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CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX 
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO 
 
 
 
 
 
HUGO MARTINS OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
Aparência moderna: 
análise da arquitetura modernista no 
hipercentro de Belo Horizonte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte 
2022 
CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX 
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO 
 
 
 
 
 
HUGO MARTINS OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
Aparência moderna: 
análise da arquitetura modernista no 
hipercentro de Belo Horizonte 
 
 
Monografia apresentada ao Curso de 
Arquitetura e Urbanismo do Centro 
Universitário Metodista Izabela Hendrix como 
pré-requisito para a obtenção do Título de 
Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. 
Orientador Prof.: Lizandro Edmundo Cordeiro 
de Melo Franco. 
 
 
 
 
Belo Horizonte 
2022 
AGRADECIMENTOS 
 
Inicialmente, agradeço a minha mãe e ao meu pai que são meus principais 
incentivadores aos estudos e a minha vida acadêmica. 
Agradeço ao meu companheiro Raul por estar sempre ao meu lado, compartilhando 
comigo meus momentos de alegria e tristeza, minhas vitórias e minhas derrotas. 
Agradeço a coordenadora e professora Josana Matedi Prates Dias que me encantou e me 
inspirou desde o primeiro semestre. Sempre solícita, foi fundamental na minha trajetória 
dentro da instituição. 
Agradeço, também, aos demais professores, principalmente à Marcia Maria Cavalieri e 
ao Bernardo Nogueira Capute que despertaram ainda mais minha paixão pela história das 
artes e da arquitetura. 
Agradeço a professora Sandra Lemos Coelho Bontempo que me orientou durante a 
primeira etapa desse trabalho, compreendendo e abraçando minhas intenções. 
 Sou profundamente grato ao professor Lizandro Edmundo Cordeiro de Melo 
Franco, orientador desse trabalho, por me instigar a aprimorar meu trabalho, me questionando 
e me sugestionando direções. 
Agradeço também ao Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte pelo importante 
trabalho realizado de guarda e divulgação da memória da cidade com uma equipe competente 
e sempre disponível, sendo fundamental para o desenvolvimento desse trabalho. 
 
RESUMO 
Este trabalho estuda as edificações modernistas do hipercentro de Belo Horizonte 
projetadas entre as décadas de 1950 e 60. Partindo da ideia de que a arquitetura é a expressão 
dos anseios e desejos de um povo, buscamos compreender a relação entre a população e a 
modernidade a partir das edificações e através de uma revisão bibliográfica sobre a arquitetura 
moderna no Brasil e no mundo. Além disso, são investigadas as obras de três grandes mestres 
modernistas nas esferas global, nacional e local buscando compreender a ortodoxia do 
movimento moderno - Le Corbusier, Lúcio Costa e Sylvio de Vasconcellos, respectivamente. 
A estreita relação de Belo Horizonte com os ideários de modernidade é abordada a partir do 
cadastro de 432 edifícios com características modernistas, de forma a identificar os principais 
elementos arquitetônicos utilizados a partir do preenchimento de um questionário padrão de 
elaboração própria. Pretende-se um banco de dados contendo informações básicas sobre cada 
uma das edificações, como nome, endereço, projetista e ano, e os principais elementos 
característicos do modernismo identificados. Sob a ótica dos conceitos de modernismo 
popular e modernismo de fachada faz-se uma análise quantitativa e qualitativa dos edifícios 
buscando apurar a maneira como o léxico modernista se apresenta. São seis exemplares para 
análise individual mais aprofundada a partir de uma pesquisa documental no APCBH 
levantando os desenhos arquitetônicos originais apresentados à prefeitura para aprovação da 
obra. Por fim, é discutida a ideia de aparência em arquitetura a partir de Maria Lucia Malard, 
a função do ornamento e as críticas de Robert Venturi ao movimento moderno em busca das 
contradições de um povo expressas na arquitetura. 
 
Palavras-Chave: Arquitetura Moderna. Modernismo. Belo Horizonte. Modernismo Popular. 
Modernismo de Fachada. 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1 - Área de Análise, hipercentro de Belo Horizonte ............................................ 15 
Figura 2 - Bauhaus, Walter Gropius ............................................................................... 21 
Figura 3 - Casa da rua Santa Cruz, Gregori Warchavchik .............................................. 23 
Figura 4 - Sede do MES, Lúcio Costa e equipe .............................................................. 24 
Figura 5 - Projeto para sede do MES, Archimedes Memória ......................................... 25 
Figura 6 - Pavilhão Brasileiro, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer ...................................... 26 
Figura 7 - Casa do Baile, Oscar Niemeyer ...................................................................... 26 
Figura 8 - Villa Fallet, Le Corbusier ............................................................................... 27 
Figura 9 - Maison Dom-Ino, Le Corbusier...................................................................... 28 
Figura 10 - Villa Schwob, Le Corbusier .......................................................................... 28 
Figura 11 - Villa Savoye, Le Corbusier ........................................................................... 30 
Figura 12 - Os cinco pontos de uma nova arquitetura, Le Corbusier ............................. 31 
Figura 13 - Maison de week-end, Le Corbusier .............................................................. 32 
Figura 14 - Pavillon des Temps Nouveaux, Le Corbusier ............................................... 32 
Figura 15 - Unite d' Habitation, Le Corbusier ................................................................ 33 
Figura 16 - Capela de Ronchamp, Le Corbusier ............................................................. 34 
Figura 17 - Vila operária da Gamboa, Gregori Warchavchik e Lúcio Costa .................. 36 
Figura 18 - A casa sem dono 1, Lúcio Costa .................................................................. 36 
Figura 19 - Vila Monlevade, Lúcio Costa ....................................................................... 37 
Figura 20 - Sede do MES, Lúcio Costa e equipe ............................................................ 40 
Figura 21 - Sede do MES, Lúcio Costa e equipe ............................................................ 40 
Figura 22 - Pavilhão Brasileiro, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer .................................... 42 
Figura 23 - Residência Barão de Saavedra, Lúcio Costa ................................................ 42 
Figura 24 - Parque Guinle, Lúcio Costa.......................................................................... 43 
Figura 25 - Parque Guinle, Lúcio Costa.......................................................................... 43 
Figura 26 - Casa na rua Caldas, nº 47, Sylvio de Vasconcellos ...................................... 45 
Figura 27 - Casa na rua Olímpio de Assis, n° 77 Sylvio de Vasconcellos .................... 46 
Figura 28 - Casa na rua Sinval de Sá, nº 586, Sylvio de Vasconcellos .......................... 47 
Figura 29 - Casa na avenida do Contorno, nº 7871 ......................................................... 47 
Figura 30 - Cine Belas Artes, Sylvio de Vasconcellos ................................................... 49 
Figura 31 - Capela Verda Farrar, Sylvio de Vasconcellos .............................................. 49 
Figura 32 - MAPE, Sylvio de Vasconcellos ................................................................... 49 
Figura 33 - Planta Geral de Belo Horizonte .................................................................... 59 
Figura 34 - Fachada de secretarias .................................................................................. 60 
Figura 35 - Prédio da Secretaria da Educação em construção ........................................ 60 
Figura 36 - Detalhes da fachada principal Escola Estadual PedroII .............................. 61 
Figura 37 - Viaduto Santa Tereza após sua inauguração ................................................ 62 
Figura 38 - Edifício Ibaté ................................................................................................ 62 
Figura 39 - Hotel Madrid ................................................................................................ 63 
Figura 40 - IAPI .............................................................................................................. 64 
Figura 41 - Edifício Acaiaca ........................................................................................... 64 
Figura 42 - Edifício Chagas Dória .................................................................................. 64 
Figura 43 - Colégio Batista Mineiro ............................................................................... 65 
Figura 44 - Edifício Itatiaia ............................................................................................. 65 
Figura 45 - Museu de Arte da Pampulha, antigo casino ................................................. 67 
Figura 46 - Iate Tênis Clube............................................................................................ 67 
Figura 47 - Casa do Baile ................................................................................................ 68 
Figura 48 - Igreja de São Francisco de Assis .................................................................. 68 
Figura 49 - Casa JK ......................................................................................................... 69 
Figura 50 - Edifício JK .................................................................................................... 70 
Figura 51 – Edifício Helena Passig e Sede do BEMGE ................................................. 70 
Figura 52 - Edifício Niemeyer ........................................................................................ 70 
Figura 53 - Mapa dos edifícios modernistas no hipercentro de Belo Horizonte ............. 73 
Figura 54 - Mapa de altimetria das edificações levantadas............................................. 75 
Figura 55 - Mapa de usos das edificações levantadas ..................................................... 76 
Figura 56 - Edifício Pilar, Geraldo Ferreira Lima, 1961. Av. Afonso Pena, 1626 ......... 77 
Figura 57 - Edifício Nossa Senhora de Lourdes, Hélio Ferreira Pinto, 1955. Av. 
Augusto de Lima, 609 .............................................................................................................. 77 
Figura 58 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1965. R. dos Guajajaras, 420 ................... 77 
Figura 59 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1965. R. dos Guajajaras, 420 ................... 78 
Figura 60 - Edifício Maria Inez. R. dos Guajajaras, 65 .................................................. 78 
Figura 61 - Edifício Maria Inez. R. dos Guajajaras, 65 .................................................. 78 
Figura 62 - Edifício Esther, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1959. Av. 
Augusto de Lima, 463 .............................................................................................................. 79 
Figura 63 - Edifício Esther, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1959. Av. 
Augusto de Lima, 463 .............................................................................................................. 79 
Figura 64 - Edifício na rua Espirito Santo, nº 238 .......................................................... 80 
Figura 65 - Edifício Mantiqueira, Antônio Botelho Pereira e Jefferson José Lodi, 1952. 
R. dos Tupinambás, 190 ........................................................................................................... 80 
Figura 66 - Edifício Mantiqueira, Antônio Botelho Pereira e Jefferson José Lodi, 1952. 
R. dos Tupinambás, 190 ........................................................................................................... 80 
Figura 67 - Edifício Clemente Faria / Banco da Lavoura, Álvaro Vital Brazil, 1951. Av. 
Afonso Pena, 726 ...................................................................................................................... 81 
Figura 68 - Edifício Clemente Faria / Banco da Lavoura, Álvaro Vital Brazil, 1951. Av. 
Afonso Pena, 726 ...................................................................................................................... 81 
Figura 69 - Edifício Tupigua, Ulpiano Nunes Muniz, 1956. R. Guarani, 241 ................ 82 
Figura 70 - Edifício Tupigua, Ulpiano Nunes Muniz, 1956. R. Guarani, 241 ................ 82 
Figura 71 - Edifício Nossa Senhora de Lourdes, Hélio Ferreira Pinto, 1955. Av. 
Augusto de Lima, 609 .............................................................................................................. 83 
Figura 72 - Edifício na rua Guaicurus, nº 481................................................................. 83 
Figura 73 - Edifício na rua dos Tamoios, nº 523 ............................................................ 83 
Figura 74 - Edifício na rua São Paulo, esquina com rua Guaicurus ............................... 84 
Figura 75 - Hotel Magnata. R. Guarani, 124................................................................... 84 
Figura 76 - Hotel Real Park. Av. Olegário Maciel, 421 ................................................. 84 
Figura 77 - Edifício Francisco Cardoso, Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954. R. 
Espírito Santo, 1100 ................................................................................................................. 85 
Figura 78 - Edifício Francisco Cardoso, Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954. R. 
Espírito Santo, 1100 ................................................................................................................. 85 
Figura 79 - Edifício Solar, Ulpiano Nunes Muniz, 1955. Av. João Pinheiro, 85 ........... 86 
Figura 80 - Edifício Solar, Ulpiano Nunes Muniz, 1955. Av. João Pinheiro, 85 ........... 86 
Figura 81 - Edifício Pilar, Geraldo Ferreira Lima, 1961. Av. Afonso Pena, 1626 ......... 87 
Figura 82 - Edifício Hazan, Abram Zyman, 1957. R. Guaranis, 578 ............................. 87 
Figura 83 - Edifício Marcelo Líbano. Av. Augusto de Lima, 444 .................................. 88 
Figura 84 - Edifício Nicolina Teixeira. R. São Paulo, 925 ............................................. 88 
Figura 85 - Edifício Rochedo. R. Goitacazes, 470 .......................................................... 88 
Figura 86 - Edifício Arcângelo Maletta, Oswaldo Santa Cruz Nery, 1958. Av. Augusto 
de Lima, 233 ............................................................................................................................. 89 
Figura 87 - Mercado Central, Marcio Gomes dos Santos, 1967. Av. Augusto de Lima, 
744 ............................................................................................................................................ 89 
Figura 88 - Mercado Novo, Fernando Graça e Sandoval Azevedo Filho, 1962. Av. 
Olegário Maciel, 742 ................................................................................................................ 90 
Figura 89 - Faculdade de Direito da UFMG, Oswaldo Santa Cruz Nery, Decio Machado 
e Rodrigo Moreira, 1958. Av. João Pinheiro, 100 .................................................................... 90 
Figura 90 - Edifício São Luiz, Raphael Hardy Filho, 1952. R. Espírito Santo, 980 ....... 91 
Figura 91 - Edifício São Luiz, Raphael Hardy Filho, 1952. R. Espírito Santo, 980 ....... 91 
Figura 92 - Edifício Brasília. R. Carijós, 558 ................................................................. 91 
Figura 93 - Edifício Brasília. R. Carijós, 558 ................................................................. 92 
Figura 94 - Edifício Wanda Maria. R. Tamoios, 699......................................................92 
Figura 95 - Edifício Wanda Maria. R. Tamoios, 699...................................................... 92 
Figura 96 - Edifício Florença. R. Guaranis, 555 ............................................................. 93 
Figura 97 - Edifício Florença. R. Guaranis, 555 ............................................................. 93 
Figura 98 - Edifício Palácio Tiradentes. R. Rio de Janeiro, 985 ..................................... 93 
Figura 99 - Edifício Palácio Tiradentes. R. Rio de Janeiro, 985 ..................................... 94 
Figura 100 - Edifício Vicente de Araújo / Banco Mercantil do Brasil, Raul de Lagos 
Cirne, 1960. R. Rio de Janeiro 654........................................................................................... 95 
Figura 101 - Edifício Minas Oeste, Álvaro Benício de Paiva Filho, 1966. R. da Bahia, 
1033 .......................................................................................................................................... 95 
Figura 102 - Edifício Trianon. R. da Bahia, 905 ............................................................. 96 
Figura 103 - Edifício Trianon. R. da Bahia, 905 ............................................................. 96 
Figura 104 - Sede do BEMGE, Oscar Niemeyer, 1953. R. Rio de Janeiro, 471 ............ 96 
Figura 105 - Edifício na rua dos Guaranis, nº 311 .......................................................... 97 
Figura 106 - Edifício Eliza Levy, Tarcísio Silva, 1958. R. Rio de Janeiro, 243............. 97 
Figura 107 - Edifício Eliza Levy, Tarcísio Silva, 1958. R. Rio de Janeiro, 243............. 97 
Figura 108 - Edifício Claudionor Ferreira Pinto. Av Augusto de Lima, 345 ................. 98 
Figura 109 - Edifício Claudionor Ferreira Pinto. Av Augusto de Lima, 345 ................. 98 
Figura 110 - Edifício na rua Rio Grande do Sul, nº 320 ................................................. 99 
Figura 111 - Edifício na rua Rio Grande do Sul, nº 320 ................................................. 99 
Figura 112 - Edifício na avenida Paraná, nº 214 ............................................................. 99 
Figura 113 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino, 1959. R. São Paulo, 1190 ......... 100 
Figura 114 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino, 1959. R. São Paulo, 1190 ......... 100 
Figura 115 - Edifício Rotary, Luiz Pinto Coelho e Arturo Garcia Loayza, 1965. R. 
Guajajaras, 410 ....................................................................................................................... 101 
Figura 116 - Edifício Rotary, Luiz Pinto Coelho e Arturo Garcia Loayza, 1965. R. 
Guajajaras, 410 ....................................................................................................................... 101 
Figura 117 - Edifício Nossa Senhora de Fatima, Raphael Hardy Filho, 1954. R. Tupis, 
225 .......................................................................................................................................... 102 
Figura 118 - Edifício Baalbeck. R. Caetés, 461 ............................................................ 102 
Figura 119 - Edifício na rua dos Tupinambás, nº 1069 ................................................. 102 
Figura 120 - Edifício Victor Purri, Paulo Mourão Monteiro, 1963. R. da Bahia, 486 . 103 
Figura 121 - Edifício Miraci, Eurípedes Santos Zumpano, 1956. R. Rio de Janeiro, 1023
 ................................................................................................................................................ 103 
Figura 122 - Edifício Arthur Guimarães, 1953. R. Espírito Santo, 35 .......................... 104 
Figura 123 - Edifício Helena Passig, Rafael Hardy Filho, 1957. R. Rio de Janeiro, 462
 ................................................................................................................................................ 104 
Figura 124 - Edifício Bady Salum. R. São Paulo, 57 .................................................... 104 
Figura 125 - Edifício Codó, Tarcísio Silva, 1955. Av. Amazonas, 135 ....................... 105 
Figura 126 - Edifício Cidade de Belo Horizonte, Hélio Marques Gontijo, 1962. R. 
Curitiba, 1022 ......................................................................................................................... 105 
Figura 127 - Edifício Sobrado, Fernando de Oliveira Graça, Nelson de Couto e Silva 
Marques Lisboa, 1962. Av. Augusto de Lima, 486 ................................................................ 106 
Figura 128 - Edifício Bradesco. Av. Amazonas, 298 ................................................... 106 
Figura 129 - Edifício Bradesco. Av. Amazonas, 298 ................................................... 107 
Figura 130 - Edifício Mercantil. R. Bahia, 916............................................................. 107 
Figura 131 - Edifício Mercantil. R. Bahia, 916............................................................. 107 
Figura 132 - Edifício na avenida Olegário Maciel, nº 591 ........................................... 108 
Figura 133 - Hotel Serrana Palace. R Goitacazes 450 .................................................. 108 
Figura 134 - Hotel Serrana Palace. R Goitacazes 450 .................................................. 108 
Figura 135 - Edifício Francisco Cardoso, Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954. R. 
Espírito Santo, 1100 ............................................................................................................... 109 
Figura 136 - Edifício Levy Coelho da Rocha. R. Goiás, 335 ....................................... 109 
Figura 137 - Edifício João Gomes. R. Guajajaras, 365 ................................................. 110 
Figura 138 - Edifício João Gomes. R. Guajajaras, 365 ................................................. 110 
Figura 139 - Edifício Topázio, Luciano Alfredo Santiago e Raul de Lagos Cirne, 1955. 
R. Tupis, 207 .......................................................................................................................... 111 
Figura 140 - Edifício Topázio, Luciano Alfredo Santiago e Raul de Lagos Cirne, 1955. 
R. Tupis, 207 .......................................................................................................................... 111 
Figura 141 - Edifício Ceci. R. Caetés, 484 ................................................................... 111 
Figura 142 - Edifício na rua Espírito Santo, nº 221 ...................................................... 112 
Figura 143 - Edifício Juiz de Fora, Henrique Batista de Oliveira, 1956 (Original); 
Ribeiro de Oliveira em 1962 (Alterações). R. Tupis, 167 ...................................................... 112 
Figura 144 - Edifício Juiz de Fora, Henrique Batista de Oliveira, 1956 (Original); 
Ribeiro de Oliveira em 1962 (Alterações). R. Tupis, 167 ...................................................... 113 
Figura 145 - Edifício Príncipe de Gales. R. Tupinambás, 179 ..................................... 113 
Figura 146 - Edifício Príncipe de Gales. R. Tupinambás, 179 ..................................... 113 
Figura 147 - Edifício na rua dos Caetés, n° 395 ........................................................... 114 
Figura 148 - Edifício Rio Tapajós, Tarcísio Silva, 1958. R. Bahia, 325 ...................... 114 
Figura 149 - Edifício Rio Tapajós, Tarcísio Silva, 1958. R. Bahia, 325 ...................... 115 
Figura 150 - Edifício Coimbra. R. Tupis, 435 .............................................................. 115 
Figura 151 - Edifício Coimbra. R. Tupis, 435 .............................................................. 116 
Figura 152 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962. R. Bahia, 360 .................. 116 
Figura 153 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962. R. Bahia, 360 .................. 116 
Figura 154 - Edifício Avenida, Tarcísio Silva, 1962. R. São Paulo, 409 ..................... 117 
Figura 155 - Edifício Avenida,Tarcísio Silva, 1962. R. São Paulo, 409 ..................... 117 
Figura 156 - Edifício Rozen. R. Curitiba, 778 .............................................................. 118 
Figura 157 - Edifício Rozen. R. Curitiba, 778 .............................................................. 118 
Figura 158 - Edifício Nereu de Almeida, Edilson Maranhão, 1966. R. Guaranis, 276 118 
Figura 159 - Edifício Nereu de Almeida, Edilson Maranhão, 1966. R. Guaranis, 276 119 
Figura 160 - Centro da Comunidade Luso Brasileira. R. Curitiba, 746........................ 120 
Figura 161 - Centro da Comunidade Luso Brasileira. R. Curitiba, 746........................ 120 
Figura 162 - Edifício na avenida Olegário Maciel, n° 358 ........................................... 120 
Figura 163 - Edifício Soberano. R. Tupinambás, 454................................................... 121 
Figura 164 - Edifício Ferreira Leite, Luís Paulo Carrieri e Gilberto Andrade, 1953. R. 
Goitacazes, 152 ....................................................................................................................... 122 
Figura 165 - Edifício Araguaia. Av. Augusto de Lima, 134 ......................................... 122 
Figura 166 - Edifício Araguaia. Av. Augusto de Lima, 134 ......................................... 122 
Figura 167 - Edifício Christiano Guimarães / Sede do Banco Nacional, Raul de Lagos 
Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1952. R. Espírito Santo, 593 .......................................... 123 
Figura 168 - Edifício Nossa Senhora de Fatima, Raphael Hardy Filho, 1954. R. Tupis, 
225 .......................................................................................................................................... 123 
Figura 169 - Edifício Santa Monica, Raphael Hardy Filho. R. Espírito Santo, 977 ..... 124 
Figura 170 - Edifício Santa Monica, Raphael Hardy Filho. R. Espírito Santo, 977 ..... 124 
Figura 171 - Edifício Bom Jardim, Raphael Hardy Filho. R. Goitacazes, 172 ............. 125 
Figura 172 - Edifício Bom Jardim, Raphael Hardy Filho. R. Goitacazes, 172 ............. 125 
Figura 173 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 129 
Figura 174 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 129 
Figura 175 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 129 
Figura 176 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 130 
Figura 177 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 130 
Figura 178 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 130 
Figura 179 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 131 
Figura 180 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 ...................................................... 131 
Figura 181- Edifício Tunísia, “Planta de Situação e Orientação” ................................. 131 
Figura 182 - Edifício Tunísia, "Planta de Locação" ..................................................... 132 
Figura 183 - Edifício Tunísia, Planta Subsolo .............................................................. 132 
Figura 184 - Edifício Tunísia, Planta Lojas .................................................................. 133 
Figura 185 - Edifício Tunísia, Planta Sobrelojas .......................................................... 134 
Figura 186 - Edifício Tunísia, Planta 2º Pavimento ...................................................... 135 
Figura 187 - Edifício Tunísia, Planta Pavimento Tipo ................................................. 136 
Figura 188 - Edifício Tunísia, Planta 10º Pavimento .................................................... 137 
Figura 189 - Edifício Tunísia, Planta 11º Pavimento .................................................... 138 
Figura 190 - Edifício Tunísia, Telhado ......................................................................... 138 
Figura 191 - Edifício Tunísia, Cortes ............................................................................ 139 
Figura 192 - Edifício Tunísia, Gabarito ........................................................................ 139 
Figura 193 - Edifício Tunísia, Fachada ......................................................................... 140 
Figura 194 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 143 
Figura 195 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 143 
Figura 196 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 144 
Figura 197 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 144 
Figura 198 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 144 
Figura 199 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 145 
Figura 200 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 ........................ 145 
Figura 201 - Edifício Santa Rita, Planta de Locação .................................................... 145 
Figura 202 - Edifício Santa Rita, Planta 1º Pavimento ................................................. 146 
Figura 203 - Edifício Santa Rita, Planta Parte do 2º Pavimento ................................... 147 
Figura 204 - Edifício Santa Rita, Planta Parte do 2º Pavimento ................................... 148 
Figura 205 - Edifício Santa Rita, Diagrama de Telhado ............................................... 149 
Figura 206 - Edifício Santa Rita, Corte AB .................................................................. 150 
Figura 207 - Edifício Santa Rita, Corte CD .................................................................. 151 
Figura 208 - Edifício Santa Rita, Corte EF ................................................................... 151 
Figura 209 - Edifício Santa Rita, Fachada .................................................................... 152 
Figura 210 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 155 
Figura 211 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 155 
Figura 212 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 155 
Figura 213 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 156 
Figura 214 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 156 
Figura 215 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 156 
Figura 216 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 157 
Figura 217 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 157 
Figura 218 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959............................... 157 
Figura 219 - Edifício Contagem, Implantação .............................................................. 158 
Figura 220 - Edifício Contagem, Planta Pavimento Tipo ............................................. 158 
Figura 221 - Edifício Contagem, Corte ......................................................................... 159 
Figura 222 - Edifício Contagem, Gabarito .................................................................... 160 
Figura 223 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 163 
Figura 224 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 163 
Figura225 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 164 
Figura 226 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 164 
Figura 227 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 164 
Figura 228 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 165 
Figura 229 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 165 
Figura 230 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 
1953 ........................................................................................................................................ 165 
Figura 231 - Edifício Bom Destino, "Planta de Situação e Orientação" ....................... 166 
Figura 232 - Edifício Bom Destino, Planta 1º Pavimento ............................................ 166 
Figura 233 - Edifício Bom Destino, Planta Sobreloja................................................... 167 
Figura 234 - Edifício Bom Destino, Planta Subsolo ..................................................... 167 
Figura 235 - Edifício Bom Destino, Planta Pavimento Tipo ........................................ 168 
Figura 236 - Edifício Bom Destino, Planta 13º Pavimento .......................................... 168 
Figura 237 - Edifício Bom Destino, Planta 14º Pavimento .......................................... 169 
Figura 238 - Edifício Bom Destino, Planta Casa de Máquinas e Caixa dÁgua ............ 169 
Figura 239 - Edifício Bom Destino, Planta da Cobertura ............................................. 170 
Figura 240 - Edifício Bom Destino, Corte GH ............................................................. 170 
Figura 241 - Edifício Bom Destino, Corte AB ............................................................. 171 
Figura 242 - Edifício Bom Destino, Corte CD ............................................................. 172 
Figura 243 - Edifício Bom Destino, Fachada Rua dos Goitacazes ............................... 173 
Figura 244 - Edifício Bom Destino, Fachada Rua da Bahia ......................................... 174 
Figura 245 - Edifício Bom Destino, Croqui do Conjunto Rua da Bahia ...................... 175 
Figura 246 - Edifício Bom Destino, Croqui do Conjunto Rua da os Goitacazes.......... 175 
Figura 247 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 178 
Figura 248 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 178 
Figura 249 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 178 
Figura 250 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 179 
Figura 251 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 179 
Figura 252 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 179 
Figura 253 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 180 
Figura 254 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954........................................ 180 
Figura 255 - Edifício Josephina, Planta de “Situação e Orientação” ............................ 181 
Figura 256 - Edifício Josephina, Planta 1º Pavimento .................................................. 181 
Figura 257 - Edifício Josephina, Planta Sobreloja ........................................................ 182 
Figura 258 - Edifício Josephina, Planta dos 2º e 3º Pavimentos ................................... 182 
Figura 259 - Edifício Josephina, Diagrama de Cobertura ............................................. 182 
Figura 260 - Edifício Josephina, Corte AB ................................................................... 183 
Figura 261 - Edifício Josephina, Corte CD ................................................................... 183 
Figura 262 - Edifício Josephina, Fachada Praça Raul Soares ....................................... 184 
Figura 263 - Edifício Josephina, Fachada Rua Santa Catarina ..................................... 185 
Figura 264 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 187 
Figura 265 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 188 
Figura 266 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 188 
Figura 267 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 188 
Figura 268 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 189 
Figura 269 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 189 
Figura 270 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 .......................................... 189 
Figura 271 - Edifício Farinha, Planta de “Situação e Orientação” ............................... 190 
Figura 272 - Edifício Farinha, Planta 1º Pavimento ..................................................... 191 
Figura 273 - Edifício Farinha, Planta do 2º ao 6º Pavimento ....................................... 192 
Figura 274 - Edifício Farinha, Planta do 7º ao 12º Pavimento ..................................... 193 
Figura 275 - Edifício Farinha, Planta do 13º Pavimento .............................................. 194 
Figura 276 - Edifício Farinha, Planta do 14º Pavimento .............................................. 195 
Figura 277 - Edifício Farinha, Planta da Cobertura ...................................................... 196 
Figura 278 - Edifício Farinha, Corte AA ...................................................................... 197 
Figura 279 - Edifício Farinha, Corte BB ....................................................................... 198 
Figura 280 - Edifício Farinha, Gabarito ........................................................................ 199 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
APCBH - Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte 
APM – Arquivo Público Mineiro 
DIPC - Diretoria de Patrimônio Cultural 
EA-BH – Escola de Arquitetura de Belo Horizonte 
ENBA - Escala Nacional de Belas Artes 
IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil 
Iepha - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais 
IL – Illinois 
Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 
JK - Juscelino Kubitschek 
MES - Ministério da Educação e Saúde 
MG – Minas Gerais 
MHAB - Museu Histórico Abílio Barreto 
NSA – Não se aplica 
PB – Paraíba 
PI – Piauí 
PR – Paraná 
RN – Rio Grande do Norte 
UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 12 
1.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA 12 
1.2 JUSTIFICATIVA 13 
1.3 OBJETIVOS E METODOLOGIA 14 
1.3.1 Objetivo Geral 14 
1.3.2 Objetivos Específicos 14 
1.3.3 Metodologia 14 
2 ARQUITETURA MODERNA ....................................................................................... 18 
2.1 LE CORBUSIER 27 
2.2 LÚCIO COSTA 34 
2.3 SYLVIO DE VASCONCELLOS 44 
2.4 MODERNISMO POPULAR E MODERNISMO DE FACHADA 50 
3 BELO HORIZONTE E A MODERNIDADE ...............................................................58 
4 MODERNISMO NO HIPERCENTRO DE BELO HORIZONTE ............................ 72 
4.1 EDIFÍCIO TUNÍSIA, TARCÍSIO SILVA, 1959 126 
4.2 EDIFÍCIO SANTA RITA, FRANCISCO SALOMÉ DE OLIVEIRA, 1951 141 
4.3 EDIFÍCIO CONTAGEM, ANGILBERTO SABINO SANTOS, 1959 152 
4.4 EDIFÍCIO BOM DESTINO, RAUL DE LAGOS CIRNE E LUCIANO ALFREDO SANTIAGO, 
1953 160 
4.5 EDIFÍCIO JOSEPHINA, GILBERTO C. ANDRADE, 1954 176 
4.6 EDIFÍCIO FARINHA, HILMAR TOSCANO RIOS, 1962 185 
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................ 200 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 204 
7 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 206 
8 REFERÊNCIAS IMAGENS ........................................................................................ 211 
9 APÊNDICE I – TABELA LEVANTAMENTO DE EDIFICAÇÕES 
MODERNISTAS ........................................................................................................... 224 
10 ANEXO 1 – EDIFÍCIO TUNISIA, TARCÍSIO SILVA, 1957 .................................. 248 
11 ANEXO 2 – EDIFÍCIO SANTA RITA, FRANCISCO SALOMÉ DE OLIVEIRA, 
1951 255 
12 ANEXO 3 – EDIFÍCIO CONTAGEM, ANGILBERTO SABINO SANTOS, 1959 260 
13 ANEXO 4 – EDIFÍCIO BOM DESTINO, RAUL DE LAGOS CIRNE E LUCIANO 
ALFREDO SANTIAGO, 1953 ..................................................................................... 262 
14 ANEXO 5 – EDIFÍCIO JOSEPHINA, GILBERTO C. ANDRADE, 1954 .............. 269 
15 ANEXO 6 – EDIFÍCIO FARINHA, HILMAR TOSCANO RIOS, 1962 ................. 272 
16 ANEXO 7 - EDIFÍCIO MIRACI, EURIPEDES SANTOS ZUMPANO, 1956........ 276 
17 ANEXO 8 - RUA GUAICURUS, Nº 507, VICTOR SIGNORELLI, 1956 ............... 282 
18 ANEXO 9 – EDIFÍCIO HAZAN, ABRAM ZYMAN, 1957 ...................................... 285 
19 ANEXO 10 – HOTEL ESPLANADA, RAIMUNDO LACERDA, 1960 .................. 292 
20 ANEXO 11 – EDIFÍCIO PIGNATARO, HENRI FRIEDLAENDER, 1957 ........... 299 
21 ANEXO 12 - RUA DOS GUARANIS, Nº 115-121, CARLOS HENRIQUE DE 
SOUZA GROSSI, 1966 ................................................................................................. 305 
22 ANEXO 13 - ALBERTO H. LEVY, TARCÍSIO SILVA, 1960................................. 309 
 
23 ANEXO 14 - EDIFÍCIO ROTARY, LUIZ PINTO COELHO E ARTURO GARCIA 
LOAYZA, 1965 .............................................................................................................. 315 
24 ANEXO 15 – MANTIQUEIRA, ANTONIO BOTELHO PEREIRA E JEFFERSON 
JOSE LODI, 1952 .......................................................................................................... 322 
25 ANEXO 16 - NOSSA SENHORA DE LOURDES, HÉLIO FERREIRA PINTO, 
1955 328 
 
12 
1 INTRODUÇÃO 
1.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA 
Ao considerarmos que “a arquitetura não se desvincula da realidade social, mas é, antes 
de tudo sua expressão física, resultado dos desejos e da vida do povo de um lugar” 
(CARSALADE, 2017, p.10), analisar as construções de uma cidade pode ser fundamental 
para a compreensão da sociedade com todas suas complexidades e contradições inerentes à 
vida urbana. 
É desta forma que, buscando compreender as relações dos cidadãos de Belo Horizonte 
com a sua cidade, sua história e sua identidade, propõe-se nesse trabalho a análise da 
arquitetura modernista da cidade para além de seus exemplares extraordinários projetados por 
arquitetos já extensamente estudados, mas buscar na arquitetura costumeira produzida nas 
décadas de 1950 e 60 manifestações dos valores e da identidade mineira e belorizontina. 
A luz dos conceitos de “modernismo popular” e “modernismo de fachada” (LARA, 
2002) as obras arquitetônicas de Belo Horizonte em meados do século XX muitas vezes 
assumiu a arquitetura moderna não como uma estratégia de projeto, mas como um estilo 
decorativo ou um esquema de composição de fachada, no qual a prática se mostra incoerente 
com a ortodoxia moderna ditada pelos grandes mestres internacionais, nacionais e locais 
como Le Corbusier, Lúcio Costa e Sylvio de Vasconcellos, respectivamente. 
A modernidade é um tema caro a Belo Horizonte, como bem pontuado por Carsalade 
(2017, p.10) “a cidade nasce e cresce sob a égide da transformação e da modernidade”, desta 
forma, desde a sua concepção, a nova capital de Minas Gerais vem sendo vanguarda na 
arquitetura e no urbanismo, porém a população nem sempre assimilava efetivamente tais 
movimentos. No final do século XIX foi construída a capital mais moderna para um dos 
estados reconhecidamente mais conservadores do país, parte-se, então, da hipótese que essa 
seja uma das principais contradições de Belo Horizonte que perpassa por sua arquitetura. 
A ampla aceitação de projetos com uma fachada moderna para um edifício 
convencional reflete uma capital moderna para uma população apegada a tradições. Tal 
contradição acompanha a história da cidade e se expressa até os dias atuais, não só na 
arquitetura, mas em todas as suas manifestações culturais, artísticas e socias. 
O presente estudo se propõe a abrir um campo de discussão e incentivar a pesquisa na 
área da arquitetura costumeira em decorrência da escassa produção sobre a arquitetura de 
 
13 
Belo Horizonte que não os exemplares extraordinários, monumentais ou notórios e também 
sobre o “modernismo de fachada” para além das residências unifamiliares. 
1.2 JUSTIFICATIVA 
O objeto arquitetônico é “um lugar construído em uma situação espaço-temporal 
específica, a partir de demandas socioambientais e de uma atividade projetual característica 
dessa situação” (PASSOS, 1998, p.15), desta forma “tanto a cidade como a arquitetura devem 
ser entendidas como construções sócio-históricas que envolvem relações diversas e assumem 
sentidos culturais complexos” (CASTRO e SILVA, 2016). Assim, os edifícios podem ser 
incorporados como fonte histórica e nos ajudar na compreensão dos problemas enfrentados 
nas cidades atualmente e também contribuir para a criação de uma identidade dos indivíduos e 
da coletividade para com a sua cidade. 
 Considerando que “todos os edifícios são arquitetura, e, independente do juízo que 
deles possamos fazer, representativos de uma realidade social” (PASSOS, 1998, p.16), e que 
“nosso patrimônio moderno é imenso e é fundamental estudar as obras paradigmáticas como 
também é urgente abrir o leque de investigação para a totalidade de nosso ambiente 
construído moderno” (LARA, 2005a) analisaremos a arquitetura cotidiana das décadas de 
1950 e 60 buscando um alinhamento com a Carta de Amsterdã (1975) que considera o espaço 
urbano como um espaço simbólico e que “todas as intervenções estilísticas e períodos 
históricos têm interesse para a preservação, sempre que reforcem uma ambiência e 
contribuam para a coesão e manutenção dos valores identificados em um conjunto urbano” 
(SOUZA e CAJAZEIRO, 2009). Assim, valorizando todas as representações artísticas e 
sociais independentemente da notabilidade da obra ou do autor. 
Apesar dos trabalhos de Lara (2002) em “Modernismo de fachada? Considerações sobre 
a apropriação popular da estética modernista”, de Passos (1998) em “Edifícios de 
apartamentos Belo Horizonte, 1939-1976” e de outras obras como “Arquitetura da 
modernidade” organizada por Castriota (2017), o estudo da arquitetura modernista de Belo 
Horizonte ainda é muito focado nos exemplares extraordinários, monumentais ou notórios 
havendo pouco espaço para discussões sobre a arquitetura costumeira. Assim, o presente 
estudo visa contribuir para o debate teórico sobre a arquitetura “popular”, aqui entendido não 
só pelas obras construídas sem um projeto de um profissional habilitado, mas também aquelas 
obras projetadas por arquitetos e engenheiros, mas que não se destacam do conjunto urbano 
ou não tem autoria de um profissional de grande notoriedade. 
 
14 
1.3 OBJETIVOS E METODOLOGIA1.3.1 Objetivo Geral 
O objetivo desta monografia é compreender a relação entre o espaço edificado e seus 
aspectos simbólicos com os valores da sociedade, a partir da análise da arquitetura modernista 
das décadas de 1950 e 60 no hipercentro de Belo Horizonte. 
1.3.2 Objetivos Específicos 
Os objetivos específicos são: 
1- Discutir a arquitetura moderna a partir da obra de Le Corbusier, Lúcio Costa e 
Sylvio de Vasconcellos; 
2- Revisar o conceito de “modernismo popular” e “modernismo de fachada”; 
3- Discutir a história de Belo Horizonte; 
4- Discutir a história da arquitetura moderna no mundo, no Brasil e em Belo 
Horizonte; 
5- Identificar as edificações do hipercentro de Belo Horizonte construídas durante as 
décadas de 1950 e 60 que possuem características modernistas; 
6- Verificar quantitativamente a ocorrência de determinados elementos 
arquitetônicos, decorativos e ornamentais; 
7- Comparar a arquitetura edificada com os projetos originais; 
8- Contrastar a arquitetura edificada com a teoria arquitetônica moderna; 
9- Investigar e discutir os valores sociais representados na arquitetura; 
10- Contribuir no debate sobre a arquitetura de Belo Horizonte. 
1.3.3 Metodologia 
Em um primeiro momento foi feita uma revisão bibliográfica buscando entender a 
arquitetura moderna nas esferas local, nacional e global e, também, os conceitos de 
“modernismo popular” e “modernismo de fachada”. Além disso, buscar-se-á na literatura 
compreender a história de Belo Horizonte e sua relação com a modernidade. 
Em um segundo momento foi utilizado o método de pesquisa quantitativa percorrendo 
todo a área correspondida ao hipercentro de Belo Horizonte, estabelecida pela lei municipal 
7.166/1996, identificando e mapeando as edificações que apresentam características do estilo 
modernista. Em seguida será realizada uma pesquisa descritiva fotografando e analisando as 
edificações com base em um questionário padrão (Tabela 1) de elaboração própria. 
 
