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Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
 
 
Conhecer a anatomia do encéfalo 
O encéfalo controla e coordena quase todas as funções 
do corpo. É o órgão que tornou a espécie humana 
diferente dos outros animais. Trata-se de uma estrutura 
delicada envolta por um crânio rígido, contudo, o 
encéfalo pode ser lesionado por um traumatismo 
craniano, pode ser comprimido por um tumor ou privado 
de oxigênio por uma ruptura ou um coágulo em uma 
das artérias cerebrais; 
No sistema nervoso central há regiões com alta 
concentração de corpos celulares de neurônios e 
regiões com alta concentração de prolongamentos de 
neurônios, principalmente axônios; 
As regiões com grande concentração de corpos 
celulares de neurônios têm coloração acinzentada, sendo 
por isso denominadas substância cinzenta do sistema 
nervoso central. Por outro lado, as regiões com uma 
grande quantidade de prolongamentos de neurônios 
(axônios) possuem grande quantidade de fibras nervosas 
mielinizadas e por essa razão apresentam coloração 
esbranquiçada. Constituem a substância branca do 
sistema nervoso central; 
Enquanto que a substância cinzenta é o local de 
recepção e de integração de informações e respostas, 
a substância branca constitui as vias de comunicação 
entre o sistema nervoso central e os locais externos ao 
sistema nervoso central. É também via de comunicação 
entre diferentes regiões do sistema nervoso central. 
A substância cinzenta está presente principalmente na 
periferia do órgão, logo abaixo de sua superfície, 
formando o córtex cerebral; e no interior do cérebro, 
em aglomerados de diferentes tamanhos denominados 
núcleos. A substância branca ocupa o interior do órgão, 
abaixo do córtex e em torno dos núcleos; 
 
 Divisões: 
O encéfalo (envolto pelo neurocrânio) é formado pelo 
telencéfalo (cérebro) e diencéfalo, cerebelo e tronco 
encefálico. Depois da remoção da calvária e da dura-
máter, são vistos giros, sulcos e fissuras do córtex 
cerebral através das delicadas lâminas aracnoide-máter e 
pia-máter. Enquanto os giros e sulcos exibem muita 
variação, as outras características do encéfalo, inclusive 
as suas dimensões gerais, são bastante uniformes entre 
os indivíduos; 
Cérebro 
 Telencéfalo: 
O telencéfalo ou cérebro inclui os hemisférios cerebrais e 
os núcleos da base. Os hemisférios cerebrais, separados 
pela foice do cérebro na fissura longitudinal do cérebro, 
são os elementos dominantes do encéfalo (Figura 
8.36A a C); 
Para fins descritivos, cada hemisfério cerebral é dividido 
em quatro lobos; cada um deles está relacionado com os 
ossos sobrejacentes de mesmo nome, mas seus limites 
não correspondem a esses ossos. De uma vista superior, 
o cérebro é praticamente dividido em quartos pela fissura 
longitudinal do cérebro, em posição mediana, e pelo sulco 
central, coronal; 
O sulco central separa os lobos frontais (anteriormente) 
dos lobos parietais (posteriormente). Em vista lateral, 
esses lobos situam-se superiormente ao sulco 
lateral transverso e ao lobo temporal inferior a ele. 
Os lobos occipitais posicionados posteriormente são 
separados dos lobos parietal e temporal pelo plano 
do sulco parietoccipital, visível na face medial do cérebro 
em uma hemissecção do encéfalo; 
Os pontos mais anteriores dos lobos frontal e temporal, 
projetados anteriormente, são os polos 
frontal e temporal. O ponto posterior extremo do lobo 
occipital, que se projeta posteriormente, é o polo 
occipital. Os hemisférios ocupam toda a parte 
supratentorial da cavidade do crânio; 
Os lobos frontais ocupam as fossas anteriores do crânio, 
os lobos temporais ocupam as partes laterais das fossas 
médias do crânio, e os lobos occipitais estendem-se 
posteriormente sobre o tentório do cerebelo; 
 Diencéfalo: 
O diencéfalo, ou “entre-encéfalo”, situa-se entre o tronco 
encéfalico e o cérebro. É composto de duas porções 
principais, o tálamo e o hipotálamo, e duas estruturas 
endócrinas, as glândulas hipófise e pineal; 
É formado por: 
Epitálamo: Relacionado com a sincronização do ritmo 
circadiano; 
Tálamo: 
Recebe fibras sensoriais do trato óptico, das orelhas e da 
medula espinal, bem como informação motora do 
cerebelo. Ele envia fibras para o cérebro, onde a 
Tutoria 1 – Módulo 2 
 
Trauma Crânio-Encefálico 
 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-36
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-36
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
informação é processada. O tálamo, muitas vezes, é 
descrito como uma estação de retransmissão, pois a 
maioria das informações sensoriais provenientes de 
partes inferiores do SNC cruza por ele. Assim como a 
medula espinal, o tálamo pode modificar a informação 
que cruza por ele, o que o torna um centro integrador, 
bem como uma estação de retransmissão; 
Um grande centro de retransmissão de fibras entre o 
nosso córtex e estruturas subcorticais; 
Tem a função de centro de integração e retransmissão 
para as informações sensorial e motora; 
Hipotálamo: 
Encontra-se abaixo do tálamo. Embora o hipotálamo 
ocupe menos de 1% do volume total do encéfalo, ele é 
o centro da homeostasia e contém centros que 
controlam vários comportamentos motivados, como 
fome e sede. As eferências do hipotálamo também 
influenciam muitas funções da divisão autônoma do 
sistema nervoso, bem como uma variedade de funções 
endócrinas; 
O hipotálamo recebe informações de múltiplas origens, 
incluindo o cérebro, a formação reticular e vários 
receptores sensoriais. Comandos do hipotálamo vão 
primeiro ao tálamo e, por fim, para múltiplas vias efetoras; 
Duas estruturas endócrinas importantes estão localizadas 
no diencéfalo: a glândula hipófise e a glândula pineal; 
Função: Grande regulador da homeostase e impulsos 
comportamentais, e forma o núcleo central do encéfalo; 
Hipófise: Secreção hormonal; 
 
