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EDITOR GRÁFICO
Elaboração: Prof. Carlos Laurindo
Rio de Janeiro
2015
“Derrote os brancos com a cunha vermelha”. Pôster, 1920 [El Lissitzki].
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ÍNDICE
1- INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................... 03
2- HISTÓRIA DA ARTE, ARQUITETURA E ESCULTURA .................................................................................................... 04
Expressionismo ............................................................................................................................................................ 04
Fauvismo ..................................................................................................................................................................... 05
Cubismo ...................................................................................................................................................................... 05
Abstracionismo ............................................................................................................................................................ 07
Futurismo .................................................................................................................................................................... 07
Pintura Metafísica ....................................................................................................................................................... 07
Dadaísmo e Surrelismo ................................................................................................................................................ 09
Op-art e Pop-art .......................................................................................................................................................... 08
Exercícios .................................................................................................................................................................... 09
3- HISTÓRIA DO DESIGN GRÁFICO................................................................................................................................ 10
O pôster artístico ......................................................................................................................................................... 10
Tipografia da Bauhaus ................................................................................................................................................. 15
O começo do design na Europa ................................................................................................................................... 16
Exercícios .................................................................................................................................................................... 16
4- PRODUÇÃO GRÁFICA ............................................................................................................................................... 20
Sistemas de impressão: Tipografia, Rotogravura, Offset, Flexografia, Serigrafia, Digital ............................................... 20
Exercícios .................................................................................................................................................................... 25
5- TEORIA DAS CORES .................................................................................................................................................. 26
Classificação das cores em aditiva e subtrativa ............................................................................................................ 28
Esquema de cores e temperatura das cores ................................................................................................................ 29
As cores no computador – RGB, CMYK, HSB, CIE LAB e PANTONE ................................................................................ 33
Exercícios .................................................................................................................................................................... 37
6- TIPOLOGIA ............................................................................................................................................................... 38
Famílias tipológicas – Bastão, Egipciana, Elzevir, Didot ................................................................................................ 38
Exercícios .................................................................................................................................................................... 42
7- EDITORAÇÃO ELETRÔNICA ....................................................................................................................................... 43
Principais ferramentas do Corel Draw X3 ..................................................................................................................... 44
Desenhando com curvas .............................................................................................................................................. 45
Exercícios .................................................................................................................................................................... 46
Desenhando com formas ............................................................................................................................................. 47
Exercícios .................................................................................................................................................................... 47
Aplicando cores no Corel Draw X3 ............................................................................................................................... 48
Exercícios .................................................................................................................................................................... 49
Utilizando a ferramenta texto e as interativas ............................................................................................................. 50
Exercícios .................................................................................................................................................................... 52
8- ELABORAÇÃO DA LOGOMARCA ............................................................................................................................... 54
Vetorização ................................................................................................................................................................. 54
Exercícios .................................................................................................................................................................... 55
Identidade Visual ......................................................................................................................................................... 56
Exercícios .................................................................................................................................................................... 57
9- MANUAL DE IDENTIDADE VISUAL ............................................................................................................................ 58
Logomarca ................................................................................................................................................................... 59
Padrão Cromático ........................................................................................................................................................ 61
Tipologia ......................................................................................................................................................................62
Construção da marca ................................................................................................................................................... 64
Uso correto e incorreto da marca ................................................................................................................................ 65
Redução da marca ....................................................................................................................................................... 66
Marca na versão cromática.......................................................................................................................................... 67
Marca negativa ............................................................................................................................................................ 68
Marca sobre fundos escuros ........................................................................................................................................ 69
Marca sobre fundos claros .......................................................................................................................................... 70
Aplicações ................................................................................................................................................................... 71
10- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................................................. 81
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1. INTRODUÇÃO
A produção visual gráfica está presente em nosso cotidiano. Em todo momento
estamos diante de produções audiovisuais, impressos ou imagens fotográficas. A
computação gráfica possui papel importante nesse processo criativo. A partir da
metade do século XX, podemos assistir ao encontro do design com a editoração
eletrônica.
A utilização de computadores para a produção, manipulação e exibição de
imagens apenas se tornou possível a partir da década de 1950, graças ao surgimento
de monitores capazes de exibir gráficos e de plotters para imprimi-los.
A editoração eletrônica, ramo da computação gráfica voltado para a produção
de peças gráficas e editoriais, tem seus primeiros trabalhos produzidos a partir das
mudanças provocadas pelo lançamento de uma máquina de escrever da IBM, chamada
de Seletric, mais tarde batizada de ‘composer’. Em meados de 1975, a IBM era a
majestosa e imbatível de todos os inventos e investimentos da alta tecnologia.
No início da década de 80, foi lançada uma fotocompositora que funcionava
por meio de gravação magnética em floppy disks. Como em uma máquina de escrever,
o operador batia o texto, via-o na tela de um monitor de fósforo verde e o texto era
gravado no floppy para, depois, a máquina “queimá-lo” no papel-filme.
Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, somando-se ao
marketing e às novas tecnologias de impressão, progressivamente o designer torna-se
parte fundamental desse novo processo de integração homem-máquina na produção
visual.
O papel do designer é tão necessário no contexto atual que a profissão está
presente na moda, na arquitetura, na informática e nas artes plásticas.
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HISTÓRIA DA ARTE E DA ARQUITETURA
O século XX inicia-se ampliando as conquistas técnicas e o progresso industrial
do século anterior. Na sociedade, acentuam-se as diferenças entre a alta burguesia e o
proletariado. Nas primeiras décadas do século XX ocorrem profundas mudanças na
política, como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa e o sistemas totalitários,
como o Fascismo na Itália e o Nazismo na Alemanha.
É nesse turbilhão de transformações que se desenvolve a arte contemporânea.
Dessa forma, os movimentos e as tendências artísticas, tais como o Expressionismo, o
Fauvismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstracionismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, a
Op-art e a Pop-art expressam as questões do homem contemporâneo.
Expressionismo
Na cidade de Dresden, Alemanha, entre 1904 e 1905, um grupo
chamado Die Brücke, cujo significado é “A Ponte”, inaugura um
novo período artístico. Os principais integrantes do grupo eram
Ernest Ludwig Kirchner, Erich Heckel e Karl Schmidt-Rottluf.
Como podemos notar, os expressionistas são deformadores
sistemáticos da realidade, pois desejam expressar com a maior
veemência possível seu pessimismo em relação ao mundo.
Fauvismo
Em 1905, em Paris, durante a realização do Salão de
Outono, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico
Louis Vauxcelles de fawes, “feras” em português, por causa da
intensidade que usavam as cores puras, sem misturá-las ou
matizá-las. Os principais nomes desta corrente são André
Derain, Maurice de Vlaminck, Othon Friesz e Henri Matisse.
Cinco Mulheres na Rua
(1913), de Kirchner.
Natureza-morta com Peixes
Vermelhos (1911), de Matisse.
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Cubismo
O movimento divide-se em duas grandes tendências, como o
Cubismo analítico e Cubismo sintético. O analítico foi desenvolvido
por Picasso e Braque aproximadamente entre 1908 e 1911. Os artistas
trabalharam com poucas cores – preto, cinza e alguns tons de marrom
e ocre, produzindo uma fragmentação tão grande dos seres que tornou
impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas
cubistas.
O Cubismo sintético reage à extrema fragmentação dos objetos,
buscando recuperar a imagem real dos objetos, porém isso não
significou o retorno a um tratamento realista do tema. O próprio
Braque inicia uma fase de transição do analítico para o sintético,
contudo foi mantido o modo característico de o Cubismo
apresentar simultaneamente várias dimensões de um objeto, como
pode ser observado em A Mulher com Violão.
Abstracionismo
A principal característica da
pintura abstrata é a ausência de relação
imediata entre suas formas e cores e as
formas e cores de um ser. Por isso, uma
tela abstrata não representa nada da
realidade que nos cerca, nem narra
figurativamente alguma cena histórica,
literária, religiosa ou mitológica.
Os estudiosos da história da arte consideram o pintor russo Wassily Kandinsky o
iniciador da moderna pintura abstrata. O começo de seus trabalhos neste sentido é
marcado pela tela Batalha. O movimento dividiu-se em duas tendências: o
Abstracionismo informal e o Abstracionismo geométrico. As obras do pintor holandês
Piet Mondrian representam essa segunda tendência. Segundo Mondrian, cada coisa, seja
ela uma casa, uma árvore ou paisagem, possui uma essência que está por trás de sua
O Poeta (1911), de Picasso.
Mulher com
Violão (1908), de
Braque.
Batalha (1910), de Kandinsky.
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aparência. E as coisas, em sua essência, estão em harmonia no Universo. O papel do
artista, para ele, seria revelar essa essência oculta e essa harmonia universal.
O Futurismo
Esse movimento teve uma forte relação com
a literatura do início do século XX, influenciada em
1909 pelo Manifesto Futurista do poeta e escritor
italiano Filippo Tommaso Marinetti. Na pintura,
assim como na literatura, os futuristas – como a
própria palavra sugere – exaltavam o futuro e,
sobretudo, a velocidade, que passou a ser conhecida
e admirada a partir da mecanização das indústrias e
da crescente complexidade social que ganharam os
grandes centros urbanos. Os principais
representantes desse movimento na pintura eram
Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo,
Giacomo Balla e Gino Severini.
Árvore Vermelha (1909-1910), de Mondrian.
Formas Únicas de Continuidade no Espaço,
(1913), Umberto Boccioni.Design Gráfico Editorial
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A pintura metafísica
O artista mais conhecido desse movimento é Giorgio de
Chirico. O tema de suas obras são as paisagens urbanas. Mas as
cidades de seus quadros são desertas, melancólicas e iluminadas por
uma luz estranha. Os edifícios, geralmente enormes e vazios,
assumem um aspecto inquietante e a cena parece ser dominada por
um silêncio perturbador, como em O Enigma da Chegada e O
Regresso do Poeta.
