Direito Civil I - aulas
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Direito Civil I - aulas


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Direito Civil 1 \u2013 Transcrição das aulas do Prof. Marcos acrescidas de comentários meus e resumos do livro. Ou seja: podem haver erros, afinal, é material de aluno!
 Aluna: Priscila Pereira, UCAM - Niterói
Gonçalves, C. R. (2014). Direito Civil Brasileiro - Parte Geral Volume 1. São Paulo: Saraiva.
Aula 1 
Negócio Jurídico
- Validade
- Existência
- Vícios
 \u201cTodo ato jurídico implica em um fato jurídico, mas nem todo fato jurídico decorre de um ato jurídico\u201d.
Ato, fato e negócio jurídico
- Fato jurídico é qualquer fato que produza efeito jurídico.
- Ato jurídico é todo ato humano voluntário ou involuntário que produza efeito jurídico.
- Ato humano: art. 1.263 CC, (Da Ocupação) -> Ato involuntário, pescar um peixe. Se tornar dono de algo que não é de ninguém.
Art. 1.263. Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade, não sendo essa ocupação defesa por lei.
- Negócio jurídico é o ato humano praticado com o objetivo de produzir efeito jurídico.
Todo ato é negócio e todo negócio é ato, porque existem fatos jurídicos que decorrem da força da natureza e não apenas da ação humana.
Requisitos de validade
- Negócios jurídicos
Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
Lícito é o objeto que não contraria a lei, a moral ou a ordem bíblica. Assim, o conceito de ilicitude abrange não apenas o que contraria a lei.
Possível - A possibilidade do objeto se refere à possibilidade do seu cumprimento, sendo possibilidade física e possibilidade jurídica. A impossibilidade jurídica se refere à impossibilidade de realização por impedimento legal.
Objeto determinado é o objeto específico, ou seja, com suas características.
Determinável é um objeto existente porém que ainda não foi determinado ou escolhido como, por exemplo, a obrigação de entregar 10 cabeças de gado quando devedor possui 100.
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
Formal -> Quanto à forma, a regra geral é a de que os negócios podem ser realizados livremente, ou seja, sem qualquer formalidade ou solenidade, salvo se a lei assim o exigir como, por exemplo, na compra e venda de imóveis com valor acima de 30 salários mínimos, cuja lei exige o registro de RGI (art. 108 CC).
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.
Ilícito X Juridicamente possível
Aula 2 - Requisitos de validade X Requisitos de existência
Requisitos de validade Art.104 CC X Requisitos de existência
Requisitos de existência
Declaração de vontade: é um dos requisitos de existência do negocio jurídico independentemente do meio utilizado pelo declarante.
Obs.: Se um indivíduo através de coação física tem a sua impressão digital colocada no contrato com o objetivo de firmar um negocio jurídico o mesmo é inexistente e não valido, uma vez que não houve declaração de vontade
Silêncio como declaração de vontade: nos negócios jurídicos não vale o dito popular de que "quem cala consente", uma vez que quem cala não emite declaração de vontade. Previsão Art. 111CC
O artigo 111 do CC dispõe que o silencio somente será considerado como declaração de vontade se houver previsão nesse sentido.
1.2. Reserva mental: Art. 110 CC - Consiste na intenção intima do contratante diversa daquela declarada no negocio jurídico estabelecendo o Art. 110 do CC que valida é a declaração realizada, salvo se o seu destinatário tinha conhecimento da reserva mental. A parte final do Art. 110 do CC tem por objetivo invalidar o negocio simulado, pois se o destinatário da declaração tem conhecimento da reserva mental é porque esta participando do mesmo para lesar terceiros ou fraudar a lei.
O Art. 112 do CC pode trazer certa duvida em relação à validade da reserva mental, porém, o referido dispositivo dispõe sobre a intenção da vontade declarada, ou seja, se refere a sua interpretação.
Finalidade negocial: Consiste no ato praticado com o objetivo de adquirir, conservar, modificar ou extinguir direitos.
