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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU 
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO - FAVENI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA 
 
ACONSELHAMENTO NA ESCOLA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPÍRITO SANTO 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA ACONSELHAR 
 
 
 http://www.romildopsicologo.com.br/wp-content/uploads/2013/04/aconselhamento.jpg 
 
 
Os termos conselhos e aconselhamento não pertencem ao espanhol 
segundo a Real Academia Espanhola, pelo menos não na conotação que damos 
a ela. Esses vocábulos são uma tradução do jargão evangélico da palavra 
inglesa counseling, uma palavra que descreve uma das funções mais 
importantes do ministério pastoral e de todos os membros de uma igreja. 
Com expressão “aconselhamento bíblico” me refiro àquela que tem como 
fundamento as Sagradas Escrituras. Com isto quero dizer que a Bíblia que define 
as motivações, os objetivos e as estratégias do aconselhamento. São as 
Escrituras que nos dão o fundamento teórico para a prática de aconselhar. 
Com isto não me refiro somente a parte espiritual, senão todas as partes 
do ser humano porque somos seres integrais. Às vezes cremos que como 
cristãos podemos aconselhar só no campo espiritual, mas segundo as Escrituras 
todas as coisas são espirituais, todas estão inter-relacionadas. Um problema de 
ira é espiritual, um problema matrimonial é espiritual, etc. A Bíblia é suficiente 
para mudar vidas, não somente os problemas espirituais (Salmo 119). 
 
 
O conselheiro bíblico 
 
 
 
 
Hoje em dia existe a ideia generalizada de que os únicos que podem dar 
os conselhos são os psicólogos, psiquiatras, orientadores ou outros profissionais 
das ciências sociais. Porém a Bíblia diz outra coisa, ela afirma que o conselho 
não é exclusivo para os espertos ou profissionais. O aconselhamento não é uma 
ciência é uma questão espiritual. 
 A Bíblia diz que o aconselhamento pode ser dado por parte de toda a 
igreja (Rm 15:1, 14; Ga 6:1-2; Cl 3:16; I Ts 4:18; 5:11; Hb 3:13; Tg 5:16). Adams, 
o expressa da seguinte maneira: “Deus chama a cada um para aconselhar a 
outros em algum ponto, algum tempo, sobre algo”. Com respeito a Gálatas 6:1, 
Adams continua dizendo: “A ordem é clara: todos têm que restaurar qualquer 
irmão ou irmã a quem Deus tenha colocado providencialmente em nosso 
caminho a cada dia”. 
 O aconselhamento bíblico é parte do discipulado cristão que Deus nos 
chama fazer na Grande Comissão (Mt 28:19-20) como parte do Ide de Jesus, 
este nos diz que devemos fazer discípulos em todas as nações. E parte do 
discipulado cristão é ajudar os crentes que se conduzam segundo a Palavra de 
Deus, e uma forma de fazer isto é mediante o aconselhamento bíblico. Assim, 
que o mandamento da Grande Comissão é para todos os crentes, o 
aconselhamento também é um mandamento para todos os crentes. 
 John McArthur por sua parte o descreve da seguinte maneira “desde os 
tempos dos apóstolos, o aconselhamento era realizado na igreja como uma 
função natural da vida espiritual do corpo de Cristo”. Depois de tudo o Novo 
Testamento manda aos crentes: “admoestai-vos uns aos outros”; “exortai-vos 
uns aos outros”; “animai-vos uns aos outros, edificai-vos uns aos outros”; 
“confessai-vos vossas ofensas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que 
sejais curados”. Todos em um momento ou outro necessita do conselho do outro, 
ou damos conselhos a outros. Isto é um ministério mútuo entre crentes. 
 Supostamente, o cristão leigo não deve buscar problemas entre os 
irmãos para resolver, isto é ser um intrometido, o que vem a ser pecado (2 Ts 
3:11), mas sim, deve aconselhar quando Deus colocar alguém em seu caminho. 
 É uma necessidade que cada ministério da igreja deve realizar pastores, 
missionários, mestres de escolas dominicais, pastores de jovens, líderes de 
homens e mulheres, etc. Cada um destes ministérios tem sob seu cargo a 
 
 
 
responsabilidade de uma parte do corpo de Cristo, e estes tem a necessidade 
de receber conselhos bíblicos. 
 Por suposto, nego que possa haver especialistas em aconselhamento 
bíblico, e que alguns casos poderiam precisar, tampouco há quem pense que 
aconselhamento seja exclusivo destes últimos, a igreja em si é uma comunidade 
terapêutica. 
 
 
 
http://www.bjbys.net.cn/featured/images/Employment%20Counseling.jpg 
 
 Atkinson e Field nos dizem “A igreja deveria constituir a melhor 
comunidade terapêutica do mundo. A diferença de qualquer outra, centrada em 
um conselheiro psicólogo e seus clientes, a igreja não é uma comunidade 
artificial. Enfatiza aceitação (Rm 15:7); o perdão (Ef 4:32); a compaixão (Fl 2:1; 
Cl 3:12) e a graça; isto é um amor incondicional e divino (Jo 3:34,35; Rm 12:9, 
10; I Co 13; Ga 5:13). Estas qualidades nascem do ato de tem recebido a 
aceitação, o perdão, a compaixão e a graça de Cristo. Portanto se crê numa 
verdadeira comunhão... A verdadeira comunhão deve oferecer segurança, e ser 
o terreno perfeito para sarar as feridas e alcançar a maturidade”. 
 Agora, como disse anteriormente considero que pode haver especialista 
em aconselhamento bíblico, e um que é chamado a isto é o pastor da igreja. O 
pastor é essencialmente chamado para a tarefa de aconselhar, além do 
chamado para pastorear a igreja, isto inclui o trabalho de aconselhamento. 
Adams menciona “se bem que todo cristão tem de ser um conselheiro para seu 
irmão cristão. A obra de aconselhar, como uma vocação especial é designada 
 
 
 
particularmente ao pastor”. O pastor foi chamado ao aconselhamento como sua 
função ou ofício dentro da igreja, além do trabalho da pregação. 
 Ao pastor Deus que lhe tem dado a carga e a autoridade para exercer o 
aconselhamento. Adams menciona que os pastores são chamados a “buscar os 
problemas da igreja, com intenção de cortá-los pela raiz. Como pastores não se 
requer que se façam cargo dos problemas com os quais tropeçam em seu 
caminho, senão que vigiem sobre as almas de cada membro” (Hb 13:17). 
 Por outro lado, há pessoas com dons especiais dentro da igreja que 
podem auxiliar o pastor em situações específicas. Por exemplo, pode ser que 
tenha pessoas que Deus tenha dotado com uma mordomia excelente em 
finanças, portanto, o pastor pode recorrer a elas quando encontrar uma pessoa 
com problema nesta área. 
 
 
O CONSELHO E A BÍBLIA 
 
 
http://www.epcba.com.br/spaw2/uploads/images/aconselhamento.png 
 
 No aconselhamento bíblico a revelação de Deus nas Escrituras tem 
preponderância. Deus se revelou a nós através da bíblia, isto é o que os teólogos 
chamam de “revelação especial”. Assim, Deus nas Escrituras nos revela de 
forma especial as verdades sobre si mesmo, e sobre a relação do homem em 
 
 
 
quatro dimensões: sua relação com Deus, sua relação consigo mesmo, sua 
relação com o próximo e sua relação com a criação. 
 Não há ninguém que conheça o homem do que Deus que o criou, e este 
se têm revelado nas Sagradas Escrituras para guiar-nos nos assuntos práticos 
das Escrituras. Assim, as Escrituras é a única fonte de autoridade para resolver 
nossos problemas espirituais (Sl 119:9; 24,98-100; Jo 3:16-17). O 
aconselhamento sem as Escrituras é um aconselhamento sem o Espírito Santo. 
II Tm 3:16 nos diz que as Escrituras é útil para aperfeiçoar os santos, mediante 
ao que podemos considerar os meios de aconselhamento bíblico: ensino, 
repreensão e instrução. Deus é o único e verdadeiro conselheiro, nós somente 
somos seus porta-vozes. 
 Adams nos diz: “Somente a palavra de Deus pode nos dizer como temos 
de mudar. Somente na Bíblia se pode achar a descrição veraz do homem, sua 
situação apurada e difícil e a solução que Deus dá em Cristo. Somente as 
Escrituras pode nos dizer que tipo de pessoas temos de ser. Somente Deus pode 
mandar, dirigir e dar o poder para efetuar as mudanças apropriadas que vão 
permitir que os homens, aos quais Ele redime, que se renovem desua própria 
imagem corrompida pela queda.” 
 A Palavra de Deus é suficiente para conduzir-nos numa vida piedosa. A 
Palavra trata de tudo que precisamos. Não há um versículo para cada tema, isso 
seria muito simples, mas fala sobre todos os temas. Podemos resumir isto na 
expressão ‘na Bíblia não está tudo, mas fala de tudo’. A Bíblia não é uma 
enciclopédia para irmos a ela com a atitude de obter informações é incorreto. Ela 
não está acomodada assim. Obviamente, há temas na Palavra de Deus que se 
têm versículos concretos, mas em muitos casos contamos com princípios 
bíblicos, e isto tem de ser explicado as pessoas. 
 A Bíblia diz para pensarmos biblicamente e visualizemos desde a 
perspectiva da escrituras. Contudo, o aconselhamento cristão deve ser feito a 
partir de uma cosmo visão bíblica verdadeira. Portanto, seus conceitos sobre 
Deus, Jesus Cristo, o homem, o pecado, os meios da graça, a vida e do mundo 
em geral; devem partir das Sagradas Escrituras. 
 
 
 
 
 
O ACONSELHAMENTO E O SER HUMANO 
 
 
http://www.appacgen.org/wp-content/uploads/2013/06/photodune-468511-teen-and-mom-meet-psychologist-l-
e1370354722128.jpg 
 
 O aconselhamento bíblico deve partir de uma antropologia bíblica e não 
de uma humanista ou de outro tipo. Recomendo que um conselheiro cristão 
tenha lido livros e tenha tido cursos de antropologia bíblica, já que é essencial o 
entender como Deus vê o ser humano para poder aconselhá-lo de maneira 
adequada. 
 Continuando, cito aqui alguns princípios que vem da Bíblia sobre o ser 
humano: 
1. Os seres humanos foram criados com a necessidade de 
conselho, isso da parte da humanidade, desde Gêneses vemos um Deus que 
mostra como o homem deve viver. Deus é chamado de Maravilhoso Conselheiro 
(Is 9:6). 
2. O homem foi criado por Deus a sua imagem e semelhança 
para agradar a Deus; ainda que esta imagem tenha sido distorcida pelo pecado 
desde a queda. Do contrário do que dizem os psicólogos humanistas, o homem 
não é um animal, não age por instintos (instinto sexual, instinto de sobrevivência) 
senão por decisões. O homem não tem as respostas dentro de si mesmo; nem 
é autônomo como proclama o humanismo, especialmente a linha de Carl Rogers. 
 
