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Material do 
Estudante
Paisagismo: 
Técnicas e
Projeto
Material do 
Estudante
Paisagismo: 
Técnicas e 
Projeto
Editora Senac Rio – Rio de Janeiro – 2019
Material do 
Estudante
Paisagismo: 
Técnicas e 
Projeto
Serviço Nacional de Aprendizagem 
Comercial – SENAC ARRJ
Créditos
Paisagismo – Técnicas e Projeto © Senac, 2019
Direitos desta edição reservados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – 
Administração Regional do Rio de Janeiro. 
Vedada, nos termos da lei, a reprodução total ou parcial deste livro. 
Senac RJ
Presidente do Conselho Regional: Antonio Florêncio de Queiroz Júnior
Diretora Regional: Ana Cláudia Martins Maia Alencar
Diretor Administrativo-financeiro: Sylvio Britto
Diretora de Educação Profissional: Wilma Bulhões Almeida de Freitas
Editora Senac Rio
Rua Pompeu Loureiro, 45/11 andar
Copacabana – Rio de Janeiro – CEP: 22061-000 – RJ
comercial.editora@rj.senac.br
editora@rj.senac.br
www.rj.senac.br/editora
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
___________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ____________ __________________________________________________________________
S477p
SENAC Rio
Paisagismo : técnicas e projeto : material do estudante / SENAC Rio. - 1. ed. -
Rio de Janeiro : SENAC Rio, 2019.
256 p. : il. ; 28 cm.
Inclui bibliografia
anexos
ISBN 978-85-7756-459-0
1. Jardinagem paisagística. 2. Jardins - Projetos. I. Título.
19-56732 CDU: 712
CDU: 712
___________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ____________ __________________________________________________________________
Conhecendo os Estilos de Jardins
Conteúdo: Flavia Nunes Silva
Padma Ferreira Kukel
Maria de Fátima Gomes Vieira 
Validação Técnica: Padma Ferreira Kukel 
Maria de Fátima Vieira Gomes Vieira
Desenho Básico Aplicado a Paisagismo
Conteúdo: Padma Ferreira Kukel
Maria de Fátima Gomes Vieira
Tulio Galvão Vidal Correa
Validação Técnica: Padma Ferreira Kukel 
Maria de Fátima Vieira Gomes Vieira
Princípios Agronômicos e Botânicos Aplicados ao Paisagismo
Conteúdo: Flavia Nunes Silva
Padma Ferreira Kukel
Maria de Fátima Gomes Vieira
Cláudio da Silva Teixeira 
Validação Técnica: Padma Ferreira Kukel 
Maria de Fátima Vieira Gomes Vieira
Cláudio da Silva Teixeira
Compondo com a Vegetação Paisagística
Conteúdo: Padma Ferreira Kukel
Maria de Fátima Gomes Vieira 
Tulio Galvão Vidal Correa
Validação Técnica: Padma Ferreira Kukel 
Maria de Fátima Vieira Gomes Vieira
Projeto Integrador: Desenho Paisagístico
Conteúdo: Padma Ferreira Kukel
Maria de Fátima Gomes Vieira
Tulio Galvão Vidal Correa
Validação Técnica: Padma Ferreira Kukel 
Maria de Fátima Gomes Vieira
Material adaptado: Curso Básico em Paisagismo Senac Rio
conteúdo: Eng, Agrôn. e Paisagista Sheila Cavalcante 
Paisagista: Luiz Cancio
Desenho Instrucional: Gabriela Dantas
Juliana Garcia
Tuane Oliveira
Copidesque: Aline Ferreira
Projeto Gráfico: Mônica Vaz
Diagramação: Victor Willemsens
Ilustração: Michele Antonio
Validação Técnica: Fabiana Zveiter
Mônica Vaz
Produção Editorial: Andréa Regina Almeida 
Gypsi Canetti 
Michele Paiva
Impressão: Edigráfica Gráfica e Editora Ltda. 
1ª edição: junho de 2019 
As imagens de uso contratualmente licenciado, aqui inseridas, pertencem à G & S Imagens do Brasil Ltda. e são 
utilizadas para fins meramente ilustrativos, o que se aplica, inclusive, a todos os exemplos, modelos e/ou indivíduos 
constantes deste material.
Bem-vindo(a)!
Caro(a) estudante,
Parabéns pela iniciativa de buscar seu aprimoramento profissional!
Você está participando do curso Paisagismo: Técnicas e Projeto, 
desenvolvido pelo Senac. Serão 140 horas presenciais, durante as 
quais você terá a oportunidade de aprimorar, em grupo, técnicas 
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No curso, você encontrará contribuições valiosas para aprender a 
elaborar desenhos paisagísticos, seja organizando, seja identifican-
do e especificando os tipos de plantas mais adequados à execução e 
à manutenção da beleza de jardins.
Este material didático foi elaborado para orientar e complementar 
sua participação nos encontros presenciais do curso, além de garan-
tir um processo de aprendizagem dinâmico e objetivo. Ele está orga-
nizado em cinco unidades curriculares, que contemplam um conjun-
to de informações e orientações relevantes a fim de contribuir para 
seu desenvolvimento e sucesso profissionais.
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Desenho Básico 
Aplicado a Paisagismo
O curso Paisagismo: Técnicas e Projeto está organizado em cinco 
Unidades Curriculares. Veja.
Paisagismo: 
Técnicas e 
Projeto
Unidades 
Curriculares
Princípios Agronômicos 
e Botânicos Aplicados 
ao Paisagismo
Compondo com 
a Vegetação 
Paisagística
Projeto Integrador: 
Desenho Paisagístico
Conhecendo os 
Estilos de Jardins
Ic
o
n
o
g
ra
fi
a
Em todo o material, nos momentos oportunos, você encontrará íco-
nes que o ajudarão em seus estudos. São eles:
Saiba mais
Informações acrescidas ao texto com o objetivo de auxiliar a sua 
reflexão sobre o assunto estudado.
Dicas
Este ícone sugere práticas que facilitarão seu trabalho no dia a dia.
Atenção
Este ícone assinala/destaca uma informação de extrema importância.
Exemplificando
Indica um exemplo ou uma situação (case) para que você entenda 
melhor o assunto tratado.
O que é?
Apresenta o significado de palavras utilizadas no texto, a fim de 
facilitar sua compreensão do texto. 
S
u
m
á
ri
o Unidade Curricular 
Conhecendo os Estilos 
de Jardins
17 
Definições 
19 
História dos Jardins 
62 
Estilos de Jardins 
79 
Desenhos Técnicos 
Unidade Curricular 
Desenho Básico 
Aplicado a 
Paisagismo
119
Noções de Botânica 
103 
Conhecendo as Plantas 
128
Clima 
141
Adubação 
135 
Solo 
92 
Vistas Técnicas 
88
Desenhos Paisagísticos 
97 
Tipos de Espécies Vegetais 
em Desenhos Paisagísticos 
99 
Perspectiva 
Unidade Curricular 
Princípios 
Agronômicos e 
Botânicos Aplicados 
ao Paisagismo
148
Irrigação e Drenagem 
152
Controle de Pragas
Paisagismo: Técnicas e Projeto
193
Elementos Compositores 
165 
Paisagismo e os Cinco 
Sentidos 
171 
Princípios de Composição
179 
Estratos Vegetais na 
Composição de Jardins
186
Plantas na Composição de 
Jardins
196
Compondo em Varandas 
e Jardins de Inverno em 
Áreas Internas
213
Iluminação 
227 
Etapas do Projeto 
Unidade Curricular 
Compondo com 
a Vegetação 
Paisagística 
Unidade Curricular 
Projeto Integrador: 
Desenho 
Paisagístico 
Unidade 
Curricular
Conhecendo 
os Estilos de 
Jardins
A Unidade Curricular Conhecendo os Estilos de 
Jardins está desenvolvida em três temas. Veja.
Definições
1. Paisagem
2. Paisagismo
3. Jardim
História dos Jardins
1. O jardim desde os tempos de Adão e Eva
2. Jardins do Mundo Antigo
3. Jardim italiano – Renascimento
4. Jardim francês – Racionalismo
5. Jardim inglês – Paisagístico
6. Jardim japonês 
7. Breve história brasileira
Estilos de Jardins
1. Jardim clássico ou formal
2. Jardim rochoso ou rústico
3. Jardim oriental ou japonês
4. Jardim tropical
5. Jardim contemporâneo
Definições
18 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Paisagem
Refere-se ao espaço ou à extensãoterritorial abrangida em um lan-
ce de vista. Corresponde a uma vista natural, agradável, ou sua re-
presentação por meio de uma figura, como um desenho, uma pin-
tura ou uma fotografia.
2. Paisagismo
É uma atividade também denominada planejamento paisagístico 
ou arquitetura paisagística. Considera-se arte porque as plantas, 
pela sua diversidade de formas, cores e texturas, têm grande rique-
za plástica que, quando harmonizadas, tornam possível criar com-
posições de valor estético.
3. Jardim
Lugar que transmite harmonia, beleza e satisfação. É dinâmico, 
uma vez que os elementos são modificados pelo clima ou de acordo 
com as estações do ano. Deve sempre atender aos cinco sentidos: 
visão, tato, olfato, audição e paladar. 
Saiba mais
Jardim é uma palavra de 
origem hebraica.
As junções de GAN (pro-
teger, defender) e EDEN 
(prazer, satisfação, encan-
to, delícia) resultam na 
palavra inglesa GARDEN, 
que significa jardim. 
Material do Estudante 19
História dos 
Jardins
20 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Observar a história dos jardins é essencial, pois ela é o espelho 
do relacionamento humano com a natureza. 
1. O jardim desde os tempos de Adão 
e Eva 
No início da Bíblia encontramos 
o ponto de partida para o estu-
do dos jardins. Diferentemente 
da arquitetura, os jardins desa-
pareceram sem deixar marcas, 
então não dispomos de “ruínas 
de jardins”. O conceito bíblico 
de jardim, de algum modo, per-
maneceu em nosso subcons-
ciente como um bem perdido.
Dizemos que um lugar é paradi-
síaco quando apresenta vege-
tação exuberante, frutos, água, 
clima suave e está resguardado 
de certos perigos. Culturas e ci-
vilizações, ainda que diferentes 
entre si, concebem de maneira 
semelhante, quase universal, 
ideias como o paraíso terrenal 
e o Jardim do Éden. Maomé 
descreve ainda mais detalha-
damente o jardim para os fiéis 
islâmicos.
Nesse primeiro jardim bíblico, 
encontramos a maior parte dos 
elementos presentes nos jar-
dins posteriores. Os rios mar-
cam o desenho cruciforme, a 
água é abundante, as árvores 
embelezam e dão frutos, os ani-
mais vivem em perfeita harmo-
nia, toda a criação é exuberan-
te e perfeita, paraíso terrenal.
Material do Estudante 21
A maneira como o homem se relacionava com os recursos naturais 
mudou com o passar do tempo. Observe essa evolução na linha do 
tempo a seguir.
Nesse jardim surgiram os primeiros cercados pré-históricos, em for-
mato de círculo, com a sua carga simbólica e mágica (o sol, a lua e 
a fertilidade). Do círculo, passaram facilmente para o quadrado e 
para o retângulo. 
Existe, aqui, um princípio da geometria religiosa, processo em que o 
homem começa a atribuir poderes sobrenaturais às linhas traçadas 
com critérios geométricos e que também atribuía caráter sobrenatu-
ral a certos lugares. Os bosques sagrados abundaram na época pré-
-histórica e sua influência no jardim chegou até os nossos dias.
Ao longo da história, o jardim se expôs como uma composição artís-
tica, sendo complemento da casa ou parte integrante da cidade de 
acordo com diferentes civilizações e culturas.
60.000.000 
anos a.C
Começaram as glaciações, obrigando 
o homem a mudar seu estilo de vida.
O homem já usava a pedra como utensílio, 
como arma, conhecia o fogo, era um 
esperto caçador e colhia alguns vegetais.
O homem passa de caçador nômade a 
pastor, momento em que surgem os 
primeiros modos de agricultura (final 
do Mesolítico).
10.000 anos 
antes da 
nossa era ao 
final do 
Paleolítico
5.000 anos 
(- 4.000 a.C.)
Saiba mais
Surgimento da agricultura
Os animais eram impedi-
dos de fugir e protegidos 
contra a entrada de preda-
dores e inimigos por meio 
de cercas feitas de roche-
dos, pedras empilhadas, 
entre outros. Nesse con-
texto, de algum galho ou 
semente brotaram novas 
plantas, e foi a observa-
ção desse fenômeno pelo 
homem que deu origem à 
agricultura.
22 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Nesse período, apareceram:
2. Jardins do Mundo Antigo 
No Mundo Antigo notava-se a presença de alguns tipos de jardins, 
que eram considerados uma das maravilhas desse período históri-
co. Nesse contexto, destacam-se os seguintes tipos de jardins:
Cercas vivas
Parterres
Grutas
Lagos
Canais
Fontes
Quiosques
Pavilhões
Pérgulas
Esculturas
Topiárias
Saiba mais
Árvore da Vida
No Gênesis aparece “a 
árvore da vida”, daí sur-
ge a presença da árvore 
como um caráter religio-
so ou mágico. A renova-
ção rítmica do Cosmos se 
expressa simbolicamen-
te pela vida, morte e re-
generação da árvore.
Jardim 
egípcio
Jardim da 
Mesopotâmia
Jardim 
persa
Jardim 
grego
Jardim 
romano
Jardim 
islâmico
Jardins 
islâmicos 
na Ásia
Jardins 
hispano- 
-muçulmanos
Jardim 
medieval
Material do Estudante 23
2.1 Jardim egípcio
Em linhas gerais, o jardim egípcio desenvolveu-se de acordo com a 
topografia do Vale do Rio Sagrado (Nilo) e estendia-se em grandes 
planos horizontais, livres de acidentes naturais.
2.1.1 Formato 
A estilização geométrica e a rigidez retilínea, tão características 
dos monumentos egípcios, tiveram sua correspondência nos jar-
dins por meio da simetrização rigorosa dos extensos planos que 
os compunham.
Exemplificando
Tanques, caminhos, can-
teiros, perímetro do jar-
dim, tudo se baseava em 
um traçado retilíneo, se-
gundo proporções numé-
ricas tomadas de acordo 
com os costumes e cren-
ças nas relações entre os 
números e as proporções 
astronômicas. 
2.1.2 Plantas que constituíam o jardim egípcio
As plantas mais comuns eram:
- Palmeiras.
- Lótus.
- Papiros.
- Sicômoros.
- Figueiras.
- Parreiras. 
24 Paisagismo: Técnicas e Projeto
De modo positivo, a natureza viva existiu no Egito por vários milê-
nios. As coleções de sementes encontradas nas tumbas reais nos 
convencem da abundância de vegetais que cultivavam. As regas 
eram realizadas com frequência nos jardins, que se localizavam em 
alturas não atingidas pelas cheias, com água proveniente dos tan-
ques e canais construídos ao nível do rio Nilo.
Entre os elementos construídos podemos citar quiosques e pérgu-
las, estas suportadas por colunas de madeira que eram pintadas 
com cores vivas.
2.2 Jardim da Mesopotâmia
A antiga região que os gregos chamavam de Mesopotâmia ficava si-
tuada entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje se localiza o Iraque. 
Apesar de ter sido uma potente civilização, comparável apenas ao 
antigo Egito, o jardim mesopotâmico é muito menos conhecido do 
que o egípcio.
2.2.1 Plantas que constituíam o Jardim da Mesopotâmia 
As enchentes e inundações violentas arrastavam água, pedras e bar-
ro, fazendo desaparecer as construções que, geralmente, eram fei-
tas de adobe. Nos baixos-relevos, no entanto, era possível encontrar 
plantas e jardins esquematizados.
Cultivava-se cevada e trigo desde os tempos remotos. Cultivos irriga-
dos por fabulosos sistemas de canais transformavam a Mesopotâmia 
em um imenso jardim agrícola. As plantas estavam relacionadas com 
a religião e eram alvo de adoração como se fossem pequenas deusas.
Material do Estudante 25
2.2.2 Os Jardins Suspensos da Babilônia
O filósofo Estrabão e o imperador Nabucodonosor exerceram impor-
tante influência nesse tipo de jardim. Veja.
Nabucodonosor II (604 – 562 a.C.)
Criador de obras de engenharia e hidráulica, Nabucodonosor foi 
também o fundador dos famosos Jardins Suspensos da Babilônia, 
obra executada sobre terraços escalonados.
Existem algumas interpretações para a razão dos jardins suspensos: 
• Moradia dos deuses (lugares sagrados ou elevados).
• A esposa persa de Nabucodonosor estaria com nostalgia de 
seu país montanhoso.
• A estrutura em forma de terrações apresentava proteção con-
tra as enchentes dos rios. Em qualquer caso, o zigurate era 
comum nessa época.
Esse jardim foi famoso na antiguidade, nos relatos bíblicos e nas 
descrições dos historiadores gregos, que o incluíam entre as Sete 
Maravilhas do Mundo Antigo.
Estrabão (sec. I d.C.) 
Descreve o jardim suspenso como uma construção em terraços ele-
vados sobre uma plantaquadrada (com 40 metros de comprimento 
lateral, aproximadamente). Os terraços superpostos formavam vá-
rios andares (com até 25 metros de altura, mais ou menos). 
Cada terraço repousava sobre arcadas formadas por sólidos pilares 
ocos, preenchidos com terra vegetal. Máquinas hidráulicas subiam 
a água para cada andar, e o acesso das pessoas era feito por esca-
das em espiral que abraçavam os pilares.
O que é?
Zigurate
Era uma espécie de tem-
plo construído pelos as-
sírios, babilônios e su-
mérios, povos da Antiga 
Mesopotâmia. Essa cons-
trução tinha o formato 
de pirâmide, porém com 
a presença de “degraus”.
26 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.3 Jardim persa
 
A jardinagem persa está resumida em três elementos: 
O betume era um dos elementos principais para manter a im-
permeabilização dos terraços, acompanhado de uma “capa” 
dupla de tijolos e outra “capa” de chumbo, no qual finalmen-
te se colocava o substrato para o cultivo.
1 2 3
A grande 
admiração pela 
árvore, talvez 
pela aridez da 
terra e pela falta 
de vegetação. 
As plantações 
de árvores 
realizadas 
em forma de 
parques de 
caça, pos-
sivelmente 
em linhas, que 
formam largas 
avenidas para 
cavalgar ou 
passear de 
carro (o Jardim 
de Ciro). 
A valorização da 
água e a grande 
tradição hidráu-
lica dos persas, 
criadores das 
canalizações 
subterrâneas – 
transportavam 
água dos 
aquíferos das 
colinas até 
zonas distantes, 
evitando as 
perdas pela 
areia do deserto 
e a evaporação. 
Algumas dessas 
canalizações 
ainda estão 
sendo utilizadas 
no atual Irã.
Material do Estudante 27
2.3.1 Formato
O jardim persa é constituído por um recinto fechado retangular, 
com dois eixos perpendiculares em cujo cruzamento existe uma 
fonte. Cada eixo é um grande canal com coníferas plantadas no seu 
borde. Os retângulos resultantes inferiores estão divididos em par-
terres, localizados um nível abaixo das avenidas e dos canais, para 
facilitar a irrigação. Nos parterres existem diversas flores e árvores 
frutíferas, como romanzeiro, laranjeira e limoeiro. Os muros estão 
cobertos com rosas trepadeiras.
A análise de um tapete persa torna possível reconstruir um jardim.
 Relembrando... 
Com Adão e Eva o conceito de jardim surge como o paraíso, unindo o 
reino vegetal e animal, além de considerar ainda os aspectos envolvi-
dos na geometria mística.
28 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Esse tipo de jardim, dividido em quatro zonas, é a descrição bíblica 
do paraíso terrenal, cujos quatro rios marcam o desenho crucifor-
me. É a representação do cosmos, o mundo partido em quatro zo-
nas, por quatro rios diferentes. Na interseção se construía um palá-
cio, um pavilhão ou uma fonte, e para isso eram utilizados azulejos 
coloridos que revestiam as paredes e o fundo dos canais e tanques.
Esses jardins exerceram uma influência decisiva nos traçados poste-
riores, especialmente na estética do mundo muçulmano.
2.4 Jardim grego 
 
Com a Grécia inaugura-se o período clássico. Desaparece o colossa-
lismo, o homem passa a ser a medida de todas as coisas e a arqui-
tetura é projetada em harmonia com os homens. Nesse país de civi-
lização avançada, os jardins se caracterizavam por horto-pomares 
e parques arborizados.
2.4.1 Formato
Concebido com certa despreocupação, sua estrutura apresentava 
formas naturais adaptadas à vegetação e à topografia. Tais formas 
Material do Estudante 29
seguiam as curvas de níveis e integravam o entorno com as cons-
truções em um tipo de bosque salpicado de estátuas e construções 
de gênero sagrado ou mítico, em uma espécie de paisagismo primi-
tivo. Fugiam da simetria e da regularidade matemática tão comum 
aos jardins construídos no Egito.
Os jardins, por suas próprias características, não suportam os 
maus-tratos do tempo. Por isso, dos jardins cultivados na Antiga 
Grécia restaram apenas as descrições lendárias, mitológicas e ou-
tras de valor histórico que foram documentadas.
Da mitologia, temos o Jardim das Hes-
pérides, no qual eram cultivadas ár-
vores que produziam ricos “pomos de 
ouro”. Outro jardim foi o de Academus, 
ponto de reunião de professores e fi-
lósofos, germe das futuras Academias.
30 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.4.2 Como eram as plantas do jardim grego 
Segundo Homero e outros autores, o jardim grego era fechado, uti-
litário; as plantas cultivadas eram dispostas, regular ou irregular-
mente, de acordo com o gosto do proprietário.
A descrição de Homero do Jardim de Alcino 
reproduz a horta e o pomar que cons-
tituíam, em conjunto, os jardins 
gregos. Eles apresentavam carac-
terísticas simples, naturais e não 
tinham a simetria dos jardins 
egípcios.
Esses jardins eram um prolonga-
mento das casas, e a construção 
de colunas e pórticos fazia uma 
ligação entre o ambiente interior 
e o exterior. Neles eram culti-
vadas plantas para consumo, 
como: maçãs, peras, azeitonas, 
uvas e hortas.
O que é?
Botânica
É a parte da biologia que 
estuda as plantas. Con-
siste no estudo da mor-
fologia e da fisiologia dos 
vegetais.
Material do Estudante 31
Os jardins, também presentes na mitologia grega, são mencionados 
como lugares onde os deuses e deusas visitavam a Terra.
Podemos afirmar que tudo na paisagem da Grécia é um jardim 
cheio de grutas, fontes, bosques com árvores sagradas, estátuas, 
templos, passeios etc. 
2.5 Jardim romano 
Os romanos reuniram, em apenas um, os três tipos de jardins ante-
riores: dos egípcios, a geometria; dos gregos, um pouco de huma-
nismo; e dos asiáticos, os perfumes, jogos de água e pavilhões.
Os jardins aparecem nas ruínas romanas – essa é a primeira vez que 
se dispõe de descrições escritas, planos e ruínas físicas. 
2.5.1 Origem do jardim de pequena escala, próximo à 
residência
O desenvolvimento desse jardim indica, provavelmente, a ideia de pá-
tio, um recinto protegido e seguro, uma tradição entre os povos medi-
terrâneos. Temos de levar em conta ainda o modelo do bosque sagra-
do persa (para a caça), o passeio meditativo e a invocação religiosa. 
Saiba mais
Os gregos e a botânica 
Os gregos não se destaca-
ram como jardineiros mas 
como botânicos e natura-
listas. Teofrasto escreveu 
dez tomos de uma História 
das plantas (372-287 a.C.); 
podendo ser considerado 
o pai da Botânica. Escre-
veu, também, sobre téc-
nicas de horticultura, pro-
cedimentos para superar 
condições negativas do 
meio, pragas e doenças.
Saiba mais
As obras dos renascen-
tistas e dos ilustradores 
do séc. XVIII são modifi-
cações do traçado básico 
do jardim romano, assim 
como na atualidade o 
jardim paisagístico recebe 
a mesma influência, com 
evocações a paisagens, 
simbolismos, arquitetura, 
escultura (muitas delas 
saqueadas da Grécia) etc.
32 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.5.2 Origem do jardim de grande escala
O bosque sagrado e o pátio são estruturas do jardim romano, com 
todas as variantes e modificações que ocorreram no transcurso do 
tempo. Essas são as estruturas básicas dos jardins adotadas por 
toda a humanidade.
Com a introdução de colunas e pórticos, as vivendas romanas se 
abrem para o jardim. O horto tradicional perde seu caráter religioso 
e econômico, passa a orientar-se para o naturalismo e para a sa-
tisfação das novas necessidades de luxo e exotismo. A casa vai se 
transformando progressivamente até se converter em uma vila. 
2.5.3 Formato
• Estátuas isoladas que formam grupos distribuídos pela com-
posição paisagística, muitas delas saqueadas da Grécia.
• A arte da topiaria representava elementos decorativos (es-
tátuas, animais etc.) esculpidos em plantas. Eram utilizadas 
flores do campo, mas predominavam as plantas verdes.
• A água afigurava-se em fontes, cascatas, lagos e com um sis-
tema completo de irrigação. Nos pátios ajardinados de pe-
quenas proporções das cidades romanas surgiu uma forma 
decorativa de pintura ilusionista/naturalista. Eram executa-
das nos muros, com a técnica da perspectiva e representa-
vam áreas com gramados, árvores, flores, arbustos, fontes e 
animais, dandoaos olhos a ilusão de ampliação do espaço.
2.5.4 Desenvolvimentos no período
• Estrutura urbana de tipo regular, na qual aparecem espaços 
destacados para um tratamento com jardins públicos. 
• Vilas rurais, como a Villa Adriana em Tivoli e as Villas de Plinio 
em Roma, longe das cidades, que íam um retiro para a recep-
ção de amigos, produção de obras literárias ou apenas para 
contemplação. Essas propriedades eram naturalmente patri-
mônio das classes dominantes. Plinio possuía, no séc. I d.C., 
mais de quinhentos escravos e três propriedades, uma na ci-
dade e duas no campo.
Material do Estudante 33
A forma de vida se desenvolvia 
nas terras secas e áridas da 
Arábia, onde a população era, 
principalmente, nômade. Para 
o homem do deserto, o oásis 
marca um conceito fundamental 
para a compreensão do 
paraíso corânico, mas com a 
insegurança diante dos animais 
ferozes ou tribos inimigas.
