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DOCÊNCIA EM 
SAÚDE 
 
 
 
 
 
JARDINAGEM 
 
 
 
1 
 
Copyright © Portal Educação 
2012 – Portal Educação 
Todos os direitos reservados 
 
R: Sete de setembro, 1686 – Centro – CEP: 79002-130 
Telematrículas e Teleatendimento: 0800 707 4520 
Internacional: +55 (67) 3303-4520 
atendimento@portaleducacao.com.br – Campo Grande-MS 
Endereço Internet: http://www.portaleducacao.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - Brasil 
 Triagem Organização LTDA ME 
 Bibliotecário responsável: Rodrigo Pereira CRB 1/2167 
 Portal Educação 
P842j Jardinagem / Portal Educação. - Campo Grande: Portal Educação, 2012. 
 87p. : il. 
 
 Inclui bibliografia 
 ISBN 978-85-8241-549-8 
 1. Jardinagem. 2. Jardins . I. Portal Educação. II. Título. 
 CDD 635.9 
 
 
 
2 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 5 
2 O QUE É JARDINAGEM? ......................................................................................................... 7 
2.1 ETAPAS DA JARDINAGEM ...................................................................................................... 9 
2.2 CLASSIFICAÇÕES DE JARDINS ............................................................................................. 12 
3 ESTILO DE JARDINS ............................................................................................................... 15 
3.1 CLÁSSICO OU FORMAL ......................................................................................................... 15 
3.2 CHINÊS OU JAPONÊS ............................................................................................................. 16 
3.3 EGÍPCIO .................................................................................................................................... 16 
3.4 GREGO ..................................................................................................................................... 16 
3.5 PERSA ..................................................................................................................................... 17 
3.6 ROMANO .................................................................................................................................. 17 
3.7 MEDIEVAL ................................................................................................................................ 18 
3.8 SECO-DESÉRTICO-ROCHOSO ............................................................................................... 18 
3.9 TROPICAL ................................................................................................................................ 18 
3.10 CONTEMPORÂNEO ................................................................................................................. 19 
3.11 ROMÂNTICO ............................................................................................................................. 20 
4 POR QUE PLANEJAR O JARDIM? ......................................................................................... 21 
4.1 O ESPAÇO ................................................................................................................................ 21 
4.2 ILUMINAÇÃO ........................................................................................................................... 22 
4.3 TEMPERATURA ....................................................................................................................... 23 
 
 
3 
 
4.4 UMIDADE .................................................................................................................................. 24 
4.5 POSICIONAMENTO .................................................................................................................. 25 
5 CORES NO JARDIM ................................................................................................................. 27 
6 ESCOLHENDO AS PLANTAS ................................................................................................. 30 
7 CONSTRUINDO O JARDIM ..................................................................................................... 42 
7.1 MONTAGEM DO JARDIM ......................................................................................................... 42 
7.1.1 Nivelamento do terreno ............................................................................................................. 42 
7.1.2 Limpeza da área ......................................................................................................................... 43 
7.1.3 Solo ........................................................................................................................................... 44 
7.1.4 Sistema de rega ........................................................................................................................ 45 
7.1.5 Plantio........................................................................................................................................ 46 
7.1.5.1 Procedimento de plantio .......................................................................................................... 47 
7.1.6 Vias de acesso - calçadas ou caminhos .................................................................................... 48 
8 FERRAMENTAS DE JARDINAGEM ........................................................................................ 50 
8.1 MANUTENÇÃO DAS FERRAMENTAS ..................................................................................... 55 
9 CUIDANDO DO JARDIM .......................................................................................................... 57 
9.1 REGA ........................................................................................................................................ 57 
9.2 REMOÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE PLANTAS .......................................................................... 60 
9.3 PODA ........................................................................................................................................ 61 
9.4 ADUBAÇÃO .............................................................................................................................. 63 
9.5 TROCA DE VASOS ................................................................................................................... 67 
9.5.1 Procedimento para troca de vaso .............................................................................................. 68 
 
 
4 
 
9.6 CAPINA ..................................................................................................................................... 68 
10 CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS .................................................................................. 70 
10.1 IDENTIFICANDO ALGUMAS PRAGAS E DOENÇAS DE JARDIM ......................................... 70 
10.1.1 Pragas ...................................................................................................................................... 70 
10.1.1 Doenças .................................................................................................................................... 74 
11 RECEITAS CASEIRAS DE COMBATE A PRAGAS E DOENÇAS .......................................... 76 
12 JARDINS DIFERENCIADOS .................................................................................................... 80 
12.1 JARDIM AROMÁTICO ...............................................................................................................80 
12.2 JARDIM MEDICINAL ................................................................................................................. 81 
12.3 JARDIM CULINÁRIO ................................................................................................................. 83 
12.4 JARDIM FRUTÍFERO ............................................................................................................... 84 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 86 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 
A história de criação do mundo mais difundida e, talvez, a mais aceita, permite-nos 
acreditar que a atividade de jardinagem é a mais antiga do mundo. Pois, encontramos nos 
registros mais antigos, que Deus, ao criar o Jardim do Éden, colocou ali o homem e a mulher 
para que cuidassem de toda a área e dela obtivesse então sua alimentação. 
 
O PARAÍSO TERRESTRE, POR HIERONYMUS_BOSCH 
 
 
 
A palavra jardim é formada pela junção das palavras hebraicas “gan” (proteger, 
defender) e “éden” (prazer). Tradicionalmente os jardins são locais pequenos, por vezes 
privativos com forte presença de vegetação e destinados a contemplação e ao lazer. 
 
 
6 
 
Percorrendo as leituras sobre a história da humanidade, lemos a respeito da existência 
de jardins, por onde passeavam, namoravam e emboscavam seus inimigos. 
É na Mesopotâmia, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, que a história afirma a 
existência de jardins cultivados pelos Assírios. Conta a história que estes dominavam as técnicas 
de irrigação e drenagem, permitindo então que cultivassem os jardins, hortas, e grandes 
pomares de onde obtinham a alimentação. 
A descrição dos “jardins sagrados”, com plantações de ziggurats, realizada pelos 
Babilônicos, data dos 3.000 anos a.C. Pertence à Babilônia, inclusive, uma das sete maravilhas 
do mundo antigo, os Jardins Suspensos – que além das espécies cultivadas, apresentava uma 
arquitetura totalmente em harmonia com a natureza. 
Isto justifica, porque, hoje, o estudo das técnicas de jardinagem pode ser considerado 
tão importante como outras atividades científicas. 
Já é fato que a prática da jardinagem ajuda no restabelecimento de vários pacientes 
com patologias psicossociais, além do fator da socialização quando praticado em grupo, caso 
das instituições de correção e reabilitação social (ex: presídios). 
Nas próximas páginas será possível compreender esse papel social da jardinagem, 
além da sua importância no contexto histórico e, principalmente, a contribuição para a qualidade 
de vida e do meio ambiente que os jardins proporcionam. 
 
REPRESENTAÇÃO DOS JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA, COMO 
IMAGINADOS POR MARTIN HEEMSKERCK 
 
 
 
 
7 
 
2 O QUE É JARDINAGEM? 
 
 
O que a princípio parece uma atividade que lida simplesmente com o jardim, podemos 
entender que tem uma abrangência muito maior, contemplando não somente a grama, mas todo 
seu entorno, acessórios e situações que compõem um ambiente chamado jardim. Podemos 
definir a jardinagem como sendo: 
 
um dos meios, entre outros, empregado pelo homem urbano para 
reproduzir, no mesmo espaço que ocupa, os arranjos, a beleza e a 
harmonia das plantas existentes na natureza. Para tal, faz-se 
necessário conhecer como elas funcionam e adotar determinadas 
técnicas para o seu cultivo (MOTTA, 1995) 
 
 
A jardinagem não é apenas um conjunto de técnicas empregadas na elaboração e 
execução de um projeto. É também envolver-se pela emoção ao realizar uma atividade de 
beleza, criatividade e porque não dizer arte. 
Esse envolvimento tão puramente 
artesanal deve contemplar técnicas 
específicas de utilização de seres vivos, 
matérias orgânicas e inorgânicas, além de 
um terreno propício ao desenho do projeto 
paisagístico da área reservada ao jardim. 
Além da arte em si, a jardinagem 
promove o desenvolvimento e conhecimento 
da ciência e da vida. Pois, quando se 
 
 
8 
deposita no solo uma semente qualquer seja 
de flor, de uma árvore frutífera ou até de 
uma planta medicinal, o desejo mais intenso 
é ver com o passar dos dias o seu 
crescimento. 
 
 
Ou seja, contemplar a complexidade da 
natureza, quando, a partir de uma semente, 
observa-se a harmonia entre as cores, a 
delicadeza e o perfume de uma flor; a grandeza 
e diversidade de frutos que uma árvore pode 
produzir; ou simplesmente apreciar o aroma 
suave e o efeito de chazinho feito de uma planta 
medicinal, plantada e colhida no quintal de casa. 
 
 
 Estas ações da natureza podem ser definidas como germinação, ou seja, “o processo 
inicial do crescimento de uma planta, a partir de um corpo em estado de vida latente, que pode 
ser uma semente ou um esporo (WIKIPÉDIA, 2008). 
Assim, temos alguns elementos importantes, os seres vivos – neste caso, as plantas 
de uma forma geral, os pequenos insetos e micro-organismos presentes na terra, na água e no 
ar. 
Este conjunto de seres viventes contribui para a possibilidade de desenvolvimento da 
vida em um jardim. E este é um dos fatores, pode-se dizer, que gera mais motivação no cultivo 
de um jardim. 
E o que dizer, então, da prática “esportiva”?! 
Afinal, ao executar um projeto de jardinagem, todo o nosso corpo é trabalhado e 
calorias são queimadas, visto que, ora nos levantamos para pegar ou carregar algo, ora 
 
 
9 
 
empregamos muita força para abrir um buraco bem fundo para depositar uma muda, sem falar 
no quanto andamos para buscar água para nos refrescar. 
Podemos, então, afirmar que jardinagem é uma complexa e completa atividade que 
envolve nossas emoções (prazer, alegria, satisfação), nossa inteligência (movida pela 
curiosidade e aprendizado) e força física (ao realizarmos inúmeras atividades para a 
concretização de um projeto). 
Desta forma, pode-se concluir que jardinagem é muito mais que plantar uma grama, 
uma flor, uma planta, mas é todo processo de planejar, executar e manter uma área com seres 
vivos fixados na terra. 
 
 
2.1 ETAPAS DA JARDINAGEM 
 
 
Os jardins são considerados a moldura de uma casa, pois integram a harmonia e a 
beleza cênica ao projeto arquitetônico, criando um ambiente aprazível. 
Portanto, um projeto paisagístico é igualmente importante assim como o projeto 
arquitetônico, o que torna a sua inclusão junto à arquitetura moderna cada vez mais frequente, 
pois favorece a integração harmoniosa com o meio ambiente, o que resulta, também, em uma 
maior valorização do imóvel. 
Sendo assim, a jardinagem inicia-se pelo desenvolvimento do projeto paisagístico 
voltado para área onde será implantado o jardim, conciliando outras duas etapas: a implantação 
e a manutenção dele. 
Durante o projeto paisagístico, alguns detalhes são observados, de forma a contribuir 
para o ambiente disponível: o melhor visual e condições favoráveis são observações essenciais 
para o desenvolvimento das plantas a inserir neste local. 
 
 
10 
 
Dentro do aspecto visual, deve-se atentar para: 
Área total Toda a área onde será localizado o jardim, cada metro 
quadrado disponível para o projeto; 
Topografia do terreno Todo aclive e declive natural do terreno; 
Construções no entorno Casas, calçadas, prédios, muros, piscina, etc.; 
Ambiente nativo Plantas originalmente do ambiente, como árvores, flores, 
gramíneas, etc. 
 
Já no aspecto das condições, devem ser observados: 
Oferta hídrica Se o terreno possui um solo irrigado 
naturalmente por nascentes próximas ou se a 
oferta de água é pequena, necessitando de 
irrigação; 
Posicionamento A posição em relação ao sol, para verificar que 
tipos de plantas farão sombra às outras; 
Luminosidade Observar se a área possui bastante 
luminosidade ou é transformada por 
construções ao redor, interferindo no 
desenvolvimento da planta; 
Condições do solo Verificar se o solo está com condições 
favoráveisao plantio, necessitando ou não de 
um tratamento químico ou orgânico; 
Clima Influencia diretamente na escolha da 
composição das flores. 
 
