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Prática 2 Taxa de corrosão S.J. dos Campos QUÍMICA APLICADA Prof. Dr. FERNANDO CRUZ BARBIERI UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA • Podemos avaliar a corrosão de um material metálico de várias maneiras, entre elas, por perda de massa, variação da espessura e alteração de uma ou mais propriedades mecânicas, como resistência à tração e ao impacto. • A melhor escolha tem que considerar as condições em que a estrutura será construída. • Vamos estudar a taxa de corrosão que nos permite dimensionar a perda de massa por unidade de área e unidade de tempo, e ainda transformar tal informação para penetração por unidade de tempo. • Para a utilização destes cálculos, consideramos a corrosão como um processo uniforme de degradação do material, o que nem sempre é verdade. MEDIDA DA CORROSÃO UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 1 Taxa de corrosão: A intensidade de corrosão depende de fatores físicos, físico-químicos e biológicos, bem como da natureza do material metálico e do meio. As formas mais usadas para quantificar a taxa de corrosão são: a) ipy: inches penetration per year (penetração em polegadas por ano); b) mdd: milligrams per square decimeter per day (miligramas por decímetro quadrado por dia); c) mpy: mils penetration per year (penetração em milésimo de polegada por ano); d) mmpy: millimeters penetration per year (penetração em milímetros por ano); e) mih: milligrams per square inches per hour (miligramas por polegada quadrada por hora). 1 TAXA DE CORROSÃO UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA A relação entre unidades é possível apenas quando as grandezas são de mesma espécie. Assim consideramos as equações dimensionais. Exemplo de cálculo 1. Estabelecimento da relação de equivalência e de transformação entre ipy e mdd. Devemos analisar as equações dimensionais das grandezas. Sendo: L = comprimento, M = massa e T = tempo, tem-se: 1 TAXA DE CORROSÃO UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 1 TAXA DE CORROSÃO UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 1 dm = 10 cm ou 0,10 m Dividindo-se (a) por (b) membro a membro, obtém-se: Sendo: L = comprimento, M = massa e T = tempo • Assim, o confronto só poderá ser feito comparando-se d x ipy e mdd, que são grandezas de mesma espécie. 1 TAXA DE CORROSÃO UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA Nesta dedução, a densidade será considerada em gramas por centímetro cúbico (g/cm3). Assim, para a aplicação da relação resultante, a densidade deverá ser expressa em g/cm3. Substituindo-se as grandezas envolvidas pelas unidades de interesse (mg, dm2 e dia), tem-se: Lembrando que: 1 TAXA DE CORROSÃO UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 1cm = 102dm => 0,1 e 1pol = 2,54cm 2. Estabelecimento da relação de equivalência e de transformação entre ipy, mpy e mmpy. Considerando-se que 1 polegada tem 1.000 milésimos de polegada, tem-se: Cancelando-se o termo polegada no lado direito da expressão, tem-se: 2 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE IPY, MPY E MMPY. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA mpy: mils penetration per year (penetração em milésimo de polegada por ano); mmpy: millimeters penetration per year (penetração em milímetros por ano); 2 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE IPY, MPY E MMPY. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. Determinação da intensidade de corrosão em função do tempo. Exemplo de cálculo • Taxa média de corrosão num intervalo de tempo. a) Considerando uma placa metálica de densidade d, retangular, limpa e seca, obter com um paquímetro as dimensões: C = comprimento L = largura e = espessura b) Obter por pesagem a massa inicial m da placa. c) Expô-la ao meio agressivo (submergi-la completamente na solução agressiva, indicada pelo professor), marcando o horário de início de exposição. 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA d) Após 24 horas retirar a placa do meio agressivo, lavar, deixar secar e pesar, obtendo a massa final m. e) Calcular a taxa média de corrosão no intervalo considerado em mdd, ipy, mih, mpy e mmpy. Dependendo do valor da taxa de corrosão de um determinado metal, expressa em mpy (penetração em milésimo de polegada por ano), o material pode ser classificado de acordo com o quadro a seguir: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. f) Classificar um material metálico, que apresenta em certo meio mdd igual a 60 e densidade de 7,2 g/m3, quanto à resistência à corrosão. Aplicando a fórmula de transformação deduzida, chega-se a (Taxa de Corrosão): Transformando-se em mpy, tem-se: De acordo com o quadro anterior, o metal apresenta média resistência à corrosão. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. g) Os materiais A, B, C e D são estudados para a construção de um tanque cilíndrico de 3,5 m de diâmetro de 6 m de altura e 38 mm de espessura. O tempo mínimo de vida útil do tanque deve ser 40 anos. Supondo que os materiais sofram corrosão uniforme e que a redução máxima de espessura seja de 15% da inicial, qual(is) material(is) pode(m) ser utilizado(s)? UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. • Embora possamos concluir que nem sempre a totalidade da área interna da parede estará em contato com o meio, devemos considerar a pior situação possível, que é a exposição permanente de todo o material ao meio agressivo. • Como admitimos a corrosão uniforme, podemos converter as unidades dadas (perda de massa por área e tempo) para uma unidade de penetração por tempo. • Das três unidades de penetração por tempo estudadas, a mais indicada para este estudo é mmpy (mm/ano). • Foram deduzidas as relações de transformação: UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. Aplicando-se as fórmulas, obtém-se: Para o material A Para o material B mmpy: millimeters penetration per year (penetração em milímetros por ano); UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. 