 
 
O único que tem as respostas é Deus e Ele as tem revelado através de sua 
Palavra nas Sagradas Escrituras. O homem é totalmente dependente de Deus 
que o criou, e o tem dado a vida e o tem deixado viver, o homem definitivamente 
necessita de Deus. 
3. O homem não é naturalmente bom senão que é pecador. O 
pecado é uma transgressão da lei divina, uma afronta contra Deus (I Jo 3:6; Sl 
7:11). Muitos dos problemas humanos como o alcoolismo e a 
homossexualidades não deve ser taxado como “enfermidades”, o faz este 
conceito é tirar a própria responsabilidade. Mitos dos problemas do ser humano 
são originados do pecado (hamartiagênico, isto é, engendrados pelo pecado) da 
pessoa seja este passivo ou ativo; e ainda quando o sujeito passivo é 
responsável por suas reações pecaminosas. Nunca como conselheiro devemos 
minimizar o pecado; lembremos que é uma rebelião contra Deus, e tem que ser 
levado seriamente. Para o humanista Carl Rogers os conselheiros devem ajudar 
os clientes para que aceitem seus pensamentos negativos, os admitam e os 
validem. Para o conselheiro bíblico os pensamentos negativos são pecados e o 
chama para a confissão de pecados e ao arrependimento. 
4. O homem é responsável por seus problemas; os problemas 
não devem abaixar a autoestima (Ef 5:29; Rm 12:2) nem são produtos dos 
pecados do demais. Há quem culpe a sociedade ou outros; a Bíblia diz que eu 
sou o responsável por meus próprios pecados (Jr 31:29-30); desde o Éden o 
homem busca esconder-se do que enfrentar seus problemas e além do mais, 
lança a culpa em outro. A responsabilidade é a capacidade de responder a cada 
situação da vida segundo os mandamentos de Deus. 
5. Em nossa condição pecadora não somos aceitos por Deus (Sl 
58:3; Rm 3:10-18; Sl 7:11); portanto, a pessoa ímpia não deve aceitar tal como 
ela é; nem crer que Deus a aceita como ela é. Ainda que afirmemos 
paradoxalmente que “Deus ama o pecador e odeia o pecado”, isto não implica 
que Deus aceita o pecador. O Salmo 7:11 nos diz que Deus está irado com o 
ímpio todos os dias. Agora bem, é certo que os cristãos são aceitos por Deus 
“no Amado” (Ef 1:6), que levou nossas culpas e nos aceita porque nossos 
pecados foram perdoados, e também como cristãos devemos aceitar-nos uns 
aos outros somente porque somos irmãos em Cristo (Rm 15:7); mas, neste tipo 
 
 
 
de aceitação não existe nenhum tipo de implicação que nos digam que não se 
pode fazer juízo sobre o pecado. Mateus 7:1-5 condena os juízos ilegítimos; a 
Bíblia nos ensina a julgar de forma específica (Jo 7:24). Lembremos que, o 
“aceitar” o comportamento pecaminoso ante os olhos da pessoa aconselhada é 
o mesmo que aprová-lo. 
 
O ACONSELHAMENTO E A SANTIFICAÇÃO 
 
 O único tratamento para o pecado é a justificação pela fé e a santificação 
progressiva por meio do Espírito Santo. O homem deve confessar seu pecado, 
arrepender-se aceitar o perdão de Deus. De fundo o aconselhamento bíblico é 
uma aplicação dos meios de santificação. Sproul nos menciona do papel 
santificador do Espírito Santo “É tarefa do Espírito Santo fazer-nos santos. Ele 
nos consagra. O Espírito Santo cumpre o papel santificador. Ser santificado é 
ser santo ou justo. A santificação é um processo que começa no instante em que 
nos convertemos em cristãos. O processo continua até a nossa morte quando o 
crente é feito justo pela última vez, completamente e para sempre”. 
 A santificação nas Escrituras é um estado mas também é um processo. 
De certa forma somos santos e igualmente Deus nos está santificando. Nenhum 
cristão pode afirmar “é eu que sou assim”, isso é negar o processo de 
santificação. Nós como crentes estamos sendo santificados. Estamos em 
construção, Deus está trabalhando em nossas vidas. O aconselhamento do 
ponto de vista da santificação é mostrar a pessoa que Deus está mudando ela 
ou ele através das circunstâncias, e não mudar as circunstâncias. 
 A santificação implica em mudanças pessoais. Todo homem pode mudar 
com a ajuda de Deus (Mt 19:25-26). O mudar hábitos não é fácil mas é possível, 
os cristãos não pode dizer que não pode (I Co 10:13; Fl 4:13). Lembremos que 
não há nada impossível para Deus. A personalidade pode ser mudada, Deus nos 
dá excelentes exemplos nas Escrituras de homens totalmente transformados 
como Israel, Pedro e Paulo. Não se deve permitir que uma pessoa alegasse de 
que ela é assim e que não se pode fazer nada a respeito. 
 “O remédio de Deus para os problemas dos homens é a confissão” (Pv 
28:13); este deve ser primeiramente a Deus e depois as pessoas afetadas; a 
 
 
 
Bíblia demanda restituição. Além do mais, confessar de que se tem pecado 
contra outra pessoa e pedir-lhe perdão, é bom, se isto for possível, solicitar sua 
ajuda para romper as velhas pautas e estabelecer novos padrões bíblicos. 
 
 
O ACONSELHAMENTO E O ESPÍRITO SANTO 
 
 
http://3.bp.blogspot.com/-j8uklvjg6Is/TlKzpO1dUdI/AAAAAAAAAGU/G7UvZYL6_n0/s1600/aconselhamento.jpg 
 
 O Espírito Santo é conselheiro por excelência, e chamado por João 
“paracleto” (conselheiro) e por Isaías de “o Espírito de conselho” (Is 11:2). 
 Ele é o autor da Palavra e, portanto, opera por meio da palavra de Deus 
(Jo 3:5; 15:3; Ef 5:26). Para que o aconselhamento seja realmente cristão, tem 
que ser levada em harmonia com a obra regeneradora e santificadora do Espírito 
de Deus; recordemos que o Espírito Santo junto com A Palavra produz as 
mudanças (Hb 4:12; 6:13; At 20:32). John MacArthur nos diz “o novo nascimento 
é a obra soberana do Espírito Santo (Jo 3:8). E todo aspecto do verdadeiro 
crescimento espiritual na vida do crente é produzido por ele, utilizando as 
Escrituras (Jo 17:17). O conselheiroque passa por alto este ponto experimentará 
o fracasso, frustração e desalento. Só o espírito Santo pode obter mudanças 
fundamentais no coração; portanto, Ele é o elemento indispensável em todo 
aconselhamento bíblico efetivo. O conselheiro, armado com a banda bíblica, 
pode oferecer direção e passos objetivos para a mudança. Contudo, ao menos 
 
 
 
que o Espírito Santo esteja obrando no coração do aconselhado, qualquer 
mudança aparente será ilusório, superficial e temporário, e os mesmos 
problemas ou piores reaparecerão em breve”. 
 Nas palavras de Jay Adams: “Se o aconselhar for um aspecto da outra 
santificação, então o Espírito Santo, cuja obra principal no homem regenerado é 
santificá-lo, tem que ser considerado como a pessoa mais importante no 
contexto de aconselhar, significa que a função do conselheiro é simplesmente 
declarar o que Deus diz, as mudanças correspondem somente ao Espírito de 
Deus. Daí a importância de ter uma boa pneumatologia. 
 
 
O ACONSELHAMENTO E A GLÓRIA DE DEUS 
 
 A meta do aconselhamento não é que a pessoa se sinta melhor senão 
que sinta a glória de Deus. (Ef 1:6, 12, 14; 3:21; I Co 10:31). A sua segunda meta 
é aperfeiçoar aos santos (Ef 4:11-16). Ao ser como Cristo, Deus será glorificado. 
O objetivo do aconselhamento não é simplesmente o resolver os problemas, 
senão de como vamos viver a vida, como Adão ou como Cristo, de uma maneira 
que demos liberdade a nossa natureza pecaminosa ou de uma maneira que 
agrade a Deus. 
 Se Carl Rogers chama seu sistema de terapia centrada no cliente, os 
crentes têm o aconselhamento centrado em Deus. O marido Bobgan expressa 
assim “no lugar de centrar-se nos problemas ou procurar revelar o que há em 
seus corações, o pastor e sua congregação devem ocupar-se ativamente na 
santificação, crescendo no fruto do Espírito, aprendendo a andar no Espírito, 
tendo Jesus por centro da atenção e fazendo-se semelhante a Ele, que é a meta 
de nossas vidas”. 
 O conselheiro não está para remover os problemas senão para que a 
pessoa se submeta a vontade de Deus; não estão para que as pessoas se 
sintam bem, senão para que haja mudanças em suas vidas e sejam santificados; 
tem que conduzir e exortar as pessoas para que as suas normas de 
comportamento se conformem com as normas bíblicas; só desta forma se 
glorificará a Deus. Isto especialmente quando toma forma noutética, isto é, de 
 
 
 
exortação por pecado. O êxito no aconselhamento é medido em relação de que 
se Deus é ou não glorificado; não importa se a pessoa tenha gostado ou não. 
 Lembre-se que o conselheiro não trata de impor suas próprias regras 
senão as normas de Deus; e deve ser cuidadoso em não confundir ambas. Para 
evitar a dependência do conselheiro se deve por meio do modelado e a prática 
supervisionada (hoje se fala mentoria, nos tempos neotestamentários se falaria 
de discipulado); ensinar as pessoas a usar as Escrituras por sua própria conta a 
fim de dar respostas aos seus próprios problemas. Uma forma de iniciar isto é 
promover o desenvolvimento de devocionais pessoais (que supostamente inclua 
leitura e meditação da Bíblia) nos aconselhados. 
 O aconselhamento bíblico não consiste em escutar para que a pessoa 
se sinta bem; a Bíblia chama o conselheiro para escutar; mas isto é antes de 
responder (Pv 18:13). Escutar é interessante no que o outro diz e responder de 
uma maneira adequada de acordo com as normas divinas. O humanista Carl 
Rogers menciona que o terapeuta deve estar alerta e responder aos sentimentos 
expressados do cliente e ao conteúdo intelectual. Para Rogers o terapeuta deve 
evitar contestar e responder ao sentimento acompanhado pelas expressões. 
Refere-se que o importante é compreender o sentimento do aconselhado e não 
responder ao que realmente está dizendo. Isto não é realmente escutar, é 
somente intermediar os sentimentos da pessoa que normalmente estão 
associados ao pecado. O aconselhado está esperando uma resposta bíblica e 
sábia para poder aplicar no problema. 
 Por outro lado, o simples cartaz não é objetivo do aconselhamento 
bíblico senão que as pessoas se sujeitem à vontade de Deus. Isto é o que 
realmente glorificará a Deus. O aconselhamento bíblico neste caso é totalmente 
oposto ao aconselhamento humanista. Por exemplo, para o conselheiro 
humanista Carl Rogers um dos elementos centrais da terapia é a descarga 
emocional, isto é, a liberação dos sentimentos. Para ele esta descarga emocional 
ou liberação dos sentimentos se volta ao propósito essencial do 
aconselhamento. Mas como conselheiros cristãos sabemos que realmente a 
descarga emocional não tem sentido se a pessoa o faz com o fim em si mesmo, 
e não com a motivação de agradar a Deus. 
 
 
 
 Segundo Rogers quando o conselheiro mostra uma simpatia vigiada ante 
as atitudes expressadas pelo cliente e reconhece e esclarece seus sentimentos, 
a entrevista está centrada no cliente, no pecado do cliente, e não como deve ser 
as coisas. A entrevista deva ter no centro a Deus e não a pessoa. Quando 
colocamos no centro as pessoas estamos sendo humanistas, quando colocamos 
no centro a Deus estamos sendo cristãos. 
 Por outro lado, Adams nos diz que “cada conselheiro deve ver 
claramente que tudo que faz no aconselhar não só o faz para o aconselhado 
senão também para Cristo e sua igreja”. 
 
O ACONSELHAMENTO, A ESPERANÇA E A 
SOBERANIA DE DEUS 
 
 
http://1.bp.blogspot.com/_PzqA5FHfo1Q/SlN7IFIn4XI/AAAAAAAABEc/PZWop6uxSYU/s320/n_illo_022806_cou
nsel28_300.jpg 
 
 A esperança verdadeira está fundada nas Escrituras (Rm 4:18; II Pe 1:4). 
Adams menciona que “num sentido, todo aconselhado necessita de esperança. 
O pecado produz seus efeitos de abatimento e desânimo nas vidas de todos. 
 