 
 
11 
 
Outro aspecto importante contemplado no projeto é a integração do jardim com áreas 
que permitem o acesso, ou seja, a circulação de crianças, adultos e animais domésticos no 
jardim. 
Já na fase de implantação são observadas as condições existentes na área de plantio 
e as correções necessárias para garantir o sucesso na execução do jardim – fatores que já 
foram estudados e decididos durante o planejamento. 
A escolha de instrumentos adequados pode representar o sucesso do jardim. Para isto, 
é prudente consultar um engenheiro agrônomo, que poderá indicar quais produtos devem ser 
utilizados na correção do solo quanto à acidez, fertilidade, tipo de solo, etc. 
Nesta fase, são retiradas as ervas daninhas e o 
solo devidamente tratado para receber as novas plantas. 
A escolha das plantas deve seguir o planejamento, 
considerando não somente o aspecto visual, mas também a 
adaptabilidade das novas plantas. É preciso verificar se o 
período do plantio também é o adequado e o mais propício 
ao desenvolvimento. O período das chuvas, no verão, é o 
mais adequado, pois a terra recebe água e sol em abundância. 
Já na fase de manutenção são empregadas técnicas que promovem o 
desenvolvimento adequado do jardim, como: remoção de ervas daninhas e outras plantas 
indesejadas, podas diversas, corte de grama, replantio de mudas, dentre outras técnicas. 
Convém ao jardineiro tomar alguns cuidados, pois, a remoção de algumas plantas 
também pode prejudicar o desenvolvimento de outras que se deseja manter no local. Por isso, é 
importante verificar se as raízes da planta a ser arrancada não estão em contato direto ou muito 
próximo das raízes das plantas que se deseja manter. 
Arrancar uma planta de maneira descuidada pode trazer junto partes de outras raízes, 
e em alguns casos, até mesmo outra planta inteira. 
As plantas que serão retiradas devem ter suas raízes totalmente arrancadas do solo, 
evitando assim, que esta se desenvolva a partir dos nutrientes que serão depositados no solo. 
O uso inadequado de 
produtos químicos pode 
causar danos à saúde da 
pessoa que envolvida na 
jardinagem, como também às 
plantas que não encontrarão 
um ambiente favorável ao 
desenvolvimento. 
 
 
12 
 
É por meio da adoção das técnicas empregadas nestas fases que se garante o 
sucesso na implantação do jardim, bem como o seu desenvolvimento. 
 
 
2.2 CLASSIFICAÇÕES DE JARDINS 
 
 
Os jardins são classificados segundo as suas finalidades, formas, utilizações, 
localizações, etc. 
Esta classificação auxilia na compreensão da importância do planejamento da 
jardinagem, pois, conforme for sua aplicabilidade, os resultados poderão ser positivos ou 
negativos. Santos (1974) classifica os jardins em dois grupos: 
 
 Públicos: são aqueles cuja manutenção é executada pelo poder público e 
destinam-se ao uso do povo; 
 Particulares: são de propriedade privada, portanto sua manutenção está a cargo 
de entidades particulares. 
 
Cada um destes grupos apresenta subdivisões e divisões entre si, quanto à finalidade 
e a forma, além de outros aspectos que podem ser visualizados no esquema a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
CLASSIFICAÇÃO DE JARDINS 
Públicos 
Quanto à finalidade 
Recreativos 
Culturais 
Botânicos 
Zoológicos 
Defesa da fauna e 
flora 
Econômicos 
Aclimação 
Hortos Florestais 
Quanto à forma 
Regulares 
 Paisagísticos 
Mistos 
Particulares 
Propriedades 
Individuais ou 
residenciais 
Quanto à finalidade 
Recreativos 
Econômicos 
Quanto à situação 
Urbanos 
Suburbanos 
Rurais 
Quanto à forma 
Regulares 
Paisagísticos 
Mistos 
Propriedade coletiva Quanto à finalidade 
Escolares 
Hospitalares 
 
 
14 
Para sociedades 
Conventuais 
Cemitérios 
Quanto à situação 
Urbanos 
Suburbanos 
Quanto à forma 
Regulares 
Paisagísticos 
Mistos 
FONTE: Santos, 1974. 
 
Os jardins recreativos têm maior destaque em virtude do número expressivo destes 
nas cidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os jardins residenciais apresentam 
estilos próprios, valorizando a 
arquitetura do imóvel. 
 
 
15 
 
3 ESTILO DE JARDINS 
 
 
Muitos jardins são caracterizados como uma extensão de seus idealizadores e até 
mesmo de seus proprietários. Com estilos próprios – e muitos desenhados sob uma perspectiva 
temporal, os jardins são símbolos até de status e condições financeiras. 
Um jardim é considerado uma estrutura espacial, geralmente localizado ao ar livre. É 
construído e projetado pelo homem, inserido como uma micropaisagem num contexto próprio. 
A principal característica do jardim é a forte presença da vegetação. Um dos mais 
conhecidos do Brasil é o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro – um exemplo da diversidade da 
flora brasileira e estrangeira, onde é possível observar cerca de 6.500 espécies, sendo algumas 
ameaçadas de extinção, numa área de 54 hectares, sem estufas, ao ar livre. 
Assim como o Jardim Botânico do RJ teve sua origem na chegada da Família Real ao 
Brasil, os jardins públicos e privados são criados com uma finalidade, seja ornamental, funcional 
ou de preservação. 
Todavia, independente de sua finalidade, o jardim tem um estilo, que segue 
tendências, inspirações em regiões e culturas, e até mesmo temporal. Entre os principais estilos, 
temos: 
 
3.1 CLÁSSICO OU FORMAL 
 
Considerado um estilo organizado e 
equilibrado, apresenta paisagem delineada por 
simetria no traçado e figuras geométricas bem 
definidas (círculos, retângulos, triângulos e 
semicírculos). 
 
 
 
16 
 
Emprego da técnica ou arte da topiaria que consiste em esculpir formatos geométricos, 
figuras humanas, de animais, e outros em plantas vivas. Conhecido também como jardim 
francês. 
 
 
3.2 CHINÊS OU JAPONÊS 
 
 
Constitui o estilo oriental marcado pelo simbolismo e pelo culto à 
natureza. O jardim japonês propicia a contemplação e fortalece a 
espiritualidade, transmitindo paz. Sua composição é marcada pelo uso de 
pedras, água, plantas de diferentes espécies, além de acessórios de 
decoração próprios para jardins. 
 
 
3.3 EGÍPCIO 
 
 
Possui desenho em linhas retas e formas geométricas em perfeita simetria, além de 
seguir orientação dos quatro pontos cardeais. Apresenta grande influência religiosa. Utilizavam 
palmeiras, videiras, plantas aquáticas, dentre outras espécies. 
 
 
3.4 GREGO 
 
 
 
17 
 
Marcados pelos fabulosos encontros entre professores e filósofos (acadêmicos), os 
jardins gregos não seguem a simetria e a regularização matemática, aproximando suas 
características às formas naturais. Nota-se a utilização de plantas frutíferas. 
 
 
3.5 PERSA 
 
 
Estes jardins receberam influências dos gregos e egípcios, mas diferenciam-se pela 
introdução de plantas aromáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
3.6 ROMANO 
 
 
Influenciado pelo estilo grego, nota-se neste estilo de jardim a presença de pérgulas, 
bancos, tanques, colunas e estátuas em mármore que os deixavam luxuosos. O plantio era feito 
de maneira retilínea e com pouca variedade de plantas, com a realização da atividade de 
topiaria. É observada também a integração da casa com o meio ambiente. 
 
 
 
18 
 
3.7 MEDIEVAL 
 
 
Com estilo extremamente simples, nestes jardins eram utilizados 
para o plantio de legumes, frutas e plantas medicinais. Localizados no interior 
de grandes construções medievais (mosteiros, castelos e terrenos 
particulares). 
 
 
 
3.8 SECO-DESÉRTICO-ROCHOSO 
 
 
Reproduz uma paisagem árida ou pequenos oásis, utilizando pedras e areia na sua 
composição, o que não requer muita manutenção. Observa-se a presença de cactos, rosa-de-
pedra, lírio-tocha, dentre outras espécies. 
 
 
3.9 TROPICAL 
 
 
Neste estilo, o jardim reproduz o ambiente paradisíaco de uma ilha tropical, cercada de 
muitoverde e flores, bem como o gramado. É notada a existência de área sombreada e cascata 
 
 
 
 
 
19 
 
ou lâmina d’água. Presença acentuada de samambaias, palmeiras, bromélias, hibisco, dentre 
outras espécies. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.10 CONTEMPORÂNEO 
 
 
É o mais utilizado atualmente, apresentando uma paisagem simples e livre, integrando 
o jardim à residência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
3.11 ROMÂNTICO 
 
 
Neste estilo prevalece o colorido, por meio do emprego de plantas com épocas distintas de 
floração nos tons vermelho, púrpuro e rosa. Presença de bancos e namoradeiras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
4 POR QUE PLANEJAR O JARDIM? 
 
 
É essencial que o jardim seja cuidadosamente planejado antes da execução, evitando 
gastos desnecessários e surpresas desagradáveis. 
A partir do planejamento de um jardim é possível determinar a frequência com que um 
profissional especializado faça a manutenção necessária para que não ocorra o surgimento e 
desenvolvimento de plantas daninhas, crescimento exagerado e desordenado das plantas, bem 
como do gramado. 
Com o planejamento é possível observar uma maior integração entre as áreas internas 
e externas de uma construção, além das inúmeras vantagens, como: o controle da temperatura e 
luminosidade nos ambientes internos, valor estético, escolha adequada das áreas destinadas ao 
lazer, dentre outros benefícios. 
Além disso, com o planejamento pode-se determinar a escolha das plantas quanto as 
suas necessidades específicas, o que reforça a importância da realização e execução dos 
projetos paisagísticos. 
 
 
4.1 O ESPAÇO 
 
 
A escolha do espaço (localização no terreno) e as dimensões da área destinada ao 
jardim são essenciais durante a fase de planejamento do projeto paisagístico, pois influenciarão 
na escolha das plantas quanto ao seu porte, exigências biológicas e outros. 
 
 
 
22 
 
No entanto, alguns fatores determinantes devem ser observados antes da sua 
implantação, como: dimensões da área, umidade, intensidade de luz solar, temperatura e 
adubação. 
É importante ressaltar que estes fatores são fundamentais para o apropriado 
desenvolvimento das plantas, bem como alcançar o objetivo principal que é a integração entre o 
meio ambiente e o projeto arquitetônico - harmonia e beleza. 
E, a partir dos dados sobre as dimensões da área destinada ao jardim, serão 
selecionadas as espécies vegetais para o plantio, devendo ser considerado o tamanho destas na 
fase adulta, detalhe este geralmente esquecido. 
 
 
4.2 ILUMINAÇÃO 
 
 
A luz é fonte de vida para todo ser vivente e, sendo as plantas também seres com vida, 
concluímos que a luz é indispensável. 
Quando a luz é insuficiente, os caules se tornam longos e fracos. Isto acontece pelo 
fato de crescerem em busca da luz, com suas folhas pálidas e sem qualquer produção de flores, 
podendo inclusive chegar à morte da planta, nos casos mais críticos. Existem dois fatores que 
influenciam o desenvolvimento das plantas: 
 
Intensidade do brilho ou a potência dessa luz. 
Duração: o período de tempo em que estas plantas são expostas à luz. 
 
