Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1
Universidade Federal de Santa Maria
Centro de Ciências da Saúde
Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas
Bioquímica Clínica I 
URINÁLISE
Prof. Dr. Rafael Noal Moresco
2022
RINS
• Órgãos pares localizados no espaço retroperitoneal.
• Cada rim apresenta cerca de 1 a 1,5 milhão de néfrons, 
que estão localizados principalmente no córtex renal.
• Principais funções:
- Excretora
- Reguladora
- Endócrina
NÉFRON EQU (Exame Qualitativo de Urina)
• Também conhecido por:
- EAS (Elementos Anormais e Sedimento)
- ECU (Exame Comum de Urina)
- PEAS (Pesquisa dos Elementos Anormais e Sedimento)
- Urina de Rotina
- Sumário de Urina
- Urina do Tipo 1
• ABNT NBR 15268:2005
- Requisitos e recomendações para exame de urina
• Recomendações da SBPC/ML: Realização de Exames em 
urina
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
http://www.bibliotecasbpc.org.br/?P=4&ID=&C=0.2
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
• Exame laboratorial realizado para:
- auxiliar no diagnóstico de doenças;
- realizar a triagem de uma população para constatar a 
presença de doenças assintomáticas, congênitas, 
hereditárias e de origem renal;
- monitorar o curso de uma doença;
- monitorar a eficácia ou complicações resultantes de terapias.
2
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
• Permite a detecção de doenças em qualquer parte do trato 
urinário.
• Auxilia na investigação de doenças metabólicas ou 
sistêmicas não relacionadas diretamente ao rim.
• Inclui a verificação da cor e do aspecto da amostra, 
determinação do pH e densidade, pesquisa de proteínas, 
glicose, corpos cetônicos, urobilinogênio, bilirrubina, 
sangue, nitrito e estearase leucocitária.
• Também é realizada a sedimentoscopia. 
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
• Os genitais devem ser limpos com água e sabão antes da coleta.
• Recomenda-se a primeira urina da manhã (mais concentrada).
• Deve-se desprezar o primeiro jato e recolher o jato médio.
• O recipiente utilizado para colheita deve ser descartável.
• A análise da urina deve ser realizada em até 4 horas após a 
coleta. 
• Caso haja impossibilidade de realizar a análise dentro deste prazo, 
a amostra deve ser refrigerada à temperatura de 2°C a 8°C.
• Período menstrual: recomenda-se a coleta após 5 dias do 
término do sangramento menstrual.
Colheita da amostra de urina: informações gerais
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
Recomendações da SBPC/ML: Coleta e Preparo da Amostra Biológica
Orientações para pacientes do sexo masculino
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
Recomendações da SBPC/ML: Coleta e Preparo da Amostra Biológica
Orientações para pacientes do sexo feminino
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
Recomendações da SBPC/ML: Coleta e Preparo da Amostra Biológica
Orientações para pacientes do sexo feminino
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
Alguns exemplos ilustrativos para a coleta
3
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
• Amostra aleatória: pode ser colhida a qualquer hora, dependendo da 
necessidade do exame e da decisão médica. Também, por decisão 
médica, pode ser necessária a retenção urinária por um período de tempo 
antes da coleta para a obtenção de uma amostra específica para análise.
• Primeira amostra da manhã: amostra coletada pelo paciente após 
levantar do leito, desde que respeitado um prazo mínimo de 2 horas de 
retenção urinária.
• Amostra com hora marcada: amostra colhida em um horário específico, 
conforme solicitação médica.
• Amostra de cateter: amostra colhida através de sonda vesical.
• Amostra suprapúbica: amostra coletada mediante aspiração da bexiga 
distendida, através da parede abdominal.
Tipos de amostras de urina
EQU (Exame Qualitativo de Urina)
Tiras reagentes
• Sistema analítico simplificado capaz de 
fornecer rapidamente uma série de 
parâmetros.
• Tira plástica contendo substâncias 
químicas que revelam o grau de 
positividade de acordo com a 
modificação da cor.
• Tira múltipla (vários parâmetros) e tira 
simples (único parâmetro).
Exame físico-químico da urina
• Vários fatores e constituintes podem alterar a cor da
urina, incluindo substâncias ingeridas, atividade física,
bem como diversos compostos presentes em estados
patológicos.
• Indivíduos saudáveis: urina de cor amarelo-citrino a 
amarelo âmbar fraco.
COR
Exame físico-químico da urina
COR
COR VERMELHA: Comum em situações em que ocorre: 
hematúria, hemoglobinúria, mioglobinúria, icterícias 
hemolíticas, porfiria e no emprego de fenolftaleína.
ATENÇÃO: contaminação menstrual.
COR CASTANHA: Frequente no quadro inicial de icterícia, 
estados febris.
COR LARANJA-ESCURO: Característica da eliminação de 
bilirrubina ou do tratamento realizado com Pyridium.
Exame físico-químico da urina
COR
COR MARRON-ESCURO: Ocorre no carcinoma de bexiga, 
glomerulonefrire aguda, meta-hemoglobinúria, melanoma 
maligno, uso de metildopa ou levodopa.
COR ESBRANQUIÇADA OU BRANCO LEITOSO: Presente 
principalmente na lipidúria maciça e nas enfermidades 
purulentas do trato urinário. 
COR AZUL-ESVERDEADA: Utilização do azul de Evans ou 
azul de metileno. 
Exame físico-químico da urina
COR
Recomendações da SBPC/ML: Realização de Exames em Urina
4
Exame físico-químico da urina
COR
Exame físico-químico da urina
COR
Exame físico-químico da urina
ASPECTO
• A urina normal geralmente é límpida e transparente.
• URINAS ALCALINAS: geralmente apresentam opacidade devido à 
precipitação de fosfatos amorfos e carbonato. 
Ácido Acético  turvação desaparace
• URINAS ÁCIDAS: podem apresentar opacidade na presença de uratos 
amorfos, cristais de oxalato de cálcio ou de ácido úrico. 
Aquecimento  turvação desaparace
Límpida Turva
Exame físico-químico da urina
ASPECTO
A turvação também pode ocorrer pela presença de:
• Leucócitos
• Hemáceas
• Células epiteliais
• Bactérias
• Leveduras
• Lipídeos
• Coágulos
• Pedaços de tecidos
• Contaminação por material fecal
Exame físico-químico da urina
VOLUME
• NORMAL:  1500 mL/24 horas (750 - 2000 mL/24 horas)
• POLIÚRIA: aumento da excreção de urina
• OLIGÚRIA: redução da excreção de urina
• ANÚRIA: interrupção completa do fluxo urinário
• DISÚRIA: micção acompanhada de dor
Exame físico-químico da urina
DENSIDADE
• Parâmetro de avaliação da função tubular renal.
• Densidade do filtrado plasmático: 1,010
- Urina isoestenúrica: densidade = 1,010
- Urina hipoestenúrica: densidade  1,010
- Urina hiperestenúrica: densidade  1,010
• NORMAL: 1015 a 1025 (24 horas) 
1002 a 1030 (urina ao acaso)
• DENSIDADE DIMINUÍDA: deficiência do HAD, diabete 
insípido, hiperhidratação, nefropatias,... 
• DENSIDADE AUMENTADA: hipersecreção do hormônio 
antidiurético (ADH), desidratação, síndrome nefrótica,...
5
Exame físico-químico da urina
DENSIDADE
• URODENSÍMETRO: dispositivo flutuador com escala 
graduada que fornece a densidade diretamente.
• REFRATÔMETRO: mede o índice de refração de acordo com 
o número de partículas dissolvidas na urina. Calibração com 
água destilada (1,000) ou NaCl 5% (1,022).
• TIRA REAGENTE: avalia a concentração de íons na urina. 
Baseia-se na modificação da constante de dissociação de 
certos poliácidos (polimetil vinil/anidro maléico) que reagem 
com os íons positivos da urina, ocorrendo a liberação de H+ que 
reage com o azul de bromotimol presente na tira.
Exame físico-químico da urina
DENSIDADE
Exame físico-químico da urina
pH
• pH NORMAL: 5,0 a 6,0
• Variação possível: entre 4,5 e 8,0
• Tiras reagentes: apresentam os indicadores vermelho 
de metila (4,4 a 6,2) e azul de bromotimol (6,0 a 7,6) que 
servem para determinar o pH da amostra de urina.
• pH urinário diminuído: acidose metabólica ou respiratória, 
cetoacidose diabética, intoxicação por salicilato, ...
• pH urinário elevado: infecções urinárias provocadas por 
bactérias que desdobram a uréia em amônia (Proteus mirabilis). A 
amostra de urina mantida em repouso à temperatura ambiente pode 
apresentar elevação do pH.
Exame físico-químico da urina
PROTEÍNAS
• Em condições normais, a membranaglomerular impede a 
passagem da maior parte das proteínas do sangue para a 
urina.
• A urina normal pode apresentar uma quantidade muito 
pequena de proteína (inferior a 10 mg/dL ou 150 mg/24 horas). 
• Lesões renais  alteração da permeabilidade da 
membrana glomerular PROTEINÚRIA
• ALBUMINA  principal proteína encontrada na urina.
Exame físico-químico da urina
PROTEÍNAS
• Proteína de Bence Jones: são proteínas de cadeias leves 
que podem ser excretadas em até 50% dos pacientes com 
mieloma múltiplo. NÃO é detectada na tira reagente.
• Proteína de Tamm-Horsfall: produzida nos túbulos renais. 
Pode não ser detectada nas tiras reagentes.
Principais causas patológicas de proteinúria:
• Doenças glomerulares
• Nefropatia diabética
• Mieloma múltiplo
• Pré-eclâmpsia 
Exame físico-químico da urina
PROTEÍNAS
• TIRAS REAGENTES: a presença de proteínas na urina é 
detectada pela modificação da cor de uma área na fita 
reativa impregnada com azul de tetrabromofenol tamponado.
• Resultado semiquantitativo expresso em cruzes:
- Negativo, traços ou positivo (1+, 2+, 3+, 4+)
• FALSO POSITIVO: urinas muito alcalinas (pH > 9,0), detergentes.
• FALSO NEGATIVO: proteinúria de Bence Jones.
6
Exame físico-químico da urina
PROTEÍNAS
• DOSAGEM QUÍMICA: precipitação de proteínas
- Ácido Sulfosalicílico 3%
- Ácido Tricloroacético 20% (aquecimento prévio da urina)
PROTEINÚRIA DE BENCE JONES
• A proteína de Bence Jones coagula em temperaturas entre 
40-60°C e dissolve-se quando a temperatura atinge 100°C.
• Indícios da presença de proteína de Bence Jones: amostra 
de urina opaca entre 40-60°C e transparente à 100°C.
Exame físico-químico da urina
PROTEÍNAS
Sem turvação
NEGATIVO
<6 mg/dL
Turvação leve
TRAÇOS
6-30 mg/dL
Turvação nítida 
Sem granulação 
1+
30-100 mg/dL
Turvação e granulação 
Sem floculação 
2+
100-200 mg/dL
Turvação, granulação 
e floculação 
3+
200-400 mg/dL
Grumos 
4+
>400 mg/dL
Exame físico-químico da urina
GLICOSE
• A glicose normalmente é reabsorvida nas células tubulares 
proximais por mecanismos de transporte ativo.
• Quando o limiar renal é excedido é possível encontrar glicose 
na urina.
• LIMIAR RENAL: 160 a 180 mg/dL 
• É possível observar a presença de glicosúria nas situações 
onde os níveis glicêmicos são normais (distúrbios tubulares).
• DIABETE MELITO: glicosúria mais comum e importante.
Exame físico-químico da urina
GLICOSE
TESTE QUÍMICO: Método de Benedict
• Baseia-se na redução do sulfato de cobre realizada por
substâncias potencialmente redutoras.
• NÃO é específica para a glicose.
• Positivo para açúcares redutores (frutose, lactose, pentoses,...)
• Alta sensibilidade e baixa especificidade.
TIRA REAGENTE: Glicose oxidase
• Metodologia enzimática específica para a glicose.
• Utilizada na grande maioria dos laboratórios.
Exame físico-químico da urina
GLICOSE
TIRA REAGENTE
• Interferentes: contaminação da vidraria por hipoclorito de
sódio; elevadas concentrações de ácido ascórbico, AAS,
metildopa, certos antibióticos beta-lactâmicos em grandes
doses (especialmente as cefalospoprinas); presença de
uratos.
• Resultado expresso em cruzes:
1+ (100 mg/dL)
2+ (300 mg/dL)
3+ (500 mg/dL)
4+ (1000 mg/dL)
Exame físico-químico da urina
CORPOS CETÔNICOS
• Geralmente formados a partir da lipólise.
• Incluem o ácido -hidroxibutírico, o ácido acetoacético e a 
acetona.
• Distúrbios no metabolismo dos carboidratos e dos lipídeos 
provocam o aumento dos níveis sangüíneos de corpos 
cetônicos (cetonemia) e a eliminação urinária destes 
compostos (cetonúria).
7
Exame físico-químico da urina
CORPOS CETÔNICOS
CETONÚRIA 
• Freqüentemente associada a cetoacidose diabética. 
• Pode ser observada também: jejum muito prolongado, 
situações de vômito e diarréia.
• DIABETE: única doença onde a cetonúria adquire uma 
verdadeira importância diagnóstica.
TIRA REAGENTE
• Baseia-se na reação do ácido acetoacético e da acetona 
com o nitroferrocianeto/glicina em meio alcalino. 
• O ácido -hidroxibutírico não reage neste ensaio. 
• Resultados falso-positivos: concentrações elevadas do 
ácido fenilpirúvico (fenilcetonúria), metabólitos da L-dopa, 
fenolftaleína. 
Exame físico-químico da urina
CORPOS CETÔNICOS
• Resultado expresso em cruzes:
traços 
1+
2+
3+ 
TESTE QUÍMICO
• Emprego do cloreto férrico (Teste de Gerhardt) foi 
abandonado devido à baixa sensibilidade e especificidade.
• Teste de Rothera: baseia-se na reação do ácido 
acetoacético e da acetona com o nitroprussiato de sódio. 
Formação de um complexo de cor violeta.
Exame físico-químico da urina
BILIRRUBINA
Exame físico-químico da urina
BILIRRUBINA
• Formada principalmente a partir da degradação da 
hemoglobina.
• Transportada no plasma ligada à albumina.
• É incorporada pelas células hepáticas e conjugada a fim 
de produzir mono e diglicuronídeos (são mais solúveis em 
água do que a bilirrubina não-conjugada). 
• A bilirrubina conjugada normalmente não é encontrada na 
urina porque passa diretamente do fígado para o ducto 
biliar e daí para o intestino.
Exame físico-químico da urina
BILIRRUBINA
• A bilirrubina conjugada aparece na urina nas situações de:
- obstrução do ducto biliar
- situações em que a integridade do fígado está comprometida 
(hepatite, cirrose).
• A icterícia originada pela grande destruição das hemáceas 
não produz bilirrubinúria porque a bilirrubina sérica 
normalmente está presente na forma não-conjugada (não 
excretada pelos rins).
Exame físico-químico da urina
BILIRRUBINA
TIRA REAGENTE
• Contém um sal de diazônio que reage com a bilirrubina 
originando um complexo corado. 
• Falso-negativo: na presença de elevados teores de ácido 
ascórbico ou por oxidação da bilirrubina à biliverdina por 
exposição à luz. 
• Falso-positivo: pacientes que recebem altas doses de 
clorpromazina. Tratamento com pirídio. Presença de 
outros pigmentos urinários.
Teste de Fouchet
• O cloreto férrico, na presença do ácido tricloroacético, provoca a 
oxidação da bilirrubina (amarela) ou biliverdina (verde). 
8
Exame físico-químico da urina
UROBILINOGÊNIO
• Formado no intestino a partir da redução da bilirrubina 
desencadeada pelas bactérias da flora intestinal.
• 20% é reabsorvido no intestino, sendo que destes cerca 
de 3% é excretado através dos rins.
• NORMAL: <1mg/dL na urina
• ELEVADO: 
- Hepatopatias
- Distúrbios hemolíticos
Exame físico-químico da urina
UROBILINOGÊNIO
TESTES PARA DETECÇÃO
• Testes para a detecção de sua presença incluem um 
método químico padrão e fitas reagentes (ambos 
baseados na reação de Ehrlich).
• Reação de Ehrlich: emprega o p-dimetilaminobenzaldeído 
que reage com o urobilinogênio e porfobilinogênio para 
formar um composto corado (vermelho).
Exame físico-químico da urina
SANGUE
• O sangue pode estar presente na urina na forma de 
hemáceas íntegras (hematúria) ou de hemoglobina 
(hemoglobinúria). 
• Exame microscópico distingue hematúria de hemoglobinúria.
• Achado de grande importância clínica.
HEMATÚRIA
• Infecções do trato urinário
• Cálculos renais
• Tumores
• Exposição a produtos ou drogas tóxicas
• Exercício físico intenso
Exame físico-químico da urina
SANGUE
HEMOGLOBINÚRIA
• Reações transfusionais
• Anemia hemolítica
• Infecções
• Síndrome urêmica hemolítica: anemia hemolítica com a formação de 
microtrombos localizados primariamente nos rins, evoluindo para um quadro de IRA.
• Hemoglobinúria paroxística noturna: doença hematopoética adquirida 
caracterizada por anemia hemolítica crônica e episódios trombóticos. É uma desordem 
clonal, causada por mutação somática do gene PIG-A ligado ao cromossomo X.
• Malária
• Exercício físico intenso
Exame físico-químico da urina
SANGUE
MIOGLOBINÚRIA
• Proteína muscular que reage positivamente com a tira 
reagente e produz coloração vermelha na urina.
• Traumatismo muscular, convulsões, doenças musculares 
atróficas, entre outros.
TIRA REAGENTE
• Detecção através da reação de um peróxido orgânico com o 
cromógeno tetrametilbenzidina.• Falso positivo: contaminação menstrual, bacteriúria intensa 
(peroxidases bacterianas).
• Falso negativo: níveis elevados de ácido ascórbico.
Exame físico-químico da urina
LEUCÓCITOS (ESTEARASE)
• Os leucócitos (neutrófilos) apresentam a enzima estearase 
que causa a hidrólise do reativo impregnado na tira 
reagente.
• O nível de estearase na urina está associado ao número de 
neutrófilos presente na amostra.
• Teste deve ser confirmado pela análise microscópica do 
sedimento urinário. 
• Teste detecta cerca de 85-95% dos pacientes com números 
anormais de leucócitos no sedimento urinário.
9
Exame físico-químico da urina
LEUCÓCITOS (ESTEARASE)
TIRA REAGENTE
• Ocorre a hidrólise de um éster do ácido carbônico com 
indoxil. O indoxil reage com um sal diazônio e ocorre a 
formação de uma cor púrpura (a intensidade é proporcional 
ao número de leucócitos na amostra).
• Falso-positivo: presença de agentes oxidantes, 
contaminação da amostra com secreção vaginal, 
Trichomonas sp.
• Falso-negativo: grandes quantidades de ácido ascórbico.
Exame físico-químico da urina
NITRITO
• Método rápido para detectar ITU.
• Avalia eficácia do tratamento com antibióticos.
• Muitas bactérias possuem uma enzima (redutase) que tem a 
capacidade de reduzir os nitratos urinários a nitrito.
• Escherichia coli, Enterobacter, Klebsiella reduzem o nitrato a nitrito.
• Resultados negativos não afastam a presença de bacteriúria.
• Nitrito versus Cultura de urina: sensibilidade de 50%.
Exame físico-químico da urina
NITRITO
TIRA REAGENTE
• O nitrito reage com o ácido p-arsanílico ou com a 
sulfanilamida ocorrendo a formação de uma cor rósea.
• Falso-positivo: alguns fármacos (fenazopiridina).
• Falso-negativo: bactérias Gram +, concentrações elevadas 
de ácido ascórbico e urobilinogênio.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO DA URINA
• Cor
• Aspecto 
• Densidade
• pH
• Glicose
• Proteínas
• Nitrito
• Cetonas
• Urobilinogênio
• Bilirrubina
• Sangue
• Leucócitos (Estearase)
EXAME FÍSICO-QUÍMICO DA URINA MICROSCOPIA DO SEDIMENTO URINÁRIO
• A contagem dos elementos figurados na urina foi introduzida 
por Addis em 1926.
• Sujeita a diversas variações metodológicas.
• Normalmente é realizada com o uso de montagens úmidas, 
entre lâmina e lamínula, em campo claro.
• O uso de coloração pode ser extremamente útil na 
identificação de células e cilindros.
• Corantes comuns supravitais utilizados incluem:
- Sternheimer Malbin (Violeta cristal e Safranina O)
- Azul tolueno a 0,5%
- Eosina-Azul de metileno
Exame microscópico da urina
10
MICROSCOPIA DO SEDIMENTO URINÁRIO
• Padronização do exame microscópico: ABNT NBR 15268
• Volume de urina: 10 mL em tubo cônico
- Para volumes inferiores (pediatria, neonatos, anúricos) é necessário recalcular a 
concentração dos elementos figurados e fazer este relato. 
• Centrifugação: 5 minutos com força de centrifugação relativa 
de aproximadamente 400 FCR (1500 a 2000 rpm)
• Desprezar o sobrenadante deixando 0,20 mL do sedimento
• Ressuspender o sedimento
Exame microscópico da urina
400 X  Hemáceas e leucócitos
100 X  Células epiteliais e cilindros
MICROSCOPIA DO SEDIMENTO URINÁRIO
• Transferir 20 L (0,020 mL) do sedimento para uma lâmina de 
microscopia
• Cobrir com uma lamínula-padrão (22 x 22 mm)
• Observar no MÍNIMO 10 campos microscópicos, calcular a 
média e expressar os resultados de acordo com os 
procedimentos implantados (número de elementos por 
campo ou por mililitro)
Exame microscópico da urina
EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
• Devem ser observados e identificados (cilindros) com 
aumento de 100 X, sendo expressos em:
- RARAS: até 3 por campo
- ALGUMAS: de 4 a 10 por campo
- NUMEROSAS: acima de 10 por campo 
Exame microscópico da urina
CÉLULAS EPITELIAIS E CILINDROS
• Devem ser observados no mínimo 10 campos microscópicos 
com aumento de 400 X e expressos em número de elementos 
por campo ou por mililitro.
LEUCÓCITOS E HEMÁCEAS
AUTOMAÇÃO EM URINÁLISE
Miditron® M (Roche Diagnóstica)
• Leitor de tiras
• Fotômetro de reflectância
• Análise físico-química da urina
• 300 tiras teste/hora
UF-100 ® (Roche Diagnóstica)
• 5 parâmetros quantificados: hemáceas, leucócitos, 
células epiteliais, cilindros e bactérias.
• Investiga a morfologia eritrocitária.
• Alertas: leveduras, cilindros patológicos, cristais, 
células epiteliais redondas, espermatozóides.
• 100 amostras/hora
• Volume de amostra aspirado: 800 L
• Princípios de medição: citometria de fluxo, 
fluorescência, impedância
http://www.rochediagnostica.com.br/lab_system/web/p_v_uroanalise.asp
AUTOMAÇÃO EM URINÁLISE
ADVIA® Urinalysis WorkCell (Siemens Healthcare)
AUTOMAÇÃO EM URINÁLISE
11
AUTOMAÇÃO EM URINÁLISE
Cobas 6500® Urine Analyzer (Roche Diagnostics) – Fully Automated Urine System
HEMÁCEAS
• NORMAL: 0 a 2 por campo (400x)
• Aumento do número de hemáceas geralmente associado à:
- Cálculos renais
- Lesão glomerular
- Infecções agudas
- Neoplasias
- Lesão vascular do trato urinário
- Contaminação menstrual
- Atividade física intensa
• Hemáceas dismórficas: indício de hemorragia glomerular
• ATENÇÃO: podem ser confundidas com leveduras!
HEMÁCEAS
Leveduras
HEMÁCEAS DISMÓRFICAS
Wandel E, Köhler H. Nephrol Dial Transplant 1998;13:206-207. 
LEUCÓCITOS
• NORMAL: 0 a 5 por campo (400x)
• Podem provir de qualquer parte do trato urinário.
• Apresentam grânulos citoplasmáticos: refringência.
• Aumento de leucócitos geralmente associado às infecções 
das vias urinárias, glomerulonefrite, lúpus eritematoso, 
tumores.
• Geralmente a piúria de origem renal está associada à 
proteinúria.
• Cerca de 25-30% dos pacientes apresentam um número 
normal de leucócitos na urina e resultados positivos na 
urocultura. 
LEUCÓCITOS
Leucócitos, hemáceas e células epiteliais tubulares
12
CÉLULAS EPITELIAIS
• São encontradas em urinas normais em número variável, 
principalmente em urinas de mulher, ocorrendo em maior 
intensidade durante a gestação.
• São originadas da descamação do sistema genito-urinário.
• Na análise do sedimento normalmente não é relatada a 
diferenciação das células quanto aos diferentes tipos 
(pavimentosas, transicionais e tubulares). 
CÉLULAS EPITELIAIS
• Células pavimentosas (vagina e uretra): são grandes e mais 
freqüentes na mulher.
• Células transicionais (pelve renal): tamanho intermediário.
• Células tubulares: pequenas e podem ser confundidas com 
os leucócitos. Número aumentado associado à necrose 
tubular.
• O número de células epiteliais escamosas é útil como índice 
de possível contaminação por secreção vaginal.
CÉLULAS EPITELIAIS
Células pavimentosas
Célula transicional
Células tubulares
CÉLULAS DECOY
Fogazzi GB, Cantú M, Saglimbeni L. “Decoy cells” in the urine due to 
polyomavirus BK infection: easily seen by phase-contrast microscopy. 
Nephrol Dial Transplant 2001;16:1496-1498.
CILINDROS
• São conglomerados protéicos que adquirem a forma dos 
túbulos renais onde são formados.
• São constituídos pela glicoproteína de Tamm-Horsfall.
• Proteína de Tamm-Horsfallnão detectável na tira reagente.
• São classificados quanto à sua composição em:
- Cilindros hialinos
- Cilindros hemáticos
- Cilindros leucocitários
- Cilindros de células epiteliais
- Cilindros de granulosos
- Cilindros adiposos
- Cilindros céreos 
CILINDROS
13
CILINDROS HIALINOS
• São os cilindros mais frequentes.
• A presença de 0 a 2 por campo (100x) é considerada normal.
• São quase transparentes e refletem pouco a luz.
• Quantidade elevada após exercícios físicos intensos.
• Significado clínico quando seu número está aumentado 
devido à glomerulonefrite, pielonefrite, doença renal crônica 
e insuficiência cardíaca congestiva.
• Pode ocorrer a presença de elementos celulares degenerados 
em seu interior (cilindros hialino-granulosos).
CILINDROS HIALINOS
Cilindro hialino Cilindro hialino-granuloso
CILINDROS HEMÁTICOS
• São formados nos túbulos por aglutinação das hemáceas.
• Presença associada a sangramentos no interior do néfron e 
com a glomerulonefrite.
CILINDROSLEUCOCITÁRIOS
• Formados por leucócitos acoplados à uma matriz protéica.
• Indicam infecção ou inflamação no interior do néfron.
CILINDROS DE CÉLULAS EPITELIAIS
• Constituídos por células tubulares aderidas à uma matriz 
protéica.
• Presente nas situações caracterizadas por lesão tubular. 
CILINDROS GRANULOSOS
• Formados a partir da desintegração celular.
• Podem apresentar ou não significado clínico.
• Apresenta granulação grosseira ou fina.
• Podem estar presentes nas infecções do trato urinário.
14
CILINDROS ADIPOSOS
• Encontrados em distúrbios que provocam lipidúria.
• Formados a partir de uma matriz protéica acoplada a 
gotículas lipídicas. 
• São ligeiramente refringentes.
• Podem estar presentes na síndrome nefrótica, nefropatia 
diabética e doenças renais crônicas.
CILINDROS CÉREOS
• Apresenta elevada refringência.
• Geralmente associado à proteinúria elevada.
• Presença indica estase MUITO GRAVE nos túbulos renais.
• Encontrado especialmente na síndrome nefrótica, IRC, 
glomerulonefrite aguda.
CRISTAIS
• Formados pela precipitação dos sais da urina.
• Na maioria das vezes sua presença não tem significado 
clínico.
• Devem ser identificados e mencionados no laudo laboratorial.
• O pH da urina é útil na identificação dos cristais, uma vez que 
ele determina o tipo de substâncias químicas precipitadas.
• A presença de alguns tipos de cristais pode estar associada a 
algumas doenças metabólicas ou outros distúrbios.
CRISTAIS
• URINAS ÁCIDAS:
- Ácido úrico
- Urato amorfo
- Oxalato de cálcio (pode aparecer em pH neutro)
- Cistina, tirosina, leucina, ácido hipúrico
• URINAS ALCALINAS:
- Fosfato amorfo
- Fosfato triplo
- Carbonato de cálcio
- Fosfato de cálcio (pode aparecer em pH neutro)
- Biurato de amônio
CRISTAIS
• CRISTAIS NORMAIS: urinas ácidas ou alcalinas
- Ácido úrico
- Urato amorfo
- Oxalato de cálcio
- Fosfato amorfo, fosfato triplo
- Carbonato de cálcio, fosfato de cálcio
- Biurato de amônio
• CRISTAIS ANORMAIS: urinas ácidas ou neutras
- Cistina, tirosina, leucina, ácido hipúrico, colesterol, bilirrubina
- Medicamentos
- Contraste radiográfico
CRISTAIS DE ÁCIDO ÚRICO
• Podem aparecer nas leucemias e na gota
15
CRISTAIS DE OXALATO DE CÁLCIO
• Podem aparecer na urina de pessoas que ingerem alimentos 
ricos em ácido oxálico ou elevadas doses de ácido ascórbico.
URATO AMORFO
CRISTAIS DE FOSFATO TRIPLO CRISTAIS DE FOSFATO DE CÁLCIO
CRISTAIS DE BIURATO DE AMÔNIO CRISTAIS DE CISTINA
• Encontrados nos casos de erro metabólico congênito que 
impede a reabsorção de cistina no túbulo contorcido proximal.
16
CRISTAIS DE TIROSINA E LEUCINA
• Podem estar presentes nos distúrbios hepáticos graves.
Cristais de tirosina
Cristais de leucina
OUTROS CRISTAIS
Cristal de colesterol
Cristais de contraste radiográfico
Cristais de bilirrubina
OUTROS CRISTAIS
Cristais de Sulfonamida Cristais de Sulfadiazina
OUTROS ELEMENTOS
• Bactérias
• Leveduras
• Filamentos de muco
• Corpos adiposos ovais
• Parasitas
• Espermatozóides
• Artefatos (fibras, grânulos de amido,...)
BACTÉRIAS
• Normalmente a urina não tem bactérias mas, se as amostras 
não forem colhidas em condições estéreis, pode ocorrer 
contaminação bacteriana sem significado clínico.
LEVEDURAS
• Geralmente Candida albicans.
• Podem ser observadas na urina de 
pacientes com diabete melito e de 
mulheres com candidíase vaginal.
Blastoconídeos
Hifas
17
PARASITAS
• Trichomonas vaginalis
• Ovos de Enterobius vermicularis (contaminação fecal)
FILAMENTOS DE MUCO
• O muco é um material protéico produzido por glândulas e 
células epiteliais do sistema urogenital.
• Não é considerado clinicamente significativo e a sua 
quantidade é maior quando há contaminação vaginal.
• Pode estar associado a processos inflamatórios
CORPOS ADIPOSOS OVAIS
• Os lipídeos podem aparecer na urina sob a 
forma de gotículas, incorporados a cilindros 
ou no interior de células tubulares em 
processo de degeneração (corpos 
adiposos ovais). 
• Os lipídeos são filtrados através do 
glomérulo e incorporados às células 
tubulares em degeneração.
• Presença geralmente associada à 
síndrome nefrótica, podendo estar presente 
em outras condições (diabetes melito, 
glomerulonefrite crônica, traumatismo grave 
associado à liberação de gordura da 
medula de ossos longos). 
ESPERMATOZÓIDES
• Não tem significado clínico.
• NÃO relatar a presença na urina de mulheres.
ARTEFATOS
• Fibras, grânulos de amido, entre outros.
EQU NORMAL
Densidade: 1002 a 1030
pH: 5,0 a 6,0
Nitrito: Negativo
Proteínas: Negativo
Glicose: Negativo
Corpos Cetônicos: Negativo
Urobilinogênio: <1 mg/dL
Bilirrubina: Negativo
Sangue: Negativo
Células Epiteliais: Algumas
Leucócitos: 0 a 5/campo
Hemáceas: 0 a 2/campo
18
EQU 1
Densidade: 1025
pH: 6,0
Nitrito: Negativo
Proteínas: Negativo
Glicose: 2+
Corpos Cetônicos: Negativo
Urobilinogênio: Normal
Bilirrubina: Negativo
Sangue: Negativo
Células Epiteliais: Algumas (5/campo)
Leucócitos: 2/campo
Hemáceas: 1/campo
Observações:
EQU 2
Densidade: 1015
pH: 5,0
Nitrito: Negativo
Proteínas: 1+
Glicose: Negativo
Corpos Cetônicos: Negativo
Urobilinogênio: Excesso
Bilirrubina: 2+
Sangue: Negativo
Células Epiteliais: Raras (2/campo)
Leucócitos: 2/campo
Hemáceas: 1/campo
Observações:
EQU 3
Densidade: 1010
pH: 6,0
Nitrito: Negativo
Proteínas: 3+
Glicose: Negativo
Corpos Cetônicos: Negativo
Urobilinogênio: Normal
Bilirrubina: Negativo
Sangue: Negativo
Células Epiteliais: Raras (1/campo)
Leucócitos: 4/campo
Hemáceas: 2/campo
Observações:
EQU 4
Densidade: 1010
pH: 8,0
Nitrito: Positivo
Proteínas: 1+
Glicose: Negativo
Corpos Cetônicos: Negativo
Urobilinogênio: Normal
Bilirrubina: Negativo
Sangue: Negativo
Células Epiteliais: Numerosas (18/campo)
Leucócitos: 8/campo
Hemáceas: 2/campo
Observações:

Mais conteúdos dessa disciplina