 
 
Todo cristão está desanimado em um ou em outra ocasião. Com freqüência, esta 
atitude deteriora no pecado com a falta de esperança”. 
 Por outro lado, os psicoterapeutas só podem infundir falsa esperança (Pv 
10:28; 11:7). Quando as coisas não têm sentido para os seres humanos, para 
Deus tem sentido. Ele sabe o que está fazendo em sua soberania, e é algo em 
que os crentes podem repousar (Rm 8:28). O conselheiro humanista não tem o 
recurso da soberania de Deus, só os conselheiros bíblicos podem dar alento em 
meio às situações de crises onde se crê que as coisas não têm sentido. Nos 
casos de Jô, José (Gn 50:20), Sadraque, Mesaque e Abdenego (Dn 3:17) são 
testemunhas da soberania de Deus sobre os teus filhos. Podemos confiar que a 
soberania de Deus é suprema. 
 Há esperança no Deus soberano. Nas palavras de Jay Adams “se Deus 
é soberano, a vida não é absurda; tem um desígnio, um significado, um 
propósito”. Deus tem o controle de tudo, Ele é quem permite que o mundo se 
transborde. 
 Portanto a esperança é realista. Romanos 8:28 diz que todas as coisas 
cooperam para o bem, não que tudo vai ser “cor de rosa”. Ainda quando que a 
verdadeira esperança aguarda que um bem resulte de provas, não procura negar 
a realidade do pecado nem do sofrimento e dor que essas provas podem causar. 
 Nosso objetivo é ensinar as pessoas que vêem as coisas como Deus as 
vê, desde a perspectiva dele. Tem que ensinar não só olhar o lado mal das 
coisas, senão o que Deus deseja cumprir através da dificuldade. 
 
ACONSELHAMENTO E OS PROBLEMAS HUMANOS 
 
 
Classificação dos problemas humanos 
 
 Há diversas formas de se classificar os problemas humanos. Josh 
McDowell em seu manual para conselheiros de jovens os divide em áreas como 
problemas emocionais, as relações com outros, problemas familiares, problemas 
sexuais, abusos, adicionais, transtornos, assuntos educativos, problemas físicos 
e a vocação. Para Adams só há três fontes específicas de problemas na vida: 
 
 
 
atividade demoníaca (principalmente possessão), pecado pessoal, outros 
interpessoais como os matrimoniais, familiares, etc. Muitas vezes oaconselhado 
irá buscar assessoria para resolver um problema de seus filhos, seu cônjuge, um 
subordinado a seu serviço, etc. 
 Em geral, podemos classificar os problemas em duas grandes áreas: 
problemas orgânicos e não orgânicos. Os problemas orgânicos são do campo 
da medicina, os problemas não orgânicos são do campo do aconselhamento 
pastoral. Não há base bíblica para reconhecer a existência de uma disciplina 
distinta chamada psiquiatria ou psicoterapia. Realmente não existem problemas 
“mentais” não orgânicos. Escrevo mentais entre aspas, devido a que realmente 
deveriam chamar-se problemas cerebrais, já que os problemas mentais surgem 
de um mau funcionamento do cérebro humano, e não da mente. O doutor em 
medicina Robert Smith o explica assim que a mente usa o cérebro, mas ela não 
é o cérebro. Tumores, feridas, derrames cerebrais, etc., podem afetar parte do 
cérebro e afetar o modo de pensar e atuar da pessoa, mas estas não são 
enfermidades mentais senão orgânicas que podem ser provadas em 
laboratórios. Elas podem ser as causas de que o cérebro esteja enfermo, mas 
não a mente. Se bem que as partes afetadas do cérebro não estão disponíveis 
para mente, a mente não está enferma. Neste caso há um dano cerebral, mas 
não uma enfermidade mental. O conceito de mente enferma é uma teoria não 
provada cientificamente. 
 É importante então, poder definir se o problema é orgânico ou não, se 
há suspeita de que o problema possa ser orgânico o melhor é o conselheiro 
enviar ao médico para uma revisão médica. 
 Também, não há o que duvidar de que o ser humano é um todo, isto é, 
que sua dimensão física está estreitamente relacionada com sua dimensão 
espiritual (II Co 4:16), portanto, há enfermidades físicas que podem vir de causas 
não orgânicas. Por exemplo, uma pessoa pode ter colite à causa do estress, ou 
pode ter alucinações por não poder dormir bem, e isto devido a culpas de certos 
pecados. “Os problemas psicossomáticos são verdadeiros problemas somáticos 
(do corpo) que são resultado direto de uma dificuldade psíquica interna”. As 
enfermidades psicossomáticas são enfermidades reais, mas causadas por uma 
questão não orgânica devido a integridade do ser humano. 
 
 
 
 Por outro lado, um desequilíbrio na nutrição pode afetar a conduta, por 
exemplo, a cafeína e o açúcar são normalmente estimulantes. A falta de 
exercícios, certas enfermidades e medicamentos podem sortir efeitos em nossa 
conduta. Também é sábio que uma pessoa que é alcoólica, drogado ou que 
tenha sofrido algum tipo d abuso é recomendável que receba algum tipo de 
tratamento médico para ajudá-lo em meio ao seu problema. 
 Por outro lado, só podem ser aconselhadas as pessoas que estão em 
estado sóbrio. “As pessoas que tomam drogas ou bebidas alcoólicas não 
deveriam ser aconselhadas até que estejam livres da influência da droga. Deve 
aprender algo sobre as drogas, de modo que reconheça se a pessoa obra ou 
fala sob influência da mesma. Neste caso a conversa é inútil. Quando as drogas 
interferem, o aconselhado tem de ir ao médico e pedir que se reduza ou elimine 
a dose. O aconselhar só é possível com pessoas sóbrias”. 
 Ainda que a bíblia não seja uma enciclopédia para que possamos 
recorrê-la a um índice sobre os problemas, ainda assim ela fala de todos os 
problemas humanos. Sempre vamos encontrar na Bíblia princípios para tratar 
nossos problemas e os dos aconselhados. Adams menciona assim: “tal como o 
conselheiro cristão sabe que não há nenhum problema único que não tenha sido 
mencionado claramente nas Escrituras, sabe também que há uma solução 
bíblica para cada problema”. 
 Em I Corintios 10:13, Paulo nos diz que não há problema que não seja 
comum aos demais. Ninguém pode alegar que seu problema é diferente ou 
especial. Os elementos básicos do problema que está enfrentando não são 
significadamente diferente daqueles que outros tenham enfrentado. Cristo 
enfrentou os problemas que muitos têm enfrentado; igualmente aos numerosos 
crentes que tem enfrentado os mesmos problemas e têm saído firmes. Isto é 
importante para dar alento e esperança. 
 
 
 
 
Tipos de aconselhamento 
 
 
 
 
 Em meu caso vou formular que há três tipos de aconselhamento cristão 
que podem ser utilizadas em diversas ocasiões com problemas não orgânicos: 
 
Aconselhamento noutético ou de admoestação 
 
 O aconselhamento noutético é um termo acunhado pelo Dr. Jay Adams, 
vem do grego nouteteo ou nouthesia que significa: admoestar, advertir, instruir. 
 A palavra nouteteo ou nouthesia se refere à “instrução da palavra”, tanto 
para alento como, em caso necessário, de repreensão ou de recriminação. 
Significa por em mente, admoestar (At 20:31; Rm 15:14; I Co 4:14; Cl 1:8; Cl 
3:16; exortando-vos” na Reina Valera 1960; admoestando-vos na VM; I Ts 5:12, 
14; II Ts 3: 15). Se traduz exortando-vos em Cl 3:16. 
 Com aconselhamento noutético ou de admoestação me refiro aquela na 
qual se deve exortar a um irmão por um pecado cometido. O que buscamos com 
a mesma é que a pessoa regre sua vida no que diz respeito às escrituras. 
Incluem-se neste caso as pessoas que necessitam ser restauradas. 
 
Aconselhamento paraklético ou de consolo 
 
 O termo aconselhamento paraklético o acunho baseando-me no termo 
grego “parakaleo” que significa “chamar de lado”. Se traduz com o verbo consolar 
em Mt 2:18; 5:4; Lc 16:25; At 15:32; 16:40; 20:12; II Co 1:4, duas vezes; v. 6; 2:7; 
7:6,7,13; 13:11; Ef 6:22; Cl 2:2; I Ts 3:7. É traduzido “alentar” em I Ts 4:18, 
aparece como animar em I Ts 5:11, “animai-vos uns aos outros”, “confortar” em 
Cl 4:8 e II Ts 2:17. 
 É importante que o termo “Parakletos” é o mesmo que se traduz como 
“Consolador” e se usa para Jesus Cristo e logo para o Espírito Santo. Significa 
literalmente “chamar de lado, em ajuda de um”, e sugere a capacidade ou 
adaptabilidade de prestar ajuda. Usava-se nas cortes de justiça para denotar a 
um assistente legal, um defensor, um intercessor, advogado, geralmente, que 
advoga pela causa de outros, um intercessor, advogado, como em I Jo 2:1, do 
Senhor Jesus. Em seu sentido mais amplo, um que socorre que consola. Cristo 
foi isso para os seus discípulos, pela implicação de suas palavras “outro” 
 
 
 
Consolador, isto é, da mesma classe, ao falar do Espírito Santo (Jo 14:16). Em 
14:26; 15:26; 16:7 o chama de Consolador. 
 Com este termo me refiro aquele aconselhamento que consiste em dar 
alento e apoio em meio as situações difíceis da vida, que são parte da mesma. 
Por exemplo, as diferentes situações de perda como a morte de um ente querido, 
um irmão enfermo no hospital, entre outros. 
 
Aconselhamento jodegotica ou de guia 
 
 
 Este termo também é de minha autoria, e me baseio na palavra grega 
“jodegos” que significa “guia no caminho” (jodos, caminho; jegeomai, conduzir, 
guiar). Este termo se usa de forma literal em At 1:16, de guiar os cegos (Mt 15:14; 
Lc 6:39); de guiar às fontes de água da vida (Ap 7:17). Também se usava 
figurativamente em (Mt 15:14; 23:16,24; Jo 16:13; Rm 2:19). 
 Com este tipo de aconselhamento me refiro aqueles casos onde se ajuda 
a tomar uma decisão à pessoa conforme as Escrituras. Também é aplicável 
quando uma pessoa ocupa algum tipo de acessória para resolver um problema 
de um terceiro, ou sobre um assunto de outra natureza. 
 Como exemplos disso podemos citar aqueles que têm a ver com 
questões de decisões vocacionais ou ocupacionais acerca de seu projeto de vida 
e questões acadêmicas, por exemplo, a pessoa não sabe que profissão seguir, 
a pessoa tem problema na escolha do emprego, a escolha de qual universidade 
assistir, a pessoa que não tem claramente o seu chamado para o ministério 
cristão. Quando um conselheiro tem que dar um conselho acerca destes casos 
vocacional-ocupacionais, chamo isto de “pastoral acadêmico” ou “pastoral 
vocacional”. Se desejarmais informação sobre tema acesse o curso de MINTS 
“pastoral acadêmica e vocacional”. 
 
CARACTERÍSTICAS, HABILIDADES E TÉCNICAS 
EM ACONSELHAMENTO 
 
 
 
 
http://www.nazareno.com.br/_libs/imgs/final/832.jpg 
 
 Faz alguns anos que se puseram em moda os perfis de personalidades 
para postos vocacionais, daí surgiu a teoria de traços, segundo o qual para um 
tipo especifico de oficio se necessitava de uma personalidade especifica. Agora 
pergunto, necessitamos de algum tipo de personalidade para ser conselheiros? 
Minha resposta é sim. A única personalidade que se necessita para ser 
conselheiro, é a do Senhor Jesus Cristo, por isso temos que seguir crescendo e 
mudando a cada dia. Na continuação analisaremos uma série de características, 
habilidades e técnicas que deve ter e manejar o conselheiro bíblico. 
 
Características do conselheiro bíblico 
 
Integridade 
 Para Roger Smalling a integridade é a virtude fundamental do líder 
cristão. Esta virtude é vital para o conselheiro bíblico, por isso dedico o maior 
espaço entre as características que anoto. Este deve ter consistência entre nas 
suas palavras e ações. Seus atos devem ser congruentes com o conselho 
bíblico, a diferença do psicólogo que orienta de maneira que não crê de forma 
pessoal e que nunca aplicaria em sua vida. 
 Nisso tem que se reconhecer o mito de que o conselheiro deve ser 
perfeito. Segundo este mito os pastores e conselheiros devem ter uma vida 
matrimonial perfeita, uma vida espiritual perfeita, etc. Ninguém é perfeito, todos 
são pecadores. Todos são pacientes, um paciente aconselha outro paciente, o 
médico é o Senhor. 
 
