rígido. Número de Pás 2 Diâmetro 33 pés Corda da Pá 11.5 polegadas interior, 12.2 polegadas exterior Torção da Pá -4 Graus Velocidade da Ponta a 100% RPM 705 pés por segundo ROTOR DE CAUDA Articulação Livre batimento, semi-rígido. Número de Pás 2 Diâmetro 60 polegadas Corda da Pá 5.5 polegadas constante Torção da Pá 0 Velocidade da Ponta a 100% RPM 635 pés por segundo R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DE TRANSMISSÃO Motor para Linha de Transmissão Embreagem tipo roda livre, engrenagens cônicas em espiral com redução de velocidade na razão 13:37 Linha de Transmissão para Rotor Principal Engrenagens cônicas em espiral com redução de velocidade na razão 11:57 Linha de Transmissão para Rotor de Cauda Engrenagens cônicas em espiral com redução de velocidade na razão 31:27 R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.5 DADOS DESCRITIVOS (Continuação) GRUPO MOTO-PROPULSOR Modelo: Rolls-Royce 250-C300/A1 Designativo Comercial RR300 (Certificado FAA número E4CE) Tipo: Turbo-livre turbo-eixo Classificação do fabricante: 300 SHP R66 classificação para decolagem, 5 minutos: 270 SHP R66 classificação uso continuo: 224 SHP COMBUSTÍVEL ! Tipos de combustível aprovado e capacidades: Seção 2. OLEO ! Tipos de óleo aprovados e capacidades: Seção 8. R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.6 DEFINIÇÕES DE DESEMPENHO KIAS Velocidade Indicada em Nós é a velocidade mostrada no indicador de velocidade. KCAS Velocidade Calibrada em Nós é a velocidade mostrada no indicador de velocidade corrigida para erro de instrumento e posição. (Veja Seção 5 para correção do erro de posição). KTAS Velocidade Verdadeira em Nós é a velocidade em relação ao ar calmo. É a KCAS corrigida para altitude pressão e temperatura. Vne Velocidade Nunca Exceder Vy Velocidade para melhor razão de subida Vh Velocidade estabilizada no nível de vôo com potência máxima e continua. MSL Altitude Altitude acima do nível do mar, indicada pelo altímetro (corrigido para erros de instrumento e posição) quando a subescala barométrica é ajustada para a pressão existente ao nível do mar. Altitude Pressão Altitude indicada pelo altímetro (corrigido para erros de instrumento) quando a subescala barométrica é ajustada para 29,92 polegadas de mercúrio (1013,2 mb). Altitude Densidade Altitude nas condições ISA, onde o ar teria a mesma densidade ( é a altitude pressão corrigida para OAT). ISA International Standart Amosphere existe quando a pressão é 29,92 polegadas de mercúrio, a temperatura é 15ºC ao nível do mar e diminui 1,98ºC por 1000 pés de altitude. SHP Shaft Horsepower (Potência do Eixo) é a potência real fornecida pelo eixo de saída do motor. (Mostrado pelo medidor de torque em porcentagem sobre 270 cavalos força quando N2 é 100%). R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.7 DEFINIÇÕES DE DESEMPENHO (Continuação) RPM Rotações por Minuto ou velocidade do motor ou rotor. Mostrado nos tacômetros do R66 em porcentagem. 100% Eixo de saída do motor (N2) RPM = 6016 100% Gerador de gás (N1) RPM = 50970 100% Rotor principal RPM = 408 N1 RPM do motor gerador de gás (compressor) N2 RPM eixo de saída do motor MGT Medidor da Temperatura dos Gases (na seção turbina) MCP Máxima potência continua (83% do torque no R66) TOP Potência de decolagem (100% torque, limitada a 5 minutos no R66) TOGW Peso máximo de decolagem OAT Temperatura do ar externo GPH Galões por hora AGL Acima do nível do mar IGE Dentro do efeito solo OGE Fora do efeito solo R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.8 DEFINIÇÕES DE PESO E BALANCEAMENTO Referência Datum Umplano vertical de onde distancias horizontais são medidas para realização do balanceamento. A referência datum longitudinal são 100 polegadas a frente da linha central da transmissão do rotor principal no R66. Estação Local a frente ou atrás ao longo da fuselagem do helicóptero, dada a distância em polegadas tendo como referência da linha datum. Braço Distância horizontal da referência datum ao centro de gravidade (CG) de um item. Momento O peso de um item multiplicado pelo seu braço. Centro de Gravidade (CG) Local da fuselagem (normalmente expressa em polegadas da referência datum) onde o helicóptero se equilibraria. CG é calculado dividindo o momento total do helicóptero pelo peso total do helicóptero. Limites CG Limites extremos do CG dentro dos quais o helicóptero deve ser operado a um dado peso. Combustível Utilizável Combustível disponível para planejamento do vôo. Combustível Inutilizável Combustível remanescente no tanque que não pode fornecer fluxo continuo e confiável em situações críticas de vôo. Peso Vazio Padrão Peso padrão do helicóptero incluindo combustível inutilizável, fluidos operacionais completos e óleo de motor completo. Peso Básico Vazio Peso vazio padrão somado o peso de equipamentos opcionais instalados. Carga Paga Peso do ocupantes, carga e bagagem. Carga Útil Diference entre Peso Bruto Máximo e Peso Básico Vazio. R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1.9 TABELAS DE CONVERSÃO MÉTRICO PARA O INGLÊS Multiplique Por Para Obter Centímetros (cm) 0.3937 Polegadas (in) Quilogramas (kg) 2,2046 Libras (lb) Quilômetros (km) 0,5400 Milhas Náuticas (nm) Quilômetros (km) 0,6214 Milhas Terrestres (mi) Litros (l) 0,2642 Galões Americanos (gal) Litros (l) 1,0567 Quartos (qt) Metros (m) 3,2808 Pés (ft) INGLÊS PARA O MÉTRICO Multiplique Por Para Obter Pés (ft) 0,3048 Metros (m) Galões Americanos (gal) 3,7854 Litros (l) Polegadas (in) 2,5400 Centímetros (cm) Polegadas (in) 25,4000 Milímetros (mm) Milhas Náuticas (nm) 1,8520 Quilômetros (km) Libras (lb) 0,4536 Quilogramas (kg) Quartos (qt) 0,9464 Litros (l) Milhas Terrestres (mi) 1,6093 Quilômetros (km) 1 milha náutica = 1.1508 milhas terrestres / ºF = 9/5 (ºC) +32 1 milha terrestre = 0.8690 milhas náuticas / ºC = 5/6 (ºF -32) R66 Seção 1 - Generalidades Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 2 LIMITAÇÕES CONTEÚDO Generalidades 2.1 Código de Cores para Marcação dos Instrumentos 2.1 Limites de Velocidade 2.1 Limites de Velocidade do Rotor 2.2 Limitações do Grupo Moto Propulsor 2.2 Limites de Peso 2.3 Limites do Centro de Gravidade 2.3 Limites de Vôo e Manobras 2.5 Tipos de Limites Operacionais 2.6 Limitações Ambientais 2.6 Limitações do Combustível 2.7 Marcações dos Instrumentos 2.8 Adesivos/Avisos 2.9 R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 2 LIMITAÇÕES GENERALIDADES 2.1 Essa seção inclui limites operacionais, marcações dos instrumentos, e adesivos básicos necessários para uma segura operação desse helicóptero, seu motor, e outros sistemas padrão. Esse helicóptero é aprovado na categoria asas rotativas pela FAA, Certificado NºR00015LA como Modelo R66. CÓDIGO DE CORES PARA MARCAÇÃO DOS INSTRUMENTOS Vermelho Limite Operacional. Borda da linha vermelha indica limite. Indicador não deve entrar no vermelho durante operação normal. Sombreado Vermelho “Evitar” Vne. Amarelo Precaução ou faixa de procedimento especial de funcionamento. Verde Faixa de operação normal. LIMITES DE VELOCIDADE 2.1 VELOCIDADE NUNCA EXCEDER (Vne) Até 3000 pés altitude densidade: 2200 lb (998 Kg) TOGW ou acima! 130KIAS Abaixo de 2200 lb (998 Kg) TOGW ! 140KIAS Auto-rotação! ! ! ! 100KIAS Para redução de Vne com altitude e temperatura, veja tabelas na página 2.9 LIMITES ADICIONAIS DE VELOCIDADE 65 KIAS máximo acima de 83% de torque. 100 KIAS máximo com qualquer combinação de portas removidas. R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMITES DE VELOCIDADE DO ROTOR 2.2 Leitura no Tacômetro RPM Real Com Potência Máxima contínua Mínima contínua 101% 99% 412 404 Sem Potência Máxima Contínua Mínima Contínua 106% 88% 432 359 LIMITES DO GRUPO MOTO PROPULSOR 2.2 MOTOR Um modelo Rolls-Royce 250-C300/A1 LIMITES OPERACIONAIS Velocidade do gerador de gás (N1) Máxima 105% (53,519 RPM) Velocidade do eixo de saída (N2) Máxima Contínua 101% (6076RPM) Mínima Contínua compotência 99% (5956 RPM) Máximo excesso velocidade transitória✳ 106% (6377 RPM) Temperatura do Gás Medido Máxima durante partida 927°C (10 segundos de limite acima de 782° C) Máxima operando 782°C (5 Minutos) 706°C (Contínuo) ✳ Evite grandes e rápidas variações de potência. O governador do motor trabalha lentamente e excessos de RPM podem ocorrer. Operação intencional fora dos limites de RPM é proibida. Caso um excesso ocorra de forma inadvertida, o limite transitório se aplicará. Temperatura Máxima do Óleo 107°C R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Pressão do Óleo Máxima durante partida e aquecimento 150 psi Máxima operando 130 psi Mínima acima de 94% N1 115 psi Mínima abaixo de 78% N1 50 psi Mínima de 78% a 84% N1 90 psi Quantidade de óleo, mínimo para decolagem 4 qt Torque Limite de 5 minutos 100% (236 lb-ft) Limite Contínuo ! 84% (196 lb-ft) LIMITES DE PESO 2.3 Peso bruto máximo 2700 lb (1225 kg) Peso bruto mínimo 1400 lb (635 kg) Máximo por assento incluindo compartimento sob o mesmo 300 lb (136 kg) Máximo em cada compartimento sob o assento 50lb (23 kg) Compartimento de Bagagem Máximo de carga distribuída Maximo de carga total 50 lb/ft22² (244kg/m²) 300 lb (136kg) LIMITES DO CENTRO DE GRAVIDADE 2.3 Veja a figura na página 2.4. Datum de referência são 100 polegadas a frente da linha central da transmissão do rotor principal. NOTA Com todas as portas instaladas e sem carga no compartimento de bagagem, o peso de 160 lb ou maior para o piloto solo irá assegurar um CG dentro dos limites. Para piloto com peso inferior, calcule peso e balanceamento; lastro removível pode ser necessário para obter um CG dentro ou a frente do limite traseiro. (Veja Instruções de carregamento na Seção 6). R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMITES DO CENTRO DE GRAVIDADE 2.4 R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMITES DE VÔOS E MANOBRAS 2.5 Vôos acrobáticos proibidos. CUIDADO Comandos abruptos nos controles podem produzir grande fadiga por estresses e causar falhas catastróficas de componentes críticos. Baixo-G com pushovers (picada) no cíclico são proibidos. CUIDADO Um pushover (comando de cíclico a frente) a partir de um vôo nivelado ou em um pullup (cabrada) causam uma condição de Baixo-G (quase sem peso) que pode resultar em uma catastrófica perda de controle lateral. Para eliminara condição de Baixo-G imediatamente aplique o cíclico para trás gentilmente. Caso uma rolagem para a direita comece durante uma condição de Baixo-G, aplique gentilmente cíclico para trás para retomar o rotor antes de aplicar cíclico lateral para parar a rolagem. Altitude densidade operacional máxima 14,000 pés. Altura operacional máxima de 9000 pés AGL para permitir pouso em 5 minutos em caso de fogo. Fechar acelerador (girar manete) durante vôo é proibido acima de 10 000 pés de altitude densidade para evitar possível apagamento do motor. Fechar acelerador (girar manete) durante vôo é proibido com aquecedor de cabine ON para evitar possível apagamento do motor. Tripulação mínima é um piloto. Vôo solo somente na direita. Cinto de segurança do assento da esquerda a frente deve estar afivelado. Operação até 100 KIAS aprovada com qualquer combinação de portas removidas. Todos os cintos de segurança devem estar afivelados e itens na cabine devem estar devidamente presos durante vôos sem as portas. R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMITES DE VÔOS E MANOBRAS (continuação) 2.5 Quando instalado GPS, o manual para pilotos da unidade deve estar disponível a tripulação quando a navegação for baseado no uso do mesmo. Informação de tráfego fornecida por um GPS multifuncional é consultiva somente. Não utilize somente essa informação em manobras para evitar o tráfego. TIPOS DE LIMITES OPERACIONAIS 2.6 Operações VFR noturnas e diurnas são aprovadas. Operações VFR noturnas são permitidas somente quando aterrissagem, navegação, instrumento, e luzes anti-colisão estiverem operacionais. Orientação durante vôo noturno deve ser mantida com referência visual em objetos iluminados por luzes no solo ou adequada luminosidade celestial. NOTA Podem haver exigências adicionais em países fora dos Estados Unidos. LIMITES AMBIENTAS 2.6 Temperatura ambiente máxima para operações é ISA mais 35°C (ISA mais 63°F), limitada a 50°C (122°F). Temperatura ambiente mínima para operações é -10°C (14°F) em qualquer altitude. NOTA Veja as limitações do combustível para restrições de temperatura. Vôo em condições conhecidas de formação de gelo é proibido. Vôo em neve caindo ou soprando é proibido. Anti-gelo do motor deve ser utilizado para operações com umidade visível em temperatura ambiente igual ou inferior a 4°C (40°F). R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMITAÇÕES DO COMBUSTÍVEL 2.7 TIPOS DE COMBUSTÍVEL APROVADOS Tipos (Especificação) Limites Operacionais Jet A ou Jet A1 (ASTM D 1655) Aditivo anti-congelante pode ser necessário (veja abaixo). Não aprovado para temperatura ambiente abaixo -32°C (-25°F). Jet B (ASTM D 6615) Aditivo anti-congelante pode ser necessário (veja abaixo). Não aprovado para temperatura ambiente acima 32°C (90°F) em altitudes acima de 5000 pés. JP-4 (MIL-DTL-5624) Não aprovado para temperatura ambiente acima de 32°C (90°F) em altitudes acima de 5000 pés. JP-5 (MIL-DTL-5624) Não aprovado para temperatura ambiente abaixo de -32°C (-25°F) JP-8 (MIL-DTL-83133) Não aprovado para temperatura ambiente abaixo de -32°C (-25°F) Aditivo anti-congelante em conformidade com MIL-DTL-85470 deve ser adicionado ao JET A, JET A1 ou JET B quando a temperatura ambiente for inferior a 4°C (40°F). Consulte o fornecedor de combustível para determinar se o fornecimento inclui aditivo. Caso não, adicione como nas instruções do fabricante. NOTA Para partidas consistentes abaixo de 4°C, pode ser necessário pré aquecer a aeronave, use fonte externa, e/ ou use combustíveis otimizados para clima frio (JET B, JP-4). CAPACIDADE DE COMBUSTÍVEL Capacidade total: 74,6 Galões Americanos (282 litros) Capacidade utilizável: 73,6 Galões Americanos (279 litros) R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos MARCAÇÕES DOS INSTRUMENTOS 2.8 NOTA Linha vermelha deslocada para que indicador não entre no vermelho. Veja código de cores na página 2.1. INDICADOR DE VELOCIDADE Arco Verde Sombreado Vermelho Linha Vermelha 0 a 140 KIAS 100 KIAS 140 KIAS TACÔMETRO DO ROTOR Linha Vermelha Inferior Arco Verde Linha Vermelha Superior 88% 88 A 106% 106% TACÔMETRO DO MOTOR (N2) Arco Amarelo Operação transitória somente. (Sem restrições durante auto-rotação) Linha Vermelha Inferior Arco Verde Linha Vermelha Superior 78% A 88% 99% 99% a 101% 101% TACÔMETRO DO PRODUTOR DE GASES(N1) Arco Verde Linha Vermelha 60% a 105% 105% TEMPERATURA DOS GASES MEDIDOS Arco Verde Arco Amarelo (limite 5 minutos) Linha Vermelha Ponto Vermelho (começa limitar) 150°C a 706°C 706°C a 782°C 782°C 927°C TEMPERATURA ÓLEO DO MOTOR Arco Verde Linha Vermelha 0°C a 107°C 107°C PRESSÃO ÓLEO DO MOTOR Linha Vermelha Inferior Arco Amarelo (Abaixo de 78% N1) Arco Verde Arco Amarelo (partida e aquecimento) Linha Vermelha Superior 50 psi 50 a 90 psi 90 a 130 psi 130 a 150 psi 150 psi R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos MARCAÇÕES DOS INSTRUMENTOS (Continuação) 2.8 TORQUE Arco Verde Arco Amarelo (limite de 5 minutos) Linha Vermelha 0 a 83% 83% a 100% 100% AMPERÍMETRO Arco Verde Arco Vermelho 0 a160 amps 160 amps ADESIVOS/AVISOS 2.9 Adjacente ao punho do cíclico do piloto: R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ADESIVOS/AVISOS 2.9 (Continuação) Próximo a tampa do tanque de combustível: Próximo ao manômetro de combustível: Na visão clara do piloto: No punho do cíclico removível: No, ou próximo aos controles coletivos: R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos NÃO ESTOCAR MANTENHA AREA LIVRE VÔO SOLO SOMENTE NO ASSENTO DA DIREITA PROIBIDO MANOBRAS DE BAIXO-G ESSA AERONAVE É APROVADA PARA OPERAÇÕES VFR DIUNAS E NOTURNAS VEJA MANUAL PARA VOO SOLO DE PILOTO COM MENOS DE 160 LB (73KG) 73.6 US GAL 279 LITROS COMBUSTÍVEL TIPO JET A, JET A1, JET B, OU COMO ESPECIFICADO NO MANUAL DO PILOTO ADITIVO ANTI CONGELANTE PODE SER NECESSÁRIO, VEJA MANUAL DO PILOTO ADESIVOS/AVISOS (Continuação) 2.9 Na visão clara de todos os ocupantes: Dentro da cabine, acima de cada porta da cabine: Dentro de cada porta da cabine, próximo a maçaneta: Próximo a trava de cada porta traseira da cabine: Dentro de cada compartimento abaixo do assento: R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CUIDADO NÃO EXCEDA O SEGUINTE: - CAPACIDADE DO COMPARTIMENTO: 50 LB MAX - COMPARTIMENTO MAIS ASSENTO JUNTOS: 300 LB /136KG - LINHA ENCHIMENTO MAX VEJA MANUAL DO PILOTO PARA INSTRUÇÕES ADICIONAIS DE CARREGAMENTO. EMPURRE PARA TRAVAR NÃO TRAVE EM VÔO PARA FECHAR: DESLIZE MAÇANETA PARA TRÁS E PARA BAIXO PARA ABRIR: LEVANTE MAÇANETA E DESLIZE PARA FRENTE SAÍDA NÃO FUMAR ADESIVOS/AVISOS (Continuação) 2.9! Dentro do compartimento de bagagem principal: No lado de baixo na ponta de cada pá do rotor principal: R66 Seção 2 - Limitações Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos NUNCA PUXE PARA BAIXO EMPURRE PARA CIMA A PÁ OPOSTA CUIDADO - CARGA MÁXIMA DISTRIBUÍDA NO PISO: 50 LB/FT² / 244KG/M² - CARGA MÁXIMA TOTAL DO COMPARTIMENTO: 300 LB /136KG SEÇÃO 3 PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA CONTEÚDO Definições 3.1 Falha de Potência 3.1 Falha de Potência Acima de 500 pés AGL 3.2 Falha de Potência entre 8 e 500 pés AGL 3.2 Falha de Potência Abaixo de 8 pés AGL 3.2 Configuração de Máxima Distância de Planeio 3.3 Configuração de Mínima Razão de Descida 3.3 Procedimento de Reacionamento em Vôo 3.3 Pouso de Emergência na Água - SemPotência 3.4 Pouso de Emergência na Água - Com Potência 3.4 Perda de Força do Rotor de Causa Durante Vôo 3.5 Perda de Força do Rotor de Causa Durante Pairado 3.5 Fogo no Motor Durante Acionamento ou Corte 3.6 Fogo no Motor Durante o Vôo 3.6 Fogo Elétrico 3.6 Falha de Tacômetro 3.7 Falha do Sistema Hidráulico 3.7 Falha de Governador 3.7 Luzes de Aviso Vermelhas 3.8 Luzes de Cuidado Âmbar 3.8 R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 3 PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA DEFINIÇÕES 3.1 Pouse imediatamente: Pouse na mais próxima área livre onde uma pouso seguro possa ser desempenhado. Esteja preparado para entrar em auto-rotação durante aproximação, se necessário. Pouse assim que praticável: Local de Pouso fica a critério do piloto baseado na natureza do problema e disponibilidade de áreas de pouso. Voar além do aeroporto mais próximo não é recomendado. FALHA DE POTÊNCIA 3.1 Uma falha de potência pode ser causada tanto por uma falha do motor ou uma falha do sistema de transmissão e normalmente será indicada pela buzina de baixa RPM. Uma falha de motor pode ser indicada por uma mudança no nível de ruído, guinada a esquerda, luz de pressão do óleo do motor ou queda da RPM N1 ou N2 . Um falha no sistema de transmissão pode ser indicada por um ruído ou vibração incomum, guinada a esquerda ou direita, ou queda da RPM do rotor enquanto a RPM N2 aumenta. No caso de falha de potência, baixe o coletivo imediatamente para entrar em auto-rotação e reduza velocidade para Vne sem potência ou abaixo. CUIDADO Cíclico para trás é necessário quando o coletivo é baixado em altas velocidades. CUIDADO Não usar cíclico para trás durante o toque ou pouso corrido para evitar possível choque de pá com o cone de cauda. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos FALHA DE POTÊNCIA ACIMA DE 500 PÉS AGL 3.2 1. Imediatamente abaixe o coletivo para manter a RPM do rotor. 2. Estabelece um planeio estável a aproximadamete 70 KIAS (Para máxima razão de planeio ou mínina razão de descida veja as página 3.3). 3. Ajuste o coletivo para manter a RPM entre 95% e 106% ou aplique coletivo todo em baixo se o pouco peso o impedir de se manter acima dos 95%. 4. Selecione um local para pouso, se a altitude permitir, manobre para pousar contra o vento. 5. Um reacionamento pode ser tentado a critério do piloto se houver tempo suficiente disponível (Veja “procedimento de reacionamento em vôo”, página 3.3). 6. Se incapaz de reacionar, desligue a válvula de combustível e botões desnecessários. 7. Por volta de 40 pés AGL, comece o flare com o cíclico para reduzir a razão de descida e velocidade a frente. 8. Por volta de 8 pés AGL, aplique cíclico a frente para nivelar o helicóptero e levante o coletivo pouco antes do toque para amortecer o pouso. Toque o solo com atitude nivelada com nariz a frente. FALHA DE POTÊNCIA ENTRE 8 PÉS E 500 PÉS AGL 3.2 1. Imediatamente abaixe o coletivo para manter a RPM do rotor. 2. Ajuste o coletivo para manter a RPM entre 95% e 106% ou aplique coletivo todo em baixo se o pouco peso o impedir de se manter acima dos 95%. 3. Mantenha velocidade até próximo com o solo, então comece o flare com o cíclico para reduzir a razão de descida e velocidade a frente. 4. Por volta de 8 pés AGL, aplique cíclico a frente para nivelar o helicóptero e levante o coletivo pouco antes do toque para amortecer o pouso. Toque o solo com atitude nivelada com nariz a frente. FALHA DE POTÊNCIA ABAIXO 8 PÉS AGL 3.2 1. Aplique pedal direito quanto necessário para prevenir guinada. 2. Permita que aeronave se estabilize. 3. Levante coletivo pouco antes do toque para amortecer o pouso. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CONFIGURAÇÃO DE MÁXIMA RAZÃO DE PLANEIO 1. Velocidade aproximada de 90 KIAS. 2. RPM do Rotor aproximadamente 90%. Melhor razão de planeio é de 5.5:1 ou uma milha náutica para cada 1100 pés AGL. CONFIGURAÇÃO DE MINIMA RAZÃO DE DESCIDA 1. Velocidade aproximada de 60 KIAS. 2. RPM do rotor aproximadamente 90%. Mínima razão de descida é de aproximadamente 1300 pés por minuto. Razão de planeio é de aproximadamente 4.5:1 ou uma milha náutica para cada 1350 pés AGL. PROCEDIMENTO DE REACIONAMENTO EM VÔO 3.3 CUIDADO Não tente reacionar se houver suspeita de mal funcionamento do motor ou antes que uma auto-rotação segura esteja estabelecida. Um reacionamento imediato pode se tentado pressionando o botão de partida se N1 estiver acima de 20% (Dentro de aproximadamente 10 segundos da perda de potência). Não é necessário fechar manete ou puxar o corte de combustível para reacionamento imediato. Se N1 tive decaído a 20% ou menos, use o seguinte procedimento: 1. Corte de combustível - Puxe para OFF 2. Acelerador (Manete) - Fechado 3. Botão de partida - pressione e solte. 4. N1 15% ou abaixo - Empurre corte de combustível para ON 5. Após o pico do MGT - Manete toda aberta. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos POUSO DE EMERGÊNCIA NA ÁGUA 3.4 - SEM POTÊNCIA 1. Siga o mesmo procedimento para falha de potência sobre a terra até contato com a água. Se o tempo permitir, destrave as portas antes do contato com a água. 2. Aplique cíclico lateral quando aeronave entrar em contato com a água para parar os rotores. 3. Solte os cintos de segurança e rapidamente saia da aeronave quando os rotores pararem. POUSO DE EMERGÊNCIA NA ÁGUA 3.4 - COM POTÊNCIA 1. Desça para um pairado sobre a água. 2. Destrave as portas. 3. Passageiros saem da aeronave. 4. Voe a uma distância segura dos passageiros para evitar possíveis ferimentos pelas pás. 5. Desligue gerador e bateria (OFF). 6. Feche manete. 7. Mantenha a aeronave nivelada e aplique todo o coletivo assim que a aeronave tocar a água. 8. Aplique cíclico lateral para parar os rotores. 9. Solte o cinto de segurança e rapidamente saia da aeronave quando os rotores pararem. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PERDA DE FORÇA DO ROTOR DE CAUDA DURANTE VÔO 3.5 A falha é normalmente indicada por uma guinada a direita que não pode ser corrigida utilizando o pedal esquerdo. 1. Imediatamente feche o acelerador e entre em auto-rotação. 