2.6 Jardim islâmico
Voltamos à ideia paradisíaca como a origem da formação dos jar-
dins e a integração ideológica entre os povos diferentes que assimi-
laram o maometismo. O Corão é a revelação divina por meio de Ma-
omé e, para o crente, o paraíso corânico é uma fonte de inspiração 
artística e uma meta desejável, mas inalcançável na terra.
2.6.1 Formato
No jardim muçulmano, encontram-se água abundante, vegetação, 
frutos, aromas, cores, sombra, som das águas, arquitetura e pers-
pectiva. É mantida a tradição do jardim para o prazer e o espaço é 
tido como puro, geométrico, regular e fechado. 
Desde o Gênesis, vemos o mundo dividido em quatro partes por 
dois eixos perpendiculares.
O pátio é considerado característica essencial do jardim islâmico.
34 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Saiba mais
As cidades de Agra e Délhi 
foram os principais cen-
tros da arte muçulmana 
na Índia.
Saiba mais
O mausoléu A Tumba de 
Humayún é o mais antigo 
da Índia (1508-56).
Outro importante mauso-
léu é o Taj Mahal, obra de 
Shah Jahan (1592-1666). 
Esse monumento foi re-
sultado de seu grande 
amor pela esposa persa 
Mumtaz Mahal. Segundo 
a lenda, a imperatriz es-
colheu o lugar com base 
em um sonho, e o impera-
dor, um ano após a mor-
te trágica da esposa, deu 
início às obras no lugar 
escolhido. O Taj Mahal foi 
construído em 22 anos, de 
1632 a 1654.
2.7 Jardins islâmicos na Ásia
Na Índia, o islamismo foi adotado no século XI. Com isso, houve um 
choque de tendências. 
• Corrente vinda do deserto (esquemática).
• Corrente adaptada a uma natureza excessiva.
A arquitetura e a influência do paraíso persa são destaques no jar-
dim islâmico desenvolvido pelos mongóis. Havia três tipos: 
1. Palácios.
2. Jardins em torno dos mausoléus.
3. Jardins do paraíso (char bagh).
Os mausoléus 
O esquema do mausoléu era condizente com um grande recinto 
quadrado, dividido com precisão geométrica, à imagem do univer-
so ordenado. No centro, a tumba levantava-se sobre os quatro rios 
representados por canais. O jardim paraíso era um paralelogramo 
com quatro quadros em cada plano. A água dominava todos os jar-
dins. No núcleo do char bagh havia um canal central e muros altos 
que o protegiam dos ventos.
2.8 Jardins hispano-muçulmanos 
Os muçulmanos conquistaram a Espanha no ano 711 e permanece-
ram na península sete séculos, até serem expulsos pelos reis cató-
licos.
O jardim era tido como um paraíso e um isolamento, e a vegetação, 
considerada produtora de alimento ou puro prazer.
Esses jardins apresentam:
• Ordenação do espaço como contraposição à extensão aberta 
do deserto.
• Essência romana do pátio.
• Forma fechada e íntima que compõe parte do conceito total 
do edifício.
Material do Estudante 35
2.8.1 Formato
Eram utilizados materiais pobres, que combinavam as cores e as 
texturas. A água é o eixo da composição: tanques fontes, aspersores 
e cascatas, cuja evaporação aliviava o clima quente. Coexistiam a 
simetria e a assimetria. 
Córdoba 
O Pátio de los Naranjos (ano 786), na mesquita de Córdoba, é, talvez, 
o jardim de estrutura mais antiga de todos os hispano-muçulmanos. 
Os jardins dos Nazaríes de Granada, os de Alhambra e o Generalife 
são os mais conhecidos. Esses jardins tiveram acréscimos com as con-
quistas cristãs e nos períodos renascentista, romântico e moderno.
36 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Alhambra
Em Alhambra destaca-se seu 
recinto amuralhado, compos-
to de quatro pátios-jardins: o 
Adarve, o Machuca, o dos Ar-
rayanes (ou Comares) e o dos 
Leões.
O Pátio dos Arrayanes é um 
perfeito exemplo de pátio-jar-
dim retangular. Forma-se pela 
geometrização e pela síntese 
da linha reta. Em torno desse 
eixo, organiza-se o espaço con-
templativo, com água, pedra e 
vegetação linear.
O Pátio dos Leões, ao contrá-
rio, apresenta um aspecto mais 
íntimo e privado. Tem dimen-
sões reduzidas e pouca vege-
tação. No centro, há uma fon-
te da qual saem quatro canais 
com doze leões. Nele, centra-se 
todo o conjunto de Alhambra, 
que é uma representação do 
jardim corânico.
Material do Estudante 37
Pátio da Acequia 
O Pátio da Acequia é o melhor exemplo existente de pátio-jardim 
islâmico. A vegetação acompanha um eixo definido que serve 
como centro unificador de toda a composição.
Generalife 
O jardim de Generalife é um palácio-jardim (século XV) com aspecto de vila campestre. Está estruturado 
em vários pátios de níveis distintos, o que facilita a irrigação e as perspectivas. Cada recinto tem uma 
personalidade própria, sem deixar de formar uma sequência global.
38 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.9 Jardim medieval
Depois da queda do Império Romano, o luxo e o requinte foram 
abandonados; tornou-se a viver a economia rural e a simplicidade 
de hábitos.
As igrejas e os mosteiros constituíram-se em centros de toda a ati-
vidade social, qualquer espaço útil recebia seu uso funcional, como 
a obtenção de alimentos ou ervas.
O que era necessário para a subsistência dos monges deveria ser 
obtido no próprio convento. A água e o horto passaram a ocupar o 
primeiro lugar.
A arte dos jardins, como também outras manifestações culturais 
ficaram adormecidas com o fim do Império Romano.
As plantas medicinais eram valorizadas e apareceram os jardins 
botânicos, como o de Carlos IV de Praga.
Escritas de destaque:
• 1260: São Alberto de Magno escreve De Vegetabilibus como 
um testemunho de época.
• 1304: surge o Opus Ruralium de Petrus Crescencius, que abor-
da a manutenção dos gramados.
• 1467: Colonna escreve O sonho de Polifilo, no qual descreve, 
em detalhes, um jardim imaginário. Esse livro aparece como 
um estandarte dos humanistas do século XV e será a base dos 
novos jardins do Renascimento.
Material do Estudante 39
2.9.1 Vegetação e formato
As características básicas do jardim medieval são: 
• Planta quadrangular.
• Espaço fechado.
• Sentido utilitário das plantas. 
O centro do jardim é ocupado pelo elemento água, por meio de uma 
fonte ou poço que simboliza o centro da vida e facilita a irrigação 
em qualquer parte. 
Em torno desse centro simbólico e funcional há quatro canteiros 
geométricos separados entre si por caminhos. Alguns desses ca-
minhos exibiam plantas trepadeiras que formavam túneis. Cultiva-
vam-se ervas aromáticas e medicinais, temperos, algumas plantas 
frutíferas, uma pequena horticultura e também algumas flores.
O simbolismo tinha grande importância e acreditava-se que plantas 
medicinais guardavam propriedades químicas e mágicas. Algumas 
flores representavam o simbolismo religioso, como as rosas verme-
lhas, que remetiam ao amor divino.
Saiba mais
• Na Idade Média os 
jardins quase desapare-
ceram, ficando reduzidos 
a áreas confinadas em 
claustros destinadas ao 
cultivo.
• O banco com grama 
surge como uma evolução 
do banco de pedra.
• O labirinto aparece 
no século XII. Algumas ve-
zes aberto, em outras fe-
chado, simboliza sempre 
a busca.
• O jardim urbano não 
existe e, espontaneamen-
te, surgem espaços onde o 
povo se encontra.
40 Paisagismo: Técnicas e Projeto
3. Jardim italiano 
– Renascimento
O Renascimentosignifica uma 
oposição à Idade Média e traz 
de volta os tempos clássicos. 
Da Grécia herdou o espírito; 
de Roma, as formas artísticas. 
Tem como características o cul-
to à vida, ao amor e à natureza, 
como na época clássica.
3.1 Formato
O jardim do Renascimento é 
uma interação de várias cor-
rentes complexas e numerosas, 
cujas ideias vêm de Florença a 
Roma. O século XIV é o princí-
pio desse movimento na Itália, 
haja vista que uma vida urbana 
se desenvolve nas suas cida-
des-estados e a sociedade se 
distancia do conceito medieval. 
Na segunda metade do século 
XIV foi surgindo uma ligação en-
tre a edificação e a vegetação, 
expressa nos pórticos e galerias 
com arcos. Houve tentativa de 
unificação de várias perspecti-
vas em uma só linha visual, um 
primeiro domínio dos desníveis 
do terreno e das escadarias.
Alberti escreveu De re aedifica-
toria, um tratado de arquitetu-
ra que analisa a coordenação 
do jardim e da paisagem. Nele, 
estão resumidos os escritos de 
Plínio sobre parterres, estatuá-
ria e plantação de árvores que 
se uniam entre si. A obra apre-
senta características para esse 
tipo de jardim. 
Vila D’este
Material do Estudante 41
São elas:
• Implantação de regras matemáticas sobre como ordenar um 
jardim (Alberti e Francisco de Giorgio).
• Transferência para o jardim das regras guiadas para a cons-
trução do Palácio. 
• Desenho de uma planta para o jardim, como feito para a casa.
• Perspectiva sempre linear, em busca da direção mais favorá-
vel e precisa, sempre com um ponto de princípio e outro de 
término.
• O jardim como transição entre a arquitetura e a natureza.
• A vegetação sempre verde, perene, compacta, com aspecto 
definitivo (cipreste, pinus), massa uniforme que pode ser con-
trolada. As flores ficam reduzidas aos jardins secretos. 
• A água aparece de modo artificial ( jogos de água), como fon-
tes, cascatas e espelhos d’água. Tem representação escultóri-
ca, sendo Netuno a mais comum.
• A estatuária tem importância na decoração: bustos, colunas, 
baixo-relevo, balaustradas, jarros, grutas etc.
Exemplificando
Locais em que aparecem 
o jardim italiano:
• Villa Caprarola.
• Villa Lante.
• Projetos de Giacomo 
da Vignola.
• Villa Medici de Miche-
lozzo.
• Jardins de Boboli (Pa-
lácio Pitti) de Amman-
nati.
• Villa d’Este, em Tivoli, 
construída pelo Car-
deal Hipólito d’Este.
Villa D’este. O terreno, em níveis, facilita um jogo de vistas em uma grande exten-
são, ordenado por parterres e em torno de um eixo principal, que unia o palácio, e 
outro transversal, que separava a parte plana da mais acidentada.
O resultado é uma composição fechada, harmonicamente organiza-
da em terraços onde todos os espaços ficam definidos.
O jardim, fragmentado e concebido como uma verdadeira composi-
ção arquitetônica, é um complemento do palácio.
42 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Saiba mais
Vicino Orsini
Homem interessado em 
ciências ocultas, filosofia, 
mitologia clássica e outras 
matérias, que claramente 
se baseiam no jardim.
As linhas do desenho se 
perderam, restaram al-
guns grupos de estátuas e 
massa de vegetação. Seu 
traçado fugia às regras de 
harmonia que dominavam 
o Renascimento italiano. A 
vegetação era plantada de 
maneira desordenada. Ao 
subir uma colina, cabeças 
decapitadas emergiam do 
solo, chegando ao plano 
no qual existe um templo 
renascentista dedicado à 
sua mulher.
Encontra-se, também, 
uma grande cabeça com 
a boca aberta para simu-
lar a entrada do inferno. 
Ao que tudo indica, o pro-
jeto baseia-se na fábula 
dos gigantes que atacam 
o Olimpo. O jardim está 
mais próximo de um bos-
que sagrado do que de um 
jardim renascentista.
3.1.1 Localização do jardim italiano
Villa Orsini
A Villa Orsini é denominada O inferno da Bomarzo, no norte de 
Roma. Seu proprietário, Vicino Orsini, é, possivelmente, o autor do 
projeto. 
3.1.2 Fim do jardim italiano
Com a morte de Giacomo Barozzi Vignola, começa a desaparecer o 
jardim italiano como arte nacional e diferenciada. O contato com 
outras nações faz com que seu período inicie com esplendor, co-
piando e produzindo um ecletismo que se desvirtua do original (um 
barroco inicial). 
Como exemplo desse estilo de jardim temos Villa Aldobrandini e 
Villa Borghese.
4. Jardim francês – Racionalismo
No século XVI, as pequenas propriedades da França conservam a 
associação utilitário-ornamental. Numerosos tratados de agricul-
tura, que dedicam um capítulo ao jardim ornamental, aparecem 
nesse período. 
Os jardineiros aprendem a desenhar parterres de boj e de plantas 
aromáticas, modelam árvores e arbustos em formas geométricas 
ou figurativas. Tudo segundo o ritmo e a harmonia inspirados nas 
regras descritas por Alberti.
Mudança nos jardins Amboise, Blois e Gaillon
Seduzido pelos jardins de Poggioreale, perto de Nápoles, Carlos VIII 
regressa à França com um grupo de artistas italianos e transforma 
os jardins Amboise, Blois e Gaillon.
Os jardins, ainda fechados, não têm relação com a arquitetura dos 
palácios e castelos.
Material do Estudante 43
O jardim de Villers-Cotterêts
O jardim de Villers-Cotterêts apresenta, pela primeira vez na França, 
uma avenida de árvores de grande porte, formada pelos italianos 
residentes no país. Os artistas franceses inauguram uma tradição 
de viagem de formação à Itália, regressando com um conhecimento 
teórico e referências das obras visitadas.
4.1 Formato
O relevo na França, menos acidentado que na Itália, deixava os 
platôs com pequenos desníveis, o que possibilitava uma vista do-
minante de todo o conjunto de parterres. A água formava grandes 
espelhos em canais sobre os eixos ou em canais transversais. 
Nos cenários dos jardins de Vaux-le-Vicomte, cada visitante tinha 
direito aos efeitos surpreendentes dos princípios ópticos. Le Nôtre 
colocou, no extremo de cada parterre, um grande espelho d’água 
quadrado, com o objetivo de conseguir uma ilusão.
Versalhes: a influência do rei sobre os aspectos do jardim 
O rei Luís XIV, monarca absoluto conhecido como rei Sol, tinha três 
preocupações:
• Manter o poder.
• Distrair a corte e dominá-la.
• Organizar suas aventuras amorosas.
Saiba mais
André Le Nôtre era filho 
de jardineiros que traba-
lhavam com os melhores 
especialistas da França 
nos jardins do Palácio das 
Tulherias.
Le Nôtre passou a fre-
quentar os ateliês do 
Louvre e tinha grande ha-
bilidade com o desenho. 
Passou seis anos com Si-
mon Vouet – artista de 
Luís XIII –, dominava os 
problemas e teorias da 
perspectiva e estudava 
as Leçons de perspective 
positive, de Jacques du 
Cerceau. Nesse tratado, 
o autor representava os 
edifícios e as paisagens 
segundo as regras de uma 
ciência absoluta.
A construção de grutas nos jardins se popularizou na França, assim 
elas passaram a ser apreciadas por muitas pessoas e construídas 
com maior frequência.
Aquele que viesse do edifício, enxergaria como se as grutas re-
pousassem sobre os espelhos. Chegando ao canal, o observador 
voltaria a vista para contemplar o palácio e receberia outra surpre-
sa: a fachada seria inteiramente refletida no espelho d’água.
44 Paisagismo: Técnicas e Projeto
O jardim do rei absoluto não de-
veria ter limites ou, ao menos, 
não deveria demonstrá-lo. A 
cidade de Versalhes constituiu 
um salto qualitativo na história, 
superando Vaux-le-Vicomte. Le 
Nôtre obteve uma importância 
mais expressiva do que os ar-
quitetos Le Vau e Mansart.
Versalhes tinha um terreno com 
vários desníveis, pouca vegeta-
ção e áreas constantemente 
inundadas.
Material do Estudante 45
Em síntese, podemos descrever Versalhes do seguinte modo: 
• Terraço com extensos gramados, composto de grande espe-
lho d’água fronteiriço à longa fachada de 670 m do palácio e 
pelo magnífico tapete de relva (tapete verde).
• Enquadrado entre dois maciços de árvores, entrecortadas por 
fontes e pequenos e frondosos bosques, que se dividem em 
avenidas em forma de estrelas.
• Grande canal ao fundo em formato de cruz.
• Perspectiva retilínea com visão panorâmicados terraços e es-
cadas, que se desdobram suavemente e acompanham o de-
clive do terreno. 
• A vista encontra a natureza livre e canalizada pelas árvores, 
perdendo-se ao fundo do canal sobre um horizonte de prada-
rias. Outras perspectivas secundárias também são observa-
das do castelo.
• O jardim se completa com a decoração escultórica (jarros, vasos 
de bronze, taças de mármore com baixo-relevo alegórico etc.).
Além de Versalhes, existem outros locais que apresentam essas ca-
racterísticas de jardim, tais quais: Trianon, Clagny, Chantilly, Fon-
tainebleau, Meudon, Saint-Cloud e Sceaux.
Fontainebleau
46 Paisagismo: Técnicas e Projeto
5. Jardim inglês – Paisagístico
Compreende-se o jardim inglês como uma reação imediata/ins-
tantânea contrária aos excessos do racionalismo do jardim francês 
logo que termina a “era Le Nôtre”. 
O jardim inglês recebeu grande influência do jardim oriental (chi-
nês), praticado de maneira espontânea.
O Conselheiro Bacon é considerado a primeira pedra do jardim in-
glês, apesar do seu ecletismo.
O plano de mudança para o jardim inglês resume-se à obtenção de 
um visual agradável para cada mês, não somente pelas formas das 
flores ou frutos, mas também pelas folhas, pelas cores em contraste, 
pela textura etc., que representam a base do paisagismo moderno.
Saiba mais
Francis Bacon
Filósofo e ensaísta inglês, 
conhecido como Bacon de 
Verulâmio, barão de Veru-
lam (ou Verulamo, ou ain-
da Verulâmio) e Visconde 
de Saint Alban.
Material do Estudante 47
5.1 Influências no formato do jardim inglês
Observe a evolução do jardim inglês no esquema a seguir.
John Parkinson
A Garden of Pleasant Flowers (Um jardim de flores agradáveis), pri-
meiro grande livro sobre jardins da Inglaterra. Descreve quase mil 
flores, ervas, vegetais e árvores frutíferas. Inclui mais de 800 xilo-
gravuras, nomes de plantas latinos e familiares, descrição física e 
indicação das origens das plantas.
Mais adiante, outras publicações de botânica aplicada e obras dedi-
cadas ao cultivo de plantas com uma grande parte descritiva foram 
tornando-se comuns em razão dos descobrimentos dos botânicos 
nas colônias, que eram cada vez mais numerosas. 
No princípio do século XVIII, surgiram condições para uma nova for-
ma radicalmente distinta:
• Inglaterra obteve poderio marítimo e sua monarquia constitu-
cional correspondia a uma bandeira de liberdade diante das 
monarquias absolutistas de outros países europeus (França 
e Espanha) que, do ponto de vista colonial e comercial, eram 
seus grandes rivais.
• O local tinha condições climáticas, geográficas e culturais da 
Inglaterra, portanto bastante diferentes da francesa e italiana.
• Com o custo elevado da manutenção e conservação de jardins 
recortados, compostos por desenhos e formatos artificiais, os 
ingleses propuseram o jardim paisagístico, que deveria imitar 
a natureza em seu traçado livre e sinuoso.
O jardim inglês imita a paisagem natural, logo o desenho é 
simplificado.
John Parkinson 
1567
1650
1685
1748
1682
1745
Stephen Switzer 
1715
1783
William Kent
Lancelot Brown 
48 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Stephen Switzer
Abordava que “(...) a arte do desenho de jardim consista em que as 
formas se ajustem ao conjunto, e o conjunto se adapte à natureza e 
aos usos do lugar”.
Em sua atuação, conservava certas normas de regularidades e for-
mas geométricas, segundo as quais o jardim deveria utilizar curvas 
e a plantação das árvores deveria ser irregular.
William Kent 
Era pintor, jardineiro e reformou o parque Stowe. Apropriou-se do 
ha-ha e de construções clássicas distribuídas na paisagem que re-
cordavam as vistas dos pintores. Considerava a natureza um jardim 
que necessitava de um leve retoque.
O jardim inglês é descrito como um desenho livre, que possibilita 
à imaginação seguir os meandros das correntes de água, colinas e 
sinuosas plantações espontâneas.
Material do Estudante 49
Lancelot Brown 
Foi considerado pelos seus admiradores o melhor representante do 
paisagismo. Não participa do paisagismo pitoresco de Kent nem do 
jardinismo de Humphry Repton, paisagista inglês que pintava a pai-
sagem antes de implantá-la. 
Aos 24 anos, responsável pelos jardins de Stowe, ele modificou os 
planos de Kent e foi contratado para novos projetos, como Warwi-
ck Castle, Croome Court – este último durou 25 anos e ambos se 
mostraram bons exemplos de projetos que duravam vários anos. O 
serviço, em geral, tratava-se de uma remodelação do terreno, novas 
plantações e recondução da água. 
Os projetos de Brown reduzem a diferença entre o natural e o cria-
do pelo paisagista. Nesse sentido, os pintores, inicialmente, con-
templavam vistas naturais, reproduziam-nas nas telas e serviam de 
inspiração para os paisagistas, que planejavam paisagens que dife-
riam cada vez menos do natural e passavam a ser referência para 
esses mesmos pintores.
Warwick Castle 
50 Paisagismo: Técnicas e Projeto
6. Jardim japonês 
O jardim chino-japonês tem início aproximado em 1.200 a.C. e apre-
senta mudanças de estilo que não são tão aparentes como as produ-
zidas nos jardins do Ocidente.
A observação da natureza deriva da doutrina budista e é vinculada, 
diretamente, à residência, lugar de contemplação.
O jardim é um espaço estético de evolução histórica, dividido em 
diferentes etapas.
O jardim reproduz a 
ideia do paraíso; 
influência chinesa.
1185
1332
1615
1888
1332
1615
A influência zen, 
favorecida pela 
chegada ao poder dos 
samurais 
Shogun-Ashikaga, com 
o surgimento dos 
jardins de areia e dos 
jardins do chá.
Época de 
YEDO-HEDO, jardim 
paisagístico.
Características gerais:
• Pintura como base de inspiração. 
• Abstração, que pode estar vinculada a diferentes objetivos: 
místico, contemplativo e de recriação.
• Elementos da paisagem (pedra, água, vegetação, modulação 
do terreno, casa etc.) são incorporados ao jardim com uma 
reflexão filosófica sobre seu caráter ou procedência.
Material do Estudante 51
6.1 Jardim-paraíso 
Na cidade de Quioto, esse tipo de jardim passa por alterações no 
seu formato em momentos históricos. Veja.
O jardim Ryoan-ji, no mosteiro de Daiju, é um jardim de meditação. 
Situa-se no interior de um recinto arquitetônico (dois lados com-
postos de edifícios e dois lados compostos de muros), tem uma su-
perfície de 30 m x 10 m e está integrado por 15 pedras, agrupadas 
em formação de 5, 2, 3, 2, 3. Foi desenhado por Senshui e Soami.
O jardim Kinkaku-ji é o reflexo da consideração japonesa e respei-
to ao paraíso. O pavilhão está situado sobre a água e é um obser-
vatório do lago, dividido em duas partes: paisagem próxima e pai-
sagem distante.
Já o jardim Daisen-in, em Quioto, atribuído a Saomi, em forma de 
L (9,14 m x 4, 50 m), almeja a recriação de uma paisagem miniatura 
por meio da colocação das pedras sobre uma base de areia.
6.2 Jardins secos
Ainda em Quioto, registram-se os seguintes acontecimentos:
Muso Soseki foi o criador do jardim de Saiho-ji, que significa a mu-
dança e a aparição do jardim-paraíso. Conhecido como jardim do 
musgo, contém, em sua parte inferior, um jardim seco. O conjunto 
do jardim evoca a eternidade. É um caminho de pregação e medi-
tação, é o paraíso que representa o Sanzen Sekai (mundo eterno).
1339
1394
1450
1513
52 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Material do Estudante 53
6.3 Jardins do chá
Em 1583, a democracia da época Momoyama é responsável pela di-
fusão da cerimônia do chá. Na realidade, a cerimônia consiste em 
um pavilhão e um espaço anexo a ele, cujo percurso se faz indivi-
dualmente.
6.3.1 Formatos
O Katsura (1579-1647), obra de Kobori Enshu, tem extensão de 4 
ha (quatro hectares), sendo que um sexto dele é ocupado por um 
lago. Apresenta caminhos sinuosos, diversificação e importantes 
elementos ornamentais. Em 1770, pedras marcam diversos cami-
nhos do jardim. 
O conjunto contém diversos pavilhões de chá com seus jardins cor-
respondentes. Os elementos vegetais são tratados para valorizarsuas qualidades estéticas individuais.
7. Breve história brasileira 
Principais acontecimentos:
• Na primeira metade do século XVII, o príncipe Maurício de 
Nassau ordenou que se providenciasse a urbanização dos nú-
cleos de Olinda e Recife. Nas casas, a única preocupação em 
relação às plantas era com sua utilidade como alimento, com 
características aromáticas ou na medicina caseira.
• No período colonial, em ambiente rural, um quintal rodeava 
a casa-sede da propriedade agrícola. A parte frontal quase 
sempre era um grande terreiro limpo e varrido, onde se seca-
va café e se realizavam festas e danças. O pomar situava-se 
nos fundos e tinha dimensões pequenas.
• Nos engenhos de açúcar de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, 
Sergipe e Bahia, o tratamento paisagístico marcava o conjun-
to como o coração da propriedade rural, pelo contraste esta-
belecido entre diversas variedades de frutas dos pomares e, 
também, pela presença de plantas embelezadoras para que-
brar a monotonia dos canaviais circundantes.
• Surgem alguns jardins ligados à arquitetura religiosa nos 
claustros dos mosteiros e conventos.
54 Paisagismo: Técnicas e Projeto
7.1 Jardins públicos
Os primeiros jardins públicos surgiram no fim do período colonial. 
Um bom exemplo é o Passeio Público do Rio de Janeiro, o primeiro 
deles a ser construído por Mestre Valentim durante o vice-reinado 
de D. Luís de Vasconcelos. O jardim sofreu profundas modificações 
na segunda metade do século passado pelas mãos do botânico fran-
cês Auguste François Marie Glaziou, que veio para o Brasil a convite 
de Dom Pedro II, ocupou o cargo de diretor de Parques e Jardins da 
Casa Imperial e inspetor dos jardins municipais do Rio de Janeiro. 