O Dadá e o Surrealismo
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), artistas e intelectuais de
diversas nacionalidades, contrários ao envolvimento de seus países no conflito,
exilaram-se em Zurique, na Suíça. Por conseguinte, acabaram fundando um movimento
literário que deveria expressar suas decepções com o fracasso das ciências, da religião e
da Filosofia existentes até então, pois se revelaram incapazes de evitar a grande
destruição que assolava a Europa. Esse movimento foi denominado Dadá, nome
escolhido pelo poeta húngaro Tristan Tzara. Os dadaístas propunham uma criação
artística que se libertasse das amarras do pensamento racionalista e sugeriam que ela
fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionando e combinando
elementos ao acaso.
O Dadaísmo, principalmente o seu princípio de automatismo psicológico,
propiciou o aparecimento do Surrealismo, na França, em 1924. A pintura surrealista
desenvolveu duas tendências, uma denominada figurativa e outra abstrata. Entre os
artistas de tendência figurativa estão Salvador Dali e Marc Chagall e entre os de
tendência abstrata temos Joan Miró e Max Ernest. Dos pintores surrealistas, Salvador
Dali é certamente o mais conhecido, com suas obras A Persistência da Memória e A
Ceia.
O Regresso do Poeta (1911), de De Chirico.
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A Op-art
A expressão “op-art” vem do inglês optical art e significa “arte óptica”. O seu
precursor é Victor Vasarely, criador da plástica do movimento. As obras da Op-art
apresentam diferentes figuras geométricas, em preto e branco ou coloridas, combinadas
de tal modo que provocam no espectador sensações de movimento. Além disso, se o
observador mudar de posição, terá a impressão de que a obra se modifica: os traços se
alteram e a figuras se movimentam, formando um novo
conjunto pictório.
Essa concepção plástica do movimento propiciou a invenção
dos móbiles por Alexander Calder, que associou os retângulos
coloridos das telas de Mondrian à ideia de movimento.
A Pop-art
A expressão “pop-art” também vem do inglês e significa “arte popular”. Esse
movimento artístico apareceu nos Estados Unidos por volta de 1960 e alcançou extensa
repercussão internacional. A fonte de criação para os artistas ligados a esse movimento
era o dia a dia das grandes cidades norte-americanas, pois sua proposta era romper
qualquer barreira entre a arte e a vida comum. Para a Pop-art interessam as imagens, o
ambiente, enfim, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos.
Um exemplo bastante ilustrativo é o trabalho
Marilyn Monroe, feito por Andy Warhol. Nesse
trabalho, realizado a partir de uma fotografia, o artista
reproduz, em sequência, imagens de Marilyn Monroe
que, apesar das variações de cor, permanecem
invariáveis. Com isso, o artista talvez quisesse
mostrar que assim como os objetos são produzidos
O Violista Verde (1923),
de Marc Chagall.
Noitada Esnobe da Princesa, de Miró.
Triond (1973), de Vasarely.
Móbile em Dois Planos, de
Alexander Calder.
Marilyn Monroe (1967), de
Andy Warhol.
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em série, os mitos contemporâneos também são manipulados para o consumo do grande
público.
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EXERCÍCIOS
QUESTÕES GERAIS
1. Quais os principais movimentos artísticos do século XX?
2. Explique as características do movimento abstracionista.
3. O que foi o Dadaísmo?
4. Quais as ideias presentes nos movimentos da Op-art e Pop-art?
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“Bolhas”, pôster (1886), de J. E.
Milais.
2. HISTÓRIA DO DESIGN GRÁFICO
O pôster artístico
O pôster, como design gráfico, pertence à
categoria da apresentação e da promoção, na qual
imagem e palavra precisam ser econômicas e estar
vinculadas a um significado único e fácil de ser
lembrado. Nas ruas das crescentes cidades do final do
século XIX, os pôsteres eram uma expressão da vida
econômica, social e cultural, competindo entre si para
atrair compradores para os produtos e público para os
entretenimentos.
Antes da litografia, os pôsteres eram impressos
por tipografia, como os livros, com tinta preta e
ocasionais ilustrações xilográficas. Era o tipógrafo que
escolhia e combinava os tipos, geralmente de modo
que preenchesse a folha impressa. Embora a fotografia
já existisse desde algumas décadas atrás, suas imagens não podiam ser reproduzidas em
tamanho ampliado nem em grandes tiragens. Os artistas agora pintavam desenhos de
pôsteres, que eram transferidos à mão para a superfície plana das pedras litográficas –
uma para cada cor, chegando às vezes a utilizar quinze delas. Essa técnica de
“cromolitografia” permitia a reprodução de toda gama de tons e cores das pinturas a
óleo, como é o caso de Bolhas (1886), o famoso quadro de Sir John Milais retratando
uma criança, que foi comprado pela Pears e utilizado na publicidade de seu sabão.
A integração da produção artística e industial é exemplificada na obra de Jules
Chéret. Na década de 1860, desenvolveu aos poucos um sistema de impressão em três
ou quatro cores: desenho em preto sobre fundo de cores esmaecidas e dégradées,
geralmente azul no alto, com adições de vermelho vivo e amarelo suave. A partir de
1866, o estúdio e gráfica de Chéret passou a se dedicar à reprodução e impressão de
seus próprios desenhos, que chegavam a ter às vezes 2,5 m de altura, o que exigia mais
de uma folha de papel. Quase sempre seu desenhos consistiam numa única figura em
tamanho natural, com uma ou duas palavras-título desenhadas e, ocasionalmente, um
slogan.
O estilo de Chéret amadureceu no final da década de 1880, sendo logo adotado e
desenvolvido por outros artistas, particularmente por Pierre Bonnard e pelo mais
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“La Loíe Fuller”, pôster
(1893), de Jules Chéret.
“Bécane: tônico restaurador,
aperitivo de extrato de
carne”, pôster (1890), de
Edouard Villard.
“Aristide Bruant em cabaré”,
pôster (1893), de Toulouse-
Lautrec.
conhecido de todos, Henri Toulouse-Lautrec. O desenho com “traços-chave” de Chéret
– que ele passara a imprimir em azul em vez de preto – estabelecia o desenho de pôster
e era transferido para as pedras litográficas como uma espécie de guia para cada cor.
Nesses pôsteres não há luz, sombra ou profundidade. O desenho é
trabalhado em cima do contorno, da cor uniforme e de uma folha em
branco, como se fosse um mapa. Os traços-chave são utilizados
como uma espécie de fronteira entre uma cor e outra. A laboriosa
imitação do original de um artista cede lugar a um desenho feito em
pedras com gradações de tom, sendo construído com novas camadas
de impressão provenientes de outras pedras.
Os contornos firmes e as cores uniformes refletem a paixão
do artista pelas xilogravuras dos japoneses, cujos trabalhos, exibidos
nas feiras mundiais de Paris em 1867 e 1878, exerceram uma
influência dominante na estética daquele período. Até mesmo os
desenhos de caracteres tipográficos (como os de Auriol) imitavam os japoneses. As
gravuras japonesas e a influência da fotografiaestimularam o uso do espaço no
retângulo vertical, algo incomum na época. Imagens retratadas de baixo, como no pôster
Bécane, de Edouard Vuillard ou Aristide Bruant dans son Cabaret, de Lautrec, que
enfatizavam a decorativa falta de relevo do desenho e
lembram a espontaneidade dos instantâneos fotográficos. O
fato de as letras desses pôsteres serem desenhadas à mão
pelo artista, dando-lhes um aspecto tosco e amadorístico,
faz com que elas se integrem
ao design.
Com a expansão do estilo decorativo Art Nouveau,
toda a área do pôster tornou-se parte de uma superfície
texturizada. Nos desenhos de Alphonse Mucha, artista
tcheco que trabalhava em Paris, o rosto e o corpo das figuras femininas tinham
contornos suaves; os cabelos eram áreas estilizadas de cor uniforme, com cachos
fabulosamente trabalhados. Seus pôsteres eram animados por letras criativas; no
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“Extrato de carne
Liebig”, pôster (1894),
de Leopoldo Metlicovitz.
anúncio de papéis para enrolar fumo Job, o desenho das letras forma um monograma
geométrico, que aparece ao fundo, repetidamente, como um motivo decorativo.
Os artistas que moravam fora da França e que consideravam Paris a capital
artística do mundo olhavam para os pôsteres parisienses cheios de admiração. Todavia,
Amsterdam, Bruxelas, Berlim, Munique, Budapeste, Viena, Praga, Barcelona, Madri,
Milão e Nova York investiam em suas próprias escolas de artistas de pôsteres, gerando
talentos individuais brilhantes. A cidade que produziu o maior número de obras
significativas foi Milão. A originalidade de seus pôsteres e o número de obras
significativas chegou a desafiar Paris. O mais conhecido e mais influente artista milanês
foi Leonetto Cappiello, cuja longa carreira em Paris resultou numa prodigiosa produção
de mais de três mil pôsteres, que incluem uma série de trabalhos de fundamental
importância realizados em diferentes períodos.
O design de pôsteres italiano foi liderado por Adolfo Hohenstein, nascido em
São Petersburgo em 1854. Hohenstein começou sua carreira em Milão em 1890 e
aposentou-se na Alemanha, como pintor, em 1906. Ele e seus colegas, especialmente
Leopoldo Metlicovitz e Marcello Dudovich, posicionavam figuras tridimensionais e
realistas, homens ou mulheres frequentemente despidos, contra um fundo estilizado,
segundo os costumes do final do século XIX. Seus desenhos, todavia, apresentavam
traços uniformes e cores vivas – o oposto da coloração transparente em tons primários
de Chéret –, favorecidos por excelentes técnicas de reprodução. Enquanto seus pôsteres
para espetáculos de ópera eram ilustrações decorativas, os que anunciavam bens de
consumo introduziam uma relação direta de causa e efeito, associando uma
representação realista do produto a uma simbolização de suas propriedades.
O pôster de Metlicovitz para o extrato de carne Liebig mostra um homem
“agarrando o touro pelos chifres”. A ideia de força,
compartilhada pelo touro e pelo homem, é transmitida
habilmente pelo artista do desenho, que exagera a virilidade do
homem e do animal contrastando-as com nuvens de algodão.
Esse constraste é expresso por meio de uma técnica gráfica típica
do design italiano que sobrepõe um desenho tridimensional e
realista a uma cor uniforme: o homem e o animal, o céu azul e as
manchas do animal.
