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LÍNGUA PORTUGUESA Leitura e compreensão de textos variados. Modos de organização do discurso: descritivo, narrativo, argumentativo. Gêneros do discurso: definição, reconhecimento dos elementos básicos. Coesão e coerência: mecanismos, efeitos de sentido no texto. Relação entre as partes do texto: causa, consequência, comparação, conclusão, exemplificação, generalização, particularização. Conectivos: classificação, uso, efeitos de sentido. Verbos: pessoa, número, tempo e modo. Vozes verbais. Transitividade verbal e nominal. Estrutura, classificação e formação de palavras. Funções das classes de palavras. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Metáfora, metonímia, hipérbole, eufemismo, antítese, ironia. Gradação, ênfase. Acentuação. Pontuação: regras, efeitos de sentido. Recursos gráficos: regras, efeitos de sentido. A elaboração das questões da prova de Língua Portuguesa obedecerá às normas ortográficas em vigor desde 1º de janeiro de 2016.
Pobreza no Brasil
Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
 
Professora de História
A pobreza no Brasil é um problema que atinge cerca de 28 milhões de pessoas.
Os estados do Norte e do Nordeste concentram as populações mais carentes no país.
Definição
Existem vários índices que buscam definir o que seria uma pessoa que vive em situação de pobreza ou pobreza extrema.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) uma pessoa pobre é aquela que não tem dinheiro para garantir uma refeição que forneça 1750 calorias por dia.
Para a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o índice é um pouco maior. Para esta agência regional, o limite seria uma dieta de 2200 calorias diárias.
Para a ONU, uma pessoa pobre é que tem uma renda equivalente a US$ 1,25 por dia ou cerca de dois reais.
Para a União Europeia, uma pessoa pode ser considerada pobre quando ganha 60% da renda média do país. Na Dinamarca seria quem possui uma renda igual ou inferior a 2.500,00 reais.
Pobreza no BrasilGráfico da população economicamente ativa
Causas da pobreza
Por conta do processo colonizador e da escravidão, o território brasileiro sempre foi um país onde havia muitas pessoas pobres. Com o fim da escravidão e o êxodo rural, as cidades não tinham infraestrutura para a chegada de mais gente. Assim, o fenômeno da pobreza se acentuou.
No entanto, a partir dos anos 90 do século XX, com a estabilidade econômica, a renda per capita dos brasileiros foi aumentando gradativamente.
A pobreza do Brasil também revela as disparidades regionais devido aos anos de concentração da política e das indústrias no sul do país. Os estados do norte e nordeste têm os maiores índices de pobreza, e Maranhão, Piauí e Alagoas são aqueles que possuem a maior proporção de pobres.
Abaixo o mapa mostra os estados que possuem a maior proporção de pobres:
pobreza no BrasilDistribuição da pobreza no Brasil. Os números são a porcentagem de pobres em relação à população do estado
No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Social definiu que a linha de pobreza no Brasil é quem vive com uma renda de até 140 reais por mês. Mais de 28 milhões de brasileiros estão nessa condição.
Com o advento do governo Lula e seus programas de transferência de renda, a pobreza no país recuou.
No entanto, com a crise econômica, o cenário pode mudar. Dados do Banco Mundial indicam que o Brasil terá um aumento de 3,6 milhões de pobres até o fim de 2017.
Igualmente, o perfil do pobre no país se transformou. Agora, são brasileiros com menos de 40 anos, chefes de família e que há dois anos estavam empregados. Possuem pelo menos o ensino médio e 90% vive na cidade.
Pobreza extrema
Já os que vivem em pobreza extrema são aqueles que vivem com 70 reais por mês.
No Brasil, 8% da população ou um pouco mais de 16 milhões são considerados extremamente pobres. Mais da metade dos extremamente pobres vive no Nordeste e das 50 cidades mais pobres do Brasil, 26 estão no Maranhão.
Pobreza Extrema gráficoGráfico com a população mais pobre do Brasil
Lista das cidades mais pobres
Confira abaixo as cidades mais pobres do Brasil, em 2013, segundo os dados do IBGE:
	
	Cidade
	1º
	Centro do Guilherme/MA
	2º
	Jordão/AC
	3º
	Belágua/MA
	4º
	Pauini/AM
	5º
	Santo Amaro do Maranhão/MA
	6º
	Guaribas/PI
	7º
	Novo Santo Antônio/PI
	8º
	Matões do Norte/MA
	9º
	Manari /PE
	10º
	Milton Brandão/ PI
Educação no Brasil
Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
 
