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By : K ézi a S ou za Fisioterapia na Saúd� d� crianç� � d� adolescent� 1-3 meses: controle cervical 4-6 meses: apoio de cotovelo em prono, sentar com apoio, passar objetos de uma mão para outra e rolar sozinhos. 7-9 meses: sentar sem apoio e engatinhar 10-15 meses: ficar em pé com apoio e depois a marcha independente Reflexos primitivos: São respostas automáticas a um determinado estímulo externo, estando presentes ao nascimento, sendo inibidos ao longo dos primeiros meses de vida. Reações posturais: São reflexos ou também chamados de movimentos automáticos, os quais mantêm a posição e equilíbrio do corpo durante repouso ou movimento. Até 1 mês de vida: Reflexo de sucção e Reflexo dos quatro pontos cardeais (busca) Até 2 meses de vida: Reflexo de apoio plantar, Reflexo da marcha reflexa, Reflexo de Galant, Reflexo de colocação (escada ou “placing”) Até 3 meses de vida: Reflexo de preensão palmar Até 4 meses: Reflexo Tônico Cervical Assimétrico (RTCA) Até 6 meses: Reflexo de Moro Até 10 meses: Reflexo de preensão plantar A partir de 4 ou 5 meses de idade: Reação de Landau A partir de 6 ou 8 meses de idade: Reação de apoio lateral A partir de 8 a 9 meses de idade (obrigatoriamente aos 12 meses): Reação (manobra) de paraquedas 1 By : K ézi a S ou za Doenças descobertas pelo Teste do Pezinho: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase. Antes de escolher o melhor teste para avaliar as habilidades motoras de uma criança, é necessário verificar: 1. A faixa etária da criança: •Zero a 1 ano de idade: são chamadas de lactentes, os testes são para lactentes. •Acima de 1 ano: são denominadas de crianças, utilizamos testes para crianças. ● Alberta Motor Infant Scale (AIMS): avalia o desenvolvimento motor ao longo do tempo, identificando bebês cujo desempenho esteja atrasado ou atípico em relação à normalidade. Pode ser usado em bebês de zero a 18 meses de idade. ● Gross Motor Function Measure (GMFM): avalia as habilidades motoras grossas de crianças com diagnóstico já definido de Paralisia Cerebral e Síndrome de Down. ● Test Infant Motor Performance (TIMP): avalia o comportamento funcional do bebê, até 4 meses de vida. ● Bayley Scale of Infant Development (BSID): avalia aspectos cognitivos, motores, comunicativos, sociais-emocionais e comportamentais infantil, em crianças de 1 mês a 42 meses de vida. ● Escala de Desenvolvimento Motor (EDM): avalia o desenvolvimento motor de crianças de 3 a 10 anos de idade, examinando a motricidade fina e global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e temporal, lateralidade. Doenças: Afeta nervos periféricos 2 By : K ézi a S ou za Tipo 1: fraqueza na região distal de MMII e atrofia dos músculos do pé e da panturrilha de forma assimétrica - começa aos 6 anos Tipo 2: semelhante a tipo 1, mas há impulsos nervosos, porém com pouca amplitude - começa aos 20 anos Tipo 3: semelhante às outras, porém afeta também a respiração - começa antes dos 3 anos Tipo 4: fraqueza em mmss e atrofia dos mmii, perda de sensibilidade, dificuldade para respirar, causa também, catarata e surdez; é a mais grave - começa na 1 infância Distrofia muscular de Duchenne (DMD): Distúrbio hereditário de fraqueza muscular progressiva, geralmente em meninos. Começa aos 5 ou 6 anos Geralmente, a criança morre aos 12 ou 14 anos, pois a doença progride de forma ascendente até chegar aos órgãos internos. Amiotrofia espinhal infantil: Tipo 1: começa no nascimento. A criança não consegue fazer a sucção, nem deglutição e não tem evolução motora; tem dificuldade para respirar e se movimentar. Geralmente, a criança faleceu rapidamente. Tipo II: sintomas acontecem em torno de 6 meses a 1 ano e 6 meses. A criança senta sozinha, mas não anda. Tipo III : manifesta após um ano de idade com a aquisição da marcha, apresentando queixas de dificuldade para andar, correr, subir e descer escadas. De evolução lenta. 