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DOCÊNCIA EM SAÚDE COMUNICAÇÃO E A EDUCAÇÃO 1 Copyright © Portal Educação 2012 – Portal Educação Todos os direitos reservados R: Sete de setembro, 1686 – Centro – CEP: 79002-130 Telematrículas e Teleatendimento: 0800 707 4520 Internacional: +55 (67) 3303-4520 atendimento@portaleducacao.com.br – Campo Grande-MS Endereço Internet: http://www.portaleducacao.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - Brasil Triagem Organização LTDA ME Bibliotecário responsável: Rodrigo Pereira CRB 1/2167 Portal Educação P842c Comunicação e a educação / Portal Educação. - Campo Grande: Portal Educação, 2012. 189p. : il. Inclui bibliografia ISBN 978-85-8241-391-3 1. Comunicação na educação. I. Portal Educação. II. Título. CDD 371.1022 2 SUMÁRIO 1 COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO ............................................................................................... 4 2 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE FORA PARA DENTRO ............................................................................................................................................... 6 3 COMO UTILIZAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NA SALA DE AULA ............................... 43 4 COMUNICAÇÃO DA EDUCAÇÃO ........................................................................................... 53 5 OS DESAFIOS NAS AÇÕES EDUCATIVAS................................................. ..................... 55 6 CONDICIONAMENTOS E PERSPECTIVAS...................................................... .................... 64 7 SABER USAR A COMUNICAÇÃO COM SEUS ALUNOS EM SALA DE AULA ..................... 84 8 O MICRO E SEUS ALIADOS....................................................................... .................... 87 9 A TV PROPICIA O QUE AOS EDUCANDOS?.............................................. ..................... 89 10 A TECNOLOGIA: O QUE ELA INFLUENCIA NA EDUCAÇÃO ............................................... 97 11 MUDANÇAS EDUCACIONAIS ATINGIDAS ............................................................................ 122 11.1 A constituição e a ldb tratam a educação como? ................................................................ 122 11.2 Escolas e reprodução tecnológica ........................................................................................ 125 11.3 Crianças especiais e informática .......................................................................................... 127 12 A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA NO EXERCÍCIO E FORMAÇÃO .................... 133 12.1 O nosso jeito de caminhar ..................................................................................................... 133 13 EDUCAÇÃO CRÍTICA: PONTO DE VISTA DOS RECEPTORES ........................................... 145 3 14 O QUE SE ESPERADA COMUNICAÇÃOE EDUCAÇÃO ....................................................... 146 15 CONTRIBUIÇÕES CRÍTICAS PEDAGÓGICAS ...................................................................... 151 16 MERGULHO DO PASSADO .................................................................................................... 158 17 EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA NA FORMAÇÃO CULTURAL .................................................. 164 18 A MAGIA DO BOI NA CULTURA POPULAR .......................................................................... 182 19 O VAREJAR DOS POETAS POPULARES NORDESTINOS .................................................. 184 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 187 4 1 COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO A comunicação e a educação devem andar lado a lado em função do processo transformador da vivência comunitária. A comunicação explora a realidade dentro de uma necessidade de educação libertadora. Os novos rumos do ensino analisam uma transmissão de conhecimento que serviu como experiências significativas à expansão da comunicação. A pedagogia problematizadora conseguiu diante de cooperação envolvente no processo ensino aprendizagem. Para esse avanço já se começa a observar, mediante os trabalhos conduzidos por meios de métodos e pesquisas de ação, o exercício da condução na prática. A comunicação e educação é uma soma de pensamentos que sintetizam na dialética da contemporaneidade. Para analisar a comunicação e sua extensão em avanços na informação comunicativa é preciso verificar a clientela na qual está inserida para usufruir das inovações pedagógicas. A referência do conceito em destaque é voltada para entrelaçar o conhecimento das inovações da mídia. A produção dos processos está voltada para considerar o significado sócio-cultural e sócio-econômico da propaganda na atualidade e determinar a relação existente entre o processo da cultura em todos os aspectos. A comunicação e educação poderiam ser abordadas de várias formas, a depender do ângulo que se pretende salientar. Uma abordagem possível seria a teoria da comunicação com objetivo de explicar sua incidência sobre a educação em geral. A influência educativa que ora exerce sobre a população os modelos da comunicação e os reflexos que isto gera para as atividades escolares quando se voltam para o estudo do homem e da sociedade, seja ela na estruturação ou reestruturação da prática de formação de professores. As extensões tendem a assumir várias tarefas tradicionalmente reservadas à educação escolar. O caminho é longo e este exerce influências sobre as pessoas, especialmente sobre as crianças. Essas questões estão incumbidas da formação de professores. Entretanto, essa perspectiva discute o significado dos modernos recursos de comunicação que hoje são colocados à disposição de professores e alunos pela tecnologia educacional. A figura tradicional do professor de quadro-negro e giz, agora substituído pela máquina que apresenta conteúdos muito mais atraentes. O modernismo do antigo autoritarismo pedagógico movido a castigo, substituído por imagens e cores expressivas. Sabemos que essas 5 inovações em algumas realidades se mostram desconhecidas, e para introduzi-las levaria certo tempo. A essa necessidade se dá o conhecimento cultural sócio- econômico de um aproveitamento mais sistemático das técnicas acumuladas pela área de comunicação, por parte dos educadores. 6 2 IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE FORA PARA DENTRO O termo "meio de comunicação" refere-se ao instrumento ou à forma de conteúdo utilizados para a realização do processo comunicacional. Quando referido à comunicação de massa, pode ser considerado sinônimo de mídia. Entretanto, outros meios de comunicação, como o telefone, não são massivos e sim individuais (ou interpessoais). Sonoro: telefone, rádio; Escrita: jornais diários e revistas; Audiovisual: televisão, cinema; Multimídia: diversos meios simultaneamente. Hipermídia: NTICs, CD-ROM, TV digital e internet, que aplica a multimídia (diversos meios simultaneamente, como escrita e audiovisual) em conjunto com a hipertextualidade (caminhos não-lineares de leitura do texto). Media é a palavra que provém do latim "media", plural de "medium", e que significa "aquele que está a meio". No Brasil, usa-se mais comumente a palavra "mídia", derivando da pronúncia inglesa - ainda que alguns gramáticos brasileiros prefirama forma portuguesa, por ter mais correlação com a origem latina da palavra, idioma do qual provém o português. Por isso, surgiram os meios de comunicação de massa que implicam nas organizações geralmente amplas, complexas, com grande número de profissionais e extensa divisão do trabalho. Notamos o quanto as notificações vêm crescendo, que engrandece a comunicação e a educação no contexto geral. Uma característica básica dos meios de comunicação de massa é o fato de que eles necessariamente se comunicam de maneira relevante, possibilitando a leitura das mensagens impressas (jornal, revistas, livros) ou gravadas (CDs, rádio). A transmissão e recepção das mensagens audiovisuais (rádio, TV) vão formando a curiosidade pelo novo, sabemos que essa comunicação foi formada nos primeiros contatos com seus genitores (crianças) e pessoas que circulavam no seu ambiente natural. http://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_de_massa http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_de_massa http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADdia http://pt.wikipedia.org/wiki/Telefone http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_interpessoal http://pt.wikipedia.org/wiki/Telefonia http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1dio_%28comunica%C3%A7%C3%A3o%29 http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal http://pt.wikipedia.org/wiki/Revista http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_audiovisual http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema http://pt.wikipedia.org/wiki/Multim%C3%ADdia 7 Essa audiência em que seus leitores se envolvem geograficamente defini-se a fonte de mensagem dirigida a um determinado público. A carência, às vezes, dificulta que a criança se envolva na formação e busque aprimorar seus conhecimentos dentro do tema, ou temas, que deseja estudar , pesquisar e aprender. Os “Meios de Comunicação” não podem ser confundos com canal, que se refere ao aparato tecnológico utilizado para realizar o processo da comunicação, incluindo por exemplo: fala, discurso, gestos,gravações, cartas, jornais, revistas, televisão, rádio, DVDs etc. Internet é um híbrido entre Comunicação de Massa e Comunicação Interpessoal. Evolução histórica - os primeiros meios de comunicação de massa foram os livros (principalmente didáticos), que existem há muito tempo. Mas, normalmente, a difusão da mídia se deu no século passado. Em tal período não havia a idéia de que a difusão da informação da parte da mídia deveria ocorrer em tempo real, mas que deveria haver um intervalo de tempo limitado entre a emissão da mensagem e a sua recepção. No século XX, o desenvolvimento e a expansão capilar dos meios de comunicação de massa seguiram o progresso científico e tecnológico. Esses meios de comunicação , além de serem meios para veicular as informações, são também os objetos tecnológicos com os quais o usuário interage. O objetivo educacional de integração do cidadão à sociedade é trazer o conhecimento globalizado, visando melhorar a capacidade de raciocínio e iteração de cada um. Embora possua o direito de votar, o analfabeto sente dificuldades de integração e de exercer plenamente seus direitos de cidadão, em face de não saber ler nem escrever. A essa problemática se deve a realidade que encontramos em muitos seguimentos da leitura da comunicação visual, sem entender a comunicação interpretativa. Como a escrita é um dos meios de se comunicar, na era moderna, a falta dela faz com que o processo de comunicação do analfabeto, por exemplo, seja prejudicado. Quando os pais não têm o domínio da escrita o desenvolvimento do filho na sala de aula é muito lento. A carência da informação precisa do acompanhamento da família, pois esse é muito importante para que a comunicação de fora para dento da escola funcione bem. Em qualquer seguimento hoje já se pode notar a importância da modernidade e as novas categorias de analfabetos: os que não sabem usar os computadores, os que não possuem endereço eletrônico. Principalmente, no mercado de trabalho, a incorporação das novas 8 tecnologias ocorre numa velocidade tão intensa que se torna difícil acompanhá-las. Porém, presenciamos o modernismo mesmo nos que não sabem ler nem escrever: gozam dos direitos de cidadão, mas sentem-se, cada vez mais, isolados pela falta do domínio das novas tecnologias de comunicação. É comum observar pais em situações-problema quando precisam usar o computador. Eles sentem-se impotentes, isolados do mundo moderno, e relembram o tempo em que cada um podia resolver seus negócios “na conversa”, ou seja, na comunicação verbal. O jovem hoje já busca, dentro de suas possibilidades, comunicar-se e chega até a criticar, mesmo não sabendo corretamente a utilização de cada meio, mas é uma questão de se posicionar diante da exigência dos tempos atuais. O trabalho propõe uma análise das possíveis contribuições de alguns meios de comunicação para o processo educativo, e verificar como o homem moderno está enfrentando o contato com as novas tecnologias de comunicação. Aprender é um requisito fundamental para a existência sustentada, para pessoas e para organizações. As dúvidas sobre isto, principalmente num ambiente onde os dados e informações da comunicação para educar quando fluem com muita velocidade. Conhecimento depende da capacidade de aprender e ensinar o conceito - aprendizagem é muito discutido atualmente retomado com grande intensidade, nos grandes pilares do desenvolvimento das organizações educacionais. O lado da aprendizagem caminha para as discussões sobre "aprender e organizar". Localizar a aprendizagem de uma pessoa é fazer o mesmo em relação às organizações para aprender. Isto é o que se aprende tal qual podemos dizer de uma pessoa nas teorias da aprendizagem para responder a demanda dos nossos alunos que aprendem na produção do conhecimento do outro ( educador ). Décadas de estudos produziram algumas idéias sobre a aprendizagem humana. Psicólogos, lingüistas e educadores estudam com entusiasmo esse tema e fazem descobertas a respeito das limitações cognitivas para a aprendizagem e dos meios de estimular o desenvolvimento cognitivo. O foco de Piaget nos processos do desenvolvimento cognitivo de crianças e o trabalho de Lewin sobre a pesquisa da ação e do treinamento em laboratório forneceram muitas perspectivas sobre como aprendemos individualmente e em grupos. Algumas linhas teóricas baseiam-se no "estímulo-resposta", como Skinner, e outras trazem as contribuições da Gestalt ou mesmo da Psicanálise. A evolução do processo de comunicação mostra a responsabilidade mais cedo para nossas crianças: 9 A saída necessária dos pais; A exigência das disciplinas escolares; A vontade de descobrir, conhecer, fazer contato, ou se divertir. E a substituição da comunicação escrita, a busca pelos livros didáticos, estórias infantis, romances, as interpretações, e fichas de leitura são substituídas pelas novas tecnologias da comunicação. O papel educativo dos meios de comunicação para se concluir, entre outras coisas, que a velocidade com que as novas tecnologias estão sendo incorporadas ao processo da comunicação humana aponta um futuro cada vez mais incerto. A sala de aula pode auxiliar o homem a absorver o impacto da velocidade com que as novas tecnologias passam a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. Porém, perdem o estímulo pela busca de informações em diversos livros, revistas, enciclopédias etc. Aprender é uma decisão "de dentro para fora" e, isto, definitivamente, descarta o instrucionismo. Os fundamentos são essencialmente biológicos e, por extrapolação, afetam as ciências humanas, como cognição, sociologia e até o direito. Como Varela, Maturana conclui que o próprio ser vivo é um sistema fechado, constituído pelacircularidade de seus processos. A percepção da realidade exterior, ou seja, o fenômeno "conhecer", é exatamente o próprio fenômeno "viver", ou seja, é um operar (interior) adequado ao ambiente (exterior), ou ainda, o conhecer é um fenômeno do operar do ser vivo em congruência com suas circunstâncias. A mudança radical no tipo de mensagem a ser transmitida oralmente mostrava- se um sinal de desgaste. Era necessário inovar, criar um novo tipo de linguagem, despertar a disposição daqueles que necessitavam ler posteriormente o que havia sido dito. Se ensinar passa a ser uma quase impossibilidade, de outro lado isto não elimina a importância da aprendizagem. Mas, como a aprendizagem é auto-determinada, as condições que a desencadeiam nos organismos é que deveriam ser objeto de profundo interesse tanto de quem "ensina" quanto de gerentes e tutores de modo geral. A responsabilidade passa a ser mais seriamente na "compreensão" das particularidades dos organismos e não nas tecnologias disponíveis. A concepção do ser vivo - como individualidade e não dependente do meio - confere legitimidade ao ser em si, cada sistema é único em si, cada qual opera sua autonomia, sua auto- 10 organização e sua estratégia unicamente em função de si. Mas precisava sair totalmente do mundo habitual e viver o novo, mesmo que não conhecesse totalmente? Acredito que o reflexo em crianças, que não têm o contato com acompanhamento necessário, é contraditório aos que vivem num mundo de informação nova (Tecnologia). O acompanhamento pedagógico e as famílias são fundamentais nesses casos. Mesmo porque sabemos que existem seguimentos escolares carentes de tudo, e é neles que precisamos nos empenhar para mudarmos o quadro que a educação registra. A Tecnologia precede uma preocupação política e social, apesar de muitas vezes os especialistas também terem essa preocupação, mas não é o foco central da atenção, como é na "Educação para a Comunicação", porém, essa segunda subárea se preocupa em reunir os especialistas que estão interessados com a aplicação dos instrumentos tecnológicos na melhoria do ensino, com a capacitação de sujeitos no processo educativo. É possível, inclusive, dizer que a primeira tem como objeto de estudo a leitura crítica dos meios, a segunda o uso instrumental da comunicação para melhoria do ensino escolar. O objetivo da segunda subárea é auxiliar tanto o professor quanto o aluno a utilizarem os recursos tecnológicos, no sentido de tornar os ensinos mais dinâmicos, interativos, lúdicos, tornando tanto o docente como o discente hábeis no uso desses recursos. A questão principal é a melhoria do ensino- aprendizagem, onde os recursos tecnológicos são colocados como auxiliares do processo. Essa terceira subárea trabalha com a ação comunicacional no processo educativo, entende-se por processo educativo aquele que ocorre na escola e fora dela, bem como todas as ações sociais que têm como pressuposto melhorar a qualidade de vida, diminuir a exclusão social, garantir a democracia e principalmente formar cidadãos ou garantir a cidadania. Essa vertente representa os trabalhos realizados na área da inter-relação comunicação/educação e social, ampliando tanto o conceito da comunicação para além das mídias como também tentou reunir ações voltadas para mobilizar grupos que apresentem as suas experiências quando utilizam a Internet, se melhora o desempenho da aprendizagem. Os novos vínculos de reconhecimentos, de identidade profissional, propiciando novas reflexões teóricas criam muitas vezes uma análise de estudo. A nova técnica deveria ter clareza, daria 11 àqueles que a possuíssem a capacidade de ler, reler, meditar e analisar o que fosse produzido e registrado. A partir dessa necessidade, foi criada a escrita. A escrita foi se desenvolvendo muito rapidamente, mais precisamente na Grécia. A partir daí, houve necessidade de se facilitar a comunicação, dando nomes às letras, como as consoantes e vogais. No século XV, os indivíduos já se preocupavam em preparar e reproduzir os livros através da técnica de copiar, à mão, os livros já existentes. Infelizmente, porém, esses livros ficavam restritos às pessoas que possuíam recursos financeiros suficientes para ter em mãos tal reprodução. 1870 - Thomas Edison Consegue gravar e conservar a voz humana em um fonógrafo. Esse instrumento conseguia levar às casas um novo som, capaz de se tornar uma alternativa de comunicação. 1906, Reginald A. Fessenden Construiria uma aparelhagem capaz de irradiar sinais. Pessoas falavam através de um transmissor e as vozes eram recebidas em um aparelho receptor, dando origem à radiotelefonia. 1843, Bain e Backwell Transmissão de imagens à distância. Segundo Ball-Rokeach, DeFleur (1997) A televisão herdou as tradições do rádio e promoveu conseqüentemente uma grande mudança social. Sua tecnologia, já bem avançada, passou a ajudar na fabricação em série e a servir um público que ansiava por novas tecnologias. 1923 e 1926 Muitos países dão início às transmissões no rádio. A internet, a rede mundial de computadores que interliga pessoas de todos os continentes na modernidade, atribui ao homem contato como mundo. Quando o homem primitivo caçava, para sua sobrevivência, seus métodos eram baseados em respostas herdadas 12 por seus ancestrais ou por seu próprio instinto. O comportamento adquirido através do processo de comunicar era quase nenhum, pois os grupos não sentiam falta desse tipo de coisa. À medida que as transformações foram ocorrendo e a capacidade cerebral dos primitivos foi se desenvolvendo, tornou-se necessário que novos instrumentos auxiliares ao processo de comunicação humana fossem desenvolvidos. Daí foi surgindo suas inovações, dentro das mudanças que os próprios seres humanos descobriam intuitivamente. A necessidade psicológica que o homem apresenta, em criar, inventar é natural. Mas notamos que as mudanças foram tornando, os mais exigentes, mais críticos e mais interessados em realizar tarefas, inteligentes. Muito tempo depois, a gesticulação e alguns outros sinais vêm se comunicar. Aprender é conhecer e conhecer é aprender, sempre decisões de dentro para fora. Mas não conseguimos "instruir" um organismo em relação à "quais ruídos assimilar". Carl Rogers, independente dos conceitos de Maturana, há muito afirmava que "ninguém ensina ninguém". Mas existe aprendizagem, pois os organismos continuam sua marcha na direção da auto-criação. As perspectivas do desenvolvimento parecem colocar mais e mais responsabilidades nas relações com base na compreensão e empatia, e na habilidade de organizar ambientes que consigam despertar interesse por aprendizagem. Organizações "perenes", que há décadas sobrevivem, como descrevem Collins e Porras, não são determinadas por seus ambientes e, sim, suas organizações são decorrentes de suas identidades que, contudo, precisam se atualizar para não perder a congruência com o ambiente. O que há em comum entre essas organizações é exatamente a falta de uma "visão", uma clara idéia de futuro. A esses sinais foram apreendidos, compartilhados, dando o sentido de participação, pois já sentiam necessidade de se comunicar, a comunicação que desse às futuras gerações mecanismos capazes de indicar como havia sido o processo de comunicação de seus ancestrais, ou seja, necessitavam descobrir uma forma de registrar os símbolos e os sinais usados na comunicação. A "Educação para a Comunicação" é o espaço que tem pensado e estudado o desenvolvimento e domínio cognitivo e existencial do receptor, principalmente no uso que a recepção faz dos meios de comunicação de massa, a partir de objetivos políticos e sociais, 13 principalmente com a intenção de formar cidadãos que possam, a partir da análise crítica dos meios, optar não só comoquerem o mundo da comunicação, mas como esse deve ser. O sentido próprio, que significa promover a produção de conhecimento entre os receptores (alunos) em sala de aula com o conhecimento de fora para dentro e que os meios de comunicação se desenvolvem para as estratégias metodológicas e análises das mídias, onde propicia ao receptor os instrumentos de análise que os motiva para utilizar as mídias no âmbito da produção e formação educacional. Na prática a "Educação para a Comunicação" se consolida em formar professores com estratégias de leituras críticas dos meios, receptores que saibam ler os meios, bem como alunos que saibam não apenas ler os meios, mas também produzirem mensagem com e através dos meios, envolvendo a preocupação com o desenvolvimento e aprimoramento do aluno no uso dos meios na sua prática e formação escolar. Embora fossem criados para progredir o homem recriar seus hábitos para interação com o mundo, e viver suas origens e culturas a que estão inseridos. Naquela época já se buscava maneiras de simplificar a vida em grupo. A troca de mercadorias necessária para se ter uma vida equilibrada, gritos (ecos com os instrumentos criados por eles) para avisarem dos perigos. As pinturas e desenhos tinham uma relação muito grande com o dia-a-dia. Pintavam nos muros das cavernas, figuras de caça. A técnica da pintura já dava sinais de que as novas tecnologias não eram apenas formas de registrar o modo de vida daqueles povos. Eram, também, os primeiros indícios do processo evolutivo de educação e comunicação dos seres humanos. A comunicação artística e destaque dos grupos faziam com que a relação dos grupos se destacasse pelos méritos comunicar pela arte da pintura ou expressão de gestos realizados. Na civilização da suméria o uso da escrita chegou cedo, somente os sacerdotes tinham o domínio das técnicas de escrever. Os egípcios, que foram os inovadores do sistema hieróglifo ou como um sistema de símbolos. Os sumérios foram os responsáveis pelo início de uma escrita mais estilizada. Os desenhos produziam imagens e caracteres, com significados determinados. Quanto à escrita fonética ela foi se desenvolvendo rapidamente, a comunicação, dava nomes às letras, como as consoantes e vogais. O papel educativo dos meios de comunicação será iniciado primeiro pelo 14 contato direto com os seres humanos, e na escrita sabemos que o jornal, ou seja, a forma de comunicação de massa escrita é a mais tradicional. O meio de comunicação de massa é fruto da convergência de vários fatores históricos dentre os quais se podem citar o surgimento do papel, dos correios, da tipografia, da carta, do livro, etc. Esses eventos marcavam, historicamente, o processo evolutivo das técnicas de comunicação humana, a função era apenas a de transmissão de informações através de um meio impresso. Os meios impressos de comunicação, mais como uma estratégia (vendas), e o estímulo aos professores no apoio didático-pedagógico. Facilitava a comunicação da fala e escrita na sala de aula e desenvolvimento do aprendizado. O jornal funciona como fonte de consulta atualizada, aproxima os alunos da realidade. As escolas que recebem da Editora Abril, a revista Veja, Nova Escola, Ciência Hoje, que serve como fonte de pesquisa para os alunos se integrarem com as notícias do mundo. O rádio, leva às casas de todas as pessoas uma nova forma de transmitir informações, que foi capaz de se tornar uma alternativa de comunicação com as notícias, informações precisas e musicalidade. A percepção musical procura trabalhar a leitura e a escrita, já que a forma de se comunicar é feita pelo impulso e raciocínio (ouvir / cantar / interpretar). No Brasil, o rádio procura incrementar a educação a distância, as informações transmitidas educacionalmente com finalidade de oferecer à população um ensino a distância. Existem fundações como: Padre Anchieta criada em 1967, pelo Estado de São Paulo, formou pessoal especializado para realizar pesquisas que elaboravam e adaptavam textos para as linguagens televisivas e radiofônicas, incluindo produção e gravação de programas que não visavam fins lucrativos. Em 1992, a Rádio Cultura FM integrou-se no Sistema Radiosat (Embratel) o que possibilitou uma melhor recepção de qualidade superior à anterior, para todo o território nacional. Atualmente, o Centro Paulista de Rádio e Televisão Educativa/Fundação Padre Anchieta veiculam a programação educativa através da Rádio Cultura AM e FM. Tanto a programação AM e FM são veiculadas de segunda a domingo, só que a primeira das cinco da manhã à meia noite. 15 Na concepção governamental, os meios eletrônicos (Rádio/Televisão) solucionam os problemas educacionais existentes. A cadeia de Rádio e Televisão educativas para a educação de massa dos telecursos por meios de métodos e instrumentos de ensino. O meio de comunicação visa atingir as pessoas para desenvolver suas potencialidades, com orientação educacional, pedagógica e profissional, inclusive a programação cultural de interesse das audiências. E o incentivo pelo estudo, para garantir suas qualificações profissionais. Fundação Roberto Marinho, com o apoio a Federação Nacional das Indústrias, levam ao ar o Telecurso 2000, um projeto de educação. TV Escola, que tem por objetivo principal formar, capacitar e valorizar os professores, na tentativa de melhorar consideravelmente a qualidade de ensino nas escolas públicas de todo o país. É uma nova tentativa de se utilizar os meios de comunicação a serviço da Educação. A programação da TV Escola é composta de programas oriundos de várias partes do mundo. A programação é transmitida pela Brasilsat. Como são gravados em fitas, os programas da TV Escola ficam disponíveis para o professor. Para participar do Projeto TV Escola, tem uma exigência: as escolas públicas necessitariam ter no mínimo 100 alunos. Outra tentativa de uso dos meios de comunicação na Educação vem da iniciativa privada. A TV Cultura é o Canal de Educação da televisão brasileira. A Cultura tem fontes informativas adaptadas para utilização em sala de aula, com informações atualizadas para professores. Moran (1991) analisa os meios de comunicação como um instrumento didático-pedagógico: "Os meios podem ser utilizados também como instrução, informação, formas de passar conteúdos organizados, claros e seqüenciados. Principalmente o vídeo instrucional, educativo, é útil para o professor, porque lhe dá chance de completar as informações, reforçar os dados passados pelo vídeo. Eles não eliminam o papel do professor. Antes o ajudam a desenvolver sua tarefa principal que é a de educar para uma visão mais crítica da sociedade". Segundo José Manuel Moran, “o autor discute a relação entre escola e meios de comunicação, e as várias formas que ela pode assumir de maneira direta e inovadora. Propõe 16 que a escola incorpore os meios de comunicação como motivação, conteúdo de ensino ou análise crítica.” Fornece também sugestões concretas de utilização dos meios de comunicação em sala de aula. Do ponto de vista metodológico, o educador precisa aprender a equilibrar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Uma das dimensões fundamentais do ato de educar é ajudar a encontrar uma lógica dentro do caos de informações que temos e organizá-las numa síntese coerente, mesmo que momentânea, compreendê-las. Compreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica procura questionar essa compreensão, criar uma tensão para superá-la, para modificá-la, para avançar para novas sínteses, outros momentos e formas de compreensão. Para isso, o professor precisa questionar, precisa criar tensões produtivas e provocar o nível da compreensão existente. No planejamento didático, predomina uma organização fechada e rígidaquando o professor trabalha com esquemas, aulas expositivas, apostilas, avaliação tradicional. O professor que “dá tudo mastigado” para o aluno, de um lado, facilita a compreensão; mas, por outro, transfere para o aluno, como um pacote pronto, o conhecimento de mundo que ele tem. Predomina a organização aberta e flexível no planejamento didático, quando o professor trabalha a partir de experiências, projetos, novos olhares de terceiros: artistas, escritores, etc. Em qualquer área de conhecimento, podemos transitar entre uma organização inadequada da aprendizagem e a busca de novos desafios, sínteses. Há atividades que facilitam a má organização, e outras, a superação dos métodos conservadores. O relato de experiências diferentes das do grupo ou uma entrevista polêmica podem desencadear novas questões, expectativas, desejos. E há também relatos de experiências ou entrevistas que servem para confirmar nossas idéias, nossas sínteses, para reforçar o que já conhecemos. Precisamos saber escolher aquilo que melhor atende ao aluno e o traz para uma contemporaneidade. Há professores que privilegiam a organização questionadora, o questionamento, a superação de modelos e não chegam às sínteses, nem mesmo parciais, provisórias. Vivem no incessante fervilhar de provocações, questionamentos, novos olhares. Nem o sistematizador, nem o questionador podem prevalecer no conjunto. É importante equilibrar organização e inovação; sistematização e superação. 17 A matéria-prima da aprendizagem é as informações organizadas, significativas: a informação transformada em conhecimento. A escola pesquisa a informação pronta, já consolidada, e a informação em movimento, em transformação, que vai surgindo da interação, de novos fatos, experiências, práticas, contextos. Existem áreas com bastante estabilidade informativa: fatos do passado, que só se modificam diante de alguma nova evidência. E existem áreas, as mais ligadas ao cotidiano, que são altamente susceptíveis de mudança, de novas interpretações. As tecnologias nos ajudam a encontrar o que está consolidado e a organizar o que está confuso, caótico, disperso. Por isso é tão importante dominar ferramentas de busca da informação e saber interpretar o que se escolhe, adaptá-lo ao contexto pessoal e regional e situar cada informação dentro do universo de referências pessoais. Muitos se satisfazem com os primeiros resultados de uma pesquisa. Pensam que basta ler para compreender. A pesquisa é um primeiro passo para entender, comparar, escolher, avaliar, contextualizar, aplicar de alguma forma. Cada vez temos mais informação e não necessariamente mais conhecimento. Quanto mais fácil é achar o que queremos, mais tendemos a acomodar-nos na preguiça dos primeiros resultados, na leitura superficial de alguns tópicos, na dispersão das muitas janelas que abrimos simultaneamente. Hoje consumimos muita informação, isso não quer dizer que conheçamos mais e que tenhamos mais sabedoria - que é o conhecimento vivenciado com ética, praticado. Pela educação de qualidade avançamos mais rapidamente da informação para o conhecimento e pela aprendizagem continuada e profunda chegamos à sabedoria. O foco da aprendizagem é a busca da informação significativa, da pesquisa, o desenvolvimento de projetos e não predominantemente a transmissão de conteúdos específicos. As aulas se estruturam em projetos e em conteúdos. A Internet está se tornando uma mídia fundamental para a pesquisa. O acesso instantâneo a portais de busca, a disponibilização de artigos ordenados por palavras-chave facilitaram em muito o acesso às informações necessárias. Nunca como até agora professores, alunos e todos os cidadãos possuíram a riqueza, variedade e acessibilidade de milhões de páginas WEB de qualquer lugar, a qualquer momento e, em geral, de forma gratuita. 18 O educador continua sendo importante, não como informador nem como papagaio repetidor de informações prontas, mas como mediador e organizador de processos. O professor é um pesquisador – junto com os alunos – e articulador de aprendizagens ativas, um conselheiro de pessoas diferentes, um avaliador dos resultados. O papel dele é mais nobre, menos repetitivo e mais criativo do que na escola convencional. Os professores podem ajudar os alunos incentivando-os a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. “Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas.” Entendemos que a escola assimila conhecimentos, habilidades úteis e necessárias à vida do indivíduo dentro da vida social, as diversas versões sobre o papel desempenhado pela educação em geral. Muito já se discutiu a respeito do núcleo central de ação escola. A escola tradicional deu muita ênfase ao conteúdo de conhecimentos acumulados pela humanidade, colocando o professor como mediador entre a cultura estabelecida e o educando. O objetivo de possibilidades da apropriação dos conhecimentos e habilidades que interessam. Trazendo para sala de aula o conhecimento de fora para dentro. Na medida em que a escola transformou-se em uma instituição de classe, operou os conhecimentos e habilidades que interessavam. O profissional que trabalha com a educação pela comunicação, mais do que conhecimentos específicos e técnicos numa área ou em outra, deve ter uma formação abrangente, senso crítico, flexibilidade. Tem que ser um investigador inquieto, estabelecer relações com seus alunos, com a comunidade, com outros educadores, criar oportunidades em que o jovem possa se expressar livremente, ser capaz de organizar projetos e espaços educativos que sejam verdadeiros pontos de encontro de uma rede de relações , em que seja possível aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Assim pode-se conhecer a história de cada aluno, deixando que eles possam expor seus próprios conhecimentos. O educador, ou facilitador, ou agente cultural, ou animador, mais do que ser capaz de transmitir conhecimentos ou de habilitar os jovens no uso de uma linguagem específica, é capaz de comunicar e fazer-se comunicar. É, portanto, preciso dominar as questões, teorias, 19 processos, relações e políticas que determinam a comunicação na sociedade de hoje, pois esse profissional tem o grande desafio de viver numa época em constante mudança, e a enorme responsabilidade de apoiar as novas gerações na construção de uma nova sociedade. A educação e a comunicação é um campo novo de conhecimentos e de práticas. Quando analisamos a postura do aluno diante de suas culturas, podemos identificar a construção de formação adquirida externamente para ser trabalhada na sala de aula. Essas experiências, nos estudos e as pesquisas, começam a se estruturar e a definir seu corpo teórico, seu universo, suas ferramentas e práticas, e até procuram definir seu próprio nome no decorrer de sua aprendizagem. A idéia da comunicação na educação é nova e as estruturas educacionais vão sendo formadas, moldadas de acordo com o que ela recebe dos seus alunos, e procura envolver a experiência adquirida e a teoria em função do desenvolvimento da didática aplicada. Os desafios, confrontados todo o tempo com enormes crises de paradigmas, de identidades e de objetivos. Como assegurar o acesso das novas gerações ao vasto capital da informação e do conhecimento acumulado pela sociedade contemporânea? Como estabelecer novas relações entre a escola e os meios de comunicação? Quais processos educativos melhor se aplicam ao conhecimento crítico da comunicação? Como capacitar os professores para se tornarem comunicadores? O que é usar criativamente a mídia dentro da escola? A essas questões procura-se trabalhar com a educação pela comunicação. O mais importante é saber aplicar a comunicação.O conhecimento da realidade encontrado na sala de aula é desafio irresistível, e o dialogo procura resgatar a auto-estima para envolvimento social e educativo. Segundo Margarida Maria Krahling, a escola transformou-se em uma instituição de classes, operou os conhecimentos e habilidades que interessavam. A escola espartana, destinada à nobreza militar, cuidava da arte militar, porque este era o conhecimento que interessava. Na Idade Moderna, a partir da Revolução Industrial, é preciso aprender a profissão socialmente útil. Ao longo do tempo, tem servido para possibilitar a apropriação do conhecimento que interessa e isso tem sido um instrumento útil, caso contrário, ter-se-ia inventado outro mecanismo mediador. Qual é o conhecimento que interessa hoje? Será o conhecimento que 20 está sendo apropriado em nossas escolas públicas, ou o que está sendo apropriado em nossas chamadas escolas de elite (nos colégios)? Certamente o conhecimento que interessa não tem permeado a escola pública que foi invadida pelas massas populares, que hoje temos um crescimento da zona urbana vegetativa em função do êxodo rural para as cidades. A competência técnica ao lado da política pode não ser interessante para as classes dominantes. Diante do ideal de universalização do ensino, alguém defenderia o ponto de vista idealizador que qualifica o ensino destinado às camadas populares. Conhecimento não poderá ser um pequeno conjunto de informação no processo de compreensão da realidade ou, para tanto, é utilizar o que há de disponível de acúmulo de entendimentos já produzidos e registrados para utilização da capacidade humana, avançada em novos entendimentos da realidade. O recurso ao conhecimento já estabelecido pela humanidade como instrumento da compreensão da realidade instrumental auxiliar, para que este educando específico se aproprie do conhecimento intelectual dos meandros da realidade e do mundo. O conhecimento acumulado pela humanidade seja suficiente caminhe em direção a novas compreensões e entendimentos. O limite do conhecimento, como compreensão da realidade, é a própria realidade. Cabe à escola, que se quer comprometida com a preparação do educando para a conquista da cidadania, possibilitar e criar condições para que os educandos se apropriem da realidade, através do conhecimento e das habilidades necessárias para transformar a realidade em função do bem-estar da sociedade. O educando apropria-se através da escola, do conhecimento como forma de compreensão da realidade e está se preparando não só para o enfretamento dos desafios da natureza propriamente dita (parte do mundo), mas também para enfrentar as mazelas sociais que envolvem. O uso dos meios de comunicação, em geral, do ponto de vista pedagógico, exige um esforço que vai além daquilo que se manifesta pela própria comunicação. Segundo Luckesi, em primeiro lugar, deveríamos tomar o tema de uma forma abrangente e radical, no sentido de discutir fundamentos e não na perspectiva de discutir em especificidade um ou alguns meios de comunicação na escola. “O tratamento específico das 21 inter-relações dos meios de comunicação e a prática educacional seria objeto de trabalho de muitos outros estudos no decorrer do evento como um todo.” O ponto de vista abordado no desenvolvimento seria dos componentes do próprio título, ou seja, meios de comunicação, escola e preparação para a cidadania. O desvio de formação intelectual e por “desvios” de hábitos profissionais hierarquiza tópicos de maneira abrangente fundamental. Quando discutimos a questão preparação para a cidadania, buscamos expressar os meios de comunicação utilizáveis na escola em e se preparar o sujeito para realizar-se. Convencidos de que seria desenvolver análise e por entendimento essencial a escola prepara para a cidadania, procura estabelecer indicadores nos meios de comunicação que pedagogicamente mostram esforços de encaminhar o educando para integra-se com o mundo. A estrutura centralizada é planejada fora da realidade que encontrarmos nas escolas brasileiras, e nós criticamos, mas obedecemos. À medida que a realidade vai se distanciando dos grandes centros, o professor vai tendo dificuldade em identificá-lo, causando um tormento vivido pela realidade que lhe é imposta na estrutura do ensino irreal. Acredito que os educadores da labuta diária no ensino, haja um consenso sobre a necessidade e uma absoluta reformulação deste ensino, adequado às necessidades de cada bairro, região ou país. Sabem da necessidade de reformular o ensino a partir de propostas que atuam em diversos níveis. É possível que ao coletar as informações e sugestões não tenhamos um retrato pintado com a realidade brasileira. A televisão comercial conhece seu público para vender seus produtos. Mas quem é esse público consumidor dos programas educativos? "A escola pode e precisa estabelecer pontes com os Meios de Comunicação”. Pode utilizá-los como motivação do conteúdo de ensino, como ponto de partida mais dinâmico e interessante diante de um novo assunto a ser estudado. Podem os meios de apresentar o próprio conteúdo de ensino “(...) bem como ser, eles próprios, objeto de análise, de conhecimento.". "Os Meios de Comunicação - o jornal, o rádio, a televisão, o cinema - podem ser 22 utilizados como ponto de partida de um novo assunto, como pesquisa prévia para debates, como motivação, como estímulo." O que torna possível a educação é a socialização decorrente da educação que os homens tem de influírem uns nos comportamentos dos outros,modificando-se mutuamente, no processo de integração social. A grande influência nos padrões sociais de vida, em geral, difere das instituições escolares. Característica que cada instituição tem é favorecer as possibilidades dentro dos padrões e normas exigidos da organização a esse comportamento da busca de informação de fora para dentro da escola. A educação escolar distingue-se, portanto, da educação informal que acontece fora da escola. Dentro da instituição têm-se horários a cumprir, normas estabelecidas que criam conhecimento escolar produzidos no dia-a-dia em condições produzidas e transmitidas. Fora da escola o conhecimento é produzido a partir da necessidade imediata da vida, na sobrevivência nas ruas dos centros urbanos, no campo - o menino na feira aprende a fazer o troco sem nunca ter ido à escola; o pedreiro, o cortador de cana sabe as braças que deve receber na colheita, etc. Já o saber escolar embora possa e deva ter relação com a vida dos que freqüentam a escola, muitas vezes se apresentam distante dela. Se conhecimento da escola se distancia da vida dos alunos, impedindo que eles o assimilem, o resultado escolar será marcado necessariamente pela exclusão daqueles que deveriam dominar esse conhecimento, reproduzindo de forma conservadora a vida desigual dessa sociedade, onde poder traz saber. A escola sempre foi defendida como instituição da classe dominante, da classe que domina o poder, tanto o econômico, quanto político. Para isso vemos que: "Os Meios podem ser utilizados também como conteúdo de ensino, como informação, como forma de passar conteúdos organizados, claros e seqüenciados, principalmente o vídeo instrucional educativo, o qual é útil para o professor, porque lhe dá a chance de completar as informações, de reforçar os dados passados pelo vídeo. Eles não eliminam o papel do professor; ao contrário, ajudam-no a desenvolver sua tarefa principal, que é a de obter uma visão de conjunto, educar para uma visão mais crítica." "A escola precisa, enfim, no seu Projeto Educativo, considerar a questão dos Meios de Comunicação e da comunicação 23 como parte integrante - e não marginal - do processo educativo integral do novo aluno-cidadão, visando construir uma sociedade realmente democrática." As afirmaçõesbásicas que têm o poder de embasar as manifestações e o artigo conseguem, (localizar hoje), o significado do comunicar e educar na sala de aula com mais desempenho por parte do educador e educando. Há uma certa confusão de funções, atribuições e tarefas, porque os termos são usados indistintamente ao se referir aos profissionais que atuam nas comunidades virtuais, principalmente nas que se propõem a serem comunidades de prática, e mais ainda as de fundo educacional. Preocupa-nos aqueles que não têm o cesso a esse tipo de comunicação virtual, ficando fora da realidade da mídia e alheio à informação virtual. O trabalho do professor fica cada vez mais sobrecarregado em atender essa demanda carente da informação e em muitas vezes escassa de materiais que supram a necessidade existente. Não basta a prática, precisa-se da teoria, e dentro das políticas administrativas que estão questões que devem ser abordadas, questionadas, debatidas sempre para que haja a inclusão de forma geral. A comunicação é a base da informação para se fazer acontecer uma educação de qualidade, sem ela não tem condição de desenvolver projetos que melhorem a conscientização, o estímulo e força de vontade em aprender dos nossos jovens. Conhecer os conceitos clássicos de comunidades é se voltar para a leitura de um trabalho comunitário, onde se pode observar: Abordagem da comunidade em oposição à sociedade; Conceito estudado e trabalhado; Questionamento dos conceitos acerca de comunidades, e a busca da integração na sociedade. A comunidade baseia-se na orientação da ação social, que espera ser desenvolvida em função da necessidade apresentada onde se fundamenta em qualquer tipo de ligação emocional, afetiva ou tradicional e para quem chamamos de “comunidade da orientação”, da 24 ação social, na média da solidariedade, onde cada um se volta para entender o novo, sem precisar fugir de suas origens nem culturas. A integração do conhecimento externo para o trabalho de desenvolvimento interno são métodos e critérios baseados e estudados emocionalmente dos participantes que, ora, apresentam para descobrir e entender. Não temos uma receita pronta para a comunicação e educação, realidades diferem geograficamente, mas, temos a capacidade de entendermos a importância de comunicar para o bem comunicar-se. O desenvolvimento do aluno se dá pela maneira como ele foi conduzido desde cedo. A conclusão que se pode chegar é que quando se trabalha para mudar, trocar, ou até mesmo impor limites, pois é isso que a educação precisa fazer diante da indisciplina, é apresentar os limites e seus direitos. No momento em que se desenvolvem as regras a comunicação é repassada e espera-se que seja entendida. Mas temos que pensar psicologicamente que as mudanças precisam de tempo. A comunicação verbal é nata, quando essa comunicação passa a ser entendida virtualmente, ela parece criar outra forma de entendimento e interpretação. O acompanhamento e observação são muito importantes, pois eles firmam as bases no entender e interpretar para aplicar no desenvolvimento da aprendizagem. Creio que interessa esclarecer a figura da função que considero essencial numa comunicação, chamada de "fontes inovadoras inteligentes", ou mais, comunicações virtuais das comunidades escolares. A prática dessas comunidades é pesquisar e estudar o tema. O elemento é existente apenas enquanto as pessoas realizarem trocas e estabelecerem laços sociais. Quando agregados sociais surgem da rede (Internet), leva para essas discussões os sentimentos humanos, troca de informação, os bate papos informativos na rede de relações pessoais. Até onde sabemos o nível das informações passadas e como elas são entendidas e trabalhadas na didática da sala de aula. A aprendizagem colaborativa online vem tomando força nos últimos anos como uma possibilidade de estratégia em educação e vem, dessa forma, contribuindo para uma nova gestão da aprendizagem, uma vez que tem propiciado a alteração de modos de operar até então impraticáveis, observações, como já foi dito anteriormente, no cuidado em acompanhar as informações passadas e interpretadas em quem está se formando e criando seus próprios destinos. 