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Alunos com TEA Orientação a Professores e Estagiários SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DIVISÃO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL CAMPO MOURÃO - PR PSIC. MÔNICA MAURO T. COLAVITE CRP 08/08526 SETEMBRO/2022 O aluno com autismo ou TEA apresenta características variadas que comprometem, desde as suas relações com outras pessoas até a sua linguagem, necessitando, assim, de apoio no seu processo de ensino-aprendizagem. Não existe um padrão que conduza o comportamento das crianças com autismo. O(a) aluno(a) com TEA O manual discrimina o TEA em níveis que vão de 1 a 3. Por exemplo, o correto é autismo nível 2 de suporte, que indica necessidade moderada de apoio nas atividades do dia a dia. Graus de autismo descritos no DSM-5: COMORBIDADES PROCESSAMENTO DAS INFORMAÇÕES. Pessoas com autismo processam as informações de forma diferente. O(a) aluno(a) com TEA Segmentar tarefas; Organizar o tempo de trabalho durante longos períodos de tempo até uma meta final; Compreender a informação/instruções relacionadas a uma tarefa; Planejar e organizar e, quando necessário, solicitar ajuda ao professor. Em nível variado, as crianças podem ter dificuldades em: Mediador no processo inclusivo; Ajudar o aluno a compreender as regras sociais; Oferecer ferramentas para expressar de forma adequada seus sentimentos e emoções; Mediar as interações do aluno com os professores e colegas; Facilitar a participação nas atividades pedagógicos e sociais; PAPEL DO PROFESSOR DE APOIO OU ESTAGIÁRIO: Incentivar a atenção da criança para o comando da professora; Incentivar estratégias sociais e de comunicação pra que ele participe das atividades e consiga realizar algumas mesmo que precise de adaptação ou de apoio; Promover através de materiais concretos uma melhor compreensão dos conteúdos; Manejar comportamentos inadequados. PAPEL DO PROFESSOR DE APOIO OU ESTAGIÁRIO Comportamentos disruptivos são respostas indesejadas emitidas pelas crianças, como: As birras (se jogam no chão, gritam, choram), agressões (agridem os pares ou figuras de autoridade), Autolesivos e Heterolesivos (batem a cabeça, se mordem), Estereotipias (respostas repetitivas com função autoestimulatória), entre outras. Esses comportamentos indesejados podem afetar o aprendizado, a interação social, o bem-estar e a saúde das crianças com autismo. Comportamentos Disruptivos Os comportamentos disruptivos geralmente aparecem diante de situações em que o indivíduo tenta ganhar atenção social, se esquivar ou fugir de determinada demanda, ter acesso a algum item reforçador ou também para escapar de estimulação indesejada (como barulho, por exemplo). Por que essas respostas são emitidas com tanta frequência? Em primeira instância muito similares. Em linhas gerais, a chamada “birra” é comportamental e consiste numa explosão desencadeada por uma frustração. O comportamento de birra é uma tentativa de manipulação, na qual a criança força a vontade dela em oposição à vontade do outro. Já a crise é um colapso decorrente de uma sobrecarga sensorial. Você sabe diferenciar birra de uma crise na criança com TEA? Ou seja: uma sobrecarga sensorial pode causar uma crise. Pela inflexibilidade mental, controle, querer fazer as coisas e não conseguir, dificuldade na comunicação, podem entrar em comportamentos disruptivos. BirraXCrise Diferentemente da birra, a crise tende a cessar após um desgaste emocional – o que nem sempre é a melhor resposta, dado a exaustão que pode ser gerada na criança. O ideal para acalmar a criança é afastá-la da fonte de estímulos e/ou propor atividades das quais ela goste. São atitudes que poderão redirecionar o foco dela tirando-a da crise. O que fazer nesse caso? Pode ser bem-vindo conversar com a criança, caso haja essa possibilidade. Ouvi-la e compreender o que está gerando determinada ansiedade pode ser um caminho positivo para que encontrem uma solução. Procure sempre oferecer a criança uma atmosfera de segurança e tranquilidade, para que ela consiga se sentir reconfortada e regule seus sentidos e emoções. O que fazer nesse caso? Importante Evitar: Desesperar-se; Entrar em desespero e medir força com a criança durante a crise é uma das piores formas de lidar com a birra. Embora seja realmente difícil ver a criança fazendo escândalo ou se jogando no chão, é preciso ter calma para controlar um episódio como esse. O que fazer nesse caso? Ignorar; Assim como não é bom se desesperar e batalhar com a criança durante a birra, negligenciar ou ignorar o que está acontecendo também não é uma boa escolha. Fingir que não está vendo pode incentivar inclusive a criança a aumentar a intensidade até que seja ouvida. O que fazer nesse caso? Brigar Bem como o desespero, a irritação é um dos piores sentimentos no momento em que a criança começa a fazer escândalo. Naturalmente, é impossível não reagir a essa situação. Porém, demonstrar irritação e brigar com a criança durante a birra não irá ensiná-la a controlar as suas reações de frustração, apenas amedrontá-la ou aumentar ainda mais essa sensação. O que fazer nesse caso? Um dos recursos que podem auxiliar a acalmar a criança é identificar os gatilhos que precedem uma crise. Essa estratégia pode ajudar a evitar o episódio ou a manejá-lo de uma melhor maneira. Algumas causas podem ser mais aparentes, enquanto outras são mais difíceis de descobrir. Ainda assim, é essencial que você reflita por um momento e tente entender o que ocasionou aquele comportamento, para evitar que ele se repita mais vezes ou criar estratégias que vão ajudar a manejá-los no futuro. O que fazer nesse caso? Primeiro deve realizar uma análise do comportamento da