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P R 1 D E R M A T O L O G I A CAMADAS DA PELE ANAMNESE Quanto tempo tem a lesão? (EX: agudas – alergias , crônicas- PV) Qual a evolução? Piora? Melhora? Recorre? (EX: urticária) Como começou? (EX: medalhão mestre da P rósea) Tem lesão em outro local do corpo? O que afeta a lesão? (calor? stress? alimento?) Onde esteve recentemente? Viajou? Coça? (EX: escabiose) É dolorosa? (EX: Herpes zoster ) Sintomas associados (EX: faringite - psoríase gutata, antibióticos - alergia) História lesões pregressas cutâneas (EX: atopia na infância) História Familiar ( psoríase, vitiligo, eczemas) História Clínica Pregressa (EXS: eflúvio telógeno pós parto, DM - cândida) Tratamento prévio ou atual (Tomou algum remédio como antibiótico, analgésico, corti- coide? (Passou algum creme?) Profissão (exposição radiação, contatos) História social (situação casa – outros têm sintoma? anda triste, deprimido , estressa- do?) Antecedentes Pessoais: DM, HAS, atopia ( eczema, asma, rinite), tumores cutâneos ou dermatoses prévias, DSTs Medicações em uso Hábitos pessoais: Tabagismo, etilismo, exposição solar Antecedentes Familiares: Psoríase, melanoma, atopia, distúrbios genéticos ISDA: Questionar sintomas com base no quadro clinico (se colagenose, interrogar so- bre artralgias...) V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A DOR NÃO É UM SINTOMA COMUM EM DERMATOLOGIA Efeitos da doença sobre o paciente É câncer? É contagioso? Vou ser discriminado? Todo mundo fica olhando.. EXAME FÍSICO De preferência examinar todo o paciente Ambiente claro, luz natural Lupa, dermatoscópio auxiliam Apalpar as lesões O toque e o exame detalhado tranquilizam o paciente Vocabulário dermatológico Lesões primárias (elementares): Alteração da cor da pele : Máculas ou Manchas COR Lesões elementares sólidas : Pápulas, Nódulos, Placa , Urtica RELEVO Lesões elementares de conteúdo líquido : Vesículas, Bolhas, Pústula LÍQUIDO MÁCULAS/MANCHA PÁPULAS NÓDULOS PLACA URTICA VESÍCULAS BOLHAS PÚSTULA V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A MÁCULAS OU MANCHAS Somente alteração de cor Alteração: COR MELANINA (Pigmentos melânicos) VASOS SANGUÍNEOS 1) Manchas vasculares Neoformação vasos -> Mancha ERITEMATOSA Eritema: Enantema = é a hiperemia das mucosas (sarampo) Boca, linguá, palato, conjun- tiva Eritrodermia é o eritema generalizado ou de grandes áreas com descamação, evolução crô- nica ou persistente (ex: Psoríase, Linfoma) Exantema é o eritema generalizado de curta duração com ou sem descamação. Tipos: Morbiliforme (áreas sãs de entremeio) e escarlatiniforme (praticamente sem áreas sãs) (rubéola, sarampo, caxumba, farmacodermia) *infecções Aplasia vascular -> falta de vasos (mancha branca) (nevo hipocrômico congênito) Isquemia (vasoconstrição) Hiperemia (maior afluxo sanguíneo) Extravasamento de sangue na derme -> PÚRPURA (rompimento de vaso) ´ Quando pequena: Petéquias—puntiformes ou lenticulares Víbices - lineares Equimoses – maiores do que 0,5cm MÁCULA ERITEMATOSA MÁCULA MÁCULA Sem relevo Cor: eritematosa Tamanho: pequenas * Puntiformes Sem relevo Cor: eritematosa Tamanho: grande * Equimose Sem relevo Cor: roxa Manobra digitopressão * Púrpura V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A MANCHAS PIGMENTARES OU DISCRÔMICAS Causada por pigmento Por aumento de melanina -> Hiperpigmentar ou Hipercrômica Por diminuição de melanina -> Hipocrômica ou Acrômica (vitiligo) MÁCULA ERITEMATOSA * Exantema HIPERCRÔMICA/HIPERPIGMENTAR MANCHA MONGÓLICA LÍQUEN PLANO EXTENSO (PRÉ-TIBIAL) MÁCULA ACASTANHADA (LENTIGO SOLAR) MELANÓCITO SOLAR MELASMA NEVO MELANOCÍTICO HEMANGIOMA CONGÊNITO ESCARLATINA HIPOCRÔMICA ACRÔMICA VITILIGO HIPOMELANOSE V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A MANCHAS POR OUTROS PIGMENTOS LESÕES ELEMENTARES SÓLIDAS PÁPULAS Elevações sólidas, circunscritas, palpáveis, superficiais, medindo até 1cm de diâmetro Podem ser dérmicas ou epidérmicas ou ambas Cor variada PÁPULA HIPERPIGMENTADA PÁPULA ACASTANHADA NÓDULOS Elevações sólidas, localizadas derme e hipoderme de 1,0 a 3,0cm diâmetro. Maior de 3,0cm - nodosidade COM SUPERFÍCIE BRILHANTE HEMOSSIDERINA (Dermatite ocre) *insf venosa crônica CAROTENOS (pigmentação amare- lada palmo plantar) CORPO ESTRANHO (tattoo) ÁCIDOS BILIARES (icterícia) CATAPORA VARICELA LÍQUEN PLANO PRURIGO PÁPULA ERITEMATOSA CISTO EPIDÉRMICO CARCINOMA BASOCELULAR NÓDULO ERITEMATOSO PÁPULA MOLUSCO CONTAGIOSO V A N E S S A L U D W I G GOMA - nódulos ou nodosidade que tiveram liquefação central, amolecimento e ulce- ração, liberando substância necrótica (ex: goma sifilítica, goma de TB) GOMA PLACA Lesão discretamente elevada, medindo mais do que 1,0cm. Formada pelo aumento de uma pápula ou pela coalescência de várias pápulas VEGETAÇÃO E VERRUCOSIDADE Lesões sólidas, firmes ou não, salientes, cônicas, filiformes ou couve flor (condiloma acu- minado), aspecto framboesa ou cogumelo , lisas ou ásperas (ex: TB, verrugas vulga- res, leish, CEC) Verruga é por VÍRUS black dots - verruga LESÕES DE URTICA Pápulas edematosas, de forma variável, pruriginosas, fugazes (ex: urticária aguda) Edema Eritema P R 1 D E R M A T O L O G I A NÓDULO COM CENTRO VERRUGOSO LIPOMA SÍFILIS NODOSIDADE PLACA ERITEMO ESCAMATIVA VERRUGOSA URTICÁRIA URTICÁRIA POR PRESSÃO PSORÍASE V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A LESÕES ELEMENTARES LÍQUIDAS VESÍCULAS Elevações circunscritas da epiderme com conteúdo líquido e de até 0,5cm diâmetro Conteúdo pode ser claro (seroso), turvo ( purulento) ou hemorrágico BOLHAS Elevações circunscritas da pele com conteúdo líquido ( claro, turvo ou purulento ) maior do que 0,5cm diâmetro Quanto à origem podem ser epidérmicas, sub córneas, intraepidérmicas, supra basal, subepidérmicas ou acantolíticas BOLHA DE CONTEÚDO SEROSO PÚSTULAS • Elevações circunscritas da epiderme com conteúdo primitivamente purulento • Tamanho variado (puntiforme até 1,0cm) • Geralmente localização folicular e com eritema periférico • Ao romper formam crostas melicéricas (cor de mel—INFECÇÃO SECUNDÁRIA) IMPETIGO CONTEÚDO AMARELO, SEROSO CONTEÚDO AMARELO, PURULENTO VESÍCULA HEMORRÁGICA HERPES VESÍCULA EPIDERMÓLISE BOLHOSA ACNE Geralmente folicular V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A LESÕES POR SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE Perda da integridade EROSÃO OU EXULCERAÇÃO Atinge somente a epiderme ULCERAÇÃO Atinge até a derme Evolução aguda ÚLCERA Atinge derme e/ou hipoderme, podendo atingir planos musculares e ossos Evolução ‘’crônica’’ FISSURAS OU RÁGADES Lesões lineares epiderme ou derme em áreas de pregas, dobras ou orifícios naturais CERATOSE Aumento da espessura da pele (maior número estratos camada da epiderme) pele fica mais grossa * EROSÃO/ EXULCERAÇÃO ÚLCERA ULCERAÇÃO NÓ PERFURANTE PLANTAR FISSURA NA COMISSURA LABIAL FISSURA ENTRE OS DEDOS V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O LO G I A LIQUENIFICAÇÃO Espessamento da pele com exagero do quadriculado normal, geralmente por trauma continuado, como coçadura. Paciente tem prurido ou está traumatizando a lesão (coçando) Descamassão, microcrostras EQUISEMA DERMATITE ATÓPICA ESCLEROSE Pele de consistência mais firme, menos depressível, difícil pregueamento Pele mais endurecida LESÃO ESCLERÓTICA Se no exame físico, lesão dura: PLACA PLACA ESCLERÓTICA ATROFIA Diminui a espessura da pele *atrofia da pele induzida pela corticoterapia -> quando prolongada. PLACA PLACA MÁCULA ESTRIAS V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A QUANTO A FORMA DAS LESÕES QUANTO A DISPOSIÇÃO DAS LESÕES CIRCINADO OU ANULAR NUMULAR OU DISCOIDE PLACA ERITEMATOSA CIRCINADA PLACA EQUISEMA MODULAR POLICÍCLICAS SERPIGINOSAS Larva migrans SERPIGINOSAS ISOLADAS AGRUPADAS NÓDULO ERITEMATOSO VESÍCULAS AGRUPADAS SEROSAS ERITEMATOSAS GENERALIZADAS RADICULAR OU ZOSTERUFORME ERITRODERMIA VESÍCULAS AGRUPADAS (hemorrágica) *cobreiro GRANULOMA GRALUNAR CARCINOMA BASOCELULAR HERPES V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A CABELOS E PELOS DISTRIBUIÇÃO Normal, diminuída (hipotricose *POUCO PELO*), ausente (alopecia *SEM PELO*) e aumen- tada (Hipertricose *MUITO PELO*) ALTERAÇÃO DE COR ADERÊNCIA Normal ou retirados facilmente com pequenas trações , como por exemplo na T capitis ou na Alopecia Areata) ESPESSURA UNHAS QUANTIDADE CONSISTÊNCIA ADERÊNCIA Aderidas ao leito Descoladas ALTERAÇÃO DE COR HIPOTRICOSE HIPERTRICOSE ALOPÉCIA Únicas Múltiplas (poliunguia) Ausentes (anoníquia) Normal Amolecidas (apaloníquia) Endurecidas (paquioníquia) Distal (onicólise) Proximal (onicomadese) Branca (leuconiquia) Escurecida (melanoníquia) V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A ALTERAÇÃO DE SUPERFÍCIE EXAMES ESPECIAIS E PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS LENTES DE AUMENTO ( lupas ) Permitem analisar a morfologia da lesão com maiores detalhes DERMATOSCOPIA Exame através de lente com iluminação própria e aumento de 10 a 30x. Útil para distinção de padrões crescimentos benignos e malignos em lesões pigmentadas BIÓPSIA DE PELE Pode ser realizada com lâmina de bisturi ou com punch As biópsias podem ser incisionais( remoção parcial da lesão) ou excisionais ( remoção total da lesão). Pode ser obtidos fragmentos de curetagem ( lesões ceratóticas) Local da biópsia deve ser escolhido atentamente, não fazer superficial Nevo suspeito: biópsia excisional (toda lesão) SULCO LONGITUDINAIS LINHA LONGITUDINAL DEPRESSÃO NEVO BENIGNO / MELANOMA CARCINOMA VASOCELULAR PIGMENTADO V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A EXAME MICOLÓGICO DIRETO Realizado na suspeita de micoses, colhe-se o material por raspagem e colocado em uma lâmina . Pingam-se duas gotas de KOH 10% ou 20% para dissolver a queratina. EXAME DE CULTURA PARA FUNGOS Consiste na semeadura do material colhido da lesão em meios de cultura apropriados ( ágar Sabouraud ou Mycosel) TESTES DE CONTATO ( PATCH TESTES) Usados para diagnóstico de dermatite de contato alérgica REAÇÕES INTRADÉRMICAS Mitsuda –MH Montenegro—Leish Esporotriquina—Esporo PPD—TB CITOFIAGNOSE DE TZANK Colhe-se líquido de vesículas ou bolhas por punção, faz-se esfregaço em lâmina, cora . Utili- zado para HSV, VZV , erupção variceliforme de Kaposi VITROPRESSÃO OU DIGITOPRESSÃO Realiza-se a compressão da mancha: Hiperêmicas --- mancha desparece Purpúricas --- mancha não desaparece (há extravazamento de sangue) Pigmentares --- não há modificação, pois não decorrem de fenô- menos circulatórios V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A CASOS DISCUTIDOS EM SALA V A N E S S A L U D W I G NÓDULO ERITEMATOSO ISOLADO centro crostoso/ descamativo Exame: biópsia incisional NÓDULO VIOLÁCEO PEDUNCULADO VESÍCULAS HEMORRÁGICAS Crosta sem cor de mel MÁCULA HIPERCRÔMICA (Ceratose) HIPOTRICOSE (era uma placa alopecia) *micose do couro cabeludo LIQUENIFICAÇÃO Quadriculado aumentado da pele MÁCULAS HIPERPIGMENTADAS (nevos) *CVC Biópsia excisional ÚLCERA Exame: Doppler Tratamento: cirurgia PÁPULA Biópsia excisional Lesão negra: necrose ou alta concentração de pigmento P R 1 D E R M A T O L O G I A CASOS DISCUTIDOS EM SALA V A N E S S A L U D W I G MÁCULA HIPERCRÔMICA *micose / Tinea migrans VESÍCULAS AGLOMERADAS *herpes NÓDULO VEGETATIVO *crosta necrótica PLACA ERITEMATO DESCAMATIVA Tratar: pomada/ biópsia in- cisional VESÍCULAS *fotodermatite MÁCULA HIPOCRÔMICA *micose / Zylire PÁPULA HIPERCRÕMICA *mastocitose P R 1 D E R M A T O L O G I A MÁCULA Mancha Alteração: COR MELANINA (Pigmentos melânicos) VASOS SANGUÍNEOS Alteração: RELEVO PÁPULA Até 1cm de diâmetro PLACA Mais que 1cm de diâmetro URTICA Edema da derme NÓDULOS 1 a 3cm de diâmetro / > 3cm: nodosidade/goma (liquefação) VERRUCOSIDADE Alteração: LÍQUIDO VESÍCULAS Até 0,5cm de diâmetro * Líquido claro (seroso), turvo (purulento), hemorrágico BOLHA Maior que 0,5cm de diâmetro PÚSTULA Ate 1cm de diâmetro * crostas melicéricas / folicular (acne, foliculite) V A N E S S A L U D W I G MELANINA VASOS SANGÍNEOS Hiperpigmentares/Hipercrômicas Hipopigmentares /Hipocrômicas Acrômicas • Neoformação de vasos (eritema) • Aplasia vascular (hipocromia) • Modificações circulatórias Isquêmica - fenômeno de Raynaud Hiperêmicas - eritema -> eritrodermia ou exantemas— púrpura / cianose. LESÕES ELEMENTARES PRIMÁRIAS P R 1 D E R M A T O L O G I A Por SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE EROSÃO/EXULCERAÇÃO Atinge a epiderme ULCERAÇÃO Atinge a derme * agudo ULCERA Atinge derme/hipoderme, planos musculares e ossos * crônico (plantar) FISSURA Lesões lineares Áreas de pregas (lábios, entre dedos) CERATOSE Aumenta a espessura da pele * pé LIQUENIFICAÇÃO Placa quadriculada ESCLEROSE Pele mais endurecida Lesão esclerótica ATROFIA Diminui a espessura da pele * estrias V A N E S S A L U D W I G LESÕES ELEMENTARES SECUNDÁRIAS P R 1 D E R M A T O L O G I A INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA Xerose/Pele seca (redução do tamanho das glândulas sudoríparas e diminuição da ativi- dade das glândulas sebáceas Pálida (anemia) Amarelada Prurido (devido aos níveis elevados de fosfato e desenvolvimento de cristais de fosfato no hiperparatireoidismo) * prurido devido a xerose cutânea tto: hidratação V A N E S S A L U D W I G UNHAS (MEIO-A-MEIO) PÚRPURA POR AFINAMENTO DA PELE XEROSE HIPERPIGMENTAÇÃO ÁREAS FOTOEXPOSTAS CALCINOSE CUTÂNEA Por elevação dos níveis de cálcio ou fosfato Calcificação das paredes dos vasos sanguí- neos cutâneos DERMATOSES PERFURANTES 5 a 10% dos pacientes com IRC Pode ocorrer no DM também Pápulas hiperceratóticas com tampão cen- tral de queratina (eritemato violáceas) P R 1 D E R M A T O L O G I A DIABETES MELLITUS Causam infecções na pele Intertrigo = causada por Cândida em áreas de ‘’dobras’’ que suam mais. *Lesões satélites (satelitoses)/ *imunossupressão DM.Cândida / Intertrigo TTO: anti-fúngico + métodos não farmacológicos Máculas acastanhadas que na maioria encontram-se na axila Eritrasma (causado pela bactéria Corynebacterium minutissimum) TTO: antibiótico tópico Máculas assintomáticas, atróficas, marrom, pré tibiais. Histologicamente microangiopatia. Podem ocorrer em associação com bolhas – bullosis dia- beticorum) Dermatopatia diabética Infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profun- dos associados a anormalidades neurológicas e vários graus de doença arterial periférica nos mmii * por pressão / trauma / cuidado com Tinea interdigital -> causa fissura -> entrada de miroorganismos * tto: proteger de trauma, manter hidratação Pé diabético Pode ocorrer no DM em associação à resistência insulíni- ca e obesidade Sd HAIR- AN (hiperandrogenismo, resistência insulina e acantose nigricante/ Hipertricose Mais raramente associada a CA (adenocarcinomas gástrico –maioria ou linfomas) Máculas hierceratóticas, hiperpigmentadas, aspecto aveludado e verrucoso , assintomáti- cas Acantose nigricante TTO: ácido retinoide, controle da diabete, controle osmótico. V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A Placas amareladas, bem definidas, consistência cerosa e telangiec- tasia superficial, acomete MMII, causa desconhecida, provavelmen- te por microangiopatia diabética NECROBIOSE LIPOÍDICA Placas circinadas com borda elevada Conduta expectante ou corticóide tópico ou intra-usual Doença inflamatória não descamatiba GRANULOMA ANULAR DISFUNÇÃO DA TIREÓIDE Fáscies mixedematosa: pele pálida e amarelada, ausência geral de ex- pressão facial, rosto arredondado, edema palpebral e periorbitário, nariz e lábios grossos, pele seca e fria, espessada, cabelos secos. Queda cabelo, madarose (queda do super cílio) Unhas fracas, quebradiças Prurido HIPOTIREOIDISMO Pele quente, úmida, eritema palmar, rubor facial Unhas frágeis Prurido Cabelos finos, perda de cabelo HIPERTIREOIDISMO Exclusivo da DG, acomete cerca de 5 a 10% das pacientes Espessamento da pele por acúmulo de glicosaminoglicanos MIXEDEMA PRÉ-TIBIAL DO HIPERTIREOIDISMO V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A SÍNDROME DE CUSHING Redistribuição gordura cutânea (‘’giba’’, pernas finas, acúmulo de gor- dura na cintura pélvica) Cara de lua cheia, pletórica Acne (glicocorticóides -> ativam glândulas sebáceas na face), Hipertri- cose Atrofia cutânea: estrias, equimoses, dificuldade de cicatrização HIPERCORTISOLISMO DEFICIÊNCIA DE ZINCO TRÍADE: Dermatite orificial e acral (pontas dos dedos), alopecia e diarréia em associação com deficiência de zinco ACRODERMATITE ENTEROPÁTICA V A N E S S A L U D W I G EFEITO COLATERAL DE CORTICOTERAPIA 1°: ACNE A LONGO PRAZO: ATROFIA CUTÂNEA Diagnóstico diferencial: dermatite por fralda Crostas melicéricas = infecção secundária P R 1 D E R M A T O L O G I A DERMATITE HERPERTIFORME Condição pruriginosa com vesículas agrupadas em certas áreas do corpo. Está associada à enteropatia sensível ao glúten e depósitos de IgA na pele. Na grande maioria ocorre nos joelhos e cotovelos. Vesículas rotas, crostículas, com prurido HIPERLIPIDEMIA (XANTOMATOSE) Deposição de lipídios na pele e em outros