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Matriz de Trabalho de 
Participação Individual
Elaborado por: [Gabriela Pereira Lima Dias]
Disciplina: [Gestão de Custos-0622-2_2]
Turma: [Turma II]
Introdução
A gestão de custos está em constante discussão no cenário atual. Para que consigamos detalhar a vertente de custos, a área que gere e reporta, entramos na controladoria, em específico na contabilidade gerencial. O principal objetivo de custear, temos a determinação do preço ou precificar; apurar e maximizar o resultado e mensurar o capital de giro ou estoque. 
Dessa maneira a apuração dos custos efetivos e realização de relatórios é de suma importância para o gerenciamento de negócios de maneira efetiva.
Desenvolvimento
Módulo 1 – Objetivos da contabilidade de custos
A gestão de custos está em constante discussão no cenário atual. Para que consigamos detalhar a vertente de custos, a área que gere e reporta, entramos na controladoria, em específico na contabilidade gerencial. O principal objetivo de custear, temos a determinação do preço ou precificar; apurar e maximizar o resultado e mensurar o capital de giro ou estoque. 
Em relação à terminologia de custos, temos quatro terminologias para gastos (esforço econômico para aquisição de um bem ou serviço), que pode ou não resultar em um fato financeiro (depreciação, exaustão e amortização). O gasto pode ser um custo, uma despesa, um investimento ou uma perda. O gasto se concretiza quando os bens ou serviços passam a ser de propriedade da empresa (Pinto et. Al, 2018). São exemplos de gastos:
· Gastos com mão de obra;
· Gastos com aquisição de mercadorias para a revenda;
· Gasto com aquisição de matéria-prima para industrialização;
· Gasto com energia elétrica;
· Gasto com aluguel de edifícios;
· Gasto com reorganização administrativa.
O custo é o gasto agregado ao objeto de custo inerente à fabricação de um produto, aquisição de uma mercadoria ou prestação de um serviço. Podemos citar como exemplo (Pinto et. Al, 2018):
· Salários do pessoal da produção;
· Matéria-prima utilizada no processo produtivo;
· Mercadorias para venda;
· Combustíveis e lubrificantes usados nas máquinas das fábricas;
· Aluguéis de seguros;
· Depreciação 
 	A despesa é um gasto que, direta ou indiretamente contribui para a geração de receitas. O investimento é o gasto ativado atribuído à geração de benefícios futuros, podemos citar alguns exemplos, como (Pinto et. Al, 2018):
· Aquisição de móveis e utensílios;
· Aquisição de imóveis;
· Despesas Pré-Operacionais;
· Aquisição de marcas e patentes;
· Aquisição de matéria-prima (estoque);
· Contas a receber.
A perda é um gasto anormal, imprevisto ou involuntário. Podemos citar como exemplo (Pinto et. Al, 2018):
· Incêndio;
· Obsoletismo de estoques;
· Período de greve;
· Enchente;
· Furto/roubo. 
O Sistema de Acumulação de Custos Fabris é aquele relacionado ao tipo de processo de produção e que fornece dados para a avaliação dos estoques e para apuração do resultado. Primeiro precisamos realizar a avaliação do estoque, os estoques são separados em 3 etapas: primeiro temos o reconhecimento de estoque de matéria-prima, a segunda etapa, temos os produtos em processo (elaboração) e a terceira etapa é conhecida como estoque de produto acabado (disponível para venda). Na primeira etapa, reconhecemos o processo de aquisição e consumo de matéria-prima. O grande desafio atualmente é descobrir o estoque de segurança, atender uma demanda marginal sem comprometer o prazo com o cliente. Dessa maneira temos a seguinte fórmula:
EMS: SI + Compras – SF = MP
Em que EMS é o estoque de matérias primas, SI é o saldo inicial, Compras é a quantidade de matéria-prima adquirida e MP é a quantidade de matéria-prima. 
Já segunda etapa de produtos em processo, podemos calcular a quantidade em estoque com a seguinte fórmula:
EPP: SI + MP + MO + GGF – SF= PA
Em que EPP é o estoque de produto em processo, SI é o saldo inicial, MP é a quantidade de matéria-prima em estoque, MO é a mão-de-obra, GGF são os gastos gerais de produção, SF é o saldo final e PA é o produto acabado.
A terceira e última etapa é conhecida como estoque de produto acabado ou o Giro (CPV), que pode ser obtida pela seguinte fórmula:
EPA: SI+PA-SF=GIRO(CPV)
Em que EPA é o estoque de produto acabado, PA é o produto acabado e SF é o saldo final e GIRO é o giro do estoque. 
Os principais indicadores de custos são: custo da matéria-prima, custo fabril, custo dos produtos fabricados, custo dos produtos vendidos e custo de conversão. 
Exemplo:
	Compras de matéria-prima
	400
	Mão-de-obra direta
	280
	Salários de engenheiros e supervisores
	200
	Insumos do processo produtivo
	60
	Depreciação das máquinas
	40
	Seguro do parque fabril
	20
	Manutenção das máquinas
	50
	Estoque inicial de matéria-prima
	30
	Estoque final de matéria-prima
	40
	Estoque inicial de produto em processo
	25
	Estoque final de produto em processo
	10
	Estoque inicial de produto acabado
	90
	Estoque final de produto acabado
	100
Com o exemplo anterior temos que calcular o EMP (Estoque de Matéria-Prima), EPP (Estoque de Produto em Processo) e EPA (Estoque de Produto Acabado).