Tronco: 
Já como estrutura mais caudal do encéfalo, temos o 
tronco encefálico, também sendo a porção mais primitiva 
dentre as outras. O tronco está intimamente relacionado 
com o funcionamento da homeostase do corpo, sendo 
de extrema importância para manutenção da vida. 
Podemos evidenciar isso, por exemplo, através dos 
exames feitos para diagnosticar morte encefálica, que 
testam se o tronco está funcionante ou não. 
Profundamente a ele, temos diversos núcleos de pares 
cranianos, além da formação reticular; 
O tronco encefálico pode ser dividido em substância 
branca e substância cinzenta, sendo que, em alguns 
aspectos, a sua anatomia é similar à da medula espinal. 
Alguns tratos ascendentes da medula espinal cruzam o 
tronco encefálico, ao passo que outros tratos 
ascendentes fazem sinapse neste ponto. Os tratos 
descendentes provenientes de centros superiores do 
encéfalo também cruzam o tronco encefálico em seu 
caminho para a medula espinal; 
Pares de nervos periféricos partem do tronco encefálico, 
de maneira similar aos nervos espinais ao longo da 
medula espinal. Onze dos 12 nervos cranianos (números 
II-XII) originam-se ao longo do tronco encefálico. (O 
primeiro nervo craniano, o nervo olfatório, entra no 
prosencéfalo.) Os nervos cranianos carregam as 
informações sensorial e motora relativas à cabeça e ao 
pescoço; 
Num ponto de vista anatômico, o tronco encefálico é 
dividido em: 
 Mesencéfalo: 
A parte anterior do tronco encefálico, situa-se na junção 
das fossas média e posterior do crânio. Os NC III e IV 
estão associados ao mesencéfalo; 
A terceira região do tronco encefálico, o mesencéfalo, é 
uma área relativamente pequena, situada entre a região 
inferior do diencéfalo e o tronco encefálico. A principal 
função do mesencéfalo é controlar o movimento dos 
olhos, mas ele também retransmite sinais para os reflexos 
auditivos e visuais; 
Função: Movimento dos olhos; 
 A ponte: 
É a parte do tronco encefálicosituada entre o 
mesencéfalo rostralmente e o bulbo caudalmente Situa-
se na parte anterior da fossa posterior do crânio O NC 
V está associado à ponte; 
A ponte é uma saliência bulbosa na superfície ventral do 
tronco encefálico, acima do bulbo e abaixo do 
mesencéfalo. Por sua função principal de atuar como 
estação retransmissora de informações entre o cerebelo 
e o cérebro, a ponte muitas vezes é agrupada com o 
cerebelo. A ponte também coordena o controle da 
respiração junto aos centros do bulbo; 
Função: Estação retransmissora entre cérebro e 
cerebelo, coordenação da respiração; 
 O bulbo (medula oblonga): 
A medula oblonga, muitas vezes chamada apenas de 
bulbo, representa a transição entre a medula espinal e o 
próprio encéfalo. A sua substância branca inclui tratos 
somatossensoriais ascendentes, que levam informação 
sensorial ao encéfalo, e o trato corticospinal descendente, 
que conduz informação do cérebro para a medula 
espinal; 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
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É a subdivisão mais caudal do tronco encefálico, contínua 
com a medula espinal. Situa-se na fossa posterior do 
crânio Os NC IX, X e XII estão associados ao bulbo, ao 
passo que os NC VI a VIII estão associados à junção da 
ponte e do bulbo; 
Cerca de 90% das fibras dos tratos corticospinais cruzam 
a linha média para o lado oposto do corpo, na região do 
bulbo chamada de pirâmides. Como resultado desse 
cruzamento, cada lado do encéfalo controla o lado oposto 
do corpo. A substância cinzenta do bulbo inclui os núcleos 
que controlam muitas funções involuntárias, como 
pressão arterial, respiração, deglutição e vômito 
Função: Controle de funções involuntárias; 
 
Cerebelo: 
Diferente das demais estruturas já citadas, que estão 
localizadas no compartimento supratentorial da base do 
crânio, o cerebelo se encontra no compartimento 
infratentorial. Ele é dividido em lobo flóculo-nodular, lobo 
anterior e lobo posterior. Na semiologia neurológica, 
testamos a funcionalidade do cerebelo principalmente, 
durante os exames de coordenação e equilíbrio; 
 O cerebelo: 
O cerebelo, por sua vez, segue uma topografia 
anatômica semelhante ao cérebro: possui dois 
hemisférios, unidos agora por um vérmis, localizado na 
linha mediana; 
É a grande massa encefálica situada posteriormente à 
ponte e ao bulbo e inferiormente à parte posterior do 
cérebro. Situa-se sob o tentório do cerebelo na fossa 
posterior do crânio. Consiste em dois hemisférios laterais 
unidos por uma parte intermediária estreita, o verme do 
cerebelo; 
O cerebelo é a segunda maior estrutura no encéfalo. Ele 
está localizado na base do crânio, logo acima da nuca. O 
nome cerebelo significa “pequeno cérebro” e, de fato, a 
maioria das células nervosas do encéfalo está no 
cerebelo. A função especializada do cerebelo é 
processar informações sensoriais e coordenar a 
execução dos movimentos. As informações sensoriais 
que nele chegam vêm de receptores somáticos da 
periferia do corpo e de receptores do equilíbrio, 
localizados na orelha interna. O cerebelo também recebe 
informações motoras de neurônios vindos do cérebro; 
Função: Coordenação do movimento; 
 Córtex: 
Seu córtex cerebelar é percorrido por sulcos, delimitando 
folhas (e não giros!!); 
Funções: 
Áreas sensoriais: percepção; 
Áreas motoras: Movimento dos músculos esqueléticos; 
Áreas de associação: Integração da informação e direção 
do movimento voluntário; 
 
 
 
 
 