Reformou o Passeio Público, os jardins da Quinta da Boa Vista e do 
Campo de Santana.
Logo após a chegada da corte, foi criado o Jardim Botânico do Rio 
de Janeiro, inicialmente um horto de aclimatação de espécies asso-
ciado às plantações de chá. Nessa época, chega ao Brasil a palmeira 
imperial (Roystonea regia), originária das Antilhas.
Nesse período, surgem outros locais com jardins públicos, como: 
• Belém.
• Olinda.
• Ouro Preto.
• São Paulo.
Em princípios do século XIX, por meio de D. João VI, é dada autori-
zação para abrir os portos a outras nações. Paralelamente, na Eu-
ropa, iniciava-se a ampliação do conhecimento humano no campo 
das ciências naturais.
7.2 Plantas do jardim brasileiro
Nos primeiros anos do século XIX, houve um intenso trânsito pelo 
interior do país, quando botânicos, zoólogos, geólogos e diversos 
outros cientistas ligados à natureza cruzavam o Brasil em todas as 
direções. Nesse movimento, estavam envolvidos: Spix e Martius (Ba-
viera), George Gardner (Escócia), Georg Langsdorff (Prússia), Augus-
te de Saint-Hilaire (França) e o príncipe Wied-Neuwied (Alemanha).
Material do Estudante 55
Jardim Botânico - Rio de Janeiro
56 Paisagismo: Técnicas e Projeto
O que é?
Autóctone
Que é natural da região 
onde habita ou se encontra.
Algumas plantas levadas para a Europa retornaram ao Brasil mais 
tarde como “novidades importadas”, tais quais as buganvílias, que 
foram descobertas nas ilhas da Guanabara, e outras plantas exóti-
cas, de origem asiática, africana, do Caribe e da América Central. 
Algumas, como a amendoeira e espatódea, passaram a fazer parte 
das nossas paisagens.
7.3 Parques e jardins
Rio de Janeiro
Em meados do século passado, como parte integrante da missão 
artística e científica francesa, chega ao Rio de Janeiro o engenheiro 
hidráulico Auguste Marie François Glaziou, convidado por D. Pedro 
II para ocupar o lugar de diretor-geral de matas e jardins. 
Nesse período, destacam-se os parques do Campo de Santana e da 
Quinta da Boa Vista, projetos situados no Rio de Janeiro, com clara 
inspiração no jardim paisagístico.
Ainda no século passado destacou-se o trabalho do Parque Lage 
(1840), obra do paisagista inglês John Tyndale.
O Rio de Janeiro foi o primeiro a utilizar, com propósitos intencio-
nalmente plásticos, elementos da flora autóctone em uma compo-
sição artística.
Em meados do século XX, Roberto Burle Marx valorizou, de maneira 
nunca antes lograda, a utilização do elemento vegetal nativo.
O reflorestamento das áreas da Tijuca e das Paineiras com árvores 
autóctones, em sua maioria, seria outro exemplo se a preocupação 
não tivesse sido apenas de proteção aos mananciais, com vistas ao 
abastecimento de água para o Rio de Janeiro. Desse modo, o reflo-
restamento configura uma preocupação técnica, não paisagística.
Georg Marcgraf
(1638 e 1644)
No Brasil Holandês, 
Herbarium Vivum Brasiliense 
reuniu uma coleção de 
plantas secas, hoje 
guardadas no Museu 
Botânico de 
Copenhague.
Alexandre
Rodrigues Ferreira
(1783 e 1792)
Viajou ao Brasil durante o 
reinado de D. Maria I, “com a 
missão de recolher e aprontar 
todos os produtos dos três 
reinos da natureza que 
encontrasse e remetê-
-los ao Real Museu 
de Lisboa”.
Frei Leandro do 
Sacramento 
(Por volta de 1788)
Coordenou os trabalhos 
de levantamento da flora 
fluminense, que resulta 
em uma coleção de 1.640 
desenhos e descrições 
de plantas dessa 
região.
Material do Estudante 57
Campo de Santana
Quinta da Boa Vista
58 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Material do Estudante 59
Parque Lage
60 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Fatos históricos importantes desse período:
• Os jardineiros portugueses, franceses e alemães tentaram 
trazer para os jardins um pouco da terra natal com rosas, dá-
lias, crisântemos etc.
• A Praça Paris, no Rio de Janeiro, de influência europeia, ser-
viu de modelo para a maioria das cidades. 
• A simetria se tornou quase obrigatória na composição das 
praças do interior.
• Roberto Burle Marx retornou ao Brasil em 1929, no momento 
em que construíam os jardins da Praça Paris. Foi convidado 
para fazer os jardins da casa da família Schwartz ( já demo-
lidos), na Rua Tonelero, Rio de Janeiro, projetada por Lucio 
Costa e Gregori Warchavchik. 
Jardins tropicais
A residência modernista de Gregori Warchavchik, em São Paulo, foi 
o primeiro jardim tropical brasileiro, elaborado por Nina Klabin.
No período de 1934 a 1937, Burle Marx exerce as funções de diretor 
de parques de Recife, projeta e executa os primeiros jardins com um 
sentido ecológico, relacionando diversas formações fitogeográficas 
do Brasil. Em 1943, sua associação com o botânico Mello Barreto 
acentuou e consolidou essa tendência. Nesse período, ele realizou 
diversas excursões pelo interior do país e definiu as diretrizes bási-
cas para o estabelecimento de uma nova solução de uso da vegeta-
ção tropical em projetos de paisagismo.
Material do Estudante 61
Aterro de Copacabana 
Vista aérea de Copacabana
Alargamento da Av. Atlântica, Rio 
de Janeiro-RJ, 1970
62 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Estilos de Jardins
Material do Estudante 63
1. Jardim clássico ou formal
1.1 Características gerais
• Linhas geométricas e simetria de traçado.
• Estilos francês e italiano.
• Plantas monocromáticas ou de cores vibrantes e diversificadas.
64 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.2 Composição vegetal
• Ciprestes.
• Arbóreas. 
• Buxos recortados.
• Roseira.
• Glicínia e hera.
• Plantas de forração anuais, responsáveis pela cor do jardim.
Material do Estudante 65
1.3 Materiais e elementos de composição
• Figuras de topiaria (esculturas vegetais).
• Estátuas, chafarizes e fontes.
• Jarros e vasos com plantas recortadas.
• Escadarias.
• Acessos marcados por arcos e pérgolas.
• Mobiliário rebuscado.
• Cercas de ferro e balaustradas de concreto.
66 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2. Jardim rochoso ou rústico
2.1 Características gerais
• Jardim monocromático, porém rico em texturas.
• Traçado de formas livres.
• Terrenos acidentados, pois são considerados os mais apro-
priados para implantação. 
• Paisagem árida com presença de sol e pouca água.
• Gramas utilizadas como contenção do terreno.
Material do Estudante 67
2.2 Composição vegetal
• Árvoresirregulares, disformes e com ramos retorcidos.
• Algumas palmeiras de regiões áridas, como carnaúba e urucuri.
• Flores anuais responsáveis pela cor nesse tipo de jardim: on-
ze-horas, flor-da-fortuna, dedo-de-moça, cactáceas, suculen-
tas, iúcas, gazânia, echevéria, agaves e babosas. 
68 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Saiba mais
A presença da madeira 
também se evidencia no 
mobiliário e nos elemen-
tos construtivos, que po-
dem ser compostos até 
mesmo de pedaços de 
troncos sem nenhum tra-
tamento. 
2.3 Materiais e elementos de composição
• Pedras, pedriscos, seixos, manchas de areia, tijolo e argila ex-
pandida.
• Cascas de árvore e serragem.
• Madeira em toras, bolachas, painéis e decks. 
• Vasos de barro.
3. Jardim oriental ou japonês
3.1 Características gerais
• Os aspectos visuais, como texturas e cores, são tidos como 
menos importantes. 
• A reflexão filosófica e o culto à natureza, sem se preocupar 
com a simetria, são uns dos seus principais fundamentos.
• Reúne muitos simbolismos que transmitem paz e espirituali-
dade, fazendo, com isso, um convite à contemplação.
• Seus caminhos são sempre tortuosos para não quebrar a inte-
gração. 
Material do Estudante 69
• Pedras dispostas em número ímpar, preferivelmente três, cin-
co ou sete (considerados os números da felicidade), sugerem 
que a própria natureza as colocou ali.
• Laguinhos, riachos ou cascatas simbolizam a superação. 
• Luminárias de pedra representam o espírito bom e iluminado.
• Plantas de grande beleza ocupam lugares de destaque.
3.2 Composição vegetal
• Arbóreas, como cerejeira-do-japão, macieiras e extremosas 
rosa, lilás e branca, bambu, grama-preta, camélias, azáleas 
arbustivas e anãs, magnólia arbustiva branca, bordo japonês, 
ardísia, jasmim, íris, glicínias, tuias e nandinas. 
• Ondulações no terreno.
• Grama-japonesa (zoysia tenuifolia) ou areia bem grossa e 
branca para integrar o conjunto.
 
3.3 Materiais e elementos de composição
• Pequenos lagos, cascatas, riachos com seixos e tanques.
• Pontes de madeira, passarelas de tronco ou de pedra.
• Cercas de bambu e/ou madeira.
• Lanternas de pedra.
• Pedriscos brancos e pedras.
• Carpas em lagos, dando colorido ao jardim.
• Rochedos, areias penteadas, cascalho e seixos.
70 Paisagismo: Técnicas e Projeto
4. Jardim tropical
4.1 Características gerais
• Integração perfeita com a arquitetura modernista.
• Caracterizado pelo traçado informal, com caminhos sinuosos 
e pouco marcados, avessos à poda e à simetria.
• Principal elemento de composição: plantas exuberantes, de 
cores vibrantes que se adaptam a pleno sol ou à meia sombra, 
atuando o gramado como elemento fundamental na integra-
ção dos diversos espaços verdes.
Material do Estudante 71
4.2 Composição vegetal
• Árvores frondosas, como flamboyant, jasmim-manga e pal-
meira.
• Plantas arbustivas, como filodendro, bananeira ornamental, 
helicônia, costela-de-adão, hibisco, estrelítzia, dracena, pri-
mavera, gardênia, beri, orquídeas, bromélias, samambaias e 
avencas.
HelicôniaStrelitzia
Costela-de-adão
Jasmim
Samambaia
72
4.3 Materiais e elementos de composição
• Presença de água em piscinas, lagos, espelhos d’água, fontes, 
cascatas e riachos.
• Pedras em manchas e arremates de lagos.
• Revestimento em tijolos, seixos, madeiras, pedras, placas de 
concreto e grama.
• Pérgolas em madeira com a função de sustentar a vegetação.
• Decks de madeira.
• Mobiliário em madeira ou pedra.
• Vasos de barro e fibra de coco, substituindo o xaxim.
Paisagismo — Ténicas e Projeto
Material do Estudante 73
5. Jardim contemporâneo
5.1 Características gerais
• Forte influência dos jardins japoneses, franceses e america-
nos. 
• Elementos formais de correntes ecléticas e modernistas.
• Liberdade de composição, com traçado que pode ser simétri-
co ou assimétrico. 
• Integração entre jardim e edificação, formando simbologias.
• Em muitos casos, a vegetação é empregada em pequena 
quantidade, de modo a destacar-se quase como uma escultu-
ra, tais quais as topiarias. Ela também pode compor com ma-
ciços de vegetação, criando um impacto visual que depende 
dos cenários projetados. 
• O mobiliário tem destaque na composição do cenário, sendo 
mais utilizados os de madeira, aço e plástico.
74 Paisagismo: Técnicas e Projeto
5.2 Composição vegetal
• Arbóreas, como jasmim-manga, palmeiras, bambu-mossô, 
estrelítzia, bromélia, agapanto, lança e espada-de-são-jorge, 
buxo e fícus recortados, cicas e fórmio.
• Vegetação com afinidades e compensação, ou seja, florescem 
em diferentes épocas do ano.
Material do Estudante 75
5.3 Materiais e elementos de composição
• Revestimentos em cerâmica, seixos (principalmente bran-
cos), vidro, madeira, pedras e pastilhas de vidro.
• Fontes e espelhos d’água com formas geométricas.
• Vasos de formas geométricas com topiaria ou plantas escul-
tóricas.
• Esculturas de aço, pedra e concreto.
• Iluminação direcionada, marcando a vegetação.
76 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Unidade 
Curricular
Desenho 
Básico 
Aplicado a 
Paisagismo
A Unidade Curricular Desenho Básico Aplicado a 
Paisagismo está desenvolvida em cinco temas. Veja.
Desenhos Técnicos
1. O desenho e o traço à mão livre 
2. Desenho aplicado a paisagismo
Desenhos Paisagísticos
1. Planta de situação
2. Planta de localização
Vistas Técnicas
1. Caminhos e pisos
Tipos de Espécies Vegetais em Desenhos Paisagísticos
1. Espécies vegetais em desenhos paisagísticos
2. Estudando a vegetação: técnicas de representação gráfica
Perspectiva
1. O que é perspectiva 
Material do Estudante 79
Desenhos Técnicos
80 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. O desenho e o traço à mão livre 
Para o paisagista, é fundamental o trabalho com desenho à mão 
livre. Ele deve ser treinado para representar em esboços/croquis as 
ideias de projetos, para que se aproximem cada vez mais do que foi 
pensado. Nesse processo, é necessário ter uma precisão objetiva e 
representar, o mais próximo possível, o objeto observado. 
Para o desenvolvimento de traços, é preciso observar, além da pre-
cisão, a espessura, a hierarquia e os grafites.
• Espessura: está relacionada ao peso que se deseja atribuir ao 
traço para representar um objeto ou expressar uma ideia de 
projeto.
• Hierarquia: propicia utilizar intensidades diferentes de tra-
ços para conferir maior realidade ao desenho e diferenciar 
planos em distâncias distintas do observador.
• Grafites: a existência de grafites de vários tipos possibilita, 
por meio da escolha, chegar ao resultado desejado. 
Os grafites variam quanto a sua dureza em categorias classificadas 
nas séries H e B, acompanhados de numeração que indica sua intensi-
dade nessa classificação, sendo H o mais duro e B o mais macio. 
Os grafites mais usados em desenhos de interiores são H, HB e B; 
HB é o mais comum entre os profissionais da área por ser um grafite 
intermediário.
Veja a tabela de grafites das séries B e H mostrados na figura a seguir.
Fonte: PPT da aula de Des. Básico da Prof. Carla Canella. 
O hábito de desenhar ajuda o aluno a perceber melhor os detalhes 
do que está observando.
O que é?
Croquis
São desenhos feitos à 
mão, sem instrumentos 
específicos, para repre-
sentar uma ideia, um ob-
jeto ou um ambiente da 
maneira mais clara pos-
sível. Em um croqui não 
importa a precisão da 
informação, e sim a pre-
cisão da ideia.
Material do Estudante 81
2. Desenho aplicado a paisagismo
O projeto paisagístico é composto de várias etapas que são consi-
deradas muito importantes em todo o seu desenvolvimento. Veja 
quais são.
Nas pranchas estão as representações gráficas que constituirão o pro-
jeto paisagístico, nas plantas constam as espécies vegetais que serão 
usadas e no memorial descritivo emprega-se o detalhamento, com 
justificativas e instruções para implantação e manutenção do jardim.
2.1 Instrumentos de desenho
Além do croqui e do desenho de observação, são utilizadas algumas 
ferramentas e regras na elaboração dedesenhos técnicos. Para o 
projeto paisagístico, não esgotaremos todas as informações relati-
vas a desenho técnico, mas vamos nos munir de informações, fer-
ramentas e técnicas que são fundamentais para a representação de 
um projeto paisagístico.
Pranchas com 
desenhos Plantas
Memorial 
descritivo 
82 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Algumas dessas ferramentas são:
Folha de papel-manteiga 
ou vegetal A3
Lápis de desenho com grafites 
H, HB, 2B, 4B e 6B
 Borracha branca macia
Apontador
Gabaritos e curva francesa
Régua paralela
Material do Estudante 83
Transferidor e compasso
Lápis de cor
Guache
Giz pastel
Canetas hidrocor
Escalímetro
84 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.1.1 Régua T e esquadros 
Como utilizar
Observe a posição correta da lapi-
seira para obter um desenho com 
maior precisão. 
PUXE, NÃO EMPURRE
Material do Estudante 85
2.1.2 Escalímetro
Como utilizar
2.1.3 Traços e linhas
Linhas de contorno
• Contínuas. 
• Utilizadas para representar artefatos no interior da planta.
• A espessura varia com a escala e a natureza do desenho. 
• Representação: 
Linhas internas
• Contínuas. 
• Firmes, porém de menor valor que as linhas de contorno.
• Representação: 
30
29
28
27
26
25
10
5
01:20
0
1m
1m
86 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Linhas situadas além do plano do desenho
• Tracejadas.
• Têm o mesmo valor que as linhas de eixo.
• Representação: 
Linhas de projeção
• Compostas de traço e dois pontos. 
• Indicadas para representar projeções de pavimentos superiores, mar-
quises, balanços, entre outros. 
• Em projeções importantes, devem ter o mesmo valor que as linhas de 
contorno.
• Representação: 
Linhas de eixo ou coordenadas
• Utilizadas para indicação de zonas em plantas muito grandes, indi-
cação de eixos de simetria e eixos de peças em desenhos de detalha-
mento.
• Compostas de traço e ponto. 
• Firmes, definidas, com espessura igual ou inferior às linhas internas e 
com traços longos.
• Representação: 
Linhas de cotas
• Contínuas. 
• Firmes, definidas, com espessura igual ou inferior à linha de eixo ou 
coordenada.
• Representação: 
Linhas auxiliares
• Utilizadas para auxiliar a realização de desenhos, além de suporte à 
representação de letras e números nas cotas e no preenchimento de 
pranchas.
• Contínuas. 
• Indicadas para construção de desenho, guia de letras e números. 
• Podem ser mantidas ou apagadas após serem utilizadas.
• O traço é o mais leve possível.
• Representação: 
Fonte: Adaptação do Prof. Luís Greno.
Atenção
Fique atento às normas:
• NBR 8403/1984: apli-
cação de linhas em dese-
nhos (tipos e larguras das 
linhas).
• NBR 6492/1994: re-
presentação de projetos 
de arquitetura.
• NBR 10068/1987: fo-
lha de desenho layout.
Material do Estudante 87
2.1.4 Carimbo
Veja, a seguir, um exemplo de carimbo.
A figura abaixo apresenta a localização do carimbo na folha:
(ALTURA DA LETRA DO CARIMBO = 3 mm)
185
01
01
20
54
Quadro da folha
(Margem do desenho)
Limite da folha
(Margem da folha)
Carimbo
Número da folha
Número do projeto
543535
7
178
CENTRO POLITÉCNICO SENAC – TÉCNICO EM DESIGN DE INTERIORES
NOME DO ALUNO
NOME DA DISCIPLINA
TRABALHO EXECUTADO
ESCALA: ....... DATA: ..../..../.... MÓDULO NOME DO PROFESSOR
10
10
10
10
10
7
50
carimbo
88 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Desenhos 
Paisagísticos 
Material do Estudante 89
Desenhos 
Paisagísticos 
1. Planta de situação
A planta de situação é a locação do terreno dentro de uma área, 
seja loteamento urbano, seja rural. Sua finalidade básica é repre-
sentar o formato do lote e os elementos que identifiquem a confor-
mação da quadra. 
2. Planta de localização
A planta de localização tem sua importância para o entendimen-
to da locação de nossa edificação e demais elementos no terreno. 
Nela, determinamos os limites do terreno com o passeio e a rua, o 
contorno externo da edificação no terreno ou, ainda, inserimos a 
vista da planta de cobertura que abrange sempre a vista superior.
Nessa prancha, informamos:
• Cotas gerais do terreno e cota da rua.
• Indicação geográfica do norte. 
• Nome das ruas. 
• Número do lote e indicação de elementos topográficos.
90 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Nessa planta aparecem todos os elementos que compõem a implan-
tação do terreno, como áreas de lazer, passeios, acessos, muros, equi-
pamentos etc. 
Nunca esquecer a indicação da posição do norte.
O que devemos representar em um desenho paisagístico? 
Relacionamos, a seguir, elementos que deverão aparecer na repre-
sentação gráfica de um desenho paisagístico.
• Linhas de delimitação do terreno. 
• Linhas de delimitação do passeio. 
• Contorno do perímetro da edificação – quando utilizada a 
planta de cobertura, as linhas do perímetro da cobertura e 
edificação devem ser tracejadas.
• Desenho de muros, acessos, elementos construtivos, calça-
das, canteiros, árvores, arbustos, cercamentos, entre outros. 
Material do Estudante 91
Em relação às informações que farão parte do desenho, sempre evi-
denciar: 
• Cotas gerais do terreno.
• Cotas gerais e parciais da edificação, bem como suas distân-
cias em relação ao terreno. 
• Indicação geográfica do norte.
• Indicação dos canteiros e espécies vegetais.
• Indicação de acessos de veículos e pedestres.
• Título do desenho, nome da planta e escala indicada.
• Outros dados que se fizerem necessários.
Atenção
• Igualmente ao que foi 
estudado em uma fase 
anterior, a hierarquia 
dos traços deve obede-
cer à posição de cada 
elemento e sua distância 
em relação ao campo de 
visão do observador. 
• Quando possível, po-
sicionar cotas na parte 
externa do desenho. 
Caso contrário, elas 
poluem o projeto e 
confundem as infor-
mações.
• Os elementos proje-
tados no terreno po-
dem receber hachuras, 
texturas e colorização 
para diferenciar cada 
tratamento ou mate-
rial que os constituem. 
92 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Vistas Técnicas 
Material do Estudante 93
As vistas técnicas destinam-se a informar a posição relativa à altura 
de elementos no ambiente a ser estudado. Pode-se utilizar o croqui 
de uma vista para realizar um levantamento.
Veja, a seguir, exemplos de vistas técnicas.
Saiba mais
As vistas técnicas também 
podem ser chamadas de 
elevações.
94 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Caminhos e pisos
O que é preciso saber sobre desenho de pisos e texturas
O projeto técnico utiliza texturas para definir pisos e materiais uti-
lizados. As mesmas texturas podem ser reproduzidas nas paredes 
para representar diferentes situações.
Quais são os tipos de pisos usados em paisagismo?
• Pedras em diferentes formatos e paginações, como ardósia, 
quartzos, granitos, pedras portuguesas (de cor branca, preta, 
bege e vermelha), pedriscos, britas e areias.
• Madeiras e cascas.
• Decks. 
• Cerâmicas.
• Porcelanatos.
• Pisos cimentícios.
• Vidros.
• Pisos intertravados.
• Pisos emborrachados.
Material do Estudante 95
96 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Tipos de Espécies 
Vegetais em 
Desenhos 
Paisagísticos 
98 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Espécies vegetais em desenhos 
paisagísticos
• Árvores de copa rala.
• Árvores de copa densa.
• Coníferas.
• Palmeiras.
• Maciços de flores.
• Arbustos diversos.
• Maciço de cerca viva.
• Forrações e gramados.
2. Estudando a vegetação: técnicas 
de representação gráfica
Nessa parte dos seus estudos, você vai realizar um conjunto de ativi-
dades com auxílio do instrutor. Fique atento a todas as orientações.
Perspectiva 
100 Paisagismo: Técnicas e Projeto
 1. O que é perspectiva 
A perspectiva é uma maneira de representação que mostra o objeto 
como ele é, com suas três dimensões, proporcionando uma visão 
da volumetria.
Unidade 
Curricular
Princípios 
Agronômicos 
e Botânicos 
Aplicados ao 
Paisagismo
A Unidade Curricular Princípios Agronômicos e 
Botânicos Aplicados ao Paisagismo está desenvolvida 
em sete temas. Veja.
Conhecendo as Plantas
1. Botânica
2. A evolução do reino vegetalNoções de Botânica
1. Sistemática vegetal
2. Nomenclatura botânica
3. Fitogeografia
Clima
1. Clima e luminosidade
2. O mapeamento das sombras
3. Maquete esquemática
Solo
1. Tipos de solo
2. Perfil do solo com suas camadas
3. Coleta e análise do solo
4. Correção do solo
5. Composição para plantio em vasos ou jardineiras: 
misturas de solo
Adubação
1. Adubação orgânica
2. Adubação verde
Irrigação e Drenagem
1. Irrigação
2. Drenagem
Controle de Pragas
1. Controle natural de pragas
2. Inseticidas caseiros
Material do Estudante 103
Conhecendo as 
Plantas
104 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Botânica
É a parte da biologia que estuda as plantas, ou seja, é o estudo da 
morfologia e da fisiologia dos vegetais. 
As partes que compõem uma planta são: 
Conheça, a seguir, cada uma dessas partes detalhadamente.
1.1 Raiz
É um órgão, subterrâneo ou não, que tem função de fixação e absorção.
Folha
Fruto
Flor
Caule
Raiz
Material do Estudante 105
1.1.1 Tipos de raízes
Pivotante: a planta tem uma raiz principal, da qual partem raízes 
laterais que, por sua vez, também ramificam. 
Exemplo: feijão, laranjeira, goiabeira e outras.
106 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Fasciculada: a raiz parte de um mesmo ponto e tem formato de 
cabeleira. 
Exemplo: milho, grama e outros.
Material do Estudante 107
1.1.2 Especialização de raízes
Velame: armazena a água que não pode retirar do solo. 
Exemplo: orquídea.
Adventícia: nasce nos caules e folhas e é independente da raiz primária.
Exemplo: unha-de-gato.
108 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Escora: são raízes a princípio adventícias, que servem posterior-
mente de sustentáculos. Sua principal função é aumentar a susten-
tação da planta, com sua penetração no solo.
Exemplo: certas espécies do gênero Pandanus.
Tabular: raízes compostas por ramos muito longos para suportar o 
peso da planta. Auxiliam a fixação da planta no solo e, por meio de 
seus poros, possibilitam a absorção de oxigênio.
Exemplo: sumaúma da Amazônia.
Material do Estudante 109
Tuberosa: especializada no armazenamento de grandes quantida-
des de substâncias nutritivas.
Exemplo: cenoura.
Respiratória: garante a aeração em pântanos e terrenos pouco 
arejados.