25 No mundo atual, parece transformar-se na criação de fórmulas que permitam manipular a realidade com acentuado reducionismo. A pesquisa imaginativa, pelo contrário, deve se nutrir no sentido de captar os múltiplos encadeamentos de um mesmo objeto, num esforço constante para manter-se nessa unidade integral, não se restringindo à mera busca do conhecimento. Ela se esforça para abrigar as várias correntes de pensamento, e teorias programadas voltadas para sua dimensão colaborativa/conflitiva. O processo cumulativo, por meio do qual o exercício reflexivo é expresso e ampliado, onde o conhecimento científico assume, a um só tempo, sua dimensão humana e histórica. É entendido em dois sentidos: individual e social, exercida não só na escolha, mas nas transformações por ele operadas. Se a natureza e os frutos do acaso são passíveis de interpretação, de tradução em palavras comuns, no vocabulário absolutamente artificial que construímos a partir de vários sons e rabiscos, criados e apresentados para serem adaptados à realidade; Experiências humanas (processo, reflexões elaboração) com base em um emaranhado de idéias, experiências coletivas e individuais, nas relações com outros homens e com a natureza, Assim sendo, ao invés de destacarmos algum desses elementos como variáveis independentes, o social ou o econômico, acentua em todas as variáveis que dependem das relações humanas trabalhadas no contexto geral. Weber (1992), ao analisar o método das ciências históricas e sociais acredita ser impossível eliminar as pré-noções ou os juízos de valor no trabalho investigativo, daí a necessidade de: "integrá-los conscientemente na ciência e fazer deles instrumentos úteis na investigação da verdade objetiva" (Goldmann, 1967, p.34). 26 As opiniões e os valores do pesquisador, estando fincados em um substrato coletivo que compõe sua subjetividade, são aspectos constitutivos da atividade intelectual. Pois: [...] a ilusão começa quando imaginamos que, de um lado, há os fatos e, de outro, a teoria, e quando dissimulamos a posição em razão da qual esta divisão aparece. Somos então forçados a descrever o movimento do conhecimento como se nele não tomássemos parte, e fixar sua origem de um lado ou do outro. (Lefort, 1979, p.256). A esse entendimento real os fenômenos percebidos pelos sentidos incorporam, no enfoque, as dimensões: objetiva e subjetiva, o objeto e sua carga de significados, a gama de valores do aprender, é assumir uma postura de análise desafiadora dos aspectos de conflitos (dificuldades em conhecer o novo) pelo aspecto em deixar transparecer o conhecimento de fora para o entendimento do meio. Isso não significa, no entanto, que determinada teoria possa oferecer uma compreensão completa acerca da realidade. A teoria atribui uma característica realizável historicamente do homem para adaptação comunicativa do próprio homem. A interpretação verdadeira da realidade, na prática, realiza versão historicamente possível ao próprio entendimento da comunicação da educação. Tendo a aprendizagem colaborativa e facilitado a formação da comunicação virtual, a aprendizagem permite que cada participante possa expressar suas idéias, defendê-las e redefini-las, contribuindo para a construção do conhecimento para um futuro cheio de perspectivas inovadoras. A essas mudanças, oferecem-se possibilidades para que o mediador situações próximas da vida real, possibilite contatos com práticas reais, além da efetiva interação, troca, convivência e aprendizado colaborativo. Trabalha de maneira inovadora a aprendizagem, é por sua vez defender a postura de queintroduzir a tecnologia por si só na comunidade escolar suficiente para gerar transformações na educação. Para as escolas pressupõe pensar em um conjunto, trabalhar para dento de si mesmo, ao mesmo tempo em que se conhece a possibilidade de mudanças de nossos alunos, já que são os nossos parceiros e sujeitos da ação. As tecnologias da comunicação e informação vêm 27 provocando profundas mudanças na maneira como os seres humanos vivem, pensam e trabalham. O cidadão precisa aprender a navegar num mundo de informações que muitas vezes não tem conhecimento sobre o mesmo, chegam a sofrer com isso. E a escola, o lugar tradicionalmente dedicado ao ensino e à aprendizagem, à transmissão de informações, tem que introduzir a comunicação. Entretanto algumas só podem trabalhar a comunicação através do material didático que a mesma possui. Algumas das profissões bem remuneradas estão ligadas à comunicação. Informação é poder. Temos que aprender não só a comunicar, como a ler criticamente as informações que recebemos. A importância da leitura flexível em sala de aula favorece a posição do aluno na leitura de mundo. Quando isso não acontece, surgem os bloqueios e impedem o entendimento das mudanças tecnologias. Não há maneira mais simples e prática de fazer isso do que criando produtos de comunicação. Ao produzir um jornal em sala de aula, o chamado “jornal do estudante” com as edições feitas por eles, recadinhos e participação de todo grupo, a escola está não só trabalhando a comunicação, mas a socialização. Nas histórias em quadrinhos, o aluno tem a facilidade de ler o texto interpretando e criando sua própria história, aprendendo a se comunicar e socializar-se. Ao comunicarmos, aprendemos a “gramática” dos meios de comunicação – além de sermos obrigados a organizar as informações. Quem produz um vídeo nunca mais vê televisão passivamente. Para fazer um bom jornal é preciso saber português, matemática, história, geografia, biologia, design, informática, etc. A educação pela comunicação é um ótimo jeito de formar cidadãos para uma sociedade em que a informação e o conhecimento valem cada vez mais. A condição de atuar em desenvolver a aprendizagem na gestão do conhecimento exige o uso de ferramentas de informação e comunicação, modelos organizacionais e a contribuição de todos para a construção do conhecimento. A escola vem possibilitar aprendizado colaborativo quando conhece a realidade de fora de cada aluno, e é essa Experiência de Aprendizagem Colaborativa que permite aos participantes construírem o conhecimento através da discussão, da reflexão, da tomada de decisões, na qual os recursos das tecnologias de informação e comunicação atuam como mediadores do processo da gestão da aprendizagem, ativa como motivação para melhorar a 28 construção do diálogo em aprender para rever princípios básicos e fundamentais na formação do cidadão. É a metodologia constituída num ambiente virtual que propicia particularmente a aprendizagem colaborativa, por sua flexibilidade no que se refere ao tempo, espaço e diversidade de percursos, permitindo a interação de todos com todos, em um processo similar ao que ocorre tomar as próprias interações. É fundamental a colaboração, ela favorece uma combinação dos objetivos pessoais com os objetivos coletivos, desempenha a comunicação social e desenvolve a solidariedade dos alunos entre si. A escola não tem somente a responsabilidade de repassar a didática dos livros ou exigir que o aluno prove que sabe o conteúdo na cobrança das avaliações, ela procura conhecer o ser humano, suas origens, suas culturas, e seus próprios limites para integração do ser humano na sociedade. A construção do conhecimento abre espaços para que os participantes compreendam os pontos de vista de cada um, respeitem a diversidade, aprendam a questionar as próprias certezas e incertezas, reconstruam conceitos e fortaleçam as próprias práticas. A experiência de aprendizagem gera conhecimento, a troca de experiências vem enriquecer a convivência. E produz a de responsabilidade de todos exerce um papel que favorece o seu pensar para refletir. Se pensarmos que o papel do professor, em todas as situações de aprendizagem, tende a se modificar bastante, sendo cada vez mais o de um facilitador e mediador da aprendizagem, de um provocador de situações educativas, estamos certos de que encontramos o caminho para resgatar o ânimo e trabalhar a auto-estima dos alunos. Em várias situações a perspectiva do professor se amplia significativamente, do informador que dita conteúdos e se transforma em orientador da aprendizagem, em gerenciador de pesquisa e comunicação para o aprendiz, enquanto ele mesmo se desenvolve aprendendo a conhecer, para construir seu próprio ser individual e coletivo organizador de sua aprendizagem. A intervenção do professor precisa garantir que o aluno conheça o objetivo da atividade, situe-se em relação à tarefa, reconheça os problemas que a situação apresenta, e que seja capaz de resolvê-los. Para tal, é necessário que o professor proponha situações didáticas com objetivos e determinações claros, para que os alunos possam tomar decisões pensadas sobre o 29 encaminhamento de seu trabalho, além de selecionar e tratar ajustadamente os conteúdos. A complexidade da atividade também interfere no envolvimento do aluno. Um nível de complexidade elevado, ou muito baixo, não contribui para a reflexão e o debate, situação que indica a participação ativa e compromissada do aluno no processo de aprendizagem. As atividades propostas precisam garantir organização e ajustes às reais possibilidades dos alunos, de forma que cada uma não seja nem muito difícil, nem muito fácil. Os alunos devem poder realizá-las numa situação desafiadora. Aprender é uma tarefa árdua na qual se convive o tempo inteiro com o que ainda não é conhecido. Para o sucesso, é fundamental que exista uma relação de confiança e respeito mútuo entre professor e aluno, de modo que a situação escolar possa dar conta de todas as situações afetivas. Quando não se instaura na classe um clima favorável de confiança, compromisso e responsabilidade, os encaminhamentos do professor ficam comprometidos. A consciência é concebida como produto social da ação e da necessidade humana em relação à natureza e aos outros homens. Esse esforço de entendimento da totalidade conduz o: “Apreender os fenômenos em sua auto-relação e hetero-relação, em suas relações com a multiplicidade de seus próprios ângulos e de seus aspectos intercondicionados, em seu movimento e desenvolvimento, em sua multiplicidade e condicionamento recíproco com outros fenômenos ou grupo de fenômenos. (Joja, 1965, p.55) A estrutura das atividades realizadas escolhe o material multimídia, formulando questões, apresentando situações e atividades concretas facilitadoras de aprendizagem. A construção do seu conhecimento é direcionada por ele próprio nas discussões, do processo de aprendizagem colaborativa. Nesta rede de comunicação e colaboração cada participante se torna presente simultaneamente, envolvendo-se na produção colaborativa de conhecimentos, reconstruindo conceitos e significados, constituindo um nó que propaga experiências, onde revelam uma perspectiva direcionada, as competências para o desenvolvimento humano. 30 Paulo Freire enfatiza a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa, sem a qual a teoria pode se tornar apenas discurso e a prática uma reprodução alienada, sem questionamentos. Defende ainda que a teoria deve ser adequada à prática cotidiana do professor, que passa a ser um modelo influenciador de seus educandos, ressaltando que na verdadeira formação docente devem estar presentes a prática da criticidade ao lado da valorização das emoções. O autor afirma que o professor deverá também ensinara pensar certo, sendo a prática educativa em si um testemunho rigoroso de decência e pureza. Para Freire, faz parte do pensar certo a "disponibilidade ao risco, a aceitação do novo e a utilização de um critério para a recusa do velho", estando presente a rejeição a qualquer tipo de discriminação. Ainda destaca a importância de propiciar condições aos educandos, em suas socializações com os outros e com o professor, de testar a experiência de assumir-se como um ser histórico e social, que pensa, que critica, que opina, que tem sonhos, se comunica e que dá sugestões. Acredita que a educação é uma forma de transformação da realidade, que não é neutra e nem indiferente mas que tanto pode destruir a ideologia dominante como mantê-la. Freire ressalta o quanto um determinado gesto do educador pode repercutir na vida de um aluno (afetividade e postura) e da necessidade de reflexão sobre o assunto, pois segundo ele ensinar exige respeito aos saberes do educando. A construção de um conhecimento em parceria com o educando depende da relevância que o educador dá ao contexto social. O alvo principal destas empresas nunca foi, por exemplo, a "conquista de um mercado", mas a construção de um sentido para a organização de sua identidade, expressa em princípios e não em objetivos. Assim como as empresas, os indivíduos criam um ambiente para suas ações e não se pode descrever um ambiente sem interagir com ele. As condições da aprendizagem e a necessidade do indivíduo já estão nele contidos (tal como nas organizações). Dentro de sistemas auto-organizáveis, a cognição é sempre um ato criativo, de construção da realidade, pois não toma o mundo como previamente dado. Assim, a "instrução" externa não tem significado em si para organismos autopoiéticos. As "instruções" são internas. O ato de dar um livro para alguém diz muito pouco a respeito do conhecimento que essa pessoa irá adquirir. http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Alliena%C3%A7%C3%A3o&action=edit http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideologia 31 Ao ler o livro, a pessoa terá, primeiro, de ser capaz de distinguir o livro da mesa onde está apoiado, depois distinguir a tinta (letras) do papel, depois distinguir o conteúdo do livro (a respeito do que é o livro), depois se o conteúdo é "bom" ou "ruim", se é aplicável ou não, e assim por diante. Todas estas distinções são feitas de acordo com normas próprias, pessoais, ainda que tidas como legítimas por uma comunidade. Ainda mais, sendo o ser vivo estruturalmente determinado, o que vem de fora apenas desencadeia o processo de percepção, mas este é efetivado por correlações internas do "observador" (organismo). Enquanto aprender é, de alguma forma, assimilar o externo, esta assimilação é uma conformidade do organismo com os estímulos, e nunca uma imposição do meio sobre o organismo. Maturana considera: "Quando, na vida cotidiana comum, respondemos a nós mesmos ou a alguém uma pergunta que nos exige uma explicação de uma experiência (situação ou fenômeno) particular, sempre a respondemos propondo uma reformulação daquela experiência. Se a reformulação proposta é aceita como tal pela pessoa que fez a pergunta, ela se torna literalmente uma explicação, e tanto a pergunta quanto o desejo de formulá-la desaparecem. A explicação torna-se uma experiência que pode ser usada para outras explicações. Esta aceitação, por parte do ouvinte, é uma aprendizagem, e é uma decisão interna do organismo, na medida em que acomoda ou não a explicação.” Se as condições da aprendizagem "estão lá", no organismo, então o desafio está na habilidade para interagir com os organismos, compreendê-los, nas particularidades, nas necessidades, e em adequar condições ambientais. O "coaching" aproxima-se desta idéia, na medida em que através da interação busca-se elevar a aprendizagem de um organismo para que este gere melhor desempenho. Mas, é necessário compreender e não instruir. A mesma reflexão se dá para sistemas de ensino e aprendizagem. Muitas organizações investem em universidades corporativas, mas repetem o mesmo dilema cartesiano da cisão entre instrutor e aprendiz. As organizações precisam rever, em muito, critérios de geração de aprendizagem e de compreensão auto-organizativa das pessoas. A crença nas tecnologias de informação e sistemas de ensino à distância pouco poder tem em gerar o tipo de aprendizagem desejada. Parte desta arte do ensinar e aprender tem a ver com as condições de empatia nas interações, de modo a que os organismos reconheçam similaridades e possibilidades de aprendizagens distintivas 32 A experiência de aprendizagem desenvolvida na aprendizagem, de um conceito inovador, da organização que aprende os principais meios de ferramentas e técnicas específicas adotadas para o desenvolvimento do processo educativo que envolve o compartilhamento do saber, de vivências e práticas com outras pessoas, partindo da visão individual para a compartilhada, do todo para ver os inter-relacionamentos, para que estas possam desenvolver o bom senso coerente, diminuir a distância entre o discurso e a prática, julgar a sua autoridade na sala de aula e a autonomia, para ensinar exigir os direitos dos educandos e exigir também a compreensão da realidade. A apropriação indireta da realidade é a compreensão intelegível que adquirimos da mesma através de um entendimento já produzido por outro ( o próprio sistema que informatiza ) . E a compreensão da realidade que adquirimos por meio de entendimento que outros tiveram da realidade e nos relataram através de alguns veículos de comunicação qualquer que seja ele, oral ou escrito, na via indireta, a apropriação do conhecimento se dá através do mediador que nos diz que a realidade é assim, porque ele a interpretou assim e para tanto apresenta argumentos que devem nos convencer. É possível, mediado por uma comunicação, chegar a um entendimento da realidade. O conhecimento é o mais utilizado na prática escolar, especialmente quando se usa livros como mediador ( sujeito) e o educando na realidade. Indiquei o livro por ser o mediador dentro da escola não quero privilegiá-lo, apenas ele faz parte do dia-a dia do aluno, visto que a comunicação informatizada está dentro de realidade encontrada por áreas geográficas. O livro traz os textos que favorecem a comunicação do aluno, e serve como lente de interpretação da realidade , o educando deveria apropriar-se de um entendimento da sua realidade e facilidade de uso com o mesmo. O que importa, na apropriação direta ou indireta do conhecimento, muitas vezes, é que o intermediário do conhecimento é a compreensão da realidade, porque é ela que cada sujeito tem que enfrentar. Sabendo que a competência é quem fala por ele. Trabalhar textos flexíveis ao entendimento do aluno, os textos que apresentam uma certa dificuldade de compreensão passa a ser dificuldade para o aluno e não para mundo que o texto pretende expressar. Não é somente o texto em si que precisa ser entendido, mas a realidade que ele veicula. O pensamento do educando, como manifestação do conhecimento http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoritarismo 33 apropriado, não será um pensamento sobre objetivo próprio do conhecimento, mas sobre discurso feito sobre o objeto. O educador deve exercer sua autoridade e sua liberdade. Liberdade esta que deve ser vivida em sua totalidade com a autoridade, em uma relação dialética, centrada em experiências estimuladoras de decisão e responsabilidade. Freire salienta ainda que a educação tem a política como uma característica inerente à sua natureza pedagógica, e alerta para a necessidade de nos precavermos dos discursos ideológicos, dos quais a educação também faz parte, pois ameaçam confundir a curiosidade, além de distorcer a leitura e interpretação dos fatos e acontecimentos. Para compreender o papelque os meios de comunicação podem desempenhar numa aprendizagem significativa, é importante aprofundar o que está por trás da relação entre emissor e receptor. O emissor é o detentor de alguém (entendimento da realidade). A compreensão do objeto que vai falar. O receptor recebe a mensagem e espera aprender o novo, aprofundando-se no entendimento da realidade. A realidade é a mediação entre o entendimento e realidade. Quanto à questão da mediação na relação de comunicação, importa dizer que a própria comunicação em seu aspecto formal, pode ser mediadora entre o emissor e realidade. A observação na comunicação apropria do conhecimento sobre o objeto, pois o que está interessado, em última instância, é o objeto de conhecido e não a comunicação em si. A comunicação desta concepção quanto maior for a possibilidade da comunicação por parte do receptor, maior será a possibilidade de se apropriar do conhecimento (ele). Na escola o objeto fundamental da ação pedagógica é propiciar ao educando condições de entendimento da mesma. A comunicação deveria pautar-se pelo conjunto de variáveis que garantissem alcançar esse objetivo. A clareza da comunicação auxilia o educando no desenvolvimento da criticidade para o efetivo senso da realidade. A comunicação é um processo em curso de trabalhos voltados para as ligações humanas em toda sua amplitude. Na tecnologia temos os avanços disponibilizados para usar em benefício do conhecimento didático pedagógico. O ambiente funcional educativo busca o diálogo entre receptor e emissor. http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoridade http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica 34 A esfera social mostra-se inovadora, com mensagens de textos escritos para que a própria comunicação possa ser mais usada na escola, sendo ela apenas uma mediadora da realidade, não da própria realidade, mas tem que ser vista e usada criticamente em relação a ela (realidade). O educando e o educador não se devem submeter acriticamente aos ditames do livro-texto. O limite da verdade não está no texto, que é o meio de comunicação. Para exemplificar, os livros são usados e são assumidos como se estivessem dizendo a verdade. O educando precisa saber tais acontecimentos históricos do nosso país, registrados nos livros. Querendo ou não (D. Pedro I, José Bonifácio) a independência do Brasil ia acontecer, as condições objetivas históricas apontavam para isso. É preciso ter ciência de que o meio de comunicação transmite uma “visão” da realidade e não a realidade. Entretanto, ela transmite a mensagem de quem criou , podendo ou não estar próxima ou distante da realidade. O que importa é o entendimento de fato, a realidade interpretada conhecida. O vídeo, DVDs, o Cinema, os visuais estáticos (...) são meios de comunicação que: mediam o educando, ou receptor, e a realidade. Tudo isso é uma análise para se chegar a uma síntese. Os meios de comunicação utilizados e elaborados solucionariam os problemas da aprendizagem, (pensamento histórico). Chegou-se mesmo a considerar, que sem a utilização de materiais didáticos (os meios visuais e audiovisuais) não ocorreria uma boa aprendizagem. Os meios de comunicação não resolvem a questão da aprendizagem, eles auxiliam, se forem bem utilizados. Cada um destes meios, sendo bem utilizados, desempenha um papel fundamental na aprendizagem pedagógica na medida em que cada um deles possui virtudes diferentes à realidade e ao educando. O cinema, por exemplo, mostra a imagem física do mundo, importa a comunicação do entendimento para conhecer que ali está a recriação, segundo a visão daqueles que conseguem ver o mundo na montagem da comunicação do produto inserido. Diante desta colocação pode-se argumentar que o meio de comunicação, como um filme, origina múltiplas interpretações, além daquela que o próprio autor lhe quis dar. Abordar questões de multiplicidade dos seres humanos é trabalhar os sentimentos interpretativos. Todavia, não podemos esquecer de que estamos falando do uso pedagógico – didático - do meio de comunicação. 35 A esse objetivo a escola propicia ao educando a apropriação mais objetiva possível. Interage no conhecimento da sua realidade para o desenvolvimento pedagógico didático com os educandos, mostrando que a comunicação é fruto do conhecimento adquirido e estuda para serem interpretados e aplicados. A unidade de ensino sobre a mensagem da comunicação, por qualquer meio que seja não pode permitir múltiplas interpretações do mundo físico. Mesmo que a ciência venha mostrar, mas a realidade é esta que já está. O que faz a diferença entre a comunicação e a interpretação é que : Transmitem-se conhecimentos, direcionados para o novo; Integra a visão dos modelos desvendados nas multiplicidades dos seres humanos; Comunicação do ponto de vista pedagógico. A disposição interativa permite fazer a comunicação não apenas do trabalho da emissão, mas a própria mensagem da comunicação. A participação entendida educando como troca de ações, controle sobre acontecimentos e modificação de conteúdos, já faz parte do entendimento da comunicação recebida. O educando pode ouvir, ver, ler, gravar, voltar, ir adiante, selecionar, tratar e enviar qualquer tipo de mensagem para qualquer lugar, (comunicação do conhecimento didático - pedagógico). E em interatividade permite ultrapassar a condição que se manifesta pela própria comunicação. Os papéis sociais são definidos levando em consideração as instituições onde se desenvolvem a prática do sujeito. O educador desenvolve sua prática no espaço da escola - enquanto instituição social - é tarefa da escola a transmissão/criação sistematizada da cultura entendida como o resultado da intervenção dos homens na realidade, transformando-a e transformando a si mesmo. A experiência que quer ter, criando na ação em tempo real, a sua intervenção implica não só a apreensão da mensagem, mas, sobretudo, o entendimento do que foi comunicado. É necessário esforço de comunicação ou da intercomunicação, e um esforço pessoal de apropriação. 36 Os meios de comunicação servem de apropriação do conhecimento, mas eles não realizam. A apropriação do entendimento é realizada pelo sujeito do conhecimento com sua intimidade cognitiva. A competência significa falar e saber fazer bem. Apesar das diferenças entre diversas concepções de educação e de escola presentes em nós, elas sem dúvida concordam em definir desse modo a competência para desenvolvimento das ações aplicadas. Entretanto, é preciso (o alerta da crítica) ao explicar o que se quer dizer quando se faz essa afirmação, uma vez que é essa a tônica do discurso da maior pane dos educadores. Diante disso, como os meios de comunicação poderão auxiliar, pedagogicamente, na preparação do educando para a cidadania? Em todas as suas modalidades tem um papel imprescindível de mediador da realidade no processo pedagógico da apropriação do conhecimento, pois tem a possibilidade de registrar e transmitir o acúmulo de conhecimentos já produzidos pela humanidade, fato que significa deter resultados do esforço histórico. O desafio explícito que mais aparece na distribuição em massa, é próprio também da fábrica e da escola, são as novidades digitais. A modernização criada para este público, "educação para todos", tornou-se instituição de massa, dispensando ao conjunto da população, a ser instruído, um tratamento uniforme, garantido por um planejamento centralizado. Quando programas de TV investem no treinamento de profissionais que terão que se adaptar à linguagem digital, para se aplicarem na sala de aula, ela está, na realidade, trabalhando a percepção futura dos educadores na função pedagógica e exercício da didática. E, procuram desenvolver alternativas interativas em seus programas para atender o novo espectador. Tudo isso, traduzidoem estratégias que articulam emissão e recepção, garantem a "aprendizagem" e preparam para o conhecimento educativo. Ocasião em que o educando conhece as informações e comunicação. A inquietação do processo educativo cultural diante da interatividade, na escola e nos sistemas de ensino, orienta para os contextos desenvolvidos sempre na realidade presente com os olhos voltados para o futuro educacional. É preciso despertar o interesse dos educandos e educadores para uma nova comunicação em sala de aula, seja ela presencial ou virtual. Enfrentar o fato de que tanto a mídia quanto a sala de aula estão diante do esgotamento do mesmo modelo que separa emissão/recepção. Muitos educadores já perceberam que a educação autêntica não se faz sem a participação genuína do educando, a educação não se faz transmitindo conteúdos de A para B ou de A sobre B, mas na interação de A com B. No entanto, presenciam uma distância, e isso causa preocupação, se observa a modificação dos valores disciplinares e indisciplinares nas salas de aula. A aula presencial prevalece sempre com baixa 37 participação oral. Na educação, em grande parte, está centrada a lógica da distribuição, na transmissão de informações ou "conhecimentos". Quando nos referimos à via Internet, a tecnologia digital, ainda centrados na transmissão de dados, desprovidos de mecanismos de interatividade, de criação coletiva. Portanto, é preciso ir além da percepção de que o conhecimento é centrado na emissão, perceber que a comunicação tem a interatividade e não apenas a separação da emissão dos programas educativos. Conhecer mais sobre a modificação da comunicação na aprendizagem, na construção do conhecimento, em suma, no exercício da participação cidadã. Em nossos dias, mesmo ganhando maturidade teórica, o desenvolvimento conhece os vários segmentos do seu público; não é da preocupação do que é melhor para esse público, mas ela conhece o bastante para, no mínimo, trabalhar sua maturidade em benefício da formação do educando. As escolas aos poucos vão identificando as características do seu público, das habilidades específicas nas atividades instrucionais. A descrição cuidadosa do público a ser atingido auxilia grandemente no planejamento da estratégia a ser adotada; da quantidade, da velocidade, do ritmo do tempo da instrução; ao nível de dificuldade com que a informação será apresentada; do vocabulário a ser empregado nos textos para a leitura livresca de recursos dos conteúdos, para aprendizagem colaborativa. A perspectiva de libertação da comunicação da lógica da transmissão básica nas etapas dos desenvolvimentos indica as habilidades relevantes ao atingir os objetivos propostos. A interatividade de comunicação pode ser empregada para significar a comunicação entre interlocutores, no entanto, para que haja interatividade é preciso garantir duas disposições basicamente: A dialógica que associa emissão e recepção da comunicação; A intervenção do conteúdo da mensagem e suas modificações para interpretação dos fatos. A esta mudança fundamental a comunicação procura emitir mais no sentido que se entende habitualmente convertidos nas informações . O computador e a Internet, são um conceito de comunicação . A participação ativa da comunicação em sala de aula, com os meios de comunicação que temos, trabalha a participação sensório-corporal, esta é avaliada, revisada, o que envolve o planejamento, coleta e interpretação de dados e informações referentes a um conjunto específico do desenvolvimento dos programas educativos. É preciso operacionalizá-lo, para que possamos ter uma educação de boa qualidade, efetiva e agradável. Poderíamos falar de várias características intrínsecas, tais como: rádio, TV, Internet, cinema, 38 teatro, etc. Mas a tradição oral da cultura brasileira e do caráter oral da linguagem regionalizada atende as necessidades do público específico nos programas educativos. A simples adaptação da linguagem; do caráter interdisciplinar educativo, cumpre a utilização do planejamento desenvolvido geograficamente, eficiente e agradável, para o entendimento da realidade encontrada. As televisões educativas no Brasil refletiram sobre nossa historia, nossa política, nossa conscientização como cidadão. Ela procura abordar temas como: Televisão e educação; Educação e saúde; Condições sócio-econômicas; Estudo geográfico. O respeito pelo nosso regionalismo cultural, folclore, hábitos, costumes e linguagens, pela nossa rica e imensa variedade regional. A televisão mostra e esclarece através de um meio de apoio para o ensino, como caminhos possíveis para a solução de problemas por demais complexos. O educador propõe o conhecimento à distância, a participação do aluno se inscreve no conhecimento criado pelo educador, de modo que procure evoluir em construção de uma coerência educadora. O aluno não está mais reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Ele precisa criar, modificar, construir, aumentar e torna-se responsável pelo auto- conhecimento . O educador disponibiliza as possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são acionados pelos educandos. A possibilidade de significações livres e plurais, a coerência com sua opção crítica embutida na proposição, colocam-se abertos a ampliações, a modificações, vindas da parte dos alunos do conhecimento obtido nas informações recebidas. A sala de aula não é o lugar para se ouvir histórias, mas para fazer história. Mais do que "conselheiro" ou "facilitador", o educador converte-se em formulador de problemas, provocador de interrogações, coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências. Assim, o conhecimento tem a distribuição, da perspectiva do conhecimento, participação ativa dos educandos em aprender. Enfim, a responsabilidade de pensamento, para adaptar uma nova sala de aula, capaz de educar em nossas realidades encontras ao longo do tempo. A escola é o lugar destinado a formar cidadãos esclarecidos, senhores do seu próprio destino. Entretanto, a sala de aula convive tradicionalmente com um impedimento de base ao seu propósito primordial de educar para a cidadania. A participação do aluno na construção do 39 conhecimento e da própria comunicação retrata o quanto está sendo útil seu empenho de educador no processo educativo. O processo da educação escolar sempre conviveu com esse impedimento. Segundo Pierre Lévy, "a escola é uma instituição que há cinco mil anos se baseia no falar-ditar do mestre". Para Paulo Freire a pedagogia da transmissão é o modelo mais identificado como prática de ensino e menos habilitado a educar. O desenvolvimento de uma teoria da comunicação e a crítica da transmissão. A sala de aula segue tradicionalmente com o professor e alunos frente a frente. O aluno terá a aula na escola, e novas proposições configurando a sala de aula virtual. Porém, é certo que esteja apenas iniciando a proliferação do "ensino” exclusivamente informatizado para promover o desenvolvimento das habilidades. Participação-intervenção dos alunos, na construção do conhecimento e da comunicação; Emissão e recepção, sabendo que a comunicação e a aprendizagem são produzidas pela ação conjunta do educador /educando; Receptor, ampla liberdade de associações, de significações; A comunicação e o conhecimento se constroem no trabalho solidário; A expressão aprende a lidar com as diferenças na construção da tolerância e da democracia. Apresento as habilidades necessárias para o aproveitamento do potencial das novas tecnologias em sala de aula. Contudo, não se destinam somente a conceito de comunicação, tais habilidades são necessárias também para o professor que quer modificar sua postura na sala de aula com os recursos que possuir. Ambos podem aprender, potencializar o trabalho docente sabendo que é precisoo conhecimento histórico das linguagens culturais dos educandos em suas próprias realidades. Supõe que o conhecimento, os textos, os conteúdos, e a prática desenvolvida em sala de aula, têm a função de formar no educando a criticidade inovada, capaz de se integrar no exercício de sua cidadania. A informação gera um ambiente comunicativo, interativo que distribui o conhecer 40 da nova dimensão técnica resultante das habilidades necessárias para que o educador aproveite o potencial em sala de aula. Seja qual for a sua realidade, na sala de aula o educador interage seus conhecimentos, resgatando dentro do material didático o repasse de sua metodologia com os seus alunos. Aqui pode contar com a utilização das novas tecnologias na educação. O professor exige uma multiplicidade de recorrências entendidas como diálogo e participação; O professor é um mero transmissor de lições-padrão, ele deverá converter-se em formulador de interrogações, coordenador de equipes de trabalhos, sistematizador de experiências, e incentivador da auto-estima. Os processos de leitura, e o modelo tradicional, afinal, o livro trás a história para ser entendida. Ao considerar a necessidade de modificar a comunicação centrada na emissão do receptor para seu universo mental, o imaginário, o educador tem que seguir métodos conceituais dentro do perfil encontrado na sua realidade para poder trabalhar o novo . Construir conhecimentos de comunicação em sala de aula é levar o aluno para viver uma realidade que precisa ser estudada em seus conceitos. A aprendizagem flui de acordo com o que se recebe. Temos grandes modificações na educação, e quando levamos para sala de aula a tecnologia apresentada esperamos alcançar um aproveitamento satisfatório dos educandos. Entretanto, o esforço está sendo feito para que se alcance uma aprendizagem, porém a tecnologia sozinha não alcança êxito, o material didático pedagógico não pode ser dispensado. E muito importante que o educando saiba que ele precisa formar a história a partir da história que está sendo contada. O desenvolvimento da aprendizagem se dá pela responsabilidade e empenho de cada um que se empenha em fazer aprender. É preciso compreender, historicamente, que a educação faz o sujeito da sociedade informada. As dificuldades em aprender surgem, mas precisam ser superadas, nas aulas dinâmicas. Procure levar a tecnologia para sala de aula e aproveitar o conteúdo didático, levando o educando a pensar, raciocinar, criar, e interpretar o que se lê. Hoje temos uma abertura flexível quanto à didática pedagógica, porém não quer dizer que o aluno não precise trabalhar a suas dificuldades. Só sabemos dos avanços quando trabalhamos as dificuldades encontradas. A dificuldade de 41 lidar com seus conflitos perante a mensagem do computador é uma realidade nova para os educandos em sala de aula, diante da nova postura: comunicar para comunicar-se. O ensino tem os seus conceitos e interagir os conteúdos, diante das informações dos conhecimentos, é cada vez melhor na sala de aula, esse quadro faz com que a escola entre na "era digital". Enquanto isso, a educação está cada vez mais investindo em novas tecnologias e atenta à necessidade de modificar a sala de aula centrada na pedagogia da transmissão. É importante saber que a educação procura soluções para situações concretas. A performance dos processos de gestão procura capacitar professores e funcionários de modo a otimizar os trabalhos de administração e de ensino-aprendizagem, preparar as novas gerações para exigências atuais e futuras do mercado de trabalho, onde o principal valor é a capacidade de aprender, de comunicar e de criar utilizando tecnologias para a prática da sala de aula, quando vem implementar o ensino em função da capacidade de seus educadores num processo de investimento pelas suas qualificações, que venha beneficiar seus educandos e a educação de modo geral. No entanto, encontramos nas salas de aula uma aprendizagem que nem sempre significa salto qualitativo em educação. Os equipamentos virtuais e acessórios equipados mostram que o conteúdo apresentado pelo professor pode ser gravado pelo aluno e caso tenha faltado à aula, pode acessar o site da disciplina onde estão disponibilizados os conteúdos dados e os exercícios propostos; a facilidade em fazer a transmissão e a distribuição em sala de aula é grande. Então, é a tecnologia, novo estilo de pedagogia sustentado por uma modalidade que supõe a interatividade, isto é, participação, cooperação multiplicidade de conexões entre informações e comunicações. Isso leva o professor a modificar sua comunicação em sala de aula e na educação. Inventar é preciso para favorecer as oportunidades que estão aí. Criar um pensamento novo, conhecer realidades, e centrados no conhecimento oportunizar ao educando o conhecimento da tecnologia na prática do seu aprendizado. O suporte plano das idéias básicas aproveita sua forma mais avançada em várias outras possibilidades de leitura e diante do qual se pode escolher dentre várias alternativas de atualização. O que significa tudo isso se não o fazer-se cidadão? Em sua ação concreta os referidos movimentos desenvolvem formas próprias de comunicação, como algo engendrado a 42 partir de toda a ação social transformadora e, ao mesmo tempo, como força intrínseca e propulsora deles próprios. Nesse patamar se desenvolve, simultaneamente, todo um processo educativo, no sentido da educação informal, o que o caracteriza como um dos ambientes propícios para efetivação das relações entre comunicação e educação. Na verdade, não é um texto, mas de uma imensa superposição de textos, que se pode ler na direção do paradigma, como alternativas virtuais da mesma escritura, ou na direção de determinados pontos que permitem prosseguir e contribuir para um espaço educacional autêntico. Não podemos esquecer que a escola quando leva para salas de aula, principalmente nas aulas de Educação Artísticas, as sucatas está sendo introduzida a intenção de construir a partir do material apresentado, o estudo dos conteúdos explorados em sala de aula. 43 3 COMO UTILIZAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM SALA DE AULA Para compreender o papel que os meios de comunicação podem desempenhar numa aprendizagem significativa, é importante aprofundar o que está por trás da relação entre emissor e receptor. O emissor é o detentor de alguém (entendimento da realidade). A compreensão do objeto que vai falar. O receptor recebe a mensagem e espera aprender o novo, aprofundando-se no entendimento da realidade. A realidade é a mediação entre o entendimento e realidade. Quanto à questão da mediação na relação de comunicação, importa dizer que a própria comunicação em seu aspecto formal, pode ser mediadora entre o emissor e realidade. A observação na comunicação apropria do conhecimento sobre o objeto, pois o que está interessado, em última instância, é o objeto de conhecido e não a comunicação em si. A comunicação desta concepção quanto maior for a possibilidade da comunicação por parte do receptor, maior será a possibilidade de se apropriar do conhecimento (ele). Na escola o objeto fundamental da ação pedagógica é propiciar ao educando condições de entendimento da mesma. A comunicação deveria pautar-se pelo conjunto de variáveis que garantissem alcançar esse objetivo. A clareza da comunicação auxilia o educando no desenvolvimento da criticidade para o efetivo senso da realidade. A comunicação é um processo em curso de trabalhos voltados para as ligações humanas em toda sua amplitude. Na tecnologia temos os avanços disponibilizados para usar em benefício do conhecimento didático pedagógico. O ambiente funcional educativo busca o diálogo entre receptor e emissor. A esfera social mostra-seinovadora, com mensagens de textos escritos para que a própria comunicação possa ser mais usada na escola, sendo ela apenas uma mediadora da realidade, não da própria realidade, mas tem que ser vista e usada criticamente em relação a ela (realidade). O educando e o educador não se devem submeter acriticamente aos ditames do livro-texto. O limite da verdade não está no texto, que é o meio de comunicação. Para 44 exemplificar, os livros são usados e são assumidos como se estivessem dizendo a verdade. O educando precisa saber tais acontecimentos históricos do nosso país, registrados nos livros. Querendo ou não (D. Pedro I, José Bonifácio) a independência do Brasil ia acontecer, as condições objetivas históricas apontavam para isso. É preciso ter ciência de que o meio de comunicação transmite uma “visão” da realidade e não a realidade. Entretanto, ela transmite a mensagem de quem criou , podendo ou não estar próxima ou distante da realidade. O que importa é o entendimento de fato, a realidade interpretada conhecida. O vídeo, DVDs, o Cinema, os visuais estáticos (...) são meios de comunicação que: mediam o educando, ou receptor, e a realidade. Tudo isso é uma análise para se chegar a uma síntese. Os meios de comunicação utilizados e elaborados solucionariam os problemas da aprendizagem, (pensamento histórico). Chegou-se mesmo a considerar, que sem a utilização de materiais didáticos (os meios visuais e audiovisuais) não ocorreria uma boa aprendizagem. Os meios de comunicação não resolvem a questão da aprendizagem, eles auxiliam, se forem bem utilizados. Cada um destes meios, sendo bem utilizados, desempenha um papel fundamental na aprendizagem pedagógica na medida em que cada um deles possui virtudes diferentes à realidade e ao educando. O cinema, por exemplo, mostra a imagem física do mundo, importa a comunicação do entendimento para conhecer que ali está a recriação, segundo a visão daqueles que conseguem ver o mundo na montagem da comunicação do produto inserido. Diante desta colocação pode-se argumentar que o meio de comunicação, como um filme, origina múltiplas interpretações, além daquela que o próprio autor lhe quis dar. Abordar questões de multiplicidade dos seres humanos é trabalhar os sentimentos interpretativos. Todavia, não podemos esquecer de que estamos falando do uso pedagógico – didático - do meio de comunicação. A esse objetivo a escola propicia ao educando a apropriação mais objetiva possível. Interage no conhecimento da sua realidade para o desenvolvimento pedagógico didático com os educandos, mostrando que a comunicação é fruto do conhecimento adquirido e estuda para serem interpretados e aplicados. A unidade de ensino sobre a mensagem da comunicação, por qualquer meio que seja não pode permitir múltiplas interpretações do mundo físico. Mesmo que a ciência venha mostrar, 45 mas a realidade é esta que já está. O que faz a diferença entre a comunicação e a interpretação é que : Transmitem-se conhecimentos, direcionados para o novo; Integra a visão dos modelos desvendados nas multiplicidades dos seres humanos; Comunicação do ponto de vista pedagógico. A disposição interativa permite fazer a comunicação não apenas do trabalho da emissão, mas a própria mensagem da comunicação. A participação entendida educando como troca de ações, controle sobre acontecimentos e modificação de conteúdos, já faz parte do entendimento da comunicação recebida. O educando pode ouvir, ver, ler, gravar, voltar, ir adiante, selecionar, tratar e enviar qualquer tipo de mensagem para qualquer lugar, (comunicação do conhecimento didático - pedagógico). E em interatividade permite ultrapassar a condição que se manifesta pela própria comunicação. Os papéis sociais são definidos levando em consideração as instituições onde se desenvolvem a prática do sujeito. O educador desenvolve sua prática no espaço da escola - enquanto instituição social - é tarefa da escola a transmissão/criação sistematizada da cultura entendida como o resultado da intervenção dos homens na realidade, transformando-a e transformando a si mesmo. A experiência que quer ter, criando na ação em tempo real, a sua intervenção implica não só a apreensão da mensagem, mas, sobretudo, o entendimento do que foi comunicado. É necessário esforço de comunicação ou da intercomunicação, e um esforço pessoal de apropriação. Os meios de comunicação servem de apropriação do conhecimento, mas eles não realizam. A apropriação do entendimento é realizada pelo sujeito do conhecimento com sua intimidade cognitiva. A competência significa falar e saber fazer bem. Apesar das diferenças entre diversas concepções de educação e de escola presentes em nós, elas sem dúvida concordam em definir desse modo a competência para desenvolvimento das ações aplicadas. Entretanto, é preciso (o alerta da crítica) ao explicar o que se quer dizer quando se faz essa afirmação, uma vez que é essa a tônica do discurso da maior pane dos educadores. Diante 46 disso, como os meios de comunicação poderão auxiliar, pedagogicamente, na preparação do educando para a cidadania? Em todas as suas modalidades tem um papel imprescindível de mediador da realidade no processo pedagógico da apropriação do conhecimento, pois tem a possibilidade de registrar e transmitir o acúmulo de conhecimentos já produzidos pela humanidade, fato que significa deter resultados do esforço histórico. O desafio explícito que mais aparece na distribuição em massa, é próprio também da fábrica e da escola, são as novidades digitais. A modernização criada para este público, "educação para todos", tornou-se instituição de massa, dispensando ao conjunto da população, a ser instruído, um tratamento uniforme, garantido por um planejamento centralizado. Quando programas de TV investem no treinamento de profissionais que terão que se adaptar à linguagem digital, para se aplicarem na sala de aula, ela está, na realidade, trabalhando a percepção futura dos educadores na função pedagógica e exercício da didática. E, procuram desenvolver alternativas interativas em seus programas para atender o novo espectador. Tudo isso, traduzido em estratégias que articulam emissão e recepção, garantem a "aprendizagem" e preparam para o conhecimento educativo. Ocasião em que o educando conhece as informações e comunicação. A inquietação do processo educativo cultural diante da interatividade, na escola e nos sistemas de ensino, orienta para os contextos desenvolvidos sempre na realidade presente com os olhos voltados para o futuro educacional. É preciso despertar o interesse dos educandos e educadores para uma nova comunicação em sala de aula, seja ela presencial ou virtual. Enfrentar o fato de que tanto a mídia quanto a sala de aula estão diante do esgotamento do mesmo modelo que separa emissão/recepção. Muitos educadores já perceberam que a educação autêntica não se faz sem a participação genuína do educando, a educação não se faz transmitindo conteúdos de A para B ou de A sobre B, mas na interação de A com B. No entanto, presenciam uma distância, e isso causa preocupação, se observa a modificação dos valores disciplinares e indisciplinares nas salas de aula. A aula presencial prevalece sempre com baixa participação oral. Na educação, em grande parte, está centrada a lógica da distribuição, na transmissão de informações ou "conhecimentos". 