 
 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
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Figura 8.36 Estrutura do encéfalo. A. A superfície 
cerebral contém giros (pregas) e sulcos do córtex 
cerebral. B. Os lobos do cérebro são identificados por 
cores. Enquanto sulcos central e lateral distintos 
demarcam o lobo frontal e os limites anteriores dos lobos 
parietal e temporal do cérebro, a demarcação dos limites 
posteriores entre o último e o lobo occipital é menos 
distinta externamente. C. A face medial do cérebro e as 
partes mais profundas do encéfalo (diencéfalo e tronco 
encefálico) mostradas após a bissecção do encéfalo. O 
sulco parietoccipital que demarca os lobos parietal e 
occipital pode ser visto na face medial do cérebro. D. As 
partes do tronco encefálico são identificadas 
 Sistema ventricular do encéfalo: 
São cavidades localizadas internamente ao encéfalo, 
revestidas de epitélio epididimário, por onde percorrer o 
líquor cefalorraquidiano (LCR). São em número de quatro 
cavidades, duas pares (ventrículos laterais) e duas 
ímpares (terceiro e quarto ventrículo), que são ligadas 
uma as outras por diversos canais, formando o sistema 
ventricular; 
O sistema ventricular do encéfalo consiste em dois 
ventrículos laterais e os terceiro e quarto ventrículos 
medianos unidos pelo aqueduto do mesencéfalo 
(cerebral) (Figuras 8.37 e 8.38). O LCS, secretado 
principalmente pelos plexos corióideos dos ventrículos, 
preenche essas cavidades encefálicas e o espaço 
subaracnóideo do encéfalo e da medula espinal; 
 Ventrículos do encéfalo: 
Os ventrículos laterais: 
O primeiro e o segundo ventrículo, são as maiores 
cavidades do sistema ventricular e ocupam grandes áreas 
dos hemisférios cerebrais. Cada ventrículo lateral abre-se, 
através de um forame interventricular, para o terceiro 
ventrículo. O terceiro ventrículo, uma cavidade em forma 
de fenda entre as metades direita e esquerda do 
diencéfalo, é contínuo em sentido posteroinferior com 
o aqueduto do mesencéfalo, que une o terceiro e o 
quarto ventrículos; 
O quarto ventrículo, piramidal, na parte posterior da 
ponte e bulbo, estende-se em sentido inferoposterior. 
Inferiormente, afila-se até formar um canal estreito que 
continua até a região cervical da medula espinal como o 
canal central (Figura 8.37A). O LCS drena do quarto 
ventrículo para o espaço subaracnóideo através de 
uma abertura mediana única e um par de aberturas 
laterais. Essas aberturas são os únicos meios pelos quais 
o LCS entra no espaço subaracnóideo. Em caso de 
obstrução, o LCS se acumula e os ventrículos se 
distendem, comprimindo os hemisférios cerebrais; 
 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-37
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
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Figura 8.37 Ventrículos, espaços subaracnóideos e 
cisternas. A. O sistema ventricular e a circulação do LCS. 
A produção de LCS ocorre principalmente nos plexos 
corióideos dos ventrículos laterais e do terceiro e quarto 
ventrículos. Os plexos dos ventrículos laterais são os 
maiores e mais importantes. B. As cisternas 
subaracnóideas, regiões expandidas do espaço 
subaracnóideo, contêm maiores volumes de LCS. 
 Cisternas subracnóideas: 
Embora não seja exato dizer que o encéfalo “flutua” no 
LCS, na verdade, a inserção do encéfalo ao neurocrânio 
é mínima. Em algumas áreas na base do encéfalo, a 
aracnoide-máter e a pia-máter estão bem separadas 
pelas cisternas subaracnóideas (Figura 8.37B), que 
contêm LCS, e estruturas dos tecidos moles que 
“ancoram” o encéfalo, como as trabéculas aracnóideas, a 
rede vascular e, em alguns casos, as raízes dos nervos 
cranianos. As cisternas geralmente são nomeadas de 
acordo com as estruturas relacionadas com elas; 
As principais cisternas subaracnóideas intracranianas são: 
Cisterna cerebelobulbar: a maior das cisternas 
subaracnóideas, localizada entre o cerebelo e o bulbo; 
recebe LCS das aberturas do quarto ventrículo. É dividida 
em cisterna cerebelobulbar posterior e cisterna 
cerebelobulbar lateral 
•Cisterna pontocerebelar: um amplo espaço ventral à 
ponte, contínuo inferiormente com o espaço 
subaracnóideo espinal 
•Cisterna interpeduncular: localizada na fossa 
interpeduncular entre os pedúnculos cerebrais do 
mesencéfalo 
•Cisterna quiasmática: inferior e anterior ao quiasma 
óptico, o ponto de cruzamento ou decussação das fibras 
dos nervos ópticos•Cisterna colicular:* localizada entre a parte posterior do 
corpo caloso e a face superior do cerebelo; contém 
partes da veia cerebral magna (Figuras 8.29 e 8.31A e B) 
•Cisterna circundante: localizada na face lateral do 
mesencéfalo e contínua posteriormente com a cisterna 
colicular 
 Secreção de líquido cerebrospinal: 
O líquido cerebrospinal (LCS) é secretado (400 a 500 
ml/dia) principalmente por células epiteliais coroidais 
(células ependimárias modificadas) dos plexos 
corióideos nos ventrículos laterais e nos terceiro e quarto 
ventrículos (Figuras 8.36C, 8.37 e 8.38). Os plexos 
corióideos consistem em franjas vasculares de pia-máter 
(tela corióidea) cobertas por células epiteliais cúbicas. 
Invaginam-se para os tetos dos terceiro e quarto 
ventrículos e nos assoalhos dos corpos e cornos 
inferiores dos ventrículos laterais; 
 Circulação de líquido cerebrospinal: 
O LCS deixa os ventrículos laterais através dos forames 
interventriculares e entra no terceiro ventrículo. A partir 
daí, o LCS atravessa o aqueduto do 
mesencéfalo (cerebral) para o quarto ventrículo. Parte do 
LCS deixa esse ventrículo através de suas aberturas 
mediana e lateral e entra no espaço subaracnóideo, que 
é contínuo ao redor da medula espinal e na região 
posterossuperior sobre o cerebelo. Entretanto, a maior 
parte do LCS flui para as cisternas interpeduncular e 
colicular. O LCS das várias cisternas subaracnóideas flui 
superiormente pelos sulcos e fissuras nas faces medial e 
superolateral dos hemisférios cerebrais. O LCS também 
penetra nas extensões do espaço subaracnóideo ao 
redor dos nervos cranianos, sendo as mais importantes 
aquelas que circundam os nervos ópticos (NC II); 
 Absorção de líquido cerebrospinal: 
Os principais locais de absorção de LCS para o sistema 
venoso são as granulações aracnóideas, principalmente 
aquelas que se projetam para o seio sagital superior e 
suas lacunas laterais. O espaço subaracnóideo contendo 
LCS estende-se para os centros das granulações 
aracnóideas. O LCS entra no sistema venoso por duas 
vias: (1) a maior parte do LCS entra no sistema venoso 
por transporte através das células das granulações 
aracnóideas para os seios venosos da dura-máter; (2) 
parte do LCS desloca-se entre as células que formam as 
granulações aracnóideas; 
 Funções do líquido cerebrospinal: 
Juntamente com as meninges e a calvária, o LCS 
protege o encéfalo, proporcionando um amortecimento 
contra golpes na cabeça. O LCS no espaço 
subaracnóideo permite que o encéfalo flutue, o que 
impede que seu peso comprima as raízes dos nervos 
cranianos e os vasos sanguíneos contra a face interna do 
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https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-29
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-31
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-36
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734608/epub/OEBPS/Text/chapter08.html#fig8-37
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Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
crânio. Como o encéfalo é um pouco mais pesado do 
que o LCS, os giros na face basal do encéfalo ficam em 
contato com as fossas cranianas no assoalho da cavidade 
do crânio na posição ereta. Em muitos locais na base do 
encéfalo, apenas as meninges cranianas são interpostas 
entre o encéfalo e os ossos do crânio. Na posição 
ortostática, o LCS está nas cisternas subaracnóideas e 
sulcos nas partes superior e lateral do encéfalo; portanto, 
o LCS e a dura-máter normalmente separam a parte 
superior do encéfalo da calvária; 
Os batimentos cardíacos causam alterações pequenas e 
rapidamente recorrentes da pressão intracraniana; as 
alterações recorrentes lentas resultam de causas 
desconhecidas. A tosse, o esforço e as mudanças de 
posição (ortostática vs. decúbito) causam grandes 
alterações momentâneas da pressão. Qualquer 
modificação do volume do conteúdo intracraniano, por 
exemplo, um tumor encefálico, acúmulo de líquido 
ventricular causado por bloqueio do aqueduto do 
mesencéfalo, ou sangue de um aneurisma (dilatação 
patológica de uma artéria) roto será refletida por 
alteração da pressão intracraniana. Essa regra é 
denominada doutrina de Monro-Kellie, que afirma que o 
volume do crânio é uma caixa fechada rígida e que o 
volume de sangue intracraniano só pode ser modificado 
se houver deslocamento ou substituição do LCS; 
 Funções: 
Em uma visão simplista, o encéfalo é um processador de 
informações muito semelhante a um computador. Para 
muitas funções, a sequência é similar à de uma via reflexa 
básica. O encéfalo recebe a entrada sensorial dos 
ambientes interno e externo, integra e processa a 
informação e, se apropriado, gera uma resposta. O que 
torna o encéfalo mais complicado do que esta via reflexa 
simples, entretanto, é a sua habilidade em gerar 
informações e respostas na ausência de estímulo 
externo. Modelar essa geração de estímulos intrínsecos 
requer um delineamento mais complexo; 
Larry Swanson, da University of Southern California, 
apresentou uma maneira de simular as funções do 
encéfalo, em seu livro Brain Architecture: Understanding 
the Basic Plan (2nd edition, Oxford University Press, 2011) 
(A Arquitetura do Encéfalo: Compreendendo o Plano 
Básico. 2a ed., Universidade de Oxford, 2011). Ele descreve 
três sistemas que influenciam as respostas dos sistemas 
motores do corpo: (1) o sistema sensorial, o qual monitora 
os meios interno e externo e inicia respostas reflexas; 
(2) o sistema cognitivo, que reside no córtex cerebral e 
é capaz de iniciar respostas voluntárias; e (3) o sistema 
comportamental, o qual também reside no encéfalo e 
controla os ciclos sono-vigília e outros comportamentos 
intrínsecos. As informações sobre as respostas fisiológicas 
e os comportamentais geradas pelo sistema motor 
retroalimentam o sistema sensorial que, por sua vez, 
comunica-se com os sistemas cognitivo e 
comportamental; 
Na maioria dos sistemas fisiológicos do corpo que você 
estudará, as vias reflexas simples iniciadas pelo sistema 
sensorial e executadas pela saída motora são adequadas 
para explicar os mecanismos homeostáticos de controle. 
Entretanto, os sistemas cognitivo e comportamental 
sempre serão fonte potencial de influência. Em sua forma 
mais simples, essa influência pode ser na forma de 
comportamento voluntário, como prender a respiração, 
que supera funções automáticas. As interações mais sutis 
e complicadas incluem o efeito das emoções na fisiologia 
normal, como as palpitações cardíacas induzidas por 
estresse, e a importância dos ritmos circadianos no jet 
lag (mal-estar por mudança de fuso horário) e na 
inversão de turno de trabalho; 
 