 
 
 
23 
 
Ao determinar um local onde a planta será instalada, devemos considerar os fatores 
solares, verificando se é em sol pleno, com uma intensa radiação solar direta, ou se estará em 
meia-sombra, com pequena intensidade solar. 
Ou seja, em momento algum uma planta poderá sobreviver num local totalmente 
escuro, pois, sem a luz, não há como sobreviver. 
Cada planta tem uma necessidade distinta de luminosidade. 
A oferta de luz fará com que a planta se desenvolva naturalmente, de acordo com a 
luminosidade que é oferecida, adaptando-se assim às condições locais. Porém, a planta sofrerá 
nesse processo de desenvolvimento, pois o ambiente não está plenamente favorável. 
Os ramos fracos, finos, esticados e sem cor sofreram um processo chamado de 
estiolamento, que é provocado pela falta de luminosidade suficiente. O oposto disto são folhas 
queimadas e amareladas. 
Algumas plantas ainda não toleram a luz direta do sol, pois sua característica é a 
sobrevivência sob as sombras das árvores e outras plantas. E, quando colocadas sob uma luz 
direta, geralmente suas folhas se tornam crespa e podem até surgir manchas marrons, que são 
sinais claros de queimaduras na planta. 
 
 
4.3 TEMPERATURA 
 
 
A temperatura ambiente também é um fator importante no cultivo de plantas. Se a 
planta é regada com regularidade, bem iluminada, com umidade propícia, mas se estiver num 
ambiente onde a temperatura não é a ideal, consequentemente morrerá ou ficará com aspecto 
de doente. 
 
 
 
24 
 
Ou seja, a temperatura influencia diretamente na absorção da água pela planta. Há 
ainda uma relação direta com a respiração e transpiração da planta. 
Por isso, é importante escolher a planta de acordo com o ambiente no qual ela será 
introduzida. Não é recomendável escolher uma planta que deve ficar mais exposta ao sol e com 
altas temperaturas para ser plantada num ambiente fechado, com pouca luz e muito úmido. 
A variação climática da região também interfere no resultado do desenvolvimento da 
planta. Nas regiões onde há ampla variação de temperatura devem ser plantadas as espécies 
que se adaptam facilmente a estas mudanças. Caso contrário, será necessário criar um 
ambiente artificial, que compensará o clima natural. 
A escolha da planta associada ao ambiente é o segredo de uma planta saudável e 
bonita. 
 
 
 
 
 
 
4.4 UMIDADE 
 
 
Tão importante como a umidade do solo para o bom desenvolvimento da planta, deve-
se observar a umidade do ar. 
A umidade do ar é a quantidade de vapor de água presente no ar, ou seja, a 
porcentagem de umidade relativa do ar influencia no desenvolvimento das plantas. Esta 
 
Dica 
Quando o clima esfriar, coloque lâmpadas 
incandescentes no ambiente, protegendo-as do 
frio. No verão, pulverize água diariamente. 
 
 
25 
 
porcentagem de umidade está relacionada com o tipo de vegetação, altitude, dentre outros 
aspectos geográficos característicos de cada região. 
Portanto, para que suas plantas tenham aspecto saudável e exuberante é importante 
observar a umidade relativa do ar onde será cultivada. 
 
 
 
 
 
 
 
4.5 POSICIONAMENTO 
 
 
O local onde a planta é posicionada também interfere no seu desenvolvimento. Se 
dentro ou fora de casa, próximo ou longe da janela, com corrente de ar ou não, enfim, são 
fatores que devem ser levados em conta. 
Os jardins de interiores são mais suscetíveis à interferência do homem e por isso 
devem ser bem planejados. O local mais propício é próximo a janelas e que possuam ventilação 
natural. Além disso, dependendo da estação do ano e sua posição geográfica, o 
desenvolvimento da planta será influenciado, levando-se em conta a inclinação do sol e sua 
duração nas janelas. 
Se for instalar uma planta ou jardim interno, veja de que maneira o sol influencia: 
 
Dica 
As plantas de interiores, especialmente onde estão presentes 
aparelhos de ar-condicionado, devem receber pulverizações 
diárias (água com temperatura ambiente), pois são mais secas e 
necessitam equilibrar com a falta de umidade do ar. 
 
 
26 
 
Face norte: é a janela que sofre a maior variação de luminosidade à medida que as 
estações mudam. No inverno, quando o sol é baixo, a luz penetra por essa janela a maior 
parte do dia. No verão, quando o sol está alto, a penetração é boa pelo menos metade do 
dia; 
 
Face leste: é a janela que tem a menor insolação no verão, época em que o sol nasce 
diretamente no leste e atinge seu ponto máximo ao meio dia e põe-se no oeste. Mas à 
medida que o sol sobe na parte da manhã, fica num ângulo mais agudo em relação à 
janela deixando o ambiente mais frio e menos ensolarado que uma janela da face norte ou 
oeste; 
 
Face oeste: é a janela mais quente durante o verão e muitasplantas não resistem quando 
expostas a ela. Os cactos e as suculentas aceitam bem, mas as plantas mais delicadas 
provavelmente sofrerão até a morte. Para compensar o calor utilize cortinas e aumente a 
circulação de ar no ambiente; 
 
Face sul: é a que tem pior luminosidade, inclusive no verão. Só coloque nessas janelas 
plantas que aceitam baixa luminosidade e baixas temperaturas, Esse ambiente vai ficar 
muito frio no inverno. 
FONTE: Disponível em: < http://www.biomix.com.br/pdf/manual_cuidados_plantas.pdf>. Acesso 
em 01/12/2009. 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
5 CORES NO JARDIM 
 
 
Além da escolha adequada das plantas para o 
espaço destinado ao jardim, outro aspecto importante que 
deve ser considerado é a combinação das cores. Pois, as 
cores influenciam nosso comportamento, estimulando ou 
relaxando. 
De acordo com a ABAP (Associação Brasileira 
dos Arquitetos Paisagistas), as cores influenciam também 
o ambiente, especialmente por intermédio da percepção 
visual estimulado pelo padrão de cores: frias ou quentes. 
As cores classificadas como “quentes” são 
consideradas vibrantes, excitantes e alegres, transmitindo 
sensação de calor. São provenientes do amarelo, laranja 
e vermelho. 
Já as cores “frias” estão associadas à tranquilidade, à paz e à harmonia, transmitindo 
sensações de calma e melancolia. São provenientes do violeta, azul e verde. 
Existem outras cores consideradas frias (roxo, lilás, bege, azul claro, etc.), assim como 
há outras cores quentes (vermelho escuro, verde, amarelo forte, etc.). 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
SENSAÇÕES ASSOCIADAS ÀS CORES DAS FLORES. 
CORES SENSAÇÕES FLORES 
Violeta Relacionada com a intuição e a espiritualidade, própria 
para locais de meditação. 
tumbérgia, violeta, 
petúnia, prímula. 
Verde Cor protetora, terapêutica, inspira sentimentos de paz e 
harmonia. É a cor do equilíbrio, não agita nem relaxa 
demais. 
hera, avenca. 
Laranja Cor quente, radiante, dá energia, estimula o otimismo, a 
generosidade. Influencia a atividade física e intelectual. 
azaleia, tagete, lírio, 
gérbera 
Amarelo Ligado à criatividade, estimula o raciocínio e a 
comunicação. Relacionada sempre com o sol, representa a 
força. 
margarida, amor-perfeito, 
gérbera, lírio, junquilho. 
Azul Cor da paz, indicada para meditação, relacionada com 
confiança. 
agapanto, hortênsia, 
lobélia. 
Vermelho Cor do fogo, altamente energizante. Produz nos jardins um 
efeito fantástico, impossível de não ser admirado. Símbolo 
de força e vitalidade. 
rosa, hibisco, kalanchoe, 
antúrio. 
Branco Dá origem a todas as cores. Cor da pureza, relacionada 
também com a espiritualidade. 
azaleia, rosa, hibisco, 
copo-de-leite, lírio-da-paz. 
Rosa Relacionada com as emoções, cor do amor espiritual. 
Estimula relações afetivas. 
rosa, azaleia, hibisco, 
ciclame, prímula. 
FONTE: ABAP, 2008. 
 
 
Na escolha da planta deve ser levando em consideração o tratamento paisagístico do 
ambiente, observando suas cores, formatos e tamanhos. Por exemplo, em uma clínica médica 
 
 
29 
 
ou um ambiente de repouso, as plantas devem ser de cores frias, que ajudam a harmonizar o 
ambiente. 
Já um local com fluxo de pessoas, onde a animação deve acontecer, é melhor utilizar 
as plantas com cores quentes. 
Isto é possível com a associação de plantas com folhagens, e plantas com flores. 
Lembrando que as flores são sazonais, ou seja, florescem por períodos. Por isso, ao escolher 
uma planta com flores, observe que em determinados períodos do ano não haverá flores. Neste 
caso, analise também as folhas e caules destas plantas, pois é o que ficará exposto na falta das 
flores. 
 
 
 
 
 
 
As plantas, com suas cores e formatos, também podem ser utilizadas para camuflar 
algum objeto no ambiente, como uma câmera, um equipamento, lixeiras, etc., e ainda indicar um 
local de acesso (entrada/saída) por meio de corredor de flores ou folhagens. 
 
 
 
 
 
 
 
Dica 
Utilize plantas com floradas em períodos diferentes. Assim, 
terá o ambiente florido e colorido por mais tempo. 
Dica 
Combine apenas duas cores, no máximo três. O uso de 
muitas cores no ambiente poderá carregar visualmente e 
causar desconforto com o excesso do colorido. 
 
 
30 
 
6 ESCOLHENDO AS PLANTAS 
 
 
A escolha das plantas que darão vida ao projeto paisagístico do jardim envolve dois 
elementos importantes, sendo eles: a beleza e a harmonia. 
Porém, a partir de um planejamento prévio do projeto é possível determinar o custo 
para implantação do jardim ou até mesmo ajustá-lo a um orçamento. Dessa forma, esta escolha 
influenciará nos custos, assim como na manutenção do mesmo. 
Por estes motivos recomenda-se observar as características e exigências de cada 
planta em relação ao espaço disponível, para depois efetuar a compra. Além de analisar o tempo 
disponível para a realização dos cuidados necessários com a manutenção. 
Outro item igualmente importante a se analisar é a finalidade com que se será 
empregado este jardim: decorativo (contemplação); harmonização e divisão de ambientes; 
terapêutico (cultivo de plantas medicinais); hobby ou ocupacional (horta). 
Durante esta etapa procure observar as exigências e características de cada planta, 
quanto ao: 
 
1 Tamanho: como as plantas são seres vivos e, portanto irão crescer, é importante 
que a escolha das mudas esteja de acordo com o espaço disponível quando atingirem a altura 
máxima; 
2 Luminosidade: cada espécie de planta possui uma exigência específica quanto à 
intensidade de luz solar (ensolarada ou meia sombra); 
3 Época de floração: cada planta tem sua época de floração; 
4 Habitat: o plantio no habitat adequado promove um melhor desenvolvimento 
para as plantas devido à nutrição específica de cada planta; 
5 Solo: fatores como o pH (ácido, neutro ou alcalino) influenciam no 
desenvolvimento ideal de cada planta; textura (arenosa ou argilosa) está relacionada com a 
drenagem da água; adubação (adubos minerais simples ou mistos, adubos orgânicos – oriundo 
 
 
31 
 
de material vegetal ou animal, e composto orgânico – oriundo somente da decomposição de 
material vegetal) refere-se à reposição de nutrientes para manter plantas saudáveis; 
6 Água: a reposição é feita por “regas” e cada planta possui uma necessidade 
diferente, principalmente com relação à estação do ano vigente. Porém, o excesso de água 
causa apodrecimento das raízes; 
7 Poda: favorece o crescimento e melhora a qualidade das plantas e também dos 
frutos; induz novas brotações; auxilia no controle de doenças e pragas, dentre outras melhorias e 
controles. 
Quando os cuidados pontuados acima são observados durante as fases de 
planejamento e implantação do projeto paisagístico, a garantia de sucesso na execução do 
projeto é maior, pois promove o adequado desenvolvimento das plantas e a satisfação do 
proprietário do jardim. 
Veja na tabela abaixo exemplos de plantas e suas características, levando em 
consideração o planejamento do jardim: 
 
Plantas Características Cuidados 
 
Agave 
 
 
Dentre as várias espécies de 
Agaves, três são mais comuns 
em jardins: americana, 
angustifólia e atenuata. 
De fácil multiplicação (bulbilhos 
na base), são semilenhosas, 
que chegam a ter 1 a 2 metros 
de altura. 
Pode ser cultivada em pleno 
sol, sozinha ou em composição 
com outras plantas. Como são 
pontiagudas, deve-se tomar 
cuidado no plantio, evitando 
grande fluxo de pessoas. 
 