3 By : K ézi a S ou za Paralisia cerebral (PC): causada por uma lesão cerebral ( por hipóxia ).Um conjunto de alterações motoras e/ou sensoriais decorrentes de uma lesão cerebral. A idade de início depende do período em que a lesão acontece Mielomeningocele: os sintomas dependem primeiramente do nível medular em que houve a má formação. Quanto mais alto ocorrer a lesão, mais dificuldade se apresenta nas ações motoras. -Região occipital: a criança apresenta sinais de alterações cerebelares como ataxia, incoordenação de movimento e hipotonia; -Região torácica: dificuldades de controle de tronco e MMII, que fazem com que a criança não consiga ficar sentada sozinha nem andar; -Região lombar: a criança poderá andar com auxílio de dispositivos auxiliares, como órteses longas (estabiliza o quadril, joelho e tornozelo) e muletas; -Região sacral: a criança andará com auxílio de pequenos dispositivos auxiliares, como órtese de tornozelo e pé – ankle foot ortheses (AFO). Síndrome de Down (SD): pode apresentar deficiências intelectuais e de aprendizado que dependem do tipo de mutação. Olhos amendoados com pregas palpebrais menores, prega palmar única, membros mais curtos, tônus muscular baixo, língua protusa e grande e face “achatada”. Doença de Legg-Calvé-Perthes: a característica clínica mais evidente é a claudicação (“mancar”). Em algumas situações pode-se observar dor e limitação de movimento no quadril e encurtamentos musculares. É caracterizada por uma necrose avascular da epífise femoral. 4 By : K ézi a S ou za Doenças metabólicas ou também chamadas de síndrome metabólica (SM): Conjunto de alterações antropométricas, como aumento da circunferência abdominal (CA), e sistêmicas, como aumento da pressão arterial, colesterol e glicemia, que elevam o risco de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus na criança. A SM se desenvolve durante a infância, sendo muito prevalente entre crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade. Pé plano (ou também conhecido como pé “chato”): Até os 2 anos, toda criança apresentará um pé plano. A curvatura vai se formar ao longo do seu crescimento, à medida que a musculatura da planta do pé se desenvolve. Após os 5 anos, se a criança ainda apresentar um pé plano, ele deve ser investigado e corrigido, pois nessa idade o desenvolvimento muscular já está completo. Joelho varo: aumento do desalinhamento de quadril e perna, ficando os joelhos rodados para fora e os pés para dentro. Esse desvio, se observado acima da idade de 2 anos, pode ser considerado uma disfunção. Joelho valgo: Doenças reumatológicas: Na artrite idiopática juvenil (AIJ) ocorre na proporção de três meninas para cada menino afetado, com maior incidência entre 1 a 5 e 10 a 14 anos de idade. É considerada uma doença sistêmica autoimune, além das articulações, ela afeta também coração, olhos, músculos, tendões, fígado e pele. Doenças cardiológicas: Alteração na válvula cardíaca: a mais comum é o defeito na válvula aórtica bicúspide, sendo formada por apenas dois folhetos (normalmente é formada por três folhetos), a estenose das válvulas (dificultando o fluxo de sangue) ou a insuficiência das válvulas (permite o retorno do fluxo de sangue ao invés de seguir seu fluxo normal). Shunts: defeito na formação das paredes dos átrios e ventrículos, levando à passagem de sangue entre a câmera esquerda e direita, o que provoca a mistura de sangue oxigenado com o não oxigenado. Anormalidades no músculo cardíaco: como má-formação do ventrículo direito, esquerdo e ventrículo único. Oncologia infantil: 5 By : K ézi a S ou za •Leucemia; •Tumor no cérebro; •Linfoma: sistema linfático; •Neuroblastoma: SN simpático do organismo; •Tumor ósseo; •Retinoblastoma: olhos; •Linfoma de Hodgkin: sistema linfático; Doenças respiratórias: ● A bronquiectasia consiste na dilatação e destruição de brônquios de grosso calibre causada pela infecção e inflamação crônica. ● Fibrose cística é um transtorno hereditário com risco de vidaque danifica os pulmões e o sistema digestivo. A fibrose cística afeta as células que produzem muco, suor e sucos digestivos. Isso faz com que esses fluidos se tornam espessos e pegajosos. Eles aderem a tubos, dutos e passagens. “Equipe Multidisciplinar" consiste no grupo de pessoas de uma mesma área de trabalho, no qual cada profissional atua na sua devida área, porém complementando e ajudando o outro, buscando o objetivo comum do paciente atendido por todos dessa equipe. A equipe de saúde: •Pediatra; •Fisioterapeuta; •Fonoaudiólogo; •Pedagogo; •Nutricionista; •Psicólogo; •Educador físico. Missão de promover benefícios como a estimulação do desenvolvimento motor, cognitivo, comportamental, fonológico, bem como melhor desempenho sociocultural diante da sociedade e de problemas enfrentados no convívio social. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF): É uma ferramenta da (OMS) criada no ano de 2001. Sua utilização deve ser complementar à Classificação Internacional de Doenças (CID). A CIF é um sistema de classificação que descreve a funcionalidade e incapacidade relacionada às condições de saúde, refletindo uma abordagem que muda o foco das consequências da doença para destacar também a funcionalidade como um componente da saúde. CIF-CJ (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde em Crianças e Jovens). 6 By : K ézi a S ou za ● Principais pontos de avaliação: Para concluirmos e traçarmos a conduta terapêutica final devemos analisar os dados descritos a seguir: 1. Conhecer a história clínica do paciente (anamnese). É importante conversar com os pais e/ ou responsáveis sobre a história prévia da gestação da criança: •Se houve alguma intercorrência; •Dados antecedentes dos pais: história de algum caso semelhante na família, pais consanguíneos; •Dados maternos: infecções maternas como citomegalovírus, toxoplasmose, Zika Vírus, por exemplo; •Dados perinatais: intercorrências durante o parto, dados de como foi o parto; •Dados pós-natais: como a criança se desenvolveu após o parto, até o momento da consulta com o fisioterapeuta. 2. Atentar ao questionamento da queixa da criança/pais: observando dois componentes importantes: Capacidade funcional é definida como a habilidade que o indivíduo tem de executar ações motoras do seu dia a dia, geralmente sem auxílio de terceiros, permitindo a sua independência pessoal e social. Quando, por diversos fatores estruturais (fraqueza, hipertonia, encurtamento, por exemplo), essa capacidade funcional fica prejudicada, denominamos de deficiência funcional, limitando a independência e a qualidade de vida do indivíduo. 3. Realizar o exame físico: • Inspeção: observar a criança com o mínimo de roupa possível, para identificar alguma atrofia muscular (diminuição da massa muscular) e possível desalinhamento em alguma parte do corpo, deve ser feita com a criança em pé, de preferência, e analisar o alinhamento do pé (onde descarrega o peso do corpo), do joelho (valgo ou varo), do quadril, da coluna vertebral (lordose, cifose ou escoliose) e da cabeça. • Tônus muscular: definido como grau de tensão do músculo em repouso. É avaliado com a criança na posição deitada (supino), com o fisioterapeuta verificando cada grupo muscular por meio do alongamento passivo rápido. Caso encontre uma resistência ao longo do movimento, define-se como hipertonia muscular. E, se não encontrar uma resistência no arco de movimento e for observado um aumento da amplitude de movimento, define-se como hipotonia. • Amplitude de movimento: pode ser avaliada por meio da goniometria de todas as articulações ou pela observação da presença ou não de deformidades articulares. • Sensibilidade: tátil (percebe e interpreta estímulos táteis na pele, como algodão ou esponja), vibratória (percebe e interpreta estímulos vibratórios por meio de aparelhos vibratórios) e proprioceptiva (percebe e interpreta a noção do corpo no espaço). • Reflexos primitivos: a forma de execução do teste bem como a sua resposta foram descritos. • Reações posturais: a forma de execução do teste bem como a sua resposta foram descritos. • Marcos do desenvolvimento (testes de avaliação do desenvolvimento motor): a descrição de cada etapa motora. 