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PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO PARA INVESTIGAÇÃO DE DISFAGIA OROFARÍNGEA EM ADULTOS Dados de Identificação do paciente: Nome:_______________________________________________________ Idade:_____________ Data de Nasc:________________ Pront: __________________ Leito:_____________________ Acompanhante:____________________________________________ Equipe:_____________________________________________________________________________________________________ Escala NIH: ________________________ Escala Rankin: _______________________ Escala Barthel: _________________________ Diagnóstico médico principal:___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ Diagnóstico médico secundário:_________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________ Data de Internação:__________________________ Data da Avaliação:___________________________ Horário:_______________ Avaliador:_________________________________ Motivo da avaliação: ________________________________________________ Parte I - Anamnese: a. Problemas de deglutição anterior a esta internação: b. Uso de sonda para alimentação anterior a esta internação e por quanto tempo: c. Qual a dieta atual: d. Se estiver recebendo via oral, acompanhante/paciente observa qual dificuldade para a alimentação por boca e em qual consistência: e. Observa engasgo, tosse, sufocamento com algum tipo de alimento: f. Quanto tempo leva para se alimentar: - de ou = 20 min ( ) 30 min ( ) + de 30 min ( ) g. Alimenta-se sozinho: ( ) Sim ( ) Não Porque e quem auxilia:_________________________________________ h. Emagrecido ( ) Sim ( ) Não (peso: ____________________ ) ( ) desnutrido ( ) desidratado i. Padrão respiratório: secreção, traqueostomia, necessita de aspiração, se foi intubado, investigar quanto tem ficou intubação e em ventilação mecânica. Observações:_______________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ PARTE II - AVALIAÇÃO SENSÓRIO MOTORA- ORAL protocolo baseado em Carrara-de Angelis,E – 2009- Tratado de Deglutição e Disfagia. Versão Adaptada – Almeida, ST – 2012 LÁBIOS Não- alterado Alterado Comentários Não realiza Vedamento em repouso Queda comissura Protrusão Queda comissura Retração Queda comissura FACE Não-alterado Alterado Comentário Não realiza Testa Bochechas Queixo PALATO DURO Não- alterado Alterado Comentário Não realiza PALATO MOLE Não-alterado Alterado Comentário Não realiza Elevação MOBILIDADE FORÇA Não realiza LÍNGUA Não-alterado mobilidade Alterado mobilidade Não-alterado força Alterado força Protrusão Ponta empurra Retração Desvio D E Lateralização E Lateral empurra Lateralização D Língua na bochecha E Contra resistência Língua na bochecha D Contra resistência Elevação de ponta Língua no lábio superior Língua no lábio inferior SENSIBILIDADE Não-alterado sensibilidade Alterado sensibilidade Não realiza Hemilíngua D Hemilíngua E Ponta Meio Parte superior MANDÍBULA Não-alterado Alterado Não realiza Abrir a boca Leve e restrito Moderado e restrito Grave e restrito Lateralização Sem movimento D E Movimento Reduzido D E LARINGE Não-alterado Alterado Comentários Não realiza Movimento à deglutição Técnica dos 4 dedos (elevação laríngea não se verifica em pacientes com TQT) Reduzido Incoordenado Dor Contar de 1 a 10 Lento Rápido Adequado Altura vocal “i”agudo, “u”grave Grave Aguda Vogal prolongada / a/ presente ausente fraca forte DENTES ( )parcial ( )total ( )ausentes PRÓTESE ( )parcial ( )total ( )não usa HIGIENE ORAL ( )adequada ( )inadequada COMUNICAÇÃO E ARTICULAÇÃO: _______________________________________________________________________________ AUDIÇÃO: __________________________________________________________________________________________________ SERÁ APLICADO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DE LINGUAGEM? ( ) SIM ( ) NÃO Parte III - GUSS – Gugging Swallowing Screening - Trapl M et al. Stroke 2007;38:2948-2952 e BST – Bolus Swallow Test – Schultheiss, C et al. Eur Arch Otorhinolaryngol (2011) 268:1837–1844 Versão Adaptada – Almeida, ST - 2012 1. Investigação Inicial – Teste de Deglutição Indireto SOMA: ________ (5) 1-4: investigação Complementar 5: continue parte 2 SIM NÃO A. Estado de Consciência (mantém alerta por mais de 15 minutos) 1 ( ) 0 ( ) B. Tosse e/ou limpeza da garganta (tosse voluntária); (paciente consegue tossir e/ou limpar a garganta duas vezes) 1 ( ) 0 ( ) C. Deglutição de saliva: Consegue deglutir saliva Consegue deglutir saliva somente com estímulo 1 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 0 ( ) Sialorréia presente 0 ( ) 1 ( ) Alterações vocais (rouquidão, soprosidade, fraca) 0 ( ) 1 ( ) 2. Teste Direto de Deglutição (água, alimento espessado – pastoso, pão, colher de sobremesa) 3. AVALIAÇÃO FUNCIONAL DA DEGLUTIÇÃO – Ausculta Cervical Legenda: Antes ( A)/ Durante ( D) / Depois ( DP) AUSCULTA CERVICAL Negativa Positiva NÃO REALIZADA POR USO DE TQT Saliva Pastoso Líquido Sólido Escala FOIS (Crary ET AL. 2005): Inicial: _______ Final: ______ Provas terapêuticas: Conclusão: Conduta: Planejamento terapêutico: *A EMISSÃO DE VOGAL PROLONGADA “A” DEVE SER SOLICITADA ANTES E APÓS A DEGLUTIÇÃO DO ALIMENTO, EM TODAS AS OFERTAS DE ALIMENTO, PARA VERIFICAR SE HOUVE MODIFICAÇÃO VOCAL Ordem de realização 1. Pastoso* 2.Liquido** 3.Sólido*** DEGLUTIÇÃO Não consegue deglutir Deglutição lenta (>2seg.) (>10seg. sol.) Deglutição eficiente 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) 0 ( ) 1 ( ) 2 ( ) TOSSE (Involutária; antes, durante ou após –até 3 min.- a deglutição) Sim Não 0 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 1 ( ) Sialorréia * Sim * Não 0 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 1 ( ) Modificação Vocal (solicitar vogal prolongada “a” antes e após a deglutição do alimento) * Sim * Não 0 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 1 ( ) 0 ( ) 1 ( ) SOMA (5) (5) (5) SOMA GERAL – Testes indireto e direto: ____________________________ (20) 1-4: investigação complementar 5: manter pastosos 1-4: investigação complementar 5: manter líquidos 1-4: investigação complementar 5: normal *Administrar de 1/3 e ½ colher de chá de alimento pastoso na consistência pudim. Caso não apareçam sintomas de incoordenação, oferecer de 3 a 5 colheres cheias. Concluir a avaliação após a 5ª colher. Interromper avaliação na presença de sinais de incoordenação. ** 3, 5, 10, 20 ml de água em copo.Devemser deglutidos em uma vez. Caso não apareçam sintomas de incoordenação, oferecer 50ml. Concluir a avaliação e interrompê-la quando aparecer um sintoma de incoordenação. *** oferecer pão seco 5 vezes. GUSS – Guia de Conclusão e Conduta Score Resultados Conclusão Recomendação 20 Sucesso com pastoso líquido e sólido Deglutição Normal ou Disfagia Leve sem ou com mínimo risco de aspiração Dieta Normal Controlar líquidos ou necessidade de espessamento – supervisão de acompanhante, enfermagem ou fonoaudiologia Reavaliação Fonoaudiológica pode ser necessária 15-19 Sucesso em pastoso e líquido e alterações com sólido Disfagia Leve com baixo risco de aspiração Dieta com pastosos e líquidos Líquidos ingeridos com cuidado ou espessados Fonoterapia FESS ou VFD podem ser indicadas 10-14 Sucesso com pastosos Alterações com líquidos e sólidos Disfagia moderada com risco de aspiração Necessidade de via alternativa de alimentação Todos os líquidos devem ser espessados Alimentação pastosa lisa Sem medicamentos líquidos e comprimidos devem ser amassados e misturados com liquido espessado ou pastoso Indicação de VFD E/OU FESS Fonoterapia 0-9 Avaliação indireta sem sucesso ou alteração com pastoso Disfagia grave com alto risco de aspiração Sem indicação de alimentação por via oral VFD e/ou FESS podem ser indicadas Fonoterapia Guia de Avaliação - FOIS – Functional Oral Intake Scale (Crary et al., 2005) – Adaptado Nível 1: Nada por via oral Nível 2: Dependente de via alternativa com mínima via oral de alimento ou líquido Nível 3: Dependente de via alternativa com consistente via oral de alimento ou líquido Nível 4: Via oral total de uma única consistência Nível 5: Via oral total com múltiplas consistências, mas com necessidade de preparo especial ou compensações Nível 6: Via oral total com múltiplas consistências, mas sem necessidade de preparo especial ou compensações, porém com restrições para alguns alimentos Nível 7: Via oral total sem restrições