15 
Para a elaboração do questionário será feita uma revisão bibliográfica buscando 
identificar nas obras de Le Corbusier, Lúcio Costa e Sylvio de Vasconcellos os elementos e 
estratégias projetuais que compõem uma obra arquitetônica de caráter moderno, além disso, 
também será usado, como base as principais características identificadas nas próprias 
construções do período na cidade durante a pesquisa de campo. O questionário busca criar um 
banco de dados no qual será possível analisar quantitativamente a ocorrência dos elementos 
identificados. 
Em um terceiro momento foram selecionadas algumas obras para serem analisadas 
qualitativamente e individualmente, para isso, além da observação externa, será feita uma 
pesquisa documental na Diretoria de Patrimônio Cultural e no Arquivo Público da Cidade de 
Belo Horizonte (APCBH) para encontrar os projetos arquitetônicos originais apresentados 
para aprovação na prefeitura e outros documentos. 
Por fim, em um quarto momento, foi realizada uma análise qualitativa a partir do banco 
de dados e das análises individuais buscando comprovar ou refutar a hipótese elaborada. 
Figura 1 - Área de Análise, hipercentro de Belo Horizonte 
 
Fonte: Stamen Maps, adaptado pelo autor, 2022 
 
 
16 
Quadro 1 – Correspondência entre os Objetivos Específicos e a Metodologia de Pesquisa 
CAPÍTULO Nº OBJETIVO 
ESPECÍFICO 
METODOLOGIA 
ARQUITETURA MODERNA 2 Discutir a história da 
arquitetura moderna no 
mundo, no Brasil 
Revisão bibliográfica 
LE CORBUSIER 2.1 Discutir a arquitetura 
moderna a partir da obra de 
Le Corbusier 
Revisão bibliográfica 
LÚCIO COSTA 2.2 Discutir a arquitetura 
moderna a partir da obra de 
Lúcio Costa 
Revisão bibliográfica 
SYLVIO DE VASCOCENLLOS 2.3 Discutir a arquitetura 
moderna a partir da obra de 
Sylvio de Vasconcellos 
Revisão bibliográfica 
MODERNISMO POPULAR E 
MODERNISMO DE FACHADA 
2.4 Revisar o conceito de 
“modernismo popular” e 
“modernismo de fachada” 
Revisão bibliográfica 
BREVE HISTÓRIA DE BELO 
HORIZONTE 
3.1 Discutir a história de Belo 
Horizonte 
Revisão bibliográfica 
A ARQUITETURA MODERNA EM 
BELO HORIZONTE 
3.2 Discutir a história da 
arquitetura moderna em Belo 
Horizonte 
Revisão bibliográfica 
MODERNISMO NO HIPER 
CENTRO DE BELO HORIZONTE 
4 Identificar as edificações do 
hipercentro de Belo 
Horizonte construídas 
durante as décadas de 1950 e 
60 que possuem 
características modernistas 
Pesquisa quantitativa in loco e 
mapeamento 
Verificar quantitativamente a 
ocorrência de determinados 
elementos arquitetônicos, 
decorativos e ornamentais 
Pesquisa e análise descritiva 
Comparar a arquitetura 
edificada com os projetos 
originais 
Pesquisa documental e análise 
comparativa 
Contrastar a arquitetura 
edificada com a teoria 
arquitetônica moderna 
Análise comparativa 
Investigar e discutir os 
valores sociais representados 
na arquitetura 
Análise qualitativa 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2021 
 
 
17 
 
Tabela 1 - Questionário padrão 
Nome Endereço Arquitetos Ano Uso Altimetria Janela em 
fita 
Pano de 
vidro 
Brise Pilotis Cobogó Friso 
vertical 
Friso 
horizontal 
Moldura Marquise / 
Laje 
Marquise / 
Laje 
vazada 
Formas 
curvas 
Volume em 
projeção 
sobre a via 
Cobertura Pastilha Revestime
ntos 
cerâmicos 
Afastamen
to frontal 
Afastamen
to lateral 
Outros 
Nome da 
edificação. 
Endereço da 
edificação. 
Autores do 
projeto da 
edificação. 
Ano de 
projeto ou 
construção. 
Uso da 
edificação: 
Residencial; 
comercio e 
serviço; 
institucional 
ou misto. 
Térreo; 
médio (até 
seis 
pavimentos); 
alto (a partir 
de sete 
pavimentos). 
Ocorrência 
de janela em 
fita. 
Ocorrência 
de pano de 
vidro. 
Ocorrência 
de brises. 
Ocorrência e 
característica 
de pilotis. 
Ocorrência 
de cobogó. 
Ocorrência 
de frisos 
verticais. 
Ocorrência 
de frisos 
horizontais. 
Ocorrência 
de molduras 
(combinação 
de frisos 
horizontais e 
verticais) 
Ocorrência 
de marquises 
ou lajes em 
projeção. 
Ocorrência 
de marquises 
ou lajes em 
projeção 
vazadas. 
Ocorrência 
de formas 
curvas. 
Ocorrência 
de volumes 
em projeção 
sobre a via 
pública. 
Característic
a da 
cobertura. 
Ocorrência 
de pastilhas. 
Ocorrência 
de outros 
revestimento
s cerâmicos. 
Ocorrência 
de 
afastamento 
frontal. 
Ocorrência 
de 
afastamento 
lateral. 
Ocorrência 
de outras 
característica
s relevantes. 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2022 
 
 
 
18 
2 ARQUITETURA MODERNA 
A arquitetura moderna não se trata apenas de um único movimento ou estilo, mas de um 
conjunto heterogêneo de arquiteturas produzidas ao longo de grande parte do século XX. Sua 
origem está relacionada à revolução industrial que ocorreu durante o século XIX na Europa e 
nos EUA que trouxe uma nova lógica de vida urbana para a sociedade, e a partir dos avanços 
tecnológicos e os novos materiais surgiam propostas urbanísticas e arquitetônicas mais 
interessadas nas demandas sociais do que nas questões estéticas (COELHO e ODEBRECHT, 
2007). 
As demandas manufatureiras e de redes de comunicação e distribuição expandiram 
consideravelmente, exigindo a construção de novas fábricas, estações ferroviárias, mercados e 
lojas de departamento com dimensões cada vez maiores. Além disso, o estabelecimento dos 
estados-nações demandava a construção de novos palácios governamentais e parlamentos, 
aliados a isso a intensificação das políticas penais, sanitárias e de educação se materializavam 
em novas prisões, escolas, universidades, hospitais e sanatórios. Tudo isso, ao mesmo tempo 
que nos EUA proliferava um novo tipo de construção, os edifícios verticais de escritórios 
(COHEN, 2013, p.23) possibilitado por instrumentos de comunicação interna como o 
elevador, o telefone e o correio pneumático (BENEVOLO, 1976, p.372). Essas novas 
demandas de programas arquitetônicos foram, ao longo do século XIX, exigindo o empregode novas tecnologias e materiais, principalmente o aço, que até então eram empregados na 
emergente indústria. 
A partir de 1851 esses avanços da engenharia podem ser seguidos através das 
Exposições Universais (BENEVOLO, 1976, p.129) que se destacavam não só pelos produtos 
exibidos, mas também pelos palácios que os abrigavam. Para a realização de cada exposição 
era projetados edifícios, quase sempre de ferro e vidro, que após o evento seriam desmontados 
e reaproveitados, assim, o resultado arquitetônico era marcado pela “aceitação franca dos 
produtos fabricados em série” (BENEVOLO, 1976, p.134). Ao mesmo tempo que as 
construções de ferro alcançam seu ápice nas Exposições Universais o concreto armado, 
produto exibido na segunda exposição de Paris de 1867, passa a ser amplamente usado nas 
edificações comuns, principalmente em países que começaram sua industrialização já no final 
do século XIX (BENEVOLO, 1976, p.148). 
Porém, “enquanto a técnica das construções aperfeiçoa-se com tanta rapidez, a cultura 
artística tradicional entra em sua crise definitiva” (BENEVOLO, 1976, p.148). Nesse período 
estavam acontecendo intensas discussões na França sobre racionalismo, sobre a tecnificação 
 
19 
do ensino e sobre a profissionalização da arquitetura. Desta forma surge, já no final do século 
XIX, uma nova linguagem arquitetônica independente dos modelos históricos, lançando mão 
dos princípios de liberdade individual e da prevalência da fantasia (BENEVOLO, 1976, 
p.152) que ficou conhecida como “Art Nouvau”. 
Esse novo movimento manifestado a partir da década de 1890 apresentou uma série de 
tendencias e peculiaridades que variavam conforme o local e o arquiteto, porém 
Os artistas da "Art Nouveau" tinham um objetivo comum: criar um ambiente 
"moderno" que atendesse às demandas da vida contemporânea e abolisse a divisão 
entre estrutura interna e aparência externa, tarefa que seria realizada respeitando as 
propriedades intrínsecas dos materiais usados (TAHARA; THIEBAUT; GIRVEAU, 
2000, p.13, tradução do autor).1 
Do outro lado do oceano Atlântico, nos Estados Unidos, um outro movimento surgia em 
consequência da construção de prédios cada vez mais altos. Após um incêndio que destruiu 
grande parte de Chicago/IL em 1871 a reconstrução da cidade se intensifica nas décadas de 
1880 e 1890 com edifícios de escritórios, hotéis e grandes lojas de departamentos empregando 
novos sistemas de construção (BENEVOLO, 1976, p.233), principalmente a estrutura em 
esqueleto de aço. Dentre os muitos profissionais que trabalhavam para edificar a nova cidade, 
Louis Sullivan se destacou por propor uma nova abordagem, o autor da famigerada frase “a 
forma segue a função” defendia “uma arquitetura regulada pelas necessidades objetivas, 
deixando a fantasia somente a tarefa de acentuar subjetivamente os caracteres fundamentais 
do edifício” (BENEVOLO, 1976, p.252), assim, ainda que ele não condenasse a 
ornamentação, já apresentava problematizações quanto aos seus motivos e aplicações. 
Em 1887 um jovem arquiteto chamado Frank Lloyd Wright entra para o estúdio de 
Adler e Sullivan, ele possuía as mesmas ambições do seu mestre de criar uma “arquitetura 
nova independente dos estilos tradicionais e aderente a vida moderna” (BENEVOLO, 1976, 
p.254), mas ao contrário de Sullivan, Wright não buscava uma construção racional, mas “fazia 
do ornamento o ponto de partida de suas configurações arquitetônicas e adaptava a estrutura 
de forma a alcançar as metas do projeto” (COHEN, 2013, p.63). Grande aliado da indústria 
Wright ficou conhecido como um dos mais célebres arquitetos estadunidenses de todos os 
 
1 Art Nouveau artists did have one common goal:to create a "modern" environment that satisfied the demands of 
contemporary life and abolished the division between inner structure and outer apperence, a task wich would be 
accomplished by respecting the intrinsic properties of the materials used. 
 
20 
tempos, foi responsável pela constituição do “estilo pradaria2” e, apesar de não se associar 
diretamente ao movimento moderno, ele foi uma grande influência na formação de uma nova 
linguagem, atingindo, muito antes dos mestres europeus, uma extraordinária liberdade nas 
escolhas formais (BENEVOLO, 1976, p.262). 
Contudo, da virada do século XIX para o XX a Alemanha torna-se o centro da cultura 
arquitetônica (BENEVOLO, 1976, p.374). Devido ao processo de industrialização tardia se 
comparada com o Reino Unido, vários países da Europa continental encontravam-se em pleno 
crescimento econômico, desta forma, buscando competir qualitativamente no mercado 
mundial as empresas alemãs buscavam inovações técnicas e estéticas (COHEN, 2013, p.82). 
O exemplo mais impressionante de tal estratégia foi o da AEG que contratou os serviços de 
Peter Behrens envolvendo-o em todas as atividades da firma, de design de produtos, passando 
pela publicidade até o projeto de diversos edifícios. 
Os projetos arquitetônicos desenvolvidos por Behrens influenciaram as gerações futuras 
com sua linguagem industrial propondo acomodar elementos industriais com solenidade, 
mantendo uma entonação sóbria e maciça. Decerto o arquiteto estava bem radicado na 
tradição de vanguarda, contudo as formas tradicionais apresentavam-se nas suas solenes 
composições monumentais (BENEVOLO, 1976, p.376). Além da influência na linguagem 
arquitetônica Behrens, foi também, mestre de grandes nomes do que viria a ser o movimento 
moderno. Em seu escritório na década de 1910 empregou Walter Gropius, Ludwig Mies van 
der Rohe, e Le Corbusier. 
Essa geração de arquitetos alemães estava formando uma série de escolas e ateliês 
reformulando o ensinamento das artes aplicadas no país, esse movimento continuo resultou na 
Staatliches Bauhaus. Formada em 1919 sob a direção Walter Gropius a partir da fusão da 
Academia Alemã de Belas Artes e da Escola de Artes e Ofícios, a Bauhaus tinha como 
objetivo a obra de arte total, segundo o próprio Gropius (apud COHEN, 2013, p.153) seu 
programa consistia em “articular todas as formas de criação artística em um só todo, 
reunificar todas as disciplinas da arte prática – escultura, pintura, artesanato e ofícios – como 
componentes inseparáveis que são de uma nova arquitetura”. 
Um dos mais importantes docentes da escola, Johannes Itten - que tinha clara influência 
expressionista - lecionava o curso introdutório incentivando os alunos a explorarem o 
desenho, a cor e os materiais. Contudo, Itten e Gropius não mantinham uma boa relação, 
 
2 O estilo pradaria é um movimento arquitetônico do final do século XIX e início do XX predominante nas 
residências unifamiliares suburbanas no meio oeste estadunidense. O estilo é marcado pela horizontalidade, 
grandes beirais, superfícies com diferentes texturas buscando uma continuidade das casas com a paisagem 
natural da pradaria. 
 
21 
assim em 1923 Gropius publicou uma circular aos mestres da Bauhaus defendendo a 
conciliação entre o design artesanal e a produção industrial que provocou a demissão imediata 
de Itten (FRAMPTON, 1997, p.150), a partir de então os cursos da escola tornaram-se 
imediatamente práticos buscando a formação de um mundo verdadeiramente moderno e 
funcional (GLANCEY, 2001, p.174). 
Em 1924 o governo da Saxônia rejeitou o programa da escola forçando-a a se mudar 
para Dessau, próximo a Berlin. O novo prédio (Figura 2) para abrigar a instituição foi 
projetado por Gropius e exprime os ideais pedagógicos de clareza funcional e de modulação 
(COHEN, 2013, p.156). Já em 1928 essa tendência funcionalista foi levada ao extremo com a 
substituição de Gropius por Hannes Meyer na direção (GLANCEY, 2001, p.175), contudo “o 
engajamento político de Meyer e suas relações conflituosas com muitos dos mestres da 
Bauhaus levaram a sua demissão em 1930, sendo substituído por Mies van der Rohe” 
(COHEN, 2013, p.156). 
Figura 2 - Bauhaus, Walter Gropius 
 
Fonte: MERIN, Gili, 2017Com a nova gestão de van der Rohe, a Bauhaus intensificou o foco na arquitetura e 
buscou torná-la mais prática, porém dois anos depois a prefeitura local sob domínio fascista 
encerrou as atividades da escola. Mies tentou no ano seguinte dar continuidade aos ensinos 
fundando uma instituição privada, contudo foi novamente alvo de ataques fascistas e encerrou 
de vez as atividades da instituição. “Esse, porém, não foi o fim da história. Os que haviam 
ensinado ou aprendido na Bauhaus tornaram-se refugiados culturais” (GLANCEY, 2001, 
p.175), espalhando o movimento moderno por escolas de arquitetura de todo o mundo. 
Paralelamente o arquiteto franco-suíço Le Corbusier estava formulando suas teorias 
sobre a estética do engenheiro e o purismo com os cinco pontos da arquitetura moderna 
(pilotis, planta livre, fachada livre, janelas em fita e terraço jardim). A partir da sua obra 
 
22 
bibliográfica e arquitetônica Corbusier foi um dos principais responsáveis pela divulgação do 
modernismo pelo mundo como veremos na seção 2.1. 
Desta forma o movimento moderno se consuma no mundo inteiro, entretanto não 
podemos fixar sua origem em um só lugar ou em um único ambiente cultural, mas devemos 
entendê-lo como um grande número de contribuições individuais e coletivas que conformam 
uma mudança profunda que atua sobre o conjunto das tendências se confrontando para fazer 
frente às necessidades de um mundo radicalmente transformado (BENEVOLO, 1976, p.403). 
Já o Brasil do final do século XIX e início do XX era um país majoritariamente rural, na 
virada do século a população era de 17 milhões de habitantes e apenas 36% viviam em 
centros urbanos (SEGAWA, 2002, p.18). Dessa maneira os desafios enfrentados na Europa e 
nos EUA com a expansão das cidades e a intensificação da industrialização não repercute por 
aqui da mesma maneira. Contudo a pequena elite urbana nacional estava atenta às tendencias 
europeias nas artes, assim, um movimento moderno foi surgindo nas artes brasileiras, 
principalmente na literatura e na pintura que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922 
que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo. 
A dualidade entre tradição e modernidade e as questões sobre o nacionalismo estavam 
no centro das discussões dos artistas modernos. Apesar de sempre em segundo plano, a 
arquitetura participou desse debate apresentando o estilo neocolonial presente nas obras de 
José Mariano Filho e Ricardo Severo como alternativa. 
Os primeiros passos de uma arquitetura moderna no Brasil desvinculada do estilismo e 
do academicismo se inicia em 1925 com a publicação de dois artigos na imprensa. O primeiro 
deles de autoria de Rino Levi, escrito de Roma onde cursava arquitetura e publicado em São 
Paulo, chamava atenção para novos materiais e novas técnicas de construção e clamava por 
uma arquitetura de volumes simples e poucos elementos decorativos representando um novo 
espirito que contrapunha o neoclassicismo. O segundo artigo foi publicado por Gregori 
Warchavchik (arquiteto russo emigrado no Brasil) no Rio de Janeiro no qual ele defendia a 
racionalidade da máquina e os princípios da economia e comodidade, além da negação dos 
estilos passados. Entretanto, esses textos foram escritos inspirados nas experiências 
estrangeiras dos dois arquitetos e em nada alterou a arquitetura corrente no Brasil (SEGAWA, 
2002, p.43-44). 
As primeiras experiencias de arquitetura moderna construída no Brasil também foram 
protagonizadas por Gregori Warchavchik que em 1927 projetou sua própria casa (Figura 3) na 
Vila Mariana, em São Paulo, sendo, assim, considerada a primeira obra brasileira de 
arquitetura moderna (LIRA, 2007, p. 164-165). A casa modelo foi amplamente divulgada pela 
 
23 
imprensa assim como as ideias do arquiteto, consequentemente entre 1928 e 1931 foram 
encomendadas mais sete residências e dois conjuntos de moradias econômicas ao arquiteto 
(SEGAWA, 2002, p.44-45). 
Figura 3 - Casa da rua Santa Cruz, Gregori Warchavchik 
 
Fonte: ZANELLA, Hugo, 1930 
Contudo, a casa da rua Santa Cruz demonstrava certa incongruência entre a obra 
edificada com as publicações e discursos de Warchavchik. Apesar da ruptura com a 
arquitetura convencional vigente visível nas paredes lisas, na ausência de ornamentação, 
amplo uso de vidro, continuidade espacial e a unificação entre arquitetura e design, a 
residência apresenta vários artifícios para simular características da arquitetura moderna. 
Embora a casa tenha sido erguida em alvenaria estrutural, Warchavchik traz a ilusão de uma 
construção em concreto armado nos revestimentos, nas aberturas de canto e na platibanda 
ocultando o telhado tradicional (LIRA, 2007, p. 164-165). 
Muitas dessas contradições vinham de limitações técnicas visto que o Brasil não 
dispunha de mão de obra especializada nem de elementos arquitetônicos industrializados 
(LIRA, 2007). Desta forma, o papel de Warchavchik foi mais importante ao mobilizar a 
opinião pública e promover a causa da arquitetura racionalista, sendo pioneira na ruptura com 
a arquitetura conservadora (SEGAWA, 2002, p.44-49). 
Todavia, antes mesmo das obras de Warchavchik existia uma corrente arquitetônica que 
viria a ser conhecida como Art Deco consolidada em várias cidades brasileiras, que apesar de 
não ser ortodoxamente alinhada ao racionalismo, essa tendencia manifestava uma intenção 
modernizante. As primeiras manifestações dessa arquitetura foram protagonizadas por 
imigrantes alemães e seus descendentes que projetavam inspirados na Deutscher Werkbund de 
Behrens, Gropius e Van der Rohe, assim como os italianos que introduziram formas 
inspiradas no cubismo e futurismo. Apesar de adotar algum tipo de funcionalismo e a 
integração da arquitetura com a estrutura, esse movimento fundava-se nos valores da Beaux-
 
24 
Arts, porém "adotando uma linguagem distinta da boa norma acadêmica. em busca de uma 
arquitetura moderna" (SEGAWA, 2002, p.59). Desta forma, apesar de representar “no 
imaginário daquela época, signos de progresso e modernização” (SEGAWA, 2002, p.75) essa 
arquitetura, também fortemente inspirada por Auguste Perret, era uma tendência oposta aos 
ensinamentos de Le Corbusier que seria a principal referência para os modernistas brasileiros 
a partir da década de 1930. 
Enquanto principais as cidades brasileiras adquiriam uma nova aparência Deco o 
governo federal, na até então capital da república Rio de Janeiro, executa um programa de 
obras públicas com o objetivo prático e utilitário, mas também para servir de exemplo 
estilístico para as construções particulares e representar civilidade e progresso 
(CAVALCANTI, 2006, p.11). Outra medida do programa modernizador do governo federal 
em 1930 foi a reformulação da Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) nomeando Lúcio 
Costa como diretor, que afastou os professores academizantes e contratou mestres alinhados a 
conceitos da arte moderna, entre eles Warchavchik. Contudo, no ano seguinte Lúcio Costa foi 
exonerado do cargo por pressão de protestos estudantis. Apesar da reforma acadêmica ter 
durado um curto período de tempo ela, inevitavelmente, trouxe consciência na nova geração 
de arquitetos que se formariam sobre as transformações que ocorriam na arquitetura mundial. 
(SEGAWA, 2002, p.78-79). 
Apesar de manifestações isoladas protagonizadas por Milton Roberto, Álvaro Vital 
Brazil, irmãos Roberto, Affonso Eduardo Reidy e Luiz Nunes, foi a construção do prédio do 
Ministério da Educação e Saúde (MES) [Figura 4, 20 e 21] o grande marco inicial da 
arquitetura moderna brasileira. 
Figura 4 - Sede do MES, Lúcio Costa e equipe 
 
Fonte: KON, Nelson, s.d. 
 
25 
Comandado por Gustavo Capanema, o ministério, dentro do um programa 
modernizador maior, pretendia “a construção da sede que, além de congregar todos os órgãos 
sob sua direção, deveria simbolizar o esforço renovador, dando formas a uma ação voltada 
para o futuro do Brasil” (CAVALCANTI, 2006,p.20), para isso foi lançado um concurso de 
arquitetura no qual a banca avaliadora era composta em grande parte por técnicos 
academicistas, sendo alguns deles da ENBA. Desta forma vence o projeto do Archimedes 
Memória (Figura 5), um projeto de composição monumental com influencias “marajoara”. 
Entretanto Capanema estava bastante descontente com o resultado do concurso que não 
expressava seu desejo de traduzir em uma obra a formação de um “novo homem brasileiro” e 
de um futuro para o país, assim ele convoca Lúcio Costa para elaborar um novo projeto. 
Figura 5 - Projeto para sede do MES, Archimedes Memória 
 
Fonte: Acervo de Roberto Segre apud MDC. Revista de arquitetura e urbanismo, 1935 
Lúcio Costa então monta uma equipe integrada por Affonso Eduardo Reidy, Carlos 
Leão, Jorge Moreira, Ernani Vasconcelos e Oscar Niemeyer e inicia um projeto de arquitetura 
moderna inspirada em Le Corbusier. Assim, em 1936 é apresentado uma proposta e solicitada 
a consultoria do próprio Corbusier para esse projeto do MES e para outro de um centro 
universitário que também estava sendo executado. Desta forma, com alguma relutância e 
entraves burocráticos o arquiteto franco-suíço é convidado a vir ao Brasil e prontamente 
aceita o convite. 
Entre palestras ministradas Corbusier dava consultoria à equipe projetista de Lúcio 
Costa que apesar de elogiar o projeto inicial sugeriu a concepção de um novo. Com a partida 
do mestre europeu quatro semanas depois os trabalhos no projeto continuam, porém a partir 
de então o jovem Oscar Niemeyer se destaca dentro da equipe (CAVALCANTI, 2006, p.20-
25). Desta forma a nova sede do MES ganha uma forma que, embora incorporasse toda a 
sintaxe corbusiana, apresentava personalidade própria (SEGAWA, 2002, p.91). 
 
26 
A partir de então Lúcio Costa e Oscar Niemeyer adquirem um novo status e prestigio 
nacional e internacional e são escalados para o projeto do renomado pavilhão brasileiro na 
Exposição Universal de Nova Iorque em 1939 (Figura 6 e 22), consolidando o 
amadurecimento da arquitetura brasileira que superava o racionalismo ortodoxo dando uma 
nova dimensão estética ao movimento moderno (SEGAWA, 2002, p.95). Logo depois 
Niemeyer foi convidado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para 
projetar uma série de edifícios em um novo bairro suburbano de elite às margens de uma 
represa. Nos projetos da Pampulha (Figura 7 e 45-48) Niemeyer apresentava uma expressão 
mais pessoal dos princípios corbusianos (SEGAWA, 2002, p.98), “tornando-se um manifesto 
de uma arquitetura lírica e livre” (COHEN, 2013, p.268). Sendo assim, a Pampulha se tornou 
um divisor de águas na história da arquitetura, efetivamente consolidando uma nova 
linguagem e marcando o início de uma nova era. 
Figura 6 - Pavilhão Brasileiro, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer 
 
Fonte: Acervo Lúcio Costa apud Quatro, cinco, um. s.d. 
Figura 7 - Casa do Baile, Oscar Niemeyer 
 
Fonte: Foto do autor, 2014 
Apesar da arquitetura moderna não ser um movimento homogêneo, uma das principais 
características comuns de todas as vertentes era a rejeição dos estilos passados, “representada 
 
27 
pela repulsa ao ornamento e exemplificada pela obra de Adolf Loos, Ornamento é Crime 
(1908)” (FRANCO; FRAGA; FARIAS, 2010). Outros aspectos comuns na arquitetura 
moderna é o conceito de “menos é mais” introduzido por Ludwig Mies van der Rohe e a ideia 
de que a forma segue a função defendida por Louis Sullivan. Contudo, para a análise da 
arquitetura modernista do hipercentro de Belo Horizonte, vamos ainda buscar compreender 
aos conceitos e interpretações de arquitetura moderna de acordo com três autores de grande 
relevância e influência, tanto por seus projetos arquitetônicos quanto pelas publicações 
literárias, nas esferas global, nacional e local, sendo eles, respectivamente, Le Corbusier, 
Lúcio Costa e Sylvio de Vasconcellos. Desta forma, nos capítulos 2.1 a 2.3 buscaremos 
compreender “o que” e “como” é a arquitetura moderna para cada um dos autores, não atendo 
apenas às suas biografias, mas buscando interpretar também suas produções teóricas e 
práticas. 
2.1 LE CORBUSIER 
Charles-Edouard Jeanneret-Gris, ou Le Corbusier, nasceu em 1887 na cidade industrial 
de La Chaux-de-Fonds, na Suíça, perto da fronteira com a França. Graduado pela Escola de 
artes aplicadas de La Chaux-de-Fonds, o início de sua carreira foi alinhado ao movimento 
Arts and crafts, a maneira de seus mestres de formação, como bem exemplificado pela sua 
primeira casa, a Villa Fallet (1905) [Figura 8], porém a percepção da arquitetura começa a 
mudar para ele principalmente a partir de 1908 quando muda para Paris e começa a trabalhar 
para Auguste Perret. Durante os quatorze meses que Corbusier esteve na capital da França ele 
teve a oportunidade de aprender sobre o concreto armado com seu mestre e de aumentar seu 
conhecimento sobre a cultura francesa e clássica em razão de visitas a museus, bibliotecas e 
salas de conferência (FRAMPTON, 1997, p.179-180). 
Figura 8 - Villa Fallet, Le Corbusier 
 
Fonte: PARE, Richard, 2008 
 
28 
Em 1910 Le Corbusier foi para a Alemanha estudar a situação das artes decorativas 
local para a escola de artes de La Chaux-de-Fonds, assim, manteve contato com os principais 
nomes da Deutsche Werkbund, tomando conhecimento dos avanços técnico-científicos da 
engenharia de produção. Cinco anos depois ele deixou o escritório de Behrens para retornar a 
sua cidade natal como docente, porém antes do retorno aproveitou para fazer uma viagem 
pelos Bálcãs e pela Anatólia. Já em La Chaux-de-Fonds, em 1913 ele monta seu escritório 
especializando em concreto armado e dois anos depois elabora junto com seu amigo de 
infância e engenheiro, Max du Bois, duas ideias que moldariam sua carreira, a Maison Dom-
Ino (Figura 9) e a Villes Pilotis. E em 1916 ele projeta Villa Schwob (Figura 10), sintaxe de 
todas as suas vivências até então (FRAMPTON, 1997, p.181-182). 
Figura 9 - Maison Dom-Ino, Le Corbusier 
 
Fonte: LE CORBUSIER, 1914 
 
Figura 10 - Villa Schwob, Le Corbusier 
 
Fonte: PARE, Richard, 2008 
A vida e obra de Corbusier passaria por grandes mudanças a partir de 1916 quando ele 
se muda para Paris a trabalho (FRAMPTON, 1997, p.182). Em 1919 ele se junta ao pintor 
Ozenfant e fundam o movimento purista que estabelece que suas regras, como o uso da forma 
simples, podem ser aplicadas em qualquer das artes plásticas, seja na pintura, escultura, 
 
29 
arquitetura, etc. Além das formulações acerca do purismo, o arquiteto e o pintor começam a 
dirigir a revista L'Esprit Nouveau (BENEVOLO, 1976, p.428). 
Em 1923, Le Corbusier publica seu livro “Por uma arquitetura” que consistia na 
compilação de vários artigos parcialmente publicados anteriormente na L'Esprit Nouveau, 
nesse texto o autor articula 
o dualismo conceitual do qual sua obra viria a desenvolver-se: por um lado a 
necessidade imperiosa de atender às exigências funcionais através da forma 
empírica, e, por outro, o impulso de usar elementos abstratos de modo a atingir os 
sentidos e nutrir o intelecto (SEGAWA, 2002, p.182). 
Desta forma, ele se propõe a superar o contraste entre progresso técnico e a decadência 
artística da época, mas considerando a arte e a técnica como valores paralelos, conclamando, 
assim, uma revolução na arquitetura (BENEVOLO, 1976, p.430) e já esboçando algumas 
formas dessa nova arquitetura, como formas geométricas primárias para os volumes, 
superfícies reveladoras da forma e planta como geradora (CORBUSIER, 2002, p.11-40). 
Enquanto isso, em 1922, Le Corbusier deixa o cargo de gerente na fábrica de materiais 
de construção Alfortville e faz sociedade com seu primo e também arquiteto Pierre Jeanneret. 
Uma das primeiras atividades do escritório foi desenvolver os conceitos da Maison Dom-Ino e 
da Villes Pilotis elaborados por Corbusier anos antes com du Bois (FRAMPTON, 1997, 
p.183). A Maison Dom-Ino foi um projetoteórico e um recurso técnico para a produção no 
qual foi proposto um esqueleto de concreto armado exemplificava as infinitas possibilidades 
de configuração espacial a partir da planta livre e da modulação. O nome faz alusão ao jogo 
dominó pois “as colunas livres em planta podiam ser vistas como pontos de um dominó, e 
onde o padrão de ziguezague de um agregado dessas casas lembrava a formação de um jogo 
de dominó” (FRAMPTON, 1997, p.183), prototipando as ideias, desenvolvidas de forma 
teórica em “Por uma arquitetura”, de racionalização da construção, de produção de habitação 
em série e a ideia da casa como uma “máquina de morar” (CORBUSIER, 2002, p.159-188). 
A partir de 1925 Corbusier passa a construir uma série de casas burguesas iniciada pela 
Maison Cook, utilizando da modulação e da estrutura de concreto armado da Maison Dom-Ino 
e apresentando de maneira prática os conceitos do seu texto “Os cinco pontos de uma nova 
arquitetura” (Figura 12), publicado em 1926 (FRAMPTON, 1997, p.188), que se torna mais 
clara e objetiva na Villa Savoye (Figura 11). 
 
30 
Figura 11 - Villa Savoye, Le Corbusier 
 
Fonte: GIMPERT, Adam, 2012 
Os cinco pontos desenvolvidos por Corbusier são: 
1. Os “pilotis” 
Pesquisas assíduas e obstinadas levaram a resultados parciais que podem ser 
considerados como provas de laboratório. Estes resultados abrem novas perspectivas 
para a arquitetura, e estas se oferecem à urbanística, que ali pode encontrar os meios 
para resolver a grande doença das cidades atuais. 
A casa sobre pilotis! A casa se aprofundava no terreno: locais escuros e 
frequentemente úmidos. O concreto armado torna possível os pilotis. A casa fica no 
ar, longe do terreno; o jardim passa sob a casa, o jardim também está sobre a casa, 
no teto. 
2. Os tetos-jardim 
Há séculos, um teto com vertentes tradicionais suporta normalmente o 
inverno com seu manto de neve, enquanto a casa é aquecida através das estufas. 
A partir do momento em que se instalou o sistema de aquecimento central, o 
teto tradicional não mais convém. O teto não deve apresentar vertentes mais sim ser 
escavado. Deve recolher a água para o lado interno da casa, e não jogá-la para o 
exterior. 
Verdade incontestável: os climas frios impõem a supressão dos tetos 
vertentes e exigem a construção de tetos-terraços escavados, com recolhimento para 
o interior da água. 
O concreto armado é o novo meio que permite a realização das coberturas 
homogêneas. O concreto armado dilata-se acentuadamente. A dilatação faz romper a 
estrutura em horas imprevistas. Ao invés de procurar evacuar rapidamente as águas 
pluviais, é necessário procurar, pelo contrário, manter uma umidade constante sobre 
o concreto do terraço, e portanto uma temperatura regulada sobre o concreto 
armado. Medida particular de proteção: areia recoberta por lajes de concreto, com 
juntas afastadas. Estas juntas são plantadas com grama. Areia e raízes não deixam 
que a água se infiltre rapidamente. Os jardins-terraço tornam-se opulentos: flores, 
arbustos e árvores, um prado. 
Razões técnicas, econômicas, funcionais e sentimentais levam à adoção do 
teto-terraço. 
3. A planta livre 
Até então: paredes de sustentação: Partindo do subsolo, sobrepõem-se 
formando o andar térreo e os outros andares, até o teto. A planta se torna escrava das 
paredes de sustentação. O concreto armado traz, para a casa, a planta livre! Os 
andares não precisam mais serem encaixados um sobre os outros. Estão livres. 
Grande economia de volume construído, utilização rigorosa de cada centímetro. 
Grande economia de dinheiro. Cômoda racionalidade da nova planta! 
 
31 
4. A “fenêtre en longueur3” 
A janela é um dos elementos essenciais da casa. O progresso traz uma 
libertação. O concreto armado revoluciona a história da janela. As janelas podem 
correr de um lado a outro da fachada. A janela é o elemento mecânico-tipo da casa; 
para todos os nossos alojamentos unifamiliares, as nossas casas, as nossas casas 
operárias, nossos edifícios de aluguel... 
5. A fachada livre 
As pilastras afastam-se em relação à fachada, na direção da parte interna da 
casa. O pavimento prossegue em falso, na direção do exterior. As fachadas são 
apenas frágeis membranas, de paredes isoladas oi de janelas. 
A fachada está livre; as janelas, sem se interromperem, podem correr de um 
lado a outro da fachada (LE CORBUSIER apud BENEVOLO, 1976, p.431-434). 
Figura 12 - Os cinco pontos de uma nova arquitetura, Le Corbusier 
 
Fonte: LE CORBUSIER, 1926 
Depois de muito se dedicarem às residências, em 1927 Le Corbusier e Pierre Jeanneret 
fazem seu primeiro projeto para uma grande estrutura pública, o concurso para a sede da Liga 
das Nações em Genebra. Apesar de terem sido desclassificados do concurso por não ter 
apresentado o projeto no meio gráfico apropriado, esse momento foi um divisor de águas em 
sua carreira (FRAMPTON, 1997, p.190-191). Depois do concurso ficou clara uma diferença 
de abordagem das obras de Corbusier em função da escala e do uso, essa diferença é 
explicada pela teoria da estética purista na qual ele defende que quanto mais íntima a relação 
do homem com o objeto mais ele deve se aproximar da estética do engenheiro, desta forma, 
na construção, diferencia-se os monumentos das habitações, sendo que a segunda adquire 
cada vez mais um caráter racional. (FRAMPTON, 1997, p.215) 
Essa mudança de paradigma fica evidente na Ville Radieuse que foi projetada pensando 
fortemente nos critérios econômicos, propondo um apartamento flexível de nível único e 
extensão variável, cada centímetro da unidade é aproveitado, restringindo a área do núcleo de 
 
3 Janela em fita. 
 
32 
serviços ao mínimo e a espessura das divisões eram ínfimas propondo, também, sua 
flexibilidade. De fato, as unidades de habitação proponham-se a ser tão eficientes e 
ergonômicas quanto um vagão-dormitório, aproximando-se cada vez mais do desenho 
industrial e distanciando-se da arquitetura (FRAMPTON, 1997, p.215-216). 
Durante a década de 1930 Le Corbusier se dedica a vários projetos residenciais. 
Diferentemente das casas projetadas nos anos 1920, nesse período o arquiteto passa a explorar 
novos sistemas de construção e novos padrões funcionais, assim, materiais rústicos como 
pedras e madeira passam a ser amplamente usados, valorizando processos de construção 
tradicionais e mais baratos (BENEVOLO, 1976, p.566). 
Entre as obras desse período destacam-se a Villa de Madame H. de Mandrot (1929), a 
Maison Errazuriz (1930), a Maison de week-end (1934) [Figura 13], e o Pavillon des Temps 
Nouveaux (1936) [Figura 14] que prenunciavam um futuro menos doutrinário com mais 
liberdade de misturar técnicas primitivas e modernas (FRAMPTON, 1997, p.221-222). 
Figura 13 - Maison de week-end, Le Corbusier 
 
Fonte: GODINEZ, Rudy, s.d. 
 
Figura 14 - Pavillon des Temps Nouveaux, Le Corbusier 
 
Fonte: SALAÜN, Albin, s.d. 
 