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Semanário Simplicissimus,
pôster (1896), de Thomas
Theodor Heine.
Semanário Simplicissimus, pôster
(1900), de Thomas Theodor
Heine.
O uso da metáfora visual, em que um objeto é identificado com uma ideia, era
muito comum nas charges políticas. Nos pôsteres seu uso era mais raro, mas foi muito
bem empregado num dos designs mais influentes e de maior impacto já criado. Esse
design foi um pôster para um semanário satírico alemão chamado Simplicissimus. Foi
criado por um dos ilustradores da revista, Thomas Theodor Heine.
Os americanos consideravam Paris a capital mundial da moda e da arte. Após a
publicação de um livro sobre o assunto, Les Affiches illustrées, em 1886, os pôsteres
adquiriram respeitabilidade cultural, tornando-se moda colecioná-los. O franco-suíço
Eugègen Grasset, que desenvolveu sua obra dentro do estilo arte decorativa, como uma
versão acadêmica e mais contida da Art Nouveau, foi contratado em 1892 pela editora
Harper Brothers, de Nova York, para criar os pôsteres da edição de natal da revista
Harper’s. Esses pôsteres para ambiente fechados foram usados para anunciar edições
especiais de periódicos no final do século XIX. Diversos artistas americanos
conseguiram habilmente integrar ilustrações com letras desenhadas em seus designs –
entre eles, os mais bem-sucedidos foram Edward Penfield, cujo estilo assemelhava-se
ao de Lautrec; Louis J. Rhead, que seguia o estilo de Grasset, e os ilustradores da revista
Lippincott’s, William Carqueville e J. J. Gould.
Penfield, que criou todos os pôsteres para a Harper’s de 1893 a 1899, era muito
direto em suas abordagens gráficas. É quase possível ouvir seus pensamentos no design
da edição de março de 1896: vento de março, lebre de março. O vento é indicado pela
mulher agarrada a seu chapéu e pelo exemplar da revista (o produto), que passa voando
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sobre a cabeça de uma lebre branca de ar preocupado, ao lado da figura feminina. As
letras do título “Harper’s” são quase padrão – um logotipo ou um cabeçalho. As letras
nos designs de Ethel Reed eram mais originais, dotadas de um peso decorativo que
combinava com seu desenho.
Will Bradley, cuja carreira de designer estendeu-se por boa parte do século XX,
foi um desses artistas de pôsteres norte-americanos. Em 1894-1895, seu estilo
amadureceu numa série de pôsteres para a revista Chap-Book e de capas para o Inland
Printer, trabalhos que brilhantemente reinventaram os maneirismos da Art Nouveau
utilizando letras e inspirados em modelos medievais e renascentistas. Brandley foi
influenciado não só pela França, mas também pelo Japão e pela Inglaterra, onde um
jornal mensal, The Poster, fora lançado em 1898 em resposta à curiosidade e ao
entusiasmo do público pela nova arte.
Num esforço para repensar o papel da arte numa sociedade industrializada como
a da Grã-Bretanha, William Morris e outros deram ênfase ao trabalho artesanal,
inspirando-se em modelos renascentistas e em designs ainda mais antigos e vigorosos.
Desses artistas, Bradley adotou as bordas decorativas e as grandes áreas em preto e
branco em contraste com traçados finos, desenvolvidos especialmente por Aubrey
Beardsley, criador de ilustrações em preto e branco. Beardsley arranjava suas figuras em
espaços sem perspectiva, utilizando áreas negras, para cabelos ou trajes, e brancas. Estas
últimas eram definidas por linhas negras de precisão geométrica ou por vários traços
aglomerados que formavam tonalidades cinza. O pôster Avenue Theatre (1894)
demonstra essa extrema economia e requinte. Sobre áreas em azul e vívida tonalidade
de verde ele criou cortinas, indicadas por traços verticais sobre as áreas brancas nos
ombros e braços da figura feminina. A massa de cabelo e o vestido são definidos por um
contorno feito com uma delicada linha branca, que se contrasta com o azul uniforme do
fundo. Os traços do rosto são definidos por tracejados e pontilhados.
Os artistas de pôster desse período demonstraram a liberdade estética e a ousadia
criativa que se seguem ao primeiro contato com uma inovação técnica na área da
produção e reprodução gráficas. Quando os próprios artistas, em vez de utilizar
caracteres tipográficos, desenhavam as letrasdos textos e quando se responsabilizavam
por cada elemento no design que deveria ser reproduzido pela máquina, estavam
praticando aquilo que mais tarde ficou conhecido como design gráfico.
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A Escola de Bauhaus, (1919 –
1933), na Alemanha, foi uma
das mais influentes escolas de
design do mundo. Sua forte
inspiração modernista tentou
unir de forma definitiva a arte
com a indústria.
Tipografia da Bauhaus
Fundada a partir de um manifesto de Walter
Gropius, em 12 de abril de 1919, a Bauhaus tem
suas origens na fusão entre a Academia de Artes e a
Escola de Artes e Ofícios da Alemanha.
Impulsionados pelo novo quadro econômico
enfrentado pelo país no pós-guerra, seus fundadores
buscavam o fim da separação entre artistas e
artesãos.
Os livros da Bauhaus, criados em sua maior
parte por Laszlo Moholy-Nagy, exibem uma grande
variedade de designs tipográficos. Todos eles
empregam os elementos típicos daquilo que ficou
conhecido como Tipografia Bauhaus – tipos sem serifa, numerais grandes e “barras”
horizontais e verticais (cuja função é, às vezes, enfatizar ou organizar a informação e,
outras, decorar).
O racionalismo da Bauhaus – exemplificado no timbre usado pela escola nesse
período, que só permitia usar caracteres em caixa baixa – somente foi adotado por
Moholy-Nagy em 1930, no texto décimo segundo livro. A fotografia de capa criada por
ele para o prospecto dos livros da escola – uma imagem espelhada de um tipo metálico
com tinta – expõe o processo de impressão: reproduz a inversão que ocorre nesse
processo. Durante as décadas de 20 e 30, os designers enfrentaram o novo desafio
representado pelo surgimento da fotografia, explorando o novo veículo de comunicação.
Eles cortavam e justapunham fotos, arrumando-as em fotomontagens, e arranjavam-nas
nas páginas para compor uma narrativa dramática. As páginas muitas vezes eram
cortadas ou ganhavam orelhas ou apresentavam elaborados encartes e recortes.
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O Kelmscott Chaucer
(1896), William Morris.
O começo do Design na Europa
No final do período vitoriano, um dos interesses de
William Morris e do Movimento de Artes e Ofícios era a
produção de livros. Em 1891 foi impresso o primeiro livro
na Kelmscott Press, de Morris. Entre essa época e o ano de
1896, no qual o designer faleceu, foram produzidos mais de
cinquenta títulos dos mais variados formatos. Essas obras
geralmente continham bordas e ilustrações em xilogravuras
e utilizavam tipos criados, sob orientação específica de
Morris, a partir de fotografias de letras impressas no século
XV. Esses livros, e aqueles produzidos por outras editoras
privadas da Grã-Bretanha, estavam entre os trabalhos gráficos britânicos mais
admirados do resto da Europa.
Os cafés de Viena, onde se reuniam pessoas de todas as profissões e discutiam-
se e disseminavam-se novas idéias, adquiriam jornais para serem lidos ali por seus
clientes. Num anúncio do Café Piccola, o periódico The Studio acha-se em segundo
lugar na lista dos jornais oferecidos pelo estabelecimento. The Studio era publicado em
Londres e, no meio da década de 90, calculava-se que era lido por cerca de vinte mil
pessoas na Alemanha. Sua edição inaugural foi a primeira a publicar desenhos de
Aubrey Beardsley. A revista incluía matérias sobre o Movimento de Artes e Ofícios, os
pôsteres de Beggarstaffs e sobre a Escola de Designers de Glasgow – representada por
Charles Rennie Mackintosh, Margaret e Frances Macdonald e George Walton. Tudo
isso despertava interesse na Alemanha e na Áustria.
Viena, a capital do império austro-húngaro, havia sido replanejada na década de
1860 e estava sendo reconstruída como uma cidade moderna, só no estilo renascentista.
Para os artistas e arquitetos, as oficinas experimentais britânicas e os trabalhos de Henry
van de Velde, um seguidos belga de Morris, manifestavam uma postura mais criativa
em relação à história. Morris e Van de Velde utilizavam o gosto visual doméstico como
índice de saúde moral e, para ambos, o design era o elemento fundamental em suas
utopias.
Tal como Morris e Van de Velde, muitos dos artistas-designers vienenses
trabalham em várias áreas. Gustav Klimt, pintor bastante requisitado na decoração dos
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edifícios da nova Viena, liderou o movimento que se afastava dos estilos históricos,
formando uma associação de artistas que se tornou conhecida como Secessão. O design
de Klimt para a capa do catálogo da primeira exposição secessionista de 1898 apresenta
a mesma verticalidade de alguns dos pôsteres de Beardsley, o mesmo espaço vazio, com
suas implicações dramáticas, além de uniformidade no peso das linhas e uma extrema
assimetria. A uniformidade das linhas unifica o desenho e as letras de maneira
essencialmente gráfica: o desenho resultante é bidimensional, criado para a reprodução
gráfica.
Os pôsteres para a exposição secessionista desenvolveram uma linguagem
gráfica rica em formas de expressão, que fundia ilustração, decoração e texto,
sintetizando as influências da estética japonesa, de Beardsley e do livro teórico Line and
Form (Linha e forma), do ilustrador inglês Walter Crane, publicado em 1902. No
mesmo ano, o pôster de Alfred Roller para a décima quarta exposição secessionista
demonstrou essa tendência estética vienense. Sua ilustração é extravagantemente
formalizada: elementos como o vestido, as asas e o cabelo tornaram-se decorações,
como nas obras de Mucha. O contorno sinuoso e insistente da Art Nouveau desapareceu
quase completamente e a linha impressa nas mesmas cores das áreas uniformes do
pôster forma padrões decorativos em vez de dar profundidade ao desenho. A superfície
também é realçada pelo uso de espaço não impresso para as partes mais vívidas do
texto, que trazem informações mais relevantes. Esse artifício conserva a uniformidade
de tamanho das letras e a textura e os padrões decorativos do design.