7 By : K ézi a S ou za • Avaliação da capacidade aeróbica: mediante a captação da frequência cardíaca (pelo oxímetro) em repouso e durante uma atividade aeróbica (caminhada ou corrida, por exemplo). • Avaliação respiratória: avalia-se a frequência respiratória em repouso e durante uma atividade (caminhada ou corrida, por exemplo). Tratamento fisioterapêutico nas diversas afecções que acometem a saúde da criança: Principais técnicas fisioterapêuticas: •Bandagem elástica: •Eletroterapia: •Cinesioterapia: 8 By : K ézi a S ou zaNa fisiologia das doenças neuromusculares, existem métodos de tratamento que são indicados e outros que são contra indicados, pois podem acelerar o processo de degeneração dos componentes afetados. Esse é o principal ponto a ser pensado as contraindicações: – eletroterapia, exercícios com carga e contração excêntrica pois sobrecarregam a musculatura em degeneração ou os neurônios motores que a inervam, aceleram a degeneração, piorando o prognóstico clínico e dificultando a qualidade de vida das crianças. Recomendam-se exercícios sem carga, ou com no máximo 20% da carga máxima de cada paciente, exercícios concêntricos. Fisioterapia respiratória, de preferência com uso de ambu (exercícios de empilhamento de ar), nesses casos ocorre uma ineficiência restritiva e não ventilatória (uso de oxigenoterapia não é eficaz, visto que a deficiência é de complacência torácica, e não de trocas gasosas). A bandagem elástica também em alguns casos de distrofias musculares. Na paralisia cerebral utilizam-se diversos métodos de tratamento, como o neuroevolutivo, a facilitação neuromuscular proprioceptiva, a eletroterapia, a integração sensorial, bandagens elásticas e, em alguns casos, até técnicas de terapia manual. A eficiência do resultado provém da junção das técnicas mais apropriadas para cada caso. A cinesioterapia básica, composta por alongamentos e mobilizações, é também indicada e deve ser incorporada ao tratamento. Mielomeningoceles, a fisioterapia deve ser apropriada a depender do nível da malformação, também não há protocolos predeterminados. A depender do nível da lesão medular decorrente da malformação, o tratamento vai se diferenciar, visto que o prognóstico principalmente de marcha baseia-se na altura do comprometimento. •Da lesão para baixo: alongamentos, mobilizações passivas e orientações quanto a posicionamentos para evitar deformidades e contraturas musculares; •Acima da lesão: deve-se fortalecer a musculatura, de modo que a criança possa utilizar os membros ilesos para as atividades de vida diária. 9 By : K ézi a S ou za •Comprometimento da musculatura de tronco: a fisioterapia respiratória também deve ser incorporada para prevenir e melhorar a capacidade respiratória. •Doenças genéticas: na síndrome de Down, o quadro clínico variado direciona o tratamento para uma abordagem multissistêmica. Sinais motores como hipotonia, fraqueza muscular, frouxidão ligamentar – com técnicas cinesioterapêuticas apropriadas para os déficits apontados pela criança. Cardiopatia congênita: métodos de tratamento como a equoterapia e exercícios aeróbicos com carga máxima devem ser evitados, pois podem ocasionar lesões medulares e isquemias cardíacas. • Doenças ortopédicas: as dores podem ser sinais clínicos constantes. O uso de eletroterapia para analgesia (TENS), não é indicado, visto se tratar de um público infantil (limiar de tolerância a estímulos elétricos são baixos) e também por não cuidar especificamente da causa da dor, é ocasionado na sua grande maioria por fraqueza muscular (dos músculos intrínsecos do pé nos casos de pé plano) ou por necrose (na doença de Legg-Calvé Perthes). A conduta mais indicada é realizar exercícios que visem à causa da dor, como fortalecimentomuscular no pé plano ou mobilização ativa, ativo-assistida e passiva, propriocepção e fortalecimento na doença de Legg-Calvé-Perthes. Nos desvios do joelho (varo ou valgo): fortalecer a musculatura acometida, alongar a encurtada e mobilizar as articulações para evitar deformidades e dores. •Doenças metabólicas: nesse caso, há um conjunto de fatores de risco como diabetes mellitus, hipertensão sistêmica e obesidade. O tratamento fisioterapêutico visa ao exercício de atividades físicas com treinamento aeróbico, de intensidade leve a moderada, direcionando o objetivo para a melhora do condicionamento cardiovascular. Treinos em esteira ergométrica, exercícios de caminhada e/ou corrida, associados a brincadeiras lúdicas, podem beneficiar a criança, para que progressivamente ganhe condicionamento, haja gasto energético para perda de peso, além de representar um estímulo cognitivo e comportamental a elas, socializando-as para interação com o meio. •Artrite idiopática juvenil (AIJ): É essencial em todas as fases da doença (aguda ou crônica) objetivar principalmente: -Melhora da dor e do quadro inflamatório; -Aumentar a força muscular e a amplitude de movimento; -Função respiratória. Para permitir que a criança realize as suas atividades de vida diária com o mínimo de restrições. 