Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

CITOLOGIA E HISTOLOGIA
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro áreas 
do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando pela 
qualidade de seu ensino e pela formação 
de profissionais com consciência cidadã 
para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institu-
ições avaliadas no Brasil, apenas 15% conquis-
taram notas 4 e 5, que são consideradas 
conceitos de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
MISSÃO
Formar profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho, com elevado 
padrão de qualidade, sempre mantendo a credibil-
idade, segurança e modernidade, visando à satis-
fação dos clientes e colaboradores.
VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I TO R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
2
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
Marcela Santos Procópio
Citologia e Histologia / Procópio, Marcela Santos - Multivix, 2020
Catalogação: Biblioteca Central Multivix 
 2020 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. 
4
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE FIGURAS
 Figura 1: Constituição da membrana plasmática 14
 Figura 2: Comunicação entre organelas do sistema de endomembranas 15
 Figura 3: Organelas que compõem o sistema de endomembranas e as
diferentes vesículas de transporte entre essas organelas 18
 Figura 4: Estrutura da mitocôndria e do cloroplasto 20
 Figura 5: Componentes do microscópio de luz 28
 Figura 1: Estrutura das mitocôndrias 33
 Figura 2: Esquema do núcleo celular 44
 Figura 3: Estrutura do nucleossomo 46
 Figura 1: Tecido epitelial simples prismático ciliado 58
 Figura 2: Tecido epitelial estratificado 59
 Figura 3: Classificação das glândulas exócrinas 62
 Figura 4: Classificação das glândulas quanto ao mecanismo de secreção
63
 Figura 5: Morfologia dos fibroblastos e fibrócitos 65
 Figura 6: Disposição dos componentes fibrosos do tecido conjuntivo 67
 Figura 7: Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado 69
 Figura 8: Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado 70
 Figura 1: Esquema do tecido cartilaginoso envolvido por pericôndrio 77
 Figura 2: Localização da cartilagem hialina na articulação 78
 Figura 3: Micrografia de luz da cartilagem elástica da epiglote 80
 Figura 4: Micrografia de luz da cartilagem fibrosa do disco intervertebral
81
 Figura 5: Esquema apresentando os componentes do tecido ósseo 82
 Figura 6: Tecido ósseo secundário 86
 Figura 1: Esquema do sangue após o processo de centrifugação 94
 Figura 2: Esquema do tecido adiposo unilocular ou branco 106
 Figura 3: Esquema de uma célula adiposa multilocular 108
 Figura 1: Desenho esquemático das fibras do tecido muscular estriado
esquelético 116
 Figura 2: Desenho esquemático da estrutura do músculo esquelético 117
5
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
 Figura 3: Desenho esquemático da estrutura do músculo esquelético 119
 Figura 4: Complexo troponina e tropomiosina 121
 Figura 5: Desenho esquemático do tecido muscular cardíaco 122
 Figura 6: Desenho esquemático do disco intercalar 124
 Figura 7: Desenho esquemático do tecido muscular liso 124
 Figura 8: Desenho esquemático do neurônio 126
 Figura 9: Sinapse química 128
 Figura 10: Distribuição da substância branca e cinzenta nos órgãos do SNC
133
 Figura 11: Estrutura dos nervos 134
6
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 9
1 CÉLULAS: ASPECTOS GERAIS E MÉTODOS DE ESTUDO 12
1.1 COMPOSIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA MEMBRANA PLASMÁTICA 12
 1.2 SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS E SUAS ORGANELAS 16
1.3 DEMAIS ORGANELAS CELULARES E SUAS FUNÇÕES 19
1.4 CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULAS EUCARIOTAS (ANIMAL E VEGETAL) E 
PROCARIOTAS E AS SUAS PECULIARIDADES 23
1.5 MÉTODOS DE ESTUDO DAS CÉLULAS: PREPARAÇÃO TECIDUAL, 
COLORAÇÕES, IMUNOHISTOQUÍMICAS E DIFERENTES TIPOS DE 
MICROSCOPIA 26
2 CÉLULAS: ATIVIDADE METABÓLICA, MOVIMENTOS E SÍNTESE PROTEICA
32
INTRODUÇÃO 32
2.1 MITOCÔNDRIA: TEORIA EVOLUTIVA, PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO 
E ARMAZENAMENTO DE ENERGIA 33
2.2 CARATERÍSTICAS MOLECULARES DO CITOESQUELETO 39
2.3 FUNÇÕES DO CITOESQUELETO: MANUTENÇÃO DO FORMATO E 
MOVIMENTOS CELULARES 41
2.4 COMPOSIÇÃO DO NÚCLEO CELULAR 45
2.5 ORGANELAS ENVOLVIDAS NA SÍNTESE PROTEICA 48
2.6 ASPECTOS MOLECULARES DA SÍNTESE PROTEICA 48
3 TECIDOS EPITELIAIS E TECIDOS CONJUNTIVOS 54
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 54
3.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DOS EPITÉLIOS DE 
REVESTIMENTO 57
3.3 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DO EPITÉLIO 
GLANDULAR 61
3.4 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES DO TECIDO CONJUNTIVO 64
3.5 FIBRAS E SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL DO TECIDO CONJUNTIVO 67
3.6 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DOS DIFERENTES 
TIPOS DE TECIDO CONJUNTIVO 69
1UNIDADE
2UNIDADE
3UNIDADE
7
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
4 TECIDOS CONJUNTIVOS ESPECIALIZADOS: TECIDOS CARTILAGINOSO E 
ÓSSEO 74
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 74
4.1 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DA CARTILAGEM 
HIALINA 75
4.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DA CARTILAGEM 
ELÁSTICA 80
4.3 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DA CARTILAGEM 
FIBROSA E SUA PARTICIPAÇÃO NA FORMAÇÃO DOS DISCOS 
INTERVERTEBRAIS 81
4.4 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES DO TECIDO ÓSSEO E CONSTITUIÇÃO 
DA MATRIZ ÓSSEA 83
4.5 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DOS DIFERENTES 
TIPOS DE TECIDO ÓSSEO 86
4.6 HISTOGÊNESE, CRESCIMENTO, REMODELAÇÃO E FUNÇÃO 
METABÓLICA DO TECIDO ÓSSEO 87
5 TECIDOS CONJUNTIVOS ESPECIALIZADOS: TECIDOS SANGUÍNEO E ADI-
POSOS 94
INTRODUÇÃO 94
5.1 COMPOSIÇÃO DO PLASMA SANGUÍNEO 95
5.2 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES SANGUÍNEOS E AS SUAS PRINCIPAIS 
FUNÇÕES 96
5.3 IDENTIFICAÇÃO CITOLÓGICA E ULTRA ESTRUTURAL DOS TIPOS 
CÉLULAS SANGUÍNEAS 99
5.4 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO TECIDO ADIPOSO 105
5.5 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DO TECIDO ADIPOSO 
UNILOCULAR 105
5.6 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DO TECIDO ADIPOSO 
MULTILOCULAR 107
4UNIDADE
5UNIDADE
8
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6 TECIDO MUSCULAR E TECIDO NERVOSO 116
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 116
6.1 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DO TECIDO MUSCULAR 
ESQUELÉTICO 117
6.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DO TECIDO MUSCULAR 
CARDÍACO 123
6.3 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS DO TECIDO MUSCULAR 
LISO 125
6.4 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES DO SISTEMA NERVOSO E SUAS 
RESPECTIVAS FUNÇÕES 127
6.5 COMPONENTES, CARACTERÍSTICAS TECIDUAIS E FUNCIONAIS DO 
SISTEMA NERVOSO CENTRAL 133
6.6 COMPONENTES, CARACTERÍSTICAS TECIDUAIS E FUNCIONAIS DO 
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 134
6UNIDADE
9
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
ICONOGRAFIA10
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
A disciplina de Citologia e Histologia pretende estabelecer condições neces-
sárias para que os alunos conheçam as principais características das células 
procariotas e eucariotas, quanto à sua estrutura, composição de organelas e 
suas respectivas funções. Objetiva-se também compreender como a consti-
tuição molecular reflete nos métodos de estudos utilizados para identificação 
ou separação de cada tipo celular ou tecido específico. Além disso, pretende-
-se apresentar, de maneira sistemática, a organização das células em tecidos
e proporcionar ferramentas para a identificação das características morfofun-
cionais dos diversos tipos de tecidos, tais como o epitelial, o conjuntivo pro-
priamente dito, o sanguíneo, o cartilaginoso, o ósseo, o adiposo, o muscular
e o tecido nervoso. É importante também compreender por que o conhe-
cimento de citologia e histologia é imprescindível para o entendimento de
disciplinas aplicadas e para o desenvolvimento de habilidades práticas.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
11
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Objetivos da disciplina
Ao finalizar a unidade, esperamos que vocês tenham adquirido as seguintes 
habilidades:
• identificar a composição da membrana plasmática e a sua importância para
a manutenção das células e origem de organelas;
• identificar as diversas organelas e as diferentes composições das células
procariotas e eucariotas (animal e vegetal);
• associar as características celulares aos métodos de estudo das células.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
UNIDADE 1
OBJETIVO 
A�������
unidade, 
esperamos que 
possa:
12
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
> Identificar a composição 
da membrana plasmática e a 
sua importância para a 
manutenção das células e 
origem de organelas;
> Identificar as diversas 
organelas e as diferentes 
composições das células 
procariotas e eucariotas
(animal e vegetal);
> Associar as características 
celulares aos métodos de 
estudo das células.
13
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1 CÉLULAS: ASPECTOS GERAIS E 
MÉTODOS DE ESTUDO 
1.1 COMPOSIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA 
MEMBRANA PLASMÁTICA
As células são delimitadas por um envoltório denominado membrana plas-
mática, constituído por moléculas bioquimicamente distintas, tais como lipí-
dios, proteínas e carboidratos. Dessa forma, a membrana plasmática é uma 
importante estrutura celular, pois desempenha diversas funções, atuando 
principalmente como uma barreira com propriedades seletivas entre o meio 
externo e o conteúdo intracelular (LODISH et al., 2014; MEDRADO, 2014).
Além de proporcionar suporte físico para enzimas e o deslocamento de 
substâncias pelo citoplasma das células mediante a formação de vesículas, a 
membrana plasmática desempenha diversas outras funções, tais como:
Barreira de permeabilidade seletiva
a membrana plasmática atua no controle da passagem de íons e 
moléculas pequenas, não ocorrendo de forma indiscriminada entre 
os componentes extracelulares e os intracelulares (De ROBERTIS; HIB, 
2014).
Endocitose e exocitose
na endocitose, a célula incorpora substâncias extracelulares por meio 
da invaginação da membrana plasmática, enquanto na exocitose, 
a célula secreta substâncias, mediante fusão de vesículas com a 
membrana plasmática (De ROBERTIS; HIB, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
14
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Reconhecimento celular
na membrana plasmática existem moléculas que possibilitam o 
reconhecimento entre as células promovendo a aderência entre si e 
com componentes da matriz extracelular (De ROBERTIS; HIB, 2014).
A estrutura fundamental da membrana plasmática é formada por uma bi-
camada de fosfolipídios de diferentes classes e por colesterol. Os fosfolipídios 
são moléculas constituídas por uma cabeça polar ou hidrofílica e por cauda 
de ácidos graxos saturados ou insaturados (hidrofóbicas), conferindo a essas 
moléculas característica anfipática, essencial para a organização da membra-
na plasmática.
Em soluções aquosas puras, os fosfolipídios 
organizam-se de maneira que as caudas de ácidos 
graxos fiquem no interior da bicamada lipídica, por 
meio de ligações químicas não covalentes (ligações 
de Van der Waals), enquanto as cabeças polares 
hidrofílicas de cada monocamada se orientam 
em direção às soluções aquosas. Dessa maneira, a 
característica anfipática dos fosfolipídios possibilita 
a organização dessas moléculas em bicamadas, as 
quais se fecham sobre si mesmas, formando tanto 
vesículas quanto as membranas plasmáticas das 
células (De ROBERTIS; HIB, 2014).
Entretanto, a membrana plasmática também possui o colesterol, as proteínas 
de membrana e os carboidratos na sua constituição. O colesterol, assim como 
os fosfolipídios, é uma molécula anfipática, localizada entre os fosfolipídios, 
em cada monocamada, com o seu agrupamento OH orientado para o meio 
aquoso. A composição de colesterol, bem como a dos fosfolipídios, interfere 
na fluidez da membrana plasmática e, consequentemente, em diversas ou-
tras funções da membrana. Os carboidratos estão predominantemente lo-
calizados externamente à membrana plasmática, formando o glicocálix, atu-
ando no reconhecimento celular e adesão das células à matriz extracelular 
(MEDRADO, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
15
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
As proteínas da membrana plasmática podem ser classificadas em periféricas 
e integrais. As proteínas periféricas estão presentes nas duas faces da mem-
brana e conectam-se às cabeças hidrofílicas dos fosfolipídios ou às proteínas 
integrais, que são aquelas que estão encaixadas nas membranas, entre os 
lipídios da bicamada. Algumas dessas proteínas atravessam toda a bicamada 
lipídica, sendo denominadas proteínas transmembrana, atuando principal-
mente nos mecanismos de sinalização celular, tais como as proteínas do tipo 
G (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005; LODISH et al., 2014).
Os glicolipídeos presentes na membrana plasmática 
dos eritrócitos são utilizados como antígenos 
para a determinação do tipo sanguíneo baseada 
no sistema ABO. A diferença na composição dos 
resíduos de carboidratos dos oligossacarídeos 
presentes nestes glicolipídeos é quem determina o 
tipo sanguíneo. Além disso, é sabido que algumas 
doenças, tais como as úlceras pépticas, são mais 
presentes em pacientes do tipo sanguíneo “O”. 
Para entender melhor sobre o assunto acesse o 
link e leia o artigo “Correlação entre o sistema ABO 
e portadores de doenças gástricas submetidos à 
Endoscopia Digestiva Alta”.
https://editoraverde.org/gvaa.com.br/revista/index.
php/REBES/article/view/7514
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
16
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 1: CONSTITUIÇÃO DA MEMBRANA PLASMÁTICA
Fonte: Adaptada de Jpablo cad/Wikimedia Commons (2008).
A membrana plasmática possui na sua 
composição, receptores, principalmente de origem 
proteica, que interagem especificamente com 
moléculas provenientes do meio extracelular 
tais como hormônios, neurotransmissores e 
fatores do crescimento. A partir da ligação dessas 
moléculas com seus respectivos receptores, são 
desencadeados sinais que serão transmitidos parao interior das células (De ROBERTIS; HIB, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
17
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
 1.2 SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS E SUAS 
ORGANELAS
A estrutura básica da membrana plasmática (MP) é semelhante à de outras 
membranas das células, tais como as que circundam as organelas do sistema 
de endomembranas, a membrana nuclear, as mitocôndrias e os peroxisso-
mos (De ROBERTIS; HIB, 2014).
O sistema de endomembranas é composto, de maneira geral, por diversas 
estruturas, tais como as cisternas, sáculos e túbulos que estão presentes em 
todo citoplasma da célula, e se intercomunicam por meio de vesículas de 
transporte, conforme pode ser observado na figura a seguir (De ROBERTIS; 
HIB, 2014).
FIGURA 2: COMUNICAÇÃO ENTRE ORGANELAS DO SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS
Fonte: Adaptada de De Robertis e Hib (2014, p. 99).
Essas estruturas formam as organelas do sistema de endomembranas, que, 
em conjunto, atuam nas funções de digestão e secreção de substâncias pelas 
células. Esse sistema é constituído pelas seguintes organelas e suas respecti-
vas funções:
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
18
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Retículo endoplasmático rugoso (RER) está envolvido na 
síntese de proteínas destinadas ao retículo, MP, complexo 
de Golgi, lisossomos e secreção:
o RER é formado por uma rede interconectada de túbulos achatados
que está distribuída por todo o citoplasma. Na região citosólica da
membrana dos túbulos, existem os ribossomos, que são organelas
arredondadas com a função de síntese proteica. Então, as proteínas
serão sintetizadas pelos ribossomos, armazenadas nas cisternas do
RER e transportadas por meio de vesículas, com destino a outras
organelas celulares ou secretadas.
Retículo endoplasmático liso (REL) está envolvido na sínte-
se e secreção de lipídios
O REL apresenta estrutura semelhante ao RER, porém com ausência 
de ribossomos associados à face citosólica da membrana, e, portanto, 
recebe a denominação de liso. O volume e distribuição da rede de 
túbulos variam nas diferentes células, de acordo com as suas funções, 
estando envolvido na síntese de lipídios (De ROBERTIS; HIB, 2014). As 
células de Leydig apresentam REL bem desenvolvido devido à síntese 
de hormônios esteroides, como a testosterona.
O Complexo de Golgi (CG) está envolvido na modificação e 
secreção das proteínas e lipídios: 
o CG é formado por 3 a 8 sacos membranosos achatados, encurvados
e empilhados, nas células animais. As cisternas do CG apresentam
polaridade na célula, sendo que a face convexa (cis) está voltada
para o núcleo e para o RE, enquanto a face trans para a membrana
plasmática. Nessas cisternas, as proteínas e os lipídios serão
modificados (glicosilação), empacotados em vesículas destinadas,
principalmente, para a membrana plasmática da célula.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
19
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Endocitose e formação dos endossomos: 
os endossomos são vesículas originadas do processo de endocitose, 
em que ocorre a absorção de substâncias pela célula, por meio da 
invaginação da membrana plasmática. Esse endossomo é 
denominado primário, que ao se fundir com vesículas com enzimas 
hidrolíticas, formam os endossomos secundários, que por sua vez 
originam os lisossomos.
Os lisossomos atuam na digestão intracelular de substân-
cias, patógenos e no processo de autofagia: 
os lisossomos são vesículas originadas das cisternas da face trans do 
CG. Suas enzimas hidrolíticas são sintetizadas no RER e glicosiladas nas 
cisternas do CG. Após a segregação da vesícula no citoplasma, ocorre 
bombeamento de prótons para o seu interior, acidificando e ativando 
suas enzimas digestórias. Os resíduos não digeridos no processo de 
digestão serão eliminados para o meio extracelular, por exocitose.
<FIM O.A SANFONA>
A secreção de substâncias pelas células, tais como lipídios e proteínas ocorre 
devido à mobilização tanto do retículo endoplasmático (rugoso e liso, respec-
tivamente), quanto do complexo de Golgi. Após a síntese dessas substâncias, 
elas são empacotadas em vesículas que serão transportadas pelo citoesque-
leto até a chegada no CG, onde haverá a fusão da membrana das vesículas 
e liberação do conteúdo no interior das cisternas. Nessa organela ocorrem 
processos de glicosilação, sulfatação e fosforilação de proteínas e de lipídios, 
que serão novamente em empacotados em vesículas e, destinados principal-
mente, para a membrana plasmática, mas podendo ser atribuído também à 
formação de lisossomos, por exemplo, a figura a seguir.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
20
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 3: ORGANELAS QUE COMPÕEM O SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS E AS 
DIFERENTES VESÍCULAS DE TRANSPORTE ENTRE ESSAS ORGANELAS
Fonte: Adaptada de De Robertis e Hib (2014, p. 99).
1.3 DEMAIS ORGANELAS CELULARES E SUAS 
FUNÇÕES
Além das diversas organelas anteriormente mencionadas nessa unidade, di-
versas outras estão presentes tanto nas células eucariotas (animal e vegetal) 
quanto nos procariotas. Outros processos celulares, tais como a síntese de 
proteínas citosólicas, a respiração celular e a divisão das células são processos 
também mediados por organelas. Vamos aprender um pouco mais sobre es-
sas organelas e as suas funções? Então, vamos lá!