2. Mantenha no mínimo 70 KIAS se praticável. 3. Selecione um local para pouso e realize um pouso em auto- rotação. NOTA Quando um local adequado para pouso não estiver disponível, os estabilizadores verticais podem permitir um controle limitado de vôo, com ajustes de baixa potência e velocidade acima de 70 KIAS; entretanto, antes de reduzir a velocidade, entre em auto-rotação completa. PERDA DE FORÇA DO ROTOR DE CAUDA DURANTE PAIRADO 3.5 Falha é normalmente indicada por uma guinada a direita que não pode ser corrigida utilizando o pedal esquerdo. 1. Imediatamente feche a manete para reduzir a guinada e permita que a aeronave se estabilize. 2. Levante coletivo pouco antes do toque para amortecer o pouso. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos FOGO NO MOTOR DURANTE ACIONAMENTO OU CORTE 3.6 Fogo pode ser indicado por MGT excessivo ou pela luz de aviso de fogo no motor. 1. Corte de combustível - Puxe para OFF 2. Botão de partida - pressione e solte. 3. Botão da válvula de combustível - Puxe para OFF 4. Interruptor da bateria - OFF quando a MGT baixar para 150°C ou se o fogo piorar. 5. Se o tempo permitir, aplique freio rotor para parar os rotores. 6. Saia da aeronave FOGO NO MOTOR DURANTE VÔO 3.6 1. Imediatamente entre em auto-rotação. 2. Aquecimento de Cabine - OFF (se o tempo permitir) 3. Se o motorestiver funcionando pouse imediatamente, então puxe o corte de combustível para OFF e puxe a válvula de combustível para OFF. Se o motor parar de funcionar, puxe o corte de combustível para OFF, puxe a válvula de combustível para OFF, pouse completo em auto-rotação. 4. Se o tempo permitir, aplique freio rotor para parar os rotores. 5. Saia da Aeronave. FOGO ELÉTRICO 3.6 1. Desligar interruptores da bateria e gerador - OFF 2. Abra ventilações da cabine. 3. Pouse imediatamente. 4. Puxe o corte de combustível para OFF e puxe a válvula de combustível para OFF. 5. Se o tempo permitir, aplique freio rotor para parar os rotores. 6. Saia da aeronave. NOTA Aviso de baixa RPM fica inoperante com interruptores da bateria e gerador desligados OFF. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos FALHA DE TACÔMETRO 3.7 Se o tacômetro do rotor ou N2 apresentar defeito em vôo, use o tacômetro remanescente para monitorar a RPM. Se não estiver claro qual tacômetro está defeituoso, ou se ambos estão defeituosos permita que o governador controle a RPM e pouso assim que praticável. NOTA O tacômetro do rotor, N2, e buzina de aviso de baixa RPM estão cada um em circuitos separados. Um circuito especial permite que a bateria forneça energia para os tacômetros com os interruptores da bateria e geradores ambos desligados OFF. FALHA DO SISTEMA HIDRÁULICO 3.7 Falha dos sistema hidráulico é indicada por controles do coletivo e cíclico pesados ou duros. Perda de fluido hidráulico pode causar uma reação intermitente ou vibratória nos controles. Controles vão estar normais, com exceção de um aumento das forças nos comandos. 1. Disjuntor HYD - Certifique-se que está ligado ON Ajuste a velocidade e condições de vôo como desejar para um controle confortável. 2. Se o hidráulico não for recuperado, HYD Desligado - OFF. 3. Ajuste a velocidade e condições de vôo como desejar para um controle confortável. 4. Pouse assim que praticável. Um pouso corrido é recomendado se uma superfície favorável estiver disponível. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos FALHA DE GOVERNADOR 3.7 Falha de governador é indicada por um aumento ou queda de RPM na N2. Se N2 acelera em excesso, tente controlar RPM pela manete. Se N2 desacelera, verifique se a manete está toda aberta e reduza o coletivo para controlar a RPM. Se suspeitar de falha de governador, pouse assim que praticável. Se controle manual de RPM não for possível, baixe o coletivo, feche a manete e pouse em auto-rotação completa como no procedimento de falha de potência. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LUZES DE AVISO VERMELHAS 3.8 MR TEMP/ PRESS Indica temperatura excessiva ou baixa pressão de óleo na caixa de transmissão principal. Pouse imediatamente. ENGINE FIRE Indica possível fogo no compartimento do motor. Veja procedimentos na página 3.6. ENGINE OIL Indica perda de pressão do óleo do motor. Se o manômetro de pressão de óleo confirmar perda de pressão, pouse imediatamente, caso contrário pouse assim que praticável. N1 abaixo de 50% RPM i n d i c a u m p o s s í v e l a p a g a m e n t o e u m reacionamento no ar pode ser tentado. LUZES DE AVISO ÂMBAR 3.8 MR CHIP Indica partículas metálicas na caixa de transmissão principal. Veja nota abaixo. TR CHIP Indica partículas metálicas na caixa de transmissão da cauda. Veja nota abaixo. ENGINE CHIP Indica partículas metálicas no motor. Veja nota abaixo. NOTA Se a luz de limalha vier acompanhada da indicação de qualquer problema tais como barulho, vibração ou aumento de temperatura, pouse imediatamente. Se não houver qualquer outra indicação de problema, pouse quando praticável. Fiapos de estopa ou felpa podem ocasionalmente ativar as luzes de limalha. Se nenhuma limalha ou lascas de metal forem encontradas no botão detector, limpe e reinstale (a caixa de transmissão do cauda deve ser reabastecida com óleo novo). Paire por pelo menos 30 minutos. Se a luz de limalha acender novamente, dê R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos manutenção na caixa de transmissão afetada antes de mais vôos. LUZES DE AVISO ÂMBAR 3.8 (Continuação) GEN Indica falha de gerador. Desligue equipamentos elétricos não essenciais e mude GEN para RESET e novamente ON. Se a luz permanecer ON, pouse assim que praticável. LOW FUEL Indica aproximadamente 5 galões de combustível utilizável remanescentes. O motor vai ficar sem combustível em aproximadamente 10 minutos em velocidade de cruzeiro. CUIDADO Não utilize a luz de LOW FUEL como um indicador de quantidade de combustível. FUEL FILTER Indica contaminação do filtro de combustível. Se nenhuma outra indicação de problema existir, pouse assim que praticável. Se a luz vier acompanhada de um funcionamento do motor irregular, pouse imediatamente. LOW RPM Uma buzina e luz de cuidado indicam que a velocidade do rotor esta abaixo de 95% RPM. Para restaurar RPM imediatamente baixar o coletivo, certifique-se da manete toda aberta e, em vôo a frente, aplique cíclico par trás. Buzina é desativada quando o coletivo é todo baixado. COWL DOOR Indica que a tampa do filtro de combustível, tampa direita do motor, ou porta do compartimento de bagagem não está fechada. Pouse assim que praticável. AIR FILTER Indica contaminação ou bloqueio do filtro de ar. Motor está funcionando com ar não filtrado através de portas bypass (acesso secundário). Pouse assim que praticável e inspecione filtro. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos EMU Enquanto o botão de teste do painel estiver pressionado, indica a condição da Unidade de Monitoramento do Motor (EMU) ROTOR BRAKE Indica que o freio rotor está engrenado. O libere imediatamente em vôo ou antes de acionar o motor. R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 3 - Procedimento de Emergência Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 4 PROCEDIMENTOS NORMAIS CONTEÚDO Velocidades Recomendadas 4.1 Cheque Diário ou Pré-Vôo 4.1 Antes de Acionar o Motor 4.4 Acionamento com Fonte Elétrica no Solo 4.4 Acionamento do Motor e Monitoramento 4.5 Procedimento de Decolagem 4.7 Cruzeiro 4.7 Operação sem Portas 4.8 Treinamento sem Hidráulico 4.8 Prática de Auto-rotação - Recuperação do Motor 4.9 Prática de Auto-rotação - com Contato no Solo 4.10 Aproximação e Pouso 4.11 Procedimento de Corte do Motor 4.12 Cheque de Desaceleração da N1 4.13 Redução de Ruído 4.14 R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 4 PROCEDIMENTOS NORMAIS VELOCIDADES RECOMENDADAS 4.1 Decolagem e Subida 60 KIAS Máximo Alcance 100 KIAS✳ Aproximação para Pouso 60 KIAS Auto-rotação 70 KIAS ✳ Algumas condições podem requerer velocidades inferiores. Veja o Adesivo/Aviso de Vne na Seção 2. CHEQUE DIÁRIO OU PRÉ-VÔO 4.1 Remova todas as tampas e amarras. Remova até mesmo pequenos acúmulos de gelo ou neve, especialmente das pás do rotor e da área de admissão do motor. Verifique os registros de manutenção e veja se a aeronave está aeronavegável. Uma escada de 8 degraus é recomenda para inspeção de pré-vôo do rotor principal, entretanto o cubo do rotor principal pode ser alcançado usando-se os degraus construídos em três tampas no lado esquerdo da cabine. Verifique as condições gerais da aeronave e certifique-se não haver danos visíveis, vazamento de fluido,ou desgaste além do normal. Também verifique não haver desgaste nas linhas de junção das partes. Desgaste do alumínio produz um pó preto fino, enquanto desgaste do aço produz um resíduo marrom avermelhado ou preto. Verifique a Telatemp da caixa de transmissão da cauda não apresenta aumento inexplicável de temperatura que não podem ser atribuidosa mudanças nas condições operacionais (mecânicos marcam uma linha de referência ao lado direito do quadrado escurecido no qual a temperatura máxima foi alançada na operação) . Verifique as linhas de fé não estão rompidas ou faltando nos compontentes críticos. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CHEQUE DIÁRIO OU PRÉ-VÔO 4.1 (Continuação) 1. Estação do Piloto Interruptor da Bateria Ligado ON Cheque quantidade combustível MR temp/press, óleo motor, gen, luz baixa RPM ligados ON Painel indicador de teste, todas as luzes ligadas ON Cheque luzes strobo, navegação e pouso. Interruptor da Bateria Desligado OFF Solte Freio Rotor Ajuste pedais do rotor de cauda, pinos seguros. 2. Lado direito da Fuselagem e Compartimento do Motor Verifique não haver danos visíveis Verifique se anéis das dobradiças da portas estão instalados Cheque carenagem dos suportes do trem de pouso, esquies, e sapatas Verifique se porta estática está livre Cheque compartimento de bagagem, carga e segurança Verifique porta do bagageiro travada Verifique filtro de óleo limpo Verifique nenhum vazamento de fluido Verifique se todos os dutos de ar estão firmes Cheque filtro de óleo do motor próximo ao indicador de bypass Cheque ligação do combustível Cheque ligações de controle de combustível Verifique se o escapamento está seguro e sem rachaduras Verificar porta de acesso travada 3. Cone de Cauda, Empenagem e Rotor de Cauda Verifique que todas as antenas e luzes estão seguras Verifique se as empenagens estão seguras, sem rachaduras Verificar se a guarda do rotor de cauda está segura, sem rachaduras Verificar se o esqui do rotor de cauda está seguro, sem danos Cheque a quantidade de óleo da caixa de transmissão do rotor de cauda e a Telatemp Verifique não haver danos as pás do rotor de cauda Verifique não haver folga nos links de mudança de passo e ligações. Cheque a condição do mancal tipo gangorra elastomérico Verificar que o parafuso do mancal oscilante não gira R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CHEQUE DIÁRIO OU PRÉ-VÔO 4.1 (Continuação) 4. Barriga Verifique que todas as antenas e painéis estão seguros Verifique que todas as tampas do tubos centrais (crosstube) estão propriamente instaladas Verifique se o filtro de arrefecimento de ar do gerador está limpo 5. Rotor Principal Verifique não haver danos nas pás Verifique que a tinta cobre a linha de união Verificar as sapatas de mudança de passo sem vazamentos Verifique todas os parafusos estão seguros Verifique não haver folga excessiva nas tesouras e no final das hastes. CUIDADO Não puxe pás para baixo para provocar batimento no rotor. Para baixar uma pá, empure para cima pá oposta. 6. Lado Esquerdo da Fuselagem e Compartimento do Motor Verifique não haver danos visíveis Verifique se anéis das dobradiças da portas estão instalados Cheque carenagem dos suportes do trem de pouso, esquies, e sapatas Verifique se a porta estática está livre Verifique a quantidade de combustível e tampa do combustível segura Verifique se o filtro de ar do motor está limpo e seguro Cheque motor, transmissão principal e nível dos óleos hidráulicos Cheque filtro de óleo da transmissão próximo ao indicador de bypass Cheque resfriador de óleo do motor e transmissão principal Cheque os links de controle do motor pelo governador Verifique nenhum vazamento de fluido Teste o combustível, drene a água e contaminações Verifique todas as tampas travadas 7. Nariz Verifique que o tubo pitot está limpo. Verifique parabrisa limpo e sem danos R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CHEQUE DIÁRIO OU PRÉ-VÔO 4.1 (Continuação) 8. Área de Cabine Verifique não haver itens soltos Verifique que todos os itens estão longe dos controles Verifique que os controles da esquerda estão removidos ou devidamente instalados Verifique que cintos de segurança nos assentos não ocupados estão afivelados CUIDADO Remova os controles do assento da esquerda caso a pessoa naquele assento não seja um piloto de helicóptero graduado. CUIDADO Assegure-se que os compartimentos abaixo dos assentos ocupados não estão preenchidos acima da linha limite. CUIDADO Preencha os compartimentos sob os assentos não ocupados antes de usar os compartimentos sob os assentos ocupados. Não exceda a linha limite para os assentos ocupados. Evita colocar objetos rígidos nos compartimentos, nos quais podem machucar os ocupantes se os assentos desabar durante um pouso forçado. CUIDADO Assegure-se que todas as portas da cabine estão destravadas antes do vôo para permitir resgate ou saída em caso de emergência. As portas traseiras tem uma faixa verde para indicar porta destravada. CUIDADO Pilotos baixos podem necessitar almofadas para alcançar total movimento dos controles. Verifique se movimento para trás do cíclico não está restrito. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ANTES DE ACIONAR O MOTOR 4.4 Cintos de segurança Travados Válvula de combustível ON, guarda instalada Fricção do cíclico/coletivo OFF Cíclico, coletivo e pedais Movimento Livre Coletivo Todo baixado, fricção ON Cíclico Neutro, fricção ON Pedais Neutro Freio Rotor Liberado Disjuntores IN (Dentro) Aquecimento de cabine, anti-gelo, aquecimento de pitot OFF Luzes de Pouso OFF Aviônicos, interruptor do gerador OFF Altímetro Ajuste Interruptor Hidráulico ON ACIONAMENTO COM FONTE ELÉTRICA NO SOLO 4.5 Tenha pessoal no solo para conectar a fonte no receptáculo externo antes de acionar a partida e desconecte assim que idle(marcha- lenta) for estabilizado antes de mudar o gerador para ON. A fonte elétrica no solo é ligada ao sistema elétrico do helicóptero quando o interruptor da bateria estiver ON. Acionamento com suporte de fonte elétrica no solo segue os mesmos procedimentos de um acionamento normal. NOTA Se o interruptor do gerador estiver ON antes de desconectar a fonte elétrica no solo, altas cargas no gerador e redução na velocidade idle (marcha lenta) podem ocorrer. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ACIONAMENTO DO MOTOR E MONITORAMENTO 4.5 Interruptor da bateria e strobo ON Ignição (chave) Ligar Área Livre Corte de combustível Puxe para OFF Manete Fechada Botão de Partida Pressione e solte N1 15%, aumentando MGT Abaixo de 150° Corte de combustível Empurre para ON Luz Desligada / light-off Dentro de 3 segundos MGT Monitore, observe limites CUIDADO MGT excessiva causará danos severos ao motor. Não empurre Corte de Combustível para ON a não ser que a N1 tenha alcançado velocidade adequada e continua aumentando. 15% de N1 é recomendado; 12% de N1 no mínimo, pode ser usada em clima frio. Se a MGT chegar ao limite durante a partida ou não ocorrer light-off dentro de 3 segundos, imediatamente puxe o corte de combustível para OFF, espere 10 segundos, então desligue a ignição OFF para parar o acionamento. Pressão do óleo Aumentando N1 Estabiliza entre 65 e 67% Guarda do corte de combustível Instalada, comece a cronometrar a marcha lenta (idle) Fonte elétrica no solo (se usar) Desconecte Gerador ON Interruptor aviônicos e fone de ouvido ON Painel de teste sinalizador Todas as luzes ligada Cheque anti-gelo do motor Luzes sinalizadoras Portas Fechadas e travadas R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Fricçãodo cíclico e coletivo OFF Sistema hidráulico Cheque Levante um pouco o coletivo Buzina de baixa RPM Aquecimento Pelo menos um minuto em idle Manete Aumente lentamente até toda aberta N2/R Estável a 100% (bip como necessária) Luzes sinalizadoras Fora Manômetros do motor Operando normalmente NOTA Tempo entre acionar e estabilizar (idle) não deve normalmente exceder 40 segundos. Se o tempo exceder 40 segundos mas o motor continua acelerando, o acionamento pode ser estendido a 1 minuto. Se a N1 estiver abaixo de 58% após 1 minuto (ou após 40 segundos se o motor não estiver acelerando), puxe o corte de combustível para OFF, aguarde MGT caia, então desligue a ignição(chave) OFF para parar o acionamento. Para evitar super aquecimento, permita 1 minuto de intervalo entre tentativas de acionamento. Depois de 3 tentativas aguarade 30 minutos antes da próxima tentativa. NOTA Para cheque do sistema hidráulico, use pequenos movimentos no cíclico. Com hidráulico em OFF, deverá ter aproximadamente meia polegada de movimento livre antes de sentir rigidez nos comandos e força contrária. Com hidráulico ON, controles devem estar livres com nenhuma força contrária ou movimento incomum. NOTA Um minutode aquecimento em idle (marcha lenta) não é necessário dentro de 15 minutos do último corte. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos NOTA Quando abrindo manete (acelerando), um torque alvo de pelo menos 25% é recomendado para minimizar o tempo de transição através do arco amarelo da N2. CUIDADO Quando abrindo manete, evite ultrapassar 50% de torque. Em superfícies lisas, esteja preparado para corrigir a rotação do nariz a direita com o pedal esquerdo. NOTA Antes de decolar o piloto deve destampar uma orelha e ouvir por qualquer ruido anormal que pode indicar uma falha iminente de rolamentos ou de qualuer outro componente. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PROCEDIMENTO DE DECOLAGEM 4.7 1. Verifique portas travadas, hidráulico ON, e RPM estabilizada em 100%. 2. Anti-gelo do motor, como requerido na Seção 2. 3. Área livre. Lentamente levante coletivo até que a aeronave fique leve nos esquis. Reposicione o cíclico como necessário para equilíbrio, então gentilmente levante a aeronave para um pairado. Note o torque no pairado. 4. Bip RPM como necessário para 100%. 5. Verifique manômetros no verde, baixe o nariz, e acelere para velocidade de subida seguindo o diagrama de altura-velocidade na Seção 5. Torque de decolagem não deve exceder 10% acima do torque no pairado. NOTE Parte de decolagem do diagrama de altura-velocidade foi demonstra em 10% acima do torque no pairado para prevenir uma excessiva atitude de nariz baixo. NOTE Periodicamente realizando cheques de verificação de potência (veja Seção 5) podem fornecer indicação de deterioração do motor ou bloqueio no filtro de ar. CRUZEIRO 4.7 1. Beep RPM como necessário a 100%. 2. Ajuste o torque como desejado com o coletivo. Observe torque, MGT, e limites da Vne. 3. Verifique manômetros no verde, sem cuidados ou avisos. 4. Anti-gelo do motor como necessário. CUIDADO Se turbulência for esperada, reduza a potência e use uma velocidade de cruzeiro menor que a a normal. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos NOTA Evite grandes e rápidas variações de potência. O governador do motor reage lentamente e excessos de RPM podem ocorrer. NOTA Quando carregado até próximo do limite do CG traseiro pequenas guinadas durante o cruzeiro podem ser corrigidas através do uso de um pouco de pedal. OPERAÇÃO SEM PORTAS 4.8 Máxima velocidade com qualquer porta fora é 100 KIAS. Alerte passageiros para prender objetos soltos e para manter cabeça e membros dentro da cabine para evitar corrente de ar de alta velocidade. CUIDADO Assegure-se que todos os cintos de segurança estão travados durante vôo sem portas. Assentos dos bancos traseiros podem levantar se não forem contidos. CUIDADO Vôo com a(s) porta(s) da esquerda removida não é recomendado. Objetos soltos saindo pela porta esquerda podem danificar o rotor de cauda. TREINAMENTO SEM HIDRÁULICO Falha no sistema hidráulico pode ser simulado usando o interruptor hidráulico montado no cíclico. CUIDADO Como o hidráulico desligado OFF, controlar o helicóptero em um pairado pode ser difícil devido as forças de reação nos controles. CUIDADO Antes de trocar o hidráulico de OFF para ON (Desligado para Ligado), relaxe a força nos comandos para evitar excesso de controle. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PRÁTICA DE AUTO-ROTAÇÃO - RECUPERAÇÃO DE MOTOR 4.9 CUIDADO Verifique que um cheque recente de desaceleração de N1 foi realizado antes de conduzir auto-rotações. Observe aquecimento de cabine e limitações de altitude para fechar a manete como na Seção 2. 1. Feche manete e baixe o coletivo até o batente. 2. Ajuste o coletivo para manter a RPM dentro do arco verde. 3. Velocidade entre 60 e 70 KIAS 4. Por volta de 40 pés AGL comece um flare para reduzir a razão de descida e velocidade a frente, abra a manete suavemente para recuperar a potência do motor. 5. Por volta de 8 pés AGL, aplique cíclico a frente para nivelar o helicóptero e levante o coletivo para controlar a descida. CUIDADO Falhas de motor simuladas exigem abaixamento imediato do coletivo para evitar perigosas quedas de RPM no rotor. Catastrófico estol de rotor pode ocorrer se a RPM cair abaixo de 80% mais 1% para cada 1000 pés de altitude. CUIDADO Se entrar em auto rotação com movimento rápido sobre o coletivo, feche a manete antes de baixar o coletivo para evitar excessos de RPM. CUIDADO O motor pode levar vários segundos para desenvolver potência total durante recuperações de potência. NOTA Para configurações de máxima distância de planeio e mínima razão de descida, veja a Seção 3. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PRÁTICA DE AUTO-ROTAÇÃO - COM CONTATO NO SOLO 4.10 Se a prática de auto-rotações com contato com o solo for necessárias com o propósito de demonstração, realize da mesma forma que auto-rotações com recuperação do motor, com exceção mantenha a manete fechada durante a manobra. Sempre entre em contato com o solo com os esquis nivelados e o nariz a frente. NOTA Tenha as sapatas dos esquis inspecionadas mais frequentemente quando praticando auto-rotações com contato no solo. Rápido desgaste dos esquis podem ocorrer. CONFIGURAÇÃO PARA MÁXIMA DISTANCIA DE PLANEIO 4.10 1. Velocidade aproximada de 90 KIAS. 2. RPM do rotor aproximadamente 90%. Melhor razão de planeio é por volta de 5.5:1 ou uma milha náutica por 1100 pés AGL. CONFIGURAÇÃO PARA MÍNIMA RAZÃO DE DESCIDA 4.10 1. Velocidade aproximada de 60 KIAS. 2. RPM do rotor aproximadamente 90%. Menor razão de descida é aproximadamente 1300 pés por minuto. Razão de planeio é por volta de 4.5:1 ou uma milha náutica por 1350 pés AGL. CUIDADO Aumente a RPM do rotor para 95% no mínimo ou coletivo todo baixado quando realizando auto-rotação abaixo de 500 pés AGL. NOTA Buzina de baixa RPM vai soar quando RPM estiver abaixo de 95%, a não ser quando o coletivo estiver todo baixado. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos APROXIMAÇÃO E POUSO 4.11 1. Faça aproximação final aproado com o vento na menor razão de descida praticável com velocidade inicial de 60 nós. 2. Reduza velocidade e altitude lentamente até o pairado. (Tenha certeza que a razão de descida é inferior a 300 pés por minuto antes da velocidade ser reduzida abaixo de 30 KIAS). 