Professora de História
A Educação no Brasil começa com a chegada dos portugueses, quando os padres assumiram o papel de catequistas e professores dos índios.
Assim, a história tem seu início marcado pela relação estabelecida entre religião e letramento, até que os jesuítas foram expulsos do país em 1759.
Somente muitos anos depois, a responsabilidade da educação coube ao Estado. Mas os professores não eram preparados para lecionar.
Tornavam-se professores as pessoas que tinham simplesmente recebido alguma instrução, as quais eram em sua maioria padres.
A democratização da educação foi finalmente alavancada em 1920. Anísio Teixeira foi importante no combate à restrição da educação a uma minoria, bem como à relação da educação com a religião.
História da Educação
Brasil Colônia
A educação formal no Brasil tem início em 1549 quando o padre Manuel da Nóbrega chegou ao país. O letramento era restrito aos meninos, que aprendiam a ler e a escrever, ao mesmo tempo que eram convertidos ao cristianismo.
O principal objetivo dos jesuítas era a propagação de ensinamentos religiosos aos seus alunos, de quem esperavam obediência total.
Em 1759 o Marquês de Pombal expulsou os jesuítas e impôs novas regras. O ensino se tornou estatal.
Leia Companhia de Jesus.
Em 1760, apesar de não haver formação docente específica, houve concurso para professores. O fato de inexistir formação fez com que muitos padres se tornassem professores, o que mantinha a proximidade entre religião e educação.
Mas as aulas começaram oficialmente 14 anos depois, ou seja, em 1774. Nesse grande intervalo, professores particulares ensinavam os filhos das famílias que tinham essa possibilidade em termos financeiros.
Havia um título de nobreza reservado aos professores, que também eram isentos de alguns impostos. Apesar disso, não eram compensados adequadamente.
As aulas eram chamadas de aulas régias, mas após a demissão do marquês de Pombal D. Maria I mudou o nome para aulas públicas.
Brasil Imperial
No período imperial era muito difícil passar no concurso de professores. Precisando aumentar o quadro docente, o Estado admitia professores sem habilitação, mas pagava menos a eles.
A dificuldade, no entanto, era premiada com a garantia do cargo vitalício, apesar de que a remuneração não compensava.
Foi somente em 1835 que surgiram as primeiras escolas de formação de professores. Contudo, os valores morais e religiosos eram os mais valorizados, mais ainda do que o conhecimento detido pelos docentes.
A grande maioria não reconhecia a importância da educação. Por esse motivo, os pais não colocavam os filhos na escola com 5 anos, conforme recomendado pela reforma, ou logo que eram alfabetizados eram retiradas da escola.
Brasil República
Benjamin Constant organizou uma reforma na educação, a qual contemplava a divisão por séries e de acordo com as faixas etárias.
É nessa altura que surge a figura do diretor da escola, cargo ocupado por homens.
O Estado pressionava os professores para cumprir o programa escolar e não reprovar alunos, o que resultava em gasto excedente e evasão dos estudantes.
Dentre outros educadores, Anísio Teixeira foi um dos pioneiros da pedagogia nova. Ela combatia a restrição da educação às elites e a aproximação religiosa.
Em 1939 foi criado o curso de Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
Paulo Freire, um dos maiores pedagogos do mundo, propõe trabalhos em educação popular.
Em 1971, o ensino passou a ser organizado em primário, ginásio e colegial e obrigatório até os 14 anos de idade.
Atualidade
Passado tanto tempo, a precariedade na educação é umdos problemas sociais do nosso país. Isso porque há crianças que ainda não têm acesso ao ensino formal ou a escola que frequentam estão lotadas e oferecem poucas condições. Como consequência, essas crianças têm menos oportunidades.
Um dos maiores problemas é que o Brasil não investe na educação de forma adequada, apesar de que investe mais em educação do que alguns países desenvolvidos.
Acresce à questão financeira, por exemplo, as situações de desvio de verbas.
Além dessas questões, também está em causa a formação docente. A verdade é que há professores a lecionar disciplinas para as quais não receberam formação, bem como são pouco incentivados a nível de remunerações.
Finalmente, dentre as situações que requerem mais atenção, tem-se a reforma do ensino médio, a base nacional comum curricular (BNCC) e a crise do ensino superior.
Veja também: Evasão escolar
Dados
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2007 e 2014 foi registrada queda do analfabetismo e aumento da escolarização para crianças entre os 6 e os 14 anos. O nível da educação brasileira também cresceu nesse mesmo período.
Taxa de analfabetismo das pessoas de 10 a 14 anos, por sexo:
Gráfico de taxa de analfabetismo no Brasil
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007/2015.
No entanto, quando o assunto é analisado mais a fundo, nos deparamos com a seguinte realidade, conforme dados de 2011 fornecidos pelo Instituto Paulo Montenegro:
- 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais (sabem ler, mas não compreendem o sentido daquilo que lêem)
- 4% dos estudantes do ensino superior são considerados analfabetos funcionais
No Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) da OCDE, o Brasil ocupa as posições 63.ª, 59.ª e 66.ª em ciências, leitura e matemática respectivamente.

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