Em Viena, as formas convencionais das letras do alfabeto foram submetidas a
estilizações e distorções de insuperável efeito decorativo e ilegibilidade. Elas foram ao
mesmo tempo anunciadas em Decorative Type in the Service of Art (1899 – Tipo
decorativo a serviço da arte), livro escrito por um professor de desenho de letras da
velha geração, Rudolf von Larisch. Ele repreendeu os designers por suas letras mal
desenhadas. Ao mesmo tempo, Larisch aprovou as letras criadas pelo principal arquiteto
do estilo renascentista vienense, Otto Wagner, que se juntara aos secessionistas em
1899.
As letras dos desenhos de perspectivas arquitetônicas de Wagner eram notáveis,
mas a fachada que criou em 1902 para o escritório de telegrafia do Die Zeit era
assombrosamente parecida com a escola vienense de design gráfico. Uma das
características mais salientes do design foi a incorporação da quadrícula como motivo
ornamental. O quadrado (que voltaria a desempenhar um importante papel nos trabalhos
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19
gráficos dos anos 20) estava para se tornar quase uma obsessão entre os designers da
Wiener Wekstätte (Oficina de Viena). Essa instituição era uma empresa de produção e
marketing de artes gráficas, tendo sido criada em 1903 por Josef Hoffmann, um ex-
assistente de Otto Wagner, e pelo designer Koloman Moser – ambos ex-professores da
Vienna Kunstgewebeschule (Escola de Artes e Ofícios de Viena).
Os designers vienenses, na virada do século, absorveram as lições da Escola de
Artes e Ofícios e, em seu ecletismo e internacionalismo, em seu entusiasmo pelas novas
técnicas, prenunciaram os movimentos de vanguardana área de design que se seguiram
à Primeira Guerra Mundial.
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EXERCÍCIOS
QUESTÕES GERAIS
1. Quais as contribuições de Jules Chéret para a produção de pôsteres?
2. Cite os principais designers italianos bem como suas respectivas obras.
3. Qual a importância da tipografia da Bauhaus na produção de livros?
4. Descreva as características do movimento artístico conhecido como Secessão.
SEMINÁRIO
5. Desenvolva, em grupo, uma pesquisa sobre a produção de cartazes na época
da II Guerra Mundial.
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21
Sistema de impressão tipográfica
3. PRODUÇÃO GRÁFICA
Ao se realizar um projeto gráfico, deve-se ter em mente o processo técnico que
será utilizado em sua reprodução. O designer gráfico precisa conhecer as diversas fases
do processo produtivo de reprodução gráfica. A maior parte dos trabalhos de impressão,
atualmente, são produzidos por processos de impressão off-set; flexografia; rotogravura
e digital. No entanto, outras formas de impressão ainda são utilizadas, porém em menor
escala pela indústria gráfica, como a tipografia, heliografia, litografia e a serigrafia.
Tipografia
O sistema tipográfico consiste em
uma matriz em alto relevo, onde
a tinta é distribuída por meio de
rolos. A transferência da imagem
para o papel é por meio de
contato direto, uma vez que a
matriz está com a imagem
invertida. O resultado é uma
impressão com forte cobertura
tonal. Contudo, apresenta alguns
inconvenientes: lentidão na impressão e na secagem, além de uma qualidade final baixa
do impresso. O sistema é considerado uma forma de impressão direta, pois a matriz
imprime diretamente no papel. O sistema tipográfico é aplicado na produção de cartões
de visita, convites, cartões comemorativos, notas fiscais, talões de pedidos e impressos
de pequena tiragem e baixo custo.
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22
Sistema de impressão em rotogravura.
Rotogravura
Trata-se de um processo de
impressão direta, cujo nome deriva
da forma cilíndrica e do princípio
rotativo das impressoras utilizadas. O
primeiro projeto de uma máquina
com matriz de impressão
apresentando o grafismo em baixo
gravado foi patenteado em 1784 por
Thomas Bell. Porém, o primeiro
projeto de um equipamento rotativo de
impressão a utilizar esse tipo de processo data de 1875 e deve-se a Karl Klietsch, que é
considerado o ‘pai’ da rotogravura. O sistema é rotativo, alimentado por bobina, no
qual a matriz de impressão é um cilindro que funciona imerso na tinta. O texto e as
imagens são constituídas por uma superfície composta por milhares de pontos em baixo
relevo, isto é, pequenos alveolos gravados no cilindro. Imprime em qualquer tipo de
mídia como flexíveis (plástico) e papel. É recomendada principalmente para
embalagens ou impressos de altíssima tiragem.
O processo de preparação da matriz de
rotogravura – cilindro – é o mais complicado,
se comparado aos sistemas de impressão.
Nesse sistema, a diferença de tonalidades de
uma imagem é determinada pela variação de
profundidade e/ou do diâmetro dos pontos no
cilindro. A impressora de rotogravura é
caracterizada pela alta velocidade de
impressão, cerca de 300 metros ou mais por
minuto e pelo alto custo na confecção das
matrizes.
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23
Offset
O sistema de impressão Offset tem como base a origem e a
utilização de matrizes litográficas, desenvolvidas por Aloys
Senefelder em 1796. Na sua origem, por meio de pedras calcárias
planas e lisas, eram desenhadas letras e imagens com um lápis
gorduroso. Depois a pedra era umedecida e entintada. O papel era
colocado diretamente em contato com a pedra, obtendo-se a
impressão. Sempre baseado no princípio de repulsão entre água e
tinta, houve constantes aperfeiçoamentos. Posteriormente houve a substituição da pedra
para o alumínio e a facilidade na confecção das matrizes possibilitou a reprodução de
meios-tons e uma menor umidade na impressão, que permitia imprimir até cem mil
cópias com perfeição.
Somente em 1904 surgiu o processo de impressão, onde
o papel não entra em contato com a matriz de impressão. A
matriz ou chapa é acoplada em um dos cilindros da máquina,
transferindo a imagem para o cilindro porta-blanqueta,
revestido de borracha, que, por sua vez, imprime o suporte,
auxiliado por outro cilindro contra pressão. O sistema de
impressão offset pode ser dividido em:
Impressão offset plana – sistema em que a máquina
impressora é alimentada por folhas.
Impressão offset rotativa – sistema em que a máquina é alimentada por bobinas.
Sistema de Impressão Offset plano.
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24
A impressão offset possibilita a produção de trabalhos de vários formatos diferentes,
em branco e preto ou em cores, a custos relativamente baixos; porém, requer mais
atenção do que outros processos de impressão, o que facilita uma possível repetição das
matrizes e possíveis correções, se houver necessidade. É considerado um sistema de
impressão indireta, pois a matriz não entra em contato direto com o papel.
Flexografia
O processo de flexografia teve origem nos Estados Unidos, com J. A. Kingsley, que
patenteou a primeira máquina com matriz de borracha em 1853. Em 1890, foi
patenteada a impressora com a utilização de tinta à base de água e fôrma de borracha,
uma característica fundamental do sistema.
A flexografia é um sistema de impressão versátil, que pode imprimir de uma a seis
cores simultaneamente, dependendo da configuração da máquina. O suporte é colocado
diretamente em contato com a matriz de impressão. A matriz de impressão é flexível,
podendo ser facilmente montada sobre os cilindros. As matrizes são construídas por
borrachas sintéticas, naturais, vulcanizadas e fotopolímeros. O termo define um tipo de
impressão rotativo e direto com formas relevográficas (clichês) de borracha natural ou
sintética e outros compostos sintéticos gravados a laser. Esse sistema rotativo, rápido,
simples e barato é particularmente adequado à impressão de embalagens de papel
(sacos, sacolas, papel de embrulhar), porém ela não apresenta bons resultados na
produção de imagens detalhadas constituídas de traços, textos com caracteres serifados
e meio-tons, com lineaturas superiores a 60 linhas/cm.
Sistema de impressão flexográfica rotativa.
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Sistema de impressão serigráfica
Serigrafia
Também conhecido como Silk screen, é um sistema
que consiste numa tela de tecido muito fino esticado
de material bastante resistente, o suficiente para ser
esticada e presa em um quadro com sua tensão
máxima. Sobre esta tela a imagem é gravada de
maneira semelhante ao processo Offset.
Digital
O processo de impressão digital começou a ser difundido na mesma época em que
se começava a PostScript, Desktop Publishing etc. Esse processo baseia-se quase que
exclusivamente na criação de uma peça gráfica no computador, a passagem do arquivo
para um RIP (servidor de impressão) e a saída final em uma impressora ou copiadora
digital. Esse é um processo onde não é feita matriz, chapa, não usa químicos, nada,
somente uma estação gráfica e uma impressora.
No sistema de impressão digital, a imagem é criada diretamente da mídia por
meio de um cabeçote de jato de tinta ou de um cilindro fotossensível que transfere o
tôner diretamente para o suporte/mídia. É muito usado para impressos de pequena
tiragem, permitindo trabalhar com personalização e dados variáveis. Essetipo de
impressão é feito em impressoras a laser, a jato e por sublimação.
Sistema de Produção Xerox Nuvera.
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26
EXERCÍCIOS
QUESTÕES GERAIS
1. Quais as características do sistema de impressão tipográfico?
2. Quais as características do sistema de impressão em rotogravura?
3. Quais as características do sistema de impressão em offset?
4. Quais as características do sistema de impressão em flexografia?
5. Quais as características do sistema de impressão em serigrafia?
6. Quais as características do sistema de impressão digital?
PESQUISA
7. Pesquisar em sites, jornais e revistas especializadas as principais máquinas
disponíveis no mercado para impressão offset e digital.
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27
4. TEORIA DAS CORES
Antes de discutimos as características das cores na imagem digital, devemos nos
deter primeiramente em algumas questões básicas referentes à cor. Cada pessoa tem
uma capacidade muito particular de perceber as cores. O vermelho da maçã que uma
pessoa enxerga não é o mesmo vermelho que outra enxerga. O mais correto seria dizer
que o reflexo da luz que ilumina a maçã passa a sensação do vermelho.