A síntese de proteínas para secreção ocorre pelas organelas do sistema de 
endomembranas, conforme estudamos anteriormente. Entretanto, algumas 
proteínas possuem atuação na própria célula, sendo traduzidas pelos ribos-
somos livres presentes no citoplasma. Os ribossomos são estruturas celula-
res compostas por duas subunidades, uma maior e outra menor, formadas 
por moléculas de RNA ribossomal e proteínas. Essas subunidades atuam na 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
21
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
transcrição do RNA mensageiro (RNAm) de acordo com a sequência genética 
(códons), que juntamente com o RNA transportador (RNAt), reúne os amino-
ácidos por meio das ligações peptídicas (LODISH et al., 2014; PIRES; ALMEIDA, 
2014).
 As mitocôndrias e os cloroplastos são as únicas organelas celulares que pos-
suem membrana plasmática dupla, presença de ribossomos livres e DNA cir-
cular, semelhante ao das bactérias. Essas características sugerem uma ori-
gem evolutiva comum, denominada Teoria da Endossimbiose.
A síntese de proteínas pelos ribossomos é um 
mecanismo complexo que envolve diversas 
moléculas de RNA, dentre elas o RNAm, RNAt, 
e o próprio RNA ribossomal, desempenhando 
diferentes funções. Para aprender mais sobre a 
atuação dos ribossomos na síntese de proteínas 
assista ao vídeo disponibilizado pelo Casa das 
Ciências no link: https://www.youtube.com/
watch?v=NZ9m4aydAn0
A Teoria da Endossimbiose ou Endossimbiose 
Sequencial foi publicada por Lynn Margulis em 
seu livro “Symbiosis in Cell Evolution” e propôs 
que os cloroplastos e as mitocôndrias foram 
originados a partir da associação de simbiose 
entre um organismo procariótico autotrófico e 
outro organismo unicelular de maiores dimensões, 
obtendo assim proteção e fornecendo ao 
hospedeiro a energia fornecida pela fotossíntese. 
Para saber mais sobre as evidências científicas 
sobre essa teoria, acesse o link (http://www.usp.br/
aunantigo/exibir?id=7875&ed=1390&f=18) e leia o 
texto “Enzima bacteriana encontrada em grupo de 
amebas reforça teoria da endossimbiose” publicado 
pelo Instituto de Biociências da USP.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
22
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicadano D.O.U em 23/06/2017
As mitocôndrias estão presentes nas células eucarióticas. Entre a membrana 
externa e a interna, forma-se o espaço intramembranoso, enquanto que a 
matriz mitocondrial é delimitada pela membrana interna, que apresenta vá-
rios dobramentos que originam as cristas mitocondriais. As mitocôndrias são 
responsáveis pela síntese de moléculas energéticas das células, denominadas 
ATP, que serão utilizados para diversas atividades celulares tais como a meio-
se, mitose e o transporte ativo nas membranas (MEDRADO, 2014).
FIGURA 4: ESTRUTURA DA MITOCÔNDRIA E DO CLOROPLASTO
Fonte: Plataforma Deduca (2020); Adaptada de De Robertis e Hib (2014, p. 147).
Os cloroplastos são estruturas presentes nas células de plantas, algumas 
algas e protistas, envolvidas no processo de fotossíntese. A sua estrutura é 
composta por uma dupla membrana, as quais estão separadas pelo espa-
ço intermembranas. Delimitado pela membrana interna, o estroma consis-
te em uma matriz relativamente homogênea, onde os granum de tilacoides 
(pequenos sacos achatados) estão presentes. A membrana dessas estruturas 
apresentam carotenoides e clorofilas que são essenciais para o processo de 
fotossíntese (Figura anterior).
Os vacúolos estão presentes nas células vegetais 
e estão envolvidos principalmente nas funções de 
controle osmótico da célula e na manutenção do 
pH das células
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
23
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Outras organelas desempenham importantes funções nas células. Os pero-
xissomos são vesículas membranosas semelhantes aos lisossomos, porém as 
suas enzimas são responsáveis pela degradação do peróxido (H2O2) de hidro-
gênio, que é um composto tóxico para as células. Já os centríolos, organelas 
formadas por 9 tríades de microtúbulos interligados, atuam no processo de 
divisão celular (MEDRADO, 2014).
Os centríolos são organelas não envolvidas por 
membrana plasmática, envolvidas nos processos 
de divisão celular, juntamente com outras 
estruturas citoesqueleto. Para aprender mais sobre 
a estrutura e participação dos centríolos na divisão 
celular assista ao vídeo “Centríolos, Centrossomo 
e Citoesqueleto” disponível no link https://www.
youtube.com/watch?v=9KI3D_2CRME
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
24
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1.4 CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULAS 
EUCARIOTAS (ANIMAL E VEGETAL) E 
PROCARIOTAS E AS SUAS PECULIARIDADES
Com o conhecimento que adquirimos sobre as principais organelas e as suas 
funções, iremos agora compreender a composição estrutural e especificida-
des dos principais tipos celulares, dentre eles as a células procarióticas e as 
eucarióticas animal e vegetal.
Fonte: Adaptada de Mariana Ruiz/Wikimedia Commons (2006).
Células procarióticas: as células procarióticas são aquelas que não 
possuem material genético delimitado pela membrana nuclear, também 
denominada carioteca, permanecendo disperso pelo citoplasma em 
região denominada nucleóide. Além disso, a única organela presente 
nessas células são os ribossomos livres, porém menores que os das 
células eucarióticas. As enzimas respiratórias estão presentes numa 
região da membrana plasmática denominada mesossoma. As células 
procarióticas são representadas pelas bactérias, as quais apresentam, 
envolvendo a membrana plasmática, a parede celular formada por 
peptidoglicanos.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
25
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Adaptada de Mediran/Wik imedia Commons (2012).
Célula eucariótica animal: a células eucarióticas animais são 
hetero���as, possuem núcleo delimitado pela carioteca, onde se 
localiza o material genético da célula. No núcleo, há uma concentração 
de RNA ribossomal, em uma região denominada nucléolo. Além disso, 
estão presentes além dos ribossomos, as organelas do sistema de 
endomembranas, tais como o retículo endoplasmático rugoso e liso, 
complexo de Golgi e lisossomos. Possuem também mitocôndrias, 
centríolos e peroxissomos. Representam as células dos protozoários, 
fungos e animais.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
26
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
A composição das células em relação à quantidade e tipos de organelas, além 
da presença de determinados substâncias são as maneiras utilizadas para 
criar ferramentas para o estudo das células e tecidos. Por exemplo, o teste ou 
coloração de Gram, que identifica bactérias de acordo com a composição da 
sua parece celular.
Célula eucariótica vegetal: a célula eucariótica vegetal apresenta 
composição semelhante à célula animal, porém ela é autótrofa, devido 
à presença dos cloroplastos que realizam a fotossíntese. Além disso, 
as células vegetais também possuem o vacúolo e apresentam parece 
celular composta por celulose.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
27
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1.5 MÉTODOS DE ESTUDO DAS CÉLULAS: 
PREPARAÇÃO TECIDUAL, COLORAÇÕES, 
IMUNOHISTOQUÍMICAS E DIFERENTES TIPOS DE 
MICROSCOPIA
 Os conhecimentos sobre as células progridem ao logo dos anos, concomitan-
temente com o aprimoramento das técnicas para estudá-las. O termo célula 
foi cunhado pelo naturalista Robert Hooke (1635-1703) ao observar fatias finas 
de cortiça, utilizando um simples microscópio produzido por ele mesmo.
Hoje sabemos que é possível o estu-
do de células vivas ao microscópio. 
Entretanto, para viabilizar os estudos 
das células ou tecidos utilizando um 
microscópio de luz ou eletrônico, é 
necessário preparar amostras que 
permanecem preservadas, como as 
lâminas histológicas. Para isso, é ne-
cessário que haja uma preparação 
do tecido, com o objetivo de possibi-
litar a observação das suas caracte-
rísticas estruturais de maneira mais 
próxima ao real possível, ou seja, de 
quando as células estavam vivas.
A preparação dos tecidos envolve 
vários procedimentos, que variam 
de acordo com o objetivo do estudo 
do pesquisador. De maneira geral, podemos observar as seguintes etapas de 
preparação tecidual:
Robert Hooke foi um naturalista 
que muito contribui para o início 
dos estudos das células. Para 
conhecer mais sobre as suas 
invenções e suas contribuições 
para os estudos de biologia celular, 
acesse o link (http://www.abfhib.
org/FHB/FHB-06-1/FHB-6-1-07-
Roberto-Martins.pdf) e leia o 
texto “Robert Hooke e a pesquisa 
microscópica dos seres vivos”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
28
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
 Fixação
a fixação é um processo necessário para conservar a estrutura e 
disposição das moléculas existentes no tecido. Geralmente, esse 
processo é químico, e ocorre com a adição de substâncias que 
promovem a formação de pontes entre as proteínas, conservando a 
estrutura quaternária das mesmas e mantendo a estrutura tecidual. 
Existem diversos tipos de fixadores, dentre eles o formol, glutaraldeído, 
paraformoldeído e o álcool. A escolha do fixador a ser utilizado 
depende do objetivo do seu estudo.
Inclusão
 a inclusão do tecido é necessária para conferir resistência e suporte 
para a próxima fase da preparação, denominada microtomia. 
Na inclusão, fragmentos de tecido é colocado em parafina ou 
resinas plásticas. Após a polimerização dessas substâncias em 
formas especiais, são formados os blocos histológicos. Entretanto, 
as substâncias de inclusão possuem características hidrofóbicas, 
necessitando que o tecido passe, anteriormente, por processo de 
desidratação, possibilitando a penetração da substância de inclusão no 
fragmento de tecido.
Microtomia
agora, os blocos formados na etapa anterior contendo os fragmentos 
de tecido precisam ser cortados em fitas de tecido, bastante delgadas. 
Para microscopia de luz (ML), esses cortes precisam ter de 1a 6 mm. 
Entretanto, para a microscopia eletrônica (ME), esses cortes variam de 
0,02 a 0,1 mm. As secções são obtidas utilizando-se navalhas de ação 
em aparelhos denominado micrótomos (ML) ou navalhas com cortes 
de diamante em ultramicrótomos (ME) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 
2005).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
29
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Coloração tecidual
 Após a obtenção dos cortes, eles são colocados em lâminas de vidro, 
que seguem para o processo de colocação. Essa fase é necessária 
pois muitos componentes celulares são transparentes ou incolores, 
dificultando a observação. Os corantes são divididos em dois 
grupos. Os básicos (ex: hematoxilina) apresentam atração pelos 
componentes ácidos das células, como o DNA e RNA (estruturas 
basofílicas). Entretanto, os ácidos (ex: eosina) apresentam atração pelos 
componentes básicos das células, como as proteínas citoplasmáticas 
(estruturas acidófilas) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005).
Imunohistoquímicas
As reações de imunohistoquímicas permitem identificar proteínas 
nas células utilizando anticorpos. Geralmente, envolve uma complexa 
preparação, em que anticorpos primários se ligam a determinada 
proteína da célula (proteína alvo), e posteriormente, um anticorpo 
secundário, específico ao primário, e acoplado a uma molécula 
(fluorescente), é adicionado na preparação, permitindo a visualização 
da proteína alvo no tecido com a utilização de microscópio de 
fluorescência ou confocal. 
Após a preparação, o tecido pode ser examinado utilizando-se microscopia de 
luz (Figura 5) ou microscopia eletrônica. É importante ressaltar que hoje exis-
tem diversos tipos de microscopia de luz tais como a confocal, fluorescência 
e contraste de fase.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
30
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 5: COMPONENTES DO MICROSCÓPIO DE LUZ
Fonte: Adaptada de Mathe.feitosa/Wikimedia Commons (2017).
A microscopia eletrônica também se desenvolveu bastante, permitindo tan-
to a observação de pequenas organelas (microscopia eletrônica de transmis-
são), quanto detalhes de superfície dos organismos (microscopia eletrônica 
de varredura). 
Para aprender mais sobre os princípios de 
funcionamento e aplicação da microscopia 
confocal, assista ao vídeo disponibilizado pela 
Escola CVI no link: https://www.youtube.com/
watch?v=GC9hEdRbc0w
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
31
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Dentro de inúmeras possibilidades, é necessário saber que a preparação teci-
dual e o microscópio a ser utilizado deve se adaptar ao tipo celular ou proteína 
a ser estudada em determinado tecido.
CONCLUSÃO
Ao longo dessa unidade aprendemos a identificar as características básicas 
das células e os seus componentes, bem como os métodos e tecnologias uti-
lizadas para o estudo das células.
Incialmente, analisamos e compreendemos como a composição bioquímica 
das membranas determina a sua organização e disposição nas células. Apren-
demos também, que a membrana não é uma barreira inerte, e está envolvida 
na seleção de substâncias que são absorvidas e secretadas pela célula.
Além disso, vimos que as diversas atividades desempenhadas pelas células, 
tais como respiração e digestão celular, ocorrem em determinadas estruturas 
especializadas das células denominadas organelas. Abordamos todas as or-
ganelas e suas respectivas funções tanto nas células procariotas, quanto nos 
eucariotas (animal e vegetal).
Por fim, aprendemos a importância do desenvolvimento dos métodos de es-
tudo em biologia celular para ampliar o conhecimento sobre as células e te-
cidos. 
Atualmente, a microscopia eletrônica de 
transmissão tem sido bastante utilizada para a 
descrição estrutural de nanopartículas utilizadas 
em diversos estudos biológicos, como a utilização 
desses compostos para delivery gênico. Para que 
as pesquisas sejam eficientes e reproduzíveis, é 
necessário que nanotubos, por exemplo, possuam o 
mesmo tamanho e pouca contaminação por outras 
substâncias. Para aprofundar seus conhecimentos 
sobre o assunto, acesse o link (https://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0366-
69132015000200269&lng=pt&tlng=pt) e leia o artigo 
“Estudo da sinterização de nanopartículas por 
microscopia eletrônica de transmissão in situ”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
UNIDADE 2
> identificar as principais
organelas envolvidas nas
funções energéticas, de
movimento, manutenção
do formato e síntese de
proteínas nas células;
> distinguir as características
moleculares dessas
organelas;
> associar as caraterísticas
moleculares das organelas
às suas respectivas funções
desempenhadas dentro da
célula.
OBJETIVO 
A�������
unidade, 
esperamos que 
possa:
32
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
33
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2 CÉLULAS: ATIVIDADE 
METABÓLICA, MOVIMENTOS E 
SÍNTESE PROTEICA
INTRODUÇÃO
Após vocês aprenderem sobre as diferenças entre as células procariotas e eu-
cariotas, as organelas presentes nessas células e suas respectivas funções, va-
mos dar continuidade aos estudos, aprofundando nas funções desempenha-
das pela mitocôndria, pelas proteínas do citoesqueleto e pelo núcleo celular. 
Então, nesta unidade, iremos abordar os processos de produção de energia, 
dos movimentos intracelulares e celulares, bem como abordaremos os meca-
nismos envolvidos na síntese de proteínas.
Quando pensamos em produção de energia pelas células, logo lembramos 
das moléculas de ATP e a quebra da molécula de glicose para a obtenção de 
energia. Grande parte desse processo acontece nas mitocôndrias, sendo de-
nominado fosforilação oxidativa. Iremos entender os principais mecanismos 
de formação do ATP e onde eles ocorrem dentro da mitocôndria. 
Além disso, a energia produzida pelas células é necessária para execução de 
diversas atividades celulares, tais como o transporte de vesículas dentro das 
células. Entretanto, para isso, também é necessário a presença de microtúbu-
los, que estão estruturas filamentosas formadas por proteínas. Essas estrutu-
ras, assim como os filamentos intermediários e os filamentos de actina, cons-
tituem o citoesqueleto, que também atuam na manutenção do formato da 
célula.
Por fim, abordaremos a composição do núcleo celular e a sua importância 
para o processo de síntese de proteínas. Abordaremos também os principais 
mecanismos envolvidos na transcrição e tradução proteica.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
34
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2.1 MITOCÔNDRIA: TEORIA EVOLUTIVA, 
PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO E 
ARMAZENAMENTO DE ENERGIA
Vamos entender agora como ocorre os processos de produção de energia 
metabólica dentro das células, pelas organelas denominadas mitocôndrias.
As mitocôndrias são organelas delimitadas por dupla membrana. A membra-
na externa é lisa e reveste a organela, enquanto a membrana interna apresen-
ta diversas projeções para o interior da organela, formando as cristas mitocon-
driais (MEDRADO, 2014).
A dupla membrana delimita dois importantes espaços nessas organelas, 
que desempenham diferentes funções no processo metabólico de quebra 
de compostos orgânicos para a obtenção de energia. Um deles, o espaço in-
tramembranoso, está localizado entre as duas membranas da mitocôndria, 
enquanto a matriz mitocondrial é delimitada pela membrana interna (Figura 
1) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005; MEDRADO, 2014).
As cristas mitocondriais geralmente possuem 
formato de prateleiras, mas em células produtores 
de hormônios esteroides, como as células de Leydig, 
elas adquirem formatos tubulares. As mitocôndrias 
dessas células, ao serem observadas em um corte, 
apresentam cristas em aspecto vesicular. Para 
entender um poucomais sobre essa variedade, 
leia o “Capítulo 4 – Papel das mitocôndrias na 
transformação e armazenamento de energia” do 
livro “Biologia celular e molecular” dos autores Luiz 
C. Junqueira e José Carneiro.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
35
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 1: ESTRUTURA DAS MITOCÔNDRIAS 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
Na matriz mitocondrial encontramos um material com certa granulosidade, 
que contém proteínas, moléculas de DNA circular, RNA, além de pequenos 
ribossomos.
A origem das mitocôndrias foi postulada pela 
pesquisadora Lynn Margulis em 1970, que propôs 
que essas organelas teriam se originado a partir 
de eventos de endossimbiose que ocorreram no 
início da evolução das células eucarióticas. A teoria 
é conhecida como “Teoria da Endossimbiose”. Para 
entender mais sobre a teoria e suas evidências 
científicas, clique no link e assista ao vídeo “Teoria 
da endossimbiose - flashdica”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
36
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
O processo de obtenção de energia pelas células inicia-se no citosol, com a degradação inicial 
das moléculas de glicídios (glicose) e lipídios, gerando um saldo líquido de dois mols de 
ATP e a produção de piruvato (ou ácido pirúvico), que se difunde para a mito-
côndria (MEDRADO, 2014). Esse processo é denominado glicólise anaeróbia.
Ao entrar na mitocôndria a molécula de piruvato será oxidada pelo processo 
de fosforilação oxidativa, o que levará a formação de mais 36 mols de ATP.
O mecanismo e oxidação do piruvato até a formação de água e gás carbônico 
será didaticamente dividido em três mecanismos: a produção da acetilcoen-
zima A (acetil-CoA), o ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs) e a cadeia transpor-
tadora de elétrons.
A síntese dos ATPs é possível devido à existência de 
uma enzima motora presente na membrana da 
crista mitocondrial, denominada ATP sintase. Para 
entender melhor o funcionamento dessa proteína 
motora e a síntese dos ATPs, clique no link e assista 
ao vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=GM9buhWJjlA
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
37
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1. Produção do acetil-CoA:
Na matriz mitocondrial, o piruvato é convertido em acetil-CoA, por um 
complexo multienzimático denominado complexo desidrogenasse 
do piruvato, que converte o piruvato em acetil-CoA com a formação 
de NADH e uma molécula de CO2, que se difunde pela membrana da 
mitocôndria. O acetil-CoA também pode ser formado pela oxidação 
de ácidos graxos, sendo destinado ao ciclo de Krebs (JUNQUEIRA; 
CARNEIRO, 2005).