Exemplo: siriúba Avicennia tomentosa, planta comum nos manguezais.
110 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.2 Caule
É um órgão vegetal, normalmente aéreo, cuja função é dar suporte 
às folhas, aos órgãos reprodutores e à condução da seiva bruta e 
elaborada. 
Veja os tipos a seguir.
Tronco: caule com ramificação.
Exemplo: amendoeira.
Estipe: caule sem ramificação.
Exemplo: coqueiro.
Material do Estudante 111
Colmo: caule com nós e entre-nós aparentes. 
Exemplo: bambu.
1.2.1 Especialização do caule
São variações caulinares com a finalidade de manter a sobrevivência 
do vegetal. 
Veja exemplos.
Trepadeiras (volúvel e sarmentosa)
112 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Rizoma (samambaias, avencas e outras)
Bulbo (tulipas, açucena, cebola e outras)
Tubérculo (batata-inglesa)
Material do Estudante 113
1.3 Folha
As folhas têm as funções de respiração, proteção e 
fotossíntese. 
Veja ao lado as partes que compõem a folha.
1.4 Flor 
É responsável pela reprodução sexuada dos vegetais 
superiores.
Conheça as partes de uma flor.
Limbo
Pecíolo
Bainha
Corola
(Pétalas)
Cálice
(Sépalas)
Pedúnculo
Androceu 
(Estames)
Receptáculo
Gineceu 
(Carpelos)
114 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.5 Fruto 
 O fruto é o ovário após a fecundação, com as sementes já formadas 
pelo desenvolvimento dos óvulos. Tem a função de facilitar a dis-
persão das sementes. 
Conheça as partes de um fruto.
Endocarpo
Semente
Epicarpo 
Mesocarpo 
Material do Estudante 115
Semente
1.6 Semente 
A semente é o óvulo desenvolvido após a fecundação, que contém 
o embrião, com ou sem reservas nutritivas, e é protegido pelo tegu-
mento. 
A semente tem a função de reprodução de plantas que produzem 
flores.
116 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2. A evolução do reino vegetal 
Sem dúvida, o conhecimento da sistemática botânica não é indis-
pensável ao paisagismo, mas existem alguns grandes grupos cuja 
identificação na prática é interessante para entender melhor o de-
senvolvimento da planta, enraizamento, estrutura aérea, obtenção 
de mudas, sementes etc. 
Conheça esses grupos e suas classificações a seguir.
Briófitas (musgos)
As briófitas (ou musgos) são grupos de plantas verdes, sem raízes (mas 
com um rizoide composto de absorventes) e também sem um verda-
deiro caule ou folhas. São desprovidas de um sistema vascular, motivo 
pelo qual se desenvolvem preferencialmente em locais úmidos.
Material do Estudante 117
Pteridófitas (samambaias) 
As pteridófitas foram os primeiros vegetais vasculares, isto é, do-
tados de vasos e divididos em raiz, caule e folhas. Essas caracterís-
ticas possibilitaram a elas atingir maiores dimensões do que qual-
quer outra planta terrestre existente até então, transformando-as 
nas primeiras plantas a abandonar por completo o meio aquático. 
Angiospermas e gimnospermas 
Diferenciam-se quanto ao posicionamento dos órgãos reproduto-
res, produzem flores e frutos com características próprias. 
118 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Angiospermas (mono e dicotiledônia) 
Plantas que produzem flor com fruto protegido, atualmente desig-
nadas Magnoliophytas (mais de 200 mil espécies).
Gimnospermas 
Plantas com “sementes nuas” ou sem flores verdadeiras, como os 
pinheiros (cerca de 700 espécies conhecidas). 
Hoje em dia, as gimnospermas são designadas Pinophytas. 
Monocotiledôneas e dicotiledôneas
Têm características diferentes ainda na fase embrionária (dentro 
das sementes) que vão determinar o tipo de raiz, as estruturas aére-
as (caules e ramos) e certas características das folhas, importantes 
na composição de jardins.
Monocotiledôneas 
(liliopsida)
Dicotiledôneas 
(magnoliopsida)
As monocotiledoneas costumam 
ter um só cotilédone, raiz 
fasciculada (cabeleireira) e 
folhas paralelinérveas.
Pertencentes à divisão 
Magnoliophyta, ou plantas 
com flor, que têm dois ou 
mais cotilédones. Outras 
características incluem raiz 
axial e folhas com nervação 
reticulada.
Material do Estudante 119
Noções de Botânica
120 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Sistemática vegetal
É a parte da botânica que tem por finalidade agrupar as plantas den-
tro de um sistema, levando em conta suas características morfológi-
cas externas, suas relações genéticas e suas afinidades. 
Classificação em botânica
É a ordenação das plantas em categorias hierárquicas, conforme 
suas afinidades ou seu grau de parentesco. Cada espécie é classi-
ficada dentro de um gênero, cada gênero dentro de uma família, 
as famílias estão subordinadas a uma ordem, cada ordem a uma 
classe e cada classe a uma divisão.
Toda essa organização em hierarquia corresponde a um reino. Veja.
Saiba mais
Lineu (1707-1778)
É considerado o “pai” da 
botânica moderna e autor 
de Species Plantarum, em 
1753.
Reino
Divisão
Classe 
Ordem
Família 
Gênero
Espécie 
Material do Estudante 121
A seguir, você conhecerá os elementos principais dessa classificação.
• Família: os gêneros estão contidos em um grupo mais abran-
gente denominado família. Esse agrupamento é feito em fun-
ção das características botânicas de cada planta. A família é 
composta de vários gêneros, embora algumas delas possam 
apresentar apenas um. As palavras que denominam as famí-
lias de plantas quase sempre terminam em “aceae”.
Exemplo: Bromeliaceae (família das bromélias).
• Gênero: é caracterizado dentro de uma família de plantas por 
uma hierarquia maior e quase sempre homogênea nos seus 
caracteres. 
Exemplo: Bromélia.
• Espécie: as diferentes plantas de um gênero denominam-se 
espécies e estabelecem distinções dentro de uma hierarquia 
menor. O nome da espécie vem logo após o do gênero, for-
mando com este um binômio.
Exemplo: Aechmea chantinii (espécie).
122 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2. Nomenclatura botânicaÉ definida como o conjunto de normas, recomendações e princípios 
contidos no Código Internacional de Nomenclatura Botânica para 
determinar um vegetal.
2.1 Importância do nome botânico
Todas as plantas têm um nome botânico ou científico. Algumas 
plantas, porém, são conhecidas pelo seu nome popular. O nome 
científico das plantas tornou-se conhecido mundialmente e passou 
a constituir uma linguagem universal.
Exemplo: Violeta (Saintpaulia ionantha).
Atenção
Sobre a nomenclatura 
botânica é importante sa-
ber que:
• A língua utilizada é o 
latim.
• O nome da espécie é 
binominal.
• O primeiro nome re-
presenta o gênero 
(letra maiúscula) e o 
segundo, o epíteto 
específico (letra mi-
núscula).
• O nome da espécie 
deve ser escrito em 
destaque, como itá-
lico, sublinhado ou 
negrito. 
Exemplo: Croton sonde-
rianus/Croton sonderia-
nus.
Material do Estudante 123
Veja algumas famílias e gêneros.
Família Gênero 
Acanthaceae
Aphelandra, Barleria, Beloperone, 
Graptophyllum, Hemigraphis, Pachystachys, 
Sanchezia, Thunbergia
Amaryllidaceae Agave, Crinum, Furcraea
Apocynaceae Allamanda, Catharanthus, Ervatamia, Nerium, Plumeria
Araceae Aglaonema, Alocasia, Anthurium, Dieffenbachia, Monstera, Philodendron, Spathiphyllum
Bignoniaceae Tabebuia, Podranea, Pyrostegia, Tecomaria
Bromeliaceae Aechmea, Ananas, Billbergia, Guzmania, Bromelia, Neoregelia, Vriesea
Cactaceae Cereus, Melocactus, Opuntia, Pereskia, Rhipsalis
Commelinaceae Rhoeo , Setcreasea, Tradescantia
Crassulaceae Kalanchoe, Sedum
Euphorbiaceae Acalypha, Codiaeum, Euphorbia, Jatropha
Iridaceae Dietes, Neomarica
Liliaceae
Agapanthus, Aloe, Asparagus, Beaucarnea, 
Chlorophytum, Cordyline, Dracaena, 
Hemerocallis, Ophiopogon, Pleomele, 
Sansevieria, Tulbaghia, Yucca
Malvaceae Abutilon, Hibiscus, Malvaviscus
Marantaceae Calathea, Ctenanthe, Maranta
Moraceae Ficus
Musaceae Ravenala, Musa, Strelitzia
Heliconiaceae Heliconia
Oleaceae Jasminum
Orquidaceae Cattleya, Arundina, Oncidium
Portulacaceae Portulacaria, Portulaca
Palmaceae Syagrus, Cocos, Acrocomia, Bactris, Butia, 
Bismarckia, Chamaedorea, Corypha, 
Cyrtostachys, Euterpe, Dypsis, Licuala, Livistona, 
Phoenix, Rhapis, Roystonea, Washingtonia
Rubiaceae Gardenia, Ixora, Mussaenda, Pentas
Solanaceae Brunfelsia, Cestrum, Petunia
Verbenaceae Clerodendrum, Congea, Duranta, Lantana, 
Petrea, Verbena
Zingiberaceae Alpinia, Costus, Hedychium
124 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Ficha botânica
Nome científico Caesalpinia echinata
Nome popular Pau-brasil
Família Leguminosae
Clima Tropical e subtropical
Altura da planta Aproximadamente 10 metros
Raízes Pivotantes
Floração Outubro a dezembro
Cor da floração Amarela
Folhas (persistência) Permanentes
Copa (forma) Arredondada
Diâmetro da copa Aproximadamente 6 metros
Propagação Semente
Origem Nativa
Observação: muito ornamental, tronco e ramos com espinhos.
3. Fitogeografia
Ramo que estuda a distribuição vegetal pelo planeta, ou seja, a dis-
tribuição natural das espécies. O Brasil apresenta uma grande varie-
dade de clima e solo, o que possibilita a existência de vários tipos de 
biomas (grandes comunidades adaptadas a diferentes regiões do pla-
neta) característicos das diferentes regiões brasileiras. São eles: Ca-
atinga, Cerrado, Mata Atlântica, Mata de Araucária, Mata de Cocais e 
Pantanal.
3.1 Caatinga
Sua vegetação é constituída de árvores baixas e arbustos que per-
dem as folhas nas estações secas. Existe também uma vegetação 
típica de cactáceas, adaptada ao clima quente e com baixo índice 
de chuvas. 
Material do Estudante 125
3.2 Cerrado
São tipos de savanas cuja vegetação é esparsa, formada por pou-
cas árvores e muitos arbustos. As árvores do cerrado têm, em geral, 
casca grossa e troncos retorcidos.
É encontrado, principalmente, 
nos estados de Minas Gerais, 
Goiás, Mato Grosso, Mato Gros-
so do Sul e em certas regiões de 
São Paulo e do Paraná.
Estende-se pelos estados do 
Maranhão, Piauí, Ceará, Rio 
Grande do Norte, da Paraíba, 
de Pernambuco, Sergipe, Ala-
goas, da Bahia e pelo norte de 
Minas Gerais. 
126 Paisagismo: Técnicas e Projeto
3.3 Mata Atlântica
É formada por árvores de grande porte, cujo estrato superior, loca-
lizado entre 30 e 35 metros de altura, forma o teto da floresta e dá 
um aspecto compacto à mata, quando vista de cima. 
3.4 Mata de araucárias
Região em que há predominância do pinheiro-do-paraná (Araucaria 
angustifolia), embora possam ser encontradas outras espécies de 
coníferas.
Situa-se nas montanhas e 
planícies costeiras, do Rio 
Grande do Norte ao Rio Grande 
do Sul. 
Cobre grande parte dos esta-
dos do Paraná e Santa Catari-
na, além do Rio Grande do Sul 
e de São Paulo.
Material do Estudante 127
3.5 Matas dos cocais 
A espécie predominante é a palmeira conhecida como babaçu (Or-
bignya martiana).
3.6 Pantanal 
É uma vasta planície de inundação cortada por inúmeros cursos de 
água e que apresenta uma das mais ricas reservas da vida selvagem 
do mundo.
Localizam-se em certas partes 
dos estados do Maranhão e 
Piauí.
Ocupa a parte oeste dos esta-
dos do Mato Grosso do Sul, es-
tendendo-se ainda pelo Para-
guai, pela Bolívia e Argentina.
128 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Clima
Material do Estudante 129
1. Clima e luminosidade
1.1 Clima
É necessário fazer o levantamento do tipo de clima predominante 
na região, pois este poderá influenciar o desenvolvimento e a so-
brevivência das plantas.
Sobre o clima
• Vento: é importante conhecer a velocidade e a direção predo-
minantes.
• Umidade e precipitação pluvial: as chuvas influenciam di-
retamente as plantas que ficam ao ar livre. A quantidade de 
chuva varia muito de uma região para outra. Verificam-se os 
percentuais de flutuação ao longo do ano. Devem ser obser-
vadas as mudanças climáticas que ocorrem como resultado 
do aquecimento global.
• Temperatura: podem ocorrer variações grandes durante o 
ano. Caso se eleve ou diminua bruscamente, isso exige pro-
videncias especiais e planejamento, limitando a escolha das 
espécies vegetais.
Em termos genéricos, podemos dizer que o clima local (interessan-
te para o tipo de trabalho a ser desenvolvido pelo paisagista) é o 
resultado de três fatores, que são:
Vegetação
TopografiaSuperfície do solo
130 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.2 Vegetação 
É importante saber que:
• A vegetação contribui de maneira significativa para o estabe-
lecimento dos microclimas.
• O processo de fotossíntese colabora para a umidificação do ar 
(liberação de vapor d’água).
• A vegetação diminui a temperatura do ar, absorve energia e 
favorece a manutenção do ciclo oxigênio/gás carbônico, es-
sencial para a renovação do ar.
• Um espaço gramado absorve maior quantidade de radiação 
solar do que qualquer superfície construída, portanto emite 
uma quantidade menor de calor para o ambiente.
1.3 Topografia
A inclinação do solo é um dado importante para o planejamento 
paisagístico, como também para a determinação do contorno, da 
dimensão e posição de um terreno. É a base de qualquer planeja-
mento e de qualquer obra executada por paisagistas. Logo, é fun-
damental o conhecimento pormenorizado desse terreno, desde o 
planejamento inicial até a sua construção ou execução.
1.3.1 Superfície do solo
Devemos elaborar um levantamento completo do terreno onde se 
vai implantar o jardim. Isso requer uma análise dos fatores climá-
ticos, da topografia, da vegetação existente e das propriedades do 
solo.
A observação cuidadosa do local de implantação do jardim, como 
da topografia, do conjunto da vegetação existente nas proximida-
des, do potencial da paisagem e principalmente do caminho do sol 
contribui muito para o resultado positivo.
Saiba mais
Classificação da vegetação
Para avaliar o material ve-
getativo que entra em um 
planejamento paisagísti-
co, a vegetação é classifi-
cada em três tipos: 
Vegetação nativa: já exis-
tente no terreno e em suas 
vizinhanças, varia confor-
me o clima e a topografia.
Vegetação provenien-
te da agricultura:como 
a vegetação nativa, ela 
depende do clima e das 
condições do solo da re-
gião. Exemplo: árvores e 
arbustos frutíferos, hortas 
etc.
Vegetação ornamental: é 
desenvolvida para resolver 
problemas funcionais, como 
quebra-ventos e estética.
Atenção
Sobre a topografia, é im-
prescindível saber que:
• A forma da superfície 
terrestre afeta direta-
mente o clima.
• As regiões acidentadas 
têm microclimas mais 
variados.
• Na topografia, devem 
ser consideradas a de-
clividade, a orientação, 
a exposição solar e a 
elevação das ondula-
ções da superfície.
Material do Estudante 131
O que é?
Curvas de nível 
São linhas que ligam 
pontos, na superfície do 
terreno, que tenham a 
mesma cota (mesma al-
titude). É uma represen-
tação gráfica de extrema 
importância. 
As curvas de nível serão 
representadas na planta 
com abrangência de uma 
área, o que nos possibili-
ta uma visão imaginária 
geral do relevo do terre-
no. Elas também são as-
sociadas a valores de al-
titude em metros (m).
132 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.4 Luminosidade
As plantas necessitam de luminosidade para realizar a fotossíntese. 
Algumas espécies precisam de pouca luz, outras não suportam o ex-
cesso de luminosidade. Ao planejar um jardim, devemos observar 
com cuidado a necessidade de luz de cada espécie vegetal.
Imagem: José Ricardo Alves da Silva.
Material do Estudante 133
2. O mapeamento das sombras
No mapeamento de sombras o raciocínio para as exigências das 
plantas é o mesmo utilizado em relação à luminosidade. Algumas 
vezes, a planta de sombra até se adapta ao sol pleno e vice-versa, 
mas sempre cobra um preço em termos de viço, vigor e velocidade 
de desenvolvimento. 
O levantamento das áreas sombreadas será de suma importância 
para o desenvolvimento e a execução de um paisagismo compatível 
com as necessidades do espaço a ser trabalhado. Assim, para des-
cobrir onde cada planta poderá ser plantada, é necessário anotar 
no nosso projeto a posição da sombra provocada pela casa e por 
outras construções, como muros e árvores, considerando os perío-
dos da manhã, do meio-dia e da tarde. 
Seguir corretamente esse procedimento torna possível chegar a 
uma decisão acertada para a área em questão.
134 Paisagismo — Ténicas e Projeto
A figura a seguir é um esquema de mapeamento das sombras de 
uma residência situada no hemisfério sul, em um dia de inverno, às 
8 h, 12 h e 16 h.
3. Maquete esquemática
É utilizada no meio acadêmico como um exercício didático e no 
meio profissional como mais um artifício de representação de pro-
jetos de engenharia, arquitetura, design de interiores e paisagismo.
É um recurso tridimensional de representação fiel em escala redu-
zida de um projeto, que demonstra de maneira clara a noção de 
forma e espaço.
Pode ser confeccionada com os mais diversos materiais e escalas 
adequadas ao grau de detalhamento pretendido. Sua utilização 
possibilita compreender com facilidade qual será o resultado final 
da proposta apresentada, além de propiciar o desenvolvimento da 
percepção do espaço.
O que é maquete?
Quando e por que 
utilizá-la?
Material do Estudante 135
Solo
136 Paisagismo: Técnicas e Projeto
O solo está relacionado diretamente com o clima e apresenta três 
propriedades básicas, que são: 
• Textura. 
• Fertilidade.
• Consistência.
As texturas vão das areias grossas às argilas bem finas, passando 
pelas texturas médias. A fertilidade diz respeito às quantidades e 
proporções de nutrientes químicos disponíveis e também com a 
quantidade de húmus existente em sua camada superficial. A con-
sistência do solo determina a absorção e retenção da água.
O tipo de solo ideal depende, sobretudo, do tipo de planta a ser 
cultivada.
Além de fornecer sustentação para as plantas, o solo lhes oferece 
água e nutrientes. Usualmente, são 13 elementos que o compõem:
1. Nitrogênio
3. Potássio
7. Ferro
11. Cobre
13. Molibdênio
9. Zinco8. Manganês6. Enxofre5. Magnésio
2. Fósforo
10. Boro
4. Cálcio
12. Cloro
Material do Estudante 137
Na medida certa, esses elementos se unem para garantir a saúde 
das plantas do seu jardim nas seguintes formas:
• Sólida (mineral/orgânica).
• Líquida (água).
• Gasosa (ar e gases do solo).
O solo também é um sistema vivo já que, além dos minerais e da 
matéria orgânica em diferentes estágios de transformação, nele 
encontra-se material orgânico vivo constituído pelos diferentes or-
ganismos que ali vivem e pela porção viva do sistema radicular das 
plantas.
1. Tipos de solo
Análises precisas de composição de solo podem ser feitas somente 
em laboratórios especializados. Os solos, de modo geral, podem ser 
divididos em três grupos:
Arenosos
Têm altíssima capacidade de drenagem, 
apresentam dificuldade na retenção de 
água, adubos e nutrientes. Para compensar 
a deficiência, vale a pena acrescentar a esses 
solos matéria orgânica e terra argilosa.
Argilosos
Quanto mais argiloso o solo, mais favorável 
para o acúmulo de matéria orgânica. Sua 
baixa permeabilidade, no entanto, dificulta 
a drenagem da água e torna-o propenso a 
encharcar, comprometendo as raízes nos 
períodos de chuva. 
Mistos
(argiloarenoso)
O solo misto consiste na combinação da 
capacidade de drenagem da areia, com a 
facilidade de retenção de água e nutrientes 
da argila (é o mais indicado para jardins).
138 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2. Perfil do solo com suas camadas
3. Coleta e análise do solo
A coleta de solo não é uma tarefa muito simples. Essa é uma etapa 
muito importante para a avaliação da fertilidade do solo pertencen-
te à área que se pretende modificar paisagisticamente. Por esse mo-
tivo, deverá ser coletada uma amostra correta e significativa da área 
em questão. É por meio dos resultados da análise desse material 
que faremos a correção (adição de calcário) e adubação.
Camada orgânica
Solo do topo
Solo subterrâneo
Matéria original
Rocha matriz
Material do Estudante 139
Como deverá ser feita a coleta do solo?
A coleta deverá ser feita retirando-se a terra de uma profundidade 
aproximada de 20 centímetros. Para cada região homogênea, deve-
rão ser retiradas em torno de 10 cm a 20 cm de amostras simples. 
Essas serão misturadas e delas será retirada uma amostra única, 
chamada de composta. Recomenda-se colocá-la em saco plástico 
bem limpo e solicitar ao laboratório o nível de pH, as propriedades 
químicas (macro e micronutrientes), as propriedades físicas (granu-
lometria) e a indicação das correções necessárias.
4. Correção do solo
A análise do solo determina a necessidade ou não da prática da cala-
gem, que consiste na incorporação ao solo de carbonatos, hidróxidos 
e óxidos de cálcio e magnésio, com o objetivo de proporcionar maior 
suprimento desses nutrientes às plantas e eliminar os efeitos nocivos 
da acidez. 
O pH (concentração de íons de hidrogênio em uma solução) indica o 
grau de acidez e varia em uma escala que vai de 1,0 a 14,0. Na maioria 
dos nossos solos, o pH varia de 3,0 a 9,0 ficando o ideal entre 6,0 e 6,5 
para a maioria das plantas ornamentais.
Atenção
Como algumas plantas 
têm o sistema radicu-
lar mais profundo que 
outras, é necessário au-
mentar a profundidade 
de coleta das amostras e 
separá-las conforme sua 
profundidade.
140 Paisagismo: Técnicas e Projeto
5. Composição para plantio em vasos 
ou jardineiras: misturas de solo 
Mistura rica em matéria orgânica:
• Uma parte de terra comum de jardim.
• Uma parte de terra vegetal.
• Duas partes de composto orgânico. 
Mistura argilosa:
• Duas partes de terra comum de jardim.
• Duas partes de terra vegetal.
• Uma parte de areia.
Mistura arenosa:
• Uma parte de terra comum de jardim.
• Uma parte de terra vegetal.
• Duas partes de areia.
Mistura arenoargilosa:
• Uma parte de terra comum de jardim.
• Uma parte de terra vegetal.
• Uma parte de composto orgânico.
• Uma parte de areia.
Material do Estudante 141
Adubação
142 Paisagismo: Técnicas e Projeto
A adubação serve para adicionar ao solo os nutrientes quelhe fal-
tam para proporcionar melhor desenvolvimento das plantas. As 
adubações visam tanto corrigir deficiências naturais do solo como 
compensar os nutrientes que são removidos pelas culturas.
A maneira mais comum de comercialização da maior parte dos fer-
tilizantes consumidos no país é o NPK (adubos inorgânicos). A re-
presentação é dada em porcentagem dos três macroelementos pri-
mários. Assim, “4-14-8” significa um produto que contém 4% de N 
(nitrogênio), 14% de P2O5 (fósforo) e 8% de K2O (potássio). Existem 
no mercado várias formulações de NPK, sendo que algumas delas 
contêm microelementos. 
N
Nitrogênio
Garante o crescimento vegetativo de caules e 
folhas.
P
Fósforo
Assegura o surgimento e a exuberância das 
flores.
K
Potássio
Fortifica as plantas para que possam resistir 
ao ataque de pragas e doenças.
1. Adubação orgânica
Constitui a reposição de nutrientes ao solo e às plantas por meio 
da incorporação de restos vegetais, animais e mistos (compostos 
orgânicos).
Os adubos orgânicos são capazes de melhorar as propriedades quí-
micas, físicas e biológicas do solo. 
O que é?
Adubo ou fertilizante
É todo material que con-
tém um ou mais nutrien-
tes que, aplicado no solo 
ou nas plantas, traz, 
como resultado, o au-
mento da produtividade 
das culturas. Os macro-
elementos são exigidos 
em maiores quantidades 
e os microelementos, em 
quantidades reduzidas.
Exemplificando
Exemplos de adubos 
inorgânicos
• N: salitre do Chile, 
salitre potássico, sul-
fato de amônia e a 
ureia.
• P: superfosfato de 
cálcio, superfosfato 
simples e superfosfa-
to triplo.
• K: cloreto de potássio 
e sulfato de potássio. 
Exemplificando
Farinha de osso, farinha 
de peixe, farinha de san-
gue, torta de mamona, 
estercos etc.
Material do Estudante 143
1.1 Composto orgânico/Compostagem
O composto é formado por uma pilha de camadas intercaladas: pri-
meiro, finas com uma parte de material rico em nitrogênio de fácil 
decomposição; depois, grossas com três partes de material rico em 
celulose, de difícil decomposição. Os primeiros servem de estopim, 
iniciando a proliferação das bactérias que atuam na decomposição 
da matéria orgânica. 
Pilha da Compostagem
Camadas de fácil e difícil decomposição
Camadas grossas 
(difícil composição)
Camadas finas 
(fácil decomposição)
Grama de jardim
Matos em geral
Folhas de árvores
Restos de verdura
Restos de comida
Frutas estragadas
Todo tipo de esterco
A pilha deverá esquentar em dois dias, dependendo da época do 
ano. Para controlar a temperatura, introduza um vergalhão e ele 
servirá de termômetro; quando não for mais possível segurá-lo com 
as mãos, significa que a temperatura estará alta, o que exigirá far-
tas regas.