 
32 
 
Bromélia 
 
 
Muito utilizada com finalidade 
decorativa, pode chegar a 30 
cm de altura. A floração 
acontece principalmente no 
verão, com pétalas vivas e 
coloridas. A planta do abacaxi 
é um tipo de bromélia, com 
fruto. 
Pode ser cultivada em vasos, 
canteiros ou diretamente no 
solo. Pode ser utilizado extrato 
de xaxim com húmus. As 
folhas são pontiagudas e deve 
ser cultivada em locais com 
ventilação e abrigada com luz 
difusaou direta. 
 
Buxinha 
 
 
Tipo de arbusto que cresce 
vagarosamente, chegando até 
5 m de altura. Muito utilizada 
para ornamentação com podas 
decorativas. Seus galhos 
permitem moldar esculturas. 
Os bonsais geralmente são 
produzidos com buxinhas. 
Também utilizada para bordas 
de muros e jardins. 
Exige poucos cuidados de 
manutenção, podendo ser 
cultivada diretamente no solo 
ou em vasos grandes. A folha é 
tóxica se ingerida. 
 
 
33 
 
Bambu-mossô 
 
 
Tipo de bambu ereto e que não 
produz touceiras. Com 
técnicas de amarração, criam-
se curvas com flexões do 
caule. Possui folhas delicadas. 
Muito utilizado em jardins 
internos, diretamente no solo 
ou em vasos e jardineiras. 
 
Deve ser cultivado em terreno 
fértil, com permeabilização. A 
irrigação é feita em intervalos. 
 
 
Jiboia 
 
 
Com folhas coloridas de verde 
e amarelo, é muito utilizada 
para ornamentar ambientes 
externos e com alta 
temperatura. 
Preferencialmente deve ser 
cultivada com xaxim, em meia-
sombra ou em pleno sol. Sem 
suporte, a planta segue como 
forração do terreno, com folhas 
pequenas. 
 
Não apoiar a planta em 
palmeiras ou árvores, pois 
pode sufocá-las, levando a 
morte. 
 
Antúrio 
 
 
Muito utilizado para decoração 
de interiores. Ficou conhecida 
por uma novela, utilizado como 
símbolo da sensualidade. 
Há uma rica variedade de 
portes e cores. 
Sobrevive à meia-sombra, em 
substratos com matéria 
orgânica e úmidos, com regas 
frequentes e adubação 
adequada para florescer. 
 
 
34 
 
Pingo-de-ouro 
 
 
Planta utilizada para desenhar 
jardins, podendo ser podada 
para formar desenhos. Arbusto 
lenhoso amarelo-esverdeado, 
que suporta o sol. No outono 
produz pequenos frutos 
amarelos que atraem 
pássaros. 
Como cresce muito rápido, são 
indicadas constantes podas, 
podendo ser ornamentais. 
 
Palmeira-ráfis 
 
 
Palmeira ereta de troncos finos 
e revestimento de fibras. 
Excelente para cultivo em 
vasos ou jardineiras; em 
ambientes internos com 
iluminação. 
 
Deve ser cultivada à meia-
sombra ou em pleno sol, com 
boa drenagem. 
 
Espada-de-são-jorge 
 
 
A crença popular diz que deve 
ser plantada na entrada, 
servindo como proteção contra 
os “maus-olhados”. Apresenta-
se em variadas formas e cores 
de folhagens, podendo ser 
cultivada em vasos ou 
diretamente no solo. 
De fácil manutenção, é 
resistente a solos áridos e ao 
calor e frio. Daí a origem da 
superstição, pela sua 
resistência. 
 
 
35 
 
Roseira 
 
 
É uma das plantas mais 
cultivadas no mundo, devido 
ao simbolismo (amor) e 
apresentar flores exuberantes 
e variadas em cores. 
Apresenta-se em arbustos ou 
trepadeiras, com flores 
geralmente solitárias. 
 
Quando o arbusto ficar com 
poucas folhas é o momento de 
podar, removendo as rosas 
danificadas e doentes. A poda 
estimula o crescimento da 
roseira e melhora o controle de 
doenças e pragas. 
 
Comigo-ninguém-pode 
 
 
É uma planta muito utilizada 
como ornamental de interiores. 
Suas folhas, em tom verde e 
amarelo, possuem aparência 
lustrosa e duradoura. 
Popularmente é conhecida por 
afastar “mau-olhado”. 
 
Pode ser cultivada em 
ambientes fechados, com baixa 
luminosidade. 
 
Orquídea 
 
 
Existem inúmeras espécies 
com variações de cores, 
formas e tamanhos. Seu 
crescimento é em árvores, 
troncos e substratos, os 
utilizando como apoio para 
buscar a luz. Ou ainda, 
algumas espécies são 
cultivadas no solo ou em 
vasos. 
Evite a luz direta e prefira o 
contato com o sol pela manhã, 
bem cedo, ou no final da tarde. 
Opte por ambientes com 
temperatura amena, variando 
entre 15 ºC e 25 ºC. 
 
 
36 
 
Areca 
 
 
Uma das mais conhecidas 
palmeiras, chega a formar 
touceiras na base. Combina 
com jardins no estilo tropical, 
podendo ser cultivado 
diretamente no solo, ou em 
vasos para compor ambientes 
internos. 
Possui boa tolerância ao sol, 
porém suas folhas podem 
apresentar a cor amarelada. 
Para manter as folhas vistosas, 
prefira ambientes com meia-
sombra. 
 
Samambaia 
 
 
Uma das plantas mais antigas 
do mundo, com inúmeras 
variações de espécies. As 
mais conhecidas são a 
samambaia-de-metro, a 
avenca, entre outras. O ideal é 
o cultivo em vasos de fibra de 
coco. 
O cuidado das samambaias é 
simples, porém constante. 
Regue diariamente sem 
encharcar, posicione-a no 
ambiente com luz indireta, e o 
mais importante: nunca deixa-a 
exposta ao vento. 
 
 
37 
 
Lírio-da-paz 
 
 
Planta muito utilizada para 
decoração de interiores e 
canteiros. Pode ser cultivada 
diretamente no solo ou em 
vasos. Suas flores brancas 
podem aparecer durante todo 
o ano, mais abundantes na 
primavera e verão. 
Deve ser cultivado à meia-
sobra, sem incidência direta do 
sol. A planta resiste ao frio, até 
5 ºC. A rega deve manter a 
planta úmida, sem encharcar. 
 
Copo de Leite 
 
 
Uma planta bastante 
valorizada em arranjos, 
chegando a medir até 1,5 m de 
altura. Está associada a 
elementos sagrados, 
simbolizando a paz, a pureza e 
a inocência. 
O principal cuidado é com as 
crianças e animais, pois suas 
partes são tóxicas. Escolha 
solos com boa drenagem. O 
excesso de umidade ocasiona 
o aparecimento de fungos e 
bactérias. 
 
Girassol 
 
 
Planta que pode chegar a 3 m 
de altura. Existe também a 
miniatura, com crescimento 
máximo de 1 m de altura. 
O cultivo deve ser em local 
com muito sol. As regas devem 
ocorrer sempre que o solo 
estiver seco, mantendo-o 
úmido, sem encharcar. 
 
 
38 
 
Begônia 
 
 
Plantas ornamentais com 
folhagem atraente e 
extremamente colorida. 
Cultivadas em canteiros 
sombreados ou vasos. Podem 
alcançar 1,5 m de altura. 
Devem ser protegidas de fortes 
correntes de ar e da incidência 
direta da luz solar. As regas 
devem ser frequentes, mas 
sem encharcar o solo. 
 
Amarílis 
 
 
Planta que apresenta diversas 
cores. Também é conhecida 
como açucena. Sua 
reprodução se dá por divisão 
de bulbos. 
Deve ser cultivada em local 
claro, com iluminação 
moderada. As regas devem 
ocorrer duas vezes ao dia. 
Recomenda-se adubação uma 
vez por mês. 
 
Margarida 
 
 
Existem várias espécies de 
plantas conhecidas como 
“margaridas”, em sua maioria 
híbrida. Muito utilizada em 
canteiros e jardineiras. Há uma 
variedade de cores e 
tamanhos. 
Regue regularmente sem 
exageros, arrancando as flores 
secas para favorecer uma nova 
florada. 
 
 
39 
 
Amor-perfeito 
 
 
Conhecidas também como 
violetas são pequenas flores 
em plantas que podem chegar 
a 25 cm. Muito cultivadas em 
pequenos vasos ou em 
jardineiras. 
Cuidado com o excesso de 
água e com o solo encharcado. 
Coloque água apenas duas 
vezes por semana no verão e 
uma vez no inverno. Não utilize 
água com cloro e deixe 
próxima à luz, sem incidência 
direta do sol. 
 
Flor-de-lis 
 
 
Possuem flores de cores vivas 
e muito atrativas, chegando a 
ser confundida com as 
orquídeas. Deve ser plantada 
em locais úmidos ou 
constantemente regada, 
podendo ser plantada em 
vasos. 
Plante em solo fértil rico em 
matéria orgânica, com 
incidência de sol pleno. 
Importante manter o terreno 
sempre úmido. 
 
Primavera 
 
 
Conhecida também como 
Três-marias, muito cultivadas 
formando parreiras entorno de 
grades e muros. Pode ser 
plantada diretamente no solo, 
ou em vasos. Neste caso, 
exige cuidados especiais com 
a terra. 
Pode ser plantada em local de 
sol pleno, suportando até os 
solos mais secos. Regue a 
cada 15 dias, podendo 
aumentar a frequência nos 
primeiros meses após o 
plantio, ou durante o verão 
intenso. 
 
 
40 
Hera 
 
 
Tipo de trepadeira utilizada 
para fechamento total de 
muros. Não é recomendado o 
uso em paredes da residência 
por reter muita umidade. 
Pode ser plantada sob solpleno ou em meia-sombra. 
Ideal que receba incidência de 
luz solar durante algumas 
horas para o bom 
desenvolvimento da planta. 
 
Hibisco 
 
 
Também conhecida pelo seu 
poder terapêutico, e como 
símbolo do Havaí, a planta 
pode chegar a 5 m de altura, 
com inúmeras variações nas 
espécies. A florada acontece 
várias vezes durante o ano. 
Planta para climas tropicais e 
que não suporta as geadas ou 
inverno rigoroso, devendo 
receber incidência solar. 
 
Jasmim 
 
 
Assemelha-se à trepadeira, 
porém como arbusto de ramos 
longos. As flores são 
extremamente perfumadas e 
muito utilizadas para criação 
de perfumes. 
 
Não suporta o inverno intenso 
e as geadas. Plantar sob pleno 
sol, próximo de grades ou 
cercas, facilitando seu 
desenvolvimento. 
 
 
 
41 
 
Dama-da-noite 
 
 
Muito apreciada pelo seu 
perfume que exala durante 
toda a noite. Deve-se evitar 
plantar próximo a janelas e 
portas, pois seu perfume pode 
causar enjoos e alergias. 
Plante em local de sol pleno ou 
à meia-sombra. O solo deve 
ser fértil em matéria orgânica, 
com boa irrigação e drenagem. 
Não suporta o frio e as geadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
7 CONSTRUINDO O JARDIM 
 
 
Como vimos no Módulo I, a partir da elaboração do projeto paisagístico, é possível 
aproveitar melhor a topografia e o formato do terreno em que será construído o jardim, 
permitindo, dessa forma, criar ambientes aprazíveis, interligados com as áreas internas e 
externas da residência, além de conciliar os fatores que irão promover o bom desenvolvimento 
das plantas por considerar suas características e exigências naturais. 
É importante ressaltar que o projeto arquitetônico também influencia na composição e 
construção do jardim, pois o mesmo segue o estilo empregado na construção existente no 
terreno, mantendo um aspecto equilibrado e harmonioso. 
 