Sabemos que a luz do sol contém todas as cores do arco-íris e, ao atravessar um
prisma, a luz se divide no que chamamos de espectro visível, que são frequências
eletromagnéticas. Cada parte do espectro visível possui um valor, medido pelo seu
comprimento de onda. E o comprimento de cada onda determina uma cor.
Espectro visível
A luz pode ser emitida ou refletida
A luz emitida é aquela que parte de uma fonte, uma lâmpada, o sol ou monitor
do computador. A luz refletida é a que, ao encontrar uma superfície, reflete sua
luminosidade a partir dessa superfície.
A luz emitida, seja por uma lâmpada ou por qualquer fonte de luz, chega aos
nossos olhos na cor original; já a cor de uma luz refletida pode nos chegar alterada
dependendo da superfície refletora.
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28
Cor aditiva e cor subtrativa
As cores podem ser classificadas como aditivas ou subtrativas. Uma folha de
papel branco, por exemplo, reflete todas as cores contidas na luz branca, mas um papel
vermelho reflete somente os vermelhos contidos na luz branca. Caso a fonte de luz seja
azul, um papel vermelho não reflete nenhuma das cores azuis, pois o vermelho absorve
a luminosidade da luz azul.
A cor aditiva é conseguida pela adição de luzes de cores diferentes. Nesse
sistema, a ausência de cor é a preta. A união de todas as luzes é a cor branca.
Três cores primárias são usadas para compor o sistema aditivo: vermelho, verde
e azul (RGB). Elas formam a cor branca e, quando combinadas, podem formar qualquer
cor do espectro visível. No sistema subtrativo ocorre o oposto, as cores são obtidas pela
subtração da luz de diversas cores. Nesse sistema, a cor branca é a ausência de todas as
cores e a cor preta é a presença de todas elas.
O sistema subtrativo é baseado na luz refletida, como a que se percebe quando se
olha um papel branco. À medida que adicionamos cores a esse papel, mais luz é
absorvida e menos luz é refletida. No sistema de cores subtrativas as cores primárias são
o ciano, magenta e amarelo, os opostos exatos do azul, vermelho e verde.
Sistema subtrativo
Sistema aditivo
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Nas artes gráficas, e para todos os que utilizam cor-pigmento, as cores primárias
são: magenta, amarela e ciano. A mistura, em partes iguais, dessas três cores produz o
preto. Essas cores são chamadas de primárias porque elas não podem decompor-se em
outras cores e porque de sua mistura se obtém todas as outras cores.
As cores secundárias em artes gráficas são o vermelho alaranjado, o verde e o
violeta. Elas são consideradas secundárias ou binárias porque resultam da mistura de
duas cores primárias. O vermelho alaranjado é formado pelo magenta e amarelo. O
verde, resultado da mistura do azul com o amarelo e, o violeta, da mistura do azul com o
magenta.
CÍRCULO CROMÁTICO
Método de representar o espectro visível agrupando as cores na sequência da
frequência espectral.
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Esquema Complementar
Relaciona as cores diretamente opostas. Possui intenso contraste, aplicando as
cores na saturação máxima, gerando uma sensação de vibração. A utilização de cores
complementares de valor, saturação diferente ou proporções distintas produz efeito
estético agradável.
.
Esquema Divídico
Combina uma cor complementar com mais duas adjacentes (vizinhas) a ela. Essa
combinação possui um contraste menor do que o esquema complementar.
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31
Esquema Triádico
Combina três cores equidistantes (triangulação). Como a intensidade
entre as cores são pouco distintas, esse esquema é mais versátil, podendo se utilizar essa
técnica para diminuir a vibração óptica das cores.
Esquema Tetrádico
Combina quatro cores igualmente espaçadas. Esse esquema pode ser
utilizado como técnica de iluminação.
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Esquema Análogo
É a combinação de duas ou três cores adjacentes (vizinhas). Esse
esquema permite uma harmonia maior entre as cores, provocando uma vibração
mínima.
Temperatura das cores
As cores podem ser quentes, frias ou neutras.
Quentes:
• Possuem uma vibração muito intensa;
• Tendem a avançar (saltar) e vibrar;
• Compostas pela derivação do laranja, vermelho e amarelo.
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Frias:
• Quando predominam, dão um caráter emotivo à imagem;
• Tendem a retrair (encolher);
• Compostas pela derivação do azul, roxo e verde.
Neutras:
• Não há predomínio de tonalidades quentes ou frias;
• Mistura do preto, branco, cinza, marrom e bege;
• São muito úteis na criação de contrastes com qualquer cor.
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34
AS CORES NO COMPUTADOR
RGB: as cores usadas pelo computador
O computador e a placa de vídeo controlam com precisão a quantidade
de luz emitida pelos pontos coloridos. Combinando valores diferentes de RGB, é
possível criar qualquer cor. A cada uma das três cores (Vermelho, Verde e Azul)
é atribuído um valor numérico entre 0 e 255.
O problema do RGB é que ele depende dos dispositivos eletrônicos do
computador. Isso significa que existem variações de cor entre monitores e scanners de
fabricantes diferentes, mas também variações de cor entre dispositivos idênticos do
mesmo fabricante.
CMYK: as cores de impressão gráfica
O sistema de cores desenvolvido para impressão com cores subtrativas é o
CMYK. Cada cor do modelo é descrita como uma porcentagem de 0 a 100. O sistema
RGB se baseia em cor luz e o sistema CMYK baseia-se em luz refletida ou cor
pigmento. A natureza dessas cores é diferente. O que se vê no monitor do computador é
uma simulação do sistema CMYK. O preto, por exemplo, não é uma cor no monitor e
sim ausência da luz. O fato é que é muito difícil haver uma simulação perfeita nos
monitores convencionais.
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35Você já deve ter passado por esse problema: o que foi impresso não condizia
com a realidade que o monitor apresentava. Nem sempre a conversão desses modelos de
cor é simples. Uma imagem mapeada por bits deve ser criada em RGB e, caso seja para
a impressão em cores, só deverá ser convertida em CMYK no final do processo.
Outros modelos de cor
Os modelos de cor RGB e CMYK são os mais utilizados, principalmente o
CMYK que é padrão para impressão comercial. Mas existem vários modelos
desenvolvidos para uma variedade de aplicações em editoração eletrônica e imagem
gráfica, como HSB, o CIE LAB e o Sistema Pantone, entre outros padrões de cores.
MODELO HSB
Sem luz, todos os objetos à nossa volta ficam desprovidos de cor. A cor só surge
em nossa mente depois que o sistema sensorial visual capta os comprimentos de onda.
Assim, com base na maneira como as pessoas percebem as cores, o modelo HSB as
define baseado em três atributos: Matiz (H), Saturação (S) e Brilho (B).
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36
Matiz (H) é o atributo de uma cor que indica a predominância de determinada
cor primária ou secundária. Os matizes formam o círculo de cores. O matiz de um
limão, por exemplo, é o amarelo, enquanto o matiz de um morango é o vermelho.
Saturação (S) refere-se à vivacidade da cor e ao quanto de concentração de cor o objeto
contém. As cores podem ser classificadas em claras ou escuras, quando seu brilho (B) é
comparado. O brilho está ligado ao acréscimo ou à remoção de branco de uma cor.
MODELO CIE LAB
Em 1931, a CIE (Commision Internationale de L’Eclairage) definiu um modelo
de cor baseado na maneira como o olho humano percebe as cores.
O modelo CIE Lab incorpora a teoria de que uma cor não pode ser ao mesmo
tempo verde e vermelho ou azul e amarelo. Assim, os valores únicos são usados para
descrever os componentes verde/vermelho e azul/amarelo de qualquer cor.
Eis os três valores que o Lab (às vezes chamado L* a*b) utiliza para definir as
cores: um valor de iluminação (L), que pode variar de 0 a 100, e duas faixas de
cromaticidade, de verde a vermelho (a) e de azul a amarelo (b). Os dois valores de
cromaticidade podem variar de +100 a -120.
SISTEMA PANTONE
É um sistema padronizado de especificação de cores das tintas de impressão. O
Pantone fornece um guia com milhares de cores e padrões apresentados exatamente
como aparecem quando impressas em diferentes tipos de papéis. Impressoras em quatro
cores reproduzem fielmente cada uma das cores da escala Pantone. Os softwares de
imagens gráficas contêm as amostras.
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É um sistema seguro de trabalho gráfico porque não está sujeito às variações de
uma cor obtida através da escala Europa, por exemplo. A sua aplicação é muito
relevante em símbolos, logotipos e cores institucionais.
Há também uma escala Pantone para tintas metálicas e de tons pastéis. A
expressão cor especial é muito usada quando se quer especificar o uso dessas tintas.
Mas muitos profissionais da área chamam de cor especial qualquer outra tinta usada
fora da escala Europa.
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EXERCÍCIOS
QUESTÕES GERAIS
1. Quais as características do sistema de cor aditivo?
2. Quais as características do sistema de cor subtrativo?
3. Quais são as cores primárias e secundárias em Artes Gráficas?
4. Quais as características do sistema de cor RGB e CMYK?
5. Quais as características do sistema Pantone?
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5. TIPOLOGIA
BASTÃO
Antiqua e lapidária é a primeira das quatro famílias. Seu desenho foi
inspirado nas inscrições lapidárias, fenícias ou gregas, feitas com bastão de
tijolos de argila. É o mais simples e legível dos caracteres gráficos. A ausência
de certas cerifas dá-lhe uma distância própria. É preferido em publicações de
caráter técnico e muito usado em trabalhos comerciais. Existem bastões finos,
grossos, longos, alongados, largos e itálicos. Os nomes dessa família mais
usados em programação visual são:
Arial, Kabel, Grotesca, Futura, Lapidária, Helvetica, Univers etc.
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ARIAL
DESIGN GRÁFICO
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EGIPCIANA
Esta segunda família apresenta aspecto sólido das colunas egípcias. Sua base
notadamente retangular, fácil de ser reconhecida, empresta-lhe equilíbrio e estabilidade,
proporcionando o máximo de uniformidade ao texto. Destaca-se pela uniformidade de
todos os traços. A predominância do preto sobre o branco, em sua construção, torna-o,
talvez, o menos legível dos caracteres gráficos. Existem egipcianos estreitos alongados,
largos, pretos etc. Os nomes comerciais mais conhecidos da família são:
Memphis, Época, Ramsés, Pharaom, Rio Branco, Claredon, Egipciano, Landi,
Beton etc.