47 Quando nos referimos à via Internet, a tecnologia digital, ainda centrados na transmissão de dados, desprovidos de mecanismos de interatividade, de criação coletiva. Portanto, é preciso ir além da percepção de que o conhecimento é centrado na emissão, perceber que a comunicação tem a interatividade e não apenas a separação da emissão dos programas educativos. Conhecer mais sobre a modificação da comunicação na aprendizagem, naconstrução do conhecimento, em suma, no exercício da participação cidadã. Em nossos dias, mesmo ganhando maturidade teórica, o desenvolvimento conhece os vários segmentos do seu público; não é da preocupação do que é melhor para esse público, mas ela conhece o bastante para, no mínimo, trabalhar sua maturidade em benefício da formação do educando. As escolas aos poucos vão identificando as características do seu público, das habilidades específicas nas atividades instrucionais. A descrição cuidadosa do público a ser atingido auxilia grandemente no planejamento da estratégia a ser adotada; da quantidade, da velocidade, do ritmo do tempo da instrução; ao nível de dificuldade com que a informação será apresentada; do vocabulário a ser empregado nos textos para a leitura livresca de recursos dos conteúdos, para aprendizagem colaborativa. A perspectiva de libertação da comunicação da lógica da transmissão básica nas etapas dos desenvolvimentos indica as habilidades relevantes ao atingir os objetivos propostos. A interatividade de comunicação pode ser empregada para significar a comunicação entre interlocutores, no entanto, para que haja interatividade é preciso garantir duas disposições basicamente: A dialógica que associa emissão e recepção da comunicação; A intervenção do conteúdo da mensagem e suas modificações para interpretação dos fatos. A esta mudança fundamental a comunicação procura emitir mais no sentido que se entende habitualmente convertidos nas informações. O computador e a Internet, são um conceito de comunicação . A participação ativa da comunicação em sala de aula, com os meios de comunicação que temos, trabalha a participação sensório-corporal, esta é avaliada, revisada, 48 o que envolve o planejamento, coleta e interpretação de dados e informações referentes a um conjunto específico do desenvolvimento dos programas educativos. É preciso operacionalizá-lo, para que possamos ter uma educação de boa qualidade, efetiva e agradável. Poderíamos falar de várias características intrínsecas, tais como: rádio, TV, Internet, cinema, teatro, etc. Mas a tradição oral da cultura brasileira e do caráter oral da linguagem regionalizada atende as necessidades do público específico nos programas educativos. A simples adaptação da linguagem; do caráter interdisciplinar educativo, cumpre a utilização do planejamento desenvolvido geograficamente, eficiente e agradável, para o entendimento da realidade encontrada. As televisões educativas no Brasil refletiram sobre nossa historia, nossa política, nossa conscientização como cidadão. Ela procura abordar temas como: Televisão e educação; Educação e saúde; Condições sócio-econômicas; Estudo geográfico. O respeito pelo nosso regionalismo cultural, folclore, hábitos, costumes e linguagens, pela nossa rica e imensa variedade regional. A televisão mostra e esclarece através de um meio de apoio para o ensino, como caminhos possíveis para a solução de problemas por demais complexos. O educador propõe o conhecimento à distância, a participação do aluno se inscreve no conhecimento criado pelo educador, de modo que procure evoluir em construção de uma coerência educadora. O aluno não está mais reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Ele precisa criar, modificar, construir, aumentar e torna-se responsável pelo auto- conhecimento . O educador disponibiliza as possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são acionados pelos educandos. A possibilidade de significações livres e plurais, a coerência com sua opção crítica embutida na proposição, colocam-se abertos a ampliações, a modificações, vindas da parte dos alunos do conhecimento obtido nas informações recebidas. 49 A sala de aula não é o lugar para se ouvir histórias, mas para fazer história. Mais do que "conselheiro" ou "facilitador", o educador converte-se em formulador de problemas, provocador de interrogações, coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências. Assim, o conhecimento tem a distribuição, da perspectiva do conhecimento, participação ativa dos educandos em aprender. Enfim, a responsabilidade de pensamento, para adaptar uma nova sala de aula, capaz de educar em nossas realidades encontras ao longo do tempo. A escola é o lugar destinado a formar cidadãos esclarecidos, senhores do seu próprio destino. Entretanto, a sala de aula convive tradicionalmente com um impedimento de base ao seu propósito primordial de educar para a cidadania. A participação do aluno na construção do conhecimento e da própria comunicação retrata o quanto está sendo útil seu empenho de educador no processo educativo. O processo da educação escolar sempre conviveu com esse impedimento. Segundo Pierre Lévy, "a escola é uma instituição que há cinco mil anos se baseia no falar-ditar do mestre". Para Paulo Freire a pedagogia da transmissão é o modelo mais identificado como prática de ensino e menos habilitado a educar. O desenvolvimento de uma teoria da comunicação e a crítica da transmissão. A sala de aula segue tradicionalmente com o professor e alunos frente a frente. O aluno terá a aula na escola, e novas proposições configurando a sala de aula virtual. Porém, é certo que esteja apenas iniciando a proliferação do "ensino” exclusivamente informatizado para promover o desenvolvimento das habilidades. Participação-intervenção dos alunos, na construção do conhecimento e da comunicação; Emissão e recepção, sabendo que a comunicação e a aprendizagem são produzidas pela ação conjunta do educador /educando; Receptor, ampla liberdade de associações, de significações; A comunicação e o conhecimento se constroem no trabalho solidário; A expressão aprende a lidar com as diferenças na construção da tolerância e da democracia. 50 Apresento as habilidades necessárias para o aproveitamento do potencial das novas tecnologias em sala de aula. Contudo, não se destinam somente a conceito de comunicação, tais habilidades são necessárias também para o professor que quer modificar sua postura na sala de aula com os recursos que possuir. Ambos podem aprender, potencializar o trabalho docente sabendo que é preciso o conhecimento histórico das linguagens culturais dos educandos em suas próprias realidades. Supõe que o conhecimento, os textos, os conteúdos, e a prática desenvolvida em sala de aula, têm a função de formar no educando a criticidade inovada, capaz de se integrar no exercício de sua cidadania. A informação gera um ambiente comunicativo, interativo que distribui o conhecer da nova dimensão técnica resultante das habilidades necessárias para que o educador aproveite o potencial em sala de aula. Seja qual for a sua realidade, na sala de aula o educador interage seus conhecimentos, resgatando dentro do material didático o repasse de sua metodologia com os seus alunos. Aqui pode contar com a utilização das novas tecnologias na educação. O professor exige uma multiplicidade de recorrências entendidas como diálogo e participação; O professor é um mero transmissor de lições-padrão, ele deverá converter-se em formulador de interrogações, coordenador de equipes de trabalhos, sistematizador de experiências, e incentivador da auto-estima. Os processos de leitura, e o modelo tradicional, afinal, o livro trás a história para ser entendida. Ao considerar a necessidade de modificar a comunicação centrada na emissão do receptor para seu universo mental, o imaginário, o educador tem que seguir métodos conceituais dentro do perfil encontrado na sua realidade para poder trabalhar o novo . Construir conhecimentos de comunicação em sala de aula é levar o aluno para viver uma realidade que precisa ser estudada em seus conceitos. A aprendizagem flui de acordo com o que se recebe. Temos grandes modificaçõesna educação, e quando levamos para sala de aula a tecnologia apresentada esperamos alcançar um aproveitamento satisfatório dos educandos. 51 Entretanto, o esforço está sendo feito para que se alcance uma aprendizagem, porém a tecnologia sozinha não alcança êxito, o material didático pedagógico não pode ser dispensado. E muito importante que o educando saiba que ele precisa formar a história a partir da história que está sendo contada. O desenvolvimento da aprendizagem se dá pela responsabilidade e empenho de cada um que se empenha em fazer aprender. É preciso compreender, historicamente, que a educação faz o sujeito da sociedade informada. As dificuldades em aprender surgem, mas precisam ser superadas, nas aulas dinâmicas. Procure levar a tecnologia para sala de aula e aproveitar o conteúdo didático, levando o educando a pensar, raciocinar, criar, e interpretar o que se lê. Hoje temos uma abertura flexível quanto à didática pedagógica, porém não quer dizer que o aluno não precise trabalhar a suas dificuldades. Só sabemos dos avanços quando trabalhamos as dificuldades encontradas. A dificuldade de lidar com seus conflitos perante a mensagem do computador é uma realidade nova para os educandos em sala de aula, diante da nova postura: comunicar para comunicar-se. O ensino tem os seus conceitos e interagir os conteúdos, diante das informações dos conhecimentos, é cada vez melhor na sala de aula, esse quadro faz com que a escola entre na "era digital". Enquanto isso, a educação está cada vez mais investindo em novas tecnologias e atenta à necessidade de modificar a sala de aula centrada na pedagogia da transmissão. É importante saber que a educação procura soluções para situações concretas. A performance dos processos de gestão procura capacitar professores e funcionários de modo a otimizar os trabalhos de administração e de ensino-aprendizagem, preparar as novas gerações para exigências atuais e futuras do mercado de trabalho, onde o principal valor é a capacidade de aprender, de comunicar e de criar utilizando tecnologias para a prática da sala de aula, quando vem implementar o ensino em função da capacidade de seus educadores num processo de investimento pelas suas qualificações, que venha beneficiar seus educandos e a educação de modo geral. No entanto, encontramos nas salas de aula uma aprendizagem que nem sempre significa salto qualitativo em educação. Os equipamentos virtuais e acessórios equipados mostram que o conteúdo apresentado pelo professor pode ser gravado pelo aluno e caso tenha faltado à aula, pode acessar o site da disciplina onde estão disponibilizados os conteúdos dados 52 e os exercícios propostos; a facilidade em fazer a transmissão e a distribuição em sala de aula é grande. Então, é a tecnologia, novo estilo de pedagogia sustentado por uma modalidade que supõe a interatividade, isto é, participação, cooperação multiplicidade de conexões entre informações e comunicações. Isso leva o professor a modificar sua comunicação em sala de aula e na educação. Inventar é preciso para favorecer as oportunidades que estão aí. Criar um pensamento novo, conhecer realidades, e centrados no conhecimento oportunizar ao educando o conhecimento da tecnologia na prática do seu aprendizado. O suporte plano das idéias básicas aproveita sua forma mais avançada em várias outras possibilidades de leitura e diante do qual se pode escolher dentre várias alternativas de atualização. O que significa tudo isso se não o fazer-se cidadão? Em sua ação concreta os referidos movimentos desenvolvem formas próprias de comunicação, como algo engendrado a partir de toda a ação social transformadora e, ao mesmo tempo, como força intrínseca e propulsora deles próprios. Nesse patamar se desenvolve, simultaneamente, todo um processo educativo, no sentido da educação informal, o que o caracteriza como um dos ambientes propícios para efetivação das relações entre comunicação e educação. Na verdade, não é um texto, mas de uma imensa superposição de textos, que se pode ler na direção do paradigma, como alternativas virtuais da mesma escritura, ou na direção de determinados pontos que permitem prosseguir e contribuir para um espaço educacional autêntico. Não podemos esquecer que a escola quando leva para salas de aula, principalmente nas aulas de Educação Artísticas, as sucatas está sendo introduzida a intenção de construir a partir do material apresentado, o estudo dos conteúdos explorados em sala de aula. 53 4 COMUNICAÇÃO DA EDUCAÇÃO O conceito de educação e comunicação é a parte integrada das instituições de ensino. O objetivo de pesquisa vem em diversos ângulos, problemática da educação, que procura contribuir às propostas educacionais; formando professores, para a transformação e melhoria da realidade educacional da sociedade. Se não existir a comunicação a educação não acontece. Ela é o eixo principal dos objetivos a serem trabalhados ao longo do tempo. Quando pensamos e exigimos uma didática de qualidade, procuramos em primeiro ângulo a junção entre educadores x comunicar e comunicar para educar. A análise da comunicação é a forma de apresentar seus parâmetros para um desenvolvimento mais amplo. Esta amplitude de possibilidades, quando pautada em princípios que privilegiam a construção do conhecimento, o aprendizado significativo, interdisciplinar e integrador do pensamento racional, estético, ético e humanista, requer dos profissionais novas competências e atitudes para desenvolver uma pedagogia relacional: isto implica criar e recriar estratégias e situações de aprendizagem que possam tornar-se significativas para o aprendiz, sem perder de vista o foco da intencionalidade educacional. Por outro lado, não se pode deixar de conhecer e de tratar as questões específicas destas possibilidades e suas inter-relações. Este nível de compreensão é que dá mobilidade para o profissional lidar com o inusitado de forma criativa, reflexiva, crítica e construtiva, rompendo com isso a aplicação de soluções prontas ou práticas padronizadas. Tais soluções e práticas não encontram eco no paradigma atual, no qual se torna evidente a necessidade de integração entre a gestão administrativa e a gestão da sala de aula, dos recursos tecnológicos e das áreas de conhecimento. O projeto de sonhos vivenciados hoje na prática favorece um enorme potencial de mudança, na medida em que revela a insatisfação com o que está acontecendo hoje. E a negação de uma realidade insatisfatória. Ainda que essa negação se dê apenas a nível individual. A educação se insere numa zona intermediária entre a necessidade e a possibilidade, entre a estrutura e a infra-estrutura, entre o real e o imaginário, entre a ação e a representação. A maior atração que a escola exerce sobre as classes populares tem a ver com esse sentimento 54 difuso, ainda não articulado de forma clara. Ao educador caberá a difícil tarefa de manter a unidade dentro dessa diversidade. E se a via é de mão dupla, ele será não apenas, mas também, um mediador das necessidades. Como deverá atuar o educador para evitar, ao mesmo tempo, essa omissão de uma participação que vai definir tudo? 55 5 OS DESAFIOS DAS AÇÕES EDUCATIVAS DA COMUNICAÇÃO Será que a escola brasileira constitui um espaço educacional autêntico? Será que as atividades desenvolvidas nas nossas escolas assumem um caráter nitidamente pedagógico? Será que a relação professor e aluno pode ser concebida como interação destinada à aprendizagem, que concentre na tarefa habilitada, com a intervenção de uma sociedade de produção de conhecimento necessário aos critérios educativos? Sabemos que as ações educativas complementares são as atividades extracurriculares que contribuem para o trabalhoescolar e que são realizadas de acordo com o projeto político- pedagógico da escola. Elas são voltadas ao desenvolvimento das potencialidades dos alunos (em sua faixa etária: criança, adolescente) e devem contribuir para os processos de desenvolvimento pessoal, no fortalecimento da auto-estima. A implementação dessas ações tem por objetivo garantir o ingresso, o regresso, a permanência e o sucesso educacional por meio da transformação da escola em um espaço atraente; da redução da exposição de crianças, adolescentes e jovens a situações de risco; da desigualdade, da discriminação e de outras vulnerabilidades sociais; da redução dos índices de repetência e evasão escolar; e da melhoria da qualidade da educação. A referência que apresenta o funcionamento burocrático da vida estudantil assume uma função negativa se examinada a essência da realidade. O serviço à comunicação pautou-se pelo caráter de servir as maiorias, através da democratização do conhecimento estocado/produzido e da identificação das questões sociais relevantes, para incorporá-las criticamente ao ensino e transformá-las em objeto das pesquisas educacionais. Aprender é encontrar-se com a necessidade de saber o valor da vida. Educar precisa de reflexão para poder recriar enquanto pessoa, suas relações e práticas educativas que venham desenvolver. Quando avaliamos o processo educativo é importante lembrar que consideramos as possibilidades de mudanças em diferentes níveis. Mesmo princípio dos processos de aprendizagem constitui as possibilidades, de mudanças em aprender para compreender, ativando os mecanismos de resistência às 56 mudanças e o desconhecido. Aprendemos com o tempo. A integração e incorporação das nossas práticas são posturas do cotidiano. Os espaços e tempos de aprendizagem na vida revelam o peso e a leveza que acompanham os movimentos de desconstrução e construção de percepções, crenças, entendimentos e referências. Frente à realidade e à experimentação dela em nossas próprias vidas. As escolas de comunicação surgiram no Brasil na década de 60. As primeiras do gênero, criadas como entidades autônomas - dento de uma estrutura universitária - aparecem em Brasília e em São Paulo. Em 1963 a Universidade de Brasília cria a sua faculdade de comunicação de massa. Em 1966, a Universidade de São Paulo implanta sua escola de comunicação cultural. Desde a origem dos profissionais de comunicação são pautados princípios vigorantes assimilando também contradições pedagógicas. As mazelas pedagógicas das escolas de comunicação reproduzem, de um lado, as disfunções educativas que estão na matriz do nosso modelo educacional, conglomerados voltados para a transferência de informações sistematizadas, distanciadas da realidade, estimulando pesquisas individuais, muitas das quais são socialmente irrelevantes. As condições do ensino chegam para capacitar os comunicadores, aptos a disseminar a cultura e visão de mundo. Apesar dos controles utilizados para selecionar tradicionalmente a engrenagem das inovações educativas. Atualmente a escola é tomada de consciências e contradições didáticas, construindo modelos pedagógicos científicos suficientes para dimensionar-lhe um espaço institucional compreendido nas ações conjuntas pedagógicas inovadoras. As dificuldades pedagógicas enfrentadas nas escolas incluem problemas didáticos que especifica mais compreende a questão educativa inerente ao padrão do ensino, portanto o quadro depende da transformação das estruturas nacionais e da implementação dos princípios integrados. Para estimular a reflexão necessária à dinamização e atualização das escolas apresentam seus desafios: 57 Concepção curricular - conjunto articulado de conteúdo. O currículo nas escolas tem uma demonstração de retalhos norteadores, diretrizes políticas ou pedagógicas que lhes dê o sentido; Império da liberdade – lista de disciplina que aloca docente e lhes dá responsabilidade específica, isso conduz a uma atitude de isolamento dos professores e o comportamento exclusivista e personalista, dentro desse universo compartimentado emerge uma tendência preocupante; a preferência que muitos professores atribui (um período, uma escola, um objeto), na qual se enclausuram periodicamente, deixando de fornecer a visão do conjunto de conhecimento estocado naquela disciplina, a síntese indispensável até a percepção e o significado de uma parcela em relação ao todo; Avaliação da aprendizagem - relação educador/educando funciona de modo a sacramentar a atividade narradora e dissertadora; Desempenho didático - os estereótipos do autoritarismo pedagógico - explícitos através de idéias, força, educação, monopólio da fala, cultura do silêncio - induziram muitos docentes a alterar sua postura na sala de aula. Desta maneira, passaram a ter condição para avaliar imediatamente a apreensão dos significados transmitidos verbalmente ou com ajuda de recursos audiovisuais, bem como para incorporar a contribuição criativa dos alunos. Mas, nem todos trilham pela rota do ensino dialogado, da aula-debate, da conversação sistematizada. As ações comunicativas abriram uma possibilidade de reestruturação para a ordem disciplinar entre a formação básica e a profissionalizante, e essa questão começa a ser desenvolvida em várias escolas. Hoje presenciamos as divisões das turmas, intercalações das disciplinas humanistas e disciplinas profissionais, reunindo pequenos grupos da mesma habilitação. Outro ponto a ser observado nas ações é a disciplina comum ao longo da estrutura seriada (razões econômicas, salários docentes etc.). Trata-se das mesmas estratégias usadas nas instituições que trabalhavam com sistema de créditos, barateando o custo didático (turmas maiores, independente da sua predisposição educacional ou interesse científico). Contudo, o ensino das disciplinas do troco comum reside na sua orientação metodológica. O foco da 58 formação de educadores vem responder a alguns desafios apontados para a educação, que se colocam nas ações educativas desenvolvidas com nossas crianças e adolescentes: Os interesses e realidade da nossa sociedade; A ação tem uma articulação da exigência de investimento nas inovações metodológicas (quantidade, mas também qualidade). A tentativa em procurar fazer a mudança, considerando que as práticas estão mais próximas de suas propostas específicas. Os desafios apontados indicam a necessidade de identificar e orientar, na prática, os movimentos necessários para construir respostas e perceber os resultados do que se faz, sugerindo uma investigação profunda nas ações. Em função disso o eixo central é a própria ação político-educativa desenvolvida nos seus diferentes contextos socais. A investigação das ações educativas sugere dois movimentos básicos: um movimento de afunilar, olhar para o centro da ação que está sendo desenvolvida nas nossas escolas. E o abarcar (olhar a experiência em seu contexto), junto a outras experiências, em suas articulações e composições com projetos políticos mais amplos, de conquistas e garantia de direitos e expressão da ação educativa. Portanto, os objetivos gerais de uma proposta desta natureza podem ser desenhados da seguinte forma: Reorientar as propostas de forma que possam abrir novas dimensões dos conhecimentos sobre a realidade; As mudanças/transformações que vêm ocorrendo na vida dos educadores e ações educativas; As referências metodológicas no trabalho; As práticas educativas, procurando fortalecer a autonomia e auto-organização no desenvolvimento de suas ações. Os professores quase sempre se distanciam do papel que lhes cabe, do papel curricular, proporcionando subsídios destinados à compreensão da realidade da comunicação e 59 a educação. As aulas são deduzidas futuramente como pesquisas científicas dasexpectativas disciplinares humanistas, fundadas nas práticas e atividades pedagógicas. Muitas vezes as atividades têm sido conduzidas como modelos organizacionais. Para compreender a escola e seu resultado é preciso recorrer e sentir força ampla da palavra cultura e comunicação das expressões de linguagem ou de diferentes grupos sociais. A comunicação deve ser entendida como transformadora da natureza pelo trabalho do homem e de suas contribuições importantes para a compreensão da abrangência dos determinantes culturais. Os resultados que pretendemos alcançar com os processos de formação, no sentido de traduzir os aprendizados em alterações nas práticas educativas não é possível se não partimos da perspectiva de situar os sujeitos que desenvolvem a ação, no seu fazer; isto significa que desenvolver e expressar as capacidades e possibilidades de perceber, analisar e recriar suas práticas está intimamente ligado às possibilidades e motivações de rever e recriar seus próprios projetos de vida, (nossa realidade). A princípio, o trabalho de formação é bem mais uma perspectiva e uma postura que um tema. Desenvolver um trabalho com a identidade do processo formativo é essencialmente a construção do encontro de suas motivações e expectativas. A essas capacidades e limitações, aprofunda-se a qualificação em saber fazer. A trajetória de construção de identidades em seus contextos e experiências resgata suas fontes de aprendizagem centrais da experiência de aprender, à base de seus processos de aprendizagem. Apropriam-se (educadores) de suas referências afetivas, políticas e culturais, e de experiências que facilitaram e/ou dificultaram seus aprendizados na própria vida. É comum repetir algumas idéias no trabalho, elas vivem o sujeito de seu próprio aprendizado, a educação. Se através do diálogo e troca de conhecimentos, saberes, nos relacionam as trajetórias e limites de suas potencialidades já conhecemos o seu universo cultural, dos significados e representações educativas. É necessário reaproximar o universo cultural e compreender a imagem da percepção dos que estão em sua volta e os conceitos sociais existentes. Estas referências são centrais na relação educativa, constrói uma referência positiva e fortalece a participação dos alunos. 60 Essas contribuições servem, sobretudo, para distinguir a cultura do saber escolar. Mostrando que a escola deve, para ser bem sucedida, colocar as ações educativas em benefício do seu aluno. A visão que Freire tem do ser humano como um sujeito em relação com o mundo implica uma concepção das relações entre os homens que é extremamente importante, para que possamos entender um conceito de comunicação. Freire argumenta que “o mundo social humano não existiria se não fosse um mundo capaz de comunicar” e prossegue afirmando que “o mundo dos seres humanos é um mundo de comunicação.” Diz também que “uma pessoa só pode existir em relação a outras que também existem e em comunicação com elas”, mas ele vai mais além ao sublinhar que: “os homens não podem ser verdadeiramente humanos sem a comunicação, pois são essencialmente comunicativos. Impedir a comunicação equivale a reduzir o homem à condição de coisas... Somente através da comunicação é que a vida humana pode adquirir significado.” A educação se constitui pelo fato de que em todas as sociedades, as comunidades garantem suas transmissões de normas, valores, crenças, enfim, da estrutura educacional comunicativa. A socialização do conhecimento acumulado faz saber sobre como se pode obter o conhecimento e as formas conscientes para o exercício dos direitos e deveres de cada cidadão. A escola dedica-se a ensinar os saberes científicos e a habilitar para o ingresso na vida profissional. O seu objetivo é maior, é preparar as pessoas para o exercício de seus direitos. As ações educativas da comunicação e trabalhar dentro da escola a preparação em aprender para empreender no mercado que o espera. O processo formativo, família/meios de comunicação, tem uma relação que influencia o indivíduo, participa na vida cotidiana. Os meios de comunicação de massa, especialmente a televisão, têm evidenciado seu potencial e poder de influência na sociedade. A formação do conhecimento contemporâneo se dá 61 para além da educação formal, numa dinâmica de múltiplas mediações sociais. A expressiva porção de conteúdos assimilados pelas pessoas é absorvida através dos meios de comunicação. Com o crescimento da tecnologia, as grandes cidades demonstram uma presença cada vez mais intensa da comunicação na vida das pessoas. Essas ações se devem a atitudes interessantes, propriamente em fazer a educação acontecer, assumindo seu caráter pedagógico. Embora acabe, freqüentemente, por influenciar profundamente a juventude a educação desenvolvida na escola. A comunicação coloca-se, assim, no espaço da educação informal, que ocorre nas dinâmicas sociais do dia-a-dia onde o indivíduo se vê, em interação com seus pares e com as manifestações culturais e informativas com que se depara habitualmente nas esferas das ações e comunicações. Saber incentivar o autoconhecimento é utilizar as ações educativas reformando a trajetória e buscando a vinculação das suas experiências de trabalho ao longo do tempo. Quando podemos construir as relações do grupo estamos motivados a compartilhar experiências e disposições. Isso identifica a ação educativa, introduz o mapeamento das reflexões sobre o fazer educativo. A formação tem um papel de fazer e responder, saber conhecer suas raízes, sua trajetória e suas relações com a família e comunidade. As ações educativas têm que vir de fora para dentro da escola, quando se trabalha a auto- estima do aluno. Precisamos saber como é o seu convívio para aprender-ensinar. A necessidade se propaga para situar também a ação e relação de um contexto social mais amplo, o cenário econômico, político e cultural onde se localiza a experiência. Os elementos importantes para esta contextualização são: A história do seu reflexo e na relação com as famílias; A família, a comunidade; Os espaços específicos e suas possibilidades de sobrevivência; O movimento de registrar suas experiências. 62 Existem diferenças significativas que envolvem as diferentes experiências educativas nos seus espaços de vida, que precisam identificar e lidar com as semelhanças e diferenças encontradas. Diante destas necessidades de investigação e sistematização, os processos educativos desenvolvidos têm buscado mapear as propostas pedagógicas desenvolvidas, e procuram oferecer referenciais teóricos e metodológicos comuns para este trabalho, construindo, coletivamente, instrumentos para o registro e sistematização das atividades, de forma que este seja um exercício introduzido na dinâmica e cultura do trabalho. Encontramos vários instrumentos: A ação educativa em seus princípios (objetivos, a metodologia e produtos); Sujeitos envolvidos na ação educativa, espaços e movimentos. A importância central do desenvolvimento da capacidade dos educadores é produzir conhecimentos a partir de sua intervenção e problematização acerca da realidade onde atua. O diagnóstico é feito, os resultados são analisados e atualizados, de acordo com o aprofundamento que vai se fazendo a partir de algumas referências teóricas, e também a partir da apuração e ampliação do olhar sobre si, sobre o outro e sobre a realidade. Quando trabalhamos espaços educativos, conhecemos propostas alternativas que fundamentam um discurso de suas possibilidades. No âmbito da educação informal, na questão das relações entre comunicação e educação no processo de conquista de cidadania, o papel da mídia, surge em conseqüência da práxis nos movimentos populares, comunitários, e das demais organizações que tenham como estratégiaa consecução dos interesses coletivos. Refiro-me ao conjunto de organizações das classes que são constituídas com objetivos, em tentarem obter um melhor nível de vida através da satisfação dos direitos básicos na sociedade. Os serviços de atendimento, a escola, como: Bairros (moradias); Reforma agrária etc. 63 Já as organizações formais, têm o objetivo para a realização das mediações de caráter educacional. O material de apoio logístico vem especificar os seguimentos das sociedades. Contudo, o principal movimento de ensino tem passado suas orientações metodológicas. Dessa maneira as disciplinas humanistas, ou de fundamentação científica, acabam sendo substituídas por atividades técnicas, as matérias práticas. Em primeiro lugar, as fases dessas manifestações preocupam as estruturadas das ações educacionais. Por sua vez, a educação, entre outras dimensões, implica um educar a si mesmo. O sistema será tanto mais educativo quanto mais rico for a trama de interações comunicacionais, que saiba abrir e por à disposição dos educandos. Uma comunicação educativa, concebida a partir dessa matriz pedagógica, teria como uma de suas funções estratégicas promover o desenvolvimento da competência comunicativa dos sujeitos educandos. A questão das ações educativas mostra movimentos sociais num processo de comunicação, onde ela pode tornar-se sujeito do seu processo de conhecimento, onde ela pode educar-se através de seu engajamento em atividades concretas no seio de novas relações de sociabilidade que tal ambiente permite que sejam construídas. No entanto, os trabalhos que se realizam nesse âmbito acrescentam seus desvios a sua destinação didática. A participação na comunicação é um mecanismo facilitador da ampliação da cidadania, uma vez que possibilita a uma pessoa tornar-se sujeito de suas atividades dos meios de comunicação que resulta do processo educativo. 64 6 CONDICIONAMENTOS E PERSPECTIVAS As dificuldades pedagógicas existentes nas escolas de comunicação não lhe são exclusivas. É conhecido um trabalho educativo onde pode facilitar a valorização das identidades e raízes culturais, abrindo espaço para manifestações dos saberes e da cultura da população. A participação das pessoas na produção e transmissão das mensagens de comunicação contribui para que elas se tornem sujeitos, se sintam capazes de fazer aquilo que estão acostumadas a receber pronto, se tornam protagonistas da comunicação e não somente receptores. “Aprender e permitir posicionar-se objetivamente e usar a sua intuição para mudar o que já está suas cores formas e ver usando outros olhos”. Esta experiência impulsiona e estimula um olhar novo para as ações educativas. Para essas capacidades é preciso desenvolver a autocrítica, reconhecer as insuficiências das práticas, buscar espaços, idéias, articulações para potencializar e realizar saberes, educar educando-se. Supera limites e princípios das práticas educativas. Repensa experiências, na definição de ações objetivas claras e bem situadas nos desafios diante da realidade. O investimento na articulação de ações dentro do projeto educativo, integra o conjunto que atua, gerando alternativas. A análise das ações educativas é a clara necessidade de que estas ofereçam caminhos pedagógicos para um desenvolvimento integral dos instrumentos que possibilitem a construção, orientação e encaminhamento alternativo. Nessas condições em que vivem - nos seus ciclos cotidianos - a escola, família e comunidade; no processo de educação para o trabalho, indicam, no momento adequado, as vias de profissionalização. O estímulo analisa-se que as experiências têm feito uma elaboração razoável em torno do crescimento, da dimensão política do trabalho e da ação. Ainda se faz necessário, no entanto, identificar e explicitar as ações, sistematizá-las e socializá-las em função do enriquecimento e qualificação básica na compreensão do processo educativo, destacando: a dinâmica cultural que se dá no seu fazer educativo, a metodologia da educação social, os instrumentos e a sistematização. 65 A esses veículos de comunicação produzidos por setores organizados, ligados ao desenvolvimento da educação para a cidadania, entende-se que as relações entre ações educação e comunicação se explicitam, pois as pessoas envolvidas em tais processos desenvolvem o seu conhecimento e mudam o seu modo de ver e relacionar-se com a sociedade e com o próprio sistema dos meios de comunicação de massa. Quando os instrumentos tecnológicos de comunicação adquirem uma visão crítica, nas informações que recebem para aprender através da vivência, da própria prática desenvolvida em sala de aula. Presenciamos por exemplo, iniciativas na integração pedagógica e planejamento, cooperação nos cursos de aperfeiçoamento. É possível que as ações educativas motivem o educando criticamente nos processos educacionais e que analisem as demandas sociais mais avançadas. As mensagens com as quais se deparam cotidianamente levam a entender sobre as estratégias e as possibilidades de manipulação (mensagens recebidas dos meios de comunicação) ou até mesmo a participação nas ações educativas de informação. Conhecer as possibilidades de reestruturação condicionada à informação ou à programação, dinâmica do mercado de ações comunicativas da educação. O ponto fundamental é perguntar-se sobre os tipos de espaços de formação, se as experiências educativas e os espaços pedagógicos são atraentes, bonitos, animados, agradáveis e oferecem possibilidade e estímulos que desenvolvam suas potencialidades afetivas, artísticas, profissionais. É preciso ser considerado para contribuir situação no desafio presente às propostas pedagógicas é lidar com os tempos no universo dos que vivem o tempo do agora, do imediato, a educação é um processo onde a perspectiva do futuro está presente. O sentido analisa e reinventa suas concepções e práticas metodológicas, os processos de formação tendo sugerido uma sensibilização para o "olhar" a partir de diferentes referenciais; analisar o significado político dos projetos e perceber como a proposta pedagógica e metodológica integram as dimensões de gênero e de etnia. As experiências chamam a atenção das concepções e práticas educativas, constituindo um desafio de dialogar e aprender. As análises das experiências trazem um ponto comum na busca de exercitar e construir cidadania no trabalho e ressalta-se que não basta apenas juntá-las e fazer viver os desafios e exigências, as perspectivas asseguram a qualidade dos resultados que se quer alcançar. As atividades engajam os movimentos de interesse educacional em atuar o conteúdo das mensagens do processo comunicativo. A ação educativa traz movimentos comunitários voltados 66 para experiências checadas no conteúdo, mostrando suas potencialidades educativas. O sistema educativo representa uma conquista da humanidade enquanto instrumentos capazes de democratizar, em aprender com o conhecimento, do senso comum ao científico. A visão da sociedade sobre as crianças e adolescentes é marcada pela carência e pelo abandono. Naturalmente, todos, educadores e educadoras, estão também influenciados por esta percepção reducionista e preconceituosa; é preciso trabalhar no nosso processo de reeducação das contradições da nossa própria cultura. Vê-los com outras lentes, com seus desejos e valores, verdadeiramente, ser parceiro na construção de uma imagem e auto-imagem favorável ao desenvolvimento da auto-estima A visão acerca das crianças e adolescentes se estende, muitas vezes, para as suas famílias; daí certa naturalidade em culpá-los, em algumas situações, pela exclusão e marginalização dos seus filhos e filhas, reforçando, desta forma, o distanciamento entre eles e elas. É necessário repensar esta visão, resgatandoa complexa trama das responsabilidades, em vez das culpas, e resgatando a importância das famílias na formação e desenvolvimento das crianças e adolescentes, contribuindo para o fortalecimento dos laços afetivos entre estes. Dentre os desafios, ainda se apresenta a necessidade de construir compreensões mais claras, coletivamente, sobre o projeto político-pedagógico, reconhecendo o papel do planejamento na identificação sobre o que se quer realizar e que metodologia utilizar para desenvolver os projetos. Ainda se caracteriza como desafio a tentativa de entrelaçar as dimensões de gênero e etnia nos processos educativos, mesmo sendo explicitada cada vez mais a perspectiva da integralidade nas ações educativas. Tem-se refletido que vale possibilitar a expressão das crianças e adolescentes em suas diferenças de gênero; estar atento ao discurso usual masculino que tende a inviabilizar as diferenças existentes entre meninos e meninas e ainda a necessidade de identificar e trabalhar entre os educadores e educadoras as diferenças e valorações dos papéis de mulheres e homens, construídos socialmente. Em relação à necessidade de se ter maior clareza sobre a incorporação nessa dimensão, as ações educativas sugerem buscar na história as suas próprias realidades, mostrando seus valores e posturas de uma sociedade frente à sua diversidade étnica. Quando se trabalha a identidade se resgata valores de sua origem (raça). Vivenciar e refletir sobre a 67 identidade de educadores, bem como sobre os nossos limites e capacidades de expressar-se no próprio rosto. É preciso conhecer-se bem, procurar olhar para dento do seu conhecimento, buscar fatos que fizeram parte da história e assim poder avaliar a capacidade da experiência do outro. O exercício e a experiência das ações avaliativas nos acompanha em toda a trajetória da vida; os registros em nós trazem ecos agradáveis ou não. Às vezes, acompanham tais momentos onde somos capazes de criar, de avaliar, servir, julgar e classificar. A necessidade de fazer avaliações mais qualitativas e identificar resultados mais claros das ações que realizamos, indica que se precisa aprender e apreender mais caminhos e instrumentos de avaliação. Com o objetivo que os processos de formação contribuam mais nesse aprendizado, um ponto de partida tem sido a identificação dos sentidos e significados de avaliar. Avaliar é centrar a ampliação dos conteúdos repassados e trabalhados dentro das ações pedagógicas. Frente a isso, é possível perceber, facilmente, que refletindo sobre o fazer educativo leva também a refletir sobre a própria trajetória (decisões na vida). O poder será vinculado a necessidades e situações que reúnem os sentidos e significados para orientar a ação educativa que desenvolvemos e as mudanças que queremos produzir/construir em nós e no nosso entorno. Entretanto, a criança procura entender o novo. Tornar todo esse processo educativo prazeroso em sala de aula, não é meta tão fácil, visto que observamos os limites de cada um, entendimento da sua realidade, acompanhamento e participação da família. Procuro centrar na história e formação da origem de cada criança porque ali está o entendimento do desenvolvimento das ações pedagógicas. A essa comunicação se deve um estudo psicológico das capacidades humanas. Ao articular sobre o todo, o confronto do que objetivamos concretizar é o aprendizado, formação da cidadania e integração à sociedade. Quando confrontamos os nossos medos em perceber limites e potenciais; estimula-se o reconhecimento de si e dos outros; ensina a olhar perto, olhar longe e definir caminhos. Não se trabalha ações sem conhecer o meio em que está inserido. As práticas colocam o desafio de repensar e desconstruir concepções de avaliação marcadas pelo caráter de perceber processos centrais do acompanhamento e a reorientação das ações educativas. 