Sempre que a pilha esfriar, ela deverá ser revirada para uma boa 
manutenção da aeração. A umidade deverá ser controlada, reali-
zando as regas tantas vezes quantas forem necessárias.
Quando todo material da pilha não mais esquentar e estiver escuro, 
homogêneo e fofo, o composto estará pronto.
A base do processo de decomposição é o oxigênio. Uma boa indica-
ção de que está faltando ar é o mau cheiro e a presença de moscas. 
Nesses casos, mesmo que a pilha esteja quente, deveremos revirá-la.
2. Adubação verde
A adubação verde é o nome dado ao método de adubação do solo 
com plantas que crescem sobre ele. É feito com plantas, principal-
mente da família das leguminosas.
Saiba mais
Utilização de fertilizan-
tes orgânicos líquidos
 A aplicação é feita por 
solo, sistemas de irrigação 
ou pulverizações sobre as 
plantas, constituindo al-
ternativa de suplementa-
ção de nutrientes na pro-
dução orgânica.
Exemplo: biofertilizantes.
144 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.1 Minhocultura/Vermicompostagem
• Minhocultura: criação racional de minhocas, que envolve um 
conjunto de técnicas utilizadas pelo homem.
• Vermicultura: produção de minhocas.
• Vermicompostagem: produção de húmus.
A minhoca é o maior e o melhor produtor biológico de hú-
mus, pois transforma a matéria orgânica encontrada na 
natureza no mais rico adubo orgânico.
Material do Estudante 145
2.2 Recomendações
Quando não se dispõe da análise de solo, algumas recomendações 
são sugeridas para plantas ornamentais. 
Recomendação de adubação orgânica para plantio em canteiros:
Adubos Dosagem p/m²
Composto orgânico 10 litros
Esterco de gado 6,5 litros
Esterco de coelho 10 litros
Esterco de galinha 1 litros
Farinha de osso 100 a 300 gramas
Farinha de peixe 100 a 300 gramas
Farinha de sangue 100 a 300 gramas
Recomendação de adubação inorgânica para plantio em canteiros:
Fonte Dose (g/m²)
Superfosfato simples 250 gramas
NPK 4-14-08 300 gramas
NPK 6-30-06 150 gramas
146 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Recomendação de adubação para canteiros em cobertura:
Fonte Dose (g/m²)
Sulfato de amônio (50 g) + 
cloreto de potássio (15 g) 65 gramas
Ureia (25 g) + Cloreto de 
potássio (15 g) 40 gramas
NPK 20-05-20 50 gramas
Recomendação para preparo de substrato:
Fonte Dose (g/m²)
Superfosfato simples 2,5 quilos
NPK 4-14-08 3,0 quilos
NPK 6-30-06 1,5 quilos
Recomendação de adubação para plantio em covas de acordo com 
seu tamanho:
Fonte
Dose (g) em função do tamanho
da cova
(30 x 30 x 30 cm) (50 x 50 x 50 cm)
Superfosfato simples 200 600
NPK 04-14-08 250 750
NPK 6-30-06 120 360
Material do Estudante 147
Recomendação de adubação de cobertura para manutenção na 
área de projeção da copa de acordo com o tamanho da planta:
Fonte
Dose (g) em função do tamanho
da planta
Árvores 
pequenas e 
arbustos
Árvores adultas
NPK 20-05-20 100 200
NPK 10-15-30 65 130
Sulfato de amônia 
(74%) + Cloreto de 
potássio (26%)
135 270
Ureia (56%) + Cloreto 
de potássio (44%) 80 160
Atenção
As doses vão variar con-
forme o tamanho das 
plantas. No caso de plan-
tas pequenas, devem-se 
reduzir essas doses reco-
mendadas. É importante 
que haja um parcelamen-
to das doses sugeridas.
148 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Irrigação e Drenagem
Material do Estudante 149
1. Irrigação
É um meio de fornecer água artificialmente para as plantas e suprir, 
assim, suas necessidades hídricas. A quantidade de água a ser apli-
cada no jardim vai depender do tipo de solo, clima e local onde as 
plantas se encontram.
É uma tarefa muito importante para o desenvolvimento saudável de 
um jardim e deve ser planejada desde o início de sua elaboração, não 
esquecendo que a água é que transporta os nutrientes para as raízes.
Existem vários modos de fazer a irrigação do jardim. Veja. 
• Mangueiras ou regadores: apesar de gastarem muita água, não 
favorecem uniformidade na irrigação, o que poderá influenciar 
diretamente no desenvolvimento da espécie vegetal. 
• Sistema de irrigação: sem dúvida nenhuma, é o melhor sis-
tema para irrigar o jardim com uniformidade, favorecendo o 
pleno desenvolvimento das espécies.
Atenção
O tipo de sistema de irri-
gação a ser utilizado vai 
depender da necessidade 
e do porte das plantas. 
Podem ser utilizados os 
métodos de aspersão e 
localizada. Todo esse sis-
tema é feito com um bom 
índice tecnológico, ainda 
mais no que se refere à 
automação, em virtude 
da grande variedade de 
espécies no jardim.
150 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Pelo projeto hidráulico, o projetista precisa dimensionar o sistema 
de irrigação de modo a proporcionar uma boa qualidade e, em con-
sequência, um bom desenvolvimento das plantas. Os fabricantes 
oferecem equipamentos muito eficientes para serem utilizados em 
irrigação de jardim, que vão de pulverizadores (spray) e aspersores 
rotacionais a aparelhos para automação.
O sistema de irrigação subterrâneo é bastante simples e pode ser 
instalado em jardins já prontos. Deve ser bem planejado para inter-
ferir o mínimo possível nas áreas plantadas.
1.1 Sistema de irrigação mais utilizado nos 
jardins 
• Gotejamento: a água é aplicada de maneira pontual por meio 
de gotas diretamente ao solo. Essas gotas, ao infiltrarem, for-
mam um padrão de umedecimento denominado “bulbo úmi-
do”. Esses bulbospodem ou não se encontrar com a conti-
nuidade da irrigação e formar uma faixa úmida, outro termo 
técnico utilizado em irrigação localizada por gotejamento.
• Aspersão convencional: jatos de água lançados ao ar caem 
sobre o jardim como se fossem chuva.
Estas são as principais vantagens dos sistemas de irrigação 
por aspersão: 
– Facilidade de adaptação às diversas condições de solo e 
topografia. 
– Maior eficiência na distribuição de água.
– Facilidade de completa automação.
– Possibilidade de transporte para outras áreas.
• Microaspersão: representa a evolução da irrigação tradicio-
nal em grande escala com aspersores de alta vazão, alta pres-
são e longo alcance. É utilizada, em especial, para pomares, 
nas estufas e zonas não produtivas. A aspersão é direcionada 
para a base da planta.
Material do Estudante 151
2. Drenagem
A drenagem é muito importante, pois tem a finalidade de facilitar 
o escoamento do excesso de água da área onde será implantado 
o jardim. Essa quantidade de água excedente poderá provocar o 
aparecimento de doenças, principalmente pelo apodrecimento das 
raízes de plantas que toleram solo encharcado, o que favorecerá 
o surgimento de pragas. A ausência da drenagem também poderá 
provocar infiltração em áreas de cultivo suspenso, como jardinei-
ras, jardins verticais, telhados verdes etc.
152 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Controle de Pragas
Material do Estudante 153
As doenças, em sua maioria, são causadas pelo ataque de alguns ti-
pos de fungos, bactérias, vírus ou nematoides. Em outros casos, um 
desequilíbrio nutricional pode causar o que chamamos de doenças 
provenientes de carências. Existem estudos segundo os quais uma 
planta malnutrida tende a ser mais atacada por pragas e doenças 
do que outras bem nutridas.
1. Controle natural de pragas
A maioria das pragas costuma atacar na primavera, período de 
fertilidade e de grande atividade na natureza. Elas causam vários 
estragos nas plantas, além de favorecer o surgimento de doenças, 
principalmente fúngicas. As pragas acabam por se tornar um pro-
blema mais sério quando há um desequilíbrio ecológico no sistema 
no qual a planta está inserida. 
Outras situações podem favorecer o seu surgimento, como dese-
quilíbrios térmicos, excesso ou escassez de água e insolação ina-
dequada. 
2. Principais pragas e algumas dicas 
naturais de controle
Pulgões 
O que é?
Nematoides ou 
nematódeo
São vermes cilíndricos, 
alongados, com as ex-
tremidades afiladas. En-
contrados em todos os 
habitats (terrestre, mari-
nho e água doce), infes-
tam as raízes das plantas, 
havendo a presença de 
nódulos visíveis. As plan-
tas atacadas apresentam 
baixo vigor e pouco de-
senvolvimento da parte 
aérea.
154 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Podem ser pretos, marrons, cinza ou verdes. Alojam-se nas folhas 
mais tenras, nos brotos e caules, sugando a seiva e deixando as fo-
lhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade, é provável 
que deixem a planta debilitada demais e até transmitam doenças 
perigosas. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os pe-
ríodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outo-
no. Precisam ser controlados logo que notados, pois se multiplicam 
com rapidez. 
Como eliminar?
As joaninhas são predadoras naturais dos pulgões. Um chumaço 
de algodão embebido em uma mistura de água e álcool em partes 
iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas e isso pode ser feito se-
manalmente. Para o controle, aplique calda de fumo.
Cochonilhas
São insetos minúsculos, em geral marrons ou amarelos, que se alo-
jam principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas. Além 
de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma substância 
pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial o fungo fuligi-
noso (fumagina). Dá para perceber sua presença quando as folhas 
apresentam uma crosta com consistência de cera. Algumas cocho-
nilhas têm uma espécie de carapaça dura que impede a ação de 
inseticidas em spray. Nesse caso, é normal produtos à base de óleo 
darem melhores resultados, pois formam uma capa sobre a carapa-
ça que impede a respiração do inseto. A calda de fumo costuma dar 
bons resultados também.
Material do Estudante 155
Como eliminar?
As joaninhas também são suas predadoras naturais, além de certos 
tipos de vespas. A calda de fumo e a emulsão de óleo são os mé-
todos naturais mais eficientes para combatê-las. Deve-se evitar o 
controle químico, mas quando necessário, em casos extremos, são 
usados óleo mineral e inseticida organofosforado.
Moscas-brancas
São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração branca. 
Não é difícil notar sua presença ao esbarrar em uma planta que es-
teja infestada.
Costumam localizar-se na parte inferior das folhas e ali liberam um 
líquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o ataque 
de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. As larvas desse inseto, 
praticamente imperceptíveis, alojam-se igualmente na parte infe-
rior das folhas e, em pouco tempo, causam grande infestação.
Como eliminar?
É difícil eliminá-las, por isso muitas vezes é preciso aplicar inseti-
cidas específicos para plantas. Quando o ataque é pequeno, o uso 
de plantas repelentes como tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes 
sp.), hortelã (Mentha sp.), calêndula (Calendula officinalis) e arruda 
(Ruta graveolens) dá bons resultados na maioria das ocasiões. 
156 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Lesmas e caracóis
Normalmente atacam à noite, quando furam e devoram folhas, caules 
e botões florais, mas também podem atingir as raízes subterrâneas.
Como eliminar?
Besouros e passarinhos são seus predadores naturais. Uma boa 
maneira de eliminá-los é usar armadilhas feitas com isca de cerveja 
para atraí-los. 
Tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a, deixando a abertura 
no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada 
com sal. As lesmas e os caracóis são atraídos pela cerveja, caem na 
lata e morrem desidratados pelo sal.
Material do Estudante 157
Lagartas
Atacam mais as plantas de jardim, mas em alguns casos também 
podem danificar as plantas de interior. Fáceis de ser reconhecidas, 
as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e comem brotos, 
hastes e folhas novas, formando uma espécie de teia para se prote-
ger. Todas as plantas que têm folhas macias estão sujeitas ao seu 
ataque. 
Caso o ataque não seja maciço, recomenda-se fazer o controle das 
lagartas manualmente, ou seja, elas devem ser retiradas e destruí-
das uma a uma – lembrando que é importante usar uma proteção 
para que a lagarta não toque na pele. A calda de angico ajuda a 
afastar as lagartas e não prejudica a planta. O uso de plantas repe-
lentes, como a arruda, pode ajudar a mantê-las afastadas.
Como eliminar?
Aves e pequenas vespas são suas inimigas naturais. É preciso lem-
brar que sem lagartas não há borboletas. Ao eliminá-las, priva-se 
da beleza e graça desses belos seres alados. Mais uma vez, o equi-
líbrio é a chave.
Saiba mais
As chamadas taturanas 
são lagartas com pelos e 
algumas espécies podem 
queimar a pele de quem 
as toca.
158 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Ácaros
O tipo de ácaro mais comum, conhecido como ácaro vermelho, tem 
a aparência de uma aranha de cor avermelhada. Ataca flores, folhas 
e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem. O ataque de 
ácaros diminui o ritmo de crescimento, favorece a má-formação de 
brotos e, em caso de grande infestação, pode matar a planta. Am-
bientes quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessa praga. 
Apesar de quase invisíveis a olho nu, sua presença é denunciada 
pelo aparecimento de uma teia fina. Costuma atacar mais as plan-
tas em vaso do que as que estão em canteiros.
Como eliminar?
Uma boa dica é borrifar a planta com água regularmente, já que 
esse inseto não gosta de umidade. Casos severos exigem que as 
partes mais atacadas sejam retiradas. A calda de fumo ajuda a con-
trolar o ataque. 
Material do Estudante 159
Percevejos
São mais conhecidos como maria-fedida,pois exalam um odor de-
sagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque, que costuma 
provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudica novas brotações.
Como eliminar?
Vespas são suas predadoras naturais. Percevejos devem ser removi-
dos manualmente, um a um. Se o controle manual não surtir efeito, 
a calda de fumo pode funcionar como um repelente natural.
Tatuzinhos
São muito comuns nos jardins com umidade excessiva. Também co-
nhecidos como tatus-bolinhas, eles se enrolam como uma bolinha 
quando tocados. Vivem escondidos e alimentam-se de folhas, cau-
les e brotos tenros, além de transmitirem doenças às plantas.
Como eliminar?
Evitar a umidade excessiva em vasos e canteiros. Devem ser retira-
dos manualmente e eliminados um a um. 
160 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Formigas
As formigas cortadeiras (Atta spp. e Acromyrmex spp.) são as que 
mais causam estragos. Elas cortam as folhas para levá-las ao for-
migueiro, onde servem de nutrição para os fungos, os verdadeiros 
alimentos das formigas.
Como eliminar?
Um bom método natural para espantar as formigas é espalhar se-
mentes de gergelim em torno dos canteiros. Além disso, o gergelim 
colocado sobre o formigueiro intoxica o tal fungo e ajuda a eliminar 
o ninho das formigas. Em ataques maciços, recomenda-se o uso de 
iscas formicidas (à venda em casas especializadas) que são carrega-
das pelas formigas para o formigueiro.
Material do Estudante 161
2.1 Inseticidas caseiros
• Solução de água e fumo: colocar 100 gramas de fumo de 
corda picado de molho por 24 horas em 1 litro de álcool. De-
pois, guardar em um recipiente. Para pulverizar os focos de 
pragas, diluir de 3 a 5 colheres de sopa da solução em 1 litro 
de água.
• Solução de água e sabão: misturar em 5 litros de água 1 
colher de sopa de sabão de coco raspado. Agitar bem até dis-
solver todo o sabão e pulverizar as plantas com a solução.
162 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Unidade 
Curricular
Compondo 
com a 
Vegetação 
Paisagística
A Unidade Curricular Compondo com a Vegetação 
Paisagística está desenvolvida em sete temas. Veja.
Paisagismo e os Cinco Sentidos 
1. Aspectos estéticos na composição paisagística
Princípios de Composição
1. Desenho paisagístico
2. Elaboração do projeto paisagístico
Estratos Vegetais na Composição de Jardins
 1. Compondo com estratos vegetais 
Plantas na Composição de Jardins
1. Compondo com plantas aquáticas e palustres 
2. Compondo com plantas tóxicas
3. Compondo em jardins verticais
4. Compondo com caminhos e circulações
5. Tabela de espécies vegetais
Elementos Compositores
1. Elementos compositores ornamentais
2. Elementos compositores construtivos
Compondo em Varandas e Jardins de Inverno em Áreas Internas
1. Escolhendo o que cultivar em ambiente Interno
2. Plantas para vaso
3. Sólidos geométricos
Iluminação
1. Equipamentos
2. Efeitos
Material do Estudante 165
Paisagismo e os 
Cinco Sentidos
166 Paisagismo: Técnicas e Projeto
O paisagismo é uma expressão artística da qual participam os 
cinco sentidos do ser humano. Veja. 
Visão: é um dos sentidos mais 
complexos. Quando a visão 
focaliza os elementos vegetais, 
percebe as formas das copas, 
flores e folhas, dos caules e 
galhos; investiga as inúmeras 
cores das florações, folhas e 
folhagens e informa também as 
texturas presentes em folhas e 
flores. 
Audição: faz conhecer o murmúrio 
das águas, o farfalhar das folhas, 
o sacudir dos ramos nos galhos e 
o canto dos pássaros.
Tudo é som nos jardins.
Olfato: propicia sentir o cheiro 
das plantas no frescor da manhã, 
no cair da tarde ou em dia de 
chuva. Podemos apreciar os 
perfumes de diversas flores, 
folhas, cascas e ramos que 
exalam os seus aromas em vários 
momentos do dia.
Paladar: possibilita conhecer os 
jardins de maneira diferente. Faz 
a boca regalar-se com diversas 
frutas e flores comestíveis e 
faculta saborear os temperos, 
especiarias, chás de folhas 
e sementes que acalmam e 
estimulam.
Tato: precisa do contato direto 
com os elementos naturais, 
de modo a perceber se sua 
temperatura é quente ou fria. 
Percebe se há rugosidade, lisura, 
aspereza, maciez ou dureza.
Material do Estudante 167
1. Aspectos estéticos na composição 
paisagística 
1.1 Cor
Um belo jardim não é fruto do acaso, ele depende de um planeja-
mento minucioso capaz de integrar seus diferentes componentes 
entre si e com o meio circundante.
As plantas apresentam grande riqueza plástica graças à diversidade 
de suas formas, seu colorido e suas texturas originais. O uso ade-
quado das espécies vegetais quanto às cores, formas e texturas é 
fundamental para um projeto. 
A maneira de combinar esses aspectos requer uma série de prin-
cípios de composição que facilitam o bom uso de cada um deles 
no plano paisagístico. A utilização harmônica das cores é um dos 
segredos do paisagismo.
As cores do jardim estão presentes na vegetação, na água, nas pe-
dras e nos elementos construídos. 
Essa característica, quando bem trabalhada, pode criar efeitos sur-
preendentes no decorrer do ano. Na verdade, a vegetação e toda a 
paisagem são transformadas, o que possibilita sensações comple-
tamente diferentes a cada tempo.
Saiba mais
O efeito das cores deve 
ser muito bem estudado 
em todos os elementos 
de composição do jardim, 
mas principalmente na 
vegetação que, ao contrá-
rio dos outros elementos, 
sofre variação de cores 
nas diferentes estações 
climáticas. 
168 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.2 Círculos cromáticos
Cores primárias Cores secundárias Cores terciárias
Cores complementares e cores análogas
Cores complementares: utilizam-se as cores opostas no círculo 
cromático. 
Cores análogas: utilizam-se cores adjacentes no círculo cromático. 
1.3 Harmonia por temperatura
Ambiente quente x Ambiente frio
É a capacidade de aquecer ou esfriar um ambiente. Cada cor tem 
uma temperatura própria. Veja.
Cores quentes
Do amarelo ao vermelho-avioletado/rosado.
Cores frias 
Do violeta ao verde-limão.
Formas 
A forma das plantas deve ser compatível com o ambiente e atender 
às necessidades gerais de uso da área; já a das árvores e dos arbus-
tos, delineia a estrutura básica dos jardins. 
Material do Estudante 169
170 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Texturas
Recomenda-se usar texturas de maneira eficiente. Isso requer mui-
to cuidado, critério e sensibilidade.
Como elaborar uma prancha de ambientação?
Pode ser feita por meio de uma representação gráfica com cola-
gens, recortes, imagens que representem as escolhas das massas 
vegetais, dos mobiliários, caminhos, acessórios e paleta de cores 
para a elaboração do desenho paisagístico de acordo com o tema e 
o perfil do cliente.
A prancha de ambientação deve ser usada para passar a sensação 
geral de um projeto; por esse motivo, reúne imagens e objetos que 
inspirem e auxiliem no processo criativo. São bastante usadas nas 
fases iniciais de um projeto como guia para mostrar aos clientes e 
obter aprovação antes de prosseguir com uma ideia. 
Material do Estudante 171
Princípios de 
Composição
172 Paisagismo: Técnicas e Projeto
A maneira de combinar os diversos elementos de um jardim faz su-
por alguns princípios de composição que facilitam o bom enqua-
dramento deles no desenho paisagístico. 
Contraste
Predominar não significa chamar mais a atenção. O elemento de 
contraste chama a atenção para si e, ao mesmo tempo, para outro, 
acentuando a diferença entre ambos.
Equilíbrio
Essencial para qualquer projeto, é responsável pela sensação de 
estabilidade oferecida por uma composição presente no campo 
visual. O equilíbrio se classifica em: simétrico ou assimétrico e es-
tático ou dinâmico. Assim, devemos buscar, a todo momento, que 
nosso jardim fique equilibrado.
Ritmo
Esse é o princípio que distingue a paisagem de um mero cenário: 
indica movimento, resultado da repetição de elementos iguais ou 
parecidos. 
Proporção e escala
Proporção é a relação harmoniosa entre as partes e os elementos 
que compõem o jardim. Escala é a relaçãoque se estabelece entre 
o tamanho dos espaços, sejam estes lugares ou não, e as pessoas. 
No princípio da escala, nossa preocupação é com a harmonia entre 
as distâncias e/ou medidas verticais e horizontais. Por ser a paisa-
gem em três dimensões, essa harmonia influenciará nas sensações 
diferentes que teremos.
Saiba mais
Os princípios de compo-
sição representam um 
elemento ou composição 
de grande peso visual ou 
conceitual. É um pon-
to para o qual se deseja 
atrair a atenção do obser-
vador. 
Vários centros de interes-
se de peso visual, seme-
lhantes quando visíveis 
ao mesmo tempo, podem 
causar confusão e divisão, 
por isso o número de fo-
cos ou destaques obser-
vados de cada ponto de 
vista deve ser cuidadosa-
mente planejado. 
Material do Estudante 173
1. Desenho paisagístico
A implantação de um desenho paisagístico requer um planejamen-
to completo, elaborado com base na planta do terreno e em uma 
listagem das necessidades e dos desejos do cliente.
1.1 Estudo paisagístico – conhecendo o terreno
A figura a seguir mostra a relação de aspectos que devem ser obser-
vados para o bom desenvolvimento do desenho paisagístico.
Atenção
Durante a observação, 
lembre-se:
• do sombreamento; 
• da topografia; 
• do clima;
• do estilo e função da 
edificação existente; 
• do levantamento das 
espécies vegetais 
existentes que vão 
permanecer no de-
senho paisagístico 
(assuntos vistos nas 
Unidades Curriculares 
anteriores).
174 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1.2 Estudo paisagístico – definindo caminhos e 
forrações
A figura a seguir apresenta aspectos importantes para a definição 
de caminhos e forrações. 
Material do Estudante 175
Agora, observe a tabela com o detalhamento desses aspectos:
O indivíduo – comunidade O terreno
• Condições socioeconômi-
co-culturais.
• Composição etária.
• Composição de grupos.
• Desenvolvimento físico e 
psíquico.
• Levantamento topográfico: conferir todos os elementos, rele-
vo, trilhas, rochas e outros.
• Equipamentos: máquina fotográfica, trena, metro e gravador.
• Clima: 
- Insolação.
- Precipitação.
- Temperaturas.
- Ventos.
- Umidade.
• Topografia:
- Formas do terreno.
- Declividade.
- Drenagem natural.
- Dimensão.
• Solo:
- Argiloso.
- Arenoso.
• Vegetação:
- Existente no terreno.
- Natural do local.
- Disponível e adequada para a utilização.
• Estruturas:
- Edificações aparentes.
- Edificações subterrâneas.
- Acessos.
• Paisagem local:
- O entorno próximo (a rua, os vizinhos).
- Os visuais (de dentro para fora, de fora para dentro).
• Serviços urbanos:
- Água.
- Esgoto.
- Águas pluviais.
- Luz.
- Lixo.
176 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2. Elaboração do projeto paisagístico
Para a elaboração de um projeto paisagístico, é necessário realizar 
as seguintes etapas:
• Análise: define-se um programa.
• Distribuição espacial do zoneamento: circulação, manchas 
das áreas.
• Dimensionamento: proposta com base em uma ideia, função 
e forma, vários croquis, composição/desenho – “natural”, or-
gânico/geométrico.
• Detalhes construtivos (mais frequentes):
- Separação canteiro/canteiro.
- Separação canteiro/piso.
- Paginação – detalhes diversos: pedra portuguesa.
- Farofa – areia/cimento 3:1, placas de granito e cimentado.
- Escadas e rampas.
- Canteiros aquáticos – caixa de Nymphaeas, canteiros para 
Nyperus e outras espécies aquáticas.
- Jardins verticais.
- Canteiro sobre laje.
Atenção
Para a concepção de um 
bom projeto é preciso ter 
claros e bem definidos: 
• Desejos.
• Necessidades.
• Gostos.
• Hábitos.
• Expectativas do cliente.
Material do Estudante 177
2.1 Elaboração de desenho paisagístico: estudo 
preliminar
Após ter levantado e estudado todas as condições relativas ao ter-
reno e à edificação, vamos colocar em prática o estudo preliminar 
do desenho paisagístico.
O que é?
Programa de necessidades
É o fruto de uma série de 
respostas que obteremos 
com base em perguntas 
como: necessidades a 
serem satisfeitas, fun-
ção do local em questão, 
possibilidade de adequa-
ção, grau de liberdade 
de ação, fatores determi-
nantes de ordem física e 
psicológica.
1. Desenho da planta de localização do terreno.
2. Elaboração do programa de necessidades segundo o perfil 
do cliente.
3. Estudo das relações entre áreas ou setores de zoneamento: 
mapa de círculos.
4. Estudo funcional (especificação funcional da área externa): 
divisão dos espaços, separados uns dos outros de acordo 
com o uso.