locais Lesões amareladas NEUROFIBROMATOSE Variedade de síndrome neurocutânea associada a máculos café-com-leite (seis ou mais), sardas axilares e perineais, nódulos de Lisch, neurofibromas, entre outras anormalidades. Diagnóstico: 6 ou mais manchas café com leite + sardas axilares e perineais V A N E S S A L U D W I G XANTELASMA TTO: cirúrgico (melhor escolha) ou através de XANTELASMA (tendão) XANTOMAS ERUPTIVOS NEUROFIBROMAS Evolução da neurofibromatose Efélides axilar (sarda axilar) P R 1 D E R M A T O L O G I A DERMATOSES PARANEOPLÁSICAS Marcador de tumor V A N E S S A L U D W I G PRURIDO GENERALIZADO (especialmente no linfoma de Hodgkin) ICTIOSE ADQUIRIDA (especialmente linfoma) TROMBOFLEBITE SUPERFICIAL MIGRATÓRIA (especialmente tumor de pâncreas) ERITRODERMIA (dermatite esfoliativa) ERITEMA MULTIFORME ERITEMA NODOSO (especialmente linfoma) PIODERMA GANGRENOSO SINAL DE LESER-TRÉLAT (aumento da queratose seborréica) P R 1 D E R M A T O L O G I A Doença de Paget na mama (CA de mama) (Placa de equisema na aoréola e mamilo) Carcinoma intra ductal V A N E S S A L U D W I G ACANTOSE NIGRICANTE MALIGNA SÍNDROME DE BAZEX EPIDERMÓLISE BOLHOSA ADQUIRIDA PENFIGOIDE BOLHOSO ERITEMA ANULAR CENTRÍFUGO ERYTEMA GYRATUM REPENS ERITEMA MIGRATÓRIO NECROLÍTICO PÚRPURA P R 1 D E R M A T O L O G I A É um quadro particular das reações adversas às drogas (RAD) e pode ser entendida como qualquer efeito indesejável na estrutura ou função da pele, anexos cutâneos ou mucosas. É a forma mais comum de RAD *SÃO consideradas por serem grandes IMITADORES DE DOENÇAS, portanto se houver história positivo de uso de medicamentos, sempre pensar como hipótese diagnóstica* Podem determinar diferentes padrões clínicos: V A N E S S A L U D W I G FARMACODERMIA PSORÍASE ERITRODÉRMICA EQUISANTEMA VIRAL FARMACODERMIA P R 1 D E R M A T O L O G I A Mais comuns: • Exantema (morbiliforme ou maculopapular) 90% dos casos • Erupção liquenoide • Eritrodermia (mais do que 90% sub corpórea) • Urticaria/angioedema • Anafilaxia • Vasculite cutânea de pequenos vasos Menos comuns: • Sd Stevens-Johnson (SSJ) • Necrólise epidérmica tóxica (NET) • Sd hipersensibilidade (DRESS- reação a droga com eosinofilia e sintomas sistêmicos) • Pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) • Erupção fixa a droga • Eritema multiforme • Reações de fotossensibilidade • Erupções bolhosas • Lupus induzido O ALÉRGICO segue a classificação de Gell-Coombs, é INDEPENDENTE DA DOSE e aco- mete apenas os indivíduos SUSCEPTÍVEIS. O NÃO ALÉRGICO é o mais comum, é DOSE DEPENDENTE e pode afetar QUALQUER PESSOA. Fatores associados: Super dosagem Teratogênese Fatores individuais (por exemplo: alterações da função hepática e renal alteram a meta- bolização e excreção dos medicamentos Efeitos colaterais já conhecidos do medicamento V A N E S S A L U D W I G TIPO I—IMEDIATA (anafilática) TIPO II– CITOTÓXICA Degranulação de mastócitos por IgE circu- lante -> histamina Urticária, angioedema, anafilaxia Exemplo clássico: Penicilina Anticorpos citotóxicos -> lesão direta celular Exemplos: Penfigoide bolhoso fármaco induzi- do e plaquetopenia por drogas TIPO III– IMUNOCOMPLEXOS TIPO IV—HIPERSENSIBILIDADE TARDIA Formação de complexo Ag-Ac Exemplos: Doenças auto-imunes, vasculi- tes fármacas induzidas e doença do soro Mediada por imunidade celular -> Linfócitos T Exemplos: Síndrome Steven Jhonsons, Necrólise epidérmica tóxica (NET) P R 1 D E R M A T O L O G I A BIÓPSIA DE PELE ANAMENSE Fundamental na farmacodermia, pois não há um modo facilmente disponível de testar possíveis reações a medicamentos O teste definitivo seria dar ao paciente novamente a droga para observar se o efeito cola- teral foi reproduzível, mas isso é perigoso, pois pode resultar em anafilaxia ou eritroder- mia incontrolável. *NUNCA se faz isso. *testar a medicação* Diagnóstico se faz por exclusão e pela história do paciente. EXANTEMAS Eritema tóxico é o quadro mais comum Erupção generalizada, eritematosa, maculosa (sem relevo) ou maculopapulosa (quanto tem ’’relevo)(morbiliforme) Pode surgir após 1 a 2 semanas após a interrupção da droga (há pelo menos 1 mês) Praticamente qualquer droga pode deflagar Nem sempre reaparece com a reexposição ao remédio, mas se houver, pode levar a quadros mais graves Causas mais comuns são: Antibióticos (derivados da penicilina—amoxacilina e ampicilina e sulfonamidas) Barbitúricos (fenobarbital) AINE Amitriptilina Pode haver: Prurido, Febre, Linfadenopatia transitória Diagnóstico diferencial: Exantemas viral HSPT de grande valia na diferenciação: Drogas = Dermatite interface vascular, linfócitos junção dermoepid, inflamação linfocitária perivascular e eosinofilia tecidual Viral = Pequenos focos de hemorragia e ausência de eosinofilia Importante excluir pela história e dados clínicos exantemas infecciosos como sarampo e rubéola Conduta e tratamento: ) Suspender a droga ) Tranquilizar o paciente ) Sintomáticos (loções calmantes para a pele, anti-histamínicos, corticóide (CE) se ne- cessário) ) Orientar o paciente a andar com ‘’alerta médico’’ V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A URTICÁRIA Erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticas, que são pápulas edematosas, de duração efêmera e extremamente pruriginosas. A urtica é produzida por liberação de histamina de mastócitos, localizados em torno de va- sos da derme. 80% medicamento 20% outras causas: alimentos, causas sistêmicas, distúrbios emocionais Crônica: mais que 6 semanas de história Aguda: menos que 6 semanas (maioria por droga -> mecanismos imunes, geralmente através de reações dos tipos I e III, quer por atuação direta no mastócito.) As drogas mais comuns causadoras são AINE, as penicilinas, sulfas, cefalosporinas, amo- xacilina , analgésicos, contraste Existem drogas que liberam histamina diretamente dos mastócitos, dentre elas a principal é a aspirina, capaz de exacerbar 20 a 40% das urticárias crônicas As lesões podem ocorrer em qualquer local do corpo As lesões individuais de urticária persistem somente por algumas horas, surgindo , em outras áreas, novos elementos (caráter fugaz) O quadro pode ter caráter agudo, desaparecendo após alguns dias, ou tornar-se crônico. Quando ultrapassar 6 sem é considerada crônica V A N E S S A L U D W I G EXANTEMA VIRAL FARMACODERMIA FARMACODERMIA P R 1 D E R M A T O L O G I A GRAVIDADE: Há uma forma especial, denominada EDEMA ANGIONEURÓTICO ou ANGIOEDEMA, no qual os fenômenos histopatológicos ocorrem na derme profunda e subcutâneo. Resul- ta edema agudo, intenso e localizado, que atinge extremidades, pálpebras, lábios, língua e laringe, dificultando a respiração e constituindo risco de vida pela asfixia por obstru- ção mecânica (CHOQUE ANAFILÁTICO) Conduta e tratamento: 1. Descoberta e afastamento do agente causal 2. Anti-histamínicos e corticóide sistêmico 3. Evitar aspirina e AINE, tranquilizantes, laxativos e alguns alimentos (frutos do mar, to- mate, chocolate, morango) maioria = carne de porco e tomate—libera histamina 4. Evitar exercícios físicos, banhos quentes e tensões emocionais (vasodilatação – aumenta coceira—tensão emocional) 5. Nos casos com risco de vida (edema de laringe e glote, broncoespasmo é indicada e pinefrina (ADRENALINA) TTO: entra com corticóide V A N E S S A L U D W I G EDEMA DE PARTES MOLES (OLHO E BOCA) DERMOGRAFISMO UTICÁRIA POR PRESSÃO URTICA URTICA P R 1 D E R M A T O L O G I A ERITEMA POLIMORFO • 10 a 20% por drogas, maioria dos casos é HERPES VÍRUS • Polimorfismo de lesão (máculas, pápulas, vesículas, bolhas) • Lesão em alvo • Retirar droga, anti histamínicos, corticóide Lesões em alvo (na região palmar) *Farmacodermia *Lesão de herpes *Sífilis ERITEMA PIGMENTAR FIXO É a ocorrência de um edema eritemato-amarronzado que reaparece sempre no mesmo local cada vez que uma droga em particular é ingerida A lesão é redonda ou oval, com limites nítidos. O eritema esmaece gradualmente, surgin- do cor acastanhada por pigmentação melânica Mias raramente pode haver lesões bolhosas Locais mais comuns: Palmas das mãos, planta dos pés e mucosas As drogas mais comuns são: Analgésicos, tetraciclinas, ACO, barbitúricos, sulfas e fenolf- taleína (laxantes) Não há necessidade de tratamento, somente orientação ao paciente. Mácula acastanhada V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A FOTODERMATOSES POR DROGAS (tiazídicos e peroxican) Diagnóstico diferencial: Dermatite de contato em região foto- exposta / Erupção polimorfa a luz * lesões cobertas por roupa ou não ERITRODERMIAS Disseminação de quadro maculopapular AAS, sulfassalazina, tetra, gentamicina, cetoprofeno, sulfas, captropil, anticonvulsivante, alopurinol, entre outras 1 a 4 semanas após suspensão de droga -> prurido e eritema difuso maior que 90% da superfície corporal e linfadenopatia -> descamação Diagnóstico diferencial: Psoríase, linfomas, dermatite seborreica Síndrome do homem vermelho -> vancomicina Eritema Descamação Conduta e tratamento: ) Suspender a droga ) Tranquilizar o paciente ) Sintomáticos (loções calmantes para a pele, anti-histamínicos, corticóide (CE) se ne- cessário) ) Orientar o paciente a andar com ‘’alerta médico’’ SÍNDROME DE STEVEN-JOHNSON É uma forma grave e eventualmente fatal de reação induzida por medicamentos e resul- ta em uma erupção bolhosa, flácida e grave da pele e membranas mucosas, levando a um processo tóxico agudo, acompanhado de hipersensibilidade cutânea, resultando em descolamento da pele V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A As drogas mais relacionadas ao quadro são: sulfas, anticonvulsivantes (difenil- hidantoí- na, carbamazepina, barbitúricos), AINE e eventualmente os antibióticos Intervalo de 4 a 28 dias início droga e surgimento sintomas Infecções virais e bacterianas são de menor possibilidade de desencadearem o quadro Histologicamente as alterações são epidérmicas (necrose dos queratinócitos, degene- ração hidrópica da camada basal e clivagem sub ou intraepidérmica) A síndrome é sempre precedida por febre, dor de garganta, cefaléia, mialgia, artralgia, tosse, queimação nos olhos que podem durar até 2 semanas. Os olhos, nariz e genitália podem ser envolvidos antes da pele A área mais acometida é a boca, com lesões nos lábios, língua e mucosa oral Na pele máculas eritematosas mal definidas que evoluem para bolhas flácidas que des- camam a pele, deixando superfície eritematosa, exsudativa, erosada, muito semelhan- te a uma queimadura A condição é um distúrbio multissistêmico que pode envolver articulações, traqueia, brônquios, TGI, rins O envolvimento ocular pode levar a escaras da córnea e cegueira Tratamento: 1. Internar sempre 2. O tratamento é o de um paciente queimado grave 3. Manutenção equlíbrio hidro-eletrolítico 4. Não administrar medicamentos previamente usados pelo enfermo 5. Restringir uso medicamentos 6. Equipe multidisciplinar 7. CE somente nas primeiras 48h do início do quadro, após esse período não há benefí- cio 8. Suspender qualquer droga não essencial à vida Lesões nos lábios, Máculas eritematosas mal definidas, Acometimento de mucosas V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA (NET) Considerado espectro mais grave da Síndrome Stevens-Johnson Alguns autores consideram que a Sd Stevens-Johnson tem até 10% e a NET mais do que 30% de descolamento da pele Quadro mais toxêmico, mortalidade mais alta, geralmente por septicemia ou CIVD (coagulação intravascular disseminada) Uso da imunoglobulina EV e CE não se mostraram benefício sobre a mortalidade quandocamparadas com as medidas de suporte Causa mais comum: óbito por sepse e falência de múltiplos órgãos V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A DRESS Forma completa: Exantema grave Febre Linfadenopatia Envolvimento de outros órgãos Hepatite Alterações hematológicas (eosinofilia e linfocitose atípica) Mortalidade 10 a 20% Agentes antiepilépticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital), sulfas, halopurinol 2 a 6 semanas após início droga Eo 30% e quando acentuada maior envolvimento órgãos internos (pulmão, coração, rins...) Mais comum: acometimento hepático (hepatoespleno, hepatite, insuficiência hepática) Tratamento: Suspensão das drogas Corticóide sistêmico (1-2mg/kg/dia) V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A PEGA Início fase ou áreas intertriginosas Ampi, amoxaciclina, quinolonas, hidroxicloroquina, sulfa, terbinafina 1 a 3 semanas após o início da droga Prurido—eritema—pústulas Edema de face, púrpura MMII Febre, leucocitose, 1/3 eo Resolve com suspensão da droga e com descamação puntiforme Diferencial: Psoríase pustulosa e DRESS V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A Doença inflamatória, crônica e recorrente da pele, articulações e unhas, de natureza multifatorial, imunologicamente mediada. Em geral caracteriza-se por placas eritematosas (eritemo descamativas), bem definidas, simétricas e com escamas espessas prateadas, embora existam muitas variantes morfoló- gicas. Descrita originalmente por Hipócrates com os termos PSORA (coçar) e lepra. Em 1816 mostrar ser uma única doença que foi chamada de PSORÍASE Epidemiologia: • Atinge ambos os sexos, picos na infância e terça/quarta década de vida • Ocorrência universal, no brasil incidência de 1% • Causa desconhecida • Predisposição geneticamente determinada • 30% história familiar de psoríase • Concordância em gêmeos monozigóticos 65-70% -> fatores ambientais contribuem na etiologia Associação com HLA classe I (B13,B17,B37 e Cw6) e classe II (DR7) O principal gene associado se encontra no cromossomo 6p21 (PSOTS I) HLA B27 -> Psoríase artropática do tipo espondilite anquilosante ou sacro-ileíte A psoríase é condição mediada por células T de memória ativadas Aumento de expressão de IL2 e ITFgama (padrão Th1) e TNFalfa Classicamente as doenças relacionadas com psoríase são: • Artrite psoriática • Doença de Chron • Uveíte • Distúrbios psiquiátricos e psicossociais Atualmente a Sd Metabólica, como um todo, e seus componentes isolados tem sido asso- ciada à psoríase ** Sd Metabólica: obesidade, dislipidemia, HAS, resistência à insulina Em 2007 Gelfand et al foram os primeiros estudiosos a considerar a psoríase como fator independente a agravamento de risco cardiovascular Portanto o tratamento adequado da psoríase pode reduzir o risco de incidência dessas co- morbidades V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A • Pacientes com psoríase têm maior chance de mortalidade cardiovascular • A ligação entre psoríase e suas comorbidades é o estado de inflamação crônica co- mum a estas patologias FATORES DESENCADEANTES OU EXACERBANTES TRAUMA CUTÂNEO Físicos, químicos, elétricos, cirúrgicos, inflamações **Fenômeno de Koebner (ou isomorfismo) -> o trauma reproduz a doença em área não comprometida INFECÇÕES A infecção estreptocócica desencadeia o padrão de psoríase gutata HIV aumenta a chance 3x mais de ter psoríase (e mais grave e de difícil tratamento) MEDICAMENTOS E DROGAS Álcool, tabagismo, lítio (sempre), beta bloqueadores (alguns), anti-maláricos (eventualmente), AINE **CE sistêmico -> introdução e interrupção abrupta, pode desencadear Psoríase Pustu- losa Generalizada. (NÃO DAR CORTICÓIDE SISTÊMICO A PACIENTES COM PSORÍASE -> EFEITO REBOTE GRAVE) HIPOCALCEMIA ESTRESSE EMOCIONAL VARIAÇÃO CLIMÁTICA (inverno piora, verão melhora) PSORÍASE VULGAR (EM PLACAS) Forma mais comum (até 90% dos pacientes) Placas eritemato-escamosas (escamas secas, brancas ou prateadas, aderentes e estratifi- cadas), bem delimitadas, tamanhos variados, afetando geralmente de forma simétrica a face de extensão membros, couro cabeludo e região sacra Com menor frequência pode atingir as dobras flexurais -> psoríase invertida, quando a descamação se torna menos evidente pelo suor e maceração local. Diagnóstico difícil Frequentemente acomete as unhas. Eventualmente atinge semimucosas genitais e lábios. Evolução crônica períodos de exacerbação e acalmia V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A PSORÍASE EM GOTAS (GUTATA) Mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens Aparecimento súbito Pápulas eritemato-descamativas de poucos milímetros de diâmetro, geralmente no tronco e raiz dos membros 56 a 86% é precedida por infecção estreptocócica das vias aéreas superiores Costuma resolver espontaneamente em 2 a 3 meses, ocasionalmente pode evoluir para psoríase em placas V A N E S S A L U D W I G Lesão elementar: Placa eritemato descamativa. Diagnóstico diferencial: dermatite seborreica (limitada) / couro cabeludo Lesão elementar: Placa eritematosa Diagnóstico diferencial: intertrigo/ Exame: biópsia P R 1 D E R M A T O L O G I A PSORÍASE ERITRODÉRMICA Eritema intenso, universal, descamação discreta Por evolução natural da doença, por tratamentos intempestivos (administração de CE sis- têmico) ou por AIDS Vasodilatação generalizada -> perda de calor -> hipovolemia Função barreira alterada -> bacteremia, septicemia (susceptível a infecções) Grande perda de água