33 
A partir de então, Corbusier, aproxima-se cada vez mais da estética, tecnologia e 
materiais vernaculares e rompe com a estética dogmática do purismo, afrontando a tradição 
racionalista do movimento moderno. Em 1942 ele projeta a Unite d' Habitation (Figura 15) 
em Marselha na França para suprir demandas do pós guerra, apesar de não apresentar a 
sintaxe surrealista de suas casas de inspiração vernácula, nesse projeto é evidente o abandono 
da tecnologia mecânica leve do período pré segunda guerra. Além disso, apesar de fruto do 
princípio da “unidade de habitação de tamanho padrão e da clara inspiração na Ville 
Radieuse, a Unite apresenta uma organização consideravelmente mais complexa 
(FRAMPTON, 1997, p.271-274). 
Figura 15 - Unite d' Habitation, Le Corbusier 
 
Fonte: PARE, Richard, 2008 
A Unite d' Habitation foi pensada como um garrafeiro de concreto no qual as unidades 
habitacionais são inseridas, a estrutura é apoiada em um robusto pilotis e ofereceria serviços 
de hotelaria além de abrigar lojas,a cobertura do conjunto é um extenso terraço destinado ao 
lazer a contemplação da paisagem com jardins, pista de corrida e piscina (COHEN, 2013, 
p.322). Esse projeto é a materialização de uma pesquisa que Corbusier vinha realizando desde 
a década anterior, na qual ele busca a “escala adequada, dentro da qual possa ser posta em 
ação uma intervenção arquitetônica global, que reúna em um organismo unitário certo número 
de células residenciais e seus serviços comuns” (BENEVOLO, 1976, p.680). 
Durante os anos 1950, Le Corbusier se ocupou principalmente dos projetos da Capela 
de Ronchamp (Figura 16) e do Convento de La Tourette nas quais o arquiteto utiliza de 
conceitos contrários. Enquanto no convento a paisagem e a arquitetura parecem estar em 
constante conflito na capela “as formas crustáceas que compõem o conjunto [...] estavam 
precisamente ajustadas de modo a responder à ‘acústica visual’ de uma paisagem ondulante” 
(FRAMPTON, 1997, p.275), Ronchamp, foi um grande choque tanto para os admiradores 
quanto para os críticos à Corbusier, principalmente por sua preocupação escultórica. 
 
34 
Figura 16 - Capela de Ronchamp, Le Corbusier 
 
Fonte: GURAK, Wojtek, 2017 
Até o final de sua vida em 1965, Le Corbusier projetou várias outras obras, destacando 
entre elas os projetos para Chandigarh na Índia, porém suas obras já não representavam mais 
um corpo coeso e heterogêneo, suas formulações sobre racionalismo, purismo e 
industrialização já não eram mais rigorosamente seguidas, o movimento moderno 
internacional já se encontrava em crise na década de 1960, assim, novas linguagens e 
abordagens arquitetônicas ganhavam espaço dentro da obra dos próprios idealizadores do 
modernismo. 
2.2 LÚCIO COSTA 
Lúcio Costa nasceu em 1902 em Toulon, na França, e como filho de almirante passou 
grande parte de sua infância percorrendo vários países diferentes, apenas no ano de 1917 que 
ele se estabelece definitivamente no Brasil e se matricula na ENBA. Durante sua formação e o 
início de sua carreira, Lúcio Costa vincula-se ao movimento neocolonial, de modo que, antes 
mesmo de sua formação, foi convidado por José Marianno Filho a realizar uma viagem de 
documentação à cidade de Mariana/MG, devido ao seu destaque acadêmico (LEONÍDIO, 
2007, p.30-34). 
A partir da viagem à Minas Gerais Costa descobre uma nova arquitetura colonial, a 
arquitetura civil que impacta fortemente na sua produção. Em artigo publicado após a viagem, 
em 1924, para o jornal “A noite” o arquiteto deixa claro essa nova visão sobra a arquitetura, 
ele passa a defender a beleza nas proporções e nas formas das residências mineiras, além de 
valorizar a finalidade e a sinceridade dos elementos arquitetônicos, condenando as 
incoerências presentes em muitos exemplares do estilo neocolonial no Rio de Janeiro, 
reproduzindo elementos coloniais, mas desviando-os de seus usos e funções a pretexto de 
 
35 
efeito decorativo (LEONÍDIO, 2007, p.34-37). Contudo, Costa não se desvincula do 
movimento neocolonial, e mantem durante a década de 1920 uma dualidade. Por uma lado ele 
avança na elaboração de seus conceitos da arquitetura neocolonial, rejeitando a arquitetura 
moderna, a qual ele caracterizou, em publicação ao “O jornal” de 1928, como uma moda 
passageira que não deveria ser aplicada em edificações de caráter permanente, ao mesmo 
tempo que evoca a razão e a lógica no projeto de arranha-céus, defendendo a verdade 
estrutural, que a forma segue a função e que o estilo deveria corresponder à sua época, quando 
questionado sobre os novos edifício verticais pelo “O país” também em 1928 (LEONÍDIO, 
2007, p.39-44). 
O rompimento de Lúcio Costa com o movimento neocolonial e a concordância com a 
arquitetura moderna fica clara a partir de 1930 com a nomeação para a direção da ENBA. 
(LEONÍDIO, 2007, p.56-57). Com a tomada do governo federal em 1930 por Getúlio Vargas, 
foi criado o MES chefiado por Rodrigo Mello Franco de Andrade, intelectual mineiro ligado 
ao modernismo, entre as ações do nomo ministério estava a nomeação de Lúcio Costa para a 
direção da ENBA com o intuito de se fazer uma reforma no ensino acadêmico da instituição 
(SEGAWA, 2002, p.78). 
Durante o processo de transformação da ENBA todos os professores academicistas 
foram afastados e um novo corpo docente foi convocado, para o curso de arquitetura, Costa 
convidou o Warchavchik, o Reidy e o Buddeus, todos de alguma maneira vinculados ao 
movimento moderno (SEGAWA, 2002, p.78-79). Apesar de Lúcio defender a reforma de toda 
a escola, o curso de arquitetura recebia uma atenção especial, pois ele considerava a 
orientação geral do ensino falha principalmente pela divergência entre a arquitetura e a 
estrutura, assim a meta principal com a nova escola seria tornar o curso mais técnico e 
científico, buscando a harmonia entre a construção e a arte. (LEONÍDIO, 2007, p.57 e 60). 
Contudo, essa reorganização da escola causou reação dos tradicionalistas, inclusive dos 
adeptos da arquitetura neocolonial, desta forma vários protestos estudantis pressionaram 
Costa até sua exoneração em setembro de 1931. Apesar de curto e de não ter restado nada da 
reestruturação, o período de Lúcio Costa sob direção da ENBA foi responsável por introduzir 
a uma geração de futuros arquitetos o movimento moderno internacional e os conceitos do 
funcionalismo e do racionalismo (SEGAWA, 2002, p.78-79). 
Após o desligamento com a ENBA, Lúcio Costa se associa com Gregori Warchavchik 
em um escritório durante três anos, entretanto a sociedade só rendeu o projeto de três casas, 
sendo duas executadas, e da vila operária da Gamboa (Figura 17). Apesar de poucos trabalhos 
elaborados, a parceria entre Costa e Warchavchik foi responsável pelos primeiros projetos de 
 
36 
traços modernos de Lúcio, sendo o início de uma extensa produção arquitetônica que 
influenciaria todo o país (SEGAWA, 2002, p.79). Já em 1935, a sociedade com Warchavchik 
é cessada, e Costa passa a trabalhar com Carlos Leão em uma parceria que duraria apenas um 
ano (LEONÍDIO, 2007, p.117-118). 
Figura 17 - Vila operária da Gamboa, Gregori Warchavchik e Lúcio Costa 
 
Fonte: Itaú Cultural, 2019 
 Apesar dos anos que se sucederam à direção da ENBA terem sido de pouca atividade 
projetual, “eles foram especialmente produtivos no que respeita à reflexão teórica” 
(LEONÍDIO, 2007, p.118). Em meio a textos sobre questões sociais e econômicas, o mais 
notório dos experimentos de Lúcio Costa nesse período foi a série de casas (Figura 18) 
projetadas para lotes de tamanho padrão do Rio de Janeiro da época, sem um programa, 
demanda ou cliente específico, sendo apenas exercícios. Nessas casas é possível observar a 
aproximação de Costa com o funcionalismo de Le Corbusier (como no emprego das janelas 
em fita, terraços, fachada livre e pilotis), autor o qual Costa já conhecia, mas só foi se 
aprofunda no período pós ENBA em razão da disponibilidade de tempo para se dedicar aos 
estudos, e que influencio fortemente sua produção desde então (LEONÍDIO, 2007, p.118-
123). 
Figura 18 - A casa sem dono 1, Lúcio Costa 
 
Fonte: COSTA, Lúcio, s.d. 
 
37 
Contudo “a primeira grande oportunidade para que, através da prática projetual, Lúcio 
Costa verificasse a pertinência dos pontos de vista defendidos [...] só iria acontecer em 1934” 
(LEONÍDIO, 2007, p.123) na concepção do projeto Vila Monlevade (Figura 19), para um 
concurso público promovido para a construção de casas operárias para uma companhia 
mineradora. Esse projeto é notadamente influenciado pelas obras de Le Corbusier, como 
mencionado no memorial descritivo, os pilotis são norteadores de toda a concepção, pois 
dispensa movimentação de terra, permite a implantação em todo o terreno que tinha 
declividade acentuada e cria área de lazer para os moradores. Apesar disso, a principal 
referência para a Vila Monlevade foi a Maison Dom-Ino, na qual Costa vale-se das 
formulações sobra a independênciaentre a estrutura e os demais elementos constituintes do 
edifício e sobre a produção em série, assim, ele compreende que apesar de limitações técnicas, 
o sistema construtivo moderno poderia se adequar a qualquer tipo de situação, conciliando o 
desejo de incorporar novos sistemas e materiais de construção com a realidade social e da 
construção civil nacional (LEONÍDIO, 2007, p.123-131). 
Figura 19 - Vila Monlevade, Lúcio Costa 
 
Fonte: COSTA, Lúcio apud NATAL, Caion Meneguello 
A partir da Vila Monlevade, Lúcio Costa evidencia “as possibilidades da técnica 
moderna” que ele iria referir-se por toda a vida, a técnica moderna era um caminho no qual 
ele poderia fazer conviver o moderno e o tradicional (LEONÍDIO, 2007, p.133). No projeto 
“o arquiteto buscava insistentemente incorporar a seu projeto [...] um aspecto fundamental da 
cultura local: o fazer local, a tradição construtiva ou técnica, os materiais, sistemas 
construtivos e habilidades específicas da mão de obra local” (LEONÍDIO, 2007, p.134). 
 
38 
No ano seguinte ao concurso da Vila Monlevade, em 1935, Lúcio Costa estaria 
envolvido no desenvolvimento de dois projetos no Rio de Janeiro, um para a Universidade do 
Distrito Federal e outro para a sede do MES (Figura 4, 20 e 21). É nesse contexto que ele 
escreve seu célebre texto “Razões da nova arquitetura” que foi publicado em janeiro de 1936 
na “Revista da Diretoria de engenharia da prefeitura do Distrito Federal” (LEONÍDIO, 2007, 
p.141-144). 
“Razões da nova arquitetura” se destaca entre a produção textual de Lúcio Costa 
publicada até então pois “se constitui na primeira tentativa de estabelecimento [...] de uma 
verdadeira arquitetura [...] que desse conta da arquitetura contemporânea de maneira 
abrangente e definitiva” (LEONÍDIO, 2007, p.146). O primeiro ponto defendido no texto é de 
que a história da arquitetura, colocada pelo autor como “evolução da arquitetura”, é cíclica, 
contudo, entre as fases de equilíbrio existe um turbulento período de transição que é marcado 
pela “incapacidade dos contemporâneos no julgar do vulto e alcance da nova realidade” 
(COSTA, 1936), pela incompreensão do momento histórico vigente, resultando na resistência 
das novas formas de expressão que aos poucos vai se consolidando e configurando um novo 
período de equilíbrio. Desta forma, para Costa, ele estava “vivendo, precisamente, um desses 
períodos de transição” (COSTA, 1936), resultado de um processo de transformação social que 
ocorrera ao longo do século XIX e início do século XX, todavia o período histórico 
testemunhado se diferenciava de todos os antecessores pelo advento da máquina. Segundo 
Costa, do início da humanidade até a revolução industrial, apesar de constantes 
transformações, toda a produção humana era marcada pela limitação do trabalho manual ou 
animal, porém nesse período a máquina transforma toda a lógica de produção, assim, ele 
defende que “a crise da arquitetura contemporânea o que observa em outros terrenos – é o 
efeito de uma causa comum: o advento da máquina” (COSTA, 1936). 
Apesar da crise estética não ser exclusiva da arquitetura, alguns produtos da 
humanidade já apresentavam de forma clara e objetiva uma nova forma de expressão, como 
por exemplo os meios de transporte4. No que tange a arquitetura, o que “comanda a 
transformação radical de todos os antigos processos de construção é a ossatura independente” 
(COSTA, 1936), assim, as paredes que antes possuíam função estrutural, configuram-se 
apenas como elementos de vedação, sendo possível reduzi-las ao mínimo, e inclusive, 
devidamente orientada, serem substituídas por simples lâminas de vidro. 
 
4 Essa constatação de Lúcio Costa é notadamente inspirada no capítulo “Os olhos que não vêem...” da obra “Por 
uma arquitetura” de Le Corbusier. 
 
39 
A partir da compreensão dos novos sistemas construtivos, Costa defende que a 
arquitetura deve estar em acordo com a sociedade de sua época e sempre pautada pela técnica. 
Assim, o autor estabelece uma série de características da nova arquitetura como a fachada 
livre, a liberdade na planta, os pilotis, as janelas corridas, e a pureza dos volumes, assim, 
condenando a ornamentação e a decoração sem, contudo, reprovar a colaboração entre as 
artes. 
“A publicação de ‘Razões da nova arquitetura’, em janeiro de 1936, não haveria de ser 
todavia o único ato de Lúcio Costa em favor da implantação no Brasil, de uma arquitetura 
moderna” (LEONÍDIO, 2007, p.167). Desde o ano anterior Costa estava envolvido nos 
projetos para a cidade universitária e para a sede do MES (Figura 4, 20 e 21). 
“Em 1935, era aberto o concurso para anteprojetos da nova sede do MES, em terreno na 
esplanada do Castelo, centro do Rio de Janeiro” (SEGAWA, 2002, p.89), apesar de 
Archimedes Memória, então diretor da ENBA, ter vencido o concurso, o ministro Gustavo 
Capanema não estava satisfeito com os resultados, assim, ele convida Lúcio Costa em 
setembro de 1935 para projetar a nova sede de seu ministério (SEGAWA, 2002, p.89). Costa, 
então, monta uma equipe com todos os participantes do concurso que apresentaram projetos 
de caráter moderno, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão e Jorge Moreira, além de Ernani 
Vasconcello, assistente de Moreira, e Oscar Niemeyer, assistente do próprio Costa. 
Em maio de 1936 quando uma primeira versão do projeto para a sede do MES estava 
pronta e a disputa para a escolha do projeto para a cidade universitária estava acirrada Lúcio 
Costa vislumbra a possibilidade de Le Corbusier vir ao Brasil prestar consultoria aos dois 
projetos, principalmente da cidade universitária, e dar uma série de palestras (LEONÍDIO, 
2007, p.168-170). Chegando no Rio de Janeiro o arquiteto franco-suíço sugere descartar o 
projeto desenvolvido para o MES e projeta um edifício totalmente novo em um outro local, 
contudo, não seria possível a construção no terreno sugerido por Le Corbusier, assim, na 
véspera de sua partida, ele traça alguns croquis que serviram como base para o projeto que foi 
desenvolvido por Lúcio Costa e equipe posteriormente. 
O projeto final, apesar de baseado nos desenhos de Le Corbusier, “evoluiu para uma 
solução com personalidade própria” (SEGAWA, 2002, p.91), apresentando como solução 
uma implantação até então única no Rio de Janeiro, isolando-o do terreno e criando uma 
grande praça, em partes coberta por um grande e monumental pilotis. O volume é composto 
por dois blocos baixos e um lamelar, todos de formas simples e com preocupações quanto a 
orientação solar no tratamento de suas superfícies, a fachada norte é protegida com brises 
 
40 
soleil horizontais, a fachada sul é um pano de vidro integral, assim, possibilitando a entrada 
de luz natural e a ventilação cruzada. 
Além das soluções de implantação e fachadas, o prédio foi todo concebido com 
estrutura independente, e buscava utilizar e valorizar materiais locais e, também, buscava-se 
integrar várias manifestações artísticas à arquitetura, com pinturas de Cándido Portinari, 
esculturas de Celso Antonio, Bruno Giorgi e Jacques Lipchitz e paisagismo de Roberto Burle 
Marx. 
Figura 20 - Sede do MES, Lúcio Costa e equipe 
 
Fonte: KON, Nelson, s.d. 
Figura 21 - Sede do MES, Lúcio Costa e equipe 
 
Fonte: KON, Nelson, s.d. 
A sede do MES projetada por Lúcio Costa e equipe, apesar de certa resistência inicial, 
“é considerado o ponto inicial de uma arquitetura moderna de feitio brasileiro” (SEGAWA, 
2002, p.92), sendo internacionalmente reconhecida. Contudo a cidade universitária não teve a 
mesma sorte, apesar de apelos, inclusive na imprensa, o projeto foi rejeitado pela comissão 
avaliadora, contudo foi fundamental para a articulação entre Lúcio Costa e Le Corbusier e na 
formulação do repertório moderno na arquitetura nacional. 
 
41 
Após o episódio da cidade universitária, Lúcio Costa fica claramente frustrado e se 
afasta das formulações acerca da arquitetura moderna, ocupando-se da causado Patrimônio 
(LEONÍDIO, 2007, p.192-196). Contudo não abandona a prática projetual e em 1938 
participa do concurso para a construção do pavilhão que representaria o Brasil na Feira 
Mundial de Nova Iorque de 1939 (Figura 6 e 22). Saindo vitorioso ele renuncia o projeto 
original e convida Niemeyer, que ficou em segundo lugar e já haviam trabalhado juntos na 
sede do MES, para colaborar em um novo projeto (SEGAWA, 2002, p.93). Desta forma, o 
projeto definitivo para o pavilhão resultava da combinação de 
alguns aspectos da proposta inicial de Costa os pilotis, a rampa de acesso e os 
elementos vazados de fachada, a título de brise-soleil - com a de Niemeyer- a 
curvatura da parede acompanhando o terreno, o jardim na parte posterior 
(SEGAWA, 2002, p.93). 
O projeto possui um bloco maior com planta em “L” e três blocos pequenos isolados no 
jardim, no bloco principal uma rampa sinuosa e escultural emerge dando acesso direto ao 
pavimento superior com um auditório e espaço para exibição. Os ambientes, sempre que 
possível, era integrados entre si e o tratamento da fachada foi feito levando em consideração a 
orientação solar, criando fachadas cegas ou com elementos de proteção, como cobogós e 
brises, nas orientações menos favorecidas e abrindo a edificação para o exterior nas faces 
mais favorecidas. A curva natural do terreno foi incorporada no desenho da planta do bloco 
principal, repetindo a estratégia em vários elementos da construção como marquises, 
coberturas, balcões e já citada rampa, configurando originalidade para a obra. Além disso 
Costa e Niemeyer repetiam o esquema de integração das artes, incorporando novamente a 
escultura, a pintura e o paisagismo (CAVALCANTI, 2006, p.96). 
No pavilhão brasileiro para a Feira Mundial de Nova Iorque o arquiteto aperfeiçoou e 
consolidou a vocabulário brasileiro da arquitetura moderna, que apesar de fortemente 
inspirado pelos mestres europeus, principalmente Le Corbusier, estabeleceu uma linguagem 
própria que influenciaria toda a produção arquitetônica no Brasil a partir de então. 
 
42 
Figura 22 - Pavilhão Brasileiro, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer 
 
Fonte: Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York: Catálogo 
Durante a década de 1940 Lúcio Costa se encontra envolvido nos projetos residenciais 
para Barão de Saavedra (1941-42) [Figura 23], Hungria Machado (1942), Heloísa Marinho 
(1942-1944), e Pedro Paes de Carvalho (1944), além do Park Hotel, Nova Friburgo (1944) e 
do famigerado Parque Guinle (1948-1954) [Figura 24 e 25] (CARLUCCI, 2005, p.49-51, 53 e 
59). Nos projetos residenciais, cada um com sua especificidade, “um partido arquitetônico se 
define e toma corpo em Costa” (CARLUCCI, 2005, p.53), no qual a racionalidade da planta e 
a pureza das formas se combinam com releituras de elementos arquitetônicos coloniais 
brasileiros como treliças, balaustradas de madeira, elementos vazados de tijolo, e esquadrias 
azuis (CARLUCCI, 2005, p.53), compondo uma arquitetura moderna em sua estratégia 
projetual e sistema construtivo, porém de caráter local. 
Figura 23 - Residência Barão de Saavedra, Lúcio Costa 
 
Fonte: Acervo Gilda Saavedra apud Casas Brasileiras. 
Os projetos dos edifícios no Parque Guinle, no Rio de Janeiro, do final da década de 
1940, representam a síntese dos valores projetuais implementados ao longo de toda a década 
(CARLUCCI, 2005, p.59). A planta dos apartamentos é consequência tanto da planta livre 
apresentada por Le Corbusier quanto das casas tradicionais brasileiras, além disso a 
 
43 
arquitetura colonial brasileira também é reinterpretada nos elementos de proteção solar, 
empregados nas fachadas desfavoráveis intercalando o uso de brises e cobogós, em 
contraponto com a fachada de orientação sul que é formada por um grande pano de vidro. 
Observa-se então que Costa, em sua prática projetual, buscava ponderar a tecnologia e a 
lógica projetual moderna com uma montagem de planta e a utilização de elementos 
arquitetônicos que fazem referência ao precedente (ALVES, 2011, p.176-180). 
Figura 24 - Parque Guinle, Lúcio Costa 
 
Fonte: KON, Nelson, s.d. 
Figura 25 - Parque Guinle, Lúcio Costa 
 
Fonte: KON, Nelson, s.d. 
Ao longo da década de 1950, Lúcio Costa continuou desenvolvendo projetos 
arquitetônicos como a Sede Social do Jockey Club Brasileiro e a Maison du Bresil novamente 
em parceria com Le Corbusier, sem deixar de lado, também, sua produção teórica e textual. 
Contudo, em 1957 Costa tem a oportunidade de traduzir suas formulações arquitetônicas na 
escala urbana com o desenvolvimento do plano piloto de Brasília, que seriam novamente 
experimentadas dez anos depois no plano piloto para a Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. 
Nas décadas seguintes Lúcio Costa não interrompe seu trabalho, porém diminui o ritmo 
de produção, além de se manter mais recluso. Nesse período entre as décadas de 1970 e 1990 
 
44 
ele projeta as residências Thiago de Mello e Helena Costa e pública no final de sua vida o 
livro “Lucio Costa: Registro de uma Vivência”, obra autobiográfica reunindo textos, 
depoimentos, cartas, desenhos, croquis, projetos e fotografias que transcorre por todas as fases 
do autor. 
2.3 SYLVIO DE VASCONCELLOS 
Sylvio de Vasconcellos nasceu em Belo Horizonte/MG em 14 de outubro de 1916, em 
meio a umas das famílias mais tradicionais de Minas Gerais. Filho de mãe professora de 
música e pai funcionário público e historiador, e neto de Diogo Luís de Almeida Pereira de 
Vasconcellos, deputado geral do Império e presidente da câmara de vereadores de Ouro Preto 
durante a República. Durante sua infância e adolescência Sylvio estudou em renomadas 
instituições na capital e em outras cidades de Minas Gerais, porém não ingressou na faculdade 
logo após a conclusão do ginásio. 
Antes mesmo de se graduar, em 1939 Sylvio começou a trabalhar no Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), chegando posteriormente ao cargo de 
chefe do distrito de Minas Gerais. Em 1944 conclui o curso de arquitetura na Escola de 
Arquitetura e em 1951 adquire o título de urbanista, ambas as formações concluídas com 
louvor (BRASILEIRO, 2008, p.41). 
A Escola de Arquitetura foi fundada em 1930, desta forma Sylvio compôs uma das 
primeiras turmas da faculdade. Durante sua graduação os “professores apresentava uma forma 
de ensino tradicional, com pouca participação dos estudantes” (BICALHO; BRANDÃO e 
OLIVEIRA, 2006, p.11), entretanto, com a inauguração do conjunto arquitetônico da 
Pampulha, os alunos tiveram as obras de Oscar Niemeyer e as formulações modernistas como 
referência. 
Contudo, o perfil dos professores da Escola de Arquitetura começa a mudar quando a 
primeira geração de alunos retorna à instituição para lecionar. Nesse contexto de 
transformação e conflito Sylvio de Vasconcellos ingressa no corpo docente em 1948, e em 
1953, após concluir o curso de urbanismo, conquista o título de professor catedrático. Durante 
seu período de atuação acadêmica, Sylvio se destacou como um professor competente e 
inovador, além disso, se notabilizou, também, pelo trabalho de pesquisa sobre o patrimônio 
histórico e as artes (BICALHO; BRANDÃO e OLIVEIRA, 2006, p.12-14). 
Além de docente, Sylvio de Vasconcellos teve importante atuação pública em várias 
instituições e projetos. Em 1955 foi presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção 
 
45 
Minas Gerais (IAB/MG) e participou, também, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas 
Gerais. Além disso, Sylvio também foi curador do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e da 
IV Bienal de Arte de São Paulo e crítico de arte membro das Associação Brasileira de Críticos 
de Arte e Associação Internacional de Críticos de Arte (BRASILEIRO, 2008, p.42). 
Simultaneamente ao trabalho docente e atuação pública, Sylvio realizou diversos 
projetos arquitetônicos em Belo Horizonte durante as décadas de 1940 e 50, compondo "um 
amplo quadro de trinta e oito projetosde edificações institucionais, religiosas e, 
principalmente, residenciais" (BICALHO e ARAÚJO, 2015, p.84), nos quais “Sylvio leu, 
interpretou e construiu uma visão particular de modernidade” (BICALHO e ARAÚJO, 2015, 
p.85). 
Sua primeira obra foi sua própria casa na rua Caldas, nº 47 (Figura 26), projetada em 
1942, antes mesmo de se formar, com ajuda de Raphael Hardy Filho. Três anos depois foi 
projetado por Juscelino Ribeiro da Fonseca um segundo pavimento (BICALHO; BRANDÃO 
e OLIVEIRA, 2006, p.35). Nesse projeto fica claro a fusão da arquitetura colonial mineira 
com a arquitetura moderna, elementos como a treliça de madeira no guarda corpo, fazendo 
uma releitura dos muxarabis, as vergas em pedra aparente, as esquadrias de madeira e o galbo 
do telhado são combinados com a funcionalidade da distribuição dos ambientes (BICALHO e 
ARAÚJO, 2015, p.75), compondo uma nova linguagem de caráter moderno. 
Figura 26 - Casa na rua Caldas, nº 47, Sylvio de Vasconcellos 
 
Fonte: LABORATÓRIO DE FOTODOCUMENTAÇÃO SYLVIO DE VASCONCELLOS apud BICALHO e 
ARAÚJO, 2015 
Durante sua atuação como arquiteto fica evidente a orientação funcionalista corbusiana 
de Sylvio de Vasconcellos, além de fortes preocupações com questões ambientais como 
iluminação e conforto térmico. Para solucionar essas questões, o arquiteto libera a casa dos 
limites do lote, provendo jardim frontal e quintais aos fundos, quando as dimensões dos lotes 
não eram favoráveis ele buscava soluções incorporando jardins de inverno. Aliado às questões 
 
46 
de implantação, Vasconcellos usualmente adotava duas soluções de arranjo de varanda na 
fachada frontal das casas, “a primeira solução usa um espaço de transição, ao rés do chão ou 
sob a forma assobradada, coberto e protegido por elementos de obstrução da visibilidade que 
resguardam o morador: tubos metálicos verticais, painéis e treliças (BICALHO e ARAÚJO, 
2015, p.86), por outro lado, a segunda solução projeta o segundo pavimento sobre o térreo, 
criando ali o ambiente de transição, e adotando no pavimento superior janelas em fita. 
A residência na rua Olímpio de Assis nº 77 (Figura 27), projetada em 1947, evidencia a 
primeira estratégia de arranjo de varanda (BICALHO e ARAÚJO, 2015, p.65), criando uma 
varanda no segundo pavimento coberta por uma laje projetada a frente do corpo da edificação 
e sustentada por esbeltas colunas de concreto armado de seção circular, criando um ambiente 
de transição entre o jardim frontal e a sala de estar, vedada por um pano de vidro. 
Figura 27 - Casa na rua Olímpio de Assis, n° 77 Sylvio de Vasconcellos 
 
Fonte: DIPC apud BICALHO e ARAÚJO, 2015 
Já na casa da rua Sinval de Sá nº 586 (Figura 28), de 1953, o arquiteto experimenta a 
segunda solução de varanda. A volumetria da casa é composta por dois paralelepípedos 
sobrepostos, sendo o superior avançado sobre o inferior, criando no térreo uma varanda como 
um ambiente de transição e também como garagem, além disso ele usa da fachada livre para 
criar um pano de vidro interrompido por uma faca de cobogós. 
 
47 
Figura 28 - Casa na rua Sinval de Sá, nº 586, Sylvio de Vasconcellos 
 
Fonte: DIPC apud BICALHO e ARAÚJO, 2015 
Quanto as soluções de planta, em seus projetos residenciais, Sylvio busca integrar o 
interior com o exterior e integrar os espaços, contudo reserva parcialmente a intimidade da 
família na sala de jantar, conjugando-a com a sala de estar, mas conferindo-a certa 
independência. Para responder uma melhor organização funcional e integrar a vida familiar, a 
cozinha torna-se o centro da casa, interseccionando os setores sociais e de serviço. 
No tocante a volumes e planos Sylvio de Vasconcellos adota uma postura alinhada ao 
neoplasticismo e ao cubismo. Em suas obras os volumes são compostos de formas primárias 
justapostas, utilizando-se de contraste entre cheios e vazios e materiais diversos para 
intensificar essa percepção (BICALHO e ARAÚJO, 2015, p.91), como aplicada na residência 
projetada na avenida do Contorno em 1954 (Figura 29) na qual as cores dos materiais, o 
avanço do segundo pavimento e o recuo dos pilares em relação a fachada intensificam a 
percepção de dois prismas um sobre o outro. 
Figura 29 - Casa na avenida do Contorno, nº 7871 
 
Fonte: DIPC apud BICALHO e ARAÚJO, 2015 
O referencial funcionalista de Vasconcellos também fica explícito em sua obra teórica, 
como no prescritivo texto “Como saber se sua casa é boa ou ruim” no qual Vasconcellos 
 
48 
considera os banheiros cômodos de uso esporádico. Dessa forma, “não adianta possuírem 
áreas imensas. Devem apenas ser suficientemente proporcionados para que neles caibam as 
peças indispensáveis e espaço para sua utilização” (apud BRASIL, 2008, p.92). Assim 
também as cozinhas deveriam passar por maior rigor funcional, segundo suas recomendações 
o ambiente deve possuir de preferência uma única porta, quando necessário duas, elas não 
devem criar um fluxo na área de trabalho, além disso, os armários não devem ser nem altos 
nem baixos, para que o acesso a eles ocorra de maneira eficiente, ademais, a geladeira deve 
ficar entre a sala e a cozinha facilitando o acesso por todos os membros da casa, e, por fim, os 
materiais devem ser pensados na praticidade de limpeza e manuseio, assim, com exceção do 
aço inox, os metais devem ser evitados e os plásticos preferenciados. (VASCONCELLOS 
apud BRASIL, 2008, p.127-128). 
Ao analisar a obra do Sylvio de Vasconcellos, Brasileiro (2008, p.103) identifica o que 
nomeou de “os dez pontos da arquitetura moderna mineira”, fazendo alusão aos “Cinco 
pontos de uma nova arquitetura” de Le Corbusier, que seriam: 
volumes prismáticos, grandes afastamentos ajardinados, quintais transformados em 
espaço de lazer da família, cozinha equipada, incorporação do setor de serviços ao 
volume da residência, garagem de dupla-função, dormitórios amplos, quarto de 
costura e guardados, aberturas amplas e corrediças permitindo interiores claros e a 
conexão com o exterior, cores nas fachadas. 
Apesar da prevalência da arquitetura residencial unifamiliar, a obra do Sylvio também 
abrange outras áreas. O atual Cine Belas Artes (Figura 30), foi projetado em 1953 para abrigar 
o DCE da UFMG, porém na década de 1990 passou por uma grande reforma para transformá-
lo em um cinema. (BICALHO e ARAÚJO, 2015, p.72). O edifício é marcado pelos volumes 
prismáticos justapostos e pelo pilotis formado pelo recuo do primeiro pavimento. Os esbeltos 
pilares de seção circular dão leveza a obra. Além disso, Vasconcellos projetou a Capela Verda 
Farrar (Figura 31) em 1957. O templo é definido pelas paredes laterais com formas curvas 
projetando a parte superior sobre a calçada. A obra é anexa ao Instituto Metodista Izabela 
Hendrix e configura um salão livre no nível da rua e um grande pilotis no nível inferior. No 
ano seguinte o arquiteto projeta o Edifício MAPE (Figura 32) localizado na Praça da 
Liberdade, o prédio é de uso misto, comercial no térreo e apartamentos a partir do segundo 
pavimento, o volume é assimétrico e escalonado, os volumes são marcados por avanços na 
 
49 
fachada e pelas cores contrastantes, além disso utilizou-se a solução plástica de pilares em Y 
para o pilotis. 
Figura 30 - Cine Belas Artes, Sylvio de Vasconcellos 
 
Fonte: PINHEIRO, Rafael Lemieszek, 2016 
Figura 31 - Capela Verda Farrar, Sylvio de Vasconcellos 
 
Fonte: HANSEN, Eugenio, 2010 
Figura 32 - MAPE, Sylvio de Vasconcellos 
 
Fonte: Foto do autor, 2015 
 
50 
Contudo, Vasconcellos não seguia os preceitos do funcionalismo ortodoxamente. Para 
ele, além de funcional a casa deveria apresentar comodidade, considerando que o caráter 
universalizante da arquitetura moderna carece de interpretações da cultura local (BICALHO e 
ARAÚJO, 2015, p.87-88), além disso, como característico do modernismo brasileiro, o 
arquiteto não negava o passado, pelo contrário, incorporava em seus projetos diversos 
elementos da arquiteturacolonial, porém sendo fervoroso crítico dos estilos do século XIX e 
início do século XX, considerando-os anacrônicos e incoerentes, desta forma, Sylvio também 
não substitui o artesanato pelos produtos industrializados, mas muitas das vezes tenta 
conciliar as duas técnicas de produção (BICALHO e ARAÚJO, 2015, p.92). 
Já na década de 1960, Sylvio de Vasconcellos assume a direção da Escola de 
Arquitetura. Porém em 1964, pouco mais de um ano após assumir o cargo, é afastado do 
cargo por um inquérito da Polícia Militar. Assim, o arquiteto vai para o Chile e depois de um 
ano retorna para a docência na Escola de Arquitetura após ser absolvido do inquérito. 
Entretanto em 1969 com a promulgação do Ato Institucional n. 5, Sylvio foi 
compulsoriamente aposentado, interrompendo sua atuação no Brasil e levando-o a se exilar 
em Washington nos Estado Unidos (BRASILEIRO, 2008, p.42). 
Durante seu exilio Vasconcellos continuou com sua produção teórica, escrevendo vários 
artigos para a imprensa que reunidos formariam o livro “Noções sobre arquitetura” de 1968 e 
o póstumo “Crônicas do Exílio” (BICALHO; BRANDÃO e OLIVEIRA, 2006, p.22). A partir 
da década de 1960 até a sua morte em 1979 é notória uma mudança de pensamento de Sylvio, 
em textos publicado já em exílio ele revê suas críticas ao ecletismo reconhecendo o 
apagamento de um período da história da arquitetura no Brasil (BICALHO; BRANDÃO e 
OLIVEIRA, 2006, p.25-26). Além disso, sua concepção arquitetônica desvincula do 
funcionalismo e aproxima do organicismo, defendendo que a natureza, o homem e o edifício 
são uma coisa só (BICALHO e ARAÚJO, 2015, p.92). 
2.4 MODERNISMO POPULAR E MODERNISMO DE FACHADA 
Os conceitos de “modernismo popular” ou de “modernismo de fachada” não foram 
ainda amplamente discutidos, portanto, não existe uma formulação clara e convencionada. 
Desta forma, foi feito um levantamento de artigos, livros, teses e resumos em anais que 
exploram o assunto. 
O modernismo popular e de fachada é identificado em vários estudos, principalmente 
sobre residências unifamiliares, predominantemente suburbanas e de classe média, em cidades 
 
51 
de todo o Brasil, como os estudos de Lara (2002, 2005a, 2005b) e de Passos (1998) em Belo 
Horizonte/MG; de Rego e Delmonico (2003), de Delmonico e Pelegrini (2009), e de Brito e 
Alves (2016) em Maringá/PR, de Silva, Bezerra, Pinto e Bezerra (2009), de Trigueiro, Cappi 
e Nascimento (2010) e de Lima e Ferreira (2016) em Natal/RN; e de Costa (2017) em João 
Pessoa. Sobre a arquitetura popular de característica moderna em Belém do Pará há vários 
estudos devido ao fenômeno do “raio-que-o-parta”, entre eles as obras de Cardoso (2012), de 
Carvalho e Miranda (2009) e de Costa, Pamplona e Miranda (2014). Já Oliveira e Loddi 
(2020) buscaram investigar a apropriação da coluna do Palácio da Alvorada por todo o Brasil. 
O caso de Belém é representativo nos estudos do modernismo de fachada e popular 
devido ao fenômeno que ficou conhecido como o “raio que o parta”. A arquitetura moderna 
foi introduzida na cidade de Belém do Pará por projetistas e engenheiros, devido à ausência 
do curso de arquitetura no estado (CARVALHO e MIRANDA, 2009), ali a arquitetura 
moderna se manifestou em “modelos alternativos, onde modernista seria a aparência física da 
construção e nem sempre a concepção projetual” (CARDOSO, 2012, p.68). Ao longo da 
década de 1950 novas residências das classes mais abastadas em bairros afastados eram 
construídas fortemente inspiradas pelas obras de Niemeyer, utilizando-se de marquises, 
telhados borboleta, coberturas abobadadas e, principalmente, mosaicos cerâmicos, executados 
em sua maioria por Ruy Bastos Meira (CARDOSO, 2012). 
A “Arquitetura Moderna encontrou ressonância também nas classes populares, não 
ficando restrita àquelas de maior poder aquisitivo” (CARDOSO, 2012, p.74), resultando na 
manifestação do “raio que o parta” que “consiste em apliques ou painéis de mosaicos de 
azulejos que eram, geralmente, utilizados para decorar a fachada de residências populares” 
(CARDOSO, 2012, p.74), provavelmente inspirados pelas obras de Ruy Meira. 
Em sua revisão bibliográfica acerca do tema, Laura Caroline Costa, Karina Pamplona e 
Cybelle S. Miranda (2014) identificam outras possíveis origens para o “raio que o parta”, 
além da apropriação da estética dos projetos de Ruy Meira. Acredita-se que, devido às más 
condições das estradas que chegavam às cidades, muitas cerâmicas quebravam no caminho e 
eram vendidas mais baratas por comerciantes locais. Além disso, é possível que fossem 
usadas sobras de construções, entretanto há relatos de moradores afirmando que eles próprios 
quebravam as cerâmicas para a execução dos mosaicos (COSTA, PAMPLONA e 
MIRANDA, 2014). 
Para além do mosaico, outras características eram recorrentes nas residências populares 
como molduras de janelas; cobogós; telhados ocultos por platibandas; telhado borboleta; 
marquises de cobertura; colunas V; entre outros. Entretanto esses elementos da arquitetura 
 
