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características Oocisto esporulado com 4 oocistos e 2 esporozoítos, parede do oocisto com dupla camada, esporocisto ovoíde, esporozoítos em forma de banana, microgametas (gametas masculinos) com 2-3 flagelos. Apresentam resistência na forma de oocisto, completam o ciclo de vida em um único hospedeiro (monoxeno), apresentam reprodução assexuada (merogonia), sexuada (gametogonia) e por esporogonia (meio exterior). COCCIDIOSE AVES Tem importância na avicultura principalmente em frangos de corte cujo tem camas no chão é pouco comum em galinhas poedeiras pela gaiola ser suspensa. É causada por protozoários que se multiplicam na mucosa intestinal causando danos, reduzindo a capacidade de absorver e digerir alimentos, mais comum em aves jovens, depois que reconhecem os antígenos se tornam imunes contra futuras infecções. COCCIDIOSE É uma enterite contagiosa causada pela infecção com eimeria ssp. e/ou isospora ssp. ocorre em todos os animais domésticos, forma subclínica ou quadros de diarréia e disinteria, forma crônica com menor ganho de peso e produtividade. EPIDEMIOLOGIA Ocorrência mundial frquente em aves, leitões, ovinos e bezerros, maior importância em animais confinados, infecção espécie e hospedeiro-específica. Hospedeiros: caprinos, ovinos, suínos, bovinos, aves. O ciclo é monoxênico- fecal- oral DISTRIBUIÇÃO Eimeria sp. acomete todas as granjas comerciais seja de frango ou reprodutoras. Também é comum em aves de fundo de quintal. Cocc id ioses HEMOPARASITOSES MARIA BARROS fatores predisponentes Alimentação fora do comedouro, tipo de comedouro, cama úmida e suja, cama molhada sob os bebedouros, bebedouros que ficam balançando e derrubando água, problemas de instalação como por exemplo vazamento de água, aves molhadas e sujas. CICLO BIOLÓGICO A ave ingere o oocisto esporulado - há liberação de esporozoítos no intestino com invasão dos enterócitos - trofozoitos e esquizonte (esquizogonia) - microgamonte e macrogamonte (gametogonia)- liberação do microgamonte e fecundação do macrogamonte - zigoto - liberação do oocisto maduro não esporulado nas fezes. Com 24-48h na temperatura de 27-30ºC em um local com umidade o oocisto esporula se tornando infectante (4 esporocistos com 2 esporozoítos cada). O oocisto que é ingerido se rompe pela ação mecânica da moela ou ação enzimática do pró-ventrículo, os esporocistos são liberados e vão para o intestino pela ação da tripsina e ai os esporozoítos são liberados. Cada esporozoíto invade uma célula intestinal se torna arredondado se transformando em trofozoíto, a esquizogonia é iniciada formando o esquizonte imaturo de 1ª geração, ele se desenvolve podendo conter até 200 merozoítos que são liberados quando o esquizonte se torna maduro. FATORES PREDISPONENTES Distruição das células intestinais, diminuição da conversão alimentar, perda de peso, infecção bacteriana secundária, perda de sangue por hemorragia e diarréia sanguinolenta, taxa mortalidade, encurtamento da altura da vilosidade, distruição das células intestinais, perda de fluidos, hemorragias e susceptibilidade a outras doenças e queda de absorção de zinco, metionina, histidina, cálcio e glicose. DIAGNÓSTICO Exame de fezes, contagem de oocistos na cama, exame de raspado de mucosa intestinal, escores de lesões características da mucosa intestinal, histopatologia, exame parasitológico de fezes, achados de necropsia (áreas avermelhadas no duodeno, ceco distendido por sangue ou hemorrágico e engrossado, hemorragia extensa no intestino, fragmentos de mucosa intestinal nas fezes, atrofia das vilosidades duodenais). PREVENÇÃO E CONTROLE Manejo: evitar cama úmida, evitar estresse ambiental, regulagem de comedouros e bebedouros, qualidade da cama, temperatura do galpão. Drogas anticocidianas preventivas na ração sendo químicas como nicarbazina, halofuginona, diclazuril, amprolium, robenidina. Ionóforos como mosensina, salinomicina, narasina, maduramicina, lasalocida. O tratamento é feito com sulfas mas não é muito realizado. Vacinas vivas virulentas e atenuadas, eficientes na imunidade protetora mas como desvantagem tem custo elevado e possibilidade de causar doença. Vacinas recombinantes como a CoxAbic que é injetada na galinha com a mãe desenvolvendo a imunidade e passando pro pintinho. Esses merozoítos liberados é a fase mais patogênica causando hemorragia e alta mortalidade, entram em outras células intestinais formando um esquizonte imaturo de 2º geração que se rompe e libera merozoítos imaturos de 2ª geração, quando invadem as células se inicia a gametogonia formando um gametócito fêmea e um macho que se maturam (microgametócitos e macrogametócitos). O gametócito macho toma toda a célula lateralizando o núcleo da célula intestinal e formando microgametas biflagelados, O gametócito se rompe liberando microgametas que vão para a luz intestinal. Os microgametas procuram os gametócitos fêmea, há a fecundação resultando em um zigoto ou oocisto imaturo secretam uma substância que forma uma membrana adicional