transepidérmica -> diminuição débito cardíaco e choque hipovolê- mico • Internar sempre (vasodilatação importante -> hipovolemia / choque hipovolêmico / suscetibilidade a infecções) PSORÍASE PUSTULOSA Forma generalizada (Von Zumbusch) • Lesões eritemato-escamosas e pustulosas generalizadas. As pústulas se confluem for- mando "lagos de pus" • As causas são: interrupção de CE sistêmico em paciente com psoríase vulgar, hipocal- cemia, infecções ou irritantes locais • Há comprometimento do EG com febre e leucocitose • O quadro dura poucas semanas, retornando ao quadro anterior ou se tornando eritro- dérmica Forma localizada • Psoríase pustular em placas ou anular • Acrodermatite contínua de Hallopeau (pústulas nos quirodáctilos) V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A • Pustulose palmo-plantar (pústulas etéreis + eritema + descamação bilaterais e simé- tricas palmo-plantares) + comum PSORÍASE PALMO PLANTAR Placas com nítida delimitação e simetria com intensa hiperqueratose com ou sem fissuras, poupando o cavo plantar Diagnóstico: comprometimento ungueal, lesões em outras regiões, biópsia. PSORÍASE UNGUEAL 50-80% dos casos Pode preceder por anos as lesões cutâneas Depressões cupuliformes (unha em dedal) é a grande característica; estrias transversais hiperqueratose subungueal, manchas salmão (óleo) Diagnóstico diferencial: onicomicose (muitas vezes podem coexistir). Exame: Micológico direto. Histopatológico de unha. V A N E S S A L U D W I G Diagnóstico diferencial: Dermatite de contato * borda definida = eritema importante + hiperceratose PÚSTULAS COM BASE ERITEMATOSA COM CERTO GRAU DE DESCAMASSÃO, QUE SE UNEM E FORMAM ‘’LAGO DE PUS’’ PUSTULOSE PALMO-PLANTAR * pústulas são estéreis. Poupa o cavo plantar P R 1 D E R M A T O L O G I A Estrias longitudinais e transversais (sulco longitudinal (fisiológico) sulco transversal (patológico) PSORÍASE NA CRIANÇA Antecedente familiar frequente Pode apresentarcaracterísticas atípicas Placas eritematosas, ligeiramente descamativas, localizadas somente em uma área, como periorbitária ou genital Seboríase couro cabeludo Acometimento folicular Diagnóstico diferencial: dermatite de contato Diagnóstico: Eminentemente clínico **Curetagem metódica de Brocq: Sinal da vela: estratificação das escamas Sinal de Auspitz ‘’orvalho sangrante’’: após retirada das escamas V A N E S S A L U D W I G DEPRESSÃO CUPULIFORME MANCHA SALMÃO + ONICÓLISE P R 1 D E R M A T O L O G I A Halo ou anel de Wotonoff Halo hipocrômico que circula a área de psoríase (placa) Histopatológico Microabscesso de Munro Pústula espongiforme de Kogoj (psoríase pustulosa) V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A TRATAMENTO Depende da forma clínica, gravidade, extensão, condições clínicas e socioeconômicas do paciente. Levar em conta o que a psoríase representa no comprometimento da qualidade de vida do doente. Alguns estudos apresentam maior risco de suicídio, depressão e consumo de álcool nos pacientes psoriáticos do que na população geral. *** impacto muito significativo nas relações sociais, autoimagem e autoestima. * * Taquifilaxia – perda da eficácia com o uso contínuo da medicação, precisando de preparados cada vez mais potentes para controle do quadro * * Estimular tomar sol. Sol (11 às 14 horas) * maior raios UV. * Sempre incluir hidratantes com ação queratolítica (ureia, ác salicílico) * ajudam na descamação. - turn over (diferenciação rápida não se sustenta -> descamação) TRATAMENTO TÓPICO Corticóides tópicos: • Ação anti-inflamatória, antiproliferativa, imunossupressora, vasoconstritora e antipruriginosa. • Casos leves, usar como monoterapia • Atenção aos EC do uso a longo prazo (atrofia) Coaltar 2-5% Pouco cosmético, odor desagradável, mancha roupa Método de Goerckeman Coaltar + UVB Antralina Calcipotriol Análago da Vitamina D3, bom para rodiziar com CE tópico para diminuir EC Pode causar irritação e fotossensibilidade Imunomodulador tópico Usado em áreas de maior risco de atrofia FOTOTERAPIA Esquemas semanais Sem resposta após 20 sessões ou intolerância ou CI -> Metrotrexato ou Acitretina -> Sem resposta ou intolerância ou CI -> Imunobiológicos ou Ciclosporina V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A TRATAMENTO SISTÊMICO Fototerapia UVB -> ação antiproliferativa, anti-inflamatória, imunossupressora, CI-fotossensibilidade ou doenças agravadas pela UVB PUVA-8-MOP + UVA -> droga fotoativa, EC imediato (náusea e queimadura), a longo pra- zo fotoenvelhecimento, CA pele, Catarata. Metotrexato Inibe enzima dihidrofolato redutase e antagonista do ácido fólico **Altamente eficaz na artrite psoriática Dose semanal (VO ou SC ou IM) Contra-indicação -> gestação, cirrose, infecção ativa, hepatite ativa, insuficiência hepática Risco de leucopenia Antídoto à superdosagem é o ácido folínico Ácido fólico diário diminui efeitos adversos (hematológicos, hepáticos e gastrointestinais) Pode levar a pneumonite aguda, fibrose pulmonar, altera espermatogênese, reativação de TB, abortivo, teratogênico. Acitretina Derivado da Vitamina A (retinol), age sobre crescimento e diferenciação epidérmica Boa associação com fototerapia Contra-indicação -> gravidez (até 2 anos após termino), alterações hepáticas ou renais, dislipidemia. Ciclosporina Inibe linf CD4 ativados (impede liberação de IL2) Fazer cursos breves e intermitentes 3 a 4 minutos (não da efeito rebote) EC-> nefrotoxicidade, HAS, náuseas, maior risco de CAs, Hipertricose Monitorizar creatinina Imunobiológicos São moléculas de natureza proteica, semelhantes a proteínas animais ou humanas, susce- tíveis a digestão, por isso dadas por via parenteral. São proteínas recombinantes, criadas por engenharia genéticam que podem ser: anticor- pos monoclonais, proteínas de fusão ou citocinas humanas recombinantes. Eles atuam bloqueando ou estimulando uma ou mais vias da resposta imunológica. **Pode ocorrer reativação de infecções crônicas ou latentes (TB, hepatite), agravamento de infecções agudas. Não usar na gravidez ou lactação. Alguns aumentam a chance de neoplasias. V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A Eczema -> Ekzein -> Ebulição (ferve) São dermatites caracterizadas pela presença de: As lesões são acompanhadas de PRURIDO. Classificação: DERMATITE DE CONTATO (DC) Dermatose causada por substâncias do meio ambiente que entram em contato com a pele (origem exógena) Tipos: DC por irritante primário: mais comum; Depende da concentração e tempo de exposição; a substância irritante leva a um dano da barreira de proteção; não precisa de sensibilização prévia; Sabões, solventes, ácidos, plantar, limpadores industriais, pesticidas são os agentes mais comuns. DERMATITE DE CONTATO ALÉRGICA (DCA) Participação do sistema imune, Ag/Ac induzido pelas células T efetoras; Ocorre em duas etapas: Sensibilização prévia e indução do quadro por reexposição FOTOTOXICIDADE Não necessita de sensibilização prévia (ex: fitofotodermatite por limão) FOTOALERGIA Requer sensibilização prévia (ex: por AINE) V A N E S S A L U D W I G ERITEMA EDEMA INFILTRAÇÃO VESICULAÇÃO SECREÇÃO CROSTAS ESCAMAS LIQUENIFICAÇÃO AGUDO SUBAGUDO CRÔNICO Predomínio de eritema, edema, vesiculação e secreção Eritema e edema menores, secreção com formação de crostas (secam) Liquenificação P R 1 D E R M A T O L O G I A Diagnóstico: História clínica: ** Atentar atividade ocupacional, hobbies, outras atividades ocupacio- nais, contato com químicos. Quadro clínico: o local da lesão pode dar a dica dos agentes desencadeantes HSPT/Biópsia: Só confirma que é eczema (quadros são semelhantes em toda erupção eczematosa), espongiose. Só confirma a natureza da doença, não o causador. Patch test (teste de contato) só tem valor na DERMATITE DE CONTATO ALÉRGICA, pois precisa de sensibilização prévia. Tratamento: Descobrir o desencadeante e evitar o contato Sintomáticos: Corticóides tópicos ou sistêmicos Tacrolimus ou Pimecrolimus (evitar atrofia dos CE) Casos mais graves: fototerapia, metotrexato, ciclosporina. V A N E S S A L U D W I G Eritema/ Crostas/ Prurido/ Edema Eritema/ Crostas/ Prurido * hábitos... Liquenificação. Prurido *eczema crônico Relógio, pulseira, perfume, luva de borracha. Presença de vesículas * eczema agudo Eritema/ Crostas/ Prurido * níquel.. Eritema/ Crostas/ Prurido * eczema suba- gudo P R 1 D E R M A T O L O G I A ECZEMA ou DERMATITE NUMULAR Numular vem do latim nummus que significa moeda É um eczema de causa desconhecida, provavelmente multifatorial, onde há frequente- mente infecção bacteriana. Afeta mais jovens (espectro da dermatite atópica?) e nos mais velhos (xerose) Tende a piora no inverno com a pele seca. As lesões são bem definidas, redondas, superfície seca, áspera, eritematosa e com desca- mação fina. Se houver infecção secundária há secreção e formação de crostas melicéricas. Pessoas que expõe ao sol pode haver hipopigmentação temporária. Os locais mais acometidos são membros e dorso das mãos. Tratamento: Hidratantes, CE tópicos alta potência, Anti-histamínicos, se houver infecção ATB tópico ou sistêmico. V A N E S S A L U D W I G Liquenificação * maquiagem.. * colírios Fotodermatite Dermatite foto alérgica *eczema subagudo Dermatite no dorso da mão. Luva? P R 1 D E R M A T O L O G I A ECZEMA DISIDRÓTICO OU DISIDROSEQuadro de lesões vesiculosas em palmas e plantas, de caráter recidivante Antes atribuídos somente a retenção sudoral (pacientes com hiperhidrose são mais susce- tíveis , atualmente considerado como reação eczematosa peculiar aos seguintes fatores: Infecção fúngica e mícides Idesreações, em que há ausência de gundos, e que são devidas à absorção de Ags fúngi- cos. Reação à distância: fungos -> pés (unilateral) , disidrose -> mãos. (bilateral) Infecções bacterianas Endotantes Antibioticos, ingestão de níquel (batata, mandioca) em indivíduos sensibilizados Contatantes Por contato a substâncias (irritação primária ou sensibilização) Atopia Fatores emocionais (causa muito comum) Quadro clínico: Vesiculas de surgimento súbito, pruriginosas, palmas, plantas e face lateral dos dedos, simétricas, podem coalescer formando bolhas e por infecção secundária o conteúdo torna- se purulento. Tratamento: Tentar achar algum fator desencadeante, Tranquilizar paciente (explicar que o estresse é fator causal), Se não houver prurido: orientar, auto-limitada. V A N E S S A L U D W I G Eritema, edema, crosta, fis- sura, prurido. Regular. Eritema, descamação, prurido, forma de moeda. Pele xerótica, craquela- da.. Forma de moeda. Sintomáticos: CE tópico de alta potência ciclos curtos - orientar riscos do uso crônico, já que a doença é recorrente. Se necessário: CE sistêmico, Anti-histamínico, Antibióticos (infecção) ECZEMA OU DERMATITE DE ESTASE Causado pela estase venosa (varizes) nos membros inferiores Obesidade agrava Sinais prodrômicos são o edema e a dermatite ocre (por pigmentação hemossiderótica) Inicia-se no terço inferior da perna Quadro eczematoso, eritematoso e vésico-secretante na fase aguda e liquenificação crõnica Pode ter infecção bacteriana associada (celulite) que pode evoluir para erisipela Podem ocorrer ulcerações Pode ter associação com contatos (pomadas, antibióticos tópicos) Tratamento: Tratar estase (repouso, elevação das pernas, acompanhamento vascular) CE tópico ou sistêmico fase aguda Emolientes fase crônica, meias elásticas. VESÍCULAS Disidrose Dermatite de contato Tinea pedis Exame: micológico direto *Achar desencadeante. P R 1 D E R M A T O L O G I A V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A CE não pode ser usado dentro da ulcera -> impede cicatrização.. Deve-se ser feito ao redor da úlcera + tratamento. DERMATITE ATÓPICA Caracterizada pelo curso crônico, com períodos de crise e acalmia; os surtos do eczema manifestando-se isolada ou simultaneamente ou intercalando-se com as crises de asma ou rinite A presença de outras desordens atópicas associadas como asma ou rinite é vista em cer- ca de 80% dos casos. O atópico deve ser compreendido como um indivíduos cujo limiar de reatividade é anômalo, motivo pelo qual reage anormalmente a inúmeros estímulos contatantes, ingestantes, inalantes ou injetantes. Etiologia não complemente conhecida. Fatores que participam na patogênese da derma- tite atópica são: FATOR GENÉTICO Quando ambos os pais são atópicos, 79% dos filhos desenvolvem atopia; quando apenas um dos pais é atópico, cai para 58% Modo de herança permanece obscuro. ALTERAÇÕES METABÓLICAS FENÔMENOS PSICOFISIOLÓGICOS Papel dos neurotransmissores, neurohormônios, V A N E S S A L U D W I G Eczema unilateral, com prurido.. Repouso, pernas elevadas, CE tópico, orientações.. Dermatite ocre Celulite? Antibiótico*** profilático P R 1 D E R M A T O L O G I A Cada vez mais estudos associando imunidade X psiquismo. Sampaio: ‘’Da mesma forma, há tendência admitir-se, em base de pura impressão clíni- ca, um perfil de personalidade atópica envolvendo labilidade emocional, inteligência su- perior à média, hiperatividade e agressividade reprimida" ** Prurido – limiar nos atópicos é mais baixo, e os estímulos prurigênicos , nos ató- picos, produzem prurido mais intenso e duradouro. Causa? ** Sudorese se acompanha prurido. Causa? ** XEROSE CUTÂNEA - alterações de sudorese e alterações do manto lipídico cutâneo (quebra de barreira) *PRINCIPAL ** Vasculo-reatividade cutânea anômala FATORES IMUNOLÓGICOS Imunidade humoral -> níveis IgE altos (quando associada a alergias respiratórias, relaci- ona-se com gravidade da doença) Imunidade celular -> ativação de células T (produção principalmente de IL-4); degranu- lação contínua de mastócitos e basófilos (liberação de histamina, IL-4); depressão de imunidade celular (maior susceptibilidade a infecções cutâneas); neutrófilos com menor ação fagocitária. Quadro clínico: PRURIDO MORFOLOGIA E DISTRIBUIÇÃO TÍPICA DAS LESÕES DERMATITE CRÕNICA, RECIDIVANTE HISTÓRIA PESSOA OU FAMILIA DE ATOPIA. FASES Infantil (0-2 anos) Lesões principalmente na face e superfície extensora dos membros. Predominam as do tipo eczema agudo, com vesículas, secreção, eritema e comumente infecção secundária. V A N E S S A L U D W I G P R 1 D E R M A T O L O G I A PRÉ-PUBERAL (2 a 12 anos) As lesões tendem a localizar-se nas dobras flexoras, principalmente poplítea e cubital. Nessa fase, as lesões são mais secas, com eritema e descamação de caráter subagudo. ADULTA (a partir dos 12 anos) As lesões ocorrem em qualquer lugar, mas ainda frquente área flexora. São crônicas, tendendo à liquenificação. Podem ter suro de agudização. Diagnóstico: É eminentemente clínico, sendo que não existe um sinal ou sintoma úncio característico da dermatose. A história pessoal e familiar de atopia, as lesões caracterís- ticas de acordo com a localização e a presença de prurido são os pilares do diagnóstico. Dermatite de contato V A N E S S A L U D W I G Lesão eczematosa por atopia. Crostas / dermatite seborreica P R 1 D E R M A T O L O G I A Tratamento: Cuidados gerais • Banhos rápidos, evitar sabões • Hidratar logo após o banho (até 3 minutos) • Roupas leves, de algodão • Temperatura ambiente estável (evitar sudorese) • Orientar ambiente com relação aeroalergênicos • Unhas curtas • Observar aspecto emocional Detectar fatores desencadeantes • Agentes infecciosos podem colonizar até 90% pele do atópico (S aureus), funcionam como superantígenos • Alérgenos alimentares • Aeroalergênicos (ácaro: poeira doméstica) Tratamento tópico • Hidratação • CE tópicos • Antibiótios tópicos sn • Tacrolimo, Pimecrolimo Tratamento sistêmico • Anti-histamínicos • Antibióticoterapia sistêmica • CE com cautela Doença refratária grave • Fototerapia • Ciclosporina • Metotrexato • Azatioprina V A N E S S A L U D W I G LESÃO ELEMENTAR COR: • MÁCULA/MANCHA Melanina: Hipercrômica (melasma/nevo/mancha mongólica), Hipocrômica (hipomelanose), Acrômica (vitiligo) Vasos Sanguíneos: Neoformação (Eritema – hiperemia de mucosas) Eritrodermia (generalizado e crônico). Exantema (curta duração) *infecções/ viral* Aplasia (mancha branca) Isquemia (vasocontrição); Hiperemia; Extravasamento (Púrpura) * rompimento de vaso* Manobra de DGTP RELEVO: • PÁPULAS (Até 1cm) *cor variada (hiperpigmentada (catapora, varicela), acastanhada (Molusco contagioso), eritematosa (Líquen plano)). • NÓDULOS (1 a 3cm) *Maior que 3cm: nodosidade: lipoma / Goma: Sífilis *liquefação central • PLACA (> 1cm) (Conjunto de pápulas/ Psoríase) • URTICA (Pápulas edematosas/ Urticária) • VERRUCOSIDADE (Lesão couve-flor*/ Condiloma acuminado) Verruga: Vírus LÍQUIDO: • VESÍCULAS (até 0,5cm) Herpes. • BOLHAS (> 0,5cm) • PÚSTULAS (até 1cm) PUS (folicular/acne) Crostas melicéricas (Infecção 2°) tto: ATB Continuidade • EROSÃO/EXULCERAÇÃO (epiderme) • ULCERAÇÃO (derme/Agudo)• ÚLCERA (todos os planos/Crônico) • FISSURAS (lábio, entre dedos) • CERATOSE (aumento da espessura da pele) * pé • LIQUENIFICAÇÃO (aumento do quadriculado/ Placa) Dermatite atópica/Eczema *Prurido • ESCLEROSE (pele dura / Dermatite de ocre) • ATROFIA (diminui a espessura) *prolongadas