 
Três sistemas encefálicos influenciam a saída motora: um 
sistema sensorial, um sistema cognitivo e um sistema de 
estado comportamental; 
As funções encefálicas superiores, como o raciocínio, 
originam-se no córtex cerebral. O córtex cerebral 
contém três especializações funcionais: áreas sensoriais, 
áreas motoras e áreas de associação; 
Cada hemisfério cerebral desenvolveu funções não 
compartilhadas com o outro hemisfério, uma 
especialização denominada lateralizarão cerebral; 
As áreas sensoriais recebem informações dos 
receptores sensoriais. O córtex somatossensorial 
primário processa informações sobre o tato, a 
temperatura e outras sensações somáticas. O córtex 
visual, o córtex auditivo, o córtex gustatório e o córtex 
olfatório recebem informações sobre a visão, o som, os 
sabores e os odores, respectivamente; 
As áreas de associação integram informações sensoriais, 
gerando a percepção. A percepção é a interpretação 
do estímulo sensorial pelo cérebro; 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - MedicinaAnna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
As respostas motoras incluem movimentos dos músculos 
esqueléticos, secreção neuroendócrina e respostas 
viscerais; 
As áreas motoras comandam os movimentos dos 
músculos esqueléticos. Cada hemisfério cerebral contém 
um córtex motor primário e uma área motora de 
associação; 
O sistema comportamental controla os estados de alerta 
e módula os sistemas sensorial e cognitivo; 
Os sistemas moduladores difusos da formação reticular 
influenciam a atenção, a motivação, a vigília, a memória, 
o controle motor, o humor e a homeostasia metabólica; 
O sistema reticular ativador mantém o encéfalo 
consciente, ou consciente de si e do meio ambiente. A 
atividade elétrica no encéfalo varia com o nível de alerta 
e pode ser registrada pelo eletroencefalograma; 
Os ritmos circadianos são controlados por um relógio 
interno no núcleo supraquiasmático do hipotálamo; 
O sono é um estado de inatividade, facilmente reversível, 
que apresenta estágios característicos. As duas principais 
fases do sono são: sono REM (movimento rápido dos 
olhos) e sono de ondas lentas (sono não REM). A razão 
fisiológica do sono é incerta; 
O sistema límbico é o centro da emoção no cérebro 
humano. Eventos emocionais influenciam funções 
fisiológicas; 
A motivação origina-se de sinais internos que 
determinam os comportamentos voluntários 
relacionados à sobrevivência ou às emoções. Os impulsos 
motivacionais geram comportamentos orientados por 
objetivos; 
O humor é um estado emocional de longa duração. 
Muitos transtornos de humor podem ser tratados 
alterando a neurotransmissão no encéfalo; 
O aprendizado é a aquisição do conhecimento sobre o 
mundo ao nosso redor. O aprendizado associativo ocorre 
quando dois estímulos estão associados entre si. O 
aprendizado não associativo é uma mudança de 
comportamento que ocorre depois da exposição 
repetida a um único estímulo; 
Na habituação, um animal apresenta uma resposta 
diminuída a um estímulo que se repete várias vezes. Na 
sensibilização, a exposição a um estímulo nocivo ou 
intenso gera uma resposta aumentada na exposição 
subsequente; 
 