que aumenta a resistência do oocisto (membrana cística), A célula intestinal se rompe com o oocisto sendo liberado e eliminado pelas fezes. O ciclo dura de 4-7 dias e o período pré patente PPP (ingestão até eliminação) é de 4-6 dias. HEMOPARASITOSES MARIA BARROS Importância econômica Morbidade e mortalidade devida a infecções secundárias, leitegadas desiguais ao desmame, redução do peso médio ao desmame, custos de tratamento, trabalho com a limpeza de instalações. Transmissão Fontes de infecção: fezes de animais clinicamente infectados ou carreadores, ingestão de alimentos e águas contaminadas. Esporulação no ambiente a 12-32ºC, resistência a -7 e -8ºC, destruição em temperaturas acima de 35ºC e umidade maior que 25% e luz solar por mais de 4h. MARIA BARROS PATOGENIA CORDEIRO- Atrofia das vilosidades causando diarréia e perda de peso corporal. LEITÕES- Atrofia e junção das vilosidades intestinais, alteração na função digestiva e absortiva, recomposição da mucosa e prejuízo no ganho de peso. BEZERROS- Sinais neurológicos pela alteração na concentração de sódio, potássio, cálcio, magnésio, deficiência de vit A e tiamina, alterações na dinâmica da microbiota intestinal e hepatopatia. SINAIS CLÍNICOS BEZERROS-Sangue nas fezes (toda a diarréia pode estar escura, estrias ou massas enegrecidas ou sangue vivo, períneo com manchas de sangue). Prolapso retal, pode ocorrer em poucos casos com mucosas pálidas, fraqueza e dispnéia. Desidratação não severa pois os animais continuam a tomar água. Decréscimo de apetite até chegar a uma anorexia, enfermidade dura de 5-6 dias, o período de incubação pode ser longo, com queda da ingestão e do peso. BOVINOS-Flexão do pescoço dorso-caudal, fezes com sangue, períneo e cauda da coxa com sangue, fezes liquídas com sangue. CORDEIROS- Decréscimo de crescimento, início gradual de fraqueza, inapetência e emaciação, morte em 1-3 semanas. Pode não haver diarréia, períneo sujo, fezes amolecidas no reto, surtos de diarréia, desordens nutricionais, doenças parasitárias e bacterianas secundárias. SUÍNOS- Surtos de diárriea de 5-15 dias de vida, anorexia e depressão, desidratação persiste por vários dias, pode ocorrer vômitos, mortalidade de 20%, diarréia é profusa, liquída, amarelada e espumosa, continuam mamando mas desidratam e perdem peso Período de incubação: Bezerros- 16-30 dias. Cordeiros- 14-18 dias. Leitões 5 dias. No estágio inicial há febre baixa e os primeiros sinais de coccidiose são diarréia fluida severa de início súbito e muco e sangue. Nos casos subclínicos anemia crônica e decréscimo no desenvolvimento. Sinais neurológicos: tremores musculares, hiperestesia, convulsões tõnico-clônicas com ventroflexão de cabeça e pescoço, nistagmo, alta taxa de mortalidade (superior a 90%), morte em 24h após início dos sinais. Coccidiose mamíferos Epidemiologia- Bezerros Animais de corte com menos de 6 meses, mudanças bruscas de temperatura, estresse nutricional como diarréia, desinteria, perda de peso, morte, 10% dos animais sãoafetados. Nos animais de leite menores que 6 meses, superpopulação, ambiente sujoe úmido, alta contaminação fecal. diagnóstico Diarréia começa antes da eliminação dos oocistos pelas fezes, examinar as fezes de vários animais. Na necropsia há congestão, enterite hemorrágia, estreitamento das alças intestinais, cistos esbranquiçados no intestino, carcaça pálida, lesões microscópicas no epitélio causadas por merozoítos. CORDEIROS- Infecção antes das 4 semanas de vida, sobrevivência dos oocistos nas instalações, oocistos eliminados pelas ovelhas, e outros cordeiros. Os surtos ocorrem com a introdução de novos animais, superpopulação e fatores de estresse. LEITÕES- Surtos de diarréia entre 5-15 dias de idade, ausência de resposta a antimicrobianos, falha de vacinação das porcas contra E. coli, infecção concomitante com rotavírus, a morbidade é variável mas a mortalidade é acima de 20% HEMOPARASITOSES HEMOPARASITOSES MARIA BARROS TRATAMENTO É uma doença auto-limitante então os sintomas se resolvem espontaneamente. Em casos de surtos isolar os animais, reduzir taxas de lotação, evitar a contaminação de águas e alimentos, fluidoterapia oral e parenteral, medicação em massa via água e/ou alimentação (interrompe o surto e diminui a incidência de novos casos). Sulfonamidas via parenteral para o controle de enterites e pneumonias secundárias. Corticoesteróides são contra-indicados pois agravam as lesões, e aumentam a taxa de mortalidade. Oa antibióticos usados são sulfas e os ionóforos. Coccidiostático: amprólio, decoquinato, toltrazuril. CONTROLE Evitar superlotação, drenagem eficiente das instalações, proteger água e alimentos da contaminação fecal, evitar alimentar o gado diretamente no chão principalmente em superlotação. Tratemento profilático para bezerros e cordeiros para controlar enfermidade e desenvolver imunidade protetora, rotação de pastagens para ovinos. Em suínos higiene das instalações, cuidado com densidade e ventilação, quimioterapia/quimioprofilaxia, rotação de drogas a intervalos regulares.