52 
moderna eram empregados sem a utilização de novas técnicas ou materiais construtivos 
tornando-se “tipos ornamentais que viriam a dotar de modernidade as residências das décadas 
de 50 a 60 em Belém, segundo o gosto de engenheiros, desenhistas e dos proprietários” 
(CARVALHO e MIRANDA, 2009), evidenciando “a vontade de inserção das camadas 
populares num novo repertório arquitetônico” (CARDOSO, 2012, p.84). 
Do outro lado do país, Renato Delmonico e Sandra C. A. Pelegrini (2009) se dedicam a 
pesquisar o conjunto de casas modernistas espalhadas pela paisagem urbana de Maringá/PR 
construídas entre as décadas de 1950 e 1980, buscando compreender a penetração do 
movimento moderno na arquitetura do interior do país “pela ótica da recepção e da 
apropriação populares de seu vocabulário formal” (DELMONICO e PELEGRINI, 2009). Os 
autores seguem uma abordagem de que a partir da arquitetura é possível compreender os 
hábitos e as tradições culturais de uma população, recorrendo ao cotidiano e à imaterialidade 
nos estudos. É observado então que em várias residências na cidade as características do 
modernismo brasileiro aparecem superficialmente nas fachadas, não apresentando no interior 
os preceitos modernos (DELMONICO e PELEGRINI, 2009). Outro estudo de Renato 
Delmonico junto com Renato Leão Rego (2003) também conclui que as características 
formais do movimento moderno “são encontradas nas residências maringaenses estudadas; 
entretanto, muitas delas apenas reproduzem a imagem da arquitetura moderna, 
desconsiderando seus princípios, suas justificativas e seus pré-requisitos” (DELMONICO e 
REGO, 2003, p.57). Apesar da maioria dos estudos priorizarem a análise de residências 
unifamiliares, um movimento semelhante foi identificado por Ana Carolina Pussi de Brito e 
André Augusto de Almeida Alves (2016) em obras emblemáticas projetadas por arquitetos 
reconhecidos, como o caso da Agência do Banco Sul Americano do Brasil, projeto de Rino 
Levi e Roberto Cerqueira César, e do Grande Hotel Maringá e do Paço Municipal, projetos de 
José Augusto Bellucci. Apesar da proposta inicial moderna, seguindo seus preceitos e 
parâmetros técnicos e construtivos, os projetos eram reprovados ou modificados, “diante 
disso, eles [os arquitetos] acabavam recorrendo a soluções baseadas na conciliação de 
modernidade e tradição” (DELMONICO e REGO, 2003, p.143). O caso de Maringá expõe a 
complexidade e a contradição do processo modernizador das cidades e o descompasso entre a 
elite cultural e artística e a população. 
Roberta Xavier da Costa (2017) em sua tese “Que modernidades são essas? Estudo da 
arquitetura moderna nas casas da orla marítima de João Pessoa” nos traça um panorama 
histórico das residências modernistas da orla de João Pessoa/PB. Ao fazer uma extensa 
análise de vários exemplares, Costa constata que os cinco pontos de Le Corbusier não foram 
 
53 
adotados e queeram comuns soluções arquitetônicas que simulam técnicas construtivas 
vinculadas ao movimento moderno, como platibandas ocultando telhados cerâmicos de quatro 
águas, concluindo que, principalmente durante a década de 1960, era recorrente o que foi 
denominado “modernismo de fachada” (COSTA, 2017). 
No estado lindeiro à norte da Paraíba, Edja Trigueiro, Fernanda Cappi e Maíra 
Nascimento (2010) traçam um panorama histórico da arquitetura moderna do Rio Grande do 
Norte, principalmente da capital Natal, e constatam que a partir da década de 1950, 
multiplicam-se construções “cujas relações com o lote e composição volumétrica se 
assemelham a das casas coloniais e ecléticas, exceto pela ausência ou comedimento na 
utilização de ornamentos” (TRIGUEIRO, CAPPI e NASCIMENTO, 2010). Esse fenômeno 
esteve fortemente presente no bairro das Rocas, predominantemente residencial de classe 
média-baixa, como identificado por Marcela da Silva, Carolina Bezerra, Karen Pinto e 
Andressa Bezerra (2009), segundo os autores, as residências construídas ou reformadas nas 
décadas de 1950 e 60 “apresentam características da arquitetura modernista da primeira 
metade do século, apropriando-se do vocabulário formal do estilo e adaptando-o às 
circunstâncias” (SILVA et al., 2009). Os principais elementos arquitetônicos modernistas 
identificados foram as marquises e lajes cumprindo o papel das varandas; a platibanda 
ocultando os telhados e transmitindo a sensação da cobertura plana, frisos marcando a 
horizontalidade, falsas aberturas, cobogós, brises e outros elementos vazados, e revestimento 
cerâmicos (SILVA et al., 2009). Entretanto, a apropriação do léxico modernista em Natal não 
se restringiu às residências populares, no edifício da Reitoria da UFRN, projetado por Carlos 
Bross na década de 1970, apesar da filiação com o brutalismo, “a ênfase dada a elementos 
ornamentais apostos às fachadas distancia-se dos princípios norteadores do movimento 
(moderno) na origem” (TRIGUEIRO, CAPPI e NASCIMENTO, 2010). Dessa forma, é 
evidente que na capital potiguar, assim como em todo o Brasil, houve uma “dissolução 
conceitual e amaneiramento estilístico, dos processos de disseminação de movimentos de 
vanguarda” (TRIGUEIRO, CAPPI e NASCIMENTO, 2010), transformando princípios em 
ornamentos, influenciados pela divulgação de grandes monumentos modernos, tal qual “a 
inauguração de Brasília, cujos edifícios serviram, imediatamente, de referência em Natal, 
ainda que fosse apenas a inserção de uma pilastra prosaicamente copiada dos apoios do 
Palácio Alvorada” (TRIGUEIRO, CAPPI e NASCIMENTO, 2010). 
Essa apropriação do léxico da arquitetura oficial de Brasília é explorada por Talles 
Lopes de Oliveira e Laila Beatriz da Rocha Loddi (2020) que apresentam uma investigação 
acerca da apropriação da colunata do Palácio da Alvorada em construções nos centros urbanos 
 
54 
e no interior do país projetadas por desenhistas, pedreiros, mestres-de-obras, engenheiros ou 
pelos próprios usuários apresentadas na obra “Construção Brasileira: Arquitetura moderna e 
antiga” de Talles Lopes de Oliveira. Segundo os autores, a construção de Brasília foi um 
acontecimento singular na história do Brasil e a sua legitimação estava intrinsecamente 
“relacionada a um jogo simbólico em que as imagens e a arquitetura se tornaram signos do 
novo e das mudanças em curso” (OLIVEIRA e LODDI, 2020, p.216). Dessa forma, a 
“apropriação, revisão e replicação de elementos formais da arquitetura da capital em 
construções por todo país” (OLIVEIRA e LODDI, 2020, p.217) demonstram uma assimilação 
do ideário moderno promovido por Brasília. 
A partir de Brasília é identificada uma penetração da identidade modernista brasileira 
entre as culturas construtivas informais. Assim, elementos formais da arquitetura oficial da 
capital passam a ser assimilados, incorporados, apropriados e reinterpretados em obras 
desenvolvidas por outros agentes que não-arquitetos, demonstrando o desejo de expressão 
individual evidenciado pelo signo do desenvolvimento. Entretanto a relação entre interior e 
exterior se apresenta de maneira contraditória, sendo que a representação moderna, em muitos 
casos, se restringe à fachada que oculta uma distribuição interior típica das casas brasileiras. 
Desta forma, a produção arquitetônica é entendida como produção de narrativa (OLIVEIRA e 
LODDI, 2020). 
Um movimento semelhante também foi identificado por Renato César José de Souza 
em Belo Horizonte a partir da construção da Pampulha. O novo bairro suburbano representou 
“uma mudança de paradigma que alcançou todas as classes sociais conferindo-lhes novas 
aspirações no morar e no convívio social, e imprimindo-lhes o desejo de serem modernos para 
serem atuais” (CASTRIOTA, 2017, p.186). Assim, começaram a surgir na cidade novas casas 
que demonstravam o apreço da população pelo projeto moderno, sendo constatado o uso do 
repertório formal de Niemeyer na Pampulha em construções em novos bairros emergentes de 
classes alta e média, mas também em construções populares (CASTRIOTA, 2017, p.187). 
Segundo Passos (1998) essa arquitetura, que ele denominou de matriz racional-
plasticista, como vimos, já era adotada em residências de alguns arquitetos e em edifícios 
institucionais nos anos 1940, porém só na década seguinte que se disseminou pela arquitetura 
corrente, atingindo os edifícios de apartamentos e escritórios. De acordo com o autor, os 
principais arquitetos atuantes em Belo Horizonte na década de 1950 eram influenciados 
principalmente pela arquitetura neoplasticista, além das obras emblemáticas da arquitetura 
moderna brasileira e das formulações de Le Corbusier, valorizando o caráter plástico e o 
senso de utilidade das edificações. 
 
55 
Entretanto, ao analisar os edifícios de apartamentos construídos nesse período, Passos 
(1998, p.81) se questiona “em que medida a adoção desta estratégia na prática projetual 
corrente era consciente de suas origens ou se tratava apenas de um recurso compositivo em 
voga”. Foram identificados vários elementos arquitetônicos e estratégias projetuais em 
conformidade com o modernismo aplicados de modo mais virtual do que efetivo, 
principalmente nas fachadas, como por exemplo, breves recuos no térreo simulando o pilotis, 
porém com vedação, o que foi denominado “pseudo-pilotis”; platibandas ocultando telhados 
convencionais, transmitindo a sensação de um terraço; composições de fachadas simétricas 
dissimulando interiores assimétricos e vice-versa; placas que aparentam brises de efeito 
apenas plástico; tratamento volumétrico e cromático apenas da fachada frontal; entre outros 
(PASSOS, 1998). 
Conclui-se então que os edifícios modernistas tinham sua configuração externa 
composta de modo a sugerir uma construção pré-fabricada a partir da montagem de planos 
independentes, constituindo-se efetivamente apenas de um motivo ornamental, não sendo 
compatível com os processos construtivos adotados. Essa simulação evidencia que 
“o modernismo arquitetônico corrente não se instaurou, portanto, como um projeto 
assumido plenamente pela sociedade, mas como um novo recurso compositivo, 
assimilado as práticas anteriores de construção, sem transformá-las totalmente” 
(PASSOS, 1998, p.81). 
Esse debate é ampliado pelos estudos de Fernando Luiz Lara (2002, 2005a, 2005b) que 
se dedicou à análise de residências unifamiliares dos bairros Prado e Carlos Prates da década 
de 1950, investigando “a recepção e apropriação populares do vocabulário formal modernista 
brasileiro” (LARA, 2002), contrapondo a tese de que o movimento moderno nunca foi 
popular. Lara observa, então, que muitos elementos utilizados nas casas projetadas na 
Pampulha e na zona sul da cidade são replicados pelas classes médias, tais como telhado 
borboleta; marquises e lajes desempenhando a função das varandas sustentadas por esbeltas 
colunas metálicas; brises, cobogós e outros elementos vazados;pastilhas e azulejos 
decorados; entre outros. Entretanto, as residências analisadas “apresentam planta muito 
semelhante a todas as anteriores” (LARA, 2005b, p.177), ficando a modernidade restrita a 
fachada. Essa contradição entre a planta e a fachada, entre a forma e a função dos elementos 
arquitetônicos é encarada por Lara como um descompasso entre o “desejo de modernidade e a 
 
56 
efetiva modernização” (LARA, 2002), entretanto considera esse fenômeno não menos 
moderno do que a arquitetura oficial, apenas uma modernidade diferente e singular (LARA, 
2002). 
Observamos, então, que de norte a sul do país foram identificados fenômenos 
semelhantes de apropriação do vocabulário formal da arquitetura moderna desprovido de seu 
significado ou função original. É notório que a grande maioria dos estudos sobre 
“modernismo popular” e “modernismo de fachada” se restringem a análises de residências 
unifamiliares de classes médias e baixas, entretanto observamos que edifícios altos nos 
centros das cidades e a arquitetura institucional não estavam isentos do fachadismo. Outra 
questão a ser observada é que, apesar de mais comum na autoconstrução ou em projetos de 
engenheiros, projetistas e mestres de obra, obras de arquitetos, renomados ou não, também se 
enquadram no fenômeno, expondo, muitas vezes, um descompasso entre teoria e aplicação. 
Além disso, observamos também, que em muitos casos o modernismo popular culminou 
em criar um regionalismo ou um movimento com características muito particulares em cada 
localidade, revelando que a modernidade chegou de maneiras diferentes e em tempos 
diferentes nas diversas regiões do país, resultando em distintas manifestações do moderno na 
arquitetura, além da adaptação às condições socioeconômicas locais. 
Não cabe aqui julgar ou reprovar o modernismo popular e de fachada como inferiores 
reforçando a dicotomia entre cultura erudita e popular, pelo contrário, entendemos qualquer 
manifestação artístico-cultural como expressão de um grupo em um determinado momento, 
assim sendo todas igualmente dignas e relevantes. Dessa forma, buscamos compreender um 
fenômeno com todas as suas complexidades e contradições. 
Constatamos que parte do acervo modernista edificado no Brasil não rompe com a 
lógica projetual de momentos anteriores, não havendo grandes diferenças com o ecletismo 
além dos motivos das ornamentações, contrariando os pilares fundamentais do movimento 
moderno na arquitetura, como vimos ao longo do capítulo. Isso posto, a ampla aceitação dessa 
modernidade deve ser objeto de questionamento, se por um lado temos uma aparência 
moderna, por outro temos o fachadismo, o ornamento, o falseamento. 
Como levantado por Lara (2005a), a arquitetura moderna não é popular com exceção do 
caso brasileiro, o que de fato é observado, porém o principal motivo para a popularidade do 
modernismo no Brasil provavelmente seja, justamente, o fato de ele ser menos moderno, 
abrindo espaço para o regionalismo e para signos e símbolos, sem a rigorosidade evidenciada 
no norte global, o que, em circunstância alguma, torna essa manifestação inferior que outras, 
 
57 
mas iminentemente distinta e, por tanto, relevante na sua “não modernidade”, não 
necessitando do status de moderno para firmar seu valor. 
 
58 
3 BELO HORIZONTE E A MODERNIDADE 
Com a Proclamação da República, em 1889, passa a dominar entre as elites políticas e 
econômicas o desejo de “redefinição do quadro econômico e a constituição de uma nova 
sociedade urbana” (CASTRIOTA, 2017, p.74) pautadas na ideologia positivista, visando o 
desenvolvimento econômico e a industrialização do país, desta forma, a ideia de transferência 
da capital de Minas Gerais entra em debate (RABÊLO, 2013, p.45). 
Minas Gerais, no final do século XIX, era um dos estados mais importantes do Brasil, 
tanto política quanto economicamente, entretanto, Ouro Preto, então capital do estado, era a 
síntese do passado colonial, evidenciado pela arquitetura barroca e pela forma da cidade, com 
ruas estreitas e sinuosas. À vista disso, pretendia-se romper com a tradição colonial e 
monárquica projetando uma nova cidade de concepção moderna (RABÊLO, 2013, p.45). 
Foi, então, criada pelo governador Afonso Pena uma comissão técnica comandada pelo 
engenheiro Aarão Leal de Carvalho Reis para avaliar e dar um parecer sobre cinco localidades 
que poderiam receber o projeto da nova capital, Belo Horizonte, Paraúna, Barbacena, Várzea 
do Marçal e Juiz de Fora. Em meio a uma fervorosa disputa política, em dezembro de 1893 
foi aprovada a indicação de Belo Horizonte sob a denominação de “Cidade de Minas” 
(RABÊLO, 2013, p.46-48). 
Em 1894 a comissão construtora da nova capital inicia seus trabalhos, o engenheiro-
chefe Aarão Reis era um prestigiado profissional formado pela Escola Politécnica do Rio de 
Janeiro sob uma matriz moderna e cientifica, e adepto das ideias positivistas (RABÊLO, 
2013, p.49). Assim é projetada uma cidade para abrigar uma população de duzentos mil 
habitantes, fundamentada nos valores do racionalismo e da ordem, com uma clara setorização 
das zonas urbana, suburbana e rural. A zona urbana era delimitada por um boulevard 
“cinturão” (RABÊLO, 2013, p.50) e traçada a partir de duas malhas ortogonais sobrepostas a 
45 graus de ruas e avenidas com vinte e trinta e cinco metros de largura, respectivamente, 
possibilitando a arborização, a confortável circulação de veículos e beleza estética, compondo 
quarteirões regulares de 120 por 120 metros (CASTRIOTA, 2013, p.173). Desse modo a nova 
capital representa a antítese das cidades históricas de Minas Gerais (RABÊLO, 2013, p.50). 
Esse traçado ortogonal tinha a mesma concepção de outras cidades administrativas 
concebidas no século XIX, como La Plata na Argentina, fortemente inspiradas pela 
remodelação de Haussmann para Paris da década de 1850, pautados em questões sanitárias e 
higiênicas, além de facilitar a contenção de revoltas e motins (RABÊLO, 2013, p.50-51), 
valendo-se de referências urbanísticas barrocas, restituídas pelo neoclassicismo, na concepção 
 
59 
de eixos monumentais e na criação de perspectivas artificiais articuladas à natural disposta 
pela Serra do Curral que emoldura a cidade (CASTRIOTA, 2017, p.77-79). 
 Além disso, buscando a “perfeita eficácia perspéctica e funcional” (CASTRIOTA, 
2017, p.77), o espaço urbano foi hierarquizado também topograficamente, desta forma, o 
centro administrativo para o governo estadual foi minuciosamente pensado em uma 
imponente praça no ponto topográfico mais alto da zona urbana, reforçando a ideologia 
positivista conferindo a imagem de ordem, centralização e monumentalidade (RABÊLO, 
2013, p.50-51). 
O plano de Aarão Reis inseriu Belo Horizonte na vanguarda da arquitetura e urbanismo 
mundial, sendo a expressão das transformações ocorridas no Brasil nos fins de século XIX, 
com o fim da escravidão, a expansão da indústria e da agricultura, a ampliação do sistema 
ferroviário, o crescimento urbano e a Proclamação da República, criando uma cidade modelo, 
voltada para o futuro e para a modernidade (RABÊLO, 2013, p.50-52). 
Figura 33 - Planta Geral de Belo Horizonte 
 
Fonte: Comissão Construtora de Belo Horizonte, 1895. Acervo do APCBH 
O repertório arquitetônico eclético das edificações concebidas pela Comissão 
Construtora vinha reforçar as intenções do urbanismo (CASTRIOTA, 2017, p.77), “como um 
artifício simbólico de base racional” (CASTRIOTA, 2017, p.82). Desta forma, os prédios 
enfatizavam simbolicamente o processo de modernização, representando certa unidade 
nacional de valores republicanos e a glória da industrialização (CASTRIOTA, 2017, p.81). 
 
60 
Figura 34 - Fachada de secretarias 
 
Fonte: Acervo do MHAB 
Com grandes dificuldades técnicas e políticas, envolvendo inclusive a renúncia de 
Aarão Reis em 1895, em 12 de dezembro de 1897 Belo Horizonte era oficialmente 
inaugurada, entretanto a cidade encontrava-seincompleta (RABÊLO, 2013, p. 54 e 58), com 
grande parte das edificações inacabadas ou a iniciar, sendo que a urbanização da zona urbana 
só se concluiria décadas depois. Já nos primeiros anos da cidade fica claro os limites do 
planejamento urbano, sendo que a ocupação do espaço urbano é mais intensa na zona 
suburbana, não planejada, do que na zona urbana, planejada, expondo a complexidade da 
relação entre estado e mercado imobiliária e contrariando o pressuposto de que o estado seria 
o agente principal de construção do espaço urbano como defendido pelos positivistas 
(CASTRIOTA, 2013, p.175). 
Figura 35 - Prédio da Secretaria da Educação em construção 
 
Fonte: PINTO, Raimundo Alves, s.d.. Acervo do APCBH 
Desta forma, devido ao elevado preço dos terrenos e das muitas exigências do poder 
público para com os proprietários, a população das classes mais baixas ocupava os bairros 
externos à avenida do Contorno, como Floresta, Carlos Prates, Calafate e Serra, enquanto a 
zona urbana era ocupada na região do bairro Funcionários pela elite burocrata do estado 
 
61 
(CASTRIOTA, 2013, p.176). No Centro predominava comércios e serviços, principalmente 
nos eixos de ligação à estação ferroviária como a rua da Bahia, a avenida do Comércio (atual 
Santos Dumont), e a rua dos Caetés, já na região do Barro Preto instalavam-se industrias 
principalmente para abastecer o comércio local (RABÊLO, 2013, p. 71 e 75-76). 
Somente no período entre as décadas de 1920 e 1940 que Belo Horizonte se consolidada 
de fato, sendo um período de grande crescimento populacional já com serviços urbanos 
dispostos apesar de ainda relativa limitação (RABÊLO, 2013, p.75), ultrapassando em 1940 a 
projeção de duzentos mil habitantes estipulada pela comissão construtora (RABÊLO, 2013, 
p.77). Esse período também foi de grande importância cultural para a cidade. Em 1924 uma 
caravana e artistas paulistas vinculados ao modernismo, incluindo Mário de Andrade, 
Oswaldo de Andrade e Tarsila do Amaral, desembarca na capital mineira e encontram com 
intelectuais locais, influenciando e intensificando a produção cultural e artística na cidade. A 
partir desse encontro entre paulistas e mineiros foram editadas novas revistas de apelo 
moderno, além de publicações nos periódicos já em circulação, revelando vários talentos 
como Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava (RABÊLO, 2013, p. 80-81). Também de 
influência paulista, chega na Belo Horizonte da década de 1920, o movimento arquitetônico 
neocolonial, sendo pioneiramente representado pelo Grupo Escolar Dom Pedro II (Figura 36), 
projeto do arquiteto Carlos Santos de 1926, e pela Pontifícia Universidade Católica, projetada 
por J. Polny, mas só na década de 1930 o estilo se popularizou e passou a ser amplamente 
adotado, principalmente em residências unifamiliares (CASTRIOTA, 2013, p.112-117). 
Figura 36 - Detalhes da fachada principal Escola Estadual Pedro II 
 
Fonte: Iepha, s.d. 
Durante a década de 1930, Belo Horizonte já expressava vitalidade cultural e comercial, 
superando o caráter essencialmente administrativo para o qual tinha sido fundada, entretanto, 
apesar de sempre otimistas, os arquitetos locais julgavam que a cidade ainda não tinha feição 
de metrópole (CASTRIOTA, 2013, p.177-178). Assim, os governos municipais e estaduais 
 
62 
passam a tomar uma série de medidas burocráticas e fiscais para incentivar a industrialização, 
além disso as obras públicas passam a remodelar a cidade, como a criação do sistema de 
bondes; a inauguração do serviço de auto-ônibus; a construção do primeiro viaduto da cidade, 
o Santa Tereza (Figura 37); e a obra da avenida Pampulha, atual Antônio Carlos 
(CASTRIOTA, 2013, p.178). Junto a isso surgem os primeiros edifícios verticais da cidade o 
Ibaté (Figura 38) e o Guimarães de 1935 e o Mariana de 1937; inauguram novas instituições 
de ensino, como a Escola de Arquitetura; e realizam a primeira exposição de artistas 
modernistas de Belo Horizonte (RABÊLO, 2013, p. 77). 
Figura 37 - Viaduto Santa Tereza após sua inauguração 
 
Fonte: acervo do APM, s.d. 
Figura 38 - Edifício Ibaté 
 
Fonte: Foto do autor. 2022 
É também nos anos 1930 que a arquitetura da cidade deixa as feições ecléticas de lado e 
adquire um caráter mais moderno como os movimentos Art Decó. Art Decó, é um termo 
empregado a partir da década de 1960 para classificar diversos estilos correntes entre os anos 
1920 e 1940, principalmente nos EUA e na América Latina, que apesar de não enquadrarem 
estritamente no movimento moderno, havia assimilado vários de seus elementos e combinado 
 
63 
a outros de diversas origens (PASSOS, 1998, p.28). Desta forma, em Belo Horizonte 
destacava-se três grupo estilísticos, o racionalismo, o futurismo e expressionismo e o 
classicismo moderno (PASSOS, 1998, p.30). O primeiro grupo, racionalismo, era fortemente 
vinculado ao movimento cubista e inspirado na primeira geração de arquitetos modernistas, 
caracterizando-se pela geometrização dos volumes, pela assimetria, pela carência de 
ornamento, e pela repetição de elementos (PASSOS, 1998, p.31), alguns exemplos dessa 
tendencia são o Hotel Madrid (Figura 39), projeto de Romeo de Paoli, e o conjunto IAPI 
(Figura 40), projeto de White Lírio da Silva (CASTRIOTA, 2013, p.185). Já o futurismo e 
expressionismo resultavam menos da racionalização da arquitetura, buscava-se o efeito 
escultórico e dramático a partir de volumes sólidos e imponentes, era comummente simétrico 
e marcados por elementos verticais e diagonais salientes (PASSOS, 1998, p.31-32), o Edifício 
Acaiaca (Figura 41), de autoria de Luiz Pinto Coelho (CASTRIOTA, 2013, p.184) e o 
Edifício Chagas Dória (Figura 42), do arquiteto Alfredo Carneiro Santiago, são importantes 
exemplares dessa corrente. Por sim, o classicismo moderno, mantinha a tradição neoclássica, 
principalmente no esquema básico de composição, simetria e monumentalidade, porém 
despido de elementos decorativos clássicos (PASSOS, 1998, p.32), esse estilo foi amplamente 
empregado em Belo Horizonte pelo arquiteto Raffaello Berti, como no Colégio Batista 
Mineiro (Figura 43) e no Edifício Itatiaia (Figura 44). 
Figura 39 - Hotel Madrid 
 
Fonte: MACEDO, Tiago, 2012 
 
64 
Figura 40 - IAPI 
 
Fonte: Quanto tempo dura um bairro, 2020 
Figura 41 - Edifício Acaiaca 
 
Fonte: Foto do autor, 2014 
Figura 42 - Edifício Chagas Dória 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
65 
Figura 43 - Colégio Batista Mineiro 
 
Fonte: Blog Rede Batista de Educação, s.d. 
Figura 44 - Edifício Itatiaia 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
A década de 1940 consolida a industrialização e a modernização da cidade, iniciadas na 
década anterior, tendo como marco definidor a criação da Cidade Industrial no município de 
Contagem em 1941 e a construção do conjunto arquitetônico da Pampulha em 1942 
(RABÊLO, 2013, p. 96). O grande articulador desse processo de transformação na cidade foi 
Juscelino Kubitschek (JK) nomeado prefeito de Belo Horizonte em abril de 1940 pelo 
interventor do estado Benedito Valadares (CASTRIOTA, 2017, p.176-177). 
A administração de JK à frente da prefeitura de Belo Horizonte foi marcada pela grande 
quantidade e velocidade com que se realizavam obras na cidade apesar da falta de recursos 
financeiros, contornada a partir de financiamentos com bancos. A primeira obra realizada pelo 
prefeito foi o asfaltamento da avenida Afonso Pena, seguida pela renovação da pavimentação 
de toda a área central, posteriormente concluiu mais doze quilômetros de abertura da avenida 
do contorno, permitindo o tráfego em toda sua extensão. Além disso foi criado um novo 
sistema viário que dava acesso a várias regiões do estado; foram instaladas novas redes de 
água, luz e telefonia; foram feitas obras de embelezamento do parque municipal; e foi 
 
66 
construído o primeiro conjunto habitacional de interesse social da cidade, o IAPI 
(CASTRIOTA, 2017, p.178-179). 
Em meio a tantas obrasde modernização em Belo Horizonte, a gestão de JK ficaria 
marcada pela construção do conjunto arquitetônico da Pampulha. Otacílio Negrão de Lima, 
prefeito antecessor à JK, havia iniciado a construção de uma barragem represando vários 
córregos na região do Arraial de Santo Antônio da Pampulha a norte da cidade. Apesar do 
represamento ter um objetivo prático muito bem definido, o abastecimento de água da cidade, 
a imprensa vislumbrava ali um potencial turístico e de lazer (CASTRIOTA, 2017, p.180). 
Desta forma, JK empreende o projeto de prover a Belo Horizonte um novo bairro 
suburbano de luxo com grandes lotes e um conjunto de edificações de lazer abrindo um 
concurso nacional. Entretanto, os anteprojetos recebidos causaram um desapontamento em JK 
que não agradou de nenhuma das propostas apresentadas, ressaltando o caráter convencional 
dos estilos (CASTRIOTA, 2017, p.180). 
Em vista do fracasso do concurso, JK se encontra com Oscar Niemeyer, que estava em 
Belo Horizonte para projetar uma outra obra, e leva o arquiteto para a Pampulha onde o 
prefeito expôs o que havia idealizado para o recanto. Na manhã do dia seguinte Niemeyer 
mostra à JK uma série de croquis com as ideias para as edificações do conjunto, 
surpreendendo o prefeito que fica encantado com a originalidade da proposta (CASTRIOTA, 
2017, p.180-181), firmando naquele momento uma parceria duradoura. 
O conjunto seria composto por um cassino, um restaurante/casa de bailes, uma capela, 
um clube e um hotel, sendo que o último nunca foi construído (SEGAWA, 2002, p.98). O 
cassino (Figura 45) foi edificado em um promontório nas margens da lagoa, no qual é 
evidenciada a orientação corbusiana de Niemeyer. A marquise em forma livre sinaliza a 
entrada em uma fachada envidraçada, o saguão principal possui pé direito duplo e planta livre 
evidenciada por pilares de seção cilíndrica revestidos de alumínio, e rampa de acesso ao 
segundo pavimento, refletida nas paredes de espelho. Atrás do volume principal prismático, 
encontra-se um volume cilíndrico com bar, restaurante e pista de dança. O prédio do casino é, 
dessa forma, fortemente marcado por contrastes entre transparência e opacidade, 
ortogonalidade e curva, cheios e vazios, leveza e peso, o real e o reflexo (CAVALCANTI, 
2006, p.110). A construção do cassino colocava Belo Horizonte a par da moda mundial, 
apesar de a Comissão Construtora ter previsto a construção de uma casa de jogos dentro do 
Parque Municipal que nunca foi concluída (CASTRIOTA, 2017, p.183). Entretanto, poucos 
anos depois em 1946, os jogos foram proibidos no Brasil, fazendo com que o prédio ficasse 
 
67 
onze anos fechado, reabrindo depois como museu de arte moderna (CAVALCANTI, 2006, 
p.110). 
Figura 45 - Museu de Arte da Pampulha, antigo casino 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
No projeto para o Iate Clube (Figura 46), localizado na margem oposta ao casino, 
Niemeyer lança mão de uma planta retangular e de volume prismático que é quebrado pelo 
“telhado borboleta”, também de inspiração corbusiana. O clube seria como os demais, 
contando com quadras para esporte, e piscinas. A novidade se encontrava nos equipamentos 
para a realização de esportes náuticos (CASTRIOTA, 2017, p.183). 
Figura 46 - Iate Tênis Clube 
 
Fonte: LUCASVINIROSA. 2019 
Já a Casa do Baile (Figura 7 e 47) foi implantada em uma pequena ilha próxima ao 
clube, em sua concepção as linhas retas foram banidas, o bloco tinha a planta cilíndrica e 
abrigava o restaurante, cozinha, banheiros e pista de dança, na fachada variavam vidro, 
azulejos e cobogós segundo a orientação solar (CAVALCANTI, 2006, p.111), na área externa 
encontra-se uma marquise de formas curvas seguindo a linha da represa (CASTRIOTA, 2017, 
p.184). A casa do baile contrastava com o casino e com o clube não apenas por sua arquitetura 
 
68 
completamente curva, mas também pelo seu uso destinado a uma população de renda mais 
baixa, assinalando “uma faceta mais popular do conjunto” (CAVALCANTI, 2006, p.109). 
Figura 47 - Casa do Baile 
 
Fonte: Foto do autor, 2014 
A Capela de São Francisco de Assis (Figura 48), obra mais marcante do conjunto, foi a 
primeira igreja de traços modernos do Brasil. Todos os elementos faziam alusão a tradição da 
arquitetura religiosa mineira, porém desenhadas de maneira inesperada, causando espanto da 
população e das autoridades religiosas (CASTRIOTA, 2017, p.184). Neste projeto Oscar 
Niemeyer faz uma fusão completa entre arquitetura, estrutura e arte. Nenhuma dessas 
disciplinas compunham elementos isoladamente, sendo elas interdependentes entre si. O 
projeto evidencia, também, as possibilidades plásticas e estruturais do concreto armado, sendo 
todo o corpo da edificação composto por parábolas autoportantes (CAVALCANTI, 2006, 
p.109). 
Figura 48 - Igreja de São Francisco de Assis 
 
Fonte: Foto do autor, 2014 
O conjunto arquitetônico da Pampulha foi responsável pela implantação da arquitetura 
moderna em Belo Horizonte e pela sua consolidação no cenário nacional (CASTRIOTA, 
2017, p.186). Nos anos seguintes, principalmente a partir da década de 1950, novas 
 
69 
construções na cidade, sobretudo em bairros em expansão, como Serra, Sion, Santo 
Agostinho, Cidade Jardim ou na própria região da Pampulha, adotavam as formas inovadoras 
e arrojadas de Niemeyer em seu vocabulário, desta forma telhados borboleta, pilares de cano 
de ferro, azulejos azul e branco, mosaicos em pastilha, fachadas inclinadas, panos de vidro, 
rampas e jardins tropicais eram comumente vistos em edificações de todos os tipos e de todas 
as classes espalhadas pela cidade (CASTRIOTA, 2017, p.188). 
O legado da Pampulha não se restringiu ao campo arquitetônico e artístico. A partir de 
então “houve uma mudança de paradigma que alcançou todas as classes sociais conferindo-
lhes novas aspirações no morar e no convívio social, e imprimindo-lhes o desejo de serem 
modernos para serem atuais” (CASTRIOTA, 2017, p.186). Foram inseridos na cena 
belorizontina novas modalidade de lazer e convívio social de maneira inédita, chegando a 
influência de modernidade inclusive nos hábitos alimentares, sendo introduzindo pelos 
restaurantes do cassino e da casa do baile pratos que passaram a compor a dieta da cidade 
como a maionese (CASTRIOTA, 2017, p.186-187). 
Depois da Pampulha, Oscar Niemeyer realizou vários outros projetos em Belo 
Horizonte, tanto públicos quanto particulares, sendo vários deles novamente encomendas de 
JK, rivalizando na paisagem da cidade com grandes edifícios de aparência Art Decó, estilo 
predominante até a década de 1950. Destacam-se entre eles o Teatro Municipal (1941), não 
edificado; a casa JK (1943) [Figura 49]; o edifício JK (1951) [Figura 50]; a sede do Banco do 
Estado de Minas Gerais (Bemge) [1953] (Figura 51 e 104); o Colégio Estadual Central 
(1954); A Biblioteca Pública (1954); e o edifício Niemeyer (1955) [Figura 52]. 
Figura 49 - Casa JK 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
 
70 
Figura 50 - Edifício JK 
 
Fonte: Foto do autor, 2014 
Figura 51 – Edifício Helena Passig e Sede do BEMGE 
 
Fonte: Foto do autor, 2015 
Figura 52 - Edifício Niemeyer 
 
Fonte: Foto do autor, 2014 
 
71 
Apesar de todos os avanços e iniciativas empreendidas pelos poderes públicos na 
década de 1940, somente na década seguinte que a população efetivamente assimilaria a 
modernidade como costume e como estética (CASTRIOTA, 2017, p.200). Durante a década 
de 1950 o Brasil, assim como Belo Horizonte, vivia um intenso processo de urbanização, 
marcado pelo crescimento acelerado da população das principais cidades. No início da década 
Belo Horizonte tinha pouco mais de 530 mil habitantes e a terminaria com quase 700 mil. 
Para atender à demanda dessa nova população o parque industrial da cidade expande 
significativamente e novas avenidas abertas anteriormente são invadidas pelo comércio 
(CASTRIOTA, 2017, p.200-201). 
Como consequência desse crescimento caótico e denegligências das gestões 
municipais, em Belo Horizonte dos anos 1950, 47% da população vivia em condições 
subumanas, os serviços básicos eram insuficientes para atender à demanda, haviam graves 
problemas de abastecimento de água, de trânsito e, principalmente, déficit habitacional 
(CASTRIOTA, 2017, p.201). Paralelamente à crise urbana, a cidade vivia seu momento de 
maior investimento imobiliário, a fisionomia do centro da cidade assumia a verticalidade e se 
aproxima das grandes metrópoles (CASTRIOTA, 2017, p.212), enquanto nos bairros 
próximos edifícios residenciais de menor altura surgiam e novos subúrbios eram incorporados 
à malha urbana, consolidando nesse processo a linguagem da arquitetura moderna. 
Entretanto, todo esse empreendimento modernizante de Belo Horizonte não acontecia 
alheio a conflitos ideológicos. Um dos principais confrontos entre os conservadores e os 
modernizadores foi protagonizado pela igrejinha da Pampulha, o arcebispo D. Cabral se 
recusou a sagrar a capela, alegando a inadequação da arquitetura e da arte moderna para a 
construção de igrejas (CASTRIOTA, 2017, p.192). O conflito em torno da igreja era apenas a 
manifestação de conflitos de valores entre a tradição mineira e as forças modernizadoras, 
sendo a modernidade “apenas a aparência, permanecendo a essência conservadora” 
(CASTRIOTA, 2017, p.215), como ponderado por Bias Fortes. 
É nesse contexto de crescimento urbano acelerado, de consolidação da arquitetura 
moderna como linguagem predominante, de conflitos ideológicos e de valores e de desordem 
urbana que as edificações a serem analisadas foram construídas, dessa maneira não escaparia 
a elas serem testemunhas do momento histórico, possibilitando, a partir de sua análise, 
compreender as contradições entre modernidade e tradição. 
 