 
 
 Devemos reconhecer que o pecado também influi na vida do conselheiro. 
Não podemos dizer nada ao conselheiro, pois é uma área frágil em nossa vida. 
Inclusive o aconselhado pode tentar e dar ideias para pecar. Por isso é 
importante, seguir o conselho de Paulo a Timóteo “tem cuidado de ti mesmo” (I 
Tm 4:16) e o versículo em I Corintios 10:12 “quem pensa que está de pé, cuide-
se para que não caia”. 
 Por isso, o conselheiro deve estar alimentando sua vida, e deve estar em 
constante mudança ao ser tocado pela palavra. Vamos falar em aconselhar 
outros em áreas que são debilitadas para nós, pelo que devemos trabalhar em 
nossos problemas, e se for necessário remeter a outro, enquanto isso se 
trabalhará com ele. 
 O conselheiro bíblico também deve saber reconhecer seus próprios 
limites. Deve reconhecer quando não se tem a competência para tratar de um 
caso particular e remeter a outro conselheiro. Em algumas ocasiões não 
saberemos o que fazer com o caso, ou poderemos manejá-lo, por exemplo, nem 
todos podem aconselhar um estuprador. Assim em muitos casos será necessário 
remeter a pessoa a outro conselheiro para que possa atendê-lo melhor. 
 Adams menciona que não devemos remeter o aconselhado a outro 
simplesmente com um meio para evitar nossa própria responsabilidade no 
assunto. “Há de se lembrar que Deus o colocou, providencialmente, ao cristão 
que erra em seu caminho, para que a ele você ministre”. O remeter desta 
maneira não é ético nem cristão. 
 Por outro lado, é importante reconhecer que o que se diga em 
aconselhamento é confidencial ainda que se diga abertamente. Ainda que o 
conselheiro não esteja obrigado por lei a seguir o sigilo ou o segredo profissional 
como os psicólogos ou os advogados; o conselheiro que guarda a devida 
confidencia será considerado íntegro. Por outro lado, como nossa visão principal 
é buscar a glória de Deus, em algumas ocasiões o que agrada a Deus é que 
rompamos a confidencia quando há de denunciar um abuso. 
 Por outro lado, não devemos dar lugar ao que se possa por em dúvida 
nossa integridade por um mau testemunho, pelo que recomendo que nunca se 
dê conselho a uma pessoa do sexo oposto em lugares isolados. Uma alternativa 
 
 
 
para que isso não se suceda é co-conselheira, isto é, dar conselhos entre duas 
pessoas, se é casado é o ideal. 
 
Humildade 
 O aconselhamento é imprescindível, não sabemos que caso se nos vai 
apresentar para atendermos e isso nos pode dar medo. Isto mostra a nossa 
incapacidade, já que muitas vezes não sabemos “por onde entrar no assunto”, 
por isso temos que esperar em Deus. Temos que lembrar que Deus tem o 
controle, Ele sabe o que vai acontecer. Devemos reconhecer a soberania de 
Deus e ao mesmo tempo nossa pequenez. Ele se aperfeiçoa na nossa debilidade 
(II Co 2:4-6). Não devemos nos sentir competentes por nós mesmos senão 
lembrar que Deus não elege os capacitados, Ele capacita os eleitos. Ele é quem 
nos faz competentes. Temos que reconhecer que é Ele que obra através de nós. 
Nós somos canais. 
 
Bondade (Rm 15:14) 
 Segundo Adams esta qualidade se refere a “atitude boa no coração de 
interesse e afeto pelos demais. É um desejo de ajudar e dar a mão a outros em 
sua necessidade; uma boa vontade que te impulsiona para os outros sem 
interesse egocêntrico”. O conselheiro deve ser um homem ou mulher disposto a 
ajudar os outros em meio os problemas. 
 Como os que nos move é o interesse genuíno pela pessoa e não o 
dinheiro (como acontece com muitos psicólogos), não nos preocupa o tempo que 
damos a pessoa e a Deus. 
Respeito 
 O respeito é considerar os outros digno de honra, e a bíblia 
constantemente nos chama a isto (Rm 12:10; Fl 2:3; I Pe 2:17). Preste atenção 
nos aconselhados; mantenha um volume de vos adequado e estabeleça um 
contato visual com as pessoas com quem está falando. Devemos crer nos 
aconselhados (I Co 13:7). Não minimize os problemas do aconselhado. 
Mantenha em confidencia. 
 
 
 
 
 
 
Conhecimento da Palavra (Rm 15:14; Cl 3:16) 
 Um bom conselheiro bíblico tem que conhecer a Palavra de Deus, sendo 
esta direção e conteúdo de seu aconselhar. Por isso deve se conhecer os 
princípios da Palavra de Deus para podê-los aplicá-los em diversas situações da 
vida. Este conhecimento só se obtém com o estudo contínuo das Sagradas 
Escrituras de forma constante. Adams o expressa da seguinte maneira “como o 
aconselhar é um ministério da Palavra, e como o Espírito Santo muda às 
pessoas pela Palavra, é essencial um conhecimento sempre crescente da 
Palavra”. 
 Os aconselhados podem ter dificuldades, devidas às crenças incorretas, 
por isso que é necessário que o conselheiro conheça a Palavra para poder 
discernir o erro e corrigi-lo de maneira adequada. 
 Por outro lado, o conhecimento da Palavra não só deve ser teórico, deve 
ser o produto de experiências, temos que viver. Não podemos falar somente em 
teoria da Palavra temos que conhecer no viver diário, tem que aplicá-la em 
nossas vidas, para que se faça viva em nós e assim possuamos um verdadeiro 
da mesma. 
 
Sabedoria (Cl 3:16) 
 As Escrituras, especialmente o livro de Provérbios, nos diz que o temor 
do Senhor é o principio da sabedoria (Pv 1:7; 2:5; 9:10; Jó 28:28; Sl 111:10). 
Podemos visualizar o temor do Senhor, como “uma preocupação consciente de 
agradar a Deus em todos os aspectos da vida”. Esta é uma atitude que todo 
conselheiro deve ter. 
 Agora também, a sabedoria é poder aplicar a Palavra em diversas 
situações da vida cotidiana. Adams menciona “não é suficiente que você e seu 
aconselhado, conheçam o que meramente Deus diz; devem aprender a encarnar 
e dar forma a verdade e a crença na vida de cada dia. Quanto mais capaz é no 
uso e, especialmente, no por em prática a verdade bíblica no viver de cada dia, 
mais apto será para fazer o outro a fazê-lo”. 
 
Fé 
 
 
 
 O conselheiro deve ser um homem de fé e esperança, que crê 
firmemente nas promessas escriturais. Ele deve confiar nas escrituras para 
poder dar esperança para quem não tem. Tem que estar convencido de que as 
Escrituras é a verdade e estar disposto e ser capaz de conduzir a outros às suas 
promessas com segurança e convicção. 
 
 
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 O conselheiro deve ter autoridade, não dele, mas dado por Deus. A 
autoridade do conselheiro repousa nas Sagradas Escrituras. Seja um pastor (I 
Ts 5:12,13) ou membro que aconselha, exerce a autoridade que Deus lhe tem 
conferido (Cl 3:16; Rm 15:14). 
 
Autenticidade (II Co 4:2) 
 Sejamos sinceros com nossas capacidades e limitações (I Co 2:1-3). 
Reconheçamos nossas próprias debilidades (II Co 1:8; II Co 10: 13). Sejamos 
sinceros acerca das metas e o programa que temos para o aconselhado. Temos 
que ser transparente em cada momento com o aconselhado. 
 
 
 
 
Habilidades do conselheiro 
 
Ouvido ativo 
 Tem que escutar os fatos (Pv 18:13) mas escute-los de maneira ativa 
(Pv 18:15). Isto custa muito aos pregadores, pois estão tão acostumados a falar 
que lhes custa escutar. Mas tem que escutar o aconselhado se realmente 
desejamos ajudá-lo. 
 
Empatia cristã 
 Falo empatia cristã dado que é diferente da mundana. Na empatia 
mundana não está Deus, é somente uma técnica para entender as pessoas. Na 
empatia cristã o que move é o amor. Tem que se pensar de como nos 
sentiríamos no lugar do aconselhado e identificarmos com o seu problema. Isto 
é olhar com compaixão como fez Jesus. Ao conselheiro bíblico o que lhe move 
é a compaixão pelos demais. Jesus é o melhor exemplo disso (Mt 9:35-38; Mc 
10:21; Lc 7:11-15; Jo 11:33-35). Ver ao outro como se fosse alguém futuramente 
(I Tm 5:1-2) e tratá-lo como se fosse um da nossa própria família. E 
supostamente, dando-nos conta de nossa própria pecaminosidade (Ga 6:1). 
 Mack dá as seguintes sugestões para mostrar compaixão: 
 Dizer que se preocupa com eles (Fl 1:8) 
 Orar com eles e por eles (Cl 4:12,13) 
 Alegrar e entristecer com eles (Rm 12:15) 
 Tratá-los com gentileza e ternura (Mt 12: 20) 
 Usar de delicadeza com eles (Pv 15:23) 
 Ter graça ao falar com ele (Cl 4:6) 
 Seguir amando-os e aceitando-os ainda que tenham rejeitado o 
conselho (Mc 10: 21) 
 Perdoar por qualquer coisa que tenham feito (Mt 18: 21-22) 
 Estar disposto a suprir qualquer necessidade física se for 
necessário (I Jo 3:17) 
 Ainda que o mundo nos diga que não temos que nos envolver 
emocionalmente com o paciente, a bíblia diz para envolver emocionalmente (não 
sentimentalmente). Tem que compartilhar a carga sem tirar-lhe a 
 
 
 
responsabilidade. Lembremos da Escrituras “alegrai com os que se alegram e 
chorai com os que choram”. 
 
Hospitalidade 
 
 Devemos ter o dom da hospitalidade, gerar confiança para que as 
pessoas se aproximem para pedir conselho, especialmente, se está em funções 
pastorais. Sinceramente tem pastores que dá medo de aproximar-se, que não 
geram esse suporte necessário para ter confiança (Pv 27:6). Nas palavras de 
Wayne Mack “somos mais receptivos ao conselho de alguém que sabemos que 
está com e por nós. Eles podem falar com franqueza a respeito de nossos 
defeitos e ainda que incomodemos temporariamente, pronto entenderemos que 
só estão nos ajudando porque tem interesse em nós. Contrariamente, se alguém 
a quem nos sentimos estranho ou inimigo vem a criticar, nossa tendência é-nos 
por na defensiva e suspeitar de suas motivações”. 
 
Uso da Palavra 
 
 Tem que interpretar a palavra corretamente, em harmonia com o resto 
das Escrituras. Um curso de hermenêutica é essencial para um bom conselheiro 
bíblico. “Se não temos o cuidado de entender a Palavra de Deus com exatidão, 
podemos terminar dando uma instrução parecida com a da bíblia sem sê-la na 
realidade”. Tem que ter o cuidado de não confundir a Palavra com nossas 
próprias ideias. 
 
Mentoria 
 
 Um conselheiro deve ser o mentor ou um discipulador no sentido de que 
deva ensinar ao aconselhado a aplicar as verdades das Escrituras em sua vida 
por si mesmo. Isto ajuda a não criar uma dependência do conselheiro. 
 