FOCO CLÍNICO: 
Diabetes: hipoglicemia e o encéfalo Os neurônios são 
chatos em relação à sua comida. Na maior parte das 
circunstâncias, a única biomolécula que os neurônios 
utilizam para obter energia é a glicose. De modo 
surpreendente, isso pode representar um problema para 
pacientes diabéticos, cujo distúrbio leva a um excesso de 
glicose no sangue. Em face da hiperglicemia (elevação da 
glicose no sangue) sustentada, as células da barreira 
hematencefálica regulam para baixo os seus 
transportadores de glicose. Então, se o nível de glicose 
no sangue do paciente diminui abaixo do normal devido 
ao excesso de insulina ou pelo fato de não se alimentar, 
os neurônios do encéfalo podem não ser capazes de 
captar glicose com rapidez suficiente para manter a sua 
atividade elétrica. O sujeito pode apresentar confusão, 
irritabilidade e fala arrastada, pois o funcionamento do 
cérebro começa a falhar. A administração imediata de 
açúcar, seja por via oral ou infusão intravenosa, é 
necessária para evitar danos permanentes. Em casos 
extremos, a hipoglicemia pode causar coma ou até 
mesmo morte; 
Conhecer o sistema límbico e suas alterações 
A terceira região do cérebro é o sistema límbico, que 
circunda o tronco encefálico. O sistema límbico 
representa provavelmente a região mais primitiva do 
cérebro. Ele age como uma ligação entre as funções 
cognitivas superiores, como o raciocínio, e as respostas 
emocionais mais primitivas, como o medo. As principais 
áreas do sistema límbico são a amígdala e o giro do 
cíngulo, relacionados à emoção e à memória, e o 
hipocampo, associado ao aprendizado e à memória; 
A palavra “límbico” significa “borda”. Originalmente, o 
termo “límbico” era usado para descrever as estruturas 
da borda, ao redor das regiões basais do prosencéfalo; 
porém, conforme aprendemos mais sobre as funções do 
sistema límbico, o termo sistema límbico foi expandido 
para significar todo o circuito neuronal que controla o 
comportamento emocional e as forças motivacionais; 
Uma parte importante do sistema límbico é 
o hipotálamo e suas estruturas relacionadas. Além de seu 
papel no controle comportamental essas áreas 
controlam muitas condições internas do corpo, como a 
temperatura corporal, osmolalidade dos líquidos corporais, 
e os desejos de comer e beber e o controle do peso 
corporal. Essas funções do meio interno são 
coletivamente chamadas funções vegetativas do 
cérebro, e seu controle está intimamente relacionado ao 
comportamento; 
 
Anatomia funcional do sistema límbico; Posição-chave do 
hipotálamo 
A Figura 59-4 mostra as estruturas anatômicas do 
sistema límbico, demonstrando que formam complexo 
interconectado de elementos da região basal do cérebro. 
Situado no meio de todas essas estruturas, fica o 
extremamente pequeno hipotálamo, que, do ponto de 
vista fisiológico, é um dos elementos centrais do sistema 
límbico. A Figura 59-5 ilustra, esquematicamente, essa 
posição-chave do hipotálamo no sistema límbico e 
mostra, a seu redor, outras estruturas subcorticais do 
sistema límbico, incluindo a área septal, a área 
paraolfatória, o núcleo anterior do tálamo, partes dos 
gânglios da base, o hipocampo e a amígdala; 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788595151567/epub/OEBPS/Text/cap-59.xhtml?brand=vitalsource&create=true&favre=brett#fig-59-5
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
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E, ao redor das áreas límbicas subcorticais, fica o córtex límbico, composto por anel de córtex cerebral, em cada um dos 
hemisférios cerebrais, (1) começando na área orbitofrontal, na superfície ventral do lobo frontal; (2) se stendendo-se para 
cima para o giro subcaloso; (3) então, de cima do corpo caloso para a região medial do hemisfério cerebral, para o giro 
cingulado e, por fim; e (4) passando por trás do corpo caloso e para baixo, pela superfície ventromedial do lobo temporal 
para o giro para-hipocâmpico e para o unco; 
Consequentemente, nas superfícies medial e ventral de cada hemisfério cerebral existe anel principalmente de paleocórtex, 
que envolve o grupo de estruturas profundas intimamente associadas ao comportamento geral e às emoções. Por sua 
vez, esse anel de córtex límbico funciona como via de mão dupla de comunicação e de associação entre o neocórtex e 
as estruturas límbicas inferiores; 
Muitas das funções comportamentais, promovidas pelo hipotálamo e por outras estruturas límbicas, são também mediadas 
pelos núcleos reticulares do tronco cerebral e por seus núcleos associados. a estimulação de porções excitatórias da 
formação reticular pode causar altos graus de excitabilidade cerebral, enquanto também aumenta a excitabilidade da 
maioria das sinapses da medula espinal; 
Via importante de comunicação entre o sistema límbico e o tronco cerebral é o fascículo prosencefálico medial, que se 
estende das regiões septal e orbitofrontal do córtex cerebral para baixo pela região média do hipotálamo para a formação 
reticular do tronco cerebral. Esse feixe carreia fibras em ambas as direções, formando um sistema troncular de 
comunicação. A segunda via de comunicação é por meio de vias curtas, entre a formação reticular do tronco cerebral, 
tálamo, hipotálamo e a maioria das outras áreas contíguas da parte basal do encéfalo; 
 
 
 
 
 Figura 59-4. Anatomia do 
sistema límbico, mostrado na 
área rosa-escura. (Modificada 
de Warwick R, Williams PL: 
Gray’s Anatomy, 35th ed. 
London: Longman Group 
Ltd, 1973.) 
 
 
 
