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Serviços acessórios ao transporte
APRESENTAÇÃO
Para que exista comércio, é essencial que também haja transporte. Porém, para o bom andament
o das operações, são necessários serviços acessórios ao transporte.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar sobre as vantagens e desvantagens de terceiri
zar uma frota de veículos, sobre os conceitos referentes à roteirização do transporte e sobre o pa
pel do corretor de cargas. 
Bons estudos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar as vantagens e desvantagens da terceirização e da frota própria.•
Elencar as características do processo de roteirização.•
Demonstrar as aptidões dos profissionais especializados em corretagem de cargas (broker
s).
•
INFOGRÁFICO
As empresas precisam transportar seus produtos para que cheguem ao consumidor final e, então, 
o ciclo de produção seja concluído. Essas empresas podem optar por adquirir veículos e contrata
r funcionários para que o transporte seja realizado por frota própria ou assinar um contrato com 
uma prestadora de serviço de transporte. Existem vantagens e desvantagens em cada uma dessas 
opções, e cada caso deve ser analisado com cuidado, dependendo do plano estratégico da empre
sa.
O infográfico mostra a você as principais vantagens entre uma frota própria e uma frota terceiriz
ada. Confira!
CONTEÚDO DO LIVRO
No capítulo Serviços acessórios ao transporte da obra Sistemas de transportes modais, você vai 
estudar os assuntos abordados nesta unidade.
Boa leitura.
SISTEMAS DE 
TRANSPORTES 
MODAIS 
Tânia Batistela Torres
Serviços Acessórios ao 
Transporte
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Analisar as vantagens e desvantagens da terceirização e da frota
própria.
 � Elencar as características do processo de roteirização.
 � Demonstrar as aptidões dos profissionais especializados em cor-
retagem de cargas (brokers).
Introdução
Neste capítulo você irá conhecer os serviços que atuam como estra-
tégias para a redução do custo logístico e otimização do transporte 
de cargas: a terceirização de frota, a roteirização e serviços de especia-
lizados como o dos brokers.
Frota Própria versus Transporte Terceirizado
Em decorrência do processo de globalização da economia e o crescente 
acirramento do ambiente competitivo, vivencia-se um clima de acerbada con-
corrência (RODRIGUES, 2009), novas exigências competitivas surgiram e 
transformando as operações logísticas cada vez mais complexas (FLEURY, 
2000; HUBER, 2012), as empresas estão focando no seu negócio principal (co-
re-business) e direcionando as outras atividades (áreas de apoio e/ou opera-
cionais) para empresas especializadas (MENCHIK, 2010). No decurso deste 
processo, Rodrigues (2009) afirma que, uma das decisões cruciais diz respeito 
ao transporte, que agrega custo ao produto final.
Barreto (1999) destaca alguns fatores de caráter operacional que influen-
ciam na decisão de possuir ou contratar frota. São eles:
 � Característica do serviço: Existem serviços que usam veículos na forma 
como são colocados no mercado, outros necessitam de adaptação, isso
caracteriza o veículo como de uso dedicado, pois quando preparado o 
veículo fica limitado ao uso exclusivo de um tipo de serviço.
 � Intensidade de uso do Veículo: Em função da atividade, a utilização 
de um veículo de transporte pode ser; (i) de uso contínuo, para atender 
serviços de caráter permanente; (ii) de uso intermitente, apoio a ser-
viços administrativos, inspeção e inspeção técnica; (iii) temporário, 
utilizado no suporte aos serviços de demandas sazonais, como projetos 
e execução de obras.
 � Disponibilidade no mercado de locação: Nem sempre a região dispõe 
das alternativas desejadas, ou seja, veículos preparados de maneira 
adequada e/ou empresas em número suficiente que possam caracte-
rizar competitividade em preço e qualidade. 
A maior vantagem obtida com a terceirização é a transformação do ativo 
imobilizado – frota, figura 1– e capital, reduzindo os custos com manutenção 
e seguros, como desvantagem, tem-se o fato de entregar na mão de terceiros 
o nível de serviço prestado aos clientes, o que demandará um sistema de con-
trole de qualidade rígido (RODRIGUES, 2009).
Figura 1. Frota de Caminhão posicionada nas docas para carregamento.
Fonte Shutterstock. Frota de Caminhão posicionada nas docas para carregamento.
Cabe aos gestores de transporte estabelecer indicadores capazes de em-
basar estudos de viabilidade econômica que possam orientar a decisão sobre 
contratar ou não serviços de transporte. Corroborando, Barreto (1999) afirma 
ser necessário realizar um estudo de avaliação comparativa entre o custo 
mensal dos serviços contratados e o investimento que seria necessário para 
adquirir e manter uma frota própria equivalente
Roteirização
Um problema muito frequente na distribuição física é o da roteirização de 
veículos (NOVAES, 2015), processo que consiste na determinação de um ou 
mais roteiros ou sequencias de parada a serem cumpridos por veículos de uma 
frota, objetivando visitar um conjunto de pontos geograficamente dispersos 
(MENCHIK, 2010), podendo inclusive ser interpretado como um ordena-
mento de um roteiro lógico que considera a capacidade do veículo transpor-
tador, distância do percurso e tempo necessário (RODRIGUES, 2009).
