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Hidradenite supurativa 1 Hidradenite supurativa Marina Albuquerque 1) Hidradenite supurativa também chamada de hidrosadenite supurativa ou acne inversa doença inflamatória aguda na maioria dos casos, podendo se tornar crônica e recorrente, de causa desconhecida e patogenia possivelmente autoimune que começa com obstrução do ducto da glândula apócrina ocorre geralmente durante ou logo após a puberdade mais comum em mulheres jovens, principalmente em regiões ricas em glândulas apócrinas, como axilas, região inguinocrural, perianal e inframamária se caracteriza clinicamente por nódulos eritematosos dolorosos, que drenam um exsudato purulento; únicas ou múltiplas, podendo coalescer e formar abscessos dolorosos; pode haver mau odor maioria aguda, muitas vezes autorresolutivas a inflamação crônica pode levar a fístulas, com drenagem constante ou intermitente de secreção, podendo evoluir também com úlceras - menos comuns - e os episódios de inflamação evoluem com exacerbações e remissões, podendo levar à cicatrização com fibrose, contrações da derme e enduramento da pele Hidradenite supurativa 2 o diagnóstico é clínico, não havendo teste confirmatório pode estar associada a outras doenças, principalmente acne conglobata e foliculite abscedante do couro cabeludo complicações risco de CEC (raro) contraturas com restrição do movimento, infecções, anemia de doença crônica distúrbio linfático, levando à elefantíase Sistema de estadiamento de Hurley para hidradenite supurativa estágio 1: formação de abscessos (único ou múltiplos), sem fístulas ou cicatrizes estágio 2: estágio crônico; um ou mais abscessos amplamente separados, recidivantes com fístulas e cicatrizes; há contratura, redução na pilificação, podendo haver máculas nas regiões acometidas; pode haver formação de cicatriz em túnel (ou em ponte) com comedões duplos (na entrada e na saída), dentro do qual se acumula ceratina estágio 3: estágio crônico; estão presentes os achados do estágio 2 + múltiplos condutos e abscessos interconectados ao longo de uma área inteira; pode haver cicatrizes crateriformes que lembram as cicatrizes por acne Hidradenite supurativa 3 tratamento clínico - respostas ausentes ou incompletas, ou completas de pouca duração antibióticos retinoides finasterida imunossupressores medidas gerais analgésicos não opioides para a dor evitar uso de roupas apertadas suporte psicológico cessação do tabagismo controle do estresse grupos de suporte perda de peso cirurgia casos crônicos eficácia reconhecida a simples drenagem do abscesso tem recorrência altíssima, chegando a quase 100% resultados eficazes são vistos em exéreses amplas Deroofing clássico lesões pequenas a moderadas retirada do “teto” da lesão - epiderme e derme sobre a lesão explora-se também o subcutâneo em volta da lesão - pode estar acometido sem sinais clínicos Excisão cirúrgica ampla casos avançados, grandes lesões pode cursar com danos à rede linfática e elefantíase pós-operatória grandes cicatrizes Dissecção não aleatória pode ser usada em lesões extensas detecção clínica da área acometida, com remoção da epiderme e a derme do local; já no subcutâneo, remove-se apenas as porções com aspecto mais alterado (avermelhado gelatinoso) - menor dano linfático utiliza-se cicatrização por segunda intenção - mais demorada, mas menos complicações e melhor aspecto estético e funcional explora-se também o subcutâneo do entorno para identificar áreas acometidas