3. Do pairado, abaixo o coletivo gradualmente até contato com o solo. 4. Após contato inicialcom o solo, baixe totalmente o coletivo. CUIDADO Quando pousando em terreno inclinado, retorne o cíclico para a posição neutra antes de fechar a manete. CUIDADO Nunca deixe os controles de vôo do helicóptero desacompanhados enquanto o motor est iver funcionando. CUIDADO Segure a manete fechada se o passageiro estiver entrando ou saido do assento dianteiro esquerdo com o motor girando e com o coletivo esquerdo instalado. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PROCEDIMENTO DE CORTE DO MOTOR 4.12 Baixe o Coletivo Fricção ON Manete fechada Cheque de desaceleração da N1 Cíclico e pedais no neutro Fricção ON Resfriamento Dois minutos idle Corte de combustível Puxe para OFF, monitore MGT CUIDADO Rápido aumento da MGT logo após corte do motor indica fogo residual no combustor. Siga o procedimento “Fogo no Motor Durante Acionamento ou Corte” na Seção 3. Cheque trava da embreagem Verifique agulhas da N2/R separarem Espera um minuto Aplique freio rotor Aviônicos, gerador, bateria, ignição OFF CUIDADO Não parar o rotor levantando o coletivo durante o corte. Pás podem efetuar batimento e acertar o cone de cauda. NOTA Interruptor HYD deve ser deixado ON para acionamento e corte para reduzir a possibilidade de decolar com os hidráulicos desligados de forma não intencional. Desligue somente para cheques de controle antes da decolagem ou treinamento com hidráulicos OFF. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CHEQUE DE DESACELERAÇÃO DA N1 4.13 O cheque de desaceleração é realizado no solo para confirmar operação correta do controle de combustível. O cheque deve ser realizado depois do último vôo do dia. O cheque deve ser também realizado durante pré-vôo se auto-rotações estiverem programadas para o vôo. Desaceleração imprópria pode causar apagamento do motor durante a entrada em auto-rotação. Realize o cheque como segue: 1. Coletivo todo embaixo. 2. Manete aberta, N2/R a 100% de RPM 3. Se N1 estiver abaixo de 80%, levante um pouco o coletivo para ajustar a N1 em 80% 4. Rapidamente feche a manete e messa o tempo para a N1 reduzir de 80% para 70% de RPM. Tempo mínimo permitido são 2 segundos. Se o tempo de desaceleração for inferior a 2 segundos, desligue o gerador (OFF) e realize mais dois cheques para confirmar o tempo. Se confirmado que o tempo é inferior a 2 segundos, dê manutenção no helicóptero. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos REDUÇÃO DE RUÍDO 4.14 Para melhorar a qualidade do nosso meio ambiente e para dissuadir ordens restritivas aos helicópteros, é imperativo que cada piloto minimize o ruído e irritação ao público. A seguir várias técnicas nas quais devem ser utilizadas quando possível. 1. Evite voar sobre grupos de pessoas. Quando isso não puder ser evitado, voe o quão alto praticável, preferencialmente acima de 2000 pés AGL. 2. Evite barulho (tapa) de pá. Barulho (tapa) de pá geralmente ocorre em velocidades abaixo de 100 KIAS. Isso pode ser normalmente evitado mantendo-se 100 KIAS até que razão de descida seja maior que 100 FPM, então usando uma aproximação razoavelmente íngreme até que se atinja 65 KIAS. Com a janela de ventilação da porta direita aberta, o piloto pode facilmente determinar as condições de vôo que produzem barulho nas pás e desenvolver técnicas que as eliminem ou reduzam. 3. Quando decolando ou aproximando de uma área de pouso, evite vôos prolongados sobre áreas sensíveis a ruído. Sempre voe acima de 500 pés AGL e preferencialmente acima de 1000 pés AGL. 4. Ruído repetitivo é muito mais irritante que uma ocorrência única. Se você tiver que voar sempre sobre a mesma área, alterne sua trajetória de vôo para não sobrevoar as mesmas construções toda vez. 5. Quando sobrevoando áreas povoadas, olhe a frente e selecione a rota menos sensível ao ruído. NOTA Os procedimentos acima não se aplicam quando entram em conflito com o Controle de Tráfego Aéreo ou quando, no julgamento do piloto, eles possam resultar em uma rota insegura. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos EVITANDO ACIONAMENTOS QUENTES Exceder os limites de temperatura durante o acionamento de uma turbina (uma partida quente) pode causar danos severos ao motor necessitando reparos caros. Sempre siga o Checklist de Acionamento do Motor e preste bastante atenção aos intrumentos do motor durante o acionamento. Não tente um acionamento quando apressado ou distraído. Durante o acionamento, o fluxo de ar através do motor controla a temperatura do combustível queimando. Girar o compressor com o starter fornece o fluxo de ar necessário. Durante uma abortagem de acionamento, o fluxo de combustível é interrompido puxando o corte de combustível, mas o starter deve continur mantendo o fluxo de ar através do motor para controlar a temperatura. O circuíto de acionamento do R66 automaticamente mantém o stater acionado sem a necessidade de se manter o botão do starter pressionado. Acionamentos normais do motor devem ter picos de temperatura dos gases medidos (MGT) abaixo de 800°C para motores frios e 850°C para motores quentes. Se as temperaturas no acionamento estiverem acima disso ou tendendo a irem acima, manutenção do motor pode ser necessária. Redução das margens de potência garantida acompanhadas de altas temperaturas no acionamento podem indicar um compressor sujo. O controle de combustível também podem afetar a temperatura de acionamento. Consulte um mecânico de turbinas qualificado para diagnosticar qualquer característica de acionamento anormal. Antes de iniciar o acionamento: • Verifique que o corte de combustível está completamente OFF. • Verifique se a manete está completamente fechada (girar no sentido do piloto) • Verifique se a voltagem da bateria está normal. Se a voltagem da bateria estiver baixa (abaixo de aproximadamnte 24.5 volts), use fonte externa GPU ou troque a bateria. De outra forma o starter pode não girar o compressor rápido o suficiente para fornecer o fluxo de ar necessário. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Durante o acionamento: • Não empurre o corte de combustível até que a N1 esteja subindo gradualmente acima de pelos 15% (Veja o manual de vôo para acionamentos em climas frios). Se o acionamento estiver lento ou não vá atingir 15%, não introduza combustível. Desligue o stater usando a chave de ignição. •Se o motor estiver aquecido devido a um vôo anterior, Não empurre o corte de combustível até que a MGT esteja abaixo de 150°C. Com o starter acelerando o motor até 15%N1 a MGT geralmente cai abaixo de 150°C. Entretanto um tempo extra pode ser necessário para permitir que qualquer temperatura residual abaixe. •Depois de empurrar o corte de combustível para ON, MONITORE A MGT CONTINUAMENTE e MANTENHA A MAO NO CORTE DE COMBUSTIVEL até que a N1 esteja acima de 60%. •PUXE O CORTE DE COMBUSTIVEL IMEDIATAMENTE SE MGT aproximar 900°C. Essa é a ação mais importante para parar uma acionamento quente e deve ser uma reação instintiva. Espere pelo menos 10 segundos ou até que a MGT tenha baixado abaixo de 150°C. Então, desligue o starter utiizando a chave de ignição. •Nunca empurre o corte de combustível de volta se ele estiver sido puxado para OFF. Termine de abortar o acionamento. Então, determine as causas da alta temperatura antes de tentar um novo acionamento. R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 4 - Procedimentos Normais Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 5 PERFORMANCE CONTEÚDO Geral 5.1 Uso dos Gráficos 5.1 CurvaVelocidade Calibrada 5.4 Gráfico Altitude Densidade 5.5 Gráfico Potência Verdadeira 5.6 Teto Pairado IGE Vs Peso Bruto 5.7 Teto Pairado OGE Vs Peso Bruto 5.8 Performance Subida, 2700 lb Peso Bruto 5.9 Performance Subida, 2200 lb Peso Bruto 5.10 Diagrama de Altura-Velocidade 5.11 Características de Ruído 5.12 R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 5 PERFORMANCE GERAL 5.1 Controle no pairado foi fundamentando em vento de 17 nós em qualquer direção até 11,000 pés de altitude densidade. Verifique o gráfico de desempenho no pairado para o peso bruto permitido. Velocidade indicada (KIAS) pressupõe zero erro de instrumento. CUIDADO Dados de performance apresentados nessa seção foram obtidos sobre condições ideais. Performance em outras condições pode ser substancialmente inferior. USO DOS GRÁFICOS 5.1 GRÁFICO DE POTÊNCIA VERDADEIRA O gráfico de potência verdadeira mostra a MGT máxima permitida a um torque específico. Se a MGT observada for maior que a indicada pelo gráfico, o motor pode não produzir a potência necessária para alcançar os dados de performance fornecidos nessa seção sem exceder os limites MGT. Um cheque de potência verdadeira pode ser feito em um pairado ou em um vôo a frente e deve ser praticado com a potência máxima praticável para melhor precisão. Os gráficos assumem nenhuma carga no gerador e condições estáveis. Estabilização da temperatura pode demorar até 2 minutos. Carga no gerador deverá ser mínima ou o gerador pode ser desligado durante o cheque. Um exemplo nos gráficos mostra o uso correto. Os gráficos também podem ser lidos ao contrário, fornecendo o torque mínimo permitido em um MGT específico. Pode ser útil usar o gráfico para predizer o torque disponível nos limites da MGT para uma dada altitude pressão e OAT. R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos USO DOS GRÁFICOS 5.1 (Continuação) PERFORMANCE NO PAIRADO A performance no pairado Dentro do Efeito Solo (IGE) e Fora do Efeito Solo (OGE) é dado no gráfico Teto Pairado Vs Peso Bruto nas páginas 5.7 e 5.8 respectivamente. Note que a performance no pairado é limitado pelos 5 minutos da MGT, não pelo torque. Performance no pairado é fundamentada até 11,000 pés altitude densidade; entretanto dados são apresentados além de 11,000 pés densidade altitude apenas para determinar a performance com o anti-gelo do motor, aquecimento de cabine, e/ou cargas no gerador acima de 50 amps. Com anti-gelo e aquecimento de cabine OFF, peso bruto máximo no pairado IGE é 2700 lb até 11,000 pés densidade altitude em qualquer OAT dentro dos limites. Para corrigir para anti-gelo, aquecimento de cabine, e/ou alta carga no gerador, aumente a OAT real, como especificado nos gráficos. O exemplo abaixo ilustra os cálculos numa efetiva OAT quando anti- gelo e aquecimento de cabine estão ON, e há uma carga de 90 amps no gerador (40 amps acima dos 50 amps de carga nos quais os gráficos são baseados). Altitude Pressão 9000 ft OAT real 0°C Anti-gelo ON correção 10°C Aquecimento de Cabine ON correção 20°C Correção de carga 90 amps (90 - 50)/20 = 2°C OAT efetiva 0 + 10 + 20 + 2 = 32°C Uma altitude pressão de 9000 pés e OAT de 32°C são portanto utilizadas com os gráficos, dando um peso bruto máximo no pairado de 2580 lb para IGE e 2320 lb para OGE. PERFORMANCE DE SUBIDA Gráficos de performance de subida são dados para peso bruto máximo (2700 lb) e para 2200 lb de peso bruto a 60 KIAS de velocidade de subida e máximo torque contínuo ou MGT (o que for menor). Cada gráfico dá a redução potencial na razão de subida devido o anti-gelo e aquecimento de cabine. R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos USO DOS GRÁFICOS 5.1 (Continuação) O gráficos assumem uma carga de 50 amps no gerador; carga no gerador tem pouco efeito na razão de subida. Note que a razão de subida prevista é aproximada; variações na aeronave e condições operacionais podem afetar significativamente a performance. DIAGRAMA DE ALTURA-VELOCIDADE O diagrama de altura-velocidade é dado para peso bruto máximo ao nível do mar e a 7800 pés altitude densidade. Uma curva apropriada para altitudes entre o nível do mar e 7800 pés pode ser estimada por interpolação. Por exemplo, uma curva com o ponto do pairado a 600 pés AGL pode ser usada para 3900 pés altitude densidade. R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CURVA VELOCIDADE CALIBRADA 5.4 R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos GRÁFICO ALTITUDE DENSIDADE 5.5 R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos GRÁFICO POTÊNCIA VERDADEIRA 5.6 R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos TETO PAIRADO IGE VS PESO BRUTO 5.7 DENTRO DO EFEITO SOLO A 2 PÉS DE ALTURA DO ESQUI E ZERO VENTO LIMITE 5 MINUTOS MGT ANTI-GELO MOTOR E AQUECIMENTO DE CABINE OFF 50 AMP DE CARGA NO GERADO NOTA: Performance no pairado é fundamentada até 11,000 pés altitude densidade; dados são apresentados apenas para determinar a performance com o anti-gelo do motor, aquecimento de cabine, e/ou cargas no gerador acima de 50 amps. R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos TETO PAIRADO OGE VS PESO BRUTO 5.8 FORA DO EFEITO SOLO, ZERO VENTO LIMITE 5 MINUTOS MGT ANTI-GELO MOTOR E AQUECIMENTO DE CABINE OFF 50 AMP DE CARGA NO GERADO *Performance no pairado é fundamentada até 11,000 pés altitude densidade. Dados além de ISA + 35°C e acima de 11,000 pés altitude densidade são apresentados apenas para determinar a performance com o anti-gelo do motor, aquecimento de cabine, e/ou cargas no gerador acima de 50 amps. R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PERFORMANCE SUBIDA, 2700 LB PESO BRUTO 5.9 MAXIMO TORQUE CONTINUO OU MAXIMO CONTINUO MGT 60 KIAS VELOCIDADE DE SUBIDA ANTI-GELO MOTOR E AQUECIMENTO DE CABINE OFF Anti-Gelo Motor pode reduzir razão de subida em até 300 pés/min Aquecimento de cabine total pode reduzir razão de subida em até 600 pés/min R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PERFORMANCE SUBIDA, 2200 LB PESO BRUTO 5.10 MAXIMO TORQUE CONTINUO OU MAXIMO CONTINUO MGT 60 KIAS VELOCIDADE DE SUBIDA ANTI-GELO MOTOR E AQUECIMENTO DE CABINE OFF Anti-Gelo Motor pode reduzir razão de subida em até 400 pés/min Aquecimento de cabine total pode reduzir razão de subida em até 700 pés/min R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos DIAGRAMA DE ALTURA-VELOCIDADE 5.11 CONDIÇÕES DEMONSTRADAS: SUPERFÍCIE LISA E DURA VENTO CALMO 2700 LB PESO BRUTO POTÊNCIA DO PAIRADO + 10% TORQUE PARA DECOLAGEM R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CARACTERÍSTICAS DE RUÍDO 5.12 Os níveis de ruído abaixo estão em cumprimento com 14 CFR parte 36, Apêndice J, requisitos de ruídos e foi obtido através da aprovação da FAA com testes reais de ruído. Modelo: R66 Motor: Rolls-Royce Modelo 250-C300/A1 Peso Bruto: 2700 lb (1225 kg) Configuração Vh KTAS SEL* dB(A) Limpo com ruídos padrão 114 82.4 Carenagem dos suportes dos trens de pouso e tampa do tubo (cross-tube)removidas, e quatro portas com janelas bolha instaladas. 106 83.0 * Nível de Exposição de Som para um sobrevôo nivelado a 492 pés AGL. NOTA Nenhuma determinação foi feita pela Administração Federal de Aviação que o nível de ruído é/ou deveria ser aceitável ou inaceitável para operações em, dentro, ou fora de qualquer aeroporto. R66 Seção 5 - Performance Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 6 PESO E BALANCEAMENTO CONTEÚDO Geral 6.1 Registro de Peso e Balanceamento 6.1 Instruções para Carregamento 6.4 R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 6 PESO E BALANCEAMENTO GERAL 6.1 O helicóptero deve ser voado somente dentro dos limites de peso e balanceamento especificados na Seção 2. Cargas fora desses limites podem resultar em movimento insuficiente dos controles para uma operação segura. O centro de gravidade deve ser ajustado adicionando-se lastros removíveis (qualquer item apropriado com massa) no compartimento de bagagens e em qualquer área de acondicionamento sob os assentos. Recalcule peso e balanceamento após adicionar lastro, e verifique que os lastros estão de acordo com os limites do compartimento de bagagem, dados no Seção 2. Peso e balanceamento do helicóptero carregado pode ser determinado usando o método fornecido em INSTRUÇÕES PARA CARREGAMENTO. De acordo com os procedimentos da FAA, os dados detalhados de peso e balanceamento desta seção não estão sujeitos a aprovação da FAA. Entretanto, as instruções de carregamento dessas seção foram aprovadas pela FAA satisfazendo todas as exigências para instruções no carregamento da aeronave de asas rotativas dentro dos limites aprovados de peso e centro de gravidade e na manutenção da carga dentro desses limites. CUIDADO Queima de combustível faz com que o CG mova para frente durante vôo. Sempre determine carregamento seguro sem combustível assim como com combustível na decolagem. Carga paga pode se limitada pelo CG a frente com a queima e combustível. R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos REGISTRO DE PESO E BALANCEAMENTO 6.2 O formulário a seguir deverá ser usado para manter um registro contínuo do peso e balanceamento do seu helicóptero. Toda vez que um equipamento for removido ou instalado uma anotação deve ser feita e um novo CG vazio determinado. A configuração e peso original de fabrica é fornecido em cada helicóptero no Sumário de Peso e Balanceamento/Lista de Equipamento (RF 134) no final desta seção. O RF 134 Sumário de Peso e Balanceamento fornece a primeira anotação no Registro de Peso e Balanceamento. NOTA CG calculado do peso vazio somado 160 lb do piloto deve ser STA 102.5 ou a frente. Modificações na sequência, ajustamentos no lastro fixo do nariz podem ser necessárias. Veja Manual de Manutenção do R66. R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos REGISTRO DE PESO E BALANCEAMENTO 6.3 (Continuação) R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INSTRUÇÕES PARA CARREGAMENTO 6.4 A tabela a seguir pode ser usada quando calculando peso e posição do CG no helicóptero carregado. PESO E CG COMUM DOS ITEM Item Peso (lb) Braço Longitudinal (in) Braço Lateral (in) + = lado direito Piloto (Assento dianteiro direito) 49.0• 12.2 Passageiro dianteiro esquerdo 49.0• - 12.2 Passageiros laterais traseiro 80.0 +- 16.0 Passageiro central traseiro 78.0 0.0 Bagagem abaixo assento dianteiros 42.0 +- 12.2 Bagagem abaixo assento traseiros 82.0 +- 15.0 Bagagem no compartimento 107.0 0.0 Combustível 102.5 - 3.0 Portas dianteiras 7.5 cada 49.5 +- 26.8 Portas traseiras 7.0 cada 75.2 +- 27.2 Cíclico removível 0.6 35.3 - 8.0 Coletivo removível 0.8 46.5 - 21.0 Pedais removíveis 0.8 16.3 - 9.5 *Se almofada de encosto adicional for usada, subtraia a espessura da almofada compactada. R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INSTRUÇÕES PARA CARREGAMENTO 6.4 (Continuação) O exemplo de cálculo a seguir demonstra como determinar o peso do helicóptero carregado e o centro de gravidade longitudinal. Uma planilha é fornecida na página seguinte ao exemplo de calculo de peso e balanceamento do seu helicóptero. Esses podem ser comparados com os limites do CG fornecidos na Seção 2 para determinar um carregamento seguro. Ambas condições de combustível de decolagem e sem combustível devem estar dentro dos limites. CG lateral normalmente cai bem dentro dos limites para carregamento convencional. Se uma carga ou instalação fora do comum ocorrer, CG lateral deve ser checado de acordo com os limites de CG dados na Seção 2. A linha lateral de referencia datum é a linha centra da aeronave com itens a direita da aeronave positivos e itens a esquerda negativos. R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INSTRUÇÕES PARA CARREGAMENTO 6.4 (Continuação) EXEMPLO DE CALCULO NO CARREGAMENTO Item Peso (lb) LocalizaçãoLocalização MomentoMomentoItem Peso (lb) Braço Long (in) Braço Lat (in) + = Lado Direito Long. (in-lb) Lat. (in-lb) Peso vazio básico 1290 140610 431 Remova porta dianteira direita -7.5 49.5 26.8 -371 -201 Remova porta dianteira esquerda 49.5 -26.8 Remova porta traseira direita 75.2 27.2 Remova porta traseira esquerda 75.2 -27.2 Remova cíclico 35.3 -8.0 Remova coletivo 46.5 -21.0 Remova pedais (ambos) 16.3 -9.5 Piloto (assento dianteiro direito) 170 49.0 12.2 8330 2074 Passageiro dianteiro esquerdo 170 49.0 -12.2 8330 -2074 Passageiro traseiro direito 170 80.0 16.0 13600 2720 Passageiro traseiro central 130 78.0 0.0 10140 0 Passageiro traseiro esquerdo 170 80.0 -16.0 13600 -2720 Bagagem sob assento dianteiro D 10 42.0 12.2 420 122 Bagagem sob assento dianteiro E 10 42.0 -12.2 420 -122 Bagagem sob assento traseiro D 10 82.0 15.0 820 150 Bagagem sob assento traseiro E 10 82.0 -15.0 820 -150 Bagagem no Bagageiro Principal 50 107. 0.0 5350 0 Tanque Vazio e CG 2182.5 92.6 0.1 202069 230 Combustível a utilizar 6.7 lb/gal 493.1 102.5 -3.0 50543 -1479 Peso bruto decolagem e CG 2675.6 94.4 -0.5 252612 -1249 Notas: Localização CG (braço) para helicóptero carregado é determinado dividindo o momento total pelo peso total. R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INSTRUÇÕES PARA CARREGAMENTO 6.4 (Continuação) PLANILHA DE CÁLCULO PARA CARREGAMENTO Item Peso (lb) LocalizaçãoLocalização MomentoMomentoItem Peso (lb) Braço Long (in) Braço Lat (in) + = Lado Direito Long. (in-lb) Lat. (in-lb) Peso vazio básico Remova porta dianteira direita 49.5 26.8 Remova porta dianteira esquerda 49.5 -26.8 Remova porta traseira direita 75.2 27.2 Remova porta traseira esquerda 75.2 -27.2 Remova cíclico 35.3 -8.0 Remova coletivo 46.5 -21.0 Remova pedais (ambos) 16.3 -9.5 Piloto (assento dianteiro direito) 49.0 12.2 Passageiro dianteiro esquerdo 49.0 -12.2 Passageiro traseiro direito 80.0 16.0 Passageiro traseiro central 78.0 0.0 Passageiro traseiro esquerdo 80.0 -16.0 Bagagem sob assento dianteiro D 42.0 12.2 Bagagem sob assento dianteiro E 42.0 -12.2 Bagagem sob assento traseiro D 82.0 15.0 Bagagem sob assento traseiro E 82.0 -15.0 Bagagem no Bagageiro Principal 107. 0.0 Tanque Vazio e CG Combustível a utilizar 6.7 lb/gal 102.5 -3.0 Peso bruto decolagem e CG Notas: Localização CG (braço) para helicóptero carregado é determinado dividindo o momento total pelo peso total. R66 Seção6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LISTA DE EQUIPAMENTO Nome do Componente Parte nº Ref. Peso (lb) EXTINTOR INCÊNDIO HALON G219-1 1.4 AR CONDICIONADO INSTALADO G776-1 44.0 COMPASS INSTL-VERT CARD, 28V B148-4 0.8 IVSI INDICATOR INSTL (7HOLE) A065-1 0.5 CRONOMETRO DIGITAL (28V) A064-4 0.3 KY196A COM/XCVR INSTALADO (28V) A802-13 2.8 GTX327 XPONDER/BLIND ENC C804-14 2.7 ELT INSTALADO, KANNAD 406AF F837-1 2.5 ELT ANTENA AV-300 0.2 COM ANT INST-T/C, CI121/248-5 F850-1 0.5 ANTENA, XPONDER (KA0060) CI-105-16 0.2 LASTRO NARIZ A941-4 6.25 - Equipamento instalado de fábrica - - - R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SUMÁRIO PESO E BALANCEAMENTO MODELO:R66 !! ! ! NUMERO SERIAL: XXXX Esse documento deve estar incluso no Manual Operacional do Piloto da aeronave no final da Seção 6. Mudanças nos equipamentos instalados são registradas no Registro de Peso e Balanceamento fornecido na Seção 6 do Manual de Operações do Piloto. Use o peso vazio básico e o CG dado no Registro de Peso e Balanceamento quando calculando peso bruto e CG. PESO BASICO VAZIO (lb) LONGITUDINALLONGITUDINAL LATERALLATERALPESO BASICO VAZIO (lb) BRAÇO (in) MOMENTO (in-lb) BRAÇO (in) MOMENTO (in-lb) 1329.5 108.9 144772 -0.6 -797 Esse Peso e Balanceamento foi obtido por meio da pesagem real. R66 Seção 6 - Peso e Balanceamento Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 7 DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS CONTEÚDO Geral 7.1 Sistema do Rotor 7.2 Sistema de Transmissão 7.3 Instalação da Usina de Força 7.4 Controles de Vôo 7.5 Controles de Vôo Removíveis 7.6 Sistema Hidráulico 7.7 Ajuste do Controle de Fricção 7.8 Controles do Motor 7.8 Anti-Gelo do Motor 7.9 Sistema de Ignição e Partida 7.10 Sistema de Combustível 7.11 Pitot e Sistema Estático 7.11 Sistema Elétrico 7.12 Sistema de Iluminação 7.15 Fonte Externa 7.16 Painel de Instrumentos 7.16 Painel Sinalizador 7.19 Tacômetro Duplo 7.20 Sistema de Audio 7.21 Aviônicos Opcionais 7.22 R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Unidade de Monitoramento do Motor 7.22 Aquecimento de Cabine e Ventilação 7.24 Assentos, Cintos e Bagagem 7.25 Trem de Pouso 7.26 Freio Rotor 7.27 Transmissor de Localização em Emergência (opcional) 7.28 Suportes para Acessórios Opcionais 7.29 R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 7 DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS GERAL 7.1 O R66 é um helicóptero de 5 lugares, um rotor principal, monomotor, construído primariamente de metal e equipado com trem de pouso tipo esqui. A estrutura da fuselagem primaria é de tubos de aço soldados e folhas de alumínio rebitadas. O cone de cauda é uma estrutura monocoque, no qual o revestimento de alumínio suporta a carga primária. Fibra de vidro e termoplásticos são usados na estrutura secundária da cabine e em vários dutos e carenagens. As portas da cabine são também construídas em fibra de vidro e termoplásticos. Muitas janelas de inspeção fornecem acesso ao sistema de transmissão, motor, tanque de óleo, tampa do reservatório de combustível, e dreno do tanque de combustível. Uma porta do lado direito fornece acesso ao compartimento de bagagem principal. Acesso adicional aos controles e outros componentes para manutenção é fornecido através de painéis e capotas removíveis. O console de instrumentos se abre para cima e para trás para acessar instrumentos e aviônicos. A bateria é instalada embaixo do assento dianteiro esquerdo. O motor é localizado atrás do compartimento de bagagem principal. O compartimento do motor é isolado do resto da estrutura através de uma parede de fogo de aço inoxidável a frente e acima o motor. Todas as quatro portas da cabine podem ser removidas e instaladas por pessoal de manutenção ou pilotos. Para remover uma porta, desconecte a porta da estrutura levantando a parte interna da com a porta toda aberta, remova os anéis nos pinos superior e inferior, então retire a porta. Para instalar as portas, use procedimento reverso. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DO ROTOR 7.2 O rotor principal tem duas pás totalmente de metal montadas no cubo por dobradiças de coneamento. O cubo é montado no mastro por uma dobradiça gangorra localizada acima das dobradiças de coneamento. As dobradiças gangorra e de coneamento são rolamentos auto-lubrificantes. Droop Stop (Freio anti-inclinação) para as pás do rotor principal fornece uma contenção por atrito na dobradiça gangorra o que normalmente previne que o rotor execute batimento durante acionamento ou corte. Rolamentos de mudança de passo para cada pá estão envolvidos por uma caixa na raiz da pá. A caixa é cheia de óleo e selada com uma capa de borracha (guarda-pó). Cada pá tem uma grossa longarina de aço inoxidável no bordo de ataque no qual é resistente a corrosão e erosão. Revestimentos de alumínio são unidos na longarina a aproximadamente uma polegada atrás do bordo de ataque. As pás devem ser repintadas se a tinta for corroída e chegar ao metal puro na linha de junção entre a longarina e o revestimento. A junção pode ser danificada se a linha ficar exposta. O rotor de cauda tem duas pás totalmente de metal e um cubo gangorra com um ângulo fixo de coneamento. Os rolamentos de mudança de passo tem revestimento auto-lubrificante. Os mancais tipo gangorra são elastoméricos. As pás do rotor de cauda são construídas com revestimentos de alumínio ao redor e encaixes na raiz em alumínio forjado. Manter o acabemento da pintura irá reduzir corrosão e erosão. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DE TRANSMISSÃO 7.3 O motor é montado com 37° de inclinação nariz para cima. Uma embreagem tipo roda livre encaixa diretamente no eixo estriado de potência do motor para decolagem (POT). A embreagem é conectada ao eixo com acoplamentos flexíveis nas duas extremidades para transmitir força para a caixa de transmissão principal. Um anel e pinhão da engrenagem cônica em espiral na caixa de transmissão principal reduz a velocidade para a linha de transmissão do rotor de cauda, RPM. Um segundo estágio de anel e pinhão reduz a velocidade da linha de transmissão do rotor de cauda, RPM, para a RPM do rotor principal. A linha de transmissão do rotor de cauda consiste em uma eixo intermediário atrás da caixa de transmissão principal e uma longa transmissão do rotor de cauda na qual percorre o comprimento do cone de cauda. Lâminas flexíveis estão localizados nas duas extremidades do eixo intermediário. A longa transmissão do rotor de cauda tem um rolamento de suporte na sua parte frontal e um mancal amortecedor a aproximadamente um terço para trás do eixo. A caixa de transmissão da cauda contém uma única engrenagem cônica lubrificada por salpique a 90°. A caixa de transmissão principal é lubrificada por pressão. O óleo é bombeado através de um filtro montado na estrutura e refrigerado por um óleo de resfriamento no qual recebe seu fluxo do ar do ventilador de refrigeração (radiador). A caixa de transmissão principal também controla a bomba hidráulica dos controles de vôo. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INSTALAÇÃO DA USINA DE FORÇA 7.4 Um modelo Rolls-Royce 250-C300/A1 (designação comercial RR300) turbina livre, turbo-eixo da potência ao helicóptero. O motor é equipado com uma ignição excitatriz, dispositivo de ignição, motor de arranque, dois leitorestacômetro, e instrumentos adicionais de leitura da usina de força. Um eixo direto, ventilador gaiola de esquilo é montada no eixo intermediário e fornece arrefecimento para os refrigeradores a óleo do motor e caixa de transmissão. Ar induzido entre através de múltiplas aberturas nas tampas superiores da fuselagem e fluem para um coletor de admissão (plenum) a frente da parede de fogo. O coletor (plenum) contém um filtro de ar de fluxo radial na entrada do compressor do motor. Se o filtro de ar ficar bloqueado, portas com molas a frente do filtro se abrem permitindo a entrada ar não filtrado ao motor. O sinalizador AIR FILTER (filtro de ar) se ilumina quando uma passagem secundária (bypass) está ocorrendo. NOTA A realização periódica de teste de verificação de potência podem fornecer indicação de deterioração do motor ou bloqueio do filtro de ar. Ações de manutenção tais como limpeza do filtro de ar e lavagem do compressor devem ser realizadas se a aeronave falhar no teste de verificação potência (veja Seção 5 para teste de verificação de potência e o Manual de Manutenção para procedimentos de manutenção. Um interruptor de temperatura está instalado na parede de fogo, acima do motor, para detectar fogo no compartimento do motor. Altas temperaturas fora do normal causam a iluminação do sinalizador ENGINE FIRE (fogo no motor). R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CONTROLES DE VÔO 7.5 Duplos controles são equipamentos de série e todos os controles primárias são atuados através de puxa-empurra e alavancas em “L”. Rolamentos usados no sistema de controle são rolamentos de esferas blindados, dos quais não necessitam lubrificação ou possuem linhas auto-lubrificantes. Os controles de vôo são convencionais. O bastão do cíclico parece ser diferente, mas a empunhadura se move das mesma forma que em outros helicópteros devido a articulação livre no pivô central. O punho do cíclico é livre para se mover verticalmente, permitindo ao piloto descansar seu antebraço no seu joelho se for de sua escolha. O controle coletivo também é convencional. A manopla fornece informação ao controle de combustível do motor, e levantando ou abaixando o coletivo fornece informações do governador a turbina de força através de conexões interligadas. Os pedais do rotor de cauda são ajustáveis do lado do piloto. Para ajustar, remova o pino de desengate rápido de cada pedal pressionando o botão e puxando o pino. Deslize o pedal para frente ou para trás até a posição mais confortável das três possíveis, então reinstale o pino de desengate rápido. Verifique se os pinos estão seguros antes do vôo. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CONTROLES DE VÔO REMOVÍVEIS 7.6 Controles do assento esquerdo podem ser removidos e instalados pelo pessoal de manutenção ou pilotos como se segue: 1. Para remover o punho do cíclico, extraia o pino de desengate rápido pressionando o botão e puxando o pino, então puxe para fora o punho da esquerda, enquanto segura o bastão. Gire o braço do cíclico no sentido horário até parar, pressione o pino abaixo do pivô do cíclico, e contínue a girar no sentido horário, uma volta para soltar a mola de equilíbrio. Para instalar o cíclico removido, use procedimento reverso. CUIDADO Girar em demasia o punho do cíclico apertando ou soltando irá danificar a mola de equilíbrio. CUIDADO Depois de remover o punho do cíclico, coloque a tampa plástica no tubo exposto do cíclico para prevenir possíveis ferimentos ao passageiro do assento esquerdo. 2. Para remover o coletivo, empurre o guarda-pó para trás para expor o pino de travamento. Pressione o pino de travamento e puxe para frente o bastão. Para instalar use o procedimento reverso. Pode ser necessário girar um pouco o bastão para permitir que o pino trave no local adequado. CUIDADO Quando o coletivo for instalado, tenha certeza que ambos os pinos de travamento então completamente encaixados nos furos em ambos os lados. 3. Para remover os pedais do rotor de cauda, pressione os pinos de travamento enquanto girando o pedal no sentido anti-horário, então puxe para cima. Para instalar use procedimento reverso. Uma cobertura que fica acondicionada sob o placa do piso pode ser girada até cobrir as aberturas no piso quando os pedais forem removidos. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA HIDRÁULICO 7.7 Os controles do rotor principal impulsionados hidraulicamente eliminam as forças de reação no cíclico e coletivo. O sistema hidráulico consiste em uma bomba, três servos, um reservatório, e linhas interligadas. Procedimento operacional normal é de 450 a 500 psi. A bomba é montada e controlada pela caixa de transmissão principal. Um servo é conectado em cada uma dos três tubos puxa- empurra que suportam o prato rotativo. O reservatório é montado a frente da caixa de transmissão principal e inclui um filtro, válvula de liberação de pressão, e válvula de corte da pressão controlada pelo piloto. Um visor de vidro para cheque do nível de fluído no pré-vôo é incorporado ao reservatório e acessível através de uma tampa no lado esquerdo. Uma tampa ventilada é localizada no topo do reservatório. A válvula de corte da pressão é ativada por um solenóide e controlada pelo interruptor hidráulico no punho do cíclico do piloto. O interruptor deve ser deixado ligado ON durante o corte e acionamento do helicóptero, exceto quando realizando cheque do sistema hidráulico. NOTA Força elétrica é necessária para desligar o hidráulico OFF. Puxando o disjuntor HYD não irá desligar o hidráulico, mas irá desativar o interruptor hidráulico. Sem pressão hidráulica, um grande forca aplicada pelo piloto será necessária para levantar o coletivo. Comandos no coletivo também causam força longitudinais no cíclico o que torna difícil manter um pairado estável. Os servos tem uma característica irreversível para prevenir que forças de reação do rotor movam os controles. Isso permite ao piloto reduzir a pressão nos controles em vôos estáveis de cruzeiro. Entretanto, qualquer comando no cíclico vai fazer com que o coletivo baixe e dessa maneira o coletivo terá de ser levantada periodicamente. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos AJUSTE DO CONTROLE DE FRICÇÃO 7.8 Cíclico e coletivo são equipados com dispositivos de ajuste de fricção. Uma alavanca é localizada próximo a base do coletivo. Ela é atuada a trás para aumentar a fricção e a frente para liberar. O botão de fricção do cíclico é localizado a esquerda do bastão do cíclico. Girando o botão no sentido horário aplica-se fricção tanto longitudinal quanto lateral ao cíclico. Fricção do cíclico é normalmente aplicada somente no solo. CUIDADO Controle de fricção deve ser usado com cuidado em vôo. Friccão excessiva pode fazer com que o helicóptero fique difícil de controlar. Os controles puxa-empurra dos pedais conectados diretamente ao controle de passo do rotor de cauda não incorporam nenhum dispositivo de fricção. Uma mola elastomérica fornece uma força no pedal esquerdo para equilibrar as forças de reação em vôo. CONTROLES DO MOTOR 7.8 Um acelerador manete é localizado em cada bastão coletivo. Os controles são interligados e atuam na alavanca de controle de combustível do motor através de um cabo puxa-empurra. O acelerador normalmente não é usado para controle, mas pode ficar totalmente fechado posição marcha lenta (idle) ou totalmente aberto. O motor tem incorporado um governador hidromecânico que tenta manter a RPMa 100% no eixo de saída do motor quando o acelerador está na posição aberta. Uma ligação fornece ao governador de força da turbina os comandos do coletivo para ajuda- lo a antecipar asmudanças na demanda por força. Grandes mudanças de força ou condições ambientais variáveis podem causar uma variação de pequena porcentagem no ajuste de RPM pelo governador. Uma mudança momentânea no botão interruptor do coletivo provavelmente corrigirá o ajuste na RPM desejada. O interruptor controla um atuador que ajusta as ligações entre o coletivo e o governador de força da turbina. Segurando o botão interruptor para cima ou para baixo irá mudar a RPM do rotor em aproximadamente 1 por cento por segundo. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos CONTROLES DO MOTOR 7.8 (Continuação) O governador controla a RPM em condições normais. Ele pode não prevenir condições de sob ou super velocidades geradas por manobras agressivas em vôo ou mudanças rápidas de potência. Outros controles do motor incluem um controle puxa-empurra de corte de combustível na frente do console, uma botão de partida no coletivo do piloto, um interruptor ignitor tipo chave e um interruptor anti-gelo. ANTI-GELO DO MOTOR 7.9 Uma válvula atuada por solenóide controlada pelo interruptor anti- gelo permite que descargas de ar quente do compressor fluam para o mancal de suporte no nariz do compressor. O sinalizador verde ANTI-GELO (anti-ice) é ativado por um interruptor de pressão na linha de ar anti-gelo, indicando quando o ANTI-GELO está ligado ON e funcionando. Porque descargas de ar do compressor são usadas, alguma queda de performance ocorre com o anti-gelo ligado ON (veja Seção 5). Ligue anti-gelo ON em condições de formação de gelo. Anti-gelo deve estar ligado ON para operações em certas condições, ver Seção 2. NOTA Força elétrica para o solenóide anti-gelo é necessária para desligar o anti-gelo OFF (sistema em falha fica ligado ON). R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DE IGNIÇÃO E PARTIDA 7.10 Um único gerador de partida é usado para dar partida no motor e gerar energia elétrica. Uma unidade de controle gerador (GCU) controla a função de partida do gerador. Durante a partida, a GCU trava a partida ligada até que a N1 atinja 58 por cento de RPM. Dessa forma não é necessário que o piloto seguro o botão de partida pressionado durante a seqüência de acionamento. Acima de 58 por cento de N1, a CGU automaticamente desliga do moto de partida, mas o interruptor do gerador não deve ser ligado ON até que a RPM de marcha lenta se estabilize (idle) para prevenir que a carga no gerador diminua a RPM. Quando a chave interruptora de ignição está na posição habilitada, pressionando o botão de partida causa uma sequência normal de acionamento com a partida travando ligado e o disparo da ignição. Acima de 58% RPM na N1 a ignição vai disparar enquanto o botão de partida é pressionado. Quando o interruptor da ignição está desligado OFF, o motor pode ser girado pela partida, basta pressionar o botão de partida sem que haja o travamento da partida ou a ignição dispare. Isso é útil para realizar a limpeza ou lavagem do compresso. Se a ignição for desligada (OFF) durante um acionamento, a partida vai destravar. Se a ignição for desligada enquanto o motor está funcionando, o motor vai continuar a funcionar; entretanto isso não é recomendado. NOTA Botão de partida fica ativo quando a bateria está ligada ON, mesmo se a ignição estiver desligada OFF. Freio rotor pode ser deixado engatado depois do corte para desativar o botão de partida. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DE COMBUSTÍVEL 7.11 Uma única célula de combustível tipo bexiga resistente a acidentes fornece combustível via gravidade ao motor. A célula de combustível incorpora ventilações na direita e esquerda, uma porta de abastecimento, em sensor do manômetro de combustível, um sensor de pouco combustível, um dreno do cárter, e um filtro dedal na saída de combustível. O sensor de pouco combustível ativa o indicador de LOW FUEL, indicando aproximadamente 5 galões de combustível utilizável remanescente. Cada ventilação tem uma válvula de capotamento para prevenir vazamento de combustível em qualquer atitutude. A célula de combustível é presa no interior de uma estrutura de alumínio. A tampa de abastecimento esta localizada embaixo de uma porta de acesso. As ventilações laterais direita e esquerda são interconectadas e são ventiladas através de dois tubos que sobem dentro da carenagem do mastro. A válvula de combustível é localizada a frente da parede de fogo e é controlada por um cabo puxa-empurra na base do bastão do coletivo do piloto. O motor incorpora a montagem da bomba de combustível com um filtro na entrada. Um interruptor de pressão diferencial acende a sinalização FUEL FILTER se o filtro ficar contaminado. Um único dreno permite teste de combustível do ponto mais baixo da célula de combustível. O tubo do dreno é acessível por uma tampa no lado esquerdo. O dreno é aberto extendo-se o tubo plástico para fora da aeronave e empurrando para cima o dreno. PITOT E SISTEMA ESTÁTICO !7.11 O sistema do pitot fornece pressão do para operar o indicador de velocidade, altímetro, e indicador de velocidade vertical. O tubo pitot está localizado no borda da frente da carenagem do mastro. As fontes estáticas estão localizadas em cada lado cabine, atrás das portas traseiras. Água pode ser drenada das linhas pitot e estática removendo-se os plugues plásticos de dreno nos quais são acessíveis através da tampa do painel traseiro de inspeção no lado de baixo da cabine. Drenar as linha pode ser necessário somente se o indicador de velocidade ou o altímetro parecerem irregulares. Fonte Pitot e estática devem ser inspecionadas frequentemente por insetos ou outras obstruções. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA ELÉTRICO 7.12 Um sistema elétrico de 28 volts DC é padrão. Componentes do sistema primário são uma bateria chumbo-ácida, um gerador de partida, e uma unidade de controle gerador. A bateria é localizada abaixo do assento dianteiro esquerdo, ou em um compartimento no lado esquerdo do compartimento de bagagem. O painel de disjuntores esta na saliência a frente do assento dianteiro esquerdo. Disjuntores são marcados para indicar função e amperagem, e normalmente são do tipo “empurre para rearmar”. Um interruptor da bateria controla o relê da bateria, na qual conecta a bateria ao sistema elétrico. Um fio protegido por um fusível próximo a bateria passa por fora (bypass) do relê da bateria para permitir que o relógio e tacômetros recebam energia mesmo com o interruptor da bateria desligado OFF. O interruptor aviônicos controla energia para os aviônicos. Isso permite que os aviônicos sejam desligados em um único interruptor. Mantendo equipamento elétrico sensível desligado quando o gerador é ligado ON os protege contra picos de tensão. Um amperímetro indica saída total no gerador. Um voltímetro digital no qual lê a tensão no barramento principal no painel de disjuntores é incorporado como parte do indicador OAT. Indicação normal é de 27.3 a 28.7 volts com o gerador ligado ON. Uma unidade de controle gerador (GCU) controla a função do gerador de partida. Abaixo de 58 % de RPM na N1, a GCU está em modo de partida independente da posição do interruptor do gerador. Acima de 58%, a GCU automaticamente muda para modo gerador. O interruptor do gerador deve normalmente estar desligado na partida, para impedir a aplicação de carga do gerador no motor antes de alcançar a RPM ideal (marcha lenta - idle). Se a luz de sinalização GEN acender em vôo, desligue equipamento elétrico não essencial e mude o gerador para reiniciar/reset (posição momentânea) e então ON. Se o sinalizador GEN permanece iluminado, pouse assim que praticável. R66Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA ELÉTRICO (Continuação) 7.13 R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA ELÉTRICO (Continuação) 7.14 PAINEL DE DISJUNTORES - TÍPICO R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DE ILUMINAÇÃO 7.15 Um luz anti-colisão vermelha está instalada no cone de cauda e é controlada pelo interruptor strobo no painel de instrumento. Luzes de navegação estão instaladas em cada lado da cabine e na cauda e são controladas pelo interruptor nav lights. Uma luz no topo do para- brisa e luzes de poste iluminam o painel de instrumentos. Luzes do painel são ativadas quando o interruptor nav lights é ligado ON, e a intensidade da iluminação é controlada através de botão acima do interruptor nav lights. Uma luz de mapas sobre a cabeça e montada em um suporte giratório é controlada por um interruptor adjacente com ajustes alto e baixo. A luz de mapa por de usada para iluminação de emergência do painel de instrumentos. Um luz de cabine adicional com um interruptor adjacente é localizada logo atrás da luz de mapa. As luzes de mapa e cabine não são conectadas ao circuito de intensidade. Duas luzes de pouso longa vida, de descarga de alta intensidade (HID) estão instaladas no nariz. Um grande angular e uma de feixe estreito são utilizadas para aumentar a área iluminada. Um botão de farol de pouso controla as duas luzes e esta locaizado no poste central do cíclico. NOTA Operação contínua das luzes de navegação e pouso durante o vôo é recomendada para promover a prevenção de colisão. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos FONTE EXTERNA 7.16 Um receptáculo de fonte externa 28-volt MS3506 compatível é fornececido para fonte externa. Em aeronaves antigas, o receptáculo está localizado dentro da tampa direita do motor. Em aeronaves mais novas o receptáculo está localizado a frente do assento do piloto do lado de fora da cabine. Quando a bateria é ligada ON, o relê da fonte externa e da bateria se fecham quando conectada a fonte externa ao sistema elétrico da aeronave e bateria. O relê da fonte externa não se fechará se for provida polaridade reversa ao receptáculo. Providências são fornecidas para permitir o carregamento da bateria quando a chave da bateria está em OFF. Veja a Seção 8 para procedimentos de carregamento. PAINEL DE INSTRUMENTOS 7.16 Instrumentos primários padrão são um indicador de velocidade vertical, indicador de velocidade, tacômetro duplo motor (N2) e rotor, altímetro sensível, medidor de torque, e bússola magnética. Manômetros do motor incluem tacômetro da N1, medição da temperatura dos gases (turbina), pressão do óleo, temperatura do óleo, e quantidade de combustível. Também padrão são relógio, amperímetro, um medidor/voltímetro digital de temperatura externa e um horímetro. Um horímetro adicional é localizado do lado de fora do assento do piloto. Ambos os horímetros necessitam pressão de óleo na caixa de transmissão principal para serem ativados. O horímetro do lado de fora é ativado pelo coletivo e é aprovado para gravar tempo de serviço. Imagens de painéis de instrumento típicos são fornecidas nas páginas a seguir. Pilotos devem se familiarizar com o desenho do painel e equipamentos instalados para cada aeronave específica que eles voam. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1. Indicador Velocidade Vertical 18. Controle Intensidade Luzes Painel 2. Instrumento Opcional 19. Interruptor Luz Navegação 3. Indicador Velocidade 20. Interruptor Luz Strobo 4. Tacômetro N2 e Rotor 21. Interruptor Master Aviônicos 5. Altímetro 22. Interruptor Gerador 6. Instrumento Opcional 23. Interruptor Bateria 7. Medidor de Torque 24. Interruptor Ignição 8. Painel Sinalizador 25. Ar da Cabine 9. Botão de Teste dos Sinalizadores 26. Temperatura Externa Ar / Voltímetro 10. Relógio 27. Horímetro 11. Manômetro Temperatura Óleo Motor 28. Corte Combustível com Guarda 12. Manômetro Pressão Óleo Motor 29. Painel Controle Audio 13. Amperímetro 30. Fricção Cíclico 14. Marcador de Combustível 31. Aquecimento Cabine 15. Manômetro MGT 32. Interruptor ELT 16. Tacômetro N1 33. Interruptor Anti-gelo 17. Luz de Freio Rotor 34. Interruptor Aquecimento Pitot PAINEL DE INSTRUMENTOS - TÍPICO 7.17 (Configuração exata do painel pode variar com equipamentos opcionais e data de fabricação do helicóptero) R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1. Indicador Velocidade Vertical 20. Chave de Ignição 2. Instrumento Opcional 21. Manômetro MGT 3. Indicador Velocidade 22. N1 Tacômetro 4. Tacômetro N2 e Rotor 23. Ventilação de Cabine 5. Instrumento Opcional 24. Botão das Luzes de Navegação 6. Instrumento Opcional 25. Botão da Luz Anti-colisão 7. Altímetro 26. Botão Mestre dos Aviônicos 8. Torquímetro 27. Botão do Gerador 9. Relógio 28. Botão da Bateria 10. Painel de Luzes 29. Corte Combustível com Guarda 11. Botão de Teste do Painel de Luzes 30. Controles de Audio 12. Console do lado do Piloto 31. Aviônicos 13. Amperímetro 32. Horímetro 14. Temperatura do Óleo Motor 33. Fricção do Cíclico 15. Termômetro e Voltimetro 34. Aquecimento de Cabine 16. Pressão de Óleo do Motor 35. Botão de ELT (Opcional) 17. Controle Luz Painel 36. Botão do Aquecimento Pitot (Opcnal) 18. Liquidômetro 37. Anti-gelo do Motor 19. Luz do Freio Rotor R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos 1. Indicador Velocidade 19. Navegador GPS 2. Tacômetro N2 e Rotor 20. Botão de Ignição 3. Altímetro 21. Indicador do Freio Rotor 4. Torquimetro 22. Ventilação de Cabine 5. Tela Multi Funcional 24. Botão Luzes de Navegação 6. Painel de Luzes 24. Botão Luzes Anti-colisão 7. Botão de teste do Painel de Luzes 25. Botão Mestre dos Aviônicos 8. Tela Primária de Vôo 26. Botão do Gerador 9. Instrumento Opcional 27. Botão da Bateria 10. Relógio 28. Corte Combustível com Guarda 11. Amperímetro 29. Controles de Audio 12. Termômetro e Voltímetro 30. Aviônicos 13 Controle Luz Painel 31. Horímetro 14. Temperatura Óleo Motor 32. Fricção do Cíclico 15. Manômetro MGT 33. Aquecimento de Cabine 16. Pressão de Óleo do Motor 34. Botão ELT (opcional) 17. Liquidômetro 35. Aquecimento do Pitot (opcional) 18. Tacômetro N1 36. Botão Anti Gelo do Motor R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos PAINEL DE SINALIZAÇÃO 7.19 O painel de sinalização consiste de segmentos iluminados localizados no topo do painel de instrumentos principal. Se uma condição de cuidado ou aviso ocorrer, o segmento(s) apropriado é aceso indicando a natureza do problema. MR CHIP TR CHIP ENGINE FIRE ANTI ICE LOW FUEL LOW RPM AIR FILTER MR TEMP/ PRESS ENGINE CHIP ENGINE OIL GEN FUEL FILTER COWL DOOR EMU PAINEL SINALIZADOR O segmentos CHIP são acesos por um detector magnético de limalha em cada caixa de transmissão no qual coleta partículas metálicas para completar um circuito elétrico. A caixa de velocidades do motor tem dois detectores de limalha, onde cada um pode acender o segmento ENGINE CHIP. O segmento MR TEMP/PRESS e aceso tanto pelo interruptor de temperatura ou o de pressão do óleo na caixa de velocidades principal. O segmento ENGINE FIRE é aceso por um interruptor de temperatura no compartimento do motor. O segmento ENGINE OIL é ativado por um interruptor a pressão que é independente do transmissor de pressão do óleo. O segmento ANTI ICE acende através de um interruptor a pressão na linha anti-gelo do motor. O segmento GEN acende quando o gerador é desconectado do barramento elétrico principal. O segmento LOW FUEL é acessopor um interruptor flutuante no tanque que é independente do transmissor de quantidade de combustível. O segmento FUEL FILTER acende quando um interruptor a pressão detecta queda excessiva de pressão através do filtro de combustível. O segmento LOW RPM é acesso por um sensor medindo a velocidade no final da linha de transmissão da caixa de velocidades principal. Uma buzina toca simultaneamente com o acendimento do segmento LOW RPM quando a velocidade do rotor é abaixo de 95% RPM. A buzina é desabilitada quando o coletivo é todo baixado. O segmento COWL DOOR é aceso quando a tampa de acesso do filtro de combustível, a tampa de acesso direita do motor (no qual R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos acessa o receptáculo de fonte externa), ou a porta do bagageiro não estão fechadas. O segmento AIR FILTER acende quando queda de pressão através do filtro abre a porta secundária (bypass), permitindo ar não filtrado ao motor. O segmento EMU (Unidade de Monitoramento do Motor) indica que o estado do EMU, seja acessa, piscando ou apagada. O segmento EMU vai acender somente quando o botão de teste for pressionado. Um botão “empurre para testar” no painel de instrumentos deve fazer com que todos os segmentos na painel sinalizador, assim como a luz ROTOR BRAKE, se acendam quando pressionado. O segmento LOW FUEL leva aproximadamente 2 segundos antes de acender devido a um atraso de tempo no circuito (O atraso no tempo evita que agitação do combustível dê uma indicação errada). O segmento EMU leva aproximadamente 10 segundos para realizar um auto teste depois que a bateria é ligada antes de acender. O botão de teste pode ser usado no solo ou em vôo para verificar o funcionamento de todos os circuitos. TACÔMETRO DUPLO 7.20 Um tacômetro eletrônico duplo de motor (N2) e rotor é padrão. O sinal do tacômetro do motor é fornecido por um transdutor na caixa de velocidades do motor. O sinal do tacômetro do rotor é fornecido por imãs no cabeçote da transmissão do rotor de cauda na caixa de velocidades principal. Cada tacômetro está em um circuito separado cada um com seu disjuntor. O barramento do tacômetro recebe energia do barramento dos aviônicos, ou através do circuito por fora (bypass) de relê da bateria, enquanto a caixa de velocidades principal do rotor tenha pressão de óleo. Dessa forma os tacômetros irão receber força através do circuito bypass sempre que os rotores estiverem girando, mesmo que o barramento dos aviônicos esteja desligado. O circuito bypass é desconectado do barramento do tacômetro quando o botão de teste dos sinalizadores é pressionado. Pressionar o botão de teste enquanto o helicóptero estiver funcionando irá confirmar que os tacômetros estão recebendo energia do barramento dos aviônicos. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SISTEMA DE AUDIO 7.21 Um sistema de audio de cinco lugares é padrão. Um painel de controle de audio permite controle dos rádios comunicadores, intercom, e entrada auxiliar de audio stereo (ex. música). O sistema tem quatro modos de operação. No modo normal, todos os ocupantes escutam as comunicações de rádio recebidas e transmitidas, intercom e audio auxiliar. O piloto e co-piloto podem ambos transmitir no radio selecionado. No modo tripulação, o piloto e co-piloto são isolados dos ocupantes dos bancos traseiros. A tripulação não escuta audio auxiliar ou intercom dos bancos traseiros e eles não escutam audio auxiliar ou intercom da tripulação. O modo piloto isolado, o piloto é isolado de todos os outros ocupantes. O co-piloto é agrupado aos ocupantes dos bancos traseiros para intercom e audio auxiliar. No modo emergência, o piloto transmite e recebe somente no radio número um (independente da posição do interruptor no painel de audio). Qualquer outro audio é desabilitado. O três primeiros modos são selecionáveis através do painel de controle de audio. Modo emergência ocorre se energia no painel for perdida. Além de controles de modo, o painel de audio tem controles para ruído, volume, e seleção de radio transmissor e receptor. Um descrição detalhada desses controles pode ser encontrada no manual de operações do sistema de audio. Entradas para fone de ouvido estão localizadas no teto próximo e cada assento. Intercom do piloto e co-piloto e transmissor são controlados por um interruptor tipo gatilho no punho do cíclico. O gatilho tem duas linguetas. A primeira lingueta ativa o intercom e a segunda transmite. Botões adicionais do intercom estão localizados no lado da frente dos assentos traseiros e no assoalho dianteiro esquerdo. Intercom também pode ser ajustado para ser ativado por voz. Audio auxiliar pode ser ligado no conector na face da frente do painel de disjuntores. No modo normal, audio auxiliar é automaticamente colocado em mudo durante comunicações de radio. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos UNIDADE DE MONITORAMENTO DO MOTOR 7.22 A Unidade de Monitoramento do Motor (EMU) é um dispositivo de gravação digital montado atrás do painel do encosto do assento traseiro direito. A EMU monitora continuamente N1, N2, torque do motor, e MGT. A condição da EMU é indicada pelo segmento EMU no painel de sinalização. O segmento EMU vai acender somente quando o botão de teste das luzes de sinalização for pressionado. A EMU necessita aproximadamente 10 segundos para iniciar depois que a bateria da aeronave for ligada. Uma vez que a iniciação for completada, iluminação contínua no painel sinalizador significa operação normal da EMU. Piscar lentamente (uma vez a cada dois segundos) é um indicação dada se a EMU detectar uma falha nos transmissores ou circuito. Piscar rapidamente (quatro vezes por segundo) é uma indicação dada se a EMU tiver detectado um excedência. Uma indicação de falha ou excedência deve ser investigada e resetada por uma mecânico qualificado antes do próximo vôo. A EMU grava excedências dos limites do motor Rolls-Royce, não os limites operacionais da estrutura como dados na Seção 2. A EMU irá gravar excedências se qualquer um dos seguintes for excedido: MGT durante acionamento: 999°C, ou 927°C por 1 segundo, ou 810°C por 10 segundos MGT motor funcionando: 843°C ou 782°C por 6 segundos, ou 706°C por 5 minutos N1: 106%, ou 105% por 15 segundos N2: 110%, ou 105% por 15 segundos 78% a 88% por 60 segundos acima de 38% torque Torque: 122% por 15 segundos, ou 104% por 5 minutos A EMU também grava o ciclo de acionamento quando a N1 ultrapassa 30% e a MGT é pelo menos 343°C. A EMU é destinada para ser usada apenas como auxilia a manutenção. É da responsabilidade do piloto reportar qualquer observação de excedências e responsabilidade do operador manter um registro dos acionamentos do motor e tempo de serviço. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos AQUECIMENTO DE CABINE E VENTILAÇÃO 7.23 Aberturas de ar fresco estão localizadas em cada porta e no nariz. Aberturas das portas são abertas e fechadas utilizando-se o botão próximo a dobradiça da porta de ventilação. Um botão giratório é fornecido para selar e travar as aberturas. Para máxima ventilação, abra as ventilações completamente durante o pairado, mas apenas uma polegada ou menos durante o cruzeiro. O botão giratório pode ser usado para manter as aberturas de ventilação parcialmente abertas. A entrada de ar fresco no nariz é aberto puxando-se a alavanca de ventilação a frente do painel. Girar a alavanca de ventilação no sentido horário o irá travar em posição. Ar da entrada no nariz é direcionado ao longo da superfície interna do para-brisapara desembaçar assim como ventilar. Ar sangrado do compressor do motor é utilizado para aquecimento de cabine. Tubos levam o ar quente do motor para pontos a frente do pedais do rotor de cauda e no assoalho traseiro. Um botão de controle e calor localizado a esquerda do bastão do cíclico atua uma válvula no final do túnel de controle através de um cabo puxa- empurra para controlar aquecimento de cabine. Porque o aquecimento de cabine usa ar do compressor do motor, alguma degradação no desempenho ocorre com aquecimento ligado ON (veja Seção 5) CUIDADO Em caso de fogo no motor, aquecimento de cabine deve ser desligado (OFF). R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ASSENTOS, CINTOS E BAGAGEM 7.24 Os assentos não são ajustáveis, mas os pedais do piloto são ajustáveis. Cada helicóptero é fornecido com uma almofada no qual pode ser colocada atrás do piloto para o posicionar a frente. Isso permite que pilotos baixos alcancem os pedais, o bastão cíclico na sua posição mais a frente e os controles no painel central. Cada assento é equipado com um conjunto de cinto de segurança e alça de ombro com retentores. Os retentores normalmente são livres, mas irão travar se houver um movimento brusco como ocorreria em um acidente. O compartimento de bagagem principal é localizado entre a cabine e o compartimento do motor. É acessível através de uma grande porta no lado direito da aeronave. A luz de sinalização de tampas/portas (COWL DOOR) se acende para alertar o piloto quando a porta não estiver fechada. Uma luz ilumina o compartimento quando o interruptor da bateria está ligado. Amarras são fornecidas para firmar itens no compartimento de bagagem. Observe os adesivos/avisos de limite de peso. Compartimentos adicionais estão localizados embaixo de cada assento, com exceção do assento central. A almofada do assento se dobra a frente para acesso desses compartimentos. Não carregue esses compartimentos acima da linha e preenchimento máximo. As linhas indicam espaço necessário de esmagamento dos assentos em caso de acidente. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos TREM DE POUSO 7.25 Um esqui tipo mola deformável é utilizado como trem de pouso. A maioria dos pousos fortes vai ser absorvido de forma elástica. Entretanto em um pouso extremamente forte, as estruturas de suporte vão dobrar para cima e para fora enquanto o tubo central (crosstube) deforma (assume posição definitiva). Pequena deformidade do tubo central traseiro é aceitável. Entretanto, deformidade que permitirá ao esqui da cauda ficar a 34 polegadas do solo com a aeronave vazia em pavimento nivelado necessita troca do tubo central. Sapatas de aço endurecido são montadas na parte inferior dos esquis. Essas sapatas devem ser inspecionadas periodicamente, particularmente se pousos em auto rotação com contato no solo tenham sido realizados. Tenha as sapatas trocadas toda vez que parte mais fina for menor que 1/16 polegadas (0.06 in). FREIO ROTOR O freio rotor é montado na parte traseira da caixa de velocidades principal e atuado por um cabo conectado a uma puxador localizado no teto da cabine. Para parar o rotor, use o seguinte procedimento: 1. Depois de puxar o corte de combustível, espere ao menos 1 minuto 2. Puxe a puxador para a frente e abaixo usando força moderada (10 lb). 3. Depois que o rotor parar, solte o puxador ou, para utilizar como freio de estacionamento, enganche a corrente granulada no entalho do suporto. Uma luz de sinalização próxima ao interruptor da ignição acende quando o freio estiver travado. O freio deve ser solto antes de acionar o motor. Quando o freio estiver travado, a partida é desabilitada. CUIDADO Aplicar freio rotor sem esperar ao menos 1 minuto depois do corte do motor ou usando uma força que pare o rotor em menos de 10 segundos pode danificar as sapatas de freio. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos TRANSMISSOR LOCALIZAÇÃO EMERGÊNCIA (OPCIONAL) 7.26 A instalação do Transmissor de Localização em Emergência (ELT) consiste em um transmissor com bateria interna, uma antena externa, e um interruptor/sinalizador remoto. O transmissor é montado na estrutura superior dos tubos de aço e é acessível através da porta de entrada de ar no acesso do lado direito. O interruptor/sinalizador remoto está localizado a esquerda do bastão do cíclico. O ELT é operado por um interruptor no transmissor e por um interruptor remoto. O interruptor transmissor foi ajustado na posição ARM durante a instalação e deve estar sempre nessa posição para vôo. O interruptor/sinalizador remoto é um interruptor de 3 posições com luz sinalizadora. O interruptor deve estar na posição ARMADO para vôo. Com ambos os interruptores ajustados para armado, o ELT começará a transmitir quando sujeito a uma elevada carga G. Quando a unidade está transmitindo, a luz indicadora vermelha se acende. Movendo o interruptor para ON ativa o transmissor. Use a posição ON se um pouso de emergência for iminente e se o tempo permitir. Se o ELT for acidentalmente ativado, use a posição momentânea RESET & TEST do interruptor remoto para parar a transmissão e reinicie a unidade. O indicador vermelho vai parar quando a unidade for reiniciada. Para instruções mais detalhadas na operação do ELT, manutenção, e testes necessários, consulte o manual do fabricante fornecido com a unidade. R66 Seção 7 - Descrição dos Sistemas Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 8 MANUSEIO E MANUTENÇÃO CONTEÚDO Geral 8.1 Documentos Obrigatórios 8.2 Inspeções Obrigatórias 8.3 Manutenção Preventiva pelo Piloto 8.4 Alterações na Aeronave 8.5 Manuseio no Solo 8.6 Estacionando 8.7 Óleo e Filtro do Motor 8.8 Óleo e Filtro da Caixa de Velocidades 8.9 Fluído Hidráulico 8.10 Filtro de Ar 8.10 Lavagem e Enxágue do Compressor 8.10 Combustível 8.11 Bateria 8.11 Limpeza do Helicóptero 8.12 R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 8 MANUSEIO E MANUTENÇÃO GERAL 8.1 Essa seção descreve os procedimentos recomendados para manuseio, serviço, e manutenção do helicóptero R66. Todo proprietário deve permanecer em contato próximo com o Centro de Serviço Robinson para obter as informações de serviço e manutenção mais recentes. Proprietários devem também estar registrados na fábrica para receber boletins de serviço, mudanças para esse manual, e outras informações úteis assim que se tornem disponíveis. Regulamentações Federais colocam a responsabilidade da manutenção do helicóptero no proprietário e operador. Ele precisa se assegurar que toda a manutenção é realizado por mecânicos qualificados e de acordo com o Manual de Manutenção do R66 (Instruções para Aeronavegabilidade Permanente), Boletins de Serviço/Cartas de Serviço, e Diretivas de Aeronavegabilidade da FAA. Todos os limites, procedimentos, práticas seguras, limites de tempo, serviço, e requisitos de manutenção contidos nesse manual são considerados obrigatórios. Centros Autorizados de Serviço Robinson terão modificações recomendadas, serviço, e procedimentos operacionais emitidos pela FAA e pela Robison Helicopter Company. Essa informação será útil para se obter a máxima utilidade e segura com o helicóptero. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS 8.2 O Certificado de Aeronavegabilidade (FAA formulário 8100-2) deve ser visível na aeronave a todo o tempo. Os seguintes documentos adicionais devem ser carregados na aeronave: 1. Certificadode Registro (FAA formulário 8050-3) 2. Manual Operacional do Piloto 3. Peso e Balanceamento Atual Os seguintes documentos não devem ser carregados na aeronave, mas devem estar disponíveis para uso pelo mecânico ou piloto dando manutenção na aeronave. 1. Diário de Bordo da Aeronave 2. Diário de Bordo do Motor NOTA Documentos obrigatórios podem variar em países que não os Estados Unidos. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INSPEÇÕES OBRIGATÓRIAS 8.3 Regulamentações Federais exigem que o registro de toda aeronave civil dos E.U.A passe por uma completa (anual) inspeção a cada doze meses. Esse inspeção anual deve ser assinada por um mecânico com Autorização par Inspeção (IA). Essa inspeção é necessária tanto se o helicóptero for utilizado comercialmente ou privado. Além da inspeção anual, o Manual de Manutenção do R66 exige uma inspeção completa a cada 100 horas de operação. O helicóptero também incorpora uma número de componentes com tempo de vida limitado por fatiga que devem ser aposentados em intervalos de tempo específicos. A lista desses componentes está contida a seção Limitações de Aeronavegabilidade do Manual de Manutenção e Instruções para Contínua Aeronavegabilidade do R66. O helicóptero R66 incluí muitas característica únicas. Mesmo com um manual de manutenção, um mecânico de Estrutura e Motor (A & P) não está qualificado para realizar a inspeção acima do helicóptero R66 sem treinamento adicional. Dessa forma, essas inspeções devem ser realizadas somente por pessoal propriamente graduado que tenham completado com sucesso um curso de manutenção aprovado pela fábrica no helicóptero R66. A fábrica ocasionalmente publica Boletins de Serviço e a Administração de Aviação Federal (FAA) ocasionalmente publica Diretrizes de Aeronavegabilidade (ADs) que se aplicam a grupos específicos de aeronaves. Elas são mudanças ou inspeções obrigatórias nas quais devem ser realizadas dentro do tempo limite especificado. Proprietários devem periodicamente checar com o Centro de Serviço Robinson para ter certeza que os mais recentes Boletim de Serviço e ADs publicados foram cumpridos. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos MANUTENÇÃO PREVENTIVA PELO PILOTO 8.4 CFR 14 parte 43 da Regulamentação Federal permite que um piloto certificado realize manutenção preventiva. Manutenção Preventiva é definida nas regulamentações abaixo, e, como elas se aplicam ao helicóptero R66, incluem as seguintes: 1. Remover ou trocar tampas ou painéis de inspeção. 2. Trocar lâmpadas, refletores, e luzes de posição e luzes de pouso. 3. Trocar os seguintes filtros: ar do motor, óleo do motor, combustível, caixa de velocidades principal, e fluído hidráulico. 4. Trocar ou reabastecer os seguintes: óleo do motor, caixa de velocidades principal ou de cauda, e fluído hidráulico. 5. Inspecionar e limpar detectores de limalha. 6. Dar manutenção ou trocar a bateria. 7. Trocar sapatas gastas nos esquis do trem de pouso. 8. Limpar ou polir o exterior da aeronave. Apesar do trabalho acima ser permitido por lei, ele deve somente ser realizado por pilotos confiantes que eles estão qualificados a completar o trabalho com segurança. Todo o trabalho deve ser feito de acordo com o Manual de Manutenção do R66. Após completar o trabalho, quando requerido, o piloto deve registrar o seguinte no diário de bordo apropriado: 1. Data do trabalho realizado. 2. Descrição do trabalho. 3. Horas totais na aeronave. 4. Número do certificado do piloto. 5. Assinatura do piloto. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ALTERAÇÕES NA AERONAVE 8.5 A compacidade e muitas características únicas de projeto do helicóptero R66 faz qualquer mudança inoportuna. Características dinâmicas e suscetíveis a fadiga do rotor, transmissão, e sistemas de controle fazem qualquer modificação nesses sistemas extremamente perigosas. É também perigosa a instalação de qualquer equipamento eletrônico ou aviônicos não aprovado pela fábrica e fornecido. A compacidade do painel e túnel contendo os controles e feixes de fio faz com que a instalação de qualquer fio adicional provavelmente interfira no movimento livre dos controles. Os tacômetros eletrônicos e outros instrumentos podem ser afetados por outros equipamentos eletrônicos, e a sua confiança e precisão são essenciais para a operação segura do helicóptero. Instalação de dispositivos eletrônicos não autorizados podem resultar em condições perigosas. Por causa desse perigo em potencial, Robinson Helicopter Company não autoriza qualquer modificação ou alteração que não sejam aquelas fornecidas pela fábrica e instaladas por pessoal treinando pela fábrica. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos MANUSEIO NO SOLO 8.6 Para nivelamento, elevação, ou utilização de macacos, veja seção apropriada no manual de manutenção. O helicóptero é normalmente manobrado no solo utilizando-se rodas de manuseio no solo. Rodas de manuseio no solo são acopladas dentro dos tubos dos esquis do trem de pouso a frente dos suportes traseiros. Rodas devem ser removidas para vôo. Para acoplar rodas: 1. Segura a manivela e roda com o eixo protuberante na sua posição mais baixa. 2. Insira o eixo no suporte montado no esqui. Tenha certeza que o eixo está todo para dentro. 3. Puxe a manivela para o centro para levantar o helicóptero e trave a roda em posição. CUIDADO Quando baixando o helicóptero, a manivela tem uma tendência de bater. Manuseio no solo geralmente necessita duas pessoas: um para segurar a cauda em baixo e manobrar segurando na caixa de velocidades da cauda e um segundo para empurra na fuselagem. Mantenha os pés longe dos tubos do esqui. Outra opção, um carro reboque elétrico da Robinson pode ser usado conforme instruções fornecidas. CUIDADO Não mova o helicóptero segurando na guarda do rotor de cauda, bordo de fuga do estabilizador horizontal, rotor de cauda ou controles do rotor de cauda. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ESTACIONANDO 8.7 1. Coloque o controle cíclico em neutro e aplique fricção. 2. Coloque o coletivo todo baixado e aplique fricção. 3. Alinhe as pás do rotor aproximadamente da traseira para a frente. Aplique freio rotor. Use amarras das pás em condições de vento. CUIDADO Se utilizando amarras das pás do rotor, não aperte por demais as amarras (5 lb max tensão). Não puxe as pás para baixo para balançar o rotor. Para baixar uma pá, empurre para cima a pá oposta. 4. Durante condições de tempestade, helicóptero deve ser hangarado ou movido para uma área segura. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ÓLEO E FILTRO DO MOTOR 8.8 Quantidade cheia de óleo são 6 quartos e quantidade mínima para decolagem são 4 quartos. Quantidade é indicada a seguir: A indicação de 6 quartos é o topo da seção serrilhada da vareta. Indicação de 4 quartos é a base da seção serrilhada da vareta, ou o centro do visor de vidro do tanque de óleo. Intervalos de troca de óleo do motor foram projetadas para coincidir com os intervalos de inspeção da aeronave. Trocas de óleo adicionais não devem ser normalmente necessárias. Somente óleo de motor turbina na especificação AS 5780 HPC é aprovado. Os produtos a seguir são conhecidos por alcançarem a especificação e são recomendados. Outros produtos nos quais também alcancem a especificação podem ser usados. Produto Fabricante Mobil Jet Oil (MJO) 254 Exxon Mobil Lubrificantes British Petroleum Turbine Oil (BPTO) 2197 Air BP Lubrificantes O filtro de óleo do motor está localizado em cima do motor e é acessível via uma tampa deacesso no lado direito. Um pino indicador vermelho (indicativo de passagem alternativa iminente - bypass) se estende do fundo da caixa do filtro se o filtro ficar contaminado. Operação com filtro contaminado pode permitir a passagem de óleo por vias secundária (bypass). Óleo ainda será fornecido para o motor, mas não será filtrado. Se indicações errôneas forem suspeitadas, o indicador de bypass poderá ser reiniciado através do pressionamento do mesmo. Se o indicador estender durante o próximo vôo ou funcionamento do motor, de manutenção no filtro. Recorra ao RR300 Series Operation e ao Manual de Manutenção para instruções de serviço. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos ÓLEO E FILTRO DA CAIXA DE VELOCIDADES 8.9 A quantidade de óleo na caixa de velocidades principal e de cauda são indicadas por um visor de vidro. O visor de vidro está no lado esquerdo da caixa de velocidades e pode ser observado abrindo-se a tampa de inspeção do lado esquerdo. Uma luz ativada por um interruptor na porta ilumina o visor de vidro. O visor de vidro da caixa de velocidades da cauda é localizado na parte de trás da caixa de velocidades da cauda. Ambas as caixas de velocidades utilizam óleo Robinson P/N A257-22. Ambas as caixas de velocidade devem ser abastecidas até o centro o visor de vidro com o helicóptero nivelado. Um canal de abastecimento é fornecido no topo de cada caixa de velocidades. Veja o Manual de Manutenção do R66 para instruções sob adição de óleo. O filtro da caixa de velocidades principal está localizado no compartimento da caixa de velocidades e é acessível através de uma janela de inspeção no lado esquerdo. Um pino indicador vermelho (indicativo de passagem alternativa iminente - bypass) Óleo ainda será fornecido para o motor, mas não será filtrado. Se indicações errôneas forem suspeitadas, o indicador de bypass poderá ser reiniciado através do pressionamento do amesmo. Se o indicador estender durante o próximo vôo ou funcionamento do motor, de manutenção no filtro. Recorra ao RR300 Series Operation e ao Manual de Manutenção para instruções de serviço. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos FLUIDO HIDRÁULICO 8.10 O nível do fluido hidráulico é indicado por um visor de vidro no reservatório. O visor de vidro pode ser visto abrindo-se uma janela de inspeção no lado esquerdo. Uma luz ativada por um interruptor na porta ilumina o visor de vidro. Uma tampa de enchimento/ ventilação está localizada em cima do reservatório. Se o fluido hidráulico não estiver visível no manômetro visual do reservatório com o helicóptero nivelado, adicione fluído Robinson, número da parte A257-15 (MIL-PRF-5606). NOTA Leitura no visor de vidro vai ser mais alta com o sistema quente. FILTRO DE AR 8.10 O elemento de espuma filtrante de ar do motor pode ser removido para limpeza como necessário. O elemento deve ser limpo quando sujeira for visível ou quando contaminação for indicada pela luz de sinalização AIR FILTER. O elemento deve ser trocado se a espuma estiver visivelmente danificada ou deteriorada. Refira ao Manual de Manutenção do R66 para procedimentos de serviço. LAVAGEM E ENXÁGUE DO COMPRESSOR 8.10 O motor necessita enxágue periódico do compressor quando operado em uma atmosfera corrosiva. Lavagem do compressor devem ser completadas em intervalos específicos ou quando o desempenho do motor não for satisfatório. Refira ao Manual de Manutenção do R66 para procedimentos de enxágue do compressor e lavagem do compressor e intervalos recomendados. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos COMBUSTÍVEL 8.11 Tipos de combustível aprovados e capacidades na Seção 2. A aeronave deve ser aterrada eletr icamente antes do abastecimento. Possibilidades de aterramento são fornecidas dentro do porta de acesso para abastecimento, para um clipe de aterramento ou um plugue tipo M83413/4-1. Conecte o cabo de aterramento antes de remover a tampa do tanque. Um dreno rápido localizado no ponto mais baixo do tanque de combustível é acessível através de uma janela de inspeção no lado esquerdo da aeronave. Uma pequena quantidade de combustível deve ser drenada utilizando-se um dreno rápido antes do primeiro vôo de cada dia. Drene combustível suficiente para remover qualquer água ou contaminação. Se suspeitar de contaminação do combustível, continue drenando até que toda contaminação seja eliminada. O motor é equipado com um filtro de combustível. Um interruptor no filtro acederá a luz de sinalização FUEL FILTER se o filtro for contaminado. Combustível continuará a fluir para o motor com um filtro contaminado, mas pode passar por fora do elemento filtrante (bypass). Refira ao RR300 Series Operation e ao Manual de Manutenção para instruções de serviço no filtro. BATERIA 8.11 A bateria de 24 volts está localizada atrás de uma tampa a frente do compartimento sob o assento esquerdo dianteiro ou em um compartimento no lado esquerdo do compartimento de bagagem. Uma bateria descarregada é NÃO AERONAVEGÁVEL, porque terá a capacidade de reserva para operar o sistema elétrico caso o sistema de recarga falhe durante o vôo. A bateria pode ser recarregada utilizando-se o receptáculo externo de força localizado na tampa de acesso do motor no lado direito. Para corrente de carga abaixo de 10 amps, a força conectada ao receptáculo irá fluir diretamente para a bateria sem que o interruptor da bateria seja ligado. Para correntes maiores de carga, o interruptor da bateira deve estar ligado para permitir que a corrente flua através dos relês de força externa e bateria, ao invés do disjuntor de carga de 10 amps. Para mais informações sobre troca da bateria ou capacidade, consulte o Manual de Manutenção do R66. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMPEZA DO HELICÓPTERO 8.12 LIMPANDO SUPERFÍCIES EXTERNAS O helicóptero deve ser lavado com sabão neutro e água. Produtos muito abrasivos, sabão alcalino, ou detergentes podem arranhar superfícies pintadas ou plásticas, ou podem causar corrosão do metal. Cubra as áreas onde produtos de limpeza podem causar danos. Use o seguinte procedimento: 1. Enxágue a sujeira solta com água. 2. Aplique a solução de limpeza com um pano limpo, esponja ou escova de cerdas macias. 3. Para remover óleo e graxa, use um pano umedecido com nafta alifática. 4. Enxágue bastante todas as superfícies. 5. Qualquer boa cera automotiva pode ser utilizada para preservar as superfícies pintadas. Panos macios de limpeza ou camurça devem ser usadas para prevenir arranhões quando limpando ou polindo. CUIDADO Nunca utilize spray de alta pressão para limpar o helicóptero. Nunca assopre ar comprimido nos drenos nas pontas das pás do rotor principal ou de cauda. LIMPANDO JANELAS E PARA-BRISA 1. Remova sujeira, lama, ou qualquer partícula solta da superfície exterior com água limpa. 2. Lave com sabão neutro e água morna ou com limpador de plástico para aeronaves. Use um pano macio ou esponja em um movimento reto a frente e atrás. Não esfregue com força. 3. Remova óleo e graxa com um pano umedecido em álcool isopropílico (álcool de limpeza) ou nafta alifática. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos LIMPEZA DO HELICÓPTERO 8.12 (Continuação) CUIDADO Não utilize gasolina, outros alcóolicos, benzina, carbono tetracloreto, thinner, acetona ou spray de limpeza de janelas (vidro). Após limpar superfícies plásticas, aplique uma fina camada de cera de alto polimento. Esfregue levemente com um pano macio. Não utilize movimentos circulares. 4. Arranhões podem ser removidos esfregando jeweler’s rouge (composto polidor) seguido de uma mão de polidor plástico comercial.Use movimentos em oito quando polindo. LIMPANDO ESTOFAMENTO E ASSENTOS 1. Escove e aspire, então limpe com um pano úmido. Seque imediatamente. 2. Estofamento sujo, com exceção de couro, pode ser limpo com um bom limpador de estofamento compatível com o material. Siga instruções do fabricante. Evite encharcar ou esfregar com força. 3. Couro deve ser limpo com sabão de sela ou um sabão neutro forte e água. LIMPANDO TAPETES Remova a sujeira solta com uma vassoura ou aspirador. Para manchas use produtos de limpeza a seco não inflamáveis. R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 8 - Manuseio e Manutenção Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 9 SUPLEMENTOS GERAL Essa seção contém informação na forma de suplementos, nos quais são necessários para operação segura e eficiente quando uma ou mais dos seguintes opcionais é instalado. Informação contida no suplemento se aplica somente quando o equipamento relatado é instalado. CONTEÚDO Aquecimento do Pitot 9.1.1 Ar Condicionado 9.2.1 R66 Seção 9 - Suplementos Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos APROVADO PELA FAA MANUAL OPERACIONAL DO PILOTO R66 SUPLEMENTO DO AR CONDICIONADO 9.2.1 Esse suplemento deve ser incluído no Manual Operacional do Piloto quando ar condicionado de cabine for instalado. Informações contidas neste suplemento somente substituem o manual básico nas áreas listadas nesse suplemento. Para informações de limitações, procedimentos, e desempenho não contidas nesse suplemento, consulte o Manual Operacional do Piloto. R66 Seção 9 - Suplementos Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 1: GERAL INTRODUÇÃO Esse suplemento contém as mudanças e informação adicional aplicável quando o ar condicionado de cabine for instalado. SEÇÃO 2: LIMITAÇÕES Sem mudança. SEÇÃO 3: PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA Se o tempo permitir, desligue o ar condicionado (OFF) para maximizar a razão de planeio. SEÇÃO 4: PROCEDIMENTOS NORMAIS ANTES DE ACIONAR O MOTOR Interruptor A/C ..........................................................OFF OPERAÇÃO DO AR CONDICIONADO O ar condicionado é controlado pelo interruptor na parte final dianteira do duto sobre a cabeça. O interruptor permite a seleção dos ajustes de ventilador: desligado (OFF), baixo (LOW), e alto (HIGH). O compressor é automaticamente ativado ao se ligar o ventilador. Cada uma das sete saídas pode ser direcionada como desejado. NOTA Evaporador de condensação é drenado por um tubo através da barriga da aeronave. Drenagem de água durante operação no solo é normal. R66 Seção 9 - Suplementos Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 4: PROCEDIMENTOS NORMAIS (continuação) 9.2.3 CONFIGURAÇÃO PARA MÁXIMA DISTÂNCIA DE PLANEIO Para maximizar distancia de planeio, desligue o ar condicionado. CONFIGURAÇÃO PARA MÍNIMA RAZÃO DE DESCIDA Para minimizar razão de descida, desligue o ar condicionado (OFF). SEÇÃO 5: DESEMPENHO TETO PAIRADO IGE VS PESO BRUTO Com o ar condicionado ligado, adicione 2°C a OAT. TETO PAIRADO OGE VS PESO BRUTO Com o ar condicionado ligado, adicione 2°C a OAT. PERFORMANCE SUBIDA, 2700 LB PESO BRUTO Operação do ar condicionado pode reduzir a razão de subida em até 50 ft/min PERFORMANCE SUBIDA, 2200 LB PESO BRUTO Operação do ar condicionado pode reduzir a razão de subida em até 60 ft/min R66 Seção 9 - Suplementos Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 6: PESO E BALANCEAMENTO Sem mudança SEÇÃO 7: DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS O sistema de ar condicionado de cabine consiste em um compressor montado na caixa de velocidades principal, um condensador e dois ventiladores montados na parte baixa dianteira do compartimento do motor, um evaporador montado a frente do banco central traseiro, dois ventiladores montados em baixo dos assentos, um duto de saída sobre as cabeças, e linhas e mangueiras interligadas. O sistema utiliza gás refrigerante R-134a. O compressor é controlado por correias da transmissão do rotor de cauda e é equipado com uma embreagem eletromagnética. Quando o sistema é desligado (OFF), a embreagem do compressor é desacoplada, permitindo que a polia do compressor rode livremente. Os ventiladores sob os assentos traseiros retiram ar quente da cabine através do evaporador onde ele é resfriado. O ar resfriado é assoprado através de dutos atrás do assento central traseiro e então para o duto sobre as cabeças. O sistema é controlado por um interruptor no duto sobre as cabeça no qual permite selecionar os ajustes de ventilador para OFF, LOW e HIGH. O compressor é acionado automaticamente ao se ligar o ventilador. Um interruptor de temperatura desengata o compressor quando a temperatura do evaporador cai abaixo de zero. Interruptores de segurança desengatam o compressor se vazamento de gás refrigerante ocorrer o se pressão do gás refrigerante for excessiva. O compressor desengata quando o coletivo é todo baixado para assegurar que o desempenho da aeronave não é afetado quando entrando em auto-rotação. O compressor vai re-engatar 10 segundos após o coletivo ter sido baixado ou quando o coletivo for levantado da posição todo baixado, ou o que ocorrer primeiro. A embreagem do compressor e os circuitos do ventilador estão protegidos pelo disjuntor do A/C. R66 Seção 9 - Suplementos Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 8: MANUSEIO E MANUTENÇÃO Portas de carga padrão tipo automotivas estão localizadas no compressor. Carga normal são 2.5 lb (1.1kg) de refrigerante R-134a. Refira ao Manual de Manutenção do R66 para procedimentos completos de serviço do sistema. CUIDADO Sistema por ser reparado somente por pessoal qualificado seguindo procedimentos do Manual de Manutenção do R66. R66 Seção 9 - Suplementos Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 10 DICAS DE SEGURANÇA CONTEÚDO Geral 10.1 Dicas de Segurança 10.1 R66 Seção 10 - Dicas de Segurança Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO R66 Seção 10 - Dicas de Segurança Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos SEÇÃO 10 DICAS DE SEGURANÇA GERAL 10.1 Essa seção fornece sugestões ao piloto para operar o helicóptero com mais segurança. DICAS DE SEGURANÇA 1. Nunca empurre o cíclico a frente para descer ou para terminar uma subida (como você faria em um avião). Isso pode produzir uma condição de G negativo (sem peso), na qual pode resultar em uma pá do rotor principal acertando a cabine. Sempre use o coletivo para iniciar uma descida. 2. Nunca intencionalmente permita que a quantidade de combustível fique tão baixa a ponto de a luz de aviso de pouco combustível se acenda. 3. Nunca deixe o helicóptero desprotegido onde curiosos podem inadvertidamente danificar partes críticas, tais como as pás do rotor de cauda. 4. Ligue a luz estroboscópica antes de acionar o motor e a deixe ligada depois do corte até que os rotores parem de girar. A luz estroboscópica está localizada próximo ao rotor de cauda e fornece um aviso ao pessoal de solo. 5. Operação de todas as luzes externas mesmo durante o dia é recomendada para promover a prevenção de colisão. Strobo, navegação e luzes de pouso são longa vida e adequadas ao uso contínuo. 6. Nunca carregue carga externa, exceto quando usando um gancho aprovado, e nunca prenda nada no exterior do helicóptero. Também se certifique que não há objetos soltos na cabine, particularmente quando voando com qualquer uma das portas removidas. Mesmo um pequenoe leve objeto pode danificar o rotor de cauda em vôo. 7. Evite comandos brutos aos controles ou manobras aceleradas, particularmente em altas velocidades. Essas produzem cargas de alta fadiga e podem levar a falha de um componente crítico. R66 Seção 10 - Dicas de Segurança Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos DICAS DE SEGURANÇA 10.2 8. Uma mudança no som ou vibração no helicóptero pode indicar uma falha iminente de um componente crítico. Se um som desconhecido ou vibração começar durante o vôo, faça um pouso seguro e tenha a aeronave totalmente inspecionada antes que o vôo seja recomeçado. Paire o helicóptero próximo ao solo para verificar se o problema foi resolvido, e então tenha a aeronave inspecionada novamente antes de retomar o vôo livre. 9. Crie etapas para se assegurar que pessoal no solo ou curiosos permanecem afastadas do rotor de cauda e escapamento. Pás do rotor principal também podem ser perigosas, especialmente se pessoas estiverem em alguma elevação a partir do helicóptero. 10. Nunca permita que a RPM do rotor fique perigosamente baixa. A maioria dos pousos forçados vão ser passíveis de sobrevivência, desde que não seja permitido ao rotor estolar. 11. Nunca decole ou pouse a favor do vento, especialmente em grandes altitudes. O resultado da perda de sustentação translacional pode causar afundamento da aeronave no solo ou obstáculos. 12. Um descida vertical ou aproximação íngreme a favor do vento pode resultar uma “perda de potência”. Isso ocorre quando o rotor está sendo suportado pelo próprio fluxo de ar para baixo e potência adicional não irá parar a descida. Caso isso ocorra, reduza o coletivo e baixe o nariz para aumentar a velocidade. Afundamento com potência pode ser muito perigoso próximo ao solo já que a recuperação resulta em substancial perda de altitude. 13. O helicóptero é estável no seu trem de pouso desde que o contato com o solo seja feito verticalmente ou com a aeronave movendo a frente. Caso o contato com o solo seja feito com o helicóptero movendo para o lado ou para trás, danos e possível rolamento podem ocorrer. Pilotos com poucas horas e estudantes devem praticar pousos e pairado com a aeronave se movendo lentamente a frente. R66 Seção 10 - Dicas de Segurança Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos DICAS DE SEGURANÇA 10.3 14. Mesmo o motor sendo equipado com o governador de RPM, o controle de RPM não vai ser exato para mudanças grandes ou rápidas de potência. Se entrar em auto-rotação com rápidos comandos no coletivo, feche a manete antes de baixar o coletivo para evitar velocidade excessiva. 15. O motor pode levar vários segundos para saltar de baixa para alta potência. Potência deve ser aplicada cedo durante recuperação de potência em uma auto-rotação e em outras manobras de potência crítica. 16. Não tente acionar o motor se estiver distraído. Partida quente pode ser resultado de posição imprópria da manete ou corte de combustível ou de baixa força na bateria. Monitore a MGT continuamente e esteja preparado para puxar o corte de combustível (OFF) a qualquer momento durante o acionamento até que se alcance a RPM de marcha lenta (idle). 17. Não utilize mudança de passo pelo coletivo para frear o rotor durante o corte. Mudança de passo pelo coletivo produz sustentação nas pás, no qual pode desengatar a fricção anti- inclinação (Drop Stop) e permitir que as pás atinjam o conte de cauda. Também não freie ou pare os rotores segurando o rotor de cauda. Parar o rotor de cauda com a mão pode danificar a transmissão do rotor de cauda. 18. Não pouse em grama seca e alta. O escapamento é muito quente; um fogo na grama pode ser iniciado. 19. Sempre verifique a área por cabos e outras obstruções antes de praticar auto-rotações. R66 Seção 10 - Dicas de Segurança Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO NOTIFICAÇÕES DE SEGURANÇA As notificações de segurança a seguir foram publicadas pela Robinson Helicopter Company como resultado de vários acidentes e incidentes. Estudar os erros cometidos por outros pilotos irá lhe ajudar a evitar cometer os mesmos erros. NOTIFICAÇÃO SEGURANÇA TÍTULO SN-1 Atuação Inadvertida do Controle de Mistura em Vôo SN-9 Muitos Acidente Envolvem Rolagem Dinâmica SN-10 Acidentes Fatais Causados por Estol de Baixa RPM do Rotor SN-11 Manobras de Baixo G - Extremamente Perigosas SN-13 Não Prenda Itens aos Esquis SN-15 Esgotamento de Combustível Pode Ser Fatal SN-16 Cabos de Energia São Mortais Sn-17 Nunca Saia do Helicóptero com Motor Funcionando Segure os Controles Quando Embarcando Passageiros Nunca Pouse em Grama Seca e Alta SN-18 Perda de Visibilidade Pode Ser Fatal Excesso de Confiança Prevalece em Acidentes SN-19 Voar Baixo Sobre a Água é Muito Perigoso SN-20 Cuidado Com Vôos de Demonstração ou Treinamento Inicial SN-22 Sempre Reduza A Razão de Descida Antes de Reduzir Velocidade SN-23 Caminhar Sentido o Rotor de Cauda Pode Ser Fatal SN-24 Estol de Baixa RPM do Rotor Pode Ser Fatal SN-25 Gelo no Carburador SN-26 Vôo Noturno Mais Tempo Ruim Podem Ser Fatais SN-28 Escute por Falha Iminente de Rolamento Luz de Aviso da Embreagem SN-29 Pilotos de Avião Maior Risco Quando Voando Helicópteros SN-30 Objetos Soltos Podem Ser Fatais SN-31 Governador Pode Mascarar Gelo no Carburdor SN-32 Ventos Fortes ou Turbulência SN-33 Correias em V Girando o Rotor Durante Acionamento Motor SN-34 Vôos de Fotografia e Pesquisa Aérea - Risco Muito Alto SN-35 Voar Próximo a Torres de Transmissão SN-36 Velocidade Excessiva Durante Decolagem SN-37 Exceder Limitações Aprovadas Pode Ser Fatal SN-38 Praticar Auto-rotações Causam Muitos Acidentes de Treino SN-39 Vibração Fora do Comum Pode Indicar Rachadura Na Pá Do Rotor Principal SN-40 Fogo Pós-Acidente ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos INTENCIONALMENTE EM BRANCO ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-1 Publicada: Jan 81" Rev: Fev 89; Jun 94 ATUAÇÃO INADVERTIDA DO CONTROLE DE MISTURA EM VÔO Casos tem sido relatados onde o piloto inadvertidamente puxou o controle de mistura ao invés do aquecimento do carburador ou outro comando, resultando em uma parada completa e repentina do motor. Os botões tem formato diferente, o controle de mistura tem uma guarda no qual deve ser removida e uma trava “botão de pressão”, na qual deve ser pressionada antes de atuar. Essas diferenças devem ser reforçadas quando checando novos pilotos. Também, no R22, é uma boa prática sempre ir todo ao lado esquerdo do controle cíclico quando atuando o compensador lateral (Trim). Isso irá diminuir a chance de puxar o controle de mistura por acidente. Sempre utilize a pequena guarda de plástico na qual é colocada no controle de mistura antes de acionar o motor e não a remova até que se termine o vôo, quando o corte é puxado. Recoloque a guarda no controle de mistura, assim estará no local para o próximo vôo. Se o controle de mistura for puxado inadvertidamente, baixe o coletivo e entre em auto-rotação. Se houver altitude suficiente, empurre o controle de mistura e re-acione o motor utilizando a mão esquerda. NÃO desengate a embreagem. .......................................................................................................................... Notificações de Segurança SN-2 até SN-8 foram substituídas ou anuladas. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-9 Publicada: Jul 82"" Rev: Jun 94 MUITOS ACIDENTES ENVOLVEM ROLAGEM DINÂMICA Um rolagem dinâmica pode ocorrer toda vez que o trem de pouso entrar em contato com um objeto fixo, forçando a aeronave a rolar sobre o objeto em vez do seu próprio centro de gravidade. O objeto fixo pode ser qualquerobstáculo ou superfície que previna o esqui de se mover para o lado. Depois de iniciada, a rolagem dinâmica não pode ser interrompida aplicando-se força oposta ao cíclico somente. Por exemplo, assuma que o esqui direito entre em contato com um objeto e se torne o ponto pivô enquanto o helicóptero começa a rolar para a direita. Mesmo com aplicação do cíclico todo a esquerda, o empuxo do rotor principal ainda assim passará para o lado esquerdo do ponto pivô, e produzirá um momento de rolagem para a direita a contrário de para a esquerda. O vetor empuxo e o momento irão seguir a aeronave que continua rolando para a direita. Rapidamente aplicar coletivo todo em baixo é o modo mais eficiente de se parar uma rolagem dinâmica. Para evitar uma rolagem dinâmica: 1. Sempre pratique auto-rotações no pairado contra o vento e nunca quando o vento for de rajada ou superior a 10 nós. 2. Nunca paire próximo a cercas, irrigadores, arbustos, luzes de pista ou qualquer outros obstáculos no qual o esqui possa ficar preso. 3. Não pratique manobras no pairado próximo ao solo. Mantenha o esqui a pelo menos 5 pés acima do solo quando praticando vôo lateral a para trás. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-10 Publicada: Out 82" Rev: Fev 89; Jun 94 ACIDENTES FATAIS CAUSADOS POR ESTOL DE BAIXA RPM DO ROTOR A principal causa de acidentes fatais com helicópteros leves é falha para manter a RPM do rotor. Para evitar isso, todo piloto precisa ter seus reflexos condicionados, de forma que ele sempre adicionará o acelerador e baixará coletivo para manter a RPM em qualquer emergência. O R22 e o R44 tem demonstrado excelente resistência ao impacto, desde que o piloto voe a aeronave todo o caminho até o solo e execute um flare no fim para reduzir a velocidade de razão de descida. Mesmo quando caindo sobre terrenos irregulares, árvores, fios ou água, ele deve forçar a si mesmo a baixar o coletivo para manter a RPM até quase o impacto. A aeronave pode rolar e ficar seriamente danificada, mas os ocupantes tem uma excelente chance de sair caminhando dela sem nenhum ferimento. A força disponível do motor é diretamente proporcional a RPM. Se a RPM cair 10%, haverá 10% de perda de potência. Com menos potência, o helicóptero começara a afundar, e se o coletivo for levantado para impedi-lo de afundar, a RPM diminuirá ainda mais, causando um afundamento ainda mais rápido. Se o piloto não somente falhar em baixar o coletivo, mas ao invés puxar o coletivo para evitar que a aeronave vá para baixo, o rotor vai estolar quase que imediatamente. Quando ele estola, as pás podem tanto “ricochetear” e cortar o cone de cauda ou simplesmente parar de voar, permitindo que o helicóptero caia com uma razão extrema. Em qualquer um dos casos, o acidente resultante é provavelmente fatal. Não importa o que causa a baixa RPM do rotor, o piloto deve primeiro abrir o acelerador e baixar o coletivo simultaneamente para recuperar a RPM antes de investigar o problema. Este deve se um reflexo condicionado. Em vôo a frente, aplicar cíclico para trás para sangrar a velocidade também ajudará a recuperar a RPM perdida. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-11 Publicada: Out 82" Rev: Nov 00 MANOBRAS DE BAIXO G - EXTREMAMENTE PERIGOSAS Empurrar o cíclico a frente após uma puxada para trás ou uma subida rápida, ou mesmo em vôo nivelado, produz uma condição de vôo de baixo-G (sem peso). Se o helicóptero ainda estiver se movimentando a frente quando o piloto aplica cíclico para trás para recarregar o rotor, o disco do rotor pode se inclinar para trás em relação a fuselagem antes de recarregar. A principal reação de torque do rotor irá então se juntar ao empuxo do rotor de cauda para produzir um forte momento de rolagem para a direita na fuselagem. Com nenhuma sustentação do rotor, não existe controle lateral para impedir a rápida rolagem e batimento de mastro pode ocorrer. Batimento de mastro severo em vôo resultará em separação da transmissão do rotor principal e/ou contato da pá com a fuselagem. O rotor deve ser recarregado antes que cíclico lateral possa parar a rolagem. Para recarregar o rotor, aplique imediatamente cíclico gentilmente para trás, mas evite grandes comandos para trás no cíclico. (O baixo-G que ocorre durante uma rápida entrada em auto-rotação não é um problema porque baixando o coletivo reduz ambas sustentação e torque do rotor ao mesmo tempo.) Nunca tente demonstrar ou experimentar manobra de baixo-G, independente da sua habilidade e nível de experiência. Mesmo pilotos de teste altamente experientes morreram investigando as condições de vôo em baixo-G. Sempre seja cuidadoso para evitar qualquer manobra que possa resultar em condições de baixo-G. Acidentes com batimento de mastro são quase sempre fatais. NUNCA EXECUTE UMA MANOBRA DE BAIXO-G ......................................................................................................................................... Notificação de Segurança SN-12 foi substituída pela SN-24 ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-13 Publicada: Jan 83" Rev: Jun 94 MANOBRAS DE BAIXO G - EXTREMAMENTE PERIGOSAS As estruturas em L do trem de pouso quebram em muitos helicópteros quando o piloto tentou carregar uma carga externa amarrada ao esquis trem de pouso. O trem de pouso é otimizado para receber grandes cargas para cima. Consequentemente, tem muito baixa resistência no sentido contrário, ou na direção “para baixo”. Também, mesmo que seja um pequeno peso preso ao tem de pouso, podem mudar a frequência natural o suficiente para causar altas cargas devido as vibrações em vôo. Não tente carregar nenhuma carga externa ou objetos presos ao trem de pouso. ......................................................................................................................................... Notificação de Segurança SN-14 foi substituída pela SN-17, SN-27 e SN-28. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-15 Publicada: Ago 83" Rev: Jun 94 ESGOTAMENTO DE COMBUSTÍVEL PODE SER FATAL Muitos pilotos subestimam a seriedade do esgotamento de combustível. Ficar sem combustível é o mesmo que uma falha total repentina do motor ou sistema de transmissão. Quando isso ocorre, o piloto deve imediatamente entrar em auto-rotação e se preparar para um pouso forçado. Refira-se a Seção 3 do Manual Operacional do Piloto em Falha de Potência. Se a auto-rotação não for iniciada imediatamente, a RPM irá rapidamente decair, o rotor irá estolar, e os resultados serão provavelmente fatais. Acidentes sérios ou fatais tem ocorrido como resultado do esgotamento do combustível. Para assegurar que isso não ocorra com você, observe as seguintes precauções: 1. Nunca confie somente no manômetro de combustível ou na luz de aviso de pouco combustível. Esses dispositivos eletromagnéticos tem confiabilidade questionável em qualquer avião ou helicóptero. Sempre grave o horímetro todo vez que os tanques forem abastecidos. 2. Durante seu pré-vôo: a) Cheque o nível de combustível nos tanques visualmente. b) Tenha certeza que as tampas dos tanques estão firmes. c) Drene uma pequena quantidade de combustível de cada tanque e do gascolator (dreno de sedimentos) para verificar água ou qualquer outra contaminação. 3. Antes de decolar: a) Assegure-se que a válvula de combustível está toda aberta. b) Tenha certeza que a guarda está colocada sob o controle de mistura. c) Planeje sua próxima parada de abastecimento de forma que você tenha ao menos 20 minutos de combustível sobressalente. 4. Em vôo: a) Constantemente cheque ambos horímetros e medidores de combustível. b) Se qualquer um indicar pouco combustível, POUSE.c) Sempre pouse para reabastecer antes que o medidor do tanque principal marque menos que 1/4 do tanque. d) NUNCA permita que a quantidade de combustível fique tão baixa em vôo a ponto da luz de aviso se acender. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-16 Publicada: Abr 84"" Rev: Jun 94 CABOS DE ENERGIA SÃO MORTAIS Voar de encontro a fios, cabos, e outros objetos é de longe e causa número um de acidentes fatais em helicópteros. Pilotos devem constantemente estar em alerta para esse grande real perigo. • Procure pelas torres; você não verá os fios a tempo. • Voe diretamente sobre as torres quando cruzando linhas de transmissão. • Tenha consideração pelos pequenos, normalmente invisíveis, fios no solo, nos quais estão bem abaixo dos grandes e mais visíveis cabos. • Constantemente vasculhe terrenos altos, em ambos os lados da sua rota, por torres de transmissão. • Sempre mantenha pelo menos 500 pés AGL, exceto durante decolagem e pouso. Sempre voando acima de 500 pés AGL, você pode virtualmente eliminar a causa principal de acidentes fatais. ......................................................................................................................................... Notificação de Segurança SN-17 Publicada: Nov 84" Rev: Fev 89; Jun 94 NUNCA SAIA DO HELICÓPTERO COM O MOTOR FUNCIONANDO Muitos acidentes ocorreram quando os pilotos momentaneamente deixaram seu helicóptero abandonado com o motor funcionando e rotores girando. O coletivo pode rastejar para cima, aumentando tanto acelerador quanto passo, permitindo que o helicóptero levante e capote fora de controle. SEGURE OS CONTROLES QUANDO EMBARCANDO PASSAGEIROS É importante segurar firmemente em ambos cíclico e manete enquanto embarcando ou desembarcando passageiros com o motor funcionando, em caso deles esbarrarem inadvertidamente nos controles ou escorregarem no acelerador, o abrindo. NUNCA POUSE EM GRAMA SECA E ALTA O escapamento do motor é muito quente e pode facilmente inflamar grama ou arbustos altos. Um R22 foi completamente destruído pelo fogo depois de um pouso normal em grama alta. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-18 Publicada: Jan 85" Rev: Fev 89; Jun 94 PERDA DE VISIBILIDADE PODE SER FATAL Voar o helicóptero com visibilidade obscurecida devido a nevoeiro, neve, teto baixo, ou mesmo uma noite escura pode ser fatal. Helicópteros tem menor estabilidade inerente e mudanças de direção e rolagem bem mais rápidas que aviões. Perda das referências visuais externas pelo piloto, mesmo que por um momento, podem resultar em desorientação, comandos errados aos controles, e em acidentes descontrolados. Esse tipo de situação é provável de ocorrer quando um piloto tenta voar através de uma área parcialmente obscurecida e percebe tardiamente que ele está perdendo visibilidade. Ele perde controle do helicóptero quando ele tenta fazer a volta para recuperar visibilidade, mas é incapaz de completar a volta sem referências visuais. Você deve tomar atitudes corretivas antes de perder visibilidade! Lembre-se, diferentemente dos aviões, a capacidade única do helicóptero lhe permite pousar e utilizar transporte alternativo durante mal tempo, desde que você tenha um bom julgamento e força de vontade necessária para tomar a decisão correta. EXCESSO DE CONFIANÇA PREVALECE EM ACIDENTES Um traço pessoal comumente encontrado em pilotos envolvidos em acidentes sérios é excesso de confiança. Pilotos com muitas horas em asa fixa mudando para helicópteros e proprietário são particularmente suscetíveis. Pilotos de avião se sentem confiantes e relaxados no ar, mas não desenvolveram ainda sensibilidade para os controles, coordenação e sensibilidade demandada por um helicóptero. Proprietários são seus próprios patrões e podem voar sem disciplina, regras impostas, cheques periódicos de vôo e crítica de um piloto chefe. Um proprietário depende de auto-disciplina, na qual é as vezes é esquecida. Quando voando propriamente e de forma conservadora, helicópteros são potencialmente as aeronaves mais seguras construídas. Mas helicópteros são provavelmente as que menos perdoam. Eles devem sempre ser voados defensivamente. O piloto deve se permitir uma margem de segurança maior do que ele pensa ser necessária, só em caso. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-19 Publicada: Jul 85"Rev: Jun 94 VOAR BAIXO SOBRE A ÁGUA E MUITO PERIGOSO Muitos acidentes com helicópteros ocorreram enquanto manobrando baixo sobre a água. Muitos pilotos não compreendem a perda da percepção de profundidade quando voando sobre a água. Voar sobre água calma e transparente é particularmente perigoso, mas até mesmo água agitada, com sua constante variação de superfície, interfere com a nossa percepção de profundidade normal e pode fazer com que o piloto tenho um julgamento errado de sua altura sobre a água. MANTENHA 500 PÉS AGL SEMPRE QUE POSSÍVEL E EVITE MANOBRAS SOBRE A ÁGUA ABAIXO DE 200 PÉS AGL ......................................................................................................................................... Notificação de Segurança SN-20 Publicada: Set 85"" Rev: Jun 94 CUIDADO COM VÔO DE DEMONSTRAÇÃO OU TREINAMENTO INICIAL Um número desproporcional de acidentes fatais e não fatais ocorrem durante vôos de demonstração ou treinamento inicial. Os acidentes ocorrem porque indivíduos, que não os pilotos, são permitidos a manipular os controles sem estarem propriamente preparados ou doutrinados. Se um estudante começa a perder controle da aeronave, um experiente instrutor de vôo pode facilmente retomar o controle desde que o estudante não faça nenhum movimento grande ou abruto nos controles. Se, entretanto, o estudante fica momentaneamente confuso e faz um movimento grande repentino nos controles na direção errada, até mesmo o instrutor mais experiente pode não ser capaz de recuperar o controle. Instrutores são normalmente preparados para lidar com a situação onde o estudante perde controle e não faz nada, mas eles são raramente preparados para o estudante que perde controle e faz a coisa errada. Antes de permitir que alguém toque nos controles da aeronave, eles precisam ser exaustivamente doutrinados em relação a extrema sensibilidade dos controles em um helicóptero leve. Eles devem ser firmemente instruídos a nunca fazer um movimento grande ou repentino com os controles. E o piloto em comando deve estar preparado para instantaneamente agarrar os controles caso o estudante comece a fazer o movimento errado. ......................................................................................................................................... Notificação de Segurança SN-21 foi deletada. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-22 Publicada: Jul 86"" Rev: Jun 94 SEMPRE REDUZA A RAZÃO DE DESCIDA ANTES DE REDUZIR A VELOCIDADE Muitos acidentes de helicóptero foram causados pelo piloto reduzir sua velocidade a quase zero durante uma aproximação antes de reduzir sua razão de descida. Então quando o piloto levanta o coletivo e faz um flare para reduzir sua razão de descida, ele faz o flare dentro do seu próprio ar turbilhonado, necessitando um grande aumento de potência e passo pelo coletivo. A aeronave começa a entrar em anéis de vorticidade (afundamento com potência) e um pouso forçado ira ocorrer, geralmente seguido de uma rolagem. Isso pode acontecer durante uma aproximação íngreme tanto com ou sem potência. Isso pode ser evitado através da redução da razão de descida antes da redução de velocidade. Uma boa regra a seguir é nunca permitir que sua velocidade seja inferior a 30 nós até que sua razão de descida seja menor que 300 pés por minuto. .........................................................................................................................................Notificação de Segurança SN-23 Publicada: Jul 86"" Rev: Jun 94 CAMINHAR SENTIDO ROTOR DE CAUDA PODE SER FATAL Passageiros que não são pilotos morreram por caminharem inadvertidamente de encontro ao rotor de cauda girando. Toda possível precaução deve ser tomada pelo piloto para prevenir esse trágico tipo de acidente. As regras a seguir devem sempre ser observadas: 1. Nunca permita que ninguém se aproxime do helicóptero a não ser que sejam escoltados ou tenham sido propriamente instruindo. Se necessário desligue e pare os rotores antes de embarcar passageiros. 2. Sempre tenha a luz estroboscópica piscando quando os rotores estiverem girando. 3. Instrua os passageiros para estabelecerem e manterem contato visual com o piloto quando se aproximando do helicóptero (Isso os irá forçar a somente se aproximar pela frente ou lado, nunca pela cauda). 4. Instrua passageiros a deixarem o helicóptero no campo de visão do piloto e somente na região do nariz, nunca da cauda. 5. Seja especialmente cuidadoso quando pousando fora de aeroportos, já que crianças ou adultos não vistos podem se aproximar do helicóptero pela traseira. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-24 Publicada: Set 86"" Rev: Jun 94 ESTOL DE BAIXA RPM DO ROTOR PODE SER FATAL Estol de rotor devido a baixa RPM causa uma grande porcentagem de acidentes de helicóptero, tanto fatais como não fatais. Frequentemente mal compreendido, estol de rotor não deve ser confundido com estol da pá que recua no qual ocorre somente em altas velocidades a frente quando o estol ocorre sobre uma pequena porção da ponta da pá que recua. Estol de ponta de pá que recua causa vibração e problemas de controle, mas o rotor ainda fica altamente capaz de fornecer sustentação suficiente para suportar o peso do helicóptero. Estol de rotor, por outro lado, pode ocorre em qualquer velocidade, e quando ocorre o rotor para de produzir a sustentação necessária para suportar o helicóptero, e a aeronave literalmente cai do céu. Fortuitamente acidentes com estol de rotor geralmente ocorrem próximo ao solo durante decolagem ou pouso e o helicóptero cai somente 4 ou 5 pés. O helicóptero é destruído, mas os ocupantes sobrevivem. Entretanto, estol de rotor também ocorre em grandes altitudes e quando ocorre acima de 40 ou 50 pés AGL é muito provável que seja fatal. Estol de rotor é muito similar ao estol de uma asa de avião a baixa velocidade. Assim que a velocidade do avião diminui, o ângulo do nariz vai para cima, ou o ângulo de ataque da asa deve ser maior para que a asa produza a sustentação necessária para suportar o peso do avião. Em um ângulo crítico (por volta de 15 graus), os filetes de ar sobre a asa irão se separar e estolar, causando uma repentina perda de sustentação e um grande aumento no arrasto. Os pilotos de avião recuperam baixando o nariz do avião para reduzir o ângulo de ataque da asa abaixo do de estol e aumentam a potência para recuperar a velocidade perdida. A mesma coisa acontece durante estol de rotor em um helicóptero, com exceção de ocorrer com baixa RPM do rotor ao contrário de baixa velocidade. Assim que a RPM do rotor fica baixa, o ângulo de ataque das pás do rotor devem ser maiores para gerar a sustentação necessária para suportar o peso do helicóptero. Mesmo se o coletivo não for levantado pelo piloto para fornecer o ângulo da pá maior, o helicóptero começara a descer até que o movimento do ar para cima no rotor provoque o aumento necessário no ângulo de ataque da pá. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-24 (Continuação) Assim como na asa de avião, o aerofólio da pá irá estolar no ângulo crítico, resultando em uma perda repentina de sustentação e um grande aumento no arrasto. O arrasto aumentado nas pás age como um enorme freio rotor causando uma rápida desaceleração da RPM do rotor, aumentando ainda mais o estol do rotor. Assim que o helicóptero começa a cair, o fluxo de ar para cima continua a aumentar o ângulo de ataque nas lentas pás rotativas, fazendo com que a recuperação seja virtualmente impossível, mesmo com o coletivo todo baixado. Quando o rotor estola, ele não o faz simetricamente porque qualquer velocidade a frente do helicóptero irá produzir um fluxo de ar maior na pá que avança em relação a pá que recua. Isso faz com que pá que recua estole primeiro, permitindo que ela afunde enquanto recua enquanto a pá que avança contínua subindo. O resultado da baixa pá que recua e alta pá que avança é uma rápida inclinação do disco do rotor para trás, algumas vezes referido como “batida para trás do rotor”. Também quando helicóptero começa a cair, o fluxo de ar para cima sobre a superfície da cauda tende a colocar o nariz da aeronave para baixo. Esses dois efeitos, combinados com cíclico para trás pelo piloto tentando manter o nariz sem baixar, irá frequentemente permitir que as pá do rotor batam para trás e cortem o cone de cauda enquanto o helicóptero estolado cai. Devido a magnitude das forças envolvidas e a flexibilidade das pás do rotor, o freio anti-inclinação não irá evitar o corte do cone. O corte do cone como resultado, entretanto, é acadêmico, já que a aeronave e seus ocupantes já estão condenados pelo rotor estolado antes do corte ocorrer. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-25 Publicada: Dez 86" Rev: Nov 99 GELO NO CARBURADOR Gelo no carburador pode causar parada do motor, sendo mais provável de ocorrer quando houver alta umidade e orvalho visível e a temperatura do ar estiver abaixo de 70°F (21°C). Quando essas condições existirem, as seguintes precauções devem ser tomadas: Durante Decolagem - Diferentemente dos aviões, no qual decolam com acelerador completamente aberto, helicópteros decolam utilizando apenas a potência necessária, fazendo deles vulneráveis a gelo no carburador, especialmente quando motor e sistema de indução ainda estão frios. Use aquecimento de carburador total (é filtrado) durante aquecimento do motor para preaquecer o sistema de indução e então aplique aquecimento de carburador como necessário durante pairado e decolagem para manter marcador CAT fora do arco amarelo Durante Subida ou Cruzeiro - Aplique aquecimento de carburador como necessário para manter marcador CAT fora do arco amarelo. Durante Descida ou Auto-rotação - R22 - Abaixo de 18 polegadas do manômetro de pressão, ignore a marcador CAT e aplique total aquecimento de carburador. R44 - Aplique aquecimento de carburador como necessário para manter marcador CAT fora do arco amarelo e aquecimento de carburador total quando houver umidade visível. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-26 Publicada: Jan 87" Rev: Jun 94 VÔO NOTURNO MAIS TEMPO RUIM PODEM SER FATAIS Muitos acidentes fatais ocorreram a noite quando pilotos tentaram voar em tempo ruim depois do anoitecer. A taxa de acidentes fatais a durante vôo noturno é muitas vezes maior que durante vôos diurnos. Quando está escuro, o piloto não pode ver fios ou a base das nuvens, ou nevoeiros. Mesmo quando ele os consegue ver, ele é incapaz de julgar sua altitude porque não existe o horizonte para referência. Ele não percebe que está lá até que ele tenha realmente voado para dentro dele, e de repente perde suas referências visuais externas e sua habilidade de controlar a atitude do helicóptero. Como o helicóptero não é inerentemente estável e tem uma razão de rolagem muito grande, a aeronave irá rapidamente sair do controle, resultado em um acidente de alta velocidade que normalmente é fatal. Tenha certeza de NUNCA voar a noite a não ser que você tenha céu claro com teto ilimitado ou muito alto e muita luz celestial ou no solo para referência. ROBINSON HELICOPTERCOMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-27 Publicada: Dez 87" Rev: Jun 94 FECHAR A MANETE DE SURPRESA PODE SER FATAL Uma avaliação de novos instrutores de vôo que atendam ao SafetyCourse na RHC revelou que muitos não sabem como simular para o aluno uma pane de potência segura. Eles podem ter aprendido como responder a uma manete fechada, mas eles não aprenderam como preparar o aluno para uma pane de potência simulada ou como controlar uma situação onde a reação do aluno é inesperada. O aluno pode congelar nos controles, apertar o pedal errado, levantar o coletivo em vez de abaixá-lo ou simplesmente não fazer nada. O instrutor tem que estar preparado para controlar qualquer reação inesperada do aluno. Antes de dar ao aluno uma pane de potência simulada, cuidadosamente prepare-o e certifique-se que vocês já voaram juntos o suficiente para estabelecer o entendimento e comunicação fundamental entre instrutor e aluno. Passe o exercício juntos várias vezes até que a reação do aluno seja correta e previsível. Nunca surpreenda o aluno. Diga que você vai dar a ele uma pane de potência simulada alguns minutos antes de você fechar a manete, diga claramente “pane de potência”. A P.A. deve estar abaixo de 21 polegadas e a manete fechada lentamente, nunca de uma vez. Siga-o em todos os controles e aperte os músculos da sua perna direita para se prevenir caso ele aperte o pedal errado se ficar confuso. Também assuma que você terá de completar a entrada da auto rotação por você mesmo. Nunca espere para ver o que o aluno faz. Planeje-se para iniciar a recuperação dentro de um segundo, independente da reação do aluno. Já houve casos em que o motor foi desligado durante uma pane de motor simulada. Por precaução, sempre efetue uma pane de motor simulada, dentro de uma distância de planeio para uma área aberta e lisa, onde você esteja certo de que possa completar uma auto rotação com contato com o solo com segurança, caso isso se torne necessário. Também, nunca pratique pane de potência simulada até que o motor esteja completamente aquecido. Espere até que você tenha voado pelo menos entre 15 e 20 minutos. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-28 Publicada: Jul 88 " Rev: Jun 94 FIQUE ATENTO A FALHA DE ROLAMENTO IMINENTE A primeira indicação de uma falha nas esferas dos rolamentos é normalmente um aumento perceptível de ruído. O ruído irá quase sempre começar várias horas antes do rolamento se quebrar e bem antes de haver qualquer aumento de temperatura do rolamento. Detectando ruído no rolamento: - Para detectar uma possível falha no rolamento do sistema de transmissão, o piloto deve abrir sua porta direita, descobrir sua orelha esquerda e escutar o som do sistema de transmissão durante o acionamento e corte. Depois que o piloto se tornar familiarizado com o som normal do sistema de transmissão, ele deve ser capaz de detectar o ruído feito por um rolamento em pane. O rolamento em pane irá produzir um som ganido, surdo e prolongado ou barulho sirene. Uma vez tendo ouvido o ruído fora do normal, o piloto tem que imediatamente deixar o helicóptero indisponível e ter os rolamentos inspecionados completamente por um mecânico qualificado. A falha de um rolamento em vôo poderia resultar em um sério acidente. Não confie em Telatemps. - Um rolamento em pane não irá se esquentar o suficiente para escurecer os Telatemps até que ele realmente comece a se desintegrar e tenha o atrito de aço com aço. Isso deve ocorrer somente segundos antes de uma falha completa. LUZ DE AVISO DO CLUTCH É normal que a luz do clutch ocasionalmente se acenda durante o vôo por um curto período de tempo (esse período varia de helicóptero para helicóptero, mas normalmente não mais que 3 ou 4 segundos) para retensionar as correias em “V” quando elas se aquecem e se folgam ligeiramente. Entretanto, se a luz do clutch piscar ou permanecer acesa por um tempo maior que o normal, isso pode indicar um problema na correia ou rolamento do sistema de transmissão. Se isso acontecer, imediatamente puxe o disjuntor do CLUTCH. Selecione um ponto de pouso seguro e faça um pouso normal com potência. Esteja preparado para entrar em autorrotação caso aconteça uma falha no sistema de transmissão. Depois de pousar, faça o corte do motor normal. Cheque as correias em vê e certifique-se que elas estão em suas ranhuras e que não estejam quebradas ou deterioradas. Cheque o retentor dos rolamentos superior e inferior para verificar danos nos lacres. Cheque os indicadores Telatemp. Se houver danos nos lacres, temperatura acima do normal ou diferença entre ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Telatemps dos rolamentos de 20º F ou mais, faça com que o helicóptero seja inspecionado por um mecânico antes de vôos futuros.Se nenhum problema for achado, reacione o helicóptero usando o procedimento normal. Observe a luz do clutch e se o funcionamento se mostrar normal, continue o vôo. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-29 Publicada: Mar 93" Rev: Jun 94 PILOTOS DE AVIÃO SÃO UMA ALTO RISCO VOANDO HELICÓPTEROS Já houve vários acidentes fatais envolvendo experientes pilotos, com muitas horas em avião, mas com uma experiência limitada em helicópteros. As reações inerentes de um piloto de avião experiente podem ser mortais quando se voa um helicóptero. O piloto de avião pode voar bem um helicóptero durante manobras normais, sob condições normais, quando se tem tempo para pensar sobre a resposta de controle apropriada. Mas quando se exige uma reação rápida sob circunstâncias inesperadas, ele pode reagir como se estivesse em uma avião e cometer m erro fatal. Sob tais condições, suas mãos e pés movem-se puramente por instinto. Sem pensamentos conscientes. Essas reações podem estar baseadas na sua grande experiência, por exemplo, nas reações desenvolvidas quando se voa avião. Por exemplo, em um avião, sua reação ao sinal de aviso de estol seria imediatamente empurrar o manche para frente e adicionar potência. Em um helicóptero, colocar o cíclico para a frente quando o piloto ouve o aviso de baixa RPM, faz com que ela caia ainda mais podendo resultar em um estol de rotor, especialmente se ele também “adicionar potência” (coletivo para cima). Em menos de um segundo, o piloto pode estolar o rotor, fazendo com que o helicóptero caia. Outro exemplo é a reação necessária para fazer a aeronave descer. Se o piloto de helicóptero tiver que descer repentinamente para desviar de um pássaro ou outra aeronave, ele repentinamente abaixa o coletivo com um movimento muito pequeno do cíclico. Na mesma situação, o piloto de avião empurraria o manche para frente para mergulhar. Um rápido movimento do cíclico para frente nessa situação resulta em uma condição de baixo G, o que pode causar uma batida de mastro, resultando em uma separação do mastro do rotor principal e a aeronave, ou uma pá se chocando contra a fuselagem. Uma situação similar existe quando se termina uma subida depois de uma puxada no cíclico para trás. O piloto de avião faz isso colocando o manche para frente. O piloto de helicóptero tem que usar o coletivo ou uma aplicação gradual e suave do cíclico para frente. Para se manter vivo em um helicóptero, o piloto de avião experiente, tem que dedicar um tempo considerável e esforço para desenvolver reações seguras em helicópteros As reações aprendidas no helicóptero têm que ser mais fortes e se sobrepor às reações aprendidas no avião, pois tudo acontece mais rápido no helicóptero. O piloto não tem tempo para pensar que ele fez o movimento errado, pensar sobre isso e corrigir o erro. É muito tarde; o rotor já estolou ou a pá já se chocou com a fuselagem e não existem mais chances para recuperação. Para desenvolver reações seguras no helicóptero,o piloto de avião tem que praticar cada procedimento várias vezes com um instrutor competente, até que suas mãos e pés façam sempre o movimento certo, sem a necessidade de um pensamento consciente. E ACIMA DE TUDO, ELE NÃO PODE JAMAIS EMPURRAR O CÍCLICO REPINTINAMENTE PARA FRENTE. Consulte também as Notas de Segurança SN-11 e SN-24 ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-30 Publicada: Jun 94 OBJETOS SOLTOS PODEM SER FATAIS Um acidente fatal recente ocorreu quando o piloto deixou que sua prancheta saísse pela porta esquerda e se chocasse com o rotor de cauda. Qualquer objeto solto que se choque com o rotor de cauda, pode causar um dano em usa pá. Perda ou dano na pá do rotor de cauda podem fazer com que ela perca seu balanceamento gerando uma forte vibração, que pode causar uma separação de todos os componentes da cauda inclusive a caixa de transmissão, do resto do cone de cauda, resultando em um acidente catastrófico. Acidentes com os R22’s têm sido causados por: tampas de tanque de combustível, pranchetas, pássaros e outros objetos que se chocam no rotor de cauda. Antes de cada vôo faça o que segue: 1. Dê uma volta completa na aeronave checando as tampas dos tanques, rotor de cauda e por qualquer coisa que possa prender o esqui, como linhas estáticas conectadas ao mesmo. 2. Guarda ou prenda todos os objetos soltos na cabine. 3. Feche firmemente todas as portas. 4. E nunca voe com a porta esquerda removida, (remova somente a porta direita para ventilação). Notificação de Segurança SN-31 Publicada: Dez 96 GOVERNADOR PODE MASCARAR FORMAÇÃO DE GELO NO CARBURADOR Com o governador da manete ligado, o gelo no carburador não se tornará aparente pela perda de RPM ou pressão de admissão. O governador irá, automaticamente, ajustar a manete para manter uma RPM constante e também uma pressão de admissão constante. Quando em dúvida, aplique o aquecimento do carburador como necessário para manter a CAT fora do arco amarelo durante o pairado, subida ou cruzeiro. Aplique todo o aquecimento do carburador quando a pressão de admissão estiver abaixo de 18 polegadas. Lembre-se também que se o assistente do aquecimento do carburador estiver sendo usado, ele irá reduzir a temperatura do carburador quando o helicóptero decolar para um pairado, então um ajuste no controle do aquecimento pode ser necessário. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-32 Publicada: Mar 98 VENTOS FORTES OU TURBULÊNCIA Voar com ventos fortes ou turbulência deve ser evitado, mas se uma condição inesperada de turbulência for encontrada, os seguintes procedimentos são recomendados: 1) Reduza a velocidade entre 60 e 70 nós 2) Aperte o cinto de segurança e apóie firmemente o antebraço direito na perna direita, para prevenir movimentos de controle não intencionais. 3) Não controle além do necessário. Evite movimentos de controle amplos abruptos. Permita que a aeronave oscile com a turbulência, e então recupere o voo nivelado aplicando movimentos de controle suaves e gentis. 4) Mantenha o governador na posição ‘ligado’ e não persiga a RPM ou a velocidade. Variações momentâneas de RPM ou velocidade são previstas. 5) Evite voar a sotavento de morros, serras ou prédios altos onde a turbulência tende a ser mais severa. 6) Nunca voe em condições de ventos fortes, dentro de vales profundos e estreitos, ou onde você não possa ver o final. Notificação de Segurança SN-33 Publicada: Mar 98 CORREIAS EM “V” GIRANDO O ROTOR DURANTE A PARTIDA DO MOTOR Correias em “V” novas nos helicópteros R22 ou R44 podem fazer com que o rotor gire durante a partida do motor. Isso coloca uma carga desnecessária no motor de arranque e pode gerar uma fadiga devido a uma excessiva força de torção no sistema de transmissão. Os procedimento a seguir são recomendados: Durante o corte, não desengraze o clutch Após desligar o interruptor mestre, coloque o interruptor do clutch na posição DESENGRAZAR. Antes do próximo vôo, espere que o clutch desengraze antes de acionar o motor. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-34 Publicada: Mar 99" Rev: Abril 2009 VOOS DE FOTOGRAFIA – ALTO RISCO Existe uma falsa impressão de que voos de fotografia podem ser feitos com segurança por pilotos com pouca experiência. Não é verdade. Muitos acidentes fatais acontecem durante voos de fotografia, e um grande número deles envolvendo helicópteros R22. Frequentemente, para agradar o fotógrafo, um piloto inexperiente diminuirá a velocidade do helicóptero para menos de 30 KIAS e tentará posicioná-lo para conseguir o melhor ângulo da foto. Enquanto manobra, o piloto pode se descuidar da velocidade e das condições do vento. O helicóptero pode rapidamente perder a sustentação de deslocamento e começar a descer. Um piloto inexperiente pode puxar o coletivo para conter a descida. Isso pode fazer com que a RPM caia, reduzindo a potência disponível e aumentando ainda mais a razão de descida e a queda da RPM. Abrir a manete aumentará o torque do rotor, mas não a potência disponível devido à baixa RPM. Sendo a tração do rotor de cauda proporcional ao quadrado da RPM, se ela cair abaixo de 80%, aproximadamente metade da tração do rotor de cauda será perdida e o helicóptero irá guinar a direita. Repentinamente, o decréscimo de PM também faz com que o rotor estole e o helicóptero caia rapidamente enquanto continua a girar. O resultado do impacto geralmente é fatal. Voos de fotografia devem ser conduzidos apenas por pilotos experientes e bem treinados e que: 1. Tenham pelo menos 500 horas como piloto em comando de helicóptero e mais de 100 horas no equipamento voado. 2. Tenham tido bastante treinamento nas técnicas de recuperação de baixa RPM e de anel de vórtice. 3. Estejam dispostos a dizer não ao fotógrafo e somente voarem a aeronave em velocidades, altitudes e ângulos de vento que forem seguros e que permitam uma boa trajetória de escape. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-35 Publicada: Abril 99 VOAR PRÓXIMO A TORRES DE TRANSMISSÃO Mal funcionamento do sistema elétrico tem ocorrido em aeronaves, incluindo helicópteros R22 e R44, quando em voo próximo a torres de transmissão de alta intensidade. Enquanto a localidade e a altura das antenas de transmissão estão plotadas nas cartas aeronáuticas, a potência do transmissor não está. As primeiras indicações de um campo de rádio de alta potência incluem uma forte interferência no sistema de intercomunicação e nos receptores de rádio da aeronave. O aumento da intensidade do capo pode causar um acendimento aleatório das luzes de aviso, e um mal funcionamento do governador e dos tacômetros. Se o piloto tiver tirado a mão do coletivo para ajustar o rádio devido à interferência, o inicio da atuação irregular do governador pode não ser percebida. Sob essas condições, o governador pode girar a manete para a marcha lenta ou abri-la rapidamente ocasionando um disparo de RPM do motor e do rotor. As precauções a seguir devem ser tomadas a fim de se reduzir o risco gerado por transmissores de rádio de alta potência. 1. Não voe próximo a torres de transmissão. 2. Não se distraia tentando ajustar o rádio ou o intercom para reduzir a interferência. Mantenha uma mão no coletivo e manete, e esteja preparado para desligar o governador e assumir a manete manualmente. 3. Embora um dano permanente seja improvável, verifique todo o sistema elétrico após ter voado através de um campo de rádio de alta potência. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-36 Publicada: Nov 00 DISPAROS DE RPM DURANTE A DECOLAGEM Helicópteros têm sido severamente danificados pordisparos de RPM durante a decolagem. Os disparos causaram uma vibração no eixo do rotor de cauda, o que levou à uma imediata quebra do eixo e do cone de cauda. Na faixa de operação normal de RPM, a vibração do eixo do rotor de cauda é controlada por um rolamento de apoio. Entretanto, o rolamento não é eficaz acima de 120% de RPM. A correlação mecânica pode ser causar um disparo de RPM durante a decolagem caso a RPM seja aumentada e ajustada para as condições normais de voo e o coletivo seja levantado antes de se ligar o governador. Disparos de RPM também podem ocorrem caso a manete seja segurada com força durante a decolagem, sobrepondo o governador. Pilotos inexperientes, que estão mais sujeitos a ficarem nervosos ou distraídos, são mais suscetíveis a esse tipo de disparo de RPM. Para evitar disparos de RPM durante a decolagem: 1. Sempre se certifique que o governador está ligado antes de aumentar a RPM para acima de 80%. 2. Verifique se o governador estabiliza a RPM próximo ao topo do arco verde. 3. Mantenha uma empunhadura relaxada na manete permitindo que o governador controle a RPM. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-37 Publicada: Dez 01 EXCEDER AS LIMITAÇÕES PRÉ-ESTABELECIDAS PODE SER FATAL Muitos pilotos não entendem o que é a fadiga de metal. Toda vez que um componente de metal sofre uma carga de esforço acima do seu limite de fadiga, danos não visíveis ocorrem dentro do metal. Não existe um método de inspeção que possa detectar esse dano invisível. A primeira indicação será uma pequena fissura microscópica dentro do metal, geralmente n~so identificável a olho nu. A fissura aumentará cada vez que o esforço crítico for repetido, até que a peça se quebre inesperadamente. O crescimento da rachadura ocorrerá rapidamente nas peças do sistema de transmissão devido às cargas de torção de alta frequência. Ela também ocorrerá rapidamente nos componentes do sistema do rotor devido à alta força centrífuga nas pás e na cabeça. Ciclos de danos por fadiga ocorrem a cada revolução de um eixo sobrecarregado ou pá do rotor. Se o piloto exceder os limites de potência ou de velocidade em algumas ocasiões sem que ocorra um dano algum dano, ele pode ser induzido a acreditar que seja seguro operar nessas altas cargas. Não é verdade. A cada segundo que as limitações são excedidas, mais ciclos de esforços ocorrem e dano adicional por fadiga pode se acumular dentro do metal. Eventualmente, uma fissura por fadiga surgirá e crescerá até que uma repentina falha ocorra. Se o piloto tiver sorte, a peça terá alcançado sua vida útil aprovada e terá sido substituída antes que a falha aconteça. Caso contrário, é provável que um acidente sério ou fatal aconteça. ATENÇÃO 1. Sempre opere a aeronave bem abaixo de sua Vne (Velocidade nunca a ser excedida) aprovada, especialmente em condições de ventos turbulentos. 2. Não opere o motor acima dos limites estabelecidos no gráfico de pressão de admissão (P.A.). 3. Não carregue a aeronave acima do seu limite de peso máximo permitido. 4. As condições de maiores danos ocorrem quando se está manobrando ou voando com uma combinação de alta velocidade e alto regime de potência. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-38 Publicada: Jul 2003" Rev: Out 2004 A PRÁTICA DE AUTO ROTAÇÃO CAUSA MUITOS ACIDENTES NA INSTRUÇÃO Todos os anos muitos helicópteros são destruídos simulando uma pane de motor que raramente ocorre. Durante a prática da auto rotação, muitos acidentes ocorrem quando o helicóptero desce abaixo de 100 pés AGL sem que todas as condições pré- estabelecidas tenham sido atingidas. Assim que a aeronave atinge os 100 pés AGL, faça uma recuperação imediata de potência, a menos que todas as seguintes condições tenham sido atingidas: 1. RPM do rotor no meio do arco verde. 2. Velocidade estabilizada entre 60 e 70 Kias. 3. Uma razão de descida normal, geralmente inferior a 1500 pés/min. 4. Curvas (se foi feita alguma) desfeitas. Instrutores podem achar útil cantar para o aluno “RPM, velocidade, razão de descida” antes de passar dos 100 pés. Em altitudes densidade acima de 4000 pés, aumente a altitude de decisão para 200 pés AGL ou mais. Uma grande porcentagem de acidentes na instrução, ocorrem depois de muitas auto rotações em sequência. Para manter a concentração do instrutor e minimizar a fadiga do aluno, limite a prática para não mais que 3 ou 4 auto rotações em sequência. Já houve casos em que o motor apagou durante a prática de auto rotação. Para evitar uma inadvertida parada do motor, não reduza a manete para marcha lenta. Reduza a manete suavemente para uma pequena separação visível das agulhas, então segure firmemente a manete para se sobrepor ao governador. Recupere a potência imediatamente se o motor ficar áspero ou a RPM de motor continuar a cair. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Notificação de Segurança SN-39 Publicada: Jul 2003 VIBRAÇÃO ANORMAL PODE INDICAR RACHADURA NA PÁ DO ROTOR PRINCIPAL Uma catastrófica quebra da pá por fadiga pode ser evitada se os pilotos e mecânicos estiverem alerta às indicações iniciais de uma rachadura por fadiga. Embora uma rachadura possa existir na estrutura interna da pá e não ser visível, um aumento significativo de vibração no rotor acontecerá antes de uma falha definitiva. Se o rotor estiver sem vibração logo após ter sido balanceado, e então, dentro de alguns vôos ele perder o balanceamento, o mesmo deve ser considerado suspeito. Examine cuidadosamente o sistema do rotor com um mecânico qualificado antes do próximo vôo. Se uma vibração do rotor principal aumentar rapidamente ou se tornar severa durante o vôo, faça imediatamente um pouso seguro. Não tente continuar o vôo para um local conveniente. Notificação de Segurança SN-40 Publicada: Jul 2006 INCÊNDIOS APÓS ACIDENTES Já houve inúmeros casos onde os ocupantes de helicópteros ou aviões leves sobreviveram a uma queda, mas foram severamente queimados pelo fogo que se seguiu após o acidente. Para reduzir o risco de ferimentos causados por um incêndio após um acidente, é altamente recomendado o uso por todos os ocupantes, o uso de macacão antichamas de Nomex, luvas e balaclava ou capacete. Notificação de Segurança SN-41 Publicada: Maio 2013 DISTRAÇOES DO PILOTO Distrações na cabine tem causado pilotos a perderem o controle do helicóptero. Leitura de gráficos, programação de aviônicos, ou atender a passageiros são algumas distrações comuns. Durante o vôo, é importante manter o os olhos focados fora da aeronave, e minimizar as distrações para evitar acidentes. Qualquer programação de aviônicos que demore mais que alguns segundos devem ser feitas quando ainda em solo. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos Quando pairando, mantenha ambas as mãos nos controles. Se sintonizando o rádio ou outro atividade for necessária, primeiro pouse e reduza o passo do coletivo. Quando lidando com distrações no vôo a frente, reduza a potência, diminua a velocidade, e frequentemente olhe para fora para verificar que o vôo está reto e nivelado. Ocasionalmente pilotos esquecem de travar as portas antes da decolagem. Nunca tente fechar a porta enquanto pairado ou em vôo. É mais seguro pousar antes de fechar a porta. ROBINSON HELICOPTER COMPANY Cmte.: Jussano Ferraz dos Santos