por uso de CE / Estrias Forma • ANULAR/CIRCINADO (Placa) • NUMULAR/DISCOIDE (Placa – forma de moeda) • POLICÍCLIAS • SERPIGINOSAS (larva migrans) Disposição • ISOLADAS (nódulo) • AGRUPADAS (herpes) • GENERALIZADAS (eritrodermia) • RADICULAR OU ZOSTERIFORME (vesículas agrupadas) Unhas ADERÊNCIA: Distal: onicólise/ Proximal: onicomadese COR: Branca: leuconiquia/ Escurecida: melanoníquia CONSISTÊNCIA: amolecida: apaloníquia/ dura: paquioníquia SUPERFÍCIE (transversal: patológico longitudinal: fisiológico) QUANTIDADE únicas, múltiplas poliunguia ausente anoníquia Cabelos/Pelos Hipotricose, Hipertricose, alopecia) EXAMES Dermatoscopia (nevo benigno ou maligno)/ Lentes de aumento/ Biópsia de pele (punch ou bisturi) Incisional (parcial) Excisional (total) *nevo suspeito Micológico direto / Cultura para fungos Testes de contato/Patch Testes (dermatite de contato alérgica) DGTP (Manobra de DigitoPressão) Compressão da mancha Hiperêmicas: desaparece Purpúrica: não desaparece Pigmentar: não muda MANIFESTAÇÕES DE DOENÇAS INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA Pele ressecada (Xerose), amarelada com prurido. *Calcinose cutânea (Ca/Fosfato elevado) placas exulceradas *Dermatoses perfurantes - pápulas hiperceratóticas DIABETES MELLITUS *Intertrigo (Cândida) *dobras Tto: antifúngico + ñ farma. *Eritrasma (máculas acastanhadas) *axila Tto: ATB tópico *Dermatopatia diabética (maculas assinto) *Pé diabético (tto: proteção + hidratação) *Acantose Nigricante (maculas hiperceratóticas) *associada a CA gástrico e lifoma. Tto: ácido retinoide, controle da DM e osmótico. TIREOIDE Fascies Mixedematosa (Hipotireoidismo) *pele fria e seca / gordo) Hipertireoidismo *pele quente e úmida / magro) *mixedema pré-tibial do hipertireoidismo (acúmulo de glicosaminoglicanos) CORTISOL Doença de Cushing: gordura cutânea (pelve), pernas finas, cara de lua cheia, pletórica, acne, Hipertricose, atrofia cutânea (estrias, equimoses, dificuldade de cicatrização) Hipercostisolismo** ZINCO Dermatite orificial e acral, Alopecia, Diarreia/ crostas melicéricas DD: dermatite por fralda DERMATITE HERPERTIFORME Vesículas com condição pruriginosa maioria: joelho e cotovelo Depósitos de IgA na pele LIPÍDIOS Lesões amareladas. XANTELASMA (tto: cirúrgico/ cauterização -> manchas brancas residuais) *pálpebra, tendão, eruptivos NEUROFIBROMATOSE 6/> manchas café-com-leite Efélides/Sarda axilar e perineais MARCADOR DE TUMOR Prurido generalizado (Linfoma Hodgkin) Ictiose (linfoma) Acantose nigricante maligna Eritema anular centrífugo Sinal de Leser-Trélat (queratose seborreica) Eritrodermia Epidermólise bolhosa adquirida Penfigoide Bolhoso Tromboflebite (Ca pâncreas) Eritema nodoso (linfoma) Púrpura Síndrome de Bazex Paget (Ca de mama) placa de eczema Pioderma gangrenoso Eritema migratório necrolítico FARMACODERMIA Reação adversas a medicamentos (+ comuns: Antibióticos, anti-inflamatórios, anticonvulsivantes e analgésicos) Mais comuns: exantema (90%), erupção liquenoide, eritrodermia, urticaria, anafilaxia, vasculite. Menos comuns: SSJ, NET, DRES, PEGA ALÉRGICO (independe da dose) indivíduos susceptíveis (IgE (penicilina) Citotóxicos (plaquetopenia) Ag-Ac (vasculites) Linfócitos T (NET, SSJ) NÃO ALÉRGICO (depende da dose) qualquer individuo Superdosagem, teratogênese, efeitos colaterais, fatores individuais (renal/hep) ***ANAMNESE / Biopsia de pele EXANTEMAS Eritema generalizado de curta duração (com ou sem descamação) *DD: viral + comum: antibiótico, AINE, amitriptilina e anticonvulsivante (fenobarbital) TTO: suspender a droga, tranquilizar o paciente, sintomáticos (loção calmante, anti-histamínico, CE se necessário, orientar paciente a andar com ‘’alerta médico’’ URTICÁRIA Pápulas edematosas. Libera histamina. Mais que 6 semanas: crônica. AAS*** complicação: choque anafilático/ ANGIOEDEMA **URGÊNCIA - broncoespasmo TTO: suspender a droga, sintomáticos (anti-histamínicos e CE sistêmico, evitar AAS e AINE, tranquilizantes, laxativos e alguns alimentos (frutos do mar, tomate), evitar exercícios físicos, banhos quentes e tensões emocionais. No caso de risco de vida (edema de laringe e glote = Epinefrina/adrenalina) *edema de partes moles: TTO CE ERITERMA POLIMORFO Maioria dos casos é por herpes vírus/ lesões em alvo: região palmar Polimorfismo de lesão: macula, pápula, vesícula, bolha TTO: retirar a droga, anti-histamínicos e CE ERITEMA PIGMENTAR FIXO Edema arredondado amarronzado que reaparece sempre no mesmo local ao ingerir a droga causadora Locais mais comuns: palmar e plantar e mucosas drogas + comuns: analgésicos, ACO, anticonvulsivante, sulfas, tetraciclinas e laxantes TTO: somente orientação para o paciente FOTODERMATOSES POR DROGAS Tiazidicos e peroxican (AINE) DD: dermatite de contato em região foto-exposta ERITRODERMIA Drogas + comuns: AAS, sulfas, tetra, gentamicina, cetoprofeno, captopril, anticonvulsivante, alopurinol (1 a 4 semanas após suspensão da droga) Prurido e eritema difuso DD: psoríase, linfoma, dermatite seborreica. Síndrome do homem vermelho: Vancomicina TTO: suspender a droga, tranquilizar o paciente, sintomáticos (loção calmante, anti-histamínico, CE se necessário, orientar paciente a andar com ‘’alerta médico’’ SÍNDROME DE STEVEN-JOHNSON (SSJ) Grave, fatal, erupção bolhosa, hipersensibilidade cutânea (Pele(máculas eritematosas) e membranas mucosas (BOCA + acometida), resulta em descolamento da pele (10%) Drogas + comuns: sulfas, anticonvulsivantes, AINE, antibióticos / TTO: Internar sempre, = paciente queimado, manutenção hidro-eletrolítico, NÃO administrar medicações usadas pelo enfermo, restringir medicamentos, equipe muldisciplinar, CE somente nas primeiras 48h, SUSPENSER QUALQUER DORGA NÃO ESSENCIAL A VIDA NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA (NET) + grave/ 30% de descolamento da pele/ morte por Sepse ou CIVD/ falência de múltiplos órgãos DRESS Exantema grave, febre, linfadenopatia, envolvimento de outros órgãos (+ comum: HEPÁTICO) rim, coração, pulmão, hepatite, alterações hematológicas TTO: suspender a droga, CE sistêmico (1-2mg/kg/dia) PEGA + comuns: ampi, amoxi, quinolonas, hidroxicloroquina, sulfa, terbinafina (1 a 3 semanas do inicio da droga) DD: psoríase pustulosa, DRESS Prurido, eritema, pústulas (edema de face, purpura MMII, febre, leucocitose) TTO: suspensão da droga / descamação puntiforme PSORÍASE Inflamatória, crônica e recorrente (pele, articulação e unha) Placas eritematosas descamativas simétricas, escamas prateadas Picos na infância e 30-40 anos. HF+ (30%) Associada com a ** Síndrome metabólica: obesidade, dislipidemia, HAS, resistência insulínica Fatores desencadeantes: Trauma, Infecções (estreptocócica: psoríase gutata) (HIV 3x +), Medicamentos/Drogas (álcool, tabagismo, AINE, lítio, bb alguns). CE sistêmico: efeito rebote grave (não utilizar) Hipocalcemia, estresse, variação climática (inverno piora) PSORÍASE VULGAR (em placas) + comum (90%) Membros, couro cabeludo, região sacra *unhas Menor frequência: dobras flexurais (psoríase invertida)PSORIASE EM GOTAS (GUTATA) + comum em jovens (crianças, adolescentes) Infecção estreptocócica das IVAS/ resolve espontaneamente de 2-3 meses/ pode evoluir para psoríase vulgar PSORIASE ERITRODÉRMICA Descamação discreta. CE sistêmico/AIDS *Internar sempre (vasodilatação importante -> perde calor -> hipovolemia -> susceptível a infecções) PSORIASE PUSTULOSA Forma generalizada (pausa em CE sistêmico por psoríase vulgar, infecções, irritantes locais. Dura semanas -> pode voltar eritrodermica Forma localizada: psoriase pustular em placas ou anular Pustulose palmo-plantar (+ comum) pústulas estéreis + eritema + descamação (simétricas) *LAGO DE PUS* PSORIASE PALMO PLANTAR Placas com intensa Hiperceratose com ou sem fissuras, poupando o cavo plantar Diagnóstico: comprometimento ungueal, lesão em outras regiões, biopsia DD: dermatite de contato PSORIASE UNGUEAL 50-60% dos casos. Unha em dedal, estrias transversais, hiperqueratose ungueal, manchas salmão DD: onicomicose (podem coexistir) exame: micológico direto/histopatológico de unha PSORIASE NA CRIANÇA HF +. Acometimento folicular, podem ser localizados somente em uma área (periorbitária, genital, couro cabeludo) DD: dermatite de contato Diagnóstico clínico *curetagem de Brocq (sinal da vela -escamas) (sinal de auspitz sangra-> retirar escamas) halo/anel de Wotonoff (área/círculo em volta da placa de psoriase) TRATAMENTO: DEPENDE.... levar em conta o que representa para o doente... Taquifilaxia/Estimular sol (11 as 14 horas +UV)/SEMPRE incluir hidratantes com ação queratolítica (ureia, ac. Salicílico) ajudam na descamação TÓPICO: CE (EC atrofia) Coaltar (mancha roupa), Antralina, Método de Goerckeman (UV+ COALTAR),Calcipotriol (irritação/fotossensível) Imunomodulador(usar em áreas de risco de atrofia) FOTOTERAPIA: sem resposta após 20 sessões ou intolerância ou CI (metrotrexato/acitretina) sem resposta ou intolerância ou CI (imunobiológicos/ciclosporina) SISTÊMICO: fototerapia, metotrexato (artrite psoriatica), Acitretina (derivado de vit A), ciclosporina (EC: nefrotoxicidade), Imunobiológicos ECZEMA Dermatite caracterizada pela presença de: Eritema, infiltração, secreção, escamas, edema, vesiculação, crostas, liquenificação + PRURIDO AGUDO (eritema, edema, vesícula e secreção) SUBAGUDO (eritema e edema menores, secreção com formação de crosta (secam) CRONICO (liquenificação) DERMATITE DE CONTATO Causada por substâncias do meio ambiente que entram em contato com a pele *IRRITANTE (exposição a sabão, solvente, acido, limpadores industriais, pesticidas) *ALÉRGICA (sensibilização + reexposição) **D:*Patch test (teste de contato) *FOTOTOXICIDADE sem sensibilização previa (limão) *FOTOALERGIA com sensibilização previa (aine) Diagnóstico: Clínico (atividade ocupacional) + Físico. Bióspia (natureza da doença) TTO: evitar contato, sintomáticos (CE) Tacrolimus/ + grave: fototerapia, metotrexato, ciclosporina ECZEMA OU DERMATITE NUMULAR Causa desconhecida (multifatorial? Frequente infecção bacteriana -> crostas melicéricas) + jovens Piora no inverno + pele seca (xerose) + acometidos: membros e dorsos das mãos TTO: hidratantes, CR tópico de alta potência, anti-histamínicos, se houver infecção ATB tópico ou sistêmico ECZEMA DISIDRÓTICA OU DISIDROSE Lesões vesículosas em palmas e plantas, de caráter recidivante *torna-se pulurento Hiperhidrose (retenção sudoral) + infecção fúngica e micides/ bacterianas endotantes (níquel) contatantes (por contato a subastancias) atopia/ fatores emocionais (muito comum) TTO: evitar contato, tranquilizar paciente (estresse causador), se não houver prurido: orientar/ auto-limitada. Sintomáticos (CE tópico alta potencia ciclo curto (doença recorrente), se necessário CE sistêmico, anti-histamínico, antibiótico. Exame: micológico direto (achar desencadeante) ECZEMA OU DERMATITE DE ESTASE Causado pela estase venosa nos membros inferiores (inicio terço inferior da perna) *obesidade agrava *Edema, Dermatite de ocre (pigmentação) Pode ter infecção secundária (celulite) pode evoluir para erisipela/ pode ocorrer ulcerações (ce nas bordas) / pode ser associada a contato (pomada, antibiótico tópico) TTO: tratar estase (repouso, elevação das pernas, acompanhamento vascular) CE tópico ou sistêmico na fase aguda, emolientes na fase crônica. *meias elasticas DERMATITE ATÓPICA Curso crônico, com períodos de crise e acalmia. *Crise de asma e rinite PRURIDO/SUDORESE/XEROSE CUTÂNEA/VASCULO-REATIVIDADE Fatores que participam da patogênese: Genético: ambos os pais (70%) apenas 1 (58%); Alterações metabólicas; Fenômenos psicofisiológicos; Imunologicos (humoral IgE -> gravidade da doença/ celular-> célula T (IL-4 libera histamina -> =+ susceptível a infecções cutâneas) Quadro clínico: Prurido, morfologia e distribuição típica das lesões (característica e localização), dermatite crônica, recidivante, história pessoal ou familiar de atopia. FASES: *INFANTIL (0-2anos) face e membros (eczema agudo) *PRÉ-PUBERAL (2 a 12 anos) dobras flexoras (poplítea e cubital) (eczema subagudo) *ADULTA (a partir dos 12 anos) qualquer lugar, frequente em áreas flexoras (eczema crônico) Diagnóstico: Clínico. Pilares: prurido, HF+, lesões características TTO: Cuidados gerais (banho rápido, evitar sabão/ hidratar até 3min pós banho/roupas leves de algodão/temperatura estável (evitar sudorese)/unhas curtas/observar aspecto emocional/orientar ambiente com relação aertoalergenicos; Detectar fatores desencadeantes (infecciosos, alérgenos alimentares, aeroalergênicos (poeira); Tratamento tópico: hidratação, CE, ATB, Tacrolimo; Tratamento sistêmico: anti-histaminicos, ATB, CE com cautela Doença refrataria grave: fototerapia, ciclosporina, metotrexato, azatioprina P R 2 D E R M A T O L O G I A NEVOS MELANOCÍTICOS São proliferações benignas dos melanócitos que se originam da crista neural no início da vida fetal A maioria se desenvolve gradualmente na infância, mais rapidamente na adolescência, atinge o auge na terceira década e então tende a desaparecer após 40 anos. A densidade dos nevos é proporcional à exposição solar e aos fototipos baixos V A N E S S A L U D W I G NEVOS MELANOCÍTICOS CONGÊNITOS NEVOS MELANOCÍTICOS JUNCIONAIS NEVOS MELANOCÍTICOS COMPOSTOS P R 2 D E R M A T O L O G I A V A N E S S A L U D W I G NEVOS INTRADÉRMICOS NEVOS AZUL NEVOS SPILUS NEVO HALO NEVOS HIPOCRÔMICOS P R 2 D E R M A T O L O G I A V A N E S S A L U D W I G NEVOS ATÍPICOS (Displásicos) ABCDE do melanoma P R 2 D E R M A T O L O G I A LENTIGO MALIGNO Pode ser considerado um melanoma in situ Em geral em áreas fotoexpostas—idosos Causado pela luz solar osbre os melanócitos epidérmicos Evolução mais favorável por ser de origem epidérmica do que outras formas de mela- noma (origem células névicas Melanose solar -> proliferação melanócitos atípicos na epiderme -> lentigo maligno -> cé- lulas invadem a derme -> lentigo maligno melanoma TTO: cirurgia (avaliação adequada do HSPT) LENTIGO MALIGNO LENTIGO MALIGNO MELANOMA MELANOMA Fatores de risco: Exposição solar crônica, queimaduras solares (principalmente na infância) Fototipos I e II Múltiplos nevos melanocíticos atípicos ou displásicos Antecedente pessoal de melanoma Antecedente familiar de melanoma (10% + chance) Mutações genéticas (genes CDKN2A, CDK4, MC1R, BRAF) MELANOMA EXTENSIVO SUPERFICIAL É o mais comum (70%) Tronco dos homens e pernas das mulheres (+ comum), pode surgir de um nevo (30-40%) ou iniciar de novo, melhor prognóstico porque está na fase horizontal de crescimento, mais comum 30 a 60 anos V A N E S SA L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A MELANOMA NODULAR 2° mais comum Prognóstico ruim (pode ter só crescimento vertical) 5% pode ser amelanótico MELANOMA LENTIIGNOSO ACRAL Forma de melanoma mais frequente em negros e asiáticos (35-60%) Raro nos indivíduso de pele branca (2-8%) Ocorre nas regiões palmares, plantares e falanges terminais (peri ou subungueal) Grande poder metastático MELANOMA MUCOSAS Diagnóstico pode ser tardio com má prognóstico V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A DIAGNÓSTICO: Dermatoscopia para confirmar suspeita Biópsia EXCISIONAL com margem mínima é o ideal Biópsia incisional se a lesão for muito extensa, na face, palmoplantar ou subungueal O HSPT deve conter: Espessura/Profundidade do tumor, dada em milímetros (índice de Breslow) Nível de invasão de Clark Presença ou ausência de ulcerações Margens Subtipo histológico Índice mitótico Fase de crescimento (radial versus vertical) Regressão Resposta inflamatória linfocitária Neurotropismo Tratamento: Cirúrgico (margem de segurança determinada pelo Breslow principalmente) Pesquisa linfonodo sentinela: Breslow maior que 0,76mm; ou menor que 0,76mm; ou menor que 0,76mm mas com ulceração, índice mitótico diferente de zero, regressão significativa ou Clark IV Linfadenectomia se linfonodo sentinela positivo Quimioterapia, imunoterapia, genética, terapêutica adjuvante V A N E S S A L U D W I G NEVO BENIGNO P R 2 D E R M A T O L O G I A Segundo dados do INCA a estimativa é que no triênio 2020-2022 haja 625 mil casos de CA. O câncer de pele não melanoma será o mais frequente; 177 mil cânceres de pele não melanoma/ 66 mil cânceres de mama e próstata / 41 mil cânceres de cólon e reto / 33 mil cânceres de pulmão Melanoma estimativa = 8450 casos e 1978 óbitos *** dezembro laranja = campanha do câncer de pele Problema decorrente dos ditames da moda, da facilidade de acesso ao sol, da diminuição da camada de ozônio e da longevidade crescente da população. A propensão ao dano solar depende de: Tipo de pele do paciente (fototipo baixo) Exposição cumulativa à luz ultravioleta Intensidade da exposição Exposição solar na infância Efeitos da radiação solar sobre a pele V A N E S S A L U D W I G FOTOTIPOS P R 2 D E R M A T O L O G I A REAÇÕES IMEDIATAS REAÇÕES TARDIAS *melanose solar EFÉLIDES *sardas ATROFIA CUTÂNEA POIQUILODERMIA DE CIVATTE LEUCODERMIA GUTATA V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A