Técnicas de aconselhamento 
 
 
 
 
Técnicas para reunir informação 
 É necessário conhecer os aconselhados para poder determinar suas 
necessidades reais e poder atender melhor as pessoas. Em muitos casos, o 
aconselhado será um familiar, um amigo, um aluno, ou simplesmente um irmão 
na fé. Se a relação futura for bastante óbvia se conhecerá a pessoa, mas nem 
sempre será assim. 
 Haverá ocasiões onde o aconselhado é pouco conhecido pelo 
conselheiro, pois este último deve de usar diversas técnicas para reunir 
informação acerca dos mesmos. Entre as diversas técnicas para reunir 
informação podemos mencionar: 
 
A observação 
 É fixar a atenção nas pessoas, fenômenos, atos ou situações para 
descrever o que se captou. Pode ser espontânea ou planificada. É importante 
que a observação deva ser objetiva - descrever os atos como se apresentam - e 
seletiva - dirigida a captar aspectos significativos. 
 Em sessões de aconselhamento se deve observar muito bem o 
aconselhado, tanto em suas expressões, gestos e posturas, como o tom como 
dizem as palavras. “Algumas expressões de seu rosto revelam claramente nojo, 
dor ou outras emoções. Outras vezes movem suas cadeiras para mais perto ou 
mais longe que quando entraram em casa. As vezes um casal movem suas 
cadeiras para distanciar-se um do outro. Outras ocasiões as famílias se orientam 
em si mesmas de um modo que revelam que está com boas relações e que não 
está; ou qual dos filhos é favorecido pelos pais. O aconselhado em certo 
momento esfrega os braços na cadeira ou olha o piso quando o conselheiro 
menciona algo em particular”. 
 É recomendável ter um registro de observações, em forma descritiva 
(sem interpretar). Um tipo de registro pode ser o registro anedótico que se utiliza 
em educação. Um exemplo de registro anedótico: 
Data Observador Situação Incidente Comentário 
 
 
Expedientes 
 
 
 
 Este tipo de instrumento se utiliza especialmente quando se dá 
aconselhamento de maneira formal, sejam pastores, conselheiros educativos, 
etc. Proporciona uma visão progressiva do desenvolvimento dos aconselhados. 
Inclusive os dados pessoais, antecedentes familiares, história escolar, dados 
sobre saúde, resultado de teste, etc. 
 
Entrevista 
 É a conversação entre duas ou mais pessoas, uma forma dinâmica para 
buscar informação entre o entrevistado e o entrevistador. Segundo Adams, 
devido que o aconselhar é autoritário, tem que ser direcionado. A palavra que se 
usa no Novo Testamento para aconselhar (nouthesia) implica direção escritural, 
portanto, o tipo de entrevista deve ser dirigida, guiada pelo mesmo conselheiro. 
 
Formulários, inventários e testes 
 Os formulários, inventários e testes também são boas formas de recolher 
informação acerca da pessoa. 
 
Técnicas para usar em uma entrevista ou sessão de aconselhamento 
 
Retroalimentar e resumir 
 Uma das formas onde se há mais mal entendidos é na comunicação 
falada. O retroalimentar é uma forma de assegurar para que não haja uma 
interpretação errônea. Basicamente, é dizer ao aconselhado em nossas palavras 
o que se entendeu acerca o que este último disse. Podemos dizer algo assim, 
“irmão fulano, o que eu entendi foi...” ou algo similar. Isto também ajuda a resumir 
o problema para sua posterior análise. 
 
 
Perguntar 
 Eu recomendo fazer perguntas naturais, isto é, perguntas que nos 
ajudem a analisar melhor o problema. O melhor é utilizar perguntas abertas para 
que estas tirem maior informação para analisar o problema. 
 
 
 
 Dado que já sabemos que a razão de que as pessoas entram em 
problemas é o pecado, a ênfase deve cair em “o que?” e não em “por quê?”. O 
“por quê?” leva a especular e a evitar a própria responsabilidade, em contrário 
de “o que?” leva a solucionar os problemas. Ex. O que se fez? O que você está 
fazendo? O que se pode fazer para ratificá-lo? O que se pode fazer nesta 
situação? O que Deus pede parafazer nesta situação? Quais deveriam ser as 
futuras respostas? 
 
Tomada de notas 
 O conselheiro pode tomar notas no meio da sessão. Isto é bom 
especialmente quando o problema for muito grande, e surgem várias coisas que 
você considera que devem ser tratadas em outra sessão. Também é bom levar 
ao final da sessão um registro para colocá-lo no expediente, especialmente 
quando se trata de aconselhamento formal. 
 
O silêncio 
 O bom conselheiro sabe manejar os silêncios. Sabe quando é o 
momento onde se pode dar a oportunidade ao aconselhado para pensar em suas 
ações para uma decisão, ou por se estar duvidando algum detalhe. Smalling o 
chama de “pausa incômoda”. Deste modo, o silencio pode ser importante em um 
momento determinado. 
 
Desabituação e reabituação 
 Muitas vezes um aconselhado quando tem problemas com sua conduta, 
necessita mudar hábitos pecaminosos por outros que não são, e isto chamamos 
de dinâmica de desabituação e reabituação, e de forma bíblica podemos chamar 
de “despojar do velho homem, e vestir do novo homem” (Ef 4:17-32). Pelo que o 
conselheiro muitas vezes em um plano fazer uma lista de coisas para despojar 
e outras para vestir o aconselhado. Isto é, tirar hábitos pecaminosos e substituí-
los por condutas cristãs. 
 
As tarefas ou trabalhos para a casa 
 
 
 
 O deixar tarefas é uma forma de ajudar ao aconselhado a resolver seus 
problemas. Com isso se ganha tempo de trabalho para o conselheiro, e ao 
mesmo tempo estimula o aconselhado a não depender tanto do conselheiro, já 
que o conselheiro o está discipulando para que ele mesmo possa resolver seus 
próprios problemas segundo os métodos de Deus. 
 
 
 Entre as múltiplas tarefas a sugerir, estão: 
 O estudo ou leitura de certas passagens bíblicas ou de temas 
relacionados com o problema. 
 Fazer um devocional pessoal, baseado em provérbios, e anotar 
os versículos relacionados com o problema. 
 Ler livros ou artigos designados ou ouvir alguma mensagem 
gravada e escrever o que tem aprendido. 
 A oração, não só de forma regular, senão como parte da solução 
de um problema. Por exemplo, se pode designar a um aconselhado quando 
estiver desanimado que faça uma oração (Lc 18:1). 
 Fazer um diário onde o aconselhado escreva suas reações e 
manifestações para um problema em particular. 
 As folhas de desabituação/reabituação. 
 Listas de pecados próprios, forças, dons, habilidades, formas de 
compadecer-se um do outro, etc. 
 Testes ou inventários de algum tipo. Por exemplo, o questionário 
Houst-wagner sobre dons espirituais. 
 Horários, planos e pressupostos, etc. 
 As mesas de diálogo: os membros de cada família se sentam em 
uma mesa a cada noite a falam sobre os seus problemas. As regras são simples: 
O pai chama para a mesa, e em geral, como cabeça do lar, está encarregado da 
reunião. A mãe deve atuar como secretária e anotar as coisas. O diálogo se abre 
com uma oração. Se estuda a bíblia durante o diálogo, para descobrir a vontade 
de Deus com respeito as questões entre os participantes. É conveniente iniciar 
com os próprios erros e falar como corrigi-los. 
 
 
 
 Modelos e entrevistas (Fl 4:9; 3:17), isto é, mostrar a outra 
pessoa de como uma família ou pessoa resolve seus problemas. Outro exemplo 
seria uma entrevista com uma família e que esta contasse como criaram seus 
filhos tão obedientes. 
 Tomas uma segunda lua de mel para renovar votos matrimoniais. 
 
 
 FASES DO ACONSELHAMENTO 
 
 
 http://pt.wikihow.com/Persuadir-um-Ateu-a-se-Tornar-Crist%C3%A3o 
 
Analisaremos uma série de fases sugeridas que possa ter uma sessão ou 
um processo de aconselhamento. Faço a diferença entre duma sessão e um 
processo, porque há assuntos em aconselhamentos que se poderia resolver em 
uma só sessão de aconselhamento, portanto, haverá outros casos onde nos 
damos conta de que o problema necessita ser tratado em mais de uma sessão 
e inclusive deve ser dividido em problemas menores que deve ser tratados 
separados, este último é o que chamamos de processo de aconselhamento. O 
autor resume nestas fases para propósitos práticos, mas em nenhum momento 
sugere que esta é a única maneira de resolvê-la, senão buscar somente oferecer 
uma guia para a ação no aconselhamento. 
 
 
 
 
Preparação prévia 
 
 Refiro-me como preparação prévia ao que sucede antes da sessão de 
aconselhamento. O que se deve fazer primeiramente um conselheiro cristão é 
orar por si mesmo e por seus aconselhados. Por outro lado, se é uma sessão 
informal como ocorre muitas vezes entre irmãos em Cristo, isto se refere 
ademais em preparar o ambiente; e se o tipo de aconselhamento é um pouco 
mais estruturado e formal como que realizam os pastores e outros tipos de 
conselheiros bíblicos em instituições cristãs consistirá ademais de manter um 
ambiente adequado, o revisar expedientes. 
 Com respeito ao ambiente, se deve tratar de que seja propício para o 
momento de aconselhamento. Se for aconselhamento entre irmãos na fé pode 
ser realizado na igreja, na escola dominical, um lar, etc. Se for um pouco formal 
no caso de um pastor ou um conselheiro de uma instituição cristã ou igreja o 
melhor é que se faça em um escritório. 
 Se for necessário de que o ambiente seja cômodo para o aconselhado, 
que tenha confidencias, que não tenha muitos detalhes para que funcionem 
como distração nem tampouco vazio para que não seja frio. 
 Por outro lado, o ambiente deve promover um bom testemunho, o ideal 
é de que seja fechado para que haja confidência desde que haja grandes janelas 
para que todos que estão de fora vejam o que está acontecendo dentro. Lembro-
me quando eu trabalhei como conselheiro em um colégio cristão, tive uma 
grande ajuda da instituição, que me proveram um escritório de que teria um bom 
ambiente devido que suas paredes e ao mesmo tempo tinha uma grande janela 
que dava para fora, de onde se podia ver tudo o que acontecia lá dentro. Quem 
quer que trabalhe com adolescentes sabe como estas coisas são delicadas, e 
que facilmente pode mal interpretar os fatos de que um conselheiro esteja só em 
seu escritório com uma estudante, pois este tipo de previsões é adequado para 
preservar o testemunho cristão. 
 Por outro lado, se manusear o aconselhamento formal, é bom antes de 
receber uma pessoa é revisar o expediente do mesmo, para conhecer seus 
antecedentes pessoais e familiares, e familiarizar com a problemática prévia que 
se tem apresentado. 
 
 
 
 
Inicio da sessão 
 
 Nesta parte se saúda a pessoa, pode haver uma apresentação pessoal 
de ambas as partes (em caso de não se conhecerem), e em caso de ser 
necessário muitas vezes quebrar o gelo com algumas perguntas não tão 
relacionadas com o problema. Na maioria das vezes as pessoas simplesmente 
irão falar dos problemas e nos pedir conselho diretamente. Semelhantemente 
podemos ajudar com a frase “em que posso ajudar” ou algo similar. O inicio 
também é um bom momento para orar pedir direção e sabedoria de Deus para 
tratar o problema. 
 Se for a primeira sessão tem que se reconhecer que é de suma 
importância, já que a primeira estabelecem-se normas, e em muitos casos só se 
conta com uma só reunião para trabalhar um problema. Pode ser bom analisar 
quais as circunstâncias em que veio a pessoa, já que a pessoa veio de forma 
voluntária atuará de maneira muito diferente se a mesma veio remitida por outra, 
ou o pior dos casos se veio obrigado por outra. É importante que o conselheiro 
determine neste momento se o aconselhado é cristão ou não, se não for, é 
melhor iniciar com o que chamamos de pré-conselho, isto é, apresentar o 
evangelho. 
 Por outro lado, se você se dá conta de que o caso de aconselhamento 
múltiplo, isto é, que este apresente outras ou outras, é melhor deter na sessão e 
solicitar que na próxima vez venha com as pessoasimplicadas no problema. Por 
exemplo, isto pode suceder quando uma pessoa tem problemas com o cônjuge, 
ou quando o matrimonio tem um problema com o filho adolescente. O melhor é 
que a pessoa venha com o esposo ou esposa para resolver o problema, ou que 
o casal traga o filho adolescente. 
 Por outro lado, tem que se reconhecer que nem sempre é possível 
conseguir que os dois afetados venham ao aconselhamento. Assim, um caso 
como este que tem falar da pessoa que está presente e não sobre a outra que 
não está (o falar de outra pessoa é pecado de murmuração, e além do mais, não 
serve de nada). Tem que concentrar o caso em falar de como a relação da 
pessoa presente com a ausente é correta diante de Deus. 
 
 
 
 Em caso de ser um segunda sessão, se pode pedir a tarefa deixada na 
sessão anterior. Jay Adams se refere a isto: “ao principio de cada sessão o 
conselheiro pede o trabalho de casa dado na sessão anterior. Algumas vezes 
tem que dedicar a metade da sessão neste assunto, inclusive toda sessão”. 
 É importante sempre iniciar pontualmente as sessões já que isto reflete 
a pessoa como verdadeiro interesse em ajudar a pessoa neste problema. 
 
Desenvolvimento da sessão 
 
Coleta de dados 
 Nesta parte a pessoa irá contar ao conselheiro seu problema. Pode em 
muitos casos o conselheiro fazer perguntas ao aconselhado para ter melhor 
visão do problema. No caso de ser uma situação de crise, as perguntas do 
conselheiro serão as chaves. Aqui é de suma importância que se maneje bem a 
tomada de notas para que se possam reconhecer os dados de uma maneira 
precisa. 
 Tem que se ter dados suficiente para não se ter má interpretação tal 
como fez Eli quando viu Ana; ou como os amigos de Jô; por isso é de suma 
importância dar ouvidos ao aconselhado e reunir informação sobre a situação 
que enfrenta. 
 Necessitam-se muitas vezes tomar notas de assuntos físicos, como 
padrões de sonhos, dieta, exercícios, medicação e outros. Considere a situação 
espiritual da pessoa, as emoções do aconselhado, e outros aspectos que 
considere importante. 
 
Identificar o problema 
 Nesta etapa o conselheiro deve identificar biblicamente o problema, 
baseados em dados que conhece. A Bíblia põe nome aos diferentes tipos de 
problemas humanos, portanto, devemos identificar os termos que utiliza para 
descrever os problemas que enfrentamos no aconselhamento. Isto nos ajuda a 
identificar os problemas e sua solução. 
 Em muitas situações o conselheiro notará que não é só um problema, 
senão vários, ou que o problema é suficientemente amplo para abarcar mais de 
 
 
 
uma sessão. Pelo que deverá informar ao aconselhado de que o problema levará 
mais de uma sessão e estruturar o processo em várias reuniões. Assim, o 
conselheiro e o aconselhado deverão colocar-se de acordo com os objetivos, 
especialmente se for a primeira sessão. Além do mais, é importante que o 
aconselhado se comprometa em levar a cabo o processo de aconselhamento 
em caso de levar mais de uma sessão. 
 O primeiro problema que apresenta o aconselhado não necessariamente 
é o que tem maior importância, senão que tenha sido oferecido como sonda para 
ver como maneja os problemas. Inclusive pode ter sido mencionado 
simplesmente para ver a reação inicial do conselheiro ante este problema, para 
ver se menciona o que considera o “mais grave” ou “mais pecaminoso”. 
 Quando identificamos o problema, devemos comunicá-lo ao 
aconselhado. Aqui saberemos que determinado conselho deveremos utilizar, se 
é de consolo, de admoestação ou de orientação. De qualquer maneira tem que 
explicar o problema de maneira bíblica, e fazer que o aconselhado entenda o 
problema da forma que Deus o vê. 
 
 
Solucionar o problema 
 Logo após identificar o problema do aconselhado do ponto de vista 
bíblico devemos também buscar uma solução bíblica, e buscar de como levar 
essa solução bíblica a prática. 
 Supostamente, em muitos casos tem que primeiramente motivar a 
pessoa para que tome as decisões que manda a Escrituras para poder resolver 
o problema. Já que consolamos admoestamos ou direcionamos, as pessoas 
devem tomar a decisão para que haja mudança em suas vidas e comprometer-
se a isso. 
 A melhor maneira de levar à prática a solução de um problema é com 
um plano. Um plano deve incluir o objetivos ou objetivos bíblicos a serem 
alcançados, tanto a curto ou em longo prazo, e supostamente, as estratégias 
para alcançar tais objetivos e inclusive a forma de avaliar que se tem cumprido 
os objetivos e as estratégias. Entre estas estratégias devem incluir questões de 
horários, métodos, técnicas, procedimentos, etc. Adams diz que o comprometer-
 
 
 
se a um plano bíblico é totalmente essencial porque a menos que o aconselhado 
faça o que Deus requer, o restante é inútil. 
 Desde a primeira sessão o conselheiro deve dar uma resposta bíblica, 
isto inclui de dar esperança de que o problema tem solução em Cristo, pedir 
mudança nas condutas pecaminosas, e dar bases bíblicas sobre os diferentes 
problemas que se enfrentam. 
 
Término da sessão 
 Cada sessão deve ter seu próprio objetivo e agenda, ainda que se deva 
estar aberto à flexibilidade de alterar, agregar ou propor algo da agenda. Como 
término da sessão deve resumir o que se tem obtido e decidido na sessão. 
Podemos designar trabalho para a casa (se for necessário) isto ajuda a pessoa 
à por em prática o que ela está aprendendo e além do mais, para que seja mais 
rápido o processo. Se notarmos que se ocuparão outras sessões, podemos 
estruturar o aconselhado no que vamos tratar na próxima sessão. A oração final 
deve enfocar sobre o conteúdo vital da hora anterior. 
 
Imediatamente depois da sessão 
 Logo após a reunião o conselheiro deve fazer um resumo escrito do que 
foi tratado na reunião, e colocá-lo no expediente em caso de aconselhamento 
formal. Além do mais, se o conselheiro se comprometeu em fazer uma diligencia, 
deve prepará-la para sessão seguinte, ou para entregá-la ao aconselhado. 
 
Seguimento 
 O seguimento deve dar sempre, independentemente se o processo tratar 
de uma ou várias sessões. Sempre é recomendável perguntar a pessoa, como 
foi o plano designado? O que aconteceu com a decisão bíblica tomada? Se 
obteve o proposto? Quais obstáculos se apresentaram? E também podemos 
seguir orando pelo aconselhado e seus problemas. 
 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES PARA ACONSELHAR EM 
DIVERSOS CONTEXTOS 
 
 
http://teologandoso.blogspot.com.br/2015/05/se-conselho-fosse-bom-solucao.html 
 
 Neste breve capítulo vamos analisar algumas considerações para dar 
conselhos em diferentes contextos. Serão avaliadas quatro contextos diferentes: 
 1. As pessoas de diferentes idades 
 2. Os assuntos interpessoais 
 3. As situações de crise 
 4. O aconselhamento aos não crentes 
 
O aconselhamento a pessoas de diferentes idades 
 Em todos os casos tem que se adaptar a linguagem verbal e não verbal 
e estratégias às características e necessidades do aconselhado. Este é o 
principio de encarnação das Escrituras. Jesus teve que encarnar-se e Deus teve 
que revelar sua Palavra na Bíblia para que pudéssemos entendê-lo. Igualmente 
Paulo fez para ganhar alguns para o evangelho (I Co 9:19-23). 
 Em caso de aconselhamento de crianças tem que considerar que elas 
descrevem as coisas a sua maneira, que não entendem as coisas abstratas, que 
tem períodos diferentes de atenção aos dos adultos, etc. Com os adolescentes 
se pode falar um pouco mais informal que com os adultos, mas sempre tendo os 
 
 
 
limites adequados, com os adultos manter o nível de respeito adequado 
especialmente quando se trata de adultos maiores que o conselheiro. 
Recordemos que em muitos casos quando há menores de idade e o 
aconselhamento é formal, é bom que os pais conheçam e o que está sendo 
aconselhado aos seus filhos. 
 
O aconselhamentoem assuntos interpessoais 
 Em assuntos interpessoais, se deve preferir o aconselhamento múltipla 
como norma e não como exceção; isto é para que conselheiro tenha uma visão 
total do sucedido ao apresentar ambos os lados da questão (Pv 18:17; 14:15) e 
para chegar a soluções mais efetivas. Na medida das possibilidades todos os 
afetados devem estar presentes para que conselheiro possa escutar realmente 
todos os atos. A quantidade de participantes que deveriam estar incluídos parece 
ser tão grande quanto o número de indivíduos que se acham envolvidos no 
problema. 
 Cada um deve ouvir o que o outro tem a dizer, a fim de ter uma 
compreensão do problema dos diversos pontos de vista. 
 Este tipo de aconselhamento é muito comum quando se dá 
aconselhamento pré-matrimonial ou matrimonial e quando tem que mediar 
assuntos de resolução de conflitos. Recordo que uma vez atendi um caso de 
fofoca, onde tive que trazer praticamente dez pessoas ao meu escritório: a 
pessoa que foi ofendida, a pessoa que provocou a fofoca, e outras mais que 
escutaram a fofoca. Isto para que assunto não passasse a frente e frear 
realmente o pecado da fofoca. 
 Consideremos o seguinte exemplo de aconselhamento matrimonial 
segundo as recomendações de Adams: “para começar, os cônjuges tem que vir 
juntos para serem aconselhados. Não tem nenhum sentido dar-lhes horas 
separadas a cada um. Não só as citações separadas levam a recolher dados 
mais parciais e deficientes, ainda falsos, senão como o outro não está presente 
para retificar e ampliar o que seu cônjuge disse (em conformidade com Pv 
18:17), se dá ocasiões para que se criem suspeitas desnecessárias e se propicia 
uma situação que tende a pessoa que está presente fale mal da outra quando 
esta não está para o ouvir, o qual está proibido nas Escrituras”. 
 
 
 
 
O aconselhamento e as situações de crises 
 As crises são partes normais da vida do ser humano. Há crises que se 
apresentam simplesmente pela etapa da vida que atravessa uma pessoa, e 
outras que são inesperadas. 
 A maioria das Epístolas foi escrita para resolver crises pessoais ou 
eclesiásticas. Talvez a pior crise que as escrituras apresentam no Antigo 
Testamento é a de Jó. O pior do caso é que seus amigos não souberam tratar a 
crise adequadamente. 
 O conselheiro que recebe uma pessoa em crise deve saber como atuar 
senão tornará a crise maior ainda, e seja como os amigos de Jó. 
 Novamente temos que dizer que o conselheiro bíblico deve basear seu 
conselho na Palavra, mas nesses casos deve fazê-lo com maior intensidade, já 
que é necessário confrontar ou consolar. Normalmente uma situação de crise é 
uma situação de urgência, pelo que realmente o conselheiro deve aplicar são os 
primeiros socorros para ajudar a pessoa no estado de emergência. Depois se 
pode dar um acompanhamento pastoral completo. 
 Adams diz que há três elementos a considerar em uma crise: a situação 
de crise, o individuo em crise e a resposta que tem que dar aos motivos da crise. 
 
A situação de crise 
 A situação de crise deve ser analisada, o conselheiro deve analisar cada 
uma de suas partes, e dividi-las para poder melhor manejá-las. Isso trará clareza 
tanto ao conselheiro quanto ao aconselhado. O conselheiro deve esforçar-se em 
analisar a crise do ponto de vista de Deus, e fazer com que o aconselhado veja 
da mesma maneira. 
 Adams diz: “Deus é soberano. Não importa quão grave seja a crise ou 
que pareça, nunca está além da capacidade de Deus para resolvê-la. Além do 
mais, tampouco está fora do alcance e interesse de Deus. Todo cabelo do 
aconselhado está contado”. 
 Portanto, a nossa função é fazer com que o aconselhado veja de que 
Deus está no meio da crise. Isto nos dá a entender que a crise é limitada, “a 
situação não é perdida nem impossível e nem sem esperança. Nem tampouco 
 
 
 
está demasiadamente fora de controle”. Jesus está conosco, e isto nos dá a 
entender que a crise tem um propósito nos planos de Deus. Deus sabe como 
operar em nossas vidas, assim como o fez na vida de Jó. Por último, o 
reconhecer que Deus está no meio da crise nos alenta porque sabemos que 
contamos com sua força e sabedoria. 
 