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DESIGN GRÁFICO
CLAREDON
Design Gráfico Editorial
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ELZEVIR
O termo Elzevir foi empregado pela primeira vez em sentido genérico para
designar o resultado da renovação dos caracteres ditos romanos, na tipografia
contemporânea, e mais tarde serviu para definir os caracteres pelo aspecto triangular de sua
base. Inspirado na escrita romana, este tipo possui elegância rara, por sua aristocracia
natural. A distribuição perfeita de finos e grossos torna-o bem legível. É mais conveniente
seu emprego nos textos de livros e nas publicações de caráter clássico. Os nomes
comerciais mais usados para essa família são:
Garamond, Caslon, Times New Roman, Elzevier, Baskerville etc.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z a b c d e f g h
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§ `´[ ] { } º / ?
GARAMOND
DESIGN GRAFICO
Design Gráfico Editorial
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DIDOT
É a quarta e última família de tipos dessa classificação. Nome dado em
homenagem a Francisco Ambrósio Didot, gráfico francês. Os tipos dessa família são
reconhecidos pelo exagero de finos e grossos na sua construção; a este contraste junta-
se uma cerifa de traço fino. É usado indistintamente em obras tradicionais e obras
comuns. Os nomes comerciais mais conhecidos dessa família são:
Bodoni, Mundial, Onix, Didot, Quirinus etc.
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BODONI
DESIGN GRÁFICO
Design Gráfico Editorial
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EXERCÍCIOS
QUESTÕES GERAIS
1. Quais as principais características da família Bastão?
2. Quais as principais características da família Egipciana?
3. Quais as principais características da família Elzevir?
4. Quais as principais características da família Didot?
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6. EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Os gráficos vetoriais representam formas como objetos definidos por séries de
linhas abertas e fechadas, com preenchimento e sem preenchimento. Vetor: gráfico
criado em programas como o Corel Draw X3, onde as formas são representadas por
linhas e curvas. Tais gráficos são também conhecidos como gráficos baseados em
objetosou linha artística. Isso contrasta com os gráficos em bitmap, que são criados
pixel por pixel em programas de pintura e por digitalizadores.
O Corel Draw X3 é um aplicativo de design gráfico intuitivo que proporciona
aos designers uma experiência de trabalho mais agradável. O Corel Draw X3 foi
desenvolvido e projetado para atender às demandas do designer profissional que deseja
produzir anúncios ou material de divulgação para impressão ou para a Web.
O Corel Draw X3 aplicado à mídia impressa (tendo como produtos trabalhos
como o projeto e a produção de peças gráficas, tais como pôsteres, logotipos,
embalagens, placas e sistemas de sinalização, camisetas, sistema de identidade visual de
empresas, produtos e eventos, exposições, anúncios, editoração de livros, jornais,
revistas etc.) constitui-se uma poderosa ferramenta de criação para o design gráfico.
Design Gráfico Editorial
45
PRINCIPAIS FERRAMENTAS DO COREL DRAW X6
v
Ferramenta de seleção
- Ferramenta Cortar
- Ferramenta Faca
- Ferramenta Borracha
- Excluir Segmento Virtual
- Ferramenta Forma
- Pincel Borrar
- Pincel Áspero
- Ferramenta Transformação Livre
- Ferramenta Zoom
- Ferramenta Mão
- Ferramenta Forma
- Pincel Borrar
- Pincel Áspero
- Ferramenta Transformação Livre
- Ferramenta Preenchimento Inteligente
- Ferramenta Desenho Inteligente
- Ferramenta Retângulo
- Ferramenta Retângulo com 3 pontos
- Ferramenta Elipse
- Ferramenta Elipse com 3 pontos
- Ferramenta Polígono
- Ferramenta Estrela
- Ferramenta Estrela Complexa
- Ferramenta Papel Gráfico
- Ferramenta Espiral
- Formas Básicas
- Formas de Setas
- Formas de Fluxograma
- Formas de Banner
- Formas de Legenda
- Ferramenta Texto
- Ferramenta
- Ferramenta
- Ferramenta
- Ferramenta Conta-Gotas
- Ferramenta Lata de Tinta
- Ferramenta Contorno
- Ferramenta de Diálogo Cor do Contorno
- Sem Contorno
- Espessura Mínima
- Contorno de 1\2 Ponto
- Contorno de 1 Ponto
- Contorno de 2 Pontos (fino)
- Contorno de 8 Pontos (médio)
- Contorno de 16 Pontos (médio-grosso)
- Contorno de 24 Pontos (grosso)
- Ferramenta Preenchimento
- Caixa de Diálogo Cor de Preenchimento
- Caixa de Diálogo Preenchimento Gradiente
- Caixa de Diálogo Preenchimento de Padrão
- Caixa de Diálogo Preenchimento de Textura
- Caixa de Diálogo Preenchimento de PostScript
- Sem Preenchimento
- Janela de Encaixe Cor
- Ferramenta Preenchimento Interativo
- Ferramenta Preenchimento de Malha
Interativo
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DESENHANDO COM CURVAS
Os dois principais tipos de gráficos são os vetoriais e os bitmaps. Os gráficos
vetoriais são compostos de linhas e curvas e gerados a partir de descrições matemáticas
que determinam a posição, o comprimento e a direção na qual as linhas são desenhadas.
Os bitmaps, também conhecidos como imagens por rastreio, são compostos de
minúsculos quadrados denominados pixels; cada pixel é mapeado para um local na
imagem e tem valores numéricos de cor. Os gráficos vetoriais são ideais para logotipos
e ilustrações por serem independentes de resolução, além de poderem ser
dimensionados para qualquer tamanho ou impressos e exibidos em qualquer resolução,
sem perder os detalhes e a qualidade.
O Corel DRAW X3 permite adicionar linhas e pinceladas por meio de uma
variedade de técnicas e ferramentas. Após desenhar linhas ou aplicar pinceladas a
linhas, você pode formatá-las. Também é possível formatar os contornos dos objetos. O
Corel DRAW fornece objetos predefinidos que podem ser espalhados ao longo de uma
linha. Você pode ainda criar linhas de fluxo e de dimensão em desenhos. Uma linha é o
trajeto entre dois pontos. As linhas podem consistir em vários segmentos e os
segmentos de linha podem ser curvos ou retos. Os segmentos de linha são conectados
por nós, sendo indicados como pequenos quadrados.
O Corel DRAW X6 oferece diversas ferramentas de desenho que permitem
desenhar linhas curvas e retas, além de linhas contendo segmentos curvos e retos. O
Corel Draw possui inúmeras ferramentas que auxiliam na criação de desenhos, como as
ferramentas mão livre; bézier; mídia artística; polilinha; curva com três pontos; conexão
interativa e dimensão. No entanto, as ferramentas a partir do esboço do desenho podem
ganhar formatos diversos a partir do uso conjugado com a ferramenta forma. Essa
ferramenta possibilita manipular os nós e segmentos dos desenhos. Você só precisa
selecionar os pontos na figura e arrastar, criando assim a forma desejada. Com ela, você
pode também adicionar, excluir e modificar os nós. Quando você cria um desenho e o
seleciona com a ferramenta forma um nó, são exibidas duas setas ligadas a ele por uma
linha tracejada. Eles indicam o ponto de controle do nó, que, quando movimentado,
permite que você altere a figura. Se você, depois de criar o desenho, desejar adicionar
mais um nó, basta clicar duas vezes sobre o local na linha que deseja adicionar ou clique
com o mouse direito sobre o ponto e escolha a opção adicionar no menu que irá se abrir.
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EXERCÍCIOS
Pratique no micro
Desenhando com a ferramenta Mão Livre Desenhando com a ferramenta Bézier Desenhando com a ferramenta Mídia Artística
Desenhando com a ferramenta Caneta Desenhando com a ferramenta Polilinha Desenhando com a ferramenta Curva com 3 Pontos
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DESENHANDO FORMAS
O Corel DRAW X6 permite desenhar formas básicas, que você modifica com
ferramentas de efeitos especiais e de mudança de forma. Estas ferramentas são simples e
práticas para criação de retângulos, elipses, polígonos e objetos relacionados. A
interação destas ferramentas com objetos gráficos permite a construção de excelentes
produções gráficas.
EXERCÍCIOS
Pratique no micro
Desenhando com a ferramenta Retângulo Desenhando com a ferramenta
Retângulo com 3 pontos
Desenhando com a ferramenta Elipse
Desenhando com a ferramenta Elipse com
3 pontos
Desenhando com a ferramenta Polígono Desenhando com a ferramenta Papel Gráfico
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APLICANDO AS CORES NO COREL DRAW X6
O aplicativo permite escolher e
criar cores com a utilização de uma
ampla variedade de paletas, misturadores
de cores e modelos de cores padrão da
indústria. Crie e edite paletas de cores
personalizadas para armazenar as cores
utilizadas com mais frequência para uso
no futuro. Para personalizar a forma de
exibição das paletas na tela, altere o
tamanho das amostras, o número de
fileiras nas paletas e outras propriedades.
Os dois modelos de cores mais utilizados no Corel Draw X6 são o RGB e o
CYMK. O modelo RGB é o modelo de cor da Luz. O RBG é composto por três cores
primárias:
(R) Vermelho
(G) Verde
(A) Azul
Quanto ao modelo CYMK, é o sistema que é utilizado pela Indústria Gráfica nos
diversos processos de impressão, como, por exemplo, o Offset e o processo
flexográfico, bastante usado na impressão de etiquetas e embalagens. O "K" da sigla
"CMYK" corresponde à cor "Preto" (em inglês,"Black") e, assim sendo, as letras que
formam a sigla representam:
(C) Cyan (ciano)
(M) Magenta
(Y) Yellow (amarelo)
(K) Black (preto)
Na interação das ferramentas com a aplicação de cores, deve-se observar se o
destino é para a web ou para impressão, pois o destino final deve nortear a escolha do
sistema.
