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RESUMO SESSAO 7 AAS

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RESUMO SESSAO 7- AAS- THAIS M SOUTO
“A Rede de Atenção à Saúde (RAS) é a integração sistêmica das ações e serviços de saúde, complementares e vinculados entre si, por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, que operem de forma cooperativa e organizada no território loco regional, orientada pelo respeito à diversidade de contextos sócio espaciais e econômicos para responder adequadamente as necessidades de saúde do indivíduo, família e/ou comunidade. Para tanto, estabelece a atenção primária a saúde (APS) como coordenadora do cuidado e ordenadora da rede, visando garantir a universalidade do acesso, equidade e integralidade do cuidado, compartilhando objetivos, compromissos e resultados sanitários”.
A regionalização deve ser norteada pela hierarquização dos níveis de complexidade requerida pelas necessidades de saúde das pessoas. Deste modo, a rede de atenção deve ser concebida como o resultado da integração das ações e serviços de saúde dos entes federativos (união, estados e municípios).
Por que este conceito?
A Constituição Federal de 1988 no capítulo II da Seguridade Social, seção II da Saúde, define nos artigos:
Art. 196. Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal, igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I. descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II. atendimento integral, com prioridade das ações preventivas, sem prejuizos dos serviços assistenciais;
III. participação da comunidade.
Para atender aos preceitos constitucionais, a organização da Rede de Atenção à Saúde deve ser conteúdo do processo de planejamento regionalizado e participativo, que pautado em políticas prioritárias articule ações e serviços de saúde em territórios menores que a área geográfica dos estados, mas que aglutine vários municípios.
Embora subsídios para a organização das RAS no Sistema Único de Saúde (SUS) estão presentes desde sua criação, este tema passou a ser objeto de portarias com mais especificidade a partir da Portaria GM/MS no 373/2002 que aprova a Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/2002, que entre outros temas da regionalização traz a proposta de estruturação de redes de referência especializada.
O Pacto pela Saúde 2006, estabelece que para auxiliar na função de coordenação do processo de regionalização, estes territórios devem desenhar redes regionalizadas de atenção à saúde, organizadas dentro dos territórios das regiões e macrorregiões de saúde.
Em 2010, a Portaria GM/MS nº 4.279, estabelece diretrizes para a organização da RAS do SUS, e traz sua definição como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado.
Nos anos de 2011 a 2014, são publicadas as portarias ministeriais das redes temáticas (Rede Cegonha (RC), Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE), Rede de Cuidado às Pessoas com Deficiência (RCPD), Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e Rede de Crônicos) que compõem a RAS.
Em 2017, a Portaria de Consolidação nº 03, consolida as normas sobre as redes do Sistema Único de Saúde, dispondo sobre as redes temáticas de atenção à saúde, as redes de serviços de saúde e as redes de pesquisa em saúde do SUS. Nesta portaria são redefinidas as redes temáticas: RC, RUE, RCPD, RAPS e Rede de Crônicos.
Por fim, concluímos a resposta para o questionamento do início deste texto. A evolução da organização da RAS está sempre presente nas regras do SUS e, a partir do Decreto 7.508/2011, o PRI é colocado como objeto de pactuação nas Comissões Intergestores Regional (CIR) para elaboração do Plano Regional que tem o importante papel de regular a estrutura organizativa do SUS, o planejamento de saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, dentre outros aspectos, tão necessários a sua consolidação e melhoria permanente.
O Decreto 7.508/11, institui o Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP) como a gura jurídica que dará concretude aos compromissos de cada ente federado frente a objetivos comuns, discutidos e consensuados em cada região de saúde, respeitando a diversidade federativa e garantindo a segurança jurídica necessária a todos.
Dessa forma, as ações e serviços de saúde deverão integrar uma rede regionalizada e hierarquizada, constituindo, assim, um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: descentralização, com direção única em cada esfera de governo; atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais e a participação da comunidade.
RAS
- formação de relações horizontais entre os pontos de atenção com o centro de comunicação na APS.
-centralidade nas necessidades em saúde de uma população,
-responsabilização na atenção continua e integral,
- cuidado multiprofissional,
-compartilhamento de objetos e compromissos com os resultados sanitários e econômicos.