Fon������ada de OpenStax College, Biology (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
38
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2. Ciclo do ácido cítrico ou de Krebs:
É uma sequência cíclica de reações enzimáticas em que ocorre a 
atuação de enzimas denominadas desidrogenases e descarboxilases, 
ainda na matriz mitocondrial. Com a atuação desse complexo proteico, 
ocorre a liberação de vários prótons, elétrons e CO2 dos compostos 
orgânicos. Os elétrons são captados por moléculas como o FAD, NAD 
e os citocromos, que irão transportá-los para a cadeia respiratória. 
Os hidrogênios em forma de prótons são liberados na matriz 
mitocondrial. Para isso, o acetil-CoA é condensado com o oxalacetato, 
formando o ácido cítrico, que ao passar pelo ciclo, sofre a ação das 
desidrogenases e descarboxilases voltando a se formar o oxalacetato. 
Os produtos dessas reações serão utilizados na cadeia respiratória de 
elétrons (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005).
Fon������ada de OpenStax College, Biology (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
39
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3. Cadeia transportadora de elétrons:
Constitui-se de compostos não enzimáticos denominados citocromos, 
que possuem a função de transportar elétrons. Essas proteínas 
estão localizadas nas cristas mitocondriais, e transportam elétrons 
de alta energia, que irão cedendo energia para a produção do ATP, 
havendo produção de 36 mols de ATP por mol de glicose consumida. 
No final, esses elétrons são captados por moléculas de oxigênio, 
que posteriormente se combinam com os íons H+, formando uma 
molécula de água (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005).
Fonte: Adaptada de Avissar et al. (2013).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
40
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2.2 CARATERÍSTICAS MOLECULARES DO 
CITOESQUELETO
O citoesqueleto é formado por um conjunto de proteínas que estão envolvi-
das na manutenção do formato das células, estabilização e ancoramento das 
organelas e movimentação de substâncias dentro dessas células, como por 
exemplo, de vesículas sinápticas.
Dessa forma, os principais elementos do citoesqueleto são os microfilamen-
tos, os filamentos intermediários e os microtúbulos.
Microfilamentos: 
Os microfilamentos são representados pelos filamentos de actina e 
de miosina. Os filamentos de actina são formados por subunidades 
globosas de actina G, que se polimerizam, lembrando um colar 
de pérolas. A estrutura quaternária, que possui de 5 a 7 nm de 
espessura, é constituída por dois filamentos entrelaçados, formando 
a actina F. Dentre os diversos tipos de actina nas células, alguns são 
extremamente dinâmicos e outros são fixos, como ocorre na fibra 
muscular estriada. Nessas células, juntamente com a miosina, a 
actina está envolvida na atividade contrátil do músculo (JUNQUEIRA; 
CARNEIRO, 2005; MEDRADO, 2014).
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
41
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Filamentos intermediários
Os filamentos intermediários possuem aproximadamente de 8-10 nm 
de espessura e são constituídos por diversas proteínas, que são mais 
estáveis que os microfilamentos e os microtúbulos, por não serem 
constituídas por subunidades. Atuam principalmente na constituição 
estrutural das células. Os filamentos intermediários são: a queratina, a 
vimentina, desmina, as proteínas ácidas fibrilares da glia e as proteínas 
dos neurofilamentos (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005; MEDRADO, 2014).
Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
42
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Microtúbulos
 Os microtúbulos são finos tubos proteicos encontrados no citoplasma 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
2.3 FUNÇÕES DO CITOESQUELETO: 
MANUTENÇÃO DO FORMATO E MOVIMENTOS 
CELULARES
Após aprendermos sobre os principais constituintes do citoesqueleto, agora 
iremos adentrar nas principais funções desempenhadas por essas proteínas. 
De maneira geral, essas proteínas atuam na manutenção do formato das cé-
lulas, nos movimentos celulares como a contração, emissão de pseudópodes, 
deslocamento intracelular de organelas, cromossomos e vesículas. Além dis-
so, o deslocamento de vesículas e organelas intracelulares são dependentes 
de proteínas motoras, representadas pelas dineínas e cinesinas, que se deslo-
cam pelos microtúbulos (De ROBERTIS; HIB, 2014). 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
43
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Agora que sabemosas funções gerais do citoesqueleto, iremos discutir um 
pouco mais sobre as funções desempenhadas por cada grupo proteico.
Microtúbulos: 
os microtúbulos participam da movimentação de cílios e flagelos, 
transporte intracelular de partículas, deslocamentos dos cromossomos 
na meiose e também no estabelecimento do formato das células. 
Durante a divisão celular, os microtúbulos se formam a partir do 
fuso mitótico, se ligam ao centrossomo dos cromossomos, e atuam 
na separação dos cromossomos homólogos durante a metáfase I 
(MEDRADO, 2014).
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
Os microtúbulos são estruturas muito dinâmicas, 
com grande capacidade de polimerização e 
despolimerização, de acordo com a necessidade da 
célula. Para saber um pouco mais sobre as funções e 
mecanismos de funcionamentos dos microtúbulos 
sugiro o vídeo disponível no link
https://www.youtube.com/watch?v=HxtmgLSwXtY.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
44
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Filamentos intermediários: 
os filamentos intermediários estão envolvidos na manutenção das 
estruturas das células. Os filamentos de queratina são encontrados 
em células epiteliais e nos pelos, unhas e chifres. Nessas células, os 
filamentos intermediários estão presentes nas junções intercelulares 
denominadas desmossomos, atuando na manutenção da coesão do 
tecido. Nos fibroblastos, os filamentos de vimentina estão associados à 
membrana nuclear e plasmática, mantendo a posição do núcleo e do 
fuso mitótico (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2005).
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
45
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Microfilamentos: 
as funções dos filamentos de actina estão relacionados aos 
movimentos celulares. Em associação com a miosina, atuam na 
contração muscular estriada, bem como durante a divisão celular, 
durante a citocinese, promovendo a separação das células. Estão 
presentes também nas microvilosidades das células epiteliais e na 
emissão de pseudópodes durante o processo de fagocitose, forrando 
o córtex celular, abaixo da membrana plasmática, que também possui
função de sustentação.
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
46
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2.4 COMPOSIÇÃO DO NÚCLEO CELULAR
O núcleo celular é a estrutura que define as células eucarióticas, pois a maioria do 
material genético da célula está contida nessa região envolvida pela cariote-
ca, também conhecida como membrana nuclear. Dessa forma, o núcleo re-
presenta o centro de controle das atividades celulares porque, além de conter 
o genoma da célula, possui também toda a maquinaria molecular necessária
para duplicar o DNA, para a síntese e processamento de todos os tipos de
RNA que serão utilizados para a síntese de proteínas (JUNQUEIRA; CARNEI-
RO, 2005; MEDRADO, 2014).
Os principais componentes do núcleo são: o envoltório nuclear (carioteca), a 
cromatina e o nucléolo, conforme pode ser observado na figura a seguir.
FIGURA 2: ESQUEMA DO NÚCLEO CELULAR
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
O envoltório nuclear delimita o conteúdo intranuclear do citoplasma, apresen-
tando membrana externa com ribossomos aderidos à superfície citoplasmá-
tica que possui continuidade com a membrana que compõe o retículo endo-
plasmático rugoso. A membrana interna está intimamente ligada a uma rede 
de moléculas proteicas que ajuda a estabilizar o envoltório nuclear e confere 
apoio aos cromossomas interfásicos, chamada lâmina nuclear (JUNQUEIRA; 
CARNEIRO, 2005; MEDRADO, 2014). A membrana nuclear possui poros nucle-
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
47
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ares com proteínas do Complexo do Poro, que controlam o trânsito de molé-
culas entre o núcleo e o citoplasma.
A cromatina é constituída pelos filamentos de DNA celular associados a proteínas, princi-
palmente às histonas. As histonas são um conjunto de subunidades proteicas, que apresen-
ta os filamentos de DNA enrolados em torno de sua estrutura, o que nos faria lembrar de 
um carretel de linha. Essa estrutura, formada pela associação das histonas com o DNA, é 
denominada nucleossomos (De ROBERTIS; HIB, 2014) (Figura 3). Os nucleos-
somos associam-se formando um arranjo helicoidal que assume organiza-
ção cada vez mais complexa, até a formação dos cromossomos, com grande 
compactação dos filamentos de DNA.
O transporte de RNA mensageiro do núcleo para o 
citoplasma das células é necessário para que ocorra 
a síntese de proteínas. Esse transporte é mediado 
por proteínas que atravessam o complexo do poro 
presente na carioteca. Para entender um pouco 
mais sobre o núcleo e a estrutura dos poros, clique 
no link e assista ao vídeo “Núcleo celular”.
https://www.youtube.com/watch?v=gLE9mhRVs7c
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
48
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 3: ESTRUTURA DO NUCLEOSSOMO
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
Em micrografias eletrônicas do núcleo celular, pode-se observar a presença 
de regiões mais eletrondensas, denominadas heterocromatina, que apresen-
tam cromatina densamente compactada, o que indica a não transcrição des-
ses genes, e menor atividade celular. O contrário ocorre nas regiões elétron-
-lucidas, denominadas eucromatinas.
A condensação da cromatina é necessária para 
a organização do material genético no núcleo e 
também para o controle da transcrição gênica. Para 
saber um pouco mais sobre a estrutura e função das 
estonas no processo de condensação da cromatina, 
acesse o link e assista ao vídeo “Células e Tecidos”.
https://www.youtube.com/watch?v=aGQVwwN_
C48
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
49
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
O nucléolo é o local de produção de ribossomas. Aparecem geralmente como 
estruturas arredondadas densas no interior do núcleo, formadas principal-
mente por RNAr e proteínas (MEDRADO, 2014).
2.5 ORGANELAS ENVOLVIDAS NA SÍNTESE 
PROTEICA 
A estruturas celulares envolvidas na síntese de proteínas são o núcleo, o retí-
culo endoplasmático rugoso, o complexo de Golgi e os ribossomos livres.
As funções dessas organelas na síntese de proteínas foram estudadas com 
profundidade na Unidade 1, e aprendemos que a síntese de proteínas que são 
utilizadas pelas próprias células é sintetizada pelos ribossomos livres no cito-
plasma. Entretanto, as proteínas secretadas pelas células são produzidas no 
retículo endoplasmático rugoso, modificadas no complexo de Golgi, empaco-
tadas em vesículas que serão transportadas pelo deslocamento das proteínas 
motoras nos filamentos de microtúbulos, até atingir a membrana plasmática.
2.6 ASPECTOS MOLECULARES DA SÍNTESE 
PROTEICA 
Agora vamos abordar a síntese de proteínas em relação aos aspectos molecu-
lares. A primeiro questionamento a se fazer é como as proteínas são sintetiza-
das a partir dos genes? Então, vamos lá!
O processo de síntese de proteínas é dividido em duas grandes fases. São elas, 
a transcrição e a tradução.
Gostaria de lembrar onde estão localizadas essas 
organelas nas células eucarióticas? Imagine estão 
observando essas organelas em uma célula 3D! 
Para percorrer essa divertida jornada pelo projeto 
Célula Interativa em 3D, acesse o link e divirta-se!
http://3d.cl3ver.com/11VrPc
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRORealce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
50
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
A transcrição é o processo no qual um gene da sequência de DNA é copia-
do ou transcrito para fazer uma molécula de RNA, denominada RNA mensa-
geiro (RNAm). Essa transcrição é necessária, pois o DNA precisa permanecer 
conservado no núcleo celular, e o RNAm, leva a mensagem do núcleo para o 
citoplasma da célula.
O processo de transcrição do RNAm inicia-se quando a RNA polimerase se 
liga a uma sequência promotora próxima ao início de um gene, diretamen-
te ou através das proteínas auxiliares, denominados fatores de transcrição. A 
RNA polimerase usa a fita de DNA molde como uma referência para fazer 
uma molécula de RNAm de maneira complementar. O RNAm formado, atra-
vessa a carioteca nuclear com o auxílio das proteínas do complexo do poro. 
Caso possua na sua fita uma sequência sinalizadora poderá ser destinada ao 
retículo endoplasmático rugoso. Na ausência, essa molécula irá para o cito-
plasma celular, onde ocorrerá a tradução.
A tradução é o processo em que ocorrerá a leitura dos códons das bases ni-
trogenadas da molécula de RNAm pelos ribossomos, que podem ser livres ou 
associados às cisternas do retículo endoplasmático rugoso. Nesse processo, 
os ribossomos irão identificar o códon de início da transcrição, ligando as suas 
duas subunidades à molécula de RNAm.
Os fatores de transcrição são moléculas que 
controlam a transcrição do RNA mensageiro no 
núcleo. Alguns fatores de transcrição são necessários 
para o correto desenvolvimento do embrião. Para 
saber mais sobre o fator de transcrição Sp7, acesse 
o link e leia o artigo “Desenvolvimento dentário
relacionado com o fator de transcrição Sp7”
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
51
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Após essa fase, os ribossomos passam a identificar os códons e recrutar os 
RNAt com anticódons complementares. Cada RNAt carrega em sua estru-
tura o aminoácido correspondente ao códon em questão. Ao serem disponi-
bilizados para os ribossomos, ocorre a ligação dos resíduos de aminoácidos 
adjacentes pelas ligações peptídicas. Esse processo se repete várias vezes, de-
pendendo do tamanho do polipeptídio, até que o ribossomo atinja o códon 
referente à pausa da tradução.
Gostaria de saber detalhadamente sobre os 
processos moleculares envolvidos no processo de 
tradução das proteínas. Então, acesse o link e assista 
ao vídeo “Tradução: Síntese Proteica” (https://www.
youtube.com/watch?v=ywMYH1D8OTc&t=65s)
Gostaria de saber um pouco mais sobre os processos 
moleculares envolvidos na síntese proteica? Então 
acesse o link e leia o capítulo 8 “Mecanismos 
genéticos básicos” do livro “Biologia molecular”.
https : //educapes .capes .gov.br/b i tst ream/
capes/431618/2/Livro_Biologia%20Molecular.pdf
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
52
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONCLUSÃO
Ao longo dessa unidade aprendemos os mecanismos envolvidos na síntese 
metabólica de energia, nos movimentos e manutenção do formato das célu-
las, bem como aspectos da síntese proteica.
Inicialmente abordamos os mecanismos da síntese metabólica de energia 
pelas mitocôndrias em seus diferentes compartimentos, a matriz e as cristas 
mitocondriais.
Aprendemos também sobre a função e constituição do citoesqueleto, que é 
formado por proteínas que fornecem um arcabouço de sustentação das cé-
lulas.
Além disso, vimos os principais aspectos estruturais do núcleo celular e como 
ocorre a organização do material genético no seu interior, e como essa orga-
nização influencia na síntese de proteínas.
E por falar em síntese de proteínas, por fim, abordamos as organelas envolvi-
das nesses processos, bem como os principais mecanismos da transcrição e 
tradução, alcançando a produção final de proteínas.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
53
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ANOTAÇÕES
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
UNIDADE 3
> identificar as características
citológicas e histológicas do
tecido epitelial e do tecido
conjuntivo;
> distinguir as características
citológicas e histológicas
dos diferentes tipos de
tecido epitelial, bem como
discernir as peculiaridades
das variedades de tecido
conjuntivo;
> associar as caraterísticas
morfológicas dos tecidos
epiteliais e conjuntivos às
suas respectivas funções.
OBJETIVO 
A�������
unidade, 
esperamos que 
possa:
54
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
55
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3 TECIDOS EPITELIAIS E TECIDOS 
CONJUNTIVOS
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Agora que vocês já conhecem o que são as células, as funções vitais desem-
penhadas pelas suas principais organelas e as peculiaridades que diferem as 
células eucarióticas das procarióticas, vamos então começar a explorar como 
essas células agrupam-se, formando os tecidos. E, não se esqueçam! As fer-
ramentas e técnicas que vocês aprenderam para estudar as células, também 
são validas para a análise dos tecidos!
Mas qual seria o conceito de tecido? Bem, os tecidos são formados por uni-
dade menores, denominadas células. De acordo com as características mor-
fológicas e aspectos funcionais, essas células agrupam-se, formando então, 
os tecidos. Os órgãos são constituídos por uma variedade de tecidos, o que 
possibilita com que os órgãos desempenhem funções complexas.
Nos organismos, existem quatro tipos básicos de tecidos: o tecido epitelial, o 
tecido conjuntivo, o tecido muscular e o tecido nervoso. Agora, iremos estudar 
as caraterísticas e funções do tecido epitelial de revestimento e glandular e do 
tecido conjuntivo propriamente dito.
Você de estar se perguntando, como são as células do tecido epitelial? E as do 
tecido conjuntivo? O que distingue esses dois importantes tecidos? Não se 
preocupe, iremos responder a essas indagações ao longo da unidade. Vamos 
começar?
3.1 AS FORMAS, CARACTERÍSTICAS E 
ESPECIALIZAÇÕES DAS CÉLULAS EPITELIAIS
O tecido epitelial é caracterizado pela organização das células de maneira jus-
taposta, com a presença de escassa matriz extracelular, formada pela lâmina 
basal. As células epiteliais possuem formato poliédrico e são conectadas entre 
si por especializações da membrana plasmática denominadas junções inter-
celulares, responsáveis não somente pela coesão do tecido, mas também pela 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
56
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
comunicação entre as células vizinhas. Essas junções são categorizadas em 
zônulas de adesão, zônulas de oclusão e junções comunicantes (JUNQUEIRA; 
CARNEIRO, 2017).
A manutenção das junções intercelulares é 
importante para a manutenção da coesão do tecido 
e consequentemente para o correto desempenho 
de suas funções. Alterações na composição e na 
estrutura das proteínas que formam as junções 
podem gerar doenças como o câncer. Para 
aprender mais sobre as junções intercelulares, 
assista ao vídeo.
A região apical das células epiteliais possui modificações que irão atuar na 
melhoria da função desempenhada pela célula, podendo estar associadas ao 
aumento da superfície celular, ou até mesmo em funções sensoriais. As prin-
cipais especializações da superfície das células epiteliais são as microvilosida-
des, os cílios, os flagelos e os estereocílios.<INÍCIO DO O.A ABAS>
Fonte: Adaptada de Wikimedia (2020).
1 Microvilosidades: as microvilosidades são 
prolongamentos da membrana plasmática 
caracterizadas por expansões curtas ou longas 
em formato de dedos (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 
2017). Atuam no aumento da superfície de 
absorção das células, tais como as do epitélio do 
intestino delgado e a dos túbulos contorcidos 
proximais dos rins. Possuem glicocálix bastante 
desenvolvido e, internamente, são constituídas 
por ����tos de actina interconectado por 
proteínas.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
57
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2. Estereocílios: os estereocílios são
projeções citoplasmáticas da superfície
celular, longas (maior comprimento
ao comparado às microvilosidades),
r���adas e imóveis. Promovem o
aumento da superfície de absorção
de restos celulares no epidídimo e no
ducto deferente. Portanto, na orelha
interna, atuam em funções sensoriais.
Internamente, os estereocílios são
formados por feixes de ����tos de
actina, interconectados por proteínas.
3. Cílios: são estruturas longas e com
motilidade, presente nas células
epiteliais do trato respiratório superior,
bem como nas tubas uterinas, estando
envolvidos no transporte de substâncias,
como o muco. Os cílios são envolvidos
por membrana, inseridos nas células
pelos corpúsculos basais, e formado por
nove pares de microtúbulos periféricos
e dois centrais, que ao associarem
com as proteínas motoras (dineínas),
promovem o batimento ciliar.