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Pratique no micro
Desenhando com a ferramenta Retângulo de 3 pontos, Retângulo, Elipse e
formas perfeitas, produza os desenhos abaixo aplicando as cores primárias e
secundárias:
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UTILIZANDO A FERRAMENTA TEXTO
Os textos no Corel Draw X3 podem ser usados em estilo texto artístico ou em estilo
parágrafo. O primeiro insere texto livre sobre o desenho e o segundo estilo insere texto
dentro de uma caixa de texto. O texto artístico pode ser usado para adicionar linhas
curtas, nas quais pode ser aplicada uma grande variedade de efeitos, como o
sombreado. O texto de parágrafo pode ser usado para corpos maiores de texto que têm
maiores requisitos de formatação. Você pode adicionar tanto texto de parágrafo quanto
texto artístico diretamente na janela
de desenho.
O texto artístico pode ser usado
para adicionar linhas curtas, nas
quais pode ser aplicada uma grande
variedade de recursos e efeitos.
O Corel DRAW X3 oferece várias opções de formatação de texto de parágrafo.
Por exemplo, você pode ajustar texto em uma moldura de texto de parágrafo. Ajustar o
texto a uma moldura aumenta ou diminui o tamanho do texto em pontos para que ele
caiba exatamente na moldura de texto. Você também pode usar colunas para distribuir
projetos com muito texto, como periódicos, revistas e jornais. Você pode criar colunas
de larguras iguais ou variáveis entre colunas/fileiras.
TEXTO ARTÍSTICO
TEXTO PARÁGRAFO
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FERRAMENTAS INTERATIVAS
O Corel DRAW X6 permite criar misturas, como misturas em linha reta,
misturas em um caminho e misturas compostas. Uma mistura de linha reta mostra uma
progressão na forma e tamanho de um objeto para outro. As cores de preenchimento e
de contorno dos objetos intermediários progridem em um caminho em linha reta através
do espectro de cores. Os contornos de objetos intermediários exibem uma progressão
gradual em espessura e forma. O Corel Draw X6 oferece vários tipos de misturas, que
variam conforme o caminho e a quantidade de objetos misturados, podendo ser: Mistura
em linha reta, Mistura ao longo de um caminho ou Mistura composta.
Mistura em linha reta: o preenchimento e contorno dos desenhos
intermediários são alterados seguindo um caminho em linha reta.
Mistura ao longo de um caminho: esse processo cria os desenhos
intermediários de acordo com um caminho desenhado à mão livre ou outro
qualquer.
Misturas compostas: são misturas que possuem um ou mais desenhos no
caminho, realizando mais do que uma transição.
As ferramentas interativas permitem transformações entre objetos diferentes, criar
contornos personalizados, produzir distorções, sombreamentos e muitas outras
modificações. As principais ferramentas são a mistura interativa; contorno interativo;
distorção interativa; envelope interativo; extrusão interativa; sombreamento interativo e
transparência interativa.
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Pratique no micro
Utilizando as ferramentas Contorno Interativo, Distorção Interativa e Envelope
Interativo, produza os desenhos abaixo:
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EFEITOS
O Corel DRAW X6 permite criar, a partir do menu efeitos, uma série de criações
e transformações.
Pratique no micro
Ferramenta Texto
Ajusta texto ao caminho
Efeito Lento – Olho de peixe
Ferramenta Retângulo
Efeito Mistura Interativa
Ferramenta Texto
Efeito Contorno Interativo
Ferramenta Estrela Complexa
Ferramenta Forma
Efeito Chanfradura do Estilo Borda Suave
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7. ELABORAÇÃO DA LOGOMARCA
Toda empresa deve possuir uma logomarca, bem como possuir um nome. A
formação da logomarca pode ser o próprio nome da empresa ou mesmo o produto com
um ícone. A logomarca é a representação gráfica da marca da empresa.
A expressão logotipo é utilizada para designar somente as marcas que possuem o
nome da empresa, escrita de forma não convencional, representada apenas em tipologia.
É um símbolo, porém só com letras. Abaixo, podemos observar uma série de marcas
famosas:
VETORIZAÇÃO DA LOGOMARCA
Uma ilustração vetorial é formada a partir de cálculos matemáticos enquanto que
uma imagem bitmap é formada a partir de milhões de pontos. A principal característica
da ilustração vetorial é oferecer uma melhor qualidade de impressão se comparada a sua
cópia bitmap. Esse processo de vetorização nada mais é do que desenhar por cima do
bitmap.
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Pratique no micro
Utilizando as ferramentas do Corel Draw X6, vetorize as imagens a
seguir encontradas na pasta logomarcas:
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IDENTIDADE VISUAL
Como identidade visual entende-se um conjunto de elementos visuais – formas,
cores, alfabetos – organizados de forma simbólica e funcional e aplicados adequada e
sistematicamente. Seja através de seus produtos ou da missão empresarial, qualquer
empresa pública ou privada, quaisquer fundações, autarquias, sindicatos, partidos ou
qualquer outra entidade apresenta características que a distinguem socialmente.
Traduzida na imagem veiculada, marca-símbolo/logotipo, ganha força e importância
fundamental a partir da constatação de sua existência de forma planejada, abrangendo as
várias extensões de relacionamento da entidade, com o público interno e principalmente
externo, na utilização dos veículos de circulação: papelaria comercial (cartão de visita,
papel de carta, envelopes etc.), impressos promocionais (folder, cartaz, adesivo,
camiseta etc.), impressos editoriais (livro, cartilha, revista etc.), frota de veículos,
embalagens, uniformes, entre outros.
Um projeto de identidade visual prevê a utilização de elementos de identidade,
tais como: marca-símbolo ou logotipo, cores institucionais e tipologia. Bem utilizados,
garantem uma imagem forte, organizada, diferenciada em sua eficiência e com garantia
de controle de manutenção, permitindo continuidade de significado no mercado atuante.
Aplicação da logomarca em cartão de visita
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Pratique no micro
A partir dos estudos relativos aos movimentos artísticos e estéticos, bem
como com os conceitos de cores, tipologia, desenvolva, utilizando as
ferramentas do Corel Draw X6, uma logomarca própria. Você pode rascunhar
neste espaço em branco abaixo ou numa folha à parte o esboço de sua
logomarca.
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8. MANUAL DE IDENTIDADE VISUAL
O manual de identidade corporativa tem como objetivo disciplinar a corretaaplicação da marca. Ele apresenta o projeto de programação visual, orientando
elaboração da marca, logotipo, uso das cores, padrão tipológico, normatização, testes de
legibilidade, redução, aplicações e o estilo gráfico com que deve ser comunicada.
Em linhas gerais, os manuais possuem uma parte conceitual, na qual se
explicitam objetivos, histórico da marca, apresentação da marca e suas características.
No segundo momento, descreve-se construção da marca, logotipo, cores e a tipologia. A
terceira fase geralmente é a da aplicação, na qual são definidos onde a marca será
aplicada, constando dessa fase principalmente a papelaria, os impressos e as
sinalizações. A finalização do manual geralmente traz a ficha técnica da equipe que
confeccionou o respectivo manual.
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LOGOMARCA
A marca “Brasil, um País de todos” foi desenhada para representar mudança,
força e modernidade. A cor, como um componente fundamental da identidade visual de
uma marca, deve ser sempre utilizada de maneira correta e consistente. A marca
“Brasil, um País de todos” possui sete cores-padrão.
A marca deverá seguir o idioma utilizado nas peças de comunicação, conforme
exemplos abaixo. Nos casos de peças com mais de uma língua, deverá ser adotada a
versão na língua do país em que o material será distribuído ou a língua predominante
entre o público-alvo da peça. Outros casos específicos deverão ser precedidos de
consulta à Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência
da República (SECOM).
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Ao observarmos a marca do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência,
SAMU 192, notamos que ela pode ser representada de duas maneiras. Algumas
características permanecem como elemento central do seu símbolo, a “Estrela da Vida”,
que faz das suas pontas a representação das funções da Emergência Médica e, no seu
centro, a serpente e o bastão, referências ao caduceu de Esculápio, símbolo da
Medicina.
A marca pode ocorrer em duas versões: uma vertical, de uso preferencial, e
outra horizontal.
O uso da versão horizontal será indicado somente nas situações em que a versão
preferencial apresentar dificuldades.
Versão Vertical
Versão Horizontal
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A composição oficial de cores, no padrão CMYK, padrão
de cor utilizado pelo sistema de impressão offset, e
referencial para os outros sistemas de impressão.
PADRÃO CROMÁTICO
A representação do padrão cromático em
três escalas distintas, sendo a PANTONE
para impressos em cores especiais, a
CMYK para impressos em seleção de
cores e a escala RGB para assinaturas
eletrônicas (vídeo e web).
AZUL Escuro
Cyan 100% + Magenta 80% + Preto 20%
Preto (MMA)
Preto 100%
Branco (IBAMA)
MARROM
Amarelo 100% + Magenta 80% + Preto 30%
VERDE
Amarelo 100% + Cyan
70%
AZUL Claro
Cyan 100%
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TIPOLOGIA
Para maior homogeneidade visual, otimização de custos e por motivos técnicos,
adotou-se uma única família de tipos gráficos como alfabeto padrão Anatel. É a família
Optima, de alta legibilidade, nas versões Regular, Italic, Bold e Bold Italic. Seu uso é
obrigatório na composição de textos das mensagens visuais de caráter permanente:
equipamentos, sinalizações, brindes, uniformes, crachás etc. Como regra geral, deve ser
usada a Optima Regular na escrita comum. Nos títulos e destaques, deve-se usar a
versão Bold.
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A tipologia é componente imprescindível em uma identidade visual, tendo por
função assegurar legibilidade e garantir a coerência e a uniformidade de mensagens
visuais. Para tanto, faz-se imprescindível a utilização de um único tipo de caracteres e,
obviamente, de suas variações, tais como: normal, itálico, negrito e negrito-itálico. Para
o título PIATAM utilizar-se-á a tipologia HandelGothic BT. Para os subtítulos, como
mar, oeste e oceano, será utilizada a família Futura Bk BT.