Um problema real de roteirização é definido por três fatores fundamentais 
(PARTYKA E HALL 2000 apud NOVAES, 2015), são eles:
 � Decisões: dizem respeito à alocação de um grupo de clientes, que 
devem ser visitados, a um conjunto de veículos e respectivos moto-
ristas, envolve também a programação e o sequenciamento das visitas.
 � Objetivos: o processo de roteirização visa propiciar um serviço de alto 
nível aos clientes, mas ao mesmo tempo mantendo os custos operacio-
nais e de capital tão baixos quanto possível.
 � Restrições: deve-se completar as rotas com os recursos disponíveis, mas 
cumprindo totalmente os compromissos assumidos com os clientes. 
Deve-se respeitar os limites de tempo impostos pela jornada de tra-
balho dos motoristas e demais funcionários, e logicamente, devem ser 
respeitadas as restrições de trânsito, no que se refere às velocidades 
máximas, horários de carga/descarga, tamanho máximo dos veículos 
nas vias públicas etc.
Pode-se dizer que existem problemas de roteirização COM e SEM res-
trições. Na literatura técnica, Novaes (2015) afirma que o problema de ro-
teirização sem restrições recebe o nome de Problema do Caixeiro-Viajante 
– PCV (conhecido no idioma inglês como: Travel Salesman Problem – TSP), 
em virtude do autor que primeiro analisou a questão ter exemplificado a me-
todologia através da aplicação a um caso em que um caixeiro-viajante tem de 
visitar um determinado número de cidades localizadas numa região, devendo 
achar a sequência que minimize o percurso total. 
Para a roteirização de veículos, além do Problema do Caixeiro-Viajante 
tem-se o Problema do Carteiro Chinês – PCC (do inglês Chinese Postman 
Problem), que ao contrário do PCV que visa atender os Nós de uma rede, 
tem por objetivo atender os Arcos dessa rede, de maneira que veículo precisa 
passer em todos os arcos uma única vez para atender a demanda. 
Sobre a roteirização com restrições, Novaes (2015) afirma que está ocorre 
simultaneamente com o processo de divisão da área a ser atendida em bol-
sões ou zonas de entrega. O autor também afirma que diversos métodos para 
resolver esse tipo de problema são descritos na literatura, muitos deles envol-
vendo modelos matemáticos razoavelmente complexos.
Em virtude da complexidade matemática em que os problemas de rotei-
rização podem adquirir, é determinante a utilização de hardware e software 
adequados a essas demandas específicas (MENCHIK, 2010), no entanto, 
antes de se comprar software para roteirização é imperioso um estudo prévio 
da relação Custo versus Benefício (RODRIGUES, 2009), muitas vezes, aem-
presa constata a inadequação do software após tê-lo adquirido, com prejuízos 
apreciáveis (NOVAES, 2015) devido ao fato do investimento necessário para 
a implantação destes softwares poder facilmente passar de US$ 100.000,00 
(RODRIGUES, 2009).
Saibe Mais
Para saber mais sobre o Problema da Caixeiro-Viajante em uma aplicação prática, con-
fira o artigo de Selong e Kripka (2009), intitulado “Otimização de Roteiros: Estudo de 
caso de uma Distribuidora de ferro de Passo Fundo/RS para a Região”.
Para saber mais sobre o Problema do Carteiro Chinês confira o artigo de Godinho Filho 
e Junqueira (2006) intitulado “Problema do Carteiro Chinês: escolha de métodos de 
solução e análise de tempos computacionais “
Figura 2. Interface do software de roteirização Veltec Avant®.
Fonte: https://www.siteold.veltec.com.br/en/solucoes/delivery-routing
Brokers, Angariadores ou Corretores de Carga
O transzporte é essencial para a existência do comércio, no entanto, Rodri-
gues (2009) afirma que muitas vezes os embarcadores possuem demandas 
específicas de transporte, tais como, capacidade de transporte em termos de 
volume ou peso, tempo máximo de trânsito, destinos de difícil acesso ou des-
conhecem quais são os transportadores aptos a atendê-los, bem como quais os 
valores de fretes praticados pelo mercado.