72 
4 MODERNISMO NO HIPERCENTRO DE BELO HORIZONTE 
Com esse trabalho mapeei todas as edificações modernistas do centro de Belo 
Horizonte. Para isso foi percorrida, in loco e via Google Street View, toda a área 
correspondida ao hipercentro estabelecida pela lei municipal 7.166/1996 identificando as 
construções que apresentavam características da arquitetura moderna conforme discutida no 
capítulo dois. Para isso foi elaborado um questionário padrão (Tabela 1) preenchido para cada 
um dos edifícios, constatando a ocorrência de determinados elementos arquitetônicos ou 
ornamentais típicos do movimento moderno. O recorte temporal estabelecido foi as décadas 
de 1950 e 1960 por ser o período no qual o modernismo na arquitetura se propaga por todas as 
tipologias arquitetônicas das várias classes sociais, tal como defendido por Castriota que 
considera que a presença generalizada do movimento moderno “aconteceu definitivamente 
nos anos 1950” (CASTRIOTA, 2013, p.183). Além disso, entra-se em concordância com os 
estudos de Luís Mauro Passos (1992) que estabelece o período entre os anos de 1953 e 1962 
como a fase de produção arquitetônica vinculada ao movimento moderno e a pesquisa de 
Fernando Luiz Lara (2002, 2005a, 2005b) que tem como recorte temporal os anos 50. 
O questionário padrão (Tabela 1), de elaboração própria, possui 24 itens formulados em 
conformidade com as principais características identificadas na arquitetura moderna conforme 
a análise feita no segundo capítulo, mesclando elementos utilizados pelos três autores 
estudados, Le Corbusier, Lúcio Costa e Sylvio de Vasconcellos, além dos identificados nos 
estudos sobre modernismo popular e de fachada. 
Desta forma, o primeiro campo é preenchido com o nome do edifício, identificado em 
letreiros nas portarias; o segundo campo corresponde ao endereço da edificação; 
Seguidamente se identifica o autor e o ano do projeto, quando identificado na bibliografia ou 
na pesquisa documental; o quarto campo aponta o uso do edifício, podendo ser de comércio e 
serviços, institucional para os edifícios de uso exclusivo dos governos e seus órgãos, 
residencial ou misto quando há a fusão do uso comercial, de serviços ou institucional com o 
residencial; o quinto campo é sobre a altimetria dos prédios, eles foram divididos entre térreo, 
quando há apenas um pavimento, médio quando há entre dois e seis pavimentos e alto quando 
há sete ou mais pavimentos; a partir do quinto campo são identificados os elementos 
arquitetônicos, sendo eles janela em fita; pano de vidro; pilotis, sendo aqui considerado como 
pilotis integro aquele em conformidade com as formulações de Le Corbusier, ou seja, a 
construção se eleva do térreo, criando uma integração entre o exterior com o interior, não 
considerando, então, pavimentos térreos de planta livre, mas que são vedados com relação à 
 
73 
via. Além disso, foram identificadas variações do pilotis, como recuos no térreo, exibindo a 
estrutura, mas com vedação imediatamente atrás dela; outros elementos do questionário são 
cobogós; frisos verticais; frisos horizontais; molduras; marquises e lajes; marquises e lajes 
vazadas; a utilização de formas curvas; volumes em projeção sobre a via; a característica da 
cobertura, podendo ser telhado embutido, aparente, cascas, entre outros; o uso de pastilhas; o 
uso de outros revestimentos cerâmicos; a ocorrência de afastamento frontal e lateral, 
considerando que há afastamento mesmo quando a base do prédio se encontra rente às 
divisas; e, por fim, o último campo é dedicado a identificação de outros elementos relevantes 
não contemplados pelos itens anteriores. 
Foram catalogados, então, 432 edifícios, resultando em um mapa (Figura 53), elaborado 
na ferramenta QGIS, com a localização de cada uma das obras e uma planilha 
georreferenciada (Apêndice 1) com as informações individuais das construções. 
Figura 53 - Mapa dos edifícios modernistas no hipercentro de Belo Horizonte 
 
Fonte: Stamen Maps, adaptado pelo autor, 2022 
É importante, entretanto, ressaltar as fragilidades do levantamento realizado. Devido ao 
processo de descaracterização que boa parte das edificações sofrem no centro de Belo 
Horizonte, muitas obras que se enquadrariam na presente análise podem não ter sido 
contempladas pela dificuldade de identificação de elementos arquitetônicos e, 
 
74 
consequentemente, do estilo, além disso, prédios construídos anteriormente, mas que 
passaram por reformas no período estudado podem ter sido contemplados na pesquisa. 
Outra fragilidade a ser apontada é quanto ao recorte temporal, apesar de a arquitetura de 
um determinado período e estilo seguir um padrão, podem ocorrer variações, além da 
existência dos edifícios pioneiros e dos tardios. Dessa forma, apesar de todas as obras 
levantadas apresentarem algumas características do movimento moderno, alguns deles podem 
ser de períodos anteriores ou posteriores. Todos os edifícios que possuíam informações na 
bibliografia foram devidamente identificados, entretanto, a grande maioria deles ainda não foi 
contemplada na literatura. Ademais, pela grande quantidade não é viável buscar os projetos 
arquitetônicos originais junto aos órgãos da prefeitura de todos os prédios para verificar se 
enquadram ou não no recorte temporal, dessa forma, essa pesquisa não se apresenta como um 
levantamento definitivo da arquitetura moderna do hipercentro de Belo Horizonte. 
Os anos de 1950 e 60 foram marcados, em Belo Horizonte, por um acentuado 
crescimento econômico e demográfico. A cidade possuía 270 mil habitantes em 1945, cinco 
anos depois atinge a marca de 350 mil, em 1960 a população chega a 700 mil e em 1964 a 
cidade passa do primeiro milhão de habitantes (CASTRIOTA, 2013). Todo esse crescimento, 
aliado com o desenvolvimento industrial, faz com que a cidade não apenas se expandisse, mas 
crescesse sobre sim mesma, intensificando o processo de verticalização e de reconstrução da 
cidade (CASTRIOTA, 2013). O hipercentro é então o principal palco dessa transformação, 
sendo esse também o momento de consolidação da arquitetura moderna. Dessa forma, afeição da cidade se transforma e assume novos traços. 
Além do interesse do mercado imobiliário em adensar a região central da cidade pelo 
valor dos imóveis, há uma clara intenção da própria prefeitura nessa verticalização. A altura 
das edificações era regulada pelo Decreto n° 30 de 1938, na qual a altura se dava com base 
em “um plano com a inclinação de 50º sobre a horizontal, passando a 5m,00 (cinco metros) de 
altura na sua interseção com o plano de alinhamento da face oppostta da rua” (Belo Horizonte 
(MG), 1938), permitindo prédios altos, com relação aos praticados até então. Além disso, a 
prefeitura determinou, para algumas vias da zona comercial da cidade, a altura mínima de 
dois pavimentos para as edificações, sendo que “na Avenida Affonso Pena entre Praça Rio 
Branco e Rua Guajajaras, assim como nas praças Rio Branco, 7 de Setembro e ruas que 
contornam os quarteirões 23-A e 31-A da 1ª Secção urbana, os predios novos deverão ter tres 
pavimentos, no mínimo” (Belo Horizonte (MG), 1933). 
É possível observar tal processo de verticalização a partir do levantamento realizado dos 
edifícios modernistas do hipercentro (Figura 54). Dos 432 apenas 3,7% são edificações 
 
75 
térreas; 45,6% são construções de médio porte, entre dois e seis pavimentos; e 50,7% são 
edifícios altos com sete ou mais pavimentos. Nota-se uma maior concentração dos edifícios 
altos nas porções sul e leste da área estudada e dos médios nas porções norte e oeste, 
corroborando com Castriota (2013) ao afirmar que a verticalização da cidade acompanhou, 
nesse período, o adensamento da população das classes mais altas no vetor sudeste, surgindo 
novos edifícios de apartamento e de comércio e serviços para suprir a demanda dessa 
população. 
Figura 54 - Mapa de altimetria das edificações levantadas 
 
Fonte: Stamen Maps, adaptado pelo autor, 2022 
Em concordância com as altimetrias, observamos que os usos seguem o mesmo padrão 
de concentração. Todos os 11 edifícios exclusivamente residenciais identificados se 
encontram na porção sudeste da área estudada. Os edifícios de uso misto correspondem a 
28,2% do total e se concentram na porção sul, leste e oeste do hipercentro, não sendo 
identificado nenhum exemplar mais ao norte. Entretanto, a maior parte dos edifícios 
identificados são de uso do comércio e prestação de serviços, 65,5%, reforçando o centro 
como a zona comercial da cidade. 
 
76 
Figura 55 - Mapa de usos das edificações levantadas 
 
Fonte: Stamen Maps, adaptado pelo autor, 2022 
Os edifícios identificados apresentam, quanto à configuração externa, algumas 
características típicas do modernismo na arquitetura, tais como janelas em fita, brises, panos 
de vidro, pilotis, cobogós, marcações e frisos horizontais e verticais, molduras, marquises e 
lajes, lajes vazadas, formas curvas, volumes em balanço, revestimentos cerâmicos, entre 
outros. 
A influência de Le Corbusier na arquitetura moderna de Belo Horizonte é notória nos 
exemplares levantados. A janela em fita está presente em 41 dos edifícios, como no edifício 
Pilar (Figura 56 e 81), projeto de Geraldo Ferreira Lima, 1961 (NORONHA, 2001) e no 
edifício Nossa Senhora de Lourdes (Figura 57 e 71), de Hélio Ferreira Pinto, 1955 
(NORONHA, 2001). Entretanto, muitos outros projetos buscam diversos artifícios para 
simular as janelas corbusianas: dez edificações apresentam breves recuos nos pilares e 
alvenarias entre as janelas, criando a sensação de continuidade entre as aberturas, tal como no 
edifício Tunísia (Figura 58 e 59), de autoria de Tarcísio Silva, 1965 (ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012). Além disso, outro recurso, que resulta em efeito semelhante, presente em 
sete dos edifícios analisados é a utilização de um revestimento diferente, seja quanto ao 
material ou à cor, no alinhamento horizontal entre as janelas, como no edifício Maria Inez 
(Figura 60 e 61). 
 
77 
Figura 56 - Edifício Pilar, Geraldo Ferreira Lima, 1961. Av. Afonso Pena, 1626 
 
Fonte: Foto do autor, 2021 
Figura 57 - Edifício Nossa Senhora de Lourdes, Hélio Ferreira Pinto, 1955. Av. Augusto de Lima, 609 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 58 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1965. R. dos Guajajaras, 420 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
78 
Figura 59 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1965. R. dos Guajajaras, 420 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 60 - Edifício Maria Inez. R. dos Guajajaras, 65 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 61 - Edifício Maria Inez. R. dos Guajajaras, 65 
 
 Fonte: Foto do autor, 2022 
 
79 
A preocupação em destacar a horizontalidade da edificação também fica evidente no 
emprego de frisos e molduras. Os frisos e marcações horizontais estão presentes em 26,9% 
das obras levantadas, tal como no edifício Esther (Figura 62 e 63) de autoria de Raul de Lagos 
Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1959 (PASSOS, 1998), no qual a laje é projetada sobre o 
alinhamento da alvenaria, sobressaindo na fachada. Todavia, em vários casos essa marcação 
horizontal não se trata da estrutura interna do edifício sendo evidenciada no seu exterior, mas 
de mero elemento ornamental, como fica evidente no edifício localizado na rua Espirito 
Santo, 238 (Figura 64) o qual o friso é usado para enquadrar as janelas, mas sem a 
preocupação com a correspondência da fachada com o interior do edifício ou com a 
funcionalidade do elemento. O edifício Mantiqueira (Figura 65 e 66), de Antônio Botelho 
Pereira e Jefferson José Lodi, 1952, também possui frisos, porém de menor espessura, 
amarrando horizontalmente todas as aberturas fazendo alusão a janela em fita. 
Figura 62 - Edifício Esther, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1959. Av. Augusto de Lima, 463 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 63 - Edifício Esther, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1959. Av. Augusto de Lima, 463 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
80 
Figura 64 - Edifício na rua Espirito Santo, nº 238 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 65 - Edifício Mantiqueira, Antônio Botelho Pereira e Jefferson José Lodi, 1952. R. dos Tupinambás, 190 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
Figura 66 - Edifício Mantiqueira, Antônio Botelho Pereira e Jefferson José Lodi, 1952. R. dos Tupinambás, 190 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
81 
Além dos frisos horizontais, as molduras também são recursos muito utilizados para 
reforçar a horizontalidade da edificação, estando presente em 39,6% das obras levantadas. A 
combinação das marcações horizontais e verticais podem se apresentar de várias maneiras: 
uma comumente empregada para enfatizar a horizontalidade é emoldurando cada um dos 
pavimentos, como no edifício Clemente Faria / Banco da Lavoura (Figura 67 e 68), projeto de 
Álvaro Vital Brazil, 1951 (CASTRIOTA, 2013), no qual esse recurso é utilizado como 
sustentação para os brises verticais móveis, assim como no edifício Tupigua (Figura 69 e 70), 
de autoria de Ulpiano Nunes Muniz, 1956 (NORONHA, 2001), no qual a moldura é utilizada 
para sustentação dos cobogós. 
Figura 67 - Edifício Clemente Faria / Banco da Lavoura, Álvaro Vital Brazil, 1951. Av. Afonso Pena, 726 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 68 - Edifício Clemente Faria / Banco da Lavoura, Álvaro Vital Brazil, 1951. Av. Afonso Pena, 726 
 
Fonte: Foto do autor, 2021 
 
82 
Figura 69 - Edifício Tupigua, Ulpiano Nunes Muniz, 1956. R. Guarani, 241 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 70 - Edifício Tupigua, Ulpiano Nunes Muniz, 1956. R. Guarani, 241 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Entretanto, é frequente a utilização de frisos emoldurando os pavimentos da edificação, 
tendo, exclusivamente, função decorativa na composição da fachada, tal como no edifício 
Nossa Senhora de Lourdes (Figura 57 e 71), de Hélio Ferreira Pinto, 1955, no edifício da rua 
Guaicurus, nº 481 (Figura 72), e no edifício da rua dos Tamoios, nº 523 (Figura 73). 
 
83 
Figura 71 - Edifício Nossa Senhora de Lourdes, Hélio Ferreira Pinto, 1955. Av. Augusto de Lima, 609Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 72 - Edifício na rua Guaicurus, nº 481 
 
Foto do autor, 2022 
Figura 73 - Edifício na rua dos Tamoios, nº 523 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
84 
Além das molduras nos pavimentos, elas foram utilizadas agrupando um conjunto de 
janelas, outra estratégia utilizada para reforçar a horizontalidade das edificações e simular 
aberturas maiores, tal como no edifício da rua São Paulo, esquina com rua Guaicurus (Figura 
74) e nos hotéis Magnata (Figura 75) e Real Park (Figura 76). 
Figura 74 - Edifício na rua São Paulo, esquina com rua Guaicurus 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 75 - Hotel Magnata. R. Guarani, 124 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 76 - Hotel Real Park. Av. Olegário Maciel, 421 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
85 
Outro dos cinco pontos de Le Corbusier presente na arquitetura moderna do centro de 
Belo Horizonte é o pilotis. Apenas 3,2% dos edifícios analisados apresentam o pavimento 
térreo tal como defendido pelo arquiteto franco-suíço, elevando o corpo do edifício do solo e 
criando uma integração entre o interior e o exterior, entre eles se destacam os edifícios 
Francisco Cardoso (Figura 77, 78 e 135), de Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954 
(NORONHA, 2001) e Solar (Figura 79 e 80) de Ulpiano Nunes Muniz, 1955 (NORONHA, 
2001). 
Figura 77 - Edifício Francisco Cardoso, Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954. R. Espírito Santo, 1100 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 78 - Edifício Francisco Cardoso, Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954. R. Espírito Santo, 1100 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
86 
Figura 79 - Edifício Solar, Ulpiano Nunes Muniz, 1955. Av. João Pinheiro, 85 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
Figura 80 - Edifício Solar, Ulpiano Nunes Muniz, 1955. Av. João Pinheiro, 85 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
Entretanto, a influência do pilotis corbusiano se apresenta de outras formas nos edifícios 
em estudo. 5,8% do total utilizam do recurso já identificado por Passos (1998) no qual as 
colunas do primeiro pavimento são destacadas da vedação que ocorre em um plano 
imediatamente posterior, podendo ser em alvenaria, cobogó ou esquadria. Sendo assim, o 
pilotis se torna apenas um efeito visual, tal como no edifício Nossa Senhora de Lourdes 
(Figura 57 e 71), Pilar (Figura 56 e 81) e Hazan (Figura 82), de autoria de Abram Zyman, 
1957. 
 
87 
Figura 81 - Edifício Pilar, Geraldo Ferreira Lima, 1961. Av. Afonso Pena, 1626 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 82 - Edifício Hazan, Abram Zyman, 1957. R. Guaranis, 578 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Há, também, uma solução intermediária entre a solução corbusiana e o pseudo-pilotis 
dos casos anteriores. 3,9% dos edifícios também recuam a vedação do pavimento térreo, mas 
ela não ocorre em um plano imediatamente posterior à estrutura, havendo espaço para a 
circulação. Na maioria dos casos esse recurso está associado com o uso comercial criando, 
assim, pequenas galerias com acesso no nível do pedestre, como nos edifícios Marcelo Líbano 
(Figura 83), Nicolina Teixeira (Figura 84) e Rochedo (Figura 85). Além disso, 2,3% dos 
edifícios possuem no nível térreo galerias comerciais com acesso é livre ao pedestre. 
Entretanto, em nenhum deles a integração do interior e exterior é plenamente estabelecida em 
conformidade com os cinco pontos de Corbusier como, por exemplo, no edifício Arcângelo 
Maletta (Figura 86), projeto de Oswaldo Santa Cruz Nery, 1958 (NORONHA, 2001). 
 
88 
Figura 83 - Edifício Marcelo Líbano. Av. Augusto de Lima, 444 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 84 - Edifício Nicolina Teixeira. R. São Paulo, 925 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 85 - Edifício Rochedo. R. Goitacazes, 470 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
89 
Figura 86 - Edifício Arcângelo Maletta, Oswaldo Santa Cruz Nery, 1958. Av. Augusto de Lima, 233 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Além de Le Corbusier, a arquitetura moderna do centro de Belo Horizonte também foi 
marcadamente influenciada por Lúcio Costa. Os cobogós são elementos que foram 
amplamente explorados por Costa em sua arquitetura e seu uso reverberou na capital mineira, 
estando presente em 6,9% dos edifícios modernistas do centro da cidade. Nos edifícios do 
Mercado Central (Figura 87) de autoria de Marcio Gomes dos Santos, 1967 (ARQBH) e do 
Mercado Novo (Figura 88) de Fernando Graça e Sandoval Azevedo Filho, 1962 (ARQBH) os 
elementos vazados são predominantes na vedação de todas as fachadas. Outros casos como os 
edifícios Tupigua (Figura 69 e 70) e da Faculdade de Direito da UFMG (Figura 89), projeto 
de Oswaldo Santa Cruz Nery, Decio Machado e Rodrigo Moreira, 1958 (ARQBH), os 
cobogós cobrem a superfície de uma das fachadas do edifício. 
Figura 87 - Mercado Central, Marcio Gomes dos Santos, 1967. Av. Augusto de Lima, 744 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
90 
Figura 88 - Mercado Novo, Fernando Graça e Sandoval Azevedo Filho, 1962. Av. Olegário Maciel, 742 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 89 - Faculdade de Direito da UFMG, Oswaldo Santa Cruz Nery, Decio Machado e Rodrigo Moreira, 
1958. Av. João Pinheiro, 100 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Além disso, o cobogó também foi empregado como vedação para o pilotis como nos 
edifícios Pilar (Figura 56 e 81) e no edifício São Luiz (Figura 90 e 91), projeto de Raphael 
Hardy Filho, 1952 (PASSOS, 1998). Outro uso recorrente para os elementos vazados é o 
emprego mais localizado como vedação acima das portas de entrada como nos edifícios 
Brasília (Figura 92 e 93) e Wanda Maria (Figura 94 e 95). Entretanto, o uso mais comum para 
os cobogós na arquitetura modernista do centro de Belo Horizonte é o de vedação de algumas 
aberturas específicas, geralmente associado a áreas de serviço, como no edifício Mantiqueira 
(Figura 65 e 66), no edifício Florença (Figura 96 e 97) e no edifício Palácio Tiradentes 
(Figura 98 e 99). 
 
91 
Figura 90 - Edifício São Luiz, Raphael Hardy Filho, 1952. R. Espírito Santo, 980 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 91 - Edifício São Luiz, Raphael Hardy Filho, 1952. R. Espírito Santo, 980 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 92 - Edifício Brasília. R. Carijós, 558 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
92 
Figura 93 - Edifício Brasília. R. Carijós, 558 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 94 - Edifício Wanda Maria. R. Tamoios, 699 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 95 - Edifício Wanda Maria. R. Tamoios, 699 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
93 
Figura 96 - Edifício Florença. R. Guaranis, 555 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 97 - Edifício Florença. R. Guaranis, 555 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 98 - Edifício Palácio Tiradentes. R. Rio de Janeiro, 985 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
94 
Figura 99 - Edifício Palácio Tiradentes. R. Rio de Janeiro, 985 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Além dos cobogós, Lúcio Costa também utilizava, em sua arquitetura, grande abertura, 
incluindo panos de vidro, elemento esse que se encontra em 6,7% dos edifícios analisados5, 
como no edifício Vicente de Araújo / Banco Mercantil do Brasil (Figura 100), projeto de Raul 
de Lagos Cirne, 1960 (ARQBH); e edifício Minas Oeste (Figura 101), de Álvaro Benício de 
Paiva Filho, 1966 (NORONHA, 2001). É importante destacar que para Lúcio Costa o 
emprego do pano de vidro deveria seguir uma avaliação das condições ambientais da região 
de implantação do projeto, de maneira que as fachadas que recebem maior insolação, 
principalmente durante o verão, deveriam ser protegidas, tal como foi empregado na sede do 
MES (Figura 4, 20 e 21). Entretanto, em muitas das edificações levantadas não havia tal 
preocupação com as condicionantes climáticas, sendo muito comum fachadas envidraçadas de 
orientação norte ou oeste sem nenhum tipo de proteção, como no próprio edifício Minas Oeste 
(Figura 101), nos levando a inferir que as questões estéticas eram mais relevantes que as 
funcionais. 
 
5 Foi considerado pano de vidro apenas edifícios com esquadria metálica com vidro instaladasexternamente a 
estrutura ocultando-a, da maneira como foi empregado por Lúcio Costa e equipe na sede do MES (Figura 4, 20 e 
21). Assim edifícios com janelas de piso a teto com as lajes e vigas evidentes na fachada não foram enquadrados. 
 
95 
Figura 100 - Edifício Vicente de Araújo / Banco Mercantil do Brasil, Raul de Lagos Cirne, 1960. R. Rio de 
Janeiro 654 
 
Fonte: Foto do autor, 2021 
Figura 101 - Edifício Minas Oeste, Álvaro Benício de Paiva Filho, 1966. R. da Bahia, 1033 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Quanto à proteção das aberturas que recebem muita incidência de radiação solar, além 
dos cobogós, Lúcio Costa utilizava os brises soleil. Esse dispositivo arquitetônico também 
estava presente na arquitetura moderna da região central de Belo Horizonte, sendo 
identificado em 7,4% dos edifícios levantados. As fachadas que necessitam de maior proteção 
solar em Belo Horizonte, devido às condições ambientais, são voltadas as norte, oeste e 
noroeste, pois recebem muita incidência de radiação, principalmente no período da tarde. Para 
solucionar essa questão, muitos edifícios como o Clemente Faria (Figura 67 e 68) e o Trianon 
(Figura 102 e 103) utilizam brises verticais móveis na fachada oeste, outros como o Banco 
Mineiro de Produção (Figura 51 e 104) e o edifício na rua dos Guaranis, nº 311 (Figura 105) 
utilizam da proteção horizontal na fachada de mesma orientação. Ocorreu, também, o caso 
exclusivo do edifício Eliza Levy (Figura 106 e 107), projeto de Tarcísio Silva, 1958 
 
96 
(NORONHA, 2001), no qual é utilizado o brise misto, vertical e horizontal combinados, 
igualmente na fachada oeste. 
Figura 102 - Edifício Trianon. R. da Bahia, 905 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 103 - Edifício Trianon. R. da Bahia, 905 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 104 - Sede do BEMGE, Oscar Niemeyer, 1953. R. Rio de Janeiro, 471 
 
Fonte: Foto do autor, 2021 
 
97 
Figura 105 - Edifício na rua dos Guaranis, nº 311 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 106 - Edifício Eliza Levy, Tarcísio Silva, 1958. R. Rio de Janeiro, 243 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 107 - Edifício Eliza Levy, Tarcísio Silva, 1958. R. Rio de Janeiro, 243 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
98 
Por outro lado, as fachadas voltadas para norte dos edifícios em estudo receberam 
menos proteção, no entanto ainda é possível verificar a utilização de brises verticais como no 
edifício Claudionor Ferreira Pinto (Figura 108 e 109), na qual a proteção foi empregada 
apenas em algumas aberturas em específico. 
Figura 108 - Edifício Claudionor Ferreira Pinto. Av Augusto de Lima, 345 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 109 - Edifício Claudionor Ferreira Pinto. Av Augusto de Lima, 345 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Todavia, foram identificados, não raros, casos do inesperado emprego de proteção solar 
nas fachadas sul e leste, muitas vezes, em edifícios com fachadas norte e oeste desprotegidas, 
como é o caso dos edifícios na rua Rio Grande do Sul, nº320 (Figura 110 e 111) e na avenida 
Paraná, nº214 (Figura 112). 
 
99 
Figura 110 - Edifício na rua Rio Grande do Sul, nº 320 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 111 - Edifício na rua Rio Grande do Sul, nº 320 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 112 - Edifício na avenida Paraná, nº 214 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
100 
Há ainda, com relação à proteção solar, notáveis casos de brises exclusivamente 
ornamentais, como é o caso do edifício Contagem (Figura 113 e 114), projeto de Angilberto 
Sabino, 1959, no qual há placas horizontais na fachada leste em trecho onde não há uma 
abertura sequer, configurando um elemento de efeito meramente estético. Ademais, no 
edifício Rotary (Figura 115 e 116), de autoria de Luiz Pinto Coelho e Arturo Garcia Loayza, 
1965, os brises horizontais são utilizados apenas nos últimos pavimentos técnicos, no qual há 
poucas aberturas e os ambientes são de curta permanência, sendo assim, elementos de 
coroamento do prédio. 
Figura 113 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino, 1959. R. São Paulo, 1190 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 114 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino, 1959. R. São Paulo, 1190 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
101 
Figura 115 - Edifício Rotary, Luiz Pinto Coelho e Arturo Garcia Loayza, 1965. R. Guajajaras, 410 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 116 - Edifício Rotary, Luiz Pinto Coelho e Arturo Garcia Loayza, 1965. R. Guajajaras, 410 
 
Fonte: Foto do autor, 2015 
Além da influência de Le Corbusier e Lúcio Costa, a arquitetura modernista no 
hipercentro de Belo Horizonte, também utilizou de recursos amplamente usados por Sylvio de 
Vasconcellos, um dos principais nomes do movimento moderno em Minas Gerais. Cores 
vibrantes nas fachadas era uma das principais características da obra de Vasconcellos, muitas 
vezes aplicando revestimentos cerâmicos, principalmente pastilhas. Dessa forma, as pastilhas 
estão presentes em 31% da amostragem, como no edifício Nossa Senhora de Fatima (Figura 
117 e 168), projetado por Raphael Hardy Filho em 1954 (PASSOS, 1998) e no edifício 
Baalbeck (Figura 118). Além das pastilhas, outros revestimentos cerâmicos também foram 
identificados em 13,4% dos edifícios levantados, como no Hotel Real Park (Figura 76) e no 
edifício da rua dos Tupinambás, nº1069 (Figura 119). Ademais, há 20 edifícios que 
combinam as pastilhas com outros revestimentos cerâmicos, como é o caso dos edifícios 
 
102 
Rotary (Figura 115 e 116) e Victor Purri (Figura 120) projeto de Paulo Mourão Monteiro, 
1963. 
Figura 117 - Edifício Nossa Senhora de Fatima, Raphael Hardy Filho, 1954. R. Tupis, 225 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 118 - Edifício Baalbeck. R. Caetés, 461 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 119 - Edifício na rua dos Tupinambás, nº 1069 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
103 
Figura 120 - Edifício Victor Purri, Paulo Mourão Monteiro, 1963. R. da Bahia, 486 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
Além dos grandes arquitetos de repercussão nas escalas global, nacional e local, a 
produção arquitetônica moderna em Belo Horizonte, como vimos no capítulo três, também foi 
fortemente influenciada pela construção do conjunto modernista da Pampulha. À vista disso, 
foram identificados em 10% dos edifícios formas curvas, como no edifício Miraci (Figura 
121), projetado por Eurípedes Santos Zumpano em 1956 e no edifício Arthur Guimarães 
(Figura 122) de 1953 (NORONHA, 2001) que abrigou a escola de engenharia da UFMG. 
Entretanto, a maioria dos casos de formas curvas correspondem a arredondamentos em 
prédios de esquina, podendo ser convexo de maneira convencional como no edifício Helena 
Passig (Figura 123) de Rafael Hardy Filho, 1957 (NORONHA, 2001), e no edifício Bady 
Salum (Figura 124), ou concava como nos edifícios Clemente Faria (Figura 67 e 68) e Codó 
(Figura 125) projeto de Tarcísio Silva, 1955 (ARQUITETOS MINEIROS, 2012). 
Figura 121 - Edifício Miraci, Eurípedes Santos Zumpano, 1956. R. Rio de Janeiro, 1023 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
104 
Figura 122 - Edifício Arthur Guimarães, 1953. R. Espírito Santo, 35 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 123 - Edifício Helena Passig, Rafael Hardy Filho, 1957. R. Rio de Janeiro, 462 
 
Fonte: Foto do autor, 2021 
Figura 124 - Edifício Bady Salum. R. São Paulo, 57 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
105 
Figura 125 - Edifício Codó, Tarcísio Silva, 1955. Av. Amazonas, 135 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Os prédios levantados no presente estudo foram construídos em um período de 
intensificação da verticalização da cidade, portanto, muitos deles buscam artifícios 
arquitetônicos para reforçar a verticalidade da edificação. Foram identificados frisos e 
marcações no sentido vertical em 22% das obras analisadas, como no edifício Cidade de Belo 
Horizonte (Figura 126), projetado por Hélio Marques Gontijo em 1962 (NORONHA, 2001), 
no qual as alvenarias internas avançam sobre a externa, ressaltando sobre a fachada, assim 
como no edifício Sobrado(Figura 127), de Fernando de Oliveira Graça, Nelson de Couto e 
Silva Marques Lisboa, 1962 (NORONHA, 2001), no qual situação semelhante é observada. 
Figura 126 - Edifício Cidade de Belo Horizonte, Hélio Marques Gontijo, 1962. R. Curitiba, 1022 
 
Fonte: Foto do autor, 2016 
 
106 
Figura 127 - Edifício Sobrado, Fernando de Oliveira Graça, Nelson de Couto e Silva Marques Lisboa, 1962. Av. 
Augusto de Lima, 486 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Outra forma na qual as marcações verticais aparecem é como suporte para esquadrias de 
edifícios com pano de vidro ou aberturas de piso ao teto, tal como nos edifícios Bradesco 
(Figura 128 e 129) e Mercantil (Figura 130 e 131). Entretanto, é bastante comum esses 
elementos estarem presentes nas fachadas sem necessariamente corresponderem à 
conformação interna do edifício, sendo elementos plásticos sem outra funcionalidade além da 
estética, como é o caso do edifício na avenida Olegário Maciel, nº591 (Figura 132) e do Hotel 
Serrana Palace (Figura 133 e 134). 
Figura 128 - Edifício Bradesco. Av. Amazonas, 298 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
107 
Figura 129 - Edifício Bradesco. Av. Amazonas, 298 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 130 - Edifício Mercantil. R. Bahia, 916 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 131 - Edifício Mercantil. R. Bahia, 916 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
108 
Figura 132 - Edifício na avenida Olegário Maciel, nº 591 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 133 - Hotel Serrana Palace. R Goitacazes 450 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 134 - Hotel Serrana Palace. R Goitacazes 450 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
109 
A verticalidade das edificações também pode ser acentuada com o uso de molduras que 
percorrem todo o perímetro da fachada, o que ocorre no edifício Francisco Cardoso (Figura 
77, 78 e 135) no qual há um relevo, revestido com material diferenciado, em parte da fachada 
voltada para a venida Augusto de Lima emoldurando todas as aberturas, assim como no 
edifício Levy Coelho da Rocha (Figura 136) no qual o relevo emoldura todo o volume em 
projeção. Outra maneira na qual o elemento se apresenta é conforme o edifício Florença 
(Figura 96 e 97), havendo o sobressalto de alvenarias nas laterais e laje no topo do edifício 
agrupando todas as aberturas. 
Figura 135 - Edifício Francisco Cardoso, Claudio Jorge Gomes de Souza, 1954. R. Espírito Santo, 1100 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 136 - Edifício Levy Coelho da Rocha. R. Goiás, 335 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Outra forma na qual as molduras aparecem é a qual foi intitulada para esse trabalho de 
“grelha” que consiste em frisos, relevos ou marcações verticais e horizontais conjugadas 
formando uma grelha em toda ou parte da fachada do edifício. Essas marcações, comumente, 
correspondem as lajes, pilares e alvenarias internas da edificação, evidenciando a estrutura 
 
110 
independente da vedação externa, configurando uma fachada livre. Esse elemento pode se 
apresentar emoldurando individualmente aberturas convencionais com parapeito, como é o 
caso dos edifícios João Gomes (Figura 137 e 138) e Topázio (Figura 139 e 140) projetado por 
Luciano Alfredo Santiago e Raul de Lagos Cirne em 1955 (NORONHA, 2001). Além disso, a 
grelha também foi usada agrupando mais de uma abertura de dimensões menores, como no 
edifício Ceci (Figura 141) e no edifício da rua Espírito Santo, nº 221 (Figura 142). 
Figura 137 - Edifício João Gomes. R. Guajajaras, 365 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 138 - Edifício João Gomes. R. Guajajaras, 365 
 
Fonte: Foto do autor, 2015 
 
111 
Figura 139 - Edifício Topázio, Luciano Alfredo Santiago e Raul de Lagos Cirne, 1955. R. Tupis, 207 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 140 - Edifício Topázio, Luciano Alfredo Santiago e Raul de Lagos Cirne, 1955. R. Tupis, 207 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 141 - Edifício Ceci. R. Caetés, 484 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
112 
Figura 142 - Edifício na rua Espírito Santo, nº 221 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Outras maneiras nas quais a grelha foi empregada que evidenciam ainda mais a 
independência da estrutura é conforme o edifício Juiz de Fora (Figura 143 e 144), projeto de 
Henrique Batista de Oliveira, 1956 e modificado por Ribeiro de Oliveira em 1962 (ARQBH), 
no qual o elemento emoldura além das janelas convencionais varandas projetadas em balanço; 
e conforme o edifício Príncipe de Gales (Figura 145 e 146) onde a grelha estrutura emoldura 
aberturas de piso a teto ocupando todo o vão entre as estruturas. 
Figura 143 - Edifício Juiz de Fora, Henrique Batista de Oliveira, 1956 (Original); Ribeiro de Oliveira em 1962 
(Alterações). R. Tupis, 167 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
113 
Figura 144 - Edifício Juiz de Fora, Henrique Batista de Oliveira, 1956 (Original); Ribeiro de Oliveira em 1962 
(Alterações). R. Tupis, 167 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 145 - Edifício Príncipe de Gales. R. Tupinambás, 179 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 146 - Edifício Príncipe de Gales. R. Tupinambás, 179 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
114 
Um elemento de caráter funcional presente em 80,3% das edificações levantadas é a 
marquise, em conformidade com as determinações do Regulamento de Construções da 
Prefeitura de Belo Horizonte de 1940, que determina, no artigo 144, a construção obrigatória 
das marquises nos edifícios da zona comercial, criando uma proteção contra o sol e a chuva 
para pedestres, como no caso do edifício Príncipe de Gales (Figura 145 e 146). Entretanto, 
esses elementos foram utilizados, também, protegendo varandas como no edifício Bady 
Salum (Figura 124). Há, também edifícios com placas horizontais sobrepostas à fachada com 
forma e dimensão semelhante às marquises, aplicados em sequência, porém sem a finalidade 
de proteger o pedestre, podendo ser um elemento de proteção das aberturas ou meramente 
estético, como no edifício na rua dos Caetés, nº395 (Figura 147) e no edifício Rio Tapajós 
(Figura 148 e 149) projetado por Tarcísio Silva em 1958 (ARQUITETOS MINEIROS, 2012). 
Figura 147 - Edifício na rua dos Caetés, n° 395 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 148 - Edifício Rio Tapajós, Tarcísio Silva, 1958. R. Bahia, 325 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
115 
Figura 149 - Edifício Rio Tapajós, Tarcísio Silva, 1958. R. Bahia, 325 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Há dois casos excepcionais muito semelhantes do uso de placas horizontais na fachada, 
se tratam dos edifícios Coimbra (Figura 150 e 151) e Farinha (Figura 152 e 153) projetado por 
Hilmar Toscano Rios em 1962 (RODRIGUES, 2007), em que as placas não são alocadas de 
forma linear ao longo de toda a fachada no sentido transversal, mas são postas de maneira 
intercalada. No edifício Coimbra todas as placas fazem proteção para aberturas diferentes que 
não foram posicionadas de maneira alinhada, por outro lado, no edifício Farinha apenas 
algumas placas estão posicionadas sobre aberturas, sendo as outras elementos decorativos, 
utilizados na composição da fachada sem nenhuma função prática. 
Figura 150 - Edifício Coimbra. R. Tupis, 435 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
116 
Figura 151 - Edifício Coimbra. R. Tupis, 435 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 152 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962. R. Bahia, 360 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 153 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962. R. Bahia, 360 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
117 
Além das placas intercaladas, foram identificadas também marquises vazadas em sete 
edifícios, podendo elas ter a forma circular como no edifício Avenida (Figura 154 e 155), 
projetado por Tarcísio Silva em 1962 (ARQUITETOS MINEIROS, 2012); forma oval, como 
no edifício Rozen (Figura 156 e 157); ou forma retangular como no edifício Nereu de 
Almeida (Figura 158 e 159), projeto de Edilson Maranhão, 1966 (NORONHA, 2001). Tais 
elementos, se assemelham com pergolados constatados em terraços de 13 edifícios, como no 
Farinha (Figura152 e 153). 
Figura 154 - Edifício Avenida, Tarcísio Silva, 1962. R. São Paulo, 409 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 155 - Edifício Avenida, Tarcísio Silva, 1962. R. São Paulo, 409 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
118 
Figura 156 - Edifício Rozen. R. Curitiba, 778 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 157 - Edifício Rozen. R. Curitiba, 778 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 158 - Edifício Nereu de Almeida, Edilson Maranhão, 1966. R. Guaranis, 276 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
119 
Figura 159 - Edifício Nereu de Almeida, Edilson Maranhão, 1966. R. Guaranis, 276 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Devido à permissividade da legislação vigente a época, algumas características se 
apresentam comuns para a muitos dos edifícios levantados, como é o caso de volumes em 
projeção sobre a via pública, o que ocorre em 40,5% deles. De acordo com o Regulamento de 
Construções da Prefeitura de Belo Horizonte de 1940, no artigo 141, “As construções em 
balanço, nas fachadas construídas no alinhamento, só serão permitidas acima do pavimento 
térreo” devendo ficar pelo menos três metros acima do passeio. Além disso, a largura da 
saliência não poderia ultrapassar 5% da largura da via, limitada a 1,2 metros. Ademais, a área 
desses balanços também era regulamentada, “a soma das projeções das construções em 
balanço, formando recinto fechado, sobre plano vertical, paralelo à frente, não poderá exceder 
a ⅓ (um terço) da superfície da fachada, em cada pavimento” (Belo Horizonte (MG), 1940), 
não mencionando os balanços não vedados, permitindo edificações com varandas em projeção 
sobre toda a superfície da fachada, como no Centro da Comunidade Luso Brasileira (Figura 
160 e 161). 
Esses volumes em balanço contribuem para a composição da fachada de matriz 
neoplasticista sugerindo a sobreposição e montagem de planos distintos, sendo eles 
manifestados de formas diversas, havendo casos nos quais apenas varandas são projetadas 
sobre a via, como no Centro da Comunidade Luso Brasileira (Figura 160 e 161); outra forma 
seria a projeção da varanda conjugada com um volume vedado, tal como no edifício na 
Avenida Olegário Maciel, nº358 (Figura 162); ou então o volume projetado sem estar 
associado a uma varanda, como no edifício Soberano (Figura 163). 
 
120 
Figura 160 - Centro da Comunidade Luso Brasileira. R. Curitiba, 746 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 161 - Centro da Comunidade Luso Brasileira. R. Curitiba, 746 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 162 - Edifício na avenida Olegário Maciel, n° 358 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
121 
Figura 163 - Edifício Soberano. R. Tupinambás, 454 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Além dos volumes em projeção sobre a via, a legislação também regulava os 
afastamentos das edificações. O Regulamento Geral de Construcções em Bello Horizonte, de 
1933, exigia que os edifícios da zona central fossem implantados sem “áreas de frente” (Belo 
Horizonte (MG), 1933), além de permitir a construção encostada nas divisas laterais. Dessa 
forma, apesar da recomendação dos afastamentos pelos grandes nomes do movimento 
moderno na arquitetura, apenas 9,7% dos edifícios levantados apresentam alguma forma de 
afastamento. O afastamento lateral foi identificado em 25 edificações, sendo que nove 
possuem o afastamento em apenas uma das laterais, como é o caso do edifício Ferreira Leite 
(Figura 164), projetado por Luís Paulo Carrieri e Gilberto Andrade em 1953 (NORONHA, 
2001). Por outro lado, o afastamento frontal foi identificado, também, em 25 dos edifícios 
levantados, sendo que ele pode ocorrer apenas no bloco principal, mantendo a base do edifício 
no alinhamento da via, como na Faculdade de Direito da UFMG (Figura 89), ou então 
afastamento ocorre apenas em parte do bloco principal, como no edifício Araguaia (Figura 
165 e 166). 
 