1.Fase aguda da AIJ: recomendam-se mobilizações e exercícios passivos, visando à diminuição da dor, ao aumento da amplitude de movimento e à melhora do encurtamento muscular e da função do sistema circulatório. 10 By : K ézi a S ou za À medida que ocorre a diminuição dos sintomas da fase aguda, evolui-se para exercícios ativos assistidos, atingindo a movimentação ativa, dentro dos limites de cada paciente. Essa progressão pode também ocorrer em relação ao tipo de contração muscular. À medida que a dor diminui, evoluímos de exercícios isométricos para isotônicos concêntricos, até os isotônicos excêntricos. Importante ressaltar que, tanto na AIJ quanto nas dores de crescimento, o uso de alguns recursos, como: •Ondas curtas: diminui a inflamação, rigidez muscular e alivia dores musculares, podendo comprometer o crescimento ósseo. •Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS): podem ser utilizados para dores, embora não seja muito bem tolerado pelas crianças. O ideal é que o alívio das dores seja feito pelas mobilizações passivas ou ativo-assistidas. A reabilitação pode visar também a orientações quanto à prática de atividades esportivas de baixo impacto, como natação, até o período de cessação das queixas, progredindo para atividades de impacto, como futebol e judô. •Cardiopatias congênitas: A fisioterapia visa tanto ao período pré quanto ao pós-operatório de correção das malformações, além da abordagem da mecânica respiratória das crianças, visto que elas frequentemente desenvolvem alterações das condições respiratórias, além de a própria cirurgia cardíaca levar a complicações pulmonares. Objetivo: •Reexpansão pulmonar; •Desobstrução das vias aéreas; •Redução do risco de complicações pulmonares, como acúmulo de secreções, atelectasias e pneumonias, bem como a manutenção de uma ventilação pulmonar adequada. No período pré-operatório: •Técnicas de desobstrução; •Reexpansão pulmonar; •Fortalecimento abdominal. No período pós-operatório: •Técnicas de hiperinsuflação manual; •Manobras de reexpansão pulmonar; •Drenagem postural; •Estímulo da tosse; •Mobilização da caixa torácica; •Aceleração do fluxo expiratório (AFE). 11 By : K ézi a S ou za Caso sejam observadas complicações pós-operatórias como a atelectasia, o fisioterapeuta pode realizar manobras de reexpansão pulmonar e higiene brônquica, drenagem postural e aspiração (caso haja secreção). •Doenças respiratórias: A fisioterapia terá uma abordagem própria para os sinais clínicos específicos da doença. Na bronquiectasia (síndrome obstrutiva brônquica), a criança apresenta deficiência no sistema mucociliar, as secreções tendem a se acumular, além de proporcionar a hiperinsuflação pulmonar. Para a eliminação das secreções: •Técnica do ELTGOL; •Flutter. ELTGOL: consiste na realização de expirações lentas com a glote aberta (boca aberta com a língua para fora), iniciando a partir da capacidade residual funcional até o volume residual. Flutter: ADOLESCÊNCIA: •Fase rápida do estirão de crescimento •Crescimento de 20% da estatura final de adulto •Influenciada por fatores externos 12 By : K ézi a S ou za•O cérebro não sofre modificações apenas na fase intra útero ou extra útero até 6 anos, ele continua a se modificar até a fase adulta passando por reorganizações sinápticas de modo a aprender e modular o comportamento motor, social e comportamental. •O cérebro do adolescente é aproximadamente três vezes maior que do recém-nascido, possui cerca de duas vezes mais sinapses comparado ao cérebro adulto. Possui menos neurônios e mais mielina do que o adulto, a diferença então não está no número de neurônios e sim na qualidade das conexões entre