 
Figura 59-5. Sistema límbico, 
mostrando a posição-chave do 
hipotálamo 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
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Figura acima: O sistema límbico. O sistema límbico inclui 
a amígdala, o hipocampo e o giro do cíngulo. 
Anatomicamente, o sistema límbico é parte da substância 
cinzenta do cérebro.O tálamo não é parte do sistema 
límbico e está representado na figura com o propósito 
de orientação. 
FUNÇÕES DE “RECOMPENSA” E “PUNIÇÃO” DO 
SISTEMA LÍMBICO 
Da discussão até o momento já ficou claro que diversas 
estruturas límbicas estão, de modo particular, envolvidas 
com a natureza afetiva das sensações sensoriais — isto 
é, se as sensações são agradáveis ou desagradáveis. 
Essas qualidades afetivas são também chamadas 
recompensa ou punição, ou satisfação ou aversão. A 
estimulação elétrica de certas áreas límbicas agrada ou 
satisfaz o animal, enquanto a estimulação elétrica de 
outras regiões causa terror, dor, medo, defesa, reações 
de escape e todos os outros elementos da punição. Os 
graus de estimulação desses dois sistemas opostos de 
resposta influenciam muito o com-portamento do animal; 
 Centros de recompensa: 
Estudos experimentais em macacos usaram 
estimuladores elétricos para mapear os centros de 
recompensa e punição do cérebro. A técnica usada é a 
de implantar eletródios em diferentes áreas do cérebro, 
de modo que o animal possa estimular essa área 
pressionando a alavanca que faz contato elétrico com o 
estimulador. Se o estímulo dessa área particular dá ao 
animal sentimento de recompensa, então ele vai 
pressionar a alavanca de novo e de novo, com frequência 
de centenas ou até mesmo milhares de vezes por hora. 
Além disso, quando oferecida a chance de comer alguma 
iguaria, em oposição à oportunidade de estimular o 
centro de recompensa, o animal em geral escolhe a 
estimulação elétrica. 
Pelo uso desse procedimento, os principais centros de 
recompensa foram localizados ao longo do curso do 
fascículo prosencefálico medial, especialmente nos 
núcleos lateral e ventromedial do hipotálamo. É estranho 
que o núcleo lateral deva ser incluído nas áreas de 
recompensa — realmente, é um dos mais potentes — 
porque mesmo estímulos fortes nessa área podem 
causar raiva. Entretanto, esse fenômeno tem lugar em 
muitas áreas, cujos estímulos fracos dão a sensação de 
recompensa, e estímulos fortes, a sensação de punição. 
Centros de recompensa, menos potentes, que são 
provavelmente secundários aos principais do hipotálamo, 
são encontrados na área septal, na amígdala, em certas 
áreas do tálamo e nos gânglios da base, e estendem-se 
para baixo pelo tegmento basal do mesencéfalo; 
 Centros de punição: 
O aparelho estimulador, discutido anteriormente, também 
pode ser conectado de tal forma que o estímulo para o 
cérebro sempre continue, exceto quando a alavanca é 
pressionada. Nesse caso, o animal não vai pressionar a 
alavanca para desligar o estímulo se o eletródio estiver 
em uma das áreas de recompensa; mas, quando está 
em certas áreas, o animal aprende rapidamente a 
desligá-lo. A estimulação nessas áreas faz com que o 
animal mostre todos os sinais de desprazer, medo, terror, 
dor, punição e até mesmo doença; 
Por meio dessa técnica, as áreas mais potentes para as 
tendências de punição e fuga foram encontradas na 
substância cinzenta circundando o aqueduto de Sylvius, 
no mesencéfalo, e se estendendo para cima, para as 
zonas periventriculares do hipotálamo e tálamo. Áreas de 
punição menos potentes foram encontradas em algumas 
localizações da amígdala e do hipocampo. É 
particularmente interessante que a estimulação dos 
centros de punição pode, muitas vezes, inibir por 
completo os centros de recompensa e prazer, 
mostrando que punição e medo podem prevalecer 
sobre prazer e recompensa; 
 Associação da fúria com centros de punição: 
O padrão emocional que envolve os centros de punição 
do hipotálamo e de outras estruturas límbicas, e que 
também foi bem caracterizado, é o padrão de fúria, 
descrito a seguir; 
A estimulação forte dos centros de punição do cérebro, 
especialmente na zona periventricular e na região lateral 
do hipotálamo, faz o animal (1) desenvolver postura 
defensiva; (2) estender as garras; (3) levantar sua cauda; 
(4) sibilar; (5) cuspir; (6) rosnar; e (7) desenvolver 
piloereção, olhos arregalados e pupilas dilatadas. Além 
disso, até a menor provocação causa ataque selvagem 
imediato. Esse é aproximadamente o comportamento 
que se esperaria do animal que está sendo gravemente 
punido, sendo o padrão de comportamento chamado 
fúria ou ira; 
Felizmente, no animal normal, o fenômeno de raiva é 
freado principalmente por sinais inibitórios dos núcleos 
ventromediais do hipotálamo. Além disso, porções dos 
hipocampos e do córtex límbico anterior, especialmente 
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nos giros cingulados anteriores e giros subcalosos, 
ajudam a suprimir o fenômeno de raiva; 
 / 
Entender o Trauma Crânio-Encefálico 
 O TCE é uma importante causa de morte e 
incapacidade. Suas complicações incluem hemorragia, 
infecção e lesão do encéfalo (p. ex., concussão) e 
dos nervos cranianos. O comprometimento do nível 
de consciência é a manifestação mais comum. É 
responsável por quase 10% das mortes nos EUA, e 
cerca de metade das mortes por traumatismo se 
acompanham de lesão do encéfalo (Louis et al., 2016). 
Os TCE são mais frequentes em jovens, entre 15 e 
24 anos. As causas de TCE variam, mas destacam-
se os acidentes com automóveis e motocicletas; 
 Fisiopatologia: 
 Para entendermos a fisiopatologia envolvida por 
trás de um TCE, nós precisamos trabalhar 2 
pontos: 
• Pressão Intracraniana (PIC): 
A primeira coisa que precisamos ter em mente 
é de que o crânio é como uma caixa óssea e, 
portanto, incapaz de se expandir. A partir disso, 
o volume de conteúdo no seu interior acaba 
determinando o valor da PIC - que, quando 
normal, fica em torno de 10mmHg; 
Em cima disso daí, podemos supor que caso o 
volume de conteúdo aumente, a PIC também irá 
aumentar. E esse raciocínio está certo, no 
entanto, existe um mecanismo compensatório 
que precisa ser “vencido” antes de notarmos 
qualquer alteração na PIC. Então vamos entender 
qual é ele. 
Bem...esse mecanismo é explicado através da 
Doutrina Monro-Kellie, que distribui o conteúdo 
intracraniano em 4 categorias: sangue venoso, 
sangue arterial, cérebro e LCR (Líquido 
Cefalorraquidiano). Então, a partir do momento 
em que alguma coisa começa a aumentar o 
volume dentro do crânio, a compensação é feita 
comprimindo o sangue venoso e o LCR para 
fora, de modo a manter o volume constante e 
a PIC normal; 
Se o volume extra continuar crescendo, no 
entanto, haverá um momento em que esse 
mecanismo já não será mais suficiente e a PIC 
começará a aumentar vertiginosamente 
podendo levar, inclusive, a herniação da massa 
encefálica. 
A partir daí, o paciente começa a apresentar um 
quadro de hipertensão intracraniana (HIC) que 
pode progredir e se tornar grave, a partir de 
quando ele costuma se apresentar através da 
chamada Tríade de Cushing; 
 