68 É fundamental considerar a avaliação como um processo interativo, através do qual educadores/educandos aprendem sobre si mesmo e sobre o processo no qual estão envolvidos. A percepção talvez mais saudável na avaliação seja de valorização do que é feito e de busca de melhores alternativas para soluções de problemas. Essas ações educativas envolvem diferentes níveis de exigência: do ponto de vista subjetivo, pessoal, das relações interpessoais; capacidade de análise crítica dos fatos, situações e experiência. É um processo de construção de novas idéias (pontos de vista observados); Repensa seus contextos e suas ações; A referência, o objetivo e a busca que identifica os resultados da ação; A prática, aprendendo seus resultados, expondo seus valores; A construção coletiva do prender/compreender; E as diferentes formas, da necessidade envolvida na ação; A construção dos processos educativos (quantitativa e qualitativa). O que esses aprendizados significam nas experiências educativas? Na tentativa de aproximar-se mais dos objetivos, das ações, e os espaços formativos têm colocado algumas perguntas norteadoras da identificação de resultados, entre estas práticas educativas geradas para os estudos educacionais na sociedade. A partir de uma análise dos resultados educativos, são colocadas algumas observações, necessidades e desafios. As categorias que, didaticamente, parecem facilitar a percepção de diferentes tipos de resultados, desde a idéia da complexidade quando se fala de resultado em processos educativos e ações culturais. Com isto, tratou-se de resultados Práticos, Políticos e Educativos. A esse princípio a divisão é apenas didática e as dimensões articuladas entre si. O processo educativo compartilha em diversos tipos de resultado e reflexão. A prática toma como base os objetivos mais específicos das ações concretas. O processo Educativo vem dos aprendizados e lições que envolvem todos os sujeitos da experiência. Quando analisamos o processo educativo Político, estamos nos referindo à capacidade de exercício e de poder. 69 O desenvolvimento das ações em grupos se dá por: Expressões pessoais e coletivas e condições de entendimento; Reconhecimento dos limites e potenciais individuais e coletivos dos grupos; Os relacionamentos educativos; A percepção da contribuição de cada programa; A comunicação fundamental das relações; O processo educativo da compreensão do universo nas suas expressões; As dinâmicas e trabalho em grupo proporcionam um melhor entendimento a respeito da individualidade e auto-estima; Os objetivos individuais e do grupo. A conjuntura atual, da história de atendimento, faz com que se possa situar a prática desenvolvida e avaliativa no que se faz. A essa experiência, contextos das ações (familiares, escolar), leva a entender melhor a realidade social e situar a proposta educativa. O universo das expressões diferenciadas e as percepções educativas mostram as semelhanças entre vários contextos. As propostas educativas precisam ser adequadas às suas necessidades. A prática educativa e o investimento da sistematização, dos elementos centrais para o fortalecimento das ações pedagógicas. A esse conhecimento histórico à referência básica, se faz necessário a construção de novos caminhos das atividades. Os objetivos encontrados nas experiências vêm promover a formação integral, importantes reflexões que possibilitam o aprendizado. Para pensar nos resultados, é importante considerar a proposta educativa um desafio da contribuição educativa. A relação educativa deve ter como perspectiva estimulante o crescimento e amadurecimento em sala de aula, de forma que as mudanças de comportamento sejam um reflexo dessas descobertas. A ação educativa precisa inserir o contexto social; A socialização conscientiza/sensibiliza; É fundamental observar os resultados no qual queremos chegar. Éprocurando avaliar, continuamente, que fazemos as motivações e recriamos, contribuindo para o seu desenvolvimento, lançando análise dos critérios na sociedade. O 70 processo de construção do conhecimento fortalece e renova. A escola busca trabalhar a cumplicidade, fundamentar para redescobrir novas maneiras de fazer educação. Isso significa dizer que a melhoria da qualidade da intervenção junto à sociedade mostra a realidade onde estão inseridos, a sua aprendizagem e os processos de formação das experiências nas práticas educativas. As manifestações de comunicação estão ligadas para mostrar os caminhos de um conteúdo comunicativo, repassar a didática da aprendizagem, no desenvolvimento em sala de aula. Os meios de comunicação foram criando na expressão, de poder ser conquistado e divulgado em suas mensagens. A superação de uma proposta comunicativa abre à sociedade mudanças que estavam marcando um novo momento da história. Porém, as experiências que transcendem práticas comunicativas anteriores, conformando-se em processos mais tocantes ao conteúdo trabalhado. As configurações evidenciam o uso das tecnologias de comunicação (rádio, televisão, internet etc.), processo crescente da democratização dos meios de comunicação na sociedade. A contribuição abre a uma transmissão de suas mensagens, bem como programas produzidos e estruturados. No entanto, a própria democratização da sociedade contribuiu para provocar modificações no interior do sistema nacional de comunicação. O interesse das audiências por temas mais sintonizados com as realidades locais faz com que até os grandes meios de comunicação procurem suprir tal demanda. Houve, portanto, um crescimento informativo, cultural e educativo. A quantidade imensa de emissoras mostra as bases da sociedade diante das ações educativas. Não basta a concentração absoluta da comunicação de massa, precisamos desenvolver metodologias educativo-culturais. Portanto, a comunicação popular, inicialmente se valeu de instrumentos simples, de pequeno alcance tecnológico de comunicação. Porém, é importante o acesso às tecnologias modernas é o fato de a comunicação em sabido adaptar-se à conjuntura da caracterização da participação. Todas essas experiências de democratização dos processos comunicativos formam as participações ativas de segmentos da população na elaboração e transmissão da comunicação. É nessa prática que se desenvolve o processo educativo para a cidadania. Para compreendermos sua dimensão enquanto instrumento educativo temos que trabalhar o contexto das organizações e dos movimentos sociais que desencadearam a formação de uma nova cultura política/educativa. 71 Ao analisar a comunicação participativa popular como processo de encontro do sujeito com sua realidade e consigo mesmo, importa promover processos de liberação de maneira pedagógica. A educação em sua prática vem transformar o valor do educando em contato com a comunicação, tanto em relação com a massiva como com a alternativa. Não era uma questão de ensino ou didática, mas de processos de aprendizagem. Nesse sentido, não se pode deixar a comunicação a um ritmo espontâneo do encontro com o público, mas ela deveria converter-se em todo um trabalho comunicativo de caráter formativo. Nas manifestações como foram referidas nos desafios cria e estabelece para desenvolver capacidades produzindo, novas tecnologias de comunicação. Trata-se, no fundo, de processos de aquisição de conhecimentos; portanto, de processos de aprendizagem. E de conceber o desenvolvimento, pelo mesmo conceito aprender/capacitar. As instituições incentivam a cultura, seus contextos de aprendizagem se transformam, de agora em diante, em um componente central das estratégias de desenvolvimento. No decorrer do aprendizado constitui-se exercício de direitos e deveres de cidadania, que vai sendo conquistada num processo lento, mas que transcende os limites do imediato. Chega-se a uma conclusão que a escola já não é mais o espaço primordialmente potencializado para educar. Os meios de comunicação passam a compartilhar de tal poder, embora nem sempre o façam indo ao encontro do bem-estar comum. Os meios de comunicação, implementados no contexto das organizações progressistas da sociedade civil, assumem mais claramente um papel educativo, tanto pelo conteúdo de suas mensagens, quanto pelo processo de participação popular que podem reunir na produção, no planejamento e na gestão da própria comunicação. Se a participação popular é algo construído dentro de uma dinâmica de engajamento social, então o desenvolvimento social, que tem o potencial de efetivar, ajudar a mexer com a cultura, a construir e reconstruir valores, contribuir para maior consciência dos direitos humanos fundamentais e dos direitos de cidadania, a compreender melhor o mundo e o funcionamento dos próprios meios de comunicação O espaço de aprendizado para o exercício de seus direitos e a ampliação da cidadania. A utilização das tecnologias de comunicação está voltada para a propaganda de atividades e a divulgação de ideologias. A comunicação, em suas atividades nas escolas, procura ser reconhecida como um sistema de comunicação do país na expressão do povo 72 brasileiro. A essa comunicação percebe-se a força de uma democratização dos meios de comunicação, muito representativa com atitude diferenciada por parte das comunidades e demais ativistas escolares. A comunicação é uma existência dos meios de comunicação que no final dos anos 80, com a criação do FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - entendeu-se, era preciso “democratizar a comunicação para democratizar a sociedade”, adotando esse lema em suas atividades. Em termos concretos, passou-se de uma fase onde o movimento de comunicação no Brasil concentrava seu esforço na aprovação de leis mais democráticas, para o desenvolvimento de ações de incentivo à produção por parte da sociedade civil - especialmente as rádios comunitárias e os canais comunitários de TV a Cabo - a partir de um amparo institucional (não mais as rádios e TVs livres e/ou piratas). E esse método foi ganhando espaço nas escolas, trabalhando uma didática mais aberta e flexível. A produção da comunicação é um desafio para a própria sociedade, em virtude dos espaços conquistados e das limitadas condições de sustentação dos veículos existentes em todo o país. E eles atualmente se articulam em torno da comunicação como atividades basicamente em função de vários fatores, devido à enorme distância que separava o interesse e o conhecimento acumulado de seus ideólogos e as necessidades dos conjuntos dos movimentos sociais. A escola tem um papel fundamental em fazer conhecer para o entender. Ao mesmo tempo, a tecnologia entra no cenário, que coloca a informática em papel de destaque. Num primeiro momento observa-se uma tímida utilização dos meios disponíveis nas escolas, com o domínio de alguns serviços. Já se aponta a convergência de sinais e suportes de áudio, vídeo e texto como a tendência do mercado para o século XXI e experiências pioneiras começam a surgir. Primeiro foram os vários arquivos e extensões de áudio e vídeo. Em seguida, os plugins para programas de acesso à INTERNET, e finalmente chegamos às rádios e TVS digitais e seus diferentes formatos. A capacidade de compressão dos dados torna o tamanho dos arquivos cada vez menores e, em conseqüência, rápidos. A nova tecnologia que possibilita o aumento da velocidade dos dados via INTERNET também traz a interatividade das diferentes mídias mais próximas a nós. E nesse contexto, muitas das reivindicações, impasses e desafios estão sendo trabalhados. 73 Torna-se o acesso da produção dos meios de comunicação com a nova tecnologia existente uma distribuição de arquivos, velocidade razoável, muitas vezes já em tempo real. Quanto aoacesso, não resta mais dúvida que os computadores são componentes de primeira necessidade nas escolas, em casa e no trabalho. Além disso, surgem iniciativas em todo o mundo visando à democratização dos cursos e da doação de equipamentos para pessoas mais carentes. Visto que a nossa realidade começa a se superar diante das dificuldades e acesso aos meios de comunicação e ingresso das tecnologias nas nossas escolas, já que visamos melhoria no aprendizado dos conteúdos trabalhados. Hoje, com a tecnologia acessível das rádios e TVs digitais, a utopia de produtores- receptores está potencialmente concretizada. 'Potencialmente', porque apesar da tecnologia já desenvolvida, existem barreiras de várias ordens a se transpor para sua popularização: o predomínio da língua inglesa em computadores e programas de alcance mundial, a largura de banda e suas diferentes possibilidades de aproveitamento, o capital a ser aplicado e o empenho de cada país na concretização desse projeto, etc. Quanto à posse e ao controle dos meios, a situação é tão original, quanto interessante: a corrida pela disputa do mercado de informática, e suas diferentes e imbricadas configurações, não leva necessariamente a uma retração da produção. Pelo contrário, é exatamente de movimento, de novas e criativas idéias que o mercado da informática necessita para incentivar o interesse das pessoas por mais serviços, troca de informações, realização de negócios, lazer, passeios e trocas de informação de caráter informal. A prática educativa requer efetivamente do educador uma posição pela missão histórica consciente do conhecimento pedagógico. Nesse sentido, colocam-se novos desafios para uma sociedade produtora-receptora de meios de comunicação: a qualidade e a quantidade de informação a ser disponibilizada, a articulação de grupos afins e desdobramentos efetivos desses grupos a partir de uma atuação educativa. O instrumento de comunicação nos coloca frente a um novo projeto de sociedade que está se esboçando. As tentativas recentes de regulamentação das transformações ocorridas no campo da educação estão nos trazendo casos exemplares, que ressaltam a necessidade de uma melhor compreensão deste fenômeno que, pela primeira vez na história, impõe por si só as condições para um novo paradigma. 74 Quando se fala em objetividade, deve se pensar nas tensões das características do objeto, a necessidade de se evitarem as interferências que podem distorcer o conhecimento. Mas se o conhecimento é relação dialética do sujeito-objeto; não posso em momento algum falar na possibilidade de não envolvimento do sujeito com o que ele conhece (conhecimento do senso comum em exercício das mudanças inovadas). A educação procura incentivar o modelo da educação aberta, através de diversos métodos e técnicas. A possibilidade em realizar técnicas da atuação do educador em cursos online, listas de discussão entre alunos de um determinado curso ou grupo de profissionais e etc. A sociedade em que alunos muitas vezes se tornam mais capacitados que os professores, em virtude da familiaridade com as novas tecnologias, o momento é de perceber essas mudanças e suas implicações, mais do que se referenciar por paradigmas de uma nova postura em relação aos interesses do conhecimento humano, em todas as idades. O entendimento do meio de comunicação trabalha suas possibilidades e nos permite a criação de um novo conhecimento, tornando-os mais convergentes (na medida em que se utiliza simultaneamente da linguagem escrita, sonora e visual) e interativos (cabendo a nós não só a escolha, como também a produção de seus programas). Analisar cada tema a ser desenvolvido, fazer com que o seu conteúdo seja entendido numa linguagem clara, favorecendo a busca da compreensão da competência e do educador na transformação do ensino interdisciplinar. Cabe a nós, profissionais da educação, o estímulo à disseminação desses novos formatos, cuja atribuição nos coloca diante de alguns impasses: estará, de fato, a sociedade disposta a produzir comunicação e divulgá-la aos seus pares ou sua vocação é a de ser receptora em sua maioria? Os profissionais especializados ou haveria um meio termo onde determinados interesses levariam as pessoas a produzir também sua comunicação? Como será essa utilização dos três suportes em conjunto, do ponto de vista estético? Qual a influência das fábricas de computadores e programas, além dos governos, na produção e controle desses novos meios? Qual a maneira mais adequada para se utilizar? As ações pedagógicas nos mostram o desenvolvimento da prática em sala de aula para despertar no aluno a percepção da realidade diante do saber que possui? São perguntas que só o futuro dos acontecimentos poderá nos responder. 75 O desafio político-pedagógico traduz o instrumento como importante na comunicação escolar, nos interesses comunitários, da possibilidade de resgate dos valores culturais étnicos. A transmissão de informações de comunicações presta serviço em educação para comunicar, assim as organizações associativas e representativas locais podem ser vistas com clareza. Se o educador pensa que sua tarefa é apenas ensinar o que o livro didático determina, ele está criando uma impossibilidade educativa. Assim como o aluno precisa se integrar com as mudanças tecnológicas, o educador tem uma responsabilidade muito maior, que é saber entender para repassar o aprender. Em espaços isolados é comum encontrar as dificuldades de acesso e manuseios tecnológicos por parte dos educandos (falo da realidade onde vivem restritamente fora da tecnologia). As mudanças vêm de um modo geral e precisam ser pensadas politicamente. Não basta que disponha de pitada de Sociologia, Psicologia, Biologia, a didática se torna agente de mudança. O funcionamento como intelectual orgânico, constitui ensinamentos comprometidos com as transformações necessárias para a sociedade. O processo foi gradualmente envolvendo e vem chegando às comunidades, capacitando-as, aproximando-as dos interesses sociais com seus novos métodos em que os diferentes grupos de profissionais se apropriem informalmente, participando na concepção e realização de programas sócio- educativos. A preocupação de acompanhar a dinâmica temporal de envolvimento da comunidade, segundo o seu próprio ritmo e estimulado são os incentivos nas sugestões de inovações. Sem dúvida, os valores culturais da história de cada um vêm conquistar as práticas de educação que representam fontes de informações muito úteis. Os alunos, na concepção de realizações de incentivos em sua criatividade, procuram, ao desenvolver suas potencialidades inatas, a facilidade de comunicação, a estruturação dos seus discursos, a capacidade de síntese e a formulação lógica de questões trabalhadas no cotidiano. As grandes tecnologias trouxeram novos paradigmas científicos, repercutindo em um modelo pedagógico, na noção de educação, na relação entre educador e educando, nos conteúdos e em novas metodologias. Se a educação, por um lado, tem um compromisso com a transmissão do saber sistematizado, por outro, deve conduzir à formação do educando, fazendo- o capaz de viver e conviver de forma participativa na sociedade. 76 Para Moram (1995), uma mente aberta, interativa, participativa, encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação. A Pedagogia, utilizando-se das tecnologias, ainda não é comum em salas de aula. Isto provém de vários fatores registrados pela história da educação e pelo próprio profissional da educação, ou seja, o professor. A educação, nunca valorizou o uso da tecnologia visando tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e mais eficaz. Esta desvalorização está relacionada com experiências vividas nas décadas de 1950 e 1960, quando se procurou impor o uso de técnicas nas escolas, baseadasna teoria comportamentalista, que, ao mesmo tempo em que defendia a auto-aprendizagem e o ritmo próprio de cada aluno, impunha excessivo rigor e tecnicismo para se construir um plano de ensino, definir objetivos de acordo com determinadas taxionomias, implementar a instrução programada, a estandardização de métodos de trabalho para o professor e de comportamentos esperados dos alunos. Este cenário tecnicista provocou inúmeras críticas dos educadores da época e uma atitude geral de rejeição ao uso de tecnologias na educação (MASETTO, 2001). Assim a utilização de novas tecnologias, sem mudança de paradigmas das concepções de ensino e de aprendizagem, poderá não ser tão significativa quanto se espera, por exemplo, a participação dos alunos tem maior probabilidade de sucesso nas salas de aula que enfatizam o uso de programas que permitem a experimentação e exploração, aplicação de hipermídia e softwares de autoria; e menor com o uso de software de exercícios de repetição e prática. A tecnologia na educação pode colaborar para que se atenue o atual e espantoso quadro de carências pedagógicas nacionais, promovendo a qualificação e aperfeiçoamento de professores, necessidade identificada em todos os sistemas de ensino, onde soluções convencionais se têm mostrado insuficientes. As tecnologias na educação tiveram um grande desenvolvimento nos anos 80, com o aparecimento dos computadores pessoais, mais acessíveis, e com o aperfeiçoamento das redes de telecomunicações. Novas Tecnologias de Informação e de Comunicação na Educação, que possibilitam um sistema de auto-aprendizagem e de educação a distância. Este cenário, que tende a retirar parte da importância da escola e a colocá-lo um desafio para os professores e para todos os 77 responsáveis pela educação, se não quiserem isolar a escola da realidade exterior e do mundo em mutação. A necessidade de conhecimento das tecnologias pelo professor e seu uso na educação é de fundamental importância, pois a velocidade e a quantidade de informações a que se pode ter acesso pela rede de computadores não têm proporções. Para propor o uso das tecnologias de informação e comunicação na educação, por meio da formação de comunidades de ensino e aprendizagem em rede, é necessário reconhecer sim as dificuldades, mas, acima de tudo, é urgente reunir condições técnicas e pedagógicas suficientes e necessárias para ampliar significativamente o atendimento aos direitos educacionais dos alunos (DE MENDONZA, MENDONZA, 2004). As diferentes tecnologias foram sendo incorporadas ao ensino, que contribuíram para definir suportes fundamentais das propostas pedagógicas (livros, televisão, rádio, áudio e vídeos, redes de satélites, correio eletrônico, Internet, videoconferências, ambientes e programas especiais) para ensino dos seus grandes desafios no sistema de educação. O professor ensina e o aprendiz passa a garantir sua a aprendizagem. Esse sistema de educação transforma a didática, visto que ela precisa ser trabalhada com o aluno na linguagem informativa, com a escrita, chegando a utilizar e entender o esforço de cada um. Atualmente, as tecnologias trazem uma trajetória do desenvolvimento baseado nos texto escrito abordando as bases desenvolvidas em torno de comunicações educativas. O reconhecimento dessa perspectiva menciona o espaço de boa vontade, presente no discurso dos educadores, enfrentando os desafios da educação. Esclarece que o significado de tudo isso é procurar uma didática de qualidade. Por sua vez, ele é identificado como aquele que vai de encontro com a dificuldade e necessidade vivida pelos educandos. Entretanto, com freqüência o discurso ideológico feito realmente na escola alega ir ao centro das necessidades. A necessidade, concretamente, é o primeiro motor da ação pedagógica. É importante lembrar que essa necessidade é histórica, há possibilidade de se entender ela de múltiplas maneiras; há, até mesmo, possibilidade de não atendê-la, e aí se faz a necessidade do saber escolar diferente de outras necessidades sociais, e estas das que se encontram no plano fundamental do desenvolvimento do trabalho educativo. 78 A compreensão é, portanto, saber aprofundar e envolver o significado do saber nas questões problemáticas do desempenho do educador que toma como evidência o cotidiano da prática educativa. O resgate dessa prática e dimensão técnica mostra a perspectiva ética, abre a possibilidade de enfocar sob uma nova luz a questão do poder na educação. E preciso pensar que o educador comprometido faz a construção do conhecimento de uma sociedade escolar justa e democrática, no qual saber e poder tenha a equivalência enquanto elemento de interferência no real e organização de relação de solidariedade e não de dominação entre os homens. A idéia de poder, entretanto, é freqüentemente associada apenas à denominação, porque é assim que tem sido no exercício, particularmente, da sociedade educativa hoje. Em relação à aprendizagem a serviço da ação não tem por registro avaliar os dados do desempenho escolar, mas a observação permanente das manifestações trabalhadas na aprendizagem e proceder a uma ação educativa que otimize os percursos individuais. Funda-se o princípio na visão dialética do conhecimento, que implica o princípio de historicidade: conhecimento humano visão de futuro, evolução e superação. Assim destina-se a avaliação mediadora a conhecer, não apenas para compreender, mas para promover ações em benefícios aos educandos, às escolas. O processo de transformação permite o sucesso ou o fracasso dos alunos, uma vez que os percursos individuais serão mais ou menos favorecidos a partir de suas decisões pedagógicas que dependerão, igualmente, da amplitude das observações. Pode-se pensar, a partir daí, que não é mais o aluno que deve estar preparado para a escola, mas professores e escolas é que devem preparar-se para ajustar as propostas pedagógicas favorecedoras de sua aprendizagem, sejam quais forem seus ritmos, seus interesses e ou singularidades. Quando se promove compreender as finalidades desta prática e serviço da aprendizagem, da melhoria da ação pedagógica, visa, a promoção moral e intelectual do aluno. O professor assume o papel de investigador, de esclarecedor, de organizador de experiências significativas de aprendizagem. Seu compromisso é o de agir refletidamente criando e recriando alternativas pedagógicas adequadas, a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos alunos, sem perder a observação do conjunto e promovendo sempre as ações interativas. 79 Nada mais natural que se perceba a inquietude dos educadores frente ao compromisso embasado nesse princípio. Em primeiro lugar, porque, a partir dele, elimina-se a dicotomia educação e avaliação dos processos inovadores em benefício da aprendizagem desenvolvida. Presenciei muitos professores se queixarem que ultimamente “dar excelentes aulas” e alunos que por problemas deles nada aprendem. Em segundo lugar, porque torna evidente o compromisso do professor e da escola em conhecer as diferenças. No meu entender, há sérios riscos em nossas escolas quanto à efetivação de uma prática avaliativa em consonância a esse primeiro princípio delineado. Ainda há um enorme descompasso entre o aprendido e o realizado pela maioria das instituições educacionais. Vejo um sério compromisso complexo à natureza, o sujeito aprendiz, que só pode ser apreendido na sua própria complexidade. Da mesma forma os fenômenos educacionais, o que exige do educador, para além do conhecimento e julgamento das referências do homem (valor ético e social). A educação lida com complexidade orientando, portanto, por valores morais e paradigmas científicos. Os processos podem estar fundamentados metodologicamente. Torna-se necessário, essencialmente, recorrer a princípios de interação e relaçãosocial, numa análise ética - política das práticas metodológicas. O entrelaçamento obrigatório das questões “o que devemos fazer”? E “o que podemos fazer?” aponta justamente para a difícil tarefa para promover neste século. A base de um conhecimento científico para fazer a prática acontecer. As metodologias não deram conta, até então, da complexidade escolar. Não é suficiente o professor observar exclusivamente os alunos, aplicar testes tecnicamente perfeitos, definir critérios preciosos e registros complexos. Assim como de nada valem os extensos e onerosos sistemas de avaliações. Procurem analisar as ações pedagógicas da seguinte forma: O aluno é preparado na escola para fazer acontecer; O maior objetivo é fazê-lo entender e interpretar. 80 Ora, toda essa teoria tem um propósito muito mais que justo e esclarecedor, o exercício da prática no mercado que o espera. Então é viável que se trabalhe a teoria e deixe o aluno viver na prática. Inove suas metodologias, não precisa ser somente em algumas disciplinas, ou alguns eventos. Leve o aluno para executar, forme com o aluno a extensão da importância da família no aprendizado participativo. Integre-se à sociedade para que cada um conheça realmente seus valores culturais e sociais, e transforme sua sala num ambiente envolvente e criativo, que contribua para um desempenho diferente qualitativo, na quantidade e recursos que possuir. A finalidade é promover melhoria educacional e não descrevê-la ou classificá-la. Estudos avaliativos destinam construir um futuro e não descrever ou explicar o futuro, procure olhar sempre para o novo, mostre para seus alunos, sempre, que eles precisam avançar, incentive e cobre o raciocínio deles. Quando se auxilia um aluno a progredir em sua aprendizagem em seus relacionamento e atitudes, estamos interessados na progressão escolar. A consciência dos educadores e leigos sobre os obstáculos encontrados decorrentes das dificuldades avaliativas e classificatórias à educação de milhares de crianças e jovens do nosso país. Com essas observações procuramos nos setores das atividades fazer o planejamento que nos leva a lembrar que o educador procura considerar o que está acontecendo na realidade escolar. Enquanto no início da democratização do ensino expresso pelo simples aumento quantitativo das escolas pode acontecer sobre o regime autoritário, o prosseguimento desse processo daqui por diante, e dada a contradição que ele mesmo engrenou, insere-se, necessariamente, no movimento da democratização do conjunto da sociedade. Será preciso que se criem mecanismos e formas de organização que permitam aos diferentes segmentos da sociedade civil exercer influência na política educacional escolar, em todos os seus graus e níveis de funcionamento interno das instituições escolares. Procuro ir mais longe quando se trata da formação educadora e ações conjuntas. Ela é uma visão que se manifesta principalmente através de dupla tendência, cujos movimentos parecem opor-se, mas que podem co-existir num único programa de formação. Por outro lado, a tendência enfatiza a formação teórica. 81 O papel de formação, principalmente da inicial, é concebido como o de favorecer a aquisição dos conhecimentos acumulados, estimulando o contato com autores considerados clássicos ou de renome, sem se preocupar diretamente em modificar ou fornecer instrumento para intervenção da prática educacional. Esta é visualizada como o âmbito do não rigoroso; não científico, que em nada contribui para a formação do educador, reduzindo-se a um “obscuro ativismo”. Por outro lado, a teoria é vista como um conjunto de verdades absolutas e universais. Neste caso a teoria é esvaziada da prática. Somos conscientes da complexidade das práticas educativas. Nelas estão presentes muitos elementos, alguns deles, muitas vezes, contraditórios. Para melhor compreender estas práticas quando estão referidas à formação do educador, propomos, a partir das considerações anteriormente apresentadas, algumas questões que nos ajudam a penetrar no mecanismo da articulação e dissociação entre a teoria e a prática. Como é trabalhada a relação teoria e prática na dinâmica das aulas? A dissociação entre estes dois pólos produz o domínio de um sobre o outro. Sabemos que precisamos entender a junção entre a teoria e a prática. Como conjunto de verdades absolutas e universais. Como corpo de conhecimento completamente isolado da prática? Como os conhecimentos são historicamente construídos e em processos contínuos de reelaboração? A fundamentação teórica está voltada para a prática a ser exercida pelo educador? Como se manifestam estas concepções na dinâmica da sala de aula? Baseado na comunicação leva-nos a acreditar que a prática educacional é um predomínio da formação das ações educativas. De alguma forma se admite que a prática educacional tenha sua lógica própria, que independentemente das teorias oferecem subsídios relevantes para formar o educador. Essa formação se deve ao conhecimento comunicativo das ações pedagógicas trabalhadas ao longo do tempo. A parte da concepção da educação como “arte” a ser conquistada no fazer das ações pedagógicas. Nesse caso, a prática é esvaziada da teoria. A ênfase nas disciplinas instrumentais ou práticas, sem a preocupação com sua articulação com as disciplinas consideradas teóricas. 82 A tendência desses valores é saber valorizar o trabalho realizado com seus alunos. A opção do professor é desenvolver uma possibilidade com os seus alunos com acesso aos instrumentos da comunicação que vão auxiliar na transformação da sociedade e os seus objetivos devem enunciar claramente essas proposições. Deve ficar evidente o que vai ser essencial para a aprendizagem, são os conteúdos que serão relevantes, as habilidades e atitudes que irão contribuir no âmbito de sua disciplina, com formação de um indivíduo consciente, crítico e capaz de orientar o seu próprio aprendizado. Nesse sentido o que deve o professor pretender em sua atividade cotidiana em sala de aula? O professor vai estar comprometido não apenas com a simples transmissão de um saber elaborado que os alunos se limitam a estudar e a esquecer. Seu compromisso vai estar ligado a um processo complexo por onde esse saber vai ser adquirido pelo aluno de forma crítica, relacionado com o seu universo de experiências; de forma desafiadora, procurando novas soluções para velhos problemas; de forma questionadora, procurando formas criativas e competentes de fazer as mesmas coisas, mesmo àquelas tradicionalmente consideradas bem feitas. A opção por uma educação dentro do perfil que encontramos é uma educação transformadora, que vai exigir, necessariamente, posicionamentos diferentes, de professores e alunos, daqueles que tradicionalmente são assumidos no desenvolvimento das atividades de ensino-aprendizagem. Do professor vai ser exigida, antes de tudo, a competência de ensinar. O incentivo pela qualidade em educar com compromisso profissional qualificado. Ideologicamente comprometido com uma proposta de educação transformadora consciente de sua importância política de sua competência no ato de ensinar. Frente às exigências, o professor precisa possuir competência não apenas no domínio do conteúdo da disciplina a ser ministrado, mas também no conhecimento de propostas alternativas para trabalhar o conteúdo de maneira a ser apreendido, em suas relações complexas, da melhor forma possível. Precisa orientar as ações pedagógicas de acordo com as necessidades dos alunos. 83 Do aluno vai ser exigido muito mais do que o simples estudo da matéria, onde lhe cabe apenas o exercício de sua capacidade de memorização e, após, a execução do ato ritualístico da avaliação, e o esquecimento. O aluno terá participação dinâmica na sala de aula, executando um esforçono ato de aprender, onde deverá colocar em funcionamento os seus sentimentos, sua capacidade intelectual, suas habilidades, sentidos, idéias e ideologias. Ou seja, tudo aquilo que coloca permanentemente em funcionamento ao elaborar o conhecimento específico apresentado. O processo ensino-aprendizagem não é estaque, isolado. Ele efetivamente faz parte do cotidiano dos indivíduos na escola e não deve ser avaliado apenas em momentos isolados, totalmente desvinculados à realidade diária de sala de aula. Durante o processo das relações dinâmicas das ações em sala de aula as tomadas de decisões são freqüentes e relacionadas com o conteúdo na melhor forma de compreensão e produção do conhecimento do aluno. É necessário que o professor esteja permanentemente atento às alterações de comportamento dos alunos. O clima favorável à participação de todos na sala de aula vem fazer uma diferença muito importante na aprendizagem e objetivo a ser alcançado. A integração dos alunos reflete as manifestações de dúvidas e inquietações que precisam ser trabalhadas. E nessas relações cotidianas entre professor e aluno que vai se dar a aprendizagem. Dessa interação vão surgir condições mais efetivas para que ambos possam ser capazes de se avaliar, de avaliarem o conteúdo em questão e de tomarem decisões quanto ao prosseguimento do processo ensino-aprendizagem. Essa relação dinâmica de aquisição, reelaboração e produção de conhecimentos, em que os alunos participam decisivamente do processo, fazem com que não haja sentido um processo de avaliação cuja competência caiba exclusivamente à opinião do professor quanto ao desempenho dos alunos. Na sala de aula professor e aluno devem participar de todo o processo de avaliação. Nesse processo não deve estar em julgamento apenas o grau de aprendizagem alcançado pelos alunos, mas, também, muitos outros questionamentos. Nesse contexto passa a ter uma grande importância no ensino transformador e o aluno desenvolve suas capacidades críticas e, para isso, é importante que ele tenha condição não só de criticar o que lhe é externo. 84 7 SABER USAR A COMUNICAÇÃO COM SEUS ALUNOS A ciência moderna pensa, pois, o real, não como aquilo que se mostra ou se põe a partir de si mesmo em evidência, mas aquilo que, sendo resultado de um fazer, é colocado em sua posição, de forma que, seguramente, possa ser encontrado em tal posição. O real é tomado e estabelecido como objetivo. Aparece para a ciência moderna na sua acepção objetiva, na sua acepção de “res extensa”. Assim a teoria corresponde a este real, para a ciência moderna, passa a ser compreendida somente possível como a elaboração do real que o segue à pista e assim se assegura dele. O que fazer com a modernização, como esta teoria que apresenta, provoque entusiasmo nos nossos receptores compreendendo seus objetivos esperados? E preciso, contudo, que atentemos firmemente para um aspecto. Este modo de compreender o novo, o real, assegura uma postura de atitudes presentes. Este modo integra o direito constituído de uma mentalidade moderna. Condiz com as expectativas que através da razão se certifica da existência e assim pode conferir a realidade clara distintamente. A essa mentalidade moderna entende-se como modo de ser basicamente das características próprias do homem. O sujeito que instaura e relaciona a essa modernidade se revela no conhecimento de mundo e descobre suas potencialidades e apego pelos objetivos dominados. E uma necessidade de estabelecer e se assegurar o real (o mundo, o outros e si mesmo) esteia os modos do domínio, que é como habitam e zelam pelos espaços que se fundam a uniformidade publicitária das estruturas e dominação. O mundo vive hoje o limiar de uma nova era, a era da informação. É algo tão profundo e significativo quanto o Renascimento ou a Revolução Industrial. Mas a grande maioria das pessoas não parece dar-se conta de tudo isso. Quais as causas dessas transformações profundas? Transita o circuito integrado a conquista do espaço, as fibras óticas, o videodisco, o computador e a digitalização das telecomunicações. O resultado de tudo isso é uma sociedade do conhecimento. 85 Não é difícil identificar à nossa volta, no dia-a-dia, a presença de tecnologias poderosas, que estão mudando o mundo. É uma espécie de revolução silenciosa, marcada pelo desenvolvimento conjunto das telecomunicações, informática, da automação do escritório, dos satélites, dos robôs e da eletrônica de lazer. Na base desse desenvolvimento estão os componentes eletrônicos, como unidades físicas que estão possibilitando profundas transformações na indústria, como as drásticas reduções dos preços, a difusão maciça dos produtos, a mudança de hábitos, o aumento da produtividade e as transformações culturais por que tem passado parte substancial da humanidade. São esses componentes sofisticados, entre os quais o chip a pastilha de silício, que reúne milhares de micro componentes em apenas um centímetro quadrado de superfície, em que estão proporcionando essa redução formidável do preço dos computadores, de modo a torná-los acessíveis a milhões de cidadãos da classe média. São estas possibilidades que popularizam as distribuições diversas. É bom lembrar que os componentes eletrônicos não estão apenas criando uma nova indústria, mas mudando realmente o mundo, transformando a sociedade, as empresas, as escolas e os sistemas de comunicação. Para os estudantes o computador será a grande ferramenta cotidiana (refiro-me também aos que não têm acesso na sua escola). A comunicação auxilia em uma metodologia de ensino que estamos percebendo o aumento do número de pessoas ou grupos associam-se à informática, abrindo novos horizontes, criando novos contatos. Cada um pode dizer na internet o que considerar conveniente. Como resultado, começamos a assistir as tentativas de controlá-la de forma clara ou sutil. A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica (ricos e pobres), a cultural (acesso efetivo pela educação continuada), a ideológica (diferentes formas de pensar e sentir) e a tecnológica (acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação). Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades. A Internet também está explodindo na educação. As Instituições de Ensino correm para tornar-se visíveis, para não ficar para trás. Uns colocam páginas padronizadas, mostram a sua filosofia, as atividades administrativas e pedagógicas. Criam páginas atraentes, 86 com projetos inovadores e múltiplas conexões. A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. As paredes das escolas se abrem, as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. A educação cria possibilidade de integração de várias mídias, acessando-as tanto em tempo real como as sincronicamente, isto é, no horário favorável a cada indivíduo, e também pela facilidade de pôr em contato os educadores com educandos. Essa capacidade de comunicação dos computadores já permite a milhares de cidadãos brasileiros o cesso a suas solicitações de dados, a humanidade começa, assim, a viver a era da informática. 87 8 O MICRO E SEUS ALIADOS Sabemos que o computador pessoal nasceu na metade da década de 70. A princípio, nem a IBM acreditou na possibilidade de todo êxito e de popularização desse novo equipamento. Foi a criação de um componente eletrônico avançado e complexo, o microprocessador que possibilitou o desenvolvimento do computador pessoal. Encontramos vários tipos de aplicações educacionais: de divulgação, de pesquisa, de apoio ao ensino e de comunicação. A divulgação pode ser institucional -a escola mostra o que faz. Ou particular - grupos, professores ou alunos criam seu home pages pessoais, com o que produzem de mais significativo. A pesquisa pode ser feita individualmente ou em grupo, ao vivo - durante a aula - ou fora da aula, pode ser uma atividade obrigatória ou livre. Nas atividades de apoio ao ensino, podemos conseguir textos, imagens, sons do tema específico do programa, utilizando-os como um elemento a mais, junto com livros, revistas e vídeos. A comunicação ocorre entre professores e alunos, colegas da mesma ou de outras cidades e países. A comunicação se dá com pessoas conhecidas e desconhecidas, próximas e distantes, interagindo esporádica ou sistematicamente. As redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar- se com outros colegas. Mas também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em escolher o que é significativo em fazer relações, em questionar afirmações problemáticas. O artigo 80 da Nova LDB/96 incentiva todas as modalidades de ensino à distância e continuada, em todos os níveis. A utilização integrada de todas as mídias eletrônicas e impressa pode ajudar-nos a criar todas as modalidades de curso necessárias para dar um salto qualitativo na educação continuada, na formação permanente de educadores, na reeducação dos desempregados. Estamos em uma etapa de transição quantitativa e qualitativa das mídias eletrônicas. 88 Estamos passando de uma fase de carência de canais para outra de superabundância. Na TV a Cabo e por Satélite, podemos aumentar o número de canais pela compressão digital até várias centenas. Mesmo a televisão aberta (VHF) vai poder proximamente, com a TV digital, multiplicar por cinco o número de canais ofertados até agora. Há uma clara aproximação da televisão, do computador e da Internet. O Netputer, a WEBTV, a tela em que trabalhamos e vemos televisão aproxima áreas tecnológicas que até agora estavam separadas. A chegada da Internet, a TV a cabo, sem dúvida é um marco decisivo para visualizar imagens em movimento e sons, integrando o audiovisual, a hipermídia, o texto "linkado" e a narrativa do cinema e da TV. Estamos, em conseqüência, diante de um panorama poderoso para integrar todas estas mídias no ensino à distância e continuado. A Internet, ao tornar-se mais hipermídia, começa a ser um meio privilegiado de comunicação de professores e alunos, já que permite juntar a escrita, a fala e proximamente a imagem a um custo barato, com rapidez, flexibilidade e interação, até há pouco tempo impossíveis. Até aqui exploramos basicamente as tecnologias da informação. Elas estão apenas começando, transformando o mundo em que nascemos. Acredito que um dos campos mais afetados deva ser o da educação. Embora a questão ainda seja polêmica, o computador invade as salas de aula de todos os níveis, permite simular situações de realidade, oferecendo recursos didáticos. 89 9 A TV PROPICIA O QUE AOS EDUCANDOS? A televisão levanta uma proposta alternativa para o estabelecimento de relações entre estas instituições, que tragam prazer, sentido e significado à vida dos estudantes. A referência dos problemas que a maioria das famílias e das escolas não está preparada para enfrentar expostos às tecnologias, que mudam radicalmente seus comportamentos. A televisão está totalmente dentro da vida dos jovens. A escola apresenta uma estrutura artificial, por isso nem os professores, nem os alunos, quando estão na escola, preocupam-se com sua vida cotidiana. Os alunos crêem falsamente que a escola lhes vai preparar para o futuro e este futuro nunca chega. A escola dá ao aluno apenas um título que, às vezes, não lhe serve para nada. Neste modelo atual de escola, são trabalhadas atitudes passivas de reprodução, de obediência. É preciso entrecruzar estas relações, buscar todos os tipos de relações que se estabelecem, porque aí estas terão sentido e significado para a vida do estudante. O aluno tem que encontrar sentido. E de que sentido nos fala a escola? Atitude que busca as temáticas dos alunos no acompanhamento do que eles estão assistindo e levando a experiência para sala de aula. O que se deve fazer é trabalhar relações educativas e buscar propostas de ação. A escola cria a imaginação dos livros, encontra propostas alternativas, novos tipos de relações. Acreditamos significar um estabelecimento de relações que geram processos educativos como: * INCERTEZAS - a educação não fundamenta nas certezas do autoritarismo, na ilusão e seguridade de afirmações das respostas que muitos livros didáticos oferecem, precisa assumir as incertezas dos alunos, tendo a preocupação de questionar a realidade e tentar resolver; 90 * EDUCAR PARA A VIDA: processo educativo sustentado pelo entusiasmo. Partilhas da criatividade, respostas originais, brincadeiras. O prazer, como confirma a experiência, é um ponto de partida e de chegada, um incentivo para viver e a chave da própria vida. O processo educativo acontece quando o estudante encontra sentido no que faz, compartilha sentidos e compreende o sentido dos exercícios e dinâmicas de que se vê obrigado a participar ao longo do ano escolar. Uma reflexão sobre os comportamentos dos alunos mostram-nos valores presentes em sua vida (e nas telenovelas), valores de amor, de relações, valores que os impulsionam a viver. A escola, nos moldes atuais, não se volta para estes valores; logo, não tem significado para os alunos e a cultura é feita no cotidiano. A ênfase de seu processo educativo, apropriando-se da história para desmistificá-la. O ato educativo é entendido como construção de conhecimentos, experiências, criação de novas formas através dos meios de comunicação de massa. A televisão fica onde está e o importante não é a escola levar os meios para seu recinto o importante é a escola aproveitar as experiências que os alunos têm consigo, adquiridas a partir do contato com os meios de comunicação, com os amigos, com a família, conhecimentos e atitudes adquiridos por estes contatos. A relação de rotina, do aluno como a professora, estabelece relação com os de confiança. A escola, em termos globais, só se preocupa com os conteúdos, (fundamenta-se na razão) às emoções, sentimentos, através da televisão, que também está fundamentada nas emoções (coração). O ponto fundamental para a escola é: Como admitir as relações entre a razão e as emoções? Há que se estabelecer um novo sistema de relações (interações), porque se é imposto, quem sofre é o aluno seus valores, razão, intuição, emotividade, criatividade e pelo relacionamento. A razão tem sido a forma privilegiada pela escola para ensinar. A didática é racional e a maioria dos sistemas escolares é racional. A intuição é uma forma de conhecimento que vai mais além da razão e, conseqüentemente, não está sujeita às leis racionais. Uma não é contrária à outra; são complementares e necessárias. 