5. Estudo técnico: definição das massas vegetais com delimi-
tação dos locais de espécies arbóreas, arbustos, cercas vi-
vas, canteiros, gramados etc. circulações e elementos cons-
trutivos (fontes, lagos e outros), mobiliários e acessórios.
178 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2.1.1 Planta de localização
Apresenta a indicação e representação gráfica de canteiros, maci-
ços vegetais, árvores e palmeiras. Também exibe compositores or-
namentais e construtivos escolhidos e adequados ao desenho pai-
sagístico. Deverão usar texturas e colorização. No desenho, devem 
constar:
• Cotas. 
• Textos.
• Hierarquia de traços.
• Planta de localização de pontos de iluminação.
• Vistas com indicação e representação gráfica utilizando tex-
turas e colorização.
• Tabela de especificação de espécies vegetais.
• Tabela de quantificação de espécies vegetais e insumos.
• Memorial descritivo.
Material do Estudante 179
Estratos Vegetais na 
Composição de Jardins
180 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Compondo com estratos vegetais
Há três tipos principais de estratos: arbóreo, arbustivo e de forração.
Existem diversas possibilidades de trabalhar com árvores em paisa-
gismo, mas é preciso saber, inicialmente, se a área disponível para 
o projeto tem condição de recebê-las. O estrato arbóreo é o “plano 
de teto” do jardim.
Quando integrada ao jardim, a árvore valoriza o projeto, mas é pre-
ciso realizar um exame minucioso de suas propriedades. Veja, a se-
guir, os fatores a serem observados. 
• Forma das copas.
• Raízes.
• Beleza das folhas.
• Diferentes texturas dos troncos.
• Frutos ornamentais.
• Flores.
1.1 Estrato arbóreo
Apresenta diferentes espécies. Veja. 
• Eucalipto arco-íris.
• Palmeiras.
• Bambus.
• Chorão ou salgueiro.
• Pinheiros e ciprestes.
• Bananeiras.
• Pandanos.
• Pata-de-elefante.
Atenção
É essencial conhecer o 
espaço necessário para 
o crescimento das raízes 
das árvores para evitar 
problemas com os ele-
mentos construtivos pró-
ximos. Os formatos das 
raízes derivam dos esfor-
ços a que estão sujeitas 
as copas.
Material do Estudante 181
1.2 Estrato arbustivo
Os arbustos são elementos tão importantes quanto as árvores na 
elaboração do plano de massas vegetais, mas, em geral, predomi-
nam graças a sua escala nos pequenos e médios jardins residen-
ciais, comerciais e, principalmente, nos jardins sobre lajes.
Os estratos arbustivos são o “plano de parede” do jardim.
182 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Classificação dos arbustos quanto à altura
Arbustos 
altos
Definição
Os que têm copa com 
altura acima do olho 
de um observador em 
pé, ou seja, por volta 
de 1,50 m, e funcionam 
como anteparo, já que 
encobrem elementos a 
distância. O principal 
papel do arbusto é vedar 
e ajudar na definição de 
escalas e lugares acon-
chegantes nos jardins.
Exemplos
Cercas vivas ou muros 
verdes – Arbustos altos 
mantidos com poda. 
Algumas espécies ve-
getais usadas: 
• Hibisco.
• Malvaviscus.
• Cypressus.
• Alglaia odorata.
Arbustos 
baixos
Definição
São aqueles cuja altura 
da folhagem está abaixo 
da vista de um obser-
vador em pé e não blo-
queia cenas e panora-
mas.
Cumprem vários pa-
péis nos jardins e es-
paços urbanos:
• Auxiliam na orienta-
ção do fluxo de pe-
destres, pois cercam 
os caminhos sem 
obstruir a visão. 
• Funcionam como ele-
mento de proteção, 
impedindo a apro-
ximação e advertin-
do para algum peri-
go. Exemplo: evitam 
que o caminhante se 
aproxime de algum 
talude.
• Observados de cima, 
possibilitam criar 
efeitos estéticos in-
teressantesocasio-
nados por cores, 
texturas e florações 
variadas. 
Os arbustos baixos 
são classificados em 
anuais e perenes:
• Anuais: vivem poucos 
meses, o que deman-
da replante constan-
te. Costumam apre-
sentar floração de 
magnífico colorido.
• Perenes: não desapa-
recem após a flora-
ção e seu replante se 
faz, geralmente, após 
um período maior 
que dois anos. 
Material do Estudante 183
1.3 Estrato de forração
O estrato de forração é o “plano de piso do jardim”.
As forrações podem ser agrupadas em dois conjuntos:
• De solo. 
• Trepadeira.
As forrações de solo podem ser subdivididas em dois grupos: as que 
suportam relativos pisoteios (gramas) e as que não suportam (plan-
tas rasteiras).
1.3.1 Espécies de gramas que aceitam pisoteio
São Carlos 
(Axonopus 
affinis)
Característica: suas folhas são largas, lisas e 
sem pelos; é de cor verde intensa; desenvolve-
-se tanto no sol como em local meio sombrea-
do, úmido ou rochoso; ideal para climas quen-
tes e frios; desenvolve de maneira acentuada 
no verão.
Seu crescimento ascendente é pouco intenso, 
porém forma um gramado denso.
Utilização: é a grama mais utilizada em todo 
o Brasil; tem boa resistência ao pisoteio, pra-
gas, doenças e geadas; é utilizada em jardins 
residenciais, comerciais, beiras de piscinas 
e casas de campo e praia, graças a sua fácil 
adaptação a qualquer clima.
Esmeralda 
(Zoysia 
japonica)
Característica: suas folhas estreitas são de 
cor verde acinzentado; desenvolve-se mui-
to bem em clima quente; pouco resistente a 
geada; apresenta ótima resistência ao piso-
teio leve, isso por causa do grande desen-
volvimento de suas raízes; não cresce muito 
para cima, então facilita a manutenção uma 
vez que requer pouca poda; é necessário adu-
bação frequente; não tolera sombra. 
Utilização: jardins residenciais, comerciais, 
industriais, praças e campos para prática de 
esportes diversos, sempre a pleno sol; exce-
lente também para terrenos no litoral.
Atenção
Grama
Exige insolação quase 
direta para sobreviver e 
manutenção de poda re-
lativamente constante.
184 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Batatais 
(Paspalum 
notatum) 
Características: embora não seja o tipo mais 
indicado de grama, a batatais tem algumas 
vantagens com relação aos outros tipos mais 
utilizados, entre elas: a grande adaptação a 
solos pobres; a boa resistência à seca; o baixo 
custo; a grande rusticidade.
Utilização: não é muito utilizada porque, 
comparada aos outros tipos de grama, é bas-
tante rústica e apresenta uma série de fatores 
negativos, como plantio mais demorado, sus-
cetibilidade à infestação de ervas daninha e 
crescimento rápido.
Plantas 
rasteiras 
Características: seus efeitos são surpreen-
dentes, pois oferecem folhas e flores colori-
das que podem formar relvados e tapetes com 
texturas e cores maravilhosas; é aconselhável 
à previsão de contenções, ou seja, muretas de 
concreto embutidas na terra ou artefatos plás-
ticos, especialmente fabricados para esse fim, 
de modo a controlar o crescimento das raízes 
e limitar a propagação das plantas. Caso con-
trário, o desenho dos canteiros poderá se per-
der com o tempo, pois não haverá elementos 
de referência para os jardineiros obedecerem 
durante a manutenção.
Utilização: não aceitam pisoteio, portanto de-
vem ser utilizadas em bordaduras e relvados.
1.3.2 Forrações escadentes
São caules que pendem e que podem ser usados em canteiros ele-
vados ou floreiras.
Material do Estudante 185
1.3.3 Trepadeiras
São espécies que podem forrar praticamente qualquer superfície 
vertical ou inclinada. 
Podem ser classificadas em:
• Trepadeiras sarmentosas
Suas gavinhas (caules adicionais) garantem a fixação da plan-
ta em paredes, árvores, estacas etc. Esse tipo de trepadeira 
pode ser usado para cobrir muros e só precisa de uma super-
fície para subir. 
Exemplos: Hedera (heras), Philodendrons, Monstera deliciosa.
• Trepadeiras volúveis
Servem para contornar arcos, subir em troncos de árvores e 
estacas. Enrolam em qualquer estrutura. Para que cubram mu-
ros, é preciso colocar suportes de arame para que se enrolem.
• Trepadeiras cipó e arbustos escandentes
Precisam ser educadas com amarrilhos para subir em algu-
ma estrutura. Servem para se apoiar em arcos, pergolados, 
telhados e treliças, mas lembre: é preciso amarrar para que 
a planta suba. As trepadeiras cipó são mais maleáveis do que 
os arbustos escandentes, pois estes são um tipo intermedi-
ário entre as trepadeiras e os arbustos; em alguns casos as 
trepadeiras cipó são de natureza lenhosa.
186 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Plantas na 
Composição 
de Jardins
Material do Estudante 187
1. Compondo com plantas aquáticas 
e palustres 
Plantas aquáticas são plantas que pertencem à água; vivem na água 
ou sobre ela. Crescem com uma parte fora da água, ou totalmente 
fora dela, e se adaptam bem ao lugar onde vivem.
Têm vários furos no fundo das folhas, dos caules e raízes, que auxi-
liam a troca gasosa e a flutuação. São elas:
Plantas palustres
As plantas palustres são características de locais encharcados. 
Desenvolvem-se na proximidade de lagos e tanques; muitas vezes 
invadem um pouco as margens dos lagos e são confundidas com 
plantas marginais.
 
Plantas marginais 
As plantas marginais preferem locais rasos, como margens de lagos, 
e permanecem com as raízes e primeira porção do caule e folhas 
submersos. Além disso, oferecem excelente abrigo para criaturas 
silvestres, como rãs, insetos e outros animais aquáticos.
188 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Plantas flutuantes 
São plantas que flutuam na superfície do lago, sem raízes fixadas 
a nenhum substrato e necessitam de sol pleno. Oferecem sombra 
para os seres submersos.
2. Compondo com plantas tóxicas
As plantas tóxicas, muitas das quais ornamentais, podem ser encontra-
das em jardins, quintais, parques, vasos, praças e terrenos baldios.
Atenção
Algumas dessas plantas 
são bastante conhecidas 
e bonitas, mas, quando 
colocadas na boca ou ma-
nipuladas, podem causar 
graves intoxicações, prin-
cipalmente em crianças 
menores de 5 anos.
Material do Estudante 189
3. Compondo em jardins verticais
Foi por meio da observação do crescimento de plantas em rochas e ár-
vores de florestas e montanhas que Patrick Blanck teve a inspiração para 
criar seus jardins verticais. 
Ele percebeu que, nesses locais, as plantas cresciam sem precisar de terra 
e sobreviviam graças à água e aos nutrientes de uma camada de húmus. 
O sistema consiste em três partes:
• Uma camada de PVC. 
• Feltro. 
• Moldura de metal.
Dessa maneira, o jardim vertical favorece um sistema livre, autos-
suficiente o bastante para ser pendurado na parede e até mesmo 
suspenso no ar, com peso menor que 30 kg por metro quadrado.
Os jardins verticais podem usar como plantas espécies epífitas que 
requerem poucos nutrientes e uma pequena quantidade de água 
para se manter e desenvolver, pois elas conseguem retirar seus nu-
trientes até da atmosfera. Em razão de sua baixa exigência e do len-
to crescimento, são ideais para esse tipo de jardim.
Podem ser montados em paredes que estejam disponíveis, nas 
quais as plantas possam receber alguma luz natural, ou mesmo luz 
artificial.
O jardim vertical pode ser usado como um exterior impressionante, 
para fachadas, ou pode ser usado também dentro de casa, com o 
auxílio de iluminação artificial. 
190 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Não importa onde você viva. Urbano ou suburbano, frio ou quente, 
dentro ou fora – o jardim vertical traz um pouco de verde para todos.
Menor consumo de energia
Melhor qualidade do ar
Proporciona uma proteção natural entre o clima e os habitantes
As vantagens naturais do jardim vertical são muitas; veja algumas: 
Material do Estudante 191
4. Compondo com caminhos e 
circulações
Existem as circulações planas e as inclinadas. O traçado, as formas 
e os materiais de revestimento devem sempre compor com as espé-
cies vegetais e atender às necessidades do cliente.
Caminhos e passarelassão comuns em quintais, jardins e em tor-
no de propriedades. Eles levam para lugares-chave no local, como 
uma fonte ou área de estar. Seu propósito é tão funcional quanto 
estético na paisagem.
Saiba mais
Caminhos de acesso, tais 
como entradas de pedes-
tres e veículos (garagens), 
devem ser projetados sem-
pre para integrar todos os 
componentes do jardim.
Caminhos inclinados, 
como escadas e rampas, 
devem ser suaves e inte-
grados com o entorno, 
aproveitando ao máximo 
a topografia natural do 
terreno.
A melhor opção para os 
caminhos de jardins de-
pende do seu estilo, do or-
çamento e dos materiais 
disponíveis em sua área.
192 Paisagismo: Técnicas e Projeto
5. Tabela de espécies vegetais
A tabela de espécies vegetais auxilia o profissional na escolha cor-
reta das espécies vegetais. Ela deve constar do estudo preliminar 
como fonte de armazenamento e coleta de dados.
Observe o modelo de tabela a seguir.
Imagem Legenda Nome Botânico
Nome 
Comum
Origem Porte Folhagem Florescimento Raiz
Exótica Nativa P M G Decidual Semi decidual Perene Época Cor Superficial Profunda
Bauhinia 
forficata
Pata-
-de- 
-vaca
X X X P-V B X
Legenda:
Porte Época Cor
Arbóreas
• P – Pequeno (até 6 m de altura)
• M – Médio (de 6 m até 10 m)
• G – Grande (a partir de 10 m)
Palmeiras
Alta – mais de 6 m
Baixa – menos de 6 m
P – Primavera
V – Verão 
O – Outono
I – Inverno
VE – Várias épocas do ano
A – Amarelo
AZ – Azul
A – Branco
A- – Creme
L – Laranja
PE – Pouco expressivo
R – Rosa
V – Vermelho
VC – Várias cores 
VI – Violeta
VE – Verde
Material do Estudante 193
Imagem Legenda Nome Botânico
Nome 
Comum
Origem Porte Folhagem Florescimento Raiz
Exótica Nativa P M G Decidual Semi decidual Perene Época Cor Superficial Profunda
Bauhinia 
forficata
Pata-
-de- 
-vaca
X X X P-V B X
Elementos 
Compositores
194 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Elementos compositores 
ornamentais
Depois de projetar com atenção os elementos básicos do seu jardim, 
as espécies vegetais que vão compor “teto, paredes e piso” deve-
rão complementá-lo com elementos ornamentais conforme a lista 
de necessidades que relacionamos no início do estudo paisagístico, 
tais quais: áreas de sol e de brincar, horta, área de leitura etc.
Cada recanto do jardim deve ser minuciosamente projetado para 
receber peças ornamentais que constituirão o material de transição 
entre interior e exterior.
Entre os elementos que poderemos utilizar estão os naturais e os 
fabricados ou artificiais.
Elementos naturais Elementos fabricados ou artificiais
• Pedras.
• Troncos.
• Espelhos d’agua.
• Mobiliários.
• Fontes.
• Estátuas.
• Obras de arte.
• Brinquedos para jardim.
• Gaiolas para pássaros. 
• Toldos e equipamento para 
jogos.
Lembrete
O jardim deverá ser com-
posto de acordo com o 
perfil do cliente.
Material do Estudante 195
1.1 Uso de água na composição de jardim
A água, tanto a usada em espelhos d’água naturais quanto a usada 
em fontes e lagos artificiais, proporciona ao ambiente quietude e 
sensação de repouso. A água imóvel em poços ou piscinas funcio-
na como espelho, refletindo a tonalidade do céu e da paisagem ao 
redor. As águas em movimento, rios e riachos oferecem um dina-
mismo visual e sonoro. Pode funcionar também como elemento de 
ligação ou separação em um jardim, substituindo uma cerca ou um 
canteiro, desde que não impeça a visão.
2. Elementos compositores 
construtivos
Para ampliarmos as áreas de lazer e aumentar o prazer de desfrutar 
o jardim, podemos criar alguns espaços:
• Decks, área para sol com espreguiçadeiras e ombrelones.
• Pérgolas para relaxar enquanto nos protegemos um pouco do 
sol.
• Piscinas para refrescar e relaxar, além de nos exercitar. 
• Churrasqueiras e gazebos que podem promover saborosos e 
confortáveis momentos de confraternização com os familia-
res e amigos.
196 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Compondo em Varandas 
e Jardins de Inverno em 
Áreas Internas
Material do Estudante 197
Quando vamos desenhar um jardim nessas áreas é necessário um 
planejamento especial.
Como já estudamos, o primeiro passo é fazer um inventário minu-
cioso de todas as condições físicas para depois elaborar a lista de 
necessidades conforme o perfil do cliente.
Na sala, na copa, na varanda ou no corredor, em qualquer ambiente 
da casa, a presença de plantas modifica completamente o tom da 
sua decoração. As linhas geométricas dos móveis, a superfície lisa e 
uniforme das paredes e do teto, enfim, todo o lado funcional e im-
pessoal do ambiente ganha nova vida com elas. As plantas formam 
contrastes, realçam, integram, equilibram e dão calor ao ambiente.
1. Escolhendo o que cultivar em 
ambiente interno
Para essa escolha, deve-se observar muito bem o ambiente no qual 
a planta ficará. Alguns aspectos são importantes para a escolha 
ideal:
1. Luminosidade: é o aspecto que mais deve ser levado em 
consideração. Em geral, é muito menor do que nos ambien-
tes externos, assim como o número de horas de luz é muito 
reduzido. 
2. Espaço limitado para crescimento de raízes: isso ocorre em 
consequência do espaço reduzido, já que, normalmente, são 
cultivadas em vasos e jardineiras.
3. Harmonia com o ambiente: é fundamental observarmos qual 
planta ficará mais de acordo com o ambiente.
As plantas podem ser classificadas como: pleno sol, meia-sombra e 
sombra. Algumas se adaptam bem a mais de uma situação.
Cada categoria tem um número extenso de plantas, em particular 
as de pleno sol e meia-sombra. 
198 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Veja a seguir alguns exemplos de plantas mais comuns.
Pleno sol Meia-sombra Sombra
Buxinho Antúrio Zamiocuca
Ixora Maria-sem-vergonha Palmeira ráfia
Azálea Lírio da paz Singônio
Murta Begônia Camedórea
Relação de plantas
Pleno sol Meia-sombra
Açafates (Alyssum maritimum) Amor-perfeito (Viola tricolor)
Acálifa (Acalypha spp.) Antúrio (Anthurium andraeanum)
Agave (Agave spp.) Azálea (Rhododendron simsii)
Areca Bambu (Chrysalidocarpus lutescens) Begônia (Begonia spp.)
Azálea (Rhododendron simsii) Brinco-de-princesa (Fuchsia spp.)
Babosa (Aloe spp.) Camélia (Camellia japonica)
Bambusa (Phyllostachys aurea) Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
Bananeira-de-jardim (Musa zebrina) Coqueiro-de-vênus (Cordyline terminalis)
Bananeira-do-mato (Heliconia spp.) Costela-de-adão (Monstera deliciosa)
Cacto (Cactus spp.) Dinheiro-em-penca (Muehlenbeckia complexa)
Flor-da-fortuna (Kalanchoe spp.) Dólar (Plectranthus spp.)
Camarão amarelo (Pachystachys lutea) Dracena (dracaena spp.)
Cana-da-índia (Canna generalis spp.) Espada-de-são-jorge (Sansevieiria spp.)
Capim-palmeira (Curculigo capitulata) Ixora (Ixora coccinea)
Capim-dos-pampas (Cortaderia selloana) Fênix (Phoenix roebelenii)
Cóleo (Coleus spp.) Figueira (Ficus spp.)
Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica) Gazânia (Gazania ringers)
Dracena (Dracaena spp.) Guaimbé (Philodendron bipinnatifidum)
Ixora (Ixora coccinea) Hera (Hedera helix)
Filodentro (Philodendron spp.) Hortênsia (Hydrangea macrophylla)
Material do Estudante 199
Gerânio (Pelargonium zonale) Inhame (Alocasia spp.)
Hera (Hedera helix) Íris (Iris spp.)
Hibisco lanterninha (Hibiscus rosa sinensis) Jiboia (Scindapsus aureus)
Hortênsia (Hydrangea macrophylla) Latânia (Livistona chinensis)
Lantânia (Livistona chinensis) Lírio-do-brejo (Hedychium spp.)
Lírio (Lilium Longiflorum) Maranta (Maranta spp.)
Lágrima-de-cristo (Clerodendrum thomsonae) Palmito (Euterpe edulis)
Magnólia roxa (Magnólia soulangeana) Petúnia (Hybrida)
Margarida (Chrysanthemum leucanthemum) Pílea (Pilea nummulariifolia)
Onze-horas (Lampranthus spp.) Prímula (Primula spp.)
Palmeira-real (Seaphortia elegans) Ráfia (Rhapis excelsa)
Pandano (Pandanus spp.) Róio (Rhoeo spp.)
Papiro (Papaver orientale) Samambaia (Nephrolepis spp.)
Periquito (Alternanthera spp.) Violeta (Viola odorata)
Petúnia (Alternanthera spp.) Violeta africana (Saintpaulia spp.)
Ráfia (Rhapis excelsa) Xaxim (Dicksonia sellowiana)
Romã (Punica granatum)Cheflera (Schefflera arboricola)
Tinhorão (Caladium spp.)
Zínia (Zinnia spp.)
Sombra Obscuridade
Aglaonema (Aglaonema spp.) Aspargo (Asparagus spp.)
Ardísia (Ardisia crenata) Avenca (Adiantum spp.)
Árvore do paraíso (Polysseia spp.) Feto (Blechnum gibbum)
Aspargo (Asparagus spp.) Figueira (Ficus spp.)
Aspidistra (Aspidistra elatior) Grafita (Hemigraphis alternata)
Asplênio (Asplenium nioum) Hera (Hedera helix)
Avenca (Adiantum spp.) Hera gigante (X-fatschedera)
200 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Brinco-de-princesa (Fuchsia spp.) Hera real (Rhoicicsus capensis)
Bromélia (Aechmea spp.) Maranta (Maranta spp.)
Cisso (Cissus spp.) Musgo (Selaginella spp.)
Costela-de-adão (Monstera deliciosa) Palmeirinha (Howea forsteriana)
Camedórea (Chamaedorea elegans) Samambaia (Nephrolepis spp.)
Clorofito (Chlorophytum comosum) Palmito (Euterpe edulis)
Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.) Singônio (Syngonium spp.)
Coqueiro-de-vênus (Cordyline terminalis) Xaxim (Dicksonia sellowiana)
Criptanto (Cryptanthus spp.)
Dracena (Dracaena spp.)
Feto (Blechnum gibbum)
Figueira (Ficus spp.)
Fitônia (Fittonia spp.)
Filodendro (Philodendron spp.)
Grama-preta (Ophiopogon japonicus)
Hera (Hedera helix)
Hera gigante (X-fastchedra)
Inhame (Alocasia spp.)
Maranta (Calathea spp.)
Musgo (Selaginella spp.)
Piperônia (Peperonia spp.)
Pílea (Pilea spp.)
Prímula (Primula spp.)
Guaimbê-sulcado (Rhaphidophora decursiva)
Cheflera (Schefflera arboricola)
Singônio (Syngonium angustatum)
Material do Estudante 201
Calendário de Floração
202 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Inverno
• Acácia-mimosa.
• Alamanda.
• Antúrio.
• Caliandra.
• Camélia.
• Cravo.
• Hibisco.
• Hemerocale.
• Lantana.
• Malvavisco.
• Plumbago.
• Azálea.
• Rododendro.
• Russélia.
• Violeta-africana.
• Sálvia.
• Ipê-amarelo.
Material do Estudante 203
Primavera
• Alamanda.
• Antúrio.
• Amor-agarradinho.
• Afelandra.
• Begônia.
• Pau-brasil.
• Manacá de cheiro ou de jardim.
204 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Verão
• Agapanto.
• Alamanda.
• Antúrio.
• Afelandra.
• Begônia-sempre-florida.
• Camarão.
• Bougainvíllea.
• Caliandra.
• Chuva-de-ouro.
• Cássia-imperial.
• Crista-de-galo.
• Crisântemo.
• Dália.
• Coroa-de-cristo.
• Asa ou bico-de-papagaio.
• Brinco-de-princesa.
• Girassol.
• Hibisco.
• Hemerocale.
• Helicônia.
• Hortênsia.
• Campainha (Ipomoea purpurea).
• Estremosa.
• Lantana.
• Malvavisco.
• Ninfeia.
• Jasmim-manga.
• Onze-horas.
• Ruissélia.
• Violeta-africana.
• Strelitzia.
• Thumbergia azil.
• Sibipiruna.
• Caliandra.
• Cabelo-de-anjo.
• Diadema.
• Espuminha.
Material do Estudante 205
Outono
• Alamanda.
• Antúrio.
• Caliandra.
• Dália.
• Cravo.
• Coroa-de-cristo.
• Asa ou bico-de-papagaio.
• Hibisco.
• Hemerocale.
• Lantana.
• Malvavisco.
• Plumbago.
• Violeta-africana.
• Russélia.
• Espatifilo.
• Estrelítzia.
• Quaresmeira.
206 Paisagismo: Técnicas e Projeto
2. Plantas para vaso
É indiscutível que uma das principais funções de um vaso com plan-
tas está ligada à ornamentação decorativa do ambiente. Para que 
seja conseguido tal intento, é preciso haver uma harmonia no rela-
cionamento do vaso com os vários elementos onde está localizado. 
Veja.
• Cor e textura das paredes.
• Tamanho em relação à área do local.
• Formato que se harmonize com o estilo arquitetônico.
• Posicionamento do vaso e localização.
2.1 Tipos de materiais com que são feitos os vasos
Material do Estudante 207
Barro 
Vantagens: porosidade, equilíbrio térmico estável à temperatura 
ambiente, permeabilidade, que possibilita a transpiração do exces-
so de umidade do substrato.
Desvantagem: menor resistência ao impacto.
Xaxim 
O material de que é feito o vaso de xaxim é obtido pela extração 
de partes do caule de uma espécie de planta nativa nas regiões de 
Mata Atlântica da costa brasileira, conhecida como samambaiaçu 
(Diksonia selloviana), que est á em avançado processo de extinção. 