4. Flagelos: os ���� no corpo
humano estão presentes somente nos
espermatozoides e possuem estrutura
bastante semelhante aos cílios, porém,
são mais longos e limitados a um por
célula (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
58
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DOS EPITÉLIOS DE REVESTIMENTO
O tecido epitelial desempenha diversas funções, sendo que a principal delas é 
o revestimento. Além de revestir todo o corpo, por meio da epiderme, o tecido
epitelial envolve também os órgãos do sistema digestório, respiratório, uriná-
rio, reprodutor e os vasos sanguíneos e linfáticos. No intestino, dentre outras
funções, o epitélio está responsável pela absorção de moléculas provenientes
da digestão dos alimentos. Já no neuroepitélio olfatório e gustativo, esse te-
cido atua na percepção de estímulos. No sistema reprodutor, o epitélio está
envolvido na produção de gametas.
Os epitélios de revestimento são classificados de acordo com o número de 
camadas de células, e conforme o formato das células da camada superficial. 
Dessa maneira, os epitélios de revestimento simples são aqueles que pos-
suem somente uma camada de células epiteliais, enquanto que os estratifi-
cados, apresentam mais de uma camada. Entretanto, de acordo com a mor-
fologia, eles podem ser classificados em: pavimentoso, cúbico ou prismático 
(cilíndrico) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
1. Tecido epitelial simples pavimentoso: esse tecido é formado por
uma camada de células epiteliais, que, se apresentarem formato
pavimentoso, é �����ado como epitelial simples pavimentoso.
Esse epitélio reveste as paredes internas dos vasos sanguíneos,
desempenhando funções de transporte de substâncias por pinocitose.
O epitélio pavimentoso também cobre a cavidade pericárdica, pleural
e peritoneal (mesotélio).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
59
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2. Tecido epitelial simples cúbico: quando a camada única de células
epiteliais tem formato cúbico, o tecido é �����ado como epitelial
simples cúbico. Esse tecido é encontrado no organismo humano
revestindo externamente os ovários, os dutos das glândulas e os
folículos tireoidianos, desempenhando funções de revestimento e
secreção de substâncias, como os hormônios tireóideos.
3. Tecido epitelial simples prismático ou colunar: quando a camada
única de células epiteliais tem formato prismático ou colunar, o tecido
é �����ado como epitelial simples prismático. O revestimento do
intestino e da vesícula biliar possui essa �����ação e desempenham
as funções de proteção, ����ação, absorção e secreção de
substâncias necessárias para a digestão dos alimentos. As células
epiteliais colunares que revestem a tuba uterina apresentam cílios na
sua superfície.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
60
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
O tecido epitelial pseudoestratificado é assim denominado por apresentar 
núcleos em várias camadas, apesar de possuir somente uma camada de cé-
lulas. Isso acontece, pois apesar de todas as células estarem em contato com 
a lâmina basal, nem todas alcançam a superfície do epitélio (Figura 1). As cé-
lulas basais são mais achatadas e com o núcleo próximo a lâmina basal. Esse 
epitélio reveste as vias respiratórias superiores, como a traqueia, brônquios e 
parte das fossas nasais.
FIGURA 1: TECIDO EPITELIAL SIMPLES PRISMÁTICO CILIADO
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
O tecido epitelial estratificado possui mais de uma camada de células 
em sua constituição e está envolvido na função de proteção dos órgãos e na 
proteção do corpo, no caso da epiderme. Os principais tipos de tecido epite-
lial, suas localizações, bem como as suas funções, podem ser observados na 
figura 2.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
61
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 2: TECIDO EPITELIAL ESTRATIFICADO
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
O tecido epitelial possui inúmeras funções, sendo 
que o tecido epitelial de revestimento possui a 
principal função de revestimento e proteção do 
corpo. A epiderme (tecido epitelial de revestimento 
estratificado pavimentoso) funciona como 
proteção contra atritos mecânicos, bem como da 
desidratação do corpo. Para aprender mais sobre 
a biologia dos epitélios de revestimento, assista ao 
vídeo. 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
62
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3.3 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DO EPITÉLIO GLANDULAR
As células epiteliais glandulares originam-se pelo processo de proliferação 
das células do epitélio de revestimento que, durante o período embrionário, 
invadem o tecido conjuntivo subjacente e se diferenciam, especializando-se 
na elaboração de produtos de secreção variados (MEDRADO, 2014). A ligação 
do epitélio glandular imerso no tecido conjuntivo com o epitélio de reves-
timento é mediada pelos dutos, que são estruturas revestidas, geralmente, 
por epitélio simples cúbico, contendo lúmen por onde são transportados os 
produtos de secreção.
As células do epitélio secretor podem sintetizar somente substâncias pro-
teicas, sendo denominadas serosas, como ocorre com as células dos ácinos 
pancreáticos. As células mucosas sintetizam substâncias de origem lipídicas, 
como ocorre nas glândulas sebáceas. Entretanto, as glândulas seromucosas 
possuem células que produzem tanto lipídios quanto proteínas, como no 
caso da glândula submandibular (GARTNER; HIATT, 2014).
Quer saber um pouco mais sobre as características 
histológicas das glândulas serosas, mucosas e 
seromucosas, bem como das células caliciformes 
(célula mucosa unicelular presente no epitélio do 
sistema respiratório e digestório), acesse o atlas 
digital. 
Ainda durante o período de desenvolvimento embrionário, alguns dutos so-
frem apoptose e essas glândulas perdem a conexão com o epitélio de reves-
timento. Dessa maneira, as glândulas podem ser classificadas em endócrinas 
ou exócrinas. Quando as glândulas possuem regiões endócrinas e exócrinas, 
recebe a denominação de anfícrina, tal qual acontece com o pâncreas.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
63
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017,Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Glândulas endócrinas: As glândulas endócrinas não possuem dutos e, 
portanto, secretam sua secreção nos capilares sanguíneos. A tireoide 
é um exemplo de glândula endócrina.
Glândulas exócrinas: A glândula exócrina mantém a sua comunicação 
com o epitélio de revestimento por meio dos dutos excretores, por 
onde ocorre a secreção de seus produtos. As glândulas sebáceas são 
�����adas como glândulas exócrinas.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
64
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
As glândulas exócrinas também podem ser classificadas de acordo com o 
formato das porções secretoras das glândulas e quando a ramificação dos 
seus dutos. Dessa maneira, quando a glândula apresenta somente um ducto, 
ela é considerada simples (glândula sebácea). Entretanto, quando os dutos se 
ramificam, a glândula é denominada composta, como se pode observar nas 
glândulas mamárias.
De acordo com o formato da porção secretora, as glândulas podem ser: acino-
sas, tubulares ou túbulo-acinosas, conforme pode ser observado na figura 3.
FIGURA 3: CLASSIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS EXÓCRINAS
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 80).
As glândulas são classificadas também pelo mecanismo de secreção das cé-
lulas. Nas glândulas merócrinas, as células glandulares eliminam o produto 
de secreção por meio de exocitose, como o pâncreas. Ao contrário, as glându-
las holócrinas (ex: glândulas sebáceas), acumulam seus produtos de secreção 
no citoplasma, e morrem em seguida, liberando a secreção juntamente com 
todo conteúdo celular. Nas apócrinas, por sua vez, as células glandulares, ao 
eliminarem sua secreção, perdem certa quantidade do seu citoplasma apical, 
tais como as glândulas mamárias (MEDRADO, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
65
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 4: CLASSIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS QUANTO AO MECANISMO DE SECREÇÃO 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons(2020).
3.4 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES DO TECIDO 
CONJUNTIVO
O tecido conjuntivo está envolvido no estabelecimento e na manutenção do 
formato corporal dos organismos, pois as fibras de sua matriz desempenham 
a função de conectar células e órgãos, o proporciona suporte ao corpo (JUN-
QUEIRA; CARNEIRO, 2017).
O tecido conjuntivo é formado por três principais componentes: as fibras, a 
substância fundamental amorfa e as células. A matriz extracelular é formada 
pela associação de proteínas que compõem a substância fundamental amor-
fa com as fibras. Nesse contexto, ao contrário do tecido epitelial, nervoso e 
muscular, o tecido conjuntivo é caracterizado por ser constituído principal-
mente por matriz extracelular, apresentando células esparsas.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
66
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Em relação aos componentes celulares, apesar de apresentarem menor pro-
porção tecidual, são bastante diversificados e possuem origem embriológi-
ca comum. As células dos tecidos conjuntivos são derivadas das células me-
senquimais, que por sua vez, são originadas do mesoderma. Dessa maneira, 
os principais componentes celulares do tecido conjuntivo propriamente dito 
são: as células mesenquimais, os fibroblastos, os macrófagos, os plasmócitos, 
os mastócitos, as células adiposas e os leucócitos (MEDRADO, 2014; JUNQUEI-
RA; CARNEIRO, 2017).
Gostaria de aprender mais sobre as características 
morfológicas das células do tecido conjuntivo? 
Então acesse e leia o Capítulo 3 – Tecido Conjuntivo, 
do livro “Histologia: Texto, atlas e roteiro de aulas 
práticas”.
Os fibroblastos são as principais células do tecido conjuntivo propriamente 
dito. Elas são responsáveis pela produção e manutenção da matriz extracelu-
lar, ou seja, atuam na produção de proteínas como o colágeno, elastina, glico-
saminoglicanas e proteoglicanas. A alta atividade de síntese proteica dessas 
células é refletida na sua morfologia, apresentando núcleo grande e evidente 
e intensa basofilia do citoplasma devido à presença de reticulo endoplasmáti-
co rugoso e complexo Golgiense bastante desenvolvidos. Entretanto, quando 
os fibroblastos entram em estado quiescente, ocorre uma redução considerá-
vel de sua atividade metabólica, e essas células passam a apresentar aspecto 
fusiforme com reticulo endoplasmático rugoso e complexo Golgiense escas-
sos. Nesse momento, essas células recebem a denominação de fibrócitos (Fi-
gura 5).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
67
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 5: MORFOLOGIA DOS FIBROBLASTOS E FIBRÓCITOS 
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 88).
1. Macrófagos:
 os macrófagos possuem a principal de proteger os tecidos, atuando 
na fagocitose de agentes infecciosos que penetram no corpo e 
participando como apresentador de antígenos à outras células do 
sistema imunológico, tais como os linfócitos. Originam-se a partir dos 
monócitos (MEDRADO, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
68
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2. Plasmócito:
células ovoides, com o citoplasma basófilo devido à abundância de 
retículo endoplasmático rugoso. O complexo de Golgi e os centríolos 
estão próximos ao núcleo, região que apresenta aspecto claro na 
preparação tecidual de rotina. O núcleo esférico e excêntrico apresenta 
regiões de heterocromatina intercaladas, lembrando o formato de 
roda de carroça. Os plasmócitos são responsáveis pela produção de 
anticorpos, importantes nos processos imunológicos (MEDRADO, 2014; 
JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
3. Mastócito:
 células globosas, grandes, com o núcleo pequeno e central e 
o citoplasma repleto de grânulos basófilos. Esses grânulos são
compostos por heparina e a histamina, além do Fator Quimiotático
para Eosinófilos na Anafilaxia (ECF-A), e o Fator Quimiotático para
Neutrófilos. Essas substâncias são essenciais para que essas células
desempenhem seu papel essencial nas reações alérgicas (MEDRADO,
2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
4. Miofibroblastos:
são células com aspectos morfológicos e funcionais semelhantes 
aos fibroblastos, porém apresentam feixes de miofilamentos no 
citoplasma (MEDRADO, 2014).
3.5 FIBRAS E SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL DO 
TECIDO CONJUNTIVO
A matriz extracelular é formada basicamente por proteínas fibrosas e subs-
tância fundamental amorfa. As diferentes composições de proteínas fibrosas 
e da substância fundamental conferem especificidade e, portanto, diferentes 
funções ao tecido conjuntivo. Nesse contexto, a parte fibrilar pode ser cons-
tituída por uma combinação de fibras colágenas, fibras reticulares e fibras 
elásticas. A substância fundamental, por sua vez, é formada por diferentes 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
69
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
famílias de proteínas denominadas glicosaminoglicanos, proteoglicanas e 
glicoproteínas.
FIGURA 6: DISPOSIÇÃO DOS COMPONENTES FIBROSOS DO TECIDO CONJUNTIVO
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
Algumas doenças são originadas de falhas ou 
síntese ineficiente do colágeno. Dentre elas, a 
Osteogenesis imperfeita é caracterizada pela 
mutação e deleção parcial do gene I que codifica 
o aminoácido glicina, impedindo a formação da
fibra de colágeno. Gostaria de aprender mais sobre
essa doença? Então leia o artigo “Osteogenesis
imperfecta: novos conceitos”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
70
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3.6 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DOS DIFERENTES TIPOS DE TECIDO 
CONJUNTIVO
O tecido conjuntivo propriamente dito pode ser �����ado em dois 
subtipos, de acordo com a composição celular e características e disposição 
das ��as da matriz extracelular. Baseado nessas propriedades, o tecidoconjuntivo propriamente dito pode ser diferenciado em frouxo e denso 
(ROSS; PAWLINA, 2015).
O tecido conjuntivo frouxo possui ampla distribuição no corpo, estando pre-
sente em praticamente todos os órgãos, preenchendo os espaços entre os 
grupos de células, podendo ser encontrado entre as células musculares, no 
suporte das células epiteliais dos vasos sanguíneos e nas papilas da derme. 
Recebe a denominação de frouxo por apresentar uma consistência delicada, 
com células e fibras esparsas, imersas em abundante substancia fundamen-
tal. Nesse tecido não há predomínio de nenhum dos componentes do teci-
do conjuntivo propriamente dito (MEDRADO, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 
2017).
O tecido conjuntivo denso, em contrapartida, se caracteriza pela abundância 
de fibras de colágeno, o que confere resistência e proteção aos tecidos. De 
acordo com a disposição de suas fibras, pode ser subclassificado ainda como 
tecido conjuntivo denso modelado e não modelado.
Quando as fibras colágenas são organizadas de maneira que os feixes não 
possuem orientação definida, formando uma estrutura em formato de tra-
ma, o tecido é denominado denso não modelado. Esse tipo de organização é 
encontrado na região profunda da derme, que pode ser observado no deta-
lhe 6 da figura 7.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
71
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 7: TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO DENSO NÃO MODELADO
Fonte: Adaptado de Wikimedia Commons (2020).
O tecido conjuntivo denso modelado apresenta feixes de colágenos orienta-
dos no mesmo sentido e intercalados com os fibroblastos. Esse tipo de tecido 
é formado em resposta a tensões aplicadas pelo corpo e dessa forma, pos-
suem a capacidade de resistência (Figura 8). Esse tipo de tecido é encontra-
do nos tendões, que são estruturas que conectam os músculos estriados aos 
ossos.
Além dos tecidos conjuntivos propriamente ditos, existem também os teci-
dos conjuntivos especializados, tais como o tecido adiposo, o cartilaginoso, o 
ósseo e o sanguíneo, que desempenham diversas funções específicas e que 
serão estudados com mais detalhes nas próximas unidades.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
72
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 8: TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO DENSO MODELADO
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
73
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONCLUSÃO 
Ao longo desta unidade, aprendemos sobre as características citológicas e 
histológicas dos tecidos epiteliais e conjuntivo, que estão envolvidos nas fun-
ções de revestimento e sustentação dos órgãos, respectivamente.
Durante nossa abordagem sobre o tecido epitelial, vimos que eles são ca-
racterizados pela justaposição de células e matriz extracelular escassa. A alta 
coesão dessas células é possível devido à presença de especializações de 
membrana, associadas principalmente às estruturas do citoesqueleto, deno-
minadas de junções intercelulares. As junções estão classificadas em zônulas 
de oclusão, zônulas de adesão, desmossomos e junções comunicantes.
Além disso, aprendemos como classificar os diferentes tipos de tecido epite-
lial, utilizando como critérios a quantidade de camadas de células do epitélio 
e a morfologia da camada externa do revestimento. É importante ressaltar 
que as características morfológicas de cada epitélio impactam nas funções 
desempenhadas por eles. Utilizando como exemplo o epitélio de revestimen-
to das tubas uterinas, que possuem cílios na região apical das células, respon-
sáveis pelo deslocamento do ovócito nas trompas.
Ao contrário do tecido epitelial, o tecido conjuntivo possui grande quantida-
de de matriz extracelular e células escassas. A matriz extracelular é forma-
da principalmente por fibras colágenas, que são conectadas ás células pelas 
proteínas da substância fundamenta amorfa. A composição celular do tecido 
conjuntivo é bastante diversificada apresentando diversas células de defesa, 
tais como os macrófagos. Entretanto, a principal célula do tecido conjuntivo é 
o fibroblasto, responsável pela síntese da matriz extracelular. Existem diversos
tipos especializados de tecido conjuntivo, tais como o adiposo, cartilaginoso
de ósseo. Porém nessa unidade estudamos o tecido conjuntivo propriamente
dito, que está presente na derme, bem como nos tendões, possuindo diferen-
tes organizações e constituições.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
UNIDADE 4
> identificar as
características citológicas
e histológicas do tecido
cartilaginoso e do tecido
ósseo;
> distinguir as características
citológicas e histológicas dos
diferentes tipos de tecido
cartilaginoso, bem como
discernir as peculiaridades
celulares e histológicas do
tecido ósseo compacto e
esponjoso;
> associar as caraterísticas
morfológicas dos tecidos
cartilaginoso e ósseo às suas
respectivas funções.
OBJETIVO 
A�������
unidade, 
esperamos que 
possa:
74
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
75
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
4 TECIDOS CONJUNTIVOS 
ESPECIALIZADOS: TECIDOS 
CARTILAGINOSO E ÓSSEO
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Após estudarmos as características do tecido conjuntivo propriamente dito, 
vimos que existem também os tecidos conjuntivos especializados. Então, nes-
ta unidade iremos abordar as características cito-histológicas de dois tecidos 
conjuntivos especializados: o tecido cartilaginoso e o tecido ósseo.
Quando pensamos em tecido conjuntivo, o que primeiramente vem à men-
te é a predominância de matriz extracelular, em detrimento à quantidade 
de células, certo? Com os tecidos conjuntivos especializados não é diferente. 
Entretanto, os fibroblastos não são as células responsáveis pela síntese da 
matriz extracelular nesses tecidos. Cada qual possui suas respectivas células 
especializadas, que sintetizam fibras da matriz extracelular também relacio-
nadas à função do tecido.
O tecido cartilaginoso possui a função de sustentação de tecidos moles e re-
vestimento de superfícies articulares. Atua também como molde para forma-
ção dos ossos longos e também exerce função fundamental no crescimento 
desses ossos. Os diferentes tipos de tecido cartilaginoso se diferem quanto 
à composição da matriz extracelular e pela disposição das células, sendo re-
presentados pela cartilagem hialina, a fibrosa e a elástica. Iremos abordar as 
especificidades dessas diferentes cartilagens ao longo da unidade.
O tecido ósseo, por sua vez, é o principal constituinte do esqueleto, atuando 
na sustentação do corpo e também na proteção de órgãos vitais, tais como o 
crânio e a caixa torácica. Além disso, os ossos servem de apoio para os múscu-
los, executando a movimentação do corpo. Essas funções estão diretamente 
associadas às características da matriz extracelular do tecido ósseo, que além 
de fibras colágenas do tipo I, apresentam deposição de cristais de hidroxiapa-
tita que promovem a calcificação da matriz.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
76
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Apesar da diferente constituição celular, o tecido cartilaginoso e tecido ósseo 
atuam conjuntamente em algumas funções biológicas, tais como os proces-
sos de ossificação.