eles. Principais alterações observadas no adolescente: ●Aumento da altura ●Aumento de partes do corpo ( pés, braços e rosto ) ● Crescimento dos testículos, do pênis e mudança de voz ●Menarca ( primeira menstruação ) ●Aumento do quadril e das coxas ● Crescimento dos órgãos sexuais femininos A escoliose pode classificar-se como um desvio tridimensional do eixo da coluna vertebral por apresentar uma curvatura lateral no plano coronal, rotação axial no plano horizontal e alterações nas curvas fisiológicas no plano sagital. Recebe o nome de idiopática quando não se encontra uma causa evidente para a sua existência. É uma doença multifatorial com grande componente genético e com influência de fatores ambientais. ●Infantil – até aos 3 anos; ●Juvenil – dos 4 aos 9 anos; ●Adolescência – dos 10 aos 18 anos. O tratamento deve ser cirúrgico ou conservador Com exercícios terapêuticos, uso de coletes e até com aumento progressivo ou superior a 25° A 30°. Colete de Providence 13 By : K ézi a S ou za Colete de Milwaukee Colete de Boston ou Wilmington - Método Klapp - Reeducação Postural Global - Isostretching - Pilates - Cinesioterapia A depressão na adolescência é uma doença psiquiátrica que provoca alteração do humor e uma desordem emocional. Atinge entre 10% a 20% dos adolescentes do mundo todo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Causa: -Falta de entusiasmo, energia e motivação -Afastamento ou isolamento das atividades sociais -Dificuldade em tomar decisões -Baixo rendimento escolar -Problemas alimentares -Insônia e distúrbios do sono -Baixa autoestima ou sensação de culpa -Abuso de álcool e/ou drogas -Ansiedade ou medos -Inquietação e irritabilidade Anorexia é um distúrbio alimentar caracterizado por baixo peso corporal anormalmente baixo e uma distorção de imagem. 14 By : K ézi a S ou za Hiperatividade é um distúrbio de neurodesenvolvimento que aparece na infância. A denominação identifica transtornos que podem afetar tanto o aprendizado quanto a aquisição de novas informações. Causa: ●Inquietação e agitação ●Depressão e ansiedade ●Agressividade, irritabilidade e impulsividade ●Falta de atenção ●Dificuldade de absorver aprendizados, assimilar regras e compreender instruções Déficit de Atenção é um distúrbio que atinge crianças e adultos, caracterizado primariamente pela falta de concentração em atividades rotineiras e pela impulsividade. Causa: ●Dificuldade em ouvir as pessoas ●Incapacidade de terminar tarefas e concluir projetos ●Dificuldade para estabelecer objetivos e planos para o futuro ●Dificuldade em expressar sentimentos Bulimia: É um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de consumo de grandes quantidades de alimentos e episódios de vômitos ou abusos de laxantes tentando impedir o ganho de peso. 15 By : K ézi a S ou zaA equipe multiprofissional deve conter profissionais que atuam conjuntamente no entendimentodessa fase de transição para poder abranger e direcionar a melhor conduta para cada caso Principais profissionaisenvolvidos na equipe multiprofissional da saúde do adolescente: ●Médico pediatra e clínico geral ●Psicólogo ●Nutricionista ●Fisioterapeuta ●MÉDICOS : -Vão orientar os adolescentes sobre o funcionamento e as modificações do seu corpo, a magnitude dos contraceptivos, esclarecer dúvidas, instruir sobre a importância da higiene pessoal, o exame e a identificação de possíveis doenças. ●PSICÓLOGO : O profissional tem um papel em ajudar esses indivíduos a lidar com suas emoções, orientar sobre as alterações naturais do corpo, e ainda instruir de como agir em situações constrangedoras. ●FISIOTERAPEUTA : -Tratamento na reabilitação da má postura oriunda da timidez ou do constrangimento -Reabilitação da pele manchadas por acnes - Atua na gestação no parto e pós-parto -Podendo dar palestras sobre a educação sexual. ●PEDAGOGO : -Explicar a anatomia e fisiologia do corpo humano, e ainda suas alterações de acordo com a idade de cada indivíduo. -Explicar a importância da higiene pessoal. -Promover palestras em consonância com um profissional da saúde sobre educação sexual. -Estar disposto a ouvir atentamente e sanar todas as dúvidas. 16 By : K ézi a S ou za 17