122 
Figura 164 - Edifício Ferreira Leite, Luís Paulo Carrieri e Gilberto Andrade, 1953. R. Goitacazes, 152 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 165 - Edifício Araguaia. Av. Augusto de Lima, 134 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 166 - Edifício Araguaia. Av. Augusto de Lima, 134 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
A cobertura dos edifícios levantados é, em grande maioria, 98,8% dos casos, 
solucionada com telhado convencional oculto por platibandas. Esse recurso permite simular 
 
123 
os terraços, amplamente difundidos por Le Corbusier, mas não muito adequado ao clima 
local, devido à alta incidência de chuvas e às temperaturas elevadas durante o período de 
primavera/verão, além de se adequar às exigências da Regulamento de Construções da 
Prefeitura de Belo Horizonte de 1940 que decretava que “os edifícios construídos no 
alinhamento da via pública devem ter a fachada provida de platibanda” (Belo Horizonte 
(MG), 1940). Entretanto, há alguns casos de outras soluções para cobertura, normalmente 
associados ao telhado embutido, como no edifício Christiano Guimarães (Figura 167), sede do 
Banco Nacional, no qual os arquitetos Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago 
(NORONHA, 2001) solucionam a cobertura do volume principal com o telhado embutido, 
porém utilizam de cascas abobadadas associadas a um telhado de uma água. Outra solução 
associada ao telhado embutido foi identificada no edifício Nossa Senhora de Fatima (Figura 
117 e 168), no qual parte da cobertura é solucionado com um telhado borboleta, semelhante 
aos utilizados por Oscar Niemeyer na Pampulha, porém interrompido ao centro pelo volume 
da caixa d’água e áreas técnicas. 
Figura 167 - Edifício Christiano Guimarães / Sede do Banco Nacional, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo 
Santiago, 1952. R. Espírito Santo, 593 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
Figura 168 - Edifício Nossa Senhora de Fatima, Raphael Hardy Filho, 1954. R. Tupis, 225 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
124 
Outros elementos do repertório formal do modernismo também foram identificados nos 
edifícios do hipercentro de Belo Horizonte, porém menos expressivamente, como a integração 
da arquitetura com as outras artes, presente no edifício Clemente Faria (Figura 67 e 68), com 
uma escultura na fachada e no edifício Santa Monica (Figura 169 e 170), de Raphael Hardy 
Filho (RAPHAEL Hardy Filho, [s.d.]) com um mosaico na fachada próximo à entrada. 
Painéis ripados de madeira, também foram identificados, como no edifício Bom Jardim 
(Figura 171 e 172), também de Raphael Hardy Filho (RAPHAEL Hardy Filho, [s.d.]). 
Figura 169 - Edifício Santa Monica, Raphael Hardy Filho. R. Espírito Santo, 977 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 170 - Edifício Santa Monica, Raphael Hardy Filho. R. Espírito Santo, 977 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
125 
Figura 171 - Edifício Bom Jardim, Raphael Hardy Filho. R. Goitacazes, 172 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 172 - Edifício Bom Jardim, Raphael Hardy Filho. R. Goitacazes, 172 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
A partir do levantamento das edificações com características modernistas no hipercentro 
de Belo Horizonte, é possível observar vários elementos arquitetônicos característicos do 
movimento moderno na arquitetura, porém a grande maioria dos edifícios analisados recorrem 
ao fachadismo, de modo que as fachadas voltadas para as vias públicas são mais valorizadas, 
recebendo um tratamento plástico diferenciado das demais, pratica essa condenada pelos 
modernos, principalmente nas duras críticas ao período eclético. Associado a isso, muitos dos 
elementos, como vimos, são emulações do reportório formal do modernismo, relegando seus 
usos e sentidos originais. 
O presente trabalho se propõem a analisar a arquitetura moderna do hipercentro de Belo 
Horizonte a partir do conjunto, buscando identificar um fenômeno que não se afirma a partir 
de exemplres isolados. Entretanto, para ampliar a análise, não se restringindo apenas à 
configuração externa presente, foram pré selecionados alguns exemplares para se fazer uma 
 
126 
pesquisa documental no APCBH e na DIPC6,buscando levantar os projetos arquitetônicos 
apresentados à prefeitura para a aprovação da construção, sendo possível investigar as 
instenções no projeto de modo mais aprofundado. Após a consulta dos desenhos 
arquitetônicos, foram selecionados, seis exemplares para compor as análises individuais, 
sendo três de uso residencial ou misto e três de uso do comérico e serviços, com altimetrias 
diferentes buscando representar a diversidade dos edifícios modernos do centro da cidade. 
Dessa forma, os edifícios que serão analisados a seguir, correspondem a exemplares de 
um todo, e não devem ser entendidos isoladamente do conjunto. 
4.1 EDIFÍCIO TUNÍSIA, TARCÍSIO SILVA, 1959 
O edifício Tunísia (Anexo 1) está localizado na rua dos Guajajaras, nº 420, entre rua da 
Bahia e Espírito Santo. É um edifício de uso misto, com lojas no térreo, e apartamentos a 
partir do segundo pavimento. O projeto foi enviado para aprovação da prefeitura em outubro 
de 1959 e é de autoria de Tarcísio Silva, arquiteto formado pela EA-BH em 1938 (MASINI, 
2015), responsável por vários edifícios emblemáticos em Belo Horizonte, como o abrigo de 
bondes e o edifício Guanabara, ambos na avenida Afonso Pena. Além da produção 
arquitetônica Silva foi membro do conselho diretor da revista Arquitetura e Engenharia, 
grande divulgadora da arquitetura moderna em Belo Horizonte e no Brasil. 
A fachada principal do edifício segue, tal como a planta, uma composição simétrica 
com linhas claras e objetivas. Há uma saliência, emoldurando todo o edifício, no sentido 
transversal, destacando a verticalidade da obra, correspondendo ao prolongamento das lajes 
do segundo e do nono pavimento, conforme projeto apresentado à prefeitura. A platibanda, 
imediatamente acima da moldura, não deveria existir, pois o topo do corpo principal do 
edifício deveria ser uma laje com leve inclinação, funcionando como uma espécie de calha 
para o telhado convencional posterior, como é possível observar em corte. No sentido 
longitudinal a saliência não corresponde à nenhuma alvenaria ou divisão interna, sendo 
elemento meramente estético, utilizado para a composição da fachada. 
A partir da análise do projeto arquitetônico é possível observar a intenção de Silva de 
aplicar o conceito de janela em fita corbusiano, entretanto, observando o projeto edificado, 
constatamos que as janelas continuas não foram plenamente implantadas, sendo reduzidas à 
um recurso visual obtido a partir do recuo das alvenarias entre as janelas com relação ao plano 
 
6 Os projetos arquitetônicos levantados se encontram nos anexos 
 
127 
da fachada, porém mantendo-as aparentes. Ademais, há nos desenhos outro elemento não 
identificado a baixo das janelas na área que corresponde à abertura das salas, possivelmente 
uma outra abertura não construída. 
Na base do prédio, há quatro pilares de seção circular alinhados à via que, em planta, 
aparecem levemente recuados, além das esquadrias, que também não estão instaladas, 
atualmente, no mesmo plano previsto em projeto. A pesar de não aplicar o pilotis, o arquiteto 
tinha a clara intenção de criar visualmente o efeito de um e de melhorar a interação do edifício 
com a rua. 
O único elemento de revestimento identificado na fachada é a pastilha cerâmica que se 
apresenta, atualmente, com tons diferentes de verde na superfície da fachada e na moldura, 
contudo, ela aparentemente foi pintada posteriormente, não sendo possível identificar as cores 
originais, também por não constarem em projeto. 
As fachadas laterais e de fundo, são em grande extensão cegas e encostadas nos 
alinhamentos das divisas, tendo alguns pontos de recuo para a criação de áreas de iluminação 
e ventilação, entretanto essas áreas não recebem nenhum tipo de tratamento. Todavia, há 
previsto no projeto a sequência da linguagem da janela em fita e grandes aberturas também 
nessas fachadas, o que não foi executado, sendo observado, atualmente, aberturas de pequenas 
dimensões dispostas de maneira convencional. 
A planta do pavimento térreo é bem simples. Com exceção do pequeno hall de entrada e 
dos banheiros, não há divisões internas, sendo a planta livre para o uso de duas lojas, tendo 
elas um mezanino de sobreloja. 
A planta dos apartamentos do pavimento tipo seguem a lógica da planta burguesa 
francesa, havendo uma setorização tripartida dos setores social, íntimo e de serviços, no qual a 
cozinha, a área de serviço, o banheiro de serviço e o depósito compõem um setor; os quartos e 
o banheiro principal configuram o setor íntimo e a sala configura o setor social. Dos quatro 
apartamentos por pavimento, apenas um não possui acesso independente para o setor de 
serviços. A distribuição dos setores segue a tradição herdada dos hôtels franceses no quais “as 
aberturas das dependências de prestígio – salas e, eventualmente, quartos – estão, em geral, 
situadas na face nobre do edifício, o que no caso dos novos apartamentos significa, em 
pestanejar, a que está voltada para rua, seja lá qual for a sua orientação” (TRAMONTANO, 
1998, p.75-76), de forma que, o setor de serviços seja iluminado e ventilado pelos fossos, 
sendo que, nos apartamentos de fundo, a cozinha é iluminada indiretamente pela área de 
serviço. 
 
128 
A herança dos hôtels na lógica projetual, também se apresenta verticalmente. O 
penúltimo pavimento, sem acesso por elevadores, é destinado ao apartamento do zelador, 
assim como os “quartos de empregada - as chambres de bonne - localizadas sempre no último 
andar, sob o telhado” (TRAMONTANO, 1998, p.76). 
Os apartamentos do segundo pavimento, possuem basicamente a mesma planta do 
pavimento tipo, porém acrescido de terraços que, nos apartamentos de frente são incorporados 
ao setor de serviços e nos apartamentos de fundo ao setor social. A única variação na 
setorização ocorre nos apartamentos do nono pavimento, o último de apartamentos, no qual há 
apenas três unidades, havendo um terraço, intitulado jardim de inverno, incorporado ao setor 
social e um quarto quarto com terraço com acesso pelo setor de serviços. 
O edifício é implantado de modo a ocupar grande parte do terreno, deixando livre 
apenas pequenas áreas para iluminação e ventilação. Não há afastamento frontal, em 
conformidade com o Regulamento Geral de Construcções em Bello Horizonte, nem lateral, 
apenas breves recuos para os fossos, decisão projetual, essa, tomada mesmo o arquiteto 
estando a par de toda a discussão acerca da salubridade das edificações levantada pelos 
arquitetos modernos. 
A altura do edifício não atinge o limite máximo permitido pelo gabarito, evidenciando 
uma não intenção de utilização máxima do potencial comercial do terreno, reforçando que a 
ventilação e iluminação exercida através de fossos é uma decisão projetual. 
Observamos então, que o edifício Tunísia apresenta algumas características da 
arquitetura moderna, mesmo que algumas delas se apresentem mais como uma intenção do 
que como uma implementação. Comparando o projeto edificado com os desenhos 
arquitetônicos, constatamos, também, que muitas das propostas de Silva não foram 
plenamente executadas, possivelmente por dificuldades técnicas ou para baratear o custo da 
construção. A prática do fachadismo é notória, sendo apenas a fachada principal 
minimamente tratada. As plantas não apresentam nenhuma inovação, seguindo a mesma 
lógica adotada em períodos anteriores. 
 
129 
Figura 173 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 174 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 175 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
 
130 
Figura 176 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 177 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 178 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
 
131 
Figura 179- Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 180 - Edifício Tunísia, Tarcísio Silva, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 181- Edifício Tunísia, “Planta de Situação e Orientação” 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
132 
Figura 182 - Edifício Tunísia, "Planta de Locação" 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 183 - Edifício Tunísia, Planta Subsolo 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
133 
Figura 184 - Edifício Tunísia, Planta Lojas 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
134 
Figura 185 - Edifício Tunísia, Planta Sobrelojas 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
135 
Figura 186 - Edifício Tunísia, Planta 2º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
136 
Figura 187 - Edifício Tunísia, Planta Pavimento Tipo 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
137 
Figura 188 - Edifício Tunísia, Planta 10º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
138 
Figura 189 - Edifício Tunísia, Planta 11º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 190 - Edifício Tunísia, Telhado 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
139 
Figura 191 - Edifício Tunísia, Cortes 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 192 - Edifício Tunísia, Gabarito 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
140 
Figura 193 - Edifício Tunísia, Fachada 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
141 
4.2 EDIFÍCIO SANTA RITA, FRANCISCO SALOMÉ DE OLIVEIRA, 1951 
O Edifício Santa Rita (Anexo 2) está localizado na Rua dos Tamoios, nº 486, entre as 
ruas São Paulo e Curitiba. É um edifício de uso comercial e de serviços projetado por 
Francisco Salomé de Oliveira em 1951. Francisco foi um dos graduados da primeira turma da 
EA-BH em 1937 (KRAWCTSCHUK, 2011) e também possui projetos em Divinópolis. 
Nesse projeto, são grandes as divergências entre o projeto arquitetônico consultado no 
APCBH e o edificado. Nos desenhos arquitetônicos, constam, no bloco principal, um 
pavimento de loja, com pé direito duplo e mezanino, e um segundo pavimento com salas, 
entretanto, observando a fachada identificamos um pavimento de lojas, aparentemente mais 
baixo, e dois pavimentos superiores, totalizando três. Essas alterações, consequentemente, 
comprometeram a configuração da fachada. 
A fachada principal, voltada para a rua, segue uma composição simétrica com planos e 
volumes distintos com frisos e marcações, sugestionando a montagem e sobreposição de 
elementos. Há saliências emoldurando os planos sinalizando a independência da estrutura 
quanto à vedação, correspondendo verticalmente aos pilares e horizontalmente na marcação 
inferior à laje do segundo pavimento, contudo a marcação superior é apenas ornamental, não 
refletindo nenhum aspecto estrutural. Há, também na fachada, frisos horizontais nos 
alinhamentos inferior e superior das aberturas, agrupando-as e simulando aberturas de 
maiores dimensões, fazendo uma alusão às janelas em fita corbusianas. 
Há duas marquises na edificação, uma, inferior, acima da porta das lojas de forma 
convencional e contínua em toda a fachada, e outra, superior, no alinhamento da laje do 
segundo pavimento e de menor dimensão, de caráter mais plástico, sendo composta de uma 
série de abóbadas de pequenas dimensões em sequência, remetendo as cascas muito utilizadas 
pela arquitetura moderna, principalmente após os projetos de Niemeyer para a Pampulha. 
Observando os desenhos arquitetônicos observamos que muitas das intenções de 
Oliveira não foram materializadas. As aberturas foram, inicialmente, propostas de forma 
contínua configurando janelas em fita, entretanto elas foram reduzidas a um recurso visual 
obtido através de frisos. Foi idealizado, também, aberturas sobre as portas das lojas, 
recebendo vedação com esquadria e vidro. 
Além disso, o pavimento térreo foi concebido com pilares de face curva evidenciados na 
fachada, referenciando os pilotis. As marquises também teriam configurações distintas das 
implantadas, a marquise superior, teria forma ondulada, diferente da sequência de abóbodas 
 
142 
como executada, e a inferior seria seccionada e interrompida no alinhamento da superior, que 
coincidiram com um dos pilares citados. 
Ademais, a porta de entrada não apresenta nenhuma moldura da forma como se 
apresenta no desenho, assim como o aparente revestimento cerâmico presente nos desenhos 
não é constatado na edificação. 
As fachadas laterais e de fundo são em grande parte encostadas nas divisas, 
configurando fachadas cegas. No bloco principal, nos pavimentos superiores há um breve 
recuo em parte das fachadas laterais para a criação de fossos de ventilação e iluminação e na 
fachada posterior há uma grande janela em todo o vão da escada. As demais aberturas são de 
pequena dimensão e alocadas de maneira convencional. No bloco dos fundos, as fachadas 
laterais são afastadas da divisa um metro e meio, porém não recebem tratamento e têm 
aberturas pequenas e convencionas. 
A planta do pavimento térreo é composta, no bloco principal, por quatro lojas de 
dimensões semelhantes dispostas simetricamente com um extenso corredor no meio que dá 
acesso ao bloco dos fundos e à circulação vertical. As lojas são consideravelmente compridas 
e possuem cada uma delas banheiros individuas e uma sobreloja com mezanino com planta 
em forma curva. O bloco dos fundos está em um nível abaixo e possui 10 depósitos dispostos, 
também, simetricamente. A ligação entre os blocos se dá por uma caixa de escada com 
instalações sanitárias compartilhadas entre os depósitos e salas. 
O pavimento superior do bloco principal abriga um conjunto de 14 salas, sendo quatro 
voltadas para a rua e o restante com abertura das janelas para os fossos ou para o fundo do 
lote. Destaca-se no edifício a escolha de não haver banheiros individuais para cada unidade, 
estratégia característica de períodos anteriores, porém superada a época. O pavimento superior 
do bloco dos fundos repete a mesma configuração do andar inferior, porém a nomenclatura 
“depósito” é substituída por “sala”. 
O prédio é implantado de forma a ocupar grande parte da superfície do terreno, 
entretanto, foi utilizado, no bloco dos fundos o afastamento lateral para a iluminação e 
ventilação, contrapondo a estratégia usual da criação de fossos, tal como no bloco principal. 
A cobertura é resolvida com um telhado embutido por platibandas, em concordância 
com o exigido pelo Regulamento Geral de Construcções em Bello Horizonte e, também, 
referenciando as lajes planas e terraços difundidos pelo movimento moderno na arquitetura. 
A altura do edifício é inferior à grande parte dos edifícios de escritórios contemporâneos 
a ele, demonstrando que a aproveitamento máximo do potencial mercadológico do terreno não 
estava no programa. 
 
143 
É possível inferir, então, que o Edifício Santa Rita apresenta uma clara intenção de 
figurar no movimento moderno, entretanto, muitos dos elementos adotados são adaptações do 
repertório formal do modernismo, desfigurados do sentido original. Entretanto, é notável que 
o projeto inicial se apresentava mais progressista do que a obra edificada, podendo as 
alterações terem ocorrido por dificuldades técnicas, ou por intensão do incorporador ou 
contratante. Contudo, a dualidade entre a fachada com traços modernos e a planta 
convencional é notável no projeto. 
Figura 194 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 195 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
144 
Figura 196 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 197 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 198 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
145 
Figura 199 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 200 - Edifício Santa Rita, Francisco Salomé de Oliveira, 1951 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 201 -Edifício Santa Rita, Planta de Locação 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
146 
Figura 202 - Edifício Santa Rita, Planta 1º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
147 
Figura 203 - Edifício Santa Rita, Planta Parte do 2º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
148 
Figura 204 - Edifício Santa Rita, Planta Parte do 2º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
149 
Figura 205 - Edifício Santa Rita, Diagrama de Telhado 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
150 
Figura 206 - Edifício Santa Rita, Corte AB 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
151 
Figura 207 - Edifício Santa Rita, Corte CD 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 208 - Edifício Santa Rita, Corte EF 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
152 
Figura 209 - Edifício Santa Rita, Fachada 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
4.3 EDIFÍCIO CONTAGEM, ANGILBERTO SABINO SANTOS, 1959 
O Edifício Contagem (Anexo 3) se situa na Rua São Paulo, nº 1190, esquina com 
avenida Augusto de Lima. É um edifício de uso misto, com lojas no térreo, e apartamentos a 
partir do segundo pavimento. O projeto arquitetônico é assinado por Angilberto Sabino 
Santos, autor de outros projetos em Belo Horizonte como o Edifício San Remo na rua da 
Bahia, e foi aprovado pela prefeitura em 1959. 
Para esse não foram localizadas todas as pranchas com os desenhos arquitetônicos no 
acervo do APCBH, tendo para a presente análise, apenas a planta do pavimento tipo, a 
implantação, um corte e o corte esquemático de demonstração do gabarito. 
As fachadas voltadas para a rua recebem uma composição assimétrica, utilizando-se do 
recurso de sobreposição de planos. As fachadas possuem lajes, com formas e dimensões 
semelhantes a marquises, contornando todo o edifício, correspondendo ao prolongamento das 
lajes de cada pavimento sobre a face externa da vedação da fachada, demarcando nitidamente 
 
153 
no exterior a estrutura da edificação. Observando os desenhos arquitetônicos, constatamos que 
esses prolongamentos das lajes foram projetados como elementos vazados, com recortes 
retangulares, de maneira semelhante à como ocorre no edifício Nereu de Almeida (Figura 158 
e 159), entretanto, as aberturas foram suprimidas. 
Esses elementos horizontais, além de comporem a fachada, funcionam como proteção 
para as aberturas, evitando o escorrimento de água nas janelas e criando sombreamento nos 
horários de sol a pino. Entretanto, caso executado conforme projetado inicialmente, tais 
elementos perderiam as funções listadas, de forma a se tornarem meros ornamentos. Por outro 
lado, na esquina há um conjunto de placas horizontais, já projetadas sem os vazados, que se 
assemelham à brises, entretanto foram postos em uma parte da fachada sem nenhuma 
abertura, sendo elementos de efeito puramente plástico, não exercendo nenhuma função. 
O prédio possui volumes em balanço avançando sobre a calçada, proporcionando 
dinamismo e a sensação de sobreposição de planos e volumes. Na fachada da avenida 
Augusto de Lima, o volume em projeção corresponde a um dos quartos, alocando as aberturas 
nas laterais, voltadas para as placas horizontais citadas anteriormente. Já na fachada da rua 
São Paulo, o volume em balanço corresponde à sala, área de serviço e um quarto, todos de um 
único apartamento. 
As aberturas das fachadas principais são relativamente grandes, ocupando praticamente 
toda a extensão das paredes externas dos ambientes, com exceção de um quarto 
correspondente ao volume em balanço da avenida, no qual a iluminação e ventilação ocorre 
através de duas aberturas pequenas nas laterais do volume, criando externamente uma parede 
cega. 
A fachada não possui materiais de revestimento cerâmicos ou afins, sendo apenas a 
alvenaria rebocada e pintada. Apenas nas placas horizontais há o revestimento de pastilhas 
cerâmicas nas faces frontais, evidenciando a intenção de distinção clara dos planos, 
entretanto, atualmente tanto as faces da fachada quanto as placas estão pintadas no mesmo 
tom de bege, reduzindo, assim, o efeito intencionado. 
Dessa forma, há nas fachadas voltadas para a rua a predominância das linhas 
horizontais, evidenciando a influência do modernismo que valorizava a horizontalidade das 
edificações. Além disso a composição com a sobreposição de planos e volumes faz alusão às 
técnicas construtivas pré fabricadas, nas quais há a montagem dos elementos estruturais e de 
vedação, apesar da adoção de métodos tradicionais de construção com concreto moldado in 
loco e alvenaria de tijolos. 
 
154 
A fachada lateral perpendicular à rua São Paulo é totalmente cega, não havendo nenhum 
tipo de tratamento. Já a fachada lateral da avenida Augusto de Lima é em grande medida 
cega, com exceção do recuo para a criação do fosso de iluminação e ventilação que, 
entretanto, também, não recebe nenhum tipo de tratamento, havendo apenas aberturas de 
dimensões regulares dispostas de modo convencional. 
Com relação às plantas, os apartamentos seguem a lógica compositiva herdada das 
residências burguesas na França, apresentando a tripartição entre setores social, íntimo e de 
serviço, inclusive com acesso individual para esse último. Além da setorização, as aberturas 
das áreas mais nobres do apartamento, no caso a sala e os quartos, ocorrem nas faces do 
edifício voltadas para as vias públicas, restando aos setores de serviço a iluminação e 
ventilação através de fossos e de maneira indireta. Entretanto, o apartamento sem face voltada 
para a avenida Augusto de Lima, o mais à esquerda na planta, possui uma configuração 
diferente, sendo o único de um único quarto, apesar de possuir uma copa e uma sala, sendo 
que essa se assemelha bastante com um quarto. Nesse apartamento não há acesso 
independente para o setor de serviços e o único acesso se dá pela circulação do setor íntimo, 
sendo nesse caso menos clara a setorização. Além disso, as aberturas da copa, ambiente que 
compõem o setor social do apartamento, é voltada para o fosso, contrariando a lógica dos 
hôtels de posicionar os ambientes destinados a socialização voltados para a rua. 
O edifício foi implantado ocupando grande parte do terreno, deixando apenas um fosso. 
Conforme regimentado pelo Regulamento Geral de Construcções em Bello Horizonte, não há 
afastamentos frontais na edificação, nem laterais, prejudicando a iluminação e ventilação dos 
apartamentos, apesar de todo o debate sobre salubridade levantado pelos arquitetos modernos. 
Além disso, o edifício atinge, verticalmente, o limite do gabarito permitido pela 
prefeitura para edificação na via, recorrendo a um recuo no último pavimento, para se adequar 
à legislação, evidenciando, assim, a intenção de aproveitar o máximo do potencial 
mercadológico do terreno. 
Levando-se em consideração que Angilberto estava a par da produção arquitetônica do 
movimento moderno, o arquiteto replica aspectos de seu repertório formal no edifício 
Contagem, ainda que reduzidos a elementos de caráter meramente plástico. Ademais, a planta 
do edifício se mostra, em parte, em conformidade com a lógica projetual vigente desde o 
século XIX, e, quando diferenciada, apresenta uma planta confusa, sem apresentar soluções 
inovadoras. Além disso, o fachadismo é evidente ao priorizar o tratamento das faces voltadas 
para rua, negligenciando as demais, prática essa veementemente condenada pelos principais 
arquitetos do modernismo. 
 
155 
Figura 210 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 211 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 212 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
156 
 
Figura 213 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 214 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 215 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
157 
 
Figura216 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 217 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 218 - Edifício Contagem, Angilberto Sabino Santos, 1959 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
158 
Figura 219 - Edifício Contagem, Implantação 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 220 - Edifício Contagem, Planta Pavimento Tipo 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
159 
Figura 221 - Edifício Contagem, Corte 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
160 
Figura 222 - Edifício Contagem, Gabarito 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
4.4 EDIFÍCIO BOM DESTINO, RAUL DE LAGOS CIRNE E LUCIANO ALFREDO 
SANTIAGO, 1953 
O Edifício Bom Destino (Anexo 4) é situado na Rua Goitacazes, nº 14, esquina com rua 
da Bahia. É um edifício de uso de comércio e serviços e foi projetado em por dois importantes 
arquitetos com atuação em Belo Horizonte, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago. 
Raul Cirne, nascido em Belo Horizonte, graduou-se engenheiro-arquiteto pela EA-BH em 
1951, após sua formação iniciou sua carreira prestando consultoria para várias instituições 
como Cemig, SEEBLA, Engevix e Sudecap. Além disso, era engajado nas associações 
profissionais, sendo vilculado ao IAB, à SME, e ao CREA, o qual ele chegou a ser diretor 
(AFONSO, 2014). Cirne, deixou projetos importantes não só em Belo Horizonte, como a 
Sede do CREA e o Edifício Christiano Guimarães (Figura 167), mas em várias partes do país 
como o Estádio Ernani Sátyro em Campina Grande/PB e Monumento do Jenipapo em Campo 
Maior/PI. Luciano Alfredo Santiago foi autor de importantes projetos arquitetônicos em Belo 
 
161 
Horizonte, muitos deles em parceria com Raul Cirne, como os edifícios Esther e Topázio, 
além da já citada sede do Banco Nacional. 
Esse projeto é marcado pela leveza e transparência. Na fachada voltada para a rua da 
Bahia há a predominância da horizontalidade, marcada pelo prolongamento das lajes de cada 
pavimento sobre o alinhamento das vedações de vidro, destacando a independência da 
estrutura e criando a sensação de que os pavimentos estão pairando. Em contraposição, a 
fachada voltada para a rua dos Goitacazes é marcada pela verticalidade dos brises. A 
orientação das fachadas principais é considerada favorável quanto às questões de conforto 
ambiental e térmico, sendo leste a da rua da Bahia e sul a da rua dos Goitacazes. Dessa forma, 
a aplicação dos brises na fachada sul, a que menos recebe radiação solar, parece ser uma 
decisão pautada mais em questões plásticas do que funcionais. Mesmo levando em conta a 
grande dimensão das aberturas, o emprego dos brises não se justifica, principalmente 
considerando que há aberturas voltadas para as fachadas norte e oeste que não recebem 
nenhum tipo de proteção, por não estarem voltadas para as fachadas nobres do edifício e sim 
para o interior da quadra. 
As vedações das duas fachadas principais são grandes janelas de esquadria metálica e 
vidro, contribuindo para a sensação de leveza e transparência. Coroando o edifício, temos 
lajes vazadas que se comportam como pergolados, ambientando o terraço criado pelo 
afastamento do último pavimento. No lado voltado para a rua da Bahia, o vazado na laje tem a 
forma quadrada, já no lado da rua dos Goitacazes a forma é oval. Não foram identificados 
elementos de revestimento cerâmicos e afins na fachada, sendo somente a pintura em tom de 
vermelho e os brises em tom de amarelo. Apenas os pilares cilíndricos aparentes na fachada 
recebem revestimento em mármore. 
Alguns detalhes constatados nos desenhos arquitetônicos não foram plenamente 
implantados ou foram modificados ao longo do tempo, não sendo observados no edifício 
atualmente. Na fachada voltada para a rua da Bahia, as esquadrias em cima das portas das 
lojas foram projetadas para ter forma curva, envolvendo os pilares de seção circular do térreo, 
contudo, observamos janelas alinhadas e instaladas no eixo dos pilares. Nesse projeto, os 
arquitetos utilizaram de um recurso que foi identificado por Passos (1998) como pseudo-
pilotis, no qual a vedação do pavimento térreo é levemente recuada com relação ao 
alinhamento da fachada, evidenciando os pilares. Dessa forma cria-se a sensação de um pilotis 
sem estar, de fato, abrindo o térreo do edifício para a rua. 
Em concordância com o Regulamento Geral de Construcções em Bello Horizonte, a 
edificação não possui afastamento frontal e as fachadas voltadas para a rua recebem 
 
162 
marquises, criando uma proteção para a calçada. Além disso, a cobertura é resolvida com 
telhado embutido, respeitando a exigência de platibandas nas edificações no alinhamento da 
via. 
O prédio foi implantado no limite do gabarito utilizando do recurso bastante comum na 
época de recuar os últimos pavimentos, escalonando o topo do edifício. Além disso, o prédio 
foi implantado com uma pequena área de afastamento lateral no interior do lote para a 
iluminação e ventilação das fachadas posteriores, ocupando, assim, grande parte do terreno, 
evidenciando o desejo de utilizar o máximo do potencial construtivo. 
Com relação às plantas, é nítida a intenção dos arquitetos de criarem movimentação nos 
ambientes a partir da utilização de formas curvas. Todos os pilares não embutidos nas 
alvenarias têm seção circular e, além disso, as escadas também têm formas curvas e o hall de 
entrada é resolvido com formas suaves e não ortogonais. 
O primeiro pavimento é dividido entre um hall de entrada e cinco lojas, sendo duas com 
acesso pela rua dos Goitacazes e três pela Bahia, cada uma com banheiro independente e 
depósito no subsolo, além disso, as três lojas da rua da Bahia possuem, também, uma 
sobreloja aproveitando o desnível do terreno. O pavimento tipo possui nove salas, cada uma 
com banheiro independente, sendo que a primeira e a última são as únicas com abertura, 
incluindo as dos banheiros, para o interior da quadra. É válido destacar a maneira como é 
resolvida a iluminação e ventilação das demais salas: na sala oito, é criado um forro falso com 
abertura para a fachada da rua da Bahia, disfarçada na esquadria, como é possível observar em 
detalhamento, os banheiros das demais salas possuem aberturas para fossos com shed na 
cobertura, sendo um fosso a cada dois banheiros, totalizando três. O 13º pavimento possui 
configuração semelhante, entretanto, devido ao escalonamento, o número de salas é reduzido 
para seis e é criada uma varanda rodeando as faces voltadas para as ruas. Acima, há um 
pavimento com um pequeno pavimento para o zelador e mais acima a caixa d’água e a casa de 
máquinas. 
No edifício Bom Destino, observamos, então, a utilização de vários elementos 
característicos do movimento moderno na arquitetura, como os brises, grandes aberturas, 
formas curvas, entre outros, entretanto constatamos que a função nem sempre estava à frente 
da forma. A prática do fachadismo, condenada pelos principais autores do modernismo, é 
notável no edifício, de forma que apenas as fachadas voltadas para as vias públicas recebem 
algum tipo de tratamento. Além disso, os brises foram aplicados de modo a contribuir muito 
pouco para o conforto térmico nas salas e comprometer a iluminação natural, conforme 
estudos de Ferreira e Souza (2010), evidenciando a intenção plástica ao utilizar o elemento 
 
163 
sem tanta consideração com a funcionalidade. Entretanto podemos observar alguns princípios 
modernistas plenamente implementados como a estrutura independente, tendo inclusive 
algumas salas a divisória por painel de madeira, possibilitando a união entre elas levando em 
consideração a reversibilidade. 
Figura 223 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
 
Figura 224 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2019 
 
164 
Figura 225 - Edifício Bom Destino, Raul de LagosCirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 226 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 227 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
165 
Figura 228 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 229 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 230 - Edifício Bom Destino, Raul de Lagos Cirne e Luciano Alfredo Santiago, 1953 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
166 
Figura 231 - Edifício Bom Destino, "Planta de Situação e Orientação" 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 232 - Edifício Bom Destino, Planta 1º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
167 
Figura 233 - Edifício Bom Destino, Planta Sobreloja 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 234 - Edifício Bom Destino, Planta Subsolo 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
168 
Figura 235 - Edifício Bom Destino, Planta Pavimento Tipo 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 236 - Edifício Bom Destino, Planta 13º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
169 
Figura 237 - Edifício Bom Destino, Planta 14º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 238 - Edifício Bom Destino, Planta Casa de Máquinas e Caixa dÁgua 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
170 
Figura 239 - Edifício Bom Destino, Planta da Cobertura 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 240 - Edifício Bom Destino, Corte GH 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
171 
Figura 241 - Edifício Bom Destino, Corte AB 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
172 
Figura 242 - Edifício Bom Destino, Corte CD 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
173 
Figura 243 - Edifício Bom Destino, Fachada Rua dos Goitacazes 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
174 
Figura 244 - Edifício Bom Destino, Fachada Rua da Bahia 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
175 
Figura 245 - Edifício Bom Destino, Croqui do Conjunto Rua da Bahia 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 246 - Edifício Bom Destino, Croqui do Conjunto Rua da os Goitacazes 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
176 
4.5 EDIFÍCIO JOSEPHINA, GILBERTO C. ANDRADE, 1954 
O edifício Josephina (Anexo 5) é localizado na Praça Raul Soares, nº 22, com fachada, 
também, para a rua Santa Catarina, nº 312. O uso da edificação é misto, sendo lojas de 
comércio e serviços no terreno e apartamentos nos dois andares posteriores. O projeto de 1954 
é de autoria do engenheiro Gilberto C. Andrade, graduado pela Escola de Engenharia da 
Universidade de Minas Gerais em 1933, atuou em parceria com o construtor Sabino José 
Ferreira e também de maneira autônoma, foi responsável por obras de caráter eclético como 
modificações na Casa dos Adoradores do Santíssimo na Igreja da Boa Viagem (SOARES, 
1997), uma casa na avenida João Pinheiro nº 375 (LEMOS; RODRIGUES; DANGELO, 
2019) e um acréscimo onde hoje funciona o Centro de Arte Popular-Cemig (CARVALHO, 
2019). 
Apesar da produção eclética de Andrade, o edifício Josephina apresenta características 
marcadamente modernas. As fachadas voltadas para a rua são idênticas tanto na praça Raul 
Soares quanto na rua Santa Catarina e recebe uma composição simples e simétrica, reflexo da 
configuração interna. O principal elemento de destaque das fachadas é a varanda de caráter 
plástico com as extremidades arredondadas e em planta se assemelha a duas asas de mariposa. 
Há, no último pavimento, uma marquise fazendo a proteção da varanda seguindo a mesma 
forma e no primeiro pavimento uma de forma convencional fazendo a proteção da calçada, 
em conformidade com a exigência do Regulamento de Construções da Prefeitura de Belo 
Horizonte de 1940. No primeiro pavimento os pilares externos na fachada da rua Santa 
Catarina são de seção circular, conforme consta em projeto, forma bastante usada nos pilares 
dos pilotis pelos arquitetos modernistas, entretanto na fachada da praça os pilares possuem a 
seção retangular, não sendo respeitada a intenção original do projetista. Além disso, nos 
desenhos arquitetônicos é observado que as varandas e a marquise superior receberiam o 
revestimento de pastilhas cerâmicas, destacando o elemento, entretanto, não é possível 
identificar nenhum elemento de revestimento do projeto edificado, sendo o acabamento 
apenas a pintura, sendo a fachada em tom de laranja e as varandas em tom de amarelo, 
reproduzindo a intenção de destaque do elemento a partir da variação das cores. Ademais, há 
na fachada da Raul Soares o revestimento de granito na entrada dos apartamentos, 
provavelmente aplicado em reformas posteriores. 
O prédio possui apenas três pavimentos, sendo o primeiro composto por seis lojas 
dispostas simetricamente sendo duas voltadas para a praça Raul Soares, onde há um corredor 
de acesso aos pavimentos superiores, e quatro voltadas para a rua Santa Catarina. As lojas 
 
177 
possuem vão livre, sobreloja e instalação sanitária individual. Os pavimentos superiores 
possuem quatro apartamentos cada, também dispostos simetricamente. Os apartamentos têm 
uma clara setorização tripartida entre os setores social, íntimo e de serviço, seguindo a lógica 
projetual da planta burguesa francesa característica de outros momentos históricos. O setor de 
serviços possui acesso independente e é composto pela cozinha, copa, área de serviço, 
depósito e um banheiro, sendo a copa o nucelo do setor. O setor social, é composto apenas por 
uma sala e é onde se dá o acesso principal dos apartamentos. Já o setor íntimo possui um 
banheiro e três quartos, conectados por um corredor de circulação. 
Apesar da setorização tripartida, a distribuição dos setores não atende rigorosamente a 
tradição herdada dos hôtels franceses de modo que o setor de serviços é disposto no interior 
do lote, entretanto o setor social não está voltado para a face nobre do edifício. Dessa forma a 
iluminação e ventilação da sala é feita através de um fosso, compartilhado também com o 
setor de serviços e com um dos quartos do setor íntimo. Ademais, há mais dois fossos de 
iluminação e ventilação, um para os banheiros e outro para parte do setor de serviços. 
O edifício não possui afastamentos frontais, conforme exigido pelo Regulamento Geral 
de Construcções em Bello Horizonte, de 1933, e não possui, também, afastamentos laterais, 
apenas pequenos fossos junto a divisa para iluminação e ventilação interna. A cobertura do 
edifício é resolvida com telhado embutido, respeitando as determinações da legislação de 
dotar de platibanda as construções no alinhamento da via. A edificação tem a altimetria muito 
a baixo da permitida pelo gabarito, sendo, inclusive, consideravelmente inferior aos vizinhos 
contemporâneos, evidenciando, assim, a não intenção de explorar, economicamente, ao 
máximo o terreno. 
Observamos, então, que o edifício Josephina, apresenta algumas características do 
movimento moderno, principalmente estéticas. Entretanto a tradição eclética do engenheiro 
projetista também está presente na edificação, expondo contradições recorrentes na produção 
arquitetônica moderna em Belo Horizonte. Apesar da plasticidade e da pureza das formas na 
fachada, o interior segue a lógica projetual praticada desde o século XIX, mesmo que de 
forma menos rigorosa, assim a planta das unidades habitacionais não apresenta nenhuma 
inovação. Além disso, outras estratégias como platibandas ocultando telhados convencionais e 
pilares de seção circular no primeiro pavimento fazem referência os terraços e pilotis 
modernos, sem implementa-los plenamente, restringindo a modernidade à aparência. 
 