 
7.1 MONTAGEM DO JARDIM 
 
 
Para a construção de um jardim é necessário adotar técnicas iniciais que irão garantir o 
sucesso na implantação deste, as quais serão descritas abaixo: 
 
 
7.1.1 Nivelamento do terreno 
 
 
 
 
 
43 
 
Este procedimento consiste em ajustar um terreno irregular através de aterro ou 
desterro da superfície do solo para facilitar o plantio e o crescimento uniforme das plantas, além 
de promover o escoamento das águas de chuva, evitando poças ou alagamento em 
determinados pontos do terreno. 
Outro aspecto importante obtido com o nivelamento é o acompanhamento da forração 
do terreno com o calçamento que deve ser 5 cm abaixo da altura do calçamento já existente. 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
7.1.2 Limpeza da área 
 
 
Consiste em retirar da área todo e qualquer 
material existente no solo que impeçam ou dificultem a 
fixação das plantas, tais como: ervas daninhas, plantas 
mortas, pedras, galhos, torrões de terra, resíduos de 
material de construção (telhas, tijolos quebrados, 
cimento etc.). 
 FONTE: arquivo pessoal 
 
 
44 
 
Ao arrancar as plantas indesejadas da área onde será construído o jardim, deve-se 
remover caules e raízes subterrâneas, pois estas podem favorecer a propagação destas plantas. 
No entanto, quando se deseja preservar espécimes já existentes na área, esta limpeza 
deve ser orientada e cuidadosa, a fim de evitar que estes espécimes que irão compor o projeto 
paisagístico sejam danificados. 
 
 
7.1.3 Solo 
 
 
O solo é uma camada superficial formada por partículas minerais e orgânicas, 
caracterizado em horizontes de profundidade diferentes, sujeito ao desgaste natural decorrente 
de processos erosivos, perda de fertilidade, compactação, dentre outros fatores. 
Também é constituído por camadas de naturezas diferentes, sendo elas: física, 
química e biológica –, e estão sujeitos ao desgaste natural decorrente de processos erosivos, 
perda de fertilidade, compactação etc. 
Após a limpeza do terreno é necessário que seja feito a descompactação do solo, ou 
seja, que o solo seja revolvido tornando suas partículas soltas para que as raízes das plantas 
penetrem profundamente, permitindo um desenvolvimento adequado das plantas. 
Também é importante realizar uma análise do solo para avaliar a fertilidade e o pH, e, 
assim, determinar as doses adequadas de calcário e adubo, garantindo melhor desenvolvimento 
das plantas. 
 
 
 
 
 
45 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
7.1.4 Sistema de rega 
 
 
O desenvolvimento e a manutenção das plantas também dependem de um sistema de 
regas eficiente, sendo importante a observação, pois cada espécie ou grupo de plantas 
necessita de quantidade diferente de água. 
Outro fator que determina a quantidade 
de água para a planta é a estação do ano. No 
verão os dias são mais quentes e secos fazendo 
com que as plantas necessitem de maior oferta 
hídrica. Já no inverno, os dias são frios e úmidos, 
exigindo menor quantidade de água. 
Esta atividade se tornará diária, pois é 
indispensável regar as plantas do seu jardim, de 
preferência nas primeiras horas do dia. Evite 
molhá-las quando o sol estiver forte. Para jardins 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso 
em: 01.12.2009 
 
 
 
46 
 
e canteiros use mangueiras com irrigadores de pressão. 
Pode ser utilizada tecnologia avançada de regas automáticas com aspersores ou 
irrigadores giratórios, dentre outros equipamentos, ou até mesmo manualmente, utilizando 
mangueiras comuns ou com pequenos furos. 
O mais importante é adequar a quantidade de água destinada para a rega nas 
diferentes regiões do país, pois, além da influência das estações do ano, também são 
observadas períodos bem definidos de seca (estiagem) ou de chuvas (oferta hídrica excessiva). 
 
 
 
 
 
 
7.1.5 Plantio 
 
 
Para esta etapa devem ser abertas covas para o plantio de mudas, devendo ser 
respeitadas as medidas de cada muda selecionada. Ou seja, cada cova deve possuir diâmetro, 
profundidade e largura adequada para a muda que será depositada. 
Para o melhor estabelecimento das plantas é indicado que o plantio seja feito na época 
das chuvas, antes ou depois da ocorrência deste fenômeno natural; de preferência ao 
entardecer, ou serem irrigadas antes da colocação da muda. 
 
 
Dica 
Lembre-se a água deve ser fornecida sempre que 
o solo começar a secar. 
Atenção 
 
 
47 
 
7.1.5.1 Procedimento de plantio 
 
 
 Árvores, arbustos e palmeiras: após depositar a muda com o torrão na cova, 
deve-se devolver a terra retirada ao abrir a cova em volta do torrão, socando bem para que a 
muda permaneça firme e proporcione o maior contato possível entre a terra e o torrão. Caso o 
plantio seja feito em época de seca, recomenda-se molhar bem o fundo da cova antes de colocar 
a muda; 
 
 Em canteiros: após o preparo do canteiro, 
distribuir as mudas nas covas seguindo o espaçamento 
indicado para cada espécie e proporcional aos torrões. 
Recomenda-se que as covas sejam completadas com terra 
repetindo o mesmo cuidado citado no item anterior. Faça 
rega abundante no canteiro recém-plantado; 
 
 Em vasos e jardineiras: primeiramente 
coloque uma camada de brita fina no fundo da jardineira ou vaso para facilitar a drenagem, mas 
certifique-se que o orifício de drenagem está desobstruído. Use substrato de boa qualidade com 
uma boa mistura de matéria orgânica. No caso de jardineiras, deve haver espaçamento 
adequado entre as mudas de acordo com a espécie; enquanto que nos vasos, a cova deve ser 
no centro e proporcional a muda. O plantio em vasos pode ser utilizado na composição do jardim 
externo ou interno (jardim de inverno), ou mesmo ser utilizado na decoração de interiores pela 
ausência de espaço para implantação de um jardim. A opção de plantio em vasos é versátil e 
decorativa, desde que sejam consideradas as devidas precauções (manutenção).Atenção 
As mudas devem ser retiradas do recipiente atual com 
sacos plásticos, latas, e outros. 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 
01.12.2009 
 
 
48 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso 
em: 01.12.2009 
 
 Em sementeiras: umedeça o substrato e coloque-o preenchendo completamente 
as células das bandejas de mudas – de plástico ou isopor. Certifique-se que o substrato esteja 
bem firme nas células. Em seguida, faça pequenas covas no centro de cada célula, deposite as 
sementes e cubra com o mesmo substrato, e então regue. Mantenha a bandeja em local arejado 
e sombreado, e regue diariamente. Assim que as sementes germinarem, faça o transplante das 
mudas para vasos ou canteiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.1.6 Vias de acesso - calçadas ou caminhos 
 
 
A construção de calçadas ou caminhos 
nos jardins é contemplada no projeto 
paisagístico e tem por objetivo facilitar o acesso 
das pessoas para atravessá-lo ou mesmo para 
apreciá-lo; bem como evitar o desgaste da 
grama e exposição do solo. Além disso, a 
existência destas vias de acesso nos jardins 
proporciona passeios contemplativos e 
relaxantes. 
Dica 
Numa mesma bandeja podem ser semeadas espécies 
diferentes de plantas, desde que seja feita a identificação 
prévia com plaquinhas fixadas na primeira célula de cada 
fileira. 
 
 
49 
 
As vias de acesso podem ser construídas em linha reta ou em curvas, com espaço 
suficiente para que até duas pessoas caminhem lado a lado. 
Existem várias opções de materiais que podem ser empregados na construção destas 
vias de acesso, tais como: pedras irregulares, quadradas ou retangulares; de materiais distintos: 
tijolos planos e largos, dormentes ou toras de madeira, placas de granito ou fulget (granito 
lavado), e até mesmo concreto. 
Nos materiais que apresentam variedades de tons e cores é possível trabalhar 
alternando-os, resultando numa mesclagem, o que irá valorizar o efeito paisagístico do projeto 
destinado a área verde da sua residência. 
 
 
 
 
 
A escolha do material a ser utilizado depende do estilo adotado no projeto paisagístico, 
que é influenciado pelo preço, aparência, além da facilidade de instalação e manutenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dica 
É importante o uso de um piso antiderrapante nestas vias 
de acesso a fim de evitar acidentes. 
 
 
50 
 
8 FERRAMENTAS DE JARDINAGEM 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.istockphoto.com/index.php>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
As ferramentas são preciosos equipamentos que auxiliam no desenvolvimento das 
diversas tarefas relacionadas à montagem, manutenção ou restauração de um jardim, tais como: 
 Ancinho com dentes fixos ou flexíveis: utilizados para a limpeza do jardim, além 
do preparo do solo para semeadura. Também é conhecido por rastelo; 
 Arrancador de inço: usado para remover ervas daninhas em locais difíceis; 
 Carrinho de mão: utilizado para transportar pesos (terra, adubo ou vasos); 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
51 
 
 Cavadeira: utilizada para perfurar o solo para o plantio em diferentes 
profundidades; 
 Cortador de grama: ferramenta utilizada para cortar o gramado; 
 Enxada: são empregadas na capina, na escavação e revolvimento do solo, além 
de misturar e espalhar adubos, dentre outras tarefas; 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
 Enxadão: ferramenta com características mais resistentes, porém diferentes da 
enxada, pois apresenta lâmina estreita e espessa, cabo menor formando com a lâmina um 
ângulo reto; 
 Escarificador ou garfo: usado para afofar a terra, quebrar superfícies duras do 
terreno e nivelar pequenas áreas para plantio ou transplante; 
 Foice: destinada à limpeza de terrenos realiza cortes baixos o que facilita capina 
futura; 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
52 
 
 Forcado: ferramenta em forma de um grande garfo é empregado na remoção de 
capinado ou roçado; 
 Kit de jardinagem (garfo e colher de cabo curto): ferramentas pequenas 
utilizadas para plantar e remover plantas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
 Luvas de borracha; 
 Mangueira: tubo de borracha flexível utilizado para regar as plantas; 
 Pá: utilizada para revolver a terra e também pode ser empregada no plantio para 
abrir covas. Pode ter tamanho variado dependendo da necessidade; 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
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 Pá-direita: ferramenta que possui uma lâmina plana, curta, estreita e espessa 
diferente da pá comum. Utilizada para revolver e escavar a terra, arrancar plantas, etc.; 
 Podão: utilizado para realizar podas; 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 Pulverizador: recipiente utilizado para lançar sobre as plantas soluções que irão 
prevenir ou afugentar pragas e insetos nocivos as mesmas; 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
 
 
 
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 Regador: recipiente empregado na rega que simula chuva, pela presença do 
crivo, sobre plantas, vasos e canteiros; pode regar água ou outros líquidos. Crivo ou chuveiro 
dispersa líquidos em gotas; 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
 Sacho com dentes e lâminas: utilizado para cavar, abrir sulcos, nivelar e limpar o 
terreno; 
 Tesoura de poda: há vários modelos específicos para uso determinados; 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
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 Vassoura para grama: usada para remover qualquer tipo de sujeira do gramado, 
podendo ser de material metálico ou plástico; 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
No mercado, há uma grande variedade de modelos e marcas de ferramentas usadas 
na construção e/ ou manutenção de jardins. No entanto, para a escolha e aquisição destas 
ferramentas deve-se considerar a serventia das mesmas. 
 
 
8.1 MANUTENÇÃO DAS FERRAMENTAS 
 
 
A manutenção das ferramentas de jardim envolve desde o adequado manuseio até a 
troca de cabos, armazenagem em local apropriado, dentre outras práticas. Ou seja, os cuidados 
empregados na manutenção das ferramentas após o uso diminuem os danos e a deterioração 
 
 
56 
 
dos equipamentos, pois irão prolongar seu tempo de uso. Para tanto, é necessário o emprego de 
algumas práticas, como: 
 
 
 Remoção de torrões de terra; 
 Lavagem: para que seja retirado o resíduo de material orgânico; 
 Secagem: para evitar que enferrujem; 
 Lubrificação: aplicação de óleo nas ferramentas que necessitem; 
 Afiação de lâminas; 
 Armazenamento: guardar em local apropriado (protegido de sol e chuvas), longe 
do alcance de crianças e animais de estimação; 
 Suporte para ferramentas: além de promover a organização e melhor 
aproveitamento do espaço destinado para a armazenagem, ajuda a evitar acidentes e a 
deterioração dos equipamentos pelo contato com a umidade; 
 Caixa de ferramentas: facilita o transporte e a organização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
9 CUIDANDO DO JARDIM 
 
 
Um lindo jardim só é possível com cuidados diários. Suas plantas e flores merecem 
atenção especial, de acordo com suas características e funcionalidades. Por isso, o 
planejamento do jardim compreende também a sua manutenção. 
Regas, podas, adubações e transplantes; enfim, tudo que for necessário para que esse 
jardim esteja frondoso, colorido e radiante todos os dias do ano. 
Jardins secos e sem vida representam descaso ou falta de cuidados especiais. E, por 
mais que se cuide do jardim, ele ainda pode sofrer com as intempéries da natureza, ataques de 
pragas e doenças, ações prejudiciais ao seu desenvolvimento. 
Vamos listar algumas destas situações no cuidado comas plantas, e como resolvê-las 
para se ter um belo e admirado jardim. 
 