Objetivo: é promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde cm provisão de atenção continua, integral, de qualidade, responsável e humanizada, bem como incrementar o desempenho do sistema, em termos de acesso, equidade, eficácia clínica, e eficiência econômica.
PONTOS DE ATENÇÃO A SAUDE
- domicílios
-UBS
-unidades ambulatoriais especializados
-serviços de hemoterapias e hematologia
-CAPS
-residências terapêuticas
OS HOSPITAIS TB TEM PONTO DE ATENÇÃO
-ambulatorio de pronto atendimento
- unidades de cirurgia ambulatorial
-centro cirúrgico
-maternidade
-UTI
A organização das RASs, para ser feita de forma efetiva, eficiente e com qualidade, tem de estruturar-se com base nos seguintes fundamentos: ECONOMIA DE ESCALA, DISPONIBILIDADE DE RECURSOS, QUALIDADE E ACESSO; INTEGRAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL; PROCESSOS DE SUBSTITUIÇÃO; TERRITÓRIOS SANITÁRIOS; E NÍVEIS DE ATENÇÃO.
Economia de escala, qualidade e acesso aos diferentes pontos de atenção à saúde determinam, dialeticamente, a lógica fundamental da organização racional das RASs. As economias de escala ocorrem quando os custos médios de longo prazo diminuem, à medida que aumenta o volume das atividades e os custos fixos se distribuem por um maior número dessas atividades, sendo o longo prazo um período de tempo suficiente para que todos os insumos sejam variáveis.
A integração horizontal se dá entre unidades produtivas iguais, com o objetivo de adensar a cadeia produtiva e, dessa forma, obter ganhos de escala e, consequentemente, maior eficiência e competitividade. É o caso das fusões de bancos ou de provedores de Internet. A integração horizontal que objetiva promover o adensamento da cadeia produtiva da saúde, se faz por dois modos principais: a fusão ou a aliança estratégica
A integração vertical, ao contrário, se dá entre unidades produtivas diferentes para configurar uma cadeia produtiva com maior agregação de valor. É o caso de uma empresa que começa com a mineração de ferro, depois agrega a produção de gusa, depois a produção de aço etc. No desenvolvimento das redes de atenção à saúde os dois conceitos se aplicam.
A substituição é definida como o reagrupamento contínuo de recursos entre e dentro dos serviços de saúde para explorar soluções melhores e de menores custos, em função das demandas e das necessidades da população e dos recursos disponíveis.
As RASs podem estar, ou não, articuladas com territórios sanitários. As redes das organizações privadas, ainda que se dirijam a uma população definida, em geral, prescindem de territórios sanitários. Também, os sistemas públicos de saúde baseados no princípio da competição gerenciada, como se organizam por uma forma singular de competição, não necessitam de uma base populacional/territorial.GOVERNANÇA DAS RAS.
Os níveis de atenção à saúde estruturam-se por arranjos produtivos conformados segundo as densidades tecnológicas singulares, variando do nível de menor densidade, a APS, ao de densidade tecnológica intermediária, a atenção secundária à saúde, até o de maior densidade tecnológica, a atenção terciária à saúde.
AS RASS CONSTITUEM-SE DE TRÊS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS: UMA POPULAÇÃO, UMA ESTRUTURA OPERACIONAL E UM MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE.
O primeiro elemento das redes de atenção à saúde e sua razão de ser é uma população, colocada sob sua responsabilidade sanitária e econômica. A atenção à saúde baseada na população é a habilidade de um sistema em estabelecer as necessidades de saúde de uma população específica, sob sua responsabilidade, segundo os riscos, de implementar e avaliar as intervenções sanitárias relativas a essa população e de prover o cuidado para as pessoas no contexto de sua cultura e de suas preferências. 
A ESTRUTURA OPERACIONAL das redes de atenção à saúde compõe-se de cinco componentes: o centro de comunicação, a atenção primária à saúde; os pontos de atenção secundários e terciários; os sistemas de apoio; os sistemas logísticos; e o sistema de governança da rede de atenção à saúde.
