Buscar

Compreensão e Produção de Textos 2

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 5 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

Questão 1/5 - Compreensão e Produção de Textos
Teóricos como Firth e Halliday são referências fundamentais para o desenvolvimento da Linguística Textual, já que concentraram a sua observação da língua via o plano do texto e do seu tensionamento a partir do contexto. No Brasil, linguistas como José Luis Fiorin e Francisco Platão Savioli acabaram dedicando trabalhos específicos para a problematização do conceito do texto, reverberando uma das linhas de força crítica mais respeitadas do país.
De acordo com o conteúdo lido no tema 01, para os dois linguistas brasileiros citados, um texto é:
Nota: 20.0
	
	A
	Uma unidade de sentido homogênea e fechada, cujo significado se faz a partir da arquitetura de estruturas devidamente organizadas e colocadas em uma sequência coesa e coerente.
	
	B
	Um atributo registrável pela instância escrita, subsidiado por forças cotextuais independentes e que não se relacionam com informações formuladas por variáveis externas.
	
	C
	Um tecido, uma estrutura construída de tal modo que as frases não têm significado autônomo, o que faz com que um sentido seja dado segundo a correlação construída entre as unidades.
Você acertou!
Comentário: A questão 2 tensiona grande parte das discussões apresentadas no Tema 01 da Unidade 1 da disciplina, conferindo especial atenção para o conceito de texto enquanto tecido. Para chegar a tal resolução, bastaria pensar em passagens como esta: “Diante disso, podemos construir dois critérios quando pensamos em um texto: 1) jamais tomar apenas um fragmento e julgar todo o texto por conta disso; 2) entender que toda leitura deve considerar o contexto e o tensionamento com demais textos já existentes. Vale lembrar que o fato de conjecturarmos o texto como um tecido não é apenas um argumento pragmático, o resultado de uma metáfora utilizada aqui a partir do poema de João Cabral. José Luis Fiorin e Francisco Platão Savioli, em Para entender o texto: leitura e redação (2007), já apontavam justamente como todo [...] texto é um tecido, uma estrutura construída de tal modo que as frases não têm significado autônomo: num texto, o sentido de uma frase é dado pela correlação que ela mantém com as demais. (FIORIN; SAVIOLI, 2007, p. 15).” (Aula 01, página 12).
	
	D
	Um código linguístico capaz de organizar e estender uma frase, sendo mantida essencialmente por unidades do nível morfossintático.  
Questão 2/5 - Compreensão e Produção de Textos
Ao entender a compreensão leitora como um processo, a Linguística Textual abriu novas possibilidades para teorizar e estudar o ato de ler. Dentre tantas contribuições de estudiosos, acabaram ganhando evidência os modelos bottom up e top down.
Com base nos conteúdos da Aula 04, é possível afirmar que são características dos modelos bottom up e top down, respectivamente:
Nota: 20.0
	
	A
	Ideia de ascensão e repertório.
Você acertou!
Comentário: A resposta da questão exige o entendimento das características e especificidades dos modelos bottom up e top down ligados à compreensão leitora. A alternativa correta é estruturada a partir do seguinte trecho da Unidade 04: “[...] a existência dos modelos bottom up (ideia de ascensão, sequência e hierarquia) e top down. No primeiro caso, há certa primazia do texto, uma vez que se imagina que a decodificação se dá a partir da observação encadeada de cada um dos elementos do texto. Já no segundo caso, ganha relevância o repertório e o horizonte de expectativas do leitor (relação com a teoria da recepção e com a perspectiva de Jauss, mas, principalmente, de Iser). [...] No processo bottom up, utilizado com bastante regularidade na leitura de textos de uma língua estrangeira, partimos da identificação de elementos linguísticos que conhecemos (léxicos, frases, conjunções etc.) e, a partir daí, tentamos estabelecer uma leitura linear em direção ao sentido. [...] No processo top down, “[...] quanto mais informação possuir um leitor sobre o texto que vai ler, menos precisará se “fixar” nele para construir uma interpretação”. (SOLÉ, 1998, p. 24). Neste caso, ainda que não saibamos todos os léxicos empregados em um determinado texto, como leitores, propomos estratégias e hipóteses para decodificá-lo.” (aula 04, páginas 13 e 14).
	
	B
	Sequência e hierarquia.
	
	C
	Hierarquia e ideia de ascensão.
	
	D
	Repertório e identificação de elementos variados.
Questão 3/5 - Compreensão e Produção de Textos
A compreensão leitora se estabeleceu, sem dúvida alguma, como um dos eixos temáticos mais importantes para o desenvolvimento de reflexões e teorias na Linguística Textual. Dentre tantos estudiosos, o nome de Frank Smith acaba sendo recuperado por críticos aqui no Brasil, demonstrando o quanto os seus apontamentos seguem com fôlego para se pensar a instância do texto.
Após ler tal afirmação e, ainda, com base nos conteúdos apresentados na aula 04, é possível afirmar sobre a perspectiva de Smith:
Nota: 0.0
	
	A
	O seu pressuposto essencial era o de que a leitura deveria partir de uma instância sempre individual, fortalecendo o ler como uma atividade rigorosa e de estreita relação com o registro culto.
	