 
9.1 REGA 
 
 
Cada planta possui uma necessidade específica quanto à quantidade de água para o 
seu bom desenvolvimento. Recomenda-se que a rega das plantas seja realizada pela manhã 
garantindo maior eficácia e reduzindo o desperdício. 
Esta recomendação se dá devido às perdas por evaporação causada pelas elevadas 
temperaturas nos demais horários do dia. Sendo assim, faz sentido a informação que regar no 
horário de meio-dia cause o “cozimento” das raízes e folhas. 
 
 
 
58 
 
 
 
 
 
 
Assim como as exigências hídricas para cada planta são diferentes, também o modo 
de regar pode ser diferente. As regas por cima podem ser feitas com auxílio de um regador; 
neste caso, a água penetra pela superfície do solo até sair pelo furo de drenagem existente no 
vaso. A rega por cima é direcionada no substrato evitando molhar as folhas. 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
 
 
 
 
Dica 
O regime de regas diárias deve ser intensificado nos 
períodos longos de estiagem. 
Dica 
Utilize a rega como um momento de prazer e 
integração da família. 
 
 
59 
 
Já a rega por baixo consiste em encher com água o prato que fica sob o vaso, sendo 
absorvida pelo furo de drenagem. Esta técnica de rega é recomendada para as espécies que 
cobrem toda a superfície do vaso, como as folhagens. 
A técnica da imersão é indicada para plantas que sofreram com a falta excessiva de 
água, e também para regar orquídeas e samambaias fixadas em placas de fibra. A técnica 
consiste em deixar o vaso ou a placa de fibra submersa numa vasilha cheia de água por alguns 
minutos; em seguida, retire o vaso ou a placa e deixe escorrer o excesso de água. 
Nos jardins, a rega pode ser feita utilizando mangueira com pequenos furos, mas é 
importante que seja feita uma boa rega e que a mangueira seja distribuída no sistema de zig-
zag. 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
 
Cuidados com as regas: 
Sempre regar as plantas nas primeiras horas do dia ou no fim da tarde, evitando 
as folhas; 
Não use regador ou mangueira com jatos fortes e sob o sol forte; 
Cuide da frequência e da quantidade de água nas regas. Lembre-se que a falta e 
 
 
60 
o excesso de água são prejudiciais; 
Em dias quentes, pulverizar água nas folhas de plantas como samambaias; 
Prefira utilizar água da chuva, recolhendo nas calhas com baldes e tambores. 
Além da economia na conta de água, também é ecologicamente correto. 
 
 
 
9.2 REMOÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE PLANTAS 
 
 
É um procedimento necessário quando se observa nas plantas aspecto de 
envelhecimento, doença ou morte da planta, sendo estas substituídas por novas espécies. 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
 
A remoção de plantas também pode ser necessária para proteger aquelas que estão 
próximas das doentes, podendo ser afetadas pelo mesmo mal. 
Em algumas situações, o tratamento deve ser em todo o jardim, com todas as plantas, 
dependendo da praga que assola o ambiente. Veremos isso mais adiante, quando tratarmos do 
controle de pragas e doenças. 
 
 
61 
 
No caso de remoção de plantas doentes, a retirada deve ser pela raiz, evitando o 
contato direto com as demais plantas no jardim. Elimine de vez as plantas doentes. 
Antes de replantar uma nova espécie ou da mesma anterior, verifique se as plantas 
próximas também foram contaminadas. O ideal é trocar parte da terra onde estava a planta 
doente, evitando assim o contágio para a nova que será plantada no local. 
Antes de arrancar a planta, verifique se é possível algum tratamento. Para isso, 
consulte um engenheiro agrônomo e um profissional de jardinagem. 
 
 
9.3 PODA 
 
 
A poda pode ser assim descrita: “remoção metódica das partes de uma planta com o 
objetivo de melhorá-la em algum aspecto para os interesses do cultivador” (Bailey apud Souza, 
1986). Tal procedimento tem várias funções, podendo ser: estético, incremento da produtividade 
(ramos, flores e frutos) e medida de controle fitossanitário. 
Para se obter o resultado esperado após a realização de uma poda é importante que 
esta seja feita na época certa e com as ferramentas indicadas, afiadas e limpas (serrotes, 
tesouras e podões). 
 
TIPOS DE PODAS 
Poda de limpeza: Trata-se de uma poda leve com remoção de 
ramos ou galhos secos, doentes e/ou 
quebrados ou mal localizados; 
Poda de formação: Consiste em dar uma forma adequada à 
 
 
62 
planta; 
Poda de condução ou de educação: Tem por finalidade conduzir a planta em 
determinado sentido e sobre um suporte; 
Poda decorativa: Cortes na planta para efeitos estéticos e 
decorativos. 
 
 
 
 
 
Um detalhe importante é observar o melhor período de poda de cada espécie. Na 
maioria dos casos a poda deve acontecer após a florada ou frutificação. 
No final do inverno é mais indicado realizar as podas de rejuvenescimento, período de 
crescimento vegetativo. Durante a lua minguante, a seiva das plantas volta para as raízes, ou 
seja, a poda neste período evita o desperdício de seiva pelos galhos e folhas. 
Uma curiosidade é realizar as podas nos fins de tarde. O motivo é que, por ter vida, a 
planta terá os cortes cicatrizados no período da noite. 
Por fim, no caso de árvores, veja se há outros seres vivos presentes, como lagartas, 
pássaros, abelhas, etc. 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009 
Atenção 
A poda mal feita pode danificar ou condenar 
determinada planta. 
 
 
63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9.4 ADUBAÇÃO 
 
 
Prática que consiste na reposição de nutrientes (macro e micronutrientes) que foram 
absorvidos pelas plantas para auxiliarem nos processos de crescimento, floração, frutificação e 
multiplicação. 
Os macros e micronutrientes são essenciais para as plantas, pois atuam sobre os 
processos fundamentais de desenvolvimento. A diferença entre eles está na quantidade em que 
são requeridos pela planta. 
Vejamos nas tabelas abaixo os efeitos relacionados aos macro e micronutrientes sobre 
as plantas. 
 
Dica 
Utilize procedimentos de segurança para podas de árvores 
e plantas altas ou próximas a redes de energia. 
Atenção 
Verifique na prefeitura de sua cidade os procedimentos 
para podas de árvores em calçadas externas. 
 
 
64 
 
RELAÇÃO DE MACRONUTRIENTES NO SOLO E SUA FUNÇÃO NAS PLANTAS 
MACRONUTRIENTES FUNÇÃO NAS PLANTAS 
Nitrogênio (N) Crescimento da parte aérea (brotação e enfolhamento); 
Fósforo (P) Floração e frutificação; 
Potássio (K) Crescimento das raízes e resistência a pragas e doenças; 
Cálcio (Ca) Crescimento das raízes e fecundação; 
Magnésio (Mg) Composição da clorofila e ativados de enzimas; 
Enxofre (S) Síntese de clorofila e absorção de CO2. 
FONTE: Motta (1995) 
 
RELAÇÃO DE MICRONUTRIENTES NO SOLO E SUA FUNÇÃO NAS PLANTAS 
MICRONUTRIENTES FUNÇÃO NAS PLANTAS 
Boro (B) Desenvolvimento de raízes, frutos e sementes; 
Cloro (Cl) Decomposição da água na fotossíntese; 
Cobre (Cu) Respiração, síntese de clorofila; 
Cobalto (Co) Absorção de N na fixação simbiótica; 
Ferro (Fe) Respiração, síntese de clorofila, fixação de N; 
Manganês (Mn) Absorção de CO2, fotossíntese; 
Molibdênio (Mo) Fixação de N; 
Zinco (Zn) Produção e maturação de sementes. 
Fonte: Motta (1995) 
 
 
65 
 
Existem diferentes tipos de adubos: orgânicos, inorgânicos e composto orgânico. Os 
orgânicos são resíduos de origem animal ou vegetal, como esterco, folhas em decomposição, 
palha de arroz, bagaço de cana, dentre outros. Já os inorgânicos são obtidos da extração 
mineral ou derivados do petróleo, apresentam-se concentrados e possuem rápida absorção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os compostos orgânicos são uma alternativa 
para a destinação de resíduos, pois libera fontes de 
nutrientes para o solo, beneficiando-o. Osnutrientes são 
liberados gradativamente de acordo com a necessidade 
ou fase em que se encontra a planta (desenvolvimento). 
A decomposição do material se dá pela ação de 
microorganismos que é influenciado pela temperatura 
(Campbell, 1999). 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. 
Acesso em: 01.12.2009 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 
01.12.2009 
 
 
66 
 
Quando uma planta precisa ser adubada? Saiba como identificar quando uma planta 
necessita de alguns nutrientes, geralmente determinado por carências nutricionais: 
 
Nitrogênio Observa-se que as folhas novas não se desenvolvem e/ou folhas 
velhas ficam amareladas; 
Enxofre Nota-se que as folhas novas ficam amareladas; 
Ferro e manganês Verifica-se que as bordas das folhas mais velhas ficam amareladas; 
Potássio Nota-se que as bordas das folhas mais velhas ficam queimadas; 
Fósforo Observa-se que o crescimento é lento e a floração fraca; 
Zinco Verifica-se que os entrenós dos caules ficam mais próximos. 
QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA APLICAR O ADUBO? 
Os adubos líquidos podem ser utilizados mensalmente, seguindo as orientações do fabricante 
quanto à diluição necessária. Evite adubar no período do inverno, pois as plantas encontram-se 
na época de dormência. 
COMO PREPARAR UM COMPOSTO ORGÂNICO? 
Empilhar o material vegetal intercalando com camadas de restos vegetais e esterco animal, 
umedecendo cada camada. É importante que o material fique úmido e não molhado; 
Faça o teste apertando nas mãos o material e certifique-se que não está escorrendo água; 
Mantenha o material sempre úmido, molhando uma vez na semana; 
Revolva o material nos primeiros 15 dias, a cada cinco dias, e após, a cada 10 dias. Este 
procedimento impede o aparecimento de mau cheiro e moscas, além de acelerar o processo; 
Depois de noventa dias o material estará pronto e terá coloração escura, cheiro de terra, rico em 
húmus e moldável quando esfregado nas mãos. 
Para aplicar o composto incorpore – o ao solo antes de realizar o plantio 
FONTE: Trani, Berton, 2008 
 
 
67 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 01.12.2009. 
 
 
9.5 TROCA DE VASOS 
 
 
À medida que cresce, a planta necessita de mais espaço para o seu desenvolvimento. 
No entanto, quando se observa as raízes saindo pelo furo de drenagem, ou surgindo da 
superfície da terra, é hora de realizar a troca do vaso por um maior. 
Outros indicativos de que é necessária a realização deste procedimento é o 
florescimento escasso ou inexistente, surgimento de folhas pequenas ou defeituosas, dentre 
outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
9.5.1 Procedimento para troca de vaso 
 
 
 Escolha um local com sombra e que disponha de uma 
bancada para realizar esta atividade; 
 Depois de selecionados os vasos que precisam ser 
substituídos, tenha à mão todas as ferramentas necessárias para 
realizar o procedimento, além de deixar preparada a mistura de terra 
para os vasos novos; 
 Prepare o vaso que irá receber a planta com os 
procedimentos recomendados para o plantio em vasos, já 
mencionados anteriormente; 
 Para desprender o bolo de terra sem danificar as raízes, umedeça bem o vaso. 
Deslize uma colher de cabo curto ou uma faca entre o vaso e o torrão. Em seguida deite o vaso 
e bata levemente para que o torrão se desprenda. Passe o caule da planta entre dois dedos e 
mantenha a mão bem aberta, desta forma toda a superfície do torrão ficará protegida na palma 
da mão, depois é puxar a planta delicadamente; 
 Deposite o torrão envolvendo as raízes no centro da mistura de terra e preencha o 
espaço restante, pressionando bem. Acrescente mais terra até alcançar a superfície do vaso e 
alise com as mãos. 
 
