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PAPER A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NO INTERIOR DA ESCOLA Acadêmica: Jennifer Professora: Marcia Centro Universitário Santa Cruz de Curitiba Curso: Pedagogia – Estagio Gestão Resumo O trabalho na área de gestão é o que consiste num sistema de organização interna e externa da escola envolvendo todos os setores que estão relacionados com as práticas escolares e familiares. Desta forma a gestão escolar visa garantir um desenvolvimento socio-educacional eficaz na instituição de ensino. Conclui-se que a partir do momento que os profissionais se colocam como gestores do processo educacional, competentes responsáveis, predisposto a buscar novas propostas, e comprometidas com o coletivo da escola haverá melhoria no contexto educativo e familiar, além disso um profissional sozinho não chega a lugar nenhum, precisa de um todo da escola, e de uma proposta pedagógica coerente com o que se quer da educação. Palavra-chave: Gestão, organização, escola, Família 1 – Introdução As taxas de conclusão dos estudos e o sucesso acadêmico dos estudantes a longo prazo estão diretamente ligados ao grau de solidez presente na parceria escola-família. A afirmação é da psicóloga norte-americana Susan Sheridan, diretora do Centro de Pesquisa em criança, juventude, família e escola da Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, e PhD em Psicologia Educacional pela Universidade de Wisconsin-Madison. Desde 1994, Susan desenvolve ações e pesquisas com financiamento federal voltadas para o fortalecimento das relações entre pais e professores, e assim, obter formas significativas de estabelecer uma parceria entre família e escola. Em entrevista exclusiva para o Escolas Exponenciais, Susan elenca e reafirma a importância do diálogo entre as instituições de ensino e as famílias e dá dicas valiosas sobre como as escolas podem promover o engajamento dos pais na educação. Alunos: vê-se uma melhora no desempenho acadêmico, no comportamento, nas habilidades sociais e na diminuição de comportamentos disruptivos, além de maiores taxas de conclusão dos estudos e sucesso acadêmico a longo prazo. Professores: conseguem ter um domínio maior em sala de aula, proporcionam uma instrução mais adequada, desenvolvem um relacionamento mais sólido com os alunos e os pais, têm maior eficácia na resolução de problemas e lidam com situações difíceis com mais facilidade. Pais: formam um relacionamento melhor com os professores, se comunicam melhor com os docentes e com seus filhos, aprendem a solucionar problemas e se sentem melhor na sua capacidade de ajudar os filhos a irem bem na escola. Escolas: as instituições de ensino que possuem maiores índices de envolvimento dos pais são classificadas como melhores. A relação estreita entre os interesses da escola e os da comunidade na década de 1980 praticamente se desfez, o que se percebe hoje é uma ausência da comunidade na escola que se reduziu apenas em uma participação induzida e corporativa (CRUZ, 2008; CRUZ; PESSOA, 2008). Essa participação enfraqueceu a construção do processo democrático dentro da escola, sobrecarregou os gestores com atribuições que ultrapassam seu campo de atuação e retirou dos pais, da comunidade em geral e, principalmente, do Estado suas responsabilidades no enfrentamento para superação dos problemas da escola. Debruçar sobre a totalidade dos problemas que a escola enfrenta é tarefa urgente de todos envolvidos, além de ser o único caminho possível para a superação de muitos deles. A escola compete o ensino e aprendizagem dos alunos, mas nunca como fator isolado do contexto no qual esse processo se desenvolve; se os pais, a comunidade e o Estado não se posicionarem como responsáveis pelo o que acontece na escola dificilmente haverá mudanças significativas na qualidade de educação que ela oferece, além de persistir a ideia que se trata apenas de uma má gestão e que pode ser resolvida apenas com ajustes técnicos. Portanto para fortalecer a participação das famílias e da comunidade escolar, o Projeto de Intervenção, busca uma maneira eficaz de entender melhor importância do acompanhamento do processo da aprendizagem dos seus filhos. Através desse convívio é que a escola e a comunidade escolar irar compreender que tal relação de compartilhamento dos problemas e decisões é que se pode obter um sucesso esperado para a consagração d o padra de excelência. Para tanto tais questionamentos descritos a seguir deverão ser entendidos e executado através do Projeto de Intervenção: Que condições determinam a sistemática a favor da participação da comunidade na escola? Quais dimensões têm tomado a gestão da escola pública na participação da comunidade, no espectro de sua modernização democrática? Por que a convocação ao público para entrar nas escolas se tornou tão importante no campo das políticas públicas? Em que medida estes mecanismos de participação da comunidade na escola vão ao encontro das políticas econômicas e sociais de maior qualidade? Que pressupostos têm embasado a e laboração desse modelo gerencial? Como esse melhorar a participação no âmbito das escolas da nossa comunidade? 