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DISTÚRBIOS HOMEOSTÁTICOS DO SISTEMA ENDÓCRINO Discentes: Ana Carolina Moret Medeiros Joubert Dantas da Silva Neyla Silva de Araujo Docentes: Givanildo Oliveira Leandro Lourenção Nayara Reis SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. ILHOTAS PANCREÁTICAS 3. HIPÓFISE 4. TIREOIDE 5. PARATIREOIDES 6. SUPRARENAIS 7. REFERÊNCIAS INTRODUÇÃO Os distúrbios do sistema endócrino muitas vezes envolvem hipossecreção ou hipersecreção. Em outros casos, há alteração dos receptores hormonais, número inadequado de receptores ou defeitos nos sistemas de segundo mensageiro. Diabetes mellitus: incapacidade de produzir ou usar insulina; Três "poli": Poliúria (produção excessiva de urina) Polidipsia (sede excessiva) Polifagia (ingestão excessiva de alimentos) Fatores genéticos e ambientais 1. 2. 3. DISTÚRBIOS DAS ILHOTAS PANCREÁTICAS DIABETES MELLITUS TIPO 1 Destruição das células β das ilhotas pancreáticas; Ocorrência: pessoas com menos de 20 anos e por toda a vida; Complicações: cetoacidose, aterosclerose, problemas cardiovasculares, problemas de visão e problemas renais; Tratamento: automonitoramento do nível sanguíneo da glicose, refeições regulares, exercícios físicos e injeções periódicas de insulina; Transplante de pâncreas X transplante de ilhotas isoladas. Mais comum, representando 90% de todos os casos de diabetes; Na maioria das vezes se desenvolve em obesos com mais de 35 anos; Caracterizada pela infra regulação dos receptores de insulina; Principal complicação: hiperglicemia; Tratamento: dieta controlada, atividade física, diminuição do fumo. DIABETES MELLITUS TIPO 2 https://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM&t=1s&ab_channel=academiadeciencia DISTÚRBIOS DA GLÂNDULA HIPÓFISE Diabetes insípido; Nanismo hipofisário; Gigantismo; Acromegalia. DIABETES INSÍPIDO Hipossecreção Poliúria secundária à deficiência do ADH Diurese Adulto: > 2,5 L/d Criança: > 5 ml/kg No diabetes insipidus central; No diabetes insipidus nefrogênico; No diabetes insipidus gestacional. Causas do diabetes insipidus (DI) Quadro clínico • Dores de cabeça • Fadiga Problemas frequentes • Reposição hormonal (neurogênico) • Medicamentos diurético Tratamento • Pliúria: > 50 ml/kg/24h • Hipernatremia: OsmU <300mosmol/L Diagnóstico • Excreção excessiva de urina • Desidratação e sede Sintomas NANISMO HIPOFISÁRIO A hipossecreção de GH durante os anos de crescimento retarda o crescimento ósseo e as lâminas epifisiais fecham- se antes que a altura normal seja alcançada. GIGANTISMO A hipersecreção de GH durante a infância; ocorre um crescimento anormal do comprimento dos ossos longos. A pessoa cresce e fica muito alta, porém as proporções corporais são praticamente normais. ACROMEGALIA A hipersecreção de GH durante a idade adulta; embora o GH não promova mais o crescimento dos ossos longos porque as lâminas epifisiais já estão fechadas, os ossos das mãos, pés, da face e mandíbula se espessam e outros tecidos crescem. DISTÚRBIOS DA GLÂNDULA TIREÓIDE Hipotireoidismo congênito; Hipotireoidismo na idade adulta; Doença de Graves; Bócio. HIPOTIREOIDISMO Congênito Ocasiona mixedema, que acomete cerca de 5x mais as mulheres do que os homens; Os edemas são caracterizados pelo acúmulo de líquido intersticial; Acarreta também redução da frequência cardíaca, baixa temperatura corporal, aumento da sensibilidade ao frio, cabelo e pele ressecados, fraqueza muscular, letargia geral e tendência a acumular gordura com facilidade. Na idade adulta Consiste na hipossecreção de hormônios da tireoide - lipossolúveis - desde o nascimento; Ocasiona retardo mental grave e restrição do crescimento ósseo; Tipicamente os recém-nascidos aparentam ser normais. HIPERTIREOIDISMO Forma mais comum: doença de Graves; Acomete cerca de 7 a 10x mais as mulheres do que os homens; Distúrbio autoimune no qual anticorpos imitam a ação do hormônio tireoestimulante(TSH); Sinais: aumento da tireoide e protusão ocular; Tratamentos: tireoidectomia, uso de iodo radioativo e medicamentos antitireoideos. BÓCIO Caracterizado pelo aumento da glândula tireoide; Ocorre devido à baixa ingestão de iodo e produção dos hormônios da tireoide, o que estimula a superprodução de TSH; Pode ter relação com o hipotireoidismo, hipertireoidismo ou eutireoidismo; Tratamentos: medicação ou cirurgia dependendo do quadro. DISTÚRBIOS DAS GLÂNDULAS PARATIREOIDES Hipoparatireoidismo; Hiperparatireoidismo. Caracterizado pela deficiência de Ca+2 sanguíneo, o que faz com que neurônios e fibras musculares despolarizem e produzam potenciais de ação espontaneamente, ocasionando contrações, espasmos e tetania (contração mantida) do músculo esquelético. Sua principal causa é o dano acidental das glândulas paratireoides ou o comprometimento da irrigação sanguínea da glândula durante a tireoidectomia. Consiste em níveis elevados de paratormônio, na maioria das vezes decorrente de um tumor em uma das glândulas paratireoides. Esse nível elevado causa reabsorção excessiva de matriz óssea, aumentando os níveis sanguíneos de íons fosfato e cálcio e tornando os ossos porosos e suscetíveis a fraturas. O nível sanguíneo alto de cálcio promove a formação de cálculos renais. Fadiga, alterações de personalidade e letargia também ocorrem em pacientes com hiperparatireoidismo. HIPOPARATIREOIDISMO HIPERPARATIREOIDISMO DISTÚRBIOS DAS GLÂNDULAS SUPRARENAIS Síndrome de Cushing; Feocromocitomas; Doença de Addison. SÍNDROME DE CUSHING A hipersecreção de cortisol pelo córtex da glândula suprarrenal produz a síndrome de Cushing. As causas podem ser um tumor suprarrenal que secreta cortisol ou um tumor em outro lugar que secreta hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) que, por sua vez, estimula a secreção excessiva de cortisol. São tumores benignos das células cromafins da medula da glândula suprarrenal, chamados de feocromocitomas, causam hipersecreção de epinefrina e norepinefrina. O resultado é uma versão prolongada da resposta de luta ou fuga. A hipossecreção de glicocorticoides e aldosterona causa a doença de Addison (insuficiência adrenocortical crônica). A maioria dos casos é de distúrbios autoimunes nos quais anticorpos promovem a destruição do córtex da glândula suprarrenal ou bloqueiam a ligação do ACTH com seus receptores. Feocromocitomas Doença de Addison TORTORA, Gerard J; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. Tradução Ana Cavalcanti C. Botelho. [et al.]. – 14. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. REFERÊNCIAS DELVECCHI, Kleverson. Diabetes insipidus (causa, fisiologia, diagnóstico e tratamento)- Endocrinologia. Youtube, 23 mar 2021. Disponível em: https://youtu.be/gnbaL76-5x8 Acesso em: 25 jul 2022.