3. Idoneidade do objeto: Significa que o mesmo deve possuir os requisitos exigidos em lei para produzir efeitos. Assim, por exemplo, o comodato que é o empréstimo de coisa infungível não pode ser realizado com bem fungível. Assim como hipoteca não pode ser realizada com bem móvel.
Classificação dos negócios jurídicos
O negocio jurídico pode ser classificado de diversas formas levando-se em conta os diferentes critérios de classificação. Quanto ao numero de partes o negocio jurídico pode ser unilateral, bilateral ou plurilateral.
Unilateral: é aquele realizado por uma única parte, mesmo que esta possua vários indivíduos.
Não receptício: é o negocio unilateral onde não é necessária a ciência do destinatário para produzir efeito jurídico, como por exemplo, na procuração.
(O cliente REVOGA os poderes que outorgou para aquele advogado. O advogado RENUNCÍA).
Receptício: é o negocio jurídico que exige a ciência do destinatário para produzir efeitos jurídicos, como por exemplo, a renúncia aos poderes recebidos por procuração. Não se confunde ciência com concordância, pois se o negocio exigir a concordância ele será bilateral.
Bilateral: negócio jurídico realizado por duas partes, podendo ser Bilateral Simples ou Bilateral Sinalagmático.
2.1: Simples: é o negocio jurídico onde apenas uma das partes possui ônus enquanto a outra se beneficia, exemplo, comodato e doação.
A doação é bilateral porque quem está recebendo tem que aceitar.
2.2: Sinalagmático (sinalágma = recibo): é o negocio jurídico onde existe reciprocidade de prestações, como no aluguel, compra e venda, etc.
Plurilateral é o negocio jurídico realizado por mais de duas partes. Exemplo, seguro de vida empresarial.
O negocio jurídico pode ser classificado também quanto à forma, podendo ser solene (formal) e não solene (informal).
1. Solene é o negocio jurídico que exige certa formalidade prevista em lei, como por exemplo, a compra e venda de imóvel acima de 30 salários mínimos que a lei exige o registro no RGI.
2. Não solene é o negocio jurídico onde não é exigida qualquer formalidade.
Outra classificação leva em consideração o momento em que produz efeito jurídico. Assim, o negocio jurídico pode ser classificado como intervivos ou mortis causa.
Intervivos é o negocio jurídico que produz efeito em vida em relação aos contratantes.
Mortis causa é o negocio jurídico que necessita da morte para produzir efeito. Exemplo: testamento, fundação.
PROVA: Por que pode ser não receptício se é unilateral?
Aula 3
Representação
Art. 115 C.C.: Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado.
É ato pelo qual uma terceira pessoa declara a vontade em nome do representado e segundo o Art. 115 do CC duas são as espécies de representação:
1. Representação legal
2. Representação convencional
Representantes:
Legal (só são possíveis porque a lei permite) -> Pais
PÁTRIO PODER tornou-se PODER FAMILIAR, porque o poder é de pai e mãe e não apenas do pai, como era antes do C.C. 2002.
2. Judicial -> inventariante (Representante do espólio; espólio \u2013 patrimônio do morto),curador, tutor, sindico da massa falida (para empresas) - A lei escolhe
3. Convencional -> Advogados. A pessoa escolhe seu representante
Passíveis de interdição:
- ébrio
- pródigo
- pessoas de idade avançada que perderam a capacidade de discernimento.
INVENTARIANTE: representante do espólio.
ESPÓLIO: patrimônio do morto
PATRIMÔNIO (créditos e débitos) da empresa falida, responsável por cobrar os créditos e quitar os débitos.
INVENTÁRIO: se há apenas dívidas, os herdeiros não se tornam responsáveis por essas dívidas.
No inventário sem bens, que foi feito uma promessa de compra e venda, abre-se um inventário negativo pra que o inventariante assine essa escritura.
A representação
Thales
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ordem pública**************
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