FOTOENVELHECIMENTO Elastose solar Causa: radiação solar Características: • Rugas profundas • Aparência áspera e rugosa • Pigmentação irregular • Aparecimento de manchas • Telangiectasias • Queratoses seborreicas • Lesões malignas e pré-malignas DERMATOSES PRÉ-CANCEROSAS Queratose actínica (solar) Lesão pré-maligna da epiderme que ocorre nas áreas fotoexpostas cronicamente Maior frequência acima dos 45 anos e fototipos I e II Originam-se nas camadas espinhosas da pele e evoluem para o CEC em 5-20% dos casos. Dos CECs estabelecidos, 82@ originam-se das queratoses actínicas. • pápulas eritematosas, superfície áspera, ás vezes mais espessas e cornificadas, bordas mal definidas, tamanhos variados. A pele ao redor tem fotodano. CORNO CUTÂNEO *queratose solar onde há exagerada produção de camada córnea V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Tratamento: FOTOPROTEÇÃO Crioterapia (nitrogênio líquido) ATA (ácido tricloroacético 30-70%) Curetagem com eletrocoagulação 5-fluoruracila tópico (efurix creme) * bom para tratar campo de cancerização. É um agente citostático Imiquimode (imunomodulador) QUELITE ACTÍNICA Afeta predominantemente o lábio inferior Risco alto para transformar em CEC (com risco maior de metástase) Tratamento: Crioterapia (nitrogênio líquido) ATA (ácido tricloroacético 30-70%) Cirurgia **Biópsia quase sempre DOENÇA DE BOWEN É um CEC in situ (intraepidérmico) Lesão eritemato-escamo-crostosa, com áreas exulceradas; quando se retiram corstas, surge superfície granulosa e secretante Ocorre em qualquer local do corpo e geralmente é lesão única Se não tratado torna-se invasivo e pode causar metástases Quando não em local fotoexposto pode estar relacionado à ação carcinogênica do arsênico Tratamento: Cirurgia Curetagem com eletrocoagulação Crioterapia (nitrogênio líquido) 5-fluoruracila tópico (efurix creme) Imiquimode (imunomodulador) ERITROPLASIA DE QUERAYRAT É um CEC in situ na mucosa, que pode se tornar invasivo (e mais agressivo do que o Bowen) Pode acometer glande, prepúcio, mucosa genital feminina e mucosa oral V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Fatores associados: Falta higiene Infecções crônicas em mucosa genital e a não circuncisão Tratamento: Cirurgia 5-fluoruracila tópico (efurix creme) *menor agressivos e com boa resolutividade Imiquimode (imunomodulador) PAPULOSE BOWENOIDE Apresenta comportamento benigno, apesar do histopatológico ser CEC in situ. 2,6% podem evoluir para CEC Induzida pelo HPV (sorotipo 16) Pode haver regressão espontânea, portanto tratamentos não mutilantes DOENÇA DE PAGET Placa eczematosa, pruriginosa, infiltrada na aréola mamária Presença das células de Paget no histopatológico Tratamento: Semelhante ao indicado para CA de mama (grande maioria acompanha ade- nocarcinoma ductal) V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A TUMORES EPITELIAIS MALIGNOS CARCINOMA BASOCELULAR É o tumor maligno mais comum da pele (65% do total) Histopatologicamente o tumor é composto de ilhas de células basais, as quais se originam da camada basal da epiderme e das estruturas anexiais (unidade pilosebácea, portante não se encontra CBC nos lábios e região palmo-plantar) Mais comum na cabeça (principalmente 2/3 sup da face) e pescoço Raramente metastatiza, mas é localmente invasivo e destrutivo, podendo invadir planos profundos Tipos de CBC: NODULAR Tipo mais comum (50-80%) Se apresenta de início como uma pápula ou nódulo translúcido, de superfície lisa, brilhan- te, com bordas peroladas (perláceas), bem delimitada, com finas telangiectasis Evolui com lento crescimento e erosão central, que dá a forma nódulo ulcerada PIGMENTADO Variante do CBC nodular, com áreas hipercrômicas V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A SUPERFICIAL Placa eritematosa, descamativa, bem delimitada com bordas irregulares ESCLERODERMIFORME Mais agressivo, placa marfim ou perolada, limites imprecisos, consistência rígida e endurecida Diagnóstico: Clínico Dermatoscópico HSPT Tratamento: Depende do tipo do tumor, localização, se é recidivante, condições clínicas do paciente, custos, resultados cosméticos da cicatriz Cirurgia 5-fluoruracila tópico (efurix creme) *tumores superficiais Imiquimode (imunomodulador) Criocirurgia V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A CARCINOMA ESPINOCELULAR Tumor maligno, constituído por proliferação atípica de células espinhosas, de caráter invasor, podendo dar metástases Pode ocorrer em pele normal, mas frequentemente tem origem na queratose solar, leuco- plasia, radiodermite crônica, queratose arsenical, xeroderma pigmentoso, úlceras crônicas e cicatrizesde queimadura Fatores de risco: Fototipos I e II Exposição solar crônica Câmera de bronzeamento Radiodermite crônica Úlceras crônicas (úlcera de marjolin) Genodermatoses (xeroderma pigmentoso) Imunossuprimidos, transplantados (associações com HPV) As localizações mais comuns são lábio inferior, orelhas, face, dorso das mãos, mucosa bu- cal e genitália externa Inicialmente área queratótica infiltrada ou nódulo. A lesão aumenta gradualmente e ulce- ra. Pode tornar-se vegetante ou córnea No lábio inferior ocorre em áreas que queilite (fumo, dentes defeituosos) Metástases podem ocorrer após meses ou anos, mais frequentes em tumores de mucosas, dorso das mãos e cicatrizes Tratamento: Cirurgia convencional ou micrográfica (Mohs) Criocirurgia Radioterapia Quimioterapia V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A QUERATOACANTOMA Tumor benigno que cresce rapidamente, simulando um CEC, que regride espontaneamente em cerca de 4 meses Ideal é que a lesão seja removida, já que há risco de um CEC ser mascarado como um queratoacantoma V A N E S S A L U D W I G CARCINOMA BASOCELULAR CARCINOMA ESPINOCELULAR P R 2 D E R M A T O L O G I A HERPESVÍRUS Família Herpesviridae Compreendem 3 subfamílias: Alphaherpesvirinae (com dois gêneros—Simplexvírus e Varicellovírus) HSV-1 (infecção não genital) HSV-2 (infecção genital) VZV (varicela e herpes zoster) Betaherpesvirinae CMV (doença inclusão citomegálica) HHV-6 (exantema súbito) Gamaherpesvirinae EBV (Epstein-Barr v´rus, associado à mononucleose, Doença de gianotti-crosti, neoplasias linfoides) HHV-8 (associado ao sarcoma de Kaposi) HERPES SIMPLES 80-90% não genital é por HSV-1 20-10% não genital é por HSV-2 Inverso com infecção genital HSV-2 pode ser oncogênico (CA de colo de útero) Transmissão por contato pessoal (mucosa ou solução continuidade da pele) 80-90% da primo-infecção pelo HSV-1 ocorre nas crianças com menos de 10 anos 90% dos adultos tem sorologia positiva para o HSV01 A primo-infecção pode ser subclínica ou assintomática, mas tipicamente pelo HSV-1 é uma gengivoestomatite; pelo HSV-2 ocorre após o inicio da vida sexual como vulvovagini- te ou balanopostite Após o episódio primário o vírus se aloja no gânglio nervoso sensitivo e pode ser reativado por varias causas Gengivoestomatite Mais comum em crianças Quadro varia de leve com algumas lesões vesico-erosivas até quadros graves com febre alta, adenopatia, queda do EG, exulcerações importantes que compromete alimentação e pode acometer faringe V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Herpes não genital recidivante Mais comum em adultos Qualquer local, pele ou mucosa Dura 5-10 dias Quadro precedido por ardor, prurido (dias ou horas) e após o quadro característico de ve- sículas agrupadas sobre sabe eritematosa Mais frequente nos lábios Traumas, sol, stress, alimentos, infecções, menstruação pode ativar o quadro Primo infecção por HSV-2 Vesículas agrupadas, dolorosas no pênis, vulva, anus, que se ulceram Linfadenopatia local, retenção urinaria Pode acometer só o colo do útero V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Complicações: HERPES SIMPLES NEO NATAL Infecção por HSV-2 pode causar mal formação fetal (infecção precoce ou tardia) e aborta- mento se primo-infecção TORCH Pode ocorrer contaminação do neonato no canal de parto Quadro grave, as vezes fatal, 50% pode ter sequelas neurológicas ou oculares Mulheres com HSV-2 devem fazer cesárea MENINGO-ENCEFALITE HERPÉTICA Pode ocorrer na primo-infecção, viremia 2 a 5% ERITEMA POLIMORFO HERPÉTICO HERPES EM IMUNODEPRIMIDOS Pacientes com câncer, transplantados, doenças crônicas, HIV Quadros mais graves, pode generalizar com alta mortalidade CERATOCONJUNTIVITE Conjuntivite purulenta, ulcera córnea, cegueira Pele ao redor acometida V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A ERUPÇÃO VARICELIFORME DE KAPOSI (ECZEMA HERPÉTICO) Quadro de disseminação viral pelo vírus herpes simples Maioria dos casos corre nos atópicos Aparecimento súbito e vesículas disseminadas ou em áreas comprometidas pelo quadro atópico PANARÍCIO HERPÉTICO Infecção primária de um dedo, pode recidivar depois Profissionais da saúde—contato com paciente infectado DIAGNÓSTICO Citodiagnose de Tzank—lamina com o raspado do assoalho de uma vesícula, cora, cé- lulas gigantes multinucleadas (mas podem estar presentes na varicela e no H Zoster) HSPT—vesículas integras, presença de vesícula intraepidérmica Microscopia eletrônica—método caro e limitações pela necessidade de alta carga viral Sorologia—ELISA e Western Blot PCR TRATAMENTO • A droga de eleição é o Aciclovir, que é um análogo da desoxiguanosina e inibidor específico da enzima timidina quinase, presente apenas nas células infectadas pelo herpes vírus • Baixa toxicidade clínica, não é mutagênico, carcinogênico ou teratogênico em doses terapêuticas • Intravenoso indicado em infecções primárias graves, herpes neonatal, herpes simples em pacientes imu- nocomprometidos, encefalite herpética • Esquemas de supressão de recorrências, profilaxia herpética V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A VARICELA Primo infecção pelo VZV Vesículas base eritematosa pele, mucosas Transmissão via aérea Incubação 2-3 semanas Imunidade perene Pródromo—vesículas—crostas Mais no tronco, em surtos, lesões em vários estádios evolutivos Adultos tem maior queda do estado geral Imunosuprimidos tem quadros mais graves, com pneumonite e encefalite Mal formação fetal quando no primeiro trimestre de gestação, infecção neonatal grave Tratamento: sintomático Forma mais graves: aciclovir VO ou IV HERPES ZOSTER Quadro de vesículas sobre base eritematosa, precedido na maioria das vezes por dores nevrálgicas VZV -> varicela -> disseminação hematogênica (onde há acometimento da pele) -> ner- vos periféricos até gânglios nervosos -> latência por toda vida -> noxas diversas reativam vírus -> caminha centrifugamente pelo nervo periférico atingindo a pele Unilateral, respeita o dermátomo 20% tem neuralgia intensa, que pode evoluir para neuralgia pós herpética Quando acomete o trigêmeo (ramo oftálmico) pode acometer a córnea, se nervos auditi- vos: surdez, paralisia facial Mais comum em imunossuprimidos, quadros mais graves Investigar doenças sistêmicas e imunossupressão V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A TTO: aciclovir 800mg 5x ao dia / valaciclovir 1g 8/8h / CE? / analgésicos **tratamento precoce é ideal para evitar a neuralgia pós herpética (tto: gabapentina, amitriptilina, carbamazepina) VERRUGAS VIRAIS Causadas pelo HPV (Human Papilloma Virus), vírus DNA Existem mais de 76 tipos e subtipos Transmissão por contato direto ou por contato com objetos e superfícies contaminadas , facilitado por "portas de entrada" Pode ocorrer auto inoculação Período de incubação incerto Pode haver formas latentes e subclínicas Inoculação do HPV no tecido epitelial causa proliferação de células escamosas,resultando em lesões verrucosas visíveis Quadro clínico varia de acordo com o tipo de vírus, local anatômico acometido e resposta imunológica do hospedeiro Pode ocorrer transmissão vertical in útero ou durante o parto, podendo resultar em papi- lomas laríngeos ou lesões anogenitais no recém nascido VERRUGAS VULGARES: HPV 2-4-26-27-29-57 Pápula ou nódulo, consistência firme, hiperqueratotica, podendo ter fissuras na superfície Capilares trombosados na superfície da lesão (pontospretos) Fenômeno de Koebner V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A VERRUGAS PLANAS: HPV 3-10-28 Pápulas achatadas ou cor da pele ou levemente pigmentadas Acomete mais áreas expostas da face e dorso das mãos VERRUGAS PLANTARES HPV 1-63 Acomete preferencialmente áreas de apoio ou pressão Achatadas pela pressão, anel hiperqueratótico Pela pressão a proliferação epitelial penetra na derme, tornando a lesão dolorosa V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A VERRUGAS ANOGENITAIS HPV 6-11-30 Aparência clinica varia desde pequenas pápulas queratóticas, pigmentadas, até massas maiores, semelhante a couve-flor (condiloma acuminado) Adultos: transmissão é sexual Em crianças: transmissão vertical ou perinatal (mães infectadas no trato genital pelo HPV durante o parto ou pré-natal) transmissão horizontal por auto ou heteroinoculação de ver- rugas cutâneas ou mucosas/ transmissão sexual (abuso) Transmissão vertical: além de lesão genital, papilomas laríngeos pelo HPV 6-11, então confirma-se pelo achado de vírus não só na região genital, mas na boca e nasofaringe Sorotipagem HPV DNA mãe e recém-nascido (concordância) Crianças infectadas no parto podem ter quadros latentes de HPV (anos) HPV E MALIGNIDADE Vários tipos de HPV têm potencial oncogênico, como 16, 18, 31, 33, 35 Principal causa de CA no cérvix uterino Tratamento Ácido Salícilico 10 a 40% tópico, evitar face e genital Ácido retinoico para verrugas planas Podofilotoxina para verrugas anogenitais, não usar em crianças e gestantes Imiquimod 5% verrugas genitais Nitrogênio líquido Eletrocoagulação-curetagem Sulfato Zinco Cimetidina? Vacina para verruga vulgar V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A MOLUSCO CONTAGIOSO Causado por Poxvírus Ocorre em qualquer idade , mas principalmente em crianças pequenas, adulto sexualmen- te ativos, imunocomprometidos Em atópicos é mais frequente Transmissão pessoa a pessoa por contato, fômites e autoinoculação Mais frequente em crianças que frequentam piscinas (água e temperatura) Auto limitada (meses ou anos) Quadro clínico : pápulas semi-esféricas, sésseis, geralmente umbilicadas ou com discre- ta depressão central, assintomáticas 10 a 30% pode ocorrer dermatite peri molusco Diagnóstico praticamente clínico, casos duvidosos HSPT (corpos de inclusão viral) Tratamento: Curetagem Nitrogênio líquido Ácidos, hidróxido de K (irritam) Cura espontânea V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A A Hanseníase, muito importante do ponto de vista médico e socioeconômico, atinge o ner- vo podendo levar à incapacidades e deformidades, tirando o paciente de sua vida ativa. Por isso existem os programas para a erradicação da doença e a importância da detecção das formas iniciais (inclusive exame dos contactantes) Doença infectocontagiosa crônica, causada pelo Micobacterium leprae , bacilo álcool- ácido resistente (BAAR), que tem predileção pela pele e sistema nervoso periférico Contágio inter-humano e o maior risco está relacionado com a convivência domiciliar com doente bacilífero sem tratamento (contato íntimo e prolongado) O Micobacterium leprae eliminado pelas secreções nasais, da orofaringe e soluções de continuidade da pele de doentes bacilíferos penetra no indivíduo por áreas erosadas da pele. Alguns autores acreditam contágio pelas mucosas vias aéreas O período de incubação da doença é de 2 a 5 anos. Possui pouca patogenicidade, ou seja, infecta facilmente, mas dificilmente manifesta a doença porque a maioria da população é resistente à doença. FORMAS CLÍNICAS: PAUCIBACILARES MH Indeterminada (MHI) - fase inicial MH Tuberculoide (MHT) MULTIBACILARES MH Viwchowiana (MHV) MH Dimorfa (MHD) V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A MHI pode durar semanas, meses ou anos. Chegou-se a um consenso de que para polari- zar leva: polo T 2 a 3 anos e polo V 4 anos A avaliação imunológica é feita através da reação intradérmica de MITSUDA, cujo Ag é uma suspensão de bacilos mortos MITSUDA + -> imunologicamente resistentes MITSUDA - -> não resistentes Em população geral 80% são MITSUDA + e 20% MITSUDA - HANSENÍASE INDETERMINADA Constituem as primeiras manifestações da MH Caracteriza-se por manchas hipocrômicas com distúrbio de sensibilidade ou simplesmente uma área anestésica que "não pega poeira" (suor ausente) As manchas podem ser hipocrômicas, eritemato-hipocrômicas com eritema marginal ou eritematosas. Podem se apresentar isoladas ou agrupadas. O tamanho é variável, desde 2 a 3cm, até áreas grandes com 10cm ou mais de diâmetro. Localização qualquer área do tegumento A forma em geral é ovalada ou circular, e com limites imprecisos. Quando bem margina- das e em pequeno número sugerem polarização para a forma T e quando em grande nú- mero, pensamos numa evolução para V ou D Comprometimento de filetes nervosos sensitivos periféricos, levando a hipoestesia (térmica - dolorosa - tátil) Pode ocorrer hipoidrose ou anidrose nas