• Fluxo Sanguíneo Cerebral (FSC): 
A outra questão com relação à fisiopatologia do 
TCE é o fluxo sanguíneo cerebral (FSC), que 
pode sofrer reduções por conta do trauma, 
podendo até mesmo levar o paciente a um 
estado de coma; 
No final das contas, o importante é termos em 
mente que baixos níveis de fluxo sanguíneo 
cerebral podem não ser adequados para suprir 
as demandas metabólicas do cérebro e aí isso 
vai ter uma série de repercussões sobre o 
paciente; 
Mas será que também não há um mecanismo 
compensatório aqui? Até tem, mas agora a 
compensação é feita pelos capilares, que são 
capazes de fazer vasoconstrição e vasodilatação 
de acordo com o valor da PAM; 
No entanto, pode acontecer de a lesão ser tão 
grave que acaba impossibilitando esse 
mecanismos compensatório e aí, nesses casos, 
a dinâmica será diferente: 
• PAM elevada = Aumento da PIC 
• PAM diminuída = Infarto/Isquemia 
Com base nisso, o nosso grande objetivo no atendimento 
inicial de um paciente com TCE é aumentar o FSC pela 
redução da PIC elevada, mantendo uma PAM normal, 
uma oxigenação normal e a normocapnia. Para que? Para 
dessa forma conseguirmos evitar a ocorrência de lesões 
cerebraissecundárias (normalmente decorrentes de 
hipotensão, hipóxia ou hiper/ hipocapnia). Ainda 
relacionado a sua fisiopatologia, é importante saber que 
os traumatismos cranioencefálicos podem ser 
provocados por diversos mecanismos, se destacando os 
acidentes de variados tipos: de trânsito, de trabalho, 
desportivos, domésticos, entre outros. Contudo, a maioria 
dos casos graves é provocada por acidentes de trânsito, 
em que o TCE constitui uma das principais causas de 
morte. Existem vários mecanismos que podem provocar 
lesões encefálicas. O mais comum corresponde a um 
golpe direto sobre o crânio, provocando, 
independentemente da eventual fratura óssea, o choque 
das estruturas nervosas subjacentes contra o osso no 
ponto de impacto ou no lado oposto. 
Para além disso, um golpe forte sobre uma outra parte 
do corpo, uma queda de uma grande altura sobre os pés 
ou nádegas, a onda expansiva de uma explosão ou uma 
outra causa indireta também podem provocar a 
deslocação das estruturas encefálicas no interior do 
crânio e o consequente choque violento contra as suas 
paredes. É por isso que os contragolpes (o denominado 
“efeito chicote”) nos acidentes de trânsito, quando não 
se leva o cinto de segurança, são tão perigosos; 
 Morfologia: 
 Fraturas; 
 Lesões intracranianas: 
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1. Lesão difusa; 
2. Lesão focal: 
Já quando falamos em lesões focais, estamos 
nos referindo, basicamente, aos vários 
hematomas que podem ocorrer; 
Hematoma epidural, hematoma subdural, 
contusão e hematoma intracerebral; 
Especificar a escala de Glasgow 
A escala de coma de Glasgow, instrumento mais 
utilizado para determinar alterações de nível de 
consciência, consiste na análise de três parâmetros: 
abertura ocular, resposta verbal e resposta motora; 
Os extremos da escala, ou seja, valores próximos a 15 
ou 3 pontos, caracterizam a normalidade (15 pontos) ou 
o estado de coma grave (3 pontos); 
Entre os dois extremos, encontram-se vários graus de 
comprometimento de nível de consciência, sendo que 
abaixo de 8 pontos, corresponde ao estado de coma; 
 Leve (13-15); 
 Moderado (9-12); 
 Grave (3-8); 
Escala de coma de Glasgow 
 
Abertura 
ocular 
Espontânea 4 
Ao comando verbal 3 
À dor 2 
Sem resposta 1 
 
 
 
Resposta 
motora 
Ao comando verbal 6 
À dor – localizar 5 
Flexão normal do membro 
estimulado 
4 
Flexão anormal 3 
Extensão 2 
Sem resposta 1 
 
Resposta 
verbal 
Orientada 5 
Confusa 4 
Palavras inapropriada 3 
Incompreensível 2 
Sem resposta 1 
Reatividade 
pupilar 
Nenhuma reatividade em ambas 
as pupilas 
 
 Sem reação em apenas uma 
das pupilas 
 
 Caso as duas pupilas estejam 
funcionando normalmente 
 
Escore final = Abertura ocular [1 a 4] + Resposta verbal 
[1 a 5] + Resposta motora [1 a 6] – Reatividade Pupilar [0 
a 2] 
Sabemos que nem todos os pacientes são susceptíveis 
a serem avaliados da forma como a antiga Escala de 
Glasgow propõe. Por exemplo: pacientes amputados não 
necessariamente terão uma avaliação fidedigna da 
resposta motora; pacientes que apresentam surdez 
podem não ser responsivos a comandos verbais; 
pacientes com algum quadro de afasia não 
necessariamente conseguirão emitir respostas verbais 
adequadas. Considerando essas necessidades tão 
individuais, além das pontuações nos critérios 
previamente estabelecidos, podemos agora marcá-los 
como “NÃO TESTÁVEL” (NT); 
Explicar a fisiologia da memória (longo e curto 
prazo) 
 A memória é a habilidade de reter e evocar 
informações. 
 A memória é uma função bastante complexa, mas 
os cientistas vêm tentando classificá-la de diferentes 
maneiras. Pensamos em vários tipos de memória: de 
curto prazo e de longo prazo, reflexivas e 
declarativas. O processamento de diferentes tipos de 
memória parece ocorrer por meio de diferentes vias. 
Com técnicas de imagem não invasivas, como a 
ressonância magnética e a tomografia por emissão 
de pósitrons, os pesquisadores têm sido capazes de 
rastrear a atividade do encéfalo à medida que os 
indivíduos aprendem a realizar tarefas; 
 A memória é armazenada por todo o córtex 
cerebral em vias conhecidas como traços da 
memória. Alguns componentes da memória são 
armazenados no córtex sensorial, onde são 
processados. Por exemplo, as imagens são 
armazenadas no córtex visual, e os sons no córtex 
auditivo; 
 Aprender uma tarefa ou lembrar de uma tarefa já 
aprendida pode envolver múltiplos circuitos 
encefálicos funcionando em paralelo. Este 
processamento em paralelo ajuda a fornecer um 
backup caso um dos circuitos for danificado. 
Acredita-se que, assim, memórias específicas são 
generalizadas, permitindo a comparação de novas 
informações às informações previamente 
armazenadas. Por exemplo, uma pessoa que nunca 
viu uma bola de vôlei a reconhecerá como bola, pois 
ela tem as mesmas características gerais de todas as 
outras bolas que a pessoa já viu; 
 Nos seres humanos, o hipocampo parece ser uma 
estrutura importante no aprendizado e na memória. 
Os pacientes com uma parte do hipocampo 
destruída para aliviar um determinado tipo de 
epilepsia também apresentam dificuldades para 
lembrar de novas informações. Quando lhes é dada 
uma lista de palavras para repetir, eles lembram as 
palavras, contanto que a sua atenção permaneça 
focada na tarefa. No entanto, se eles estiverem 
distraídos, a memória das palavras desaparece, e 
precisarão aprender a lista novamente. As 
informações armazenadas na memória de longo 
prazo antes da operação não são afetadas com o 
procedimento cirúrgico. A incapacidade de lembrar 
informações recém--adquiridas é um defeito 
chamado de amnésia anterógrada; 
Anna Déborah Martins – FITS - 3º Período - Medicina 
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 A memória tem múltiplos níveis de armazenamento, 
e o nosso banco de memória está em constante 
mutação. Quando um estímulo chega ao SNC, 
primeiro vai para a memória de curta duração, uma 
área de armazenamento limitado que pode reter 
somente cerca de 7 a 12 partes da informação por 
vez. As informações na memória de curta duração 
desaparecem, a não ser que um esforço seja feito, 
como a repetição, para armazená-la em uma forma 
mais permanente; 
 