 
9.6 CAPINA 
 
 
É um procedimento que visa eliminar plantas invasoras dos canteiros, vasos ou 
gramados. Pode ser feita manualmente arrancando a planta invasora, de preferência com a raiz; 
ou ainda, com o auxílio de ferramentas como o sacho com dentes ou colher de cabo curto. 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. 
Acesso em: 01.12.2009 
 
 
 
69 
 
A capina deve ser realizada com frequência, sempre que for identificada alguma planta 
invasora ou erva daninha no jardim. 
Quando for arrancar os matos invasores com as mãos, utilize luvas de proteção, pois 
algumas daninhas apresentam espinhos, característicos para sua proteção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
10 CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS 
 
 
De maneira geral, as plantas são vulneráveis a pragas e doenças, mesmo aquelas que 
recebem cultivo e cuidados adequados. O surgimento destes males ocorre, especialmente, nos 
períodos de chuvas ou elevada umidade. 
No entanto, precisamos saber diferenciar os ataques causados pelas pragas ou pelas 
doenças para melhor combatê-los. Os ataques causados por pragas são de origem animal 
(pulgões, lagartas, cochonilhas e outros), enquanto que as doenças podem ser causadas por 
fungos, bactérias ou vírus. 
Nos dois tipos de ataque, as plantas sofrem prejuízos no seu desenvolvimento 
podendo afetar as folhas, os frutos, as raízes ou causar a morte da mesma. 
É importante inspecionar as plantas do jardim periodicamente, com o intuito de adotar 
medidas preventivas no combate a pragas e doenças, ou de fazer uso de receitas caseiras que 
eliminem os possíveis danos as plantas. 
 
 
10.1 IDENTIFICANDO ALGUMAS PRAGAS E DOENÇAS DE JARDIM 
 
 
10.1.1 Pragas 
 
 
 
 
 
71 
 
 
 Pulgões: são animais pequenos, porém multiplicam-
se com rapidez. Apresentam variação na sua coloração podendo 
ser verde, preto, marrom, branco ou amarelo. Eles se instalam 
nas folhas, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas 
amareladas e enrugadas. Podem transmitir doenças e debilitar 
excessivamente a planta, se encontrado em grande quantidade. 
Podem ser combatidos com o uso de macerado de alho, água 
com sabão, cinza de madeira, calda de fumo, infusão de folhas 
de tomate e lavagem com jato d’água. 
 
 Formigas: as espécies que causam maior 
prejuízo as plantas de hortas e jardins são as 
cortadeiras, saúvas e quenquéns. Não há controle 
natural 100% eficaz, porém, é possível controlá-las por 
meio de métodos eficientes. Podem ser combatidas com 
o uso de iscas atrativas, plantio de hortelã/gergelim e 
cinta plástica com graxa. 
 
 
 
 Lesmas e caracóis: sua ação destruidora se dá 
normalmente à noite, furando e devorando folhas, caules, 
botões florais e até raízes subterrâneas. Podem ser 
combatidas com o uso de iscas atrativas, aplicação de cal e 
cinzas, armadilhas e coleta manual. 
 
 
Fonte: DowAgroSciences 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. Acesso 
em: 01.12.2009 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. Acesso 
em: 01.12.2009. 
 
 
72 
 
 Cochonilhas: são insetos de tamanho 
minúsculo, que apresentam coloração marrom ou 
amarela. Instalam-se na parte inferior das folhas 
sugando a seiva da planta, além de liberar uma 
substância pegajosa que facilita o ataque de fungos. 
Podem ser combatidos com o uso de calda de fumo, 
emulsão de óleo, controle químico e inseticidas. 
 
 
 Ácaros: embora visíveis somente com 
auxílio de um microscópio, possuem aparência de 
pequenas aranhas vermelhas. O sinal característico do 
ataque as plantas é o aparecimento de minúsculas teias 
prateadas na parte de baixo das folhas, causando a 
murcha das folhas, bem como o enrolamento das 
mesmas. Podem ser combatidos com o uso da calda 
bordalesa e limpeza das folhas com algodão embebido 
em álcool. 
 
 
 Tatuzinhos-de-jardim ou “tatus-bolinha”: 
são comuns em jardins que apresentam umidade 
elevada. Vivem escondidos, alimentam-se de folhas, 
caules e brotos tenros, e podem transmitir doenças as 
plantas. Podem ser combatidos com uso de folhas de 
tabaco trituradas na terra; evitados diminuindo a 
umidade em vasos e canteiros e retirados por coletamanual. 
 
 
FONTE: Disponível em: < 
http://br.olhares.com/>. Acesso 
em: 01.12.2009. 
FONTE: Disponível em: < 
http://www.pragas.com.br/pragas/g
eral/images/cochonilha4.jpg> 
Acesso em: 01.12.2009. 
FONTE: Disponível em: 
http://www.plantiodireto.com.br/. 
Acesso em: 01.12.2009. 
http://www.pragas.com.br/pragas/geral/images/cochonilha4.jpg
http://www.pragas.com.br/pragas/geral/images/cochonilha4.jpg
http://www.plantiodireto.com.br/
 
 
73 
 
Lagartas: são grandes, medindo de seis a sete cm, portanto, 
facilmente reconhecidas quando estão presentes nas plantas, 
pois se alimentam, deixam furos nas folhas, hastes, raízes e 
brotos. Além disso, produz teia como proteção natural. Podem 
ser combatidas com aplicação de lagarticida biológico, calda de 
angico ou fumo, mistura de cal e repelentes naturais, como 
manjerona, tomilho ou camomila, além da coleta manual. 
 
 
 Percevejos: também conhecidos como marias-fedidas 
por exalarem odor forte e desagradável. O resultado da sua 
infestação nas plantas é a queda de flores, folhas e frutos, 
prejudicando novas brotações. Podem ser combatidos com 
aplicação de repelente natural e remoção manual. 
 
 
 
 Besouros: são pequenos insetos que 
costumam deixar buracos nas folhas. Suas larvas 
alimentam-se de raízes. A estação do ano que mais 
favorece a proliferação desta praga é verão (quente e 
seco). Podem ser controlados com o uso de 
armadilhas e exposição do solo ao antes do plantio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. Acesso 
em: 01.12.2009. 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. 
Acesso em: 01.12.2009 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/>. Acesso em: 
01.12.2009 
 
 
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 Moscas-brancas: insetos de pequeno 
porte, com coloração branca, que se alimentam da 
seiva da planta. Instalam-se na parte inferior das 
folhas, onde liberam uma substância pegajosa 
favorecendo o acometimento por fungos. Podem ser 
controladas com a aplicação de inseticidas e uso de 
plantas como repelentes naturais, como o cravo-de-
defunto, hortelã, calêndula e arruda. 
 
 
 
 
10.1.2 Doenças 
 
 
As principais doenças nas plantas são causadas pela presença de micro-organismos, 
tais como: bactérias, fungos ou vírus. Estes também são conhecidos por agentes patogênicos ou 
patógenos. 
Estes patógenos são responsáveis por causarem doenças fúngicas (causadas por 
fungos), bacterianas (causadas por bactérias) ou viroses (por vírus). 
Estas alterações causadas por estes patógenos podem ser morfológicas ou 
fisiológicas, resultando num conjunto de sintomas que podem estar presentes nas folhas, no 
caule e nos frutos. 
 Fungos: são o principal agente patogênico causador de doenças em plantas. 
Tornam-se visíveis somente com auxílio de microscópio, no entanto produzem esporos que 
podem ser propagados pelo vento, água, insetos, dentre outras formas de dispersão. Por 
apresentarem uma estratégia de sobrevivência bastante eficaz – que é a dormência dos esporos 
 
FONTE: Disponível em: < 
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/
Bis/infantil/mosca_branca.jpg>. 
Acesso em: 01.12.2009. 
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/mosca_branca.jpg
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/mosca_branca.jpg
 
 
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no solo –, eliminar completamente estes micro-organismos é difícil. E, ao encontrar condições 
climáticas perfeitas, voltam a contaminar novas plantas perpetuando o ciclo. 
 Vírus: menores que as bactérias, só se reproduzem a partir das células da própria 
planta. Penetram nas mesmas por meio de ferimentos já existentes. 
 Bactérias: as doenças causadas por bactérias são menos frequentes, pois 
necessitam de água e clima quente para crescerem e assim contaminarem as plantas. Podem 
causar danos superficiais, ou seja, lesões, além de murcha e até a morte. 
 Deficit nutricional: pode causar doença nas plantas devido a uma alimentação 
pobre, ou seja, deficiência de nutrientes. Neste caso, as plantas podem apresentar folhas pálidas 
e vasos vasculares amarelados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
11 RECEITAS CASEIRAS DE COMBATE A PRAGAS E DOENÇAS 
 
 
Antigamente, os agricultores faziam uso de receitas naturais para controlar as doenças 
em suas lavouras. Mas, com o advento da agricultura moderna e o uso de produtos químicos 
específicos para combater os agentes patogênicos causadores de doenças nas plantas, este 
conhecimento sobre a aplicabilidade de receitas naturais no controle de doenças foi se 
perdendo. 
O resgate destas informações e o uso no controle de doenças tornaram-se uma 
necessidade urgente, devido ao surgimento de doenças e agentes patogênicos mais resistentes. 
Vejamos algumas receitas que podem ser utilizadas: 
 
Calda bordalesa: utilizada no tratamento de plantas infectadas por fungos. 
Ingredientes: um saco de pano; 
200 g de sulfato de cobre; 
200 g de cal virgem; 
20 litros de água. 
 
Modo de fazer: no saco de pano coloque um sachê com o sulfato de cobre. Mergulhe o sachê 
em 18 de litros de água por três ou quatro horas até que o sulfato seja totalmente dissolvido. À parte, 
misture a cal em dois litros de água e despeje na solução preparada com o sulfato dissolvido. Mexa 
bem. Antes de usar a calda bordalesa, faça um teste de acidez: mergulhe uma lâmina de ferro no 
preparado. Se ela escurecer, não aplique ainda a calda no gramado. Acrescente um pouco mais de 
cal e faça o teste novamente. Caso a lâmina continue saindo manchada, adicione mais cal até que a 
lâmina saia sem escurecer. A calda bordalesa deve ser usada no máximo até o terceiro dia após o 
 
 
77 
preparo. Em plantas pequenas ou em fase de brotação, não é recomendável a aplicação da solução 
em concentração forte. 
Calda de fumo: utilizado como fungicida eficaz no controle de manchas nas folhagens. 
Ingredientes: dez cm de fumo de rolo; 
50 g de sabão de coco ou neutro; 
um litro de água. 
 
Modo de fazer: pique o fumo e o sabão em pedaços, junte a água e misture bem. Deixe curtir 
por 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas. 
 
Calda sulfocálcica: além de inseticida, ajuda a combater as lagartas. 
 
Ingredientes: 100 ml de solução sulfocálcica a venda em lojas de produtos agropecuários; 
 dez litros de água. 
 
Modo de fazer: misture bem e pulverize nas plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Na época 
das chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana. 
Emulsão de óleo: indicada no combate a ácaros e à ferrugem. 
 
Ingredientes: dois litros de água; 
um kg de sabão comum (em pedra ou líquido); 
oito litros de óleo mineral. 
 
Modo de fazer: pique o sabão, caso seja em pedra. Misture com o óleo e a água e leve ao fogo, 
 
 
78 
mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. 
Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50 g da pasta em água 
morna e dilua tudo em três litros de água. 
 
Macerado de urtiga: é utilizada no combate a cochonilhas. 
 