Assim, alguns profissionais (denominados brokers) se especializam em co-
nhecer determinados tipos de mercadorias, modais de transportes, rotas e fre-
quências de partida e pontos de transbordo, de forma a prestar assessoramento 
e intermediar as relações entre os proprietários de carga e os transportadores, 
com a finalidade de promover o angariamento ou corretagem da carga, co-
brando comissões sobre os fretes gerados (RODRIGUES, 2009). Corrobo-
rando, Seadi (2004) afirma que, broker é um terceiro operacional que realiza 
a venda em nome de uma ou mais indústrias e pode ou não realizar outras 
atividades como armazenagem, entrega, cobrança e serviços pós-venda, sem 
assumir a propriedade da mercadoria, que pertence à indústria, e recebe ho-
norários pelas atividades realizadas
Referência
BARRETO, José Renato Pereita. Indicadores para a Função Transporte para Em-
presas Utility: Um estudo de caso. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) 
– Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 1999.
FLEURY, Paulo Fernando. Conceito de logística integrada e supply chain management. 
In: FLEURY, P. F.; WANKE, P.; FIGUEIREDO K. Logística empresarial – a perspectiva 
brasileira. São Paulo: Atlas, 2000, cap. 2, p.27-55.
GODINHO FILHO, Moacir; JUNQUEIRA, Rogério de Ávila Ribeiro. “Problema do Carteiro 
Chinês: escolha de métodos de solução e análise de tempos computacionais “. Produ-
ção, v. 16, n. 3, p. 538-551, Set./Dez. 2006
HUBER, Beatriz. Relacionamento colaborativo na terceirização logística: um es-
tudo com operadores logísticos no Brasil. Rio de Janeiro, 2012. Dissertação (Mes-
trado em Administração) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2012.
MENCHIK, Carlos Roberto. Gestão Estratégica de Transportes e Distribuição. 
Curitiba: IESDE Brasil S.A, 2010, 352p.
NOVAES, Antônio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição. 
4.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Introdução aos Sistemas de Transporte no 
Brasil e à Logística Internacional. 4ed rev e ampl. São Paulo: Aduaneiras, 2009.7
SEADI, Glória Márcia Sastre. Broker: Ánalise Crítica de seu funcionamento para a 
melhoria dos canais de distribuição. Porto Alegre, 2004. Dissertação (Mestrado 
Profissionalizante em Engenharia) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2004.
SELONG, Lisiane Milan; KRIPKA, Rosana Maria Luvezute. “Otimização de Roteiros: Estu-
do de caso de uma Distribuidora de ferro de Passo Fundo/RS para a Região”. Revista 
de Ciências Exatas Aplicadas e Tecnológicas da Universidade de Passo Fundo 
CIATEC – UPF, vol.1 (1), p.p.14-31, 2009
Leituras recomendadas
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, 
organização e logística empresarial. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 616 p.
KUTZ, Myer. Handbook of Transportation Engineering - Volume I (Mcgraw-Hill 
Handbook). 2 edition. McGraw-Hill Professional, 2011. 512 p.
_____. Handbook of Transportation Engineering - Volume II (Mcgraw-Hill Han-
dbook). 2 edition. McGraw-Hill Professional, 2011. 1104 p
Referência
Leituras recomendadas
MIRA, Jaime; SOLER, David. Manual del transporte de mercancias. 3ed. Sabadell: 
Marge Books, 2015, 328p.
DICA DO PROFESSOR
Muitos pesquisadores da área de roteirização criaram metodologias sobre o que deve ser analisa
do e avaliado para a obtenção da rota ideal. Entretanto, características de uma boa rota são comu
ns a todos eles. Assista ao vídeo a seguir para compreender qual a principal característica de um
a rota ideal e quais são as principais variáveis que devem ser analisadas em um problema básico 
de roteirização.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
NA PRÁTICA
Uma das maiores indústrias moveleiras da América Latina, com aproximadamente 500 funcioná
rios e com capacidade produtiva de 420 mil dormitórios/ano, tem uma frota de caminhões, carret
as e veículos leves que fazem a entrega dos produtos por todo o Brasil. A escolha por frota própr
ia se deu pela preservação da qualidade do produto e pela rapidez da entrega.
PROBLEMAS
- Geração de rotas de entregas feita de forma manual.
- Processo demorado e impreciso e ocorrência de erros de rotas e atraso nas entregas.
- Reclamação de clientes e aumento no custo.
DEMANDAS
- Melhorar o sistema de entregas.
- Diminuir o tempo de entrega das mercadorias.
- Automatizar a geração de rotas de entregas.
Qual é a solução encontrada pela empresa? 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
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SAIBA +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professo
r:
Roteirização e gestão de entregas
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Análise da logística terceirizada do transporte rodoviário de cargas: um estudo técnico
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Gestão de frotas no transporte rodoviário de carga
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Roteirização de veículos como estratégia de melhoria do nível de serviço logístico aplicado 
na pequena empresa
https://www.youtube.com/embed/tqyt7B0a2h8
http://unifatea.com.br/seer3/index.php/Janus/article/view/277/248
http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos14/1620463.pdf
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2010_tn_sto_113_741_15512.pdf

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