4.1 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DA CARTILAGEM HIALINA
O tecido cartilaginoso, assim como os demais tipos de tecido conjuntivo, con-
tém células espaçadas que sintetizam e secretam grande quantidade de ma-
triz extracelular. As principais células desse tecido são os condroblastos e os 
condrócitos (GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
1. Condroblastos:
os condroblastos, originados das células mesenquimatosas, são 
responsáveis pela síntese e secreção da matriz cartilaginosa. 
Essas células estão presentesno pericôndrio, possuem citoplasma 
basofílico e núcleo globoso com pouca heterocromatina. À medida 
que secretam a matriz cartilaginosa, passam a ser envolvidos por 
ela, ocasionando a redução da atividade de síntese proteica dos 
osteoblastos, quando então passam a ser chamados condrócitos 
(GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
77
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
2. Condrócito:
 Os condrócitos presentes na periferia da cartilagem possuem forma 
alongada, com eixo maior paralelo à superfície. Aqueles localizados 
mais profundamente, são arredondados, podendo haver até cerca 
de oito células associadas, originadas de um mesmo condroblasto, 
denominada grupo isógeno. Os condrócitos ocupam um espaço na 
matriz cartilaginosa denominada lacuna. Possuem citoplasma com 
grânulos de glicogênio, gotículas lipídicas grandes e um maquinário 
de síntese proteica bem desenvolvido, apesar de apresentarem menor 
atividade de síntese proteica quando comparado aos condroblastos 
(GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
78
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
Além das células, observa-se também a intensa presença da matriz extrace-
lular. Adicionalmente, as funções do tecido cartilaginoso dependem princi-
palmente da constituição da matriz, que é formada por colágeno, ou a asso-
ciação de colágeno com elastina. Essas proteínas fibrosas estão associadas à 
substância fundamental amorfa, constituída de macromoléculas de proteo-
glicanos (proteínas + glicosaminoglicanos), ácido hialurônico e diversas glico-
proteínas (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
As cartilagens não possuem vasos sanguíneos, e, portanto, depende de uma 
bainha de tecido conjuntivo denso ordenado, contando vasos e nervos, para 
a sua nutrição. Essa estrutura que reveste o tecido cartilaginoso recebe a de-
nominação de pericôndrio, que, além da nutrição de todo tecido, também 
fornece as células progenitoras dos condroblastos, que irão sintetizar a matriz 
cartilaginosa, causando o crescimento aposicional da estrutura cartilagino-
sa (Figura 1). Entretanto, é interessante lembrar que algumas estruturas não 
possuem pericôndrio, tais como as cartilagens das articulações, que recebem 
nutrientes do líquido sinovial presente nas cavidades articulares (ROSS; PA-
WLINA, 2016; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
79
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 1: ESQUEMA DO TECIDO CARTILAGINOSO ENVOLVIDO POR PERICÔNDRIO
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 128).
Então, de acordo com a composição da matriz extracelular, existem três ti-
pos de cartilagens: a cartilagem hialina, a elástica e a fibrosa. Agora iremos 
abordar as especificidades de cada uma e as suas respectivas localizações no 
corpo.
Os condrossarcomas são tumores cartilaginosos 
malignos que apresentam crescimento lento, e, 
portanto, são percebidos quanto o paciente possui 
cerca de 40 a 50 anos, sendo encontrados na pelve, 
ossos longos e costelas. Para saber mais sobre 
os condrossarcomas, acesse o link e leia o artigo 
“Condrossarcoma do septo nasal - Uma neoplasia 
rara”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
80
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
<INÍCIO [SAIBA MAIS]>
A cartilagem hialina é a mais abundante no organismo, sendo encontrada na 
constituição de todo esqueleto embrionário, que posteriormente será subs-
tituído por tecido ósseo. É observada também entre as diáfises e as epífises 
dos ossos longos, em região denominada disco epifisário, responsável pelo 
crescimento desses ossos. Além dessas localizações, a cartilagem hialina tam-
bém é encontrada nas fossas nasais, anéis da traqueia e dos brônquios, na ex-
tremidade das costelas e nas superfícies articulares dos ossos longos (ROSS; 
PAWLINA, 2016; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017) (Figura 2).
FIGURA 2: LOCALIZAÇÃO DA CARTILAGEM HIALINA NA ARTICULAÇÃO
Fonte: Adaptada de Smart Servier (2020).
A cartilagem hialina possui matriz constituída principalmente por delicadas 
fibrilas constituídas principalmente por colágeno tipo II associadas ao ácido 
hialurônico, proteoglicanas e glicoproteínas, tais como a condronectina.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
81
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Quer aprender mais sobre as proteoglicanas e as interações 
dessas proteínas com a matriz extracelular? Então, acesse 
o link e leia o artigo “Interações em processos fisiológicos:
a importância da dinâmica entre matriz extracelular e
proteoglicanos”
Em preparos histológicos de rotina, a matriz cartilaginosa da cartilagem hiali-
na é basófila, ou seja, se cora com corantes básicos, tais como a hematoxilina 
(em roxo). A característica ácida da matriz é devido à existência de radicais 
sulfato nos seus glicosaminoglicanos, dentre eles o condroitim-4-sulfato, o 
condroitim-6-sulfato e o sulfato de queratina (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017)
.
A artrose, também chamada de osteoartrite é 
caracterizada pelo processo de degeneração da 
cartilagem hialina que recobrem as epífises dos 
ossos longos nas articulações. Para aprender mais 
sobre a artrose, acesse o link e leia o artigo “Exercícios 
físicos e osteoartrose: uma revisão sistemática”.
4.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DA CARTILAGEM ELÁSTICA
Conforme aprendemos anteriormente, as cartilagens se diferem quanto à 
composição da matriz extracelular. Na cartilagem elástica, ocorre predomi-
nância de fibras elásticas, mas as fibrilas de colágeno tipo II também estão 
presentes. Apresenta também substância fundamental amorfa formada por 
proteoglicanas, glicosaminoglicanas e glicoproteínas de adesão, tais como a 
condronectina (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
82
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
A presença das fibrilas elásticas confere maior elasticidade a esse tipo de car-
tilagem, sendo encontrada na cartilagem cuneiforme da laringe, na epiglote 
(Figura 3) e na orelha externa e interna.
FIGURA 3: MICROGRAFIA DE LUZ DA CARTILAGEM ELÁSTICA DA EPIGLOTE
Fonte: Abrahamsohn e Freitas ([2020]).
A cartilagem elástica, assim como a cartilagem hialina (com exceção das car-
tilagens articulares), apresenta pericôndrio e cresce principalmente por apo-
sição.
4.3 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DA CARTILAGEM FIBROSA E SUA 
PARTICIPAÇÃO NA FORMAÇÃO DOS DISCOS 
INTERVERTEBRAIS
A cartilagem fibrosa está presente em poucas regiões do corpo, sendo encon-
tradas nos discos intervertebrais e na sínfise púbica. Difere-se da cartilagem 
hialina e elástica, quanto à constituição da matriz, a disposição e morfologia 
dos condrócitos e na ausência do pericôndrio.
 Na fibrocartilagem, a matriz é formada por grande quantidade de feixes es-
pessos e ordenados de fibras colágenas do tipo II, enquanto os condrócitos 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
83
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
são menores e geralmente estão dispostos em fileiras longitudinais paralelas 
à matriz (GARTNER; HIATT, 2014).
FIGURA 4: MICROGRAFIA DE LUZ DA CARTILAGEM FIBROSA DO DISCO INTERVERTEBRAL 
Fonte: Adaptada de Gartner e Hiatt (2014, p. 100).
Conforme dito acima, a cartilagem fibrosa é um dos componentes dos discos 
intervertebrais, que são estruturas localizadas entre as vértebras da coluna 
vertebral e atuam na proteção da coluna espinhal. São constituídos na sua 
periferia por um anel fibroso e, na sua parte interna, por uma estrutura de as-
pecto gelatinoso, denominada núcleo pulposo (GARTNER; HIATT, 2014).
Alterações nos discos intervertebrais podem causar 
dores devido àcompressão do nervo ciático. Para 
entender mais sobre essas possíveis alterações, 
acesse o link e assista ao vídeo “Ciência USP 
Responde: Ciático, quem é você?”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
84
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
4.4 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES DO TECIDO 
ÓSSEO E CONSTITUIÇÃO DA MATRIZ ÓSSEA
O tecido ósseo é um tipo especializado de tecido conjuntivo, formado por cé-
lulas e predominância de matriz extracelular calcificada, a matriz óssea.
As principais células do tecido ósseo são: os osteoblastos, os osteócitos e os 
osteoclastos. Os osteoblastos são responsáveis pela síntese da matriz extrace-
lular, enquanto os osteócitos estão envolvidos na manutenção dessa matriz, 
e, portanto, situam-se no interior das estruturas ósseas. Os osteoclastos são 
células gigantes e multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo, participan-
do dos processos de remodelação dos ossos e controle da concentração de 
cálcio livre no sangue (Figura 5).
Os ossos são revestidos, em suas superfícies externas e internas, por mem-
branas conjuntivas denominadas, respectivamente, periósteo e endósteo, 
que proporcionam as células precursoras dos osteoblastos e nutrientes para 
o tecido ósseo.
FIGURA 5: ESQUEMA APRESENTANDO OS COMPONENTES DO TECIDO ÓSSEO
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 134).
Em conjunto essas células controlam os mecanismos que envolvem a depo-
sição, manutenção e a reabsorção óssea, que são regulados por hormônios 
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
windows 10 PRO
Realce
85
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Osteoblasto: 
Os osteoblastos são as células que sintetizam as proteínas da matriz 
óssea (MO). Essas células se localizam nas superfícies ósseas, lado a 
lado, possuindo formato cuboide quando apresentam alta atividade, e 
aspecto fusiforme, em baixa atividade secretora. Com o progresso da 
síntese da MO, o osteoblasto e seus prolongamentos são envolvido por 
essa matriz recém-sintetizada (osteoide), recebendo a denominação 
de osteócito. Os espações ocupados pelo osteócitos são denominados 
por lacuna, enquanto os prolongamentos ocupam os canalículos 
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Osteócitos:
 Os osteócitos são encontrados no interior da MO, dentro das lacunas. 
Essas células se comunicam por meio de junções comunicantes entre 
os prolongamentos que penetram na matriz, através dos canalículos. 
Como a matriz óssea é calcificada e, portanto, não há difusão de 
substâncias por meio dessa matriz, a nutrição dos osteócitos é 
dependente desses canalículos. Além disso, os osteoclastos, apesar da 
menor atividade metabólica, eles atuam na deposição e reabsorção da 
matriz óssea periféricas, contribuindo para manter os níveis de cálcio 
no sangue (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Osteclastos: 
Os osteoclastos são células do tecido ósseo que são derivados de 
monócitos que, no interior do tecido ósseo, fundem-se para formar 
os osteoclastos multinucleados. Dessa forma, são estruturas grandes, 
responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo e geralmente se situam 
na superfície do tecido ósseo. A atividade dos osteoclastos é regulada 
por citocinas e por hormônios, como a calcitonina e o paratormônio 
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
A matriz óssea é formada predominantemente por matriz orgânica, havendo 
também componentes inorgânicos. As fibras de colágeno do tipo I, os proteo-
glicanos e as glicoproteínas formam a matriz extracelular de origem orgânica 
do tecido ósseo. Dentre as glicoproteínas e sialoproteínas, destacam-se a os-
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
86
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
teonectina, que parece ser importante para o mecanismo de calcificação da 
matriz, e a osteopontina (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Para entender um pouco mais sobre as funções 
desempenhadas pelas osteopontinas no tecido 
ósseo e também como essa proteína também 
pode ser um marcador de inflamação crônica, 
acesse o link e leia o artigo “A comparative study 
of osteopontin and MMP-2 proteinexpression in 
peripheral and central giant cellgranuloma of the 
jaw”.
A parte inorgânica da matriz óssea, que corresponde a aproximadamente 
50% do peso seco, é formada principalmente por íons fosfato e o cálcio, que 
formam os cristais do mineral hidroxiapatita (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Várias mulheres aderem à reposição hormonal após 
a menopausa devido ao aumento da incidência 
da osteoporose, que ocorre devido à queda da 
produção de estrógenos de maneira natural. Para 
entender mais sobre o assunto, acesse o link e leia 
o artigo “A influência da deficiência estrogênica no
processo de remodelação e reparação óssea”.
A superfície externa dos ossos é revestida por uma camada de tecido con-
juntivo denso rica em fibroblastos, denominada periósteo. À medida que o 
periósteo se aproxima da medula do osso, passa apresentar estrutura mais 
celularizada contendo células osteoprogenitoras, que irão se diferenciar em 
osteoblastos. Com isso, os ossos crescem por um mecanismo de aposição 
(ROSS; PAWLINA, 2016; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
A superfície interna dos ossos é recoberta por uma camada composta de cé-
lulas osteogênicas, recebendo a denominação de endósteo. Tanto o periós-
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
87
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
teo quanto o endósteo possui função de nutrição do tecido ósseo, devido à 
presença de capilares sanguíneos nessas estruturas (ROSS; PAWLINA, 2016; 
JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Gostaria de observar a estrutura do periósteo com 
maior detalhamento histológico? Então, acesse o 
link e leia o texto: “7-22 Tecido ósseo”. 
4.5 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DOS DIFERENTES TIPOS DE TECIDO 
ÓSSEO
Quando pegamos um fragmento de osso longo e o cerramos para observar 
sua estrutura interna, podemos observar duas regiões distintas: o tecido ósseo 
compacto e o tecido ósseo esponjoso. Nos ossos longos, as epífises são forma-
das predominantemente por tecido ósseo esponjoso, encoberto por uma fina 
camada de tecido ósseo compacto. Contudo, na diáfise, ocorre predomínio 
de tecido ósseo compacto e entre as trabéculas do tecido ósseo esponjoso, 
estaria localizada a medula óssea (ROSS; PAWLINA, 2016; JUNQUEIRA; CAR-
NEIRO, 2017).
O tecido ósseo pode ser classificado de acordo com o seu desenvolvimento, 
recebendo a denominação de primário ou secundário. O tecido ósseo primá-
rio é aquele que se forma inicialmente e ainda possui resquícios de cartila-
gem e predominância de osteócitos e osteoide à matriz óssea calcificada.
Contudo, o tecido ósseo secundário, que é formado em substituição ao teci-
do ósseo primário, possui matriz óssea calcificada e menor proporção celular. 
Nesse tecido, as fibras colágenas são organizadas em lamelas, e as lacunas 
dos osteócitos são localizadas entre as lamelas. O conjunto de lamelas for-
mam os Sistemas de Havers ou Ósteons, que são conectados pelos canais de 
Volkmann, por onde passam os vasos sanguíneos (Figura 6) (ROSS; PAWLINA, 
2016).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
88
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 6: TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
Os ossos também podem ser classificados de 
acordo com a sua forma, podendo ser longos, 
curtos, chatos, dentre outros. Para aprender mais 
sobre essa classificação, acesse o link e consulte o 
site “Anatomia, Papel e Caneta”.
4.6 HISTOGÊNESE, CRESCIMENTO, 
REMODELAÇÃO E FUNÇÃO METABÓLICA DO 
TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo é formado por meio de dois processos denominados ossifica-
ção intramembranosa e ossificação endocondral. Enquanto os ossos chatos e 
irregulares,tais como os ossos do crânio e face, são formados pela ossificação 
intramembranosa, os ossos longos são originados por ossificação endocon-
dral (ROSS; PAWLINA, 2016; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
89
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1. Ossificação intramembranosa:
A ossificação intramembranosa ocorre no interior de membranas de 
tecido mesenquimal durante a vida intrauterina e de membranas 
de tecido conjuntivo na vida pós-natal. O processo inicia-se pela 
diferenciação de células mesenquimatosas, que se diferenciam 
em grupos de osteoclastos, que irão sintetizar o osteoide. Com a 
confluência de regiões de tecido ósseo recém-formadas, formam-se as 
trabéculas ósseas e entre elas permanecem espaços preenchidos por 
células mesenquimais, osteoprogenitoras e vasos sanguíneos, o que 
proporciona ao osso uma estrutura esponjosa (GARTNER; HIATT, 2014; 
JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Fonte: Adaptada de Gartner e Hiatt (2014, p. 104).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
90
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2. Ossificação endocondral:
A ossificação endocondral ocorre sobre um molde inicial de cartilagem 
hialina, porém de tamanho menor. De maneira geral, as células da 
cartilagem hialina passam pode diversas modificações, de modo 
com que haja apoptose de condrócitos, restando algumas espículas 
cartilaginosas. Com isso, as cavidades formadas são invadidas por 
capilares sanguíneos e células osteogênicas, que se diferenciam em 
osteoblastos, que irão depositar matriz óssea sobre os tabiques de 
cartilagem calcificada, formando o tecido ósseo primário (GARTNER; 
HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 135). 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
91
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Após a ossificação dos ossos longos, somente restará uma região constituída 
por cartilagem hialina, localizada entre as epífises e as diáfises, denominada 
disco epifisário. A proliferação das cartilagens nessa região é responsável pelo 
crescimento dos ossos longos e é controlada pelo hormônio do crescimento 
e do IGF-1.
A melatonina é um hormônio produzido pela 
glândula pineal, que estimula a síntese de IGF-1 pelo 
organismo, afetando indiretamente a osteogênese. 
Para entender mais sobre o papel desse hormônio, 
acesse o link e leia o artigo experimental “Influência 
da melatonina sobre o desenvolvimento corporal e 
ósseo de ratos”.
Outros hormônios possuem ação no controle da síntese e reabsorção óssea, 
com o objetivo de manter os níveis de cálcio constantes no organismo. Nesse 
contexto, podemos citar a atuação do paratormônio e da calcitonina.
Vamos aprender um pouco mais sobre o 
metabolismo do sódio e as funções do paratormônio 
e calcitonina? E qual o papel da vitamina D? Para 
isso, acesse o link e assista ao vídeo “Metabolismo 
de cálcio”.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
92
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONCLUSÃO
Ao longo dessa unidade aprendemos sobre os aspectos cito-histológicos de 
dois tecidos conjuntivos especializados: o tecido cartilaginoso e o tecido ósseo.
Incialmente, analisamos a composição celular do tecido cartilaginoso e abor-
damos as funções dos condroblastos e condrócitos na formação e na manu-
tenção desse tecido. Vimos também que os tipos de cartilagens se diferen-
ciam pela composição da matriz extracelular, sendo elas a cartilagem hialina, 
elástica e fibrosa.
Aprendemos também, que o tecido ósseo possui em sua constituição três 
tipos celulares, sendo eles os osteoblastos, os osteócitos e os osteoclastos. Es-
sas células são responsáveis pela síntese, manutenção e remodelamento do 
tecido ósseo. Além disso, a matriz extracelular desse tecido apresenta a espe-
cificidade de ser calcificada, devido a deposição de cristais de hidroxiapatita. 
Essa característica confere dureza ao tecido.
Adicionalmente, vimos que o tecido ósseo se desenvolve por meio de dois 
processos: a ossificação endocondral e a ossificação intramembranosa, de 
modo que o crescimento dos ossos longos, que promove o crescimento do 
indivíduo, ocorre por ossificação endocondral.
Além disso, abordamos a influência de diversos hormônios no controle da re-
modelação óssea, dentre eles o paratormônio e a calcitonina, que estão di-
retamente associados com o controle da disponibilidade dos íons cálcio no 
sangue.