Ingredientes: 11 litros de água; 
100 g de folhas frescas de urtiga (use luvas para manusear a planta, pois ela 
causa irritações na pele). 
 
Modo de fazer: deixe as folhas de urtiga em infusão por três dias em um litro de água, mantendo-
a em um local seco e à meia-sombra. Coe e dilua o extrato em dez litros de água. Este preparado 
pode ser armazenado por alguns dias em local seco e arejado para pulverizações preventivas nas 
plantas a cada 15 dias. 
 
Chá de angico: combate pulgões e lagartas. 
 
Ingredientes: 100 g de folhas de angico 
um litro de água 
 
Modo de fazer: coloque as folhas de angico de molho na água por cerca de dez dias, misturando 
diariamente. Coe o chá e guarde em uma garrafa tampada. Quando for utilizar em pulverizações, 
dilua uma parte do extrato em 10 partes de água. 
Chá de camomila: controla doenças fúngicas e estimula o crescimento das plantas. 
 
 
 
79 
Ingredientes:flor de camomila; 
 água. 
 
Modo de fazer: deixar em infusão um punhado de flores de camomila em água fria por um ou dois 
dias. Pulverizar as plantas, principalmente as mudas na sementeira. 
Cal: combate a ação das formigas. 
Ingredientes: cal; 
água. 
 
Modo de fazer: preparar uma pasta de cal e pincelar sobre o tronco. Com isso, evita-se a subida de 
formigas e ajuda a controlar a barba das frutíferas. 
Pasta de argila, esterco, areia fina e chá de camomila: utilizado na proteção de cortes feitos por 
podas, troncos e ramos doentes. 
Modo de fazer: misturar partes iguais de argila (barro), esterco, areia fina e chá de camomila, de 
modo a formar uma pasta. Passar nas partes afetadas. Pode-se usar para tratamento no outono, 
após queda das folhas e antes da floração e brotação. 
FONTE: Disponível em: <http://www.jardimdeflores.com.br/DICAS/caldo.html> Acesso em: 
01.12.2009. Coordenadoria de Assistência Técnica – CATI 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.jardimdeflores.com.br/DICAS/caldo.html
 
 
80 
 
12 JARDINS DIFERENCIADOS 
 
 
Para encerrar o conteúdo, optamos pelos jardins que são diferentes de tudo que 
vemos por aí. Além da beleza, o jardim pode proporcionar muito mais. 
A presença de um jardim em uma residência pode ser mais do que um convite a 
contemplação e ao relaxamento. Destina-se também ao consumo, por exemplo, as hortas –, 
como também para fins farmacêuticos, como as ervas medicinais ou para uso cosmético. 
A seguir, veremos um pouco das características desses jardins, que podem 
representar muito além do belo, trazendo consigo alguns atributos que podem fazer a diferença 
num espaço destinado ao jardim. 
 
 
12.1 JARDIM AROMÁTICO 
 
 
Um jardim aromático pode ser cultivado diretamente na terra ou em jardineiras e vasos. 
Sua principal característica são os perfumes que exalam das plantas, por meio de suas folhas, 
flores e frutos. 
O importante num jardim aromático é não misturar os perfumes que exalam. Por 
exemplo, se preferir plantas com cheiros mais cítricos, como a laranjeira, atente para não plantar 
muito próximo uma planta de cheiro mais concentrado, como no caso do jatobá, que exala um 
perfume pesado e forte com seus frutos. 
Vejamos alguns exemplos de plantas aromáticas para compor um jardim atrativo: 
 
 
 
 
 
81 
 
Alecrim 
 Muito utilizado como purificador de ambiente. Possui características 
esterilizantes e defumadoras. São pequenos arbustos, com um odor 
próximo ao da cânfora. Cuidado com o excesso da umidade e de adubo. 
Prefira plantar o alecrim num local com maior presença do sol. 
Lavanda 
 Possui um aroma de frescor, que invade toda a área. Pode ser utilizada 
para dar um toque de perfume em banheiras e ofurôs. Seu aspecto é de um 
pequeno arbusto, com flores azuis ou violetas. Prefira o plantio em 
ambientes ensolarados, que estejam protegidos de vento. Se a terra estiver 
com aparência compacta, é o momento de dar uma arada, facilitando assim 
o desenvolvimento da planta. Após a floração, realize a poda para uma 
nova florada. 
Capim-limão 
 Possui um aroma muito parecido com a erva-cidreira. Cresce em forma de 
touceira, com folhas longas e estreitas nas pontas e agradável aroma de 
limão. Retire as folhas secas estimulando, assim, o crescimento dos brotos 
novos. Não é necessário adubar o terreno, preferindo os ambientes mais 
ensolarados e com pouca umidade (com exceção após o plantio). 
 
 
É possível encontrar ainda muitas outras variedades de plantas aromáticas, como a 
erva-doce, arnica, arruda, erva-cidreira, hortelã, etc. 
Veremos, a seguir, que algumas plantas aromáticas também são utilizadas para efeito 
medicinal. 
 
 
 
12.2 JARDIM MEDICINAL 
 
 
 
 
82 
 
O jardim medicinal tem como característica a utilização das plantas com efeito 
terapêutico, seja para doenças mais simples, como resfriado e males do estômago –, ou até 
mesmo para o controle de colesterol e peso. Porém, vale ressaltar, que todo e qualquer 
medicamento, seja ele natural ou químico, deve ser ingerido sob recomendação médica. 
No entanto, a cultura popular já comprovou que algumas plantas são capazes de 
amenizar alguns quadros negativos de saúde, como veremos nestes exemplos: 
 
Boldo 
 Por mais que alguns não acreditem, o boldo tem flores. Pequenas flores de 
cor azulada que predominam em algumas espécies e quase não são vistas 
devido ao uso dos brotos e galhos da planta para males do estômago. As 
folhas possuem um cheiro muito característico e com sabor que chega ao 
amargo. É muito resistente, porém, nos períodos mais frios, deve ser 
protegida. Cuidado com o uso intenso, pois causa irritação gástrica. 
Camomila 
 Planta que se desenvolve melhor nos climas amenos. Com pequenas flores 
brancas, parecidas com margaridas. Possui um aroma doce intenso. As 
flores são utilizadas secas, com propriedades calmantes e digestivas; 
combatem aos vermes, insônias, e até mesmo na estética, como cosmético 
para os cabelos. Suas flores devem ser colhidas logo após a florada, 
fazendo o replantio para garantir um novo ciclo da planta. 
Gengibre 
 Planta que cultivada em solo fértil e bem drenado pode alcançar um metro 
de altura. Embora exija muita água, o solo não deve ser encharcado. 
Possui uma diversidade de aplicações que varia do combate a gripes, tosse 
e resfriados, até a utilização como compressas para aliviar dores de cabeça 
e coluna, dentre outros sintomas. Também é conhecido pela sua ação 
bactericida, desintoxicante e afrodisíaco natural. 
 
 
 
 
 
 
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Além das propriedades medicinais e aromáticas, algumas dessas plantas também são 
utilizadas na culinária e como fitoterápicas, com deliciosos chás consumidos frios ou quentes, 
como veremos a seguir. 
 
 
 
12.3 JARDIM CULINÁRIO 
 
 
O jardim pode ser mais prazeroso, quando cultivado com plantas que podem ser 
utilizadas na culinária. Citamos aqui, apenas algumas delas, mas que com certeza, você já deve 
ter ouvido falar no coentro, salsa, cebolinha, que são os formatos mais simplistas, que lembram 
mais a horta. 
Mas, é possível associar ao jardim as plantas com propriedade culinárias e servir 
comidas com ervas em folhas e flores que fazem a diferença em receitas. 
 
 
Canela 
 Porte de árvore, com a parte interna das cascas do tronco com aroma 
intenso. Utilizada na culinária, seja como condimento, pelo seu aroma em 
pratos doces; e no preparo de bebidas, como licores e chocolate. O 
consumo pode ser em raspas, pedaços de rama (canela em pau) ou ainda 
em pó. 
Manjericão 
 Utilizado em receitas para dar um aroma e sabor diferenciado aos pratos. 
No cultivo, prefira ambientes com luminosidade e regas regulares. A 
variedade na espécie permite encontrar fragrâncias doces, assemelhadas 
ao limão, cânfora, cravo ou canela. 
Hortelã 
 Com aroma muito característico, a hortelã tem propriedades medicinais e 
culinárias, além de ser um excelente perfume refrescante. Deve ser 
 
 
84 
plantado em solo sem adubo, pois quanto menor for a planta, mais 
concentrado é seu aroma. Deve ser mantida sob abrigo do sol intenso, mas 
sem abster da luz solar. Muito utilizado na cozinha árabe e descoberto a 
cada dia em novas receitas brasileiras. Misturado ao tereré (bebida típica 
da fronteira com o Paraguai, “o chimarrão gelado”), ou ainda batido com 
abacaxi, é altamente refrescante em dias quentes. 
 
 
 
 
12.4 JARDIM FRUTÍFERO 
 
 
A principal característica do jardim frutífero é o cultivo de plantas que incrementam a 
alimentação humana por apresentar baixo valor calórico, propriedades nutricionais e medicinais. 
O consumo das frutas pode ser feito in natura ou no preparo de sucos, doces, etc. 
 
Goiaba 
 Planta de porte arbustivo, pode atingir até sete metros de altura. A fruta 
possui alto valor nutritivo por apresentar várias vitaminas, teores de cálcio, 
fósforo, ferro e fibras, além da baixa quantidade de açúcar, gordura ecalorias. Podem ser consumidas in natura, suco, em forma de doce 
(compotas ou geleias), molhos salgados substituindo o tomate e agridoces. 
Auxilia no combate de diarreias, fortifica os ossos, melhora a cicatrização e 
regula o aparelho digestivo. Mas deve ser evitada por pessoas com 
problemas de intestino preso. 
Mamão 
 O mamoeiro é uma árvore de crescimento rápido que pode atingir oito 
metros de altura; com vida produtiva curta, devendo ser renovadas suas 
mudas a cada três anos. O fruto possui polpa macia, casca lisa e fina. 
Quando maduro, o fruto apresenta coloração variando entre o amarelo e o 
vermelho, e verde na ocasião da colheita. O consumo pode ser in natura, 
 
 
85 
sucos, saladas, doces e outras receitas. É um fruto sensível que deve ser 
transportado e armazenado cuidadosamente para que não seja inviabilizado 
o seu consumo e comercialização. Possui propriedades de interesse 
medicinal (laxante, prisão de ventre, diabete, asma e outros) e na indústria 
(amaciante de carnes, tratamento de couros e na composição de 
cosméticos). 
Laranja 
 Planta de porte médio, com folhas aromáticas, flores pequenas e 
perfumadas. Suas flores simbolizam a pureza sendo muito utilizadas em 
casamentos campestres. A laranja é uma fruta cítrica com sabor variando 
entre o doce e o levemente azedo, dependendo da espécie. São 
consumidas in natura, sucos ou em receitas culinárias para realçar sabores 
(bolos, caldas, molhos, geleias, chás e outras). Possui baixo valor calórico, 
vitaminas A, B e C, fibras, além de outros compostos igualmente 
importantes. Mas deve ser consumida assim que cortada para não perder 
suas propriedades. Da casca são extraídos óleos essenciais utilizados na 
produção de perfumes, produtos de limpeza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
 
ABAP. Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas. Disponível em: <www.abap.org.br>. 
Acesso em: 01.12.2009. 
 
 
CAMPBELL, S. Manual de compostagem para hortas e jardins: como aproveitar bem o lixo 
orgânico doméstico. São Paulo: Nobel, 1999. 
 
 
MOTTA, E. P. Técnicas de Jardinagem: uma parceria com a natureza. Porto Alegre: 
Agropecuária, 1995. Co 188p. 
 
 
SOUZA, J. S. I. Poda das Plantas Frutíferas. São Paulo: Nobel, 1986, 224 p.: il. 
 
 
TRANI, P. E.; BERTON, R. S. Preparo do composto a partir do bagaço de cana com esterco 
animal. Disponível em: < 
http://www.iac.sp.gov.br/Tecnologias/compostagem/compostagem.htm>. Acesso em: 12 set. 
2008. 
 
 
http://www.iac.sp.gov.br/Tecnologias/compostagem/compostagem.htm

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