manchas Acentuada anidrose ou alteração de sensibilidade nos faz pensar em polarização para T MHI não há comprometimento de troncos nervosos ou nervos superficiais, portanto não há incapacitação Baciloscopia negativa, portanto não há risco de contágio HSPT infiltrado mononuclear inespecífico ao redor de anexos e nervos, em 30% po- de-se achar bacilos MITSUDA pode ser + ou - . Se + pode transformar em T Se – quer dizer que se transformar, pode ser para D ou V V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A HANSENÍASE TUBERCULOIDE Caracteriza-se por placas bem delimitadas, cor róseo-eritematosa, ou eritemato- acastanhada, contornos regulares ou irregulares formando lesões circulares, anulares, cir- cinadas ou geográficas; em geral únicas ou em pouco número Comprometimento neural intenso, precoce e assimétrico, às vezes com espessa- mentos neurais cutâneo-superficiais • Distúrbio sensitivo acentuado, bem como de sudorese e vasomotor • Os nervos mais acometidos são retroauricular, cubital e ciático popliteo externo • Baciloscopia negativa • Mitsuda positivo HSPT – granuloma tuberculoide (céls epitelioides gigantes), esses granulomas compri- mem os nervos e podem destruí-lo (necrose caseosa nos nervos) HANSENÍASE VIRCHOWIANA Grande polimorfismo de lesões De início máculas hipo ou eritemato-hipocrômicas, múltiplas e limites imprecisos. Insidi- osa e progressivamente se tornam mais eritematosa, pigmentadas, ferruginosas e espes- sadas. Após algum tempo podem surgir pápulas e nódulos (hansenomas) Madarose ciliar e superciliar, espessamento pavilhão auricular Infiltração difusa e deformante da face – "facies leonina" Mitsuda negativo Baciloscopia positiva (muito) Bacilos podem ser encontrados em vários órgãos ( nariz, mucosa oral, laringe, olhos, fíga- do, baço, medula óssea, ossos, cartilagens, esôfago, intestino, rim, pulmão, testículos) Infiltração difusa e simétrica dos troncos nervosos e ramos superficiais com os correspon- dentes distúrbios sensitivos do tipo periférico; posteriormente surgem distúrbios motores e tróficos, em especial nas mãos, pernas e pés ( mão em garra, pé caído, mal perfurante plantar, reabsorsões ósseas) V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A HSPT os bacilos íntegros aglomeram-se formando globias; histiócitos modificados são cha- mados de células de Virchow, podendo se arranjar em granulomas (granulomas Virchowi- anos) HANSENÍASE DIMORFA Constitui um conjunto de manifestações que ou são muito semelhantes à forma tubercu- loide (DT), ou bem parecidas com a forma virchowiana (DV) ou são, realmente intermedi- árias entre as formaspolares (DD) nas quais se observam lesões muito características e às vezes bizarras A variedade DD têm lesões bizarras em alvo ou anulares que podem confluir, dando as- pecto "esburacado", tipo "queijo suíço" Baciloscopia positiva Mitsuda pode variar, com tendência a ser negativo HSPT pode variar (morfologia semelhante ao tuberculoide ou virchowiano ou ambos) V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A REGRAS Qualquer lesão hipocrômica não é MHI se tiver sensibilidade térmica e dolorosa preser- vada e prova de histamina completa Qualquer lesão papulosa ou pápulo nodular que não for anestésica, não é MHT Qualquer lesão suspeita de MHV com baciloscopia para (BAAR) não é MHV PROVAS DIAGNÓSTICAS 1) Pesquisa da sensibilidade Térmica - dois tubos de água: quente e fria, encostando alternadamente nas áreas sus- peitas e sãs; outra opção é algodão embebido em éter Dolorosa – utiliza-se agulha ou alfinete alternado a ponta aguda e a romba (ou cabo) Tátil - toca-se a pele e pede para paciente dizer onde foi tocado 2) Teste da histamina A histamina promove uma vasodilataçãodependente da integridade dos ramúsculos nervo- sos. Uma vez lesados, não haverá vasodilatação reflexa, com ausência do halo eritemato- so reflexo Gota de solução milisemal de histamina e escarifica pele (sem sangramento). Reação nor- mal (Tríplice reação de Lewis): • Eritema • Eritema maior e contorno irregular- eritema reflexo ( esse que não há na MH) • Pápula Teste histamina bom para crianças ou adultos com defcit cognitivo; limitação pacientes melanodérmicos e nos nevos anêmicos 3) Baciloscopia Pesquisa dos bacilos de Hansen (BAAR) , corados por Ziehl-Neelsen nos esfregaços em lâminas de material colhido dos pacientes suspeitos 4) Reação de Mitsuda Não é prova diagnostica e sim prognostica, serve para classificar a doença Injeção intradérmica de Ag e leitura após 30 dias Pessoas com mitsuda +, se adquirirem a moléstia evoluirão para T. Aquelas com mitsu- da—, evoluirão para D ou V V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A 5) Histopatológico É considerado o padrão ouro para o diagnostico de hanseníase em todas as formas clini- cas Material deve ser representativo V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A DERMATOFITOSES São micoses cutâneas causadas por um grupo de agentes etiológicos denominados der- matófitos, e que tem afinidade pela queratina (utilizam-na como fonte de subsistência) Principais gêneros: • Microsporum *tende a ser unilateral (micose) • Trichophyton (dermatite/psoríase tende a ser bilateral) • Epidermophyton Podem ser: Antropofílicos: exclusivos da espécie humana Zoofilicos: próprio de animais Geofílicos: vivem no solo São mais comuns em regiões de maior temperatura e umidade Transmissão: contato direto ou indireto (materiais contaminados) *imunossuprimidos tem lesões mais extensas e recidivantes DIAGNÓSTICO: Pesquisa do Agente Etiológico -> Exame micológico direto e cultura (PADRÃO OURO) Micológico direto: raspagem da lesão e clarificação lamina com KOH 10 ou 20% ou KOH + DMSO ou lactofenol • estruturas fúngicas Cada fungo tem sua particularidade V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Cultura Ágar sabouraud-destrose Agar mycosel *resultado após 4-15 dias (macromorfologia e estudo microscópico) Lâmpada de wood TINEA CAPITIS Comum em crianças, rara no adulto Agentes: • Microsporum canis (agente principal) • Microsporum gypseum • T mentagrophytes • T tonsurans clinicamente placas de tonsura + descamação placas de tonsura descamativa Subgrupos: TINEA NÃO É ALOPECIA • Microspórica *bordas nítidas* • Tricofítica • Kerion (forma AGUDA, intensa inflamação, placa única, elevada, com pústulas e micro abcessos) • Favo (Tinea Favosa): principalmente pelo Trichophyton Schonleinii, microendemias, mais grave porque atinge folículo piloso levando a alopecia definitiva -> Godet ou Escútula fávica—lesoes crateriformes em torno do ostio folicular; Acarreta lesões cicatriciais; -> Favo ptiróide: descamativo -> Favo impetigóide: supurativo-crostoso V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A TINEA CORPORIS ‘’Impinge’’ Agentes: • T rubrum • M canis • T mentagrophytes Placas anulares, descamativas, pruriginosas, crescimento centrífugo, tendencia a clare- ar no centro TINEA PEDIS ‘’pé de atleta’’ Agentes: • T rubrum • T mentagrophytes • Epidermophyton floccosum Umidade e calor são fundamentais intertriginosa, descamação, fissuras, maceração, vesico-bolhas TINEA CRURAL ‘’Tinea inguinal’’ Agentes: • T rubrum • T mentagrophytes • Epidermophyton floccosum Mais comum em homens, geralmente associada a tinea pedis Lesões eritemato-descamativas, bordas nítidas, arciformes, podem atingir períneo, glúteo e abdome, prurido ONICOMICOSE Mais comum é o gênero Trichophyton Alteração de cor, atrofia, hiperqueratose lamina, descolamento subungueal Diagnóstico diferencial: psoríase, paroníquia por leveduras/unheiro (última foto), onicóli- ses, líquen plano, cândida albicans (branco), deficiências nutricionais (descolamento), contaminação por pseudomonas aeruginosa (verde) -> ácido acético (vinagre)/colírio de gentamicina V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Tratamento Tópico ou sistêmico, dependendo da gravidade ou extensão da lesão TINEA CAPITIS a terapia sistêmica é MANDATÓRIA. Podendo utilizar Griseofulvina ou Ter- binafina. Topicamente shampoo de cetoconazol ou ciclopirox Onicomicoses: tratamento sistêmico se acometimento importante (fluconazol, itraconazol ou terbinafina) associar tópico—esmalte. PITIRÍASE VERSICOLOR Infecção crônica da camada córnea causada pela malassezia furfur (levedura antropofílica lipo dependente) Malassezia furfur faz parte da biota natural da pele, mas sob determinadas condições há pseudofilamentação da levedura e dai surge a clinica da micose Hiperolesidade e hiper-hidratação são fatores importantes • Máculas descamativas, cores variáveis (versicolor- branca, rosa, acastanhada), desca- mação furfurácea, sinal Zileri -> puxa a pele do paciente -> descamação/craquela • Tronco, ombros, braços, pescoço, face, dobras flexurais • Assintomática na maioria, evolui por surtos • 80% recorrência em dois anos, 60% recorrência em um ano Diagnóstico: Micológico direto, cultura em meios com óleo, luz de wood (fluorescência amarelada ou prateada) Tratamento: Fatores de risco Tópicos Shampoo Sistêmico (fluconazol, itraconazol, cetoconazol) Tratamento profiláticos • isso em casos resistentes CANDIDIASE Infecção cutânea, mucosa ou sistêmica causada por leveduras do gênero Cândida 80-90% cândida albicans Saprófita, habita superfície pele, mucosa oral, intestinal e genital. Sob algumas condições multiplica se, tornando-se parasita, com esporos, hifas e pseudohifas V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Condições que favorecem a proliferação de cândida: • Diminuição da defesa (crianças/idosos) • Gravidez • Anticoncepcionais orais • Diabetes Mellitus • Antibioticoterapia • Corticoesteróide • Citostáticos, antineoplásicos • AIDS • Umidade e maceração cutânea em imunossuprimidos pode ocorrer fungemia com comprometimento sistêmico CANDIDIASEORAL Comum em RN, diabéticos, debilitados, próteses mal ajustadas Placas esbranquiçadas localizadas ou por toda cavidade oral, recobertas por induto es- branquiçado Pode atingir laringe, esôfago, traqueia, faringe Tratamento: Nistatina solução oral Bochechos com agua bicarbonada Antifúngicos VO se necessário CANDIDIASE INTERTRIGINOSA Regiões úmidas, dobras Placas eritematosas, úmidas, podem ter erosões, fissuras, colarete córneo, lesões satéli- tes Fatores de risco: • Obesidade • Diabetes Mellitus • Umidade • Higiene inadequada CANDIDIASE VULVOVAGINAL E BALNOPOSTITE V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A CROMOMICOSE Micose profunda, crônica, progressiva da pele e subcutâneo Causada por algumas espécies de fungos dimórficos e dematiáceos, ou seja, produzem pigmento negro ao serem cultivados 90% das infecções são causadas pelo Fonsecaea pedrosoi os fungos encontram-se no solo ou em vegetais e são introduzidos no organismo por traumas ou ferimentos Unilateral, geralmente MMII, mas pode acometer MMSS e raramente o tronco, glúteos, nariz, orelhas, pálpebras *MAIORIA TRABALHADORES RURAIS Propagação por contiguidade Evolui cronicamente, é localizada e não compromete o estado geral do paciente Várias formas clinicas: nodular, tumoral, verruciforme, cicatricial, vegetante e infiltrativa Mais comum: lesões verrucosas, unilaterais, confluem, formam plcas verrucosas Diagnostico diferencial: PLECCT (Paracoccidioidomicose, Leishmaniose, Esporotricose, Cromomicose, Carcinoma Espinocelular verrucoso, Tuberculose) V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A DIAGNÓSTICO: Micológico direto (amostra clarificada com KOH 10 ou 20% revela corpos arredondados, cor de charuto, isolados ou agrupados (corpos fumagoides), multiplicando-se por septação sem brotamento Cultura: crescimento lento (30 dias), 25°, superfície filamentosa e plana, aspecto avelu- dado, coloração verde-oliva escuro ao negro, reverso pigmento negro HSPT: infiltrado granulomatoso, microabcessos, células gigantes de corpo estranho e cor- pos fumagoides no interior TRATAMENTO: Localizada: Curetagem + eletro Crioterapia Exérese cirúrgica Extensa: Itraconazol 200-400mg/dia Terbinafina 500mg/dia casos extensos nenhum opção é totalmente eficaz, pouca resposta terapêutica ESPOROTRICOSE Micose profunda, evolução subaguda ou crônica, causada pelo Sporothrix schenckii, intro- duzido no organismo por inoculação direta na pele ou mucosas Vive saprofiticamente na natureza e a inoculação ocorre por materiais contaminados (palhas, espinhos) Mordeduras animais e picadas de insetos veiculam a doença (animais são transportado- res) Atualmente o gato doente é o maior transmissor da doença para o homem Induz imunidade celular e humoral Deficiências imunitárias possibilitam disseminação cutânea e sistêmica V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Formas clínicas: Cutâneas: • Cutânea-linfática Mais comum, lesão inicial é pápulo-nodular (cancro espo- rotricótico) no local da inoculação, podendo involuir ou ulcerar. Posteriormente formam-se nódulos ou gomas ao longo da cadeia linfática no local acometido (rosário) -> adultos acomete mais MMII e MMSS e face na criança • Cutânea localizada Revela boa resposta imunológica do hospedeiro. Lesões papulosas ou tuberosas podendo formar placa verrucosa com ou sem ulceração. Mais comum na face -> diagnostico diferencial: PLECT • Cutânea disseminada Extra cutânea Raras, depende da imunidade do hospedeiro e virulência do fungo • tireoide, testículos, glândula mamária, osso e periósteo, articulações, músculos, SNC, pulmões, rins, fígado, baço, pâncreas DIAGNÓSTICO: Micológico direto: pouca valia, geralmente negativo Cultura: PADRÃO OURO Crescimento rápido (5 dias), 26° graus Colônias castanho enegrecidas características (forma ferradura) Exame microscópico da cultura revela: hifas finas, septadas, com conídeos em cachos (forma de margarida) V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A HSPT (histopatológico): Granuloma com área de supuração central e reação histiocitá- ria epitelioide e plasmocitária ao redor, podendo ser achados parasitos em forma de naves ou charutos Intradermoreação com esporotriquina: + = infecção - = forma disseminada, cutânea generalizada, imunossuprimidos. * pode ser + em indivíduos normais TRATAMENTO; Iodeto de potássio • boa eficácia e baixo custo • Efeitos no TGI, gosto metálico boca, rinite • Iniciar com dose baixa e ir aumentando lentamente • 4 a 8 semanas e 2 semanas após cura clinica Itraconazol • boa escolha também • 100 a 200mg/dia 90 a 180 dias Terbinafina Anfotericina B • Formas disseminadas e AIDS • Grávidas PARACOCCIDIOIDOMICOSE Enfermidade infecciosa de evolução aguda a crônica, causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis Contágio por via inalatória com formação do complexo primário pulmonar Paracoccidioides brasiliensis só existe como doença autóctone no continente americano Brasil-SP, MT, MS, PR, GO e atualmente RO Maioria homens, trabalhadores rurais, 30-50 anos. Tabagismo e etilismo coexistem na maioria dos casos. O Paracoccidioides brasiliensis é um fungo com dismorfismo térmico (micélio 25° e leve- duras 37°) Moléculas antigênica dos fungos são GP 43 (maior virulência e patogenecidade) e GP 70 * entre a fase de instalação do complexo pulmonar primário e a estabilização, pode ocor- rer deslocamento linfo-hematogênico transitório com instalação focos metastáticos tam- bém transitórios V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A INFECÇÃO: 1. Evoluir para doença progressiva aguda a partir do complexo pulmonar 2. Quando houver desequilíbrio agente-hospedeiro ocorrer evolução para doença por rea- tivação de foco quiescente pulmonar ou metastático 3. Reinfecção e progressão para doença ativa EQUAÇÃO COMPLEXA DA DOENÇA/RESISTÊNCIA: • volume do inóculo e virulência do agente • Órgão infectado • Comorbidades • Perfil imune hospedeiro (Th1 maior resistência e Th2 maior gravidade e maior poten- cial pra desenvolver a doença) Formas clinicas: • Paracoco infecção • Paracoco doença Aguda/subaguda (13-23%) Jovens, febre, perda peso, adinamia e linfonodomegalias - linfonodos aumentos, sinais flogísticos, evoluem para abscedação e fistulização Crônica (forma típica do adulto) Unifocal (um órgão acometido) Geralmente pulmão (tosse, dispneia); SNC (sinais HIC),; supra renal; lesão cutâneo isola- da é raro Multifocal (geralmente pulmões + pele ou mucosas) * lesão pulmonar é regra nessa forma, localização para-hilar Lesão cutânea—lesão ulcerada ou úlcero vegetante ou infiltrativa Mucosa: ulcera rasa, pontilhado hemorrágico, granulosa, estomatite moriforme, doloro- sas; pode acometer toda a boca, laringe, faringe Sequelas: Pulmonar DPOC, microstomia, insuficiência suprarenal V A N E S S A L U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A DIAGNÓSTICO Micológico direto Material: lesões, pus, escarro, líquor • Células arredondadas, dupla parede, refringente com ou sem gemulação • Múltiplas gemulações: roda de leme *roda de leme *cabeça de mickey Paracoccidioides Brasiliensis Cultura Sabouraud (crescimento lento) 25°: aspecto pipoca estourada (branco-amarelada) 37°: aspecto cerebriforme (creme) HSPT (histopatológico) Infiltrado inflamatório crônico, granulomatoso. No centro do granuloma pode ter células fúngicas em meio a inflamação ou no interior de células gigantes • PAS ou Grocott-Gomori (prata) Sorologia Método auxiliar no diagnostico Melhor para acompanhamento durante a após tratamento V A N E S S AL U D W I G P R 2 D E R M A T O L O G I A Diagnóstico diferencial: Pulmonar: tuberculose, CA Oral: CEC Cutânea: PLECT (Paracoccidioidomicose, Leishmaniose, Esporotricose, Cromomicose, Car- cinoma Espinocelular verrucoso, Tuberculose) TRATAMENTO: Sulfamídicos Sulfametoxazol 400mg + Trimetoprima80mg (bactrim) Leves 1600 a 2400mg/dia 12 meses Moderados 1600 a 2400mg/dia 18 meses Anfotericina B Casos graves 0,5 a 1,0mg/kg/dia em SG5% 500ml em 6h Itraconazol 200mg/dia 6 a 9 meses leve 200mg/dia 12 a 18 meses moderado Fluconazol EV Neuroparacoco Critérios para cura: • Sem sinais clínicos • Sem sinais de inatividade pulmonar • Sorologia negativa por 2 anos V A N E S S A L U D W I G LESÕES MELANOCÍTICAS NEVOS MELANOCÍTICOS -Proliferações benignas dos melanócitos que se originam na crista neural no início da vida fetal -A maioria se desenvolve na infância, mais rapidamente na adolescência, atinge o auge na terceira década e tende a desaparecer após 40 anos -Densidade dos nevos é PROPORCIONAL a exposição solar e aos fototipos baixos (I e II) TIPOS DE NEVOS MELANOCÍTICOS: -CONGÊNITO -JUNCIONAIS -COMPOSTOS -INTRADÉRMICOS -NEVO AZUL -NEVO HALO -NEVOS HIPOCRÔMICOS -NEVOS ATÍPICOS (displásicos) ABCDE do melanoma A (assimetria) Simétrico: benigno Assimétrico: maligno B (bordas) Regular: benigno Irregular: maligno C (coloração) Tom único: benigno 2 ou + tons: maligno D (diâmetro) Até 6mm: benigno > 6mm: maligno E (evolução) LENTIGO MALIGNO (pode ser considerado um melanoma in situ) -Em geral: áreas foto-expostas (idosos) -Causado pela luz solar sobre os melanócitos epidérmicos -Evolução mais favorável (origem epidérmica) do que outras formas de melanócitos (origem de cels nevicas) -Melanose solar-> proliferação melanócitos atípicos na epiderme -> lentigo maligno -> células invadem a derme -> lentigo maligno melanoma TTO: avaliação adequada do HSPT ESTÁGIOS MELANOMA Estágio I: IA (até 0,8mm e sem ulceração) IB (ulcerado – 0,8 a 1mm / não ulcerado (1 a 2mm) Estágio II: IIA (ulcerado – 1 a 2mm) (não ulcerado – 2 a 4mm) IIB (ulcerado – 2 a 4mm / não ulcerado - >4mm) IIC (ulcerado > 4mm) Estágio III: gânglios de drenagem da área do tumor comprometidos Estágio IV: presença de metástases a distância MELANOMA Fatores de risco: exposição solar crônica, queimaduras solares (infância), fototipos I e II, múltiplos nevos melanocíticos atípicos/displásicos, HP + / HF + (10%), mutações genéticas (CDKN2A, CDK4, MC1R, BRAF) TIPOS: Melanoma extensivo superficial: + comum (70%); tronco dos homens e pernas das mulheres; pode surgir de um nevo ou iniciar de um novo. Melhor prognostico: fase horizontal de crescimento (30-60 anos) Melanoma Nodular: 2° + comum; prognostico ruim (pode ter só crescimento vertical); 5% pode ser amelanótico Melanoma Lentiginoso Acral: + frequente em negros/asiáticos; Raro em indivíduos de pele branca; Ocorre em regiões plantares, palmares e falanges terminais (peri/subungueal); GRANDE poder metastático. Melanoma Mucosas: diagnostico pode ser tardio com má prognostico DIAGNÓSTICO Dermatoscopia para confirmar SUSPEITA* Biopsia EXCISIONAL com margem mínima é o ideal Biopsia incisional se a lesão for muito extensa, na face, palmoplantar ou subungueal HSPT deve conter: o Espessura/profundidade do tumor, dada em mm (índice de Breslow) T1 – até 0,75 T2 – 0,76 a 1,5mm T3 – 1,60 a 3mm T4 – 3,10 a 4mm T5 - >4mm o Nível de invasão de Clark) I: epiderme II: derme papilar III: derme papilar + reticular IV: derme reticular V: gordura subcutânea o Presença/ausência de ulcerações o Margens o Subtipo histológico o Índice mitótico o Fase de crescimento (vertical/radial) o Regressão o Resposta inflamatória linfocitária o Neurotropismo TRATAMENTO: Cirúrgico (margem de segurança segundo Breslow) Quimioterapia, imunoterapia genética, terapia adjuvante Pesquisa linfonodo sentinela (Breslow < ou > 0,76mm; ou < 0,76mm com ulceração, índice mitótico diferente de 0, regressão significativa ou Clark IV Linfadenectomia (se linfonodo sentinela +) CÂNCER DE PELE: O câncer de pele NÃO MELANOMA é o mais frequente (-> mama e próstata -> colón e reto -> pulmão) Problema decorrente dos ditames da moda, da facilidade de acesso ao sol, da diminuição da camada de ozônio e da longevidade crescente da população A propensão ao dano solar depende de: o Fototipo do paciente (I e II) o Exposição cumulativa a luz ultravioleta o Intensidade da exposição o Exposição solar na infância Fototipo: I (sempre queima, nunca bronzeia) II (sempre queima, bronzeia pouco *clara), III (queima e bronzeia pouco *clara), IV (raramente queima e bronzeia com facilidade *morena-clara) V (queima muito raramente e bronzeia facilmente *morena) VI (nunca queima, bronzeia facilmente *negra) Reações imediatas (bolhas, queimadura) ; Reações tardias (melanose solar); Efélides (sardas); Atrofia cutânea; Poiquilodermia de Civatte; Leucodermia gutata FOTOENVELHECIMENTO (elastose solar) Causa: radiação solar/ rugas profundas, aparência áspera e rugosa, pigmentação irregular, aparecimento de manchas, telangiectasias, queratoses seborreicas, lesões malignas e pré-malignas QUERATOCANTOMA: tumor benigno que cresce rapidamente simulando um CEC (regride espontaneamente em 4 meses). O ideal é que a lesão seja removida, já que há risco de um CEC mascarado. QUERATOSE ACTÍNICA/solar Lesão pré-maligna da epiderme que ocorre em áreas foto-expostas cronicamente Maior frequência (> 45 anos/ fototipo I e II) Podem evoluir para CEC (5-20% dos casos), dos CEC estabelecidos (82% originaram-se da queratose actinica ➔ Pápulas eritematosas, áspera, bordas mal definidas, as vezes mais espessas e cornificadas tamanhos variados, a pele ao redor tem fotodano Corno cutâneo (queratose actínica onde há exagerada produção de camada córnea) TTO: fotoproteção/ crioterapia (nitrogênio líquido) / ATA (ácido tricloroacético)/ curetagem com eletrocoagulação/ 5-fluouracila tópico (efurix)/ Imiquimode (imunomodulador) QUELITE ACTÍNICA: afeta principalmente lábio inferior Risco alto para CEC TTO: crioterapia/ ATA/ cirurgia *biopsia quase sempre DOENÇA DE BOWEN: CEC in situ (intraepidérmico) Ocorre em qlq lugar do corpo e geralmente é lesão única; se não tto torna-se invasivo e pode causar metástase; região não fotoexposta: arsênio Tto: cirurgia/curetagem/crioterapia/efurix/imiquimode ERITROPLASIA DE QUERAYRAT: CEC in situ na mucosa + invasivo e agressivo que Bowen; pode acometer glande, prepúcio, mucosa genital feminina e mucosa oral *falta de higiene/ infecções crônicas/fimose Tto: cirurgia/efurix/imiquimode PAPULOSE BOWENOIDE: apresenta comportamento benigno, apesar do hspt CEC in situ. 2,6% evolui para CEC; induzida pelo HPV (16); pode haver regressão espontânea *tto não mutilantes DOENÇA DE PAGET: placa eczematosa, pruriginosa, infiltrada na aréola mamaria, hspt: célula de Paget TTO: semelhante ao de CA de mama CARCINOMA BASOCELULAR É o tumor maligno mais comum da pele (65%) - Composto de ilhas de células basais, as quais se originam da camada basal da epiderme e das estruturas anexiais (unidades pilossebáceas -> NÃO se encontra CBC nos lábios e região palmo-plantar) + comum na cabeça (2/3 superior da face) e pescoço - RARAMENTE METATIZA, mas é localmente invasivo e destrutivo, podendo invadir planos profundos Tipos: NODULAR: + comum (50-80%); pápula/nódulo translucido, de superfície lisa, brilhante, com bordas peroladas, bem delimitadas, finas telangiectasias/ evolui com lento crescimento e erosão central (nódulo ulcerado) PIGMENTADO: variante do nodular, áreas hipercrômicas; SUPERFICIAL: placa eritematosa, descamativa, bem delimitada com bordasirregulares; ESCLERODERMIFORME: + agressivo; placa marfim/ perolada, limites imprecisos, rígido/endurecido Diagnostico: clínico + dermatoscópico + HSPT TTO: cirurgia/efurix/imiquimode/criocirurgia CARCINOMA ESPINOCELULAR Tumor maligno constituído por proliferação atípica de células espinhosas, de caráter invasor *METÁSTASE – após meses/anos, mais frequentes em tumor de mucosa, dorso das mãos e cicatrizes. + frequente associado a queratose actínica - Fator de risco: fototipo I e II, exposição solar crônica, câmera de bronzeamento, radiodermite crônica, úlceras crônicas, genodermatoses (xeroderma), imunossuprimidos, transplantados, HPV. - Localizações + comuns: lábio inferior (áreas de quelite – fumo/dentes defeituosos), orelhas, face, dorso das mãos, mucosa bucal e genitália externa. - Inicia com área queratotica infiltrada/nódulo, aumenta gradualmente e úlcera. Pode torna-se vegetante/corneana TTO: cirurgia convencional ou micrográfica, criocirurgia, radioterapia, quimioterapia. TRATAMENTO: depende do tipo do tumor, da sua localização, se é recidivante, as condições clínicas do paciente, custos e resultados cicatriciais DERMATOSES POR VÍRUS HERPES VÍRUS Subfamílias: Alphaherpesviridae – simplexcvírus e vericellovírus HSV-1 (não-genital) HSV-2 (infecção genital) VZV (varicela e herpes zoster) Betaherpesvirinae: CMV (doença inclusão citomegálica) HHV-6 (exantema súbito) Gamaherpesvirinae: EBV (Epstein-barr vírus) HHV-8 (sarcoma de kaposi) HERPES SIMPLES ➔ HSV-2 pode ser oncogênico (CA de colo de útero) Transmissão: contato pessoal (mucosa/solução de continuidade da pele) -HSV-1 80-90% primo-infecção ocorrem em crianças < 10 anos -Primo-infecção pode ser subclínica ou assintomática, mas tipicamente pelo HSV-1 é uma gengivoestomatite; HSV-2 vulvovaginite/balanopostite -90% dos adultos têm sorologia + HSV-1 -Após o primeiro episódio o vírus de aloja no gânglio nervoso sensitivo e pode ser reativado por várias causas Gengivoestomatite (mais comum em crianças) Varia de leve (lesões vesico-erosivas) grave (febre alta, adenopatia, queda do estado geral, exulcerações que comprometem alimentação e pode acometer a faringe) Herpes não genital recidivante (mais comum em adultos) + frequente nos lábios Qualquer local/pele/mucosa. Dura 5-10 dias/ Quadro precedido por ardor, prurido (dias ou horas) e após o quadro característico de vesículas agrupadas sobre base eritematosa. Causas: trauma, sol, stress, alimentos, infecções, menstruação podem ativar o quadro Primo-infecção por HSV-2 Vesículas agrupadas, dolorosas no pênis, vulva, ânus, que se ulceram. *linfadenopatia local, retenção urinária; *pode acometer só o colo do útero. Complicações: Herpes simples neonatal: infecção por HSV-2 (malformação fetal – infecção precoce/tardia) (abortamento se primo-infecçao) transmissão no parto (mulheres + devem fazer cesárea), quadro grave (pode ser fatal, 50% tem sequelas neurológicas ou oculares. Meningoencefalite herpética: pode ocorrer na primo-infecção, viremia (2-5%) Eritema polimorfo herpético: mãos, dorso Herpes em imunodeprimidos: pacientes com CA, transplantados, doenças crônicas, HIV (quadros + graves, pode generalizar, alta mortalidade) Ceratoconjuntivite: conjuntivite purulenta, úlcera córnea, cegueira *pele ao redor acometida Erupção variceliforme de Kaposi (eczema herpético): quadro de disseminação viral pelo HSV, maioria dos casos em atópicos, aparecimento súbito e vesículas disseminadas Panarício herpético: infecção primária de um dedo, pode recidivar depois/ *profissionais de saúde: contato com paciente infectado. DIAGNÓSTICO: Citodiagnose de Tzank (lâmina com raspado do assoalgo de uma vesícula *células gigantes multinucleadas (herpes, varicela, h. zoster) HSPT (vesículas integras, presença de vesícula intraepidermica) Microscopia eletrônica (método caro e limitações pela necessidade de alta cerga viral) Sorologia (ELISA e Blot) PCR TRATAMENTO: aciclovir (infecções primarias graves, herpes neonatal, pacientes imunocomprometidos, encefalite -> IV) *esquemas de supressão de recorrência, profilaxia herpética VARICELA (primo-infecção pelo VZV) Vesículas (pele/mucosas) transmissão via aérea Incubação: 2 a 3 semanas Imunidade perene* Pródromo->vesículas->crostas Mais no tronco, em surtos, lesões em vários estádios evolutivos *ADULTOS tem maior queda do estado geral *IMUNOSSUPRIMIDOS quadros + grave (pneumonite e encefalite) *malformação fetal, quando no 1° trimestre da gestação (infecção grave) TTO: sintomático, forma + grave: aciclovir VO ou IV HERPES ZOSTER Quadro de vesículas sobre base eritematosa, precedido por dores nevrálgicas (20%) (dores nos nervos) pode evoluir para neuralgia pós herpética Unilateral, respeita o dermátomo + comum em imunossuprimidos (+grave) Quando acomete o trigêmeo (ramo oftálmico) pode acometer a cornea, se nervos auditivos: surdez e paralisia facial TTO: aciclovir 800mg 5x ao dia/ valaciclovir/ ce/analgésicos neuralgia (tto precoce é ideal para evitar a pós herpética/ amitriptilina, gabapentina, carbamazepina) VERRUGAS VIRAIS: causadas pelo HPV (vírus DNA) transmissão por contato direto ou por contato com objetos e superfícies contaminadas. Pode ocorrer autoinoculação Pode haver formas latentes e subclínicas. Inoculação do HPV no tecido epitelial causa proliferação de células escamosas, resultando em lesões verrucosas visíveis Quadro clínico varia de acordo com o tipo de vírus, local e resposta imunológica do hospedeiro. Pode ocorrer transmissão vertical in útero ou durante o parto, podendo resultas em papilomas laríngeos ou lesões anogenitais no recém-nascido. VERRUGAS VULGARES: HPV 2,4,26,27,29,57 Pápula ou nódulo, consistência firme, hiperqueratótica, podendo ter fissuras na superifcie. **pontos pretos (capilares trombosados na superfície da lesao) VERRUGAS PLANAS: HPV 3,10,28 Pápulas achatadas ou cor da pele ou levemente pigmentadas. Acomete mais áreas expostas da face e dorso das mãos TTO: acido retinóico VERRUGA PLANTARES: HPV 1, 63 Acomete preferencialmente áreas de apoio/pressão. Anel hiperqueratótico. Pela pressão a proliferação entra na derme tornando a lesão dolorosa. VERRUGA ANOGENITAL: HPV 6,11,30 Aparência clínica varia desde pequenas pápulas queratóticas, pigmentadas até massas maiores, semelhante a ‘’couve-flor’’ (condiloma acuminado) Adultos: transmissão sexual TTO: podofilotoxina (evitar em crianças e gestantes), imiquimod (verrugas genitais) Em crianças: Transmissão vertical (laríngeo 6-11) ou perinatal (canal de parto ou pré-natal) -achados genitais, larínge e boca; Transmissão horizontal por auto/hetero inoculação de verrugas cutâneas ou mucosas; Transmissão sexual (abuso) *infectadas no parto podem ter quadros latentes de HPV (anos) HPV E MALIGNIDADE: potencial oncogênico (16,18,31,33,35) CA de colo de útero TTO: ácido salicílico (evitar face e genital) nitrogênio líquido eletrocoagulação-curetagem sulfato de zinco cimetidina vacina para verruga vulgar (HPV) MOLUSCO CONTAGIOSO: causado por Poxvírus É autolimitada (meses ou anos) Ocorre em qualquer idade, mas principalmente em crianças pequenas, adulto sexualmente ativos e imunocomprometidos (em ATÓPICOS É + FREQUENTE) Transmissão: pessoa a pessoa por contato, fômites e autoinoculação *crianças que frequentes piscinas (água e temperatura) Quadro clínico: pápulas, geralmente umbilicadas ou com discreta depressão central, assintomáticas 10-30% pode ocorrer dermatite peri molusco Diagnóstico: clínico, casos duvidosos: HSPT (corpos de inclusão viral) Tratamento: curetagem, nitrogênio líquido, ácidos, hidróxido de K, cura espontânea HANSENÍASE Doença infectocontagiosacrônica, causada pelo Micobacterium leprae (bacilo álcool-ácido resistente BAAR) que tem predileção pela pele e SNP Atinge o nervo podendo levar a incapacidade e deformidades, tirando o paciente da sua vida ativa. *programas de irradicação da doença/rastreio para detecção precoce Convivência domiciliar: contágio inter-humano (doente bacilífero sem tratamento e contato intimo e prolongado (secreções nasais, da orofaringe e soluções de continuidade da pele) Período de incubação: 2 a 5 anos. Pouca patogenicidade, ou seja, infecta facilmente, mas dificilmente manifesta a doença (maioria da população é resistente a doença Formas clínicas: PAUBACILARES MH indeterminada (MHI fase inicial) pode durar semanas, meses ou anos. T: 2 a 3 anos/ V: 4 anos MH tuberculoide (MHT) MULTIBACILARES MH virchowiana (MHV) MH dimorfa (MHD) AVALIAÇÃO IMUNOLÓGICA REAÇÃO INTRADÉRMICA DE MITSUDA +: imunologicamente resistentes (80%) -: não resistentes (20%) MITSUDA +: TUBERCULOIDE MITSUDA -: VIRCHOWIANA/DIMORFA Pico de incidência: 10-20 anos Pico de prevalência: 30-50 anos Sexo MASCULINO HANSENÍASE INDETERMINADA Primeiras manifestações da MH • Manchas podem ser hipocromicas/eritemato- hipocromicas. Podem se apresentar isoladas ou em grupos (tamanho 2 a 3cm ou 10cm-areas grandes) • Forma ovalada/circular e com limites imprecisos • Componentes de filetes nervosos periféricos comprometidos -> hipoestesia (térmica, dolorosa, tátil) *alteração de sensibilidade (Tuberculoide) • Pode ocorrer