Vantagens: são voltadas apenas para o cultivo das espécies que 
requerem um substrato de umidade elevada.
Desvantagens: estão direcionados ás espécies de plantas que não 
suportam uma umidade elevada no substrato. Não são apropriadas 
para espécies de plantas que não suportam umidade.
Observação: após 
a resolução Cona-
ma 278/1 de 24 de 
maio de 2001, que 
proibiu a extração 
do xaxim, ameaça-
do de extinção, hoje 
temos uma alterna-
tiva promissora: a 
fibra do coco verde. 
 
208 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Fibra de coco 
“A fibra reciclada do fruto tem se mostrado um substituto altamen-
te satisfatório para o cultivo de flores e plantas ornamentais. (...) 
Pesquisas demonstram que a fibra de coco tem boas característi-
cas físicas – como retenção de água, porosidade, densidade – e, 
quando usada em mistura com substrato comercial, melhora es-
sas características, inclusive tornando o material mais leve. (...) Os 
experimentos realizados têm mostrado um bom crescimento das 
plantas cultivadas em fibra de coco quando comparadas àquelas 
cultivadas em materiais convencionalmente usados”. 
Trecho retirado do site: http://www.faperj.br/?id=484.2.8
Madeira 
É de bela aparência e de pouca durabilidade. Muito usada como ca-
chepô apenas como decoração. 
Material do Estudante 209
Cimento 
É um dos materiais mais utilizados para a fabricação de vasos.
Vantagens: boa porosidade e alta resistência a impactos.
Desvantagens: baixo equilíbrio térmico e peso elevado.
Plástico (PVC) 
Uma vez que suas paredes são totalmente impermeáveis, servem 
apenas como recipientes de cultivo transitório.
210 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Metal 
Podem ser de estanho, bronze, latão ou cobre. São totalmente ina-
dequados a essa finalidade, pois provocam reações químicas ad-
versas. Devem ser usados como cachepô.
Vidro 
São apropriados para flores de corte.
Material do Estudante 211
2.2 A importância da drenagem nos vasos
O furo que deve existir no fundo dos vasos é responsável pelo escoa-
mento do excesso de água das regas, evitando o encharcamento e um 
consequente apodrecimento das raízes. Para evitar entupimento do 
furo de drenagem, são colocados, no fundo dos vasos, manta de dre-
nagem, cacos de telha, de blocos ou brita, para que só depois sejam 
colocados o substrato e a espécie botânica com a devida forração.
Tabela de quantificação de espécies vegetais e insumos para as 
espécies vegetais escolhidas
a) Canteiros e áreas ajardinadas: esses cálculos devem ter, 
como base, as áreas das figuras geométricas conhecidas, so-
bretudo se a área a ser calculada for uma forma orgânica (ir-
regular).
b) Gramado: a grama é comprada em m², então, o cálculo é 
direto, ou seja, deve-se saber quantos m² serão forrados com 
grama
c) Os arbustos e plantas maiores, como já estarão represen-
tados em escala no projeto, poderão ser contados individual-
mente. Caso estejam representados em maciço, é necessário 
saber o espaço ocupado por cada planta.
d) As forrações são contabilizadas por m², ou seja, utiliza-se 25 
plantas por m² (com espaçamento de 20 cm entre as plantas).
e) Insumos:
1. Sacos de pedrisco de 10 kg forram uma área de 1 m².
2. Casca de pinus ou casca de árvore tem o seguinte rendimen-
to: 1 saco de 8 kg cobre 1 m² com 2,5 cm de espessura. A equi-
valência em kg/litros é de 8 kg (40 l), 20 kg (100 l) e 40 kg (200 l).
212 Paisagismo: Técnicas e Projeto
3. Sólidos geométricos
3.1 Figuras geométricas
Material do Estudante 213
Iluminação
214 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Especificação da iluminação no projeto paisagístico: 
• Tem a finalidade de aumentar a segurança para possibilitar 
a melhor utilização do espaço externo pelo usuário criando 
condições para o uso, pelos moradores, por meio do lazer e 
da sua socialização.
• Deve-se prever iluminação nos acessos, nas áreas de circula-
ção, de lazer, de esportes, otimizando a localização dos pon-
tos de luz.
• O projeto de iluminação específico precisa fazer parte do pro-
jeto de elétricageral do empreendimento.
• Deve-se fornecer os padrões ou referências para as luminá-
rias e postes de luz indicando caminhos perto ou sobre pon-
tes, pedras, borda de água, piscinas e bancos, áreas abertas 
como terraços, áreas, caminhos pavimentados ou gramados, 
obstáculos, árvores próximas a caminhos, galhos ou caules 
altos, áreas de pedestres, caminhos, áreas específicas, chur-
rasqueiras, equipamentos e playgrounds.
1. Equipamentos
Devemos usar luminárias produzidas para áreas externas. Essas lu-
minárias têm condições de resistir à umidade, terra etc. Veja, a se-
guir, a aparelhagem utilizada para iluminação externa.
Spots e projetores
São indicados para criar efeitos especiais como o da iluminação fo-
cal. Devem ser posicionados a uma distância de 1/3 da altura do 
elemento a ser iluminado.
Material do Estudante 215
Projetor ou refletor
A luz é dirigida formando um facho de luz mais ou menos concen-
trado. O projetor cria contrastes de claro e escuro e destaca objetos 
ou áreas. Pode ser fixo ou móvel.
Balizador
Serve para iluminar caminhos no jardim e forrações, demarcar de-
graus e divisas de taludes. Dão luz suficiente ao espaço, mas sem 
excessos. Devem ter cerca de 50 cm de altura para não causar ofus-
camentos. 
Fibra óptica
É um filamento flexível e transparente, fabricado à base de vidro ou 
plástico, e que é utilizado como condutor de elevado rendimento 
de luz, imagens ou impulsos codificados. Têm diâmetro de alguns 
micrómetros, ligeiramente superior ao de um cabelo humano.
Observe o grau de proteção IP da luminária escolhida para ficar ao 
tempo, ele indica o nível de proteção da luminária quanto à entrada 
de água e poeira.
216
2. Efeitos 
Direta
É orientada diretamente para o alvo a ser iluminado. O facho pode 
variar conforme o ângulo da lâmpada escolhida, que pode ter um 
facho mais fechado ou mais aberto.
Paisagismo — Ténicas e Projeto
Indireta
A luz bate em um ponto e é refletida. É uma luz de integração de 
espaços.
Semidireta
Meio-termo entre as anteriores, uma parte da luz reflete e a outra 
vai direto ao ponto a ser iluminado.
Material do Estudante 217
218 Paisagismo — Ténicas e Projeto
Geral-difusa
Contribui de maneira uniforme para a luz no ambiente.
Downlighting (luz dirigida para baixo) 
Mesmo sendo um termo geral, que engloba muitas técnicas de 
iluminação, ela é a mais natural, é como percebemos a luz solar. 
O downlighting inclui as iluminações de segurança e caminhos e 
abrange aspectos funcionais. A estética desse tipo de iluminação é 
de cima para baixo.
O downlighting pode utilizar as lâmpadas halógenas comuns ou as 
mais recentes lâmpadas LED, energeticamente eficientes. 
Material do Estudante 219
Upligthing (luz dirigida para cima) 
É de iluminação mais simples, mas dramática, colocada sob um obje-
to, como uma árvore ou escultura. Seu efeito atrai a atenção imediata.
220 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Spotlighting
É uma técnica muito direta. Serve para iluminar características im-
portantes e pontos focais, como estátuas. É puramente estético. 
Volta sua atenção à determinada direção. Deve ser usado com mo-
deração, pois o uso excessivo pode desviar o olhar em várias dire-
ções e causar confusão visual.
Material do Estudante 221
Low-level wash/Path lighting 
Implica, predominantemente, a iluminação de uma planície hori-
zontal ao longo de caminhos. Ela dá a direção e pontua as mudan-
ças de nível, evitando os riscos de acidentes como degraus e água.
222
Silhouetting and wall washing (luz que “lava” a parede) 
Iluminação colocada atrás da vegetação e direcionada para um 
muro ou uma parede clara, que reflita a luz e destaque a silhueta da 
vegetação. Não é direcionada para a vegetação.
Paisagismo — Ténicas e Projeto
Material do Estudante 223
Moon lighting
Consiste na instalação de uma luminária no meio da copa de uma 
árvore alta. Utiliza-se uma fonte de luz branca azulada que simule 
a luz do luar.
Mirror lighting
Utiliza-se a característica refletiva da água de uma piscina, um lago 
ou uma lagoa.
224 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Energia solar
Energia proveniente da luz e do calor do sol, a energia solar é apro-
veitada e utilizada por meio de diferentes tecnologias, como aque-
cimento solar, energia solar fotovoltaica, energia heliotérmica e ar-
quitetura solar. A energia solar é considerada uma fonte de energia 
renovável e sustentável.
Projeto 
Integrador:
Desenho 
Paisagístico
Unidade 
Curricular
A Unidade Curricular Projeto Integrador: Desenho 
Paisagístico está desenvolvida em um tema. Veja.
Etapas do Projeto
1. Micropaisagismo e macropaisagismo
2. Etapas do projeto paisagístico (resumo geral)
3. Etapas do estudo preliminar
4. Elaboração do anteprojeto
5. O projeto executivo
6. Desenvolvimento de orçamento
7. Execução e manutenção do projeto
Material do Estudante 227
Etapas do Projeto
228 Paisagismo: Técnicas e Projeto
1. Micropaisagismo e 
macropaisagismo
1.1 Micropaisagismo
Destina-se a criar jardins em terrenos com área inferior a 1.000 m.
Jardins residenciais e comerciais
As residências, sejam casas, sejam edifícios, podem apresentar na 
sua composição jardins internos ou externos. Os jardins são defini-
dos de acordo com o estilo da construção, dos desejos do proprie-
tário, das cores das paredes, da localização, da paisagem do local e 
do clima. 
1.2 Macropaisagismo
 
Refere-se aos trabalhos de projeto e planejamento, manejo e con-
servação da paisagem em grandes áreas, públicas ou não. Nestas 
estão incluídas as praças, os parques, paisagismo rodoviário e pai-
sagismo rural nas suas diferentes modalidades. 
As áreas urbanas são constituídas de três sistemas:
a) Sistemas de espaços como construções.
b) Sistema de espaços livres de construções.
c) Sistema de espaços de integração urbana.
2. Etapas do projeto paisagístico 
(resumo geral)
Estudo preliminar (cor)
• Planta geral (partido adotado): distribuição de vegetação 
sem especificações definidas (volumes e massas).
Material do Estudante 229
Anteprojeto (cor)
• Definição dos materiais especificados.
• Disposição da vegetação (sugestão, opções das espécies a se-
rem especificadas).
Projeto executivo (p/b) – detalhamento da proposta
• Plano de cotas – planta de construção com todas as medidas 
(muretas, pisos, desníveis etc.) e indicação dos detalhes.
• Planta com os detalhes construtivos, cortes.
• Planta com a lista das espécies especificadas, legenda (es-
pécies propostas, preservadas, transplantadas etc.), quadro 
com a lista das espécies (nome científico, nome popular, altu-
ra mínima para plantio e quantidade total do projeto).
Projetos complementares
• Irrigação.
• Iluminação. 
• Obras de arte. 
Outros
• Perspectivas. 
• Maquetes, planta de locação do plantio.
• Memorial descritivo.
• Recomendações. 
• Especificações técnicas.
• Orçamento.
Escalas usuais
• Detalhes: 1/5 – 1/10 – 1/20 – 1/25.
• Projetos residenciais: 1/50 – 1/100.
• Projetos urbanos: 1/100 – 1/200 – 1/250.
• Grandes áreas: 1/500 – 1/1000 – 1/2000.
230 Paisagismo: Técnicas e Projeto
3. Etapas do estudo preliminar
1ª. Avaliação da população e das características 
dos proprietários
Na fase de estudos preliminares, é fundamental avaliar e conhecer 
os gostos e necessidades dos usuários do jardim. Esse levantamento 
é feito ainda quando o projeto é de um jardim público. Uma avalia-
ção socioeconômica e um amplo cadastro da paisagem circundante 
também enriquecerão o projeto. Com base nesses levantamentos 
preliminares é que serão traçados os primeiros detalhes do jardim.
2ª. Elementos arquitetônicos 
Os elementos arquitetônicos podem ser existentes ou construídos.
Os caminhos do jardim
Somente após a definição dos acessos é que se pode pensar na 
alocação das plantas. Para caminhar pelo jardim, é necessário que 
haja um estudo prévio dos caminhos adequados aos diversos tipos 
de movimentação das pessoas entre as plantas e pelo gramado. 
Como largura padrão para os caminhos do jardim,adotaremos as 
medidas entre 0,60 m e 1,20 m, conforme o tamanho da área.
3ª. Elementos vegetais
Podem ser: 
• Alamandas.
• Flores-de-corte.
• Horta (verduras e condimentos).
• Palmeiras.
• Plantas floríferas.
• Arbustos com trabalhos de topiaria.
• Arbustos isolados.
• Árvores de sombra.
• Árvores que dão flores.
• Cercas vivas.
Exemplificando
• Armações para trepa-
deiras.
• Bancos no jardim.
• Caixa de areia para as 
crianças.
• Caminhos (de pedra 
rústica, dormentes, ci-
mentados, tijolinhos).
• Jardineiras e vasos.
Exemplificando
Caminho sinuoso e cami-
nho reto.
Material do Estudante 231
4ª. Análise dos elementos ambientais
Todos os elementos devem ser previamente analisados para que 
possamos aproveitar o que já existe na área. 
5ª. Levantamento planialtimétrico e cadastral
O levantamento planialtimétrico corresponde a uma detalhada 
avaliação da área a ser trabalhada. Trata-se de um trabalho realiza-
do na fase inicial e que vai resultar em um desenho em escala. Esse 
serviço deve reproduzir o ambiente como se fosse um retrato: tudo 
o que existir no terreno deve ser registrado. Em grandes projetos, 
costuma ser feito por um topógrafo.
A planta planialtimétrica é a representação do jardim como se pu-
desse ser visto inteiro de cima, sem as deformações que a vista 
provoca. Já o cadastro reforça o mapeamento – indica onde estão 
torneiras, luminárias ou pontos de luz, fiações, fossas, galerias de 
águas pluviais e encanamentos subterrâneos etc.
Para fazer o seu levantamento, portanto, tudo o que você precisa é 
de pontos de referência, como um muro, uma parede, um poste da 
rua (alguma coisa fixa). Depois, é só tomar as medidas (pelo menos 
duas) daí em diante.
Análise do solo
Tendo em mãos a lista dos elementos arquitetônicos e vegetais de-
sejados, bem como o levantamento planialtimétrico e cadastral, é 
hora de analisar as condições do solo. Isso é decisivo se quisermos, 
no futuro, uma vegetação de fato vistosa e saudável. Não podemos 
esquecer que o segredo da beleza do jardim está principalmente no 
solo, que deverá ser de boa qualidade para o perfeito desenvolvi-
mento das espécies vegetais.
Clima e luminosidade
Na distribuição das plantas pelo globo terrestre, observa-se uma 
nítida diversificação de acordo com as zonas climáticas. É o clima, 
o solo e até a topografia de cada região que, em última instância, 
determinam o tipo de vegetação nativa que se encontra em cada 
região. Essas informações devem ser minuciosamente levantadas 
para o total sucesso do projeto paisagístico.
Exemplificando
• Recursos hídricos (que 
protegem nascentes, 
rios, riachos, córregos, 
lagos e cachoeiras).
• Formações rochosas 
(estas nunca deverão 
ser retiradas sem a pré-
via avaliação de um geó-
logo, paleontólogo ou 
arqueólogo).
• Flora nativa (estas nun-
ca devem ser retiradas).
232 Paisagismo: Técnicas e Projeto
4. Elaboração do anteprojeto
Quando o paisagista estiver com todos os dados já citados, têm-se 
condições seguras de elaborar um anteprojeto. 
Pode ser feito nas seguintes etapas:
O que é?
Anteprojeto 
Consiste em expor a so-
lução conceitual e físi-
ca do problema, com as 
definições, distribuição 
das funções e das áreas 
de intervenção com seus 
elementos principais, na-
turais e/ou edificáveis, 
em escala adequada, sob 
forma de desenhos e cor-
tes esquemáticos.
Lançar
em planta planialtimétrica da obra as áreas de uso pré-dimen-
sionadas e a circulação.
Resolver 
os problemas de divisão dessas áreas de uso.
Compor 
a proteção aos ventos sul e noroeste, a proteção ao sol da tarde 
e a criação do espaço necessário ao livre acesso do sol nascente.
Elaborar 
a organização final dos diversos espaços verdes que compõem 
a obra.
Apresentar e discutir 
o desenho com o cliente.
Na verdade, essas etapas se sobrepõem, pois, no processo glo-
bal, à medida que os problemas vão sendo resolvidos, é necessá-
rio reconsiderar parcialmente ideias anteriores em benefício do 
conjunto.
Material do Estudante 233
O anteprojeto vai definir os seguintes itens:
Distribuição espacial
Deverá ser feito um zoneamento da área, ou seja, dividir a área total 
em espaços menores de acordo com os anseios e desejos dos pro-
prietários e a viabilidade técnica da proposta.
Levantamento geral do anteprojeto
Antes de começar a distribuição das plantas, deve-se fazer um le-
vantamento geral, certificando-se, pelo menos, destes itens:
• Não reserve espaço para árvores de grande porte muito perto 
da casa. 
• O espaço destinado a canteiros floridos deve, preferencial-
mente, ser deixado em local que possa ter destaque, quando 
visto de dentro das áreas mais nobres da casa.
• Evite canteiros com formas geométricas rígidas.
• Não se preocupe muito em perseguir a chamada simetria. For-
mas simétricas são mais apropriadas para grandes jardins.
• Jardineiras de alvenaria devem ter, no mínimo, 40 cm de lar-
gura por 60 cm de profundidade (dimensões internas).
• Evite utilizar plantas tóxicas ou espinhosas em locais de fácil 
alcance pelas crianças.
• Não exagere na utilização de elementos decorativos, como 
estátuas e fontes.
5. O projeto executivo
O projeto executivo é o projeto final que compreende os desenhos, 
cortes, detalhamentos e memoriais descritivos, desenvolvidos com 
base no anteprojeto aprovado.
a) Prancha ilustrada: é a planta que será usada para executar o 
jardim. Por isso mesmo, precisa definir com clareza a exata lo-
calização de árvores, palmeiras, arbustos, canteiros de plantas 
rasteiras e áreas gramadas. Nela, para facilitar a leitura visual 
do projeto, cada tipo de planta tem uma representação gráfica 
distinta.
b) Memorial botânico: é a relação das plantas que serão usadas e 
as quantidades de cada uma. Quando bem feita, essa lista acom-
234 Paisagismo: Técnicas e Projeto
panha outras informações, como porte e diâmetro da copa, épo-
ca e cor do florescimento e espaçamento recomendado, além 
das exigências de solo, regas e luminosidade de cada planta.
c) Manual técnico de implantação e manutenção: define a época 
de adubação, de poda, de revolvimento da terra, o tamanho das 
covas etc. Inclui também orientação para a eventualidade de as 
plantas serem atacadas por pragas e doenças. Enfim, é o manual 
técnico de implantação e manutenção que fecha com chave de 
ouro um projeto paisagístico de gabarito. Devem estar relaciona-
dos e descritos todos os serviços necessários à implantação do 
projeto, como:
• Preparo das áreas, limpeza do terreno e movimentos de terra.
• Locação de obras: vias de circulação, jardineiras, bancos, pér-
golas, espelho d’água etc.
• Instalações hidráulicas.
• Instalações elétricas.
• Preparo para o plantio: calagem, adubação, abertura de co-
vas, construção de canteiro, entre outras.
• Plantio propriamente dito.
• Limpeza geral após a implantação.
• Manutenção.
Sugestão de itens que devem estar em um memorial descritivo:
1) Cabeçalho 
Deve conter as mesmas informações constantes na legenda 
das pranchas: nome do projeto, nome do cliente, endereço da 
propriedade, nome e número de registro profissional do pro-
jetista, data.
2) Apresentação
Neste item, são exibidos os tipos de projetos e suas caracte-
rísticas, os problemas a serem solucionados, os objetivos e 
justificativas do projetista. Os critérios utilizados para a ela-
boração do projeto ainda são mencionados e correlacionam 
estilo, ambiente (paisagem e clima), necessidades e desejos 
dos proprietários.
Material do Estudante 235
3) Caracterização da área
• Localização: endereço, cidade, estado e coordenadas 
geográficas.
• Dimensões: área do terreno a ser ajardinado.
• Clima: definição das características climáticas do local 
de implantação do projeto.
• Tipo de solo: definido com base em análises química e 
física.
• Características do terreno: referem-se, em particular, à 
topografia, definida de acordo com o levantamento to-
pográfico da área.
4) Características vegetais
Discriminação da paisagem da região e das espécies já existen-tes na área (quando for o caso). A descrição da paisagem da 
região é feita com base em observações realizadas no local ou 
em referências como documentos, textos ou, ainda, informa-
ções verbais. Quanto à vegetação existente, esta pode ser des-
crita ou representada em um desenho, especialmente se for 
aproveitada para o projeto. Neste caso, recebe uma simbolo-
gia diferenciada, sempre com a referência de espécie existen-
te. Outros elementos existentes (bancos, outras construções 
etc.) também deverão ser levantados e descritos.
5) Informações sobre a construção de estruturas físicas
Este item deve ser feito por um profissional especializado. É 
preciso discriminar detalhes da construção, da estrutura pla-
nejada, com as devidas descrições e apresentações de justi-
ficativas quando for necessário. A relação de materiais, bem 
como o orçamento e as instruções para a implantação devem 
ser incluídos nesse memorial.
6) Lista e orçamento das espécies
Neste item são listadas as espécies necessárias e o orçamento 
correspondente. A relação de plantas deve conter nome co-
mum, nome científico, número de mudas, tamanho da muda e 
alguma observação que for relevante. O orçamento deve men-
cionar nome ou nomes das firmas consultadas, telefone e en-
dereço para contato e data em que os preços foram fornecidos, 
bem como o período no qual os valores deverão vigorar.
236 Paisagismo: Técnicas e Projeto
7) Instruções para plantio e manutenção das espécies 
vegetais 
O memorial deve conter todas as instruções necessárias para 
plantio das espécies vegetais, como também informações re-
levantes para sua manutenção. As informações para manuten-
ção são de grande importância, pois quando uma ou mais mu-
das morrem estas necessitam ser substituídas, e as despesas 
podem ser de responsabilidade da empresa de implantação 
(nesse caso, a qualidade da muda fornecida não foi satisfa-
tória) ou do proprietário, quando este não tiver executado as 
práticas de manutenção necessárias.
8) Mão de obra e outros materiais
Para a implantação do projeto, devem ser listados todos os 
materiais necessários e que deverão ser adquiridos, como es-
tacas, adubos, estercos etc., além das despesas com a mão de 
obra necessária.
9) Orçamento geral
Finalmente se apresenta um orçamento geral do projeto, in-
cluindo as despesas com construções de estruturas físicas, 
material vegetal, mão de obra e outros materiais necessários e 
honorários dos profissionais envolvidos.
10) Contrato
O contrato poderá vir acompanhado ou não do projeto. Deve-
rão estar contidas as obrigações do contratante e contratada, 
bem como prazo de execução e formas de pagamento.
Material do Estudante 237
6. Desenvolvimento de orçamento
A construção de um jardim em grandes ou pequenas áreas necessi-
ta de um estudo de viabilidade técnica e econômica, e não depende 
somente da vontade do proprietário. Até o momento final da execu-
ção do projeto, várias etapas deverão ser cumpridas, o que deman-
da recursos financeiros.
Fornecedores
Estes devem ser os mais idôneos possível, pois é preciso que as 
plantas sejam entregues no prazo estipulado e estejam bonitas e 
viçosas (sem doenças e pragas), pois, caso ocorra alguma perda por 
alguns desses motivos, o paisagista terá de fazer a reposição.
Custos x Cliente
O custo do projeto deve estar de acordo com as condições finan-
ceiras do cliente; caso contrário, o projeto se tornará inviável. Não 
adianta querer fazer um projeto das arábias em uma área de 100 
m² se o cliente não dispuser de recursos financeiros para custear o 
projeto.
6.1 Plano de trabalho ou cronograma físico- 
-financeiro
Independentemente do porte da obra, um plano de trabalho é 
essencial. Esse plano deve conter uma previsão de prazo para a 
execução e considerar todas as operações a serem executadas, or-
ganizadas em uma sequência lógica e que levem em conta as pecu-
liaridades locais e disponibilidade de recursos. O ponto final desse 
plano é a entrega da obra finalizada.
O tempo requerido para a execução – a parte física é a primeira a ser 
estabelecida no cronograma – é calculado com base em uma equipe 
formada pelos profissionais necessários: jardineiros, pedreiros, car-
pinteiros, auxiliares e outros. Uma dificuldade nesse ponto é o levan-
tamento de índices técnicos, os quais têm sido estimados pelo exe-
cutor, em sua maioria, conforme suas próprias observações práticas.
Os custos das operações são, então, distribuídos e adicionados os 
eventuais (10%) e a administração (20% ou conforme contrato). 
Após essa distribuição, calcula-se a previsão de faturamento mensal.
238 Paisagismo: Técnicas e Projeto
6.2 Preparando o orçamento
Para a elaboração de um orçamento de custos, o cronograma físico-
-financeiro precisa ser muito bem elaborado. Alterações estruturais, 
serviços de irrigação e drenagem, arquitetura, vegetação, materiais 
de construção, mão de obra e acompanhamento de execução de-
vem ter seus custos expostos com o maior nível de detalhamento 
possível. Não podemos esquecer que quanto mais claro e justo for 
o orçamento, mais rápida será a aprovação dos serviços pelo clien-
te. Os custos indiretos envolvidos também terão de ser previstos 
já que se transformam em encargos diversos, tais como os sociais, 
trabalhistas, financeiros, seguros, impostos, taxas e administração.
É comum os valores individualizados de plantas não serem forneci-
dos (orçamento fechado), mas é normal que sejam cuidadosamen-
te controlados pelo projetista e pelo executor. 
Existem itens de custo que são fixos e de custo variável, ambos in-
fluindo de maneira decisiva no orçamento de cada projeto. Como 
custos fixos considerem-se os seguintes itens:
• Aluguéis.