Os três primeiros correspondem aos nós das redes e o quarto, às ligações que comunicam os diferentes nós. E o quinto, o componente que governa as relações entre os quatro primeiros.
O centro de comunicação das redes de atenção à saúde é o nó intercambiador no qual se coordenam os fluxos e contrafluxos do sistema de atenção à saúde e é constituído pela atenção primária à saúde (unidade de atenção primária à saúde ou equipe do Programa de Saúde da Família).
O segundo componente das redes de atenção à saúde são os pontos de atenção secundários e terciários, os nós das redes onde se ofertam determinados serviços especializados, gerados através de uma função de produção singular. Eles se diferenciam por suas respectivas densidades tecnológicas, sendo os pontos de atenção terciários mais densos tecnologicamente que os pontos de atenção secundários e, por essa razão, tendem a ser mais concentrados espacialmente.
SISTEMAS DE APOIO: envolve os serviços de diagnóstico por imagem, os serviços de medicina nuclear diagnóstica e terapêutica, a eletrofisiologia diagnóstica e terapêutica, as endoscopias, a hemodinâmica e a patologia clínica (anatomia patológica, genética, bioquímica, hematologia, imunologia e microbiologia e parasitologia).
SISTEMA DE ASSISTENCIA FARMACEUTICA: envolve a organização dessa assistência em todas as suas etapas: seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, prescrição, dispensação e promoção do uso racional de medicamentos.
 SISTEMA LOGISTICO: cartão de identificação do usuário, sistema de acompanhamento do usuário (prontuário clinico), sistema de regulação a atenção a saúde, sistema de transporte.
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAUDE: SIM, SINASC, SIAB, SINAM.
 SISTEMAS DE GOVERNANÇA: é o arranjo organizativo que permite a gestão de todos os componentes das redes de atenção à saúde, de forma a gerar um excedente cooperativo entre os atores sociais em situação, aumentar a interdependência entre eles e obter resultados sanitários e econômicos para a população adscrita.
 OS MODELOS DE ATENÇÃO À SAÚDE são sistemas lógicos que organizam o funcionamento das redes de atenção à saúde, articulando, de forma singular, as relações entre a população e suas subpopulações estratificadas por riscos, os focos das intervenções do sistema de atenção à saúde e os diferentes tipos de intervenções sanitárias, definidos em função da visão prevalecente da saúde, das situações demográfica e epidemiológica e dos determinantes sociais da saúde, vigentes em determinado tempo e em determinada sociedade. 
MODELOS LÓGICOS DE ATENÇÃO À SAÚDE NAS RAS: CONDIÇÕES AGUDAS E CRÔNICAS
O objetivo de um modelo de atenção às condições agudas é identificar, no menor tempo possível, com base em sinais de alerta, a gravidade de uma pessoa em situação de urgência ou emergência e definir o ponto de atenção adequado para aquela situação, considerando-se, como variável crítica, o tempo de atenção requerido pelo risco classificado. Isso implica adotar um modelo de triagem de risco nas redes de atenção às urgências e às emergências.
O Modelo de Atenção Crônica, tradução literal de Chronic Care Model (CCM), foi desenvolvido pela equipe do MacColl Institute for Healthcare Innovation, nos Estados Unidos, a partir de uma ampla revisão da literatura internacional sobre a gestão das condições crônicas.
REDE CEGONHA: acolhimento, avaliação dos riscos, acesso e qualidade pre-natal, local para parto e transposte seguro, monitamento de saúde 0-24 meses.
REDE DE CUIDADO A PESSOA COM DEFICIENCIA: ampliar o acesso, qualificar o atendimento, reabilitação auditiva, física, visual, intelectual, múltiplas deficiências, prevenção e identificação de deficiências.
REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: atendimento, transtornos mentais, uso recorrente de drogas, integral, humanizado, acolhimento, singularidade, aproximação, psicólogo, e psiquiátrico.
REDE DE ATENÇÃO AS URGENCIAS E EMERGENCIAS: acolhimento, classificação de riscos, uso de crack, álcool, drogas, samu 192, ambulâncias, e atendimento qualificado.
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