91 A emoção localiza-se na entrada da aprendizagem. A tecnologia de vídeo é, sem dúvida, a mais promissora para o campo educacional. Na conjunção audio-video-computador, surgem recursos novos com a caneta óptica (lingtpen), que possibilita a criação e a cópia de gráficos e desenhos, simulação de perspectivas tridimensionais, a multiplicação de figuras, a implantação, a redução e animação de imagens. Os sistemas interativos audio-video-computadorizados possibilitam hoje experiências fascinantes. O professor do futuro talvez venha dar aulas extremamente proveitosas e interessantes. Muitas das características dos futuros computadores de quinta geração começam a ser utilizadas, em pequena escala e progressivamente, nos computadores mais sofisticados da atualidade. Pretende-se lançar um olhar claro, fundo e largo sobre aeducação, a reflexão deve partir da situação do contexto social que envolve essa educação. É esse contexto que a caracteriza lhe confere especialidade. Falar da educação brasileira, por exemplo, significa ir à escola brasileira para verificar as determinações que esta organizada, de um modo específico, nos modelos do sistema capitalista, confere ao processo educativo. Importa então procurar estabelecer as relações entre educação, cultura e sociedade. Centrando a atenção na perspectiva política da prática educativa e procurando apontar, ainda que brevemente, algumas características de que se reveste a escola em nossa sociedade: Cultura, Sociedade, Trabalho. Para falar da educação e comunicação enquanto fenômeno histórico e social é preciso que se percorra brevemente o caminho de uma reflexão sobre a cultura, na medida em que se pode afirmar, recorrendo-se a uma definição extremamente abrangente: que educação é transmissão de cultura. Todavia a comunicação é considerada por estabelecer uma educação entre a educação e a sociedade, uma vez que ela está, de certo modo, contida nesses dois termos. Não há sociedade sem cultura e não se fala em cultura sem a referência a uma relação social educativa. A cultura pode ser definida, em primeira instância, como mundo transformado pelos homens. Se vamos partir daí, é preciso fazer referência às relações dos homens com essa realidade que os cerca, e da qual eles fazem parte e que se chama mundo. O homem é um ser no mundo. Ele não é primeiro, e depois é no mundo. A implicação recíproca homem e mundo, mundo e homem não significa uma relação exterior, fortuita e 92 ocidental, mas, ao contrário, com a compenetração ontológica, constitutiva dos dois termos entre os quais a relação se estabelece. Não estamos no mundo como os objetos físicos estão dentro uns dos outros, como o livro está na estante, a estante na sala, a sala na casa, etc. O nosso estar ou ser no mundo tem um alcance muito mais profundo,pois não se trata de uma justaposição no espaço , nem de uma ilusão meramente física, mas de uma relação de inerência que afeta a própria estrutura de relação (Corisier,1966). Não há homem sem mundo. E se falarmos numa “implicação recíproca”, não há mundo sem homem. Ao dizer isto, vou ao encontro do poeta que afirma: Mundo, mundo vasto. Mundo mais vasto É o meu coração. (Drummond, 1983) Será mesmo meu coração mais vasto que o mundo? O que se pode constatar, em última instância é que o mundo está dentro do homem, dele resulta. O que é este mundo com o qual o homem entra em contato? Ele se apresenta aos homens numa dupla dimensão. Analiticamente observando a reflexão dos que se empenham à dinamização das escolas informam a comunicação educativa dentro de um contexto inovador, alinhando os desafios que nos parecem mais importantes no momento. A percepção e conhecimento transformam o objeto conhecido a um relacionamento de condição de toda aprendizagem significativa com os alunos, não interessam tanto os conteúdos e os temas de estudos, quanto as relações que se estabelecem no ambiente escolar. O ensino que usa meios de comunicação leva a conhecer um pouco mais da sociedade atual, criando diferentes linguagens para se comunicar. A escola encontra diferenças entre a escola e a sociedade egressa dos alunos. A estrutura escola praticamente trabalha a linguagem falada e escrita. O importante não é que 93 tenham estes apoios, mas que o aluno possa expressar-se através destas linguagens. Por exemplo, se há um vídeo na escola, é importante que o aluno se expresse, não pela forma rígida de um profissional, mas como um ser humano que se utiliza de recursos para seu desenvolvimento pessoal. E isso requer o acompanhamento pedagógico na comunicação e a elaboração de estratégias, instrumentos que permitam ao estudante aprender, compreender o mundo e expressá-lo para conviver melhor e poder, assim, escrever sua história. A Pedagogia da Comunicação não só se interessa pelas linguagens, mas também pela sociedade onde estas linguagens são utilizadas. A Linguagem da Comunicação reduz-se a um meio, a um apoio escolar. Nossas preocupações direcionam-se para as abordagens pedagógicas dos meios de comunicação e que na maioria das escolas são verticais, isto é, apresentam-se de cima para baixo: a escola através de conceitos, lógica do mercado, que cria e reproduz a ideologia escolar. Promover a aprendizagem de seus interlocutores e participar das atividades direcionadas à interação e o diálogo. Meios e processos são cada vez mais usados como forma de proporcionar ao aluno a expressão de sua subjetividade e de, supostamente, tornar o ensino mais atraente; função crítica da escola em relação à mídia é consensual. Não difícil perceber que o ser humano pensa e desenvolve suas compreensões a partir de seus envolvimentos cotidianos. Assim também suas ações e envolvimentos são condicionados pelo pensamento. Isso tudo num processo em que o mundo é constituído e desenvolvido pelo próprio viver. Podemos dizer que na medida em que nosso envolvimento com a tecnologia aumenta, também nosso modo de pensar absorve os mecanismos e modelos. Por exemplo, o computador adquire realidades simplesmente pelo fato de transferir as relações interpessoais para a máquina. A essa relação o currículo escolar tem sido uma colcha de retalhos e princípios norteadores das políticas pedagógicas trabalhadas em sala de aula. As disciplinas que alocam os docentes e lhes dão responsabilidades específicas, procura conduzir atitudes de isolamento dos professores e um comportamento exclusivista personalista. Cada qual valoriza como pode o compartimento que ocupa no edifício pedagógico, tornando-o um fim em si mesmo e deixando de referenciá-lo ou articulá-lo com o campo da atividade de que faz parte ou que deve servir criticamente. 94 Trata-se de uma postura que reedita e piora a doutrina da liberdade motivadora da independência pedagógica e a criatividade educativa desenvolvida paralela às modificações; professor/máquinas/comunicação em benefício da aprendizagem e qualidade do ensino. Por mais criativos que sejam os alunos, é evidente que lhe falta maturidade para retirar do estoque de conhecimentos, numa dada disciplina, as informações abrangentes e interpretadas a ser didaticamente expostas. No que se refere ao uso dos textos, constata-se um abandono crescente dos tratados que sintetizam os conhecimentos básicos e da leitura do ensino clássico. Opta-se pela seleção de fragmentos dos relatos científicos ou/e análises totalizantes de uma metodologia que passa da teoria para prática. Essa ação didática, a partir de uma concepção histórica dialética do mundo para a compreensão e a intervenção no processo educativo. Para tanto, a metodologia necessita penetrar mais e mais na essência desse processo e compreender as causas e contradições que lhe são inerentes e suas propriedades determinantes. Cabe, pois, uma parcela de responsabilidade na formação crítica e criativa do futuro educador, principalmente quando ao sistema social, está em contradições com os pressupostos epistemológicos da teoria do conhecimento que a sustenta. É preciso, pois, superar a imagem do processo educativo dos fatos educativos sociais existentes nas práticas pedagógicas. A decorrência metodológica unilateral do processo educativo encontra sua justificativa no ideário pedagógico dos representantes do formalismo pedagógico, e na teoria positivista do conhecimento, que isola radicalmente a teoria da prática. Toda metodologia decorrente dessa teoria do conhecimento faz com que essa prática educativa se manifeste fora do âmbito da realidade concreta e imediata. Sua metodologia é, portanto, inconseqüente em razão de não proporcionar ao processo de ensino a ordenação necessária que permite passar da aparênciaà essência do ato educativo. Por outro lado o ensino decorrente do conhecimento dialético entre teoria/prática supera a ruptura da visão da prática pedagógica. A opção por uma educação transformadora vai exigir, necessariamente, posicionamentos diferentes de professores e alunos, saindo do tradicional (livros didáticos) para um desenvolvimento educativo aberto e participativo. 95 O professor passa a exigir mais, conhecer a competência de cada um e ensinar as ideologias transformadoras, que deva estar inteiramente conscientes da importância política de sua competência no ato de ensinar. O professor também deve ter consciência de que seus alunos vão se apropriar: “diferentes das coisas, dos conhecimentos, dos alunos e das instituições... se apropriam também, sem necessariamente acreditar nelas ou aprová-las, das regras de jogo necessárias à sobrevivência nesse âmbito”. Para atuar eficientemente, frente às exigências, o professor precisa possuir competências não apenas no domínio do conteúdo da disciplina a ser ministrada, mas, também no conhecimento de propostas alternativas para trabalhar o conteúdo a ser aprendido, em suas relações complexas, da melhor forma possível. Precisa também ter capacidade para orientar as ações pedagógicas de acordo com a necessidade e possibilidade do aluno. Do aluno vai ser exigido muito pela comunicação que vem sendo trabalhada com ele, e que cabe o exercício da expressão e memorização da participação dinâmica e o esforço em aprender. A tarefa do relacionamento ao processo ensino-aprendizagem é realidade diária da sala de aula, e de onde os alunos estejam permanentes atentos às alterações de comportamentos (em grupo/individual). Analisando todo contexto desenvolvido, a tecnologia veio favorecer e procurar capacitar para ir cada vez mais à busca de um objetivo que favorece o mercado que espera os profissionais, formados pelo sistema tecnológico e acompanhamento pedagógico para atuarem com segurança diante do perfil exigido. Os educadores, neste sentido, também serão educados, se dispuserem-se a ouvir a maioria da população acerca de seus interesses e necessidades reais. O processo pedagógico deve atingir em primeiro lugar: aprender a lidar com os processos tecnológicos que envolvem de dentro para fora. 96 Não é somente em seguimentos opostos que encontramos a necessidade do conhecimento, voltado para desenvolver seus próprios intuitos que é saber para entender. Quando se tem a certeza do conhecimento, podemos distinguir em nossas dimensões e possibilidades do aprendizado uma maior fonte de pensamento-ação exigido, é preciso considerar o movimento e articulação entre o individual e coletivo, parte de todo, processo e produto, teoria e prática, ensino e aprendizagem. Retratar a abrangência do uso da tecnologia no âmbito da educação, considerando a diversidade de formas de aprender e de ensinar é ao mesmo tempo, a ênfase das questões particulares constituintes do seu universo, visando com isto propiciar aos participantes momentos de indagações e de aprofundamento. Os estudos sobre comunicação e educação tendem a enfocar as relações e as inter- relações entre os dois campos do conhecimento, principalmente a questão do ensino-aprendizagem enquanto mediada por um processo comunicativo; da utilização de meios de comunicação na educação presencial, nas instituições de ensino; do papel da mídia no processo de educação; da educação para a recepção crítica das mensagens transmitidas através dos meios massivos, especialmente da televisão. Trata-se de uma linha de estudos em expansão e que tem trazido contribuições significativas para a compreensão de tais fenômenos, no entanto, ainda não é suficiente compreendida e valorizada pelos educadores e comunicadores. Conhecemos realidades carentes do ensino em entender o que a tecnologia transforma e a maneira como ela vai se infiltrando no desenvolvimento das salas de aula. Trabalhar com a inovação da mídia é antes de tudo trabalhar na extensão família informação X alunos e educação. Pensando assim é que este trabalho vem desenvolver fatos importantes a serem trabalhados com a didática e a interdisciplinaridade voltada para este fim. A perspectiva mencionada trata da educomunicação no âmbito da educação informal, mais precisamente a que ocorre no contexto de organização e ação dos movimentos populares e das organizações que asseguram a observância dos direitos fundamentais da pessoa humana e/ou para tratar de temáticas sociais mais amplas, que dizem respeito ao conjunto da sociedade, como por exemplo, questões relativas à ecologia, à construção da paz e à própria vida no planeta. 97 10 A TECNOLOGIA: O QUE ELA INFLUENCIA NA EDUCAÇÃO Durante muito tempo, confundiu-se “ensinar” com “transmitir” e, nesse contexto, o aluno era agente passivo da aprendizagem, e o professor um transmissor, não necessariamente presente nas atividades do aluno. Acreditava-se que toda atividade ocorrida pela repetição e que os alunos que não aprendiam eram responsáveis por essas deficiências, e, portanto, merecedores do castigo da reprovação. Atualmente, essa idéia é tão absurda quanto a ação de sanguessugas, invertebrados aquáticos, usadas para sangrias e curas de pacientes. Sabe-se que não existe ensino sem que ocorra a aprendizagem, e esta não acontece senão pela transformação, pela ação facilitadora do professor, do processo de busca do conhecimento, que deve sempre partir do aluno. Se o professor, em vez de facilitador das aprendizagens, continua a agir com a tecnologia como uma espécie de ferramenta ao serviço das abordagens tradicionais que o designam enquanto veículo de competências e conhecimentos pré-determinados, então não está a desencadear nenhum processo de mudança na escola, está a servir da tecnologia como adorno estético de abordagens fossilizadas, a fazer mais do mesmo com outros adereços. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico, de cada estudante, independentemente de sua idéia, passou a ser um desafio à competência do professor. No processo ensino- aprendizagem, em qualquer contexto em que se esteja inserido, é necessário que se conheça as categorias que integram este processo como elementos fundamentais para um melhor aproveitamento da aprendizagem. Difícil, quase impossível, refletir sobre escrita e tecnologia sem nos remontarmos ao texto clássico, aos Diálogos de Platão, mais especificamente ao Fedro. Em uma das passagens do diálogo, descrita pelo filósofo, Sócrates narra ao discípulo a visita de Theuth, o deus das invenções, a Thamus, rei do Egito. Dentre suas numerosas invenções, das quais expõe as vantagens ao rei, que as vai aprovando ou não, Theuth fala sobre a escrita, para ele uma receita segura para a memória e a sabedoria dos egípcios. O faraó posiciona-se contrário à invenção argumentando: 98 "Theuth, meu exemplo de inventor, o descobridor de uma arte não é o melhor juiz para avaliar o bem ou o dano que ela causará naqueles que a pratiquem. Portanto, você, que é pai da escrita, por afeição ao seu rebento, atribui-lhe o oposto de sua verdadeira função. Aqueles que a adquirem vão parar de exercitar a memória e se tornarão esquecidos; confiarão na escrita para trazer coisas à sua lembrança por sinais externos, em vez de fazê-lo por meio de seus recursos internos. O que você descobriu é a receita para a recordação, não para a memória..." (Platão). Para Thamus a escrita se apresentava como perigosa, pois poderia diminuir os poderes da mente, patrocinando aos homens um arremedo de memória, uma memória cristalizada. Como se pensando na mente em exercício e olhando para uma superfície escrita o faraó dissesse: "isto vai matar aquilo". Esta realidade nos obriga a refletir seriamentesobre estas alterações históricas, pois a primeira e a segunda mudança tecnológica ocasionaram substanciais transtornos estruturais no modelo de desenvolvimento e, muitos anos após esses períodos, alguns transtornos não foram superados. Para que possamos construir um ambiente onde haja reflexão, a partir da observação e da análise cuidadosa , é essencial a troca de opiniões sobre o que se está estudando, tratando das origens, fatos históricos e entendimento da evolução. Se quisermos alcançar um bom desempenho precisamos desde cedo ensinar o “porque”, “como”, “quando”, aos nossos alunos para que eles tenham condições de falar com segurança do que está sendo trabalhado em sala de aula. Se a tecnologia está em nossos dias é bom que a integremos ao conhecimento, não pensando nas máquinas planejadas, mas como elas são operadas e por quem. As máquinas, as chamadas de burocráticas, embora a maioria das organizações seja até certo ponto burocratizada, devido à maneira mercantilista de pensamentos que delineou os mais fundamentos conceitos de tudo aquilo que sejam organizações de mídia. Conseqüentemente a tendência é que a máquina venha para favorecer os trabalhos do homem. Entretanto, a cada nova tecnologia de escrita nossa forma de pensar e ver o mundo sofre, grosso modo, uma séria influência, pois o ambiente criado por cada nova maneira de escrever patrocina novas formas de leitura e torna outras menos operantes, mudando a maneira http://www.unicamp.br/~hans/mh/biblio.html#Platao 99 como entendemos o conhecimento e alterando hábitos de pensamento profundamente enraizados. No caso do computador temos outra forma de pensar mais telegráfica e modular, não linear e maleável, que torna menos nítido os limites entre o pensar e o escrever, já que através dos processadores o ato mecânico de digitar um texto tende a acompanhar a criação e a elaboração deste mesmo texto acrescentando, interrompendo ou eliminando frases num ritmo muito próximo ao ritmo do ato de pensar. O processamento eletrônico de texto, segundo Landow, representa a mudança mais importante na tecnologia da informação desde o desenvolvimento do livro impresso. Carrega a promessa ou a ameaça de produzir mudanças em nossa cultura, tão radicais como aquelas produzidas pelos tipos móveis de Gutenberg (Landow, 1995, pág. 32). O temor em relação ao novo faz parte da história do homem, pois o surgimento de qualquer dispositivo tecnológico tende a ameaçar de destruição e desuso competências adquiridas, descobertas anteriores ou objetos existentes a que são atribuídos valores sagrados e insubstituíveis e, sob tal prisma, a preocupação do faraó em relação à escrita, conforme o ensinamento de Sócrates ao seu discípulo parece compreensível. Para Bolter (1991), o computador oferece um meio para se escrever que ele denomina "espaço de escrita", em que se situam a tela, onde o texto se desenrola e a memória onde ele é estocado. Este meio, eletronicamente acionado, se caracteriza, sobretudo, pela fluidez e flexibilidade envolvendo também uma relação de interação entre quem escreve e quem lê. Voltados em cada disciplina científica sabemos que ela possui uma consciência de si própria, determinada em cada etapa da sua evolução. Esta consciência de si não é forçosamente explícita. Paradoxalmente, é mesmo quase sempre inconsciente. De fato o que chamamos “consciência de si” “de uma ciência” não deve ser confundido nem com as elaborações teóricas que produzem nem com os pressupostos ideológicos que a acompanham. http://www.unicamp.br/~hans/mh/biblio.html#Bolter1991 100 “pensamos... que para merecer o nome de tecnologia os modelos devem satisfazer quatro condições: Em primeiro lugar uma tecnologia com a estrutura que oferece um sistema consistente, tais como modificação de pensamentos. O segundo lugar todos os modelos pertencentes a um grupo de transformação, onde cada pertença ao mesmo objetivo. O terceiro, propriedades indicadas às modificações e elementos. E por fim deve ser construído o funcionamento dos fenômenos para exercício do aprendiz.” Refletindo diante da pedagogia, enquanto ciência específica da educação vem, cada vez mais, perdendo sua dimensão de ciência e sua importância nos procedimentos de sala de aula. Hoje, qualquer corrente da ciência propõe-se a emitir opiniões sobre questões específicas da prática pedagógica. No processo de facilitação da aquisição do conhecimento é básico o manejo adequado da forma e/ou dos procedimentos utilizados na transformação do saber. É necessário ter clareza sobre o contexto teórico do qual partimos, já que, no mundo moderno, os educadores, de uma forma geral, vêm brincando com o processo ensino-aprendizagem, usando técnicas de forma errada ou mal compreendidas. Assim, um professor de matemática, que teve toda sua formação voltada para a ciência matemática, coloca-se na posição de profundo conhecedor de técnicas de transmissão de conhecimentos, sem se preocupar com a verdadeira função de fazer com que os alunos aprendam. Citamos a matemática como exemplo, mas outros campos da ciência poderiam servir como modelo. O professor deixou de ser somente aquele que se preocupava com o exercício de amanhã, o próprio sistema educativo exige do professor estudos, qualificações, especializações e a prática diária em aprender. Se hoje ele não for capaz de dominar a máquina então está mais do que óbvio que a máquina o dominara. No entanto, notamos que o seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, motor de seu progresso, e o professor, um gerador de situações estimuladoras e eficazes. É nesse contexto que o espaço das ferramentas idéias para 101 aprendizagem, na medida em que propõe estímulo ao interesse do aluno que, como todo pequeno animal, adora novidades e joga com os principais desenhos que lhe chamam a atenção, construindo sozinhos níveis de diferentes descobertas enriquecendo sua personalidade e simbolizando um instrumento pedagógico, que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem. O ser humano é mesmo gerador de sonhos, idealizador de projetos e criador do seu próprio futuro. Os modelos de análise oferecem a oportunidade de olharmos a tecnologia da perspectiva estratégica quer tecnosocial, que considera a tecnologia como uma intencionalidade humana e não como uma realidade externa e estranha, quer sócioconstrucionista que observa a interação com a tecnologia nas suas conseqüências no âmbito da partilha de informação e da construção monitorizada de saberes. Vejamos o que o autor Silvandro Bin diz sobre a tecnologia e o que nos faz refletir. Tecnologia: Um Bem Valioso para a Humanidade Silvandro Bin A tecnologia é de grande benefício para a sociedade de hoje, pois está gerando milhares de empregos em todo o mundo, tanto diretos quanto indiretos em variadas áreas: vendas, manutenção, fornecimento e transporte. Grande parte da humanidade já desfruta dos benefícios da tecnologia, usada, por exemplo, em comunicação, diversão e até para a própria segurança. Também é uma grande fonte de renda, com pessoas sendo empregadas, com ótimos salários, na área de programação. Além disso, crianças se divertem com celulares que são praticamente multifuncionais, contendo câmeras digitais e sons no formato MP3. São divertidos e ainda servem como localizadores: os pais podem encontrar seus filhos com um simples toque. Muitas empresas usam essa tecnologia para sua segurança, colocando aparelhos que utilizam a biometria humana – impressões digitais, íris, mãos e face – diminuindo e combatendo o crime em grandes centros comerciais. Com um aparelho desses em mãos é possível trazer benefícios para a empresa e para a família. Afinal, a tecnologia em nossas casas facilita nosso dia-a-dia,ampliando a segurança e proporcionando conforto e tranqüilidade. 102 A tecnologia, enfim, está evoluindo e trazendo aos seres humanos um futuro repleto de vantagens, com o uso cada vez maior de aparelhos eletrônicos inteligentes. Isso tende a facilitar ainda mais as nossas vidas, desde que saibamos utilizar com cuidado e consciência. O que nos interessa, afinal, enquanto pensadores acerca da tecnologia e do seu papel na escola, é a possibilidade de estarmos equivocados, ou não, acerca do modo como a mesma é proposta, que são implementados e como isso proporciona ao aluno novos modos de aprender, entender e de desencadear autonomamente meios próprios de se relacionar com o mundo. A esse futuro encontramos hoje na educação a comunicação globalizada. Mas a que se deve essa comunicação se temos a comunicação verbal e escrita desde os tempos primórdios? Buscamos conhecer limites, ou ultrapassamos o limite e provamos que somos capazes? Eu costumo definir o homem como o “X”, ideal flexível, real sonhador, concretizador e formalizador, ou formalizador e concretizador de seus próprios projetos e estudos científico para o exercício da “prática”? Entretanto, precisamos conhecer o quanto é importante sabermos que no mundo globalizado, e cada vez mais competitivo, é essencial que as pessoas pertencentes à população economicamente ativa, dominem as funções básicas de informática, tendo em vista que a expansão de setores da economia como o terciário, fez aumentar o uso de computadores, por isso não podemos mais ignorar a presença dessa ferramenta tão útil em nosso dia-a-dia. Portanto, com a necessidade de criar ferramentas que facilitassem o seu trabalho diário, o homem passou a aprimorar cada vez mais os computadores, pois a sua utilização não apenas poupa tempo e dinheiro, mas também permite a possibilidade de um controle cada vez melhor de estoques, informações, serviços etc. Há muitas formas de compreender a tecnologia. Neste artigo a tecnologia é concebida, de maneira ampla, como qualquer artefato, método ou técnica criado pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais agradável e divertida. A tecnologia, neste sentido, não é algo novo – na verdade, é quase tão velho quanto o próprio homem, visto como homo creator. As tecnologias inventadas pelo homem são relevantes para a educação. Algumas apenas estendem sua força física, seus músculos. Outras apenas lhe 103 permitem mover-se pelo espaço mais rapidamente e/ou com menor esforço. Nenhuma dessas tecnologias é altamente relevante para a educação. O mesmo é verdade das tecnologias que estendem a sua capacidade de se comunicar com outras pessoas. Mas, acima de tudo, isto é verdade das tecnologias, disponíveis hoje, que aumentam os seus poderes intelectuais: sua capacidade de adquirir, organizar, armazenar, analisar, relacionar, integrar, aplicar e transmitir informação. As tecnologias que grandemente amplificam os poderes sensoriais do homem (como o telescópio, o microscópio, e todos os outros instrumentos que amplificam os órgãos dos sentidos humanos) são relativamente recentes e foram elas que, em grande medida, tornaram possível a ciência moderna, experimental. O que leva uma criança a brincar? O que leva uma criança a querer comunicar-se através de uma máquina? Entretanto, a cada nova tecnologia de escrita nossa forma de pensar e ver o mundo sofre, grosso modo, uma séria influência, pois o ambiente criado por cada nova maneira de escrever patrocina novas formas de leitura e torna outras menos operantes, mudando a maneira como entendemos o conhecimento e alterando hábitos de pensamento profundamente enraizados. No caso do computador temos outra forma de pensar, mais telegráfica e modular, não linear e maleável, que torna menos nítidos os limites entre o pensar e o escrever, já que através dos processadores o ato mecânico de digitar um texto tende a acompanhar a criação e a elaboração deste mesmo texto acrescentando, interrompendo ou eliminando, frases num ritmo muito próximo ao ritmo do ato de pensar. O processamento eletrônico de texto, segundo Landow, representa a mudança mais importante na tecnologia da informação desde o desenvolvimento do livro impresso. Carrega a promessa ou a ameaça de produzir mudanças em nossa cultura tão radicais como aquelas produzidas pelos tipos móveis de Gutenberg (Landow, 1995, pág. 32). Para Bolter (1991), o computador oferece um meio para se escrever que ele denomina "espaço de escrita", em que se situam a tela, onde o texto se desenrola e a memória onde ele é estocado. Este meio, eletronicamente acionado, se caracteriza, sobretudo, pela fluidez e 104 flexibilidade, envolvendo também uma relação de interação entre quem escreve e quem lê. Sabemos que o interesse é muito grande até nos menos favorecidos, que já despertam um grande interesse em conhecer. E próprio do ser humano o prazer pelo novo. Toda criança vive uma vida agitada e um intenso progresso do desenvolvimento corporal e mental. Nesse desenvolvimento se expressa a própria natureza da evolução, e esta exige, a cada instante, a nova função, a exploração de uma nova habilidade. Segundo Peter Drucker em seu livro: Novas Realidades, ele afirma que: estamos vivendo numa Segunda Renascença. A primeira Renascença revolucionou a educação e, através da educação, revolucionou o mundo. E a força motriz da primeira Renascença foi uma tecnologia educacional, o livro impresso, tornado possível pela imprensa de tipo móvel inventada por Guttenberg em 1450. Antes de existirem livros em grande quantidade, se alguém quisesse aprender algo, tinha que achar alguém que o soubesse e se locomover até ele, para que ele lho ensinasse. Se quisesse aprender Teologia, tinha que ir até Paris, para que Tomás de Aquino lhe ensinasse teologia. Com o livro, as pessoas passaram a poder aprender com outras pessoas, distantes no espaço e no tempo. Depois do livro, não houve mais necessidade de que as pessoas aprendessem apenas quando quem ensinasse estivesse presente e disposto a ensiná-las: elas passaram a poder aprender por si próprias, com o auxílio de uma boa biblioteca. Hoje os livros fazem de tal forma parte de nossa educação que não saberíamos ensinar e aprender sem eles. Mas o livro mudou não só a educação. Sem a imprensa provavelmente não teria havido a eclosão da Reforma Protestante, o surgimento da Ciência Moderna, o fortalecimento das diferentes línguas, e, conseqüentemente, o florescimento das culturas regionais e nacionais e o aparecimento dos Estados modernos. A Segunda Renascença, em que fala Drucker, tem sua força motriz em outra tecnologia educacional: o computador. O computador, que nasceu como tecnologia bélica, e se popularizou como tecnologia industrial e comercial, é hoje, eminentemente, meio de comunicação e tecnologia educacional. Os dois últimos séculos viram os aparecimentos de várias novas tecnologias de comunicação: o correio moderno, o telégrafo, o telefone, a fotografia, o cinema, o rádio, a 105 televisão e o vídeo. As tecnologias que aumentam os poderes intelectuais do homem, e que estão centradas no computador digital, são mais recentes, tendo sido desenvolvidas em grande parte depois de 1940. O computador vem gradativamente absorvendo as tecnologias de comunicação, à medida que estas se digitalizam. Tecnologia na Educação é a expressão normalmente empregada para se referir ao uso da tecnologia, no sentido visto, na educação. Não há porque negar, entretanto, que, hoje em dia, quando a expressão “Tecnologia na Educação” é empregada, dificilmente se pensa em giz e quadro-negro ou mesmo de livros e revistas, muito menos em entidades abstratas como currículos e programas. Normalmente, quando se usa a expressão, a atenção se concentra no computador,que se tornou o ponto de convergência de todas as tecnologias mais recentes (e de algumas antigas). E especialmente depois do enorme sucesso comercial da Internet, computadores raramente são vistos como máquinas isoladas, sendo sempre imaginados em rede – a rede, na realidade, se tornando o computador. Lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, conseqüentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. A expressão preferível parece sugerir que há algo intrinsecamente educacional nas tecnologias envolvidas, o que não parece ser o caso. A expressão deixa aberta a possibilidade de que tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades totalmente alheias à educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente, ficar tão ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era possível sem elas. A fala humana (conceitual), a escrita, e, mais recentemente, o livro impresso, também foram inventados, provavelmente, com propósitos menos nobres do que a educação em vista. Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias. O computador se tornou meio de comunicação ao se infiltrar, subversivamente, nos meios de comunicação tradicionais, provocando a digitalização dos conteúdos por eles veiculados. Digitalizaram-se os meios de comunicação impressos: hoje livros, revistas, e jornais estão disponíveis na Internet, e, não importando onde estejam fisicamente armazenados, é possível aceder a eles instantaneamente de virtualmente qualquer parte do planeta. O som se digitalizou, e a popularização do som digital 106 disponível em CDs e a universalização da Internet estão fazendo das rádios tradicionais emissoras globais. A fotografia digital já está aqui, e o vídeo-fone e a televisão digital estão às portas. Nos países mais avançados já se trocam mais mensagens eletrônicas do que cartas pelo correio convencional. Até a telefonia tradicional está ameaçada pelo "Internet Phone". É a revolução nos meios de comunicação. Cinco anos atrás ninguém sabia o que era multimídia: hoje todo mundo sabe que multimídia tem que haver com a comunicação, mesmo à distância, usando textos, gráficos, desenhos, sons, imagens estáticas e dinâmicas, tudo isso num ambiente de interatividade. Para entendermos como a escola educa, vejamos o cotidiano de um processo educativo. O aparecimento da escola, como um momento do cotidiano, está ligado à progressiva divisão social do trabalho. A humanidade está passando por um período de grande expansão do conhecimento científico. Isto se deve, em parte, a facilidade de acesso à informação gerada pelo desenvolvimento dos Sistemas Computacionais e de Telecomunicações. Na medida em que a convivência social se tornou mais complexa, o cotidiano compartilhou-se em momentos específicos. Cada um deles como um sistema autônomo com sua lógica e regras próprias. No entanto, estamos começando a falar nas grandes mudanças deste século, sua cultura, e ciência tecnológica. As expectativas, de perplexidade das concepções e paradigmas não são apenas reflexões do novo milênio o imaginário parece ter um peso maior. O fascínio nas pessoas cria um momento novo e rico de possibilidades na aprendizagem e didáticas inovadas. Visto que, não se pode falar do futuro da educação sem observar a suas atuais teorias e práticas. A perplexidade e a crise de paradigmas não podem se constituir num álibi para o imobilismo. Quando julgamos "História da Humanidade", na primeira metade do século XX, lembramos do início dos anos 50, que se se dizia haver uma alternativa, chegamos ao final do século com o enfraquecimento da ética socialista. Qual o papel da educação neste novo contexto político? Qual é o papel da educação na era da informação? Que perspectivas podem apontar para a educação nesse início do 107 Terceiro Milênio? Para onde vamos? Uma perspectiva é falar de esperança no futuro. Os educadores estão perplexos diante das rápidas mudanças na sociedade, na tecnologia e na economia, perguntam-se sobre o futuro de sua profissão, alguns com medo de perdê-la sem saber o que devem fazer. A máquina que conduz os avanços tecnológicos parece dominar também o pensamento educacional. Fala-se muito hoje em "cenários" possíveis para a educação, portanto, em "panoramas", representação de "paisagens". Para se desenhar uma perspectiva é preciso "distanciamento". É sempre um "ponto de vista". São os anseios que podem ser captados, capturados, sistematizados e colocados em evidência diante do novo. “O balanço sobre as práticas e teorias que atravessaram os tempos atuais da educação” é também o modo de falar, discutir, identificar o presente no campo das idéias de valores e práticas educacionais. Algumas perspectivas teóricas que orientaram muitas práticas poderão desaparecer, e outras permanecerão em sua essência. Quais teorias e práticas educacionais criaram raízes, atravessaram o milênio e estão presentes hoje? Para entender o futuro é preciso voltar no passado. A educação atual pode ser destacada como marca persistente do futuro. Quando voltamos a analisar a educação tradicional lá na Idade Antiga, notamos que resiste até o momento presente. Rousseau surge com a educação nova, no campo das ciências da educação e das metodologias de ensino. A educação tradicional e a nova têm em comum a concepção da educação como processo de desenvolvimento individual. Todavia, o traço mais original da educação desse século é o deslocamento de enfoque do individual para o social, para o político e para o ideológico. A pedagogia institucional é um exemplo disso. A educação, no século XX, tornou-se permanente e social. É verdade, existem ainda muitos desníveis geograficamente, a globalização difunde entre educar, e a educação vai se estendendo em diversos seguimentos. As novas tecnologias, centradas na comunicação do conhecimento, na maioria a aprendizagem baseada na Internet, parece ser a grande novidade educacional. Ela opera com a linguagem escrita da cultura atual impregnada em uma nova linguagem, televisiva e informatizada. 108 Entretanto, a cultura que ora representa talvez seja o maior obstáculo ao uso intensivo em particular a educação com base na Internet. Sabemos que os nossos jovens estão nascendo numa cultura digital. Ninguém espera que a família ou o clube ensine (álgebra, química), não se espera que a escola dê orientação considerada da família. Essa difícil cartesiana ou funcionalista dos processos pedagógicos tampouco contempla o entrelaçamento das esferas, pois a família nem sempre se integra na função de complementaridade escolar. Os sistemas educacionais são avaliados pelos impactos da comunicação audiovisual e da informática, seja para informar, seja para bitolar ou controlar as mentes. Ainda trabalha-se muito com recursos tradicionais que não têm apelo para as crianças e jovens. O processo educacional abarca numa concepção totalizante de quatro dimensões: transmissão do patrimônio cultural, despertar das potencialidades espirituais, e a capacidade de modificar a realidade. Hoje a escola restringe-se à primeira dimensão. Acesso ao saber significa dizer que a informatização da educação sustenta os profundos métodos de ensino para reservar ao cérebro humano o que lhe é peculiar, a capacidade de pensar, em vez de desenvolver a memória. Para ele, a função da escola será, cada vez mais, a de ensinar a pensar criticamente. Para isso é preciso dominar mais metodologias e linguagens, inclusive a linguagem eletrônica. O processo de domesticação intelectual vem conferir os livros didáticos que vem com um roteiro pronto como se fossem universais, neutras, sem implicações ideológicas. Aí a perplexidade quando resposta do educando não coincidecom a linguagem da tecnologia, e essa aprendizagem vem sendo reproduzida não sabe entender. No processo de conquista/consolidação de hegemonia do projeto liberal, os meios de comunicação de massa desempenham papel fundamental. Nós temos no Brasil, a exemplo de outros países, a importância da tecnologia em diversos seguimentos. Sabemos que ela cria, planeja realiza e precisa de capacitados e aptos às mudanças, visto que são criações inovadoras do próprio homem. Podemos citar a Internet como a principal fonte de informações, fruto destas novas tecnologias, você deve estar se perguntando: Como assim? Internet? É mesmo sem fazer muito barulho publicitário, o Brasil inicia, no final deste ano, as suas transmissões em TV Digital, com a 109 promessa de fazer uma verdadeira revolução na área de inclusão social em nosso país. Poderia até parecer uma promessa enganosa, mas não é. O Governo federal, depois de muitas discussões envolvendo profissionais de diversas áreas, incluindo estudiosos cearenses, bateu o martelo e definiu - através do decreto 5.820, de 29 de junho de 2006 - que o modelo japonês de TV digital (ISDB-T) será o adotado em todo o território brasileiro (dados da TVE programa FGF TV de 12 de agosto 2007). Um modelo que possibilita muito mais do que uma imagem limpa, definida e com muita qualidade. A nossa TV Digital - também não podendo fugir à regra do clássico "jeitinho brasileiro de fazer as coisas" - terá um ingrediente a mais, a interatividade. Isso permitirá comunicação entre telespectador e emissora, em via de mão dupla. Com essa nova tecnologia, todos os lares que têm uma TV, terão, também, acesso gratuito à Internet. De início, teremos mais canais à nossa disposição, programação mais interativa e, claro, tudo isso sob o comando do bom, e quase já velho conhecido nosso, controle remoto. Acesso a serviços como banco, grandes redes de lojas, fazer cursos à distância e navegar. A mudança de sintonia será mais intensa diante dos novos canais e produtos oferecidos. As grandes redes de televisão terão que repensar a sua grade de programação, oferecendo a todos nós, telespectadores, não apenas novelas, filmes, telejornais, programas de auditórios e enlatados. Será preciso uma programação com mais qualidade, pois, neste novo universo, a TV Digital torna-se um atentado à lealdade. No último degrau da "Teoria da Evolução Tecnológica", se é que tenho autorização para compor a alcunha variante, o cidadão não é fiel. As tentações são muitas. E são boas. Então, que a inclusão digital tão prometida pelo Governo federal possa diminuir esse vergonhoso índice, através do acesso de milhões de crianças e adultos a uma sala de aula, que, neste caso, será a sala de casa (interligada ao mundo inteiro). Esse será um processo de evolução que começará timidamente, pois não será tão simples fazer com que os tradicionais usuários de TV mudem o seu comportamento diante da telinha, navegando por universos nunca imaginados pela gente simples deste Brasil de excluídos. Quando vejo que os meios de comunicação coerentes com a função ideológica, abrem 110 grandes espaços para falar, debater que seria indispensável para a problematização da questão e o posicionamento crítico da população. A educação se insere nas regras do mercado, dá-se um processo em que os setores mais adaptados e integrados sobrevivem à crise abandona os demais a sua própria sorte. Entre as novas teorias surgidas nesses últimos anos, despertaram interesse dos educadores. Nesta perspectiva, podem-se incluir as reflexões de Edgar Morin, que critica a razão produtivista e a racionalização modernas, propondo uma lógica do vivente. Esses paradigmas sustentam um princípio unificador do saber, do conhecimento, em torno do ser humano, valorizando o seu cotidiano, o seu vivido, o pessoal, a singularidade, o entorno, o acaso e outras categorias como: decisão, projeto, ruído, ambigüidade, escolha, síntese, vínculo e totalidade. Mais do que a ideologia, seria a utopia que teria essa força para resgatar a totalidade do real, totalidade perdida. O imaginário e a utopia são os grandes fatores da sociedade, e recusam uma ordem que aniquila o desejo, a paixão, o olhar e a escuta. Os enfoques clássicos, segundo eles, banalizam essas dimensões da vida e o sistema, em que tudo é função ou efeito das superestruturas sócio-econômicas, lingüísticas e psíquicas. Existem tantos mundos quanto nossa capacidade de imaginar. Na verdade, essas categorias não são novas na teoria da educação, mas hoje são lidas e analisadas com mais simpatia do que no passado. Evidentemente, nem todos esses autores aceitariam enquadrar-se nos paradigmas e classificações das tipologias, no campo das idéias, reducionistas. Não se podem negar as divergências existentes entre eles. Contudo, as categorias apontadas anteriormente indicam um sinal dos tempos, uma direção do futuroginalmente no trabalho de Paulo Freire nos anos 60, encontrava na consciência, que eles chamam de pedagogia da unidade. A prática e a reflexão sobre a prática levaram a incorporar outra categoria não menos importante: a da organização. Afinal, não basta estar consciente, é preciso organizar-se para poder transformar. Nos últimos anos, os educadores que permaneceram fiéis aos princípios da educação popular atuaram principalmente em duas direções: educação pública popular/educação popular comunitária/educação ambiental ou sustentável. Nos regimes autoritários da América Latina, a educação popular manteve sua unidade, 111 combatendo as ditaduras e apresentando projetos "alternativos". Com as conquistas democráticas, ocorreu com a educação popular uma grande fragmentação em dois sentidos: de um lado ela ganhou uma nova vitalidade e do outro, continuou como educação não-formal. Perdeu a diversidade e conseguiu atravessar numerosas fronteiras. As práticas de educação popular também se constituem em mecanismos de democratização, em que se refletem os valores de solidariedade e de reciprocidade e novas formas alternativas de produção e de consumo, sobretudo as práticas de educação popular comunitária, muitas delas voluntárias. Como a noção de aprender a partir do conhecimento do sujeito, a noção de ensinar a partir de palavras e temas geradores, a educação como ato de conhecimento e de transformação social e a politicidade da educação são apenas alguns dos legados da educação popular à pedagogia crítica universal. Se pensarmos no quanto a tecnologia modifica a maneira de pesar de nossas crianças, procuraríamos mais acompanhá-las orientando-as sobre a importância de ouvir e saber separar veja o texto de Eugenio Bucci, Veja 21/5/97 quando ele diz: “No mundo contemporâneo, imagens são criadas e divulgadas pela mídia graças à tecnologia; tudo vem sendo reduzido à imagem, ao espetáculo, num processo que afeta fortemente nossa vida e culmina na produção de realidades virtuais. Levando em conta os trechos abaixo, escreva um texto dissertativo no qual você discutirá a seguinte questão: Supervalorizar a imagem é desvalorizar o homem? Faz poucos anos, num debate sobre o poder da televisão, numa biblioteca pública da periferia paulistana, um homem da platéia pediu a palavra para dar o seu depoimento. Contou que sua filha, de 5 anos de idade, depois de ser repreendida pela mãe, reagiu gritando: "Não sou mais sua filha. Agora eu sou filha da Xuxa”. A mãe de verdade, "demitida" assim de repente, ficou sem reação.