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Seminário (Q&A) de Direito Tributário sobre: capacidade contributiva e igualdade; 'sempre que possível'; impostos sobre propriedade; progressividade x proporcionalidade; seletividade; fiscalidade/extrafiscalidade; criação por decreto; exceções à legalidade; anterioridade (exercício e nonagesimal).

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SEMINÁRIO TEMA III TRIBUTÁRIO 
1) Explique o princípio da capacidade contributiva e o relacione com o princípio da igualdade.
O princípio da capacidade contributiva está previsto no artigo 145, § 1°, da CF ele surge em reforço ao princípio da igualdade e traduz-se na ideia de que o contribuinte da obrigação tributária deverá contribuir com os gastos públicos na exata proporção de sua capacidade econômica.
2) Explique a expressão “sempre que possível” utilizada pelo Legislador Constituinte ao prescrever o princípio da capacidade contributiva, no enunciado do art. 145, §1º, da Constituição Federal.
Trata-se de imposição que só pode ser excepcionada por razões de ordem técnica racionalmente demonstráveis, a expressão faz uma mera recomendação ou simples apelo ao legislador ordinário, em que, não está autorizando o legislador a, se for de seu agrado, graduar os impostos que criar, de acordo com a capacidade econômica dos contribuintes.
3) A quais tributos aplica-se o princípio da capacidade contributiva?
Nos impostos sobre a propriedade como o IPVA, o IPTU, o ITR, o imposto sobre grandes fortunas etc. A capacidade Contributiva revela-se com o próprio bem.
4) Qual é a diferença entre progressividade e proporcionalidade de alíquotas?
A progressividade implica a elevação proporcional de alíquotas de acordo com o aumento do valor de riqueza tributado e na proporcionalidade, ao contrário, a alíquota é invariável, alterando-se apenas o montante a ser pago na razão direta do aumento da riqueza tributada.
5) Explique o princípio da seletividade.
O principio da seletividade tem por objetivo favorecer o consumidor final na aquisição de produtos, mercadorias e serviços considerados essenciais, diminuindo a carga tributária ou até mesmo reduzindo totalmente a incidência destes em razão da essencialidade dos produtos. 
6) Explique a diferença entre fiscalidade e extrafiscalidade. 
A fiscalidade consiste basicamente em meio de arrecadação, geração de receita para os cofres públicos já a extrafiscalidade consiste na utilização de instrumentos tributários sem finalidade arrecadatórias, mas que sejam usadas como meio de incentivar ou inibir comportamentos individuais em benefício do coletivo. 
7) Compare as progressividades do IPTU (art. 156, §1º, I e art. 182, § 4º, II, ambos da CF) e relacione-os com o princípio da capacidade contributiva e extrafiscalidade. 
A progressividade tem como conceito a majoração de um tributo de acordo com critérios estabelecidos pela norma, a extrafiscalidade tem como um de seus objetivos, de inibir comportamentos individuais em beneficio do coletivo assim como a capacidade contributiva é signo presuntivo de riqueza onde se entende que o individuo proprietário de um bem possui capacidade de suportar os tributos.
8) É possível a instituição de tributo por Decreto?
Não é possível a instituição de tributo por decreto este deve ser criado por lei conforme artigo 3º do CTN.
9) a CF prevê exceções ao princípio da legalidade? Descreva o conteúdo desta norma. 
Sim, o artigo prevê exceções ao princípio da legalidade, ao facultar ao Poder Executivo alterar as alíquotas do Imposto sobre Importação (II), Imposto sobre Exportação (IE), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O ato normativo é o decreto presidencial ou Portaria do Ministro da Fazenda, utilizada na prática para os impostos aduaneiros (II e IE).
Esta exceção está baseada no caráter extrafiscal destes impostos, vale dizer, são cobrados com a principal finalidade de regular determinado setor da economia, exigindo maior dinamismo na alteração das alíquotas a fim de se adequar às rápidas variações da economia. Desta forma a exceção vem a regular, por exemplo, a balança comercial interna/externa (II e IE) ou facilitar e estimular a aquisição de determinados produtos industrializados
10) Explique o princípio da anterioridade de exercício (art. 150, III, “b”, da Constituição Federal).
Este princípio pode ser entendido como um meio de garantir previsibilidade ao contribuinte, evitando cobrança ou majoração de tributos repentinos. Determinando que os entes somente podem cobrar o tributo a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que foi publicada a lei que o instituiu ou aumentou. O exercício financeiro tributário é o período de 1º/01 a 31/12 de cada ano. Ou seja, se um tributo é criado ou alterado em 09/05/2022, ele só terá seus efeitos a partir de 01/01/2023.
11) Explique o princípio da anterioridade de nonagesimal (art. 150, III, “c”, da Constituição Federal).