hipoidrose/anidrose nas manchas • Baciloscopia – (sem risco de contágio) BACILOSCOPIA +/- MITSUDA +/- HSPT: infiltrado inflamatório ao redor dos nervos HANSENÍASE TUBERCULÓIDE Placas bem delimitadas, cor róseo-eritematosa/ acastanhada. Contornos regulares/irregulares formando lesões circulares, anulares, circinadas ou geográficas. UNICAS OU EM POUCO NÚMERO. Comprometimento neural intenso, precoce e assimétrico, as vezes com espessamentos neurais cutaneo-superficiais (sudorese/vasomotor) Nervos acometidos: retroauricular, cubital e ciático poplíteo externo BACILOSCOPIA – MITSUDA + HSPT: granuloma tuberculoide (células epiteloides gigantes) granuloma comprime o nervo e pode destruí- lo -> necrose caseosa nos nervos HANSENÍASE VIRCHOWIANA GRANDE polimorfismo de lesoes Início: Máculas hipo/eritematohipocrômicas, MULTIPLAS, e limites imprecisos; Insidiosa e progressiva se torna mais eritematosa, pigmentada, ferruginosa e espessada. Pode surgir nódulos/pápulas ‘’Fácies Leonina’’; ‘’Mãos em garra’’ ‘’Pé caido’’ BACILOSCOPIA + Pode ser encontrado em vários órgãos (nariz, mucosa oral, laringe, olhos, fígado, baço, edula, ossos, cartilagens, esôfago, intestino, rim, pulmão, testículos) MITSUDA – HSPT: Células de Virchow HANSENÍASE DIMORFA/boderline Conjunto de manifestações que são muito semelhantes a tubercoide ou bem parecidas com a forma virchowiana ou intermediarias (DD) lesões muito características e as vezes bizarras ‘’queijo suíço’ ’aspecto esburacado’ BACILOSCOPIA + MITSUDA +/- (tende ser -) HSPT: pode variar (DT, DW) REGRAS o Qualquer lesão hipocrômica não é MHI se tiver sensibilidade térmica e dolorosa preservada e prova de histamina completa o Qualquer lesão papulosa ou pápulo nodular que não for anestésica, não é MHT o Qualquer lesão suspeita de MHV com baciloscopia para BAAR não é MHV TRATAMENTO: Rifampicina 600mg* Dapsona 100mg* doses mensais Esquema MB: 12 doses em até 18 meses e alta por cura Esquema PB: 6 doses em até 9 meses e alta por cura PROVAS DIAGNÓSTICAS PESQUISA DE SENSIBILIDADE: térmica (2 tubos de água – quente e fria – encostar alternadamente nas áreas suspeitas – algodão embebido em éter/ Dolorosa (agulha/alfinete alternando a ponta aguda e o cabo)/ Tátil (tocar a pele e pedir onde foi tocado) TESTE DA HISTAMINA: TRÍPLICE REAÇÃO DE LEWIS: eritema/ eritema maior e contorno irregular – eritema reflexo / papula. Teste bom para crianças/adltos com déficit cognitivo/ limitação pacientes melanodérmicos e nos nevos anêmicos BACILOSCOPIA: pesquisa de bacilos de Hansen (BAAR) REAÇÃO DE MITSUDA: prova PROGNÓSTICA, serve para classificar a doença (injeção intradérmica de Ag e leitura após 30 dias) HSPT: PADRÃO OURO para hanseníase em todas as formas clínicas MICOSES SUPERFICIAIS DERMATOFITOSES Micoses cutaneas causadas por um grupo de agentes etiologicos (DERMATÓFITOS) os quias tem afinidade por queratina (fonte de subsistência) - Principais: microsporum, trichophyton, epidermophyton / Podem ser: antropifílicos (exclusivo especie humana), zoofilicos (próprio de animais) geofílicos (vivem no solo) Transmissão: contato direto/indireto São mais comuns em regiões de maior temperatura e umidade Imunossuprimidos tem lesoes mais extensas e recidivantes Diagnostico: MICOLÓGICO DIRETO- raspagem da lesão e clarificação em lamina - E CULTURA -agar/ resultado após 4-15 dias) PADRÃO OURO *pesquisa de ag etiológico Lâmpada de wood TINEA CAPITIS: comum em crianças, rara no adulto Agentes: Microsporum canis (agente principal); M. gypseum; T. mentagrophytes; T. tonsurans Clinica: placas de tonsura + descamação Sub grupos: microspórica, tricofítica, kerlon (forma aguda – inflamação, placa única elevada, com pustulas e micro abcessos), favo (tinea favosa – T. schonleinii, mais grave por que atinge o folículo piloso levando a alopecia definitiva. TTO: terapia SISTEMICA É MANDATÓRIA (podendo utilizar Griseofulvina ou terbinafina) Topicamente: shampoo de cetoconazol ou ciclopirox TINEA CORPORIS: ‘’impinge’’ Agentes: T. rubrum; M. canis; T mentagrophytes Clinica: placas anulares, descamativas, pruriginosas, crescimento centrífugo, tendencia a clarear no centro TINEA PEDIS: ‘’pé de atleta’’ Agentes: T. rubrum; T mentagrophytes; Epidermophyton flocossum Clínica: intetriginosa, descamação, fissuras, maceração, vesico-bolhas Umidade e calor são fundamentais TINEA CRURAL: ‘’tinea inguinal’’ Agentes: T. rubrum; T mentagrophytes; Epidermophyton flocossum Mais comum em HOMENS, geralmente associada a tinea pedis Clínica: lesões eritemato-descamativas, bordas nítidas, arciformes, podem atingir períneo, fluteo e abdome, tem prurido ONICOMICOSE Agente: Trichophyton (+ comum) Clinica: alteração de cor, atrofia, hiperqueratose lamina, descolamento subungueal DD: psoriase, paronóquia por leveduras, onicólises, liquen plano, candida albicans, deficiencias nutricionais, contaminação por pseudomonas aeruginosa - ácido acético* TTO: sistemico se acometimento importante (fluconazol, itraconazol ou terbinafina) associar tópico – esmalte. PTIRÍASE VERSICOLOR Infecção cronica da camada cornea causada pela Malassezia furfur (levedura antropofilica lipo dependente) faz parte da biota natural da pele, mas sob determinadas condições há pseudofilamentação da levedura e surge a clínica da micose. Hiperoleosidade e hiper-hidratação são fatores importantes Clinica: maculas descamativas, cores variaveis (branca,roxa,acastanhada) descamação furfurácea, SINAL DE ZILERI (descamação/craquelação da pele) Tronco, ombros, braços, pescoço, face, dobras flexurais - Assintomatica na maioria, evolui por surtos. 80% recorrencia em dos anos, 60% recorrencia em um ano Diagnostico: micológico direto, cultura meios com óleo, luz de woody – fluorescencia amarelada ou prateada; TTO: fatores de risco, topicos, shampoo, sistemico (fluco/itra/cetoconazol) profilaticos (em casos resistentes) CANDIDIASE Infecção cutanea, mucosa ou sistemica causada por leveduras do genero Candida (80-90% candida albicans) Saprófita, habita superfície da pele, mucosa oral, intestinal e genital. Sob algumas condições multiplica-se tornando-se parasita, com esporos, hifas e pseudohifas Condições que favorecem a proliferação: diminuição da defesa (criança/idoso), gravidez, ACO, DM, ATB, CE, citostáticos,antineoplásicos, AIDS, umidade e maceração cutanea, imunosuprimidos (fungemia com comprometimento sistêmico) ORAL: comum em RN, diabéticos, debilitados, próteses mal ajustadas (placas esbranquiçadas na cavidade oral, pode atingir laringe, esofago, traqueia, faringe) TTO: nistatina de uso oral, bochechos com agua bicarbonada, antifúngicos VO se necessario INTETRIGINOSA: regiões umidas, de dobras, placas eritematosas, umidas, podem ter erosões, fissuras, colarete córneo, lesões satélites. Fatores de risco: obesidade, DM, umidade, higiene inadequada. VULVOVAGINAL E BALANOPOSTITE MICOSES PROFUNDAS CROMOMICOSE Micose profunda, progressiva da pele e subcutâneo Os fungos encontrados no solovegetais são introduzidos no organismo por traumas ou ferimentos Causada por alguma espécie de fungos dimórficos e dematiáceos, produzem pigmento negro ao serem cultivados 90% das infecções são pelo Fonsecaea Pedrosoi Clínica: unilateral, geralmente MMII, pode acomete MMSS eraramento o tronco, gluteos, nariz, orelhas, pálpebras Nodular, tumoral, verruciforme, cicatricial, vegetante e infiltrativa (mais comum: verrucosas, unilaterais, confluem e formam placas verrucosas) *maioria TRABALHADORES RURAIS / Propagação por contiguidade Evolui cronicamente, é localizada e não compormete o estado geral do paciente. Diagnóstico: micologico direto (corpos arredondados, cor de charuto, isolados ou agrupados – corpos fumagoides) Cultura (crescimento lento – 30 dias), HSPT Tratamento: localizada (curetagem + eletro/ crioterapia/ exérese cirúrgica) extensa (itraconazol, terbinafina) casos extensos nenhuma opção é totalmente eficaz, pouca resposta terapeutica DD: PLECCT (PARACOCCIDIOIDOMICOSE, LEISHMANIOSE, ESPOROTRICOSE, CROMOMICOSE, CARCINOMA ESPINOCELULAR VERRUCOSO, TUBERCULOSE) ESPOROTRICOSE Micose profunda, evolução subaguda ou cronica, causada pelo Sporothrix schenckii, introduzido no organismo por inoculação direta na pele ou mucosas Vive saprofiticamente na natureza e a inoculação ocorre por materiais contaminados (palhas, espinhos) Mordedura de animais e picadas de insetos veiculam a doença (animais são transportadores) *GATO é o maior transmissor da doença para o homem atualmente Formas cutâneas: Cutanea linfática: + comum; lesão inicial é pápulo-nodular (cancro esporotricótico) no local da inoculação, podendo involuir ou ulcerar. Depois formam-se nodulos ou gomas ao longo da cadeia linfática no local acometido (rosário) adultos acomete mais MMII e MMSS / crianças acomete mais na FACE Cutânea localizada: revela boa resposta imunologica do hospeideiro. Lesões papulosas/tuberosas podendo formar placa verrucosa com/sem ulceração. Mais comum na face. DD: PLECT Cutânea disseminada Extra-cutânea: raras, dependem da imunidade do hospeideiro e da virulencia do fungo (tireoide, testiculos, glandula mamaria, osso e periosteo, articulações, musculos, SNC, pulmões, rins, figado, baço, pancreas Diagnóstico: micológico direto (pouca valia, geralmente negativo), CULTURA (PADRÃO OURO) crescimento rápido – 5 dias, 26° *colonias castanho enegrecidas – ferradura, hifas sepatadas, com conídeos em cachos (forma de margadira) HSPT: granuloma com área de supuração central e reação histiocitária epitelioide e plasmocitária ao redor, podendo ser achados parasitos em forma de naves ou charutos Tratamento: Iodeto de potassio, itraconazol, terbinafina (anfotericina B) – AIDS, gravidas PARACOCCIDIOIDOMICOSE Enfermidade infecciosa de evolução aguda a cronica, causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis (dismorfimo térmico – micélio 25° e leveduras 37°) Contágio por via inalatória com formação do complexo primário pulmonar Maioria HOMENS, trabalhadores rurais (30-50 anos) Tabagismo e etilismo coexistem* Entre a fase de instalação do complexo pulmonar e a estabilização, pode ocorrer deslocamento linfo-hematogênico transitório com instalaçõ de focos metastáticos tambem transitórios. Infecção: evoluir para doença progressiva aguda a partir do complexo pulmonar -> quando houver desequilibrio o agente-hospedeiro ocorrer evolução para doença por reativação do foco quiescente pulmonar ou metastatico -> reinfecção e progressão para doença ativa Quando multifocal: lesão pulmonar para-hilar Diagnóstico: micológico direto (lesões, pus, escarro, líquor) celulas arredondadas, múltiplas gemulações (roda de leme) *cabeça de mickey Cultura (sabouraud – crescimento lento); HSPT: infiltrado inflamatório cronico, granulomatoso; Sorologia: metodo auxiliar no diagnostico (acompanhamento do tto) DD: pulmonar (tuberculose, CA) oral (CEC), cutanea (PLECT) Tratamento: sulfamídicos, anfotericina B, itraconazol, fluxonazol EV Critérios para cura: sem sinais clinicos, sem sinais de inatividade pulmonar, sorologia negativa por 2 anos LEISHMANIOSE Infecção crônica, não contagiosa, causada por diversas espécies de protozoários do gênero Leishmania e transmitido ao homem por fêmeas de flebotomíneos Leishmaniose americana (LTA); Leishmaniose difusa Leishmaniose visceral americana (LVA) Transmissão: mosquito flebotomíneos (Lutzomya e Psychodopygus) ‘’mosquito-palha’’ Reservatórios: animais silvestres (roedores, macaco, tatu, quati, marsupiais, preguiça) ou domésticos (cães, cavalos) Insetos -> sugam os animais -> ingerem os parasitos (forma amastigota) -> tubo digestido do inseto evoluem para forma promastigota -> inoculadas no homem ao ser picado. Os macrófagos da pele englobam essa forma e multiplicam no interior (ninhos) • Áreas de desmatamento é comum (surtos) LEISHMANIOSE TEGUMENTAL AMERICANA ‘’úlcera de bauru ou ferida brava’’ Agentes: L. Braziliensis; L. amazonensis; L.guyanensis -Após incubação 1-4sem surge pápula eritematosa única ou múltipla no ponto de inoculação evoluindo até ulcerar (contornos circulares, bordas altas e infiltradas, fundo granuloso podendo estar recoberta por exsudato sero-purulento, indolores) -No mesmo paciente, podem existir lesões em diferentes fases evolutivas (podem involuir espontaneamente ou evoluir para placas vegetantes verrucosas PLECT ou infiltradas) -As lesões surgem 1-2 anos após o início da infecção, por disseminação hematogênica; lesão mucosa nasal destrói o septo nasal e asas nasais (lavando ao nariz de anta/tapir; pode envolver lábios, palato, língua, faringe, laringe; as lesões podem infiltrar na face e comprometer ossos da face LEISHMANIOSE DISSEMINADA Múltiplas lesões acneioides, com sintomas gerais (febre, mialgia) Surge semanas após a úlcera inicial. As lesões evoluem em número, forma nódulos e ulcerações, podendo acometer mucosas. Ocorre em imunossuprimidos ou cepas mais virulentas de L. braziliensis. Diagnóstico: inquérito epidemiológico Exame de esfregaço (corado por giemsa/leishman) Positivo (30-60%) lesões recentes e raro nas tardias Pesquisa do amastigota HSPT: granuloma linfo-histo-plasmocitário, grande número de plasmócitos, leishmanias presentes (infecção recente, raro > 6 meses) Cultura: em meio NNN, pouco utilizada para diagnostic PCR: identifica a espécie infectante em 80-94% Reação de Montenegro (aplicação intradérmica – leitura 48-72h, + em 86-97% casos LTA) continua positiva após cura da doença; imunodeprimidos e L. visceral pode demorar 1 a 2 meses para positivar TRATAMENTO Antimoniais (n-metil-glucamina - glucantime) Efeitos colaterais: náuseas/vômitos, tosse, artralgia, elevação TGO/TGP, ureia, creatinina, alteração ECG *não usar em gestantes Anfotericina B Formais mais resistentes, monitorar função renal e cardiaca Pentamidina Bom resultado para L.guyanensis (IM) é hipoglicemiante LEISHMANIOSE VISCERAL AMERICANA ‘’calazar’’ ‘’Leishmania chagasi, vetor Lutzomya longipalpis’’ Reservatório: cães e raposas Clínica: febre, anorexia, adenopatias, hepatoesplenomegalia, anemia com linfopenia, alteração da MO, diarreia, sangramento intestinal Achados cutâneosinespecíficos, com rarefação e descoloração cabelos, palidez, icterícia, purpuras 95% óbito sem tto/ 5-10% óbito com tto adequado (crianças e idosos) TTO: glucamina ou anfotericina B DERMATOZOONOSES ESCABIOSE Ácaro Sarcoptes Scabiei var. Homonis Contato entre pessoas; Vive 24-36h no meio ambiente Prurido principalmente noturno, geralmente poupa face Lesão característica é linear, serpiginosa, elevada Lesões eritemato-papulosas – axilar, mamas, pênis, glúteos, interdigitais, tronco são por mecanismos imunológicos pelo ácaro Escabiose nodular por evolução longa da doença Sarna crostosa ou norueguesa (imunossuprimidos, pode não haver prurido, lesões crostosas, hiperceratóticas, com issuras, destrofias ungueais) Diagnóstico: história clínica + exame direto (muitas vezes difícil de se achar o ácaro) tratamento de prova Tratamento: tratar TODOS os habitantes do domicílio; - Permetrina 5% loção à noite e banho de manhã, 3 noites consecutivas, repetir em 1 semana; pode usar em crianças, gestantes, adultos - Enxofre 5 ou 10% - não tem EC, usado em qualquer idade, de noite por 4 noites consecutivas - Ivermectina – acima de 5 anos, 1cp a cada 30kg, dose única, repete em 7 a 15 dias - Prurido pós escabiótico: CE, anti- histamínicos PEDICULOSE Couro cabeludo (Pediculus capitis) difícil achar ninfas e adultos, lêndeas facilmente visíveis; prurido no couro cabeludo, eczema occiptal e retroauricular Pubis (ftiríase) Pthirus púbis-chato: região anogenital, axila, coxas, supercílios. Não sai facilmente do cabelo*** dd: dermatite seborreica (sai facilmente) Tratamento Permetrina 1% shampoo por 10 minutos Permetrina 5% loção de noite Repetir após 7 a 10 dias Ivermectina VO Lêndeas - vinagre LARVA MIGRANS CUTÂNEA – BICHO GEOGRÁFICO Contato com solo ou areia contaminados pelas fezes de cães e gatos Ancylostoma brasiliensis é o agente mais comum Lesões lineares, salientes, serpiginosas, eritematosas, pruriginosas Pode haver vesículas e bolhas por hipersensibilidade Pode ocorrer infecção secundária e eczematização dificultando o diagnóstico Locais mais afetados são os que entram em contato Tratamento Albendazol 400mg dose única, podendo repetir 48h após Ivermectina Poucas lesões podem-se usar creme de tiabendazol 5% MIÍASES Infestação devido à invasão de tecidos e órgãos por larvas de dípteros Miíase primária (furunculoide) Ocorre quando a larva de Dermatobia hominis penetra nos tecidos Lesão inicial é uma pápula que cresce e se torna furunculoide, eritematosa, discretamente mais quente. Há pequeno orifício central por onde drena continuamente secreção serosa Tratamento é a retirada larva por compressão, abertura cirúrgica ou ocluindo o orifício impedindo a larva de respirar Miíase secundária Moscas depositam ovos em ulcerações da pele, que eclodem e as larvas vão se desenvolvendo no local Tratamento retirada larvas Miíase cavitária Mosca deposita ovos em cavidades naturais (narina, ouvido, vagina)