178 
Figura 247 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 248 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 249 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
179 
Figura 250 - Edifício Josephina,Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 251 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 252 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
180 
Figura 253 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 254 - Edifício Josephina, Gilberto C. Andrade, 1954 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
181 
Figura 255 - Edifício Josephina, Planta de “Situação e Orientação” 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 256 - Edifício Josephina, Planta 1º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
182 
Figura 257 - Edifício Josephina, Planta Sobreloja 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 258 - Edifício Josephina, Planta dos 2º e 3º Pavimentos 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 259 - Edifício Josephina, Diagrama de Cobertura 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
183 
Figura 260 - Edifício Josephina, Corte AB 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 261 - Edifício Josephina, Corte CD 
 
 
184 
Fonte: Acervo do APCBH 
Figura 262 - Edifício Josephina, Fachada Praça Raul Soares 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
185 
Figura 263 - Edifício Josephina, Fachada Rua Santa Catarina 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
4.6 EDIFÍCIO FARINHA, HILMAR TOSCANO RIOS, 1962 
O Edifício Farinha (Anexo 6) é de uso do comércio e serviços e se situa na rua da 
Bahia, nº 360. Foi projetado por Hilmar Toscano Rios em 1962, arquiteto que estudou na EA-
BH, e teve desenhos expostos no II Festival Universitário de Artes de 1953 (II Festival..., 
1953). Autor do livro “Introdução ao Estudo da Cor” publicado em 1962 pela UMG 
(INTRODUÇÃO..., [s.d.]), foi responsável por projetos importantes no estado como o 
terminal rodoviário de Formiga (REFORMA..., 2019). 
O Edifício Farinha é marcado pela excentricidade da composição da fachada voltada 
para a rua. O plano da fachada foi dividido, verticalmente, em oito partes, sendo que em 
quatro dessas partes há aberturas e em quatro não, postas de maneira intercalada. As partes 
com as aberturas recebem uma placa horizontal, semelhante a uma marquise, seccionando a 
janela, já as partes sem abertura recebem a mesma placa, porém em altura diferente, formando 
uma serie de saliências intercaladas que criam uma fachada dinâmica. Essas placas 
horizontais quando instaladas sobre as janelas criam proteção contra água da chuva e contra a 
radiação solar direta em horários de sol mais a pino. Entretanto, ao replica-las nos trechos da 
 
186 
fachada sem nenhuma abertura inferimos que se trata de um elemento plástico usado na 
composição da fachada, deixando a funcionalidade em segundo plano. 
É nítida, também, na fachada do edifício a definição tripartida entre base, corpo e 
coroamento. A base é a parte a baixo da marquise, que corresponde ao primeiro pavimento, e 
recebe revestimento em granito, não sendo possível averiguar a originalidade do 
revestimento; o corpo corresponde aos pavimentos dois à doze e é onde foram aplicadas as 
placas horizontais; por fim, o coroamento corresponde aos pavimentos 13 e 14, recuados com 
relação ao alinhamento da rua e arrematados por um pergolado. 
A partir da análise do desenho arquitetônico, constatamos que as esquadrias das lojas e 
da portaria do prédio foram propostas, inicialmente, levemente recuadas com relação ao 
alinhamento da fachada, evidenciando os pilares e criando o pseudo-pilotis conforme definido 
por Passos (1998). Contudo, as esquadrias se encontram instaladas no alinhamento da via, não 
sendo possível averiguar se foram executadas originalmente dessa forma ou se se trata de 
alterações posteriores. 
As demais fachadas do edifício são em grande extensão nos alinhamentos laterais e de 
fundo, consequentemente, cegas com pequenos vãos para a criação dos fossos de iluminação e 
ventilação. Entretanto, observamos nos desenhos arquitetônicos que as janelas voltadas para o 
fosso são consideravelmente maiores do que as praticadas em situações semelhantes em 
outras edificações contemporâneas. 
As plantas do edifício são bem simples e objetivas. O primeiro pavimento possui três 
lojas com vãos livres e instalações sanitárias individuais, entretanto sem mezanino de 
sobreloja, e um pequeno hall de entrada que dá acesso às circulações verticais. Do segundo ao 
sexto pavimento há um grande salão de planta livre com um único banheiro. Nos pavimentos 
seguintes, a planta foi dividida de forma a criar duas grandes salas cada uma com sua própria 
instalação sanitária. O decimo terceiro pavimento é semelhante aos anteriores, porém com as 
dimensões reduzidas devido ao recuo na fachada. Por fim, o decimo quarto pavimento é 
destinado a áreas técnicas e de uso dos empregados. Em todas as configurações de planta as 
salas possuem aberturas voltadas para a via. No primeiro tipo de planta o salão único também 
tem aberturas para o fundo do lote, contudo no segundo tipo, apenas uma das salas têm o 
recurso da ventilação cruzada. Já a iluminação e ventilação das instalações sanitárias são 
todas feitas através dos fossos. 
A cobertura do edifício é resolvida com uma laje plana e uma pequena platibanda, 
obedecendo as normas do Regulamento de Construções da Prefeitura de Belo Horizonte de 
1940 que determina que “os edifícios construídos no alinhamento da via pública devem ter a 
 
187 
fachada provida de platibanda” (Belo Horizonte (MG), 1940). Além disso, outras 
características da edificação consequentes da legislação são a marquise acima da calçada, o 
não afastamento frontal e o escalonamento nos últimos pavimentos, para respeitar o gabarito. 
Além da ocupação máxima verticalmente, o prédio também foi implantado de forma a 
ocupar grande área do terreno, deixando livre apenas pequenos fossos para iluminação e 
ventilação. Entretanto o conforto ambiental das salas não se compromete tanto, a partir da 
adoção dessa estratégia, pois todas possuem, também, aberturas voltadas para a fachada 
frontal. 
Concluímos, então, que o Edifício Farinha possui uma marcante intencionalidade 
plástica, dessa forma, alguns princípios do movimento moderno, como a funcionalidade e a 
racionalidade, na arquitetura são relevados em função da forma desejada. Além disso, 
algumas técnicas empregadas na arquitetura internacional foram aplicadas acriticamente, 
como a cobertura de laje plana, não muito adequada ao nosso clima. Entretanto, a planta do 
edifício é bem resolvida liberando grandes vãos, a partir da estrutura independente, 
possibilitando diversos tipos de ocupação e reocupação, alinhando-se, assim, com a 
vanguarda moderna. 
Figura 264 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
 
188 
Figura 265 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 266 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 267 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
189 
 
Figura 268 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
Figura 269 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
Figura 270 - Edifício Farinha, Hilmar Toscano Rios, 1962 
 
Fonte: Foto do autor, 2022 
 
190 
Figura 271 - Edifício Farinha, Planta de “Situação e Orientação” 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
191 
Figura 272 - Edifício Farinha, Planta 1º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
192 
Figura 273 - Edifício Farinha, Planta do 2º ao 6º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
193 
Figura 274 - Edifício Farinha, Planta do 7º ao 12º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
194 
Figura 275 - Edifício Farinha, Planta do 13º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
195 
Figura 276 - Edifício Farinha, Planta do 14º Pavimento 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
196 
Figura 277 - Edifício Farinha, Planta da Cobertura 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
 
197 
Figura 278 - Edifício Farinha,Corte AA 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
198 
Figura 279 - Edifício Farinha, Corte BB 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
199 
Figura 280 - Edifício Farinha, Gabarito 
 
Fonte: Acervo do APCBH 
 
200 
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
A arquitetura moderna tem suas origens no século XIX, período de grande 
transformação na sociedade a partir da intensificação do processo de industrialização e de 
urbanização, entretanto, não se apresenta como um conjunto homogêneo de projetos e de 
formulações, pelo contrário, se expressa de maneiras diversas, muitas vezes até contraditórias. 
Contudo, algumas questões são fundamentais e comuns na maioria das manifestações 
modernas na arquitetura. A rejeição dos estilos passados, principalmente do período eclético, 
com os vários “neo-ismos”, era recorrente do discurso dos arquitetos modernos, sendo 
representados pelo célebre Adolf Loos com “Ornamento é Crime”. Aliado a repulsa do 
passado, o conceito de “menos é mais” introduzido por Mies van der Rohe tornava a 
arquitetura visualmente mais limpa e objetiva, além disso a forma das edificações passava a 
ser subordinada à função, tal como defendido por Louis Sullivan. 
Minas Gerais é um dos mais tradicionais estados do país, teve seu apogeu durante a era 
do ouro no século XVIII. No final do século XIX, já passado os tempos áureos do estado, 
entra em debate a construção de uma nova e moderna capital em substituição da colonial Ouro 
Preto. A partir de então, a cidade é inserida na vanguarda da arquitetura e urbanismo, sendo 
tal posto intensificado pela construção do conjunto moderno da Pampulha. Assim, segundo 
Castriota, “Belo Horizonte nasce moderna e, como tal, infiel a si mesma” (2017, p.14), 
testemunhando, na cidade, uma busca incansável pela modernidade, sendo construída e 
reconstruída inúmeras vezes ao longo dos seus pouco mais de cem anos. 
O repertório formal dos grandes nomes da arquitetura moderna está nitidamente 
presente nos 432 edifícios considerados na busca pelos exemplares modernos na região 
central da cidade. 
Todos os cinco pontos da arquitetura moderna de Le Corbusier foram identificados nas 
obras levantadas mesmo que, em muitos casos, não passe de artifícios de simulação dos 
elementos como os pseudo-pilotis, as platibandas ocultando telhados convencionais, ou as 
molduras e variações no revestimento figurando as janelas em fita. 
Além de Corbusier, a influência de Lúcio Costa é nítida na produção arquitetônica da 
cidade nas décadas de 1950 e 60. Elementos vazados e de proteção solar foram amplamente 
empregados, entretanto, nem sempre seguindo rigorosamente as recomendações relacionadas 
ao conforto ambiental, tornando-se elementos de caráter mais estético, deixando o sentido 
original de proteção em segundo plano. 
 
201 
Sylvio de Vasconcellos também se mostrou bastante influente na arquitetura local. As 
formas prismáticas, as cores vibrantes e contrastantes, a sobreposição de planos e grandes 
aberturas foram amplamente utilizadas na arquitetura modernista de Belo Horizonte, sendo 
Vasconcellos um dos principais arquitetos do período responsável pela divulgação dos ideais 
do movimento moderno na arquitetura. 
É, portanto, evidente que os grandes nomes da arquitetura moderna nas esferas global, 
nacional e local estavam influenciando diretamente a produção arquitetônica de Belo 
Horizonte. Entretanto a influência se mostrou mais efetiva no campo estético do que no modo 
de conceber e projetar os edifícios. Vários elementos como pilotis, janela em fita, pano de 
vidro, brises, cobogós, formas curvas, revestimentos cerâmicos, volumes em balanço e 
saliências nas fachadas, foram identificados nos edifícios modernistas do hipercentro de Belo 
Horizonte, entretanto muitos deles desapropriados de seu sentido e funcionalidade original. 
Foram identificadas, também, engenhosas soluções para simular elementos do movimento 
moderno ou dissimular características tradicionais presentes nos edifícios. 
Belo Horizonte não é um caso isolado, muito menos único. Fenômenos semelhantes 
foram identificados por todo o Brasil, identificados como “modernismo popular” ou 
“modernismo de fachada”. Desde as casas populares do “raio que o parta”, no extremo norte 
do país, em Belém do Pará até edifícios institucionais em Maringá/PR, no oposto sul do país a 
aparência moderna estava presente em edifícios que não, necessariamente, seguiam a 
ortodoxia modernista. 
A aparência, em qualquer uma das artes, é a representação, a imagem de semelhança, 
dos pensamentos de quem produziu a obra, sendo, assim, “a descrição (...) de um pensamento 
suscetível a se tornar visível” (MALARD, 2006, p.21). Contudo a imagem resultante, não 
pode ser o pensamento, é apenas uma imagem, a descrição de um pensamento em sua 
representação visível, dessa forma, ela não é “capaz de esconder os pensamentos, intenções, 
sentimentos, desejos ou outra subjetividade qualquer” (MALARD, 2006, p.22) do artista. 
As aparências em arquitetura podem ser o que muitas vezes é considerado como forma, 
plástica ou configurações volumétricas, entretanto, segundo Maria Lucia Malard (2006, p.25), 
aparência são os “aspectos visuais da arquitetura, ou seja, os fenômenos arquiteturais tal qual 
eles se nos apresentam”. Dessa forma, o conjunto de obras analisados pode ser considerado 
moderno na condição de representar o moderno, de ser resultado em imagem (objeto 
arquitetônico) do que o projetista entende como moderno. 
A ornamentação na arquitetura apresenta “além de um papel estético, um caráter 
simbólico e de identificação com o homem” (SÁ, 2004). Dessa forma, o ornamento tem a 
 
202 
função de expressão. Se ao longo da história a arquitetura foi usada como suporte para as 
imagens criadas pelo homem, a partir da ruptura do modernismo, a própria arquitetura se 
tornou a imagem, buscando formas “inovadoras, inesperadas e de grande impacto” (SÁ, 
2004). Entretanto, os edifícios modernistas analisados não contemplam tal ruptura, sendo eles 
suportes para imagens (representações) da modernidade, constituindo uma linguagem 
simbólica que comunica as intenções do arquiteto ou engenheiro. 
Considerando que o sujeito moderno tem sua gênese nos fins da idade média, seu 
reencontro com o objeto arquitetônico só acontece no movimento moderno a partir da 
formulação de um novo estatuto totalizador, reunificando a arte, a funcionalidade e a técnica 
(MALARD, 2006). Essa principal qualidade da arquitetura moderna é, também, a razão de 
suas principais críticas. A crítica ao modernismo envolve três pontos principais: 
“1. A arquitetura moderna falhou por não saber dialogar com o povo. 
2. A arquitetura moderna falhou porque foi reduzida a dimensão funcional. 
3. A arquitetura moderna falhou por ser totalizadora” (MALARD, 2006, p.118). 
Contudo, a partir da análise dos edifícios modernistas do centro de Belo Horizonte 
constatamos que os principais pontos abordados nas críticas não se aplicam a eles. Pela sua 
ampla penetração nas diferentes escalas, usos e classes sociais, com um número expressivo de 
exemplares, a arquitetura moderna nitidamente dialogou com o povo e teve abrangente 
aceitação. Os edifícios levantados, definitivamente não foram reduzidos a dimensão 
funcional, havendo espaço para o simbólico, para o alegórico e para a improvisação a partir 
das simulações, falseamentos e distorções identificadas. Dessa forma, o caráter totalizador e 
unificador do movimento moderno não se faz presente nessa arquitetura costumeira da cidade. 
Assim como “nos edifícios eclesiásticos (renascentistas) às dimensões artísticas se 
impõem às necessidades funcionais da liturgia. Representar os ideais platônicos de beleza 
passa a ser a prioridade, em detrimento da ritualística do culto” (MALARD, 2006, p.14), nos 
edifícios analisados a representação do moderno se mostra mais importante do que atender as 
proposições do modernismo. 
Contudo, ao observarmos os desenhosarquitetônicos concebidos diretamente dos 
autores das obras, no movimento de descrição de seus pensamentos, das imagens de 
semelhança, constatamos intenções mais ortodoxamente aliadas ao movimento moderno, 
entretanto, contrastando com a obra edificada, muitas formulações foram suprimidas, 
alteradas ou reduzidas a representações estéticas do proposto. Tais alterações podem ter sido 
intencional e deliberadamente executadas pelos incorporadores ou serem resultado de 
incompreensão das intenções ou de incapacidade técnica para a execução. De qualquer foram, 
 
203 
é evidenciado que o modernismo, a pesar de promovido pelos técnicos e intelectuais, não 
alcançou plenamente a população leiga. 
Dessa forma, partimos do pressuposto de que “a arquitetura não se desvincula da 
realidade social, mas é, antes de tudo sua expressão física, resultado dos desejos e da vida do 
povo de um lugar” (CARSALADE, 2017, p.10). O conjunto da arquitetura modernista do 
hipercentro de Belo Horizonte expõe as complexidades e as contradições dos belo-
horizontinos em seu tempo. A dualidade entre modernidade e tradição, presente desde a 
fundação da cidade, se expressa na contradição entre exterior e interior, entre fachada e 
planta. O anseio pela modernidade se expressa na aplicação de elementos de similitude com o 
repertório formal dos grandes arquitetos modernos, porém com sentido deturpado, reduzindo-
se à ornamentos. 
A grande quantidade de exemplares levantados e sua ampla aceitação, por si só, 
descredibilizam a tese de Robert Venturi de que a arquitetura moderna nunca foi popular, tal 
como defendido por Lara em seus estudos sobre as residências de classe média na cidade 
(2002, 2005a e 2005b). Contudo, Venturi (1995, p.4) em Complexidade e Contradição em 
Arquitetura ao enunciar que “A tendencia dos arquitetos modernos ortodoxos tem sido 
reconhecer as complexidades de maneira insuficiente ou inconsistente”, assim “com raras 
exceções, os arquitetos modernos evitavam ambiguidades” enfatizando o caráter totalizador e 
simplificador do modernismo não parece se referir aos exemplares levantados na pesquisa. 
Sendo projetados conscientemente ou não quanto a essa dimensão, os edifícios modernistas 
de Belo Horizonte se apresentam suficientemente incoerentes e caricatos, assim, aceitando e 
reconhecendo as complexidades e contradições inerentes à vida moderna, ao mesmo tempo 
que não assumem integralmente o caráter purista moderno. Desse modo o nosso modernismo, 
no Brasil e principalmente em Belo Horizonte, foi (e é) popular justamente por ser menos 
moderno, o que, em hipótese alguma, o faz inferior e menos digno de estudos e de 
preservação. Pelo contrário, o torna único e, dessa forma, relevante em sua própria linguagem. 
 
204 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Esse estudo buscou analisar a arquitetura modernista do hipercentro de Belo Horizonte 
para além dos exemplares notórios e extraordinários, evidenciando a arquitetura costumeira e 
o conjunto arquitetônico. Considerando que a arquitetura é uma construção sócio-histórica, a 
expressão dos valores e desejos de um povo, buscou-se compreender a relação da população 
com a cidade edificada sob a luz dos conceitos de “modernismo popular” e “modernismo de 
fachada” evidenciando, assim, as contradições entre tradição e modernidade. 
Tendo em vista a escassa produção sobre a arquitetura de Belo Horizonte, para além das 
obras monumentais e dos arquitetos de renome, esse trabalho propôs ampliar o debate sobre a 
arquitetura moderna e costumeira da cidade, contribuindo com pesquisas anteriores como a de 
Passos (1998) e as de Lara (2002, 2005a e 2005b). Dessa forma, valoriza manifestações 
arquitetônicas pouco reconhecidas, contribuindo para a construção da história da cidade e, 
consequentemente, para a construção de uma identidade local. O objetivo desse trabalho foi 
compreender a relação entre o espaço edificado e seus aspectos simbólicos com os valores da 
sociedade, a partir da análise da arquitetura modernista das décadas de 1950 e 60 no 
hipercentro de Belo Horizonte. 
Com isso foi possível responder ao questionamento levantado sobre a relação 
contraditória entre a modernidade e tradição em Belo Horizonte e sua população. Foram 
mapeados 432 edifícios que apresentam características modernistas dentro do recorte espacial 
estabelecido. Em todos eles, em menor ou maior intensidade, o léxico dos grandes arquitetos 
do movimento moderno foi observado. Entretanto, notou-se que grande parte dos edifícios 
levantados se apropriam do repertório formal modernista, mas o desvincula do seu sentido 
original, reduzindo elementos de caráter funcional a expressões estéticas. 
Dessa forma, aferimos que a arquitetura modernista em Belo Horizonte não rompe 
totalmente com a tradição arquitetônica. A relação entre interior e exterior dos edifícios se 
apresenta, muitas vezes, de maneira contraditória, havendo uma fachada moderna encobrindo 
uma distribuição espacial convencional. Além disso, apesar da abolição da ornamentação 
historicista, observou-se a aplicação de elementos arquitetônicos próprios do modernismo 
ignorando suas funções práticas, conferindo-lhes um caráter ornamental. 
A arquitetura é historicamente usada como suporte para a ornamentação objetivando 
transmitir uma mensagem tendo, assim, a função de expressão. Contudo, o movimento 
moderno na arquitetura rompeu com essa prática de modo que a própria arquitetura se tornou 
uma imagem, não mais o suporte. Entretanto, os edifícios analisados, apesar da aparência 
 
205 
moderna, ainda são usados como suporte para a ornamentação, porém uma ornamentação que 
simula o repertório formal modernista. Dessa forma, fica evidente o desejo pela expressão de 
modernidade, mesmo que a modernidade ainda não tenha sido plenamente introduzida no 
cotidiano e nas relações interpessoais da população. 
Como limitação desse estudo destaca-se a impossibilidade de elaboração do banco de 
dados de maneira definitiva tendo em vista a dificuldade de identificação das obras dentro do 
estilo e do recorte temporal proposto. Um dos principais dificultadores dessa identificação é o 
processo de descaracterização da arquitetura; além disso, a grande maioria das obras não são 
contempladas na bibliografia, impossibilitando, assim, a identificação do período de projeto e 
da autoria, sendo que por limitação de tempo, também não foi possível fazer a busca 
documental no APCBH de todas as obras. 
Tendo em vista que nenhum conhecimento se finda, recomenda-se o aprofundamento 
nos estudos sobre a arquitetura moderna de Belo Horizonte, deixando como contribuição o 
banco de dados elaborado e os desenhos arquitetônicos buscados que podem servir de ponto 
de partida para novos estudos. Por fim, sugerimos pesquisas sobre um arquiteto ou uma 
tipologia específicos, sendo possível, dessa forma, fazer uma abordagem mais apurada sobre 
cada uma das obras e, consequentemente, uma análise mais objetiva e aprofundada. 
 
 
206 
7 REFERÊNCIAS 
1 AFONSO, Alcilia. Raul de Lagos Cirne. A presença mineira na arquitetura piauiense. 1971-1975. Fortaleza: 
Anais do 5º Seminário Docomomo Norte nordeste. UFCE. 2014. Disponível em: 
https://docomomoceara.wixsite.com/docomomoceara/eixo-a. Acesso em: 01 maio 2022. 
2 ALVES, Taís Maria Peixoto. Razões da tradição: O papel do precedente na concepção arquitetônica de 
Lucio Costa. Orientador: Rogerio de Castro Oliveira. 2011. Tese (Doutorado) - Faculdade de Arquitetura, 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, XXX. Disponível em: 
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/36817. Acesso em: 19 maio 2021. 
3 ARQBH. Belo Horizonte, [s.d.]. Disponível em: http://www.arqbh.com.br/. Acesso em: 17 abr. 2022. 
4 ARQUITETOS MINEIROS. Arquiteto Tarcísio Silva. 04 jan, 2012. Facebook: Arquitetos-Mineiros-
109854889121509. Disponível em 
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=165116020262062&id=109854889121509&locale=pt_BR. Acesso em: 17 abr. 2022. 
5 BELO HORIZONTE. Decreto nº 30, de 1 de agosto de 1938. Modifica os Artigos 64 E 303 do 
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Figura 20: KON, Nelson. [Sem título]. S.d. Disponível em: http://www.nelsonkon.com.br/mes/. Acesso em: 18 
mai. 2021. 
Figura 21: KON, Nelson. [Sem título]. S.d. Disponível em: http://www.nelsonkon.com.br/mes/. Acesso em: 18 
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Figura 23: Acervo Gilda Saavedra apud Casas Brasileiras. Fachada Nordeste. [s.d.]. Disponível em: 
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Figura 24: KON, Nelson. [Sem título]. S.d. Disponível em: http://www.nelsonkon.com.br/parque-guinle/. 
Acesso em: 19 mai. 2021. 
Figura 25: KON, Nelson. [Sem título]. S.d. Disponível em: http://www.nelsonkon.com.br/parque-guinle/. 
Acesso em: 19 mai. 2021. 
Figura 26: LABORATÓRIO DE FOTODOCUMENTAÇÃO SYLVIO DE VASCONCELLOS apud BICALHO 
e ARAÚJO. [Sem título]. 2015. 
Figura 27: DIPC apud BICALHO e ARAÚJO. [Sem título]. 2015. 
Figura 28: DIPC apud BICALHO e ARAÚJO. [Sem título]. 2015. 
Figura 29: DIPC apud BICALHO e ARAÚJO. [Sem título]. 2015. 
Figura 30: PINHEIRO, Rafael Lemieszek. Cine Belas Artes (originalmente sede do DCE da UFMG). Projeto 
de Sylvio de Vasconcellos. 1953. 2016. Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cine_Belas_Artes.jpg. Acesso em: 22 abr. 2021. 
Figura 31: HANSEN, Eugenio. Igreja Metodista Izabela Hendrix, Belo Horizonte, Brasil. 2010. Disponível 
em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Igreja_Metodista_Izabela_Hendrix,_Belo_Horizonte,_Brasil.JPG. 
Acesso em: 22 abr. 2021. 
Figura 32: OLIVEIRA, Hugo Martins. MAPE. 2015. 
Figura 33: Comissão Construtora de Belo Horizonte. Planta Geral da Cidade de Minas. 1895. Acervo do 
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213 
Figura 34: Autor desconhecido. Secretarias. [s.d.]. Acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. Disponível em: 
http://www.comissaoconstrutora.pbh.gov.br/exe_dados_documento.php?intCodigoDoc=CCALB01%20056&str
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Figura 35: PINTO, Raimundo Alves. Prédio da Secretaria da Educação em construção. [s.d.]. Acervo do 
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Figura 36: Autor desconhecido. Detalhes da fachada principal Escola Estadual Pedro II. [s.d.]. Iepha. 
Disponível em: http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-
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Figura 37: Autor desconhecido. Viaduto Santa Tereza após sua inauguração. [s.d.]. Acervo do Arquivo 
Público Mineiro. Disponível em: http://curraldelrei.blogspot.com/2010/07/os-anos-1920-e-o-inicio-da-
remodelacao.html. Acesso em: 23 mai. 2021. 
Figura 38: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Ibaté. 2022. 
Figura 39: MACEDO, Tiago. Hotel Madrid. 2012. Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hotel_Madrid_-_panoramio.jpg. Acesso em: 23 mai. 2021. 
Figura 40: Quanto tempo dura um bairro. [Sem título]. 2020. Disponível em: 
https://www.facebook.com/quantobairro/photos/a.113661253365348/364241081640696/. Acesso em: 23 mai. 
2021. 
Figura 41: Oliveira, Hugo Martins. Edifício Acaiaca. 2014. 
Figura 42: Oliveira, Hugo Martins. Edifício Chagas Dória. 2022. 
Figura 43: Autor desconhecido. Sem título. [s.d.]. Disponível em: https://blog.redebatista.edu.br/diario-do-
comercio-colegio-batista-abre-unidade-em-nova-lima/. Acesso em: 23 mai. 2021. 
Figura 44: Oliveira, Hugo Martins. Edifício Itatiaia. 2019. 
Figura 45: Oliveira, Hugo Martins. Museu de Arte da Pampulha. 2019. 
Figura 46: LUCASVINIROSA. Iate Tênis Clube. 2019. Fotografia. Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Iate_tenis_clube_bh.jpg.Acesso em: 23 mai. 2021. 
Figura 47: OLIVEIRA, Hugo Martins. Casa do Baile. 2014. 
Figura 48: OLIVEIRA, Hugo Martins. Igreja de São Francisco de Assis. 2014. 
Figura 49: OLIVEIRA, Hugo Martins. Casa JK. 2019. 
Figura 50: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício JK. 2014. 
Figura 51: OLIVEIRA, Hugo Martins. Sede do BEMGE. 2015. 
Figura 52: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Niemeyer. 2014. 
Figura 53: Stamen Maps, adaptado pelo autor. Mapa dos edifícios modernistas no hipercentro de Belo 
Horizonte. 2022. 
 
214 
Figura 54: Stamen Maps, adaptado pelo autor. Mapa de altimetria das edificações levantadas. 2022. 
Figura 55: Stamen Maps, adaptado pelo autor. Mapa de usos das edificações levantadas. 2022. 
Figura 56: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Pilar. 2021. 
Figura 57: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nossa Senhora de Lourdes. 2022. 
Figura 58: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 59: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 60: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Maria Inez. 2022. 
Figura 61: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Maria Inez. 2022. 
Figura 62: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Esther. 2022. 
Figura 63: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Esther. 2022. 
Figura 64: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua Espirito Santo, 238. 2022. 
Figura 65: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Mantiqueira. 2019. 
Figura 66: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Mantiqueira. 2022. 
Figura 67: OLIVEIRA, Hugo Martins. Praça Sete. 2022. 
Figura 68: OLIVEIRA, Hugo Martins. Banco da Lavoura. 2021. 
Figura 69: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tupigua. 2022. 
Figura 70: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tupigua. 2022. 
Figura 71: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nossa Senhora de Lourdes. 2022. 
Figura 72: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua Guaicurus, 481. 2022. 
Figura 73: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua dos Tamoios, 523. 2022. 
Figura 74: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua São Paulo com Guaicurus. 2022. 
Figura 75: OLIVEIRA, Hugo Martins. Hotel Magnata. 2022. 
Figura 76: OLIVEIRA, Hugo Martins. Hotel Real Park. 2022. 
Figura 77: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Francisco Cardoso. 2022. 
Figura 78: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Francisco Cardoso. 2022. 
Figura 79: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Solar. 2019. 
 
215 
Figura 80: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Solar. 2019. 
Figura 81: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Pilar. 2022. 
Figura 82: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Hazan. 2022. 
Figura 83: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Marcelo Líbano. 2022. 
Figura 84: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nicolina Teixeira. 2022. 
Figura 85: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rochedo. 2022. 
Figura 86: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Maletta. 2022. 
Figura 87: OLIVEIRA, Hugo Martins. Mercado Central. 2022. 
Figura 88: OLIVEIRA, Hugo Martins. Mercado Novo. 2022. 
Figura 89: OLIVEIRA, Hugo Martins. Faculdade de Direito. 2022. 
Figura 90: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício São Luiz. 2022. 
Figura 91: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício São Luiz. 2022. 
Figura 92: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Brasília. 2022. 
Figura 93: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Brasília. 2022. 
Figura 94: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Wanda Maria. 2022. 
Figura 95: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Wanda Maria. 2022. 
Figura 96: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Florença. 2022. 
Figura 97: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Florença. 2022. 
Figura 98: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Palácio Tiradentes. 2022. 
Figura 99: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Palácio Tiradentes. 2022. 
Figura 100: OLIVEIRA, Hugo Martins. Banco Mercantil do Brasil. 2021. 
Figura 101: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Minas Oeste. 2021. 
Figura 102: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Trianon. 2021. 
Figura 103: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Trianon. 2021. 
Figura 104: OLIVEIRA, Hugo Martins. BEMGE. 2021. 
Figura 105: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua dos Guaranis, 311. 2021. 
 
216 
Figura 106: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Eliza Levy. 2021. 
Figura 107: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Eliza Levy. 2021. 
Figura 108: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Claudionor Ferreira Pinto. 2021. 
Figura 109: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Claudionor Ferreira Pinto. 2021. 
Figura 110: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua Rio Grande do Sul, 320. 2021. 
Figura 111: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua Rio Grande do Sul, 320. 2021. 
Figura 112: OLIVEIRA, Hugo Martins. Avenida Paraná, 214. 2021. 
Figura 113: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 114: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 115: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rotary. 2012. 
Figura 116: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rotary. 2015. 
Figura 117: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nossa Senhora de Fatima. 2015. 
Figura 118: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Baalbeck. 2015. 
Figura 119: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua dos Tupinambás, 1069. 2015. 
Figura 120: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Victor Purri. 2019. 
Figura 121: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Miraci. 2022. 
Figura 122: OLIVEIRA, Hugo Martins. Escola de Engenharia da UFMG. 2022. 
Figura 123: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Helena Passig. 2015. 
Figura 124: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bady Salum. 2015. 
Figura 125: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Codó. 2022. 
Figura 126: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Cidade de Belo Horizonte. 2016. 
Figura 127: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Sobrado. 2022. 
Figura 128: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bradesco. 2022. 
Figura 129: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bradesco. 2022. 
Figura 130: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Mercantil. 2022. 
Figura 131: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Mercantil. 2022. 
 
217 
Figura 132: OLIVEIRA, Hugo Martins. Avenida Olegário Maciel, 591. 2022. 
Figura 133: OLIVEIRA, Hugo Martins. Hotel Serrana Palace. 2022. 
Figura 134: OLIVEIRA, Hugo Martins. Hotel Serrana Palace. 2022. 
Figura 135: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Francisco Cardoso. 2022. 
Figura 136: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Levy Coelho da Rocha. 2022. 
Figura 137: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício João Gomes. 2022. 
Figura 138: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício João Gomes. 2015. 
Figura 139: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Topázio. 2022. 
Figura 140: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Topázio. 2022. 
Figura 141: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Ceci. 2022. 
Figura 142: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua Espírito Santo, 221. 2022. 
Figura 143: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Juiz de Fora. 2022. 
Figura 144: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Juiz de Fora. 2022. 
Figura 145: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Príncipe de Gales. 2022. 
Figura 146: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Príncipe de Gales. 2022. 
Figura 147: OLIVEIRA, Hugo Martins. Rua dos Caetés, 395. 2022. 
Figura 148: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rio Tapajós. 2022. 
Figura 149: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rio Tapajós. 2022. 
Figura 150: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Coimbra. 2022. 
Figura 151: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Coimbra. 2022. 
Figura 152: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 153: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 154: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Avenida. 2022. 
Figura 155: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Avenida. 2022. 
Figura 156: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rozen. 2022. 
Figura 157: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Rozen. 2022. 
 
218 
Figura 158: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nereu de Almeida. 2022. 
Figura 159: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nereu de Almeida. 2022. 
Figura 160: OLIVEIRA, Hugo Martins. Centro da Comunidade Luso Brasileira. 2022. 
Figura 161: OLIVEIRA, Hugo Martins. Centro da Comunidade Luso Brasileira. 2022. 
Figura 162: OLIVEIRA, Hugo Martins. Avenida Olegário Maciel, 358. 2022. 
Figura 163: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Soberano. 2022. 
Figura 164: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Ferreira Leite. 2022. 
Figura 165: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Araguaia. 2022. 
Figura 166: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Araguaia. 2022. 
Figura 167: OLIVEIRA,Hugo Martins. Banco Nacional. 2019. 
Figura 168: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Nossa Senhora de Fatima. 2019. 
Figura 169: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Monica. 2022. 
Figura 170: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Monica. 2022. 
Figura 171: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Jardim. 2022. 
Figura 172: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Jardim. 2022. 
Figura 173: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 174: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 175: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 176: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 177: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 178: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 179: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 180: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Tunísia. 2022. 
Figura 181: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta de Situação e Orientação. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 182: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta de Locação. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 183: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta do Subsolo. 1957. Acervo do APCBH. 
 
219 
Figura 184: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta Lojas. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 185: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta Sobrelojas. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 186: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta 2º Pavimento. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 187: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta Pavimento Tipo. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 188: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta 10º Pavimento. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 189: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Planta 11º Pavimento. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 190: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Telhado. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 191: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Cortes. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 192: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Gabarito. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 193: SILVA, Tarcísio. Edifício Tunísia: Fachada. 1957. Acervo do APCBH. 
Figura 194: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 195: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 196: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 197: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 198: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 199: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 200: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Santa Rita. 2022. 
Figura 201: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Planta de Locação. 1951. 
Figura 202: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Planta 1º Pavimento. 1951. 
Figura 203 OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Planta Parte do 2º Pavimento. 1951. 
Figura 204: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Planta Parte do 2º Pavimento. 1951. 
Figura 205: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Diagrama de Telhado. 1951. 
Figura 206: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Corte AB. 1951. 
 
220 
Figura 207: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Corte CD. 1951. 
Figura 208: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Corte EF. 1951. 
Figura 209: OLIVEIRA, Francisco Salomé de. Edifício Santa Rita: Fachada. 1951. 
Figura 210: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 211: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 212: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 213: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 214: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 215: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 216: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 217: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 218: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Contagem. 2022. 
Figura 219: SANTOS, Angilberto Sabino. Edifício Contagem: Implantação. 1959. Acervo do APCBH. 
Figura 220: SANTOS, Angilberto Sabino. Edifício Contagem: Planta Pavimento Tipo. 1959. Acervo do 
APCBH. 
Figura 221: SANTOS, Angilberto Sabino. Edifício Contagem: Corte. 1959. Acervo do APCBH. 
Figura 222: SANTOS, Angilberto Sabino. Edifício Contagem: Gabarito. 1959. Acervo do APCBH. 
Figura 223: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2019. 
Figura 224: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2019. 
Figura 225: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2022. 
Figura 226: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2022. 
Figura 227: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2022. 
Figura 228: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2022. 
Figura 229: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2022. 
Figura 230: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Bom Destino. 2022. 
Figura 231: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta de Situação e 
Orientação. 1953. Acervo do APCBH. 
 
221 
Figura 232: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta 1º 
Pavimento. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 233: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta Sobreloja. 
1953. Acervo do APCBH. 
Figura 234: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta Subsolo. 
1953. Acervo do APCBH. 
Figura 235: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta Pavimento 
Tipo. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 236: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta 13º 
Pavimento. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 237: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta 14º 
Pavimento. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 238: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta Casa de 
Máquinas e Caixa dÁgua. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 239: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Planta da Cobertura. 
1953. Acervo do APCBH. 
Figura 240: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Corte GH. 1953. 
Acervo do APCBH. 
Figura 241: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Corte AB. 1953. 
Acervo do APCBH. 
Figura 242: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Corte CD. 1953. 
Acervo do APCBH. 
Figura 243: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Fachada Rua dos 
Goitacazes. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 244: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Fachada Rua da 
Bahia. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 245: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Croqui do Conjunto 
Rua da Bahia. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 246: CIRNE, Raul de Lagos; SANTIAGO, Luciano Alfredo. Edifício Bom Destino: Croqui do Conjunto 
Rua da os Goitacazes. 1953. Acervo do APCBH. 
Figura 247: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 248: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 249: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 250: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 251: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
 
222 
Figura 252: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 253: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 254: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Josephina. 2022. 
Figura 255: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Planta de Situação e Orientação. 1954. Acervo do 
APCBH. 
Figura 256: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Planta 1º Pavimento. 1954. Acervo do APCBH. 
Figura 257: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Planta Sobreloja. 1954. Acervo do APCBH. 
Figura 258: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Planta dos 2º e 3º Pavimentos. 1954. Acervo do 
APCBH. 
Figura 259: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Diagrama de Cobertura. 1954. Acervo do APCBH. 
Figura 260: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: CorteAB. 1954. Acervo do APCBH. 
Figura 261: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Corte CD. 1954. Acervo do APCBH. 
Figura 262: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Fachada Praça Raul Soares. 1954. Acervo do 
APCBH. 
Figura 263: ANDRADE, Gilberto C.. Edifício Josephina: Fachada Rua Santa Catarina. 1954. Acervo do 
APCBH. 
Figura 264: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 265: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 266: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 267: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 268: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 269: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 270: OLIVEIRA, Hugo Martins. Edifício Farinha. 2022. 
Figura 271: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta de Situação e Orientação. 1962. Acervo do 
APCBH. 
Figura 272: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta 1º Pavimento. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 273: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta do 2º ao 6º Pavimento. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 274: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta do 7º ao 12º Pavimento. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 275: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta do 13º Pavimento. 1962. Acervo do APCBH. 
 
223 
Figura 276: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta do 14º Pavimento. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 277: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Planta da Cobertura. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 278: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Corte AA. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 279: RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Corte BB. 1962. Acervo do APCBH. 
Figura 280:RIOS, Hilmar Toscano. Edifício Farinha: Gabarito. 1962. Acervo do APCBH. 
 