Portanto, podemos concluir que os tecidos cartilaginosos e ósseos são teci-
dos conjuntivos especializados, que desempenham tanto funções estrutu-
rais, quanto metabólicas, para a manutenção da homeostase do organismo.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
93
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ANOTAÇÕES
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
UNIDADE 5
> identificar as características
citológicas e histológicas do
tecido sanguíneo e do tecido
adiposo;
> distinguir as características
citológicas dos diferentes
tipos de células sanguíneas,
bem como as peculiaridades
celulares e histológicas do
tecido adiposo multilocular
e unilocular. Identificação
citológica e ultra estrutural
dos tipos células sanguíneas;
> associar as caraterísticas
morfológicas dos tecidos
sanguíneo e adiposo às suas
respectivas funções.
OBJETIVO 
A�������
unidade, 
esperamos que 
possa:
94
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
95
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
5 TECIDOS CONJUNTIVOS 
ESPECIALIZADOS: TECIDOS 
SANGUÍNEO E ADIPOSOS
INTRODUÇÃO
Após vocês estudarem as características do tecido conjuntivo propriamente 
dito e as especificidades dos tecidos cartilaginosos e ósseos, vamos dar conti-
nuidade aos estudos dos tecidos conjuntivos especializados. Então, esta uni-
dade abordará as características cito-histológicas do tecido sanguíneo e do 
tecido adiposo.
Quando pensamos em tecido sanguíneo, vem à mente um líquido verme-
lho que está dentro de nossos vasos sanguíneos e é bombeado pelo cora-
ção. Porém o sangue é um tecido conjuntivo especializado e complexo, cujas 
funções e componentes são de extrema importância para nosso organismo. 
Como o sangue circula por todo o corpo, ele é o veículo ideal para o transporte 
de substâncias. Dentre as substâncias presentes no sangue podemos citar o 
transporte de oxigênio e nutrientes para os demais tecidos, presença de pro-
teínas e enzimas e células de defesa, cada uma com sua morfologia e funções 
específicas.
Já o tecido adiposo, mais conhecido popularmente como gordura, possui 
duas classificações histológicas principais que serão abordadas com mais de-
talhes ao longo desta unidade, bem como suas funções de armazenamento 
de energia e produção de calor. Apesar de ser um tecido que contém lipídeos, 
não podemos fazer associação dele somente com patologias, pois o tecido 
adiposo desempenha funções essenciais para o metabolismo energético do 
corpo. Ele somente pode ser considerado patológico quando em excesso, sen-
do associado com obesidade, hipertensão, diabetes dentre outras patologias.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
96
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
5.1 COMPOSIÇÃO DO PLASMA SANGUÍNEO
Após coletado, o sangue é centrifugado e é possível observar três fases; o plas-
ma, os leucócitos e as hemácias, conforme figura 1. O plasma é um fluido me-
nos denso amarelado que carrega substâncias solúveis em água dentre elas 
podemos proteínas, enzimas e eletrólitos (GARTNER; HIATT, 2014).
FIGURA 1: ESQUEMA DO SANGUE APÓS O PROCESSO DE CENTRIFUGAÇÃO
Fonte: Elaborada pela Autora (2020).
A doação de sangue é muito importante para o 
funcionamento do sistema de saúde e manutenção 
das cirurgias. Mas, após a doação do sangue,o 
que acontece com ele? Para saber mais sobre o 
processamento do sangue após a coleta, assista ao 
vídeo “O ciclo do sangue, saiba o que é feito com o 
sangue após a doação”. Acesse e assista ao vídeo.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
97
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Diversas proteínas são encontradas no plasma sanguíneo. Dentre as princi-
pais podemos destacar a albumina, as globulinas e o fibrinogênio, que de-
sempenham as seguintes funções:
• Albumina: é responsável por regular a pressão osmótica do sangue.
• Globulinas: representadas pelos anticorpos, são responsáveis pela defesa do
organismo.
• Fibrinogênio: atua no processo de coagulação sanguínea.
O processo de coagulação sanguínea é de suma 
importância para a homeostase sanguínea e dependente 
da atuação das plaquetas, um elemento figurado do 
sangue. Para aprender mais sobre a coagulação sanguínea 
leia o artigo “Fisiologia da coagulação, anticoagulação e 
fibrinólise”.
5.2 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES SANGUÍNEOS 
E AS SUAS PRINCIPAIS FUNÇÕES
Após a centrifugação do sangue (Figura 1), o precipitado que fica no fundo do 
tubo de ensaio é chamado de hematócrito. O hematócrito é composto pelas 
hemácias, também denominadas eritrócitos, e pelos leucócitos. Os leucócitos 
são classificados em granulócitos e agranulócitos, de acordo com a presença 
ou ausência de grânulos no citoplasma. Dentre os granulócitos, que são os 
leucócitos que possuem grande quantidade de grânulos específicos em seu 
citoplasma, podemos destacar três tipos celulares distintos: os neutrófilos, os 
eosinófilos e os basófilos. Já dentre os agranulócitos, leucócitos com ausência 
de grânulos específicos, estudaremos dois tipos celulares: os linfócitos e os 
monócitos.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
98
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
As descrições dos aspectos morfológicos das 
células sanguíneas são dependentes da espécie 
que está sendo avaliada. Nesta unidade, iremos 
estudar as células sanguíneas dos mamíferos. 
Porém, para saber sobre as células sanguíneas dos 
répteis e as diferenças morfológicas em relação aos 
mamíferos, leia o artigo “Aspectos morfológicos e 
ultraestruturais de células sanguíneas de Crotalus 
durissus terrificus”
Não podemos deixar de citar também as plaquetas, que são parte dos ele-
mentos figurados do sangue (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017; ROSS; PAWLINA, 
2016).
Hemácia ou eritrócitos (glóbulos vermelhos): 
são as menores e mais numerosas células sanguíneas, não possuem 
núcleo e são responsáveis por transportar oxigênio para os tecidos e 
gás carbônico para fora de todos os tecidos (GARTNER; HIATT, 2014).
Neutrófilos: 
compõem a maioria dos granulócitos, têm como principal função a 
fagocitose, principalmente de bactérias (GARTNER; HIATT, 2014).
Eosinófilos: 
são células especializadas em fagocitar complexos antígeno-anticorpo 
e também de neutralizarem parasitas invasores (GARTNER; HIATT, 
2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
99
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Basófilos: 
atuam como indicadores de um processo inflamatório, uma vez que 
possuem muitos receptores para imunoglobulinas E (IgE). Portanto, 
em casos de reinfecção os basófilos associados a IgE são capazes de 
detectar o processo inflamatório com mais agilidade (GARTNER; HIATT, 
2014).
Linfócitos: 
maior população de leucócitos no sangue, sendo subdivididos em 
três categorias: linfócitos B, linfócitos T e células nulas. Geralmente 
os linfócitos B são responsáveis pela resposta imunológica 
humoral, ou seja, produz anticorpos. Os linfócitos T participam da 
resposta imunológica de base celular, combatendo diretamente os 
microrganismos. As células nulas compreendem duas populações: 
células tronco circulantes que dão origem a todos os elementos 
figurados do sangue e as células Natural Killer (NK) que agem 
matando células estranhas ou alteradas por vírus (GARTNER; HIATT, 
2014).
Plaquetas: 
são fragmentos derivados de megacariócitos, que, quando ativadas, 
atuam minimizando a hemorragia do revestimento endotelial, em 
respostas a eventuais lesões teciduais (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
As células sanguíneas são produzidas na medula óssea, que é caracterizada 
por ser um tecido conjuntivo altamente vascularizado localizado no interior 
das cavidades medulares dos ossos. Ao processo de formação das células san-
guíneas é dado o nome de hematopoiese.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
100
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
A formação das células do sangue é chamada de 
hematopoiese, processo que acontece na medula 
vermelha presente no interior de alguns ossos. 
Para entender mais sobre a origem dessas células, 
assista ao vídeo “Hematopoiese”.
5.3 IDENTIFICAÇÃO CITOLÓGICA E ULTRA 
ESTRUTURAL DOS TIPOS CÉLULAS SANGUÍNEAS
Como já estudamos na sessão anterior cada célula sanguínea tem sua função 
específica e não seria diferente para a sua morfologia. A partir de agora vamos 
detalhar a forma de todos os tipos celulares e relacionar com suas funções no 
organismo.
1. Hemácia ou eritrócitos:
cada eritrócito assemelha-se a um disco bicôncavo, pois, durante 
seu processo de maturação, a célula perde seu núcleo e algumas 
organelas. Isso tudo acontece para a célula ter mais capacidade para 
realizar as trocas gasosas. A hemácia apresenta em seu interior uma 
proteína denominada hemoglobina, composta por quatro cadeias 
polipeptídicas – cada uma elas associada a um grupo heme contendo 
ferro.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
101
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Wikimedia (2020).
2. Neutrófilos:
em lâminas de esfregaço sanguíneo os neutrófilos apresentam 
o núcleo multilobulados, por isso também recebem o nome de
leucócitos polimorfonucleares. Em mulheres, o núcleo apresenta
uma estrutura na forma de “baquetas de tambor” que contém um
cromossomo X inativo e condensado. Essa estrutura recebe o nome
de corpúsculo de Barr, porém nem sempre está evidente nas células.
A membrana plasmática dos neutrófilos possui receptores para
anticorpos, principalmente IgE. Seus grânulos específicos contêm
enzimas e agentes com potencial farmacológico para auxiliar na sua
função antimicrobiana.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
102
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Wikimedia (2020).
3. Eosinófilos:
são células especializadas arredondadas em suspensão e em lâminas 
de esfregaço podem ser pleomórficos, ou seja, sua morfologia pode 
variar. Sua característica morfológica mais marcante é seu núcleo 
bilobular parecido com fones de ouvido. Na eletromicrografia 
(Figura à esquerda) é possível observar que os grânulos específicos 
possuem uma região central elétron-densa (seta branca). Essa região 
é constituída de diversas proteínas como proteína básica principal, 
proteína catiônica eosinofílica e a neurotoxina derivada do eosinófilo. 
São essas proteínas responsáveis por combater reações alérgicas, 
inflamatórias ou de invasões de parasitas (GARTNER; HIATT, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
103
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Adaptada de Gartner e Hiatt (2014, p. 235) e de Wikimedia (2020).
4. Basófilos:
são células arredondadas e possuem núcleo na forma de “S” que 
pode estar escondido pelos grânulos. Os eosinófilos apresentam 
associações com a IgE, atuando como indicadores de inflamação, pois 
são estimulados a liberar o conteúdo dos seus grânulos específicos na 
matriz extracelular. Os grânulos específicos dos basófilos apresentam 
histamina, heparina e fator quimiotático para eosinófilos e neutrófilos 
(GARTNER; HIATT, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
104
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicadano D.O.U em 23/06/2017
Fonte: Adaptada de Wikimedia (2020).
5. Linfócitos:
são células arredondadas com núcleo arredondado, levemente 
endentado e denso, e apresenta muita heterocromatina, que ocupa 
quase todo o citoplasma da célula, ou seja, o citoplasma se localiza 
na periferia da célula. Na sessão anterior foi detalhado que existem 
diversos tipos de linfócitos, porém eles são morfologicamente 
indistinguíveis uns dos outros. A identificação dos diferentes linfócitos 
pode ser realizada pela técnica de imunohistoquímica (GARTNER; 
HIATT, 2014).
Fonte: Adaptada de Wikimedia (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
105
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6. Plaquetas:
as plaquetas sanguíneas são fragmentos citoplasmáticos anucleares 
em formato de disco presentes no sangue, originados na medula 
óssea. As plaquetas apresentam associações de microtúbulos 
arranjados de forma paralela auxiliando na manutenção da sua 
morfologia discoide. Sua principal função está relacionada ao processo 
de coagulação sanguínea (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Fonte: Adaptada de Wikimedia (2020).
Depois de estudarmos cada célula do sangue e suas funções devemos enten-
der como o mecanismo de recrutamento celular e início do processo inflama-
tório ocorre.
A principal função das células sanguíneas está na 
defesa do organismo e na resposta inflamatória. 
Para mais detalhes do mecanismo celular de uma 
resposta a uma inflamação aguda sugerimos que 
assista ao vídeo no link.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
106
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
5.4 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO TECIDO 
ADIPOSO
A partir de agora vamos começar a estudar o tecido adiposo, introduzindo 
conceitos básicos para o entendimento da morfofisiologia desse tecido. As 
células do tecido adiposo são denominadas de adipócitos e sua principal fun-
ção é o armazenamento de lipídeos. Apesar de não ser a única, o tecido adi-
poso é a maior fonte de energia do nosso corpo. Além disso, o tecido adiposo 
tem diversas outras funções como isolamento térmico, amortecimento de 
choques mecânicos, modelagem do corpo, tendo sua distribuição diferencia-
da nos homens e mulheres e preenche espaços sustentando alguns órgãos 
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017; MEDRADO, 2014).
O tecido adiposo é classificado em dois grupos, de acordo com a morfologia 
dos adipócitos, que podem ser uniloculares (tecido adiposo branco) ou mul-
tiloculares (tecido adiposo pardo). Abordaremos com mais detalhe de cada 
tecido a seguir (GARTNER; HIATT, 2014; ROSS; PAWLINA, 2016).
Além dos tecidos adiposos branco e pardo, 
recentemente foi descrito o tecido adiposo bege. 
O que seria esse tecido? Vem sendo descrito 
que o tecido adiposo bege é uma mistura do 
tecido adiposo branco e marrom com algumas 
características próprias. Para curiosidade e melhor 
entendimento desse tecido assista a este vídeo 
bem didático sobre essa novidade.
5.5 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DO TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR
A célula adiposa unilocular é assim chamada pois apresenta em seu interior 
uma única gota lipídica. Essa gota ocupa quase todo o citoplasma da célula 
sendo assim ela apresenta pouco citoplasma e seu núcleo é empurrado para 
a periferia. É justamente por conter uma gota lipídica que o tecido adiposo 
tem uma cor esbranquiçada, portanto também pode ser chamado de tecido 
adiposo branco (GARTNER; HIATT, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
107
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
O tecido adiposo unilocular é extremamente vascularizado, ou seja, os vasos 
sanguíneos formam uma rede de capilares por todo o tecido. Além disso, o 
adipócito unilocular apresenta, em sua membrana plasmática, diversos re-
ceptores associados ao metabolismo de ácidos graxos como, por exemplo, 
receptor do hormônio insulina, hormônio do crescimento e noradrenalina 
(GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017; MEDRADO, 2014).
Esse tecido pode sem encontrado na camada subcutânea de todo o corpo, 
acumulando-se em locais determinados pelo sexo e idade, como já dito an-
teriormente. No sexo feminino a gordura é principalmente localizada nas 
mamas, nádegas e quadris. Já no sexo masculino o tecido adiposo tem pre-
ferência em se alocar na região do pescoço, ombros, na região do quadril e 
nádegas. Em ambos os sexos a gordura pode-se se acumular na região abdo-
minal (GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017)
Quer saber um pouco mais sobre a os aspectos 
histológicos do tecido adiposo unilocular? Para 
visualizar micrografias de luz do tecido adiposo 
unilocular e também aprender mais sobre esse 
tecido, acesse o artigo. 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
108
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 2: ESQUEMA DO TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR OU BRANCO
Fonte: Adaptada de Wikimedia (2020).
5.6 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS 
E FUNCIONAIS DO TECIDO ADIPOSO 
MULTILOCULAR
Tecido adiposo multilocular, também conhecido como gordura parda, é for-
mada por células adiposas com diversas gotas lipídicas espalhadas pelo cito-
plasma por isso recebe o nome de multilocular. Essa quantidade de gotículas 
confere ao tecido sua cor, podendo variar de marrom a marrom-avermelhado 
(GARTNER; HIATT, 2014; MEDRADO, 2014).
Esse tecido apresenta uma organização lobular, é muito vascularizado e os 
adipócitos multiloculares são abundantes em mitocôndrias. A termogenina, 
uma proteína transmembrana encontrada na membrana interna das mito-
côndrias, utiliza o fluxo de prótons produzido pela bomba de prótons para a 
produção de calor.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
109
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Quer saber um pouco mais sobre o funcionamento 
da proteína termogenina no tecido adiposo 
multilocular, mas também em outros tecidos? 
Então, leia o artigo “Regulação da expressão gênica 
das UCP2 e UCP3 pela restrição energética, jejum e 
exercício físico”.
O tecido adiposo multilocular é encontrado em diversos mamíferos, princi-
palmente em espécies que hibernam, com a função de manter a temperatu-
ra corporal do animal constate durante o período de inatividade (GARTNER; 
HIATT, 2014; ROSS; PAWLINA 2016).
O tecido adiposo marrom desempenha a função 
de produção de calor, com o objetivo de manter 
a temperatura corporal. Para saber mais sobre o 
tecido adiposo marrom e sua importância para 
o organismo humano, assista ao vídeo “Aula de
biologia - Gordura marrom” do canal Cavalcantebio.
 Havia um grande debate sobre a presença deste tecido em humanos, e até 
poucos anos era considerado presente apenas em recém-nascidos. Entretan-
to, a identificação do tecido adiposo marrom em adultos foi realizada recente-
mente por meio da tomografia de emissão de pósitron (HALPERN; MANCINI; 
HALPERN, 2014).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
110
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 3: ESQUEMA DE UMA CÉLULA ADIPOSA MULTILOCULAR
Fonte: Adaptada de Wikimedia (2020).
Quer aprender mais sobre os aspectos histológicos 
do tecido adiposo marrom? Para entender melhor 
a morfologia dos adipócitos multiloculares, acesse 
o atlas interativo de histologia.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
111
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONCLUSÃO 
Ao longo dessa unidade aprendemos a identificar as características básicas 
do plasma e das células do sangue.
Incialmente, analisamos e compreendemos como a composição bioquímica 
do plasma sanguíneo é fundamental para a homeostase do organismo.
Aprendemos também, que o sangue é composto não somente de sua parte 
fluida, mas também de diversas células com diferentes morfologias e funções 
que estão diretamente associadas com a defesa do nosso corpo.
Além disso, vimos que o tecido adiposo exerce funçõesessenciais para o for-
necimento energético para corpo, bem como atua no controle de temperatu-
ra e modelagem do corpo.
Portanto, podemos concluir que o tecido conjuntivo é um tecido extrema-
mente abrangente e diverso, exercendo funções específicas e de acordo com 
sua diferenciação ao longo do desenvolvimento das células e tecidos.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
UNIDADE 6
> identificar as características
citológicas e histológicas do
tecido muscular e do tecido
nervoso;
> distinguir as características
citológicas e histológicas dos
diferentes tipos de tecido
muscular, bem como as
peculiaridades do tecido
nervoso que formam os
componentes do sistema
nervoso central e periférico;
> associar as caraterísticas
morfológicas dos tecidos
muscular e nervoso às suas
respectivas funções.
OBJETIVO 
A�������
unidade, 
esperamos que 
possa:
112
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
113
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6 TECIDO MUSCULAR E TECIDO 
NERVOSO
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Após vocês estudarem as características do tecido conjuntivo propriamente 
dito e as peculiaridades dos tecidos conjuntivos especializados, daremos con-
tinuidade aos nossos estudos abordando, nesta unidade, os aspectos morfo-
lógicos do tecido muscular e do tecido nervoso.