criança ao longo de algum tempo através de um Antecedent-Behavior-Consequence Chart – (Quadro de – antecedente, comportamento, consequência). É simples de criar e usar e pode ser muito eficaz para determinar a causa de comportamentos desafiadores. Cada vez que a criança tem uma crise, reserve alguns minutos, quando for conveniente, para anotar o ABC desse evento específico e os comportamentos que ocorreram: Use um quadro ABC. Antecedente: os eventos que ocorreram antes da crise acontecer; Comportamento: a resposta da criança ao antecedente; Consequência: o que aconteceu após o comportamento para encorajar/impedir a repetição da situação; (Quadro de – antecedente, comportamento, consequência) Reconhecer um comportamento e entender o que acontece antes e depois. O que acontece depois, a consequência, pode ser reforçadora ou não. TENTAR COMPREENDER ESTA CRIANÇA. MANEJO DE COMPORTAMENTO COMPREENDER QUAL É A FUNÇÃO DO COMPORTAMENTO INADEQUADO As quatro principais funções do comportamento são: A primeira delas é a obtenção de objeto tangível. A segunda função dos comportamentos inapropriados é busca por atenção. A terceira função dos comportamentos inapropriados é o controle. A quarta função dos comportamentos é o evitamento, escape, fuga. MANEJO DE COMPORTAMENTO Algumas estratégias de manejo diário podem ajudar: Assim, quando estiver definido o que desencadeia a crise na criança, é o momento de fazer uma pausa, reunir a equipe educativa, escrever e encontrar estratégias de coping (alternativas para enfrentar a situação) que a criança pode usar quando se depara com momentos que considera de sobrecarga. Formular um plano de ação. Deve-se reforçar positivamente os comportamentos adequados e NÃO se deve reforçar os comportamentos inadequados. Quando ocorrer um comportamento inadequado, deve-se ensinar o comportamento adequado que é esperado. Repete-se o ensino todas as vezes que sejam necessárias e controla-se o ambiente para evitar que eventos do ambiente determinem, propiciem ou favoreçam a emissão de problemas de comportamento ou comportamentos inadequados. Importante: A fase de gatilho de uma crise no autismo, na maioria das vezes é tão evidente que os pais e cuidadores conseguem detectar os sinais de alertacom antecedência. A criança pode ficar tensa ou retrair-se, ou pode apresentar sinais mais externos, como instabilidade, movimentos corporais ou falar baixinho. Reconhecer os sinais de alerta. Sempre que possível, retire o indivíduo da situação e leve-o para um local tranquilo para se acalmar. Considere criar uma sala sensorial ou um canto em casa com ferramentas calmantes à mão e mantenha sempre alguns desses objetos no carro ou na carteira para estar preparado e pronto para intervir quando necessário (os objetos variam de criança para criança e podem alternar entre um simples spinner ou um pula pula. É importante avaliar o que resulta para cada um). Mude o ambiente. Uma rotina regular com consistência em todos os aspetos tende a melhorar significativamente o desenvolvimento de uma criança com autismo. Embora manter esse padrão diariamente seja impossível, pois fomentar a flexibilidade também é positivo, é importante manter uma programação previsível do dia-a-dia da criança. Seja consistente e siga um cronograma: A maioria das salas de aula usa um cronograma básico que descreve as diferentes atividades das quais os alunos irão participar ao longo do dia, mas algumas crianças beneficiam de um painel mais detalhado do que vai acontecer exatamente num determinado momento do dia a seguir a determinada ação. Isso irá ajudar a que a criança saiba o que se espera dela e capacita-a para que se possa organizar com antecedência, permitindo-lhe manter maior controle sobre suas emoções. Use recursos visuais. O trabalho para a aquisição de competências temporais – conhecimento do relógio, cronômetro, dias da semana, etc. são ótimas ferramentas para usar, pois mostra visualmente à criança a passagem do tempo. Fornecer um aviso de 10, 5 e 3 minutos também pode ajudar a tornar as transições mais fáceis. Avise antes das transições. Controlar as sensibilidades sensoriais. Criar um ritual calmante. “Educadores especiais – e pais – precisam olhar para o que uma criança pode fazer em vez de olharem para o que não podem fazer. É preciso dar mais ênfase em construir e expandir as habilidades positivas de uma criança. Muitas vezes, as pessoas se prendem a um rótulo como a dislexia, TDAH ou ao autismo, e não conseguem ver além do rótulo. As crianças que recebem um rótulo muitas vezes têm habilidades irregulares. Elas podem ser talentosas em uma área e ter uma deficiência real em outra. É importante trabalhar em áreas nas quais a criança seja fraca, mas dar ênfase nas fraquezas não deve chegar ao ponto em que a construção da área de apoio seja negligenciada”. – Temple Grandin, Ph.D. SILVA, ABB; GAIATO, MB; REVELES, LT. Mundo singular: Entenda o autismo. 1. [S.L.]: Rio de Janeiro: FONTANAR, 190 p., 2012. Manejo comportamental de crianças com Transtornos do Espectro do Autismo em condição de inclusão escolar : guia de orientação a professores [livro eletrônico]. -- São Paulo : Memnon, 2014. KEINERT, Maria Helena Jansen de Mello. Espectro Autista - O que é? O que fazer? 2 ed. Curitiba: Íthala, 2017. Referências: https://www.institutofarol.com/ https://www.youtube.com/c/InstitutoFarolAutismo https://institutosingular.org/cursos/ https://www.youtube.com/c/mayragaiato https://institutoneurosaber.com.br/ https://www.pauloliberalesso.com/ https://blog.ieac.net.br/ https://www.autismoemdia.com.br/blog/autista-na-escola/ http://www.institutomauriciodesousa.org.br/fazendo-a-diferenca/publicacoes/um-amiguinho-diferente/ Referências: