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Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
FAN e Urinalise
➛ Fator antinuclear (FAN) é um exame 
utilizado para detectar autoanticorpos 
humanos, importantes no rastreio de doenças 
autoimunes 
➛ Detecta a presença de autoanticorpos 
direcionados contra componentes celulares, 
não apenas contra o núcleo, portanto, utiliza-
se também a nomenclatura “pesquisa de 
anticorpos contra antígenos celulares” 
➛ O FAN traz as seguintes informações: 
 ✓ Presença ou a ausência de autoanticorpos 
 ✓ Concentração do autoanticorpo no soro, 
traduzida pelo título 
 ✓ Padrão de fluorescência 
Metodologia: 
➛ Utiliza a imunofluorescência indireta com 
células HEp-2, uma célula humana de 
linhagem epitelial 
➛ Imunofluorescência é a metodologia que 
utiliza anticorpos específicos, marcados com 
fluorocromo, capazes de absorverem a luz 
ultravioleta, emitindo-a num determinado 
comprimento de onda, permitindo sua 
observação ao microscópio de fluorescência 
(com luz UV) 
 ✓ Imunofluorescência indireta: “técnica de 
dupla camada” - utilizada para detecção de 
anticorpos no soro do paciente por meio de 
antígenos fixados em uma lâmina 
1) O FAN é feito em paciente com suspeita de 
doença autoimune, sendo possível 
identificar os anticorpos circulantes neste 
sangue do paciente 
2) Com um corante fluorescente, o laboratório 
marca cada um destes anticorpos 
3) Após isso, mistura-se está amostra dos 
anticorpos marcados em um recipiente 
com uma cultura de celular humanas, 
chamadas de HEp2 
4) Se houver anticorpos contra estruturas das 
células humanas, estes irão se fixar as 
mesmas, tornando-as fluorescentes 
5) Se o autoanticorpo for contra o núcleo das 
células, a imagem no microscópio será de 
vários núcleos fluorescentes. Se o 
autoanticorpo for contra o citoplasma das 
FAN: 
O FAN é positivo em 10-15% da 
população saudável e pode 
apresentar-se positivo também em 
doenças inflamatórias, neoplasias, 
no uso de alguns medicamentos e 
na vigência de algumas infecções 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
células, vários citoplasma ficarão 
brilhando, e assim por diante 
6) Se não houver autoanticorpos, nenhuma 
parte das células ficará fluorescente, 
caracterizando um FAN não reativo 
7) Os resultados são repetidos após várias 
diluições da a,ostra, até a fluorescência 
desaparecer 
➛ A Urinálise envolve o estudo e análise da 
amostra biológica da urina 
➛ Dentre todas as análises feitas, o exame que 
mais se destaca é a urina tipo 1 
➛ É um dos exames mais solicitados dentro da 
prática médica 
Formação de Urina: 
➛ Fluxo sanguíneo em rins de um adulto de 
70kg - produção de 1200mL/minuto 
➛ Filtração de aproximadamente 1,7 mil litros 
de sangue diariamente - 180 litros em média 
de filtrado glomerular (99% são reabsorvidos 
nos túbulos) 
➛ Reabsorção passiva de substâncias, 
secreção, ajuste de concentrações de 
eletrólitos, transformação final do filtrado em 
urina - volume de 1mL/minuto 
Exames: 
➛ Urina tipo 1: exame rápido de urina, 
solicitado com frequência no PS 
➛ Urocultura: principal exame para a 
confirmação de infecções, no entanto o tempo 
para sua realização minimiza sua solicitação 
no PS 
➛ Urina 24h: prática da bioquímica 
importante para dosar a perda de proteínas 
na urina e acompanhar a taxa de filtração 
glomerular 
Resultados positivos são aqueles 
que permanecem brilhando mesmo 
após 40 diluições (resultado 1/40). 
Portanto, um FAN reagente 1/40 
significa que o autoanticorpo foi 
identificado mesmo após diluirmos 
o sangue 40 vezes 
Urinálise: 
Excreção = Filtração - Reabsorção + Secreção 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
Composição da Urina: 
➛ Aproximadamente 95% é composto por 
água 
➛ A menor parte é composta por elementos 
como a ureia, fosfato, sulfato, amônia, 
magnésio, cálcio, ácido úrico, creatinina, 
sódio, potássio e outros elementos 
Coleta da Urina: 
➛ Higienização da região genital 
➛ Desprezar o primeiro jato 
➛ Coletar o jato intermediário 
➛ O exame de urina tipo 1 pode ser: 
 ✓ Automatizado: utilizado um leitor de tira 
reagente e a citometria de fluxo e impedância 
na avaliação celular 
 ✓ Semiautomatizado: a avaliação da tira 
reagente é feita por um leitor (fotometria) 
 ✓ Manual: as tiras reagentes são 
comparadas com cores padrão de um rótulo e 
a parte celular é feita por observação na 
microscopia óptica 
 
Avaliação da Urina tipo 1: 
1) Avaliação física - volume, cor, odor, 
densidade e aspecto 
 - Os itens que serão avaliados serão os 
seguintes: cor, volume, odor, densidade e 
aspecto 
2) Avaliação bioquímica - pode ser feito com 
a tira reagente 
 - Coloque a tira reagente em contato com a 
urina por 5 segundos, aguarde 60 segundos e 
faça a avaliação baseado na alteração de cor 
3) Avaliação sedimentoscopia - avaliação do 
sedimento urinário através da microscopia 
 - Primeiro: centrifugar a amostra por 5 
minutos a 3000rpm -> com a centrifugação, 
todo sedimento irá parar no fundo do tubo 
coletor, permitindo que você consiga fazer a 
avaliação do sedimento urinário 
 - Segundo: a urina deve ser transferida para 
uma câmera de neubauer (lâmina mais 
espessa) 
Colorímetro enzimático: 
- Quantitativo 
- Comparação da cor produzida por uma 
reação química com uma cor padrão 
- De acordo com a intensidade da cor 
produzida, infere-se a concentração do 
determinado analito 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
 - Terceiro: Depois de se colocar a urina na 
câmera, ela é levado ao microscópio para que 
possa ser feita a 
observação dos 
elementos presentes 
da urina. Ao olhar no 
microscópio 
(aumento máximo de 
1000x), observamos 
que a câmera é 
separada em 
quadrantes 
 - Quarto: A avaliação no microscópio 
acontece com a quantificação (contagem) de 
alguns elementos, semi-quantificação 
(geralmente o resultado vem em cruzes (+)) e 
relato (apenas citar se foi encontrado ou não) 
de outros elementos 
Avaliação Física - Cor 
➛ A cor da urina indica diversas situações: o 
quanto está diluída ou concentrada e também 
pode sugerir algumas condições patológicas 
Avaliação Física - Aspecto 
➛ Urina límpida: normal 
➛ Urina levemente turva: presença de células 
epiteliais, leucócitos, hemácias, bactérias, 
leveduras, cristais, cilindros 
 ✓ É uma condição ainda normal, que pode 
indicar a presença de descamação excessiva 
do trato urinário 
➛ Urina turva: presença abundante de células 
epiteliais, leucócitos, hemácias, bactérias, 
leveduras, cristais, cilindros 
 ✓ Essa condição de urina turva pode estar 
presente principalmente em infecções do trato 
urinário, diabetes, entre outras 
Avaliação Física - Odor 
➛ Uma urina recentemente excretada possui 
um odor característico ou sui generis (normal) 
que é atribuído à ácidos orgânicos voláteis 
 ✓ Mas a urina pode ter variações no seu 
odor, que em muitos casos, possui relação 
com alguma condição anormal 
 - Odor pútrido ou fétido: provável infecção 
urinária 
 - Odor amoniacal: má conservação, 
degradação da ureia por bactérias 
produzindo NH3 
 - Odor cetônico: presença de corpos 
cetônicos devido à diabetes mellitus, esforço 
físico intenso, dieta severa 
Avaliação Física - Densidade 
➛ A densidade é um parâmetro que expressa 
o quanto uma urina está concentrada ou 
diluída 
 ✓ Há relação direta com a quantidade de 
água ingerida e/ou a quantidade de soluto 
eliminada por via renal 
➛ A densidade normal é de 1,010 a 1,025 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
 ✓ Esse parâmetro é analisado através de fitas 
reagentes (na metodologia manual ou 
semiautomatizada) 
➛ A densidade da urina é a medida da 
quantidade de partículas (como sais, 
açúcares, proteínas, células sanguíneas, entre 
outros) presentes na urina em comparação 
com a quantidade de água 
 ✓ É uma medida da concentração da urina 
Avaliação Bioquímica - Tira Reagente 
➛ As tiras reativas sãoconstituídas por 
pequenos pedaços de papéis que possuem 
substâncias químicas impregnadas a elas e 
que estão presas a uma tira de plástico 
➛ Quando entra em contato com a urina, 
reagem e mudam de cor em vários resultados 
➛ Para interpretar o resultado, basta verificar 
a semelhança entre as cores da fita e da 
tabela 
Avaliação Bioquímica - pH 
➛ O pH urinário normal varia de 5,5 a 6,5 
➛ Variações no pH urinário podem sugerir: 
 ✓ Urinas com caráter ácido: diabetes 
mellitus, acidose respiratória/metabólica, 
diarreias graves, uso de medicamentos 
acidificantes, dietas proteicas. 
 ✓ Urinas com caráter alcalino/básico: 
alcalose metabólica/respiratória, uso de 
medicamentos alcalinizantes, dietas 
vegetarianas, infecção de urina 
Avaliação Bioquímica - Proteinúria 
➛ A maioria das proteínas que circulam no 
sangue são grandes para serem filtradas 
pelos rins 
➛ Em situações normais, não costumamos ver 
grande quantidade de proteínas presentes na 
urina 
 ✓ Proteinúria negativa: geralmente 
quantidades inferiores à 150 mg/24 horas são 
indetectáveis no volume usado para análise 
 ✓ Proteinúria positiva: > 150mg/24 horas - 
lesões da membrana glomerular (distúrbios do 
complexo imune, agentes tóxicos), 
glomerulonefrites, insuficiência renal crônica, 
diabetes, queimaduras, infecções/inflamações, 
atividades físicas extenuantes, febre, gravidez 
Avaliação Bioquímica - Glicose 
➛ Normalmente a glicosúria é negativa devido 
a reabsorção tubular renal de glicose (até o 
limiar renal de 180 mg/dl) 
 ✓ Se a glicemia (sangue) estiver em uma 
concentração de até 180 mg/dL, toda a glicose 
deverá ser reabsorvida pelos túbulos renais 
 ✓ Glicosúria positiva e glicemia acima de 180 
mg/dL: provável diabetes 
 ✓ Glicosúria positiva e glicemia abaixo de 180 
mg/dL: provável insuficiência renal 
Avaliação Bioquímica - Corpos Cetônicos 
➛ A produção de corpos cetônicos se dá 
devido a metabolização de gordura 
➛ Sua presença na urina pode significar: 
 ✓ Diabetes 
 ✓ Hipoglicemia 
 ✓ Dieta restritiva 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
 ✓ Jejum prolongado 
 
Avaliação Bioquímica - Urobilinogênio 
➛ É um pigmento resultante da degradação 
da hemoglobina 
➛ Normalmente temos quantidades menores 
que 1 mg/dL na urina 
➛ Um dos responsáveis pela coloração da 
urina. 
 ✓ Urobilinogênio aumentado: distúrbios 
hepáticos ou hemolíticos 
 - Ocorre mudança na coloração da urina, 
resultando em urina âmbar 
Avaliação Bioquímica - Bilirrubina 
➛ Produto de degradação da hemoglobina 
➛ Bilirrubina não está presente na urina pois 
sua concentração sanguínea é baixa 
➛ Bilirrubina direta é decretada com a bile no 
intestino delgado e o que for reabsorvido vem 
na forma de urobilinogênio 
➛ Bilirrubina positiva: indicação precoce de 
hepatopatias e obstrução biliar 
Avaliação Bioquímica - Hemoglobina 
➛ Proteína presente no interior das hemácias 
➛ Normalmente não temos hemoglobina 
presente na urina 
 ✓ Presença de hemoglobinúria sem 
hematúria: queimaduras graves, infecções, 
anemias hemoliticas, insuficiência renal 
crônica 
 ✓ Presença de hemoglobinúria com 
hematúria: cálculos renais, tumores, traumas 
no trato urinário, exercício físico interno 
Avaliação Bioquímica - Nitrito 
➛ Aparecem devido à capacidade que 
algumas bactérias gram negativas possuem 
de reduzirem o nitrato à nitrito 
➛ Normalmente temos nitrito negativo 
 ✓ Nitrito positivo: infecções do trato urinário 
por bactérias Gram negativas 
Avaliação Bioquímica - Hemácias 
➛ A presença de hemácias na urina é 
chamado de hematúria 
➛ Pode ou não ser visível na avaliação 
macroscópica 
➛ Hematúria positiva: lesão no trato urinário e 
infecção urinária 
Avaliação Bioquímica - Leucócitos 
➛ Esterase leucocitária 
➛ Piúria - leucócitos na urina 
➛ Indica infecção do trato urinário 
 
Avaliação Sedimentoscopica - Células Epiteliais 
➛ É comum encontrar células epiteliais na 
urina 
 ✓ A maioria não tem significado clínico, 
indicando uma descamação do revestimento 
epitelial do trato urinário 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
 ✓ A presença de células com atipias 
nucleares ou morfológicas que podem sugerir 
neoplasias 
➛ Valor normal: até 10.000/mL 
Avaliação Sedimentoscopica - Hemácias 
➛ A presença de hematúria indica lesões 
inflamatórias, infecciosa ou traumáticas dos 
rins ou vias urinárias 
➛ Valor normal: até 10 mil/mL 
➛ Hematúria: maior que 10 mil/mL 
Avaliação Sedimentoscopica - Leucócitos 
➛ Normalmente os leucócitos presentes são 
do tipo neutrofilos 
➛ Quantidades aumentadas indica a 
presença de lesões inflamatórias ou 
infecciosas 
➛ Valor normal: até 10 mil/mL 
➛ Leucocitúria: maior que 10 mil/mL 
Avaliação Sedimentoscopica - Cristais 
➛ É comum encontrar cristais no sedimento 
urinário normal, raramente com significado 
clínico e com ligação direta com a dieta e 
baixa hidratação 
➛ É necessário classificar o cristal (atente-se 
ao pH urinário) 
 ✓ Principais cristais de urina ácida: cristais 
de urina ácida precipitam-se em urinas de pH 
ácido e são reconhecidos pela forma 
 - Cristais de oxalato de cálcio 
 - Cristais de ácido úrico 
 - Cristais de urato amorfo 
 - Cristais de cistina, leucina e tirosina 
 ✓ Principais cristais de urina alcalina: cristais 
de urina alcalina precipitam-se em ruínas de 
pH alcalino e são reconhecidos pela forma 
 - Cristais de fosfato amoníaco magnesiano 
 - Cristais de carbonato de cálcio 
 - Cristais de fosfato de cálcio 
 - Cristais de fosfato triplo 
Avaliação Sedimentoscopica - Cilindros 
➛ Cilindros na urina são formados a partir da 
sedimentação de proteínas, células ou outras 
substâncias nos túbulos renais e por isso 
apresentam a forma de cilindros 
 ✓ O acúmulo de uma mucoproteína de 
Tamm-horsfall nos túbulos renais levando a 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
sua precipitação ou gelificação e são 
eliminados na urina 
➛ Cilindros hialinos: são os mais comuns - 
constituídos só por proteínas 
 ✓ Comumente são encontrados em pessoas 
saudáveis 
➛ Cilindros granulosos: são hialinos com 
grânulos densos em sua composição 
 ✓ São de caráter patológico é geralmente 
associados a processos inflamatórios 
➛ Cilindros céreos: possuem aspecto sem 
brilho e aparecem em disfunção renal, como a 
insuficiência renal aguda ou crônica 
Avaliação Sedimentoscopica - Muco 
➛ Produzido pelo epitélio do túbulo renal e 
células epiteliais 
➛ A presença excessiva de muco decorre de 
processos inflamatórios do trato urinário 
inferior ou do trato genital 
Avaliação Sedimentoscopica - Fungo 
Avaliação Sedimentoscopica - Bactérias 
Avaliação Sedimentoscopica - Espermatozoides

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