 Memória a curto prazo é ilustrada pela memória que 
se tem de 7 a 10 dígitos, no número de telefone (ou 
7 a 10 outros fatos distintos), por alguns segundos, 
até alguns minutos de cada vez, mas que dura 
somente enquanto a pessoa continua a pensar nos 
números ou nos fatos; 
 Muitos fisiologistas sugeriram que essa memória a 
curto prazo seja causada por atividade neural 
contínua, resultando de sinais neurais que se 
propagam em círculos em traço de memória 
temporária de circuito de neurônios reverberantes. 
Ainda não foi possível provar essa teoria. Outra 
explicação possível para a memória a curto prazo é 
a facilitação ou inibição pré-sináptica, o que ocorre 
em sinapses que ficam em fibras nervosas terminais, 
imediatamente antes que formem sinapses com o 
neurônio subsequente. As substâncias 
neurotransmissoras, liberadas em tais terminais 
frequentemente causam facilitação ou inibição, que 
duram segundos ou até vários minutos. Circuitos 
desse tipo poderiam levar à memória a curto prazo; 
 A memória de trabalho é uma forma especial de 
memória de curta duração processada nos lobos 
pré-frontais. Essa região do córtex cerebral está 
envolvida em manter a sequência de registros da 
informação tempo o suficiente para ser utilizada em 
uma tarefa que ocorre após a aquisição da 
informação. A memória de trabalho nessa região é 
associada à memória de longa duração armazenada, 
de forma que a informação recém-adquirida pode 
ser integrada à informação armazenada, 
influenciando-a; 
 Por exemplo, suponha que você esteja tentando 
atravessar uma rua movimentada. Você olha para a 
esquerda e vê, a muitas quadras, que não há carros vindo. 
Olha, então, para a direita e vê que também nãohá 
carros vindo dessa direção. A memória de trabalho 
armazenou a informação de que a rua para a esquerda 
está vazia e, então, utilizando o conhecimento 
armazenado sobre segurança, você é capaz de concluir 
que não há trafego em nenhuma direção e é seguro 
atravessar a rua; 
 Nas pessoas com dano nos lobos pré-frontais do 
cérebro, essas tarefas se tornam mais difíceis, pois elas 
são incapazes de recordar se a rua está vazia no lado 
esquerdo enquanto avaliam o tráfego do lado direito. A 
memória de trabalho permite-nos coletar uma série de 
fatos da memória de curta duração e da memória de 
longa duração e conectá-los em uma ordem lógica para 
solucionar problemas ou planejar ações; 
 A memória de longa duração é uma área de 
armazenamento capaz de reter uma grande 
quantidade de informações. O processamento da 
informação que converte uma memória de curta 
duração em memória de longa duração é chamado 
de consolidação. A consolidação pode demorar um 
período de tempo variado, de segundos até minutos. 
A informação passa por muitos níveis intermediários 
de memória durante a consolidação, e em cada um 
desses estágios a informação pode ser localizada e 
evocada; 
 Ao estudar sobre a consolidação da memória de 
curto prazo para a memória de longo prazo, os 
cientistas descobriram que o processo envolve 
alterações na excitabilidade neuronal e nas conexões 
sinápticas dos circuitos envolvidos na aprendizagem. 
Em alguns casos, formam-se sinapses novas; em 
outros, a eficácia da transmissão sináptica é alterada 
tanto pela potenciação de longa duração quanto pela 
depressão de longa duração. Essas mudanças são 
evidências da plasticidade, e mostram que o cérebro 
não é feito de conexões fixas; 
 A memória de longo prazo é dividida em dois tipos, 
os quais são consolidados e armazenados utilizando 
diferentes vias neurais. A memória reflexiva 
(implícita), a qual é automática e não requer 
processos conscientes para ser formada ou evocada, 
envolve o corpo amigdaloide e o cerebelo. As 
informações armazenadas na memória reflexiva são 
adquiridas lentamente por meio da repetição. 
Habilidades motoras estão incluídas nessa categoria, 
assim como os procedimentos e os hábitos; 
 Por exemplo, você não precisa pensar para 
colocar um ponto no final de cada sentença ou como 
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pegar um garfo. A memória reflexiva (não 
declarativa) também tem sido chamada de memória 
de procedimento, uma vez que geralmente diz 
respeito a como fazer as coisas. As memórias não 
declarativas podem ser adquiridas por meio de 
processos de aprendizado tanto associativos como 
não associativos e podem ser armazenadas; 
A memória declarativa (explícita), por outro lado, 
requer atenção consciente para ser evocada. A sua 
criação geralmente depende do uso de habilidades 
cognitivas superiores, como inferência, comparação 
e avaliação. As vias neuronais envolvidas neste tipo 
de memória estão nos lobos temporais. A memória 
declarativa trata do conhecimento sobre nós 
mesmos e sobre o mundo ao nosso redor que pode 
ser relatado ou descrito verbalmente; 
 Às vezes, as informações podem ser 
transferidas da memória declarativa para a memória 
não declarativa. O lançador do time de futebol 
americano é um bom exemplo. Quando aprendeu a 
lançar a bola ainda menino, ele teve de prestar muita 
atenção para segurar a bola e coordenar os 
músculos para lançá-la com precisão. Neste ponto da 
aprendizagem para lançar a bola, o processo ocorreu 
na memória declarativa e exigiu esforço consciente 
quando o menino analisava os seus movimentos; 
 Com a repetição, entretanto, a mecânica de 
lançar a bola foi transferida para a memória não 
declarativa: tornou-se um reflexo que pode ser 
executado sem pensamento consciente. Essa 
transferência permite ao lançador usar a sua mente 
consciente para analisar a trajetória e o timing do seu 
passe, ao passo que a mecânica do passe se tornou 
automática. Os atletas muitas vezes se referem a 
esta automaticidade dos movimentos corporais 
aprendidos como memória muscula; 
 
Tipos de memória de longo prazo 
Memória reflexiva (implícita) Memória declarativa 
(explícita) 
A evocação é automática e 
não requer atenção 
consciente 
A evocação requer 
atenção consciente 
Adquirida lentamente pela 
repetição 
Depende de 
habilidades cognitivas 
superiores, como 
interferência, 
comparação e 
avaliação 
Inclui habilidades motoras e 
hábitos e procedimentos 
Memórias que podem 
ser relatadas 
verbalmente 
Memórias de procedimento 
podem ser demonstradas 
 
 A importância da recompensa ou punição no 
aprendizado e na memória – Habituação versus 
Reforço: 
Experimentos em animais mostraram que a experiência 
sensorial que não cause recompensa ou punição é 
pouco lembrada. Registros elétricos do cérebro mostram 
que o estímulo sensorial, sentido pela primeira vez, quase 
sempre excita áreas múltiplas no córtex cerebral. 
Entretanto, se a experiência sensorial não provocar 
sensação de recompensa ou de punição, a repetição do 
estímulo mais e mais vezes leva à extinção quase 
completa da resposta do córtex cerebral, isto é, o animal 
se habitua a esse estímulo sensorial específico e 
posteriormente o ignora. 
Se o estímulo de fato causar recompensa ou punição, 
em vez de indiferença, a resposta do córtex cerebral 
ficará cada vez mais intensa durante estimulação repetida 
em vez de desaparecer, e diz-se que a resposta é 
reforçada. O animal acumula fortes traços de memória 
para sensações que são recompensadoras ou punitivas, 
mas por outro lado desenvolve habituação completa a 
estímulos sensoriais indiferentes; 
É evidente que os centros de recompensa e punição do 
sistema límbico têm muito a ver com a seleção da 
informação que aprendemos, em geral, descartando 
mais que 99% e selecionando menos que 1% para 
retenção;

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