O individuo na crise 
 Recomenda-se analisar o indivíduo em crise. Qual é o seu estado? Está 
totalmente consciente ou não conta com suas faculdades? É cristão ou não-
crente? Sua atitude ajuda ou piora o assunto? O que tem feito até agora para 
resolver a crise? Com que recursos conta? 
 
As respostas aos motivos da crise 
 Recomenda-se neste caso ser totalmente direto devido às condições 
exaltadas da pessoa. O melhor é orientar a pessoa a tomar um plano de ação. 
Tem que agir com autoridade bíblica e levar a pessoa a tomar uma decisão e 
ações que requer em meio à situação de crise. Por outro lado as ações devem 
ser concretas, isto é, devem dar passos específicos. 
 
 
O aconselhamento e os não-crentes 
 
 Às vezes sucede que pessoas não crentes se aproximam para solicitar 
conselho a nós como parte da igreja. Não importa se você é um pastor ou 
simplesmente um membro da igreja, você deve lembrar que o aconselhamento 
bíblico dirigidas à pessoas não-crentes deve ser evangelística; entendendo que 
a mesma deve dar a seriedade ao pecado tal como que Deus deu o seu Filho 
para morrer pelos pecadores. Um não-crente em nenhum momento tem por 
motivo agradar a Deus, nem tem o Espírito Santo que é o que muda e que 
santifica; pelo que um conselheiro bíblico está impossibilitado de dar conselho, 
primeiro deve-se evangelizar para que possam ter o mesmo ponto de partida. 
 “Os que não são crentes não tem o desejo de servir a Cristo como o seu 
Senhor (I Co 12:13b); não tem a capacidade de entender as Escrituras (I Co 2); 
 
 
 
e não tem poder para fazer a vontade de Deus (Rm 5:6). Em vez disso, tem um 
coração de pedra que não pode ser tocado nem modelado até que o Espírito o 
transforme em um de carne (Ez 11:19). Ao menos que o Espírito regenerador de 
Deus seja derramado em seu coração e o transforme, o não crente não pode 
amar a Deus ou ao seu próximo (Rm 5:5), ou seguir algum mandamento de Deus 
(Ez 11:20)”. 
 Devemos usar nestes casos um “pre-conselho” ou uma fase prévia que 
inclua o evangelismo da pessoa. Conselho prévio é a tarefa de apresentar a 
Cristo para as pessoas não-crentes não só como a entrada para a vida eterna 
como também soluções para seus problemas na vida. Ao dar um conselho prévio 
a um não crente, o conselho deve deixar bem claro que desde o principio que 
não começou o aconselhamento que, devido as circunstancias não foi possível 
fazê-lo. 
 Em todo momento se deve assinalar que nossa orientação é bíblica 
utilizando as Escrituras como norma autoritária. Se deve mencionar a Deus com 
freqüência, orar nos momentos adequados e apresentar o evangelho dentro do 
contexto do pecado e suas consequências; e mostrar o pecado como origem de 
seus problemas. 
 
ACONSELHAMENTO, EMOÇÕES E SENTIMENTOS 
 
http://www.marceloquirino.com/2008/03/aconselhamento-pastoral-tecnicas-e.html 
 
 
 
 
 Dedico todo um capítulo ao tema das emoções e os sentimentos devido 
ao que encontramos na pós modernidade, uma era que realça o subjetivo e 
dispensa o objetivo. Muitas vezes se justifica o pecado e o não arrependimento 
usando como desculpa as emoções e os sentimentos, pelo que parece me é de 
suma importância analisar o que nos diz as Escrituras a respeito. 
 
Definindo as emoções e os sentimentos 
 É importante diferenciar emoções e sentimentos. As emoções segundo 
o Dicionário da Real Academia Espanhola se referem uma alteração de ânimo, 
intensa e passageira. Isto é, refere-se ao que sentimos em um determinado 
instante. Entre as diversas emoções primárias podemos citar: a alegria, a 
tristeza, o medo, etc. Ao contrário, um sentimento é um estado afetivo do ânimo 
produzido por causas que o impressionam.A diferença das emoções que são 
instantâneas, os sentimentos é um estado em que a pessoa se encontra. 
 
Teologia das emoções e os sentimentos 
 As emoções e os sentimentos são bons em si mesmos. Deus nos fez 
assim, e tudo o que Deus faz é bom e tem um propósito e um sentido. Além do 
mais, tudo o que fez é bom (Gn 1:31). A capacidade de sentir é uma benção de 
Deus. Mediados por esta capacidades de sentir podemos mostrar afeto, sentir 
gozo, mostrar compaixão, ter misericórdia, e muitas qualidades essenciais da 
vida cristã. Por meio do sentir é que podemos cumprir com o mandato “alegrai-
vos com que se alegram e chorai com ao que choram” (Rm 12:15). Mas se 
fazemos da capacidade de sentir o summo bonun da humanidade, isto não é 
outra coisa que simples e chato hedonismo. 
 Devemos aprender a exercer uma boa mordomia de nossos sentimentos 
e emoções; isto é parte da Imago Dei do ser humano, nosso deus é um Deus 
emotivo. Deus é um Deus de gozo, disse Sofonias 3:17 que “Ele se alegrará 
sobre ti com alegria, calará de amor, se regozijará sobre ti com cânticos”. É um 
Deus que se ira (Jo 2:13-22), que chora (Jo 11:35), que se compadece (Mt 9:36; 
14:14; 15:32) e que em toda as Escrituras nos deixa ver o seu amor para 
conosco, expressado em sumo grau ao enviar o unigênito a morrer na cruz por 
 
 
 
nós (Jo 3:16). Por essa capacidade de sentir podemos sentir-nos tristes pelo 
pecado cometido a outros e por si próprio e desta maneira chegar ao 
arrependimento; por esta capacidade nos indignamos ante a dor alheia e os 
males sociais como o racismo, a xenofobia, o machismo, etc. 
 Temos que ver as emoções e os sentimentos como aliados e não como 
inimigos. Deus nos fez desta maneira com um propósito. Cada uma das 
emoções que sentimos tem um propósito determinado. Existem pessoas que 
põe ter uma lesão no córtex frontal perdem a capacidade de sentir emoções. 
Estas têm um humor agradável, mas não são conscientes do uso do tempo já 
que não sentem a pressão deste, não conhecem suas preferências, nem sentem 
motivações, não podem entender as emoções dos outros e são desinteressados 
ou atrevidos na relação com outros. São como o androide Data de “Viajem nas 
estrelas: A nova geração” que não podem entender as emoções humanas nem 
ao menos senti-las. 
 Deus colocou as emoções dentro de nós e tem um propósito no nosso 
desenvolvimento diário. O medo nos avisa que há um perigo e que devemos 
fugir, a raiva nos indica que há uma ameaça e nos dá o vigor para defendermos 
dela, a tristeza busca que nos recuperamos, a alegria nos faz sentir bem e, 
portanto, nos ajuda a recuperarmos do estress do viver diário e da enfermidade; 
e assim cada uma das emoções tem sua função em nossa vida. 
 Agora, tem que reconhecer que com a queda do homem depravou 
também nossas emoções e sentimentos, e que elas têm sido contaminadas com 
germes do pecado. Por isso, em relação com nossas emoções primárias nos 
conduzimos muitas vezes de forma pecaminosa, e muitos de nossos 
sentimentos como o ódio e o ressentimento são verdadeiros pecados segundo 
a Bíblia. 
 
Os problemas emocionais 
 Não podemos falar biblicamente sobre “problemas emocionais”; quando 
uma pessoa está deprimida, ansiosa, hostil, etc.; o problema não reside em suas 
emoções senão na forma como se comporta respondendo as suas emoções. As 
pessoas se sentem mal por causa de suas más ações (Gn 4: 6-7; I Pe 3: 16). As 
emoções são boas, são partes do que Deus nos deu. Nosso problema reside em 
 
 
 
como manuseamos as emoções, isto é, em como atuamos segundo nossas 
emoções. Supostamente que há emoções condutas que são pecado, mas isso 
se deve a um manejo pecaminoso de nossas emoções, e por outro lado, há 
sentimento que também são pecados diante de Deus. 
 Uma mordomia das emoções, inclusive o sentir e o atuar 
adequadamente. As emoções se devem sentir, mas sem pecar; se reprimirmos 
as emoções podemos ficar enfermos ou acumular até que explodimos; por isso 
devem ser expressada de maneira sã. Jesus se irou, mas porque a glória de 
Deus foi apagada, só Ele pode irar-se sem pecar; ainda, assim as Escrituras nos 
chama a irar sem pecar (Ef 4:26). Igualmente poderíamos falar de como manejar 
adequadamente as emoções como a tristeza, o gozo, o medo, etc. Somos 
responsáveis pelo que sentimos, é um dualismo não responsabilizarmos por 
isso, como se os sentidos nos dominassem. Recordemos que na Bíblia as 
palavras referidas a estados internos conotam sempre sua correspondente 
expressão exterior. Na como visão bíblica os sentimentos e as ações estão 
estreitamente inter-relacionados. O amor não é só um sentimento senão uma 
ação, igual a cada aspecto do fruto do Espírito. 
 A cultura de hoje em dia põe muita ênfase nos sentimentos; Nós como 
cristãos que buscamos obedecer a bíblia devemos pensar de forma diferente. 
Nós cremos que as condutas estão ligadas aos sentimentos, e não que os 
sentimentos produzem as condutas. Um bom exemplo disso está em Gênesis 
4:3-7 onde Deus diz a Caim: Se bem fizeres não estaria exaltado? Hoje em dia 
uma resposta comum sobre porque não se atua é: É porque não me desce”, isto 
é somente uma desculpa e uma rebeldia contra Deus, um cristão deve atuar 
conforme o bem e isto produzira sentimentos positivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
 Adams, J. (1981). Capacitados para orientar. Gran Rapids: Portavoz. 
328 pp. 
 O primeiro livro de Adams, no cunho o termo “aconselhamento 
noutético”. O livro faz um resumo dos princípios bíblicos no aconselhar. Explica 
um pouco da história de Adams e sua transição no aconselhamento bíblico. 
 
 Adams, J. (1986). Capacitados para restaurar. Barcelona: CLIE. 285 
pp. 
 Neste texto Jay Adams faz um texto dirigido aos leigos dando entender 
que os labores do aconselhamento é questão de toda igreja. É um livro fácil de 
ler pelo fato de ser dirigido aos crentes da igreja e não aos teólogos. 
 
 Adams, J. (1984). A prática do aconselhar. Barcelona: CLIE. 285 pp. 
 Este livro é uma recopilação de várias conferencias e livros de Adams 
que foram citados em vários seminários teológicos dos Estados Unidos. Toca os 
temos como a Soberania de Deus e as Escrituras, o manejo de crises no 
aconselhamento, e o uso das Escrituras no aconselhamento. 
 
 Adams, J. (1985). Livro de casos do conselheiro cristão. Barcelona: 
CLIE. 224 pp. 
 Este manual tem sido designado para o uso nas classes ministeriais de 
seminários. Contém casos reais modificados para guardar confidencialidade. O 
livro nos apresenta uma boa forma praticar princípios de aconselhamento bíblico. 
 
 Adams, J. (1984). Manual do conselheiro cristão. Barcelona: CLIE. 
464 pp. 
 Este manual é muito mais amplo que o livro “Capacitados para orientar”. 
Adams divide a obra em três sessões, uma que trata das pessoas implicadas no 
aconselhamento, outra sobre as pressuposições e princípios na prática de 
aconselhar e por último uma sobre aspectos no processo. 
 