Fonte para Títulos nas versões caixa alta e caixa baixa:
HandelGothic BT
Aa Bb Cc Dd Ee Ff Gg Hi Jj Kk Ll Mm Nn Oo Pp Qq Rr Ss Tt Uu Vv Xx Zz Yy
Ww
Fonte para Subtítulos nas versões caixa alta e caixa baixa:
Futura Bk BT
Aa Bb Cc Dd Ee Ff Gg Hi Jj Kk Ll Mm Nn Oo Pp Qq Rr Ss Tt Uu Vv Xx Zz Yy
Ww
Papelaria institucional, cartas, endereços de papelaria institucional: está
prevista a Fonte para Textos nas versões caixa alta e caixa baixa:
Verdana
Aa Bb Cc Dd Ee Ff Gg Hi Jj Kk Ll Mm Nn Oo Pp Qq Rr Ss Tt Uu Vv Xx
Zz Yy Ww
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CONSTRUÇÃO DA MARCA
23 módulos
15 módulos A consolidação de uma marca requer
sempre o uso correto de todos os seus
elementos. Para aplicar a marca do SAMU 192
em qualquer meio, solicite sempre um arquivo
eletrônico. Não tente redesenhá-la, pois você
estará arriscando a qualidade da imagem do
serviço.
Somente no caso de total impossibilidade
de uso dos meios de reprodução eletrônica
deverão ser utilizados os diagramas ao lado, no
qual a retícula de módulos quadrados orienta na
construção do símbolo e espacejamento do
logotipo.
15 módulos
25 módulos
Diagrama da Marca / Versão Vertical
Diagrama da Marca / Versão Horizontal
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USO CORRETO E INCORRETO DA MARCA
A marca pode ocorrer em duas versões: vertical e horizontal. O uso da versão
horizontal será indicado somente nas situações em que a versão preferencial apresentar
dificuldades.
Usos incorretos mais frequentes: baixo contraste, distorções de proporção, cores
incorretas e alteração dos elementos componentes da Marca. Outros casos, como
reduções acima do limite mínimo estabelecido e invasão da área de não interferência em
aplicações da marca, também são considerados usos incorretos.
Versão Vertical
Versão Horizontal
Versões incorretas – alteração dos elementos componentes
Distorção dimensional Cores incorretas
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REDUÇÃO DA MARCA
Uso da marca SAMU
A redução demasiada de qualquer marca dificulta a sua leitura e o seu
reconhecimento. No entanto, a determinação de limites de redução estará sujeita ao
processo empregado, à qualidade do original utilizado e à qualidade de reprodução
obtida.
O limite de redução da marca
SAMU 192, para impressões em offset, seguem as medidas especificadas ao lado. A sua
redução além desse limite comprometerá a leitura da marca.Uso da marca IBAMA
Para não comprometer a legibilidade da marca, foi estipulado o tamanho mínimo
de aplicação em qualquer impresso de 15 mm de altura por 15 mm de largura.
30 mm 18 mm
15 mm
15 mm
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MARCA VERSÃO MONOCROMÁTICA
Em determinadas situações podem ser empregadas as versões monocromáticas
da marca conforme definidas nos manuais de identidade visual.
Em caso de limitações quanto ao número de cores disponíveis em um
determinado processo de impressão ou gravação, podem ser empregadas as versões
monocromáticas da marca. Para tanto, o vermelho deverá ser substituído por preto a
65% e o laranja por preto a 50%.
Versão Horizontal
Versão Vertical
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MARCA NEGATIVA
Em caso de limitações quanto ao número de cores disponíveis em um
determinado processo de impressão ou gravação, podem ser empregadas estas versões:
São duas as possibilidades para a assinatura em negativo da marca, sendo uma
delas para aplicações em cores e outra para aplicações em preto e branco. Na primeira,
há uma troca na cor “preta” de 90% (cor original) por cinza em 30% e, na segunda,
ambas devem ser substituídas por preto a 30%, com o fundo da aplicação estando em
preto 100%.
Versão Horizontal
Versão Horizontal
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MARCA SOBRE FUNDOS ESCUROS (COLORIDOS)
Exemplo de uso da marca Piatam
Toda vez que a marca for apresentada sobre fundos escuros, deve-se considerar a
somatória das porcentagens de cor dos fundos. Em situações onde essa somatória for
superior a 140 (ex.: C: 100%, M: 30%, Y: 60% e K: 50%), é obrigatório o uso do fio
branco de contorno sobre o símbolo e o logotipo deve estar todo em branco. Quando a
somatória resultar menor que 140, a opção pelo uso do fio deve considerar a pertinência
deste ao projeto gráfico. O importante é que os fundos escuros não prejudiquem a
leitura.
Exemplo de uso da marca do Governo Federal
Com o objetivo de proporcionar maior impacto visual na comunicação, a marca
pode ser aplicada sobre fundos coloridos. Contudo, algumas precauções especiais
devem ser tomadas, a fim de garantir o destaque da marca sobre o fundo.
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MARCA SOBRE FUNDOS CLAROS
Exemplo de uso da marca Piatam
Em fundos coloridos claros, quando necessário recomenda-se o uso da marca em
degradê em branco ou preto (como no modelo), para evitar a mistura ou sobreposição de
cores e, assim, não prejudicar a legibilidade da marca.
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APLICAÇÕES
Aplicações da marca podem ser em produtos impressos, materiais de escritório,
vestuário ou mídia digital e audiovisual.
Representado aqui em verdadeira grandeza (90,0 x 50,0mm), o cartão de visitas
da Faculdade de Informática deve ser impresso em duas cores (padrão cromático
institucional – escala PANTONE) sobre papel couché 180g/m² branco.
Representado aqui em escala ½, sendo
seu formato real 21,0 x 29,7cm (A4), o papel
timbrado da Faculdade de Informática deve ser
impresso em duas cores (padrão cromático
institucional – escala PANTONE) sobre papel
sulfite.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM CARTÃO DE VISITA
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM PAPEL TIMBRADO
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Representado aqui em escala, sendo seu formato real 23,0 x 11,0 cm, o envelope
para ofícios da Faculdade de Informática deve ser impresso em duas cores (padrão
cromático institucional – escala PANTONE) sobre papel sulfite.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM ENVELOPE PARA OFÍCIOS
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Representado aqui em escala, sendo seu formato real 24,0 x 34,0 cm, o envelope
para documentação da Faculdade de Informática deve ser impresso em duas cores
(padrão cromático institucional escala PANTONE) sobre papel sulfite.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM ENVELOPE PARA DOCUMENTAÇÃO
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A etiqueta de capa para estojos de CD’s pode ser impressa em duas cores
(padrão cromático institucional – escala PANTONE), ou jato de tinta, sendo seu
tamanho real 12,0 x 12,0 cm. A etiqueta para CD’s pode ser impressa em etiquetas
adesivas para impressoras jato de tinta e posteriormente aplicadas aos CD’s.
Representados aqui em verdadeira grandeza (8,5 x 6,0 cm e 14,0 x 5,0 cm), os
adesivos da Faculdade de Informática devem ser impressos em duas cores (padrão
cromático institucional – escala PANTONE), sobre vinil branco.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM ETIQUETAS PARA CD/DVD
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM ADESIVOS
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Representado aqui em escala, sendo seu formato real 14,7 x 21,0mm (A5), o
bloco de notas da Faculdade de Informática deve ser impresso em uma cor (PANTONE
3135 cvc) ou em tom cinza com uso de retícula de 30% sobre papel sulfite 75g/m²
branco.
Representado aqui em escala, sendo seu formato real 29,7 x 21,0cm (A4) o
certificado da Faculdade de Informática deve ser impresso no padrão cromático
institucional escala PANTONE sobre papel sulfite 150g/m² branco.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM BLOCO DE NOTAS
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM CERTIFICADOS
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Representado aqui em escala, sendo seu formato real 5,0 x 20,0 cm, o marca-
páginas da Faculdade de Informática deve ser impresso em duas cores sobre papel
triplex 250g/m² branco.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM MARCA-PÁGINAS E CANETAS
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Representado aqui em escala,
sendo seu formato real 80,0 x 100 cm, o
banner da Faculdade de Informática deve
ser confeccionado com uso de vinil
adesivo das cores institucionais sobre
lona branca.
Representado aqui em
verdadeira grandeza (60,0 x
95,0mm), o crachá da
Faculdade de Informática
deve ser impresso em duas
cores através de processo
serigráfico sobre acrílico
branco de 3,0mm.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM BANNERS
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM CRACHÁS
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Representados aqui em escala, sendo seu tamanho real 20,0 x 8,00 cm, as placas
de sinalização da Faculdade de Informática devem ser impressas em duas cores (padrão
cromático institucional – escala PANTONE) sobre vinil branco.
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA MARCA EM PLACAS DE SINALIZAÇÃO
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FICHA TÉCNICA
Ao finalizar a elaboração do Manual de Identidade Visual, este deve constar a
equipe que elaborou o manual, o cliente e os softwares utilizados em sua confecção.
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EXERCÍCIOS
ELABORAÇÃO DO MANUAL DE IDENTIDADE VISUAL
1. Elaborar o manual de identidade visual de sua empresa. O manual deverá
conter sumário, introdução, elaboração da marca, logotipo, padrãocromático, tipologia, normatização, testes de legibilidade, redução e
aplicações. Além desses quesitos, devem constar no manual a papelaria, os
impressos e as sinalizações. A finalização do manual deve trazer a ficha
técnica da equipe.
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FALLEIROS, Dario Pimentel. O Mundo Gráfico da Informática – Editoração Eletrônica,
Design Gráfico e Artes Digitais. São Paulo: Futura, 2003.
FARIA, Fábio. Corel Draw 11. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004.
HOLLIS, Richard. Design Gráfico: Uma História Concisa. São Paulo: Martins Fontes,
2005.
MARTINS, Nelson. A imagem digital na editoração: manipulação, conversão e
fechamento de arquivos. Rio de Janeiro: Senac, 2003.
MORAZ, Eduardo. Teinamento Prático em Corel Draw X3. São Paulo: Digerati Books,
2006.
PRIMO, Lane. Estudo Dirigido de Corel Draw X3. São Paulo: Érica, 2006.
PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Editora Ática, 2001.
RIBEIRO, Milton. Planejamento Visual Gráfico. Brasília: LGE Editora, 2003.