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- Os Textos das Pirâmides: Os “Textos das Pirâmides” são um repertório de orações, feitiços, crenças religiosas e cosmogonias antigas registrados em passagens, câmaras e antecâmaras nas pirâmides do Antigo Império e tinham o propósito de ajudar o Faraó a garantir a sua vida eterna. Esses textos são os mais antigos textos religiosos conhecidos no Egito. Foram escritos durante as dinastias V a VIII. Os mais antigos foram descobertos na Pirâmide de Unas, último rei da 5ª dinastia. Trecho de um parágrafo do texto na pirâmide dedicado ao rei Unas... “Saudação a Unas, você não partiu como um ser morto, mas você partiu como ser vivo. Você está sentado no trono de Osíris, seu cetro está na mão e dá comandos aos vivos.” Afinal, quem eram os deuses do Egito a quem os israelitas serviram durante sua estada lá? Js 24:14,15 – “Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”. Como nos mostram as Escrituras, os judeus foram fortemente influenciados pela idolatria egípcia durante o período que permaneceram lá. Essa influência oculta se manifestou em várias ocasiões, como no “bezerro de ouro”, por exemplo. Mesmo depois que toda aquela geração passou, a influência idólatra permaneceu; foi passada de pai para filho e se manifestou diversas vezes na história de Israel. Na verdade, o teísmo egípcio variava muito de região para região e até de cidade para cidade; o que ocorre é que nas principais cidades haviam grupos de sacerdotes que tentavam fazer com que seus deuses e mitos prevalecessem em todo o território. Por isso, ao longo da história, alguns deuses vão se destacando mais e em vários casos vão se fundido com divindades populares de outros períodos, como o exemplo de Ré (Ra), deus do sol. Os deuses eram divididos de várias maneiras. As organizações mais comuns eram as seguintes: as enéades (nove deuses), ogdóades (oito deuses) e as tríades (três deuses). A mais popular e conhecida é a Enéade de Heliópolis. Alguns mitos da criação foram muito populares entre a civilização egípcia. O primeiro vem da cidade de Heliópolis e inicialmente constituía um mito com nove deuses. Os egípcios diziam que no início do mundo nada existia além de um enorme oceano chamado Nun. Desse oceano surgiu Atum (a forma como ele surgiu varia de um mito para outro), que imediatamente fez Shu, o deus do ar, e Tefnut, a deusa da umidade. Eles, por sua vez, fizeram Geb, deus da terra, e Nut, a deusa do céu. Geb e Nut eram os pais de Osíris, Set, Ísis e Néftis. A Eneáde de Heliópolis foi um dos três mitos que surgiram durante o Império Antigo na tentativa de explicar o surgimento do mundo. Foi desenvolvida pelos sacerdotes de Ré. A fonte mais completa que existe sobre a Enéade vem dos textos das pirâmides. Atum foi associado a Ré e essa fusão era explicada pelos sacerdotes como um adicional de poder a Atum. Os principais mitos envolvem a Enéade de Heliópolis e sem dúvida ela foi a mais popular em todo o antigo Egito. No geral, entre todos os mitos, independente de suas origens ou locais de culto, acabavam sempre se resumindo a uma tríade familiar: Heliópolis – Osiris, Isis e Hórus Mênphis – Ptah, Sekhmet e Nefertum Tebas – Amun, Mut e Khonsu Edfu – Horus, Hathor e Harsomuts Elefantina – Khnum, Anukis e Satis Com a evolução dos “Textos das Pirâmides” criaram-se os “Textos dos sarcófagos”, que durante o Primeiro Período Intermediário do Egito começaram a ser escritos nos sarcófagos dos nobres. No Império Médio são de dois tipos: pessoais (que narram a vida do falecido) ou jurídicos (descrevendo o legado de sua propriedade). Com a evolução dos pensamentos egípcios, a imortalidade passou a não ser mais um privilégio exclusivo do Faraó; já era possível para as classes mais altas ter esse mesmo privilégio. Durante o Império Novo começou-se a escrever em papiros que eram depositados no interior dos sarcófagos, dando origem ao chamado Livro dos Mortos, que descreve o que deve ser feito com o espírito do falecido para alcançar a vida eterna. - A Pedra Shabakah: Trata-se uma estela de granito da época da 25ª dinastia com 92 centímetros de altura e 1,37 metros de comprimento descoberta em Memphis e mantida no Museu Britânico . O texto cobre um retângulo de aproximadamente 67 cm por 153. Está muito danificado no centro porque a pedra foi posteriormente usada em um moinho. De acordo com a segunda linha do texto, Chabaka, faraó entre 716 a 702 a.C, ficou horrorizado ao descobrir durante sua visita ao Templo de Ptah que um rolo de papiro sagrado estava sendo devorado pelos vermes, ordenou que o texto restante fosse imediatamente gravado na pedra. O texto evoca a cosmogonia Memfita, colocando Ptah , divindade protetora dos artesãos e deus criador, no centro do universo... “Sua majestade [Chabaka] escreveu este texto novamente do templo de seu pai, Ptah-ao-sul- de-sua-parede. Sua majestade de fato encontrou o trabalho de seus ancestrais comido por vermes, e como não se conseguia mais entendê-lo do início ao fim, [ele] o copiou novamente e melhor, para que seu nome persista. Nunca e que os monumentos do templo de seu pai, Ptah-south-of-the-wall durará para sempre. Feito pelo filho de Ré [Chabaka] para seu pai Ptah-Taténen, deixe-o agir dando-lhe a vida para sempre". De todas as cosmogonias e mitos, a chamada “Teologia Menfita” descrita na Pedra de Shabaká é a que mais se aproxima daquela narrada nas Escrituras Sagradas apontando para um Deus criador de todas as coisas e satisfeito com a sua criação... “Ele criou os “kau” e enumerou as “hemsut”. (Eles) criaram todo o alimento e todas as oferendas de acordo com a palavra. Para o que faz o que é amado ele dá vida e paz. Para o que faz o que é odiado ele dá morte e condenação. Ele fez todos os trabalhos e todos os ofícios, as obras feitas pelas mãos, o andamento das pernas e todo o movimento dos membros, de acordo com o seu comando, a palavra que vem do conhecimento do coração, (que) sai pela língua e faz a duração de todas as coisas. (Ele) manifestou a sua palavra, concluiu a (sua) obra e manifestou os deuses. Ele é Ptah-Tatenen, o que gerou deuses. Todas as coisas vieram dele, as provisões, os alimentos para as oferendas divinas e todas as coisas boas. Ele é o que revela a sabedoria, o mais poderoso dos deuses. Ele ficou verdadeiramente satisfeito. Ptah é o (deus) poderoso […]”. https://antigoegito.org/livros-dos-mortos-livros-do-sair-a-luz/ https://pt.frwiki.wiki/wiki/XXVe_dynastie_%C3%A9gyptienne https://pt.frwiki.wiki/wiki/Memphis_(%C3%89gypte) https://pt.frwiki.wiki/wiki/British_Museum https://pt.frwiki.wiki/wiki/Chabaka https://pt.frwiki.wiki/wiki/Temple_de_Ptah_(Memphis) https://pt.frwiki.wiki/wiki/Papyrus_(papier) https://pt.frwiki.wiki/wiki/Mythe_de_la_cr%C3%A9ation_memphite https://pt.frwiki.wiki/wiki/Ptah