Em relação ao EMP, temos:
SI = 30 e SF = 40 e Compras em 400, substituindo na fórmula:
EMS: 30 + 400 – 40 = MP = 390, consumo de matéria-prima de 390.
Em relação ao EPP, temos:
SI = 25 e SF = 10 e Mão-de-obra e demais custos, substituindo na fórmula:
EPP: 25 + 390 + 280 +370– 10= PA = 1055
Em relação ao EPA, temos:
SI = 90 e SF = 100 
EPA: 90+1055-100=GIRO(CPV) = 1045
Os custos e despesas podem ser classificados em diretos, indiretos, fixos e variáveis. Existem dois critérios: em relação a alocação do produto ou em relação ao volume de produção.
Analisando pela alocação do produto, o custo direto é aquele em que conseguimos mensurar com precisão no produto ou serviço, já o indireto, precisamos de critérios específicos para apropriação desse produto ou serviço. Ao passo que em relação ao volume de produção, temos custos fixos, ou seja, independem do volume de produção e os custos variáveis que variam em função do volume de produção ou do nível de atividade. 
Módulo 2 – Métodos de Custeio
Para os métodos de custeio, na avaliação de resultado, temos principalmente 3: método funcional ou absorção, método de custeio ABC e método de custeio gerencial.
O Método de custeio por absorção ou funcional atende às determinações societárias no que abarca à aplicação das normas internacionais vigentes de contabilidade. Visa principalmente agregar todos os custos de fabricação sejam estes diretos ou indiretos, ao custo de um produto para fins de custeamento de estoques, excluindo os gastos operacionais, considerados não fabris. É também conhecido como modelo funcional pois as despesas são alocadas de acordo com a sua geração de receita (Pinto et Al, 2018). Esse método traz algumas informações adicionais, segundo Pinto et Al. (2018):
· Uma valoração mais elaborada dos estoques, absorvendo tanto custos fixos quanto variáveis;
· Apuração dos custos totais de produção apenas após o rateio dos custos indiretos entre os produtos;
· Os custos fixos não dependem das oscilações do volume dos produtos fabricados;
· Para quem consome informação dos relatórios (demonstração de resultados), a empresa fica dividida em duas: a produção (fábrica, indústria) e atividade de comercialização;
· Atende à critérios internacionais e legislação fiscal.
Após todos os cálculos realizados, as empresas basicamente possuem três decisões estratégicas quanto à esse produto/empresa:
· Baixar a empresa, caso os produtos não gerem lucro e apenas prejuízos;
· Aumentar o preço do produto (tornando-os mais rentáveis);
· Reduzir seus custos.
Apesar da visão sobre as possíveis tomadas de decisões por parte das empresas, esse método apresenta algumas falhas, segundo Pinto et. Al. (2018), podemos citar:
· Difícil identificação dos produtos agregadores de margem;
· Critérios de rateios arbitrários, prejudicando a sua gestão;
· Produtos absorvem todos os custos, não ficando visível a ociosidade da empresa.
O Método de custeio variávelsupre gestores com informações gerenciais para tomada de decisões, elimina problemas de rateios arbitrários para a apropriação dos custos indiretos pelos diversos produtos. Esse método é utilizado pela controladoria, realizado para a alta administração. Nesse método separa-se o que pertence a cada produto e o que depende de custos fixos (irá direto para a despesa), ou seja, separamos os custos diretos e os custos variáveis. Assim, consideramos como custo de produção apenas os custos variáveis incorridos nos exercícios e os custos fixos são tratados diretamente como despesa (apropriados diretamente no resultado do período). Podemos visualizar essa divisão conforme figura abaixo:
	Pertence ao Produto
(varia conforme a sua quantidade)
	Pertence à Capacidade Estrutural
(independe da quantidade produzida)
No Resultado, a dedução dos custos variáveis e despesas geram o que chamamos de Margem de Contribuição, que subtraídos os custos e despesas fixas, geram o Lucro Operacional. Esse método aumenta a percepção de alguns indicadores quando comparamos ao método estudado anteriormente, como:
· Trabalha com diversos produtos;
· Os custos dos produtos são mensuráveis e não são arbitrários;
· Maior capacidade de controle e planejamento.
Porém, esse método ainda apresenta algumas desvantagens (Pinto et Al., 2018):
· Exclusão de custos fixos indiretos para a valoração dos estoques;
· Os custos serão fixos apenas no curto prazo;
· Poderia existir problemas com a legislação fiscal para cálculo do lucro do exercício.
Outro método de custeio, é o Método de Custeio por Atividades (ABC), que tem como principais propósitos a eliminação das técnicas utilizadas no custeio por absorção (apropriar custos indiretos com base nos rateios) além de atenuação da arbitrariedade. Os produtos não consumiriam recursos e sim atividades executadas pelas atividades das empresas assim como os recursos (consumindo atividades). Assim, podemos ver as principais diferenças entre o foco da acumulação de custos:
	
	Método de custeio por atividades
	Sistemas tradicionais de alocação de custos
	Foco na Acumulação de Custos
	Atividades-Chaves
	Unidades Organizacionais (departamentos)
Esse método atenua o problema da arbitrariedade dos outros métodos utilizados (metodologias tradicionais). 
Referências	
PINTO, A.A.G;LIMEIRA, A.L.F;COELHO, F.S.; SILVA, C.A.D.S.Gestão de custos. Rio de Janeiro, 2018.
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