Quando pensamos em tecido muscular, sempre imaginamos as nossas ações 
como andar, correr ou nadar. Entretanto, também podemos lembrar do bom-
beamento do sangue pelo coração, que é um órgão predominantemente for-
mado por tecido muscular. E durante o parto? A contração da musculatura 
uterina é imprescindível para o nascimento do bebê. Apesar de todas as ati-
vidades citadas necessitarem da atuação das fibras musculares, essas fibras 
possuem diferentes organizações estruturais e proteicas, podendo formar o 
tecido muscular estriado esquelético, envolvido na movimentação do corpo, 
o tecido muscular cardíaco e o tecido muscular liso, presente na formação do
útero. Nesta unidade, estudaremos as características gerais e as peculiarida-
des de cada tecido muscular.
Entretanto, para que haja contração de qualquer musculatura, é necessário 
que ocorra estimulação nervosa da fibra muscular pelos neurotransmissores 
liberados pelas extremidades dos neurônios. Então, nesta unidade, também 
exploraremos os principais tipos de células existentes no tecido nervoso, tais 
como os neurônios, bem como nos aprofundaremos nos mecanismos eletro-
fisiológicos envolvidos na condução do impulso nervoso que ocorre nessas 
células.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
114
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6.1 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DO TECIDO MUSCULAR 
ESQUELÉTICO
O tecido muscular é formado por células alongadas com grande quantidade 
de proteínas filamentosas no citoplasma. A associação dessas proteínas con-
fere a força necessária para a contração dessas células, utilizando a energia 
armazenada nas ligações entre os grupos fosfato da molécula de trifosfato de 
adenosina (ATP) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
O músculo estriado esquelético é formado por feixes de células cilíndricas 
multinucleadas longas, que podem alcançar até 30 cm, contendo estriações 
transversais devido à organização das miofibrilas. As miofibrilas são formadas 
pelas proteínas fibrosas, principalmente a actina e a miosina. Devido a mor-
fologia cilíndrica e alongada, essas células também recebem a denominação 
de fibras musculares. Nessas fibras, o núcleo está localizado na periferia, logo 
abaixo do sarcolema (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
FIGURA 1: DESENHO ESQUEMÁTICO DAS FIBRAS DO TECIDO MUSCULAR ESTRIADO 
ESQUELÉTICO
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 185).
Mas você deve estar se perguntando como as diversas fibras musculares se 
organizam para a formação de um musculo, não é?
Então, vamos utilizar o bíceps como exemplo. Ao dissecar esse músculo, ini-
cialmente é necessário romper um revestimento que envolve toda a estrutura 
denominada epimísio, formado por tecido conjuntivo denso não modelado. 
Parte desse tecido se estende para além do corpo do músculo fundindo-se 
ao tendão. Do epimísio partem septos de tecido conjuntivo para o interior do 
músculo, que irão delimitar os fascículos, recebendo a denominação de peri-
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
115
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
mísio (Figura 2) (GARTNER; HIATT, 2014).
Os fascículos são formados pelo conjunto de fibras musculares, que são de-
limitadas por tecido conjuntivo frouxo, denominado endomísio. Embaixo do 
endomísio encontra-se o sarcolema e os túbulos T (Figura 2). Cada fibra mus-
cular, por sua vez, é constituída por um conjunto de numerosas miofibrilas 
que são separadas entre si pelo citoplasma, e dispostas em paralelo ao longo 
do eixo maior da célula.
FIGURA 2: DESENHO ESQUEMÁTICO DA ESTRUTURA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO
Fonte: Adaptada de Smart Servier (2020).
A miofibrila é constituída por miofilamentos finos e grossos, os quais atri-
buem a característica estriada à fibra muscular. Os filamentos finos são for-
mados principalmente pela associação de várias unidades de actina F, que se 
associam à um complexo proteico formado pelas proteínas troponina e tro-
pomiosina. Contudo, os filamentos grossos são formados pela proteína miosi-
na (Figura 3) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
116
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
O aspecto estriado das fibras musculares 
esqueléticas pode ser observado após a preparação 
de rotina do tecido, pigmentação das estruturas 
celulares pelos corantes hematoxilina e eosina, e 
posterior observação em microscopia de luz. Para 
ver o resultado desse processo acesse o atlas digital 
“Histologia interativa. Histologia online. MOL – 
Microscopia on line”, disponível nos links abaixo:
http: //mol. icb.usp.br/ index.php/8-3-tecido-
muscular/
http: //mol. icb.usp.br/index.php/8-4-tecido-
muscular/
Mas, por que as fibras possuem aspecto estriado? Como os miofilamentos fi-
nos e grossos se associam para promover a força necessária para a contração 
muscular?
O padrão de estriação da fibra muscular é decorrente da organização dos 
miofilamentos de actina F e miosina II em subunidades contrateis denomi-
nadas sarcômeros. Então, cada miofibrila é formada por uma sequência repe-
tida desses sarcômeros (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017; ROSS; PAWLINA, 2016). 
A estrutura detalhada e a disposição dos miofilamentos de actina e miosina 
podem ser observados na figura 3.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
117
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 3: DESENHO ESQUEMÁTICO DA ESTRUTURA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2007, p. 188).
Agora que já sabemos como os miofilamentos se organizam nos sarcôme-
ros, vamos aprofundar no mecanismo de contração dessas subunidades. A 
contração coordenada dos sarcômeros em cada miofibrila é responsável por 
promover a contração de todo o músculo. 
De maneira geral, a contração muscular ocorre devido ao deslizamento dos 
miofilamentos de actina sobre os de miosina, proporcionado pela ligação da 
cadeia pesada da miosina II (ou cabeça da miosina), à sítios específicos dos 
miofilamentos de actina. Quando ocorre essa ligação específica, o complexo 
miosina-ATP é ativado. Como resultado da ponte entre a cabeça da miosina 
e a subunidade de actina, o ATP é quebrado em ADP, liberando um fosfato 
inorgânico (Pi) e energia. A energia é utilizada para promover a deformação da 
cabeça e de parte do bastão das moléculas de miosina, aumentando a curva-
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
118
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
tura da cabeça. Esse movimento tracionaos miofilamentos de actina ligados 
à miosina, promovendo seu deslizamento sobre o filamento de miosina. Esse 
processo de ligação contínuo é seguido da inclinação dessa cabeça, liberação 
e religação das pontes cruzadas. Essa ação coordenada em vários sarcômeros 
promove a contração do musculo (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
A contração da musculatura estriada esquelética 
envolve uma sequência de eventos moleculares 
e eletrofisiológicos. Para entender melhor a 
sequência de eventos que possibilitam a contração 
dessas células, assista aos vídeos, disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=iqUl3nOPxFA
https://www.youtube.com/watch?v=-Mfo3Af5E3c 
Entretanto, o processo de contração muscular necessita ser regulado, pois, 
para o eficiente desempenho de suas funções, os músculos precisam realizar 
a contração, mas também o relaxamento das fibras. Então, como ocorre essa 
regulação?
Conforme dito anteriormente, as miofibrilas também possuem um completo 
proteico formado pela troponina e pela tropomiosina. Quando as fibras es-
tão em repouso, o sítio de ligação da miosina com a actina é bloqueado pelo 
complexo proteico formado pela troponina e tropomiosina, não ocorrendo a 
interação da miosina com a actina.
A contração do músculo é desencadeada pela liberação de Ca2+ do retículo 
sarcoplasmático, que irá se ligar ao sítio da proteína troponina, causando mu-
dança na sua conformação, que ocasionará no deslocamento da tropomiosi-
na, liberando o sítio de ligação na actina, permitindo a interação da cabeça da 
miosina com a actina (Figura 4) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
119
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 4: COMPLEXO TROPONINA E TROPOMIOSINA
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 197).
Nas fibras musculares, o controle da liberação dos íons cálcio pelo retículo sar-
coplasmático ocorre devido ao estímulo causado por uma sinapse neuromus-
cular, que acontece entre um neurônio pré-sináptico e a placa motora (região 
do sarcolema), na junção neuromuscular. À medida que o potencial de ação 
se propaga ao longo da fibra muscular, ele invade os túbulos T, e estimula a 
liberação dos íons Ca2+ do retículo sarcoplasmático para o sarcoplasma, de-
sencadeando a sequências de eventos responsáveis pela contração muscular 
(GARTNER; HIATT, 2014).
Para entender melhor a sequência de eventos 
que envolvem a sinapse neuromuscular, acesse 
o link e assista ao vídeo: “Sinapse Neuromuscular:
Animação”
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
120
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DO TECIDO MUSCULAR CARDÍACO
O músculo cardíaco é constituído por células cilíndricas alongadas e às vezes 
ramificadas. Diferentemente das fibras musculares esqueléticas, as células 
cardíacas são curtas e contêm apenas um ou dois núcleos elípticos, os quais 
se localizam no centro da fibra, e não na periferia celular, como nas fibras dos 
músculos esqueléticos (Figura 5) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
FIGURA 5: DESENHO ESQUEMÁTICO DO TECIDO MUSCULAR CARDÍACO
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 185).
As fibras musculares cardíacas conectam-se por meio de estruturas que lem-
bram o formato de degraus de uma escada, denominadas discos intercalares 
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
O aspecto estriado das fibras musculares cardíacas 
pode ser observado após a preparação de rotina do 
tecido e posterior observação em microscopia de 
luz. Para ver o resultado desse processo acesse o 
atlas digital “Histologia interativa. Histologia online. 
MOL – Microscopia on line”, disponível nos links 
abaixo:
tp://mol.icb.usp.br/index.php/8-7-tecido-muscular/
http: //mol. icb.usp.br/index.php/8-8-tecido-
muscular/
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
121
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Os discos intercalares possuem duas regiões (Figura 6), compostas por com-
plexos juncionais formados por dois tipos de especializações principais: as 
junções de adesão e as junções comunicantes.
1. Junções de adesão:
presentes principalmente nas regiões transversais do disco intercalar. 
As junções de adesão ancoram os filamentos de actina dos sarcômeros 
terminais; portanto, são equivalentes aos discos Z das miofibrilas. Além 
disso, essas junções oferecem resistência e coesão ao tecido muscular 
cardíaco, para com que as células não separem durante a atividade 
contrátil (GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
2. As junções comunicantes:
presentes nas regiões longitudinais do disco intercalar. Esses tipos de 
especializações nas células musculares são importantes pois permite 
a troca de substâncias e íons entre as células, o que permite com que 
ocorra a atividade muscular sincronizada dessas células (GARTNER; 
HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017). 
Além disso, o tecido muscular cardíaco apresenta diversas mitocôndrias na 
sua constituição, cerca de 40% do tecido, situadas longitudinalmente entre as 
fibras musculares (Figura 6). Essa composição reflete o alto consumo energé-
tico do tecido muscular cardíaco (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
122
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 6: DESENHO ESQUEMÁTICO DO DISCO INTERCALAR 
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 203). 
6.3 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E 
FUNCIONAIS DO TECIDO MUSCULAR LISO
O músculo liso é formado pela associação de células longas e fusiformes, com 
espessamento no centro e afiladas nas extremidades, com núcleo único cen-
tralizado e de formato elíptico (GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; CARNEI-
RO, 2017) (Figura 7).
FIGURA 7: DESENHO ESQUEMÁTICO DO TECIDO MUSCULAR LISO 
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 185). 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
123
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Diferentemente dos outros tecidos musculares, a célula muscular lisa não re-
cebe a denominação de fibra e tampouco apresenta aspecto estriado, não 
possuindo miofibrilas na sua constituição. As células musculares lisas ou leio-
miócitos são organizadas em feixes e são unidas por uma rede de fibras reti-
culares.
O tecido muscular liso não apresenta estriações. 
Para observar a organização desse tecido após 
a preparação de rotina do tecido, acesse o atlas 
digital “Histologia interativa. Histologia online. MOL 
– Microscopia on line”, disponível nos links abaixo:
http: //mol.icb.usp.br/index.php/8-10-tecido-
muscular/
http: //mol. icb.usp.br/index.php/8-11-tecido-
muscular/
Então, como ocorre a contração dos leiomiócitos, se não há miofibrilas e tam-
pouco os sarcômeros?
A contração da musculatura lisa também ocorre pelo deslizamento dos fila-
mentos de actina em relação aos de miosina. Entretanto, a organização dos 
miofilamentos são bastante diferentes. Os filamentos de actina ancoram-se 
em estruturas denominadas corpos densos presentes no citoplasma e nas 
placas densas presentes na membrana. Os corpos densos são formados por 
desmina e/ou vimentina, além de moléculas de actinina, uma proteína que 
ancora filamentos de actina em diversos tipos de células do organismo (JUN-
QUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Os filamentos de miosina formam pontes entre os filamentos de actina que 
estão ancorados nos corpos e nas placas densas, formando uma rede por todo 
citoplasma. Quando ocorre o deslizamento da miosina sobre a actina, devido 
ao estímulo dos íons cálcio, as células se encurtam, promovendo a contração 
de todo músculo, de maneira coordenada (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
124
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Para entender melhor como o cálcio estimula a 
contração da musculatura lisa, acesse o link e assista 
ao vídeo: “Músculo liso - Contração e excitação”.6.4 PRINCIPAIS TIPOS CELULARES DO SISTEMA 
NERVOSO E SUAS RESPECTIVAS FUNÇÕES
Os principais tipos celulares do tecido nervoso são os neurônios e as células 
da glia. Agora iremos aprofundar nossos estudos na principal célula desse te-
cido, o neurônio, responsável pela realização das sinapses e pela condução 
dos impulsos nervosos (Figura 8).
FIGURA 8: DESENHO ESQUEMÁTICO DO NEURÔNIO
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
125
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Os neurônios são formados pelo corpo celular, pelos dendritos e pelo axônio 
(Figura 8).
1. Corpo celular:
O corpo celular a região do neurônio que contém o núcleo e o 
citoplasma que envolve o núcleo. O núcleo é esférico, com nucléolo 
grande e central. O citoplasma é rico em retículo endoplasmático 
granuloso com polirribossomos livres entre as suas cisternas, 
denominados corpúsculos de Nissl. O complexo de Golgi é bastante 
desenvolvido e há pouca quantidade de mitocôndrias. Essas 
características indicam a alta atividade sintética dessas células, em que 
ocorre a síntese de neurotransmissores. Possuem também filamentos 
intermediários e microtúbulos no citoplasma (GARTNER; HIATT, 2014; 
JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017). 
2. Dendritos:
A maioria das células nervosas tem numerosos dendritos, que 
partem do corpo celular, aumentando a superfície de contato com 
terminações axonais de outros neurônios. Os dendritos são afilados 
e tornam-se mais finos à medida que se ramificam. Nas suas 
extremidades apresentam os espinhos dendríticos, que recebem 
a maioria dos impulsos que chegam a um neurônio. O citoplasma 
dessas estruturas é semelhante ao do corpo celular, porém não 
apresentam complexo de Golgi (GARTNER; HIATT, 2014; JUNQUEIRA; 
CARNEIRO, 2017). 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
126
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Axônios: 
Cada neurônio emite um axônio, cilíndrico e de comprimento 
variável. A estrutura inicial do axônio é denominada cone de 
implantação, em que, no seu trecho inicial não é revestido 
pela mielina, desempenhando papel na geração do impulso 
nervoso. O citoplasma do axônio possui poucas mitocôndrias e 
cisternas do retículo endoplasmático liso, porém são ricos em 
microfilamentos e microtúbulos, envolvidos no transporte de 
vesículas de neurotransmissores. Nas suas terminações, os axônios 
se ramificam, e nas extremidades dessas ramificações encontra-se 
os botões sinápticos ou botões terminais, em que se acumulam os 
neurotransmissores (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Para que ocorra a condução do impulso nervoso, é necessário que essa men-
sagem viaje de um neurônio para o outro, correto? Essa passagem da men-
sagem de um neurônio para o outro é denominada sinapse. Além disso, a 
mensagem nada mais é do que um sinal químico promovido por substâncias 
denominadas neurotransmissores (Figura 9).
FIGURA 9: SINAPSE QUÍMICA
Fonte: Adaptada de Junqueira de Carneiro (2017, p. 161).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
127
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Mas então, como ocorre a sinapse e como seria a atuação dos neurotransmis-
sores? De maneira geral, os neurotransmissores, tais como a acetilcolina, são 
liberados pelos axônios dos neurônios pré-sinápticos em um espaço denomi-
nado fenda sináptica. Esses neurotransmissores se ligam aos seus receptores 
na membrana dos neurônios pós-sinápticos, fazendo que ocorra a abertura 
de canais iônicos específico para cátions. Essa abertura possibilita a entrada 
de íons sódio na célula, causando a despolarização da membrana. Quando a 
despolarização alcança um limiar, ocorre o potencial de ação, que é transmiti-
do ao longo do seu axônio. A membrana retorna ao seu potencial de repouso 
quando os neurotransmissores são degradados por enzimas nas fendas si-
nápticas.
Para entender melhor sobre o potencial de repouso 
da membrana e sobre o potencial de ação, acesse o 
link e assista ao vídeo: “Potencial de ação: animação”.
Além dos neurônios, o tecido nervoso também apresenta outros tipos celula-
res denominadas células da glia.
Quer aprender como o efeito do envelhecimento 
na micróglia pode elucidar evolução de doenças 
degenerativas? Então, acesse o link e leia o artigo 
“Células de apoio do sistema nervoso ajudam a 
entender o Alzheimer”.
Os principais tipos celulares gliais são: os oligodendrócitos, células de Schwann, 
os astrócitos e a micróglia.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
128
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1. Oligodendrócitos: Os oligodendrócitos envolver os axônios emitidos
por neurônios do SNP, se enrolando em volta dos axônios formando
várias camadas de revestimento, denominado bainha de mielina.
Cada oligodendrócito pode emitir inúmeros prolongamentos, e cada
um reveste um curto segmento de um axônio, de forma que um
axônio é revestido por uma sequência de prolongamentos de diversos
oligodendrócitos (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
129
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
2. Células de Schwann: As células de Schwann possuem a mesma
função dos oligodendrócitos, ou seja, revestem os axônios dos
neurônios, formando a bainha de mielina. Entretanto, essas células
revestem axônios dos neurônios localizado no SNP. Além disso,
cada uma delas reveste um curto segmento de um único axônio
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
3. Astrócitos: Os astrócitos são células do SNC que possuem
inúmeros prolongamentos, apresentando morfologia radiada. Esses
prolongamentos possuem diversos tipos de filamentos intermediários,
tais como a proteína fibrilar ácida da glia (GFAP) e a vimentina,
destacadas na figura. Essas proteínas fornecem suporte estrutural dos
prolongamentos. Além da função de sustentação dos neurônios, os
astrócitos participam do controle da composição iônica e molecular
do ambiente extracelular, por meio dos pés vasculares, que se dirigem
para os capilares sanguíneos (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
130
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
4. Micróglia: As células da micróglia são pequenas e ligeiramente
alongadas, com prolongamentos curtos e irregulares. Essas células
possuem atividade fagocitárias e são derivadas de precursores de
células do sistema mononuclear fagocitário, que provavelmente
penetraram no SNC durante a vida intrauterina. As células da micróglia
participam da regulação da inflamação por meio da secreção de
citocinas, bem como da fagocitose de restos celulares.
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons (2020).
6.5 COMPONENTES, CARACTERÍSTICAS 
TECIDUAIS E FUNCIONAIS DO SISTEMA 
NERVOSO CENTRAL
O Sistema Nervoso Central (SNC) é formado pelo encéfalo (cérebro, cerebelo 
e bulbo), e pela medula espinhal.