(...) O cotidiano infantil de nossos dias já não é demarcado apenas por coisas corpóreas, como o estilingue, a bola de futebol, a mãe ou o pai. Em grandes extensões, ele é dado por objetos imaginários, como os cavaleiros do zodíaco, os filmes policiais e até mesmo a Xuxa, que, na imaginação daquela telespectadora tão pequena, tinha assumido o lugar da mãe”. Neste começo de um novo milênio, a educaçãoapresenta-se numa dupla 112 encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações. Essa é uma das preocupações do Instituto. Paulo Freire, buscando, consolidar o seu "Projeto da Escola Cidadã", como resposta à crise de paradigmas. A concepção teórica e as práticas desenvolvidas a partir do conceito de Escola Cidadã podem constituir-se numa alternativa viável, de um lado, ao projeto neoliberal de educação, amplamente hegemônico, baseado na ética do mercado, e, de outro lado, à teoria e à prática de uma educação burocrática. Devendo a escola estar aberta à comunidade e oferecer um ensino que atenda às necessidades, o regimento não poderá permanecer estanque, mas buscará acompanhar as modificações sociais. Apesar da perspectiva que a educação contemporânea pode tomar, a educação voltada para o futuro sempre será uma educação contestadora, superadora dos limites impostos pelo Estado e pelo mercado, uma educação muito mais voltada para a transformação social do que para a transmissão cultural. A pedagogia da práxis, uma pedagogia transformadora, em suas várias manifestações, pode oferecer um referencial geral mais seguro do que as pedagogias centradas na transmissão cultural. Estamos numa era definida como era do conhecimento, pela importância dada hoje ao saber, em todos os setores, pode-se dizer que se vive mesmo na era do conhecimento. Na sociedade da informação ou do conhecimento, pode ser que, de fato, já se tenha ocorrido o fenômeno de ingresso na era do conhecimento, mesmo admitindo que grande número da população esteja excluído deste processo. O que se constata é a predominância da difusão de dados e informações e não de conhecimentos, graças às novas tecnologias que estocam o conhecimento, de forma prática e acessível, em volumes de informações, armazenadas inteligentemente, permitindo a pesquisa e o acesso de maneira amigável, simples, e flexível. As novas tecnologias permitem acessar conhecimentos transmitidos não apenas por palavras, exemplo disso, é a Internet, rede internacional de informação. 113 A Internet permite que a partir de qualquer sala de aula do planeta, possamos acessar inúmeras bibliotecas, como imagens, sons, fotos, vídeos (hipermídia) em muitas partes do mundo. A informação deixou de ser nos últimos anos, uma área ou especialidade para e se tornar uma dimensão de tudo, transformando profundamente a forma como a sociedade se organiza. Podemos dizer que estamos dando andamento a uma Revolução da Informação, como ocorreram no passado a Revolução Agrícola e a Revolução Industrial. As novas tecnologias criaram novos espaços do conhecimento. Além da escola, também a empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se educativos. Com o auxílio da Internet é possível construir conhecimento, formação e aprendizagem a distância. Por outro lado, a sociedade civil (ONGs, associações, centros de formação, faculdades, universidades, sindicatos, igrejas, etc.) está se fortalecendo não apenas como espaço de trabalho, em muitos casos, voluntário, mas também como espaço de difusão de conhecimentos e de formação continuada. São espaços potencializados pelas novas tecnologias, inovando constantemente nas metodologias, com isso novas oportunidades parecem abrir-se para os educadores. Esses espaços de formação permitem a democratização da informação e do saber, portanto, menos distorção e menos manipulação, menos controle e mais liberdade. É uma questão de tempo, e políticas públicas adequadas à difusão do conhecimento de iniciativa da sociedade. É preciso a participação intensa e organizada da sociedade, para que o ensino seja viabilizado, só a tecnologia não basta. O acesso à informação é um direito fundamental, um direito primário, pois sem ele não se tem acesso aos outros direitos. Na formação continuada necessita-se de maior integração entre os espaços sociais (domiciliar, escolar, empresarial, etc.), visando equipar o aluno para viver melhor na sociedade do conhecimento. Segundo a previsão de Herbert McLuhan, o planeta tornou-se a nossa sala de aula e o nosso endereço. O ciberespaço não está em lugar nenhum, pois está em todo o lugar o tempo todo. Estar num lugar significaria estar determinado pelo tempo (hoje, ontem, amanhã). No ciberespaço, a informação está sempre e permanentemente presente e em renovação constante. O ciberespaço rompeu com a idéia de tempo próprio para a aprendizagem. Não há 114 tempo e espaço próprios para a aprendizagem. Como ele está todo o tempo em todo lugar, o espaço da aprendizagem é aqui em qualquer lugar e o tempo de aprender é hoje e sempre. A sociedade da informação se traduz por redes, "teias" (Ivan Illich), "árvores do conhecimento" (Humberto Maturana), sem hierarquias, em unidades dinâmicas e criativas. Favorece a conectividade, o intercâmbio, consultas entre instituições e pessoas, articulação, vínculos, interatividade e contatos. A conectividade é a principal característica da Internet. O saber é o grande bem da humanidade. Ele é fundamental para a sobrevivência de todos e, por isso, não deve ser vendido ou comprado, mas sim disponibilizado a todos. Conhecimento não é algo que deve ser comerciado. Esta é a função de instituições que se dedicam ao conhecimento apoiado nos avanços tecnológicos. A educação do futuro deverá ser mais democrática, menos excludente. Esta é nossa causa e desafio. Infelizmente, diante da falta de políticas públicas no setor, a educação, é um bem coletivo e, por isso, não deve ser regulada pelo jogo do mercado, nem pelos interesses políticos, mas deverá ser considerado o meio de construção de saber fundamenta na formação profissional. Essas mudanças e novas habilidades manifestam-se, portanto na educação das crianças desde cedo, manifestando-se de forma coletiva nos relacionamentos e estímulos internos que a contingência exterior da criança se atrai, em jogos de saberes coloridos, em chamas acesas para evolução. São jogos que buscam satisfazer permitindo a necessidade imperiosa posta por seu crescimento. O que cabe à escola que ainda anda na sobra das mudanças? A escola não poderá ser diferente e ficar a reboque das inovações tecnológicas. Ela precisa ser um centro de inovação. Afinal é ali que se prepara o futuro. Temos uma tradição de dar pouca importância à educação tecnológica, a qual deveria começar já na educação infantil. Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações "úteis" para a competitividade, para obter resultados. Não se pode ver as dificuldades como obstáculos, mas como o alcanço do progresso , assim com não existe luta sem batalha , aprendizagem sem estudo, e dificuldades sem progressos, assim é a realidade de muitas escolas que só conhecem um computador nos livros. 115 A ela se deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação integral. O que significa servir de bússola? Significa orientar criticamente, sobretudo as crianças e jovens, na busca de uma informação que os faça crescer e não embrutecer. O que esse conhecimento vem fazer é transformar essa clientela, (estudantil), em integrantes da reforma para reformar o conhecimento em exercício da prática. Aprender os conhecimentos é possuir múltiplas oportunidades de aprendizagem: ensinar a pensar; saber comunicar-se; saber pesquisar; ter raciocínio lógico; fazer sínteses e elaborações teóricas; saber organizar o seu próprio trabalho; ter disciplina para o trabalho; ser independente e autônomo; saber articular o conhecimento coma prática; ser aprendiz e autônomo. O objetivo da escola é resgatar o interesse dos alunos pelos métodos inovados, adaptados a realidade do mundo. Além do que a escola trabalha na didática do conhecimento, ela precisa se preocupar em formar cidadão para vida. É sua auto-estima que precisa ser revista e resgatada. Mostrando a importância, o que ele representa na educação e para a educação. O texto de Fernando de Melo Galvão, diz o quanto o computador se tornou importante na vida de todo mundo. O Computador e o novo Milênio Fernando de Melo Galvão O computador, tecnologia que se tornou ferramenta indispensável em nossas vidas, faz com que estejamos sempre bem informados, facilitando as tarefas em nosso trabalho e também em nossa vida particular. Essa tecnologia, porém, traz benefícios e malefícios aos seres humanos. Quando nos lembramos do computador, logo nos vêm à mente os benefícios que ele proporciona: comunicação, informação, diversão, entre muitos outros. Já os malefícios que ele pode causar aos seus usuários envolvem difusão de preconceitos, alterações na vida social – substituindo a vida real pela virtual – e os crimes eletrônicos. A principal arma utilizada para os crimes eletrônicos é a Internet. Através dela, muitos usuários fazem coisas que prejudicam outras pessoas. 116 O computador, então, deve ser uma máquina que auxilia o ser humano. Nunca essa máquina deve substituir o homem, pensar ou agir por ele, tomar as decisões que só a ele competem. Afinal, o objetivo da tecnologia neste novo milênio é facilitar a vida humana, nunca substituí-la. Refletindo sobre o texto: seus benefícios e malefícios. Como você define a visão do autor da realidade, na qual você está inserido? Neste contexto de impregnação do conhecimento, cabe à escola: amar o conhecimento como espaço de realização humana, de alegria e de contentamento cultural; selecionar e rever criticamente a informação; formular hipóteses; ser criativa e inventiva (inovar); ser provocadora de mensagens e não pura receptora; produzir, construir e reconstruir conhecimento elaborado. E mais: numa perspectiva emancipadora da educação, a escola tem que fazer tudo isso em favor dos excluídos, não discriminando o pobre. Ela não pode distribuir poder, mas pode construir e reconstruir conhecimentos, saber, que é poder. Numa perspectiva emancipadora da educação, a tecnologia contribui muito pouco para a emancipação dos excluídos se não for associada ao exercício da cidadania. A escola precisa ter projeto, precisa de dados, precisa fazer sua própria inovação, planejar-se a médio e em longo prazo, fazer sua própria reestruturação curricular, elaborar seus parâmetros curriculares, enfim, ser cidadã. As mudanças que vêm de dentro das escolas são mais duradouras. Da sua capacidade de inovar, registrar, sistematizar a sua prática, dependerá o seu futuro. Nesse contexto, o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos. Em geral, temos a tendência de desvalorizar o que fazemos na escola e de buscar receitas fora dela quando é ela mesma que deveria governar-se. É dever dela ser cidadã e desenvolver na sociedade a capacidade de governar e controlar o desenvolvimento econômico e o mercado. A cidadania precisa controlar o Estado e o mercado, 117 ser verdadeira alternativa ao capitalismo neoliberal e ao socialismo burocrático e autoritário. PARA QUEM FAZEMOS? A escola precisa dar o exemplo, ousar construir o futuro. Inovar é mais importante do que reproduzir com qualidade o que existe. A matéria-prima da escola é sua visão do futuro. A escola está desafiada a mudar a lógica da construção do conhecimento, pois a aprendizagem agora ocupa toda a nossa vida. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marketeiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis. Esses pilares podem ser tomados também como bússola para nos orientar rumo ao futuro da educação. Aprender a conhecer. Prazer de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento, curiosidade, autonomia, atenção. Inútil tentar conhecer tudo. Isso supõe uma cultura geral, o que não prejudica o domínio de certos assuntos especializados. Aprender a conhecer é mais do que aprender a aprender. Aprender mais linguagens e metodologias do que conteúdos, pois estes envelhecem rapidamente. Não basta aprender a conhecer. É preciso aprender a pensar, a pensar a realidade e não apenas "pensar pensamentos", pensar o já dito, o já feito, reproduzir o pensamento. É preciso pensar também o novo, reinventar o pensar, pensar e reinventar o futuro. Aprender a fazer. É indissociável do aprender a conhecer. A substituição de certas atividades humanas por máquinas acentuou o caráter cognitivo do fazer. O fazer deixou de ser puramente instrumental. Nesse sentido, vale mais hoje a competência pessoal que torna a pessoa apta a enfrentar novas situações de emprego, mas apta a trabalhar em equipe, do que a pura qualificação profissional. Hoje, o importante na formação do trabalhador, também do trabalhador em educação, é saber trabalhar coletivamente, ter iniciativa, gostar do risco, ter intuição, saber comunicar-se, saber resolver conflitos, ter estabilidade emocional. Essas são, acima de tudo, qualidades humanas que se manifestam nas relações interpessoais mantidas no trabalho. 118 A flexibilidade é essencial. Existem hoje perto de 11 mil funções na sociedade contra aproximadamente 60 profissões oferecidas pelas universidades. Como as profissões evoluem muito rapidamente, não basta preparar-se profissionalmente para um trabalho. Aprender a viver juntos, a viver com os outros. Compreender o outro, desenvolver a percepção da interdependência, da não-violência, administrar conflitos. Descobrir o outro, participar em projetos comuns. Ter prazer no esforço comum. Participar de projetos de cooperação. Essa é a tendência. No Brasil, como exemplo desta tendência, pode-se citar a inclusão de temas/eixos transversais (ética, ecologia, cidadania, saúde, diversidade cultural) nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que exigem equipes interdisciplinares e trabalho em projetos comuns. Aprender a ser, desenvolvimento integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa. Para isso não se deve negligenciar nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. A aprendizagem não pode ser apenas lógico-matemática e lingüística. Precisam ser integrados. O texto procura situar o que significa "perspectiva". Sem pretender fazer qualquer exercício de futurologia e muito mais no sentido de estabelecer pontos para o debate, serão apontadas aqui algumas categorias em torno da educação do futuro, que indicam o surgimento de temas com importantes conseqüências para a educação. As categorias "contradição", "determinação", "reprodução", "mudança", "trabalho", "práxis", "necessidade", "possibilidade" aparecem freqüentemente na literatura pedagógica contemporânea, sinalizando já uma perspectiva da educação, a perspectiva da pedagogia da práxis. Essas categorias tornaram-se clássicas na explicação do fenômeno da educação, principalmente a partir de Hegel e de Marx. A dialética constitui-se, até hoje, no paradigma mais consistente para analisar o fenômenoda educação. Pode-se e deve-se estudá-la e estudar todas as categorias anteriormente apontadas. Elas não podem ser negadas, pois ajudarão muito na leitura do mundo da educação atual. Elas não podem ser negadas ou desprezadas como categorias "ultrapassadas". Porém, também podemos nos ocupar mais especificamente de outras, ao pensar a educação do 119 futuro, categorias nascidas ao mesmo tempo da prática da educação e da reflexão sobre ela. Eis algumas delas a título de exemplo. Cidadania. O que implica também tratar do tema da autonomia da escola, de seu projeto político-pedagógico, da questão da participação, da educação para a cidadania. Dentro desta categoria, pode-se discutir particularmente o significado da concepção de escola cidadã e de suas diferentes práticas. Educar para a cidadania ativa tornou-se hoje projeto e programa de muitas escolas e de sistemas educacionais. Segundo Mario Prata, (ISTOÉ, 3/9/97) ele diz que: “Quando se fala de realidades virtuais, coloca-se em geral a ênfase sobre o caráter fantasmático e imaterial de tais dimensões da experiência: este pressuposto é partilhado tanto pelos apologistas da nova tecnologia virtual, que a celebram como um modo de dissolver, de enfraquecer ou de espiritualizar a realidade, quanto pelos críticos, que a interpretam como mais um engano, como evasão, que nos exime das responsabilidades e dos perigos do presente, projetando-nos em um mundo evanescente e desencarnado. Tanto uns quanto os outros dão como certo que as realidades virtuais não são realidades verdadeiras, mas sim sistemas de representação da realidade cujo lugar pretende assumir. Esta aspiração é vista pelos apologistas como uma espécie de liberação das angústias e dos limites da realidade; pelos críticos como uma espécie de fuga culpada. Mas a realidade não é algo óbvio e imóvel. Hoje a virtualidade não aumenta a dimensão da precariedade do real, mas sim a reduz; ela faz com que o Homem”, da época da representação, passe para a da disponibilidade: as coisas virtuais estão constantemente a nossa disposição. “Tudo é oferecido e esta oferta de tudo é que constitui a virtualidade”. O formalizador de projetos expõe suas descobertas, desenvolve e enriquece seus conhecimentos em benefício do saber aprender. Mas existem dois aspectos cruciais no emprego das tecnologias como instrumentos de uma aprendizagem significativa. E primeiro lugar ocasional, distante de uma cuidadosa e planejada programação, e tão ineficaz quanto um único momento de exercício aeróbico a para quem pretende ganhar a maior mobilidade física; e, em segundo lugar, uma grande quantidade de jogos eletrônicos reunidos em um manual rigoroso 120 selecionado à aprendizagem que se tem em mente como meta. A revolução certamente não vai deixar de afetar a nossa educação, pois vai alterar drasticamente as maneiras em que aprendemos - fora e dentro da escola. Falar da tecnologia inserida nos parâmetros educativos, não é falar de sonhos, é saber que faz parte da nossa realidade e que a mesma precisa ser cuidada para fazer o aluno aprender e entender para aplicar, e não deixar que ele utilize para serem transformados em robôs receptivos. É por isso que cerca de 70% das pessoas que compram um microcomputador para uso doméstico o fazem pensando na educação dos filhos. Mesmo que não tenham uma idéia muito clara de como isso se dará, os pais estão convictos de que o computador é, hoje, a mais importante tecnologia educacional de que podem lançar mão, porque ele engloba todas as outras. E o computador está revolucionando não só as maneiras em que aprendemos, mas as formas em que trabalhamos, e o modo em que nos comunicamos uns com os outros, e até o jeito em que nos divertimos. A revolução que o computador está causando em nossa vida será muito mais ampla e profunda do que aquela que o livro provocou. Olhe quando vivenciei realidades escolares que não tem acesso a essas tecnologias, passei a acreditar que ainda levará algum tempo até que as escolas assimilem o computador às suas rotinas de sala de aula. O rádio e o televisor, embora onipresentes, foram mantidos em grande parte fora da sala de aula. Não podemos permitir que o mesmo se dê com o computador. O preço será a obsoletização da escola, como instituição pedagógica, e sua eventual transmutação em instituição de mera guarda de menores. Mas o caminho do computador para a sala de aula passa pela familiarização do professor com ele (os alunos, nessa questão, tomam conta de si mesmos). Para o professor se familiarizar com o computador ele precisa usá-lo nas mais variadas atividades, mesmo que elas não sejam de especial significado pedagógico nem voltadas para a sala de aula. Quando os professores tiverem com o computador a intimidade que hoje têm com o livro, descobrirão ou inventarão maneiras de inseri-lo em suas rotinas de sala de aula, encontrarão formas de criar, em torno do computador, ambientes ricos em possibilidades de 121 aprendizagem que propiciarão aos alunos uma educação que os motivará tanto quanto hoje o fazem os jogos computadorizados, os desenhos animados, os filmes de ação, e a música. É cada vez maior o uso dos meios de comunicação com objetivos educacionais e de integração do cidadão à sociedade. Embora possua o direito de votar, o analfabeto sente dificuldades de integração e de exercer plenamente seus direitos de cidadão, em face de não saber ler nem escrever. Como a escrita é um dos meios de se comunicar mais populares na era moderna, a falta dela faz com que o processo de comunicação do analfabeto, por exemplo, seja prejudicado. A reflexão se dá pelo simples fato de incluir dentro do contexto histórico uma metodologia representativa, em sua essência de mudanças de postura em relação ao que é ensinar, ou seja, adotá-lo um processo de construção do saber pelo que irá interferir na aprendizagem. Algumas técnicas ou formas de resolução de problemas aparecem, naturalmente, durante o processo de aprendizagem, podendo destacar tentativas de erros; redução de problemas mais simples; até os mais complexos. Podemos observar que na tentativa de corrigir, o aluno começa a se organizar, controlando seu comportamento através da compreensão do texto repassado em leitura compreensiva. Esta realidade nos obriga a refletir seriamente quanto a metodologia trabalhada diante do contexto sala de aula/participação da família e integração a sociedade. 122 11 MUDANÇAS EDUCACIONAIS ANTIGAS As leis não bastam. Os lírios não nascem das leis. (Carlos Drummond de Andrade) O conjunto de iniciativas educacionais ocorridas inaugura uma orientação governamental para a agenda da política educacional brasileira. Esse período, definido como tempos de explicação de rumos (VIEIRA, 2000), traz mudanças substantivas para a educação brasileira. As principais modificações nesse setor decorrem de alterações na Constituição Federal de 1988 através do conjunto de formas encaminhadas por legislação aprovada a partir de 1996, a saber: Ementa Constitucional n◦. 14/96; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei N. 9.394/96 (LDB). Como seria possível priorizar todos esses temas, a escolha do estudo recaiu sobre os seguintes tópicos: educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, educação profissionalizante e educação especial. A reflexão toma como ponto de partida a Constituição de 1988, analisando de forma detalhada a LDB. De tal maneira, iniciamos pela pergunta: 11.1 A constituição e a ldb tratam educação como? 123 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional mantém, em muitos aspectos, o espírito da Constituição. Em outros, todavia, traduz o projeto de reformas perseguido pelo governo federal, sobretudo a parti de 1995. A Constituição estabelece que aeducação é um “direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. Aqui se introduz uma primeira noção importante, a de que a educação é tarefa a ser compartilhada entre o Estado e a Sociedade. Nessa esfera do Poder Público, este dever é uma atribuição repartida entre as diferentes instâncias governamentais (a União, o Distrito Federal, os estados e municípios). A responsabilidade para a educação no âmbito da família também se concretiza através de deveres, cabendo aos pais ou responsáveis matricular seus filhos. A esses dados levanta-se a questão de um aspecto que pode colocar a criança ao egresso a sociedade. A finalidade da educação é o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. A educação escolar é aquela disciplinada pela LDB. (Estabelece a legislação que deve haver um vínculo entre a educação escolar, o mundo do trabalho e a pratica social (LDB), Art.1º.), sendo esta uma importante inovação na nova Lei. Para entendermos melhor é importante mencioná-los, uma vez que define as bases de sustentação do sistema educacional: I. Igualdade de condições para o acesso a permanência escolar; II. Liberdade de aprender; III. Pluralismo de idéias, concepções pedagógicas; IV. Respeito à liberdade. É oportuno observar que, ao tomar como referência a Lei 5.692/71, a atual LDB suprime os princípios políticos e filosóficos orientadores dos fins da educação, confundindo fins, objetivos e princípios. Entretanto, comparando as leis anteriores é possível identificar três inovações da Lei 9.394/96: a) a igualdade de condição para o acesso e permanência escolar; 124 b) gestão democrática do ensino público; c) reconhecimento de estudos e experiências obtidas pelo aluno fora da escola regular. A educação especial é outra modalidade destacada em três artigos da LDB (Capitulo V, Art. 58 a 60). É definida como modalidade de educação escolar, destinada aos educandos portadores de necessidades especiais, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino sendo também ofertadas em instituições especializadas. O fato da LDB reserva para a educação especial o reconhecimento social dos trabalhos realizados na área ou ser fruto das lutas pelos avanços e conquistas de direitos para as pessoas com necessidades especiais. Reflete ainda o consenso prevalecente nos movimentos internacionais que indica a preferência pela educação inclusiva a ser oferecida em instituições que incorporem a todos, reconheçam as diferenças, promovam a aprendizagem e atenda as necessidades de cada um dar à escola maior eficácia educativa. O eixo da flexibilidade está presente na concepção da nova lei, através da presença de dispositivo voltado para definição das grandes linhas da educação brasileira, ao lado de outro que oferece ampla margem de atendimento às peculiaridades da Federação e à capacidade inovadora dos sistemas. A tudo que foi falado é o começo de um entendimento do que precisamos falar ao longo do nosso estudo. Para sabermos como a educação e comunicação andam nos últimos dias, precisamos conhecer em primeiro lugar qual a base de sustentação que nos dá o direito de prosseguirmos. Visto que LDB nos impulsiona para um estudo centrado na realidade que temos, com conhecimento dos fatos encontrado na caminhada do conhecimento. Estamos frente a frente ao surgimento da comunicação e novas tecnologias da e informação no país (computadores, bancos de dados, vídeos, telefone, televisão, teleimpressão, entre outros), a grande terceira Revolução Industrial provoca um grande impacto na história moderna do Brasil. Esta realidade nos obriga a refletir seriamente sobre estas alterações históricas, pois as mudanças tecnológicas ocasionaram substanciais transtornos estruturais no modelo de desenvolvimento e, muitos anos após esse período, alguns transtornos não foram superados. Da mesma forma podemos pensar que a Revolução repercutirá bruscamente sobre 125 os setores humanos que compõem nossa sociedade. No tocante ao ensino da comunicação, vemos a urgente necessidade de integrar a problemática das novas tecnologias de comunicação nos projetos escolares para desenvolvimento das disciplinas. Não é de estranhar que em nosso meio comecem a surgir interrogações sobre a tecnologia? Qual é a validade dessa mudança na escola? O que esses objetos tecnológicos vêm trazer de melhoria para aprendizagem do aluno? Será que esse não vai ser somente uma forma de aumentar o desinteresse escolar? Qual vai ser a participação da família e da escola em acompanhar a criança no que ela vai assistir? A todas essas questões fomos campo para conhecer o que realmente “ela”, a educação, vai ser a partir de agora. O advento das novas tecnologias não é uma questão que se reduz apenas às inovações tecnológicas. Elas têm potencialidades suficientes para transformar toda essa prática da comunicação. Encontramos que não se trata apenas de um caso velho, mais de um novo método para ser repensado, e também a nossa postura quanto ensinar/aprender, repassar o que se aprende. O interesse de nossos alunos vem reivindicando a comunicação para alcançar um ensino de qualidade e aprendizagem satisfatória. Sabemos que ao regressar ao sentido etimológico e genuíno da palavra cultura para atender aos efeitos que novas tecnologias de informação têm sobre sua identidade e soberania cultural sobre as necessidades e possibilidades de democratização das comunicações e da sociedade. O problema das tecnologias está em plena evidência. O que se procura no momento é tratá-lo numa perspectiva que seja integradora, cultural e de formulação de pensamentos, retrogrado quando as inovações chegadas e adaptadas à realidade na qual está inserida (o). 11.2 Escolas e a reprodução tecnológica 126 De início houve dificuldades e reações. Alguns temores iniciais, a natural reserva às inovações, mas tudo isso foi cedendo lugar ao entusiasmo e a ânsia de aprender a conhecer o progresso que está aí. Ao longo do conhecimento se conhece vários casos que nos chamam a atenção como a questão do: Professor, quanto a sua capacidade de desenvolver em seus alunos as inovações tecnológicas comunicativas na sala de aula. Afinal, o professor é um aluno constante, para se desempenhar bem é preciso estudar. O aluno quanto à adaptação das novas metodologias e didáticas abertas ao entendimento onde deixa o aluno a liberdade de expressar-se, de criticar e levantar uma síntese a partir do que é visto, estudado e refletido. Em análise percebe-se casos de receio inicial dos professores em manusear uma aparelhagem tão complexa “bem como a ocorrência de casos de alunos - já familiarizados com o equipamento em casa - saber mais que o mestre. Hoje tudo é diferente contamos com aulas interessantes e ativas, onde o desinteresse e indisciplina já são trabalhados diretamente em benefício de melhor qualidade, e os temas transversais vêm favorecendo muito para o desenvolvimento da didática e para a aprendizagem do aluno. É possível levantar uma aula com um tema que favoreça todas as disciplinas. Isso é resultado do que a comunicação vem fazendo em relação ao desenvolvimento da educação e a qualidade que vem sendo apresentada. Embora também exista o desinteresse, dispersão total e o aumento da indisciplina. Vale salientar que a escola não faz educação sozinha, essa comunicação tem que ser ligada diretamente com a família e a integração da escola. O dever de casa precisa ser feito para que a escola funcione bem e vice-versa. A política educacional é um instrumento para projetar a formação dos tipos de pessoas de que uma sociedade necessita. Ao contrário da educação, que ajuda a pensar, a saber, do conteúdo que vai ser passado de pessoa para pessoapara constituir e legitimar seu mundo, e visando, com isso, assegurar a sobrevivência dos tipos de sociedade. 127 Isso quer dizer que a política é carregada de intenções, e são justamente as intenções o que de comum têm todos os tipos de comunicação educacional. Aprendendo a comunicar as intenções da educação torna-se possível saber que tipo de gente a sociedade está querendo, e qual o projeto de ser humano que nela predomina. A comunicação educacional canaliza o processo pedagógico, possibilitando uma ação criadora e reflexiva. A imagem que serve ao saber e que todos envolvidos (professores/aprendizes) executem um processo em que considerem um verdadeiro sucesso. A finalidade é chamar atenção para a ideologia que constitui uma transformação por meio da educação dos indivíduos a sociedade em algo melhor. Todavia, ao se concretizar ao se materializarem (quando deixa de ser um rol teórico de finalidades e passa a ser uma soma de atividades praticas) fazendo a melhoria (ou não) do aprendizado, vai depender de como vai ser trabalhado. 11.3 Crianças especiais e a informática Não podia deixar de falar do quanto minha me enriqueceu, quando por questão de interesse em saber como elas se desenvolvem diante da comunicação atual e o que elas esperam alcançar foi rico . Para falar das mudanças educacionais alcançadas com a tecnologia não me bastava somente a teoria, precisava conhecer, vivenciar cada modalidade para sentir-me segura em escrever sobre a inclusão destas crianças na educação renovada. Sabemos que uma criança com deficiência (física ou psicológica) tem dificuldades motoras que limitam sua capacidade de interagir com o mundo físico. As deficiências podem impedir que estas crianças desenvolvam habilidades motoras que formam a base do seu processo de aprendizagem, impedem também que elas executem atividades que podem ajudar os educadores terapeutas a entender e avaliar a capacidade intelectual de cada criança. Observe uma criança que tem paralisia cerebral usando um computador, pode propiciar às 128 crianças deficientes, especialmente as afetadas por paralisia cerebral, a oportunidade de desenvolver atividades interessantes, desafiantes, e que com o propósito educacional superem aos poucos seus conflitos e se trabalhe o diagnóstico apresentado. As atividades desenvolvidas propiciam uma compreensão mais profunda da habilidade intelectual dessas crianças, podendo oferecer-lhes a chance de adquirir conhecimento, e sobrepujar suas deficiências intelectuais. A criança com deficiência física apresenta problemática coordenação motora, que relacionada com a presença de lesão cerebral ou lesão de partes do corpo, direta ou indiretamente envolvidos no sistema motor. Em geral, estas crianças têm um desenvolvimento intelectual retardado, causado pela falta de interação com o meio ambiente, ou pela lesão cerebral, que pode afetar áreas do cérebro responsáveis por funções intelectuais específicas. Entretanto, as deficiências motoras tornam quase que impossível uma melhor avaliação e compreensão da capacidade intelectual destas crianças. O desenvolvimento das atividades com elas torna-se lento pela dificuldade que têm em manipular objetos. A falta de compreensão dos problemas tem levado muitas pessoas a adotar certos comportamentos que tem impacto negativo do desenvolvimento intelectual destas crianças. Observei que muitas tarefas são executadas pelos pais e professores como: as atividades escolares, para se vestir, se alimentar, pegar um brinquedo da escolha delas e etc. A dependência na minha maneira de avaliar, cria primeiramente o comodismo, e em segundo, torna-se dependente e não lhe propicia a chance de desenvolver atividades que ela tem condição de executar. Alem disso, estas atitudes são geralmente adotadas porque as pessoas acham que as chances que estas crianças têm, para fazer e aprender coisas, são mínimas, independentemente de qualquer programa educacional. O que não é verdade a capacidade que elas têm é muito grande, basta que se trabalhe dentro da realidade e recursos que elas possuem. Assim com a adaptação dos métodos educacionais usados para crianças normais, as crianças com deficiência física, porém exigem um novo conceito de educação seguindo a mesma orientação. Não são métodos desenvolvidos para atender às necessidades de cada criança. É uma mera adaptação do método de educação usado com criança “normal”. A criança com deficiência motora exige um novo conceito de educação, comunicadores, materiais 129 curriculares, programas de terapia, espaço físico especializado desenvolvido para atender às necessidades individuais. Já uma criança com deficiência motora mostrou que o computador pode ser uma ferramenta com a qual ela pode desenvolver o pensamento abstrato, expressar as idéias que anteriormente eram inacessíveis, e ser, então, um elemento ativo e produtivo. As atividades que as crianças com deficiência motora desenvolvem são determinadas por elas, sendo fruto de seu próprio interesse e imaginação. A importância de suas atividades permite transformar a passividade da criança em ação. A formalização do conhecimento intuitivo da criança nos permite ver o processo que ela usa para desenvolver uma determinada atividade. E possível identificar as deficiências e suas potencialidades intelectuais. As mudanças ocorridas na educação são grandes e a cada dia esse processo inovador vai exigindo mais do professor que repassa para o aluno, que vai ser avaliado no mercado de trabalho. São grandes as expectativas, melhores as buscas e satisfatórias as oportunidades. Quando estamos inseridos na educação é nossa meta avaliar o processo que está sendo desenvolvido e dentro dessas avaliações retirarmos o conteúdo. Afinal só existem as soluções porque surgem os problemas. Dentro do contexto trabalhado ainda encontramos situações que nos preocupam muito quanto à questão da inclusão nos programas educativos (falo da inclusão participativa ativa, e não somente da quantidade). A comunicação e educação vêm a muito favorecer subsídios escolares, embora existam comunidades escolares que sofrem com a escassez de materiais didáticos, para que possa ser realizada uma aula diferente. Para que existe o ato comunicar? Segundo Luft ele diz que comunicar é: Tornar comum. Notificar; informar. Ligar; unir. Participar; fazer saber. Transmitir por contagio. Ter passagem comum, transmitir-se, entender-se. 130 Porém, dentro de sua teoria e avaliando a realidade, a imaginação e criatividade de quem vai conduzir é o que vai identificar a qualidade do conteúdo a ser repassado e o objetivo a ser alcançado. Um dos ainda numerosos mistérios em relação ao ser humano diz respeito ao ato dele ter aprendido a falar. Isso significa que não são somente os meios e comunicação (as máquinas), que se comunicam, o homem independente do recurso que venha possuir ele faz a sua comunicação com uma rapidez espantosa, se considerarmos a complexidade dos objetos aprendidos. Pode-se objetar que alguns aprendem de forma rápida pelos meios que têm e já outros demoram a entender o aprendizado pelas dificuldades encontradas no caminho de formação de sua história, embora se comprove o tamanho do esforço. O modo de conseguir na escola a eficácia obtida em casa e nas ruas é “imitar” da forma mais próxima possível as atividades da vida, quando eles escrevem suas próprias experiências escrevendo o sonho e vendo a realidade. O aprendizado é notado nas ações diárias, quando o desenvolvimento escolar vem sendo realizado e acompanhado. As tecnologias vêm mostrando a comunicação escolar cada vez mais perto da realidade. Não se conhece o amanhã sem ter vivido hoje. Tudo isso é exemplo de como a televisão, computador, vídeos, impressão, fax, telefone, o rádio e muitos outrospodem favorecer o aprendizado, como também pode deixar com que o receptor fuja das suas obrigações como aluno/aprendiz e idealizador do futuro para se tornar em um veículo receptivo sem retorno. Não acredito que os veículos de comunicação, sem o acompanhamento pedagógico, possam fazer o aprendizado, capacitar o aluno sozinho. Tanto a família como o professor precisam estar ligados quanto à formação do aluno. O entendimento do conteúdo e a compreensão para criticidade cobrada do aluno é o método que resgata no aluno a responsabilidade em dizer o que realmente ele pensa e espera ter aprendido numa didática inovada. A principal questão levantada quanto ao tema abordado, diz respeito aos mecanismos da aprendizagem. A discussão e interpretação da comunicação levam a entender a evolução do desenvolvimento educacional em todos os seguimentos determinados pelos estímulos e informações avançadas. 131 Dentro dessa perspectiva, consideramos que, no início do processo, o acesso à comunicação com os meios que favorecem a rapidez de pesquisas e interação com o mundo parece uma estrada longa, onde se encontra várias curvas e obstáculos, embora nada que não possa ser entendido e trabalhado em suas diversas variedades e evoluções. Essas evoluções tecnológicas modernas trouxeram várias consequências à educação, onde impregnada a linguagem dos meios de comunicação, o indivíduo que não tem acesso vive isolado, num alfabetismo funcional e social. É por isso que nas comunidades mais distantes do centro das cidades, podemos encontrar um rádio, uma televisão e até mesmo o telefone. A comunicação visual tem uma dimensão muito grande. A comunicação de massa realmente informa, e se não for interpretada da maneira como pode ser em benefício de sua formação cultural, o homem passa a viver isoladamente dos grupos para um convívio normal. A televisão, por exemplo, o poder que ela tem em levar a informação e fazer a propaganda dos seus produtos a serem comercializados. O cuidado que já foi falado anteriormente é quanto ao dever de casa (família). Hoje as alternativas educacionais populares serão resultados de uma luta pela organização do poder popular. Essa luta não dispensa, porém, a criação e a invenção de meios educacionais, da incorporação das conquistas e técnicas da tecnologia. A informatização da educação desperta enorme esperança de desenvolvimento da educação. As manifestações de tal ordem, ocorridas em nível da sociedade civil, vêm revelando a existência de uma comunicação diferenciada, a partir dos envolvimentos referidos, principalmente aqueles gerados no seio das camadas da população ou a elas ligados. A práxis cotidiana voltada para os interesses e as necessidades dos próprios grupos a que pertencem ou ao participarem de organizações e movimentos comprometidos com interesses sociais mais amplos, acabam inseridas num processo de educação informal que contribui para as culturas populares e a formação para a cidadania. A cidadania à qual deve servir a escola é a cidadania possível e não existente em nossa sociedade que tem servido tão somente para delimitar privilégios e não garantir a participação de todos. Para melhor compreendermos neste contexto, é entendermos a escola como uma instituição social ao lado de outras, que devem contribuir para a preparação do 132 educando na conquista da cidadania, não só individual, mas para a coletividade. Muito já se discutiu a respeito do núcleo central de ação da escola. A escola nova muda o centro de interesse para a formação dos sentimentos e da criatividade individual, de tal forma que importa mais aprender a produzir o conhecimento do que assimilar os conhecimentos já estabelecidos. A tecnopedagogia retoma a importância dos conteúdos acumulados pela humanidade e exacerba o uso de meios para que se desenvolva uma aprendizagem eficiente. Importa-lhe o rendimento escolar de planejamentos executados e que se tornam os mediadores entre o educando e a cultura estabelecida. Tomemos o conhecimento como núcleo básico da ação da escola, sem privilegiar exclusivamente o conhecimento já acumulado, nem o conhecimento que está por ser criado, mas sim o conhecimento como instrumento básico de vivência e sobrevivência por parte do ser humano. O exercício dos direitos, aprender é conhecer e interpretar, e não somente apreciar cores e forma. Os processos de envolvimento das pessoas nos meios de comunicação procuram a cada dia melhorar o crescimento qualitativo educacional nas massas populares. 133 12 A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA NO EXERCÍCIO E FORMAÇÃO 12.1 O nosso jeito de caminhar Maria Socorro Lucena Lima Quando recordamos os nossos professores, dizemos que muitos deles “sabiam apenas para eles mesmos”, ou seja, não conseguiram transmitir o seu conhecimento (muitas vezes, profundo) para os alunos. Fica assim a memória de um professor que não deu certo, mesmo com as suas melhores intenções. Assim, percebemos que o ato de ensinar não é tão simples. Ele requer habilidades específicas e reflexões mais amplas sobre a fazer pedagógico. O trabalho do professor está situado exatamente na ponte que ele faz entre o conhecimento sistematizado, que a escola oferece, e o aluno. Portanto, a prática docente de desenvolver nessa ponte que faz a mediação entre o aluno e o saber, ensino aprendizagem. O desempenho do professor, suas habilidades de planejar, executar e avaliar os alunos, esta sua visão de mundo, sua história de vida, os conhecimentos que ele adquiriu historicamente, a maneira de conceber a realidade e a educação. É uma prática tecida com o saber científico (os conhecimentos sobre a matéria), o saber pedagógico (elementos de formação docente), o saber da experiência (elaboradas dentro do cotidiano) e o saber político social. Na ação do docente, podemos assim distinguir duas visões de mundo, uma linear e positivista que vê o mundo de maneira dicotomizada, onde o professor, isolado em sua sala de aula, “passa os ensinamentos” de maneira supostamente neutra e os alunos que forem “esforçados” ou “inteligentes” poderão aprender (a valorização da ciência indiferente do 134 condicionamento histórico social do conhecimento é muito comum nas práticas escolares ainda hoje); e um segundo enfoque, que resgata para a educação uma visão mais abrangente. Nessa perspectiva, a formação do docente se faz pelo trabalho de reflexão e crítica sobre a prática, sobre a realidade, bem como pela construção permanente da identidade pessoal. A partilha de saberes e a educação são importantes, porque possibilitam ao professor a postura de eterno aprendiz. Compreendemos que a ajuda na construção da práxis do futuro profissional do Magistério, tendo como base a ética, a competência e ensinamentos que conduzam à reflexão é um dos caminhos que podem ser trilhados pelos professores e as práticas pedagógicas. A matéria-prima da atividade prática pode mudar dando lugar a diversas formas de práxis. O objeto sobre o qual o sujeito exerce sua ação pode ser: O fornecimento natural; O produto anterior; Sociedade humana e o indivíduo concreto. No processo do trabalho as formas fundamentais para o exercício da prática é um bom planejamento. Planejar as atividades produtivas, na relação material da transformação que o homem estabelece mediante seu trabalho. Mas, como o ser humano social, nas suas relações, contrai como agente da produção o exercício de sua prática, seja em que seguimento esteja atuando a prática educativa, é que qualifica o profissionalismo que esperamos encontrar ao longo do desenvolvimento educativo. A caracterização da prática educativa vem mostrando condições objetivas às atividades representadas tanto pelo objeto do trabalho como pelo meio de instrumento com que se leva àtransformação educativa. O poder de mediação do instrumento estendeu-se e elevou-se com a introdução da máquina até chegar à automação, com o qual o homem vive separado radicalmente do objeto de 135 produção em que diante das problemáticas encontradas nas realidades escolares, o professor se vê envolvido com as mudanças tecnológicas. A teoria da prática já traz consigo a postura dos alunos diante de uma realidade bastante difícil. A escola atende alunos de diferentes realidades, níveis sociais, faixas etária. Portanto, o aprendizado para essa realidade é urgente, e sua aplicabilidade imediata. A experimentação do processo educativo é buscar planejar para trabalhar temas diversificados, mas que transforme a postura do aluno disperso em atentos, para captar as inovações educativas das práticas escolares. Uma aula que possa transformar a concepção do aluno em interagir a aprendizagem cultural no conteúdo repassado leva o professor a qualificar a sua atuação em sala de aula. “Nada mais chama atenção dos alunos da sala X. De tudo já foi aplicado e o rendimento escolar é zero”. É muito comum ouvir essa colocação nos planejamentos educacionais, em diversas realidades escolares. Muitas vezes a postura do aluno é o ponto principal do fracasso da didática. E quando se desperta um olhar sobre nós, como estamos desenvolvendo? É importante que a transparência e maneira simplificada do conteúdo sejam repassadas não para fazer do aluno apenas um receptor, mas um sujeito ativo. Quando a prática educativa consegue envolver os alunos como: Oficinas pedagógicas que envolvam o aluno a criar, mostrar suas idéias dentro do conteúdo estudado; Seminários, método usado para fazer o aluno estudar e entender o que pode ser útil na sua atuação prática (socialização); Gincanas pedagógicas, a interação da turma favorece uma ligação entre a escola e o mundo externo, enriquece a postura educativa e engrandece a didática trabalhada; 136 Trabalhos em grupos (comentários explicativos), a comunicação educativa trabalhada nos grupos alcança uma dimensão satisfatória na dimensão da prática educativa. Essas são medidas simples, mas que tem um respaldo muito grande quando se quer atingir uma qualidade no ensino-aprendizagem dentro do compromisso da ética educativa. O aluno é nosso maior problema e nossa vitória, um planejamento educativo elaborado dentro do perfil que queremos alcançar, ele responde imediatamente, e as formas fundamentais da práxis humana exerce um trabalho objetivo dentro das ações educativas. As atividades práticas do homem oferecem diversas modalidades criativas, dentro das citadas, cada uma procura inovar e adaptar dentro do seu objetivo criativo e destinados à transformação do indivíduo e inclusive na sociedade denominada de práxis social ainda que num sentido amplo toda prática ( inclusive aquela que tem por objetivo direto a natureza) se revista de um caráter social já que o homem só pode levá-lo a cabo contraindo determinadas relações sociais (relação de produção na práxis produtiva) e, além disso, porque a modificação prática do objeto do homem se traduz a sua volta a transformação do homem como ser social. Concretamente busca-se favorecer a ação coletiva e transformadora. O conhecimento proporcionado pela atuação da realidade e apropriado pelo próprio grupo de organização educativa em função da escola juntamente com o desenvolvimento do professor. Sendo ele o mediador das didáticas é interessante que a sua ligação com os alunos seja participativa nas reflexões teóricas dos elementos a ela pertinentes. Para começar a prescrever o futuro da graça e transmissão do conhecimento na extensão da prática educativa é preciso, em primeiro lugar, aperceber-se das limitações existentes no seu passado e compreender os porquês da dependência. Por outro lado, a compatimentalização das disciplinas contribui para a geração de conhecimento futuro do país. Antes de iniciarmos sobre o conhecimento, e mais especificamente sobre a ferramenta que desenvolve a educação para o exercício da formação, e preciso que traga para o estudo do tema “didática, disciplina e aluno”, que no todo passa a ser o maior beneficiado dos desafios enfrentados por toda comunidade. 