224 
9 APÊNDICE I – TABELA LEVANTAMENTO DE EDIFICAÇÕES MODERNISTAS 
 
Nome Endereço Arquitetos Ano Uso Altimetria Janela 
em fita 
Pano de 
vidro 
Brise Pilotis Cobogó Moldura Friso 
horizontal 
Friso 
vertical 
Marquise / 
Laje 
Marquise / 
Laje vazada 
Formas 
curvas 
Volume em 
projeção sobre a via 
Cobertura Pastilha Revestimentos 
cerâmicos 
Afastamento 
frontal 
Afastamento 
lateral 
Outros 
Othon Palace Hotel Avenida Afonso Pena, 
1050 
Raul de Lagos Cirne; 
Luciano A. Santiago 
(NORONHA, 2001) 
1969 - 1978 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não Terraço 
Palacio da Fazenda 
(Receita Federal e 
Ministério da 
Fazenda) 
Avenida Afonso Pena, 
1316 
Maria Laura Pinheiro e 
divisão de obras do 
Ministério da Fazenda 
(NORONHA, 2001) 
1969 
(NORONHA, 
2001) 
Institucional Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria 
Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício São José Avenida Afonso Pena, 
1456 
Não identificado 1956 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Banlavoura Avenida Afonso Pena, 
1500 
Álvaro Vital Brazil 
(BRAZIL, 1986) 
1963 (BRAZIL, 
1986) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Integro Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Pilar Avenida Afonso Pena, 
1626 
Geraldo Ferreira Lima 
(NORONHA, 2001) 
1961 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Sim Não Não Recuo 
vedado com 
cobogó 
Sim Pavimento Sim Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Mesbla Avenida Afonso Pena, 
262 
Ibsen Rocha Villaça 
(NORONHA, 2001) 
1963 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Vertical 
fachadas leste 
e nordeste 
Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Afonso Pena, 
323 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Afonso Pena, 
328 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não Janela de canto 
Não identificado Avenida Afonso Pena, 
362 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Sim Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
ACMinas Avenida Afonso Pena, 
372 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Sim Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Cine Royal Avenida Afonso Pena, 
381 
Oty da Costa Lage 
(NORONHA, 2001) 
1949 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Sim Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não Volume inclinado 
Não identificado Avenida Afonso Pena, 
550 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Vertical 
fachada 
nordeste 
Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Não Terraço 
Edifício Antônio 
Braga 
Avenida Afonso Pena, 
578 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Não Sim Varanda Não Não Varanda galeria Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Clemente 
Faria / Banco da 
Lavoura 
Avenida Afonso Pena, 
726 
Álvaro Vital Brazil 
(CASTRIOTA, 2013) 
1951 
(CASTRIOTA, 
2013) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Vertical 
fachada oeste 
Não Não Pavimento Não Não Entrada Não Sim Não Embutido Sim Não Não Não Escultura 
Edifício Balbina 
Camila de Araújo 
Avenida Afonso Pena, 
738 
Não identificado 1967 (Fundação 
Balbina Camila 
de Araújo, [s.d.]) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Super 
Building Valente 
Avenida Afonso Pena, 
748 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Grelha Sim Não Varanda Não Sim Varanda galeria Embutido Sim Não Não Não Escalonamento 
Não identificado Avenida Afonso Pena, 
749 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Sim NSA 
 
225 
(varanda) 
Edifício Previminas Avenida Alvares 
Cabral, 200 
Geraldo Ferreira Lima 
(ARQBH) 
1970 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Vertical 
fachadas 
sudeste, 
nordeste e 
noroeste 
Recuo 
vedado com 
vidro 
Não Não Sim Não Não Não Não Volume Embutido Não Não Sim Não NSA 
Edifício Mario 
Magalhaes 
Avenida Alvares 
Cabral, 217 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Duarte Avenida Alvares 
Cabral, 361 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Amazonas Avenida Amazonas, 
100 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Sim Não Não Não Prédio Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Paris Avenida Amazonas, 
1044 
Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1958 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Não Sim Prédio Não Não 1 pavimento Não Sim Volume Embutido Sim Não Não Não Escalonamento 
Galeria São Vicente Avenida Amazonas, 
1049 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Sim Varanda galeria Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Leblon Avenida Amazonas, 
1054 
Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugado 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Caxias Avenida Amazonas, 
115 
Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1960 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não Varanda Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Codó AvenidaAmazonas, 
135 
Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1955 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Vertical 
fachada 
noroeste 
Recuo grande 
vedado com 
alvenaria e 
esquadria 
Não Não Não Não Varanda Não Sim Varanda Embutido Sim Não Não Não Varanda rasgo 
Edifício Bradesco Avenida Amazonas, 
298 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não Terraço; 
Escalonamento 
Edifício Londres Avenida Amazonas, 
311 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Pavimento Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Belbanco Avenida Amazonas, 
314 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Marena Avenida Amazonas, 61 Eurípedes Santos 
Zumpano 
(RODRIGUES, 2007) 
1959 
(RODRIGUES, 
2007) 
Misto Alto Não Não Não Não Sim Não Não Não Varanda Não Sim Varanda galeria; 
varanda; volume e 
varanda conjugado 
Embutido Sim Não Não Não Escalonamento 
Edifício Gauguin Avenida Amazonas, 
641 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Horizontal 
fachada 
noroeste 
Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Suzette Saul 
Mirai 
Avenida Amazonas, 
669 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Lourdes Avenida Amazonas, 
699 
Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1962 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Amazonia Avenida Amazonas, 
713 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
 
226 
Edifício Levy Avenida Amazonas, 
718 
Tarciso Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1958 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
Não Não Varanda; Volume e 
varanda conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Cidade de 
Belo Horizonte 
Avenida Amazonas, 
885 
Hélio Marques Gontijo 
(NORONHA, 2001) 
1962 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Galeria Não Janela Sim Não Varanda Não Sim Varanda galeria Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Felício 
Rocho 
Avenida Andradas, 326 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Não identificado Avenida Andradas, 344 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Central Avenida Andradas, 367 Mardonio Santos 
Guimaraes 
(NORONHA, 2001) 
1962 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Galeria Não Não Não Não Não Não Não Varanda galeria Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Araguaia Avenida Augusto de 
Lima, 134 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Janela; 
Grelha 
Não Sim Varanda Não Não Varanda Embutido Não Não Parcial Não Janelas não 
alinhadas 
Edifício Ambassador Avenida Augusto de 
Lima, 152 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício São Bento Avenida Augusto de 
Lima, 170 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Galeria Não Grelha; 
janela 
Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Arcangelo 
Maletta 
Avenida Augusto de 
Lima, 245 
Oswaldo Santa Cruz 
Nery (NORONHA, 
2001) 
1958 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Galeria Não Grelha Não Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Sim Não Não Não Escalonamento 
Edifício Avenida 
Augusto de Lima 
Avenida Augusto de 
Lima, 263 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
horizontalmente 
Hotel del Rei Avenida Augusto de 
Lima, 30 
Raul de Lagos Cirne; 
Luciano Santiago 
(ARQBH) 
1961 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Vedado com 
vidro 
Não Prédio Sim Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não Pergolado 
Edifício Claudionor 
Ferreira Pinto 
Avenida Augusto de 
Lima, 345 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Vertical 
fachada norte 
Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Paraopeba Avenida Augusto de 
Lima, 361 
Oswaldo Santa Cruz 
Nery (NORONHA, 
2001) 
1953 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
esquadria 
Não Janela Sim Não 1 e ultimo 
pavimento 
Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Robertão Avenida Augusto de 
Lima, 385 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Integro Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Marcelo 
Líbano 
Avenida Augusto de 
Lima, 444 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
esquadria e 
vidro 
Não Grelha Não Não Não Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Argélia Avenida Augusto de 
Lima, 46 
Tarcísio Silva 
(NORONHA, 2001) 
1957 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Integro Sim Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume; Varanda Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Esther Avenida Augusto de 
Lima, 463 
Raul de Lagos Cirne; 
Luciano Alfredo 
Santiago (PASSOS, 
1998) 
1959 (PASSOS, 
1998) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Sim Sim Sequentes Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Carmelita Avenida Augusto de Eduardo Mendes 1956 Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Não Não Não Continuação da viga 
 
227 
Lima, 468 Guimaraes Junior 
(NORONHA, 2001) 
(NORONHA, 
2001) 
das varandas 
Edifício Sobrado Avenida Augusto de 
Lima, 486 
Fernando de Oliveira 
Graça; Nelson de 
Couto; Silva Marques 
Lisboa (NORONHA, 
2001) 
1962 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Sim Não Sim Não Não Não Não Varanda galeria Embutido Sim Não Não Não Escalonamento; 
Terraço; Pergolado 
Edifício Ouro Verde Avenida Augusto de 
Lima, 527 
Não identificado Não identificado Misto Alto Sim Não Não Recuo grande 
vedado com 
vidro 
Não Prédio Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Augusto de 
Lima, 552 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Augusto de 
Lima, 566 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Augusto de 
Lima, 580 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Nossa 
Senhora de Lourdes 
Avenida Augusto de 
Lima, 609 
Hélio Ferreira Pinto 1955 Residencial Alto Sim Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria e 
vidro 
Não Pavimento Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Augusto de 
Lima, 695 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Mercado Central Avenida Augusto de 
Lima, 744 
Marcio Gomes dos 
Santos (ARQBH) 
1967 (ARQBH)Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Sim Grelha Não Não Não Não Sim Não Metálico 
Arqueado 
Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Pignataro Avenida Augusto de 
Lima, 869 
Henri Friedlaender 1957 Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Oval Não Volume; varanda Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Bias Fortes, 
1526 - 1650 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Contorno 
11144 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida do Contorno, 
11190 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
vertical 
Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
Não Não Não Embutido Não Não Não Não Relógio 
Edifício Álvaro da 
Silveira (Escola de 
Engenharia da 
UFMG) 
Avenida do Contorno, 
842 
Não identificado 1965 Institucional Alto Sim Não Não Não Não Não Não Sim Sequentes Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Faculdade de Direito 
da UFMG 
Avenida João Pinheiro, 
100 
Oswaldo Santa Cruz 
Nery; Décio Machado; 
Rodrigo Moreira 
(ARQBH) 
1958 - 1960 
(ARQBH) 
Institucional Alto Sim Sim Não Recuo 
vedado com 
vidro 
Sim Não Não Sim Não Não Não Não Embutido Sim Sim Sim Sim Terraço; Mosaico 
Edifício Joao 
Pinheiro 
Avenida João Pinheiro, 
146 
Nelson Marques 
Lisboa; Fernando 
Graça; Flávio Almada 
(ARQBH) 
1967 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Vertical 
fachada norte 
Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Windsor Avenida Joao Pinheiro, 
39 
 Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Varanda galeria Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Solar Avenida João Pinheiro, 
85 
Ulpiano Nunes Muniz 
(NORONHA, 2001) 
1955 
(NORONHA, 
2001) 
Residencial Alto Sim Não Não Integro Sim Não Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Sim Parcial Não Pilares de formas 
não convencionais 
 
228 
Hotel São Cristóvão Avenida Oiapoque, 
284 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 113 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 151 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Brasília Palace Avenida Olegário 
Maciel, 157 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Rio 
Solimões 
Avenida Olegário 
Maciel, 274 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Jardineira Embutido Não Não Não Escalonado Terraço; Pergolado; 
Escalonamento 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 283 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Prédio Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Gmatos Avenida Olegário 
Maciel, 320 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 341 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 358 
Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 405 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Real Park Avenida Olegário 
Maciel, 421 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 441 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Jose Costa Avenida Olegário 
Maciel, 516 
Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Uma das 
laterais 
NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 591 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Vara da Infância e da 
Juventude do TJ 
Avenida Olegário 
Maciel, 600 
Não identificado Não identificado Institucional Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
horizontalmente 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 70 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Mercado Novo Avenida Olegário 
Maciel, 742 
Fernando Graça; 
Sandoval Azevedo 
Filho (ARQBH) 
1962 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Sim Não Não Sim Não Não Não Não Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Olegário 
Maciel, 810 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha 
baixo 
relevo 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 12 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 214 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Vertical 
fachada leste 
Não Não Pavimento Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 219 Não identificado Não identificado Comercio / Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
229 
Serviço 
Não identificado Avenida Paraná, 236 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 301 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 344 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Roma Avenida Paraná, 466 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Sim Prédio Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 477 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Vertical 
fachada oeste 
Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 482 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Sim Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Capemi Avenida Paraná, 485 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não NãoEmbutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 514 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Sim Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 577 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não Varanda Não Não Volume; Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Paraná, 75 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 208 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio; 
conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Esplanada Avenida Santos 
Dumont, 304 
Raimundo Lacerda 1960 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados; Volume 
Embutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 307 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Janela grade 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 334 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 364 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Junta Comercial do 
Estado de Minas 
Gerais 
Avenida Santos 
Dumont, 380 
Não identificado Não identificado Institucional Alto Não Sim Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Passarela ligando 
blocos 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 390 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 406 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 436 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido 
inclinado 
Não Não Não Não NSA 
Shopping Popular 
Caetés 
Avenida Santos 
Dumont, 443 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 474 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 482 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
230 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 487 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 503 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 535 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 574 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 609 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Pilares de seção 
circular entre janelas 
Não identificado Avenida Santos 
Dumont, 612 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Galeria do 
Comercio 
Avenida Santos 
Dumont, 664 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Galeria Não Não Não Não Ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Sim Varanda galeria Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Medeiros 
Cruz 
Praça Levi Coelho da 
Rocha, 9 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Sim Pavimento Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Josephina Praça Raul Soares, 22 Gilberto C. Andrade 1954 Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Sim Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Sorrento Praça Raul Soares, 354 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
 Praça Raul Soares, 441 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Rodoviária Praça Rio Branco, 100 Walter Machado; 
Fernando Graça; 
Francisco Espírito 
Santo; Luciano Passini, 
Suzy de Mello, Mario 
Berti; Marina Wasner; 
Ronaldo Mazotti; Raul 
Cunha; Mardônio 
Guimarães (ARQBH) 
1957 - 1971 
(ARQBH) 
Institucional Médio Não Sim Não Recuo 
vedado com 
vidro 
Não Janela Não Não Não Não Não Não Concreto Não Sim Sim Sim Beiral 
Não identificado Rua Aarão Reis, 490 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Aarão Reis, 504; 
Avenida Andradas, 479 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Aarão Reis, 528; 
Avenida Andradas, 485 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Sim Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Mauro 
Ferreira 
Rua Aarão Reis, 538; 
Avenida Andradas, 504 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Prédio Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Santa Fe Rua Acre, 134 Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1961 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Acre, 92 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim (alteração) Não Não NSA 
Edifício Adamian Rua Aimorés, 1820 Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Janela Não Não Não Não Não Volume triangular Embutido Sim Não Não Sim NSA 
 
231 
Edifício Santa Maria Rua Bahia 1010 e 1032 Luciano Alfredo 
Santiago; Raul de 
Lagos Cirne 
(NORONHA, 2001) 
1961 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não Sim Volume Embutido Não Não Parcial Uma das 
laterais 
Escalonamento; 
terraço 
Edifício Minas Oeste Rua Bahia, 1033 Álvaro Benício de 
Paiva Filho 
(NORONHA, 2001) 
1966 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Ipê Rua Bahia, 1054 Tarcísio Silva 
(RODRIGUES, 2007) 
1958 
(RODRIGUES, 
2007) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Vertical 
fachada leste 
Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício San RemoRua Bahia, 1176 Angilberto Sabino 
Santos (RODRIGUES, 
2007) 
1955 
(RODRIGUES, 
2007) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Augusto 
Costa 
Rua Bahia, 1320 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria, 
esquadria e 
vidro 
Não Não Não Não Não Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não Pilar V; Baixo 
relevo entre janelas 
horizontalmente 
Não identificado Rua Bahia, 1339 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Sim Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Adriana Rua Bahia, 1354 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Vedado com 
vidro e 
alvenaria e 
esquadria 
Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Sim Sim Não Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Edifício Rio Tapajós Rua Bahia, 325 Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1958 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento; 
sequentes 
Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Farinha Rua Bahia, 360 Hilmar Toscano Rios 1962 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Não Sequentes 
intercaladas 
Não Não Não Embutido Não Não Não Não Terraço; pergolado; 
Escalonamento 
Não identificado Rua Bahia, 451 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não 
Edifício Satélite Rua Bahia, 478 Paulo Mourão 
Monteiro 
(NORONHA, 2001) 
1958 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não Escalonamento 
Edifício Victor Purri Rua Bahia, 484 Paulo Mourão 
Monteiro 
(NORONHA, 2001) 
1963 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Sim Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Sim Não Não Escalonamento 
Edifício Amalia 
Taboada / Dom 
Oscar de Oliveira 
Rua Bahia, 504 Gilberto C. Andrade 
(RODRIGUES, 2007) 
1962 
(RODRIGUES, 
2007) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício São Lucas Rua Bahia, 573 Geraldo Ferreira Lima 
(RODRIGUES, 2007) 
1958 
(RODRIGUES, 
2007) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não Escalonamento 
Edifício Elepebe Rua Bahia, 583 Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Lisboa Rua Bahia, 603 Paulo Zukim 
Figueiredo Neves 
(RODRIGUES, 2007) 
1962 
(RODRIGUES, 
2007) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Sim Não Não NSA 
 
232 
Edifício Duque de 
Caxias 
Rua Bahia, 605 U. Muniz 
(RODRIGUES, 2007) 
1957 Misto Alto Não Não Não Galeria Sim Prédio Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Trianon Rua Bahia, 905 Não identificado 1960 
(RODRIGUES, 
2007) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Vertical 
fachada oeste 
Não Não Prédio; 
Janela 
Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Mercantil Rua Bahia, 924 Não identificado 1969 
(RODRIGUES, 
2007) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Rainha de 
Fatima 
Rua Bahia, 996 Não identificado 1954 
(RODRIGUES, 
2007) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não Ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 1042 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 1045 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio; 
Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 1056 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 129 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Sede INSS Rua Caetés, 331 Não identificado Não identificado Institucional Alto Sim Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 343 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Vertical 
fachada norte 
Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 375 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Frisos verticais 
inclinados 
Não identificado Rua Caetés, 395 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Sequentes Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Baalbeck Rua Caetés, 463 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 466 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Ceci Rua Caetés, 484 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 489 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 525 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Cartacho Rua Caetés, 530 Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1958 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Ambassy Rua Caetés, 633 Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
1967 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não Não Não Sim Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Excelsior Rua Caetés, 753 Ulpiano Nunes Muniz 
(NORONHA, 2001) 
1956 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Não Não Sim Sequentes Não Sim Não Embutido Não Sim Não Não Terraço 
Não identificado Rua Caetés, 917 Não identificado Não identificado Comercio / Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
233 
Serviço 
Edifício Salerno Rua Caetés, 920 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Caetés, 939 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não Frontão 
Edifício Barros de 
Ribeiro 
Rua Carijós, 106 Ulpiano Nunes Muniz 
(NORONHA, 2001) 
1956 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 1099 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Aurora Rua Carijós, 121 Alfeu Martini 
(NORONHA, 2001) 
1952 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Galeria Não Grelha Não Não 1 pavimentoNão Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Bolsa de 
Valores 
Rua Carijós, 126 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
vidro 
Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 138 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 173 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Joaquim de 
Paula 
Rua Carijós, 424 Ulpiano Nunes Muniz; 
Oswaldo Santa Cruz 
Nery (ARQBH) 
1955 - 1959 
(ARQBH) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Sim Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
horizontalmente 
Não identificado Rua Carijós, 55 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Nao Embutido Não Nao Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
verrticalmente com 
as janelas; 
Revestimento 
diferente guarda 
corpo 
Não identificado Rua Carijós, 550 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Sim Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
horizontalmente 
com as janelas 
Edifício Brasília Rua Carijós, 558 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Sim Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Nao Não Não NSA 
Edifício Ignacio 
Ballesteros 
Rua Carijós, 561 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 577 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 787 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não Janela de canto 
Edifício Felícia Rua Carijós, 826 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não Terraço 
Não identificado Rua Carijós, 866 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 90 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Sim Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Carijós, 952 Não identificado Não identificado Comercio / Médio Não Não Não Recuo grande Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
234 
Serviço vedado com 
esquadria 
Não identificado Rua Carijós, 960 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
esquadria 
Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Alberto H. 
Levy 
Rua Carijós, 980 Tarcísio Silva 1960 Misto Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Catetes, 409 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Janela de canto 
FEMETAL Minas Rua Curitiba, 1269 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Não Escalonamento; 
Terraço; Pergolado 
Não identificado Rua Curitiba, 130 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Curitiba, 1429 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
alvenaria e 
esquadria 
Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Shopping Xavantes Rua Curitiba, 149 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Indiana Rua Curitiba, 500 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Curitiba, 506 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Rua Curitiba, 580 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Cine Art Palacio Rua Curitiba, 601 Nicola Santolina 
(Original) 
1951 (CARLOS, 
2021) 
Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Juizado Especial 
Cível das Relações 
de Consumo 
Rua Curitiba, 632 Não identificado Não identificado Institucional Médio Não Sim Não Vedado com 
vidro 
Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício São João de 
Deus 
Rua Curitiba, 689 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Circular Não Não Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Sociedade 
Italiana de 
Beneficência e 
Mutuo Socorro 
Rua Curitiba, 705 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Sim Não Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Centro da 
Comunidade Luso 
Brasileira 
Rua Curitiba, 746 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Rozen Rua Curitiba, 778 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Sim 1 pavimento Oval Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Atlântico Rua Curitiba, 786 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Lopes 
Coelho 
Rua Curitiba, 815 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Prédio Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Não Embutido Sim Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
horizontalmente; 
Janela de canto 
Edifício Itacolomi Rua Curitiba, 862 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Retangular Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
 
235 
Não identificado Rua Curitiba, 922 Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugado 
Embutido Não Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
horizontalmente 
Não identificado Rua Curitiba, 987 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria e 
vidro 
Não Não Sim Não 1 pavimento; 
Sequentes 
Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
1001 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Marrocos Rua Espirito Santo, 
1025 
Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1954 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Galeria Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Anexo Imprensa 
oficial de Minas 
Rua Espirito Santo, 
1040 
Não identificado Não identificado InstitucionalTérreo Não Não Não Não Não Não Sim Sim Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Pio XII Rua Espirito Santo, 
1059 
Não identificado 1957 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Edificio Francisco 
Cardoso 
Rua Espirito Santo, 
1100 
Claudio Jorge Gomes 
de Souza (NORONHA, 
2001) 
1954 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Integro Não Prédio; 
Pavimento 
Não Não Não Não Sim Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Parcial Não Pilar V 
Edificio Benjamim 
Moss 
Rua Espirito Santo, 
1111 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Integro Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
1176 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
127 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
1300 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Prédio Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Curitiba Rua Espirito Santo, 
238 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal; 
Platibanda 
Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
221 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
237 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
307 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Helena 
Maria 
Rua Espirito Santo, 
250 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Terraço 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
287 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
295 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Arthur 
Guimaraes (Escola de 
Engenharia da 
UFMG) 
Rua Espirito Santo, 35 Não identificado 1953 
(NORONHA, 
2001) 
Institucional Alto Não Sim Não Integro Não Não Sim Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Sim Não Parcial Sim NSA 
 
236 
Edifício Pedro Dutra 
(Ministério da Saúde) 
Rua Espirito Santo, 
500 
Não identificado Não identificado Institucional Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
vidro 
Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Hercules Rua Espirito Santo, 
466 
Sandoval Azevedo 
(SILVA, 2011) 
1964 (SILVA, 
2011) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Vertical 
fachada 
noroeste 
Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não Terraço; 
Escalonamento 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
480 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
490 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Prédio Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Christiano 
Guimaraes / Banco 
Nacional 
Rua Espirito Santo, 
593 
Raul de Lagos Cirne; 
Luciano Alfredo 
Santiago (NORONHA, 
2001) 
1952 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Vertical 
fachada oeste 
Recuo 
vedado com 
alvenaria e 
esquadria 
Não Janela; 
Prédio 
Não Sim Não Não Sim Não Embutido; 
Abóbodas; 
Uma agua 
Sim Não Parcial Não NSA 
Edifício Eularino 
Teixeira 
Rua Espirito Santo, 
841 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Guanabara Rua Espirito Santo, 
616 
Tarcísio Silva 
(ARQBH) 
1954 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não Varanda rasgo 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
629 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
801 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício São Luiz Rua Espirito Santo, 
980 
Raphael Hardy Filho 
(PASSOS, 1998) 
1952 - 1954 
(PASSOS, 1998) 
Residencial Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria, 
cogobo e 
vidro 
Sim Não Não Não Não Não Não Volume Embutido Sim Não Não Uma das 
laterais 
NSA 
Não identificado Rua Espirito Santo, 
900 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Vertical 
fachada leste 
Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Não NSA 
Edifício Paulo Batista Rua Espirito Santo, 
935 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Santa 
Monica 
Rua Espirito Santo,977 Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não Painel de mosaico 
na fachada próximo 
a entrada; paginação 
da pastilha formando 
desenho; Elementos 
quadrados não 
identificado na 
fachada 
Tribunal de Justiça 
do Estado de Minas 
Gerais 
Rua Goiás, 229 Raphael Hardy Filho 
(NORONHA, 2001) 
1949 - 1951 Institucional Alto Não Não Vertical 
Fachada 
sudoeste 
Recuo 
vedado com 
vidro recuada 
Não Grelha Sim Não Não Não Sim Não Abóbodas Sim Não Não Não Terraço 
Edifício Levy Coelho 
da Rocha 
Rua Goiás, 335 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Sim Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Christovam 
Pinheiro 
Rua Goiás, 272 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
esquadria e 
vidro 
Sim Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Mendes 
Pimentel 
Rua Goiás, 285 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
 
237 
Edifício Levy Coelho 
da Rocha 
Rua Goiás, 317 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Vera Cruz Rua Goitacazes, 103 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não Pergolado; 
Escalonamento 
Não identificado Rua Goiás, 36 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Goiás, 41 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Prédio; 
janela 
Não Não Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Lopes 
Ribeiro 
Rua Goitacazes, 211 Não identificado Não identificado Misto Alto NãoNão Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugado 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Bom Destino Rua Goitacazes, 14 Raul de Lagos Cirne; 
Luciano Alfredo 
Santiago 
1953 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Vertical 
fachada sul 
Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Ferreira 
Leite 
Rua Goitacazes, 152 Luís Paulo Carrieri; 
Gilberto Andrade 
(NORONHA, 2001) 
1953 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Aparente Não Não Não Uma das 
laterais 
Terraço 
Não identificado Rua Goitacazes, 169 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Valério de 
Rezende 
Rua Goitacazes, 201 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
esquadria 
Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Vila Oliveira Rua Goitacazes, 300 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Maria 
Imaculada 
Rua Goitacazes, 301 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
vidro 
Não Prédio Sim Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Elisa Viana 
Botelho 
Rua Goitacazes, 365 Não identificado Não identificado Residencial Alto Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Sim Não NSA 
Edifício da 
Providencia 
Rua Goitacazes, 322 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume intercalado Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Elias de 
Paula Andrade 
Rua Goitacazes, 43 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Integro Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Goitacazes, 376 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Embutido Não Sim Não Sim Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Não identificado Rua Goitacazes, 386 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Volume Embutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaicurus, 200 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Hotel Serrana Palace Rua Goitacazes, 450 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não Escalonamento 
Edifício Rochedo Rua Goitacazes, 470 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
esquadria 
Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Colégio Rui Barbosa Rua Goitacazes, 493 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Grelha; 
janela 
Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
238 
Edifício Palacio das 
Industrias 
Rua Goitacazes, 71 Luiz Argemiro G. de 
Cabral (NORONHA, 
2001) 
1967 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Sim Parcial Não Terraço; 
escalonamento 
Edifício Bom Jardim Rua Goitacazes,172 Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não Ripado de madeira 
Edifício Sociedade 
Mineira Agricultura 
Rua Guajajaras, 176 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
alvenaria e 
esquadria 
Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Não Não Não Pergolado; terraço 
Restaurante e DCE 
da Escola de 
Engenharia da 
UFMG 
Rua Guaicurus, 315 (?) Avilmar Moreira da 
Silva; Lineu Pereira; 
Gutemberg A. Rezende 
(NORONHA, 2001) 
1970 
(NORONHA, 
2001) 
Institucional Médio Não Sim Não Integro Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Sim Concreto aparente 
Não identificado Rua Guaicurus, 437 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido 
inclinado 
Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaicurus, 481 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaicurus, 507 Victor Signorelli 1956 Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio; 
Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaicurus, 526 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaicurus, 527 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaicurus, 648 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guajajaras, 1001 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Euclides 
Andrade 
Rua Guajajaras, 329 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
alvenaria, 
esquadria e 
vidro 
Não Não Não Não Não Não Não Volume Embutido Sim Sim Não Não Ripado de madeira; 
Edifício Britânia Rua Guajajaras, 295 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
horizontalmente 
Edifício Rotary Rua Guajajaras, 415 Luiz Pinto Coelho; 
Arturo Garcia Loayza 
1965 Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Horizontal 
fachadas sul 
e leste 
Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Joao Gomes Rua Guajajaras, 365 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não Ripado de madeira; 
terraço 
Edifício Nazaré Rua Guajajaras, 37 Geraldo Ferreira Lima 
(NORONHA, 2001) 
1958 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Integro Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Galeria Rua Guarani, 
263 
Rua Guaranis, 263 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Tunísia Rua Guajajaras, 420 Tarcísio Silva 1957 Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não Baixo relevo entre 
 
239 
janelas 
horizontalmente 
Edifício Bernardo 
Monteiro 
Rua Guajajaras, 457 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Sim Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não Terraço 
Não identificado Rua Guajajaras, 637 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Maria Inez Rua Guajajaras, 65 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
alvenaria, 
esquadria e 
vidro 
Não Grelha Não Não Não Não Não Não Embutido Não Sim Não Não Pergolado; terraço; 
Revestimento 
diferente alinhado 
horizontalmente 
com as janelas 
Não identificado Rua Guajajaras, 762Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaranis, 121 Carlos Henrique de 
Souza Grossi 
1966 Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Marquise zigue 
zague 
Hotel Magnata Rua Guaranis, 124 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de Janelas 
horizontal 
Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Tupigua Rua Guaranis, 241 Ulpiano Nunes Muniz 
(NORONHA, 2001) 
1956 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Sim Pavimento Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Parcial Não Terraço 
Edifício Hazan Rua Guaranis, 578 Abram Zyman 1957 Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria e 
esquadria 
Não Prédio Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Nereu de 
Almeida 
Rua Guaranis, 276 Edilson Maranhão 
(NORONHA, 2001) 
1966 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Sim 1 pavimento Retangular Não Não Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaranis, 311 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Horizontal 
fachada oeste 
Não Não Grelha Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaranis, 320 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Ministério da Saúde 
Arquivo Geral / 
Almoxarifado 
Rua Guaranis, 338 e 
334 
Não identificado Não identificado Institucional Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Jorge A 
Rocha 
Rua Guaranis, 390 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Varanda galeria Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaranis, 463 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Sim Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Guaranis, 525 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Edifício Florença Rua Guaranis, 555 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Sim Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Sim Não Não Terraço; 
Escalonamento 
Edifício Jaraguá Rua Guaranis, 564 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício JAF Rua Padre Belchior, Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Não Não Não NSA 
 
240 
262 
Edifício D'Avila Rua Guaranis, 590 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
alvenaria e 
esquadria 
Não Não Não Não 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não Pilar V 
Não identificado Rua Guaranis, 604 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Rosa Ripoli Rua Padre Belchior, 
254 
Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício São João Rua Rio de Janeiro, 
1010 
Não identificado Não identificado Misto Alto Sim Não Não Recuo grande 
vedado com 
vidro 
Não Prédio Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não Pergolado 
Edifício Boa 
Esperança 
Rua Rio de Janeiro, 
1040 
Não identificado Não identificado Misto Alto Sim Não Não Recuo grande 
vedado com 
vidro 
Não Prédio Não Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Miraci Rua Rio de Janeiro, 
1023 
Eurípedes Santos 
Zumpano 
1956 Misto Alto Não Não Vertical 
fachada oeste 
Recuo 
vedado com 
alvenaria, 
esquadria e 
vidro 
Não Janela Não Não 1 pavimento Não Sim Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Cannes Rua Rio de Janeiro, 
1066 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
vidro 
Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não Revestimento com 
relevo 
Edifício Aristóteles 
Caldeira 
Rua Rio de Janeiro, 
1472 
Não identificado Não identificado Residencial Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim Ultimo 
pavimento 
Não Não Não Embutido Sim Sim Não Sim NSA 
 Rua Rio de Janeiro, 
139 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Rio Jordao Rua Rio de Janeiro, 
147 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Sim Não Sim Não Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Não Pergolado; Terraço 
Edifício Eliza Levy Rua Rio de Janeiro, 
243 
Tarcísio Silva 
(NORONHA, 2001) 
1958 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Misto 
fachada oeste 
Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 
235 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 
303 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal; 
platibanda 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 
293 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 
371 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Não Não Não NSA 
Central Tower Rua Rio de Janeiro, 37 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Não NSA 
Edifício São Carlos Rua Rio de Janeiro, 
441 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 41 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Hotel Turista Rua Rio de Janeiro, Não identificado Não identificado Comercio / Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento; Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
241 
423 Serviço Sequentes 
Edifício Helena 
Passig 
Rua Rio de Janeiro, 
462 
Rafael Hardy Filho 
(NORONHA, 2001) 
1957 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Não Não Não Varanda; 
Sequentes 
Não Sim Volume; varanda 
galeria 
Embutido Sim Não Não Não Terraço 
Edifício Banco 
Mineiro da Produção 
Rua Rio de Janeiro, 
471 
Oscar Niemeyer 
(ARQBH) 
1953 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Horizontal 
fachada oeste 
Vedado com 
vidro 
Não Não Não Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Sim Não Não Não Tijolo de vidro; 
Terraço 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 
639 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não NSA 
Galeria Praça Sete Rua Rio de Janeiro, 
622 
Henri Friedlaender 
(NORONHA, 2001) 
1962 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Galeria NãoNão Não Não Varanda Não Não Varanda galeria Embutido Não Não Não Não Pergolado 
Não identificado Rua Rio de Janeiro, 
725-821 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Vicente de 
Araújo (Banco 
Mercantil do Brasil) 
Rua Rio de Janeiro, 
680 
Raul de Lagos Cirne 
(ARQBH) 
1960 (ARQBH) Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Vedado com 
vidro 
Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Faustino 
Assumpção 
Rua Rio de Janeiro, 
888 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Pavimento Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Agencia Centro do 
Banco do Brasil 
Rua Rio de Janeiro, 
750 
Aldary Henrique 
Toledo (NORONHA, 
2001) 
1969 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Recuo 
vedado com 
vidro 
Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Riachuelo Rua Rio de Janeiro, 
855 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Palacio 
Tiradentes 
Rua Rio de Janeiro, 
985 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
esquadria e 
vidro 
Sim Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Senhora do 
Carmo 
Rua Rio de Janeiro, 
909 
Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
Não identificado Residencial Alto Não Não Não Integro Sim Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 155 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Sim Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
horizontalmente 
com as janelas 
Edifício Aljan Rua Rio de Janeiro, 
998 
Tarcísio Silva 
(NORONHA, 2001) 
1953 
(NORONHA, 
2001) 
Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
esquadria e 
vidro 
Não Não Não Sim 1 pavimento; 
ultimo 
pavimento 
Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 198 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Sim Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
horizontalmente 
com as janelas 
Edifício Octaviano de 
Almeida 
Rua São Paulo, 1031 Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Uma das 
laterais 
Escalonamento 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 210 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 228 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do Não identificado Não identificado Comercio / Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
242 
Sul, 238 Serviço 
Edifício Rio Grande 
do Sul 
Rua Rio Grande do 
Sul, 25 
Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 259 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Janela; 
platibanda 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 320 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Vertical 
fachada leste 
Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido 
inclinado 
Não Sim Não Não Relevo de forma não 
convencional 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 389 e 397 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Entre blocos NSA 
Não identificado Rua Rio Grande do 
Sul, 401 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Shopping 
Tupinambás 
Rua Rio Grande do 
Sul, 94 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo 1551 Não identificado Não identificado Misto Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Sim NSA 
Edifício Ulysses 
Chaves 
Rua São Paulo, 1105 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Varanda Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Rainha 
Elizabeth 
Rua São Paulo, 1044 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Sim Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Geraldo 
Dayrell 
Rua São Paulo, 1074 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Joel Augusto 
Almeida 
Rua São Paulo, 249 Ildeu Aguiar (original); 
Laercio Macedo 
Gontijo (alteração) 
[NORONHA, 2001] 
1957 (original); 
1963 (alteração) 
[NORONHA, 
2001] 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Vertical 
fachada norte 
Não Não Não Sim Não Não Não Não Varanda galeria Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Franco 
Tower 
Rua São Paulo, 1106 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Embutido Não Não Sim Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 114 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Contagem Rua Sao Paulo, 1190 Angilberto Sabino 
Santos 
1959 Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim Sequentes Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não Marquises 
simulando brise 
Não identificado Rua São Paulo, 1270 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Vertical 
fachada leste 
Não Não Pavimento Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 151 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 178 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Platibanda Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 194 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Dina Rua São Paulo, 274 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Não Não Não Prédio; 
Janela 
Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Bady Salum Rua São Paulo, 57 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Sim Varanda Embutido Sim Sim Não Não NSA 
Edifício Roberto Rua São Paulo, 390 Tarcísio Silva 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
1954 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não Varanda Não Sim Volume; varanda 
galeria 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Avenida Rua São Paulo, 409 Tarcísio Silva 1962 Comercio / Alto Não Não Não Não Não Prédio Sim Não Varanda Circular Não Varanda Embutido Sim Não Não Não NSA 
 
243 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 2012) 
(ARQUITETOS 
MINEIROS, 
2012) 
Serviço 
Edifício Vila Rica Rua São Paulo, 684Raphael Hardy Filho 
(RAPHAEL Hardy 
Filho, [s.d.]) 
Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não Terraço 
Galeria do Ouvidor 
(NORONHA, 2001) 
Rua Sao Paulo, 656 Henri Friedlaender 
(NORONHA, 2001) 
1962 
(NORONHA, 
2001) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Galeria Não Grelha Não Não Sequentes 
intercaladas 
Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Iracema Rua São Paulo, 824 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 692 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Sim Não Não Não Não Não Não 1 e ultimo 
pavimento 
(varanda) 
Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 769 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Térreo Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Jose 
Marques Gontijo 
Rua São Paulo, 818 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Nicolina 
Teixeira 
Rua São Paulo, 925 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo grande 
vedado com 
esquadria; 
galeria 
Não Grelha Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Sim Não Escalonamento; 
Terraço; Pergolado 
Edifício Moreira Rua São Paulo, 848 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Grelha Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Borges da 
Costa 
Rua São Paulo, 893 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Vertical 
fachada oeste 
Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Santo 
Antônio 
Rua São Paulo, 900 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Volume Embutido Sim Não Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
horizontalmente 
com as janelas; 
Pergolado 
Edifício Cristina Belo Rua Sergipe, 12 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Uma das 
laterais 
Terraço 
Edifício Dom Joao 
VI 
Rua São Paulo, 940 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua São Paulo, 995 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Sim NSA 
Não identificado Rua Saturnino de Brito, 
7 
Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Boa Viagem Rua Sergipe, 15 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Prédio Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Edifício Bandeirantes Rua Tamoios, 200 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Sim Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Ministério do 
Trabalho 
Rua Tamoios, 596 Não identificado Não identificado Institucional Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Tamoios, 434 Não identificado Não identificado Comercio / 
Servico 
Medio Nao Nao Nao Nao Nao Nao Nao Nao 1 pavimento Nao Nao Volume triangular Embutido Nao Nao Nao Nao NSA 
Edifício Juncal Rua Tamoios, 462 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
 
244 
Não identificado Rua Tamoios, 481 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Edifício Santa Rita Rua Tamoios, 486 Francisco Salomé de 
Oliveira 
1951 Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Prédio Sim Sim 1 pavimento Não Sim Volume Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Tamoios, 523 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Pavimento
; Conjunto 
de janelas 
horizontal 
Não Não Não Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Tamoios, 530 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não Baixo relevo entre 
janelas 
verticalmente 
Edifício Ribeiro de 
Rezende 
Rua Tamoios, 570 Euripedes Santos 
Zumpano (MOTTA, 
2020) 
Não identificado Misto Alto Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Wanda 
Maria 
Rua Tamoios, 699 Não identificado Não identificado Misto Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
esquadria e 
cobogó 
Sim Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Tamoios, 6 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Sim Sim 1 pavimento Não Sim Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Não identificado Rua Tamoios, 606 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Sim Não Vertical 
fachadas 
oeste e sul 
Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Sim Não Não NSA 
Edifício Claudino Rua Tamoios, 666 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício São Carlos Rua Tamoios, 669 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Não 1 pavimento Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Não Não Não Não NSA 
Edifício Monsenhor 
Bicalho Belo 
Horizonte 
Rua Timbiras, 1929 Não identificado Não identificado Residencial Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Volume e varanda 
conjugados 
Embutido Sim Sim Não Sim NSA 
23 Promotoria de 
Infância e Juventude 
Rua Tamoios, 831 Não identificado Não identificado Institucional Médio Sim Não Vertical 
fachada oeste 
Não Não Janela Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Não NSA 
Não identificado Rua Tamoios, 900 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Sim Não Uma das 
laterais 
Revestimento 
diferente alinhado 
verticalmente com 
as janelas 
Não identificado Rua Tamoios, 912 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Médio Não Não Não Não Sim Pavimento Não Não 1 pavimento Não Não Não Embutido Não Não Não Entre blocos NSA 
Edifício Americo 
Renne Giannetti 
Rua Timbiras, 120 Não identificado Não identificado Comercio / 
Serviço 
Alto Não Sim Não Não Não Não Sim Não 1 pavimento Não Não Volume Embutido Não Não Não Sim NSA 
Não identificado Rua Timbiras, 1797 Não identificado Não identificado Residencial Térreo Não Não Não Não Não Prédio Não Não Não Não Não Volume Embutido Não Não Não Sim NSA 
Não identificado Rua Timbiras, 1817 Não identificado Não identificado Residencial Médio Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Embutido Não Sim Não Sim Revestimento 
diferente na 
platibanda 
Senac Rua Tupinambás, 1062 Antônio Gabriel 
Valadares; Eros de 
Magalhaes Soares 
(ARQBH) 
1953 - 1956 
(ARQBH) 
Comercio / 
Serviço 
Alto Não Não Não Recuo 
vedado com 
vidro 
Não Janela Sim Não Não Não Não Não Embutido Sim Não Não Não NSA 
 
245 
Edifício Santa Rita Rua Timbiras, 1958 Não identificado Não identificado Residencial Médio Não Não Não Não Não Não Não Sim Ultimo 
pavimento 
(varanda)

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