2 - Desenvolvimento Para solucionar a problemática da ausência da família na escola, cuja Intensão do Projeto de Intervenção é fortalecer a participação da comunidade na escola, pretendemos fortalecer a participação dos membros da comunidade nos órgãos colegiados, nas reuniões, nas atividades culturais e nos movimentos realizados pela comunidade no ambiente externo da escola. Com isso a equipe pretende resolver o problema do fracasso escolar, assim como a repetência, a evasão, a indisciplina e a desmotivação dos alunos, que vêm sendo apontado como um problema principal para a aprendizagem dos mesmos. Além do mais a rotatividade dos professores entre as classes, os alunos egressos das turmas seriadas têm dificultado bastante o trabalho principalmente nas turmas de 6ª série. Dessa forma, esta instituição de ensino tem como meta, também, priorizar a parceria entre a comunidade onde está inserida, a participação de pais na Escola, sem perder de vista a importância de junto a Secretaria de Educação tentar reverter esse problema e para tentar solucionar essas dificuldades a escola pretende repensar junto com os pais de alunos, membros d o poder público uma forma de melhor enturmar esses alunos e oferecer o tratamento diferenciado.A integração de professores, alunos e comunidade deve acontecer de imediato para que sejam de vez sanados os problemas enfrentados pela Unidade Escolar. Acreditamos com o apoio dos pais, com um projeto de trabalho em parceria com comunidade, voltado para melhoria do conhecimento e para a formação de hábitos de convivência imbuídos do sentimento de solidariedade, o qual oportunizará uma contribuição importante para a erradicação da evasão, da repetência, da indisciplina, além de despertar o respeito ao outro enquanto cidadão e da consciência da família em estão envolvidos com a problemática escola da sua comunidade. A escola constitui um lugar de atuação política, onde se deixa de articular coisas particulares para elementos coletivos. É uma das primeiras associações de convívio coletivo, dessa forma não cabem mais interesses individuais, mas sim o espírito coletivo, do que é melhor para o desenvolvimento do grupo como um todo. Entretanto mesmo sendo um espaço coletivo, por vezes ela se torna individualista, competitiva e excludente. Frigotto (2017, p.14) afirma que “a escola é a instituição social para quem o Estado delega a função de desenvolver o conhecimento filosófico quanto o científico.” Pensar na escola enquanto instituição social com o objetivo d e desenvolver o conhecimento, nos remete a refletir sobre qual formação se dá a esses indivíduos, de que forma deve ser essa escola a fim de preparar melhor este cidadão. 3 - Considerações finais O estágio é uma atividade supervisionada, onde é possível proporcionar experiências profissionaise desenvolver conhecimentos habilidades e atividades relacionadas a profissão docente e de organização educacional. O trabalho na área de gestão é o que consiste num sistema de organização interna e externa da escola envolvendo todos os setores que estão relacionados com as práticas escolares e familiares. Desta forma a gestão escolar visa garantir um desenvolvimento socio-educacional eficaz na instituição de ensino. Conclui-se que a partir do momento que os profissionais se colocam como gestores do processo educacional, competentes responsáveis, predisposto a buscar novas propostas, e comprometidas com o coletivo da escola haverá melhoria no contexto educativo e familiar, além disso um profissional sozinho não chega a lugar nenhum, precisa de um todo da escola, e de uma proposta pedagógica coerente com o que se quer da educação. REFERÊNCIAS CATANI, Afrânio Mendes e OLIVEIRA, Romualdo P de. Constituições Estaduais Brasileiras e Educação. São Paulo. Cortez, 1993 Susan Sheridan, diretora do Centro de Pesquisa em criança, juventude, família e escola da Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos CURY, Carlos Roberto Jamil. Os conselhos de educação e a gestão dos sistemas. In: FERREIRA, NauraSyriaCarapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. (Org.). Gestão da Educação - Impasses, perspectivas e compromissos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001. p.43- 60 EFICAZ, Gerenciado a Escola Eficaz- Governo do Estado da Bahia- 2001- 2002; FRIGOTTO, Gaudêncio. Escola “sem” partido: Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: UERJ, LPP, 2017 Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática,3 ed.,2002 LDB- Lei Diretrizes e Base da Educação, 9394/96. O caráter administrativo das práticas cotidianas na escola pública. Em Aberto. Brasília, n. 53, p. 39-45, jan./mar, 1992. PARO, Vitor Henrique. Administração Escolar: introdução crítica. São Paulo: Cortez, 1990 11 2