137 Para definir educação será preciso, pois, considerar os sistemas educativos que existem, ou tenham existido, compará-los e aprender deles os caracteres comuns. O conjunto desses caracteres constituirá a definição que procuramos. A fundamentação sobre os processos de aprendizagem poderia ser de outra maneira: só se pode compreender adequadamente a natureza e as características de propostas de ensino alternativas às propostas convencionais, no interior de um processo de discussão teórica sobre suas razões. E a razão primeira, que justifica uma mudança radical nas práticas pedagógicas, e o conhecimento sobre os processos de aprendizagem. Hoje sabemos como crianças, jovens e adultos aprendem, que não temos como fugir da responsabilidade de transformar nossa forma de ensinar comunicando. É o conhecimento sobre os processos de aprendizagem que renova o nosso olhar e nos faz enxergar novas possibilidades de ensinar, possibilidades que só podem ser compreendidas se o nosso olhar estiver iluminado por outra forma de perceber as mesmas coisas. A maneira mais importante no recurso de formação recorrente à prática educativa e quando se uma ponte entre os conteúdos abordados e sua decorrência na prática pedagógica. É preciso planejar um desenvolvimento cuja forma permite ao professor conhecer suas hipóteses, descobrir quais idéias orientam as estranhas comunicações que produzem e oferecem boas situações de ensino e aprendizagem. São muitas as questões que se colocam para os alunos quando eles têm que fazer e não estão fazendo. No período onde os alunos estão se adaptando e desenvolvem nas disciplinas trabalhadas sejam quais forem os aspectos quantitativos e/ou qualitativos sabendo que o mais importante é encontrar uma relação de confiança entre professor/aluno. Com toda atividade propriamente humana a atividade prática que se manifestando trabalho humano, na criação artística ou na práxis revolucionária, é uma atividade adequada a objetivos, cujo cumprimento exige - como dissemos - certa atividade cognitiva. Mas o que caracteriza atividade prática é o caráter real, objetivo, da matéria-prima sobre a qual se atua, dos meios ou instrumentos com que se exerce a ação, e de seu resultado ou produto. 138 Na atividade prática o sujeito age sobre uma matéria que manipulações exigidas para sua transformação. A transformação dessa matéria, sobretudo, no trabalho humano exige uma série de atos que se destinam objetivar-se para contribuir para o trabalho comunicativo junto à população que busca na prática o conhecimento de uma didática que transforme o estudo interdisciplinar mais atrativo. Para compreensão da problemática encontrada ao longo do estudo teórico, a construção de um método que venha despertar no aluno o prazer por estar aprendendo. No começo em que tudo era apenas uma teoria centrada na comunicação e educação, a história repassada soava como um sonho dentro da realidade de estudo de caso no qual foi realizado. Entretanto, para se fazer acontecer é preciso acima de tudo querer fazer, pensar em realizar, fazer acontecer. O contexto que abre a oportunidade canalizada nos investimentos educacionais quando à aprendizagem possibilita satisfazer a necessidade do sonho na própria realidade. Referimo-nos, em específico, ao método de comunicar no exercício de sua formação, conjugar experiências e características de meios de comunicação paralelos aos avanços técnicos. A comunicação chega como um novo meio com novas características e formas de aplicação que o colocam dentro das expectativas dedeterminadas realidades escolares para o desenvolvimento do trabalho interativo. Se as crianças aprendem brincando, isso não nos pode fazer pensar em um mundo em que trabalho não seja condenação, e divertimento apenas o refazer-se e amoldar-se para este trabalho? Os jogos infantis como exercícios para a vida justa se contrapõem àquela concepção que os vê simplesmente como exercícios para a vida adulta, injusta em muitos aspectos. Nesse sentido, os jogos infantis são utilizados o mais cedo possível para a adequação ao existente. Exemplar é a utilização de embalagens vazias para facilitar o processo de alfabetização: a leitura de mundo da criança já é adestrada à localização dos produtos nas prateleiras dos supermercados. No meu modo de entender, apenas por formalismo poderíamos propor que a escola deixasse de ser reprodutora e que se tornasse agenciadora de formação revolucionária. Não 139 seria aí que se poderia concretizar o potencial transformador da educação escolar. A melhoria de vida, a obtenção de emprego, a aquisição de bens materiais, aspirações para as quais a escola é importante, e são benefícios concretos. Nesse sentido, seria na sua eficiência em consequência garantir às camadas populares o conhecimento que favoreço sua inserção na dinâmica mais geral de mudanças que a escola cumpriria a parte que lhe cabe nessa mudança. Em termos muitos simples seria ensinar bem a ler, escrever, calcular, falar e transmitir conhecimentos básicos do mundo físico e social que a educação escolar poderia ser útil às camadas populares. Não como promotora de igualdade, já que a sociedade é estruturalmente desigual. Nem como força revolucionária, já que isso vai além do seu movimento possível nessa sociedade. Mas como estratégia de melhoria de vida e pré-requisito para a organização política. Não podemos duvidar de que a nossa prática nos ensina. O conhecimento de muitas coisas é o que causa nossa própria prática. A este conhecimento ganhamos prática que pode ser compartilhada ao símbolo, mas a comunicação não é possível até que cada participante do diálogo se reconheça numa relação social de igualdade. Na atividade prática, o sujeito age sobre uma matéria que transforma sua maneira de pensar e agir diante do conhecimento obtido para realização do trabalho na prática. Visto que a teoria estudada faz com que várias metodologias didáticas sejam trabalhadas, o que vai diferenciar e a cultura de cada um. Não temos uma fórmula própria determinada, temos uma abertura de conhecimento e experiências vividas para o exercício do fazer acontecer. O homem enfrenta como um poder natural à matéria da própria natureza e põe em ação as forças que formam sua corporeidade, os braços e as pernas, a cabeça e as mãos, para desse modo assimilar uma forma útil para sua própria vida. Nesse sentido podemos dizer que a atividade prática é real objetiva ou material. E assim a nosso ver podemos analisar as novas características, novos conceitos, métodos e referenciais que qualificam a atuação dos meios de comunicação na educação. 140 Interessante é que, onde os piagetianos vêem a universalidade do raciocínio lógico- matemático, Adorno evoca o pensamento e a experiência não necessariamente limitados à capacidade formal de pensar. Em geral esse conceito de racionalidade (o da racionalidade ou de consciência) é apreendido de um modo excessivamente estreito, como capacidade formal de pensar. Mas esta constitui uma limitação da inteligência, um caso especial da inteligência, de que certamente há necessidade. Portanto da premissa de que a nossa situação atual exige frente à problemática em que estamos inseridos e, ademais, a tecnologia não é neutra, quer se levantar a possibilidade de entender o Universo, através dos instrumentos reais de criação humana para atualizar o próprio homem. Destacamos as nossas práticas com: TV – veículo de comunicação onde as metodologias são trabalhadas com a transmissão das imagens animadas por meio de ondas eletromagnéticas. O aluno pode desenvolver sua percepção, raciocínio e criticidade diante do que é desenvolvido e trabalhado. Entretanto, o raciocínio pode melhorar com os temas transmitidos envolvidos na disciplina de forma que ele seja o autor de sua criação e formulação de hipóteses lógicas (leitura, escrita, geografia, história). A telecomunicação a distancia vem apresentar os méis que podem formar a história compreendida em sala de aula. A comunicação não se resume somente ao computador que atualmente ele comanda a atuação de todos em um som. É preciso na prática trabalhar: Telefone – comunicação verbal; Telefonia – sistema de telecomunicação pela transmissão da palavra falada ou sons; Telegrafar – comunicação por telégrafo; Telégrafo – comunicação escrita; Telegrama – comunicação telegráfica; Telejornal – noticiário apresentado pela televisão; 141 Telenovela – novela de televisão; Telex – comunicação telegráfica bilateral. Estes meios de comunicação criados pela tecnologia para beneficiar um conjunto de pessoas que vivem em comum. O conhecimento prévio vem nos mostrar que só o olhar expressivo pode transformar a imaginação em realidade. É através da observação visual que se pode formular um texto, afinal a relação entre os olhos e o cérebro, é um processo que ao longo do tempo os estudantes procuram entender a sua importância. Há mais de cem anos se descobriu que ao ler nossos olhos não deslizam linearmente sobre o texto ou imagem impressa, eles dão saltos em uma velocidade muito grande. É certo que durante este processo o olhar transmite para o cérebro o conhecimento real do que foi transmitido. Como se pode ver a comunicação se dá pelos nossos órgãos para ocultarmos em nossos meios a tecnologia criada por nós e para nós. A colocação acima vem mostrar uma experiência que ao longo desse trabalho pude ver situações diversas, porém esta me chamou atenção. Certa escola visitada neste período me chamou atenção, quando observando a disciplina sendo trabalhada onde me soava uma metodologia fechada sem questionamentos participativos e palavras soltas, sem coerência no que se estava trabalhando. Aquela situação me intrigou e procurei trabalhar com a turma projetos que os fizessem se expressar, comunicar, envolver a comunidade escolar com a comunidade onde a escola estava inserida, no princípio o tema sobre o “meio ambiente” onde críticas foram formuladas para que houvesse desistência, mas a turma resistiu, e levamos adiante durante meses. Observei que eles tinham muito mais a ensinar do que a aprender. Não tínhamos nenhuma tecnologia e tudo foi feito artesanalmente, e o tema foi sendo passado. A comunicação saiu perfeita, pois trazíamos para nossa realidade a teoria da comunicação informativa do meio de comunicação de massa para ativar. Nas danças, na poesia ou nos simples gestos expressivos de cada um. E isso que faz a diferencia, é você não fugir da teoria, mas levá-la para a realidade em que você está trabalhando, com o que possui, é entender, buscar assegurar a formação e fazer 142 crescer, conhecendo e compreendendo as dificuldades sabendo que elas existem para serem superadas e não estagnar. A vantagem está em que a comunicação pode realizar-se em todos os sentidos, perguntas e respostas ora sucedendo-se, ora sobrepondo-se. Embora as mensagens beneficiam-se neste nível, duma regulagem contínua, imediata ou quase imediata. De fato, sempre é possível, na hora, remediar as falhas da educação transmitida no esclarecimento da compreensão. O reconhecimento dessa perspectiva evita que se caia no mencionado espaço da boa vontade, presente nos discursos dos educadores sob uma multiplicidade de rótulos. Todo elemento prático parece ser mágico, mas a “missão” desloca muitas vezes da ação educador para investigador da problemáticaeducacional que encontramos, seja na indisciplina, evasão escolar, faltas de compromisso, ausência da família, violência, entre outros. Não se pode fazer um prévio planejamento sem conhecer a causa a ser trabalhada. Costumo dizer que o professor comunicador é aquele que no primeiro contato faz a leitura do ambiente e dentro do que foi encontrado prepara sua prática para efetuar em seguida. Não adianta se planejar na teoria da escola X se você vai atuar na escola Y, essa comunicação tem que haver de X para Y. Assim a mediação da aprendizagem forma uma ponte de ligação nos conceitos expressivos da consciência prática do educador. Entretanto, é possível falar no ato do compromissado sem que este seja também um ato livre. A liberdade não coincide com a espontaneidade, e nem é expressão de alguns pretensos naturais. O conceito de liberdade deve ser examinado em relação com a autonomia, entendida como capacidade de autocontrole, de autodeterminação individual, base necessária para dar sólido fundamento à vida social. É livre quem é (...) consciente de seus deveres e direitos, e capaz de conduzir-se automaticamente na vida. Portanto, liberdade não é um dado imediato, como crêem os teóricos dos direitos naturais, mas é o resultado mais importante da educação (Betti, 1981, p.58). O conceito de liberdade deveria ir acompanhado de responsabilidade que engendra a disciplina e não imediatamente a disciplina que neste caso se entende como imposta se for como limitação 143 coativa da liberdade coletiva ou de grupo, como expressão individual de uma lei (Gramsci, apud Manacorda, 1997, p.233). Devemos então considerar a possibilidade que o indivíduo tem de ir ou não ao encontro dos meios de comunicação que ajudam a atender as necessidades. Não pode falar em compromisso se está apenas no nível de coerção. Não se pode falar em compromisso no âmbito de necessidade que não se pode deixar de aprender, é por isso mesmo que é um problema para qual se chama atenção as necessidades qualitativas sociais. Na tentativa de articular corretamente os elementos da competência de educador sua dimensões técnicas, éticas e políticas poderíamos aprofundar nossa reflexão em torno de um conceito já explorado quando procurei caracterizar a reflexão da prática educativa no contexto geral. A idéia é realizar uma ação extremamente rica dentro do compromisso educativo com visão de futuro. É preciso resgatar o significado da dimensão técnica pela meditação da perspectiva ética, abrindo a possibilidade de enfocarmos sob uma nova luz a questão do poder na educação. É preciso pensar que o educador competente é um educador na construção da sociedade no qual saber e poder tenham equivalência enquanto elemento de interferência no real da organização de relações sócio educativas. Entretanto, a associação dos dados domina o exercício da nossa sociedade como um todo. A prática de ensinar e disponibilidade do aprender. Assim quando o professor, com base nas relações e desempenho das concepções educativas, procura levar para sala de aula a didática do conhecimento, ele está procurando dentro das suas possibilidades formar com o seu conteúdo e competência parceiros de seu trabalho educativo. A essa comunicação o exercício dispõe um desempenho dos papéis onde permitem as relações pedagógicas se estenderem em diversas dimensões (alunos/ professor/família), sabemos que a família não pode ficar de fora das organizações pedagógicas, visto que ela é responsável pelo acompanhamento paralelo da aprendizagem escolar. A sua ação determina substantivamente a realidade social. Neste sentido concordamos com as margens libertadoras do conhecimento empírico para atuação da sala de aula, quando são entrelaçados com 144 diferentes tipos de opinião diante de um contexto formativo da didática escolar para o exercício da prática. Dentro dessas concepções de relação prática educativa consideramos que o professor seja mediador de sua autoridade garantindo assim o reconhecimento da competência escolar dentro da influência perante os alunos no nível intra-escolar, ou, melhor dizendo, no âmbito concreto da sala de aula, onde desenvolve a situação didática. 145 13 EDUCAÇÃO CRÍTICA, PONTO DE VISTA DOS RECEPTORES É preciso se pensar na função da necessidade de articular as estratégias para um melhor uso dos meios de comunicação a partir de uma variável nova: a recepção. A estratégia para uso dos meios de comunicação em sua opinião deve ter como ponto de partida o ponto de recepção. Esta variável coloca em pauta igualmente importante a da cultura. Não se pode pensar em nenhum projeto sem mediação da cultura. Daí a necessidade de se pensar a dimensão do outro, da diferença, da diversidade. O receptor é sempre um sujeito ativo, um ator social. Toda educação e comunicação implicam no tipo de educação comunicativa que queremos encontrar nos nossos alunos, centradas nas escolas e atuando como receptores da informação. O importante é conhecer e conseguir uma maior participação. Aliás, este é o objetivo final da comunicação e da educação. 146 14 O QUE SE ESPERA RECEBER DA COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO Para se definir a educação será preciso conhecer a consciência moral do nosso tempo, a satisfação que dá espera, ainda assim a educação não se tornaria mais uniforme e igualitária. E dado mesmo que a vida de cada criança não fosse, em grande parte, predeterminada pela hereditariedade a diversidade moral dos professores que não deixaria de acarretar como conseqüência grandes diversidades pedagógicas. Mesmo assim os elementos comuns de toda educação não se exprimem senão sob a forma de símbolos acerca da natureza humana no discurso da história, constitui-se todo um conjunto de idéias acerca da natureza humana sobre a importância receptora de nossas realidades escolares sobre o direito e sobre o dever, a sociedade, o indivíduo, o progresso a ciência a arte, etc. Idéias essas que são a base mesma do espírito nacional; toda e qualquer educação; a do rico e do pobre, e que conduz à carreira liberal, como a que prepara para as funções industriais, que tem por objetivo fixar essas idéias na consciência dos educandos. Entretanto a crítica educativa vem destacar a maneira como se aborda o estudo da televisão. Não estariam os meios de comunicação de massa a modificar esta situação? À primeira vista, a informação, tal como se define, pertence à consciência histórica, cuja propriedade é considerar os acontecimentos em sua sucessão. Neste sentido, pode-se dizer que a informação e seu ápice; a informação direta, chegada em derradeiro, seu ápice supremo. A informação efetua-se e só pode movimentar um exato acontecimento em se concretizar inversamente a transmissão das informações. A televisão já começou a operar nas perspectivas do discurso das ceras da comunicação levado ao tempo original privilegiando as funções combinadas as expressões necessárias ao contexto educativo. A preocupação com o problema da violência na televisão. Foram feitas constatações que a violência da televisão pode ser percebida pelas pessoas como educativo, pois a vida é demasiado violenta. Por outro lado, para uma população que passa fome, está desempregada, existe uma violência mais forte: a publicidade. A necessidade de se investigar qual a relação entre receptor e as distintas mensagens vinculadas pela televisão. 147 Nota-se o quanto este veículo determina a vida das pessoas desde os horários até o que se usa em suas casas, suas roupas, e o modo de se expressarem em relação ao que ela ensina no dia-a-dia. Na nova realidade, no entanto, redes tecnológicas complexas promovem a transição do modelo comunicativo massivo para um modelo interativo. O avançotecnológico está transformando o modelo comunicacional que privilegiava a distribuição de informações num novo modelo que privilegia a idéia da comunicação dialógica, da interatividade, onde emissores e receptores trocam constantemente de papel (SILVA, 2002). A televisão é um meio "antigo", linear e unidirecional na difusão de informações. Mas, no cenário de transição para um modelo comunicacional interativo, não é somente o tipo de tecnologia que determina o diálogo e a interatividade. É necessário estarmos atentos para a questão dos usos das tecnologias e das informações, ou seja, mais do que ter acesso ao recurso tecnológico e às informações, a maneira como se articula o diálogo e como se interage com as informações é primordial, um processo ligado à gestão da comunicação e da informação, aos processos de mediação e negociação de sentidos, indo além da incorporação de novas tecnologias. Comunicação, tecnologias e educação compõem um tripé fundamental para a formação do homem do século XXI (CORTELAZZO, 1998). A tecnologia cria as condições para que a comunicação social se insira cada vez mais nos espaços de aprendizagem, pois favorece a socialização do saber, através de suas dinâmicas de distribuição de informações. No cenário atual, Educação e Comunicação, são áreas de conhecimento independentes que se complementam à medida que participam simultaneamente dos processos de socialização e formação dos indivíduos. Áreas que se articulam num novo espaço de conhecimento, a Educomunicação. A gestão da comunicação na educação é uma área de estudos e pesquisas da Educomunicação que está relacionada ao uso do recurso em sala de aula, tendo em vista ampliar o coeficiente comunicativo das ações humanas mediadas pelas tecnologias. O objetivo da gestão da comunicação na educação seria criar e desenvolver ecossistemas comunicativos mediados por processos de comunicação humana intermediados por tecnologias (SOARES, 2003). 148 Um dos grandes desafios para o educador é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial (MORAN, 2000, p.23). Por outro lado, ela é um veículo de comunicação por excelência do gênero narrativo. Na educação formal, como em qualquer outra situação social, percebemos que ao utilizarmos as nossas didáticas muitas vezes não pensamos melhor, pois somos pressionados pela velocidade das informações, desenvolvê-las muito rapidamente, sem percebermos como o aluno está recebendo aquela informação. O fato de recebermos grandes quantidades de informações, portanto, não nos permite afirmar que estamos mais bem informados ou que estejamos construindo conhecimento (CÉBRIAN, 1999). Isso, no entanto, não quer dizer que as pessoas permaneçam passivas diante das informações e das tecnologias que as mediam. As pessoas interagem de diversos modos a partir de diferentes referenciais, mas nem sempre conseguem lidar com a grande quantidade de dados. Nossa experiência desenvolve juntamente no universo o encontro cultural para atividades pedagógicas. Por isso, cresce a valorização dos processos de educação permanente dos cidadãos destinados a desenvolver ou ampliar as competências dos indivíduos para lidarem de modo seletivo, crítico e criativo com as informações. A comunidade educativa composta pelos envolvidos na educação formal principalmente o aluno e o professor assessorando as atividades de ação reflexiva que permitam avanços em direção ao sistema educacional. No intuito de melhor aproveitar e articular as informações e gestão da comunicação pode ser identificado como um eixo importante dos processos educativos. Podemos entender que no processo da comunicação e da informação efetiva o processo de educação, pois "(...) educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados" (FREIRE, 1977, p.69). Freire (1977) nos lembra que a educação não é transferência de conhecimentos e que o educando não é um ser passivo. É preciso, portanto, humanizar a tecnologia, tendo o homem 149 como centro do processo de ensino. Uma comunicação libertadora é nossa maior meta para o embasamento teórico e proposta pedagógica comunicacional. Sugere-se educar num processo de trocas e diálogo entre sujeitos. E, esse processo pode ser estimulado por uma gestão comunicativa planejada que diversifique as estratégias de uso das informações mediadas pelas mídias articulando-as de modo a promover a construção de conhecimentos. E construindo etapas de articulação entre alunos e professores X escola. Somente incorporar mídias e tecnologias no processo educacional não garante o aproveitamento adequado das informações, por isso, a presença dos meios técnicos no ensino- aprendizagem é amplamente discutida, principalmente em relação às interações que possibilitam ou não com os usuários. Quando desenvolvemos o ensino e a aprendizagem na escola, surgem também questões que se referem a seu processo educacional. Uma delas diz respeito aos posicionamentos que assumimos sobre os modos de caminhar esse trabalho com consonância com os objetivos de um processo educativo escolarizado que venha atender às necessidades de cultura no mundo contemporâneo. Refletem-se questões sobre a mediação tecnológica contribuir ou não para a aprendizagem. Procura-se desvendar como o processo comunicativo gerado pela mediação de informações articula a negociação e produção de sentidos, verificando o papel e a necessidade do diálogo entre homem-homem e homem-máquina. Assim, se pretendemos contribuir para a formação de cidadãos conhecedores das disciplinas para melhoria de qualidade da educação escolar. "Enfatiza-se, assim, o fato de que a aprendizagem não é jamais pura transmissão, e sim a socialização de um saber, portanto, experiência de uma relação de indivíduos concretos" (SODRÉ, 2002, p. 99). Na relação tecnologia e educação, o educador passa a ser um gestor de informações e conhecimentos, uma pessoa que deve atrair não só por suas idéias, mas por sua capacidade comunicativa no contato, um indivíduo entusiasmado, curioso, aberto ao diálogo e capaz de motivá-lo. A escola não é só o ponto de vista dos receptores, ela existe para propiciar 150 conhecimentos analisados e propostas trabalhadas no ato de fazer dentro das suas possibilidades no crescimento do ser humano. Se formos comparar os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, vemos que a diferença entre saber e poder se restringem às classes sociais de um mesmo país, mas se repetem nas relações entre países. Essa extremidade desigual entre as classes sociais repetem entre si o velho modelo: aquele que tem o poder econômico tem a possibilidade de acumular o saber, com amplas condições de ampliá-lo pelos processos de pesquisas e de criação de que dispõem: aos países subdesenvolvidos, como o Brasil, sobra como opção quase exclusiva, repetição da tecnologia e do saber, importados a custo muito alto para a população, sobretudo a mais pobre. O gráfico da pirâmide poderia ser usado para representar a relação entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, comparados em termos de posse do saber e da pesquisa tecnológica. Diante do quadro, a educação para o senso crítico se dá em meio aos esforços de se passar da consciência mágica, à ingênua, à crítica. A passagem da consciência mágica para a ingênua (explicação simplista, impermeável à crítica e idealizadora do mundo), produz-se automaticamente quando a comunidade sofre uma mudança econômica ou política. 151 15 CONTRIBUIÇOES CRÍTICAS PEDAGÓGICAS Hoje já é possível saber que assim comoas hipóteses sobre como se constroem o saber, a criança pode entender também a elaboração de uma metodologia inovada. A informação recebida tanto dentro como fora da escola deixa de ser um simples papel de construção e passa a compreensão de se escrever o seguimento comunicativo da transmissão direta por si mesmo. O que de fato tem a saber sobre a distinção elaborada pelo aprendiz (aluno/professor) entre as mudanças exigidas para trabalhar o entendimento das reformas educacionais. E deixar prevalecer o entendimento do meio para que resgate dentro da possibilidade cultural de cada um a capacidade de sua determinação para o entendimento do novo. As idéias dos receptores sobre o que se pode evoluir de acordo com as possibilidades das oportunidades de contato com a escrita e a comunicação vêm promover a conquista dos seguimentos educacionais. Entretanto, ler a comunicação visualizada é verificar uma aprendizagem determinada, a maioria dos alunos (receptores da informação) deve ser atendida para superação de suas dificuldades. No momento em que começam a se mostrar perdidos e atrapalhados em relação aos conteúdos trabalhados, a escola, que assume a responsabilidade com a aprendizagem de todos, tem obrigação de criar um sistema de apoio para que esses receptores não se percam pelo caminho. Suas dificuldades precisam ser detectadas rapidamente para que sejam apoiados, e continuem progredindo e não desenvolvam bloqueios. Diante de situações em que provocam sentimentos de impotência, a saúde mental da criança e das pessoas em geral, na verdade exije que elas se desinteressem, porque é da condição humana não suportar o fracasso continuado. Portanto, antes que o aluno desista de aprender o que não estão conseguindo, a escola precisa criar forma de apoio à aprendizagem. 152 Existem diversas possibilidades de atendê-los: por meio de atividades diferenciadas da sala de aula, de trabalho conjunto podendo ajudar a avançar as intervenções pontuais que se propõe. Além das propostas realizadas o encaminhamento precisa acontecer nos espaços escolares, alternativos diante das dificuldades momentâneas, exatamente para garantir que eles (alunos receptores do aprendizado) sejam vistos e trabalhados. O educador tem a tarefa de problematizar os conteúdos que a mídia e as tecnologias trazem para o processo de ensino-aprendizagem. "Pela comunicação aberta e confiante desenvolvemos contínuos e inesgotáveis processos de aprofundamento dos níveis de conhecimento pessoal, comunitário e social.” (MORAN, 2000, p.25). Para Moran, o processo de interação, de comunicação, tem papel fundamental na construção do conhecimento. E quando a escola se deve dispor, dos grupos de apoio pedagógicos que se formam exatamente com a finalidade de contribuir para a aprendizagem, dos que estão encontrando dificuldades em relação aos novos conteúdos ensinados. A escola define suas propostas através de seus projetos, envolve professores substitutos e estagiários, e criam cronograma de atendimento das diferentes classes. Esse método apóia e implica no reagrupamento das turmas em dias alternados durante a semana e horários diversificados. Essa mistura, analiticamente falando, tem dois pontos a serem destacados: Primeiro - o aluno, ao ser atendido, passa a entender que ele é o receptor de suas dificuldades e por isso foi destacado a um atendimento individualizado; No segundo - ao efetuar o atendimento o transmissor (professor/coordenador pedagógico), sente-se determinado em acompanhar aquela turma ou aluno e espera obter grandes resultados satisfatórios dentro da aprendizagem/ disciplinar/ interdisciplinar. Quando isso não acontece ambos se sentem culpados e se perguntam aonde chegaram a falhar? 153 Acredito que não existe uma falha que discrimine este problema, existe um momento que não foi bem e que precisa ser revisto, refeito a maneira de pensar e realizar e que ambos têm um compromisso com um problema a ser resolvido e não passado por cima. Podem considerar-se mais convenientes. E a partir dali não deixarem problemas guardados, todavia só tendem a aumentar e tornam-se grandes. O que meramente pode ser somente distribuídos dentro das possibilidades de entendimento e resolvidos passo a passo. O importante é que ao final de tudo o aluno saia com confiança das atividades resolvidas, e que a experiência tenha favorecido um esquema de organização de conteúdos para serem participativos. Portanto, o que torna o caminho mais longo é a maneira como você vai conduzir. Com base nas didáticas que regem o trabalho do entendimento do aluno ele destina-se para uma finalidade, o aprendizado e o trabalho transparente desenvolvido dentro da escola (professor/coordenadores). A visão que se tem quando se fala da educação é uma forma pronta e que basta acatar os programas desenvolvidos, muitos nem sabem o que é (comunidade assistida) e pronto. Na realidade a educação é um leque aberto e cada parte tem uma seqüência de problemas, projetos, conseqüências, aprendizagens, disciplinas e indisciplinas e extensão família/escola para formar a educação que vem para o receptor que é o aluno. 154 O olhar sobre o que é fazer educação é assumir uma responsabilidade bem maior do que se pode imaginar diante de muitas realidades escolares que estão entregues (alunos) à própria sorte. Quando o professor não consegue encontrar alternativas para garantir a aprendizagem dos seus alunos, estes por sua vez não conseguem superar suas dificuldades momentâneas em aprender e acabam se transformando em alunos com dificuldades de aprendizagem. Assim, por falta total de possibilidade de alterar este quadro, todos desistem, (professor/aluno), começam a conhecer o fracasso escolar que vai se cristalizando e se avolumando. A tradição brasileira tem sido a de que cada escola faz sua parte e não tem nada a ver com a forma como os alunos resolvem suas dificuldades. Mas essa estranha crença, lentamente, vem se transformando. Torna-se cada vez mais claro que essa postura, entre outras coisas, reforça uma injustiça social muito grande, porque as crianças da classe média sempre precisam receber ajuda extra-escolar. E as crianças pobres, que compõem a grande maioria das escolas públicas, dificilmente contam com algum tipo de apoio à aprendizagem fora da escola, principalmente, por causa da baixa escolaridade dos seus pais, mas também da falta de condição econômica, elas ficam desamparadas também na escola. A escola e os meios de comunicação contribuem à formação. Mas, diante do que foi narrado, a nossa preocupação nos leva a destacar nosso compromisso com a educação e a qualidade do aprendizado nos dos alunos. Se pensarmos a situação sem encontrarmos uma solução para onde a educação irá? É preciso desempenhar os objetivos das didáticas onde elas possam ultrapassar as fronteiras do impedimento e alcance, o despertar da inclusão social no exercício de sua cidadania. A nossa consciência crítica é a percepção de uma necessidade que define o perfil que encontramos diariamente. Segundo Freire, podemos caracterizar a consciência crítica como aquela que: Alimenta anseio de profundidade do problema; Reconhece a realidade; Substitui a situação; 155 Procura testar as descobertas. A essas estruturas a escola vive determinada fixações e padrões comportamentais que se determina e admite como base epistemológica e sócio construtivismo, nossa proposta educacional que deve ser coerente à nossa realidade. Deve-se propor que o aluno desenvolva atividades propostas na construção do conhecimento de sua própria experiência no processo de interação com o meio. Tendo isto como base, devemos levar em conta alguns aspectos: Ação do aluno; Desenvolvimento aprendizagem; Qualidade dodesempenho em grupo; Integração com o meio social; Compromisso pedagógico; Permanência escolar; Participação (aluno / professor) no desenvolvimento dos projetos escolares envolvendo as disciplinas. Quando analisamos esses aspectos chegamos a uma conclusão prévia de que somos programados para desenvolver um aprendizado, qualificá-lo em diversas etapas, mas não chegamos ao final. Todavia, quando alcançamos uma etapa sentimos sede por atingirmos outras, e isso vai-nos levando cada vez mais a melhorar nossas posições diante da educação. Precisamos estar munidos e fortalecidos para combatermos os percalços que nos impedem ir mais longe. Pensamos cada vez mais em nossos receptores, são eles os responsáveis por todas nossas inovações a partir do que foi criticado ou elogiado. Não estou me referindo aqui a um sonho, nem estou procurando fantasiar um quadro da educação, mas fazer com que entenda que nada depende de ninguém, se não começarmos por nós mesmos. Se não faço a minha parte ela certamente faltará, e nessa falta vai causando deficiência, e, quando percebemos, ela já tem virado uma dimensão tão grande que não tem 156 mais como reaver. Nunca procuro idealizar sobre a realidade, porém, o meu compromisso em melhorar é que vem falar mais alto. A realidade educacional não é somente a qualidade, o que nos impulsiona são as dificuldades conhecidas. É nela que deverá estar baseado o ensino escolar. Ao invés de memorizar os conhecimentos expostos pelo professor, o aluno precisa se sentir integrante do processo ensino- aprendizagem para poder aprender. O educando desperta na sua didática o gosto de aprender. Sem essa metodologia o que podemos cobrar quanto educador diante do sistema educacional de nossos alunos? A AÇÃO DE TRANSFORMAR Paulo Freire Estamos nesta sala. Aqui funciona um círculo de cultura do conhecimento. A sala está organizada de certa maneira. As cadeiras, a mesa, o quadro-negro, tudo ocupa certo lugar nesta sala. Há cartazes nas paredes, figuras, desenhos. Não seria difícil para nós organizar a sala de forma diferente. Se sentíssemos necessidades de fazer isto, em pouco tempo, juntos poderíamos mudar completamente a posição das cadeiras, da mesa, do quadro-negro. A reorganização da sala, em função das novas necessidades reconhecidas, exigiria de nós um pouco de esforço físico e o trabalho comum. Deste modo, transformaríamos a velha organização da sala e criaríamos uma nova, de acordo com outros objetivos. Reorganizar a sociedade velha e transformá-la para criar a nova sociedade não é tão fácil assim. Por isso, não se cria a sociedade nova da noite para o dia, nem a sociedade nova 157 aparece por acaso. A nova sociedade vai surgindo com as transformações profundas que a velha sociedade vai sofrendo. O texto vem mostrar o problema da cultura e da sua identidade, destacando sua importância numa sociedade. Quando estamos falando da educação pensamos logo na ligação da educação/sociedade/cidadania. No que diferem? O contexto geral vem em benefício de quem prepara e o repasse para quem recebe (receptor). Julgamos metodologia, criticamos as didáticas, mas onde estamos modificando? Será que não estamos, muitas vezes, de olhos fechados e passamos sem fazer nada? Não somos perfeitos, somos modeladores do defeito para efeito perfeito, pelo menos é o que queremos. Parte desta ação educativa deverá estar baseada ao ensino escolar. Ao invés de memorizar os conhecimentos expostos pelo professor quando ele precisa aprender a sentir, e perceber como se compreende. Conceituar o raciocínio, discutir e transformar a realidade escolar, quando se trata das dificuldades que impedem o andamento das metodologias para qualificar o ensino em sala de aula. Muitas vezes é uma determinação mais pedagógica, ela passa à psicológica para poder entender o ambiente em que está inserido (a). A ênfase na interatividade na vida prática e escolar é preciso saber trabalhar. O trabalho em grupo é a junção de idéias respeitadas e voltadas para o contexto apresentado para o desenvolvimento educacional. A esse método se dá um processo de aprendizagem socializadora que deve ser vista como fruto de uma coletividade na qual o aluno interage suas pesquisas, classificações e debates. Para analisar a interatividade do aluno é preciso selecionar o que vai ser trabalhado em sala. 158 16 MERGULHO DO PASSADO Na manhã de 27 de maio de 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, naufragava o encouraçado Bismarck, uma das mais perfeitas peças navais da Alemanha nazista, depois de histórica batalha contra a esquadra inglesa, 965 quilômetros a oeste do Ponto de Brest, na França. A artilharia certeira do Bismarck foi responsável pelo naufrágio do HMS Hood, orgulho da frota britânica, matando 1.400 pessoas. Atacar o Bismarck virou ponto de honra para os britânicos, que, num brutal bombardeio, destruíram suas quatro torres, demoliram sua estrutura e incendiaram seu convés. O navio de 50 mil toneladas afundou com cerca de dois mil marinheiros. Só 115 sobreviveram (...). Lia Vasconcelos. Revista Istoé, n. 1.741. São Paulo. A comunicação informativa trabalhada traz para o conhecimento do aluno um texto interdisciplinar que vem envolver o aluno no conhecimento e incentivar a pesquisa de vários temas abordados no texto. Entretanto, se este mesmo texto for trabalhado somente na leitura em sala, sem favorecer o comentário discursivo, que resultado pode ser alcançado na qualidade da aprendizagem? São essas pequenas observações críticas na qualidade da educação que fazem a diferença em nossos receptores. A comunicação educativa possibilita uma abertura de levantamento de hipóteses para aplicação da prática. Para se conhecer que resultado virá, conheça sua realidade e possibilite para ela a perfeição da colocação em destaque a ser estudado. Feito isso poderá analisar as inovações exteriores (tecnologia), porque já tem como base seu próprio conhecimento O ensino está voltado para produtividade e a escola como parte integrante de uma sociedade que se torna útil à comunidade que integra. A escola ajuda a formar cidadãos produtivos, à medida que atua suas experiências descobertas com capacidade de produzir e compartilhar suas produções. A escola moderna ensina e aprende que as suas funções estão voltadas para o professor e alunos. A partir desse princípio, quanto mais prazerosa for a troca realizada entre os dois, mais rápido e eficiente será o desenvolvimento do processo cognitivo. Quando buscamos incorporar a tecnologia como princípios educacionais, embora seja um recurso, sua correta 159 utilização pode transformar-se em um princípio pedagógico capaz de dinamizar a ação, a interatividade, a produtividade e o prazer do aluno frente ao processo do seu conhecimento. Diante do tema abordado leva uma reflexão sobre o crescimento da oferta escolar, elemento inevitável que obrigou o aumento substancial dos quadros docentes, que foi acompanhando o achatamento das salas de aula. Ao mesmo tempo, em quase todos os sistemas de ensino, criam funções rapidamente transformadas as estruturas burocráticas. Sob a falsa lógica de uma divisão técnica de trabalho constitui-se, de fato, uma hierarquia de poder onde uma minoria mais bem paga supervisiona, controla, persegue ou protege por favorecimentos a maioria menos aquinhoada. Isto estimulou o autoritarismo, que o fechamento político exacerbou e permitiu o clientelismo que amesquinhou aquilo que poderia ser uma disputa. A expansão e organização dessa nova estrutura do ensino básico desenvolveram-se em estreita privatização e crescimento desordenado do ensino. Ao colocar em discussão nossa proposta, estamos iniciando o cumprimento da parte que nos cabe, indicando rumos gerais, levantando as questões. O debate emtorno desses rumos e questões é indispensável para que as críticas e sugestões nele surgidas contribuam para viabilizar a proposta a partir de medidas concretas. Por isso educador do ensino com participação importante. A nossa visão da educação no papel da escola: “(...) a observação mais superficial da realidade social concreta (...) continua a fazer os maiores sacrifícios para tentar a conquista de uma vaga, mesmo na escola mais desprovida de qualquer atrativo pedagógico, pois a intuição lhe dá a certeza de que, qualquer que seja o grau e a qualidade dos conhecimentos que conseguir adquirir pela freqüência a essa intuição, que para ele é a “casa do saber”, maiores serão as probabilidades de melhoria de suas condições de vida, que é o objetivo imediato que persegue.” 160 A garantia de escolarização deve formar uma construção de uma educação democrática. Para entender os principais mecanismos educativos por meio do qual o indivíduo se torna cidadão informado e participante do mundo em que vive, adquirindo consciência crítica que favorece a capacidade educacional. Qualquer tentativa de melhoria do ensino que se efetue a partir de diagnósticos é uma medida inteligente no planeta escolar. A educação se insere numa zona intermediária entre necessidades e possibilidades, entre estruturas e a infra-estrutura, entre o real e o imaginário, entre a ação e a representação. De um lado liga-se à obtenção de um melhor emprego e de melhoria das condições materiais de vida. Ela remete, entretanto, para algo muito, além disso. Precisamos superar esse tipo de discussão e entender que o brasileiro em diferentes áreas geográficas, que não tem acesso ao mesmo conhecimento, isso nos vai dar a possibilidade de, no mínimo, termos um país num outro patamar, mais moderno e mais civilizado. Lembro-me de quanto foi difícil trabalhar um projeto que envolvesse todas as turmas escolares, visto que o tema “Meio ambiente”, dizia a respeito da comunidade escolar envolvendo docentes e discentes e funcionários da escola, para levar o conhecimento teórico e prático para a comunidade assistida. Encontrei um bloqueio muito grande acompanhado de uma falta de interesse de muitos, mas insisti, primava o objetivo e ao final foi alcançado o esperado. O que foi colocado são apenas exemplos de como a educação tem labirintos e que trilhamos a todos os momentos. A educação precisa ser diversificada no ponto de partida. Como os conceitos que fazemos em diferentes aprendizagens que mexem muitas vezes nas origens que cada realidade possui. Isto implica na discussão ideológica sobre a necessidade de que a escola espelhe a realidade da criança. No fundo, volta à idéia de que a educação escolar compartilha e cria no aprendiz o ponto de vista que ele deve chegar. Ao partir da realidade o papel do professor é o de provocador. A missão é tentar mudar o aluno; sempre dosando as propostas, para não cobrar tarefas impossíveis. Este é um ponto pedagógico fundamental. É preciso trazer a criança para a escola, tirá-la de onde está, sem que sua auto-estima seja afetada e sem que ela acumule sentimentos de fracasso. Outro ponto importante é conseguir encontrar a melhor forma de ensinar. O avanço melhora um concreto ou abstrato, do próximo e imediato, para termológico. 