O princípio da anterioridade de nonagesimal pode ser entendido como aquele que assim como no princípio da anterioridade do exercício, garante certa previsibilidade ao contribuinte, mas diferente do exercício citado anteriormente, o nonagesimal determina que o fisco só pode exigir um tributo instituído ou majorado decorridos 90 dias de da data em que foi publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Além do mais, é importante ressaltar que tal previsão – salvo exceções – soma-se à anterioridade de exercício. Dessa forma, caso uma lei que institua ou majore um tributo seja promulgada em 01/12/2022, pela Anterioridade de Exercício esse tributo poderia ser exigido já em 01/01/2023.
No entanto, por força da anterioridade nonagesimal, é necessário o período de 90 dias entre a data de promulgação (01/12/2022) e a cobrança por parte do Fisco. Ou seja, nesse exemplo dado, somente em 01/03/2023 o tributo seria exigível nos moldes da nova lei.
12) Liste os tributos que não observam a anterioridade de exercício (art. 150, §1º e art. 195, §6, ambos da Constituição Federal)
Não observarão o princípio da anterioridade de maneira integral, ou seja, nem a anterioridade do exercício, nem a nonagesimal os seguintes tributos:
II, IE, IOF, IPI, Imposto Extraordinário, Empréstimo Compulsório de Guerra, Cide-Combustível, ICMS-Combustível e Contribuições da Seguridade Social.
13) Liste os tributos que não observam a anterioridade nonagesimal (art. 150, § 1º, da Constituição Federal)
-II 
-IE
-IOF
-IR
-Imposto Extraordinário
-Empréstimo Compulsório por calamidade pública ou guerra externa
-Base de Cálculo do IPTU e IPVA
14) Considerando os 4 regimes jurídicos de aplicação dos princípios da anterioridade, preencha a tabela abaixo:
	Tributos que respeitos ambos os princípios
	Tributos que respeitam apenas a anterioridade nonagesimal
	Tributos que respeitam apenas a anterioridade de exercício
	Tributos que não respeitam as anterioridades de exercício e nonagesimal
	-ITR
-IGF
-Contribuição RPPS
-COSIP
-ITBI
-ISS
-ITCMD
	-IPI 
-CIDE
-ICMS 
-Contribuições Sociais
	-Fixação das Bases de Cálculo do IPTU e IPVA
-IR
	-II 
-IE
-IOF
-Imposto Extraordinário de Guerra
-Empréstimo Compulsório de Guerra
15) Dada a seguinte lei fictícia:
Prefeitura Municipal de Itanhaém, Decreto Municipal 3.809 de 10/10/2020 (DOM
11/10/2020)
Art. 1o. O fato gerador desse imposto sobre estacionamento é a entrada de ônibus de excursão no território municipal.
Art. 2o. A base de cálculo do imposto é o valor do veículo de excursão.
§1o. A alíquota é de 20%
§2o. Veículos da empresa “Expresso Brasileiro” pagarão 5%. 
Art. 3o. Contribuinte é o proprietário do veículo.
Art. 4o. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, devendo produzir todos seus efeitos a partir do dia 01/11/2020.
Parágrafo único – Todos os veículos que tiverem sua entrada registrada nos dez primeiros dias do mês corrente ficam sujeitos, incondicionalmente, à obrigação tributária instituída nesse diploma.
Art. 5o. A importância devida a título dessa taxa deve ser recolhida imediatamente no momento da entrada do veículo, nos postos instalados na entrada do Município.
Art. 6o. Compete à Secretaria de Turismo, mediante portaria fixar a alíquota e cuidar da arrecadação desse tributo.
Relacionar todos os princípios constitucionais tributários violados pelos dispositivos supratranscritos. Justifique cada um deles.
O art. 1 viola o princípio da liberdade de tráfego, pois é indevida a cobrançade imposto para estabelecer limitações de pessoas ou bens se locomoverem de forma interestadual ou intermunicipal, ressalvada em caso de cobrança de pedágio.
O art. 2 viola o princípio da igualdade, pois está tendo uma desigualdade entre os veículos de forma esporádica em razão da ocupação profissional.
O art. 3 não viola nenhum princípio constitucional.
O art. 4 viola o princípio da anterioridade nonagesimal, essa anterioridade seria a mais benéfica do que a anterioridade do exercício, pois a lei começaria a vigorar após 90 dias, ao invés de começar no primeiro dia do ano, além disso a lei não violou nenhuma das antes da anterioridade.
O art. 5 viola o princípio da liberdade de tráfego, pois é indevida a cobrança de imposto na entrada do município para estabelecer limitações de pessoas ou bens se locomoverem de forma interestadual ou intermunicipal, ressalvada em caso de cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadoras do Poder Público.
O art. 6 viola o princípio da legalidade, pois foi criada mediante portaria ao invés de lei complementar.

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