	B
	Para o linguista, a leitura deveria ser entendida como uma atividade construtiva e criativa, tendo ainda como características o fato de ser objetiva, seletiva, antecipatória e baseada na compreensão.
Comentário: A questão exige especial atenção do discente, sobretudo para que ele seja capaz de tensionar as informações presentes nas alternativas a partir das informações referentes à perspectiva do linguista Frank Smith. Para chegar ao resultado correto, é necessário cotejar todos os detalhes oferecidos e voltar para o seguinte trecho da Unidade 04: “Para tensionar essa máxima, resgatamos uma reflexão desenvolvida por Frank Smith em uma obra que já é canônica para os estudos da compreensão leitora na perspectiva da psicolinguística:
 
Não há nada de especial na leitura, a não ser tudo que nos possibilita fazer. O poder que a leitura proporciona é enorme, não somente por dar acesso a pessoas distantes e possivelmente mortas há muito, mas também por permitir o ingresso em mundos que, de outro modo, não seriam experimentados, que, de outro modo, não existiriam. A leitura permite-nos manipular o próprio tempo, envolvermo-nos em idéias ou acontecimentos em uma proporção e em uma sequência de nossa própria escolha. (SMITH, 1989, p. 15, grifos nossos).
 
[...] Segundo Frank Smith, caberia à compreensão leitora certas características próprias, forças discursivas capaz de a distinguirem. Assim, “A leitura é vista como uma atividade construtiva e criativa, tendo quatro características distintivas e fundamentais – é objetiva, seletiva, antecipatória, e baseada na compreensão, temas sobre os quais o leitor deve, claramente, exercer o controle.” (SMITH, 1989, p. 17).” (Aula 4, contextualizando, páginas 4-5).  
	
	C
	O processo de leitura se dá sempre após a decodificação e o reconhecimento de unidades de significado, exigindo do leitor, necessariamente, a intimidade com o código linguístico.
	
	D
	As grandes características da leitura na perspectiva de Frank Smith atrelavam-se à ideia da subjetividade e a generalidade capaz de relacionar unidades de textos particulares para pensar outros enunciados.
Questão 4/5 - Compreensão e Produção de Textos
Na esfera da Linguística Textual, sobretudo nas últimas décadas, a ação de produzir um texto acaba sendo diretamente atravessada pela perspectiva na qual um texto não se configura como uma mera enumeração ou conglomerado de unidades linguísticas, mas como uma unidade completa de sentido ou como um evento comunicativo.
Ademais, segundo os conteúdos da Unidade 04, a produção textual acaba estando diretamente ligada: 
Nota: 20.0
	
	A
	Á compreensão leitora.
Você acertou!
Comentário: Tal como apresentado na Unidade 05: “a produção textual está diretamente atrelada ao desenvolvimento da compreensão leitora.” (Aula 05, página 3) ou, também, “Ainda que pareça óbvia a relação entre produção textual e compreensão leitora, nem sempre esse diálogo é tomado como partepreponderante por alguém interessado em produzir um texto.” (Aula 05, página 6).
	
	B
	Ao reconhecimento de estruturas.
	
	C
	Ao domínio e análise sintática.
	
	D
	Ao conhecimento da gramática normativa.
Questão 5/5 - Compreensão e Produção de Textos
As contribuições teóricas desenvolvidas pela Linguística Textual a partir da década de 50 e 60 foram fundamentais para a diferenciação entre o que se entende como texto, discurso e enunciado.
Baseando-se nas discussões apontadas no Tema 1, assinale a alternativa que corresponde a uma das definições possíveis arroladas pelo linguista Luis Antônio Marcuschi para referir-se ao conceito de discurso:
Nota: 0.0
	
	A
	Código estruturado e organizado, apresentando falhas de maneira direta a partir de informações que desconstroem um dado sentido.
	
	B
	Estrutura homogênea capaz de delimitar uma temática linguística e encaminhar o processo de percepção do texto.
	
	C
	Sistema linguístico heterogêneo responsável por ora complementar um determinado texto, ora por contrapor um enunciado.
	
	D
	Regularidade de uma prática.
Comentário: A questão espera observar se o discente acompanhou realmente as discussões apresentadas na unidade a respeito do tensionamento do conceito de discurso. Além disso, pontua-se diretamente algumas das reflexões do linguista Luis Antônio Marcuschi ao problematizar a ideia de discurso. Para saber qual das alternativas corresponde a uma das definições de Marcuschi para o conceito de discurso, bastaria atentar-se ao seguinte trecho da Unidade 1: “Para viabilizar a continuidade da nossa reflexão nesta disciplina, vale retomar, a partir dos estudos de Marcuschi, três das definições mais frequentes quando se discorre a respeito do discurso: conjunto de enunciados que derivam da mesma formação discursiva; uma prática complexa e diferenciada, obedecendo a regras de transformação analisáveis; regularidade de uma prática. (MARCUSCHI, 2008, p. 58).” (aula 01, página 15).

Continue navegando