Quando o cérebro, o cerebelo e a medula espinhal são analisados, é possível 
observar regiões esbranquiçadas, chamadas de substância branca. Essa re-
gião é rica em mielina presente nos axônios. Outra região é observada nesses 
órgãos, a substância cinzenta, que é formada principalmente por corpos celu-
lares dos neurônios, dendritos, porções iniciais não mielinizadas dos axônios e 
células da glia (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017; ROSS; PAWLINA, 2016).
A substância cinzenta predomina na camada superficial do cérebro, consti-
tuindo o córtex cerebral, enquanto a substância branca prevalece nas partes 
mais centrais do órgão. No interior da substância branca, pode se encontrar 
alguns grupos de neurônios, denominados núcleos. De maneira semelhante, 
no cerebelo, a substância branca se dispõe no centro do órgão, enquanto a 
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
131
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portariaMEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
substância cinzenta se dispõe na periferia, formando o córtex cerebelar. No 
entanto, a medula espinal, as substâncias branca e cinzenta localizam-se de 
maneira inversa à do cérebro e cerebelo. A substância cinzenta, em cortes 
transversais da medula, possui formato de uma borboleta ou da letra H, que 
apresenta um orifício, o canal central da medula (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 
2017).
FIGURA 10: DISTRIBUIÇÃO DA SUBSTÂNCIA BRANCA E CINZENTA NOS ÓRGÃOS DO SNC
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 167).
6.6 COMPONENTES, CARACTERÍSTICAS 
TECIDUAIS E FUNCIONAIS DO SISTEMA 
NERVOSO PERIFÉRICO
O Sistema Nervoso Periférico (SNP) é constituído pelo tecido nervoso não si-
tuado no SNC e está presente na constituição dos nervos e dos gânglios.
Os nervos são formados por feixes de fibras 
nervosas, que por sua vez, são formadas por um 
axônio envolvido por uma sequência de células de 
Schwann revestidas por uma lâmina basal.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
132
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Os nervos são revestidos por uma faixa de tecido conjuntivo denso, chamada 
de epineuro. Internamente, o conjunto de feixes de fibras nervosas de um 
nervo são envolvidos por uma delgada bainha de tecido conjuntivo frouxo, 
denominada perineuro. O epineuro pode emitir prolongamentos de tecido 
conjuntivo frouxo que separa feixes ainda menores, cada qual com seu peri-
neuro próprio. Entre as fibras nervosas individuais, há uma delicada camada 
de tecido conjuntivo constituída principalmente por fibras reticulares, cha-
mada endoneuro (Figura 11) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017; ROSS; PAWLINA, 
2016).
FIGURA 11: ESTRUTURA DOS NERVOS 
Fonte: Adaptada de Junqueira e Carneiro (2017, p. 176). 
Os gânglios são acúmulos de corpo de neurônios localizados fora do SNC, 
envolvidos por cápsulas conjuntivas. Os gânglios podem ser sensoriais ou do 
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2017).
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
133
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONCLUSÃO
Ao longo dessa unidade, aprendemos a identificar as características cito-his-
tológicas do tecido muscular e do tecido nervoso.
Incialmente, analisamos e compreendemos as características estruturais e 
funcionais do tecido muscular esquelético, bem como nos mecanismos acer-
ca da contração muscular do músculo estriado. Analisamos também, as ca-
racterísticas estruturais e funcionais da musculatura cardíaca, bem como às 
suas peculiaridades em relação ao músculo esquelético.
Além disso, vimos que a organização do tecido muscular liso se difere do te-
cido muscular estriado por não apresentar sarcômeros e, portanto, não haver 
miofibrilas e tampouco estriações. Nesse tecido, os miofilamentos se organi-
zam de maneira diferente, possibilitando uma contração lenta desse múscu-
lo.
Abordamos também os principais tipos celulares do sistema nervoso, tais 
como os neurônios, que são responsáveis pelas sinapses e pela condução do 
impulso nervoso. Além disso, vimos também a composição dos órgãos e teci-
dual do Sistema Nervoso Periférico e do Sistema Nervoso Central.
Portanto, podemos concluir que o tecido nervoso e o tecido muscular são im-
portantes na execução de diversas funções vitais no nosso organismo, e que 
o estudo de suas estruturas é necessário para o entendimento de patologias.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
134
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
REFERÊNCIAS 
______. 8-10 Tecido muscular. Histologia Interativa Online, Departamento de Biologia Celular 
e do Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, [2020]. 
Disponível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/8-10-tecido-muscular/. Acesso em: 7 maio 2020.
______. 8-11 Tecido muscular. Histologia Interativa Online, Departamento de Biologia Celular 
e do Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, [2020]. 
Disponível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/8-11-tecido-muscular/. Acesso em: 7 maio 2020.
______. 8-4 Tecido muscular. Histologia Interativa Online, Departamento de Biologia Celular e do 
Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, [2020]. Dispo-
nível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/8-4-tecido-muscular/. Acesso em: 7 maio 2020.
______. 8-7 Tecido muscular. Histologia Interativa Online, Departamento de Biologia Celular e do 
Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, [2020]. Dispo-
nível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/8-7-tecido-muscular/. Acesso em: 7 maio 2020.
______. 8-8 Tecido muscular. Histologia Interativa Online, Departamento de Biologia Celular e do 
Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, [2020]. Dispo-
nível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/8-8-tecido-muscular/. Acesso em: 7 maio 2020.
______. Papel das mitocôndrias na transformação e armazenamento de energia. In: _____. Biolo-
gia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. cap. 4, p. 67-80.
ABRAHAMSOHN, P.; FREITAS, V. 5-5 Tecido adiposo. Histologia. Histologia interativa, Histologia 
online. MOL – Microscopia online. Versão 3.0, [2020]. Disponível em: http://mol.icb.usp.br/index.
php/informacoes-tecnicas/. Acesso em: 11 abr. 2020.
ABRAHAMSOHN, P.; FREITAS, V. 7-22 Tecido ósseo. Histologia Interativa Online, Departamento 
de Biologia Celular e do Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de 
São Paulo, [2020]. Disponível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/7-22-tecido-osseo/. Acesso em: 9 
maio 2020.
ABRAHAMSOHN, P.; FREITAS, V. 8-3 Tecido muscular. Histologia Interativa Online, Departamen-
to de Biologia Celular e do Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade 
de São Paulo, [2020]. Disponível em: http://mol.icb.usp.br/index.php/8-3-tecido-muscular/. Acesso 
em: 7 maio 2020.
ASSIS, M. C. et al. Osteogenesis imperfecta: novos conceitos. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 
37, n. 8, p. 323-327, 2002. Disponível em: https://www.rbo.org.br/detalhes/11/pt-BR/-osteogenesis-
-imperfecta---novos-conceitos-. Acesso em: 26 mar. 2020.
AULA 15 - Contração muscular. [S. I.: s. n.], 2017. 1 vídeo (9min22s). Publicado pelo canal Tiago 
Savignon. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iqUl3nOPxFA. Acesso em: 7 maio 
2020.
AULA de biologia - Gordura marrom. [S. I.: s. n.], 2015. 1 vídeo (2min45s). Publicado pelo canal Ca-
valcantebio. Disponível em: youtube.com/watch?v=ig4d4_kET8w. Acesso em: 11 abr. 2020.
AVISSAR, Y. et al. Biology. 1. ed. OpenStax College, 2013.
Biologia Prof. Guilherme. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fBJFBnSDetE. Aces-
so em: 26 mar. 2020.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
135
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
BOSCHINI, R. P.; GARCIA JÚNIOR, J. R. Regulação da expressão gênica das UCP2 e UCP3 pela 
restrição energética, jejum e exercício físico. Revista de Nutrição, Campinas, v. 18, n. 6, p. 753-
764, nov./dez., 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rn/v18n6/a06v18n6.pdf. Acesso em: 12 
maio 2020.
CARACTERÍSTICAS gerais do tecido adiposo bege | Drops Padrão Ouro #9. [S. I.: s. n.], 2019. 1 
vídeo (2min15s). Publicado pelo canal Bruno Pires. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=aoOdPCVvOHA. Acesso em: 11 abr. 2020.
CECCATTO, V. M. Mecanismos genéticos básicos. In:_____. Ciências biológicas: biologia molecu-
lar. 2. ed. Fortaleza: Ed. UECE, 2015. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/ca-
pes/431618/2/Livro_Biologia%20Molecular.pdf. Acesso em: 16 abr. 2020.
CÉLULAS e tecidos - aula 8 - Núcleo - alguns aspectos funcionais. [S. I.: s. n.], 2017. 1 ví-
deo (20min9s). Publicado pelo canal UNIVESP. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=aGQVwwN_C48. Acesso em: 16 abr. 2020.CENTRÍOLOS, centrossomo e citoesqueleto. [S. I.: s. n.], 2019. 1 vídeo (17min52s). Publi-
cado pelo canal Biologia Prof. Guilherme. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=9KI3D_2CRME. Acesso em: 29 mar. 2020.
CIÊNCIA USP responde: ciático, quem é você? [S. I.: s. n.], 2017. 1 vídeo (7min23s). Publicado pelo 
Canal USP. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mVLzeuPttMA. Acesso em: 30 abr. 
2020.
CITOESQUELETO microtúbulo (legendado). [S. I.: s. n.], 2015. 1 vídeo (1min16s). Publica-
do pelo canal Biologia Celular e Molecular NF. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=HxtmgLSwXtY. Acesso em: 16 abr. 2020.
CLASSIFICAÇÃO dos ossos. Anatomia papel e caneta, [2016]. Disponível em: https://www.
anatomia-papel-e-caneta.com/classificacao-dos-ossos/. Acesso em: 9 maio 2020.
CONTRAÇÃO muscular – dublado. [S. I.: s. n.], 2019. 1 vídeo (4min24s). Publicado pelo canal Fisio 
Ex - Prof. Alvaro Reischak de Oliveira. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-Mfo3A-
f5E3c. Acesso em: 7 maio 2020.
CORDEIRO, M. A. L.; LEITE E. R. Estudo da sinterização de nanopartículas por microscopia ele-
trônica de transmissão in situ. Cerâmica, São Paulo, v. 61, n. 358, p. 269-275, 2015. Disponível em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0366-69132015000200269&lng=pt&tlng=
pt. Acesso em: 29 mar. 2020.
De ROBERTIS, E. M.; HIB, J. De Robertis: biologia celular e molecular. 16. ed. Rio de Janeiro: Gua-
nabara Koogan, 2014.
DESENVOLVIMENTO dentário relacionado com o fator de transcrição Sp7. O Jornal Dentistry, 
23 abr. 2018. Disponível em: https://www.jornaldentistry.pt/news/artigos/--desenvolvimento-den-
tario-relacionado-com-o--fator-de--transcricao-sp7. Acesso em: 16 abr. 2020.
DUARTE, M. L. et al. Condrossarcoma do septo nasal - Uma neoplasia rara. Revista Portuguesa 
de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, v. 54, n. 3, p. 199-202, 2017. Disponível em: https://
www.journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/639. Acesso em 25 abr. 2020.
DUARTE, V. S. et al. Exercícios físicos e osteoartrose: uma revisão sistemática. Fisioterapia em 
Movimento, Curitiba, v. 26, n. 1, p. 193-202, jan./mar. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S0103-51502013000100022&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 25 abr. 2020.
FISIOLOGIA: Aula 13 - Músculo liso - Contração e excitação. [S. I.: s. n.], 2013. 1 vídeo (17min59s). Pu-
blicado pelo canal EscolaCVI. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=nMVUpoVTE2E. 
Acesso em: 7 maio 2020.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
136
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FRANCO, R. F. Fisiologia da coagulação, anticoagulação e fibrinólise. In: SIMPÓSIO: HEMOS-
TASIA E TROMBOSE. 2001. Medicina, Ribeiro Preto, jul./dez. 2001. v. 34. [229-237]p. Disponível em: 
http://revista.fmrp.usp.br/2001/vol34n3e4/fisiologia_coagulacao.pdf. Acesso em: 11 abr. 2020.
GARTNER, L. P.; HIATT, J. L. Atlas colorido de histologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2014.
HALPERN, B.; MANCINI, M. C.; HALPERN, A. Brown adipose tissue: what have we learned since 
its recent identification in human adults. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 
v. 58, n. 9, p. 889-899, 2014.
JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia básica: texto, atlas. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanaba-
ra Koogan, 2017.
LODISH, H. et al. Biologia celular e molecular. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
LOTHHAMMER, N. et al. Biologia celular: atlas digital. Porto Alegre: UFRGS/UFCSPA, 2009. Dis-
ponível em: http://www.ufrgs.br/biologiacelularatlas/res3.htm. Acesso em: 26 mar. 2020.
MARTINS, R. A. Robert Hooke e a pesquisa microscópica dos seres vivos. Filosofia e História da 
Biologia, [s. l.], v. 6, n. 1, p. 105-142, 2011. Disponível em: http://www.abfhib.org/FHB/FHB-06-1/FHB-6-
-1-07-Roberto-Martins.pdf. Acesso em: 23 mar. 2020.
MATIOLI, V. Enzima bacteriana encontrada em grupo de amebas reforça teoria da endossim-
biose. Agência Universitária de Notícias, São Paulo, ano 49, ed. 106, Ciência e Tecnologia, 19 ago. 
2016. Disponível em: http://www.usp.br/aunantigo/exibir?id=7875&ed=1390&f=18. Acesso em: 23 
mar. 2020.
Medicina Resumida. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EQqHJAnu71s. Acesso 
em: 11 abr. 2020.
MEDRADO, L. Citologia e histologia humana: fundamentos de morfofisiologia celular e tecidu-
al. São Paulo: Érica, 2014.
METABOLISMO de cálcio. [S. I.: s. n.], 2019. 1 vídeo (12min17s). Publicado pelo canal Prof. Felipe Bar-
ros. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=173ZxTuwwwI. Acesso em: 9 maio 2020.
MICROBIOLOGIA: aula 8 - microscopia confocal. [S. I.: s. n.], 2014. 1 vídeo (7min45s). Publicado 
pelo canal Escola CVI. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GC9hEdRbc0w. Acesso 
em 29 mar. 2020.
MOHTASHAM, N. et al. A comparative study of osteopontin and MMP-2 proteinexpression in 
peripheral and central giant cellgranuloma of the jaw. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 
v. 85, n. 2, p. 150-156, 2019. Disponível em:
MOLECULAR animation of ATP synthase. [S. I.: s. n.], 2013. 1 vídeo (2min28s). Publicado pelo canal 
Aditya Chopra. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GM9buhWJjlA. Acesso em: 16 
abr. 2020.
MONTANARI, T. Histologia: texto, atlas e roteiro de aulas práticas. In:______. Tecido conjuntivo. 
3. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. cap. 3, p. 42-83. Disponível em: http://www.ufrgs.br/
livrodehisto/pdfs/livrodehisto.pdf. Acesso em: 26 mar. 2020.
MOON, P. Células de apoio do sistema nervoso ajudam a entender o Alzheimer. Ciências da 
Saúde, Agência FAPESP, 5 jul. 2017. Disponível em: jornal.usp.br/?p=98470. Acesso em: 7 maio 
2020.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
137
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
MOREIRA, L. G. et al. Correlação entre o sistema ABO e portadores de doenças gástricas sub-
metidos à Endoscopia Digestiva Alta. Revista Brasileira de Educação e Saúde, Pombal, v. 10, n. 
1, p. 57-62, jan./mar. 2020. Disponível em: https://editoraverde.org/gvaa.com.br/revista/index.php/
REBES/article/view/7514. Acesso em 29 mar. 2020.
NÚCLEO celular. [S. I.: s. n.], 2019. 1 vídeo (4min23s). Publicado pelo canal Bruna Camargo. Dispo-
nível em: https://www.youtube.com/watch?v=gLE9mhRVs7c. Acesso em: 16 abr. 2020.
O CICLO do sangue, saiba o que é feito com o sangue após a doação. [S. I.: s. n.], 2012. 1 vídeo 
(12min10s). Publicado pelo canal Rodrigo Leitão. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=QCQsvIV62fI. Acesso em: 11 abr. 2020.
OXIDAÇÃO de piruvato. OpenStax College, Biology, Khan Academy, [2020]. Disponível em: ht-
tps://pt.khanacademy.org/science/biology/cellular-respiration-and-fermentation/pyruvate-oxida-
tion-and-the-citric-acid-cycle/a/pyruvate-oxidation. Acesso em: 16 abr. 2020.
PASOLD, J. S. et al. Célula interativa em 3D. Universidade Federal do Paraná. Disponível em: 
http://3d.cl3ver.com/11VrPc. Acesso em: 16 abr. 2020.
PIRES, C. E. B. M.; ALMEIDA, L. M. Biologia celular: estrutura e organização molecular. São Paulo: 
Érica, 2014.
POTENCIAL de ação: animação. [S. I.: s. n.], 2017. 1 vídeo (3min5s). Publicado pelo canal Anatomia 
e etc. com Natalia Reinecke. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GAU4r0XleRU. 
Acesso em: 7 maio 2020.
Remodelação e reparação óssea. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 42, n. 
1, p. 5-12, fev. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/jbpml/v42n1/29910.pdf. Acesso em: 30 
abr. 2020.
ROSS, M. H.; PAWLINA, W. Atlas de histologia descritiva. 7. ed. Porto Alegre: Porto Artmed, 2015.
SAAD, K.; REIS, L. C. Influência da melatonina sobre o desenvolvimento corporal e ósseo de 
ratos. Revista Médica de Minas Gerais, v. 14, n. 4, p. 228-32, 2004. Disponível em: http://rmmg.org/
artigo/detalhes/1466. Acesso em: 9 maio 2020.
SINAPSE neuromuscular: animação | Anatomia e etc. [S. I.: s. n.], 2017. 1 vídeo (3min22s). Publica-
do pelo canal Anatomia e etc. com Natalia Reinecke.Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=VoDjmSRkYyk. Acesso em: 7 maio 2020
SOUZA, R. S.; PINHAL M. A. S. Interações em processos fisiológicos: a importância da dinâmica 
entre matriz extracelular e proteoglicanos. Arquivos Brasileiros de Ciências da Saúde, v. 36. n. 1. 
p. 48-54, jan./abr. 2011. Disponível em: https://www.portalnepas.org.br/abcs/article/view/75. Acesso
em: 27 abr. 2020.
TECIDO adiposo unilocular. Histologia Interativa, Universidade Federal de Alfenas-MG, [2020]. 
Disponível em: https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/tecido-adiposo-unilocular/. 
Acesso em: 11 abr. 2020.
TEORIA da endossimbiose - Flashdica #14 - Maratona ENEM - Prof. Gui. [S. I.: s. n.], 2018. 1 vídeo 
(4min13s). Publicado pelo canal Biologia Prof. Guilherme. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=Mjope6_kZQY. Acesso em: 16 abr. 2020.
TRADUÇÃO do mRNA. [S. I.: s. n.], 2014. 1 vídeo (3min38s). Publicado pelo canal Casa das Ciências. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NZ9m4aydAn0. Acesso em: 30 abr. 2020.
CITOLOGIA E HISTOLOGIA
EAD.MULTIVIX.EDU.BR
CONHEÇA TAMBÉM NOSSOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ÁREAS DE:
SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS
138
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
TRADUÇÃO: síntese proteica - Aula 15 - Módulo I: Biologia Celular | Prof. Guilherme. [S. I.: s. n.], 
2019. 1 vídeo (19min44s). Publicado pelo canal Biologia Prof. Guilherme. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=ywMYH1D8OTc&t=65s. Acesso em: 16 abr. 2020.
CITOLOGIA E HISTÓRIA
EAD.MULTIVIX.EDU.BR
CONHEÇA TAMBÉM NOSSOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ÁREAS DE:
SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS

Mais conteúdos dessa disciplina