• Impostos.
• Despesas de escritório.
• Publicidade.
• Água, luz e telefone.
• Manutenção de veículos, máquinas e ferramentas.
• Despesas diversas.
Como custos variáveis, ou diretos, encontram-se as despesas efetua-
das em relação direta a cada projeto:
• Mão de obra.
• Materiais.
• Locomoção e fretes.
• Despesas diversas.
6.2.1 Honorários
Muitas vezes, antes do desenvolvimento do projeto em sua totali-
dade, apresenta-se ao cliente uma previsão de custos, com o valor 
dos honorários do projetista incluído ou à parte. Esse valor pode 
ser determinado por cálculo de área trabalhada, horas de serviço 
previstas ou porcentagem de administração sobre o valor dos ma-
Material do Estudante 239
teriais e serviços empregados. O valor cobrado por unidade de área 
varia em função do mercado. Pode-se ainda cobrar separadamente 
a direção, o acompanhamento da execução da obra e a aquisição 
dos materiais (administração), visita técnica e quilometragem ro-
dada até o local do projeto. 
Nesse momento é preciso ser justo, honesto e profissional, pois 
qualquer erro poderá ser fatal para você, paisagista, no mercado 
futuro. O trabalho do paisagista exige um alto grau de conhecimen-
to e este deverá se sentir recompensado em termos financeiros.
A seguir, sugestões para o cálculo dos honorários:
• Tempo dedicado: estimativa do número de pranchas de 
desenho, avaliação de sua complexidade, nome no mer-
cado etc. 
• Por valor orçado: avaliação preliminar do custo da obra 
e cobrança de honorário em função de percentual, como 
é feito em obras de engenharia civil (15 a 20% para obras 
pequenas, 10% para obras de porte médio e 8% para 
obras maiores, como parques, acima de 5.000 m²).
• Por área: (m²).
7. Execução e manutenção do 
projeto
1. Execução do projeto 
A execução de um projeto paisagístico exige conhecimento e prá-
tica para que surpresas indesejáveis não ocorram nessa etapa tão 
importante do projeto. Por esse motivo, alguns procedimentos de-
vem ser seguidos à risca, tais quais:
Etapa 1: dimensionamento geral de todos os itens presentes no 
projeto, de acordo com as proporções e a necessidade da área em 
questão.
Etapa 2: elaboração de um cronograma detalhado de todas as ati-
vidades que serão desenvolvidas até a etapa final do projeto. Afinal, 
temos de calcularquantos dias e quais tarefas serão desenvolvidas 
no período de execução e deixar o cliente ciente desse período. 
240 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Etapa 3: seleção das espécies para o projeto, cuja entrega tem de 
constar no cronograma de execução. Todas as plantas deverão es-
tar em perfeito estado de vigor e sanidade.
Etapa 4: limpeza prévia da área onde será implantado o projeto. 
Para a limpeza deverão ser retiradas plantas invasoras e restos de 
obra que porventura tenham ficado na área após reforma ou cons-
trução do local. 
Etapa 5: nesta fase, após a limpeza da área, serão feitas constru-
ções, implantação de sistema de irrigação, iluminação etc., se hou-
ver necessidade, após a limpeza da área. 
Etapa 6: preparo do terreno, que deverá ser bem revolvido (esca-
rificado). O solo será revolvido para que se promova sua descom-
pactação e aeração. Após esse processo, é feito o nivelamento do 
terreno, com incorporação de areia ou outro material. Ainda serão 
feitas as correções e adubações necessárias. Após esse processo, o 
solo poderá ser nivelado em definitivo.
Etapa 7: locação das plantas. É uma fase de muita importância, 
pois o projeto está prestes a sair do papel e se tornar realidade. As 
primeiras espécies a ser plantadas deverão ser as maiores, como 
as árvores e palmeiras, depois os arbustos, plantas entouceiran-
tes, forrações e, por fim, o gramado. Após o plantio das plantas 
maiores, faz-se a marcação dos canteiros para reproduzir na área 
as formas desenhadas no projeto. Nessa marcação, poderão ser 
utilizados vários tipos de materiais, como: estacas de madeira ou 
bambu, barbante (para interligar as estacas), mangueira, marcas 
feitas com cal etc. 
2. Plantio das espécies
Como foi dito anteriormente, após a marcação dos canteiros e co-
vas, é iniciado o plantio. Algumas plantas poderão precisar ser tuto-
radas, como mudas de árvores e algumas palmeiras.
O plantio poderá ser feito de forma agrupada ou isolada de acordo 
com a concepção paisagística para o local. Em qualquer espécie de 
muda, no momento de plantá-la, deixa-se a base do seu caule ao 
nível do solo, ou seja, nunca enterrando-o demais nem deixando as 
raízes aparentes. Caso contrário, poderão ocorrer perdas de espé-
cies após o plantio. As espécies também deverão ser bem irrigadas 
depois de plantadas.
As covas para o plantio de árvores e palmeiras devem ser 
abertas e preparadas pelo menos 30 dias antes do plantio 
para que os nutrientes fiquem disponíveis para as plantas.
Atenção
No momento que ante-
cede o plantio, não de-
vemos esquecer de ter à 
mão a planta baixa, o me-
morial botânico e o ma-
nual técnico de implanta-
ção e manutenção. 
Atenção
Se o jardim tiver áreas 
com seixos, pedriscos, 
casca de pinus, areia etc., 
estes poderão ser colo-
cados antes ou após o 
plantio da grama. Geral-
mente, os seixos são co-
locados antes do plantio 
do gramado, e a areia e a 
casca de pinus, após. 
Material do Estudante 241
As dimensões de covas para plantio dependem das mudas a serem 
plantadas:
a) Muda de árvores de grande porte e palmeiras: variam de 0,40 m 
x 0,40 m x 0,40 m a 1,0 m x 1,0 m x 1,0 m. 
Esse momento é o ideal para aplicar o calcário e fazer a aduba-
ção em cova de acordo com a análise de solo.
b) Mudas de arbustos: variam de 0,40 m x 0,40 m x 0,40 m a 0,60 m 
x 0,60 m x 0,60 m, podendo ser utilizado ainda o espaçamento de 
0,80 m x 0,80 m x 0,80 m.
c) Mudas de arbustos pequenos, trepadeiras e cercas vivas: va-
riam de 0,30 m x 0,30 m x 0,30 m a 0,40 x 0,40 m x 0,40 m. 
d) Mudas de forrações e espécies herbáceas: são, geralmente, 
plantadas em canteiros, e a profundidade das covas varia entre 
0,15 m e 0,20 m.
e) Gramados: após a escolha do tipo de grama, que será feita con-
forme com as condições climáticas da região, finalidades do gra-
mado e razões estéticas, vem a etapa do plantio. Nesse momen-
to, mais do que nunca, a área deverá estar livre de invasoras, o 
solo deverá ser descompactado, estar com boa aeração e nivela-
do. É importante verificar as áreas de caídas de água, pois o ter-
reno deverá ser um pouco inclinado nesses pontos para facilitar 
o escoamento da água.
 O nível do terreno deverá estar sempre uns 5 cm a 7 cm abaixo 
dos pisos e meios-fios. Após o crescimento da grama, ela ficará 
no nível do calçamento.
 Para o gramado existem três formas de implantação: semeadura, 
placas ou tapetes ou plugs. Após a colocação das placas ou tape-
tes, o gramado deverá ser “socado” com o auxílio de tábuas ou 
prensado com rolo compactador para um melhor ajuste.
f) Preparação e plantio de vasos e jardineiras: o plantio em va-
sos e jardineiras exige técnica e atenção de quem o executa. Para 
que as plantas tenham um desenvolvimento adequado e atinjam 
o seu clímax de beleza, o ideal é plantá-las em vasos ou jardi-
neiras adequados ao seu desenvolvimento. Portanto, o formato 
e o tamanho dos vasos ou jardineiras também devem estar de 
acordo com a decoração. O tipo de material vai depender das 
espécies que serão plantadas. 
A terra a ser utilizada precisa ser de boa qualidade e livre de in-
vasoras. Antes de colocar a terra nos vasos e jardineiras, porém, 
deverá ser colocada uma camada de brita, argila expandida, ca-
cos de telhas etc. para não haver entupimento do dreno do reci-
piente. Recomenda-se que essa camada de material tenha, em 
média, 20% da altura do vaso.
Dicas
B. Covas em zigue-zague.
Espaçamento entre plan-
tas: aproximadamente 
30 cm (porte pequeno)/ 
30 cm a 50 cm (porte 
médio)/50 cm a 80 cm 
(porte grande).
A. Trincheira ou cova indi-
vidual.
Para fazer uma cerca viva 
de arbustos, o espaça-
mento ideal gira em torno 
de 40 cm a 80 cm entre as 
mudas, dependendo do 
porte das plantas. Isso 
proporciona um bom fe-
chamento, ao mesmo 
tempo que facilita a ma-
nutenção de cada planta.
242 Paisagismo: Técnicas e Projeto
3. Manutenção
A manutenção de um jardim se resume basicamente a corte do gra-
mado, poda dos arbustos e árvores, adubações em geral, plantio, 
replantio, irrigação, eliminação de invasoras, controle de pragas 
e doenças etc. Mesmo parecendo uma coisa simples, é necessário 
que seja feita por pessoas qualificadas para o serviço. Caso contrá-
rio, o jardim poderá não atingir o seu auge de beleza e desenvolvi-
mento, e também o paisagismo poderá ficar descaracterizado com 
uma manutenção inadequada.
A manutenção é uma etapa muito importante para a conservação 
tanto dos jardins quanto das plantas de interior, devendo ser feita 
por jardineiro experiente.
A poda do gramado em específico vai depender do tipo de grama, 
época do ano, adubação e regime de regas.
4. Tipos de poda
As podas têm várias funções. Podem ser usadas para fins estéticos, 
para estimular a floração, a produção de ramos e frutos, e ainda 
como medida de controle fitossanitário.
• Podas de formação: tudo o que for brotação deve ser elimina-
do (lateral, apical etc.). Após o primeiro ano não pode passar 
de 60 cm. No segundo ano, deve atingir no máximo 1,20 m. 
• Poda de conformação ou aparação: feita em forma de talude 
(com tesoura de tosa).
• Poda de limpeza ou manutenção: este tipo de poda é utiliza-
do para remoção de partes indesejadas da planta, como: ga-
lhos velhos ou doentes, ramos e partes da planta que estejam 
mortos, ramos e partes infestadas por insetos, ramos partidos 
em consequência de ventos, ramos que raspam um no outro.
5. Controle de pragas 
As doenças, em sua maioria, são causadas pelo ataque de alguns ti-
pos de fungos, bactérias, vírus ou nematoides. Em outros casos, um 
desequilíbrio nutricional pode causar o que chamamos de doenças 
provenientes de carências. Existem estudos segundo os quais uma 
planta mal nutrida tende a ser mais atacada por pragas e doenças 
que outras bem nutridas.
5.1 Controle natural de pragas 
A maioria das pragas ataca na primavera, período de fertilidade e 
de grande atividade na natureza. Elas causam vários estragosnas 
Atenção
A poda de formação é fei-
ta para a constituição da 
saia da cerca (parte de 
baixo). Com uma tesoura 
de poda, cortam-se todos 
os ramos que estiverem 
crescendo. Continua-se 
podando os ramos até o 
segundo ano, até que a 
planta atinja 1,20 m de 
altura no máximo.
Após o segundo ano, não 
se podam mais os ramos. 
Agora a planta é tosada 
para obter o formato de-
sejado. Essa tosa deve ser 
feita com muito cuidado 
para que a saia da cerca 
não se abra com o tempo. 
A tosa de prumo (delimi-
tando-se planos verti-
cais) contribui para abrir 
a saia da cerca. A saída 
para evitar que a região 
inferior das plantas se 
abra é fazer a tosa em ta-
lude. A murta, o buxinho 
e a falsa murta são muito 
boas para cercas vivas, 
pois suportam bem po-
das mal feitas. As mudas 
para cercas vivas devem 
ter no máximo um palmo 
de comprimento.
Atenção
A drenagem é fundamental 
para que haja o escoamen-
to de água do recipiente. 
Caso contrário, as raízes 
podem apodrecer.
Material do Estudante 243
plantas, além de favorecer o surgimento de doenças, principalmen-
te fúngicas. As pragas acabam se tornando um problema mais sério 
quando há um desequilíbrio ecológico no sistema em que a planta 
está inserida. Outras situações podem favorecer o seu surgimento, 
como desequilíbrios térmicos, excesso ou escassez de água e inso-
lação inadequada. 
5.2 Principais pragas e algumas dicas naturais de controle
Pulgões 
Os pulgões podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alo-
jam-se nas folhas mais tenras, nos brotos e caules, sugando a seiva 
e deixando as raízes amareladas e enrugadas. Em grande quan-
tidade são capazes de debilitar demais a planta e até transmitir 
doenças perigosas. Podem aparecer em qualquer época do ano, 
mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o iní-
cio do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois se 
multiplicam com rapidez.
Como eliminá-los: as joaninhas são predadoras naturais dos pul-
gões. Um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água 
e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas, e isso 
pode ser feito semanalmente; aplique calda de fumo para controle.
Cochonilhas
As cochonilhas são insetos minúsculos, em geral marrons ou ama-
relos, que se alojam principalmente na parte inferior das folhas e 
nas fendas. Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas libe-
ram uma substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em 
especial o fungo fuliginoso (fumagina). Dá para perceber sua pre-
sença quando as folhas apresentam uma crosta com consistência 
de cera. Algumas cochonilhas têm uma espécie de carapaça dura, 
que impede a ação de inseticidas em spray. Nesse caso, é normal 
produtos à base de óleo darem melhores resultados, pois formam 
uma capa sobre a carapaça que impede a respiração do inseto. A 
calda de fumo costuma dar bons resultados do mesmo modo.
Como eliminá-las: as joaninhas também são suas predadoras na-
turais, além de certos tipos de vespas; calda de fumo e emulsão de 
óleo são os métodos naturais mais eficientes para combatê-las; de-
ve-se evitar o controle químico, mas quando necessário, em casos 
extremos, são usados óleo mineral e inseticida organofosforado.
244 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Moscas-brancas
São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração branca. 
Não é difícil notar a sua presença. Ao esbarrar em uma planta in-
festada por moscas brancas, dá para ver uma pequena revoada de 
minúsculos insetos brancos. Costumam instalar-se na parte infe-
rior das folhas, onde liberam um líquido pegajoso que deixa a fo-
lhagem viscosa e favorece o ataque de fungos. Alimentam-se da 
seiva da planta. As larvas desse inseto, praticamente imperceptí-
veis, também se alojam na parte inferior das folhas e, em pouco 
tempo, causam grande infestação.
Como eliminá-las: de difícil eliminação, muitas vezes é preciso 
aplicar inseticidas específicos para plantas. Quando o ataque é 
pequeno, o uso de plantas repelentes como tagetes ou cravo-de-
-defunto (Tagetes sp), hortelã (Mentha sp.), calêndula (Calendula 
officinalis), arruda (Ruta graveolens) dá bons resultados na maioria 
das ocasiões.
Lesmas e caracóis
Atacam mais à noite, quando furam e devoram folhas, caules e bo-
tões florais, mas podem atingir as raízes subterrâneas.
Como eliminá-las: besouros e passarinhos são seus predadores 
naturais. Uma boa forma de eliminá-los é atraí-los para armadi-
lhas, feitas com isca de cerveja. 
Faça assim: tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a, deixan-
do a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerve-
ja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídos 
pela cerveja e morrem desidratados pelo sal.
Lagartas
Atacam mais as plantas de jardim, mas, em alguns casos, também 
podem danificar as plantas de interior. Fáceis de ser reconhecidas, 
as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente 
comem brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de 
teia para proteger-se. Todas as plantas que apresentam folhas ma-
cias estão sujeitas ao seu ataque. As chamadas taturanas são la-
gartas com pelos, e algumas espécies podem queimar a pele de 
quem as toca. Caso não haja ataque maciço, o controle das lagar-
tas deve ser manual, ou seja, elas devem ser retiradas e destruídas 
uma a uma, lembrando a importância de usar uma proteção para 
que a lagarta não toque na pele. A calda de angico ajuda a afastar 
as lagartas e não prejudica a planta. O uso de plantas repelentes, 
como a arruda, pode ajudar a mantê-las afastadas.
Como eliminá-las: aves e pequenas vespas são suas inimigas natu-
rais. É preciso lembrar que sem as lagartas não existem borboletas. 
Ao eliminá-las, priva-se da beleza e da graça desses belos seres ala-
dos. De novo, o equilíbrio é a chave.
Material do Estudante 245
Ácaros
O tipo de ácaro mais comum, conhecido como ácaro-vermelho, 
tem a aparência de uma aranha de cor avermelhada. Ataca flores, 
folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem. O ata-
que de ácaros diminui o ritmo de crescimento, favorece a má for-
mação de brotos e, em caso de grande infestação, pode matar a 
planta. Ambientes quentes e secos favorecem o desenvolvimento 
dessa praga. Apesar de quase invisíveis a olho nu, sua presença 
é denunciada pelo aparecimento de uma teia fina. Ataca mais as 
plantas em vaso do que as que estão em canteiros.
Como eliminá-los: uma boa dica é borrifar a planta com água re-
gularmente, já que esse inseto não gosta de umidade. Casos mais 
severos exigem que as partes bem atacadas sejam retiradas. A cal-
da de fumo ajuda a controlar o ataque. 
Percevejos
São mais conhecidos como maria-fedida, pois exalam um odor 
desagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque costuma 
provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas 
brotações.
Como eliminá-los: vespas são suas predadoras naturais. Os perce-
vejos devem ser removidos manualmente, um a um; se o controle 
manual não surtir efeito, a calda de fumo pode funcionar como re-
pelente natural.
Tatuzinhos 
Os tatuzinhos, muito comuns nos jardins com umidade excessiva, 
são também conhecidos como tatus-bolinha, pois se enrolam como 
uma bolinha quando tocados. Vivem escondidos; alimentam-se de 
folhas, caules e brotos tenros; e transmitem doenças às plantas.
Como eliminá-los: evitar a umidade excessiva em vasos e cantei-
ros. Devem ser retirados manualmente e eliminados um a um. 
Formigas
As formigas cortadeiras (Atta spp. e Acromyrmex spp.) são as que 
mais causam estragos. Elas cortam as folhas para levá-las ao for-
migueiro, onde servem de nutrição para os fungos, os verdadeiros 
alimentos das formigas.
Como eliminá-las: um bom método natural para espantar as for-
migas é espalhar sementes de gergelim em torno dos canteiros. O 
gergelim colocado sobre o formigueiro intoxica o tal fungo e ajuda 
a eliminar o ninho das formigas. Em ataques maciços, recomenda-
-se o uso de iscas formicidas, à venda em casas especializadas em 
produtos parajardinagem. As formigas carregam a isca fatal para 
o formigueiro.
5.3 Inseticidas caseiros
• Solução de água e fumo: colocar 100 g de fumo de corda pi-
cado de molho por 24 h em 1 litro de álcool. Depois, guardar 
em um recipiente. Para pulverizar os focos de pragas, diluir de 
3 a 5 colheres de sopa da solução em 1 litro de água.
• Solução de água e sabão: misturar em 5 litros de água uma 
colher de sopa de sabão de coco raspado. Agitar bem até dis-
solver todo o sabão e pulverizar as plantas com a solução.
ANEXOS
248 Paisagismo: Técnicas e Projeto
PROPOSTA DE ELABORAÇÃO DE PROJETO – MODELO 1 
Rio de Janeiro, xx de xxx de 201X 
Ref. 0001-15 
Ao _________________
A/c Sr(a). _________________
Rua _________________________________/RJ.
Caro(a) Sr(a). ___________________________,
Conforme entendimentos verbais mantidos anteriormente, venho apresentar-lhe proposta para a ela-
boração de um projeto paisagístico para a residência localizada no endereço acima descrito, com refe-
rência ao que se segue:
1. OBJETO DA PROPOSTA
Esta proposta tem por fim, a elaboração de projeto de tratamento paisagístico, de maneira integrada, 
respeitando os conceitos lançados originalmente no projeto de arquitetura.
2. DETALHAMENTO DO OBJETO
2.1 Levantamento das áreas a serem tratadas.
2.2 Anteprojeto com base no levantamento. 
Plano geral que introduz o conceito do projeto: as “massas“ das vegetações arbóreas, arbustivas e 
herbáceas e os detalhes esquemáticos 
As modificações que se fizerem necessárias serão efetuadas de comum acordo com V.Sa. 
2.3 Projeto final segundo o anteprojeto aprovado, o qual se constitui de:
a) Plano geral com indicações de detalhes, muretas e outros itens que se façam necessários, relaciona-
dos ao projeto.
b) Planta com os detalhes esquemáticos (cortes, perfis, elevações etc.)
c) Plano geral com especificação da vegetação a ser utilizada, com a devida localização.
3. PRAZOS DE ENTREGA
3.1 Anteprojeto, 20 dias a partir da aprovação da presente proposta.
3.2 Projeto final, 30 dias a partir da aprovação do anteprojeto.
4. HONORÁRIOS
R$ y.000,00 (xxxxx mil reais) a serem pagos do seguinte modo:
R$ x.000,00 (xxxx reais) de sinal no aceite da proposta.
R$ x.000,00 (xxxx reais) na entrega do Anteprojeto.
R$ x.0 00,00 (xxxx reais) na entrega do Projeto final.
5. CONDIÇÕES GERAIS
a) O projeto será entregue em duas cópias de cada planta. 
b) Da presente proposta estão excluídos todos e quaisquer cálculos ou projeto complementares, quer sejam 
de concreto, quer sejam de iluminação, ou irrigação, bem como obras de arte, esculturas e maquetes.
c) As modificações solicitadas após a entrega do Projeto final serão objeto de uma nova proposta.
Com validade de 30 (trinta) dias, a presente proposta é apresentada em duas vias e, se aprovada, deverá 
ser devolvida a segunda via assinada. 
Atenciosamente,
De acordo ________________________________ em / / . 
 MMMMM
Material do Estudante 249
 Rio de Janeiro, xx de xxx de 201X 
N/Ref.xxxxx
Rua _________________/RJ.
Prezado (a) _________________, 
De acordo com o projeto paisagístico, formulamos proposta para tratar das condições que regerão a 
prestação de nossos serviços profissionais para a execução dos jardins.
1. OBJETIVO DOS SERVIÇOS
1.1 Fornecimento de plantas conforme projeto, exceto as espécies números 24 e 26 (palmeiras Laca e 
Fênix, respectivamente), que serão fornecidas pelo Horto das Palmeiras/Coqueiral Guaratiba. 
1.2 Fornecimento de terra adubada necessária para o plantio, 10 sacos (25 kg aprox.) com húmus de 
minhoca e 20 sacos (25 kg aprox.) de esterco bovino curtido.
1.3 Fornecimento de brita zero e placas de granito.
1.4 Preparação do terreno.
1.5 Poda leve na árvore existente próximo ao vizinho.
1.6 Plantio das espécies vegetais.
1.7 Fornecimento de mão de obra especializada.
1.8 Supervisão durante a obra.
2. PRAZO E INÍCIO DOS SERVIÇOS
Os serviços acima descritos serão executados em um prazo máximo de 10 (dez) dias, sem contar os dias 
chuvosos, com início a ser combinado entre as partes, uma vez satisfeitas as condições de pagamento.
3. CUSTOS
3.1 Plantas Horto do ........: R$ 1.950,00 (um mil, novecentos e cinquenta reais).
3.2 Plantas restantes: R$ 4.320,00 (quatro mil, trezentos e vinte reais).
3.3 Materiais/terra, húmus, esterco, brita, placas de granito: R$ 430,00 (quatrocentos e trinta reais).
3.4 Mão de obra/administração: R$ 3.700,00 (três mil e setecentos reais).
Os serviços acima descritos importam um total de R$ 10.400,00 (dez mil e quatrocentos reais), e as 
condições de pagamento são:
Horto do ............. – R$ 1.950,00 em 3 (três) parcelas iguais. A segunda e a terceira com vencimento 
para 30 e 60 dias, respectivamente.
O restante, R$ 8.450,00 (oito mil, quatrocentos e cinquenta reais), será parcelado do seguinte modo:
R$ 1.450,00 (um mil, quatrocentos e cinquenta reais) na aprovação da presente proposta.
R$ 3.000,00 (três mil reais), ao término dos serviços.
R$ 4.000,00 (quatro mil reais), 30 dias após o término dos serviços.
4. OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE
4.1 Sistema de irrigação com água desde o início do plantio (torneiras e mangueira).
4.2 Manutenção do jardim.
4.3 Local para guardar ferramentas e equipamentos.
4.4 Local para armazenar plantas durante a execução do serviço.
4.5 Vestiário com sanitário para ser utilizado pelos jardineiros.
5. DISPOSIÇÕES GERAIS 
5.1 As plantas que não vingarem em um prazo de 30 (trinta) dias serão substituídas.
5.2 Problemas com a vegetação causados por falta de manutenção e/ou predadores serão objeto de um 
novo orçamento.
5.3 Durante o prazo de garantia, serão feitas supervisões técnicas.
A presente proposta é apresentada em duas vias e, se aprovada, deverá ser devolvida a segunda via assinada.
Sem mais, e ao dispor para qualquer esclarecimento. 
 
Atenciosamente,
De acordo ________________________________ em / / . 
 MMMMM
PROPOSTA DE EXECUÇÃO DE JARDIM – MODELO 2 
REFERÊNCIAS
252 Paisagismo: Técnicas e Projeto
Este material foi adaptado da apostila Curso Básico em Paisagismo, 
Senac Rio, autores Sheila Cavalcante e Luiz Cancio.
BARBOSA, A.C.S. Paisagismo, jardinagem, plantas ornamentais. 4. 
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ord.: Dejair Lopes de Almeida et al.) Itaguaí: Ed. Universidade Rural, 
1999.
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GATTO, A.; PAIVA, H.N.; GONÇALVES, W. Implantação de jardins em 
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KIEFFER, L.B. A realização de um jardim. São Paulo: Melhoramentos, 
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_______. Plantas ornamentais: classificação e uso em paisagismo. 
Lavras: Faep, 2001.
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http://www.copelconforto.com/informacoes/arborizacao_urb.htm
http://jornaldapaisagem.unisul.br
254 Paisagismo: Técnicas e Projeto
ANOTAÇÕES
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256 Paisagismo: Técnicas e Projeto
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