8,6 Para o material C Para o material D UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. Os materiais A, B, C e D são estudados para a construção de um tanque cilíndrico de 3,5 m de diâmetro de 6 m de altura e 38 mm de espessura. O tempo mínimo de vida útil do tanque deve ser 40 anos. Supondo que os materiais sofram corrosão uniforme e que a redução máxima de espessura seja de 15% da inicial, quantos anos durarão para sofrer corrosão completa? A penetração máxima permitida é: 0,15 x 38 = 5,7 mm Para o material A UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. Para o material B Para o material C Para o material D Conclui-se que o único material que satisfaz a exigência de durar pelo menos 40 anos é o material A. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 3. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE DE CORROSÃO EM FUNÇÃO DO TEMPO. Prática 2 Taxa de Corrosão S.J. dos Campos QUÍMICA APLICADA Prof. Dr. FERNANDO CRUZ BARBIERI UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICAE MECATRONICA 4.1 Introdução • A taxa de corrosão ou medida de remoção de material é consequência de ação química e parâmetro relevante, podendo ser expressa como perda de espessura do material por unidade de tempo (CALLISTER, 2012). 4.2 Objetivo • Determinar a intensidade de corrosão em função do tempo (taxa média de corrosão num intervalo de tempo). 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.3 Materiais • Placa de metal. • Placa de Petri. • Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 2 mol/L. • Paquímetro. • Balança. 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA Como preparar uma Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 2 mol/L. d= 184g/mL, Titulo = 95% (m1/m), PM = MM = 98 g/mol Calculo da massa total do ácido 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA H2SO4 T=95% d= 1,84g/mL PM=98 g/mol V=1,0L ℳ𝐻2𝑆𝑂4 = 𝑚1 𝑉.𝑀𝑀 = 𝑚1 = ℳ𝐻2𝑆𝑂4 𝑥 𝑉 𝑥 𝑀𝑀 = 2 𝑥 1 𝑥 98 = 196,0 𝑔 Calculo da quantidade de acido sulfúrico em 1,84g/mL 1,84g -----100% Xg --------95% X= 1,748g Calculo do volume de ácido sulfúrico para 1L de H2O 1,74g ------1mL 196g--------Vt Vt =112,6 = 113mL Para 1L de H2O precisa de 113 mL de H2SO4 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.4 Procedimento experimental 1. Considerar uma placa metálica de densidade d, retangular, limpa e seca, obter com um paquímetro as dimensões: C = comprimento L = largura e = espessura 2. Calcular a área e o volume da placa. 3. Obter por pesagem a massa inicial da placa. 4. Calcular a densidade do metal da placa em g/cm3. 5. Mergulhar a placa no meio agressivo por um determinado período (verificar o tempo com o professor). Após esse tempo, retirar a placa, lavar, secar e pesar novamente. 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.4 Procedimento experimental 6. Marcar o horário de início e fim da exposição e obter por pesagem a massa final da placa. 7. Calcular a taxa média de corrosão no intervalo considerado nas unidades a seguir: mdd, ipy, mih, mpy e mmpy. 8. Classificar o material metálico quanto à resistência à corrosão utilizando o quadro 2 do livro-texto. 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.5 Análise de dados a) Medir e anotar as dimensões da placa (anotar a unidade utilizada: mm, cm): Comprimento (C) = ______________ Largura (L) =___________________ Espessura (e) =_________________ b) Calcular a área (em dm2) e o volume (em cm3) da placa: Área = (C x L) x 2 + (C x e) x 2 + (L x e) x 2 = ________ (converter para dm2) Área (dm2) = ______________ Volume = C x L x e = ____________ (calcular em cm3) Volume (cm3) = ___________________________ 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.5 Análise de dados c) Pesar a placa e anotar a massa inicial: Massa inicial (g) = ____________________ d) Calcular a densidade do metal da placa (em g/cm3): Densidade (g/cm3) = ____________________ e) Mergulhar a placa no meio agressivo por um determinado período (verificar o tempo com o professor) e anotar os dados a seguir: Horário inicial =_____________________ Horário final = _____________________ Massa final (g) = ______________________ 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.5 Análise de dados f) Calcular a perda de massa: Perda de massa = massa inicial – massa final = _______ (converter para mg) g) Calcular o tempo em que a placa ficou mergulhada no ácido sulfúrico: Tempo = horário inicial – horário final = ________ (converter para dia) h) Calcular a taxa média de corrosão em mdd (mg/dm2xdia) utilizando a fórmula a seguir: Taxa de corrosão em mdd = perda de massa (mg) / área (dm2) x tempo (dia) 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.5 Análise de dados i) Converter a taxa média de corrosão calculada em mdd nas outras unidades: ipy, mih, mpy e mmpy. 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA 4.5 Análise de dados j) Classificar o material metálico quanto à resistência à corrosão utilizando a tabela 4 do roteiro. Classificação: _______________________________ 4 Pratica UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP ENGENHARIA MECÂNICA ELÉTRICA E MECATRONICA