161 Quando o professor não sabe usar os conhecimentos disponíveis. Muitas vezes não assimilou bem o próprio conteúdo, que diria a forma de tratá-lo para que seja apropriado por uma didática concreta, pertencente a uma determinada classe social educativa. Essa competência técnica não se identifica com o que os meios de comunicação vêm transformando a forma de se ensinar atualmente. Esse compromisso é que deveria orientar a busca de uma ação escolar competente, perpassando todos os aspectos da escola: de sua organização didática e pedagógica, passando pela seleção e organização do conteúdo. O desafio profissional realiza uma competência democrática que consegue interagir com as condições de vida e com as aspirações das camadas populares. É preciso, todavia, objetivar o que se entende por essa interação. A escola diferentemente das realidades geográficas, todas tem suas dificuldades, umas mais, outras menos, mas cada uma tem seu objetivo a ser alcançado. Isso põe em questão não só as tentativas, mas a adaptação do currículo escolar às crianças pobres, aligeirando-o e facilitando-o. Questiona também tentativas, supostamente revolucionárias, de separar mecanicamente o saber do domínio do saber do dominante, defender as suas concepções de mundo e práticas populares. O espaço de recepção centra a comunicação nas mediações humanas e não somente na mediação da tecnologia. A Sociedade da Informação caminha para a Sociedade do Conhecimento, onde o novo foco de desenvolvimento social sai do desenvolvimento de tecnologias e vai para a gestão humana das informações. A crescente demanda por educação permanente desafia as sociedades e oferece a todos os cidadãos uma educação coerente com as exigências do novo contexto, e nem sempre é possível contar com as novas tecnologias para intermediar este processo. Devem-se criar oportunidades para que os indivíduos adquiram as informações de modo autônomo e seletivo e produzam conhecimentos nos espaços formais e informais de ensino-aprendizagem, nesse aspecto tecnologias mais acessíveis. As contribuições aos contextos educacionais, devido à introdução de novas práticas comunicativas e como mediadoras de informações oferecem mudanças para as abordagens tradicionais de ensino-aprendizagem. No entanto, estas mudanças dependem muito mais dos 162 usos que se faz das tecnologias e das informações, do que da incorporação de antigas e modernas tecnologias nos sistemas de ensino. Muito mais do que analisar a necessidade de incorporação das mídias e educação, precisamos entender e avaliar o papel das mediações tecnológicas dentro do processo de ensino-aprendizagem, analisando seus usos e novas possibilidades de aproveitamento para a produção de conhecimentos. O ambiente de mediação da oferta no ensino-aprendizagem, através dos processos de gestão da comunicação e da informação entre orientador e educandos, pode resgatar a aprendizagem como um espaço de negociação e produção de sentidos, contribuindo para que se ultrapasse a comunicação. Quanto à televisão, ela vem mostrar textos, imagens, frases, objetos, e estes são vistos e muitas vezes não entendidos, embora o sistema educacional esteja centrado na reforma tecnológica, e mais receptiva principalmente nas escolas da Zona Rural, como se interagem com as mudanças. Tudo passa a ser um sonho, a imaginação flui embora o conhecimento real concreto não se realize. Suas estruturas sócio-econômicas são diversificadas, a maioria são agricultores e alguns estão integrados na Educação de Jovens e Adultos, e estes têm um único sonho: saber ler e escrever. A realidade deles torna-se muito difícil, difícil no aprendizado, difícil o trabalho, pois passam o dia inteiro nas suas roças e à noite vão para escola, e o rendimento escolar é um fracasso, então vêm as desistências. Neste contexto a escola precisa trabalhar a auto-estima despertar a importância do saber ler para aprender a escrever bem. As primeiras comunicações feitas pele escrita, nem eles mesmos liam, então se foi trabalhando a leitura para escrita. Entramos no processo da informação da mente para ativar os membros a trabalhar (coordenação motora). A recepção da sua transmissão é um modelo estático e tradicional de sociedade numa ação pedagógica para que o aluno aprenda vivendo. . . Aprendam a ser passivos vivendo, passivamente; aprendem a aceitar a sociedade, convivendo com ela sem discuti-la, aprendem a adotar o modo de interpretar as relações, práticas sociais. A prática verbalista e descomprometida é utilizada somentequando se quer tratar das mudanças essenciais e necessárias ditadas pelas crescentes ondas que chamam para a 163 transformação profunda. No conteúdo trabalhado busca-se levar ao conhecimento do aluno a democracia, solidariedade, criatividade, e quando esses conceitos vão sendo passados, em geral, a nossa preocupação não é somente que ele escute, mas que coloque em prática. É a força do saber que destaca a capacidade intelectual, mostra dentro da didática que o “ter” não é “poder”, tudo passa e somente o saber permanece. Hoje o aluno está muito voltado pelo que vê, não importa como nem a sua estrutura educativa. E a escola tem uma grande responsabilidade em trabalhar os valores humano-sociais com eles, destacando a diferença desde cedo. Lembrando que para se conseguir precisa lutar, e a luta parte da educação, do empenho de cada um em ser integrante participativo das mudanças educacionais e inovações tecnológicas. Sendo assim, a interação da escola com as condições de vida das camadas populares entende-se como formas de necessidades objetivas na permanência do sistema de ensino, permitindo a qualidade construída nas camadas estabelecidas de suas práticas educacionais. 164 17 EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA NA FORMAÇÃO CULTURAL Pensar é próprio do homem. Esta propriedade pode ser melhor compreendida se partimos da referência ao homem enquanto “existente” . O termo existente (ser para fora) alerta para a possibilidade mais inerente e constitutiva do ser, enquanto humano, que é a sua possibilidade de relação. Aprender que o pensar, ou mais especificamente o compreender, é próprio do homem, facilita nossa delimitação do que é cultura na sua formação educacional. Em sua essência o acúmulo de conhecimento pelas observações de fatos levantados da sua análise e comprovação de hipótese, obedece ao rigor dos procedimentos do pensamento lógico da cultura, em que se pode destacar como conhecimento educacional. Sabemos que não existe uma específica, existem as específicas regionalizadas geograficamente, e essa faz a diferença na educação como um todo. É um específico processar-se da Educação que delimita compreender em sua especificidade. Há muitas maneiras de dizer o que é cultura. Para alguns é sinônimo de conhecimento letrado, erudição. Para outros, cultura é expressão artística. Há quem considere cultura certo tipo de educação, polidez, bons modos. Para a Antropologia a ciência social que orienta nosso trabalho, cultura tem uma definição bem mais abrangente e se refere à capacidade que só os seres humanos têm de dar significados às ações que praticam, à realidade natural e à realidade construída que os cerca, aos comportamentos de animais e de pessoas. Essa capacidade é exercida em grupo, quer dizer, cada grupo de pessoas que vivem juntas vai dando significados próprios às coisas. Assim, dentro de uma mesma sociedade, diferentes grupos (classes sociais, grupos de idades, membros de corporações profissionais, etc.) podem dar significados distintos para um mesmo fato ou fenômeno. Conseqüentemente, desenvolvem maneiras distintas de vê-lo e de reagir a ele. A rede de significados e práticas de um grupo social é o que chamamos de cultura. Quer dizer, tudo o que os homens e mulheres aprendem com o grupo em que vivem, a começar pela língua que falam, o seu modo de definir o que é feio ou bonito, certo ou errado, as técnicas, as regras sociais, as formas de expressão, tudo isso é cultura. 165 Aprendemos na escola e ouvimos, a toda hora, os meios de comunicação repetir que nosso povo é “o resultado da junção de representantes de três raças; o branco, o negro e o índio”. Mas, pense bem, será que o conceito de raça é adequado para explicar nossa formação social e cultural? Historiadores dedicados ao estudo do período colonial comentam a dificuldade de comunicação enfrentada pelos primeiros africanos escravizados que para cá foram trazidos. É que eles pertenciam a diferentes sociedades tribais, que viviam em diferentes locais da África – Costa Ocidental, Costa Austral e Costa Oriental – e falavam línguas distintas. O colonizador os igualava, denominando-os todos ‘negros’, vendo-os como mão-de-obra e não como indivíduos dotados de uma história e de valores próprios dos diferentes povos dos quais se originavam. Um negro norte-africano não era igual ao negro do centro do continente ou ao negro sul-africano. O que chamamos de cultura afro-brasileira é o resultado das vivências de africanos de diferentes sociedades, que aqui se encontraram, combinaram e recriaram distintas tradições, hoje revividas e atualizadas por seus descendentes. A busca de verdades pelo compreender mostra-se através do que se questiona. O que é formação cultural? Um olhar especulador pode esclarecer satisfatoriamente sobre o que se caracteriza o fundamento de uma cultura voltada para a realidade. Tudo é uma admiração do mundo participativo no resgate da formação histórica para visão atual. A essa inquietude e dos questionamentos provocados pelo efeito real compartilha-se o mundo novo, tentando tornar claro o que toda a realidade evidente apresentável de ambíguo, de inapreensível, assim também o como essa ambigüidade do real solicitava para ser desvelada. Para tornar mais claro esse modo de compreensão poderíamos explicar com algo atual, digamos um sistema de determinar o modo de vida (Capitalismo). O Capitalismo é perfeito porque comporta a exploração do homem, do seu trabalho, e o aliena de sua condição humana. O desvendamento é uma possibilidade de pensamento que favorece o pensar sobre a formação cultural. Entretanto, somente se planifica a interrogação da verdade quando desdobrada no âmbito universal do saber aprender. Saber é ter o conhecimento informativo fazendo compreender as manifestações comunitárias de sua cultura regional transmitida numa comunicação diferenciada dos meios de comunicação de massa que temos. O agir é de certo modo o que há de mais simples e elevado 166 por afetar a referência do ser humano. A compreensão do mundo que nos rodeia e suas características, a procura de uma resposta compreensiva para a valorização cultural. Não basta ensinar fatos que ocorreram no passado para dar às crianças elementos para que compreendam o presente. Desde muito pequena a criança participa das práticas sociais e culturais de sua família, de seu meio, enfim dos grupos com os quais convive. Gradativamente, ela vai descobrindo o mundo físico, psicológico, social, estético e cultural que lhe é apresentado pelos adultos (e outras crianças) no dia-a-dia. A sua formação como sujeito em processo de humanização vai se estruturando a partir da experiência assinalada em interação com as outras pessoas. É, pois inserida no ambiente afetivo e cultural que a criança vai desenvolver seu processo de socialização. Cada objeto, cada elemento do seu cotidiano é uma nova experiência que o mundo lhe oferece frente ao qual ela atua. Desde bem cedo a criança percebe que os seres e as coisas com as quais convive se apresentam com semelhanças ou diferenciações com objetividade ou não, acolhendo-a ou rejeitando-a, dando-lhe prazer ou desprazer . A própria comunidade na qual está inserida lhe oferece uma infinidade de experiências visuais e sonoras. São tantas as organizações culturais que aprendemos diferenciar geograficamente cada conteúdo apresentado. Para compreender a escola e seu resultado é preciso recorrer ao sentido amplo da palavra cultural, isto é, o conjunto de costumes, dos modos de viver, de vestir, de morar, das maneiras de pensar, das expressões de linguagens, dos valores de um ou de diferentes grupos sociais. Para Brandão, “a palavra cultural deve ser entendida como compreendendo tudo o que existe transformado na natureza pelo trabalho do homem é que, atravésde sua consciência, ganha significados” (1981:25). Os pensamentos dos antropólogos afirmam que as categorias devem ser impostas. A procura para manter as categorias experientes sobre os fenômenos que se estuda. O ponto de vista estuda para compreendê-lo. Em muitos aspectos da educação escolar, porém, esta posição não, os valores de “classe média” são considerados como um 167 modelo a ser imposto a todos os alunos, pela “seleção”, “ritmo” e “avaliação” do conhecimento escolar. Argumenta-se então que o desenvolvimento cognitivo dos grupos mais pobres é insuficiente. Pode parecer curioso que ao consagrar o problema da comunicação, essa relação venha favorecer uma ajuda que apresente as sensações emotivas e objetivas desta metodologia voltada para a cultura onde se retrata a história de formação de um povo. De nada vale uma boa idéia se não conseguimos colocá-la em prática, se não conseguimos expressá-la. Exteriorizar o que sentimos ou pensamos sobre as pessoas e o mundo, ou seja, expressar as emoções e os pensamentos é uma necessidade de todos. É certo que existem muitas maneiras de nos expressar, e a cultura em suas diversas modalidades é uma dessas maneiras, talvez a mais fascinante, por ser feita da expressão dos sentimentos humanos. O ser humano experimenta um prazer singular em combinar formas e histórias que caracterizam a criação e qualificação da comunidade. Porém, essas combinações só proporcionam prazer quando expressam os sentimentos e as emoções da alma humana, em face do espetáculo da vida. “A cultura é um rio cujas águas profundas irrigam a humanidade com outro saber” (Evelyn Berg). Buscamos conhecer as origens comunitárias da região local onde a cultura e arte de um povo forma a manifestação de consciência de si próprio e sempre retratando o valor de cada época na visão espiritual, que vem surgindo com a necessidade da comunicação humana e social e, pôr conseguinte, contribui para o desenvolvimento da consciência do próprio homem. Ninguém pode negar as profundas relações entre o artista e a comunicação. O artista depende da comunidade da qual é membro e onde ele vai vivenciar as suas idéias, as suas emoções. Sua obra reflete sua experiência comunitária, ou seja, a sua vivência social. É a cultura que tem importância na educação de um país, porque ela desenvolve toda história de um povo. Ela não é um enfeite. É um dom, uma maneira diferente de mensagem para expressar o mundo: o mundo real e o imaginário. 168 A cultura suscita reflexão e habilidades de julgamento, formulando significados que substituem as palavras. Uma sociedade só é culturalmente desenvolvida quando há uma alta capacidade de entendimento de produção expressiva na linguagem, no ato de expor suas idéias dentro do que a sua comunidade dispõe de belo. As conquistas tecnológicas das primeiras décadas deste século revolucionaram o mundo. A tecnologia e humanismo se unem em torno das manifestações culturais e evoluções impulsionadas pelas mudanças do progresso da técnica, mas a cultura tem uma percepção diferente da realidade (artista). A comunidade transforma sua história numa obra artisticamente expressiva, onde podem ser destacados: Costumes de um povo; Hábitos alimentares; Danças folclóricas; Moradias; Artesanato; Congos e Reisados (típicos da região nordeste); Religiões. A cultura expressa a arte de um povo que o público assume um papel participativo da criação, como o faz em todas as suas modalidades, seja: musical, arquitetura de uma cidade, etc. A cultura abre os olhos para o mundo e compreende a beleza do ambiente, as modificações que a tecnologia trouxe para a vida cotidiana e procura expressar esses aspectos em suas criações. Surge o Pop Art (Arte popular), não a arte popular produzida pelos nossos ceramistas, oleiros, rendeiras e outras, mas a cultura arte para o povo, extraída de coisas do dia-a-dia e difundida pelos meios de comunicação de massa (cartazes, anúncios luminosos, artigos de 169 supermercados, jornais, revistas, etc.). Tudo se transforma em motivo para os fenômenos visuais obtidos pela percepção do objeto. É interessante observar que o homem conseguiu criar dentro de sua cultura a arte com as inovações tecnológicas: Fotografia; Cinema; Televisão; Xerox; Heliografia; Computador, satélites e raio laser, estão gerando novas linguagens na cultura, e esta tecnologia que chega para conquistar o espaço. A comunidade educativa passa por toda a existência cultural e se destaca pelas suas formações e para que possamos compreender cada uma precisamos saber: Quem é? Por que estão ali? O que é no mundo? E como o mundo é? São perguntas inquietantes que a própria comunidade faz e que vão começando a ser respondidas. Dessa forma, descobrir quem somos torna-se imperativo em nossa vida. Talvez a sua própria razão. Todos têm que se preparar para assumir e desempenhar um papel no mundo. Esse preparo é um processo de amadurecimento pessoal. Um processo que se completa nas relações do homem com o mundo e na realização do seu autoconhecimento. É importante saber quem somos e o que podemos. É preciso conhecer os limites que a sociedade nos impõe e os nossos próprios limites. Somente assim poderemos enfrentá-los e realizar as transformações culturais e sociais. O autoconhecimento é que nos possibilita usufruir da harmonia entre o mundo fora de nós e o nosso próprio mundo. Possuímos uma voz que 170 conversa com as outras pessoas, mas também temos uma voz que dialoga com nós mesmos: é a nossa VOZ INTERIOR. Ela tem um papel importante no nosso desenvolvimento como ser sensível imaginativo, criativo, espontâneo e livre. Somos seres sensíveis e imaginativos, naturalmente inacabados e inconformados. Levamos toda a nossa vida procurando novas possibilidades em nós, promovendo mudanças, realizando o nosso desenvolvimento coletivo e pessoal. A formação etnográfica e cultural do cearense é obra do índio e do europeu. É mínima a participação do negro. E daí se explica que a quase totalidade das manifestações do folclore cabeça chata, só esporadicamente (caso dos “congos”), mostre alguma procedência africana. Bumba-meu-boi - Tem como figura central, evidentemente, o boi. Representa-o um arcabouço de madeira coberto de pano ordinário e colorido, com umas pessoas recurvadas dentro e que no desenrolar do drama pula, dança e berra. Quase todos os municípios cearenses o encenam, como igualmente, na periferia da capital, onde se fixam os sertanejos que para aqui migraram. “O meu boi morreu, / o que será de mim / manda buscar outro / maninha / lá no Piauí”. Eis um trecho que compõe a parte semifinal desta dança dramática do folclore cearense; Cabaçais do Carirí - O nome cabaçal é pejorativo, em virtude de a caixa, o zabumba e os pífaros – seus instrumentos básicos – fazerem um ruído semelhante a muitas cabaças secas entrechocando-se. São dança e música, de ritmo forte, tanto que os cabaçais eram também chamados de “esquenta mulher”, porque, à sua chegada ou passagem, o mulheril se afogueava; Torém - É dança que Almofala (Acaraú), nos legou como uma herança dos índios tremembés, que habitavam a região. Ao sabor do mocororó – aguardente do cajú – cerca de 20 caboclos (homens e mulheres) iniciam a dança ao ritmo do “aguaim”, espécie de maracá, empunhado pela figura do “chefe”; Côco - Na praia de Majorlândia, município de Aracati, ainda se pode presenciar exibições de dança do Côco, também denominada de pagode, zambé, bambelô. É apresentado ao som de caixas, pandeiros, ganzás, íngonos, numa batida contagiante. Homens e mulheres reunem-se em roda, com um solista no centro, fazendo passos ritmados, “puxando o côco”, e ao cumprimentar e a despedir-se dos parceiros com 171umbigadas, fazendo vênia ou com batida do pé. E a entoarem quadras, emboladas, sextilhas e décimas, puxadas pelo refrão. Um bailado indígena, dos tupis do litoral; Pau-da-bandeira - É festa da Barbalha (Crato), anualmente realizada próximo à comemoração do Dia de Santo Antônio. Um enorme tronco de árvore, antecipadamente escolhido, é conduzido ao pé da serra do Araripe até a Igreja da cidade, por mãos de fortes caboclos. À passagem do séquito, as mulheres solteiras procuram tocar no tronco que passa, debaixo da crença segundo a qual caso consiga, cedo casará... É uma festa a que todo o Cariri comparece, pelo sabor de tradição que o espetáculo mostra; Chegada dos caboclos - A Igreja Matriz de Parangaba, distrito de Fortaleza, construída no início do século XIX, ainda hoje cuida por realizar, próximo a comemoração do Natal, a festa da “Chegada dos caboclos”. Trata-se de uma peregrinação, durante a qual esmolas são pedidas, em nome do Bom Jesus, padroeiro da Vila, e cuja imagem teria sido doada, segundo a tradição local, por D. João VI, aos índios porangabas (ou parangabas). Eles vêm de longe e chegam festivos na sede do distrito fortalezense, por entre foguetórios e cânticos de louvação, conduzindo a coroa de espinhos do Bom Jesus dos Aflitos; Vaquejada - A princípio, o termo vaquejada era a reunião do gado das fazendas, para as castrações, a ferra, o tratamento das possíveis bicheiras. E das apartações. Para tanto havia a derrubada do boi. As fazendas, nos tempos mais modernos já não juntam tanto gado. Mas o espetáculo continua. Há vaquejadas em muitos municípios, em parques construídos para tal, inclusive em Fortaleza. É emocionante, competitiva, de muita torcida. Pelo boi, é bom dizer, embora seja o que geralmente cai derrubado pela destreza do vaqueiro; Maneiro-pau - É dança oriunda do cangaço, possivelmente da região caririense, mas hoje tomando parte de todas as programações festivas do interior do Ceará. Todos os participantes cantam sob o refrão que dá o nome ao folguedo – maneiro-pau! Dançam todos em roda, com os cacetes que portam, batem-nos fortemente no chão, de forma ritmada. De quando em vez, enquanto uns depõem os cacetes no chão, outros os usam para duelarem entre si, o fazendo cadenciadamente. A dança empolga, especialmente porque tem uma expressão machista, muito adequada ao temperamento nordestino; Maracatu - A rigor é um folclore pernambucano, que lá, realmente, é forte a dosagem africana na sua etnografia e cultura. No Ceará, em verdade, é uma tradição carnavalesca. Nos triduos mominos, em Fortaleza, há 60 anos os maracatus desfilam 172 no corso, empolgando os foliões, pelo ritmo que apresentam e ricas fantasias que vestem. Há um dia do carnaval só para eles, que são vários, Ás de Ouro, Reis de Paus, Rei de Espada, Nação Verdes Mares, Nação Baobab, Vozes da África e o Leão Coroado; Pastoril - São encenações dos dramas litúrgicos, popularizados, das festas natalinas. Processam-se com vários atos, chamados "jornadas", começando com a presença do anjo anunciando a concepção de Maria. Aparece a Estrela-Guia, com a divisão sempre entre o azul e o encarnado. É festa de quermesses; Tiração de reis - Aqui estou em vossa porta... / em figura de raposa, em figura de raposa / nós queremos qualquer coisa... Cantando assim, grupos de pessoas, no Dia de Reis - 6 de janeiro - percorrem as cidades, ao som de instrumentos musicais, pedindo prendas e comes-e-bebes das famílias conhecidas em meio a grande dosagens de bebidas. Há famílias que abrem as portas para confraternizarem com aqueles que estão "tirando reis". Há grupos que se fantasiam, com cores berrantes, oferecendo assim um colorido espetaculoso, que só mais caráter festivo acrescenta; Caninha Verde - Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. No Ceará começou a ser conhecida no início do presente século, nas praias de Aracati e passou a ser comum nas colônias de pescadores, estendendo-se aos festejos mominos e eventos diversos. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril); Dança de São Gonçalo - Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante (Ceará) a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras; Cordel - A Literatura de Cordel é uma manifestação folclórica ainda em divulgação plena em todo o Nordeste. Assuntos palpitantes são versejados por poetas sertanejos que os publicam em folhetos, capeados de xilogravuras referentes aos temas tratados. Como a maioria dos sertanejos é analfabeta, ele é muito lido nas feiras e 173 concentrações, outras por um declamador que, sem dúvida, contará sempre com um público atencioso e crente no que está sendo proferido; Xilogravura - Trata-se de um artifício com que os gráficos do cordel ilustram as capas dos folhetos. A técnica consiste em num pedaço de madeira, esculpir um alto relevo, sobre o qual o papel da capa é prensado. É uma obra de arte primitivesca, por isso mesmo a constar entre os itens do artesanato e do folclore; Desafio - É um gênero da poesia popular, entoada ao som das violas. Dois cantadores, violas em punho, versejam provocações mútuas, improvisadas com métricas rigorosas, de silabações variadas, a receberem denominações próprias, tais como: moirão, martelo, o martelo agalopada, o galope, a ligeria, o quadrão, a embolada, etc. Outros - Além das já citadas, outras manifestações folclóricas continuam ainda sendo vividas no Ceará especialmente nos municípios interioranos, embora Fortaleza ainda as apresente, seja porque entidades as disseminam e incentivam, como porque as populações da periferia, egressas dos sertões, as cultuam, com fervor e entusiasmo. São exemplos dessas outras manifestações folclóricas: O Reisado, A Dança de São Gonçalo, a Caninha Verde (também chamada Fandango), o Côco, Chegança, Congada, as Festas Juninas (Santo Antônio, São João e São Pedro) com seus compadrios, fogueiras e foguetórios (festa da Igreja, popularizada) (Livro didático Manual de Apoio do Ensino Fundamental II). 174 À medida que aprendemos, o nosso mundo interior cresce, amplia-se. Em nossa mente as idéias se multiplicam gerando uma energia criativa. As idéias são como portas de luz que se acendem em nossas mentes. Os elementos que nos permitirão refletir de forma mais profunda vêm do processo permanente de aprendizagem que realizamos no cotidiano. Por isso, a relação com outras pessoas, de diferentes pensamentos, é muito importante. O processo de descoberta, de autoconhecimento, de revelação do que somos, é um processo que se desenvolve por toda a existência. Nasce de nossas inquietações, cresce com nossas expectativas diante da vida e do mundo, e amadurece à medida que vamos obtendo as respostas. Todos os seres humanos sentem o mundo e se emocionam com ele. Somos todos dotados de sensibilidades. Através de nossa sensibilidade percebemos as transformações que acontecem no mundo em que vivemos e também no mundo interior onde procuramos reagir a essas transformações de maneira adequada. O nosso contato sensorial com o mundo é o que nos dá a possibilidade de sermos construtores ativos de nossa cultura. Por meio dos nossos sentidos aprendemos a viver com o mundo. Dessa maneira o nosso contato com a cultura possibilita o ensino de uma forma centradano que realmente você é, e de onde surgiu (as origens). A liberdade e flexibilidade são atributos do crescimento, que contribuem significativamente em nossa evolução educativa. O estímulo do agir, o sentimento pela realidade e a interação são antenas que captam a grande importância cultural na formação do nosso povo. O mundo nos invade pelos sete orifícios (olhos, ouvidos, narinas e boca) e também pelo tato. Mas o que isso tem haver com a cultura? Observando a beleza da formação histórica escrita, são esses os pontos onde procuramos destacar o estudo das raças humanas, o surgimento das tribos, e a origem do seu povo. Vivemos em um mundo em que, praticamente, foram supridas as relações sensórias entre os indivíduos. No entanto, para que se ganhe um significado cultural, é preciso que canalizemos nossos esforços para estabelecer estreitas relações com o propósito de desenvolvimento criativo. A cultura nos leva a diversos seguimentos, quando Clarice Lispector diz: 175 “. . . Eu quero captar, o instante já, Que de tão fugitivo, não é mais, Porque tornou-se um novo instante. Cada coisa tem um instante em que ela é. Eu quero apossar-me do é da coisa! Eu tenho um pouco de medo, medo ainda de me entregar, pois o próximo instante, é desconhecido.” Isso nos leva a pensar na essência de toda imaginação da arte, do julgamento, da análise crítica da beleza cultural voltada para enriquecer a história contada e vivida de um povo, e valorização educativa. A cultura está naturalmente voltada para educar, educar na maneira de pensar, educar na maneira de falar, educar na maneira se destacar, enfim é ela quem abre o caminho de formação educativa. Ninguém começa a desenvolver uma atividade em sala de aula sem conhecer a escola, onde está localizada, a história de seu povo, a religiosidade, costumes etc. Ela fala mais alto e determina a linguagem falada com os seus sotaques e criação do seu povo. O ser humano é espontâneo, com identidade e vontade própria. Agem de acordo com a própria determinação, com a liberdade e autonomia, para expressarem aspectos de sua essência e natureza. Na busca do descobrimento, as nossas possibilidades desenvolvem a produção, a criação do nosso inconsciente. Na criação de imagens, as formas têm origem de quem criou, a essa atividade origina- se a determinação expressões envolvidas no contar. Quando em sala de aula o professor elabora uma peça teatral, ele está trabalhando o texto escrito, mas a fala está sendo feita pela origem daquelas crianças e isso que diferencia. Nenhum povo foge de suas origens por mais culto ou isolado que seja. Cada um tem seu referencial. 176 A cultura é uma forma completa de expressão humana. Por meio dela revelam-se seres integrais em todas as suas faces. Quando estimulamos os educandos a nossa inteligência, (expressões culturais) exercitamos o nosso raciocínio, as habilidades imaginativas, percepções sensoriais e expressemos a capacidade de se interagir. Todas essas manifestações subjetivas refletem o meio sociocultural em que vivemos. Integrar a cultura é conhecer os vários componentes da nossa personalidade e inserirmos no mundo. A este sentido o veículo de comunicação transforma várias abrangências acerca do mundo exterior e do nosso mundo interior, interagimos de forma intensa. Quando traduzimos o mundo através de imagens (sonoras, visuais, literárias), estamos totalizando os limites da realidade, para que a nossa capacidade de criar e recriar possam ser vistas por todos. Expor a cultura regional de um povo é permitir que o outro conheça e se enriqueça com o conteúdo estudado. Quando presenciamos o que nosso povo transmite com sua cultura, temos a condição de fazer um raio X da nossa realidade para nossos alunos que começam aos poucos descobrindo as suas origens. Recentemente pude assistir a uma apresentação de Congos e os Pífanos, na comemoração de uma festa religiosa, e observei o quanto eles voltam ao passado com suas danças, suas roupas muito cheias de espelhos e tecidos coloridos. É uma riqueza cultural sem medida, não somente pelas danças, mas pela determinação e força de vontade pela idade que eles apresentavam, em diversas horas jogando suas espadas no mesmo equilíbrio de passos e compasso, às vezes aparentava cansaço, mas continuavam no meio de toda aquela multidão se sentido naturalmente feliz. Outro ato me chamou atenção, a banda de música municipal, todos os dias às 05h00min da manhã no pátio da Igreja, eles saudavam Nossa Senhora com a sua música, todos no mesmo ritmo durante todo momento de oração. No último dia procurei observar a seqüência dos grupos que se formavam em grande procissão religiosa e lá estavam os Pífanos, Congos e a Banda Municipal. A cultura é a expressão de um povo, é o resgate da verdadeira coragem humana na complementação de valores sociais culturais e educacionais. Diante de cada palavra notamos as variedades de sons e possibilidades das misturas de povos diferentes, que comungam a riqueza do povo culturalmente simples. Para escrever uma história, precisamos narrar os conflitos ou os problemas analisados com causas e 177 consequências. Nessas perspectivas de vida retratas com subjetividade, empregando as palavras para transmitir um pensamento ou um fato criativo. O que importa não é o fato em si, mas os sentimentos que se quer expressar com palavras que retratem sua visão do mundo. Quando analisamos o trabalho de um artesão podemos comparar entre o poeta e o artesão o espaço da sociedade com o mundo. O teatro é um espaço de entretenimento e magia, de questionamento e de muita emoção. Não é o fim por si mesmo, mas uma possibilidade aberta a inumeráveis representações artísticas. O espaço que o ator representa as tragédias e comédias humanas podem alcançar a glória. Um ator realiza-se à medida que a mensagem que transmite alcançar o público, à medida que é entendida pelo público. Ele não trabalha sozinho, seu êxito depende de integração de uma equipe de coesão de todos os envolvidos, direta ou indiretamente, com a peça encenada: autor, diretor, cenógrafo, figurinista, sonoplastia, iluminador, etc. Podemos pensar que o teatro já disse tudo, mas há muito para dizer. No mundo sempre acontece alguma coisa que precisa ser mostrada, divulgada, denunciada. Cabe ao bom ator acrescentar com a sua postura, interpretar, embora inspirada no texto dramático e orientada na criação livre e única. É no teatro onde conhecemos textos interpretados que transmitem a linguagem cultural encenada. A didática trabalhada com criatividade favorece o aluno para se desprender do seu mundo habitual para viver a história de vida de um passado. A cultura não vem, ela já esta entre nós, e precisa ser trabalhada nas metodologias com objetivo central: chamar atenção dos alunos para valorização dos direitos e deveres de um povo. Não somente o texto falado que vai orientar, a interpretação são questionamentos adaptados do contexto para realidade do ensinamento didático de cada realidade escolar. Uma escola que não resgata a cultura, com seus alunos, acredita que o aprendizado fica quebrado, esta ponte não consegue se ligar. O que faz viver é o conhecimento, a experiência, a convivência, e quando chega a faltar que vida foi vivida? Afinal a comunicação não é só conseguir expressar sentimentos, mas saber transmiti-lo. 178 Brasil Cazuza Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada antes de eu nascer Não me ofereceram Nem um cigarro Fiquei na porta estacionando os carros Não me elegeram Chefe de nada O meu cartão de crédito é uma navalha Brasil Mostra tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil Qual é o teu negócio?O nome do teu sócio? Confia em mim Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga 179 Que já vem malhada antes de eu nascer Não me sortearam A garota do Fantástico Não me subornaram Será que é o meu fim? Ver TV a cores Na taba de um índio Programada pra só dizer "sim, sim" Brasil Mostra a tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim. Todos nós somos avaliadores, avaliamos tudo o que acontece, o tempo todo. Criticar é um dos objetivos da avaliação. Sempre estamos a criticar o que os outros fazem de bom ou de ruim. Na verdade não se pode limitar o ilimitável. É procurar desnudar o imenso mistério que povoa a expressão de um dever das amarras que a sociedade impõe. É tentar desvendar as intenções e as aspirações sempre nos conceitos das épocas. A cultura é um manifesto, um protesto ou uma crítica social. Às vezes quem faz nem sabe ao certo se ela tem intenções tão fortes. Na cultura atual, a arte é objeto de estudo por pessoas que se especializam como críticos de arte. Essas questões questionam as tendências capacitadas dos patrimônios culturais. Geralmente guardados em coleções particulares, catalogados em documentários em vastas literaturas dedicados à perfeição do que se expressa cultura. As tendências, os estilos das manifestações artísticas se diversificam, assim como diversificam os modos de vida na sociedade nos sistemas econômicos, políticos e ideológicos. Pode-se associar essas tendências e os estilos às contribuições para cada momento e ao movimento social grande e intenso. 180 Através da cultura podemos expressar o nosso pensar, e nosso falar em diversos sentidos, recriando as emoções. “E nasci para escrever. Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo (...). Minhas intuições se tornam mais claras ao esforço de transpô-las em palavras. É nesse sentido, pois, que escrever me é uma necessidade (...). Tudo acaba, mas o que escrevo continua. O que é bom, muito bom. O melhor está nas estrelinhas.” (Não seria entrelinhas?) Clarice Berta Waldman Escrever a cultura é estar narrando a própria liberdade, liberdade de pensamento, expressão, e descobrir o que podemos pensar tendo idéias e proporcionando o prazer das nossas próprias idéias. “Eu tenho paixão por pensar. Mas não tenho medo que isso me prejudique porque ainda tenho mais paixão pela vida.” Mario de Andrade Quando levamos para nossa realidade o conhecimento da arte popular podemos estar ligados aos usos e costumes de uma comunidade: o material, o uso de instrumentos ou o desenvolvimento de certas técnicas. Exprime saber algo comum a muitas pessoas podendo retratar a realidade delas e as atitudes e sentimentos diante de uma realidade. As atitudes muitas vezes herdadas poderão estar produzindo uma verdadeira arte. O processo individual limita para destacar o que está sendo inserido e de qual grupo pertence e faz parte. Para integrar o mesmo grupo a que se destina a relação o público se estreita a ponto de confundir para que seja vista a atividade coletiva (arte). Estabelecer categoria para diversos gêneros da cultura vem produzir uma participação e consumo popular erudito. Entretanto, não se sabe quantos raros enganos vêm às conceituações comuns da história de um povo. 181 Como pude expressar aqui no Estado do Ceará e no Brasil, os movimentos culturais nas camadas sociais de menor ou maior valor econômico destinam a constituir principalmente os objetos pitorescos que retrata o caráter e a identidade de um povo. É muito importante não deixar morrer a cultura própria de um povo, pois ela é o rosto de um simples país. É um patrimônio que resiste ao peso da história, não caindo de moda, expressando espontaneamente a imaginação de um povo. É arte aprendida de acordo com uma tradição nativa que nasce do desejo de colocar cor, formas e alegria nos objetos que, muitas vezes, fazem parte do nosso dia-a-dia. A tarefa de proteger esta arte é delicada e necessária, pois é importante valorizar essas manifestações culturais, dentro de uma temática mais ou menos delimitada pelas regiões naturais, manifestando suas origens. Além do meio ambiente, do misticismo e da necessidade de sobreviver que influenciam seus trabalhos, eles traduzem sua alma à imaginação. A junção dos conhecimentos dessas culturas fez surgir os artesanatos, contudo, foram os jesuítas na catequese, que fixaram as técnicas através do ensino. Isso ocorreu por volta dos séculos XVII e XVIII, com as primeiras missões. A criação artesanal é transmitida de geração e geração, formando um invejável patrimônio artístico e cultural. 182 18 A MAGIA DO BOI NA CULTURA POPULAR O folclore e suas manifestações culturais conseguem adaptar as suas capacidades de transformação do nosso tempo. Manter-se vivo e integrado à vida da sociedade. Passa de geração em geração e é filtrado pela história. E a expressão cultural de um povo, com suas tradições, hábitos, costumes e religião havendo em todos esses aspectos um inter- relacionamento profundo, que se faz de uma maneira mística e ardente. A herança portuguesa de líder com os animais domésticos deu ao mundo do sertão uma técnica de subsistência que caracteriza, no passado, um ciclo econômico do Brasil, o ciclo pastoril, cujo esplendor foi denominado por Capistrano de Abreu de “Civilização do Couro”. Além de fornecer a carne, o gado fomentou a criação de uma verdadeira indústria do couro, em fins do século XVI e durante todo século XVII. No sertão o couro era usado na confecção de portas, camas, selas, assentamentos de cadeiras e bancos, botinas, sapatos indumentárias do vaqueiro. Para ele poder enfrentar a vegetação agreste do sertão, usa: gibão, guarda-peito, jaleco, calça com perneira, também eram confeccionadas do couro, como também os assessórios usados no cavalo. Utilizando um pequeno número de instrumentos (martelo, alicates, sovelas e vazadores, o artesão do couro realiza um trabalho quase todo feito à mão). A roupa do vaqueiro pode também ser de festa. Ele a veste na vaquejada, costume tradicional que se mantém até hoje nas capitais e cidades interioranas. É a hora do vaqueiro brilhar, mostrando a sua coragem e habilidade. Antigamente, a vaquejada era uma espécie de multidão de vaqueiros para reunir e marcar o gado de diferentes proprietários. Findo o trabalho, eles se reuniam para comemorar em competições. O conto de trabalho é companheiro antigo do homem sendo notado no mundo inteiro. É simples e, até podermos dizer, natural, surgindo muitas vezes com os movimentos ritmados do trabalho, passando depois a reguladores do próprio ritmo dos movimentos. Os aboios são cantos de trabalho de excepcional beleza. Constam de cantos entoados isoladamente pelo vaqueiro e 183 têm como finalidade tanto quebrar a monotonia do trabalho de conduzir o gado como agir sobre a boiada mantendo-a calma. O aboio não é um divertimento, mas uma parte do trabalho do vaqueiro, que o interpreta como atividade séria e de responsabilidade. É o entoado em intervalos de tempos e com poucas palavras, às vezes com uma só vogal prolongada, passando por sons diferentes. No final, é utilizada uma frase unicamente à boiada, muitas vezes, o aboio serve para orientação de outros vaqueiros, que andam afastados à procura do gado perdido. Apesar de fundamentos nacionais em suas características, e sua origem portuguesa, o diálogo anda acompanhado de instrumentos que oferecem uma visão expressiva e sátira da realidade. 184 19 O VERSEJAR DOS POETAS POPULARES NORDESTINOS O versejar não é privilégio de eruditos. O caboclosertanejo de alpercatas e chapéu de couro, com sonoridade e cadencia peculiar, conta seus males, alegrias e destemperos, numa linguagem poética que não fica a dever à de muita gente culta. Seus versos ligados constantemente à sua realidade possuem um código poético que os distinguem com arte simples mais autêntica. Em sextilhas, ao som da viola ou da rabeca, os poetas populares desfiam um rosário de contas brejeiras, que retratam a personalidade de nossa gente. Contudo não é somente o lírico, humorístico ou fantasioso. Nunca está distante da realidade que o inspira ou da realidade que quer transmitir; está sempre atento, atualizado, reivindicando, procurando e participando. A tristeza ele registra, deixando transparecer nos versos suas angústias, mas sempre com esperança. É autêntico porta-voz da cultura popular que, em alguns lugares, ainda supera os modernos veículos de comunicação. A cantoria é o seu ganha-pão. Vivendo do que recebe enquanto canta versejando, o cantador não pára de percorrer diferentes lugares em busca de uma “peleja” poética (desafio) com outro cantador e de público, que o ouça e na cuia deposite os seus agrados. Nas “pelejas”, os cantadores revelam seus conhecimentos através de sextilhas, martelos, décimas, emboladas, martelos, agalopados, gemedeiras, etc. Elas traduzem o gênio criador e a imaginação dos poetas populares. O cordel, muitos desconhecem, outros menosprezam, mas ela é tão importante quanto à poesia culta. As obras de cordel nos fazem lembrar a dos travadores medievais. Quem lê os eruditos e estuda os documentários, citações, a poética, a vida e os costumes dos jograis e trovadores, percebe a própria história dos nossos menestréis matutos, sobretudo se substitui o burgo pela nossa vila, pela roça: o castelo pela fazenda: a estrutura feudal pela sociedade capitalista e burguesa: nobre pelo proprietário: urbano pelo rural. 185 Pela sua influência na cultura brasileira, o cordel deveria estar nas bibliotecas, nas escolas. Famosos romancistas, dramaturgos, poetas e músicos buscaram inspirações nos folhetos populares, ao criarem grandes obras como: José Lins do Rego, Guimarães Rosa, e muitos outros romancistas, principalmente do Nordeste. Jorge Amado valeu-se muito dessas histórias simples desse povo. Enquanto escritores, poetas e sociólogos pesquisam, lentamente. Os folhetos são impressos em precárias tipografias e a figura do cantador ou do poeta popular está desaparecendo das tradicionais feiras e mercados nordestinos. A literatura de cordel parece estar com os dias contados. Na dura batalha entre a tradição e o progresso, mais fortes são as luzes de gás néon das cidades e o poder da televisão. Em nossas mãos está o desafio de lutar pela sobrevivência de cada modalidade que forma a cultura do nosso povo. Não é propriamente obrigado fugir dos meios de comunicação de massa, e passar a desenvolver uma educação primitiva, não, mas trazer a cultura popular para o mundo atual no qual estamos inseridos. Conhecer o novo às vezes assusta, mas rever o velho e ativar a saudade de uma geração inserida na geração atual de nossas realidades escolares. As manifestações culturais do Ceará se dividem em torno de períodos: junino e natalino. Mas há muitas formas fora desse período de colheitas. Assim os belos espetáculos, as manifestações marcam épocas, e por isso devemos dar condições ao povo para expressá-las e readaptá-las, através da liberdade de expressão. Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores Geraldo Vandré Caminhando e Cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Nas escolas, nas ruas, campos, construções Caminhando e Cantando e seguindo a canção 186 Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer Pelos campos a fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão Há soldados armados, amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição De morrer pela pátria e viver sem razão Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição. Somos filhos de uma terra que não guarda o passado; devemos lutar pela valorização das manifestações artísticas populares e eruditas do Nordeste. Não podemos viver de eventos (ocasiões onde se mostra uma dança, um costume, algumas comidas). Evento é evento, passa, desaparece, mas nossa cultura não pode desaparecer. 187 REFERÊNCIAS ARAUJO, Francisca Jakeline Dantas de. Comunicação e Educação. Milagres Ceará, 2007. DELORS, J. Educar para o futuro. O Correio do Povo, Rio de Janeiro, n. 6, ano 24, Jun. 1996. FAUST, R. Software como interpretação: uma estratégia de software centrada no registro lingüístico dos usuários. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Produção, UFSC, SC, Florianópolis, 1995. FIALHO, F. A. P., SANTOS, N. Manual de análise ergonômica do trabalho. Curitiba: PN Gênesis, 1995. FREIRE, P. Por uma pedagogia da pergunta. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. FUSARI, M. F. R. 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