 
 
 
 Adams, J. Matrimônio, divórcio e novo matrimônio. Barcelona: CLIE. 
194 pp. 
 Neste livro se aborda de forma bíblica o tema do divórcio, o matrimônio 
e o novo matrimônio. É muito importante devido a grande quantidade de divórcio 
que se sucedem hoje em dia no povo de Deus, igualmente para analisar o caso 
de novos convertidos que chegam à fé logo após do divórcio. 
 
 Bertolini, M. (2005). Manual de aconselhamento bíblico. Flórida: 
Editorial Peniel. 274 pp. 
 O autor toma a linha de aconselhamento baseada na forma pré 
suposicional na Bíblia. Fala de assuntos como quem deve aconselhar os tipos 
de pecados, a enfermidade, a ação demoníaca e aliar-se com o Espírito Santo 
para ajudar aos outros. 
 
 Betancourt, E. (1995). Introdução a psicologia pastoral. Barcelona: 
CLIE. 250 pp. 
 Este pretende direcionar as pessoas interessadas no aconselhamento. 
Contém uma duplatarefa: Terapêutica, isto é, assessorar no que se chama 
“intervenção na crise”, e preventiva, isto é, detectar as necessidades espirituais 
e físicas das pessoas para assegurar-nos de que cresçam “emocionalmente 
estáveis”. 
 
 Clinebell, H. (1999). Assessoramento e cuidado pastoral. Gran Rapid: 
Livros desafios. 480 pp. 
 Para o autor o trabalho pastoral deve enfocar-se no crescimento, a 
maturidade e o desenvolvimento integral da pessoa. Tenta realizar uma síntese 
da psicologia e da teologia pastoral aplicando-o no ministério da igreja. 
 
 Collins, G. (1977). Manual de psicologia cristã. Barcelona: CLIE. 224 
pp. 
 O autor busca falar de psicologia desde bases teístas, e busca oferecer 
ajuda para que uns possam levar as cargas dos outros. Segue a tese de que o 
aconselhamento deve ser levado por toda a igreja. 
 
 
 
 
 Consiglio, W. (1996). O que é homossexualidade? Bogotá: Editorial 
CLC. 300 pp. 
 Uma reflexão bíblica e científica acerca do problema da 
homossexualidade, estratégias de esperança para o afetado e sugestões para o 
conselheiro. 
 
 Crabb, L. A arte de aconselhar biblicamente. Miami: UNILIT. 338 pp. 
 Este manual tem conselhos e ajudas práticas para aconselhar aqueles 
que passam por momentos de aflição. Tem um guia de estudo preparado por 
FLET. 
 
 Dale Pike, G. (2001). Aconselhamento, a outra cara do discipulado. 
Barcelona: CLIE. 128 pp. 
 O autor apresenta a tese de que o aconselhamento é necessário aos 
novos convertidos para poderem crescer e que esta é uma parte do discipulado 
cristão. 
 
 Dobson, J. (1998). Enciclopédia de problemas familiares. Barcelona: 
CLIE. 434 pp. 
 O autor é professor clínico de pediatria. Um manual prático sobre 
problemas familiares e de juventude. Seu enfoque se baseia no fomento dos 
valores cristão. 
 
 Giles, J. (2003). O ministério do pastor conselheiro. Texas: Editorial 
Mundo Hispano. 224 pp. 
 Este livro inicia pondo as bases teológicas para o cuidado pastoral e o 
aconselhamento, logo fala alguns princípios e aplicações práticas deste 
ministério. 
 
 Hamilton, J. (1975). O ministério do pastor conselheiro. Kansas: Casa 
Nazarena de publicaciones. 122 pp. 
 
 
 
 Este livro nos fala da função de aconselhar do ministro. Também 
desenvolve o tema das técnicas e a entrevista em aconselhamento. Por último, 
dá conselhos para noivos, casados e jovens. 
 
 Hightower, J. (2003). O cuidado pastoral desde a cuna até a tumba. 
Texas: Editorial Mundo Hispano. 161 pp. 
 O livro analisa como dar cuidado pastoral aos crentes desde uma 
perspectiva bíblica e evolutiva. Dá conselhos para trabalhar com crianças, 
adolescentes, jovens, adultos e velhos. 
 
 Hoff, P. (1981). O pastor como conselheiro. Florida: Editorial vida. 228 
pp. 
 Este livro proporciona conceitos básicos da psicologia prática, principais 
técnicas do aconselhamento pastoral e um estudo sobre os grandes temas da 
sociedade contemporânea. 
 
 Jacobs, M. (2000) Essa voz interior: Uma introdução ao 
aconselhamento pastoral. Barcelona: CLIE. 336 pp. 
 Estabelece os limites adequados entre o compromisso teológico do 
pastor e quantas disciplinas na área secular restam a seus serviços no campo 
do aconselhamento. Com isso, se quer proporcionar aos estudantes de teologia 
uma correta compreensão do contexto social da lida pastoral, da dinâmica da 
relação de ajuda e das diferentes atitudes em seu desenvolvimento; aportando 
uma sólida base de conhecimentos práticos que facilitem sua intervenção. 
 
 Jacobs, M. (2004) Escutando. Barcelona: CLIE. 192 pp. 
 Este livro dá uma ênfase no desenvolvimento das capacidades básicas 
necessárias para uma escuta e uma resposta adequada. 
 
 Maldonado, J. (2002). Crises, perdas e consolação na família. Grand 
Rapids: Livros desafios. 86 pp. 
 
 
 
 Maldonado descreve cada uma das etapas de uma crise. Sugere-nos 
ademais como atuar para que as pessoas e famílias obtenham sanidade e tirem 
proveito da vida apesar do sofrimento e das perdas. 
 
 McArthur, J. e Mack, W. (1996). Um novo olhar ao aconselhamento 
bíblico. Tenesse: Editoria Caribe. 384 pp. 
 Os autores escrevem um manual que resume aos princípios e as práticas 
do aconselhamento cristão em conjunto com a faculdade do seminário onde 
trabalham. Trazem a história do aconselhamento desde aos tempos bíblicos até 
o presente, e logo trabalham sobre os diversos temas relacionados ao 
aconselhamento bíblico. 
 
 McDowell, J. e Hostetler, B. (2000). Manual para conselheiros de 
jovens. Texas: Editoria Mundo Hispano. 552 pp. 
 Este livro tem sido estruturado com o propósito de permitir que um pai, 
pastor, líder dos jovens, mestre ou adulto abra o livro no índice de conteúdo, 
localiza o capitulo que trate o problema em questão e, em uma só sessão de 
leitura, obtenha uma compreensão profunda do problema e como responder a 
ele. Um guia completo dos 50 maiores problemas que os jovens enfrentam hoje. 
 
 Montilla, R. E. (2004). Vivendo a terceira idade: Um modelo integral 
de aconselhamento para um bom envelhecimento. Barcelona: CLIE. 274 pp. 
 De uma maneira esplendida tomando em conta o campo da medicina, 
psicologia, sociologia e teologia, o professor Montilla, apresenta neste livro uma 
visão integral acerca do processo do envelhecimento e a velhice. Ele postula que 
este conceito holístico nos ajudará a entender e viver a terceira idade de uma 
maneira mais plana e satisfatória. 
 
 Morales, J. (2002). Aconselhamento de adolescentes e jovens. Miami: 
MINTS. 88 pp. 
 Neste curso revisam-se de modo geral os problemas mais recorrentes 
que afetam a juventude cristã. 
 
 
 
 
 Morales, J. (2002). Desenvolvimento integral do adolescentes. Miami: 
MINTS. 200 pp. 
 Este curso apresenta uma analise do processo evolutivo que vive os 
adolescentes nas diferentes áreas de seu desenvolvimento. É um curso 
essencial para os pastores que buscam entender aos adolescentes de suas 
igrejas. 
 
 Morales, J. (2006). Pastoral acadêmica e vocacional. Miami: MINTS. 
99 pp. 
 Neste curso se aborda uma área um pouco descuidada pelos pastores e 
conselheiros cristãos, a área intelectual. Oferece sugestões para abordar as 
diferentes problemáticas acadêmicas, vocacionais e ocupacionais que vivem os 
jovens de nossas igrejas. 
 
 Morales, J. (2007). Pastoral preventiva. Miami: MINTS. 116 pp. 
 Este curso aborda o tema do aconselhamento, mas desde a perspectiva 
da prevenção, reconhecendo que é prevenir que lamentar. Oferecem uma 
análise prática dos problemas das drogas, gangues, brigas e outros. 
 
 Narramore, C. (1996). Enciclopédia dos problemas psicológicos. 
Miami: UNILIT, 244 pp. 
 Definições e explicações dos principais problemas sociológicos 
humanos. 
 
 Polischuk, P. (1992). O conselheiro terapêutico. Barcelona CLIE. 160 
pp. 
 É um manual designado para pastores e conselheiros formais, em 
resposta à necessidade da preparação ministerial. 
 
 Polischuk, P. (1992). A depressão e seu tratamento. Barcelona CLIE. 
160 pp. 
 O autor nos apresenta uma análise do tema da depressão e seu 
tratamento sem deixar de lado a parte espiritual deste problema. 
 
 
 
 
 Pruyser, P. (2006). O diagnóstico pastoral. Grand Rapids: Livros 
desafio. 131 pp. 
 Mostra como os pastores podem usar sua preparação teológica e 
ministerial para oferecer ajuda a pessoas que sofrem problemas. 
 
 Quintero, I. (2005). Não a violência e ao abuso sexual! Miami: MINTS. 
169 pp. 
 Neste curso se aborda o tema do abuso sexual desde uma exegese da 
violação de Tamar. Apresenta desafios e soluções que a igreja pode tomar para 
enfrentar e diminuir esse flasgelo. 
 
 Stemateas, B. (2001). Aconselhamento pastoral. Barcelona: CLIE. 320 
pp. 
 Neste livro o autor apresenta um enfoque no trabalho de 
aconselhamento.Trata de realizar uma síntese entre a psicologia e a teologia. 
 
 Stamateas, B. (1997). Técnicas de aconselhamento pastoral. 
Barcelona: CLIE. 168 pp. 
 Este livro complementa seu outro livro. Neste apresenta o 
desenvolvimento prático no trabalho de aconselhamento, inclusive explicando 
diversos detalhes. Em geral, faz-se uma revisão de diversas técnicas que 
podemos utilizar no aconselhamento pastoral. 
 
 Taulman, J. (2005). O mestre como conselheiro. Texas: Editorial 
Mundo Hispano. 94 pp. 
 Apresenta a tese de que os mestres de nossas igrejas além de ensinar 
devem aconselhar. Proporciona ideias práticas para que os mestres realizem o 
trabalho de aconselhamento. 
 
 Tournier, P. (1997). Medicina da pessoa. Barcelona; CLIE. 304 pp. 
 
 
 
 O autor apresenta a tese de que a enfermidade física nada mais é que 
uma exteriorização de uma doença espiritual mais profunda. Proclama que 
saúde da alma é necessária para alcançar a saúde física do corpo da pessoa. 
 
 Ward, C. (1984). Manual de Billy Graham Para obreiros cristãos. 
Minneapolis: World Wide Publications. 297 pp. 
 Um manual que oferece um guia para leigos de como ganhar almas e 
dar conselhos pessoais. Contém um índice sobre diversos problemas humanos 
e princípios bíblicos que se possam aplicar em cada caso. 
 
 White, J. (2000). Para uma saúde sexual. Buenos Aires: Ediciones 
Certezas Argentinas. 366 pp. 
 O livro fala acerca de como a humanidade tem caído no pecado sexual, 
e nos mostra maneiras para orientar a sexualidade de maneira bíblica para 
restaurá-la à maneira que Deus deseja. 
 
 Wright, N. (1991). Como aconselhar em situações de crise. Barcelona: 
CLIE. 368 pp. 
 O autor fala de aconselhamento de crise. Expõe que é uma crise, como 
detectá-la e como deve intervir o conselheiro. Logo, analisa diversas crises 
comuns como a depressão, o suicídio, o divorcio, a morte, etc.

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